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Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
Seja muito bem-vindo(a) ao nosso guia de estudos da
disciplina de Administração Financeira e Orçamentária! 
Neste compêndio, exploraremos os fundamentos
essenciais que norteiam a gestão financeira e
orçamentária, duas áreas cruciais para o sucesso e
sustentabilidade de organizações em diversos setores.
 Ao longo deste guia, mergulharemos nos princípios que
regem a tomada de decisões financeiras,
examinaremos as práticas de orçamentação como
instrumento de planejamento e controle, e
destacaremos a importância da administração
financeira como ferramenta estratégica para alcançar
metas e objetivos organizacionais. Este guia foi
desenvolvido para proporcionar uma visão clara e
abrangente da Administração Financeira e
Orçamentária, servindo como uma valiosa fonte de
conhecimento e referência para estudantes,
profissionais e entusiastas dessas disciplinas. 
Vamos embarcar juntos nessa jornada de descoberta e
aprimoramento no fascinante universo da gestão
financeira e orçamentária.
Desejamos muito sucesso em sua
preparação!
 Conte com a gente!
opa, concurseiro
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SUMÁRIO
DICA 1: PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS I
DICA 2: PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS II
DICA 3: PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS III
DICA 4: PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS IV
DICA 5: PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS V
DICA 6: PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS VI
DICA 7: PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS VII
DICA 8: ORÇAMENTO - PROGRAMA
DICA 9: CICLO ORÇAMENTÁRIO
DICA 10: PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA I 
DICA 11: PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA II
DICA 12: ORÇAMENTO PÚBLICO NA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA
DICA 13: POSSIBILIDADE DE CONTROLE DIRETO DE LEIS
ESTADUAIS
DICA 14: PROCESSO LEGISLATIVO ORÇAMENTÁRIO
DICA 15: PLANO PLURIANUAL
DICA 16: LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS
DICA 17: LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL 
DICA 18: CRÉDITO ORÇAMENTÁRIO INICIAL I
DICA 19: CRÉDITO ORÇAMENTÁRIO INICIAL II
DICA 20: CLASSIFICAÇÃO ORÇAMENTÁRIA DE RECEITA
PÚBLICA
DICA 21: RECEITA PÚBLICA - ETAPAS E ESTÁGIOS
DICA 22: DESPESA PÚBLICA
DICA 23: DESPESA PÚBLICA - ETAPAS E ESTÁGIOS
DICA 24: LIQUIDAÇÃO
DICA 25: DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES - RESTOS À
PAGAR
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SUMÁRIO
DICA 26: LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL–LEI Nº 101/2000 I
DICA 27: LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL–LEI Nº 101/2000 II
DICA 28: PILARES DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
DICA 29: SANÇÕES DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
DICA 30: PLANEJAMENTO
DICA 31: EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA - CUMPRIMENTO DAS
METAS I
DICA 32: EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA - CUMPRIMENTO DAS
METAS II
DICA 33: RECEITA PÚBLICA 
DICA 34: DESPESA PÚBLICA I
DICA 35: DESPESA PÚBLICA II
DICA 36: DÍVIDA E ENDIVIDAMENTO I
DICA 37: DÍVIDA E ENDIVIDAMENTO II
DICA 38: EQUIPARAÇÃO A OPERAÇÕES DE CRÉDITO
DICA 39: GESTÃO PATRIMONIAL
DICA 40: TRANSPARÊNCIA, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO I
DICA 41: TRANSPARÊNCIA, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO II
DICA 42: FISCALIZAÇÃO DA GESTÃO FISCAL
DICA 43: PAPEL DO ESTADO DA ECONOMIA I - FUNÇÃO
ALOCATIVA
DICA 44: PAPEL DO ESTADO DA ECONOMIA I - FUNÇÃO
FUNÇÃO DISTRIBUTIVA/REDISTRIBUTIVA
DICA 45: PAPEL DO ESTADO DA ECONOMIA I - FUNÇÃO
FUNÇÃO ESTABILIZADORA
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O estudo da Administração Financeira e Orçamentária (AFO) e do Orçamento Público
está intrinsecamente relacionado ao estudo do Direito Financeiro. Essas áreas são
interdependentes e convergem no sentido de estabelecer as bases legais e normativas
para a gestão dos recursos financeiros no âmbito público.
A Administração Financeira e Orçamentária, enquanto disciplina de estudo, foca nos
processos de gestão dos recursos financeiros, incluindo a elaboração, execução e
controle do orçamento. Ela lida com questões práticas relacionadas à eficiência na
utilização dos recursos públicos, tomada de decisões financeiras e garantia da
responsabilidade fiscal.
A relação entre essas áreas é crucial, uma vez que o Orçamento Público não apenas
reflete as decisões financeiras do governo, mas também deve obedecer às normas e
princípios estabelecidos pelo Direito Financeiro. Isso inclui a transparência na gestão
dos recursos, a conformidade com as leis orçamentárias e o cumprimento das metas
fiscais.
Portanto, o estudo integrado da Administração Financeira e Orçamentária, do
Orçamento Público e do Direito Financeiro é essencial para compreender o arcabouço
legal e as práticas de gestão financeira no setor público, promovendo a
responsabilidade, a transparência e a eficiência na utilização dos recursos
governamentais.
Orçamento Público
40%
Ciclo orçamentário
30%
Classificações orçamentárias
20%
Dívida ativa
10%
A disciplina de Administração
Financeira e Orçamentária (AFO)
aborda os princípios, técnicas e
práticas relacionadas à gestão dos
recursos financeiros de uma
organização. Ela engloba tanto o
aspecto estratégico da tomada de
decisões financeiras quanto a
implementação de orçamentos
como instrumento de planejamento
e controle.
O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE INICIAR OS ESTUDOS?
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PERCENTUAL DE COBRANÇA
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Os princípios orçamentários são diretrizes que orientam a elaboração, execução e
controle do orçamento público. Eles visam garantir a transparência,
responsabilidade, eficiência e eficácia na gestão dos recursos públicos, além de
promover a correta alocação dos recursos para atender às necessidades da sociedade.
Princípio da Legalidade
O princípio da legalidade determina que todas as
receitas e despesas públicas devem estar previstas
em lei. Isso significa que o orçamento público só pode
ser executado se houver autorização legislativa. O
governo deve, portanto, agir em conformidade com o
que foi previamente aprovado pelo Poder Legislativo.
Princípio da Exclusividade
O princípio da exclusividade é fundamental em matéria
orçamentária, principalmente devido à extensão das leis e
dos seus anexos. Esse princípio busca evitar a inclusão de
matérias estranhas ao orçamento, conhecidas como
"caudas orçamentárias". Segundo Aliomar Baleeiro: "Foi a
reforma de 1926 que, por iniciativa do Presidente Bernardes,
deu tiro de morte às chamadas 'caudas orçamentárias', isto
é, dispositivo de lei, no sentido material, sobre os mais
variados assuntos estranhos às finanças".
O orçamento público é uma ferramenta crucial para a gestão responsável dos
recursos no setor público. 
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS I
memoriza.aí
DICA 01
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
Entendendo os Princípios OrçamentáriosEntendendo os Princípios Orçamentários
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Princípios da Programação
O princípio da programação é um dos princípios fundamentais
do orçamento. Ele está diretamente relacionado à importância
do planejamento das ações e gastos governamentais. Esse
princípio enfatiza a necessidade de estabelecer metas e
objetivos claros para as políticas públicas, programas e
projetos, de acordo com as prioridades e necessidades da
sociedade. Ao seguir o princípio da programação, o orçamento
público se torna um instrumento estratégico para orientar as
ações do governo ao longo do período orçamentário.
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS II
memoriza.aí
DICA 02
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
Princípio do Equilíbrio Orçamentário
O princípio do equilíbrio orçamentário é um princípio implícito
que orienta toda a Administração Pública. Com a
promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a
elaboração de um orçamento equilibrado se tornou uma
regra. Por meio desse princípio, busca-se garantir que as
despesas autorizadas na lei orçamentáriadistributiva pode ser intricada e apresentar efeitos colaterais indesejados,
tais como impactos negativos na economia, desencorajando o empreendedorismo e os
investimentos, ou até mesmo gerando ineficiências e incentivos prejudiciais.
Quando os recursos são distribuídos para a população carente, com financiamento
proveniente principalmente das classes mais abastadas, a função pode ser denominada
redistributiva. Por outro lado, quando a renda é suportada pela população em geral,
ela é considerada distributiva.
Uma das funções econômicas do estado é a função redistributiva, que consiste na
maneira como o governo utiliza o orçamento público para redistribuir renda e riqueza
entre diversos grupos na sociedade. 
O principal propósito é diminuir a desigualdade econômica. Essa redistribuição
pode ser alcançada por meio de diversas políticas e programas.
