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Português Lista de Exercícios
Exercício 1
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia o trecho do ensaio “A transitoriedade”, de Sigmund Freud
(1856-1939), para responder à(s) questão(ões) a seguir.
Algum tempo atrás, �z um passeio por uma rica paisagem num
dia de verão, em companhia de um poeta jovem, mas já famoso. O
poeta admirava a beleza do cenário que nos rodeava, porém não
se alegrava com ela. Era incomodado pelo pensamento de que
toda aquela beleza estava condenada à extinção, pois
desapareceria no inverno, e assim também toda a beleza humana
e tudo de belo e nobre que os homens criaram ou poderiam criar.
Tudo o mais que, de outro modo, ele teria amado e admirado, lhe
parecia despojado de valor pela transitoriedade que era o destino
de tudo.
Sabemos que tal preocupação com a fragilidade do que é belo e
perfeito pode dar origem a duas diferentes tendências na psique.
Uma conduz ao doloroso cansaço do mundo mostrado pelo jovem
poeta; a outra, à rebelião contra o fato constatado. Não, não é
possível que todas essas maravilhas da natureza e da arte, do
nosso mundo de sentimentos e do mundo lá fora, venham
realmente a se desfazer. Seria uma insensatez e uma blasfêmia
acreditar nisso. Essas coisas têm de poder subsistir de alguma
forma, subtraídas às in�uências destruidoras.
Ocorre que essa exigência de imortalidade é tão claramente um
produto de nossos desejos que não pode reivindicar valor de
realidade. Também o que é doloroso pode ser verdadeiro. Eu não
pude me decidir a refutar a transitoriedade universal, nem obter
uma exceção para o belo e o perfeito. Mas contestei a visão do
poeta pessimista, de que a transitoriedade do belo implica sua
desvalorização.
Pelo contrário, signi�ca maior valorização! Valor de
transitoriedade é valor de raridade no tempo. A limitação da
possibilidade da fruição aumenta a sua preciosidade. É
incompreensível, a�rmei, que a ideia da transitoriedade do belo
deva perturbar a alegria que ele nos proporciona. Quanto à
beleza da natureza, ela sempre volta depois que é destruída pelo
inverno, e esse retorno bem pode ser considerado eterno, em
relação ao nosso tempo de vida. Vemos desaparecer a beleza do
rosto e do corpo humanos no curso de nossa vida, mas essa
brevidade lhes acrescenta mais um encanto. Se existir uma �or
que �oresça apenas uma noite, ela não nos parecerá menos
formosa por isso. Tampouco posso compreender por que a beleza
e a perfeição de uma obra de arte ou de uma realização
intelectual deveriam ser depreciadas por sua limitação no tempo.
Talvez chegue o dia em que os quadros e estátuas que hoje
admiramos se reduzam a pó, ou que nos suceda uma raça de
homens que não mais entenda as obras de nossos poetas e
pensadores, ou que sobrevenha uma era geológica em que os
seres vivos deixem de existir sobre a Terra; mas se o valor de
tudo quanto é belo e perfeito é determinado somente por seu
signi�cado para a nossa vida emocional, não precisa sobreviver a
ela, e portanto independe da duração absoluta.
(Introdução ao narcisismo, 2010. Adaptado.)
(Unesp 2019)  a) Explique sucintamente a diferença entre a visão
de Freud e a visão do jovem poeta sobre a transitoriedade do
belo.
b) Transcreva do segundo parágrafo uma oração em que a
ocorrência de vírgula indica a supressão de um verbo. Identi�que
o verbo suprimido nessa oração.
Exercício 2
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP, Cristiane
Tavares tem escrito sobre literatura infantojuvenil e publicado
seus textos em revistas e blogs que versam sobre essa temática.
Em entrevista ao Blog da Letrinhas
(www.blogdaletrinhas.com.br), ela fala sobre a importância do(s)
silêncio(s) para a infância e para a literatura. Con�ra parte da
conversa:
Os não-ditos das leituras silenciosas
Está no papo
25 de junho de 2018, às 09h52
Gandhy Piorski, pesquisador do imaginário, do brincar e da
infância, diz que a natureza fornece o silêncio necessário para
as crianças. Longe de substituir a natureza, a literatura poderia
ser uma possibilidade de proporcionar uma paisagem de
silêncios à criança urbana, sempre com agendas cheias e
tempos fragmentados?
Cristiane Tavares – Bonito isso, “uma paisagem de silêncios”!
Sim, acredito que sim. Mas não qualquer leitura, não em qualquer
situação. Para que a experiência literária se torne janela para
paisagem de silêncios, há de haver primeiramente “uma casa”,
“um chão”, uma mínima estrutura de apoio para que se possa
alçar voos. Na vida estressante das crianças cheias de
compromissos, tão carentes de uma presença afetiva, o perigo é
que o vazio seja tão grande que não haja espaço interno para
contemplar paisagens silenciosas. No caso das crianças que ainda
não têm seus direitos básicos respeitados – alimentação, moradia,
educação –, pode não haver espaço sequer para construção
dessas janelas. E não gosto de pensar ingenuamente,
engrossando discursos como “mas a criança sempre dá um jeito
de imaginar, inventar, viajar com a leitura”. Não é bem assim, não
deve ser. É preciso que ela imagine, invente, viaje, tendo
condições mínimas garantidas. Daí, sim, podemos cuidar de
alimentar a paisagem da janela com o que de melhor houver.
E qual silêncio guarda a infância? E qual é o lugar do silêncio
na infância contemporânea? Os silêncios têm sido respeitados?
Cristiane Tavares – Talvez muitos silêncios distintos guardem
diferentes infâncias. O silêncio pode guardar uma infância
marcada por abusos de todo tipo, difícil de expressar em
palavras. O silêncio pode guardar uma infância marcada por
ausências, mais silenciosa e solitária do que gostaríamos. O
silêncio também pode guardar experiências de profundo afeto
que preferem �car quietinhas, alimentando de dentro para fora a
complexidade de existir.
Novamente, para falarmos em “infância contemporânea”, não
podemos deixar de considerar que vivemos em uma sociedade
extremamente desigual, em que as infâncias são múltiplas. Nesse
contexto social, o lugar do silêncio na infância varia muito: há
silêncios impostos à infância de algumas crianças negras e
indígenas, por exemplo, que sofrem preconceito, racismo,
indiferença de modo violentamente silencioso; há silêncios
impostos à infância das crianças que vivem na miséria ou na
extrema pobreza e que sofrem de carências básicas; há silêncios
roubados da infância de crianças que são expostas precocemente
na mídia perversa; há silêncios difíceis de serem respeitados na
rotina insana que marca a infância de crianças excessivamente
atarefadas. Em todos esses casos, em maior ou menor grau,
sempre haverá (quero crer!) pontos de fuga para silêncios
poéticos que devolvam a dignidade e a beleza às infâncias. Mas é
preciso muito trabalho para desenhar esses pontos de fuga na
realidade.
(Texto adaptado. Disponível em:
<http://www.blogdaletrinhas.com.br/conteudos/visualizar/Os-
nao-ditos-das-leituras-silenciosas>. Acesso em: 04 out. 2018.)
(Ufjf-pism 1 2019)  Explique o uso do ponto e vírgula na segunda
resposta de Cristiane Tavares.  
Exercício 3
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia o texto para responder à(s) questão(ões) a seguir.
Muitos anos mais tarde, Ana Terra costumava sentar-se na frente
de sua casa para pensar no passado. E no pensamento como que
ouvia o vento de outros tempos e sentia o tempo passar, escutava
vozes, via caras e lembrava-se de coisas... O ano de 81 trouxera
um acontecimento triste para o velho Maneco: Horácio deixara a
fazenda, a contragosto do pai, e fora para o Rio Pardo, onde se
casara com a �lha dum tanoeiro e se estabelecera com uma
pequena venda. Em compensação nesse mesmo ano Antônio
casou-se com Eulália Moura, �lha dum colono açoriano dos
arredores do Rio Pardo, e trouxe a mulher para a estância, indo
ambos viver num puxado que tinham feito no rancho.
Em 85 uma nuvem de gafanhotos desceu sobre a lavoura
deitando a perder toda a colheita. Em 86, quando Pedrinho se
aproximava dos oito anos, uma peste atacou o gado e um raiomatou um dos escravos.
Foi em 86 mesmo ou no ano seguinte que nasceu Rosa, a
primeira �lha de Antônio e Eulália? Bom. A verdade era que a
criança tinha nascido pouco mais de um ano após o casamento.
Dona Henriqueta cortara-lhe o cordão umbilical com a mesma
tesoura de podar com que separara Pedrinho da mãe.
E era assim que o tempo se arrastava, o sol nascia e se sumia, a
lua passava por todas as fases, as estações iam e vinham,
deixando sua marca nas árvores, na terra, nas coisas e nas
pessoas.
E havia períodos em que Ana perdia a conta dos dias. Mas entre
as cenas que nunca mais lhe saíram da memória estavam as da
tarde em que dona Henriqueta fora para a cama com uma dor
aguda no lado direito, �cara se retorcendo durante horas,
vomitando tudo o que engolia, gemendo e suando de frio.
Érico Veríssimo. O tempo e o Vento, “O Continente”, 1956.
(Fgv 2017)  Observe o emprego da vírgula nas passagens
destacadas a seguir e responda ao que se pede.
- “Foi em 86 mesmo ou no ano seguinte que nasceu Rosa, a
primeira �lha de Antônio e Eulália?” (3º parágrafo)
- “E era assim que o tempo se arrastava, o sol nascia e se sumia,
a lua passava por todas as fases, as estações iam e vinham,
deixando sua marca nas árvores, na terra, nas coisas e nas
pessoas.” (4º parágrafo)
a) O que justi�ca o emprego da vírgula na passagem do 3º
parágrafo?
b) Que diferença há nas duas construções do 4º parágrafo para
explicar o emprego das vírgulas?
Exercício 4
(Fuvest 2013)  Leia as seguintes manchetes:
Grupo I
Esperada, na Câmara, a
mensagem pedindo a
decretação do estado de guerra
Jornal do Brasil, 07 de outubro
de 1937.
Encerrou seus trabalhos a
Conferência de Paris
Folha da Manhã, 16 de julho de
1947.
Causaram viva apreensão nos
E.U.A. os discos voadores
Folha da Manhã, 30 de julho de
1952.
Grupo II
Quase metade dos médicos
receita o que indústria quer
Folha de S. Paulo, 31 de maio
de 2010.
Novo terminal de Cumbica
atenderá 19 milhões ao ano
Folha de S. Paulo, 26 de junho
de 2011.
MEC divulga hoje resultados do
Enem por escolas
Zero Hora, 22 de novembro de
2012.
a) Cada um dos grupos de manchetes acima reproduzidos, por ter
sido escrito em épocas diferentes, caracteriza-se pelo uso
reiterado de determinados recursos linguísticos. Indique um
recurso linguístico que caracteriza as manchetes de cada um
desses grupos.
b) Manchetes jornalísticas costumam suprimir vírgulas.
Transcreva a última manchete de cada grupo, acrescentando
vírgulas onde forem cabíveis, de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa.  
Exercício 5
(Fgv 2009)  Leia o texto.
                        Amorim, pede pra sair
            O fracasso das negociações comerciais de Doha ecoa a
falência verbal que levou o ministro das Relações Exteriores,
Celso Amorim, a entrar nas reuniões com o pé esquerdo e a sair
delas com a autoridade destroçada por duas declarações de
natureza intrinsecamente perversa.
            ("Veja", 06.08.2008)
a) Explique o título do texto, associando-o às informações
apresentadas.
b) Se fosse retirada a vírgula do título do texto, haveria alteração
de sentido? Justi�que a sua resposta.
Exercício 6
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
PRIMEIRO ATO
Amelinha - (Virando-se para a mãe) 6Edmundo está inocente.
Sem culpa.
Valdelice - (Fazendo-a calar) Não repita 30essa asneira. (Pausa)
13Temos de pressioná-lo, minha �lha. 14Você não tem idade para
perceber a ruindade dos homens. Você foi 12se-du-zi-da.
Amelinha - (Sentando-se) 3Seduzida?! Mas eu sei que não é
verdade!
Valdelice - A história tem de ser diferente... Trate de se convencer
31disso.
            [...]
Amelinha - 9Não me sinto bem em dizer o que não �z...
Agente - Aprenda 21a primeira lição: 2às vezes a verdade não é a
que se conhece, mas a outra... (Pausa) É ir por mim. (Notando o
laço de �ta da moça) Pra que este laço?
Amelinha - Foi ideia da mamãe.
Valdelice - Não a quero desgraciosa diante da autoridade.
Agente - (Compenetrado) Nada de 1lacinho de �ta! Você não é
anjo de procissão. (Tom) Quem perde a honra não se interessa
por enfeite. (Ríspido) 15Tire-o.
Amelinha - (Indecisa) 10Mas eu... eu...
Agente - (Arrebata-lhe o laço) Bobagem! (Pausa). 22Retire
também 35o ruge, o batom... 28Tenho de prepará-la para
impressionar o delegado, o juiz, todo mundo. Do contrário,
ninguém defenderá você. (Tom) Assanhe os cabelos.
SEGUNDO ATO
Benedito - 29(À Amelinha, que continua assustada, mas
impressionada com a situação que vive). Então, você acabou
sendo enganada? (Ela aquiesce) 11Levou-a no caminhão da
entrega sistemática, não foi? (Ela con�rma) Vá ver que era um
caminhão Ford. (Ao Permanente) Ford! A in�uência nefasta do
capitalismo internacional! (Pausa) E os botijões? Balançavam?
Sacudiam? (Pausa) Estavam cheios... ou vazios?
Amelinha - (Num sopro) Vazios...
Benedito - (Eufórico) Vazio! (Pausa, em explosão) Vibravam, não?
(Dramatizando) Imagino como não eram ruidosos! (T) Tática de
cinema americano, "noir", de péssima qualidade. (Pausa) E o
carro? Corria veloz? E você, gritava?
Amelinha - (Voz débil, a con�rmar) Gritava.
            [...]
Benedito - (A Amelinha) Então estavam vazios os botijões (Ela
concorda) Vazios... E o carro corria, em disparada, não? (Ela
aquiesce) E fazia aquele ruído...
Amelinha - (Que vai aderindo, qual participasse de um jogo...)
4Um ruído terrível...
Benedito - Ah, eu imagino! (T.) 26E o seu desespero? Hem, moça?
Amelinha - Ah, como eu sofri dentro do caminhão...
Valdelice - (Surpresa, à �lha) Você nunca me falou antes em
caminhão. Que carro é esse?
Amelinha - (Indiferente) O caminhão, mãe... Caminhão Ford.
            [...]
Benedito - 25E depois? Hem? Depois?
Amelinha - (Enlevada, mais fantasiosa) Ele me apertava em seus
braços fortes, sem mais querer me soltar. (Tom) Meu Deus, era
bom, mas eu sofria. (Pausa) Eu me sentia tonta, desfalecida,
principalmente pelo som infernal dos botijões... E por cima de
tudo, eu tinha medo de morrer.
Benedito - (Animando-a) Mais, mais, vai para a primeira página.
Amelinha - Paramos num lugar distante, como se diz mesmo? ...
ermo... (Pausa) Onde era? Onde? Ainda hoje me pergunto, sem
resposta... (Pausa. T.) Nem sei direito. 23Mas sei que havia uma
árvore muito frondosa, e tinha um rio largo, perto... e... acho que
havia também uma cabana. Um velho pescador estava sentado,
longe, longe, numa pedra...
Valdelice - 17Minha �lha, você está descrevendo o calendário da
sala de jantar!
            [...]
Benedito - E depois, e depois?
Amelinha - 7Ele começou a puxar o zíper do meu vestido.
Valdelice - 18Mas você não tem vestido de zíper!!!
Benedito - Vá contando, me agrada! É matéria de primeira página.
Amelinha - 8Por �m, rasgou minha combinação de "nylon".
Valdelice - "Nylon"?! Você nunca usou 32isso!
            [...]
Valdelice - (Como se tudo fosse um sonho) Agora que você está
mais calma, me diga mesmo como é a história do caminhão, dos
botijões vazios... Onde você conseguiu 33tudo isso?
Amelinha - E eu sei, mamãe?! 27Simpatizei com o moço, e dei de
imaginar tudo. (Pausa. T) Será que o meu retrato vai sair bonito
no jornal?
            [...]
Edmundo - (Principia a falar com indecisão, procurando achar as
palavras) 24Amelinha, eu... queria que você compreendesse... Por
favor, 16conte ao Delegado o que em verdade se passou 19entre
nós dois... Sei que você é direita... (Pausa) Fale.
Amelinha - (Em tom inde�nido, como se na verdade vivesse outro
personagem) 5Será que você já esqueceu?
Edmundo - Esqueceu o quê? Não compreendo.
Amelinha - Oh, Edmundo... Vocês, homens, esquecem tão ligeiro!
Edmundo - 20Mas não esqueci nada! Lembro que você me
chamou à sua casa. E me abraçava, me queria... E eu então não
pude resistir.
            [...]
Amelinha - Oh, ao menos hoje, não seja cínico! O caminhão, os
botijões vazios! Vamos, não diga que não se lembra! Você me
carregou, eu não queria... Me convidou para ver os enfeites da
boleia, e, de repente, acionou o motor, partiu veloz. Ah. Foi
quandoeu gritei, gritei: 34Não faça isso. Edmundo! Pare! Pare! E
você correndo, nem me deu atenção!
Edmundo - (Ao Delegado) Isso não! Ao menos a verdade!
CAMPOS, Eduardo. A donzela desprezada. In:________. Três
peças escolhidas. Fortaleza: Edições UFC, 2007, p.187-221.
(Ufc 2009)  Dentre algumas funções, A VÍRGULA é empregada
para separar:
(1) Vocativo;
(2) Repetições;
(3) Termos coordenados;
(4) Oração adjetiva de valor explicativo;
(5) Orações coordenadas aditivas proferidas com pausa.
Observe, nas passagens do texto transcritas a seguir, o emprego
das vírgulas, identi�que a razão pela qual foram utilizadas e, em
seguida, de acordo com o código apresentado, preencha os
parênteses, estabelecendo a correlação adequada entre o uso e a
regra.
1. (     ) "E depois, e depois?" (ref. 25).
2. (     ) "E o seu desespero? Hem, moça?" (ref. 26).
3. (     ) "Temos de pressioná-lo, minha �lha" (ref. 13).
4. (     ) "Simpatizei com o moço, e dei de imaginar tudo" (ref. 27).
5. (     ) "Tenho de prepará-la para impressionar o delegado, o juiz,
todo mundo" (ref. 28).
