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GESTÃO INTEGRADA NA FABRICAÇÃO DE GELATOS: 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA INSTALAÇÕES 
PRODUTIVAS E AUMENTO DA EFICIÊNCIA OPERACIONAL 
 
INTEGRATED MANAGEMENT IN GELATO 
MANUFACTURING: STRATEGIC PLANNING FOR 
PRODUCTION FACILITIES AND INCREASING OPERATIONAL 
EFFICIENCY 
 
¹OLIVEIRA, Vinícius Aparecido Padovan 
²LUTA, Alexandre Mendonça 
³ REZENDE, Edvaldo B. 
 
RESUMO 
Este artigo analisa estratégias de gestão de processos e sustentabilidade 
financeira em pequenas fábricas de gelato, em especial a fábrica Prazer em Gelato. 
Ao longo do estudo será abordado o layout fabril, gerenciamento de estoque, 
controle de qualidade, expedição e fornecedores. Destacando os métodos, como 
Kanban e tecnologias recorrentes para diminuir desperdícios e maximizar recursos, 
além de enfatizar a inovação de mercadorias, como o gelato vegano, sabores 
diversos, tipos de tortas, incluindo eficiência energética e embalagens, visando a 
competitividade no mercado atual. 
Além do mais, o estudo destaca os desafios enfrentados, como a qualidade 
do produto durante armazenamento e transporte, gerenciamento dos ingredientes e 
custos operacionais. O estudo propõe soluções, como a implementação de câmaras 
frias dedicadas e um layout otimizado para maximizar a eficiência da produção. 
Também destaca a relevância de um bom relacionamento com os fornecedores e a 
logística Just-in-Time (JIT) para mitigar o tempo de estocagem. A integração dessas 
estratégias contribui para a viabilidade econômica das fábricas, e também fortalece 
seu compromisso com a qualidade de seus produtos para o consumidor final. 
___ 
¹Engenharia de Produção - 19 período - EAD - viniciuspadovan@yahoo.com.br 
²Curso: Engenharia de Produção - Período: 19 - Turma: EAD - E-mail: 
alexandremendoncaluta@gmail.com 
³ Professor orientador: Mestre em Engenharia, Universidade Santo Amaro/SP. 
Rjlopes@prof.unisa.br 
 
2 
 
Palavras – Chave: Gestão de operações; Pequenas fábricas; Gelato. 
 
ABSTRACT 
This article analyzes process management and financial sustainability 
strategies in small gelato factories, especially the Prazer em Gelato factory. 
Throughout the study, factory layout, inventory management, quality control, shipping 
and suppliers will be covered. Highlighting methods, such as Kanban and recurring 
technologies to reduce waste and maximize resources, in addition to emphasizing 
merchandise innovation, such as vegan gelato, different flavors, types of pies, 
including energy efficiency and packaging, aiming for competitiveness in the current 
market. 
Furthermore, the study highlights the challenges faced, such as product 
quality during storage and transportation, ingredient management and operational 
costs. The study proposes solutions, such as the implementation of dedicated cold 
rooms and an optimized layout to maximize production efficiency. It also highlights 
the importance of a good relationship with suppliers and Just-in-Time (JIT) logistics 
to mitigate storage time. The integration of these strategies contributes to the 
economic viability of the factories, and also strengthens their commitment to the 
quality of their products for the end consumer. 
 
Keywords: Operations management; Small factories; Gelato. 
 
INTRODUÇÃO 
 
 No decorrer dos últimos anos, a Prazer em Gelato, uma pequena fábrica de 
gelato artesanal, enfrentou desafios significativos no mercado de alimentos gourmet. 
Mesmo oferecendo produtos de alta qualidade e grande diversidade de produtos, a 
empresa encontrou dificuldades em manter sua eficiência operacional e garantir a 
sustentabilidade financeira necessária para expandir e consolidar sua presença no 
mercado. 
 Este estudo abordou as estratégias de gestão adotadas pela Prazer em 
Gelato para aprimorar seus processos produtivos e assegurar sua viabilidade 
econômica, tornando-se mais competitiva no setor de gelatos artesanais. 
 A indústria de gelato tem ganhado cada vez mais espaço no mercado, com 
pequenas fábricas se consolidando como uma opção artesanal e de alta 
qualidade, diferindo dos produtos industriais. Contudo, os desafios de gestão e 
3 
 