Transferência de renda: Os governos podem implementar programas de
assistência social, como o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial, para distribuir
renda. Essa medida visa auxiliar as famílias mais pobres a atender às suas
necessidades básicas.
Impostos progressivos: A redistribuição de renda pode ser feita por meio de
impostos progressivos, que taxam mais os indivíduos com renda mais alta e
menos aqueles com renda mais baixa. Isso ajuda a diminuir a desigualdade.
Programas sociais: Para garantir o acesso aos serviços básicos, como saúde,
educação e habitação, o governo pode oferecer programas sociais para ajudar
os mais necessitados.
Função Distributiva
FUNÇÕES ECONÔMICAS DO ESTADO II
memoriza.aí
DICA 44
PAPEL DO ESTADO
DA ECONOMIA II
PAPEL DO ESTADO
DA ECONOMIA II
Algumas políticas distributivas incluem:
A EFICÁCIA DAS POLÍTICAS DISTRIBUTIVAS PODE SER LIMITADA POR PROBLEMAS NO
SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO, CORRUPÇÃO OU PELA FALTA DE CAPACIDADE DO
GOVERNO EM IMPLEMENTÁ-LAS DE FORMA ADEQUADA.
JÁ CAIU EM PROVA!!!
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Essa função é parte de um conjunto de políticas governamentais e deve ser
analisada no contexto da economia global.
Política fiscal: Ajustar o gasto público e as taxas de impostos para influenciar a
economia.
Política monetária: Controlar as taxas de juros para regular a oferta de dinheiro
e impactar a economia.
Ações diretas: Intervir no mercado de trabalho e financeiro para prevenir crises e
estabilizar a economia.
A função estabilizadora do estado refere-se às ações adotadas pelo governo para
manter a estabilidade econômica, geralmente por meio de políticas fiscais e
monetárias. 
Seu propósito é minimizar os ciclos econômicos e promover o crescimento
econômico sustentável, além de reduzir o desemprego. 
Função Estabilizadora
FUNÇÕES ECONÔMICAS DO ESTADO III
memoriza.aí
DICA 45
PAPEL DO ESTADO
DA ECONOMIA III
PAPEL DO ESTADO
DA ECONOMIA III
Algumas medidas que o estado pode adotar para cumprir essa função incluem:
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Parabéns por chegar ao final deste incrível guia de revisão
dedicado à disciplina Administração Financeira e
Orçamentária. 
Ao longo deste percurso, exploramos os fundamentos
cruciais que sustentam a gestão financeira e orçamentária,
compreendendo a sua relevância estratégica para o
sucesso organizacional. Esperamos que este guia tenha
fornecido uma visão abrangente e esclarecedora,
capacitando você com o conhecimento necessário para
enfrentar desafios e tomar decisões informadas no campo
financeiro.
Este guia é um convite constante à busca pelo
aprimoramento contínuo. À medida que avançamos nos
estudos e na prática profissional, é fundamental manter-se
atualizado(a) diante das evoluções do mercado e das
mudanças nas dinâmicas econômicas. 
Parabéns mais uma vez por dedicar tempo e esforço a este
guia, e desejamos a você sucesso em sua jornada na
Administração Financeira e Orçamentária. Que este
conhecimento seja uma ferramenta valiosa em sua
trajetória acadêmica e profissional. Boa sorte e continue
explorando os desafios e as oportunidades que esse campo
empolgante tem a oferecer.
chegamos ao fim
bons estudos!
clique aqui e entre agora no grupo de dicas
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https://chat.whatsapp.com/FTsiapz1rVF3Iumoo2tnwInão sejam superiores
à previsão das receitas.
Princípio da Anualidade
O princípio da anualidade estabelece que o orçamento público
é anual, ou seja, a estimativa das receitas e a fixação das
despesas ocorrem em um intervalo de tempo de um ano, que
coincide com o exercício civil, conforme previsto no artigo 34 da
Lei nº 4.320/64.
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A Súmula 66 do STF afirma que é legítima a cobrança do
tributo que foi aumentado após o orçamento, mas antes do
início do respectivo exercício financeiro.
SUMÚLA 6, STF.
Princípio da Unidade 
É formal e preconiza que o documento orçamentário deve ser
único, mesmo que a Constituição Federal de 1988 preveja três
orçamentos (seguridade social, investimentos e fiscal) no artigo
165, § 5º. Portanto, deve ser interpretado de forma sistêmica,
como uma segmentação do orçamento único global, como se
fossem sub-orçamentos.
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS III
memoriza.aí
DICA 03
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
Princípio da Universalidade
A Lei Orçamentária é regida pelo Princípio da Universalidade, que
determina que todas as receitas e despesas devem estar
previstas na LOA (com exceção das receitas tributárias criadas
após a aprovação da LOA). O produto da arrecadação do tributo
não estará incluído na LOA se não tiver sido previsto, o que
significa que o princípio não foi desrespeitado. O artigo 165, § 5º,
da Constituição Federal, ilustra o Princípio da Universalidade, pois
estabelece que a LOA deve compreender os orçamentos fiscal,
de investimento das empresas e da seguridade social.
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Princípio do Orçamento-Bruto
De acordo com o ensinamento de Leite (2020, p. 147/148), o
princípio do orçamento-bruto estabelece que as receitas e
despesas devem constar na lei orçamentária pelos seus valores
brutos, sem quaisquer deduções (art. 6º, da Lei n. 4.320/64). 
Por exemplo, embora o IPVA seja um tributo do Estado e, por força
constitucional, deva ser repartido em 50% para os municípios, no
orçamento do Estado, a receita do tributo deve ser lançada na
sua totalidade, sem o abatimento do valor a ser repassado.
Portanto, para os entes que repartem suas receitas, o valor
integral a ser arrecadado deve constar na parte da receita do
orçamento, e o valor a ser repartido deve constar na parte da
despesa. Não é permitido o lançamento apenas do valor líquido.
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS IV
memoriza.aí
DICA 04
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
Princípio da Transparência Orçamentária
Embora não esteja expressamente previsto na Constituição
Federal, o princípio da transparência orçamentária é
extraído do art. 37, caput, que estabelece a publicidade
como um dos princípios norteadores da Administração
Pública. Assim, a publicidade é uma das formas de
promover a transparência e, consequentemente, permitir a
fiscalização das receitas e despesas públicas. De acordo
com Ricardo Lobo Torres, a sociedade deve agir de forma
transparente para que a opacidade dos segredos e da
conduta abusiva fundada na prevalência da forma sobre o
conteúdo dos negócios jurídicos desapareça no
relacionamento com o Estado. Por sua vez, o Estado deve
tornar a sua atividade financeira o mais clara e aberta
possível, tanto na legislação que institui impostos, taxas,
contribuições e empréstimos, quanto na elaboração do
orçamento e no controle da sua execução.
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Princípio da Não Afetação (Não Vinculação) das Receitas
de Impostos
A Constituição Federal prevê o princípio da não vinculação da
receita de impostos. Kiyoshi Harada explica que esta proibição
reflete a ideia de que é responsabilidade do governante eleito
elaborar um plano de ação governamental que direcione os
gastos públicos para as prioridades dos setores, conforme sua
plataforma de campanha. Caso contrário, o governante
perderá legitimidade. Essa é uma tarefa para estadistas, que
parecem não existir mais. Na ausência desses líderes, há uma
tendência de vincular as receitas públicas a diversas
necessidades públicas, a ponto de entregar o governo a um
computador.
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS V
memoriza.aí
DICA 05
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
Princípio da Especificação ou Especialização
O artigo 167, VI e VII da Constituição Federal de 1988 prevê
este princípio, enquanto que o artigo 5º, § 4º da Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF) prevê a previsão
infraconstitucional. Segundo este princípio, é proibido
utilizar créditos orçamentários para fins imprecisos. 
Os créditos orçamentários estão ligados a programas e projetos do governo. A
reserva de contingência é uma exceção a esse princípio. O Anexo de Riscos
Fiscais criado pela LRF na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deve prever
passivos contingentes, que são fundos não ligados a nenhum programa ou
projeto específico. Como não é possível definir antecipadamente como essa reserva
de contingência será utilizada, ela não pode ser conectada a um programa ou projeto
antes que um risco aconteça.
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Princípio da Proibição de Estorno
Previsto na Constituição Federal, em seu art. 167, VI e VIII,
este princípio veda a transposição, remanejamento ou
transferência de recursos de uma categoria de
programação para outra ou de um órgão para outro sem a
devida autorização legislativa. Além disso, é proibida a
utilização de recursos dos orçamentos fiscal e da
seguridade social para cobrir déficit de empresas,
fundações e fundos, sem autorização legislativa específica.
