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meses, a criança é capaz de imitar rabiscos e só é capaz de realizar rabiscos circulares por volta dos 2 anos. Alternativa E: INCORRETA. A criança só se torna capaz de inclinar-se para pegar objetos por volta do sétimo mês. Inicia a pega de objetos com o polegar e o indicador apenas ao redor dos 10 meses. No primeiro ano, começa a fazer o movimento de pinça entre polegar e indicador de forma precisa. A montagem de uma torre de 3 cubos torna-se possível por volta do 15º mês. ▶ ��������: C 11 (Fundação Dom Cintra – SEHAC/RJ – 2018) A classificação correta de uma criança que nasceu de parto normal, com 36 semanas, pesando 2.300 g, estando entre os percentis 10 e 90 das curvas de crescimento intrauterino é: A. pré-termo extremo, muito baixo peso, pequeno para a idade gestacional; B. a termo, baixo peso, grande para a idade gestacional; C. pré-termo tardio, muito baixo peso, pequeno para a idade gestacional; D. pré-termo tardio, baixo peso, adequado para a idade gestacional; E. a termo, peso normal, adequado para a idade gestacional. ���������: Aspectos básicos da neonatologia; Puericultura. ���� �� �����������: ���� �� �����: No que diz respeito à neonatologia, temos que tratar de alguns tópicos de classificação do recém-nascido: a) idade gestacional; b) peso de nascimento e c) relacionando idade gestacional ao peso de nascimento. Quanto à idade gestacional, teremos pré-termo (prematuro) abaixo de 37 semanas; a termo de 37 a 41 semanas e 6 dias e pós-termo maior ou igual a 42 semanas. Quanto ao peso de nascimento, teremos baixo peso ao nascer com menos de 2.500 gramas, muito baixo peso com menos de 1.500 gramas e extremo baixo peso com menos de 1.000 gramas. Também existe a classificação que considera a relação peso/idade gestacional ao nascimento, cujos dados são expressos em um gráfico. Nessa classificação, teremos pequeno para a idade gestacional (PIG) abaixo do percentil 10, adequado para a idade (AIG) entre os percentis 10 e 90 e grande para a idade gestacional (GIG) acima do percentil 90. ���������: Conforme a explicação da classificação acima, o RN deve ser classificado como pré-termo tardio (nascido entre 34 e 36 semanas e 6 dias de idade gestacional), baixo peso ao nascer (abaixo de 2.500 gramas) e adequado para a idade gestacional (entre os percentis 10 e 90). ▶ ��������: D 12 (Fundação Dom Cintra – SEHAC/RJ – 2018) Considerando um recém-nascido que nasceu a termo (39 semanas), saudável e que mama exclusivamente ao seio, pode-se afirmar que: A. pode perder 10% do peso de nascido na primeira semana de vida; B. recupera ou excede o peso de nascido na quarta semana de vida; C. ganha em torno de 15 g por dia durante o primeiro mês de vida; D. recupera seu peso de nascido após iniciar o segundo mês de vida; E. tem ganho de peso de 40 g por dia nos primeiros três meses de vida. ���������: Aspectos básicos da neonatologia. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: CORRETA. A perda de peso fisiológica que ocorre a partir do nascimento consiste em perda de água e mecônio. No RN a termo, há perda de até 10% do peso de nascimento nos primeiros 7 dias de vida, enquanto no pré- termo há perda de até 14% do peso de nascimento nas primeiras semanas de vida. Alternativas B e D: Incorretas. A recuperação do peso de nascimento costuma ocorrer por volta do décimo quarto dia de vida. Alternativas C e E: Incorretas. Durante o primeiro trimestre de vida de uma criança nascida a termo há, normalmente, um ganho ponderal de cerca de 700 gramas ao mês, ou seja, uma média de 25 a 30 gramas ao dia. ▶ ��������: A 13 (Fundação Dom Cintra – SEHAC/RJ – 2018) Pré-escolar, três anos, é trazido à unidade de saúde por estar há 2 dias com diarreia líquida, várias vezes ao dia, sem sangue. Apresentou alguns episódios de vômitos e dois picos febris de 38°C, um em cada dia. Sua mãe relata que ele está bebendo água, rápido e avidamente. Ao exame físico mostrou-se irritado, com olhos fundos; o sinal da prega desaparece rapidamente e o pulso é rápido e fraco. A orientação do Ministério da Saúde para a conduta inicial nesse caso é: A. 50 a 100 ml/kg de solução de reidratação oral, em 4 a 6 horas; B. 30 ml/kg de soro fisiológico 0,9% via endovenosa, em 30 minutos; C. 100 ml/kg de soro glicosado 5% via endovenosa, em 2 horas; D. 100 a 200 ml/kg de solução de reidratação oral, em 6 a 8 horas; E. 30 a 60 ml/kg de soro fisiológico 0,9% por via oral, em 40 minutos. ���������: Diarreia aguda e desidratação. ���� �� �����������: ���� �� �����: Diante de quadro de diarreia aguda e desidratação, é primordial que saibamos classificar o grau de desidratação para, assim, tomarmos a melhor decisão terapêutica. O paciente pode ser classificado como: a) sem desidratação; b) desidratação leve e c) desidratação grave. A classificação é feita baseando-se em alguns critérios que devem ser observados, como estado geral, olhos da criança, presença de lágrimas, verificar a hidratação a partir da boca e da língua, sede da criança, sinal da prega, pulsos e tempo de enchimento capilar. Na questão, temos um paciente irritado, com olhos fundos, bebendo