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Material sobre a legislação da profissão de corretor de imóveis/Técnico em Transações Imobiliárias: Lei nº 6.530/78 (arts.2º,3º), Decreto‑lei nº 81.871/78, exigência de diploma e inscrição, atribuições, remuneração e dispositivos do Código Civil (arts.722,724,725).

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LEGISLAÇÃO 
QUE REGULAMENTA 
A PROFISSÃO
2 Técnico em Transações ImobiliáriasLegislação que regulamenta a profissão2
3
A profissão de corretor de imóveis foi 
regulamentada pela Lei nº 6.530/78, após 
a revogação da Lei nº 4.116/62, que foi a 
primeira lei a tratar da profissão de corretor 
de imóveis. A Lei nº 6.530/78 está constituída 
por 26 artigos, dos quais podemos citar os 
seguintes como os principais:
O art. 2º trata da regulamentação 
da profissão, visto que antes de ser 
promulgada a lei, não existia um controle 
sobre quem exercia a profissão de 
corretor, pois, historicamente, conforme 
demanda de mercado, os profissionais de 
diversas áreas de atuação começaram a 
desempenhar o exercício de corretagem, 
sem uma devida organização profissional. 
Legislação que regulamenta a profissãoTécnico em Transações Imobiliárias 3
Art. 2º O exercício da profissão de Corretor 
de Imóveis será permitido ao possuidor 
de título de Técnico em Transações 
Imobiliárias.
EXERCÍCIO DA 
PROFISSÃO
Para o exercício da atividade, exige-
se a comprovação da habilitação legal do 
profissional. A comprovação ocorre com a 
apresentação, pelo profissional interessado, 
do diploma de conclusão do curso técnico em 
transações imobiliárias ou também, diploma do curso 
superior em curso específico na área de transações 
imobiliárias.
Aqueles profissionais que atuavam como corretores, 
antes da entrada da lei em vigor e que atendiam os termos 
da lei nº 4.116/62, caso queiram continuar a exercer a 
profissão, devem solicitar uma revalidação da sua inscrição nos 
Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis.
Após a promulgação da 
legislação, anunciar ou exercer a 
profissão de corretor, sem atender as 
condições que a legislação determina, 
caracteriza contravenção penal, 
devendo as pessoas ser processadas 
pelo Poder Judiciário, conforme segue:
Legislação que regulamenta a profissão Técnico em Transações Imobiliárias4
Art. 3º apresenta a competência 
do Corretor de Imóveis, que pode 
exercer a intermediação na compra, 
venda, permuta e locação de imóveis, 
podendo, ainda, opinar quanto à 
comercialização imobiliária.
O parágrafo único diz que as atribuições constantes 
deste artigo poderão ser exercidas, também, por pessoa jurídica 
inscrita nos termos desta lei.
Sendo assim, a lei prevê, conforme previsto na legislação, 
o corretor de imóveis que está devidamente habilitado tem a 
capacidade para realizar a mediação na compra, venda, permuta 
e locação de imóveis, devendo ser remunerado quando efetivar 
a transação. A remuneração será determinada pela tabela de 
honorários, estabelecida pelo CRECI de cada estado. Existe muita 
divergência em alguns pontos sobre o tema remuneração do 
corretor nos percentuais de cada estado, mas o Código Civil traz 
alguns artigos que tratam do assunto.
O parágrafo único do artigo nos mostra 
que as pessoas jurídicas, inscritas no Conselho 
Regional dos Corretores de Imóveis, também 
podem realizar as atribuições constantes no 
art. 2º, como intermediar a venda, o aluguel e a 
avaliação dos imóveis.
A Lei nº 6.530/78 encontra-se na íntegra 
disponível para pesquisa no site do Planalto, sendo que 
este é o caminho mais fácil para acessar a lei com as 
devidas atualizações.
O Decreto-lei nº 81.871/78 
regulamentou a Lei nº 6.530/78 e 
disciplinou também o funcionamento 
dos órgãos responsáveis pela fiscalização 
do exercício da profissão. As entidades 
que fiscalizam a profissão são autarquias 
subordinadas ao Ministério do Trabalho e ao 
Tribunal de Contas da União. 
