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CRIOTERAPIA
CRIOTERAPIA
 Aplicação terapêutica do frio é chamada de crioterapia;
 0ºC a 18ºC;
 O frio é o estado relativo caracterizado pela diminuição do movimento
molecular.
ü Efeitos hemodinâmicos
ü Efeitos metabólicos
ü Efeitos neuromusculares
TRANSFERÊNCIA DE CALOR
 Agentes térmicos transferem energia para dentro ou para fora do tecido;
 A transferência de energia pode se basear em:
ü Gradiente de temperatura – quente / frio;
÷ De um objeto mais quente para outro com temperatura menor
÷ Quanto maior o gradiente de temperatura,mais rapidamente a energia é transferida
ü Conversão de energia eletromagnética – diatermias;
CRIOTERAPIA
 Frio: diminuição de movimento molecular;
 Crioterapia: variação de temperatura de 0ºC a 18,3ºC;
Calor é retirado do corpo e absorvido pela modalidade de frio
Organismo responde com uma série de respostas locais e sistêmicas
temperatura da modalidade
duração do tratamento
superfície exposta ao tratamento
EFEITOS FISIOLÓGICOS
 Redução inicial do fluxo sanguíneo
ü Va s o c o n s t r i ç ã o
 Diminuição de taxa metabólica (necessidade reduzida de oxigênio);
 Diminuição da inflamação;
 Diminuição da dor.
13,8ºC para redução ideal do fluxo sanguíneo local
14,4ºC para analgesia
EFEITOS FISIOLÓGICOS
 Efeitos hemodinâmicos
ü Resposta vascular
 Vasoconstr ição devido à estimulação dos recepetores nervosos locais – dispara resposta
SN simpático;
 Após 20 minutos, ocorre resposta de busca/vasodilatação induzida pelo frio:
 Va socons t r i ção seguida de vasodilatação numa tentativa de adaptação à nova temperatura;
 Reduz formação de edema e o metabolismo celular.
EFEITOS FISIOLÓGICOS
Alterações de temperatura ocorrem mais rapidamente e mais significativamente na pele e espaço sinovial.
EFEITOS FISIOLÓGICOS
 Quando a temperatura do sangue circulante diminui em 0,2ºC, o
hipotálamo responde iniciando vários efeitos sistêmicos:
Va s o c o n s t r i ç ã o s i s t ê m i c a
Redução da frequência cardíaca (tentativa de manter a temperatura corporal basal,
limitando a velocidade na qual o sangue circulante é resfriado);
 Ao se ter hipotermia: tremores e aumento do tônus muscular (para manter o
calor corporal interno).
EFEITOS FISIOLÓGICOS
 Resposta severa ocorre em situações de exposição a ambientes
extremamente frios:
 Imersão em lago quase congelado
Essas respostas não são comuns em aplicação terapêutica de frio
EFEITOS FISIOLÓGICOS
 Resposta celular e metabólica
 Redução da necessidade de oxigênio na área sob tratamento
do metabolismo celular – reduz quantidade de oxigênio necessária para sobrevivência das células
20 minutos = redução de 19% do metabolismo celular
Reduz lesão decorrente da hipóxia secundária gerada em processos inflamatórios
agudos
mediadores inflamatórios são liberados na área, contendo a área de lesão
EFEITOS FISIOLÓGICOS
Menor metabolismo
Menor lesão por hipóxia
Menos resíduos teciduais
Menos proteínas livres
Menos pressão oncótica tecidual
Menos edema
EFEITOS FISIOLÓGICOS
 Resposta metabólica
ü Inflamação
 A aplicação de frio suprime a resposta inflamatória aguda por:
 Reduzir liberação de mediadores inflamatórios;
 Reduzir síntese de prostaglandinas;
 Diminuir permeabilidade capilar;
Formação secundária de edema e
hemorragia é reduzida
EFEITOS FISIOLÓGICOS
 Controle da dor
 Afeta a percepção e condução da dor – teoria das comportas
Reduz excitabiliadade das terminações nervosas livres
Interrupção da transmissão da dor e redução da velocidade de condução nervosa
Redução do espasmo muscular
Redução do edema
EFEITOS FISIOLÓGICOS
 Resposta muscular
 Reduz espasmo por diminuir o limiar das terminações nervosas aferentes e
diminuir sensibilidade dos fusos musculares
ü Reduz velocidade da condução nervosa
ü Inibe reflexo de estiramento
 Tem p o r a r i a m e n t e reduz a capacidade de uso funcional do grupo muscular da área
tratada:
ü Limita a ação muscular (principalmente movimentos rápidos) por reduzir
condução nervosa.
EFEITOS FISIOLÓGICOS
 Redução do espasmo muscular
EFEITOS FISIOLÓGICOS
 Aumento da rigidez tecidual
 A rigidez do tecido conjuntivo aumenta e sua extensibilidade diminui;
 A rigidez muscular aumenta com o aumento da viscosidade provocada pelo frio;
 A rigidez articular aumenta com o aumento da viscosidade do líquido sinovial
provocada pelo frio.
