Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
opa, concurseiro
Bem-vindo(a) ao Guia de Estudos: História e Geografia
de Rondônia
Este guia foi elaborado para ser uma ferramenta prática
e dinâmica para você que deseja aprofundar seus
conhecimentos sobre o estado de Rondônia, seja para
concursos públicos, vestibulares ou enriquecimento
cultural. Aqui, exploraremos os principais aspectos
históricos, geográficos, culturais e econômicos que
tornam Rondônia uma região singular no cenário
brasileiro.
A partir de conteúdos organizados de forma clara e
objetiva, abordaremos desde os marcos históricos,
como o período da colonização e a criação do território
federal, até a formação cultural e as peculiaridades
geográficas do estado. Além disso, destacaremos
temas recorrentes em provas, como as características
socioeconômicas, a biodiversidade e os desafios
enfrentados pelo estado na contemporaneidade.
Nosso objetivo é oferecer uma base sólida para que
você compreenda e contextualize os principais
acontecimentos e peculiaridades de Rondônia,
auxiliando-o(a) a alcançar um desempenho ainda
melhor em seus estudos e objetivos. 
Desejamos muito sucesso em sua
preparação!
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
A história de Rondônia começa com os povos indígenas, como os Kaingang e Cinta
Larga, e evolui com a chegada dos colonizadores portugueses, resultando em disputas
territoriais e exploração econômica. Inicialmente parte do Amazonas e Mato Grosso,
Rondônia tornou-se Território Federal do Guaporé em 1943 e foi renomeada em 1981
em homenagem a Cândido Rondon, tornando-se estado em 1982, com colonização
intensificada na década de 1970.
Geograficamente, Rondônia está na região Norte do Brasil, fazendo fronteira com o
Acre, Amazonas, Mato Grosso e a Bolívia. A região abriga diversos biomas, como a
Floresta Amazônica, e possui relevo variado com planícies e serras, destacando-se a
Serra dos Pacaás Novos. A rede hidrográfica, com rios como Madeira e Guaporé, é vital
para transporte e atividades econômicas. O clima é equatorial úmido, influenciando a
agricultura. Os desafios incluem a preservação ambiental e o uso sustentável dos
recursos naturais, especialmente em relação ao desmatamento.
A História e a Geografia de Rondônia estão interligadas, pois o processo de
colonização, exploração econômica e crescimento do estado teve um grande impacto
sobre o ambiente natural e a formação da sociedade local. Conhecer esses aspectos é
fundamental para entender a importância de Rondônia no contexto nacional, além de
permitir uma reflexão sobre os desafios e as oportunidades que o estado enfrenta no
século XXI.
História e Geografia de Rondônia
referem-se ao estudo do passado e das
características físicas, geográficas e
socioeconômicas do estado de
Rondônia, localizado na região Norte do
Brasil. Ambos os campos de estudo são
essenciais para entender a formação, o
desenvolvimento e os desafios
enfrentados por esse estado ao longo do
tempo.
O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE INICIAR OS ESTUDOS?
memoriza.aí
PERCENTUAL DE COBRANÇA
Ocupação, colonização e povoamento
29.5%
Economia e sociedade nos séculos XIX e XX
28.2%
Ambiente Amazônico
23.1%
PopulaçõesTradicionais
19.2%
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
SUMÁRIO
DICA 1 — AMAZÔNIA PRÉ-COLONIAL: UMA VIAGEM NO TEMPO
DICA 2 — SISTEMA DE EXPLORAÇÃO COLONIAL
DICA 3— SEGUNDA FASE DE COLONIZAÇÃO (1700-1755) I
DICA 4 — SEGUNDA FASE DE COLONIZAÇÃO (1700-1755) II
DICA 5 — TERCEIRA FASE DE COLONIZAÇÃO (1757-1798)
DICA 6 — ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA E MILITAR
DICA 7 — CICLO DA BORRACHA
DICA 8 — IMPACTOS DO CICLO DA BORRACHA
DICA 9 — OCUPAÇÃO COLONIAL DA AMAZÔNIA E AS
POLÍTICAS PORTUGUESAS PARA OS VALES DO MADEIRA E
GUAPORÉ
DICA 10 — FRONTEIRAS NA AMAZÔNIA COLONIAL: DISPUTAS
LUSO-HISPÂNICAS E CRIAÇÃO DA CAPITANIA DE MATO
GROSSO
DICA 11 — ECONOMIA COLONIAL NOS VALES DO MADEIRA E
GUAPORÉ: MINERAÇÃO, DROGAS DO SERTÃO, ESCRAVISMO E
CONTRABANDO
DICA 12 — POVOAMENTO DOS SÉCULOS XIX E XX: ROTAS
FLUVIAIS, SERINGAIS E EXPANSÃO EXTRATIVISTA AMAZÔNICA
DICA 13 — CICLO DA BORRACHA EM RONDÔNIA E SEUS
IMPACTOS SOCIAIS, ECONÔMICOS E TERRITORIAIS
DICA 14 — FERROVIA MADEIRA-MAMORÉ: ETAPAS DE
CONSTRUÇÃO, DESAFIOS, MÃO DE OBRA E IMPORTÂNCIA
HISTÓRICA
DICA 15 — COMISSÃO RONDON: TELEGRAFIA, INTEGRAÇÃO
TERRITORIAL E RELAÇÕES COM POVOS INDÍGENAS
DICA 16 — TERRITÓRIO FEDERAL DO GUAPORÉ E TERRITÓRIO
FEDERAL DE RONDÔNIA: CRIAÇÃO, ESTRUTURA E
TRANSFORMAÇÕES
DICA 17 — IMPLANTAÇÃO DO ESTADO DE RONDÔNIA:
PROCESSO POLÍTICO, ADMINISTRATIVO E SEUS
DESDOBRAMENTOS
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
SUMÁRIO
DICA 18 — RODOVIA BR-364: CONSTRUÇÃO,
COLONIZAÇÃO AGRÍCOLA, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO
REGIONAL
DICA 19 — GARIMPOS, EXTRATIVISMO MINERAL E NOVAS
ONDAS DE POVOAMENTO NO SÉCULO XX
DICA 20 — AMBIENTE AMAZÔNICO EM RONDÔNIA: CLIMA,
RIOS, RELEVO, SOLOS E DESAFIOS AMBIENTAIS
DICA 21 — POPULAÇÃO E OCUPAÇÃO DO ESPAÇO:
MIGRAÇÕES INTERNAS, DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, IDH E
POPULAÇÕES TRADICIONAIS
DICA 22 — PRODUÇÃO ECONÔMICA DE RONDÔNIA:
AGRICULTURA, PECUÁRIA, EXTRATIVISMO, ENERGIA E
COMÉRCIO REGIONAL
DICA 23 — HISTÓRIA DO PODER LEGISLATIVO DE
RONDÔNIA: ORIGEM, EVOLUÇÃO E PAPEL INSTITUCIONAL
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
OCUPAÇÃO, COLONIZAÇÃO E POVOAMENTO 
Há mais de 14 mil anos, grupos de povos
asiáticos chegaram à região do
Amazonas, vivendo ao longo dos rios e
se adaptando ao ambiente único da
floresta tropical. 9
1⃣ Fase Paleoindígena (até 8000 a.C.): Caçadores e coletores nômades que viviam
da caça de grandes animais Å e coleta de frutos =.