Legislação que regulamenta a profissãoTécnico em Transações Imobiliárias 5
 No Código Civil, encontramos 
vários artigos sobre a corretagem de 
imóveis. Observe:
O Código Civil de 2012, em seu 
artigo 722, conceitua a corretagem como 
sendo contrato por meio do qual “(...) uma 
pessoa, não ligada à outra em virtude 
de mandato, de prestação de serviços ou 
por qualquer relação de dependência, 
obriga-se a obter para a segunda um ou 
mais negócios, conforme as instruções 
recebidas”. 
 Podemos dizer que o corretor de imóveis 
recebe sua remuneração pela intermediação de 
um negócio, mas se não efetivar a negociação o 
corretor não tem obrigação de cuidar do imóvel.
 O contrato de corretagem, em 
concordância com a primeira parte do artigo 
725, do Código Civil (CC), é eventual, ou seja, 
o corretor avoca o risco de não receber os 
honorários e de não ser reembolsado das 
despesas que efetuou, como os documentos 
para intermediar o contrato desejado. Vejamos o 
artigo 725 do CC:
Legislação que regulamenta a profissão Técnico em Transações Imobiliárias6
Art. 725 - A remuneração é devida ao 
corretor uma vez que tenha conseguido o 
resultado previsto no contrato de mediação, 
ou ainda que este não se efetive em virtude 
de arrependimento das partes. 
A lei civil em vigor, indica, em seu 
artigo 724, que o corretor terá o direito de 
receber seus honorários de corretagem, 
direcionada aos percentuais acordados nos 
órgãos de classe, conforme segue:
CÓDIGO CIVIL – 
ARTS. 722-729
Os honorários de corretagem ficam sujeitos à conclusão 
da transação, só podendo ser exigidos se o contrato for firmado 
entre as partes do negócio. A legislação garantirá o direito ao 
recebimento dos honorários de corretagem na hipótese do 
contrato intermediado não ser firmado por desistência das 
partes (comprador ou vendedor, por exemplo). É o que vem 
explicado no artigo 725, em sua parte final.
Legislação que regulamenta a profissãoTécnico em Transações Imobiliárias 7
Art. 724 - A remuneração do corretor, se não estiver 
fixada em lei, nem ajustada entre as partes, será arbitrada 
segundo a natureza do negócio e os usos locais.
Quando o contrato de corretagem 
atinge sua finalidade, que é a conclusão 
do negócio. 
Se o corretor de imóveis 
intermediador do negócio vir a 
falecer, pois é uma atividade pessoal 
e intransmissível, a morte do corretor 
implica no termino do contrato. O mesmo 
ocorre quando da morte de um dos 
clientes, na medida em que a corretagem 
é dirigida para atender aos interesses do 
contratante. 
Pelo decurso do prazo 
convencionado, quando determinado 
contrato por prazo.
Através de uma denúncia, pois 
a corretagem envolve uma relação de 
confiança e pode o cliente denunciar o 
contrato de corretagem, finalizando assim 
o contrato.
Na legislação pertinente encontramos as 
causas da extinção do contrato de corretagem, 
podemos citar os seguintes:
Ainda no Código Civil, encontramos alguns dos direitos 
e deveres do corretor. Dentre tantos direitos, alguns pontos 
merecem destaque. 
A comissão do corretor, por exemplo, no que diz respeito a sua 
remuneração, só será devida se o negócio tiver o resultado esperado. Também 
terá direito à comissão se o contrato intermediado não for celebrado em caso 
do arrependimento das partes por ele aproximadas. Embora a lei seja expressa 
ao estabelecer o direito à remuneração, não diz quem deve assumir esse 
pagamento ao corretor.
No artigo 723 está previsto os cuidados na intermediação, o código enuncia que o corretor 
deve empregar todos os cuidados e atenção na intermediação, conforme segue:
É dever do corretor expor todas 
as informações solicitadas por ambas 
as partes comprador e vendedor, 
esclarecendo os dados de relevância 
que possam influenciar no futuro 
negócio, respeitando sempre o 
sigilo da negociação quando 
for solicitado. 
