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LEGISLAÇÃO QUE REGULAMENTA A PROFISSÃO 2 Técnico em Transações ImobiliáriasLegislação que regulamenta a profissão2 3 A profissão de corretor de imóveis foi regulamentada pela Lei nº 6.530/78, após a revogação da Lei nº 4.116/62, que foi a primeira lei a tratar da profissão de corretor de imóveis. A Lei nº 6.530/78 está constituída por 26 artigos, dos quais podemos citar os seguintes como os principais: O art. 2º trata da regulamentação da profissão, visto que antes de ser promulgada a lei, não existia um controle sobre quem exercia a profissão de corretor, pois, historicamente, conforme demanda de mercado, os profissionais de diversas áreas de atuação começaram a desempenhar o exercício de corretagem, sem uma devida organização profissional. Legislação que regulamenta a profissãoTécnico em Transações Imobiliárias 3 Art. 2º O exercício da profissão de Corretor de Imóveis será permitido ao possuidor de título de Técnico em Transações Imobiliárias. EXERCÍCIO DA PROFISSÃO Para o exercício da atividade, exige- se a comprovação da habilitação legal do profissional. A comprovação ocorre com a apresentação, pelo profissional interessado, do diploma de conclusão do curso técnico em transações imobiliárias ou também, diploma do curso superior em curso específico na área de transações imobiliárias. Aqueles profissionais que atuavam como corretores, antes da entrada da lei em vigor e que atendiam os termos da lei nº 4.116/62, caso queiram continuar a exercer a profissão, devem solicitar uma revalidação da sua inscrição nos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis. Após a promulgação da legislação, anunciar ou exercer a profissão de corretor, sem atender as condições que a legislação determina, caracteriza contravenção penal, devendo as pessoas ser processadas pelo Poder Judiciário, conforme segue: Legislação que regulamenta a profissão Técnico em Transações Imobiliárias4 Art. 3º apresenta a competência do Corretor de Imóveis, que pode exercer a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis, podendo, ainda, opinar quanto à comercialização imobiliária. O parágrafo único diz que as atribuições constantes deste artigo poderão ser exercidas, também, por pessoa jurídica inscrita nos termos desta lei. Sendo assim, a lei prevê, conforme previsto na legislação, o corretor de imóveis que está devidamente habilitado tem a capacidade para realizar a mediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis, devendo ser remunerado quando efetivar a transação. A remuneração será determinada pela tabela de honorários, estabelecida pelo CRECI de cada estado. Existe muita divergência em alguns pontos sobre o tema remuneração do corretor nos percentuais de cada estado, mas o Código Civil traz alguns artigos que tratam do assunto. O parágrafo único do artigo nos mostra que as pessoas jurídicas, inscritas no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis, também podem realizar as atribuições constantes no art. 2º, como intermediar a venda, o aluguel e a avaliação dos imóveis. A Lei nº 6.530/78 encontra-se na íntegra disponível para pesquisa no site do Planalto, sendo que este é o caminho mais fácil para acessar a lei com as devidas atualizações. O Decreto-lei nº 81.871/78 regulamentou a Lei nº 6.530/78 e disciplinou também o funcionamento dos órgãos responsáveis pela fiscalização do exercício da profissão. As entidades que fiscalizam a profissão são autarquias subordinadas ao Ministério do Trabalho e ao Tribunal de Contas da União. Legislação que regulamenta a profissãoTécnico em Transações Imobiliárias 5 No Código Civil, encontramos vários artigos sobre a corretagem de imóveis. Observe: O Código Civil de 2012, em seu artigo 722, conceitua a corretagem como sendo contrato por meio do qual “(...) uma pessoa, não ligada à outra em virtude de mandato, de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência, obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas”. Podemos dizer que o corretor de imóveis recebe sua remuneração pela intermediação de um negócio, mas se não efetivar a negociação o corretor não tem obrigação de cuidar do imóvel. O contrato de corretagem, em concordância com a primeira parte do artigo 725, do Código Civil (CC), é eventual, ou seja, o corretor avoca o risco de não receber os honorários e de não ser reembolsado das despesas que efetuou, como os documentos para intermediar o contrato desejado. Vejamos o artigo 725 do CC: Legislação que regulamenta a profissão Técnico em Transações Imobiliárias6 Art. 725 - A remuneração é devida ao corretor uma vez que tenha conseguido o resultado previsto no contrato de mediação, ou ainda que este não se efetive em virtude de arrependimento das partes. A lei civil em vigor, indica, em seu artigo 724, que o corretor