sustentabilidade financeira enfrentados por essas pequenas empresas exigem 
estratégias que garantam não apenas a sobrevivência, mas também o 
crescimento a longo prazo. Este estudo busca entender e propor soluções para a 
otimização dos processos e a sustentabilidade financeira de pequenas fábricas de 
gelato, levando em consideração as particularidades deste mercado. 
No cenário atual da indústria alimentícia, as pequenas fábricas de gelato 
enfrentam um ambiente de competição acirrada que exige estratégias de gestão 
altamente eficazes para garantir sua sobrevivência e prosperidade (SILVA, 
2021). Este estudo se propõe a analisar as práticas de gestão que podem ser 
aplicadas para otimizar a operação dessas empresas, especialmente em um 
mercado que valoriza cada vez mais produtos artesanais e de alta qualidade. A 
capacidade de responder rapidamente às mudanças do mercado e de 
implementar inovações contínuas se torna um diferencial crucial para essas 
fábricas, que muitas vezes operam com recursos limitados e desafios específicos 
(LIMA, 2019). 
A crescente demanda por gelato artesanal no Brasil tem impulsionado o 
surgimento de novas pequenas fábricas. No entanto, com essa expansão, 
surgem também desafios operacionais, como a gestão de recursos humanos, o 
controle rigoroso de qualidade, e a necessidade de manter uma operação 
financeiramente sustentável (PEREIRA, 2023). Esses desafios são exacerbados 
pelas limitações inerentes às pequenas empresas, como a mão de obra reduzida 
e a escassez de capital para investir em novas tecnologias. Assim, a gestão 
eficaz se torna não apenas uma questão de eficiência, mas também de 
sobrevivência no longo prazo (MARTINS; SOUZA, 2022). 
A implementação de uma gestão eficiente em fábricas de gelato de 
pequeno porte passa pela necessidade de otimizar processos, reduzir 
desperdícios e assegurar a qualidade do produto final (HEIZER; RENDER, 
2016). Este estudo se propõe a explorar como esses elementos podem ser 
harmonizados para criar uma operação que não apenas sobreviva, mas 
prospere em um mercado competitivo. A gestão financeira, em particular, é um 
dos pilares desse sucesso, uma vez que a saúde financeira da empresa 
determinará sua capacidade de investir em melhorias e responder às flutuações 
do mercado (BRAGG, 2012). 
Além disso, a inovação contínua desempenha um papel fundamental na 
manutenção da relevância dessas fábricas. Em um mercado onde as 
preferências dos consumidores podem mudar rapidamente, a capacidade de 
4 
 
introduzir novos sabores, aprimorar processos de produção e adotar novas 
tecnologias é crucial (CHRISTENSEN, 1997). O estudo destaca a importância 
de uma cultura organizacional que favoreça a inovação, permitindo que as 
pequenas fábricas de gelato mantenham sua competitividade (KIM; 
MAUBORGNE, 2005). 
 
1.1 Objetivo do Estudo 
 O objetivo deste estudo foi analisar as medidas implementadas pela 
Prazer em Gelato para melhorar a eficiência de seus processos de produção e 
assegurar sua sustentabilidade financeira. A fábrica adotou diversas estratégias de 
otimização de processos e gestão de custos, que permitiram não só aumentar sua 
produtividade, mas também melhorar sua posição competitiva no mercado. 
 
1.2 Importância da Otimização de Processos para a Prazer em Gelato. 
 Para a Prazer em Gelato, a otimização de processos se mostrou 
fundamental para enfrentar os desafios da produção em pequena escala. A 
empresa, inicialmente dependente de métodos manuais e artesanais, identificou que 
a automação de certas etapas e a implementação de ferramentas de melhoria 
contínua, como o lean manufacturing, poderiam reduzir significativamente os 
desperdícios de insumos e tempo. Como resultado, a Prazer em Gelato conseguiu 
aumentarsua eficiência sem comprometer a qualidade do gelato, mantendo seu 
apelo artesanal e maximizando a utilização de recursos. 
 Um dos principais avanços na fábrica foi a reorganização do layout 
produtivo, que reduziu o tempo de movimentação de insumos e otimizou o fluxo de 
trabalho. Essa mudança resultou em uma redução significativa do tempo de 
produção, possibilitando o aumento da capacidade produtiva e a redução de custos 
operacionais. 
 