Legislação que regulamenta a profissão Técnico em Transações Imobiliárias8
No que se refere as 
obrigações do corretor, artigo 722, 
em sua parte final, diz que é de 
responsabilidade dele encaminhar a 
proposta de acordo com combinado entre 
as partes, sob pena de perder, sob pena 
de não ter o direito a corretagem e ainda 
indenizar pelo prejuízo que causar. 
Art. 723 - O corretor é obrigado a executar a mediação com a diligência e 
prudência que o negócio requer, prestando ao cliente, espontaneamente, todas as 
informações sobre o andamento dos negócios; deve, ainda, sob pena de responderpor perdas e danos, prestar ao cliente todos os esclarecimentos que estiverem ao 
seu alcance, acerca da segurança ou risco do negócio, das alterações de valores e 
do mais que possa influir nos resultados da incumbência.
O CONSELHO FEDERAL 
DE CORRETORES DE 
IMÓVEIS – COFECI
O COFECI é o órgão máximo que disciplina e fiscaliza 
a profissão e o exercício das atividades dos corretores de 
imóveis. É uma pessoa jurídica, na forma de autarquia, 
portanto de direito público, vinculada ao Ministério do 
Trabalho. De acordo com a Lei nº 6.530/78, tem autonomia 
administrativa, operacional e financeira. Por ter atuação a 
nível federal, sua sede e foro são no Distrito Federal, sendo 
composto por dois representantes, efetivos e suplentes de 
cada Conselho Regional e exerce ações de natureza normativa, 
disciplinar, deliberativa, administrativa e supervisora, 
conforme as competências previstas para o Conselho Federal 
no art. 16 e seus incisos da Lei nº 6.530/78.
Ao COFECI, compete principalmente as atividades de 
criação e extinção dos conselhos regionais, elaboração de 
contratos para a atividade de corretagem, além de determinar 
normas de ética profissional.
Regulamentação da profissão 11
ÓRGÃOS QUE DISCIPLINAM 
E FISCALIZAM O EXERCÍCIO 
DA PROFISSÃO
Eleger sua diretoria.
Elaborar e alterar seu 
regimento.
Instituir o modelo 
das carteiras de identidade 
profissional e dos certificados 
de inscrição.
Aprovar o relatório 
anual, o balanço e as 
contas de sua diretoria, bem 
como elaborar a previsão 
orçamentária para o exercício 
seguinte.
Fixar multas, anuidades 
e emolumentos devido aos 
Conselhos Regionais.
Elaborar o regimento 
padrão dos Conselhos 
Regionais.
Homologar o regimento 
dos Conselhos Regionais.
Representar em 
juízo ou fora dele, em todo 
território nacional, os legítimos 
interesses da categoria 
profissional.
Podemos, também, citar algumas outras competências 
elencadas no art. 16, a título de conhecimento:
Técnico em Transações Imobiliárias Legislação que regulamenta a profissão 9
A Resolução COFECI 327/1992 estabelece, no 
artigo 2º, que o exercício da atividade de intermediação 
imobiliária, inclusive o exercício de atos privativos da 
profissão de corretor de imóveis, somente é permitido 
às pessoas físicas e jurídicas detentoras de inscrição nos 
Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis e que 
satisfaçam as condições para o exercício profissional.
Já no artigo 3º, a Resolução assegura a inscrição 
aos técnicos em transações imobiliárias, formados 
por estabelecimentos de ensino reconhecidos pelos 
órgãos educacionais competentes, e às pessoas 
jurídicas legalmente constituídas para os objetivos 
de intermediação imobiliária, inclusive para os fins 
previstos no artigo 1º da Resolução. A seguir, confira 
algumas das principais diferenças entre a atuação 
enquanto pessoa física (PF) ou pessoa jurídica (PJ):
REGISTRO PROFISSIONAL
Legislação que regulamenta a profissão Técnico em Transações Imobiliárias10
RESOLUÇÃO COFECI 327/1992
Remuneração do corretor de imóveis: tabela de honorários 13
RESOLUÇÃO COFECI Nº 1.065/07
A Resolução COFECI nº 1.065/07 
trata de estabelecer as regras para 
utilização de nome abreviado, por pessoas 
físicas, e nome fantasia, por empresários 
e pessoas jurídicas. Trata também 
do tamanho mínimo de impressão 
do número de inscrição no CRECI em 
divulgações publicitárias e documentais.