2⃣ Fase Arcaica (8000 a 3000 a.C.): Começo da agricultura ' , com destaque para
o cultivo da mandioca, base da alimentação na região �.
3⃣ Fase Pré-Histórica Tardia (3000 a 1000 a.C.): Culturas mais complexas, como os
marajoaras e tapajônicos, que construíam grandes aterros e produziam cerâmica
fina ⚱.
memoriza.aí
A Amazônia tem uma história incrível que começa muito antes de Colombo chegar às
Américas! 
Seus primeiros habitantes foram povos indígenas que viveram de forma harmoniosa
com a floresta por milhares de anos.
DICA 
AMAZÔNIA PRÉ-
COLONIAL: UMA
VIAGEM NO TEMPO
AMAZÔNIA PRÉ-
COLONIAL: UMA
VIAGEM NO TEMPO
Os Primeiros Habitantes:
A arqueologia nos ajuda a entender como esses povos viviam,
com achados como pinturas rupestres e terra preta indígena.⚒
A MANDIOCA FOI O ALIMENTO ESSENCIAL PARA ESSES POVOS,
RESISTENTE E NUTRITIVA, ESSENCIAL PARA A AGRICULTURA! '
A Amazônia pré-colonial pode ser dividida em três fases:
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
OCUPAÇÃO, COLONIZAÇÃO E POVOAMENTO 
Os indígenas foram essenciais nesse processo, atuando
como coletores e remadores nas viagens fluviais. ê♂ E,
para garantir sua mão de obra, os portugueses usaram a
"descida" e até a "guerra justa" contra os indígenas que
resistiam. ⚔
memoriza.aí
DICA 
SISTEMA DE
EXPLORAÇÃO
COLONIAL
SISTEMA DE
EXPLORAÇÃO
COLONIAL
A economia amazônica estava centrada na exploração
de produtos naturais da floresta ), como cravo, canela,
cacau e peles de animais exóticos Ô . Esses produtos
eram comercializados nas feitorias, locais de
armazenamento para exportação para Portugal.
Isso causou uma grande mudança nas culturas indígenas e levou a muitos
abandonos e mortes. � 
O padre João Daniel relatou que a "descida" dos indígenas era planejada
para dar tempo para que colhessem suas culturas e se adaptassem às novas
condições. .
O Brasil foi dividido em capitanias hereditárias, que
eram áreas de terra dadas a pessoas de confiança do rei
de Portugal.á Esses donatários eram responsáveis por
colonizar e defender o território, além de explorar as
riquezas da região. 5
Durante a colonização da Amazônia, os portugueses tomaram diversas medidas para
dominar a região. á Eles expulsaram europeus, principalmente espanhóis, construíram
fortificações e fundaram vilas. Além disso, os indígenas foram forçados a trabalhar nas
plantações, coleta de recursos naturais e até como soldados.
INDÍGENAS ERAM CONVENCIDOS A ABANDONAR SUAS ALDEIAS PARA VIVER NAS MISSÕES
PORTUGUESAS, ADOTANDO O CRISTIANISMO E OS MODOS DE VIDA EUROPEUS. 
PRIMEIRA FASE DA COLONIZAÇÃO (1600-1700)PRIMEIRA FASE DA COLONIZAÇÃO (1600-1700)
NA AMAZÔNIA, O SISTEMA COMEÇOU A ENFRENTAR DIFICULDADES NO FINAL DO SÉCULO 17. 
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
OCUPAÇÃO, COLONIZAÇÃO E POVOAMENTO 
� TRABALHO INDÍGENA E A COROA PORTUGUESA:
Os missionários viajavam para o interior da floresta e
traziam os indígenas para aldeamentos. Ali, eles:
No final do século XVII, a economia na região amazônica enfrentava dificuldades por
falta de alternativas econômicas e capital. Assim, a exploração das "drogas do sertão"
se tornou essencial. 
Para ampliar a ocupação e proteger o território, Portugal investiu em missões
religiosas e fortalezas.
ESTRATÉGIA DA COROA
1⃣ Missões e aldeamentos administrados por ordens
religiosas, especialmente pelos jesuítas.
2⃣ Fortificações para garantir o domínio do território.
3⃣ Evangelização e trabalho agrícola para integrar os
indígenas à colônia.
memoriza.aí
DICA 
SEGUNDA FASE DE
COLONIZAÇÃO 
(1700-1755)
SEGUNDA FASE DE
COLONIZAÇÃO 
(1700-1755)
Os jesuítas destacavam-se pela dedicação e disciplina.
Administravam fazendas, como na ilha de Marajó, e lucravam com
produtos agrícolas e medicinais.
A relação entre colonos e jesuítas era marcada por tensões:
Colonos: Reclamavam que os jesuítas tinham privilégios e
monopolizavam a mão de obra indígena.
Jesuítas: Condenavam a escravidão e defendiam melhores
condições para os indígenas.
Mesmo em desvantagem, os indígenas lutavam contra o trabalho
forçado. Um exemplo é a revolta liderada por Ajuricaba, no início do
século XVIII, na região do rio Negro.