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS VI
memoriza.aí
DICA 06
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
Princípio da Unidade de Tesouraria (ou Unidade de Caixa)
Este princípio, previsto no art. 56 da Lei n. 4.320/64, determina
que todo recurso arrecadado pelo Erário, seja ele originário ou
derivado, ordinário ou extraordinário, de natureza
orçamentária ou extraorçamentária, geral ou vinculado,
deve ser alocado em uma única conta. Isso garante uma
gestão mais organizada dos recursos públicos.
Conforme explica Leite (2020, p. 170): "Para maior organicidade das contas
públicas, é necessário que todo recurso carreado ao Erário, de caráter originário
ou derivado, ordinário ou extraordinário, de natureza orçamentária ou
extraorçamentária, geral ou vinculado, seja alocado em uma única conta, a fim
de facilitar a gerência dos mesmos".
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Princípio da Economicidade:
Segundo o Professor Ricardo Lobo Torres, o conceito de
economicidade, originário da linguagem dos economistas,
corresponde, no discurso jurídico, ao conceito de justiça. Isso
implica em uma gestão financeira eficiente e uma execução
orçamentária, que se baseia na minimização de custos e
gastos públicos e na maximização da receita e da
arrecadação. O professor afirma que o controle da
economicidade, essencial no direito constitucional moderno,
inspira-se no princípio do custo-benefício. Este princípio implica
na adequação entre receita e despesa, garantindo que o
cidadão não precise pagar mais impostos para obter bens e
serviços que estão disponíveis no mercado a um preço menor.
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS VII
memoriza.aí
DICA 07
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
PRINCÍPIOS
ORÇAMENTÁRIOS
Princípio da Diferenciação das Fontes de Financiamento:
De acordo com Harrison Leite, a Constituição Federal criou um
sistema tributário que se comunica com o sistema
orçamentário, de tal forma que a natureza do tributo revele um
conjunto de características de organicidade dos sistemas.
Assim, a receita de impostos deve ficar livre para o Executivo,
que pode aplicá-la às políticas públicasgenéricas, enquanto
a receita das taxas deve ter relação direta com o custo do
serviço público específico e divisível ou da atividade de
fiscalização, por questões de justiça fiscal.
A receita da contribuição de melhoria não pode ser maior do que o custo da
obra pública. Além disso, a receita do empréstimo compulsório deve ser restrita
ao motivo que levou à sua criação e a receita das contribuições especiais deve
ter aplicação estrita à finalidade prevista em lei. Qualquer aplicação distinta, que
possa levar à desorganicidade sistêmica, é passível de reparação pela via judicial,
dado que a fonte de financiamento é fundamental para a regularidade na aplicação
do recurso. O art. 167, XI da CF/88 é um exemplo disso.
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ORÇAMENTO-PROGRAMA
memoriza.aí
DICA 08
ORÇAMENTO-
PROGRAMA
ORÇAMENTO-
PROGRAMA
O principal objetivo do orçamento-programa é alocar os recursos
governamentais de forma a obter resultados concretos e mensuráveis. 
Em vez de simplesmente distribuir dinheiro para diferentes ministérios e órgãos, o
orçamento-programa vincula os recursos às ações planejadas e aos resultados
esperados. Isso facilita a avaliação da eficácia e eficiência das políticas públicas e
permite uma tomada de decisão mais informada.
O orçamento-programa é uma abordagem moderna na elaboração e execução
do orçamento público, que se concentra nos resultados e impactos das políticas
públicas. Diferentemente do modelo tradicional, que se concentra em insumos e
atividades, o orçamento-programa foca nos objetivos e metas a serem alcançados
pelo governo.
e qual seu objetivo?
Elementos do Orçamento-Programa Elementos do Orçamento-Programa 
O Planejamento Estratégico do Orçamento-Programa começa com a definição
dos objetivos estratégicos e metas do governo, baseados em planos de
desenvolvimento de longo prazo. 
Os programas são compostos por conjuntos de ações relacionadas para
alcançar os resultados esperados, com recursos direcionados para as
iniciativas de maior impacto. 
Indicadores e metas mensuráveis são estabelecidos para avaliar o
desempenho e o progresso em relação aos objetivos de cada programa. 
Durante a execução do orçamento, os resultados são monitorados e avaliados
para aprimorar as políticas públicas e a eficiência na alocação de recursos no
futuro.
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CICLO ORÇAMENTÁRIO I
memoriza.aí
DICA 09
CICLO
ORÇAMENTÁRIO
CICLO
ORÇAMENTÁRIO
Iniciativa/Elaboração
As leis orçamentárias são sempre elaboradas a partir de uma iniciativa do
Poder Executivo. O Legislativo não tem a competência para iniciar um
projeto de lei orçamentária, já que o conhecimento sobre a realidade em
questão é de responsabilidade do Poder Executivo.
Apreciação e Emendas ao Orçamento
Durante a apreciação da lei orçamentária, o Legislativo pode propor
emendas, que devem ser submetidas à aprovação do Poder Executivo.
Sanção ou Veto
Com a aprovação da lei orçamentária, o Poder Executivo pode sancioná-la
ou vetá-la, total ou parcialmente.
Execução
Uma vez sancionada a lei orçamentária, inicia-se a sua execução, que
consiste na utilização dos recursos previstos na lei.
Controle
O controle é a última etapa do ciclo orçamentário e consiste na fiscalização
da correta aplicação dos recursos previstos na lei orçamentária.
O ciclo orçamentário é um tema fundamental em Administração Financeira e
Orçamentária, e requer atenção por parte dos candidatos que desejam estudá-lo.
Este ciclo compreende uma série de eventos orçamentários sucessivos, desde a
justificativa plenamente elaborada de uma necessidade de recursos até a sua
correta aplicação e posterior fiscalização.
 As etapas do ciclo orçamentário são:
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CICLO ORÇAMENTÁRIO II
memoriza.aí
DICA 10
Proposta
Orçamentária
Proposta
Orçamentária
Previsão de Receitas: nesta fase, o governo estima as receitas que espera
arrecadar durante o período do orçamento. As fontes dessas receitas podem
ser tributos, transferências de outras esferas governamentais, receitas
patrimoniais, entre outras;
Fixação de Despesas: nesta etapa, o governo define os gastos que pretende
realizar ao longo do período. As despesas são categorizadas em despesas
correntes (salários, encargos e custeio) e despesas de capital (obras públicas e
investimentos). Os gastos são detalhados por programas, projetos e atividades;
Definição de Prioridades: o governo estabelece suas prioridades políticas e
sociais, determinando quais áreas receberão mais recursos e atenção. As
prioridades baseiam-se nas necessidades e demandas da sociedade, bem como
em planos e programas governamentais;
Consolidação do Orçamento: todas as informações sobre receitas e
despesas são reunidas e consolidadas em um único documento, conhecido
como projeto de lei orçamentária (PLOA) ou proposta orçamentária.
A Proposta Orçamentária é um relatório detalhado que contém as previsões de
receitas e despesas para um período específico, normalmente um ano, com o
objetivo de planejar e monitorar as finanças de uma organização ou governo. No
caso do governo, o Poder Executivo elabora o documento e submete-o ao Poder
Legislativo para aprovação.
Processo Complexo de Elaboração da Proposta Orçamentária
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CICLO ORÇAMENTÁRIO III
memoriza.aí
DICA 11
Proposta
Orçamentária
Proposta
Orçamentária
No Legislativo, os parlamentares realizam uma análise
minuciosa da proposta orçamentária. Eles podem propor
emendas, alterar valores e realocar recursos entre os
programas e projetos. Após as discussões, o orçamento é
votado e, se aprovado, torna-se lei orçamentária para o
exercício seguinte.
Após a aprovação, o governo passa a executar as despesas
previstas no orçamento ao longo do período
estabelecido. Durante a execução, é fundamental monitorar
os gastos para garantir que eles estejam ocorrendo de acordo
com o planejado.
Após a elaboração da proposta orçamentária, cabe ao Poder Legislativo a
responsabilidade de analisar e aprovar o orçamento. No Brasil, o presidente deve
enviar o PLOA ao Congresso Nacional até o final de agosto de cada ano.
Processo de Votação do Orçamento
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PROCESSO DE PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO I
memoriza.aí
DICA 12
ORÇAMENTO PÚBLICO
NA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA 
ORÇAMENTO PÚBLICO
NA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA 
Até o início de 2021, a sustentabilidade da dívida não constava no rol do art. 163
da CF, tendo sido inserida com a Emenda Constitucional nº 109/2021.
A lei complementar que trata acerca da sustentabilidade da dívida pode autorizar a
aplicação das vedações previstas no art. 167-A da CF.
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disponibilizarão suas
informações contábeis, orçamentárias e fiscais para garantir a rastreabilidade, a
comparabilidade e a publicidade dos dados coletados, os quais deverão ser
expostos em meio eletrônico de amplo acesso público.