avidamente líquidos com pulsos rápidos e fracos. Dessa forma, classificamos como um quadro de desidratação leve, ou seja, devemos instituir o plano B. ���������: Alternativa A: CORRETA. O tratamento de uma criança com desidratação leve a moderada, ou seja, o Plano B deve ser realizado com reidratação por via oral na unidade de saúde. A reidratação oral com a Solução de Reidratação Oral (SRO) é o tratamento de escolha para os pacientes com desidratação em razão da diarreia e vômitos. Como orientação inicial, a criança deve receber de 50 a 100 ml/kg de SRO no período de quatro a seis horas. Alternativa B: INCORRETA. O uso de 30 ml/kg de solução fisiológica endovenosa em período de 30 minutos está indicado para crianças com desidratação grave maiores de cinco anos. Alternativa C: INCORRETA. O soro glicosado costuma ser utilizado apenas na fase de manutenção e reposição após o controle da desidratação. Alternativa D: INCORRETA. O volume de 100 a 200 ml/kg de SRO é utilizado em crianças acima de 12 meses de vida sem sinais de desidratação (Plano A). Alternativa E: INCORRETA. Nos casos de desidratação grave, deve ser realizada fase rápida de expansão com soro fisiológico 0,9% na dose de 20 ml/kg por 30 minutos para menores de 5 anos ou 10 ml/kg por 30 minutos para neonatos. ▶ ��������: A 14 (Fundação Dom Cintra – SEHAC/RJ – 2018) Pré-escolar, três anos, masculino, há 6 dias iniciou febre, tosse produtiva que se tornou proeminente, corrimento nasal claro, eritema conjuntival e fotofobia. Em seguida, surgiram nas bochechas lesões eritematosas discretas, esbranquiçadas no centro, que se espalharam pela boca. No momento, apresenta exantema maculopapular avermelhado em todo o corpo, iniciado em região de implantação do cabelo e retroauriculares e que se disseminou de forma cefalocaudal, sendo confluente na face. O hemograma mostrou redução da contagem total de leucócitos com diminuição de linfócitos e a VHS normal. O provável diagnóstico desta criança é: A. Exantema súbito B. Doença de Kawasaki C. Sarampo D. Rubéola E. Escarlatina ���������: Doenças exantemáticas. ���� �� �����������: ���� �� �����: Nas questões de doenças exantemáticas, devemos focar nos sinais e sintomas mais frequentes e até mesmo patognomônicos das diversas doenças. ���������: Alternativa A: INCORRETA. O exantema súbito é a patologia na qual o lactente apresenta fase prodrômica de febre alta que tipicamente desaparece após 72 horas quando surge exantema caracterizado por lesões maculopapulares róseas e não pruriginosas que surgem no tronco e se disseminam para a cabeça e extremidades de forma centrífuga. Sua duração é breve, chegando a durar apenas algumas horas, e entre um a três dias já terá desaparecido completamente sem descamação. Alternativa B: INCORRETA. Para o diagnóstico de Kawasaki, o paciente deve apresentar febre por cinco dias ou mais associada a quatro ou cinco dos seguintes sintomas: a) conjuntivitebilateral, b) lesões em lábios, língua ou cavidade oral, c) linfadenopatia cervical, d) exantema polimorfo, e) lesões palmoplantares, edema endurecido ou descamação periungueal. Alternativa C: CORRETA. O quadro clínico do sarampo pode ser dividido em três fases: a) prodrômica; b) exantemática e c) convalescença. A fase prodrômica costuma durar entre dois e quatro dias e caracteriza-se por febre progressiva que costuma atingir valor máximo no início do exantema por volta do segundo ou terceiro dia, conjuntivite não purulenta associada a fotofobia, tosse bastante intensa e o surgimento das manchas de Koplik. Essas manchas consistem em exantema patognomônico do sarampo e pequenas manchas branco-azuladas com 1 mm de diâmetro e halo eritematoso identificadas na mucosa jugal na altura dos pré-molares. Na fase exantemática, a criança apresenta lesões maculopapulares eritematosas com áreas de pele sã de permeio, ou seja, exantema morbiliforme. Ele costuma ter progressão craniocaudal lenta iniciando na fronte (próximo à linha de implantação capilar), região retroauricular e nuca. As lesões progridem para tronco e atingem as extremidades no terceiro dia da fase exantemática. Na fase de convalescença, o exantema adquire aspecto acastanhado e desaparece na mesma sequência em que surgiu, dando lugar a uma fina descamação da pele, com aspecto furfuráceo. Alternativa D: INCORRETA. As infecções subclínicas pelo vírus da rubéola são frequentes e até 25% a 40% das crianças não apresentam exantema. Caracteriza- se por duas fases distintas: prodrômica e exantemática. Os pródromos costumam estar ausentes nas crianças e podemos encontrar sintomas inespecíficos como febre baixa, dor de garganta, conjuntivite, mal-estar e anorexia. Nessa fase, o que mais ajuda na identificação é a presença de linfadenomegalia cujas cadeias mais acometidas são suboccipital, retroauricular e cervical posterior. Na fase exantemática, há surgimento de exantema maculopapular róseo que surge na face e pescoço e dissemina-se para tronco e extremidades de forma mais rápida que no sarampo. Na rubéola, podemos encontrar manchas de Forchheimer, que consistem em lesões puntiformes rosadas identificadas no palato mole e não patognomônicas.