✅ Eram catequizados, aprendendo os valores cristãos.
✅ Trabalhavam nas propriedades rurais, nas missões e
para o governo colonial.
O objetivo era transformar os indígenas em cristãos
devotos e trabalhadores produtivos.
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
OCUPAÇÃO, COLONIZAÇÃO E POVOAMENTO 
memoriza.aí
DICA 
SEGUNDA FASE DE
COLONIZAÇÃO 
(1700-1755)
SEGUNDA FASE DE
COLONIZAÇÃO 
(1700-1755)
Ë Divisão das Missões Religiosas
Para organizar o trabalho das ordens religiosas, a Coroa emitiu cartas régias,
definindo áreas de atuação:
Franciscanos de Santo Antônio: Cabo do Norte, Marajó e norte do rio
Amazonas.
Jesuítas: Rios Tocantins, Xingu, Tapajós e Madeira.
Capuchinos: Missões no Baixo Amazonas.
Mercedários: Urubu, Anibá, Uatumã e trechos do Baixo Amazonas.
Carmelitas: Rios Negro, Branco e Solimões.
⚙ Reformas Pombalinas
Em 1750, D. José I assumiu o trono
português, trazendo mudanças
com o Marquês de Pombal:
Essas missões, somadas à construção de fortes, impulsionaram o surgimento de vilas ao
longo do rio Amazonas.
Reformas nas leis, economia e
sociedade.
Modernização de Portugal e
administração da colônia brasileira.
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
OCUPAÇÃO, COLONIZAÇÃO E POVOAMENTO 
✨ Diretório dos Índios
Criado em 1757, o Diretório buscava integrar os
indígenas à sociedade colonial, eliminando a
influência jesuítica.
Esse período marcou profundas mudanças na Amazônia, lideradas pelo Marquês de
Pombal. 
O interior de Sergipe passou a ser ocupado por pecuaristas e agricultores.
� Resultado:
Todos os bens jesuítas foram confiscados e
vendidos, incluindo:
ò 135 mil cabeças de gado, ü 1.500 cavalos, 22
fazendas, plantações de cacau e outras
propriedades.
ò Expulsão dos Jesuítas (1759)
Pombal acusava os jesuítas de:
Enriquecimento ilícito por meio de atividades
comerciais.
Instigação de revoltas indígenas contra a Coroa.
memoriza.aí
DICA 
TERCEIRA FASE DE
COLONIZAÇÃO 
(1757-1798)
TERCEIRA FASE DE
COLONIZAÇÃO 
(1757-1798)
� Impacto: O poder dos jesuítas foi
substituído pelo controle direto da Coroa
sobre os indígenas e o território.
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
OCUPAÇÃO, COLONIZAÇÃO E POVOAMENTO 
A ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA FOI DESENHADA PARA EXPLORAR RECURSOS
NATURAIS E EXPORTAR RIQUEZAS PARA PORTUGAL.
memoriza.aí
DICA 
ORGANIZAÇÃO
POLÍTICO-
ADMINISTRATIVA 
E MILITAR
ORGANIZAÇÃO
POLÍTICO-
ADMINISTRATIVA 
E MILITAR
Ì Governo-Geral (1548)
Criado por D. João III, o Governo-Geral substituiu o
sistema de Capitanias Hereditárias. O objetivo era
centralizar a administração e aumentar os ganhos
da Colônia.
Durante o período colonial, o controle da América Portuguesa era baseado em uma
estrutura hierárquica que visava maximizar os lucros da Colônia.
Ë Principais figuras administrativas:
1⃣ Ouvidor-mor: Responsável pelas questões
jurídicas e aplicação das leis. 
2⃣ Provedor-mor: Gerenciava impostos e
orçamentos da Coroa. 
3⃣ Capitão-mor: Cuidava das defesas contra
ataques estrangeiros e indígenas. 
c Sistemas Administrativos
Capitanias Hereditárias: Divisão inicial em 15
faixas de terras administradas por donatários.
Governadores-Gerais: Líderes centralizadores
indicados pela Coroa.
Câmaras Municipais: Responsáveis pela
administração local.
Sistema de Sesmarias: Regulamentação para
distribuição de terras.
A PARTIR DO SÉCULO XVIII, A REGIÃO DO AMAZONAS SE TORNOU UM PONTO DE DISPUTA ENTRE
OS COLONIZADORES PORTUGUESES E ESPANHÓIS QUE HABITAVAM A BACIA DO RIO AMAZONAS. 
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
ECONOMIA E SOCIEDADE NOS SÉCULOS XIX E XX
memoriza.aí
DICA 
CICLO DA
BORRACHA
CICLO DA
BORRACHA
1⃣ Primeiro Ciclo (1877-1910):
Impulsionado pela Segunda Revolução Industrial e
a crescente demanda dos países industrializados.
Principal produto: Látex extraído da seringueira
(Hevea brasiliensis).
Trabalhadores nordestinos migraram em busca de
melhores condições de vida, fugindo da seca.
Destaque para a construção da Estrada de Ferro
Madeira-Mamoré (1907) para facilitar o transporte
do látex.
O ciclo declinou em 1910 devido à concorrência do
látex asiático, cultivado em colônias europeias.
O Ciclo da Borracha foi um marco econômico brasileiro no final do século XIX e início
do século XX, concentrado na região Norte. 
Esse período foi impulsionado pela demanda externa, principalmente dos Estados
Unidos, devido à crescente indústria automobilística.
2⃣ Segundo Ciclo (1942-1945):
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão
bloqueou o acesso à borracha asiática.
Os Estados Unidos firmaram acordos com o
Brasil para garantir o fornecimento de látex.
A seca no Nordeste motivou nova migração
para o Norte.
Com o fim da guerra, a ascensão da
borracha sintética causou o término do ciclo.
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
ECONOMIA E SOCIEDADE NOS SÉCULOS XIX E XX
· Desenvolvimento
Econômico:
Impulsionou o
povoamento e o
crescimento econômico
de cidades como Belém e
Manaus.
Avanços em
infraestrutura, como a
construção de portos e
ferrovias.
5 Consequências Sociais:
Intensa migração de
nordestinos para a
Amazônia, promovendo
uma rica mistura cultural.