6. (     ) "(À Amelinha, que continua assustada, mas impressionada
com a situação que vive.)" (ref. 29).
Exercício 7
(Unicamp 2005)  Foi no tempo em que a Bandeirantes recém-
inaugurara suas novas instalações no Morumbi. Não havia
transporte público até o nosso local de trabalho, e a direção da
casa organizou um serviço com viaturas próprias. (...) Paraná era
um dos motoristas. (...)
Numa das subidas para o Morumbi "fechou" sem nenhuma
maldade um automóvel. O cidadão que o dirigia estava com os
�lhos, era diretor do São Paulo F.C., e largou o verbo em cima do
pobre do Paraná. Que respondeu à altura. Logo depois que a
perua chegou ao Morumbi, todo mundo de ponto batido, o
automóvel para em frente da porta dos funcionários, e o seu
condutor desce bufando: "Onde está o motorista dessa perua? (e
lá vinha chegando o Paraná). Você me ofendeu na frente dos
meus �lhos. Não tem o direito de agir dessa forma, me chamar do
nome que me chamou. Vou falar ao João Saad, que é meu amigo!"
E o Paraná, já fuzilando, dedo em riste, tonitruou em seu sotaque
mais que explícito: " 'Le' chamei e 'le' chamo de novo... veado ...
veado ..." Não houve reação da parte ofendida.
            (Flávio Araújo, "O rádio, o futebol e a vida". São Paulo:
Editora Senac São Paulo, 2001, p. 50-1).
a) Na sequência "(...) e largou o verbo em cima do pobre do
Paraná. Que respondeu à altura", se trocarmos o ponto �nal que
aparece depois de 'Paraná' por uma vírgula, ocorrem mudanças
na leitura? Justi�que.
b) O trecho da resposta de Paraná "Le chamei e le chamo de novo
..." chama a atenção do leitor para a sintaxe da língua. Explique.
c) Substitua 'tonitruou' por outra palavra ou expressão.
Exercício 8
(Unicamp 2005) 
Na tira de Gar�eld, a comicidade se dá por uma dupla
possibilidade de leitura.
a) Explicite as duas leituras possíveis e explique como se constrói
cada uma delas.
b) Use vírgula(s) para discernir uma leitura da outra.
Exercício 9
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Um caso de burro
Machado de Assis
            Quinta-feira à tarde, pouco mais de três horas, vi uma
coisa tão interessante, que determinei logo de começar por ela
esta crônica. Agora, porém, no momento de pegar na pena, receio
achar no leitor menor gosto que eu para um espetáculo, que lhe
parecerá vulgar, e porventura torpe. Releve a importância; os
gostos não são iguais.
            Entre a grade do jardim da Praça Quinze de Novembro e o
lugar onde era o antigo passadiço, ao pé dos trilhos de bondes,
estava um burro deitado. O lugar não era próprio para remanso
de burros, donde concluí que não estaria deitado, mas caído.
Instantes depois, vimos (eu ia com um amigo), vimos o burro
levantar a cabeça e meio corpo. Os ossos furavam-lhe a pele, os
olhos meio mortos fechavam-se de quando em quando. O infeliz
cabeceava, mais tão frouxamente, que parecia estar próximo do
�m.
            Diante do animal havia algum capim espalhado e uma lata
com água. Logo, não foi abandonado inteiramente; alguma
piedade houve no dono ou quem quer que seja que o deixou na
praça, com essa última refeição à vista. Não foi pequena ação. Se
o autor dela é homem que leia crônicas, e acaso ler esta, receba
daqui um aperto de mão. O burro não comeu do capim, nem
bebeu da água; estava já para outros capins e outras águas, em
campos mais largos e eternos. Meia dúzia de curiosos tinha
parado ao pé do animal. Um deles, menino de dez anos,
empunhava uma vara, e se não sentia o desejo de dar com ela na
anca do burro para espertá-lo, então eu não sei conhecer
meninos, porque ele não estava do lado do pescoço, mas
justamente do lado da anca. Diga-se a verdade; não o fez – ao
menos enquanto ali estive, que foram poucos minutos. Esses
poucos minutos, porém, valeram por uma hora ou duas. Se há
justiça na Terra valerão por um século, tal foi a descoberta que
me pareceu fazer, e aqui deixo recomendada aos estudiosos.
            O que me pareceu, é que o burro fazia exame de
consciência. Indiferente aos curiosos, como ao capim e à água,
tinha no olhar a expressão dos meditativos. Era um trabalho
interior e profundo. Este remoque popular: por pensar morreu um
burro mostra que o fenômeno foi mal entendido dos que a
princípio o viram; o pensamento não é a causa da morte, a morte
é que o torna necessário. Quanto à matéria do pensamento, não
há dúvidas que é o exame da consciência. Agora, qual foi o exame
da consciência daquele burro, é o que presumo ter lido no
escasso tempo que ali gastei. Sou outro Champollion, porventura
maior; não decifrei palavras escritas, mas ideias íntimas de
criatura que não podia exprimi-las verbalmente.
            E diria o burro consigo:
            “Por mais que vasculhe a consciência, não acho pecado
que mereça remorso. Não furtei, não menti, não matei, não
caluniei, não ofendi nenhuma pessoa. Em toda a minha vida, se
dei três coices, foi o mais, isso mesmo antes haver aprendido
maneiras de cidade e de saber o destino do verdadeiro burro, que
é apanhar e calar. Quando ao zurro, usei dele como linguagem.
Ultimamente é que percebi que me não entendiam, e continuei a
zurrar por ser costume velho, não com ideia de agravar ninguém.
Nunca dei com homem no chão. Quando passei do tílburi ao
bonde, houve algumas vezes homem morto ou pisado na rua,
mas a prova de que a culpa não era minha, é que nunca segui o
cocheiro na fuga; deixava-me estar aguardando autoridade.”
            “Passando à ordem mais elevada de ações, não acho em
mim a menor lembrança de haver pensado sequer na perturbação
da paz pública. Além de ser a minha índole contrária a arruaças, a
própria re�exão me diz que, não havendo nenhuma revolução
declarado os direitos do burro, tais direitos não existem. Nenhum
golpe de estado foi dado em favor dele; nenhuma coroa os
obrigou. Monarquia, democracia, oligarquia, nenhuma forma de
governo, teve em conta os interesses da minha espécie. Qualquer
que seja o regime, ronca o pau. O pau é a minha instituição um
pouco temperada pela teima que é, em resumo, o meu único
defeito. Quando não teimava, mordia o freio dando assim um
bonito exemplo de submissão e conformidade. Nunca perguntei
por sóis nem chuvas; bastava sentir o freguês no tílburi ou o apito
do bonde, para sair logo. Até aqui os males que não �z; vejamos
os bens que pratiquei.”
            “A mais de uma aventura amorosa terei servido, levando
depressa o tílburi e o namorado à casa da namorada – ou
simplesmente empacando em lugar onde o moço que ia ao bonde
podia mirar a moça que estava na janela. Não poucos devedores
terei conduzido para longe de um credor importuno. Ensinei
�loso�a a muita gente, esta �loso�a que consiste na gravidade do
porte e na quietação dos sentidos. Quando algum homem, desses
que chamam patuscos, queria fazer rir os amigos, fui sempre em
auxílio deles, deixando que me dessem tapas e punhadas na cara.
Em �m…”Não percebi o resto, e fui andando, não menos alvoroçado
que pesaroso. Contente da descoberta, não podia furtar-me à
tristeza de ver que um burro tão bom pensador ia morrer. A
consideração, porém, de que todos os burros devem ter os
mesmos dotes principais, fez-me ver que os que �cavam não
seriam menos exemplares do que esse. Por que se não
investigará mais profundamente o moral do burro? Da abelha já
se escreveu que é superior ao homem, e da formiga também,
coletivamente falando, isto é, que as suas instituições políticas
são superiores às nossas, mais racionais. Por que não sucederá o
mesmo ao burro, que é maior?
            Sexta-feira, passando pela Praça Quinze de Novembro,
achei o animal já morto.
            Dois meninos, parados, contemplavam o cadáver,
espetáculo repugnante; mas a infância, como a ciência, é curiosa
sem asco. De tarde já não havia cadáver nem nada. Assim
passam os trabalhos deste mundo. Sem exagerar o mérito do
�nado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também
não inventou a dinamite. Já é alguma coisa neste �nal de século.
Requiescat in pace.
(Efomm 2021)  Assinale a opção em que a presença de vírgula(s)
se justi�ca por se tratar de um aposto.
a) “Quinta-feira à tarde, pouco mais de três horas, vi uma coisa
tão interessante, que determinei logo de começar por ela esta
crônica.”   
b) “Os ossos furavam-lhe a pele, os olhos meio mortos fechavam-
se de quando em quando.”   
c) “O burro não comeu do capim, nem bebeu da água; estava já
para outros capins e outras águas, em campos mais largos e
eternos.”   
d) “Um deles, menino de dez anos, empunhava uma vara, e se
não sentia o desejo de dar com ela na anca do burro para
espertá-lo [...]”   
e) “Dois meninos, parados, contemplavam o cadáver [...]”   
Exercício 10
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Uma última gargalhada estrondosa. 1E depois, o silêncio. O
palhaço jazia 2imóvel no chão. 3Mas seu rosto continua sorrindo,
para sempre. Porque a carreira original do Coringa era para durar
apenas 30 páginas. O tempo de envenenar Gotham, sequestrar
4Robin, en�ar um par de sopapos na Homem-Morcego e disparar
o primeiro “vou te matar” da sua relação. Na briga �nal do
Batman nº. 1, o “horripilante bufão”sofria um �nal digno de sua
desumana ironia: 5ao tropeçar, cravava sua própria adaga no
peito. Assim decidiram e desenharam 6seus pais, os artistas Bill
Finger, Bob Kane e Jerry Robinson. Entretanto, o criminoso
mostrou, já em sua primeira aventura, um enorme talento para
7se rebelar contra a ordem estabelecida. 8Seu carisma seduziu a
editora DC Comics, que impôs o acréscimo de um quadrinho. Já
dentro da ambulância, vinha à tona “um dado desconcertante”. E
então um médico sentenciava: “Continua 9vivo. E vai sobreviver!”.
Tommaso Koch. “O Coringa completa 80 anos e na Espanha
ganha duas HQs, que inspiram debates �losó�cos sobre a
liberdade”, EI País. Junho/2020.
(Fuvest 2021)  As vírgulas em “E depois, o silêncio.” (ref. 1) e em
“Mas seu rosto continua sorrindo, para sempre.” (ref. 3) são
usadas, respectivamente, com a mesma �nalidade que as vírgulas
em
a) “Após a queda, tomaram mais cuidado.” e “Quanto mais
espaço, mais liberdade.”.   
b) “Aos estrangeiros, ofereceram iguanas.” e “Limpavam a casa, e
preparávamos as refeições.”.   
c) “Colheram trigo e nós, algodão.” e “Eles se encontraram nas
férias, mas não viajaram.”.   
d) “Para meus amigos, o melhor.” e “Organizava
tudo,cautelosamente.   
e) “Viu o espetáculo, considerado o maior fenômeno de
bilheteria.” e “‘Conheço muito bem’, a�rmou o rapaz.”.   
Exercício 11
A �gura a seguir trata da “taxa de desocupação” no Brasil, ou
seja, a proporção de pessoas desocupadas em relação à
população economicamente ativa de uma determinada região em
um recorte de tempo.
A norma padrão da língua portuguesa está respeitada, na
interpretação do grá�co, em:
a) Durante o ano de 2008, foi em geral decrescente a taxa de
desocupação no Brasil.   
b) Nos primeiros meses de 2009, houveram acréscimos na taxa
de desocupação.   
c) Em 12/2008, por ocasião das festas, a taxa de desempregados
foram reduzidos.   
d) A taxa de pessoas desempregadas em 04/08 e 02/09, é
estatisticamente igual: 8,5.   
e) Em março de 2009 as taxas tenderam à piorar: 9 entre 100
pessoas desempregadas.   
Exercício 12
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
História das invenções
            Dona Benta costumava receber livros novos, de ciências,
de arte, de literatura. Era o tipo da velhinha novidadeira. Bem
dizia o compadre Teodorico: "Dona Benta parece velha, mas não
é, tem o espírito mais moço que o de jovens de vinte anos".
            Assim foi que naquele bolorento mês de fevereiro, em que
era impossível botar o nariz fora de casa, de tanto que chovia,
resolveu contar aos meninos um dos últimos livros chegados.
            – Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon – disse ela –,
um sábio americano, autor de coisas muito interessantes. Ele sai
dos caminhos por onde todo mundo anda e fala das ciências dum
modo que tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a
geogra�a que ele escreveu e agora 1vou ler este último livro –
História das invenções do homem, o fazedor de milagres.
            Era um livro grosso, de capa preta, cheio de desenhos
feitos pelo próprio autor. 2Desenhos não muito bons, mas que
serviam para acentuar suas ideias.
            – E quando começa? – quis saber Narizinho.
            – Hoje mesmo, no serão. Podemos começar logo depois do
rádio.
            – Comece, vovó! – disse Pedrinho. E Dona Benta começou.
3– Este livro não é para crianças – disse ela; – mas se eu ler
do meu modo, vocês entenderão tudo. Não tenham receio de me
interromperem com perguntas, sempre que houver qualquer coisa
obscura. Aqui está o prefácio...
            – Que é prefácio? – perguntou Emília.
            – São palavras explicativas que certos autores põem no
começo do livro para esclarecer os leitores sobre as suas
intenções. O prefácio pode ser escrito pelo próprio autor ou por
outra pessoa qualquer. Neste prefácio o Senhor Van Loon diz que
antigamente tudo era muito simples...
            – Tudo o quê? – interrompeu Pedrinho. – A explicação das
coisas do mundo. A Terra formava o centro do universo. O céu era
uma abóbada de cristal azul onde à noite os anjos abriam
buraquinhos para espiar. Esses buraquinhos formavam as
estrelas. Tudo muito simples.
4Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da
Polônia, de nome Nicolau Copérnico, publicou um livro no qual
provava que a Terra não era �xa, pois girava em redor do Sol, 5e
as estrelas não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos,
em redor dos quais giravam milhões de terras como a nossa.
            Isso veio causar uma grande trapalhada nas ideias
assentes, isto é, nas ideias que estavam na cabeça de todo
mundo – e por um triz não queimaram vivo a esse homem. A�nal
a sua ideia venceu e hoje ninguém pensa de outra maneira.
            A astronomia, que é a ciência que estuda os astros, tomou
um grande desenvolvimento. Os astrônomos foram descobrindo
coisas e mais coisas, chegando à perfeição de medir a distância
dum astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias
entre os astros eram tão grandes que as nossas medidas comuns
se tornaram insu�cientes. Foi preciso criar medidas novas –
medidas astronômicas.
            – Por quê? – perguntou Narizinho. – Com o quilômetro a
gente pode medir qualquer distância. É só ir botando zeros e mais
zeros.
6– Parece, minha �lha. As distâncias entre os astros são
tamanhas que para medi-las com quilômetros seria necessário
usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que
chegasse. E então os astrônomos inventaram o "metro
astronômico", ou a "unidade astronômica", que é como eles
dizem. Essa unidade, esse metro tinha 92.900.000 milhas.
            – Que colosso, vovó! Eu acho que �zeram um metro grande
demais...
            – Pois está muito enganada, minha �lha.As distâncias
entre a Terra e as novas estrelas que com os modernos
telescópios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa
medida pequena. E então o astrônomo Michelson propôs outra
medida: o ano-luz.
            – Cáspite!
            – Pois bem, isto que os astrônomos �zeram para os astros,
outros homens de ciência �zeram para o contrário dos astros, isto
é, para as moléculas e átomos, que são coisinhas in�nitamente
pequenas. Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de
uma trilionésima parte de milímetro.
7– Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente
mal percebe...
            – Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de mostrar
como esse bichinho homem, que já foi peludo e andava de quatro,
chegou a desenvolver seu cérebro a ponto de medir a distância
entre os astros e a calcular o tamanho dos átomos.
            – Como foi isso?
            – Inventando coisas. O homem é um grande inventor de
coisas, e a história do homem na Terra não passa da história das
suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram
para a vida humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz
neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo número 1.
            – Depois da pipoca, vovó! – gritou Narizinho farejando o ar.
8De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas
que Tia Nastácia estava rebentando. Pipocas à noite foi coisa que
nunca faltou no sítio de Dona Benta.
Adaptado de: LOBATO, Monteiro.
História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.
(G1 - cmrj 2021)  Analise atentamente: “e as estrelas não eram
brinquedinhos dos anjos, sim sóis
imensos” (ref. 5).
O uso da vírgula, no fragmento acima, vincula-se a determinado
valor semântico. Tal valor pode ser construído por meio de
outro(s) sinal(is) de pontuação, a exemplo do que ocorre em:
a) “– Parece, minha �lha.” (ref. 6)   
b) “De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro [...]” (ref. 8)   
c) ”– Este livro não é para crianças – disse ela; – mas se eu ler [...]”
(ref. 3)   
d) “– Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente mal
percebe...” (ref. 7)   
e) “vou ler este último livro – História das invenções do homem, o
fazedor de milagres.” (ref. 1)   
Exercício 13
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
A pandemia, o sentido da vida e a política
1A pandemia, o isolamento e o medo põem questões que
vão mais além das relativas a como levar uma vida “normal”, por
produzirem indagações sobre o próprio sentido da vida.
2Em situações normais, as pessoas estão preocupadas
com as atividades pro�ssionais e domésticas, tal 3como
acontecem no dia a dia. 4Preocupações básicas são as que regem
este tipo de condição: 5a renda, a escola das crianças, a
sociabilidade pro�ssional e a familiar, o amor, a amizade, o ir às
compras. 6Já em situações como esta que estamos vivendo, as
preocupações são de outra ordem: 7a doença, o medo da morte, a
possível falta de mantimentos, a manutenção do emprego, a
redução da renda, o isolamento, a pergunta pelo amanhã.
            Uma analogia possível é com a condição de 8guerra.
9Nesta, a saída abrupta da normalidade é imediatamente sentida:
a existência humana é mostrada em sua fragilidade, a emergência
toma conta do dia a dia. A morte abrupta surge para cada um
como uma realidade, seja ela militar, seja civil. 10No entanto, os
sentimentos e emoções daí resultantes não são necessariamente
os mesmos, pois as pessoas não se isolam, mas vêm a cumprir
uma função social junto ao Estado, sob a forma da defesa da
pátria. 11A morte ganha, nesse aspecto, sentido.