Trata, assim, de regulamentar a 
utilização pública do nome por extenso 
ou nome abreviado da pessoa física 
regularmente inscrita no CRECI, desde que 
seguido da expressão “profissional liberal” 
ou “corretor de imóveis”, independente 
de outro adjetivo que possa figurar no 
anúncio ou documento com o objetivo 
de melhor qualificar o profissional (por 
exemplo: “gestor imobiliário”, “consultor 
imobiliário”, etc.). 
Nos anúncios de imóveis, 
sempre que houver o nome do corretor 
de imóveis, deverá ser acompanhado, 
obrigatoriamente, pela sigla CRECI e 
o número de cadastro na entidade de 
classe.
Para as empresas ou pessoas 
jurídicas, devidamente cadastradas, 
e com inscrição no CRECI, a utilização 
pública da razão social ou do nome 
fantasia poderá aparecer em anúncios 
nas seguintes condições, conforme o art. 
5º da resolução:
a) Divulgação publicitária ou documental 
do nome ou razão social ou do nome de 
fantasia da pessoa jurídica, será sempre 
seguida do número de inscrição da pessoa 
jurídica no CRECI, precedido da sigla CRECI 
e acrescido da letra “J”; 
b) Na divulgação a que alude a alínea 
anterior, a sigla CRECI, seguida do 
correspondente número de inscrição e 
da letra “J”, não poderão ter tamanho de 
impressão inferior a 25% (vinte e cinco 
por cento) do nome ou razão social ou 
do nome de fantasia que estiver sendo 
utilizado pela pessoa jurídica. 
O CRECI determina que nenhum nome abreviado 
ou nome fantasia será registrado se, em seus registros, 
já constar outro igual ou com semelhança tal que possa 
confundir o consumidor. 
As legislações apresentadas não podem ser 
ignoradas por nenhum profissional corretor de imóveis, 
pois nelas se apresentam as obrigações e os direitos, 
desta forma é possível garantir o bom desempenho 
profissional, trazendo mais segurança para os clientes 
e sempre fortalecendo a categoria, a partir do momento 
que o COFECI determina as formas de agir e retira do 
mercado profissionais que não atuam de forma legal. 
Legislação que regulamenta a profissão 11
PESSOA FÍSICA E 
PESSOA JURÍDICA
Técnico em Transações Imobiliárias
Legislação que regulamenta a profissão12
RESOLUÇÃO 
COFECI Nº 458/95 
E Nº 492/96
PUBLICIDADE
Técnico em Transações Imobiliárias
 A resolução COFECI fala 
sobre a publicidade do material 
do corretor de imóveis ou da 
empresa imobiliária.
A Resolução COFECI nº 
458/95 traz em sua matéria a 
obrigatoriedade do destaque 
do registro profissional em 
documentos e anúncios 
publicitários, e também sobre 
o número do registro ou da 
incorporação imobiliária, 
podendo somente anunciar 
publicamente um imóvel o 
corretor, pessoa física ou 
jurídica, devidamente inscrito 
no CRECI, que tiver contrato 
de exclusividade para realizar a 
intermediação imobiliária. Nos 
anúncios publicitários impressos 
deverá constar o número da 
inscrição do corretor, precedido 
da letra “J” quando se tratar de 
pessoa jurídica. 
Já a resolução 492/96 
estabelece as multas aplicáveis 
às pessoas físicas e jurídicas que 
anunciarem publicamente sem 
possuírem o contrato escrito 
de intermediação imobiliária 
com exclusividade. O valor da 
multa pode variar entre uma 
e três anuidades; em caso 
de reincidência o valor pode 
aumentar para duas até seis 
anuidades.

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