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● Relator ● Revisor ● Data para julgamento ● Indeferida – não se admite reiteração do pedido – salvo se provas novas. Competência - a competência para julgar revisão criminal é originária dos tribunais. - cada tribunal julga a revisão criminal de seus próprios julgados. - juizados especiais – turma recursal. Recurso extraordinário e revisão criminal: RE não conhecido - a revisão criminal deve ser julgada pelo próprio tribunal de origem. RE conhecido - o objeto de impugnação da revisão criminal foi analisado pelo Supremo no julgamento do RE? Se sim, a competência será do próprio Supremo; caso contrário - competência do tribunal de origem. In dubio pro reo? ninguém será considerado culpado sem o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, mas aqui é revisão criminal o réu já é culpado, o réu tem ônus probandi. .-A revisão criminal, que constitui ação penal não-condenatória, destina-se, em sua precípua função jurídico-processual, a desconstituir a própria autoridade da coisa julgada. Nessa ação revisional, incumbe ao autor que a promove o onus probandi, competindo-lhe fornecer ao juízo competente os elementos instrutórios indispensáveis à comprovação dos fatos arguidos. E do peticionário, em sede revisional, o ônus de destruir a presunção de veracidade e de certeza que decorre da sentença penal condenatória transitada em julgado . - STF - HC: 68437 DF, Relator: CELSO DE MELLO, Data de Julgamento: 19/02/1991, PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 15-03-1991 PP-02650 EMENT VOL-01612-03 PP-00463) Não é dotada de efeito suspensivo. Exceção? Decisões teratológicas - possibilidade de grande sucesso da revisão criminal. Art. 626. Julgando procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo. Parágrafo único. De qualquer maneira, não poderá ser agravada a pena imposta pela decisão revista. Ainda que condenado pelo mesmo fato em outro processo n pode ficar com a pena maior q era. Recursos contra a revisão criminal? - embargos de declaração, RE e RESP. Art. 630. O tribunal, se o interessado o requerer, poderá reconhecer o direito a uma justa indenização pelos prejuízos sofridos. § 1º - Por essa indenização, que será liquidada no juízo cível, responderá a União, se a condenação tiver sido proferida pela justiça do Distrito Federal ou de Território, ou o Estado, se o tiver sido pela respectiva justiça. § 2º - A indenização não será devida: a) se o erro ou a injustiça da condenação proceder de ato ou falta imputável ao próprio impetrante, como a confissão ou a ocultação de prova em seu poder; b) se a acusação houver sido meramente privada. Mas e se o réu confessou sob tortura? E se ocultou a prova por estar sob ameaça? Pq não na ação privada? Nenhum dos dois dispositivos pode ser aplicado. Habeas Corpus Natureza Jurídica do HC - não é um recurso - é uma ação autônoma de impugnação - tutela o direito de ir e vir - ofensa direta ou ameaça ao direito de locomoção. Expressa disposição constitucional Modalidades de HC. 1) HC preventivo - quando a privação à liberdade ainda não aconteceu mas está na iminência de ocorrer. Salvo conduto para evitar que a pessoa seja presa. Iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade. 2) HC Suspensivo - A privação da liberdade ainda não ocorreu, mas a medida ilegal já existe. Iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade. 3) HC repressivo - a pessoa já teve violado o direito de ir e vir. Já há uma privação de liberdade o juiz utilizará o alvará de soltura. Sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade. 4) HC trancativo - Para trancar inquérito policial ou a ação penal - situações: Falta de justa causa; atipicidade; extinção da punibilidade. Iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade. Princípios 1 - Gratuidade - O HC é gratuito 2 - Informalidade - Não é necessária petição complexa 3 - Celeridade - O procedimento será célere. Juris em tese: 3) O trancamento da ação penal pela via do habeas corpus é medida excepcional, admissível apenas quando demonstrada a falta de justa causa (materialidade do crime e indícios de autoria), a atipicidade da conduta ou a extinção da punibilidade. 4) O reexame da dosimetria da pena em sede de habeas corpus somente é possível quando evidenciada flagrante ilegalidade e não demandar análise do conjunto probatório. 11) Não cabe habeas corpus contra decisão que denega liminar, salvo em hipóteses excepcionais, quando demonstrada flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão impugnada, sob pena de indevida supressão de instância, nos termos da Súmula n. 691/STF. Decisão teratológica - absurda, esdrúxula. Preceito primário - a tipificação deve ser prevista como crime antes do fato praticado. Quando a lei diz “subtrair para si ou para outrem, coisa alheia móvel”. isto não importa para o HC. Preceito secundário - Pena. Este é analisado no HC, se for pena privativa de liberdade cabe HC. Art. 647. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar. Art. 648. A coação considerar-se-á ilegal: I - quando não houver justa causa; II - quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei; III - quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo; IV - quando houver cessado o motivo que autorizou a coação; V - quando não for alguém admitido a prestar fiança, nos casos em que a lei a autoriza; VI - quando o processo for manifestamente nulo; VII - quando extinta a punibilidade. Art. 650. Competirá conhecer, originariamente, do pedido de habeas corpus: I - ao Supremo Tribunal Federal, nos casos previstos no Art. 101, I, g, da Constituição; II - aos Tribunais de Apelação, sempre que os atos de violência ou coação forem atribuídos aos governadores ou interventores dos Estados ou Territórios e ao prefeito do Distrito Federal, ou a seus secretários, ou aos chefes de Polícia. § 1º A competência do juiz cessará sempre que a violência ou coação provier de autoridade judiciária de igual ou superior jurisdição. § 2º Não cabe o habeas corpus contra a prisão administrativa, atual ou iminente, dos responsáveis por dinheiro ou valor pertencente à Fazenda Pública, alcançados ou omissos em fazer o seu recolhimento nos prazos legais, salvo se o pedido for acompanhado de prova de quitação ou de depósito do alcance verificado, ou se a prisão exceder o prazo legal. Art. 651. A concessão do habeas corpus não obstará, nem porá termo ao processo, desde que este não esteja em conflito com os fundamentos daquela. Art. 652. Se o habeas corpus for concedido em virtude de nulidade do processo, este será renovado. O processo renova a partir da nulidade, não é extinto. O HC em virtude de nulidade é trancativo. Art. 653. Ordenada a soltura do paciente em virtude de habeas corpus, será condenada nas custas a autoridade que, por má-fé ou evidente abuso de poder, tiver determinado a coação. Parágrafo único. Neste caso, será remetida ao Ministério Público cópia das peças necessárias para ser promovida a responsabilidade da autoridade. Art. 654. O habeas corpus poderá ser impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, bem como pelo Ministério Público. § 1º - A petição de habeas corpus conterá: a) o nome da pessoa que sofre ou está ameaçada de sofrer violência ou coação e o de quem exercer a violência, coação ou ameaça; b) a declaração da espécie de constrangimento ou, em caso de simples ameaça de coação, as razões em que funda o seu temor;