1.3 Sustentabilidade Financeira e Competitividade no Mercado 
 A sustentabilidade financeira foi um ponto crítico para a Prazer em 
Gelato desde sua fundação. A empresa, operando com margens de lucro apertadas, 
necessitava controlar rigorosamente seus custos para permanecer competitiva. Por 
meio de uma análise detalhada de seus processos, a fábrica conseguiu identificar 
pontos de desperdício e ineficiência, o que levou à adoção de medidas de redução 
de custos, como a negociação com fornecedores para obter melhores preços de 
insumos e a implementação de um sistema de controle de estoque mais eficiente. 
5 
 
 Além disso, a Prazer em Gelato trabalhou na diversificação de seus 
produtos, oferecendo linhas sazonais e especiais que atraíram novos clientes e 
aumentaram a rotatividade dos produtos. Essa estratégia ajudou a empresa a 
ampliar sua base de clientes e, ao mesmo tempo, aumentar sua receita média por 
venda. O foco na otimização de processos e no controle financeiro permitiu que a 
Prazer em Gelato mantivesse sua qualidade artesanal, sem perder de vista a 
necessidade de crescer de maneira sustentável e se manter competitiva em um 
mercado cada vez mais exigente. Por fim, a Prazer em Gelato conseguiu consolidar 
sua presença no mercado local e até expandir para novos canais de distribuição, 
graças à aplicação de estratégias financeiras sólidas e à melhoria contínua de seus 
processos produtivos. 
 
2. DEFINIÇÃO DA PLANTA FABRIL PARA PEQUENAS FÁBRICAS DE 
GELATO 
2.1 Determinação dos Departamentos Constituintes 
Os departamentos foram dividios em, o a recepção onde são 
recepicionados clientes e visitantes,oe estoque de matérias-primas, que se 
destina à fiscalização e conservação de ingredientes. Logo em seguida, está 
localizada a área de preparação de ingredientes, onde os ingredientes são 
higienizados e colocados para produção. Na área de produção será realizado 
o processamento, pasteurização controle de qualidade e resfriamento do 
produto. Em outra parte, esta localizada a parte de conservação para 
armazenamento de produto acabado. Já o departamento de expedição será 
responsável pelas embalagens e rotulos dos gelatos. Adicionalmente, ainda 
temos os setores de adminitração, refeitorio e banheiros e vestiarios para os 
colaboradores. 
 
2.2 Definição da Forma Geométrica dos Edifícios 
 Um edifício com formato retangular foi escolhido, otimizando a 
circulação linear dos materiais e funcionários, facilitando o fluxo de trabalho. As 
dimensões sugeridas são 30m de comprimento por 20m de largura, resultando em 
600m² de área construída. 
 
 
 
 
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Figura 1- Dimensão das medidas gerais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Elaborado pelos autores 
 
2.3 Dimensionamento dos Departamentos 
Cada departamento foi projetado para suprir as necessidades de 
produção. A área de recepção e armazenamento de matérias-primas é de 
cerca de 70 m², que inclui cerca de 40 m² reservados para as câmaras 
frigoríficas. A área de preparação mede cerca de 50 m², ao tempo que a 
produção tem cerca de 200 m² para comportar o maquinário como, máquinas 
de pasteurização, maturação e demais procedimentos da produção. O 
armazenamento do produto final ocupa cerca de 60 m² já o departamento 
de expedição ocupa cerca de 50 m². Adicionalmente, a área de administração 
e escritórios abrange cerca de 70 m², e as comuns dos colaboradores clocam 
cerca de 60 m². 
 
2.4 Estudo do Fluxo de Trabalho 
 O fluxo de trabalho é projetado para ser linear e unidirecional, evitando 
cruzamentos entre processos e materiais, o que reduz riscos de contaminação e 
aumenta a eficiência. O layout segue as etapas de entrada de matérias-primas, 
preparação, produção, armazenamento e expedição, de forma contínua e 
organizada. 
 