A lei complementar deve dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os
prazos, a elaboração e a organização do PPA, da LDO e da LOA.
Além disso, as normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta
e indireta, bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos
também são objeto de lei complementar.
Critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados
quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e
limitação das programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto nos
§§ 11 e 12 do art. 166 são abrangidos pela lei complementar.
Os limites da despesa com pessoal ativo e inativo epensionistas foram
estabelecidos pelo art. 169, caput.
O Orçamento governamental brasileiro tem sua
efetiva disposição na Constituição de 1988 através
de três leis e instrumentos: o Plano Plurianual (PPA),
a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei
Orçamentária Anual (LOA). A competência para
legislar sobre direito financeiro compete,
concorrentemente, aos entes federativos. 
Aspectos Normativos Relevantes:
Cabe, portanto, à União estabelecer normas gerais e aos demais entes
suplementar esta legislação geral.
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Leis orçamentárias que aplicam a Constituição Federal podem ser submetidas a
controle de constitucionalidade. 
A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece limites de gastos com pessoal
ativo e inativo que devem ser respeitados pelos entes federativos. O
dispositivo impugnado, que estabelece limites mais generosos para o poder
legislativo local, viola a autoridade da União e a Lei de Responsabilidade Fiscal. 
A competência da União para emitir moeda é exclusiva do Banco Central do
Brasil, que pode comprar e vender títulos de emissão do Tesouro para regular a
oferta da moeda e a taxa de juros. 
É responsabilidade dos entes federativos conduzir suas políticas fiscais de
forma a manter a dívida pública em níveis sustentáveis, conforme previsto na lei
complementar e na Emenda Constitucional nº 109/2021.
PROCESSO DE PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO II
memoriza.aí
DICA 13
Possibilidade de
Controle Direto
 de Leis Estaduais
Possibilidade de
Controle Direto
 de Leis Estaduais
O Supremo Tribunal Federal reconheceu a possibilidade de controle
direto de leis estaduais que desrespeitem a Lei de Responsabilidade
Fiscal em relação aos limites de gastos com pessoal. No caso
específico, o artigo 50 da Lei 1.005/15 do estado de Roraima
estabeleceu diretrizes orçamentárias locais para o exercício de 2016 e
modificou os limites de gastos com pessoal dos poderes executivo e
legislativo, ultrapassando o teto previsto na legislação federal.
O STF entendeu que houve uma possível
usurpação da competência privativa da União
(artigo 169 da Constituição Federal) e risco de
prejuízo ao erário local, e concedeu uma cautelar
parcialmente.
o que precisamos saber?
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Analisar e emitir parecer sobre os projetos de lei acima mencionados, além
de revisar as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da
República.
Examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais
e setoriais previstos na Constituição.
PROCESSO DE PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO III
memoriza.aí
DICA 14
Processo Legislativo
Orçamentário
Processo Legislativo
Orçamentário
Os projetos de lei relativos ao PPA, LDO e LOA, bem
como os créditos adicionais, serão avaliados por
ambas as casas do Congresso. Há uma comissão
mista permanente composta por deputados e
senadores encarregados de:
A anomia orçamentária ocorre quando um novo exercício financeiro é iniciado sem
a aprovação da Lei Orçamentária. As situações que podem causar essa anomalia
são:
O Chefe do Executivo não envia o projeto de lei dentro do prazo estabelecido;
O Projeto é rejeitado pela Casa Legislativa;
A Lei Orçamentária não é votada pelo Congresso Nacional.
o que precisamos saber?Anomia OrçamentáriaAnomia Orçamentária
Informativo 1034: Normas estaduais que impõem a lei orçamentária antes
das Emendas Constitucionais 86/2015 e 100/2019 são consideradas
inconstitucionais.
Informativo 1015: É inconstitucional que as normas estaduais estabeleçam
um limite diferente do imposto pelo artigo 166 da Constituição Federal para
a aprovação de emendas parlamentares impositivas.
Jurisprudência
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PROCESSO DE PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO IV
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DICA 15
Plano PlurianualPlano Plurianual
O Plano Plurianual (PPA) é uma peça orçamentária que estabelece as prioridades e
metas de longo prazo da Administração. De modo regionalizado, o PPA pode dispor
sobre as diretrizes, objetivos e metas para despesas de capital e outras despesas
de duração continuada (com duração igual ou superior a dois exercícios).
É aplicado quando não há lei complementar. De acordo com o artigo 35, §2º, I,
do ADCT, o projeto do Plano Plurianual (PPA) deve ser encaminhado até quatro
meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido
para sanção até o encerramento da sessão legislativa.
Portanto, o PPA terá vigência nos três últimos anos do mandato do Presidente
e no primeiro ano do mandato do Presidente seguinte. 
O prazo para o envio é o mesmo da Lei Orçamentária Anual (LOA), que é até 31
de agosto, e a aprovação deve ocorrer até o final da sessão legislativa, que é
em 22 de dezembro. Consequentemente, conclui-se que o PPA é válido por
quatro anos.
o que precisamos saber?
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT)Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT)
O não envio do PPA pelo Chefe do
Executivo implica em crime de
responsabilidade, conforme disposto no art.
165, § 9º, da Constituição Federal. Cabe à
lei complementar dispor sobre o exercício
financeiro, a vigência, os prazos, a
elaboração e a organização do PPA, da LDO
e da Lei Orçamentária Anual (LOA).
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PROCESSO DE PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO V
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DICA 16
Lei de Diretrizes
Orçamentárias
Lei de Diretrizes
Orçamentárias
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) determina as metas e diretrizes da
Administração Pública e estabelece as diretrizes de política fiscal e respectivas
metas, em observância à trajetória sustentável da dívida pública. Essa lei orienta
a elaboração da LOA, além de dispor sobre as alterações na legislação tributária e
estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
Caso o prazo de devolução seja descumprido, os congressistas não poderão
entrar de férias até que aprovem a LDO e remetam para sanção. Essa medida
é prevista no art. 57, §2º, da Constituição Federal, que estabelece que a sessão
legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de
diretrizes orçamentárias.
Por fim, o art. 165, § 2º, da Constituição Federal conceitua a LDO como a lei que
compreende as metas e prioridades da administração pública federal,
estabelece as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância
com a trajetória sustentável da dívida pública, orienta a elaboração da LOA,
dispor sobre as alterações na legislação tributária, bem como estabelece a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
o que precisamos saber?
PRAZO DE DEVOLUÇÃOPRAZO DE DEVOLUÇÃO
É importante lembrar que a LDO é uma lei que
visa a direcionar a elaboração da LOA. O
Chefe do Executivo deve encaminhá-la até
15 de abril e devolvê-la para sanção até o
término do primeiro período da sessão
legislativa (17 de julho). Atualmente, a
principal lei orçamentária é a LDO.
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O bloqueio ou sequestro de verba pública, por decisões judiciais, de empresa
estatal prestadora de serviço público em regime não concorrencial e sem intuito
lucrativo primário é inconstitucional.
É importante lembrar que a LOA não pode prever dotação para despesa com
duração superior a um exercício financeiro que não conste no Plano
Plurianual (PPA). Além disso, também é proibida a consignação de crédito com
finalidade imprecisa ou dotação ilimitada. A LOA, no âmbito federal, será
apreciada por Comissão Mista Permanente.
PROCESSO DE PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO VI
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DICA 17
Lei Orçamentária
Anual
Lei Orçamentária
Anual
A Lei Orçamentária Anual (LOA) é responsávelpor compreender todas as
despesas e receitas do Estado, incluindo os orçamentos de investimento, fiscal
e da seguridade social. A LOA deve estar em compatibilidade com a Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO).
o que precisamos saber?
O projeto da LOA deve ser encaminhado
ao Congresso até 31 de agosto e deve ser
devolvido para sanção até o término da
sessão legislativa. Sua vigência é de um
ano, correspondendo ao exercício civil.
Jurisprudência
O STF decidiu que as decisões judiciais que determinam a
constrição de verbas públicas oriundas do Fundo Estadual de
Saúde (FES) são inconstitucionais, pois devem ser aplicadas
compulsoriamente na área da saúde e não em outras
finalidades específicas. O STF também reconheceu a
inconstitucionalidade de decisão judicial que determina a
constrição de verbas de empresa estatal que desempenha
serviço público essencial em regime não concorrencial e sem
intuito de lucro.
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Os créditos orçamentários são autorizações constantes na Lei Orçamentária para
a realização de despesas.
Créditos Adicionais
Os créditos adicionais são autorizações de despesas não incluídas ou
insuficientemente dotadas na lei de orçamento. Eles podem ser classificados da
seguinte forma:
Suplementares: destinam-se a reforçar a dotação
orçamentária.