            A 12morte é uma questão existencial primeira da condição
humana, 13essa que coloca o homem diante do nada, do limite da
condição humana. Ela é o horizonte de cada um, por mais que
pensemos nela ou não. A signi�cação da morte no �m da vida faz
com que as pessoas se preparem para isso, tanto individual
quanto familiarmente. Retiram-se progressivamente, planejam
pelo testamento a sucessão dos bens, acostumam-se à ideia.
Alguns recorrem à religião, acreditando em outra vida. No caso de
a morte acontecer numa guerra, ela adquire a signi�cação de que
o indivíduo é membro de uma comunidade, sendo assim
compreendida pelo Estado e pelos seus próximos. No momento,
porém, em que a redução do ciclo natural se dá sob a forma de
uma doença coletiva, é como se o sem sentido ganhasse a forma
do absurdo.
            Uma signi�cação que surge no contexto de pandemia é a
de a pessoa sentir-se abandonada pela vida, abandonada por
aqueles que com ela conviviam, salvo os que terminam
compartilhando a mesma reclusão. 14Uma expressão do
abandono é a solitude e a introspecção. 15O mundo torna-se uma
ameaça. Há formas de mitigação, como o telefone e as redes
sociais, que tornam viável um modo de substituição da presença
física. Mas há algo aqui que faz enorme diferença: a presença
física do outro, o olhar, o toque, a expressão física do sentimento.
O beijo e o abraço desaparecem.
16As pessoas reclusas sentem necessidade dos seus.
Algumas �cam mais vulneráveis por viverem sozinhas, outras se
agrupam em seus núcleos familiares mais próximos, em todo
caso o seu número deve ser necessariamente reduzido. Outras
que vivem na miséria têm esses sentimentos ainda mais
potencializados. 17O contato presencial das pessoas, para além
desses núcleos, é rompido. Em seu lugar surgem outros
instrumentos de comunicação, as redes sociais obtendo aí
protagonismo maior. 18Acontece, 19contudo, que 20a
comunicação virtual entre as pessoas passa a ser mediada por
outro tipo de comunicação, a social/digital, que se faz por notícias
e informações.
            Do ponto de vista da informação, tudo vale nas redes
sociais, notícias verídicas como falsas. 21As redes podem,
22assim, tornar-se instrumentos poderosos de desinformação,
divulgando o que se denomina fakenews, tendo como objetivo
aumentar a insegurança das pessoas, tornando-as ainda mais
vulneráveis. O descontrole pode adquirir uma conotação política,
alheia à saúde pública.
23A faceta política do medo da morte e do abandono
consiste numa presença maior do Estado como provedor da
segurança perdida, enquanto possível solução de uma morte
prematura e do abandono. 24Numa situação de epidemia, as
pessoas tendem a pedir a intervenção do Estado, fornecendo-lhes
condições de existência. Na guerra, o Estado toma a decisão de
atacar outro país ou de se defender; na epidemia, a sociedade é
atacada por um inimigo invisível, sem que o Estado nada tenha
podido fazer.
            O 25coronavírus, nova versão, é um inimigo que se
expande, se in�ltra e ameaça a vida de cada um. 26Desconhece
fronteiras e não aceita nenhum controle estatal. Não tem medo
de nada, 27embora faça medo a todos. 28Tem a forma do
invisível, que só é sentido quando toma conta do corpo das
pessoas. 29Palavras não têm sobre ele nenhum efeito, apenas
medidas concretas.
30Eis por que discursos demagógicos não têm sobre ele
nenhum efeito, tampouco sobre os cidadãos, que sentem a sua
ameaça próxima. Leem e escutam sobre o número crescente de
mortos, de infectados, e se perguntam se não serão eles os
próximos. 31Não podem, evidentemente, compreender que se
possa tratar de uma “histeria”, de uma “fantasia”, pois a presença
do inimigo invisível é real. Discursos técnicos, sensatos, de
combate à doença tomam o lugar da demagogia, por serem
e�cazes nesta luta, os cidadãos podendo neles se reconhecer.
(ROSENFIELD, Denis Lerrer. A pandemia, o sentido da vida e a
política. Publicado em O Estado de S. Paulo de 30 de março de
2020. Disponível
em:https://opiniao.estadao.com.br/noticias/espaco-aberto,a-
pandemia-o-sentido-da-vida-e-a-politica,70003252502). Acesso
em 30 de março de 2020.
(Upf 2021)  Quanto ao emprego da vírgula, é incorreto o que se
a�rma em:
a) No trecho "Não podem, evidentemente, compreender que se
possa tratar de uma “histeria” [...]" (ref. 31), o que justi�ca o uso
das vírgulas é a necessidade de destacar o adjunto adverbial
“evidentemente”que está deslocado.   
b) O que justi�ca o uso das vírgulas no fragmento "[...] a doença, o
medo da morte, a possível falta de mantimentos, a manutenção
do emprego, a redução da renda, o isolamento, a pergunta pelo
amanhã" (ref. 7) é a necessidade de separar palavras ou orações
justapostas, numa situação de enumeração.   
c) O que justi�ca o emprego das vírgulas no fragmento
"Acontece, contudo, que a comunicação virtual entre as pessoas
passa a ser mediada por outro tipo de comunicação [...]" (ref. 18) é
a busca por enfatizar o sentido pretendido e a necessidade de
separar a conjunção adversativa posposta ao verbo.   
d) O que justi�ca o uso das vírgulas no fragmento "[...] a
comunicação virtual entre as pessoas passa a ser mediada por
outro tipo de comunicação, a social/digital, que se faz por notícias
e informações" (ref. 20) é a necessidade de destacar o termo
apositivo que explica o outro tipo de comunicação: "a
social/digital".   
e) O que justi�ca o uso da vírgula no fragmento "Em situações
normais, as pessoas estão preocupadas com as atividades
pro�ssionais e domésticas [...]" (ref. 2) é a necessidade de
destacar o vocativo no enunciado.   
Exercício 14
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
A primeira publicação do conto O Alienista, de Machado de Assis,
ocorreu como folhetim na revista carioca A Estação, entre os anos
de 1881 e 1882. Nessa mesma época, uma grande reforma
educacional efetuou-se no Brasil, criando, dentre outras, a cadeira
de Clínica Psiquiátrica. É nesse contexto de uma psiquiatria ainda
embrionária que Machado propõe sua crítica ácida, reveladora da
escassez de conhecimento cientí�co e da abundância de vaidades,
concomitantemente. A obra deixa ver as relações promíscuas
entre o poder médico que se pretendia baluarte da ciência e o
poder político tal como era exercido em Itaguaí, então uma vila,
distante apenas alguns quilômetros da capital Rio de Janeiro. O
conto se desenvolve em treze breves capítulos, ao longo dos
quais o alienista vai fazendo suas experimentações cienti�cistas
até que ele mesmo conclua pela necessidade de seu isolamento,
visto que reconhece em si mesmo a única pessoa cujas
faculdades mentais encontram-se equilibradas, sendo ele,
portanto, aquele que destoa dos demais, devendo, por isso,
alienar-se.
Capítulo IV
UMA TEORIA NOVA
1Ao passo que D. Evarista, em lágrimas, vinha buscando o Rio de
Janeiro, Simão Bacamarte estudava por todos os lados uma certa
ideia arrojada e nova, própria a alargar as bases da psicologia.
2Todo o tempo que lhe sobrava dos cuidados da Casa Verde era
pouco para andar na rua, ou de casa em casa, conversando as
gentes, sobre trinta mil assuntos, e virgulando as falas de um
olhar que metia medo aos mais heroicos.
Um dia de manhã, – eram passadas três semanas, – estando
Crispim Soares ocupado em temperar um medicamento, vieram
dizer-lhe que o alienista o mandava chamar.
– Tratava-se de negócio importante, segundo ele me disse,
acrescentou o portador. 3Crispim empalideceu. Que negócio
importante podia ser, se não alguma notícia da comitiva, e
especialmente da mulher? 4Porque este tópico deve �car
claramente de�nido, visto insistirem nele os cronistas; Crispim
amava a mulher, e, desde trinta anos, nunca estiveram separados
um só dia. 5Assim se explicam os monólogos que fazia agora, e
que os fâmulos lhe ouviam muita vez: – “Anda, bem feito, quem te
mandou consentir na viagem de Cesária? Bajulador, torpe
bajulador! Só para adular ao Dr Bacamarte. Pois agora aguenta-
te; anda; aguenta-te, alma de lacaio, fracalhão, vil, miserável.
Dizes amém a tudo, não é? Aí tens o lucro, biltre!”. – E muitos
outros nomes feios, que um homem não deve dizer aos outros,
quanto mais a si mesmo. Daqui a imaginar o efeito do recado é
um nada. 6Tão depressa ele o recebeu como abriu mão das
drogas e voou à Casa Verde.
7Simão Bacamarte recebeu-o com a alegria própria de um sábio,
uma alegria abotoada de circunspeção até o pescoço.
– Estou muito contente, disse ele.
8– Notícias do nosso povo?, perguntou o boticário com a voz
trêmula.
O alienista fez um gesto magní�co, e respondeu:
9– Trata-se de coisa mais alta, trata-se de uma experiência
cientí�ca. 10Digo experiência, porque não me atrevo a assegurar
desde já a minha ideia; nem a ciência é outra coisa, Sr. Soares,
senão uma investigação constante. Trata-se, pois, de uma
experiência, mas uma experiência que vai mudar a face da terra. A
loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida
no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente.
11Disse isto, e calou-se, para ruminar o pasmo do boticário.
12Depois explicou compridamente a sua ideia. No conceito dele a
insânia abrangia uma vasta superfície de cérebros; e desenvolveu
isto com grande cópia de raciocínios, de textos, de exemplos.
13Os exemplos achou-os na história e em Itaguaí mas, como um
raro espírito que era, 14reconheceu o perigo de citar todos os
casos de Itaguaí e refugiou-se na história. Assim, apontou com
especialidade alguns célebres, Sócrates, que tinha um demônio
familiar, Pascal, que via um abismo à esquerda, Maomé, Caracala,
Domiciano, Calígula etc., uma en�ada de casos e pessoas, em que
de mistura vinham entidades odiosas, e entidades ridículas. 15E
porque o boticário se admirasse de uma tal promiscuidade, o
alienista disse-lhe que era tudo a mesma coisa, e até acrescentou
sentenciosamente:
16– A ferocidade, Sr. Soares, é o grotesco a sério.
– Gracioso, muito gracioso!, exclamou Crispim Soares levantando
as mãos ao céu.
17Quanto à ideia de ampliar o território da loucura, achou-a o
boticário extravagante; mas a modéstia, principal adorno de seu
espírito, não lhe sofreu confessar outra coisa além de um nobre
entusiasmo; 18declarou-a sublime e verdadeira, e acrescentou
que era “caso de matraca”. Esta expressão não tem equivalente
no estilo moderno. 19Naquele tempo, Itaguaí, que como as
demais vilas, arraiais e povoações da colônia, não dispunha de
imprensa, tinha dois modos de divulgar uma notícia: ou por meio
de cartazes manuscritos e pregados na porta da Câmara, e da
matriz; – ou por meio de matraca.
Eis em que consistia este segundo uso. 20Contratava-se um
homem, por um ou mais dias, 21para andar as ruas do povoado,
com uma matraca na mão.
De quando em quando tocava a matraca, reunia-se gente, 22e ele
anunciava o que lhe incumbiam, – um remédio para sezões, umas
terras lavradias, um soneto, um donativo eclesiástico, a melhor
tesoura da vila, o mais belo discurso do ano etc. O sistema tinha
inconvenientes para a paz pública; mas era conservado pela
grande energia de divulgação que possuía. Por exemplo, um dos
vereadores, – aquele justamente que mais se opusera à criação da
Casa Verde, – desfrutava a reputação de perfeito educador de
cobras e macacos, e aliás nunca domesticara um só desses
bichos; mas, tinha o cuidado de fazer trabalhar a matraca todos
os meses. 23E dizem as crônicas que algumas pessoas a�rmavam
ter visto cascavéis dançando no peito do vereador; a�rmação
perfeitamente falsa, mas só devida à absoluta con�ança no
sistema. 24Verdade, verdade, nem todas as instituições do antigo
regime mereciam o desprezo do nosso século.
– Há melhor do que anunciar a minha ideia, é praticá-la,
respondeu o alienista à insinuação do boticário.
E o boticário, não divergindo sensivelmente deste modo de ver,
disse-lhe que sim, que era melhor começar pela execução.
25– Sempre haverá tempo de a dar à matraca, concluiu ele.
Simão Bacamarte re�etiu ainda um instante, e disse:
– Suponho o espírito humano uma vasta concha, o meu �m, Sr.
Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é a razão; por outros
termos, demarquemos de�nitivamente os limites da razão e da
loucura. A razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades;
fora daí insânia, insânia e só insânia.
O Vigário Lopes, a quem ele con�ou a nova teoria, declarou
lisamente que não 26chegava a entendê-la, que era uma obra
absurda, e, se não era absurda, erade tal modo colossal que não
merecia princípio de execução.
– Com a de�nição atual, que é a de todos os tempos, acrescentou,
a loucura e a razão estão perfeitamente delimitadas. Sabe-se
onde uma acaba e onde a outra começa. Para que transpor a
cerca?
27Sobre o lábio �no e discreto do alienista roçou a vaga sombra
de uma intenção de riso, em que o desdém vinha casado à
28comiseração; mas nenhuma palavra saiu de suas egrégias
entranhas.
A ciência contentou-se em estender a mão à teologia, – com tal
segurança, que a teologia não soube en�m se devia crer em si ou
na outra. Itaguaí e o universo à beira de uma revolução.
ASSIS, Machado de. O Alienista. Biblioteca Virtual do Estudante
Brasileiro / USP. Disponível em:
<http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?
select_action=&co_obra=1939>. Acesso em: 12/08/2019.
(Ime 2020)  “– Trata-se de coisa mais alta, trata-se de uma
experiência cientí�ca. Digo experiência, porque não me atrevo a
assegurar desde já a minha ideia; nem a ciência é outra coisa, Sr.
Soares, senão uma investigação constante. Trata-se, pois, de uma
experiência, mas uma experiência que vai mudar a face da Terra.
A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha
perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um
continente.” (ref. 9)
À luz da gramática normativa, considere as seguintes a�rmações:
I. O travessão utilizado em “– Trata-se de coisa mais alta [...]”
especi�ca a mudança de interlocutor no diálogo.
II. As vírgulas empregadas em “A loucura, objeto dos meus
estudos, era até agora [...]” podem ser substituídas por
travessões, sem prejuízo para a correção.
III. No trecho “[...] nem a ciência é outra coisa, Sr. Soares, senão
uma investigação constante.”, as vírgulas são empregadas com a
�nalidade de isolar o termo de valor explicativo.
Em relação às a�rmações, está(ão) correta(s):
a) apenas a a�rmação I.   
b) apenas a a�rmação II.   
c) apenas as a�rmações I e II.   
d) apenas as a�rmações I e III.   
e) todas as a�rmações estão corretas.   
Exercício 15
(G1 - ifsul 2019)  A vírgula entre o sujeito
e o verbo da oração
não deve ser colocada
se juntos eles estão:
em “Joel, chutou a bola”
há erro de pontuação.
Dantas, Janduhi. Lições de gramática em versos de cordel.
Petrópolis: Vozes, 2009, p.43.
O poeta paraibano, Janduhi Dantas, valeu-se de uma regra
gramatical para produzir sua literatura de cordel.
Sobre o uso da vírgula, todas as sentenças abaixo estão corretas,
EXCETO: 
a) Joel, chute a bola!    
b) Joel chute, a bola!    
c) Chute, Joel, a bola.    
d) Chute a bola, Joel.    
Exercício 16
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia o texto abaixo para responder à(s) questão(ões) a seguir.
MAIS IDOSOS NO MERCADO DE TRABALHO
Com mudanças no estilo de vida, aposentadoria está cada vez
mais tardia
Durante toda a sua carreira, entre uma reportagem e outra, o
jornalista Ricardo Moraes tinha um sonho além dos papéis: ter um
bar. Há dois anos, quando se aposentou, preferiu trocar a
desaceleração de uma vida inteira de trabalho pelo desa�o de
recomeçar. E, aos 65 anos, acabou de inaugurar a �lial do boteco
paulistano Bar Léo, no Centro do Rio.
Mas não é só ele. Segundo dados do Ministério dos Direitos
Humanos, os idosos somam 23,5 milhões dos brasileiros, mais
que o dobro do registrado em 1991. E a projeção é que serão
30% da população em 2050 (em 2010, eram 10%).
Para compor a equipe, Moraes misturou a energia e a agilidade de
funcionários jovens à experiência em atendimento de excelência
dos mais velhos. Para isso, chamou o também aposentado Luis
Ribeiro, de 67 anos, para ser seu maître, e o garçom Francisco
Carlos, que ainda não se aposentou, mas já passou dos 50 anos.
“Eu ensino organização, senso de hierarquia e como ser mais
formal e excelente no atendimento ao cliente. E eles me ensinam
muito sobre tecnologia”, conta Ribeiro, que tem 45 anos de
estrada e se aposentou há três anos.
Essa mistura de gerações não é de hoje, mas prepare-se, porque
ela será cada vez mais presente dentro das empresas. E por um
motivo muito simples: as pessoas estão envelhecendo mais tarde.
Com avanços da medicina e estilo de vida mais saudável, aquele
senhor que, em décadas passadas, preparava-se para �car no
sofá aos 60 anos, hoje está a todo vapor. Além disso, há a
questão pessoal, de querer se manter ocupado e útil, e a
�nanceira, pois, como se sabe, apesar da contribuição de uma
vida inteira, o retorno é quase sempre baixo em relação aos
trabalhadores comuns.
Tudo isso afeta diretamente o mercado de trabalho, que passa a
contar com uma força de trabalho mais madura e bem presente, e
traz desa�os também. Um deles é justamente a harmonia entre
gerações tão diferentes. Em tese, ambos agregam: os mais velhos
com sua experiência, padrões de qualidade sólidos e
comprometimento; e os mais jovens com sua vivacidade, fácil
adaptação e familiaridade à tecnologia. Na prática, porém, há
outras questões.
RIBAS, Raphaela. Mais idosos no mercado de trabalho. O Globo,
São Paulo, 25 mar. 2018. Disponível em:
<https://oglobo.globo.com/economia/emprego/mais-idosos-no-
mercado-de-trabalho-22520971>. Acesso em: 01 out. 2018
(adaptado).
(G1 - ifpe 2019)  Após analisar o excerto reproduzido abaixo,
assinale a alternativa na qual a vírgula é utilizada pela mesma
razão que no trecho sublinhado.