INDICAÇÕES
 Tr a u m a t i s m o ou lesão aguda;
 Edema e dor pós-operatória
ü Aplicação imediata após a lesão para prevenir o edema
ü Pouca ação sobre o edema já desenvolvido
ü Prevenção do edema acelera o início da cicatrização
ü Pouco efeito sobre a hemorragia
ü Coagulação ocorre dentro de cinco minutos
INDICAÇÕES
 Entorses, estiramentos, contusões;
 Dor aguda ou crônica;
 Queimaduras de primeiro grau, pequenas e superficiais;
 Espasmo muscular agudo ou crônico;
 Restauração da amplitude de movimento (dor / associação com exercícios
de reabilitação);
 Espasticidade (alterações em SNC).
MODALIDADES DE APLICAÇÃO DA CRIOTERAPIA
 Gelo picado
 Pedra de gelo: massagem no local
 Bolsa térmica de gelo mantida em congelador
 Banho de imersão
 Spray
 Crio Cuff
 Contraste
TÉCNICA DE APLICAÇÃO
 20 minutos geram efeito adequado;
 Gelo triturado:
 Adapta-se melhor a regiões pouco planas;
 Associação com compressão / enfaixamento:
Compressão diminui o gradiente de pressão entre os vasos sanguíneos e os tecidos
Impede futuros extravasamentos, e minimiza os existentes
Melhor resultado quando o gradiente de pressão ocorre de distal para proximal
Faixas com pressão igual são contraproducentes (torniquete)
Melhora propriocepção – estimulação dos receptores na pele e subcutâneo
TÉCNICA DE APLICAÇÃO
 Associação com elevação
 Diminui a pressão hidrostática no interior
dos leitos capilares e induz a absorção de
edema pelo sistema linfático;
 Deve ser confortável.
TÉCNICA DE APLICAÇÃO
 Utilizar sempre um meio protetor entre a bolsa de gelo reutilizável e a
pele (toalha):
 A temperatura da bolsa de gelo pode estar abaixo do ponto de congelamento,
podendo gerar lesão se colocada diretamente.
TÉCNICA DE APLICAÇÃO
 Sprays
 Cloreto de etila
 Fluorometano
 Aplicação
 Manter distância de 30 cm do corpo
 Aplicar em uma só direção
TÉCNICA DE APLICAÇÃO
 Crio Cuff
CRIOCINÉTICA
 Envolve o uso do frio junto com movimento;
 Utilizada para melhorar o movimento pois elimina ou reduz o elemento dor;
 Movimentação precoce, segura e sem dor, obtida por meio da amplitude normal
resulta em:
ü regeneração mais rápida do tecido
muscular e cicatricial
ü aumento da força tênsil do tecido
curado
ü reação macrofágica mais
pronunciada
ü resolução mais rápida do
hematoma
ü aumento do crescimento vascular
CRIOCINÉTICA
 Pode ser iniciada quando tecido mole e osso subjacente estão intactos e
a dor limita o grau de movimento funcional;
 Deve-se tomar cuidado para não mascarar a dor
 Em casos mais agudos quando o tecido ainda não está preparado para receber
estresse.
RESPOSTA À CRIOTERAPIA
 Te rm o s usados na descrição do frio
 Frio, queimação, dor em pontada ou agulhada (3 a 18 minutos), anestesia.
 Redução da sensibilidade
 Resultado da redução da velocidade de condução nervosa e do aumento do limiar necessário para
estimular os nervos;
 Necessários de 18 a 20 minutos de aplicação para gerar anestesia – verdadeira analgesia é
raramente conseguida;
 Nem sempre é bem tolerável;
 Exposições repetidas ao tratamento podem diminuir a resposta sensorial e afetiva à
aplicação do frio.
LESÃO POR CONGELAMENTO
 Lesão por congelamento ocorre quando a temperatura da pele cai abaixo do ponto
de congelamento:
 Tem p e r a t u r a subcutânea abaixo de 12,7ºC, ocorre dano tissular;
 Durante 20 minutos ocorre uma redução de 7,7ºC a 12,7ºC,valor próximo do limite
de segurança – temperatura da superfície do gelo é 0ºC;
 Após 5 minutos a pele já começa a hiperemiar; se ocorrer palidez ou cianose –
interromper o tratamento:
 Sinais de insuficiência vascular.
CONTRAINDICAÇÕES
 Envolvimento cardíaco ou respiratório;
 Ferimentos abertos;
 Insuficiência circulatória;
 Alergia ao frio;
 Pele anestesiada;
 Diabetes avançada;
 Fenômeno de Raynaud
 Reação vascular ao frio ou estresse (altera cor das extremidades – branca, vermelha ou azul) -
ligada a uma doença de base.
CONTRAINDICAÇÕES
 Hipersensibilidade ao frio
 Urticária (enidose)
 90% dos casos são idiopáticos
 Liberação de histamina
 Aparece após 3 a 10 minutos de aplicação
 Edema que reduz após 30 a 120 minutos após aquecimento
CONTRAINDICAÇÕES
 Livedo reticular
 Mancha azulada na pele que se agrava com o frio
 Acrocianose
 Frio indolor e persistente com cianose das partes distais
inferiores e superiores
 Dor induzida pelo frio