Especiais: destinam-se a despesas para as quais não há
dotação orçamentária específica.
Extraordinários: destinam-se a despesas urgentes e
imprevisíveis, como em caso de guerra ou calamidade
pública.
PROCESSO DE PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO VII
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DICA 18
Crédito
orçamentário inicial
Crédito
orçamentário inicial
Entendemos por crédito orçamentário inicial ou
ordinário o crédito aprovado pela lei orçamentária
anual, que consta dos orçamentos fiscal, da
seguridade social e de investimento das
empresas estatais. 
o que precisamos saber?
A Lei Orçamentária Anual (LOA) é composta por créditos orçamentários que
contêm dotações financeiras para a execução dos programas governamentais,
criados pela combinação de categorias classificatórias e contas. A dotação
representa o valor disponível no crédito orçamentário e define o limite de recursos
financeiros autorizados.
Tipos de Créditos OrçamentáriosTipos de Créditos Orçamentários
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Os Fundos Especiais são compostos por receitas específicas que, por lei, estão
vinculadas à realização de determinados serviços ou objetivos, permitindo a
adoção de normas peculiares de aplicação. 
Um exemplo é o Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ensino Fundamental e
Valorização do Magistério (FUNDEF).
PROCESSO DE PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO VIII
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DICA 19
Crédito
orçamentário inicial
Crédito
orçamentário inicial
A vigência dos créditos adicionais não pode
ultrapassar o exercício financeiro, exceto nos
casos dos créditos especiais e extraordinários,
quando houver determinação legal expressa.
o que precisamos saber?
Dívida Ativa é o montante que a Fazenda Pública possui a receber de terceiros.
Esse tipo de débito pode ter duas origens distintas:
Dívida AtivaDívida Ativa
Tributária: quando decorre da falta de pagamento de tributos, incluindo
correção monetária, juros e multas.
Não Tributária: quando tem outras origens.
Fundos EspeciaisFundos Especiais
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o que precisamos saber?
A receita será classificada de acordo com as seguintes categorias econômicas: 
RECEITA PÚBLICA I
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DICA 20
Classificação
orçamentária de
receita pública 
Classificação
orçamentária de
receita pública 
Receita pública pode ser entendida como o conjunto de ingressos financeiros, com
fontes e fatos geradores próprios e permanentes, responsável por gerar acréscimo
patrimonial, sem que se produza obrigações reservas e reinvindicações de terceiros,
ou seja, é a entrada definitiva de dinheiro nos cofres públicos.
É importante lembrar que esse assunto pode não ser uma das perguntas frequentes
em sua prova.
classificação das receitas públicasclassificação das receitas públicas
Receitas Correntes
São classificadas como Receitas Correntes àquelas receitas tributárias
advindas de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de
serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros
recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando
destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes. 
Receitas de Capital
Por outro lado, são classificadas como Receitas de Capital as provenientes
da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas;
da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de
outras pessoas de direito público ou privado, destinados a atender
despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do
Orçamento Corrente.
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o que precisamos saber?
RECEITA PÚBLICA II
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DICA 21
Etapas e estágiosEtapas e estágios
Augustinho Paludo esclarece que a gestão da receita orçamentária é composta por
duas etapas: planejamento e execução. É importante destacar que as "etapas" da
receita pública são diferentes dos "estágios" da receita, conforme nos
apresentam os Manuais de Receita Nacional, de Contabilidade e de Orçamento da
STN/SOF.
PlanejamentoPlanejamento
Augustinho Paludo afirma que a etapa de planejamento envolve a previsão
de arrecadação da receita orçamentária, utilizando metodologias de
projeção comumente adotadas, em conformidade com a Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF). 
Essa receita é geralmente prevista, estimada ou orçada, indicando a quantia
esperada para ser arrecadada durante o exercício financeiro da Lei
Orçamentária Anual (LOA).
execuçãoexecução
A fase de execução da Receita Orçamentária Pública está dividida em três estágios,
conforme definido pela Lei nº 4.320/1964: lançamento, arrecadação e
recolhimento.
O lançamento é feito pela repartição fiscal para registrar o débito
correspondente. 
A arrecadação é o momento em que o contribuinte paga a obrigação
tributária, e o recolhimento é a transferência dos valores arrecadados à
conta específica do Tesouro. 
O Princípio da Unidade de Caixa garante o controle centralizado dos
recursos arrecadados em cada ente.
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o que precisamos saber?
DESPESA PÚBLICA I
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DICA 22
DESPESA PÚBLICADESPESA PÚBLICA
A despesa pública é um dispêndio de recursos financeiros realizado por um órgão
da administração pública, seja de modo centralizado ou descentralizado, com a
finalidade de cumprir determinado objetivo. Este recurso só poderá ser utilizado
mediante autorização orçamentária legislativa, garantindo assim sua efetivação.
Classificação Classificação 
A Lei 4.320/64 determina que os itens da discriminação da despesa serão
identificados por números de código decimal. Esse conjunto de informações é
chamado de classificação por natureza da despesa e fornece informações sobre
a categoria econômica, grupo, modalidade de aplicação e elemento, além de
permitir o desdobramento do elemento da despesa (subelemento).
A classificação das despesas são divididas em despesas correntes e de
capital. 
As despesas correntes são divididas em despesas de custeio e
transferências correntes, enquanto as despesas de capital são
divididas em investimentos, inversões financeiras e transferências
de capital. 
Além disso, a informação gerencial modalidade de aplicação
complementa a classificação por natureza da despesa e indica o modo
de utilização dos recursos.
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ExecuçãoExecução
PlanejamentoPlanejamento
O planejamento envolve todas as fases da despesa que antecedem sua
execução, desde os estudos preliminares para a Lei Orçamentária Anual (LOA)
até o processo de licitação e contratação.
o que precisamos saber?
DESPESA PÚBLICA II
memoriza.aí
DICA 23
Etapas e estágiosEtapas e estágios
Antes de tudo, é importante ressaltar que os termos "etapas da despesa" e "estágios
da despesa" têm significados distintos. As etapas compreendem o planejamento e
a execução.
A execução da despesa pública é dividida em três estágios: empenho, liquidação
e pagamento, conforme a Lei 4.320/64.
empenhoempenho
De acordo com o artigo 58 da Lei 4.320/64, o empenho de despesa
é o ato realizado por uma autoridade competente que gera uma
obrigação de pagamento pelo Estado, seja ela pendente ou não
de uma condição prévia.
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liquidação de Despesas:liquidação de Despesas:
A liquidação da despesa é o processo de verificação do direito adquirido pelo
credor, baseando-se em títulos e documentos que comprovem o crédito. 
O processo tem como objetivo apurar a origem e objeto do que se deve pagar,
a exata quantia a ser paga e o destinatário do pagamento para extinguir a
obrigação.
Já a liquidação da despesa por fornecimentos ou serviços prestados é feita
com base no contrato, acordo ou ajuste respectivo, na nota de empenho e nos
comprovantes de entrega do material ou prestação efetiva do serviço.
o que precisamos saber?
DESPESA PÚBLICA III
memoriza.aí
DICA 24
Liquidação Liquidação 
Sobre a Ordem de Pagamento, conforme o Artigo 64 da Lei
4.320/64: Refere-se ao ato em que a autoridade competente
emite um despacho determinando que a despesa seja paga.
pagamento:pagamento:
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Compreendendo as Despesas de
Exercícios Anteriores
Compreendendo as Despesas de
Exercícios Anteriores
As despesas de exercícios anteriores são
despesas fixadas no orçamento atual que
surgem de obrigações acordadas em períodos
anteriores ao que o pagamento deve ser feito.
Ao contrário dos restos a pagar, as despesas de
exercícios anteriores não foram empenhadas
ou, se já foram, tiveram seus empenhos
cancelados ou anulados.
o que precisamos saber?
DESPESA PÚBLICA IV
memoriza.aí
DICA 25
Despesas de exercícios
anteriores
Despesas de exercícios
anteriores
Conforme o artigo 36 da Lei 4.320/64, os Restos a Pagar são despesas empenhadas,
porém não pagas, até o dia 31 de dezembro. É possível diferenciá-las entre as
processadas e as não processadas. Os Restos a Pagar podem ser classificados em
duas categorias distintas:
Restos a Pagar Processados: despesas empenhadas, liquidadas e não pagas;
Restos a Pagar Não Processados: despesas empenhadas, não liquidadas e não
pagas.
Classificação dos Restos a PagarClassificação dos Restos a Pagar
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A Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000) aplica-se aos três Poderes
(Executivo, Legislativo e Judiciário) em todas as esferas de governo (federal,
estadual e municipal). 
