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www.projetoredacao.com.br Esta é a reprodução (aqui, sem as marcas normais dos anunciantes, que foram substituídas por X) de um anúncio publicitário real, colhido em uma revista, publicada no ano de 2012. Como toda mensagem, esse anúncio, formado pela relação entre imagem e texto, carrega pressupostos e implicações: se o observarmos bem, veremos que ele expressa uma determinada mentalidade, projeta uma dada visão de mundo, manifesta uma certa escolha de valores e assim por diante. Redija uma dissertação em prosa, na qual você interprete e discuta a mensagem contida nesse anúncio, considerando os aspectos mencionados no parágrafo anterior e, se quiser, também outros aspectos que julgue relevantes. Procure argumentar de modo a deixar claro seu ponto de vista sobre o assunto. Instruções: - A redação deve obedecer à norma-padrão da língua portuguesa. - Escreva, no mínimo, 20 e, no máximo, 30 linhas, com letra legível. - Dê um título a sua redação. Questão 67) Analise o seguinte pensamento de Emma Godoy, escritora mexicana: “Devemos compreender que os outros não têm de ser um retrato de nós mesmos. ‘Outra pessoa’ deve ser realmente aceita como ‘outra’.” Você concorda com a autora e acredita ser importante aceitar as pessoas como elas de fato são ou você considera que existem situações em que precisamos fazer com que os comportamentos e modos de pensar das http://www.projetoredacao.com.br/ www.projetoredacao.com.br outras pessoas se modifiquem? Justifique sua opinião, apresentando argumentos e evidências que a comprovem. Questão 68) Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope e comendo batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar, enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. Você pensa que é apropriado deixar de lado momentos de descontração por causa de algumas metas específicas? Justifique sua opinião, apresentando argumentos e evidências que a comprovem. Questão 69) Desde pequeno, você vem sendo submetido, na escola, à prática de escrever. Com o passar do tempo, as exigências se tornaram cada vez maiores para que você aumentasse a qualidade de seus textos e não demorou muito para perceber que lá adiante, no fim do túnel do Ensino Médio, haveria uma prova muito importante, com bom peso na nota: a redação no vestibular. Nesse trajeto, em muitos momentos, você se perguntou: Afinal, para que escrever? Para que fazer uma boa redação? Só para passar no vestibular? Na era da internet, para que eu tenho de aprender a redigir, se a comunicação visual funciona muito melhor? Eu não sou escritor, não preciso saber criar textos! É isso o que você pensa mesmo? Ou são apenas desabafos? Pois chegou a hora de dizer realmente o que pensa sobre o escrever. Para Clarice Lispector, escrever é maldição e salvação. Para Syd Field, é uma atividade profissional muito importante dentro da atividade geral da arte cinematográfica. E para você? Com base nestes comentários, em sua própria experiência e, se achar necessário, levando em consideração os textos de Clarice Lispector e Syd Field, escreva uma redação de gênero dissertativo, empregando a norma- padrão da língua portuguesa, sobre o tema: Escrever: o trabalho e a inspiração. Questão 70) Por meio da música “O vencedor”, o compositor Marcelo Camelo e a banda Los Hermanos ajudamnos a refletir sobre este tema crucial na vida dos jovens: o sucesso e o fracasso. (Rui A. de Souza. Revista Mundo Jovem, mar.2009) http://www.projetoredacao.com.br/ www.projetoredacao.com.br O Vencedor Composição: Marcelo Camelo Interpretação: Los Hermanos Olha lá quem vem do lado oposto E vem sem gosto de viver. Olha lá que os bravos são escravos Sãos e salvos de sofrer. Olha lá quem acha que perder É ser menor na vida. Olha lá quem sempre quer vitória E perde a glória de chorar. Eu que já não quero mais Ser um vencedor, Levo a vida devagar Pra não faltar