Condições de trabalho
precárias para os
seringueiros, exigindo
esforço físico extremo.
Promoveu o desenvolvimento inicial da região Norte.
Apesar do declínio, muitos investidores diversificaram suas atividades em
setores como agropecuária, mineração e comércio.
A regiãose consolidou como um importante centro econômico e cultural,
adaptando-se às transformações do mercado global.
memoriza.aí
DICA 
IMPACTOS DO 
CICLO DA BORRACHA
IMPACTOS DO 
CICLO DA BORRACHA
LEGADO DO CICLO DA BORRACHALEGADO DO CICLO DA BORRACHA
� Padrões Econômicos:
Como outros ciclos
econômicos no Brasil, o país
permaneceu dependente da
exportação de matérias-
primas.
Concorrência internacional e
mudanças tecnológicas
(como a borracha sintética)
enfraqueceram a economia
baseada no látex.
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
AS POLÍTICAS PORTUGUESAS PARA
OS VALES DO MADEIRA E GUAPORÉ
AS POLÍTICAS PORTUGUESAS PARA
OS VALES DO MADEIRA E GUAPORÉ
OCUPAÇÃO COLONIAL DA AMAZÔNIA E 
A ocupação portuguesa na Amazônia visou consolidar fronteiras,
explorar recursos e conter os espanhóis. Os vales do Madeira e Guaporé
tornaram‑se áreas estratégicas para defesa, povoamento e circulação
de riquezas, marcando a formação territorial da região.
Portugal expandiu sua presença nos vales do Madeira e
Guaporé para reforçar o domínio territorial, controlar rotas
fluviais estratégicas e explorar recursos naturais. A região
também servia como proteção contra os espanhóis e ajudou a
integrar a Amazônia ao projeto colonial português.
EXPANSÃO E INTERESSES PORTUGUESES NA REGIÃOEXPANSÃO E INTERESSES PORTUGUESES NA REGIÃO
MISSÕES RELIGIOSAS E INTEGRAÇÃO
INDÍGENA
MISSÕES RELIGIOSAS E INTEGRAÇÃO
INDÍGENA
As fortificações erguidas nos vales do Madeira e Guaporé
reforçavam o controle sobre rotas estratégicas e
funcionavam como centros administrativos e militares
essenciais. Essas estruturas garantiam apoio logístico às
expedições, fortaleciam a vigilância da fronteira e
permitiam maior integração entre as áreas isoladas.
A ação portuguesa nos vales do Madeira e Guaporé deixou
marcas profundas na organização territorial e cultural da
Amazônia. Esses processos moldaram fronteiras,
estimularam a circulação fluvial e influenciaram o
surgimento de núcleos urbanos, contribuindo para a
configuração econômica e social que persistiria nos séculos
seguintes.
As missões religiosas atuavam como instrumentos de
ocupação, convertendo e reorganizando populações indígenas
em aldeamentos controlados pela Coroa. Elas também serviam
para estabilizar a região, promover lealdade aos portugueses e
criar redes de apoio social, ampliando a influência colonial nos
territórios mais distantes.
O QUE PRECISAMOS SABER?
DICA 
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
FRONTEIRAS NA AMAZÔNIA COLONIAL
A disputa entre Portugal e Espanha na Amazônia envolveu negociações fronteiriças e a
ocupação efetiva do território. A Capitania de Mato Grosso foi criada para reforçar o controle
regional, garantir a defesa e organizar a exploração econômica no interior colonial.
As fronteiras da Amazônia eram vagas e frequentemente
contestadas, gerando tensões entre Portugal e Espanha.
Expedições, tratados e ocupações militares tornaram‑se
instrumentos políticos para afirmar soberania sobre áreas
estratégicas.
DICA 
Para enfrentar as disputas, Portugal intensificou a instalação de fortes, missões e
povoados na Amazônia. Esse processo consolidou rotas internas e reforçou a
soberania lusa sobre regiões distantes do litoral. A prática também se alinhava aos
objetivos do Tratado de Madrid, baseado no princípio do uti possidetis.
 Criação da Capitania de Mato Grosso e seus impactos
Fundada em 1748, a Capitania de Mato Grosso buscava organizar administrativamente o
território e proteger áreas ricas em ouro e rotas fluviais. Seu estabelecimento estimulou o
povoamento, ampliou o controle militar e integrou o centro‑oeste à política de defesa
portuguesa. A capitania tornou‑se um ponto-chave na rede de fronteiras coloniais.
DISPUTAS LUSO-HISPÂNICAS
E CRIAÇÃO DA CAPITANIA
DE MATO GROSSO
DISPUTAS LUSO-HISPÂNICAS
E CRIAÇÃO DA CAPITANIA
DE MATO GROSSO
Os rios funcionavam como vias de acesso ao interior e
rotas de circulação de mercadorias. O controle desses
cursos d’água garantia mobilidade militar e
fortalecimento da presença colonial portuguesa na
região. Além disso, dominar os rios significava impedir
avanços espanhóis em zonas pouco povoadas.
⚠ESSES PROCESSOS INTENSIFICARAM A NECESSIDADE DE ORGANIZAÇÃO
ADMINISTRATIVA E MILITAR, REFORÇANDO O PAPEL ESTRATÉGICO DA REGIÃO NAS
DISPUTAS COLONIAIS.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
DICA 
MINERAÇÃO, DROGAS DO SERTÃO,
ESCRAVISMO E CONTRABANDO
MINERAÇÃO, DROGAS DO SERTÃO,
ESCRAVISMO E CONTRABANDO
ECONOMIA COLONIAL NOS VALES DO MADEIRA E GUAPORÉ: 
A economia colonial nos vales do Madeira e Guaporé combinou
atividades legais e ilegais, sustentando a ocupação portuguesa e
fortalecendo o controle regional.
A região destacou‑se pela coleta de drogas do sertão, pela extração
de madeiras e pelo início da mineração, que atraíram colonos,
missionários e autoridades. Esses produtos abasteciam mercados
coloniais e garantiam lucro à Coroa e às elites locais.