terá o direito de receber seus honorários de corretagem, direcionada aos percentuais acordados nos órgãos de classe, conforme segue: CÓDIGO CIVIL – ARTS. 722-729 Os honorários de corretagem ficam sujeitos à conclusão da transação, só podendo ser exigidos se o contrato for firmado entre as partes do negócio. A legislação garantirá o direito ao recebimento dos honorários de corretagem na hipótese do contrato intermediado não ser firmado por desistência das partes (comprador ou vendedor, por exemplo). É o que vem explicado no artigo 725, em sua parte final. Legislação que regulamenta a profissãoTécnico em Transações Imobiliárias 7 Art. 724 - A remuneração do corretor, se não estiver fixada em lei, nem ajustada entre as partes, será arbitrada segundo a natureza do negócio e os usos locais. Quando o contrato de corretagem atinge sua finalidade, que é a conclusão do negócio. Se o corretor de imóveis intermediador do negócio vir a falecer, pois é uma atividade pessoal e intransmissível, a morte do corretor implica no termino do contrato. O mesmo ocorre quando da morte de um dos clientes, na medida em que a corretagem é dirigida para atender aos interesses do contratante. Pelo decurso do prazo convencionado, quando determinado contrato por prazo. Através de uma denúncia, pois a corretagem envolve uma relação de confiança e pode o cliente denunciar o contrato de corretagem, finalizando assim o contrato. Na legislação pertinente encontramos as causas da extinção do contrato de corretagem, podemos citar os seguintes: Ainda no Código Civil, encontramos alguns dos direitos e deveres do corretor. Dentre tantos direitos, alguns pontos merecem destaque. A comissão do corretor, por exemplo, no que diz respeito a sua remuneração, só será devida se o negócio tiver o resultado esperado. Também terá direito à comissão se o contrato intermediado não for celebrado em caso do arrependimento das partes por ele aproximadas. Embora a lei seja expressa ao estabelecer o direito à remuneração, não diz quem deve assumir esse pagamento ao corretor. No artigo 723 está previsto os cuidados na intermediação, o código enuncia que o corretor deve empregar todos os cuidados e atenção na intermediação, conforme segue: É dever do corretor expor todas as informações solicitadas por ambas as partes comprador e vendedor, esclarecendo os dados de relevância que possam influenciar no futuro negócio, respeitando sempre o sigilo da negociação quando for solicitado. Legislação que regulamenta a profissão Técnico em Transações Imobiliárias8 No que se refere as obrigações do corretor, artigo 722, em sua parte final, diz que é de responsabilidade dele encaminhar a proposta de acordo com combinado entre as partes, sob pena de perder, sob pena de não ter o direito a corretagem e ainda indenizar pelo prejuízo que causar. Art. 723 - O corretor é obrigado a executar a mediação com a diligência e prudência que o negócio requer, prestando ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento dos negócios; deve, ainda, sob pena de responderpor perdas e danos, prestar ao cliente todos os esclarecimentos que estiverem ao seu alcance, acerca da segurança ou risco do negócio, das alterações de valores e do mais que possa influir nos resultados da incumbência. O CONSELHO FEDERAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS – COFECI O COFECI é o órgão máximo que disciplina e fiscaliza a profissão e o exercício das atividades dos corretores de imóveis. É uma pessoa jurídica, na forma de autarquia, portanto de direito público, vinculada ao Ministério do Trabalho. De acordo com a Lei nº 6.530/78, tem autonomia administrativa, operacional e financeira. Por ter atuação a nível federal, sua sede e foro são no Distrito Federal, sendo composto por dois representantes, efetivos e suplentes de cada Conselho Regional e exerce ações de natureza normativa, disciplinar, deliberativa, administrativa e supervisora, conforme as competências previstas para o Conselho Federal no art. 16 e seus incisos da Lei nº 6.530/78. Ao COFECI, compete principalmente as atividades de criação e extinção dos conselhos regionais, elaboração de contratos para a atividade de corretagem, além de determinar normas de ética profissional. Regulamentação da profissão 11 ÓRGÃOS QUE DISCIPLINAM E FISCALIZAM O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO Eleger sua diretoria. Elaborar e alterar seu regimento. Instituir o modelo das carteiras de identidade profissional e dos certificados de inscrição. Aprovar o relatório anual, o balanço e as contas de sua diretoria, bem como elaborar a previsão orçamentária para o exercício seguinte. Fixar multas, anuidades e emolumentos devido aos Conselhos Regionais. Elaborar o regimento padrão dos Conselhos Regionais. Homologar o regimento dos Conselhos Regionais. Representar