“Há dois anos, quando se aposentou, preferiu trocar a
desaceleração de uma vida inteira de trabalho pelo desa�o de
recomeçar” (1º parágrafo).
a) “Na prática, porém, há outras questões” (7º parágrafo).    
b) “Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos, os idosos
somam 23,5 milhões dos brasileiros [...]” (2º parágrafo).    
c) “Para compor a equipe, Moraes misturou a energia e a
agilidade de funcionários jovens à experiência em atendimento de
excelência dos mais velhos” (3º parágrafo).    
d) “Além disso, há a questão pessoal, de querer se manter
ocupado e útil […]” (6º parágrafo).    
e) “em décadas passadas, preparava-se para �car no sofá aos 60
anos” (6º parágrafo).  
Exercício 17
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
A última página
            Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para
vislumbrar o que somos e onde estamos. 1Lemos para
compreender, ou para começar a compreender. Não podemos
deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial.
2Mesmo em sociedades que deixaram registros de sua
passagem, a leitura precede a escrita3; o futuro escritor deve ser
capaz de reconhecer e decifrar o sistema de signos antes de
colocá-los no papel. 4Para a maioria das sociedades letradas –
para o islã, para as sociedades judaicas e cristãs como a minha,
para os antigos maias, para as vastas culturas budistas –, ler está
no princípio do contrato social; aprender a ler foi meu rito de
passagem.
5Depois que aprendi a ler minhas letras, li de tudo: livros,
6mas também notícias, anúncios, os títulos pequenos no verso da
passagem do bonde, letras jogadas no lixo, jornais velhos
apanhados sob o banco do parque, gra�tes, a contracapa das
revistas de outros passageiros no ônibus. Quando �quei sabendo
que Cervantes, em seu apogeu à leitura, lia “até os pedaços de
papel rasgado na rua”, entendi exatamente que impulso o levava
a isso. Essa adoração ao livro 7(em pergaminho, em papel ou na
tela) é um dos alicerces de uma sociedade letrada.
            A experiência veio a mim primeiramente por meio dos
livros. Mais tarde, quando me deparava com algum
acontecimento, circunstância ou algo semelhante 8__________
9sobre o qual havia lido, isso me causava o 10sentimento um
tanto surpreendente, 11mas desapontador de déjà vu, 12porque
imaginava que aquilo que estava acontecendo agora já havia me
acontecido em palavras, já havia sido nomeado.
            Meus livros eram para mim transcrições ou glosas
13__________ outro Livro colossal. Miguel de Unamuno, em um
soneto, 14fala do tempo, 15cuja fonte está no futuro; minha vida
de leitor deu-me a mesma impressão de nadar contraa corrente,
vivendo o que já tinha lido. Tal como Platão, passei do
conhecimento para seu objeto. Via mais realidade na ideia do que
na coisa. 16Era nos livros que eu encontrava o universo17:
digerido, classi�cado, rotulado, meditado, ainda assim formidável.
18A leitura deu-me uma desculpa para a privacidade, ou
talvez tenha dado um sentido à privacidade que me foi imposta,
19uma vez que, durante a infância, depois que voltamos para a
Argentina, em 1955, vivi separado do resto da família, cuidado
por uma babá em uma seção separada da casa. 20Então, meu
lugar favorito de leitura era o chão do meu quarto, deitado de
barriga para baixo, pés enganchados 21sob uma cadeira. Depois,
tarde da noite, minha cama tornou-se o lugar mais seguro e
resguardado para ler 22__________ região nebulosa entre a vigília
e o sono.
            O psicólogo James 23Hillman a�rma que a 24pessoa que
leu histórias ou 25para quem leram 26histórias na infância “está
em melhores condições e tem um 27prognóstico melhor do que
aquela 28à qual é preciso apresentar as histórias. [...] Chegar cedo
na vida já é uma perspectiva de vida”. Para Hillman, essas
primeiras leituras tornam-se “algo vivido e por meio 29do qual se
vive, um modo que a alma tem de se encontrar na vida”. A essas
leituras, e por esse motivo, voltei repetidamente, 30e ainda volto.
            Cada livro era um mundo em si mesmo e nele eu me
refugiava. 31Embora eu soubesse que era incapaz de inventar
histórias como as que meus autores favoritos escreviam, achava
que minhas opiniões frequentemente coincidiam com as deles e
32(para usar a frase de Montaigne) “Passei a seguir-lhes o rastro,
murmurando: ‘Ouçam, ouçam’”.
Fonte: MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. Trad. Pedro
Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 20-24.
(Parcial e adaptado.)
(Ucs 2021)  No que concerne à pontuação, assinale a alternativa
correta.
a) O emprego do ponto-e-vírgula (ref. 3) marca uma
consequência expressa no período anterior.   
b) O emprego do discurso indireto livre (ref. 4) introduz fala que é
intercalada à do narrador.   
c) As informações contidas dentro dos parênteses (ref. 7)
poderiam ser suprimidas sem prejuízo para o sentido da frase.   
d) Os dois-pontos (ref. 17) poderiam ser substituídos por ponto-
e-vírgula.   
e) A oração apresentada dentro dos parênteses (ref. 32) é
dispensável ao período.   
Exercício 18
(G1 - ifce 2019)  Leia o excerto do livro “Quincas Borba” de
Machado de Assis.
“Enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor;
é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono; tudo
rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas,
soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a
variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida...”
A supressão do verbo e o uso da vírgula em seu lugar justi�cam-
se por meio do(a) 
a) aliteração.    
b) elipse.    
c) assonância.    
d) polissíndeto.    
e) silepse.   
Exercício 19
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
A(s) questão(ões) a seguir está(ão) relacionada(s) ao texto abaixo.
Cena 1
1Em uma madrugada 2chuvosa, um trabalhador residente em São
Paulo 3acorda, ao 4amanhecer, às cinco 5horas, toma
6rapidamente o café da manhã, dirige-se até o carro, acessa a rua,
e, como de costume, faz o mesmo trajeto até o trabalho. 7Mas, em
um desses inúmeros dias, ouve pelo rádio que 8uma das avenidas
de sua habitual rota está totalmente congestionada. A partir
dessa informação e 9enquanto dirige, o trabalhador inicia um
processo mental analítico para escolher uma rota alternativa que
o faça chegar _____1_____ empresa no horário de sempre.
10Para decidir sobre essa nova rota, ele deverá considerar11: a
nova distância a ser percorrida, o tempo gasto no deslocamento, a
quantidade de cruzamentos existentes em cada rota, em qual das
rotas encontrará chuva e em quais rotas passará por áreas
sujeitas a alagamento.
Cena 2
12Mais tarde no mesmo dia, um casal residente na mesma cidade
obtém �nanciamento imobiliário e 13decide pela compra de um
apartamento. São inúmeras opções de imóveis à venda. Para a
escolha adequada do local de sua morada em São Paulo, o casal
deverá levar em conta, além do valor do apartamento, também
outros critérios14: variação do preço dos imóveis por bairro,
distância do apartamento até a escola dos �lhos pequenos,
tempo gasto entre o apartamento e o local de emprego do casal,
preferência por um bairro tranquilo e existência de linha de
ônibus integrada ao metrô nas proximidades do imóvel – entre
outros critérios.
Essas duas cenas urbanas descrevem situações comuns
_____2_____ passam diariamente muitos dos cidadãos residentes
em grandes cidades. 15As 16protagonistas têm em comum a
angústia de tomar uma decisão complexa, 17escolhida dentre
várias possibilidades oferecidas pelo espaço geográ�co. Além de
mostrar que a geogra�a é vivida no cotidiano, as duas cenas
mostram também que, para tomar a decisão que _____3_____
seja mais conveniente, nossas 18protagonistas deverão realizar,
primeiramente, uma 19análise geoespacial da cidade. Em ambas
as cenas, essa análise se desencadeia a partir de um sistema
cerebral composto de 20informações geográ�cas representadas
internamente na forma de mapas mentais que induzirão as três
protagonistas a tomar suas decisões. Em cada cena podemos
visualizar uma pergunta espacial. Na primeira, o trabalhador
pergunta: 21“qual a melhor rota a seguir, desde este ponto onde
estou até o local de meu trabalho, neste horário de segunda-
feira?” Na segunda, o questionamento seria: “qual é o lugar da
cidade que reúne todos os critérios geográ�cos adequados à
nossa moradia?”
22A cena 1 é um exemplo clássico de análise de redes, enquanto
a cena 2 é um exemplo clássico de alocação espacial – duas das
técnicas mais importantes da análise geoespacial.
23A análise geoespacial reúne um conjunto de métodos e
técnicas quantitativos dedicados à solução dessas e de outras
perguntas 24similares, em computador, _____4_____ respostas
dependem da organização espacial de informações geográ�cas
em um determinado tempo. Dada a complexidade dos modelos,
muitas técnicas de análise geoespacial foram transformadas em
linguagem computacional e reunidas, posteriormente, em um
sistema de informação geográ�ca. Esse fato geotecnológico
contribuiu para a 25popularização da análise geoespacial
realizada em computadores26, que atualmente é simpli�cada
pelo termo geoprocessamento.
Adaptado de: FERREIRA, Marcos César. Iniciação à análise
geoespacial: teoria, técnicas e exemplos para geoprocessamento.
São Paulo: Editora UNESP, 2014. p. 33-34.
(Ufrgs 2019)  Na coluna da esquerda, abaixo, são listados sinais
de pontuação e marcações grá�cas; na da direita, o sentido ou a
função que expressam no contexto em que ocorrem.
Associe corretamente a coluna da direita à da esquerda.
(     ) Dois pontos (ref.
11 e 14)
1. Permite inserir sequência de valor
explicativo.
(     ) Itálico (ref. 19) 2. Permite supor questionamentos
atribuídos aos protagonistas das cenas.
(     ) Aspas (ref. 21) 3. Permite anunciar enumerações.
(     ) Vírgula (ref. 26) 4. Permite destacar expressão técnica.
5. Permite destacar o discurso indireto.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima
para baixo, é
a) 1 – 4 – 5 – 3.    
b) 1 – 3 – 4 – 2.    
c) 2 – 3 – 2 – 4.    
d) 3 – 4 – 2 – 1.    
e) 3 – 4 – 5 – 1.    
Exercício 20
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
A política e as políticas
Apesar da multiplicidade de facetas a que se aplica a palavra
“política” ___ uma delas goza de indiscutível unanimidade___ a
referência ao poder político___ à esfera da política institucional.
Um deputado ou um órgão de administração pública são políticos
para a totalidade das pessoas. Todas as atividades 1associadas
de algum modo à esfera institucional política, e o espaço onde se
realizam, também são políticos. Um comício é uma reunião
política e um partido é uma associação política,um indivíduo que
questiona a ordem institucional pode ser um preso político; as
ações do governo, o discurso de um vereador, o voto de um
eleitor são políticos.
Mas há um outro conjunto em que a mesma palavra manifesta-se
claramente de um modo diverso. 2Quando se fala da política da
Igreja, isto não se refere apenas às relações entre a Igreja e as
instituições políticas, mas à existência de uma política que se
expressa na Igreja em relação a certas questões como a miséria, a
violência, etc. Do mesmo modo, a política dos sindicatos não se
refere unicamente à política sindical, desenvolvida pelo governo
para os sindicatos, mas às questões que dizem respeito à própria
atividade do sindicato em relação aos seus �liados e ao restante
da sociedade. A política feminista não se refere apenas ao Estado,
mas aos homens e às mulheres em geral. As empresas 3têm
políticas para realizarem determinadas metas no relacionamento
com outras empresas, ou com os seus empregados. As pessoas,
no seu relacionamento cotidiano, desenvolvem políticas para
alcançar seus objetivos nas relações de trabalho, de amor, ou de
lazer; dizer “Você precisa ser mais político” é completamente
distinto de dizer “Você precisa se politizar mais”, isto é, 4“precisa
ocupar-se mais da esfera política institucional”.
[...] Não resta dúvida, porém, de que este segundo signi�cado é
muito mais vago e impreciso do que o primeiro. A evolução
histórica em relação ao gigantismo das Instituições Políticas – o
Estado onipresente – é acompanhada de uma politização geral da
sociedade em seus mínimos detalhes, por exigir um
posicionamento diário frente ao Poder. 5Mas ao mesmo tempo
traz consigo a imposição de normas com que balizar a própria
aplicação da palavra política, procurando determinar o que é e o
que não é “política”.
6Desta forma, oculta-se ao eleitor o seu ser político, atribuindo-se
esta qualidade apenas ao eleito. 7Ou então atribui-se à pessoa
um espaço e um tempo determinado para que exerça uma
atividade política, na hora das eleições, quando está na tribuna da
Câmara dos Deputados depois de ter sido eleita, quando senta no
palácio para despachar com seus secretários mesmo sem ter sido
eleita. A própria delimitação rígida da política constitui, portanto,
um produto da história; e este é, sem dúvida, o principal motivo
pelo qual não basta ater-se a um signi�cado geral da política, que
apagaria todas as �guras com que se apresentou em sua gênese.
Esta delimitação operada pelo nível institucional traz consigo
alterações profundas na esfera de valores associados à política.
Uma conjuntura institucional insatisfatória, pela corrupção ou
pela violência, jamais dissociadas, re�ete-se numa
desmoralização da atividade política – politicagem – que pode
reverter em apatia e na procura de alternativas 8extra-
institucionais como a luta armada. Ao mesmo tempo, processa-se
uma inversão na valorização da atividade política na própria
esfera institucional, em que ela deixa de ser um direito, passando
a ser apenas um dever e uma responsabilidade. Em outras
palavras, à Instituição passa despercebido que a sua é também
uma política, assentada na sociedade com uma proposta de
participação, representação e direção. Por esta carência de visão
de relatividade, instaura-se um normativismo absoluto,
ocultando-se assim sua natureza.
Interessa perceber que, apesar de haver um signi�cado
predominante, que se impõe em determinadas situações, e que
aparece como sendo a política, o que existe na verdade são
políticas.
MAAR, Leo Wolfgang. A política e as políticas. In: ____. O que é
política. São Paulo: Abril Cultural/Brasiliense, 1985. (fragmento)
(G1 - ifsul 2019)  No primeiro período do texto, as lacunas
representam sinais e pontuação que foram suprimidos. A
sequência que preenche correta e respectivamente as lacunas é 
a) vírgula, ponto e vírgula e travessão.    
b) vírgula, dois-pontos e vírgula.    
c) ponto e vírgula, vírgula e vírgula.    
d) travessão, travessão e dois-pontos.    
Exercício 21
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia este texto para responder à(s) questão(ões) a seguir.
Saudade de escrever
Apesar da concorrência (internet, celular), a carta continua �rme e
forte. Basta uma folha de papel, selo, caneta e envelope para que
uma pessoa do Rio Grande do Norte, por exemplo, �que por
dentro das fofocas registradas por um amigo em São Paulo, dois
dias depois. “Adoro receber cartas, �co super ansiosa para
descobrir o que está escrito”, conta Lívia Maria, de 9 anos. Mas ela
admite que faz tempo que não escreve nenhuma cartinha. “As
últimas foram para a Angélica e para um dos programas do
Gugu.”
Isabela, de 9 anos, lembra que, quando morava em Curitiba, no
Paraná, trocava correspondência com sua amiga Raquel, que vive
em Belo Horizonte, Minas Gerais.  “Eu �cava sabendo das
novidades e não gastava dinheiro com telefonemas.”
Já Amanda, de 10 anos, também gosta de receber cartinhas, mas
prefere enviar e-mails. “Atualmente estou conversando com meu
primo que está nos Estados Unidos via computador, já que a
mensagem chega mais rápido e não pago interurbano.”
TOURRUCCO, Juliana. Saudade de escrever. O Estado de São
Paulo, p.5, 25 jul.1998. Suplemento infantil.
(G1 - ifal 2018)  O adjunto adverbial vem, normalmente, no �nal
da frase, mas ele pode aparecer em outra posição, basta que se
indique esse deslocamento com a vírgula. A colocação
inadequada do adjunto adverbial, porém, poderá prejudicar a
compreensão da frase. É o que acontece na fala da Amanda, no
texto. Das cinco reestruturações apresentadas nas alternativas a
seguir, uma continua com problema. Marque-a.
a) Atualmente, via computador, estou conversando com meu
primo que está nos Estados Unidos.    
b) Atualmente estou, via computador, conversando com meu
primo que está nos Estados Unidos.   
c) Atualmente estou conversando, via computador, com meu
primo que está nos Estados Unidos.   
d) Atualmente estou conversando com meu primo, via
computador, que está nos Estados Unidos.    
e) Via computador, atualmente estou conversando com meu
primo que está nos Estados Unidos.  
Exercício 22
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
A(s) questão(ões) a seguir está(ão) relacionada(s) ao texto abaixo.
1– Temos sorte de viver no Brasil – dizia meu pai, depois da
guerra. – Na Europa 2mataram 3milhões de judeus.
Contava as 4experiências que 5os médicos nazistas faziam com os
prisioneiros. Decepavam-lhes as cabeças, faziam-nas encolher – à
maneira, li depois, dos índios Jivaros. 6Amputavam pernas e
braços. Realizavam estranhos transplantes: uniam a metade
superior de um homem _____1_____ metade inferior de uma
mulher, ou aos quartos traseiros de um bode. 7Felizmente
8morriam 9essas atrozes quimeras; 10expiravam como seres
humanos, não eram obrigadas a viver como aberrações.
(_____2_____ essa altura eu tinha os olhos cheios de lágrimas.
Meu pai pensava 11que a descrição das maldades nazistas me
deixava comovido.)
12Em 1948 13foi proclamado 14o Estado de Israel. Meu pai abriu
uma garrafa de vinho – o melhor vinho do armazém –, brindamos
ao acontecimento. E não saíamos de perto do rádio,
acompanhando _____3_____ notícias da guerra no Oriente Médio.
Meu pai estava entusiasmado com o novo Estado: em Israel,
explicava, vivem judeus de todo o mundo, judeus brancos da
Europa, judeus pretos da África, judeus da Índia, isto sem falar
nos beduínos com seus camelos: tipos muito esquisitos, Guedali.
Tipos esquisitos – aquilo me dava ideias. Por que não ir para
Israel? 15Num país de gente tão estranha – e, 16ainda por cima,
em guerra – eu certamente não chamaria a atenção. Ainda menos
como combatente, entre a poeira e a fumaça dos incêndios. Eu me
via correndo pelas ruelas de uma aldeia, empunhando um
revólver trinta e oito, atirando sem cessar; eu me via caindo,
17varado de balas. 18Aquela, sim, era a 19morte que eu almejava,
morte heroica, esplêndida justi�cativa para uma vida miserável,
de monstro 20encurralado.E, caso não morresse, poderia viver
depois num kibutz . Eu, que conhecia tão bem a vida numa
fazenda, teria muito a fazer ali. Trabalhador dedicado, os
membros do kibutz terminariam por me aceitar; numa nova
sociedade há lugar para todos, mesmo os de patas de cavalo.