ATIVIDADES ECONÔMICAS CENTRAISATIVIDADES ECONÔMICAS CENTRAIS
ESCRAVISMO E MÃO DE OBRA INDÍGENAESCRAVISMO E MÃO DE OBRA INDÍGENA
O ciclo minerador impulsionou a presença portuguesa,
gerando vilas, rotas e centros de abastecimento ao longo
dos rios. Mesmo com produção irregular, a mineração
ajudou a integrar economicamente o interior amazônico.
A economia apoiava‑se no trabalho compulsório, especialmente
na escravização de povos indígenas capturados em expedições,
além do uso menor de africanos. Esse sistema sustentou
atividades extrativistas e mineradoras.
O QUE PRECISAMOS SABER?
O contrabando floresceu diante da vasta extensão territorial
e da fraca fiscalização, envolvendo mercadorias, metais e
mão de obra. Essas práticas revelam a dificuldade
portuguesa de controlar plenamente a economia regional.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
Os rios tornaram‑se as principais estradas da
região, permitindo transporte, comunicação e
abastecimento. Eles conectaram povoados
isolados e facilitaram o avanço de frentes
econômicas. Sem eles, a ocupação não teria
ocorrido nessa escala.
 POVOAMENTO DOS SÉCULOS XIX E XX
O povoamento intensificou‑se com a exploração da borracha e o uso das rotas fluviais
como principal via de acesso. Esse processo atraiu migrantes e transformou a dinâmica
econômica regional. A Amazônia passou por grande integração ao mercado internacional.
Os seringais organizaram a economia e
determinaram o fluxo de trabalhadores para a
região. O sistema de aviamento criou
dependência econômica e controle rígido sobre os
seringueiros. Essa lógica marcou profundamente a
vida social amazônica.
DICA 
Além da borracha, cresceu a coleta de castanha, látex e outros produtos
florestais. Essas atividades ampliaram o espaço ocupado e atraíram novos grupos
sociais. Elas também reforçaram a economia baseada nos recursos naturais da
floresta.
Impactos sociais e transformação do território
O avanço populacional provocou mudanças profundas nas relações sociais, no trabalho
e na organização do espaço. Houve formação de comunidades diversas, mistura
cultural e novos modos de viver ligados ao rio e ao extrativismo. Ao mesmo tempo,
surgiram conflitos, exploração laboral e disputas por recursos naturais. Esse conjunto de
processos fez da Amazônia um território dinâmico, marcado por desafios e intensas
transformações ao longo dos séculos XIX e XX.
ROTAS FLUVIAIS, SERINGAIS E
EXPANSÃO EXTRATIVISTA
ROTAS FLUVIAIS, SERINGAIS E
EXPANSÃO EXTRATIVISTA
⚠ESSAS TRANSFORMAÇÕES CONSOLIDARAM NOVAS DINÂMICAS SOCIAIS E ECONÔMICAS,
PREPARANDO O CENÁRIO PARA MUDANÇAS MAIS PROFUNDAS NA ORGANIZAÇÃO DA REGIÃO.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272- Protegido por Eduzz.com
A borracha tornou-se o principal produto da região, movimentando o
comércio local e integrando Rondônia ao mercado internacional. O
lucro era alto, mas concentrado nas mãos de comerciantes e
“aviadores”, que controlavam preços e rotas. A economia
monocultora deixou a região vulnerável ao colapso quando a
borracha amazônica perdeu espaço para a produção asiática.
O Ciclo da Borracha transformou Rondônia, atraindo migrantes e
reorganizando a região. A economia cresceu rapidamente, mas
acompanhada por forte exploração e desigualdades sociais.
ECONOMIA BASEADA NO LÁTEXECONOMIA BASEADA NO LÁTEX
EXPANSÃO TERRITORIAL E CRIAÇÃO DE
NÚCLEOS URBANOS
EXPANSÃO TERRITORIAL E CRIAÇÃO DE
NÚCLEOS URBANOS
O ciclo atraiu milhares de nordestinos, povos indígenas foram
deslocados de seus territórios e seringueiros passaram a viver
sob o sistema de aviamento. As relações eram marcadas por
dependência, dívidas e condições de trabalho extremamente
duras. Essa mistura de grupos moldou a formação da
população rondoniense moderna.
A atividade seringalista impulsionou a abertura de rotas fluviais
e consolidou ocupações ao longo dos rios Madeira, Mamoré e
Guaporé. Seringais funcionavam como unidades territoriais
autônomas, tornando-se os primeiros “núcleos” humanos da
região. Esses espaços deram origem a comunidades que
futuramente se desenvolveriam em cidades importantes.
O QUE PRECISAMOS SABER?
DICA 
E SEUS IMPACTOS SOCIAIS,
ECONÔMICOS E TERRITORIAIS
E SEUS IMPACTOS SOCIAIS,
ECONÔMICOS E TERRITORIAIS
CICLO DA BORRACHA EM RONDÔNIA E 
Com a queda dos preços e a concorrência asiática, a economia
da borracha entrou em colapso, gerando abandono e
empobrecimento regional. Mesmo após o declínio, o ciclo deixou
marcas profundas na organização social, no traçado territorial e
na identidade cultural de Rondônia. Sua memória revela tanto
desenvolvimento quanto exploração e conflitos.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
 FERROVIA MADEIRA-MAMORÉ
A obra passou por diferentes fases, com tentativas
anteriores fracassadas e retomadas apenas no governo
de Marechal Rondon. A construção final ocorreu entre
1907 e 1912, marcada por pressa e condições extremas.
Cada trecho concluído representava um avanço difícil
sobre a selva.
A Ferrovia Madeira‑Mamoré foi construída no início do século XX para ligar áreas de difícil
acesso e facilitar o escoamento da borracha. Seu projeto enfrentou grandes obstáculos
naturais e humanos. Tornou-se um dos principais marcos históricos da Amazônia.
Os trabalhadores lidaram com doenças tropicais, clima
severo, acidentes e falta de infraestrutura. A região era
hostil e pouco explorada, dificultando o transporte de
materiais e a permanência das equipes. Esses fatores
tornaram a ferrovia conhecida como um dos maiores
desafios de engenharia da época.