A lei obriga todos os governantes a seguir normas e limites ao administrar as
finanças, prestando contas sobre o uso dos recursos públicos. Seu objetivo é
aprimorar a administração das contas públicas no Brasil, criando um
compromisso dos governantes com o orçamento e metas aprovadas pelo
Legislativo. 
A LC 101/00 é responsável por estabelecer diretrizes financeiras públicas para
garantir a responsabilidade na gestão fiscal. Isso implica em ação planejada e
transparente, prevenção de riscos, correção de desvios, equilíbrio entre receitas
e despesas, limites para renúncia de receita e geração de despesas, entre outros
aspectos.
o que precisamos saber?
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 I
memoriza.aí
DICA 26
Lei de Responsabilidade
Fiscal I
Lei de Responsabilidade
Fiscal I
A Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei nº 101/2000) é uma norma brasileira com o
principal propósito de definir regras e limites para uma gestão fiscal responsável
pelos entes federativos. 
Seu objetivo é fomentar a transparência, garantir equilíbrio nas contas públicas e
promover disciplina na administração dos recursos públicos.
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A Lei de Responsabilidade Fiscal define os entes que se submetem às su
regras. São eles:
o que precisamos saber?
Lei de Responsabilidade
Fiscal II
Lei de Responsabilidade
Fiscal II
Já sabemos que as entidades públicas deve respeitar os limites e regulamentações
legais referentes às despesas e gastos públicos, de acordo com a sua competência e
capacidade de arrecadação tributária. 
Para alcançar esse propósito, cada órgão deve seguir um plano de despesas,
definindo limites e objetivos a serem atingidos na utilização de verbas específicas.
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 II
memoriza.aí
DICA 27
Quem deve cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal?
ESTADOS; DISTRITO FEDERAL;UNIÃO; MUNICÍPIOS;
PODER EXECUTIVO; PODER LEGISLATIVO E TRIBUNAIS DE CONTAS 
(INCLUINDO-SE TODAS AS SUAS MODALIDADES);
PODER JUDICIÁRIO; MINISTÉRIO PÚBLICO;
ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA, COMO FUNDOS, AUTARQUIAS, FUNDAÇÕES,
EMPRESAS ESTATAIS DEPENDENTES,
A Lei de Responsabilidade Fiscal define os entes que se submetem às suas regras.
São eles:
Essa previsão está localizada no art. 1º, §3º, inciso I, da LC nº 101/00.
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Quais são os quatro pilares da Lei de Responsabilidade Fiscal?
Lei de Responsabilidade
Fiscal III
Lei de Responsabilidade
Fiscal III
Planejamento
O planejamento inclui elementos que oferecem suporte técnico para a gestão fiscal
dos órgãos públicos.
Isso abrange mecanismos operacionais como o Plano Plurianual (PPA), a Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária (LOA). 
Embora o PPA tenha sido vetado pela LC nº 101/00, continua sendo uma exigência,
conforme previsto na Constituição. Com esses três instrumentos de planejamento,
é possível programar a gestão fiscal e orçamentária dos órgãos, respeitando as
diretrizes e limites estabelecidos.
Transparência
A transparência envolve disponibilizar mecanismos democráticos aos cidadãos
para que possam participar e fiscalizar as ações dos órgãos públicos. 
Alguns instrumentos incluem participação em audiências públicas, divulgação de
gastos com pessoal, relatórios de gestão fiscal e execução orçamentária, entre
outros. O Art. 48 da Lei de Responsabilidade Fiscal aborda a transparência,
destacando os instrumentos e a importância da divulgação.
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 III
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DICA 28
Para atingir os objetivos da Lei de
Responsabilidade Fiscal, esta se baseia em
quatro pilares: planejamento, transparência,
controle e responsabilidade.
Controle
O terceiro pilar é o controle, que se refere à fiscalização para
garantir a execução do previsto na Lei. Isso permite supervisionar
as atividades relacionadas à gestão fiscal e aos recursos públicos
de cada órgão, com ênfase na atuação dos Tribunais de Contas e
na participação cidadã.
Responsabilidade
O quarto pilar, a responsabilidade, exige que gestores e
responsáveis pelos órgãos públicos cumpram a Lei de
Responsabilidade Fiscal, sob pena de sanções. Seguir e atender
aos preceitos da Lei Complementar é essencial para os gestores
públicos, considerando-a um código de conduta.Licenciado para - Altamires Teles Monteiro | ateles.13@hotmail.com | 20447736272 - 20447736272 - Protegido por Eduzz.com
Ordenar despesa não autorizada por lei (art. 359-D do Código Penal);
Quais são as sanções da Lei de Responsabilidade Fiscal?As sanções previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal são, em sua maioria, são
restrições impostas aos órgãos públicos relacionadas à criação de cargos, concessão
de vantagens, provimento de cargos públicos, realização de atos que resultem em
aumento de despesas e impedimentos relacionados ao recebimento de verbas.
Além das sanções da LC nº 101/00, é importante mencionar a existência de um
capítulo no Código Penal intitulado "Crimes contra as finanças públicas", que foi
incluído pela Lei 10.028/00. 
Lei de Responsabilidade
Fiscal Iv
Lei de Responsabilidade
Fiscal Iv
Ordenar, autorizar ou realizar operação de crédito, interno ou externo,
sem prévia autorização legislativa (art. 359-A do Código Penal);
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 IV
memoriza.aí
DICA 29
Ordenar, autorizar ou executar ato que acarrete aumento de despesa
total com pessoal, nos cento e oitenta dias anteriores ao final do
mandato ou da legislatura (art. 359-G do Código Penal).
Entre as condutas consideradas criminosas, destacam-se:
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De acordo com a LC 101/00, a Lei de Diretrizes Orçamentárias
também incluirá o Anexo de Metas Fiscais, que determina metas
anuais em valores correntes e constantes, relacionadas a receitas,
despesas, resultados nominal e primário, e o montante da dívida
pública, para o ano em questão e os dois subsequentes. 
A LDO também abrangerá o Anexo de Riscos Fiscais, onde os
passivos contingentes e outros riscos que possam impactar as
finanças públicas são avaliados, indicando as medidas a serem
tomadas caso se concretizem. 
Por sua vez, o projeto de lei orçamentária anual deve estar em
conformidade com o plano plurianual, a lei de diretrizes
orçamentárias e as normas da LC 101/00. A Lei Orçamentária Anual
deve incluir todas as despesas relacionadas à dívida pública,
mobiliária ou contratual, juntamente com as receitas
correspondentes. 
Planejamento
Conforme já falamos anteriormente, o orçamento público envolve a preparação e
implementação de três leis: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). 
Lei de
Responsabilidade
Fiscal v
Lei de
Responsabilidade
Fiscal v
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 V
memoriza.aí
DICA 30
Esse processo requer um planejamento cuidadoso e aprovação legislativa,
seguindo a sequência PPA, LDO e LOA.
É proibido que o orçamento contenha créditos com propósitos vagos ou com
dotação ilimitada.
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O Poder Executivo deverá apresentar e avaliar o cumprimento das
metas fiscais de cada quadrimestre até o final de maio, setembro
e fevereiro, em audiência pública nas comissões mencionadas no
§ 1º do art. 166 da CF ou equivalentes nas Casas Legislativas
estaduais e municipais. 
Após o encerramento de cada semestre, o Banco Central do Brasil
fará, em reunião conjunta das comissões temáticas relevantes do
Congresso Nacional, uma avaliação do cumprimento dos objetivos
e metas das políticas monetária, creditícia e cambial, destacando
o impacto e o custo fiscal de suas operações, bem como os
resultados apresentados nos balanços. 
Por fim, de acordo com o art. 10, a execução orçamentária e
financeira deverá identificar os beneficiários de pagamentos de
sentenças judiciais, por meio de um sistema de contabilidade e
administração financeira, para garantir a observância da ordem
cronológica estabelecida no art. 100 da Constituição.
Execução Orçamentária - Cumprimento das Metas
Conforme estabelecido pelo art. 8º da LRF, o Poder Executivo deve definir, até 30 dias
após a publicação dos orçamentos, a programação financeira e o cronograma
mensal de desembolsos, conforme determinado pela lei de diretrizes orçamentárias. 
Lei de
Responsabilidade
Fiscal vI
Lei de
Responsabilidade
Fiscal vI
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 VI
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DICA 31
Esse processo requer um planejamento cuidadoso e aprovação legislativa,
seguindo a sequência PPA, LDO e LOA.
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Se, ao final de um bimestre, for constatado que a receita não
será suficiente para atingir as metas de resultado primário ou
nominal, os Poderes e o Ministério Público implementarão, nos
próximos 30 dias, restrições de empenho e movimentação
financeira, conforme definido pela lei de diretrizes
orçamentárias. 