Adaptado de: SCLIAR, M. O centauro no jardim. 9. ed. Porto
Alegre: L&PM, 2001.
(Ufrgs 2018)  Assinale a proposta de mudança no emprego de
vírgula que mantém a correção e o sentido do enunciado original.
a) Colocação de vírgula imediatamente após experiências (ref. 4).
b) Colocação de vírgula imediatamente após Felizmente (ref. 7).   
c) Colocação de vírgula imediatamente após que (ref. 11).   
d) Colocação de vírgula imediatamente após país (ref. 15).   
e) Colocação de vírgula imediatamente após morte (ref. 19).
Exercício 23
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
A(s) questão(ões) a seguir refere(m)-se ao texto abaixo.
Menino do Acre talvez seja uma das maiores empulhações da
história “mística” do Brasil
O estudante de Psicologia de 25 anos é produto de uma grande
jogada de marketing que nem precisou de um Washington
Olivetto para criá-la
O “Menino do Acre” talvez �que na história como uma das
grandes empulhações brasileiras, e a mídia, certamente para
obter audiência e acesso, se não está endossando diretamente,
está sendo conivente com as trapalhadas e enganações do
1estudante de Psicologia Bruno Borges, de 25 anos.
2A Argentina tem Jorge Luis Borges. O Brasil contenta-se com
Bruno Borges, o 3pós-adolescente fujão, que �cou desaparecido
durante algum tempo, alegando que estava em busca do
conhecimento. (...) Suas ideias sobre �loso�a e alquimia são lorota
pura. Ao desaparecer, 4o que o jovem estava buscando? “Busquei
o autoconhecimento. Na alquimia, dizemos que o operador
procede em busca da pedra �losofal”, a�rma. O que isso quer
dizer? Nada. 5É pura platitude, embromação. 6Qualquer livro
primário discute o assunto de maneira mais densa.
Bruno Borges diz que está articulando um projeto para mudar a
vida das pessoas. Porém, não explica o que é, exceto que se trata
de “despertar para o mundo do conhecimento” e para a
“investigação da verdade”. O poeta Goethe, 7que se considerava
alquimista, e o �lósofo Nietzsche são precisos 8ao discutir temas
sobre os quais o estudante apenas roça, possivelmente depois da
leitura, não de livros cientí�cos, e sim de obras místicas – talvez
de terceira categoria ou sem categoria alguma.
Questionado, Bruno Borges, o nosso Borges “détraqué”, sustenta
que seu projeto é “uma missão”. O projeto e a missão, a rigor, não
são expostos de maneira cabal (anticientí�co, ele avalia que não é
preciso demonstrar)9; eventualmente, o Menino do Acre trata do
tema de maneira elíptica, como se não soubesse do que está
falando ou então 10estaria sonegando alguma coisa de caráter
seminal, que ainda não pode ser dita, sobretudo para os não
iniciados.
Espécie de Policarpo Quaresma da �loso�a, vá lá, ou da alquimia,
vá lá, Bruno Borges sugere que está buscando “a verdade da
vida”. Entretanto, suas frases são ocas, as ideias são uma
mistureba de frases de efeito e “conceitos” mal digeridos. (...) O
que dizer de um garoto que diz que conseguiu “lapidar a pedra
�losofal”? A única coisa que parece ter lapidado de verdade foi a
paciência de jornalistas e de leitores e telespectadores e sua
própria cara de pau. (...) Ele fala em fé, o que sugere que é, claro,
um místico – e não um cientista precoce, ao estilo de Darwin e
Richard Dawkins. 11Mas certamente não chega aos pés de
Antônio Conselheiro e do Padre Cícero.
Há místicos que buscam o autoconhecimento durante anos e, às
vezes, nada encontram. Pois o Menino do Acre, em apenas dois
meses e sem pesquisas detidas e rigorosas, alcançou seus
objetivos, sua realização espiritual. Você leu certo: dois meses!
12O garoto deveria ser preparado pelos grandes laboratórios para
13“descobrir” um medicamento que “cure” os pacientes que têm
Aids. 14Seria um portento. É possível que, depois de quatro
meses, o Menino do Acre poderia se candidatar ao Prêmio Nobel
de Medicina ou, 15quem sabe, de Literatura – tal o poder de sua
imaginação. Ou seja, se ele terminar os dias escrevendo
autoajuda ou �cção cientí�ca, nem Paulo Coelho, o esperto-
expert em tudo, �cará surpreso. (...)
16O Quase-Adulto do Acre revela: “Alguns livros”, dos 14, “talvez
mereçam permanecer ocultos”. Certos livros deveriam ser
quali�cados como terrorismo ecológico – um atentado às
�orestas –, então, talvez seja melhor que �quem ocultos. 17O
Menino do Acre talvez seja 18a jogada de marketing mais bem
urdida dos últimos anos, e 19sem a colaboração de Duda
Mendonça e Washington Olivetto.
(...) No �nal da entrevista, 20tão impressionado quanto um conto
de Borges é impressionante, o bom, o da Argentina, o Menino do
Acre ensina aquilo que nem Marilena Chauí (...) é capaz de
ideologizar: “Por mais que as pessoas não percebam, a partir de
agora, o conhecimento será mais valorizado. Quanto mais
conhecimento você tiver, mais in�uente será na sociedade”. Ora, o
que surpreende é que o Menino do Acre parece não ter
conhecimento algum, ao menos de maneira consistente e
sistemática, e, mesmo assim, está se tornando tremendamente
in�uente, inclusive concedendo entrevista ao “Fantástico”, da TV
Globo, e à maior revista semanal do país, a “Veja”. Não é pouca
coisa, não. (...)
Fico na dúvida, �losó�ca: o Menino do Acre �ca melhor no papel
de alienista, de alienado ou os dois? Ah, o modo como
mesmerizou o país, 21atraindo jornalistas de todas as plagas,
alienados mesmo somos nós, que, quem sabe, esperamos o
Messias, ainda que na forma de um Borges piorado e sem “O
Aleph”. Borges, o “Adulto Portenho”, talvez esteja certo ao ecoar
Marco Polo: “O real não é mais verdade do que o inventado”.
(BELÉM, Euler de França. Menino do Acre talvez seja uma das
maiores empulhações da história “mística” do Brasil. Disponível
em: https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-
blogs/imprensa/menino-do-acre-talvez-seja-uma-das-maiores-
empulhacoes-da-historia-mistica-do-brasil-102864/. Adaptado.
Acesso em 01 set. 2017)
(Upf 2018)  No que concerne a aspectos semântico-sintáticos do
texto, está correto o que se a�rma em:  
a) As vírgulas que separam a oração “que se considerava
alquimista” (referência 7) justi�cam-se porque evidenciam uma
oração restritiva ligada ao nome Goethe que a antecede.    
b) No período “quem sabe, de Literatura – tal o poder de sua
imaginação” (referência 15), o sinal de travessão poderia ser
substituído por dois-pontos, sem que o sentido do texto e sua
correção gramatical fossem prejudicados.    
c) Dada a posição que ocupa na oração, “A Argentina” (referência
2), caracterizada como termo adverbial, deveria estar isolada por
vírgula, se atendido o rigor gramatical.    
d) As informações e a correção gramatical do texto seriam
preservadas, caso, sem que fossem feitas outras alterações, a
conjunção coordenativa “Mas”(referência 11) fosse substituída
pela conjunção aditiva “e”, grafada em letra minúscula, e o ponto
�nal que a antecede fosse substituído por vírgula.    
e) O uso do ponto e vírgula (;) na referência 9 poderia ser
substituído por um ponto �nal (.) sem prejuízo à compreensão da
ideia, uma vez que separa orações independentes.    
Exercício 24
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Texto 1
Há escritores que se queixam, mas escrever só me traz alegria
Passei dois anos escrevendo o livro que acabo de terminar. 1A
tarefa não foi realizada em tempo integral, mas nos momentos
livres que ainda me restam.
Há escritores que precisam de silêncio, solidão e ambiente
adequado para a prática do ofício. 2Se fosse esperar por essas
condições teria demorado 20 anos para publicá-lo, tempo de vida
de que não disponho, infelizmente.
Por força da necessidade, aprendi a escrever em qualquer lugar
em que haja espaço para sentar com o computador.
Por exemplo, nas salas de embarque durante as viagens de bate-
e-volta que sou obrigado a fazer.Consigo me concentrar apesar
das vozes esganiçadas que anunciam os voos, os atrasos, as
trocas de portões, a ordem nas �las, os nomes dos retardatários.
Os avisos vêm aos berros como se fossem destinados a uma
horda de de�cientes auditivos; mal termina um, começa outro.
Suspeito de uma conspiração das companhias aéreas contra a
integridade dos tímpanos dos passageiros.
3Embora com di�culdade, sou capaz de escrever no meio
daqueles idiotas que xingam as secretárias pelo celular, alguns
dos quais o fazem andando nervosamente de um lado para outro,
4com a intenção declarada de atazanar o maior número possível
de circunstantes.
São executivos de terno que empregam adjetivos fortes:
incompetente, burra, ignorante. Escutei um deles dizer: "Contratei
você para cumprir ordens, se fosse para pensar escolhia outra
pessoa". Nunca os ouvi chegar perto desse tom ao falar com o
chefe, ocasiões identi�cáveis pela voz melosa e submissa.
Mal o avião levanta voo, puxo a mesinha e abro o computador.
Estou nas nuvens, às portas do paraíso celestial. O telefone não
vai tocar, ninguém me cobrará o texto que prometi, a presença na
palestra para a qual fui convidado, os e-mails atrasados, nenhum
ser humano me pedirá para apoiar um projeto e não descobrirei
que me incluíram num grupo de WhatsApp em que os 300
participantes dão bom dia uns aos outros.
Já escrevi por 13 horas consecutivas num voo de volta da Ásia.
Num retorno de Salvador, escrevi uma coluna como está sentado
na primeira �la, ao lado de um bebê com dor de ouvido que
chorou sem dar um minuto de trégua. Só �cou quietinho, quando
o comandante anunciou que o pouso em Guarulhos fora
autorizado.  
Minha carreira de escritor começou com "Estação Carandiru",
publicado quando eu tinha 56 anos. Foi tão grande o prazer de
contar aquelas histórias, que senti ódio de mim mesmo por ter
vivido meio século sem escrever livros.
A di�culdade vinha da timidez e da autocrítica. Para mim, o que
eu escrevesse seria fatalmente comparado com Machado de
Assis, Gógol, Faulkner, Joyce, Pushkin, Turgenev, Dante Alighieri.
Depois do que disseram esses e outros gênios, que livro valeria a
pena ser escrito?
A resposta encontrei em "On Writing", que reúne entrevistas e
textos de Ernest Hemingway sobre o ato de escrever. Em
conversa com um estudante, Hemingway diz que ao escritor de
nossos tempos cabem duas alternativas: escrever melhor do que
os grandes mestres já falecidos ou contar histórias que nunca
foram contadas.
De fato, se eu escrevesse melhor do que Machado de Assis,
poderia recriar personagens como Dom Casmurro ou descrever
com mais poesia o olhar de ressaca de Capitu.
Restava a outra alternativa: a vida numa cadeia com mais de
7.000 presidiários, na cidade de São Paulo, nas últimas décadas
do século 20, não poderia ser descrita por Tchékhov, Homero ou
pelo padre Antonio Vieira. O médico que atendia pacientes no
Carandiru havia dez anos era quem reunia as condições para fazê-
lo.
Seguindo o mesmo critério, publiquei outros livros. Às
cotoveladas, a literatura abriu espaço em minha agenda. Há
escritores talentosos que se queixam dos tormentos e da
angústia inerentes ao processo de criação. Não é o meu caso,
escrever só me traz alegria.
Diante da tela do computador, �co atrás das palavras, encontro
algumas, apago outras, corrijo, leio e releio até sentir que o texto
está pronto. Às vezes, �cou melhor do que eu imaginava. Nesse
momento sou invadido por uma sensação de felicidade plena que
vai e volta por vários dias.
Drauzio Varella
Disponível
em:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2017/05/18836
ha-escritores-que-se-queixam-mas-escrever-so-me-traz-
alegria.shtml Acesso em 18 de ago 2017.
Texto 2
Nove manias adotadas por grandes autores mundiais na hora
de escrever
Antonio Prata, escritor e colunista da Folha, precisa de silêncio. E
prefere digitar numa cadeira dobrável, com o notebook no colo.
Quando viaja, inclusive, despacha o apetrecho nas bagagens. Mas
quando o transporte não é possível... “Eu escrevo em qualquer
canto, desde que, sim, haja algum silêncio”.
(...)
Uma vez começado um livro, o escritor francês Alexandre Dumas,
autor de clássicos como “Os Três Mosqueteiros”, trabalhava dia
após dia, noite após noite, sem cessar, até ver concluído o
trabalho. Também não admitia interrupção, fosse lá de quem
fosse...
(...)
Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/07/1795149-no-
dia-nacional-do-escritor-conheca-manias-e-costumes-de-
grandes-autores.shtml Acesso em 20 de ago de 2017.
(G1 - ifsul 2018)  As vírgulas nos períodos abaixo foram
empregadas pelo mesmo motivo, EXCETO em: 
a) Consigo me concentrar apesar das vozes esganiçadas que
anunciam os voos, os atrasos, as trocas de portões, a ordem nas
�las, os nomes dos retardatários.   
b) São executivos de terno que empregam adjetivos fortes:
incompetente, burra, ignorante.    
c) O telefone não vai tocar, ninguém me cobrará o texto que
prometi, a presença na palestra para a qual fui convidado, os e-
mails atrasados, nenhum ser humano me pedirá para apoiar um
projeto e não descobrirei que me incluíram num grupo de
WhatsApp em que os 300 participantes dão bom dia uns aos
outros.    
d) Num retorno de Salvador, escrevi uma coluna como está
sentado na primeira �la, ao lado de um bebê com dor de ouvido
que chorou sem dar um minuto de trégua.   
Exercício 25
(Espm 2017)  A reivindicação do massacre na Charlie Hebdo pela
facção da al-Qaeda na Penínsu la Arábica recoloca em primeiro
plano um movimento afastado da mídia pelos sucessos militares
da Organização do Estado Islâmico.
Le Monde Diplomatique Brasil, 04.02.2016.
Das a�rmações abaixo sobre o uso da vírgu la, assinale a única
correta:
a) o segmento “pela facção da al-Qaeda na Península Arábica” é
um adjunto adnomi nal e deveria estar entre vírgulas.   
b) poderia haver uma vírgula após o sujeito “A reivindicação do
massacre na Charlie Hebdo”.   
c) deveria haver uma vírgula após o objeto direto “um movimento
afastado”.   
d) deveria haver uma vírgula após a forma verbal “recoloca”.   
e) o segmento “em primeiro plano” é um adjunto adverbial
intercalado e poderia estar entre vírgulas.  
Exercício 26
(Eear 2017)  De acordo com o signi�cado de cada sentença,
marque a opção que apresenta erro em relação à presença ou
ausência da vírgula.
a) Eu que não sou o dono da verdade sei que o senhor está certo.
b) Maria foi a pessoa rara que escolheu a casa dos pais.   
c) Meu avô Tobias, que foi meu modelo de pai, faleceu quando eu
era menino.   
d) Dona Jorgina, que dedicou-se inteiramente ao trabalho aos
outros, era muito respeitada pelos mais novos da família.   
Exercício 27
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
No país da biodiversidade, faltam recursos para gerir os nossos
parques
1Quem já visitou 2algum 3parque brasileiro certamente se
surpreendeu com 4tamanha exuberância cênica 5desses locais.
6Não por acaso, 7nossos parques conservam uma rica
biodiversidade − uma das maiores do mundo − cuja
excepcionalidade projetou algumas 8dessas áreas ao patamar de
patrimônio natural da humanidade. 9Enquanto a natureza nos dá
motivos de sobra para enaltecer nossos parques, 10a realidade de
escassez e limitação de recursos para a gestão e manutenção
dessas áreas tem comprometido grande parte do seu potencial
gerador de desenvolvimento, saúde e bem-estar − para não
mencionar a vulnerabilidade a que sua fauna e �ora �cam
expostas.
11Esse retrato de limitações foi capturado na edição
recém-lançada da pesquisa Diagnóstico de Uso Público em
Parques Brasileiros: A Perspectiva da Gestão, produzida pelo
Instituto Semeia junto a equipes gestoras de 370 parques de
todas as regiões, biomas e níveis governamentais do país. 12O
sinal de alerta dessa escassez foi declarado por 67% dos
respondentes, que a�rmaram não contar com subsídios −
humanos e �nanceiros − necessários para a realização de suas
atividades no parque.
13Ainda de acordo coma pesquisa, grande parte (49%)
das equipes que administram essas áreas conta somente com até
10 funcionários, ao passo que 9% possuem apenas um
colaborador. Na prática, isso quer dizer que, no caso dos parques
nacionais, há um único responsável, em média, por quase 11 mil
hectares − o que equivale a cerca de 11 mil campos de futebol.
14Já na esfera estadual, seria um funcionário para,
aproximadamente, 2 mil hectares e, na municipal, um funcionário
para 58 hectares.
15Quando o assunto é a gestão �nanceira desses espaços,
além da escassez de recursos, o cenário é também de falta de
informação: 40% dos respondentes declaram não ter acesso aos
dados orçamentários das unidades em que atuam. Entre os que
têm acesso a esses números, seja de forma parcial ou total, o
valor médio do orçamento em 2019 para os parques federais foi
de R$ 790 mil, para os municipais, de R$ 800 mil, e os estaduais,
R$ 9,6 milhões.
16Para se ter uma ideia, o National Park Service (órgão
norte-americano responsável por 421 unidades distribuídas em
34 milhões de hectares) teve em 2019 um orçamento de USD 2,4
bilhões. No mesmo ano, o orçamento do Instituto Chico Mendes
de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foi de USD 142,6
milhões (em reais, 791 milhões), para administrar uma área cinco
vezes maior (se considerarmos unidades de conservação
terrestres e marinhas).
17Tudo isso se re�ete nas condições de visitação e no uso
público dos parques brasileiros. 18Mais da metade declara não
contar com infraestrutura básica para receber visitantes − como
banheiros e estacionamento, por exemplo. E, entre as unidades
que receberam visitantes em 2019 (79%), apenas 7% a�rmam
contar com uma estrutura que garante plenamente as
necessidades básicas de visitação, enquanto somente 11%
consideram que a manutenção das estruturas está em excelente
estado.