DICA 
A construção reuniu milhares de trabalhadores de mais de 50 nacionalidades,
incluindo brasileiros, caribenhos, europeus e asiáticos. Muitos enfrentaram jornadas
exaustivas e condições precárias, resultando em altas taxas de mortalidade. Esse
mosaico humano marcou fortemente a história social da região.
Importância histórica
A ferrovia impulsionou o transporte regional, apoiou o ciclo econômico da borracha e
integrou áreas isoladas. Mesmo com operação curta, deixou forte legado cultural e
memorial. Hoje, representa símbolo de resistência, sacrifício e transformação territorial na
Amazônia.
 ETAPAS DE CONSTRUÇÃO,
DESAFIOS, MÃO DE OBRA E
IMPORTÂNCIA HISTÓRICA
 ETAPAS DE CONSTRUÇÃO,
DESAFIOS, MÃO DE OBRA E
IMPORTÂNCIA HISTÓRICA
⚠ESSA DINÂMICA DE OCUPAÇÃO PREPAROU O TERRENO PARA O CICLO ECONÔMICO
QUE VIRIA A TRANSFORMAR AINDA MAIS A REGIÃO.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
DICA 
TELEGRAFIA, INTEGRAÇÃO TERRITORIAL E
RELAÇÕES COM POVOS INDÍGENAS
TELEGRAFIA, INTEGRAÇÃO TERRITORIAL E
RELAÇÕES COM POVOS INDÍGENAS
COMISSÃO RONDON
A Comissão Rondon buscou integrar o Norte ao restante do país por
meio da telegrafia. Liderada por Cândido Rondon, instalou linhas,
explorou novas áreas e expandiu o alcance do Estado. 
As linhas telegráficas conectaram áreas isoladas, melhorando
a comunicação e fortalecendo a administração pública. Esse
processo facilitou o controle territorial e estimulou novos fluxos
de circulação. A infraestrutura criada abriu caminhos para
ocupação e novos povoados.
EXPANSÃO DAS LINHAS TELEGRÁFICASEXPANSÃO DAS LINHAS TELEGRÁFICAS
RELAÇÕES COM POVOS INDÍGENASRELAÇÕES COM POVOS INDÍGENAS
A Comissão realizou estudos sobre rios, solo, fauna e geografia,
produzindo mapas fundamentais para o planejamento estatal.
Esses registros ampliaram o conhecimento sobre a região
amazônica. O trabalho científico contribuiu para decisões
estratégicas posteriores.
Rondon adotou uma política de “contato pacífico”, buscando
evitar violência durante as aproximações. A Comissão registrou
culturas, línguas e modos de vida dos povos indígenas
encontrados. Ainda assim, o avanço do Estado abriu espaço
para pressões futuras sobre seus territórios.
O QUE PRECISAMOS SABER?
A Comissão marcou o início da conexão efetiva entre Amazônia e
governo central. Suas ações incentivaram futuras migrações,
projetos de infraestrutura e políticas de ocupação. O trabalho
deixou um legado duradouro na formação territorial de Rondônia.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
TERRITÓRIO FEDERAL DO GUAPORÉ E TERRITÓRIO FEDERAL DE RONDÔNIA
A criação do Território do Guaporé, depois Rondônia, marcou maior presença do governo na
região. A nova administração reorganizou o espaço e impulsionou projetos de ocupação.
Essas mudanças estruturais prepararam o caminho para a formação do estado atual.
Criado em 1943, o território nasceu para fortalecer o
controle federal e apoiar a integração amazônica. A
medida respondia a interesses geopolíticos e
econômicos estratégicos para o país. Essa nova
unidade facilitou ações militares, administrativas e
de infraestrutura.
O território foi organizado sob administração direta do
governo federal, com governadores nomeados e
políticas centralizadas. Essa estrutura buscava dar
rapidez a obras e serviços essenciais. Também
permitiu maior controle sobre migração, segurança e
exploração econômica.
DICA 
Em 1956, o território passou a se chamar Rondônia, homenageando o Marechal
Rondon. A mudança refletia um projeto de modernização e valorização da identidade
regional. Novos investimentos federais impulsionaram crescimento urbano e abertura
de frentes agrícolas.
Caminho até a elevação a estado
A partir dos anos 1970, a expansão agrícola e a migração acelerada exigiram nova
estrutura política e administrativa. Em 1981, Rondônia foi elevado a estado, consolidando
sua autonomia e ampliando sua participação nacional. Esse processo marcou a
transição definitiva para um território economicamente ativo e politicamente estruturado.
CRIAÇÃO, ESTRUTURA E
TRANSFORMAÇÕES
CRIAÇÃO, ESTRUTURA E
TRANSFORMAÇÕES
⚠ ESSAS TRANSFORMAÇÕES INTENSIFICARAM O FLUXO POPULACIONAL E
APROFUNDARAM A INTEGRAÇÃO ADMINISTRATIVA DO TERRITÓRIO AO RESTANTE DO
PAÍS.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
Rondônia tornou‑se estado em 1981, ganhando autonomia política e
administrativa. A mudança fortaleceu a gestão regional e consolidou
sua integração ao país.
A estadualização foi resultado de décadas de ocupação,
crescimento populacional e expansão econômica. As pressões
políticas internas e externas impulsionaram o reconhecimento
da região como estado. Essa mudança buscou atender
demandas por autonomia, infraestrutura e representação
política mais forte.
CAMINHO ATÉ A ESTADUALIZAÇÃOCAMINHO ATÉ A ESTADUALIZAÇÃO
MUDANÇAS POLÍTICAS E SOCIAISMUDANÇAS POLÍTICASE SOCIAIS
Com a criação do estado, novas instituições e órgãos públicos
foram instalados para organizar finanças, governança e
serviços essenciais. Houve necessidade de formar equipes
técnicas e ajustar a máquina administrativa. Esse período foi
marcado por adaptações rápidas e construção de uma gestão
própria.
A implantação do estado gerou maior participação
democrática, com eleição de governador, deputados
estaduais e federais. Também ampliou investimentos em
educação, saúde, transporte e segurança. A população passou
a influenciar mais diretamente nos rumos políticos regionais.
O QUE PRECISAMOS SABER?