em juízo ou fora dele, em todo território nacional, os legítimos interesses da categoria profissional. Podemos, também, citar algumas outras competências elencadas no art. 16, a título de conhecimento: Técnico em Transações Imobiliárias Legislação que regulamenta a profissão 9 A Resolução COFECI 327/1992 estabelece, no artigo 2º, que o exercício da atividade de intermediação imobiliária, inclusive o exercício de atos privativos da profissão de corretor de imóveis, somente é permitido às pessoas físicas e jurídicas detentoras de inscrição nos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis e que satisfaçam as condições para o exercício profissional. Já no artigo 3º, a Resolução assegura a inscrição aos técnicos em transações imobiliárias, formados por estabelecimentos de ensino reconhecidos pelos órgãos educacionais competentes, e às pessoas jurídicas legalmente constituídas para os objetivos de intermediação imobiliária, inclusive para os fins previstos no artigo 1º da Resolução. A seguir, confira algumas das principais diferenças entre a atuação enquanto pessoa física (PF) ou pessoa jurídica (PJ): REGISTRO PROFISSIONAL Legislação que regulamenta a profissão Técnico em Transações Imobiliárias10 RESOLUÇÃO COFECI 327/1992 Remuneração do corretor de imóveis: tabela de honorários 13 RESOLUÇÃO COFECI Nº 1.065/07 A Resolução COFECI nº 1.065/07 trata de estabelecer as regras para utilização de nome abreviado, por pessoas físicas, e nome fantasia, por empresários e pessoas jurídicas. Trata também do tamanho mínimo de impressão do número de inscrição no CRECI em divulgações publicitárias e documentais. Trata, assim, de regulamentar a utilização pública do nome por extenso ou nome abreviado da pessoa física regularmente inscrita no CRECI, desde que seguido da expressão “profissional liberal” ou “corretor de imóveis”, independente de outro adjetivo que possa figurar no anúncio ou documento com o objetivo de melhor qualificar o profissional (por exemplo: “gestor imobiliário”, “consultor imobiliário”, etc.). Nos anúncios de imóveis, sempre que houver o nome do corretor de imóveis, deverá ser acompanhado, obrigatoriamente, pela sigla CRECI e o número de cadastro na entidade de classe. Para as empresas ou pessoas jurídicas, devidamente cadastradas, e com inscrição no CRECI, a utilização pública da razão social ou do nome fantasia poderá aparecer em anúncios nas seguintes condições, conforme o art. 5º da resolução: a) Divulgação publicitária ou documental do nome ou razão social ou do nome de fantasia da pessoa jurídica, será sempre seguida do número de inscrição da pessoa jurídica no CRECI, precedido da sigla CRECI e acrescido da letra “J”; b) Na divulgação a que alude a alínea anterior, a sigla CRECI, seguida do correspondente número de inscrição e da letra “J”, não poderão ter tamanho de impressão inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do nome ou razão social ou do nome de fantasia que estiver sendo utilizado pela pessoa jurídica. O CRECI determina que nenhum nome abreviado ou nome fantasia será registrado se, em seus registros, já constar outro igual ou com semelhança tal que possa confundir o consumidor. As legislações apresentadas não podem ser ignoradas por nenhum profissional corretor de imóveis, pois nelas se apresentam as obrigações e os direitos, desta forma é possível garantir o bom desempenho profissional, trazendo mais segurança para os clientes e sempre fortalecendo a categoria, a partir do momento que o COFECI determina as formas de agir e retira do mercado profissionais que não atuam de forma legal. Legislação que regulamenta a profissão 11 PESSOA FÍSICA E PESSOA JURÍDICA Técnico em Transações Imobiliárias Legislação que regulamenta a profissão12 RESOLUÇÃO COFECI Nº 458/95 E Nº 492/96 PUBLICIDADE Técnico em Transações Imobiliárias A resolução COFECI fala sobre a publicidade do material do corretor de imóveis ou da empresa imobiliária. A Resolução COFECI nº 458/95 traz em sua matéria a obrigatoriedade do destaque do registro profissional em documentos e anúncios publicitários, e também sobre o número do registro ou da incorporação imobiliária, podendo somente anunciar publicamente um imóvel o corretor, pessoa física ou jurídica, devidamente inscrito no CRECI, que tiver contrato de exclusividade para realizar a intermediação imobiliária. Nos anúncios publicitários impressos deverá constar o número da inscrição do corretor, precedido da letra “J” quando se tratar de pessoa jurídica. Já a resolução 492/96 estabelece as multas aplicáveis às pessoas físicas e jurídicas que anunciarem publicamente sem possuírem o contrato escrito de intermediação imobiliária com exclusividade. O valor da multa pode variar entre uma e três anuidades; em caso de reincidência o valor pode aumentar para duas até seis anuidades.