19Esses dados evidenciam uma triste contradição: 20se,
por um lado, nossos parques possuem belezas naturais únicas,
equipes altamente quali�cadas e experientes, além de um
potencial turístico promissor, por outro, tudo isso se arrefece com
a precariedade observada na implementação e manutenção das
atividades de uso público na maioria deles. Basta pensar que, em
2019, o Brasil foi listado pelo Fórum Econômico Mundial como 2º
lugar em recursos naturais, mas �gura somente na 32ª colocação
do ranking global de competitividade turística.
21Alcançar um patamar condizente à altura do nosso
capital natural é mais do que possível. 22Para isso, faz-se
necessário fortalecer os órgãos gestores dessas áreas e avançar
numa agenda mais moderna, empreendedora e sustentável
voltada à gestão desses espaços. E, nesse sentido, as parcerias e
concessões podem ser uma alternativa possível − já
experimentadas em alguns parques brasileiros
internacionalmente reconhecidos como Igraçu e Chapada dos
Veadeiros, por exemplo − para apoiar as equipes gestoras a
potencializar a visitação, o turismo e a conservação. 23A�nal de
contas, quanto mais os brasileiros conhecerem o seu patrimônio
natural, maior será a conscientização sobre o valor e a
necessidade de cuidar dessas áreas.
(HADDAD, Mariana (Coordenadora de Conhecimento do Instituto
Semeia e responsável pela pesquisa); REZENDE, Aline
(Coordenadora de Comunicação do Instituto Semeia). No país da
biodiversidade, faltam recursos para gerir os nossos parques.
Publicado em Exame de 27 de abril de 2021. Disponível em:
https://exame.com/blog/opiniao/no-pais-da-biodiversidade-
faltam-recursos-para-gerir-os-nossos-parques/. Acesso em 02 de
maio de 2021). Texto adaptado para esta prova.
(Upf 2021)  Quanto ao emprego da pontuação, analise os casos a
seguir, identi�cando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F).
(     ) No trecho "Quem já visitou algum parque brasileiro
certamente se surpreendeu com tamanha exuberância cênica
desses locais" (ref. 1), deve-se empregar uma virgula após “Quem
já visitou algum parque brasileiro [,]” para �ns de adequação à
norma culta da língua portuguesa.
(     ) No trecho "Não por acaso, nossos parques conservam uma
rica biodiversidade − uma das maiores do mundo − cuja
excepcionalidade projetou algumas dessas áreas ao patamar de
patrimônio natural da humanidade" (ref. 6), empregou-se
travessão duplo para substituir vírgulas e assinalar uma
expressão intercalada.
(     ) No trecho "Quando o assunto é a gestão �nanceira desses
espaços, além da escassez de recursos, o cenário é também de
falta de informação: 40% dos respondentes declaram não ter
acesso aos dados orçamentários das unidades em que atuam"
(ref. 15), os dois pontos introduzem uma informação explicativa.
(     ) O que justi�ca o emprego da vírgula, após a palavra "ideia",
no fragmento "Para se ter uma ideia, o National Park Service
(órgão norte-americano responsável por 421 unidades
distribuídas em 34 milhões de hectares) teve em 2019 um
orçamento de USD 2,4 bilhões" (ref. 16) é a necessidade de
separar orações que se caracterizam por enumeração.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima
para baixo, é
a) V – V – V – F.   
b) V – F – V – F.   
c) F – V – F – V.   
d) F – V – V – V.   
e) F – V – V – F.   
Exercício 28
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
VIVEMOS O FIM DO MUNDO
Luis Antônio Giron
(...) Bauman é autor do conceito de “modernidade líquida”. 1Com a
ideia de “liquidez”, ele tenta explicar as mudanças profundas que
a civilização vem sofrendo com a globalização e o impacto da
tecnologia da informação. Nesta entrevista, ele fala sobre como a
vida, a política e os padrões culturais mudaram nos últimos 20
anos. As instituições políticas perderam representatividade
porque sofrem com um “dé�cit perpétuo de poder”. Na cultura, a
elite abandonou o projeto de incentivar e patrocinar a cultura e as
artes. Segundo ele, hoje é moda, entre os líderes e formadores de
opinião, aceitar todas as manifestações, mas não apoiar nenhuma.
(...)
ÉPOCA – As redes sociais aumentaram sua força na internet
como ferramentas e�cazes de mobilização. Como o senhor
analisa o surgimento de uma sociedade em rede?
Bauman – Redes, você sabe, são interligadas, mas também estão
descosturadas e remendadas por meio de conexões e
desconexões... As redes sociais eram atividades de difícil
implementação entre as comunidades do passado. De algum
modo, elas continuam assim dentro do mundo off-line. No mundo
interligado, porém, as interações sociais ganharam a aparência de
brinquedo de crianças rápidas. Não parece haver esforço na
parcela on-line, virtual, de nossa experiência de vida. Hoje,
assistimos à tendência de adaptar nossas interações na vida real
(off-line), como se imitássemos o padrão de conforto que
experimentamos quando estamos no mundo on-line na internet.
ÉPOCA – Os jovens podem mudar e salvar o mundo? Ou nem
os jovens podem fazer algo para alterar a história?
Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso. Con�o que os
jovens possam perseguir e consertar o estrago que os mais
velhos �zeram. Como e se forem capazes de pôr isso em prática,
dependerá da imaginação e da determinação deles. Para que se
deem uma oportunidade, 2os jovens precisam resistir às pressões
da fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade
compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Os
jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real.
ÉPOCA – O senhor a�rma que as elites adotaram uma atitude
de máximo de tolerância com o mínimo de seletividade. Qual a
razão dessa atitude?
Bauman – Em relação ao domínio das escolhas culturais, a
resposta é que 3não há mais autocon�ança quanto ao valor
intrínseco das ofertas culturais disponíveis. Ao mesmo tempo, as
elites renunciaram às ambições passadas, de empreender uma
missão iluminadora da cultura. A elite deixou de ser o mecenas
da cultura. 4Hoje, as elites medem sua superioridade cultural pela
capacidade de devorar tudo.
(...)
ÉPOCA – Como diz o crítico George Steiner, os produtos
culturais hoje visam ao máximo impacto e à obsolescênciainstantânea. Há uma saída para salvar a arte como uma
experiência humana importante?
Bauman – Bem, 5esses produtos se comportam como o resto do
mercado. Voltam-se para as vendas de produtos na sociedade
dos consumidores. Uma vez que a busca pelo lucro continua a ser
o motor mais importante da economia, há pouca oportunidade
para que os objetos de arte cessem de obedecer à sentença de
Steiner...
(...)
Revista Época nº 819, 10 de fevereiro de 2014, p. 68-70.
(G1 - epcar (Cpcar) 2018)  Assinale a opção cuja análise da
pontuação NÃO está de acordo com a regra gramatical da Língua
Portuguesa.
a) “Não parece haver esforço na parcela on-line, virtual, de nossa
experiência de vida.” – separar termos de função sintática
semelhante.    
b) “No mundo interligado, porém, as interações sociais ganharam
a aparência de brinquedo de crianças rápidas.” – Indicar a
omissão de um termo.   
c) “Como e se forem capazes de pôr isso em prática, dependerá
da imaginação e da determinação deles.” – Isolar orações
adverbiais deslocadas.    
d) “Hoje, as elites medem sua superioridade cultural pela
capacidade de devorar tudo”. – Isolar adjunto adverbial.   
Exercício 29
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia o texto abaixo e responda à(s) questão(ões).
Leitura - leituras: quando ler (bem) é preciso
“[...] Alguns leitores ao lerem estas frases (poesia citada) não
compreenderam logo. Creio mesmo é impossível compreender
inteiramente à primeira leitura pensamentos assim
esquematizados sem uma certa prática.”
Mário de Andrade – Artista
“Eu sou um escritor difícil
Que a muita gente enquizila,
Porém essa culpa é fácil
De se acabar duma vez:
É só tirar a cortina
Que entra luz nesta escurez.”
Mário de Andrade – Lundu do escritor difícil
            No eterno criar e recriar da atividade verbal, a criatividade,
a semanticidade, a intersubjetividade, a materialidade e a
historicidade são propriedades essenciais da linguagem,
indispensáveis a todos os atos da fala, sejam eles presente,
passados ou futuros.
            Porém, é a atividade semântica que intermedeia a conexão
dos seres humanos com o mundo dos objetos, estabelecendo a
relação entre o EU e o Universo, e, junto com a alteridade (relação
do EU com o Outro, de caráter interlocutivo), permite a
identi�cação da linguagem como tal, pois a linguagem existe não
apenas para signi�car, mas signi�car alguma coisa para o outro.
            A semanticidade possibilita o indivíduo conceber e revelar
as coisas pertencentes ao mundo do real e da imaginação. Logo, é
ao mesmo tempo signi�cação, modo de conceber, ou melhor, uma
con�guração linguística de conhecimento, uma organização verbal
do pensamento, e designação ou referência, aplicação dos
conceitos às coisas extralinguísticas. [...].
            No processo de leitura do texto, para que o leitor se
aproprie desse(s) sentido(s), é necessário que ele domine não
apenas o código linguístico, mas também compartilhe bagagem
cultural, vivências, experiências, valores, correlacione os
conhecimentos construídos anteriormente (de gênero e de
mundo, entre outros) com as novas informações expressas no
texto; faça inferências e comparações; compreenda que o texto
não é uma estrutura fechada, acabada, pronta; perceba as
signi�cações, as intencionalidades, os dialogismos, o não dito, os
silêncios.
            Em resumo, é fundamental que, por meio de uma série de
contribuições, o interlocutor colabore para a construção do
conhecimento. Assim, ler não signi�ca traduzir um sentido já
considerado pronto, mas interagir com o outro (o autor),
aceitando, ou não, os propósitos do interlocutor.
Profª Marina Cezar – Revista Villegagnon. Ano IV. Nº 4. 2009 –
Texto adaptado.
(Esc. Naval 2017)  Tendo em vista o título do texto – “Leitura -
leituras: quando ler (bem) é preciso” – assinale a opção que
justi�ca corretamente o emprego dos parênteses, segunda
intenção expressiva da autora.
a) Isola as orações intercaladas com verbos.    
b) Faz uma indicação bibliográ�ca sucinta.    
c) Indica a citação literal de uma palavra importante.    
d) Acrescenta um comentário implícito sobre a ideia da autora.    
e) Sugere um tom mais emotivo às re�exões da autora, no texto.
Exercício 30
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
DE ONDE VEM A EXPRESSÃO “SERÁ O BENEDITO”?
De Minas, uai.
Em 1933, Getúlio Vargas estava indicando novos governadores, e
chefes políticos mineiros temiam que o presidente nomeasse
alguém indesejado.
Para não desagradar seus apoiadores, dizia-se que o escolhido de
Getúlio seria Benedito Valadares, jornalista, político local e
candidato neutro. Muitos, surpresos com a provável escolha, que
acabou acontecendo, perguntavam-se: “Será o Benedito?”.
Assim, a questão �cou conhecida por expressar contrariedade,
surpresa, desalento e perplexidade frente a acontecimentos
inusitados.
MARQUES, E. De onde vem a expressão “Será o Benedito?”.
Disponível em: <http://super.abril.com.br/blog/oraculo/de-onde-
vem-a-expressao-sera-o-benedito/>. Acesso em: 09 maio 2017.
(G1 - ifpe 2017)  Das alternativas abaixo, marque a única que
justi�ca corretamente o uso da pontuação nos períodos do texto. 
a) No período “Muitos, surpresos com a provável escolha, que
acabou acontecendo, perguntavam-se: ‘Será o Benedito?’.”, a
oração destacada é subordinada adjetiva restritiva, por isso as
vírgulas são obrigatórias.    
b) Em “Para não desagradar seus apoiadores, dizia-se que o
escolhido de Getúlio seria Benedito Valadares”, a vírgula que
separa as orações é facultativa, pois a oração destacada é
adverbial e foi deslocada para o início do período.    
c) No trecho “Muitos, surpresos com a provável escolha”, a
palavra destacada está isolada pela vírgula porque é um advérbio
de intensidade deslocado para o início do período.    
d) No trecho “Em 1933, Getúlio Vargas estava indicando novos
governadores”, usa-se a vírgula para isolar “Em 1933” por ser
uma expressão adverbial de tempo, em início de frase.    
e) Em “perguntavam-se: ‘Será o Benedito?’”, os dois pontos
podem ser substituídos pelo travessão, pois antecedem o
discurso direto.   
Exercício 31
(Fac. Pequeno Príncipe - Medici 2016)  Leia o texto a seguir:
Além das palavras
No consultório psiquiátrico, apenas uma parte das informações é
verbalizada pelos pacientes. Outra tem a ver com o olhar do
médico: uma avaliação de gestos, posturas e outros sinais que
podem ajudar a compreender o estado de saúde mental em que
uma pessoa se encontra. Uma proposta de sistematização desse
‘olho clínico’ foi apresentada por pesquisadores do Instituto de
Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), que elaboraram
um checklist de posturas, gestos e expressões típicos de
pacientes com depressão.
O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas e no Hospital
Universitário, ambos ligados à USP, sob a supervisão da
farmacologista Clarice Gorenstein. Em vez de seguirem apenas o
protocolo corrente de diagnóstico de depressão, baseado em
perguntas e respostas, avaliadores preencheram um formulário
detalhado sobre as expressões faciais e corporais dos pacientes
durante entrevistas clínicas. As entrevistas também foram
�lmadas, para análise objetiva do comportamento dos pacientes.
“Elaboramos uma lista de comportamentos corporais favoráveis
ou não ao contato social para analisar os pacientes, além de fazer
as perguntas padrão”, relata a pesquisadora e psicóloga Juliana
Teixeira Fiquer, que realizou seu pós-doutorado com o estudo.
“Sinais como inclinar o corpo para frente na direção do
entrevistador, ou encolher os ombros, fazer movimentos
a�rmativos ou negativos com a cabeça, fazer contato ocular ou
não, rir ou chorar são alguns dos 22 comportamentos que
selecionamos”, exempli�ca.
Disponível em:
<http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2016/04/alem-das-
palavras>. Acesso em: 6/4/2016.
A construção e manutenção de sentido do texto dependem, entre
outras características, do emprego da pontuação. A respeito da
pontuaçãoempregada no texto que revela o estudo para
diagnóstico de depressão, é correta a análise feita em:
a) Caso o último período do 2º parágrafo fosse reescrito
invertendo-se a ordem das orações, ele prescindiria da vírgula e
�caria assim: “Para análise objetiva do comportamento dos
pacientes as entrevistas também foram �lmadas”.   
b) Caso o 1º período do texto fosse reescrito da seguinte maneira:
“Apenas uma parte das informações é verbalizada pelos
pacientes, no consultório psiquiátrico”, a vírgula seria mantida
para isolar o adjunto adverbial deslocado.   
c) Os dois-pontos empregados no 2º período do 1º parágrafo são
facultativos e não haveria alteração sintática caso esse sinal de
pontuação fosse omitido.   
d) As orações “que elaboraram um checklist de posturas” (1º
parágrafo) e “que realizou seu pós-doutorado com o estudo” (3º
parágrafo) são subordinadas adjetivas explicativas, caracterizadas
pela vírgula antecedendo o pronome relativo.  
e) A vírgula empregada antes do vocábulo “ambos” no 1º período
do 2º parágrafo marca a elipse de sujeito da oração e não poderia
ser substituída por outro sinal de pontuação.   
Exercício 32
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Adiante seguiu a Justiça
Maria Berenice Dias
Durante séculos, ninguém 1titubeava em responder: família, só
tem uma – a 2constituída pelos sagrados laços do matrimônio.
Aos noivos era imposta a obrigação de se multiplicarem até a
morte, mesmo na tristeza, na pobreza e na doença. Tanto que se
falava em débito conjugal.
Esse modelito se manteve, ao menos na 3aparência, 4_____
expensas da integridade física e psíquica das mulheres, que se
mantinham dentro de casamentos 5esfacelados, pois assim exigia
a sociedade. Tanto que o casamento era indissolúvel. As pessoas
até podiam se desquitar6, mas não podiam se casar de novo.
Caso encontrassem um par, 7tornavam-se 8concubinos e alvos de
punições.
As mudanças foram muitas: vagarosas, mas signi�cativas. As
causas9, incontáveis. No entanto, o resultado foi um 10só. O
conceito de família mudou, se esgarçou. O casamento perdeu a
sacralidade e permanecer dentro dele deixou de ser uma
imposição social e uma obrigação legal.
Veio o 11divórcio. Antes, porém, o 12purgatório da separação, que
exigia que se identi�cassem causas, 13punindo-se os culpados. A
liberdade total de casar e descasar chegou somente no ano de
2006.
A lei regulamentava exclusivamente o casamento. Punia com o
silêncio toda e qualquer modalidade de estruturas familiares que
se afastasse do modelo “o�cial”.
E foi assumindo a responsabilidade de julgar que os 14juízes
começaram a alargar o conceito de família. As mudanças
chegaram 15_____ Constituição Federal, que enlaçou no conceito
de família, outorgando-lhes especial proteção, outras estruturas
de convívio. Além do casamento, trouxe, de forma exempli�cativa,
a união estável entre um homem e uma mulher e a chamada
família parental: um dos pais e seus �lhos.
Adiante ainda seguiu a Justiça. Reconheceu que o rol
constitucional não é exaustivo, e continuou a reconhecer como
família outras estruturas familiares. Assim as famílias
anaparentais, constituídas somente pelos �lhos, sem a presença
dos pais; as famílias parentais, decorrentes do convívio de
pessoas com vínculo de parentesco; bem como as famílias
homoafetivas, que são as formadas por pessoas do mesmo sexo.
O reconhecimento da homoafetividade como união estável foi
levado 16_____ efeito pelo Supremo Tribunal Federal no ano de
2011, em decisão unânime e histórica. Agora esta é a realidade:
17homossexuais casam18, têm �lhos19, ou seja20, podem
constituir família.
Ativismo judicial? Não, interpretação da Carta Constitucional
segundo um punhado de princípios fundamentais. É a Justiça
cumprindo o seu papel de fazer justiça, mesmo diante da lacuna
legal.
Da inércia, passou o Legislativo21, dominado por autointitulados
profetas religiosos22, a reagir.
Não foi outro o intuito do Estatuto da Família, que acaba de ser
aprovado pela comissão especial na Câmara dos Deputados (PL
6.583/2013). 23Tentar limitar o conceito de família à união entre
um homem e uma mulher, além de 24afrontar todos os princípios
fundantes do Estado, impõe um retrocesso social que irá retirar
direitos de todos aqueles que não se encaixam neste conceito
limitante e limitado.