DICA 
PROCESSO POLÍTICO, ADMINISTRATIVO E
SEUS DESDOBRAMENTOS
PROCESSO POLÍTICO, ADMINISTRATIVO E
SEUS DESDOBRAMENTOS
IMPLANTAÇÃO DO ESTADO DE RONDÔNIA
Após a criação do estado, Rondônia vivenciou expansão urbana,
aumento migratório e fortalecimento de cadeias produtivas. O
avanço da agricultura e da infraestrutura moldou a economia
regional. Esses desdobramentos consolidaram Rondônia como
uma das áreas de crescimento mais rápido da região Norte.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
 RODOVIA BR-364
A BR‑364 foi construída para garantir acesso terrestre à
região e apoiar políticas federais de desenvolvimento. Sua
implantação facilitou o transporte de pessoas, insumos e
produção agrícola. A rodovia se tornou a espinha dorsal
da infraestrutura estratégica de Rondônia.
A BR‑364 tornou‑se o principal eixo de ligação de Rondônia com o restante do país,
impulsionando migrações e projetos agrícolas. Sua construção alterou o território e acelerou a
integração regional, marcando uma nova fase de ocupação e desenvolvimento.
Programas como PIN, POLONOROESTE e colonizações do
INCRA distribuíram lotes rurais ao longo da rodovia. Esses
projetos atraíram agricultores de várias partes do país,
impulsionando a expansão da fronteira agrícola. A
agricultura familiar tornou-se um dos pilares econômicos
do estado.
DICA 
A abertura da BR‑364 provocou intensos fluxos migratórios, especialmente de
sulistas e nordestinos. Esses movimentos ampliaram a ocupação territorial e
diversificaram a composição social de Rondônia. Novas cidades surgiram ou foram
fortalecidas ao longo do eixo rodoviário.
Integração regional e impactos duradouros
A BR‑364 conectou Rondônia ao Centro‑Sul, facilitando circulação de mercadorias e
acesso a mercados nacionais. Essa integração alavancou a economia e reforçou o papel
do estado no agronegócio e na logística amazônica. Seus impactos permanecem
fundamentais para o desenvolvimento regional.
CONSTRUÇÃO,
COLONIZAÇÃO AGRÍCOLA,
MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO
REGIONAL
CONSTRUÇÃO,
COLONIZAÇÃO AGRÍCOLA,
MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO
REGIONAL
⚠ ESSAS TRANSFORMAÇÕES ESTRUTURAIS CONSOLIDARAM A RODOVIA COMO UM EIXO
VITAL PARA A VIDA ECONÔMICA E SOCIAL DA REGIÃO.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
O avanço do extrativismo mineral no século XX atraiu trabalhadores
para os garimpos e abriu novas áreas de povoamento. Essa dinâmica
mudou os fluxos migratórios e reorganizou o território amazônico.
O crescimento da mineração artesanal em áreas como o
Madeira e o Jamari atraiu migrantes de várias partes do país. A
atividade se intensificou com a descoberta de ouro, cassiterita
e diamantes. Isso provocou rápidas mudanças ambientais e
sociais nos locais explorados.
EXPANSÃO DOS GARIMPOSEXPANSÃO DOS GARIMPOS
IMPACTOS ECONÔMICOS E SOCIAISIMPACTOS ECONÔMICOS E SOCIAIS
A chegada de garimpeiros e comerciantes estimulou o
surgimento de povoados e vilas próximas às áreas de extração.
Muitos desses núcleos evoluíram para distritos e cidades. A
migração intensa alterou a densidade populacional e dinamizou
a economia regional.
O extrativismo gerou ciclos de prosperidade, mas também
instabilidade e conflitos por terra e recursos naturais. A
economia local passou a depender fortemente da mineração
de pequena escala. As relações de trabalho eram marcadas
por precariedade e ausência de regulação.
O QUE PRECISAMOS SABER?
DICA 
NOVAS ONDAS DE
POVOAMENTO NO SÉCULO XX
NOVAS ONDAS DE
POVOAMENTO NO SÉCULO XX
GARIMPOS, EXTRATIVISMO MINERAL E
A expansão mineradora influenciou políticas de ocupação e
infraestrutura no estado. Áreas antes pouco povoadas foram
integradas a rotas comerciais e administrativas. O garimpo
contribuiu para moldar a distribuição populacional e o uso do
solo durante o século XX.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
AMBIENTE AMAZÔNICO EM RONDÔNIA
Rondônia integra o bioma Amazônico, com clima úmido, rios extensos e grande
biodiversidade. Esse ambiente orienta formas de ocupação e atividades econômicas.
Compreender clima, relevo e solos ajuda a explicar seu desenvolvimento regional.
O clima é quente e úmido, com chuvas intensas entre outubro
e abril. Esse regime influencia agricultura, transporte fluvial e
risco de enchentes. A variação sazonal também define ciclos
ecológicos e condições de vida das populações locais.
Rondônia é cortada por grandes rios, como Madeira, Mamoré e
Guaporé, que funcionam como rotas naturais de circulação.
Esses cursos d'água foram fundamentais para povoamento,
economia extrativista e integração regional. Além disso,
sustentam ecossistemas de alta diversidade.
DICA 
O relevo combina áreas de planícies aluviais com superfícies mais elevadas
e suaves. Essa variedade molda ocupações humanas, áreas agrícolas e rotas
de transporte. Também influencia a distribuição de solos e a dinâmica das
bacias hidrográficas.
Solos e desafios ambientais
Os solos são, em geral, frágeis e suscetíveis à degradação quando mal manejados.
Desmatamento, queimadas e pressão agrícola geram impactos persistentes no ambiente.
Preservar o equilíbrio ecológico é um dos maiores desafios da região.
CLIMA, RIOS, RELEVO,
SOLOS E DESAFIOS
AMBIENTAIS
CLIMA, RIOS, RELEVO,
SOLOS E DESAFIOS
AMBIENTAIS
⚠ ESSAS TRANSFORMAÇÕES NO AMBIENTE AMAZÔNICO INFLUENCIARAM DIRETAMENTE
AS DINÂMICAS SOCIAIS E ECONÔMICAS QUE SE DESENVOLVERIAM NAS DÉCADAS
SEGUINTES.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
A ocupação de Rondônia decorreu de migrações intensas e políticas de
colonização, que reorganizaram a distribuição populacional e a relação
com o território. Esses processos ajudam a entender seu
desenvolvimento social.