amor. Olha você e diz que não, Vive a esconder o coração. Não faz isso, amigo. Já se sabe que você Só procura abrigo, Mas não deixa ninguém ver. Por que será? Eu que já não sou assim Muito de ganhar, Junto as mãos ao meu redor. Faço o melhor que sou capaz, Só pra viver em paz. Redija um texto dissertativo, desenvolvido de forma clara e coerente, de, no mínimo, 20 linhas e, no máximo, 30, refletindo sobre como as pessoas depositam suas energias em realizar seu projeto de vida, o que muitas vezes se limita a conquistar dinheiro, fama e poder. Questão 71) O ESPETÁCULO DO SOFRIMENTO “Por mais que as imagens espetaculares dos vencedores tenham sido repetidas para 1,5 bilhão de pessoas, a Olimpíada é também o espetáculo da angústia e do sofrimento.Por que Diego Hypólito,que de novo falhou grosseiramente em uma Olimpíada,foi tão perseguido nas redes sociais depois de deixar escapar a chance de disputar uma medalha? Sua queda teve a mesma visibilidade do ouro de Arthur Zanetti,ele também um ginasta. http://www.projetoredacao.com.br/ www.projetoredacao.com.br Se fosse possível fazer uma escala dos acontecimentos olímpicos mais comentados pelos brasileiros,a desistência de Fabiana Murer,que colocou a culpa no vento para seu fracasso,provavelmente estaria no topo. Daqui a dois anos,pouca gente se lembrará do título de Sarah Menezes no judô. Mas ninguém vai esquecer do desastre protagonizado por Fabiana.” Amauri Segalla – Revista ISTOÉ – Outubro/2012. PROPOSTA: Com base nas informações apresentadas e em outras de seu conhecimento, elabore um texto dissertativo que apresente algumas considerações acerca da seguinte questão: “O que explica o fato de algumas derrotas repercutirem mais do que vitórias ?” Questão 72) Uma nação de conformistas mimados Muito se falou do espírito olímpico no corrente ano. Não sei ao certo o que isso significa, mas o termo engloba uma combinação de coragem, generosidade e determinação. É a força que empurra um indivíduo aos limites da resistência física, em nome não da vitória, mas do esforço humano. O problema é que a expressão será brandida numa sociedade que parece estar empenhada ao máximo em anular esse espírito. A Grã-Bretanha, anfitriã dos Jogos Olímpicos, se tornou a terra por excelência da "gestão da segurança", onde o risco, a iniciativa, a responsabilidade pessoal e a vivência de extremos vêm sendo esmagados em nome da necessidade de uma babá que proteja todos dos perigos de pisarem porta afora. (...) A segurança não deveria ser "o mais importante" – não em detrimento da liberdade, da aventura e do desconhecido. Não é porque existem cada vez mais ferramentas para controlar as pessoas que as autoridades devam usá- las. Não é porque acidentes acontecem que a vida deva ser vivida como se eles fossem sempre iminentes. As crianças precisam conhecer insetos, ervas venenosas, trilhas traiçoeiras e sons noturnos estranhos nas florestas. Elas não precisam de uma segurança hermeticamente fechada. (...) Crianças de várias escolas britânicas foram orientadas nos últimos anos a usarem óculos para manusearem certas colas, a não brincarem com caixas de ovos vazias, por causa da contaminação por salmonela, a usarem capacetes ao passar sob castanheiros-da-índia e a desistirem de disputar "corridas de três pernas", por serem perigosas demais. Um custoso estudo concluiu que levar crianças ao boliche pode ser arriscado, porque elas podem correr pela pista e se enroscar no maquinário. A União Europeia não fica muito atrás, é claro. Propostas feitas no ano passado sugeriam proibir cabeleireiras de usar salto alto (perigoso) ou bijuterias (anti-higiênico) na hora de cortar cabelos. Porfavor! O equilíbrio entre liberdade e responsabilidade pessoais e supervisão do governo ficou seriamente distorcido no Ocidente na última década. Mesmo nos Estados Unidos, onde a psique nacional é construída em torno da ideia http://www.projetoredacao.com.br/