Mas 25_____ mais. Proceder ao cadastramento das entidades
familiares e criar Conselhos da Família é das formas mais
perversas de excluir direito à saúde, à assistência psicossocial, à
segurança pública, que são asseguradas somente às entidades
familiares reconhecidas como tal. Limitar acesso à Defensoria
Pública e à tramitação prioritária dos processos à entidade
familiar de�nida na lei, às claras tem caráter punitivo.
O conceito de família mudou. E onde procurar a sua de�nição
atual? Talvez na frase piegas de Saint-Exupéry: na
responsabilidade decorrente do afeto.
(Fonte: Zero Hora, Caderno PrOA, 27-09-2015 – Adaptação)
(Imed 2016)  Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao uso
de vírgulas no texto.
a) A vírgula da referência 6 separa uma oração adverbial
concessiva.   
b) A vírgula da referência 9 indica a elipse de um termo.   
c) A vírgula da referência 18 separa orações coordenadas.   
d) As vírgulas das referências 19 e 20 isolam uma expressão
explicativa.   
e) As vírgulas das referências 21 e 22 separam uma oração
adjetiva reduzida de particípio.  
Exercício 33
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia o texto para responder à(s) questão(ões).
Crônica parafraseada de uma Síria em guerra
Ela abre os olhos. Não fosse o cheiro horrível de morte, o silêncio
seria até agradável, mas o olfato a lembra que não há paz 1– nem
pessoas, vizinhos, crianças. A trégua na manhãzinha não traz
esperança. Tão somente lhe permite descansar o corpo, mas não
a mente. As lembranças da noite anterior ainda produzem
sobressaltos. Bombas, casas caindo e soldados gritando.
Levanta-se, bebe o pouco da água que restou do copo ao lado da
cama. Já não é tão limpa, nem farta como antes. Sempre um
gosto amargo misturado com 
Abre a geladeira, e só encontra comida enlatada e congelada. E
mesmo não tão congelada assim, já que os cortes diários de
eletricidade derretem as camadas de gelo.
Os sobrinhos ainda dormem, e ela tenta orar. Não consegue. A
mente desconcentra-se facilmente. Em uma prece fragmentada,
pede a Deus descanso e trégua. E faz a oração sem pensar muito.
Não precisa; é a mesma oração das últimas semanas.
Ela não quer sair de casa. Não é teimosia, é falta de opção. 2“Para
onde ir?”, pergunta, com uma voz desesperançosa. Está tão
confusa que não consegue imaginar saídas.
Nem a piedade de enterrar os mortos o governo permite.
Cadáveres estão espalhados pelas ruas. As forças de Assad
3impediram de sepultar ou mesmo remover os restos mortais. Ou
seja, mesmo viva, ela não tem como fugir da morte escancarada
diante de seus olhos. Não é fácil acreditar na vida, quando a
realidade grita o contrário.
Se não podem sepultar os mortos, os sobreviventes tentam ao
menos ajudar a curar as feridas dos machucados. Não podem
levá-los aos hospitais da cidade, já que há um medo generalizado
de que o governo prenda os feridos como se fossem prisioneiros
de guerra. Resta improvisar atendimento nos campos. Não
bastasse a precariedade do atendimento, não há medicamentos
su�cientes.
Rebeca, de 32 anos, é trabalhadora autônoma. Ou melhor, 4era.
Agora já não sabe mais o que é e o que faz em sua cidade
Damasco, capital da Síria.
Crônica parafraseada do depoimento de uma moradora da capital
da Síria (identi�cada apenas pela letra “R”) ao jornal Folha de São
Paulo, de quarta-feira, dia 25. A Síria está em revolta há 16
meses contra a ditadura de Bashar al-Assad. Nos últimos dias, o
confronto contra os rebeldes se acirrou e as mortes aumentaram.
Disponível em:
<http://ultimato.com.br/sites/fatosecorrelatos/2012/07/26/cronica-
parafraseada-de-uma-siria-em-guerra/> Acesso em: 14 set.
2015.
(G1 - ifsul 2016)Sobre os sinais de pontuação, são feitas as
seguintes a�rmações:
I. As aspas, em “Para onde ir?” (ref. 2), poderiam ser substituídas
por um único travessão, o qual antecederia essa frase.
II. O travessão, em “– nem pessoas, vizinhos, crianças.” (ref. 1),
poderia ser substituído por ponto e vírgula, sem causar prejuízo
gramatical e semântico.
III. A vírgula, em “Os sobrinhos ainda dormem, e ela tenta orar.”,
foi usada para separar orações coordenadas, com sujeitos
diferentes, unidas pela conjunção “e”.
IV. A vírgula, em “Agora já não sabe mais o que é e o que faz em
sua cidade Damasco, capital da Síria.”, separa um vocativo.
Estão corretas as a�rmativas
a) I, II, III e IV.    
b) I e III apenas.   
c) II e III apenas.   
d) I e IV apenas.   
Exercício 34
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia este texto e responda à(s) questão(ões) a seguir.
Oração
– “Ave Maria cheia de graça...”
A tarde era tão bela, a vida era tão pura,
as mãos de minha mãe eram tão doces,
havia lá, no azul, um crepúsculo de ouro... lá longe...
– “Cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita!
Bendita!”
Os outros meninos, minha irmã, meus irmãos menores meus
brinquedos, a casaria branca de minha
terra, a burrinha do vigário pastando
junto à capela... lá longe...
Ave cheia de graça
– “bendita sois entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso
ventre...”
E as mãos do sono sobre meus olhos,
e as mãos de minha mãe sobre o meu sonho,
e as estampas de meu catecismo
para o meu sonho de ave!
E isso tudo tão longe... tão longe...
(LIMA, Jorge de. Poemas. Rio; São Paulo: Record, 2004, p. 39)
(G1 - ifal 2016)  Quanto à pontuação no poema, indique a única
alternativa correta.
a) As reticências reforçam no texto o caráter seletivo, parcial e
vacilante da memória, bem como imprimem no poema um tom
ainda mais saudosista e polissêmico.   
b) As aspas que se põem antes e depois de algumas frases
marcam a fala da mãe.   
c) As vírgulas presentes nos versos de dois a quatro servem para
separar orações coordenadas.   
d) A julgar pelo que ensina a gramática, no excerto “Cheia de
graça, o Senhor é convosco” a vírgula é opcional.   
e) Embora as exclamações que aparecem no texto não se
vinculem à emoção do eu lírico, elas denunciam seu estado de
espírito enquanto recorda o passado.   
Exercício 35
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
O amigo da casa
            A própria menina se prende muito a 1ele, que ainda lhe
trouxe a última boneca, embora agora ela se ponha mocinha:
encolhe-se na poltrona da sala sob a luz do abajur e lê a revista
de quadrinhos. 2Ele é alemão como o dono da casa. Tem
apartamento no hotel da praia e joga tênis no clube, saltando
com energia para dentro do campo, a raquete na mão. Assiste às
partidas girando no copo de uísque os cubos de gelo. É o amigo
da casa. Depois do jantar, passeia com a mãe da menina pelo
caminho de pedra do jardim: as duas cabeças – a loira e a preta
de cabelos aparados – vão e vêm, a dele já com entradas da
calva. 3Ele chupa o cachimbo de fumo cheiroso, que o moço de
bordo vai deixar no escritório.
            O dono da casa é Seu Feldmann. 4Dirige o seu pequeno
automóvel e é muito delicado. Cumprimenta sempre todos os
vizinhos, até mesmo os mais canalhas como Seu Deca, �scal da
Alfândega.
            Seu Feldmann cumprimenta. Bate com a cabeça. Compra
marcos a bordo e no banco para a 5sua viagem regular à
Alemanha. Viaja em companhia do comandante do cargueiro, em
camarote especial. Então respira o ar marítimo no alto do convés,
os braços muito brancos e descarnados, na camisa leve de
mangas curtas.
            A fortuna de origem é da mulher: as velhas casas no
centro da cidade, os antigos armazéns, 6o sítio da serra, de onde
ela desce aos domingos em companhia 7do 8outro, que é o amigo
da casa, e da menina.
9Saem os dois à noite e 10ele para o seu próprio
automóvel sob os coqueiros na praia. 11Decerto brigaram mais
uma vez, porque ela volta para casa de olhos vermelhos,
enrolando 12nos dedos o lencinho bordado. Recolhe-se a seu
quarto (ela e seu Feldmann dormem em quartos separados). Trila
o apito do guarda. 13Os faróis do automóvel na rua pincelam de
luz as paredes, tiram re�exo do espelho. 14Ela permanece insone:
o vidro de sua janela é um retângulo de luz na noite.
(Moreira Campos. In Obra Completa – contos II. 1969. p. 120-122.
Originalmente publicado na obra O puxador de terço. Texto
adaptado.)
(Uece 2015)  Atente ao trecho recortado do conto e marque a
opção correta: “A fortuna de origem é da mulher: as velhas casas
no centro da cidade, os antigos armazéns, o sítio da serra, de
onde ela desce aos domingos em companhia do outro, que é o
amigo da casa, e da menina” (4º parágrafo).
a) Reescrito da seguinte maneira, isto é, eliminando-se a vírgula
que vem depois do vocábulo “casa”, o trecho não teria o mesmo
sentido: A fortuna de origem é da mulher: as velhas casas no
centro da cidade, os antigos armazéns, o sítio da serra, de onde
ela desce aos domingos em companhia do outro, que é o amigo
da casa e da menina.   
b) As duas orações seguintes: “de onde ela desce aos domingos
em companhia do outro” e “Que é o amigo da casa, e da menina”
restringem o sentido de “o sítio da serra” e de “o outro”.   
c) O enunciado “A fortuna de origem é da mulher” tem o mesmo
signi�cado e as mesmas conotações deste outro enunciado: A
origem da fortuna é a mulher.   
d) Incorreria em erro (pelos parâmetros da Gramática Normativa)
a pessoa que pusesse uma vírgula depois de “domingos”, em “o
sítio da serra, de onde ela desce aos domingos, em companhia do
outro”.
Exercício 36
(Ufsm 2014)  Leia o texto a seguir para responder à questão.
Há diversas maneiras de fazer uso das mídias em ambiente
escolar. O controle da frequência dos estudantes por meio de
chips, por exemplo, já bastante comum nas escolas, pode ter no
celular um grande aliado. Foi o que fez a Secretaria Municipal de
Educação de Vitória da Conquista, município a aproximadamente
500km de Salvador, BA. Por meio de mensagens de celular, as
escolas da rede municipal da cidade passaram a comunicar aos
pais o horário de chegada e saída dos alunos, 1que tiveram um
chip instalado no uniforme. 3Embora esse tipo de controle seja
polêmico, a iniciativa agradou tanto a pais e alunos 4– que se
sentiram mais seguros – quanto a educadores, 2que viram
despencar os índices de evasão escolar.
TRIGO, Ilda. “Pensar em rede: a escola e a Internet participativa”.
Educatrix, out. 2012, p. 37. (adaptado)
Considere as seguintes a�rmativas:
I. As vírgulas empregadas diante das orações “que tiveram um
chip instalado no uniforme” (ref. 1) e “que viram despencar os
índices de evasão escolar” (ref. 2) sinalizam a introdução de
informações suplementares que envolvem, respectivamente, os
alunos e educadores das escolas da rede municipal da cidade de
Vitória da Conquista.
II. O uso de “Embora” (ref. 3) indica que o vínculo causal entre as
proposições é negado, uma vez que a polêmica sobre o uso da
tecnologia para controle da frequência de estudantes não impede
a satisfação de pais, alunos e educadores no contexto das escolas
da rede municipal de Vitória da Conquista.
III. Os travessões, na referência 4, ao colocarem em evidência um
sentimento de pais, alunos e educadores, funcionam como
recurso linguístico na constituição do argumento em favor do uso
da tecnologia nas escolas do país.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I.   
b) apenas II.   
c) apenas I e II.   
d) apenas III.   
e) I, II e III.   
Exercício 37
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
O pobre é pop. A periferia é o centro do mundo. E a música
popular brasileira nunca mereceu tanto ser chamada assim —
embora esteja cada vez mais distante 1de um certo totem
conhecido como MPB.
A expansão da classe média tem impacto evidente sobre os
padrões de consumo no Brasil, inclusive cultural. Mas o
protagonismo das classes C, D e E nos novos �uxos de produção
e circulação de música não é efeito colateralde um aumento da
renda familiar, simplesmente.
A periferia (cultural, social ou econômica) do Brasil cansou 2de
esperar o seu lugar ao sol. E tomou pra si o direito de dizer e fazer
o que quer, do jeito que pode, sabe e gosta.
É uma mudança de paradigmas. Um processo cumulativo, iniciado
ainda nos idos dos anos 90 [do século passado], que se acentua e
ganha relevo, sobretudo na última década. Uma força irrefreável,
que arde em fogo brando. Ainda que só deixe a sombra da
invisibilidade 3(para ocupar espaços de validação pública, como já
foi a dita grande mídia) quando o caldo já ferve há tanto, 6que só
lhe resta entrar em erupção. Por seus próprios méritos. E, não
raro, seus próprios meios.
Foi o que se deu, em boa medida, com fenômenos da “periferia do
bom gosto” como o sertanejo (no Brasil Central), o axé (na Bahia),
o rap (em São Paulo), o funk carioca (no Rio de Janeiro), o pagode
(em São Paulo), o forró (no Ceará) e, mais recentemente, o
tecnobrega (no Pará).
Em comum, uma música de “gosto duvidoso”, 4que geralmente
destoa da chamada “linha evolutiva da MPB”. E que, na sua
incontinência habitual, se alastra pelo país — com ou sem o
suporte das grandes corporações da indústria fonográ�ca e da
mídia.
5É a emergência do pobre-star. Que viceja pelos grotões, nos
quatro cantos do país, como sintoma de que as coisas (há
tempos...) já não estão mais tão “sob controle”, como se supõe
que um dia estiveram, do ponto de vista da agenda estética da
elite cultural.
O espanto com que o tecnobrega foi recebido no Sudeste, há
pouco mais de um ano, como algo “esquisito”, que “brotou do
nada”, ilustra bem a crônica da vida na bolha de um mundo
globalizado que, em certos segmentos da sociedade brasileira,
ainda não voltou o olhar (e a escuta) para além do próprio
umbigo.
VALE, Israel do.Tecnobrega, ditadura da felicidade e a erupção do
pobre-star. CULT, São Paulo: Bregantini, n. 183, p. 35, set. 2013.
(Uneb 2014)  “É a emergência do pobre-star. Que viceja pelos
grotões, nos quatro cantos do país, como sintoma de que as
coisas (há tempos...) já não estão mais tão ‘sob controle’, como se
supõe que um dia estiveram, do ponto de vista da agenda estética
da elite cultural”. (ref. 7)
Quanto ao fragmento em evidência, está correto o que se a�rma
em
a) O vocábulo “emergência”, no contexto em que se encontra,
signi�ca urgência.   
b) A marca linguística “como”, nas duas ocorrências, expressa a
mesma ideia.   
c) Um desvio da norma padrão, no que se refere à concordância
verbal, ocorre na oração “há tempos”.   
d) As palavras em negrito, em “já não estão mais”, constituem
marcas temporais que expressam, no contexto, uma ideia
redundante.   
e) A eliminação do ponto existente após o termo “pobre-star”
provoca alteração de sentido do pensamento exposto, mesmo
que se faça o ajuste necessário no contexto.   
Exercício 38
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
De como o narrador, com certa experiência anterior e
agradável, dispõe-se a retirar a verdade do fundo do poço
Minha intenção, minha única intenção, acreditem! é apenas
restabelecer a verdade. A verdade completa, de tal maneira que
nenhuma dúvida persista em torno do comandante Vasco
Moscoso de Aragão e de suas extraordinárias aventuras.
3“A verdade está no fundo de um poço”, li certa vez, não me
lembro mais se num livro ou num artigo de jornal. Em todo caso,
em letra de forma, e como duvidar de a�rmação impressa? Eu,
pelo menos, não costumo discutir, muito menos negar, a literatura
e o jornalismo. E, como se isso não bastasse, 7várias pessoas
gradas repetiram-me a frase, não deixando sequer margem para
um erro de revisão a retirar a verdade do poço, a situá-la em
melhor abrigo: paço (“a verdade está no paço real”) ou colo (“a
verdade se esconde no colo das mulheres belas”), polo (“a
verdade fugiu para o Polo Norte”) ou povo (“a verdade está com o
povo”). Frases, todas elas, parece-me, menos grosseiras, mais
elegantes, sem deixar essa obscura sensação de abandono e frio
inerente à palavra “poço”.
O meritíssimo dr. Siqueira, juiz aposentado, respeitável e probo
cidadão, de lustrosa e erudita careca, explicou-me tratar-se de um
lugar-comum, ou seja, coisa tão clara e sabida a ponto de
transformar-se num provérbio, num dito de todo mundo. 19Com
sua voz grave, de inapelável sentença, acrescentou curioso
detalhe: 4não só a verdade está no fundo de um poço, mas lá se
encontra inteiramente nua, 8sem nenhum véu a cobrir-lhe o
corpo, sequer as partes vergonhosas. No fundo do poço e nua.
2O dr. Alberto Siqueira é o cimo, o ponto culminante da cultura
nesse subúrbio de Periperi onde habitamos. 11É ele quem
pronuncia o discurso do Dois de Julho na pequena praça e o de
Sete de Setembro no grupo escolar, sem falar noutras datas
menores e em brindes de aniversário e batizado. 14Ao juiz devo
muito do pouco que sei, a essas conversas noturnas no passeio
de sua casa; devo-lhe respeito e gratidão. Quando ele, com a voz
solene e o gesto preciso, esclarece-me uma dúvida, 10naquele
momento tudo parece-me claro e fácil, nenhuma objeção me
assalta. Depois que o deixo, porém, e ponho-me a pensar no
assunto, vão-se a facilidade e a evidência, como, por exemplo,
nesse caso da verdade. 20Volta tudo a ser obscuro e difícil, busco
recordar as explicações do meritíssimo e não consigo. Uma
trapalhada. Mas, como duvidar da palavra de homem de tanto
saber, as estantes entulhadas de livros, códigos e tratados? No
entanto, por mais que ele me explique tratar-se apenas de um
provérbio popular, muitas vezes encontro-me a pensar nesse
poço, certamente profundo e escuro, onde foi a verdade esconder
sua nudez, deixando-nos na maior das confusões, a discutir a
propósito de um tudo ou de um nada, causando-nos a ruína, o
desespero e a guerra.