Rondônia recebeu grandes levas de migrantes, principalmente
das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, entre as décadas de 1970 e
1990. Esses movimentos foram impulsionados pela abertura da
BR‑364, projetos agrícolas e oportunidades econômicas. Essa
diversidade compôs um mosaico populacional que influenciou
cultura, economia e organização territorial.
MIGRAÇÕES INTERNAS E FORMAÇÃO DEMOGRÁFICAMIGRAÇÕES INTERNAS E FORMAÇÃO DEMOGRÁFICA
IDH E INDICADORES SOCIAISIDH E INDICADORES SOCIAIS
A renda em Rondônia apresenta contrastes significativos entre
áreas urbanas, agrícolas e regiões isoladas. Municípios
maiores concentram serviços, empregos e infraestrutura,
ampliando disparidades com áreas rurais. Essas desigualdades
afetam o acesso a direitos básicos e a qualidade de vida da
população.
O desenvolvimento humano de Rondônia cresceu nas últimas
décadas, mas ainda enfrenta desafios em saúde, educação e
saneamento. Diferenças entre municípios revelam avanços
desiguais no território. Esses indicadores ajudam a
compreender limites e potencialidades do estado.
O QUE PRECISAMOS SABER?
DICA 
MIGRAÇÕES INTERNAS, DISTRIBUIÇÃO DE
RENDA, IDH E POPULAÇÕES TRADICIONAIS
MIGRAÇÕES INTERNAS, DISTRIBUIÇÃO DE
RENDA, IDH E POPULAÇÕES TRADICIONAIS
POPULAÇÃO E OCUPAÇÃO DO ESPAÇO
Rondônia abriga povos indígenas, ribeirinhos, seringueiros e
outras comunidades que mantêm modos de vida próprios. Essas
populações enfrentam pressões territoriais,mas são
fundamentais para a preservação cultural e ambiental. Seu
reconhecimento garante diversidade social e proteção dos
recursos naturais.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
AGRICULTURA, PECUÁRIA,
EXTRATIVISMO, ENERGIA E
COMÉRCIO REGIONAL
AGRICULTURA, PECUÁRIA,
EXTRATIVISMO, ENERGIA E
COMÉRCIO REGIONAL
PRODUÇÃO ECONÔMICA DE RONDÔNIA
A economia de Rondônia se estrutura em atividades agropecuárias, extrativistas e
energéticas. Esses setores moldam o uso do território e influenciam a organização das
cidades. Compreender sua dinâmica ajuda a explicar o desenvolvimento regional.
A agricultura é um dos pilares econômicos, com
destaque para soja, milho e café. A modernização do
campo ampliou a produção e atraiu investimentos. Isso
transformou paisagens rurais e fortaleceu o
agronegócio.
A pecuária bovina ocupa grandes áreas e impulsiona o
mercado interno e externo. Seu avanço alterou a
ocupação do solo e estimulou novas frentes produtivas.
É uma das atividades que mais movimentam a
economia estadual.
DICA 
O extrativismo permanece importante, especialmente na exploração madeireira e em
produtos florestais. Essas práticas geram renda, mas também desafios ambientais.
O equilíbrio entre uso e preservação é uma questão central.
Energia e comércio regional
O setor energético ganhou força com hidrelétricas e redes de distribuição. Isso apoiou o
crescimento urbano e incentivou o comércio regional. Hoje, Rondônia integra circuitos
econômicos que conectam a Amazônia a outras regiões.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
HISTÓRIA DO PODER LEGISLATIVO DE RONDÔNIA
DICA 
O Poder Legislativo de Rondônia surgiu junto com a transformação do
território em estado, consolidando a representação política regional.
Sua formação marca o início da autonomia institucional e da
organização dos poderes locais.
O Legislativo foi instituído oficialmente em 1982, após a criação
do Estado de Rondônia, estabelecendo a Assembleia
Legislativa. Sua implantação representou a formalização da
vida política estadual.
ORIGEM E CRIAÇÃO DO LEGISLATIVOORIGEM E CRIAÇÃO DO LEGISLATIVO
PAPEL INSTITUCIONAL NA FORMAÇÃO DO
ESTADO
PAPEL INSTITUCIONAL NA FORMAÇÃO DO
ESTADO
Com o tempo, a Assembleia ampliou suas funções,
acompanhando o crescimento populacional e as novas
demandas políticas. Reformas administrativas e
modernizações fortaleceram sua atuação.
O Legislativo tornou‑se essencial para criar leis, fiscalizar o
Executivo e estruturar políticas públicas. Sua atuação foi
decisiva na organização administrativa e no desenvolvimento
estadual.
O QUE PRECISAMOS SABER?
ORIGEM, EVOLUÇÃO E PAPEL
INSTITUCIONAL
ORIGEM, EVOLUÇÃO E PAPEL
INSTITUCIONAL
A instituição garante participação política, debate público e
representação democrática. Seu funcionamento fortalece a
cidadania e contribui para consolidar o estado como unidade
federativa ativa.
memoriza.aí
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
Você acaba de concluir nosso incrível Guia de Dicas sobre
História e Geografia de Rondônia. Esperamos que as
informações aqui apresentadas tenham sido úteis e
esclarecedoras, proporcionando uma compreensão mais
profunda sobre o estado e suas singularidades.
A partir deste guia, você agora tem uma base sólida para se
destacar em provas, concursos e no seu entendimento geral
sobre Rondônia. Lembre-se de que o aprendizado é um
processo contínuo, e cada novo conhecimento adquirido
amplia sua visão de mundo e fortalece sua preparação para
os desafios que virão.
Continue se dedicando aos estudos, explore mais sobre a
história e geografia de outras regiões e, acima de tudo,
mantenha a curiosidade sempre viva! Estamos confiantes
de que você está pronto(a) para aplicar o que aprendeu de
forma eficaz e alcançar seus objetivos com sucesso. Boa
sorte em sua jornada!
chegamos ao fim
bons estudos!
clique aqui e entre agora no grupo de dicas
Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
https://chat.whatsapp.com/FTsiapz1rVF3Iumoo2tnwI

Mais conteúdos dessa disciplina