2.5 Relação das Áreas e Conexões 
 Áreas interdependentes estão posicionadas para facilitar o fluxo 
contínuo, como a recepção conectada à área comum dos colaboradores que está 
com fácil acesso para a área de preparação para agilizar o uso de matérias-primas. 
7 
 
Outro facilitador é o fato de o armazenamento estar próximo a produção. Além disso 
a expedição adjacente ao Armazenamento para rápida distribuição. 
 
2.6 Dimensionamento e Localização dos Corredores 
Os corredores são dimensionados para facilitar a circulação: Corredor 
principal comporta cerca de 25 metros de largura, conectando a recepção à 
expedição o que facilita a locomoção entre os corredores, além do mais, os 
corredores secundários tem cerca de 15 metros de largura para acessar áreas 
específicas. Todos de forma ampla e acessível. 
 
3. DEFINIÇÃO DO LAYOUT INTERNO 
3.1 Dimensionamento da Área do Centro de Produção 
 A área de produção foi dimensionada para 200 m², espaço adequado 
para acomodar todos os equipamentos essenciais para a fabricação de gelato 
(máquinas de pasteurização, misturadores, maturadores, batedeiras, 
liquidificadores, frezeer etc.). Esse dimensionamento permite um fluxo eficiente de 
trabalho, sem aglomerações ou bloqueios no processo produtivo. 
 
3.2 Área para Equipamentos 
 Os equipamentos de produção ocupam a maior parte do centro de 
produção, com uma área de 200 m² dedicada. Nessa área, estarão localizados os 
principais maquinários usados no processo de produção, como pasteurizadores, 
misturadores e freezers, com espaço suficiente para operação e manutenção regular 
dos equipamentos. 
 
3.3 Área para o Processo 
A área destinada ao processo produtivo é dividida em diversas etapas, 
gerando um processo de produção eficiente e tranquilo. Na primeira etapa, a 
preparação dos Ingredientes, que ocupa cerca de 50 m². Nesta fase, os ingredientes 
são devidamente selecionados e levados para a produção. Na segunda etapa, a 
área de produção ocupa cerca de 200 m², onde as matérias-primas tornan-se 
produtos acabados, este espaço foi projetado para facilitar a movimentação dos 
operadores e o manuseio dos equipamentos, assegurando que todo o processo seja 
realizado com maxima segurança e eficiencia. Na ultima etapa, está o 
armazenamento de produtos finalizados, que ocupa 60 m² que é destinado à 
preservação dos produtos até sua distribuição final. 
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A disposição linear otimiza o tempo e minimiza possiveis interrupções no 
decorrer da produção, facilitando uma operação eficiente e produtiva. Minimizando 
os tempos entre etapas e facilitando a comunicação entre as equipes, este layout 
gera um aumento significativo na produção, gerando melhores resultados e 
melhorias na qualidade do produto final. 
 
3.4 Área para Operadores 
 A área para operadores está integrada ao layout de produção, 
proporcionando espaço adequado para o trabalho contínuo. É importante que haja 
espaço suficiente para a circulação segura dos funcionários, permitindo que eles 
operem os maquinários e façam a manutenção sem riscos ou dificuldades. 
 
3.5 Acesso e Manutenção 
 O layout foi projetado para facilitar o acesso aos equipamentos e áreas 
de manutenção, com corredores principais e secundários bem dimensionados (25 
metros e 15 metros de largura, respectivamente). Isso garante que os operadores 
tenham fácil acesso às áreas críticas e possam realizar manutenções sem 
interromper o fluxo de produção. 
 
3.6 Área para Matéria-prima Não Processada 
 A área destinada à matéria-prima não processada (recebimento e 
armazenamento) é de 70 m², com 40 m² dedicados a câmarasfrias para ingredientes 
perecíveis, como leite e frutas. Essa área permite o armazenamento de ingredientes 
por até uma semana, mantendo a qualidade e frescura. 
 
3.7 Área para Matéria-prima em Processo 
 A preparação de ingredientes ocorre em uma área de 50 m², equipada 
com bancadas, pias, e ferramentas de corte e pesagem. A proximidade dessa área 
à produção minimiza o tempo de deslocamento dos ingredientes até a fase de 
mistura e pasteurização, otimizando o fluxo de trabalho. 
 