6Poço não é poço, fundo de um poço não é o fundo de um poço,
na voz do provérbio isso signi�ca que a verdade é difícil de
revelar-se, sua nudez não se exibe na praça pública ao alcance de
qualquer mortal. Mas é o nosso dever, de todos nós, procurar a
verdade de cada fato, mergulhar na escuridão do poço até
encontrar sua luz divina.
“Luz divina” é do juiz, como aliás todo o parágrafo anterior. 18Ele
é tão culto que fala em tom de discurso, gastando palavras
bonitas, mesmo nas conversas familiares com sua digníssima
esposa, dona Ernestina. 15“A verdade é o farol que ilumina minha
vida”, costuma repetir-se o meritíssimo, de dedo em riste, quando,
à noite, 1sob um céu de incontáveis estrelas e pouca luz elétrica,
conversamos sobre as novidades do mundo e de nosso subúrbio.
Dona Ernestina, gordíssima, lustrosa de suor e um tanto quanto
débil mental, concorda balançando a cabeça de elefante. 5Um
farol de luz poderosa, iluminando longe, eis a verdade do nobre
juiz de direito aposentado.
21Talvez por isso mesmo sua luz não penetre nos escaninhos
mais próximos, nas ruas de canto, no escondido beco das Três
Borboletas onde se abriga, na discreta meia-sombra de uma
casinha entre árvores, 16a formosa e risonha mulata Dondoca,
cujos pais procuraram o meritíssimo quando Zé Canjiquinha
desapareceu da circulação, viajando para o sul.
Passara Dondoca nos peitos, na frase pitoresca do velho Pedro
Torresmo, pai a�ito, e largara a menina ali, sem honra e sem
dinheiro:
– 22No miserê, doutor juiz, no miserê...
O juiz deitou discurso moral, coisa digna de ouvir-se, prometeu
providências. E, à vista do tocante quadro da vítima a sorrir entre
lágrimas, afrouxou um dinheirinho, pois, sob o peito duro da
camisa engomada do magistrado, pulsa, por mais difícil que seja
acreditar-se, pulsa um bondoso coração. Prometeu expedir ordem
de busca e apreensão do “sórdido dom-juan”, esquecendo-se, no
entusiasmo pela causa da virtude ofendida, de sua condição de
aposentado, sem promotor nem delegado às ordens. Interessaria
no caso, igualmente, seus amigos da cidade. O “conquistador
barato” teria a paga merecida...
E foi ele próprio, tão cônscio é o dr. Siqueira de suas
responsabilidadesde juiz (embora aposentado), dar notícias das
providências à família ofendida e pobre, na moradia distante.
Dormia Pedro Torresmo, curando a cachaça da véspera;
12labutava no quintal, lavando roupa, a magra Eufrásia, mãe da
vítima, e a própria cuidava do fogão. 13Desabrochou um sorriso
nos lábios carnudos de Dondoca, tímido mas expressivo, o juiz
�tou-a austero, tomou-lhe da mão:
– Venho pra repreendê-la...
– Eu não queria. Foi ele... – choramingou a formosa.
– Muito malfeito – segurava-lhe o braço de carne rija.
Desfez-se ela em lágrimas arrependidas e o juiz, para melhor
repreendê-la e aconselhá-la, sentou-a no colo, acariciou-lhe as
faces, beliscou-lhe os braços. Admirável quadro: a severidade
implacável do magistrado temperada pela bondade compreensiva
do homem. Escondeu Dondoca o rosto envergonhado no ombro
confortador, seus lábios faziam cócegas inocentes no pescoço
ilustre.
Zé Canjiquinha nunca foi encontrado, em compensação Dondoca
�cou, desde aquela bem-sucedida visita sob a proteção da justiça,
anda hoje nos trinques, ganhou a casinha no beco das Três
Borboletas, Pedro Torresmo deixou de�nitivamente de trabalhar.
Eis aí uma verdade que o farol do juiz não ilumina, 9foi-me
necessário mergulhar no poço para buscá-la. Aliás, para tudo
contar, a inteira verdade, devo acrescentar ter sido agradável,
deleitoso mergulho, pois 17no fundo desse poço estava o colchão
de lã de barriguda do leito de Dondoca onde ela me conta –
depois que abandono, por volta das dez da noite, a prosa erudita
do meritíssimo e de sua volumosa consorte – divertidas
intimidades do preclaro magistrado, infelizmente impróprias para
letra de fôrma.
AMADO, Jorge. Os velhos marinheiros: duas histórias do cais da
Bahia. 23.ed. São Paulo: Martins, s.d., p.p. 71-73
(G1 - ifce 2014)  Marque com V o que for verdadeiro e com F o
que for falso, em relação às assertivas abaixo acerca do emprego
das vírgulas.
(     ) Em “(...) Volta tudo a ser obscuro e difícil, busco recordar as
explicações do Meritíssimo e não consigo.(...)” – ref. 20 – a vírgula
foi empregada para isolar orações coordenadas.
(     ) Em “(...) Talvez por isso mesmo sua luz não penetre nos
escaninhos mais próximos, nas ruas de canto, no escondido Beco
das Três Borboletas (...)” – ref. 21 – as vírgulas foram utilizadas,
para separar termos de mesma função sintática coordenados
entre si.
(     ) Em “— No miserê, doutor juiz, no miserê...” – ref. 22 – as
vírgulas foram utilizadas para isolar o aposto.
Está correta a seguinte sequência de cima para baixo:  
a) V – V – F.    
b) V – F – V.    
c) F – V – F.    
d) F – F – F.    
e) V – V – V.
Exercício 39
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
A MAÇÃ DE OURO
A Apple supera a Microsoft em valor de mercado, premiando o
espírito visionário e libertário de Steve Jobs
12A Microsoft e a Apple vieram ao mundo praticamente ao
mesmo tempo, em meados dos anos 1970, criadas na garagem
de jovens estudantes. Mas as empresas não trilharam caminhos
paralelos. A Microsoft desenvolveu o sistema operacional mais
popular do mundo e rapidamente se tornou uma das maiores
corporações americanas, rivalizando com gigantes da velha
indústria. A Apple, ao contrário, demorou a decolar. 14Fazia
produtos inovadores, mas que vendiam pouco. 4Isso começou a
mudar quando Steve Jobs, um de seus fundadores, 6que fora
afastado nos anos 80, assumiu o comando criativo da empresa,
em 1996. 11A Apple estava à beira da falência e só ganhou
sobrevida porque recebeu um 10aporte de 150 milhões de
dólares de Microsoft. Jobs iniciou o lançamento de produtos
8genuinamente revolucionários nas áreas que mais crescem na
indústria de tecnologia. Primeiro com o iPod e a loja virtual
iTunes. Depois vieram o iPhone e, agora, o iPad. Desde o início de
2005, o preço das ações da empresa foi multiplicado por oito. 3Na
semana passada, a Apple alcançou o cume. 15Tornou-se a
companhia de tecnologia mais valiosa do mundo, superando a
Microsoft. 13Na sexta-feira, a empresa de Jobs tinha valor de
mercado de 233 bilhões de dólares, contra 226 bilhões de
dólares da companhia de Bill Gates.
2A Marca, para além da disputa pessoal entre os 7maiores gênios
da nova economia, coroa a estratégia de�nida por Jobs. Quando
ele retornou à Apple, tamanha era a descrença no futuro da
empresa que Michael Dell, fundador da Dell, a�rmou que o
melhor a fazer era fechar as portas e devolver o dinheiro a 5seus
acionistas. Hoje, a Dell vale um décimo da Apple. 1O mérito de
Jobs foi ter a 9presciência do rumo que o mercado tomaria.
BARRUCHO, Luís Guilherme & TSUBOI, Larissa. A maçã de ouro.
In: Revista Veja, 02 de jun. 2010, p.187. Adaptado.  
(Epcar (Afa) 2013)  Assinale a alternativa em que o uso da vírgula
se dá pela mesma razão da que se percebe no trecho abaixo.
“A Microsoft e a Apple vieram ao mundo praticamente ao mesmo
tempo, em meados dos anos 1970, criadas na garagem de jovens
estudantes.” (ref. 12)
a) “A Marca, para além da disputa pessoal entre os maiores
gênios da economia, coroa a estratégia de�nida por Jobs.” (ref. 2)
b) “Na sexta-feira, a empresa de Jobs tinha valor de mercado de
233 bilhões de dólares, contra 226 bilhões de dólares...” (ref. 13)
c) “... Fazia produtos inovadores, mas que vendiam pouco.” (ref.
14)   
d) “Tornou-se a companhia de tecnologia mais valiosa do mundo,
superando a Microsoft.” (ref. 15)   
Exercício 40
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
“Enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor;
é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo
cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços
e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade
necessária, e faz-se o equilíbrio da vida.”
(BAGNO, Marcos. Quincas Borba, in: Machado de Assis para
Principiantes. São Paulo: Ed. Ática, 1998.)
(G1 - ifal 2012)  Dentre as questões gramaticais seguintes, acerca
desse texto, só uma a�rmativa está errada. Qual?
a) O trecho: “Tudo chorando seria monótono, tudo rindo
cansativo;” �caria corretamente pontuado da seguinte forma:
“Tudo chorando seria monótono; tudo rindo, cansativo;”, pois o
primeiro ponto-e-vírgula separa orações coordenadas e a vírgula
marca a omissão do verbo “seria”.   
b) Como são formas nominais dos verbos, os gerúndios
“chorando” e “rindo”, no texto, classi�cam-se como adjetivos.   
c) Por ter a função sintática de aposto, a expressão “meu rico
senhor” vem isolada por vírgula.   
d) Em: “faz-se”, o “se” é partícula apassivadora e o sujeito do
verbo é “o equilíbrio da vida”.   
e) A vírgula antes de “e”, no segundo período do texto, justi�ca-se
porque a oração iniciada por essa conjunção apresenta sujeito
diferente das demais orações do período.   
Exercício 41
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia os títulos e subtítulos a seguir.
TEXTO I
Energias renováveis: o vento tem a resposta
As usinas eólicas são as que mais crescem no mundo –
mas falta ainda torná-las baratas.
No Brasil, o potencial é de dez Itaipus.
Revista Veja. 30 dez. 2009
TEXTO II
Propaganda: vende-se mobilização
Chocar com anúncios vale para divulgar uma marca, mas
serve também de ativismo em nome das boas causas
ambientais.
Revista Veja. 30 dez. 2009
(G1 - ifal 2012)  Assinale a alternativa em que o emprego da
vírgula, em: “No Brasil, o potencial é de dez Itaipus” (1º subtítulo),
está corretamente justi�cado.
a) Usou-se a vírgula para separar orações de um período.   
b) Usou-se a vírgula para isolar um aposto.   
c) Empregou-se a vírgula porque há termos com a mesma função
sintática.   
d) Empregou-se a vírgula para separar um adjunto adverbial
deslocado.   
e) Usou-se a vírgula para assinalar a interrupção de um
seguimento natural das ideias.   
GABARITO
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Exercício 3
Exercício 4
Exercício 5
Exercício 6
Exercício 7
Exercício 8
Exercício 9
Exercício 10
Exercício 11
Exercício 12
Exercício 13
a) Enquanto que para o jovem poeta a transitoriedade do belo
desvalorizava a fruição do momentovivido, ou seja, de tudo o
que ele ama e admira, para Freud isso implicava em maior
valorização, já que a beleza e a perfeição apenas adquirem
signi�cado pelas emoções que suscitam momentaneamente
em cada um, sem necessidade, portanto, de duração absoluta.
b) Na oração “a outra, à rebelião contra o fato constatado”, a
vírgula indica a elipse do termo verbal “conduz”, expresso no
segmento anterior: “Uma conduz ao doloroso cansaço do
mundo mostrado pelo jovem poeta”.
O ponto e vírgula é utilizado na segunda resposta de Cristiane
Tavares para marcar uma separação entre as orações
coordenadas alternativas (sem conjunção) que tratam dos
diferentes lugares do silêncio.
a) No 3º parágrafo, ocorre um aposto: a expressão “a primeira
�lha de Antônio e Eulália” explica o termo antecedente
(“Rosa”), daí a obrigatoriedade do emprego da vírgula.
b) No 4º parágrafo, o primeiro trecho é formado por um
encadeamento de orações coordenadas, com elementos que
indicam o modo pelo qual “o tempo se arrastava”: por
intermédio de uma gradação, “o sol nascia e se sumia”, “a lua
passava por todas as fases” e, de forma mais ampla, “as
estações iam e vinham”.
Já o segundo trecho é um encadeamento de termos com
mesma função sintática, uma série de adjuntos adverbiais.  
a) As mensagens do Grupo I apresentam inversão de oração,
ou seja, os predicados antecedem o sujeito, dando destaque à
ação. As do Grupo II, por se apresentarem na ordem direta,
enfatizam o agente e não a ação em si.
b) Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, os adjuntos
adverbiais intercalados devem ser assinalados por vírgulas.
Assim, as manchetes deveriam ser transcritas da seguinte
forma:
– Causaram viva apreensão, nos E.U.A., os discos voadores
(Folha da Manhã, 30 de julho de 1952, adaptado)
– MEC divulga, hoje, resultados do Enem por escolas (Zero
Hora, 22 de novembro de 2012, adaptado)  
a) O título do texto remete ao �lme "Tropa de Elite", que foi um
fenômeno de popularidade em 2007.
No �lme, sempre que o personagem Capitão Nascimento
queria tirar do seu grupo um integrante incompetente, gritava:
"Pede pra sair!". Sugere-se, dessa forma, a incompetência do
mencionado ministro, que teria demonstrado inépcia ao fazer
declarações que teriam comprometido sua autoridade nas
negociações de Doha.
b) Sim, pois, da maneira como o título foi apresentado,
entende-se uma exortação para que Celso Amorim peça para
sair - das negociações de Doha ou do Ministério. Sem usar a
vírgula, o verbo deixaria de estar no imperativo (pede, segunda
pessoa do singular) e passaria a ser uma forma do presente do
indicativo (terceira pessoa do singular); Amorim, por sua vez,
deixaria de ser um vocativo e passaria a sujeito de pede.
Assim, a frase deixaria de ser exortativa e passaria a ser
declarativa.
(2) - (1) - (1) - (5) - (3) - (4).
a) A vírgula seria mais adequada que o ponto �nal, pois não
ocorre o encerramento do período, visto que a última palavra
da frase limitada pelo ponto (Paraná) é retomada pelo
pronome relativo que.
b) O "le" da fala do Paraná é uma variante do pronome "lhe".
c) Gritou, clamou em altos brados.
a) A primeira interpretação seria: "comida para gato magro". A
segunda seria: "comida magra para gato".
b) A primeira interpretação não precisa da inclusão de vírgula
no enunciado. A segunda interpretação, no entanto, seria
favorecida pela presença de uma vírgula que separasse o
adjunto adnominal: "Comida para gato, com pouca gordura".
d) “Um deles, menino de dez anos, empunhava uma vara, e se
não sentia o desejo de dar com ela na anca do burro para
espertá-lo [...]”   
d) “Para meus amigos, o melhor.” e “Organizava
tudo,cautelosamente.   
a) Durante o ano de 2008, foi em geral decrescente a taxa de
desocupação no Brasil.   
c) ”– Este livro não é para crianças – disse ela; – mas se eu ler
[...]” (ref. 3)   
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Exercício 35
e) O que justi�ca o uso da vírgula no fragmento "Em situações
normais, as pessoas estão preocupadas com as atividades
pro�ssionais e domésticas [...]" (ref. 2) é a necessidade de
destacar o vocativo no enunciado.   
c) apenas as a�rmações I e II.   
b) Joel chute, a bola!    
e) “em décadas passadas, preparava-se para �car no sofá aos
60 anos” (6º parágrafo).  
c) As informações contidas dentro dos parênteses (ref. 7)
poderiam ser suprimidas sem prejuízo para o sentido da frase.
b) elipse.    
d) 3 – 4 – 2 – 1.    
b) vírgula, dois-pontos e vírgula.    
d) Atualmente estou conversando com meu primo, via
computador, que está nos Estados Unidos.    
b) Colocação de vírgula imediatamente após Felizmente (ref.
7).   
e) O uso do ponto e vírgula (;) na referência 9 poderia ser
substituído por um ponto �nal (.) sem prejuízo à compreensão
da ideia, uma vez que separa orações independentes.    
d) Num retorno de Salvador, escrevi uma coluna como está
sentado na primeira �la, ao lado de um bebê com dor de
ouvido que chorou sem dar um minuto de trégua.   
e) o segmento “em primeiro plano” é um adjunto adverbial
intercalado e poderia estar entre vírgulas.  
a) Eu que não sou o dono da verdade sei que o senhor está
certo.   
e) F – V – V – F.   
b) “No mundo interligado, porém, as interações sociais
ganharam a aparência de brinquedo de crianças rápidas.” –
Indicar a omissão de um termo.   
d) Acrescenta um comentário implícito sobre a ideia da autora.
d) No trecho “Em 1933, Getúlio Vargas estava indicando novos
governadores”, usa-se a vírgula para isolar “Em 1933” por ser
uma expressão adverbial de tempo, em início de frase.    
d) As orações “que elaboraram um checklist de posturas” (1º
parágrafo) e “que realizou seu pós-doutorado com o estudo”
(3º parágrafo) são subordinadas adjetivas explicativas,
caracterizadas pela vírgula antecedendo o pronome relativo.  
a) A vírgula da referência 6 separa uma oração adverbial
concessiva.   
b) I e III apenas.   
a) As reticências reforçam no texto o caráter seletivo, parcial e
vacilante da memória, bem como imprimem no poema um tom
ainda mais saudosista e polissêmico.   
a) Reescrito da seguinte maneira, isto é, eliminando-se a
vírgula que vem depois do vocábulo “casa”, o trecho não teria
o mesmo sentido: A fortuna de origem é da mulher: as velhas
casas no centro da cidade, os antigos armazéns, o sítio da
serra, de onde ela desce aos domingos em companhia do
outro, que é o amigo da casa e da menina.   
Exercício 36
Exercício 37
Exercício 38
Exercício 39
Exercício 40
Exercício 41
c) apenas I e II.   
d) As palavras em negrito, em “já não estão mais”, constituem
marcas temporais que expressam, no contexto, uma ideia
redundante.   
a) V – V – F.    
b) “Na sexta-feira, a empresa de Jobs tinha valor de mercado
de 233 bilhões de dólares, contra 226 bilhões de dólares...”
(ref. 13)   
c) Por ter a função sintática de aposto, a expressão “meu rico
senhor” vem isolada por vírgula.   
d) Empregou-se a vírgula para separar um adjunto adverbial
deslocado.

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