Caso a receita seja recuperada, as dotações cujos empenhos
foram restringidos serão recompostas proporcionalmente às
reduções feitas. 
Se os Poderes Legislativo e Judiciário, assim como o Ministério
Público, não aplicarem as restrições no prazo estipulado, o
Poder Executivo está autorizado a restringir os valores de
acordo com os critérios da lei de diretrizes orçamentárias. 
Despesas constitucionais e legais do ente, incluindo o
pagamento do serviço da dívida, bem como aquelas
relacionadas à inovação e ao desenvolvimento científico e
tecnológico financiadas por fundo específico, não serão
sujeitas a restrições, exceto as especificadas pela lei de
diretrizes orçamentárias. 
Recursos vinculados a finalidades específicas devem ser usados exclusivamente para
atender ao seu propósito, mesmo que em um período diferente daquele em que foram
recebidos. 
Lei de
Responsabilidade
Fiscal vII
Lei de
Responsabilidade
Fiscal vII
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 VII
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DICA 32
Esse processo requer um planejamento cuidadoso e aprovação legislativa,
seguindo a sequência PPA, LDO e LOA.
Execução Orçamentária - Cumprimento das Metas
DIAS
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Além disso, a lei prevê a possibilidade de renúncia de receita
para manter o equilíbrio entre receitas e despesas. 
A renúncia de receita envolve medidas que buscam reduzir a
carga tributária dos contribuintes, aliviando-os por meio de
redução quantitativa ou até mesmo neutralização completa de
sua incidência. 
A receita pública é a soma dos recursos financeiros, com
origens e eventos geradores específicos e constantes,
que resultam em acréscimos patrimoniais, sem criar
obrigações, reservas ou reivindicações de terceiros. 
Receita pública
Lei de
Responsabilidade
Fiscal vIII
Lei de
Responsabilidade
Fiscal vIII
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 VIII
memoriza.aí
DICA 33
Portanto, trata-se da entrada definitiva de dinheiro nos cofres públicos.
De acordo com o STF, as restrições estabelecidas pelos artigos 14, 16, 17
e 24 da LRF não se aplicam durante situações de calamidade pública
decorrentes do coronavírus.
O artigo 11 da LRF exige que o gestor fiscal seja responsável pela arrecadação da
receita, incluindo a criação, previsão e efetiva arrecadação de todos os impostos de
sua competência. 
Também há regulamentação que estabelece os critérios a serem seguidos para prever
a receita, a fim de fornecer estimativas mais precisas sobre o impacto financeiro-
orçamentário de contratos de serviços, compras e obras. 
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Para estar em conformidade com a lei orçamentária anual, a despesa deve
ter uma dotação específica e suficiente, ou estar incluída em um crédito
genérico. Ao somar todas as despesas da mesma natureza, realizadas e a
serem realizadas, conforme previsto no programa de trabalho, os limites
estabelecidos para o exercício não devem ser ultrapassados.
Por outro lado, a despesa será compatível com o plano plurianual e a lei de
diretrizes orçamentárias se estiver de acordo com as diretrizes, objetivos,
prioridades e metas estabelecidas nesses documentos, sem violar nenhuma
de suas disposições.
Uma despesa corrente derivada de lei, medida provisóriaou ato
administrativo normativo que imponha ao ente a obrigação legal de sua
execução por um período superior a dois exercícios será considerada
obrigatória de caráter continuado.
A despesa pública é a utilização de um montante específico de dinheiro por uma
autoridade ou agente público competente, de acordo com uma autorização
legislativa para a realização de um propósito específico, incumbido ao governo.
Despesa pública
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL IX
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL IX
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 IX
memoriza.aí
DICA 34
A criação, expansão ou melhoria de ações governamentais que
resultem em aumento de despesas serão acompanhadas por: 
uma avaliação do impacto financeiro-orçamentário
no ano de implementação e nos dois anos seguintes; 
uma declaração do responsável pela despesa de que
o aumento está de acordo com a lei orçamentária anual,
é compatível com o plano plurianual e segue as
diretrizes da lei orçamentária.
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Para o governo federal
50% da da receita corrente líquida
(RCL), assim divididos:
Para os fins do disposto no caput do art. 169 da Constituição, a despesa total com
pessoal, em cada período de apuração e em cada ente da Federação, não poderá
exceder os percentuais da receita corrente líquida, a seguir discriminados:
Despesa pública
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL X
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL X
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 X
memoriza.aí
DICA 35
( se gastos totais com pessoal ultrapassarem 95% do limite estabelecido)
LIMITES COM GASTOS DE PESSOAL NA LRF
Para os municípios
60% da receita corrente líquida
(RCL), da seguinte forma:
54%
Executivo *Legislativo
Para os estados
60% da receita corrente líquida (RCL),
da seguinte forma:
*incluindo o Tribunal de Contas
do Município, quando houver *incluindo o Tribunal de Contas do Estado
SANÇÕES PARA QUEM ULTRAPASSAR OS LIMITES
Interrupção de transferências
voluntárias (e a sua contratação)
realizadas pelo Governo Federal
Impedimento de contratação de
operações de crédito
Impossibilidade para a obtenção
de garantias da União para a
contratação de operações de
crédito externo
Restrições à concessão de
contratação de pessoal e de
reajustes (apenas os aumentos
determinados por contratos e
pela Justiça são autorizados)
O agente administrativo (presidente,
governador, prefeito etc) que
ultrapassar os limites pode ter o
mandato cassado e está sujeito a
multa de 30% dos vencimentos
anuais, bem como inabilitação para
o exercício da função pública e
detenção, que poderá variar entre 6
meses e 4 anos
Executivo *Legislativo Ministério
Público
Judiciário
49% 6% 3% 2%6%
Executivo Judiciário MinistérioLegislativo
Público
40,9% 2,5% 0,6%6%
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Dívida pública consolidada ou fundada: é o valor total, calculado sem
duplicação, das obrigações financeiras de uma entidade federal,
assumidas com base em leis, contratos, convênios ou tratados, e de
operações de crédito a serem amortizadas em mais de doze meses.
Dívida pública mobiliária: representa a dívida pública por meio de títulos
emitidos pela União, incluindo os do Banco Central do Brasil, estados e
municípios.
Operação de crédito: é o compromisso financeiro assumido devido a
empréstimos, abertura de crédito, emissão e aceitação de títulos, aquisição
financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da
venda a prazo de bens e serviços, leasing e outras operações semelhantes,
incluindo o uso de derivativos financeiros.
Concessão de garantia: é o compromisso de cumprir uma obrigação
financeira ou contratual assumida por uma entidade federativa ou
entidade a ela vinculada.
Refinanciamento da dívida mobiliária: consiste na emissão de títulos para
pagar o principal acrescido da correção monetária.
Com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), foram estabelecidos importantes
mecanismos para monitorar a evolução das receitas e despesas, visando uma
gestão responsável e equilibrada, e o controle do endividamento público. 
Além disso, a LRF introduziu diversos conceitos relevantes, como a Dívida pública
consolidada ou fundada, a Dívida pública mobiliária, as Operações de crédito e as
Concessões de garantia. 
Dívida e endividamento
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XI
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XI
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 XI
memoriza.aí
DICA 36
A LRF equipara a assunção, o reconhecimento ou a confissão de dívidas à operação
de crédito, conforme o artigo 29, § 1º.
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Também está legalmente prevista a inclusão na dívida pública consolidada da
União referente à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil. 
Além disso, as operações de crédito com prazo inferior a 12 meses, com receitas
orçamentárias, também fazem parte da dívida pública consolidada. 
Em relação ao refinanciamento, a Lei Complementar 101/00 estabelece que o
refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá, no final de cada
exercício financeiro, o montante do final do exercício anterior, somado às
operações de crédito autorizadas no orçamento para esse fim e efetivamente
realizadas, mais a atualização monetária.
De acordo com o artigo 30 e seguintes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF),
ao contratar uma operação de crédito com uma entidade federativa, a
instituição financeira deve requerer evidências de que a operação está em
conformidade com as condições e limites estabelecidos, exceto em casos de
dívida mobiliária ou externa.
Caso os recursos não sejam reembolsados no ano em que foram recebidos,
uma reserva específica deve ser alocada na lei orçamentária para o próximo
exercício.
Segundo o artigo 34 da Lei Complementar 101/00, o Banco Central do Brasil não
poderá emitir títulos de dívida pública dois anos após a sua publicação. 
O artigo 35 da LC 101/00 proíbe a realização de operações de crédito entre entes
federativos, incluindo suas entidades indiretas, com exceções como a compra
de títulos da dívida da União por Estados e Municípios para despesas correntes
ou refinanciamento de dívidas não contraídas junto à instituição concedente.
Além disso, é proibida a realização de operações de crédito entre uma
instituição financeira estatal e a entidade federativa que a controla como
beneficiária do empréstimo.