3.8 Área para Refugos e Resíduos 
 Embora o documento não forneça detalhes específicos sobre uma área 
exclusiva para resíduos, recomenda-se que o gerenciamento de refugos e resíduos 
seja integrado ao fluxo de produção, de forma que esses materiais sejam tratados 
de maneira organizada e ambientalmente responsável. A separação dos resíduos e 
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seu descarte adequado devem ser uma prioridade, especialmente para cumprir 
normas sanitárias e ambientais. 
 
3.9 Planejamento Sistemático de Layout (SPL) 
 O Planejamento Sistemático de Layout (SPL) segue um fluxo 
unidirecional, evitando cruzamentos entre matérias-primas e produtos processados. 
Isso garante que cada estágio do processo seja realizado sem interrupções, 
assegurando a qualidade do produto final. O SPL também prioriza a acessibilidade, 
segurança e eficiência operacional, reduzindo tempos ociosos e otimizando o uso 
do espaço fabril. 
 
4. RELACIONAMENTO COM FORNECEDORES 
4.1 Política de Fornecimento de Matéria-prima 
 A política de fornecimento de matéria-prima deve se concentrar em 
garantir a entrega contínua de ingredientes de qualidade, essenciais para a 
produção do gelato artesanal. Alguns pontos principais desta politica está a seleção 
de fornecedores confiáveis afim de estabelecer parcerias com fornecedores que 
garantam a qualidade e frescura dos ingredientes, especialmente os perecíveis, 
como leite fresco e frutas. Com isso possibilitando a negociação de prazos de 
entrega para organizar um cronograma de entregas que se alinhe à produção da 
fábrica, evitando tanto o excesso quanto a falta de insumos. Outro requisito 
fundamental é assegurar que as certificações e padrões de qualidade e segurança 
alimentar, mantendo o padrão do gelato. 
 
4.2 Parceria de Fornecimento (Comerkship) 
A parceria de fornecimento (comerkship) consiste em estabelecer um 
relacionamento de longo prazo com fornecedores estratégicos e de confiança. Os 
benefícios dessa parceria vão além da negociação de melhores condições 
comerciais e parcerias sólidas podem garantir descontos por volume, prazos de 
pagamento mais flexíveis e melhores condições logísticas. Gera a regularidade e 
confiabilidade no fornecimento do produto garantindo que os ingredientes estejam 
sempre disponíveis, minimizando interrupções na produção. Essa parceria colabora 
com possíveis novas receitas, procedimentos e treinamentos ou soluções que 
melhorem a qualidade do produto final. Isso é especialmente importante quando a 
fábrica deseja inovar em sabores ou criar novas linhas de gelato, como opções 
veganas ou sazonais. 
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4.3 Aplicação do Processo Kanban 
A aplicação do sistema Kanban no processo de fornecimento e gestão de 
estoque é uma estratégia eficiente para controlar o fluxo de insumos e reduzir 
desperdícios. No contexto de uma fábrica de gelato, o Kanban pode ser 
implementado a visualização e controle de estoque, o Kanban utiliza cartões ou 
sinais visuais para indicar quando os ingredientes estão se esgotando, garantindo 
que novos pedidos sejam feitos a tempo e evitando excesso de estoque, essa 
sincronização da produção e fornecimento garante que o sistema fornece os 
insumos estejam disponíveis conforme a necessidade, minimizando desperdícios e 
otimizando a gestão de matéria-prima, especialmente para ingredientes perecíveis. 
Além disso, a redução de custos e o aumento da eficiência são outros pontos 
positivos do sistema Kanban que ajudam a evitar a superprodução e o desperdício, 
tornando o processo mais ágil e eficiente, sem a necessidade de software complexo 
ou de alto custo. 
 
FIGURA 2 - Sistema Kanbam 
 
 Fonte: Elaborado pelos autores 
 
5. GESTÃO DE ESTOQUES 
5.1 Política de Qualidade no Recebimento 
 A política de qualidade no recebimento é essencial para garantir que os 
insumos cheguem à fábrica nas condições adequadas, preservando a integridade 
do produto final. 
A inspeção de ingredientes na chegada é essencial para verificar a qualidade 
dos insumos logo no recebimento, especialmente produtos perecíveis como 
laticínios e frutas. Isso pode incluir a medição de temperatura, avaliação de frescor, 
validade e condições de transporte. A documentação e rastreabilidade garantem que 
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cada lote de insumos seja acompanhado de notas fiscais e registros que permitam 
rastrear a origem dos produtos, garantindo a conformidade com os padrões de 
segurança alimentar. Nos procedimentos de amostragem são realizados testes de 
qualidade com base em amostras aleatórias de cada lote recebido, assegurando que 
os ingredientes atendam aos padrões estabelecidos. 
 
5.2 Dimensionamento dos Estoques de Matéria-prima 
O dimensionamento dos estoques de matéria-prima deve ser 
cuidadosamente planejado para evitar tanto o excesso quanto a escassez de 
insumos. Para uma pequena fábrica de gelato o armazenamento de perecíveis com 
ingredientes como leite, frutas e creme devem ser armazenados em câmaras frias 
com capacidade adequada para manter a produção por 7 dias, considerando que 
essas matérias-primas têm uma vida útil curta. Em contrapartida a estocagem de 
ingredientes não perecíveis: itens como açúcar e embalagens podem ser 
armazenados em prateleiras em uma área seca e acessível, suficiente para estocar 
entre 15 e 30 dias de produção, dependendo da demanda. A área total de 
armazenamento deve ser de aproximadamente 70 m², com 40 m² dedicados a 
câmaras frias para matérias-primas perecíveis e 30 m² para produtos secos. 
 
5.3 Ponto de Ressuprimento 
O ponto de ressuprimento é fundamental para garantir que a fábrica nunca fique 
sem matéria-prima, ao mesmo tempo que evita o excesso de estoque. O sistema 
Kanban pode ser aplicado para gerenciar o cálculo do ponto de ressuprimento 
baseado no consumo médio diário e no tempo de entrega dos fornecedores, o ponto 
de ressuprimento para cada insumo deve ser calculado de forma precisa. Por 
exemplo, para leite fresco, o ressuprimento pode ocorrer quando o estoque atingir 
150 litros (equivalente a três dias de produção), o Kanban usa sinais visuais (cartões 
ou etiquetas) para notificar quando um novo pedido precisa ser feito, facilitando o 
controle pelos operadores. 
 
5.4 Layout para Estocagem de Matéria-prima 
O layout de armazenamento deve ser organizado para otimizar o espaço e 
facilitar o acesso rápido aos insumos durante o processo produtivo. As câmaras 
frigoríficas, com 40 m² dedicadas a perecíveis, devem estar localizadas próximas ao 
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centro de produção para minimizar o tempo de transporte interno e evitar a 
deterioração dos ingredientes. Além disso, deverá ser destinada uma área de 
armazenamento seco de 30 m² para itens não perecíveis, organizada com 
prateleiras modulares e corredores largos (15 metros) para facilitar o acesso e 
movimentação. É fundamental manter produtos perecíveis e não perecíveis em 
áreas separadas para evitar contaminação e preservar a integridade do produto. 
 
FIGURA 3 – Estoque e Armazenamento. 
 
Fonte: Elaborado pelos autores 
 
6. EXPEDIÇÃO 
6.1 Dimensionamento da Área de Estocagem de Produto Acabado 
 O dimensionamento da área de estocagem de produto acabado deve ser 
adequado para suportar a produção diária e permitir que os produtos sejam 
mantidos em condições ideais até a expedição. Considerando uma produção de 
500 litros de gelato por dia, a área deve ser capazde armazenar até três dias de 
produção, totalizando 1.500 litros. Recomenda-se uma área de 60 m², equipada 
com câmaras frias ajustadas para -18°C a -20°C, temperatura ideal para manter o 
gelato conservado até a distribuição. 
 
6.2 Infraestrutura de Estoques 
 A infraestrutura de estoques para produtos acabados deve assegurar a 
qualidade do gelato e permitir o acesso para organização e transporte. 
As Câmaras frias especificas devem possuir controle de temperatura contínuo, 
com sistemas de alerta para quedas de temperatura, garantindo que o gelato seja 
mantido em condições adequadas até a expedição. Além da organização por lotes: 
uso de racks modulares para maximizar o espaço vertical, permitindo a organização 
por lotes e datas de produção, essencial para a aplicação do sistema FIFO (First 
In, First Out), assegurando que os produtos mais antigos sejam expedidos primeiro. 
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Esse espaço deve contar com corredores de 15 metros de largura facilitam a 
movimentação dos operadores e empilhadeiras leves, garantindo que os produtos 
sejam acessados de forma rápida e eficiente. 
 