Dívida e endividamento
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XII
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XII
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 XII
memoriza.aí
DICA 37
PESSOAL, É CRUCIAL QUE VOCÊS DEDIQUEM TEMPO PARA LER E COMPREENDER
MINUCIOSAMENTE ESTES DISPOSITIVOS DA LEI ABAIXO. ELES SÃO DE EXTREMA IMPORTÂNCIA
PARA A SUA PROVA, E HÁ UMA GRANDE PROBABILIDADE DE SEREM ABORDADOS COMO
QUESTÕES. PORTANTO, CONCENTREM-SE NOS DETALHES MAIS SUTIS PARA EVITAR CONFUSÕES.
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Comparação com operações de crédito:
Captação de recursos como adiantamento de receitas de tributos ou
contribuições antes do fato gerador, exceto conforme o § 7º do art. 150 da
Constituição. 
Recebimento antecipado de valores de empresa na qual o setor público
possua a maioria do capital social com direito a voto, exceto lucros e dividendos,
conforme a legislação. 
Assunção direta de compromisso, dívida ou operação similar com
fornecedores de bens, mercadorias ou serviços, através de emissão, aceite ou
aval de título de crédito, com exceção de empresas estatais dependentes. 
Assunção de obrigações com fornecedores para pagamento futuro de bens e
serviços sem autorização orçamentária.
O artigo 42 da LRF estabelece a proibição para o
responsável por um Poder ou órgãos
mencionados inicialmente, nos dois últimos
quadrimestresde seu mandato, de assumir
despesas que não possam ser integralmente
pagas dentro do mesmo período, ou que
tenham parcelas a serem quitadas no exercício
seguinte sem a devida disponibilidade de caixa.
Equiparação a operações de crédito
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XIII
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XIII
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 XIII
memoriza.aí
DICA 38
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O artigo 43 da LRF aborda as disponibilidades de caixa, representadas pelos saldos
das contas dos entes federativos. 
Para a União, esses saldos devem ser depositados no BACEN, enquanto Estados,
Distrito Federal, Municípios, órgãos públicos, entidades e empresas sob
controle público devem fazê-lo em instituições financeiras oficiais. 
A determinação da disponibilidade de caixa leva em conta os encargos e despesas
a serem pagos até o final do exercício, conforme previsto nos artigos 43 e seguintes
da LC 101/00.
Empresa Controlada:
fornecimento de bens e serviços ao controlador, com respectivos preços e
condições, comparando-os com os praticados no mercado; 
recursos recebidos do controlador, a qualquer título, especificando valor, fonte e
destinação; 
venda de bens, prestação de serviços ou concessão de empréstimos e
financiamentos com preços, taxas, prazos ou condições diferentes dos vigentes
no mercado.
Gestão Patrimonial
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XIV
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XIV
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 XIV
memoriza.aí
DICA 39
AS DISPONIBILIDADES DE CAIXA NÃO PODEM SER UTILIZADAS EM TÍTULOS DA DÍVIDA
PÚBLICA ESTADUAL OU MUNICIPAL, TAMPOUCO EMPRESTADAS AOS SEGURADOS E AO
PODER PÚBLICO E SUAS EMPRESAS CONTROLADAS, NEM APLICADAS EM AÇÕES E
OUTROS PAPÉIS A ELAS RELATIVOS. 
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De acordo com o art. 48 da LRF, os meios de transparência na gestão fiscal que
devem ser amplamente divulgados, inclusive em meios eletrônicos de acesso
público, tais como:
Transparência na gestão fiscal
Planos
Orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias
Prestações de contas e parecer prévio
Relatório Resumido da Execução Orçamentária e Relatório de Gestão Fiscal
Versões simplificadas desses documentos.
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem disponibilizar suas
informações contábeis, orçamentárias e fiscais conforme a periodicidade,
formato e sistema estabelecidos pelo órgão central de contabilidade da União.
Transparência, controle e fiscalização
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XIV
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XIV
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 XIV
memoriza.aí
DICA 40
Esses dados devem ser divulgados em meio
eletrônico de amplo acesso público.
Adicionalmente, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios devem enviar ao Ministério da
Fazenda, conforme instruções específicas deste
órgão, as informações necessárias para manter
atualizado o registro eletrônico centralizado das
dívidas públicas internas e externas. 
O descumprimento dessas determinações
acarretará em penalidades.
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No que se refere à prestação de contas, os Chefes do Poder Executivo deverão
incluir, juntamente com as suas próprias contas, as dos Presidentes dos órgãos dos
Poderes Legislativo e Judiciário, bem como do Chefe do Ministério Público.
Os Tribunais de Contas emitirão parecer conclusivo sobre as
contas no prazo de 60 dias a partir do recebimento, a menos
que um prazo diferente seja estabelecido nas constituições
estaduais ou leis orgânicas municipais.
Os resultados da avaliação das contas serão amplamente
divulgados após a análise ou deliberação.
Para municípios com menos de duzentos mil habitantes que
não sejam capitais, o prazo para prestação de contas será de
180 dias. 
Os Tribunais de Contas não entrarão em recesso enquanto
houver contas pendentes de parecer prévio.
A prestação de contas deverá evidenciar o desempenho da
arrecadação em relação à previsão, destacando as medidas
adotadas para fiscalização das receitas, combate à
sonegação, recuperação de créditos administrativos e judiciais,
bem como outras ações para aumentar as receitas tributárias
e contribuições.
Transparência, controle e fiscalização
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XV
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XV
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 XV
memoriza.aí
DICA 41
Estas contas receberão parecer prévio, separadamente, do respectivo Tribunal de
Contas.
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Finalmente, em relação à fiscalização da gestão fiscal, conforme o artigo 59 da LC
101/00, o Poder Legislativo, com a ajuda dos Tribunais de Contas, e o sistema de
controle interno de cada Poder e do Ministério Público monitorarão o cumprimento
da Lei Complementar 101/00, levando em consideração as normas de padronização
metodológica.
cumprimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes
orçamentárias, limites e condições para operações de
crédito, e registro de Restos a Pagar. 
Medidas adotadas para reduzir despesas com pessoal e
dívidas consolidadas e mobiliárias aos limites estabelecidos.
Utilização dos recursos provenientes da venda de ativos,
respeitando as restrições constitucionais e da Lei
Complementar. 
Adesão ao limite de gastos totais dos legislativos municipais,
quando aplicável.
 Fiscalização da gestão fiscal
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XVI
LEI DE
RESPONSABILIDADE
FISCAL XVI
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LEI Nº 101/2000 XVI
memoriza.aí
DICA 42
Supervisão da gestão fiscal:
Os Tribunais de Contas são responsáveis por emitir alertas aos Poderes ou órgãos
quando identificam situações específicas. Além disso, é incumbência desses
tribunais verificar os cálculos relativos aos limites de despesas totais com
pessoal de cada Poder e órgão.
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O Estado tem a responsabilidade de assegurar o funcionamento estável e justo da
economia, promovendo o crescimento econômico, o pleno emprego e a justiça social. 
Isso envolve a implementação de políticas fiscais e monetárias, a regulação do
mercado, a proteção dos direitos dos consumidores e a garantia da estabilidade
financeira. Dessa forma, o Estado desempenha essas funções econômicas para a
Receita Federal do Brasil: alocativa, distributiva e estabilizadora.
A função alocativa do estado está relacionada à distribuição dos recursos
econômicos na sociedade, visando assegurar uma alocação eficiente para
maximizar a produção econômica de forma equitativa, beneficiando a maioria
da população.
Existem várias maneiras de realizar essa função, sendo algumas das mais comuns:
Regulação dos mercados: intervenção do estado para garantir uma competição
justa e preços estáveis.
Políticas distributivas: uso do orçamento para redistribuir renda, como
programas de transferência de renda para os mais necessitados.
Investimentos públicos: alocação de recursos em áreas impactantes na
economia, como infraestrutura, educação e saúde, para elevar a produtividade e
melhorar a qualidade de vida.
Função Alocativa
FUNÇÕES ECONÔMICAS DO ESTADO I
memoriza.aí
DICA 43
Para compreender as funções econômicas do Estado para do Brasil, é essencial
recordar o papel do Estado na economia. 
NO CONTEXTO ALOCATIVO, O GOVERNO NÃO NECESSITA PRODUZIR BENS E SERVIÇOS,
PODENDO ATUAR COMO FINANCIADOR, FORNECENDO EMPRÉSTIMOS E SUBSÍDIOS, OU COMO
REGULADOR, ESTABELECENDO NORMAS E REGULANDO ATIVIDADES ECONÔMICAS.
PAPEL DO ESTADO
DA ECONOMIA I
PAPEL DO ESTADO
DA ECONOMIA I
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A função

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