6.3 Distribuição de Carga de Produto Acabado 
A distribuição dos produtos finalizados envolve uma logística 
especializada, garantindo que o gelato chegue ao consumidor final em perfeitas 
condições com veículos refrigerados que são essenciais para manter a temperatura 
baixa durante o transporte. O sistema Just-in-Time (JIT) deve ocorrer 
imediatamente após a embalagem dos produtos, minimizando o tempo de 
estocagem e assegurando que o gelato chegue fresco e na temperatura adequada 
ao destino. 
A área de expedição abrange uma área de 50 m² e deve ser dedicada ao 
carregamento dos veículos, com acesso direto às câmaras frias para agilizar o 
processo de distribuição. 
 
CONCLUSÃO 
 7.1 Principais Desafios e Soluções Propostas 
As pequenas fábricas de gelato enfrentam diversos desafios e de mercado. 
Abaixo, listo os principais desafios e suas soluções propostas: 
 
Desafios: 
Devido à natureza perecível do gelato, manter a qualidade durante 
armazenamento em câmaras frias e o transporte é um desafio constante. 
O estoque de ingredientes como leite fresco e frutas é delicado, com risco de 
desperdício caso o controle de estoque não seja eficaz. Além disso, os custos de 
energia, água, manutenção com equipamentos, transportes, colaboradores podem 
reduzir as margens de lucro. A limitação de espaço das fabricas de pequeno porte 
podem dificultar a eficiência na organização dos processos. 
 
Soluções Propostas: 
Entre as propostas viáveis estão, a implementação de câmaras frias especificas 
para matérias-primas e produtos finalizados, garantem a conservação correta e a 
qualidade do produto até a distribuição. Além da automatização o controle de 
estoque com o sistema Kanban ajuda a prever a demanda, evitando excessos e 
desperdícios. A adoção de um layout otimizando para maximizar o espaço da 
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fabrica com corredores amplos, áreas de estocagem organizadas e um fluxo de 
trabalho continuo. A Adoção de logística Just-in-Time (JIT) é ideal para minimizar 
o tempo de estocagem dos produtos finalizados, assegurando que o gelato seja 
distribuído de maneira rápida e segura, garantindo a qualidade para o consumidor 
final. 
 
7.2 Contribuições para a Otimização e Sustentabilidade das Pequenas 
Fábricas de gelato 
 As soluções propostas contribuem significativamente para a otimização dos 
processos e a sustentabilidade financeira das pequenas fábricas de gelato: 
 
Otimização de Processos: 
O layout bem planejado com fluxo unidirecional e proximidade entre os 
departamentos reduz o tempo de movimentação e melhora a eficiência 
operacional, aumentando a capacidade produtiva. Com o uso do sistema Kanban 
para controle de estoque, a fábrica reduz o risco de perda de matéria-prima e 
maximiza a utilização dos insumos. A prática também evita a superprodução e 
estocagem excessiva de gelato, alinhando a produção à demanda real. A utilização 
de câmaras frias modernas, juntamente com o planejamento de estocagem e 
produção Just-in-Time, reduz o consumo de energia e os custos operacionais 
 
Sustentabilidade Financeira: 
A redução de custos é realizada por meio da otimização da utilização do 
espaço, da implementação do sistema Kanban e da adoção de práticas Just-in-
Time que diminuem as despesas de estoque, transporte e energia, aumentando 
assim a competitividade da fábrica. Ao mesmo tempo, os avanços na gestão da 
qualidade, inovação de produtos e rigoroso controle de custos permitem que a 
fábrica sustente preços competitivos sem sacrificar a qualidade, o que, por sua vez, 
expande sua base de clientes. Além disso, iniciativas contínuas em inovação e 
sustentabilidade, incluindo a utilização de embalagens biodegradáveis e a 
incorporação de medidas de eficiência energética, reforçam a reputação da fábrica 
entre consumidores ambientalmente conscientes, ao mesmo tempo em que 
aumentam a lucratividade a longo prazo. 
 
 
 
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