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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU
TERESINA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA 
DISCIPLINA ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
CENTRO UNIVERSITARIO MAURICIO DA NASSAU
CURSO DE BACHARELADO EM PSICOLOGIA
RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA 
 
TERESINA (PI)
2024
AÇUCENA MAGNO COSTA DE LIMA - 19377483
RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA 
Relatório referente ao estágio supervisionado em Psicologia Clínica do Centro Universitário Maurício de Nassau-UNINASSAU, para obtenção da Formação em Psicologia, sob a supervisão Do Professor Ronielly Gleyson de Sousa Araújo.
TERESINA (PI)
2024
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................... 4
2. REFERENCIAL TEÓRICO 	 6
2.1 	 
2.2 	 
2.3 	7
3. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO ................................................. 8
4. CASOS CLÍNICOS	 9
4.1 Triagens e Plantões ............................................................................................ 
4.1.1 Caso I .............................................................................................................. 
4.1.2 Caso II .............................................................................................................. 10
4.1.3 Caso III ............................................................................................................. 12 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 	 14
6. REFERÊNCIA 	 15
7. ANEXOS 	 16
1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência do estágio supervisionado II, realizado na Clínica Escola do Centro Universitário Maurício de Nassau que tem como coordenadora Dayane Arrais. O estágio é composto por 100 horas, divididas em supervisão, realizada às quintas-feiras no horário das 10:00h às 13:00h com a orientação do supervisor Professor Esc. Ronielly, perante prática de triagens e atendimento psicológico nas sextas-feiras das 20:00h às 22:00h. Ao chegar o estagiário assina uma folha de frequência, que consta seu horário de entrada e saída. Após isso, aguardava em uma sala a chegada dos clientes. O cliente ao chegar é recebido na recepção por uma atendente que o encaminha para o estagiário. 
Para este atendimento é destinado até 50 minutos para cada cliente, em uma sala individual, onde aconteciam a escuta da queixa e a coleta de alguns dados pessoais para o agendamento da psicoterapia, a abordagem que baseou o trabalho foi a Terapia cognitiva-comportamental. Na supervisão, os relatos eram lidos, estudados, e encaminhados para os estágios mais avançados, permitindo uma formação profissional através dos atendimentos clínicos. O estágio tinha como objetivo desenvolver as habilidades clínicas, domínio dos estudos teóricos no manejo da prática psicoterápica, assim como possibilitar atitudes desejáveis para o futuro fazer profissional dos alunos da graduação de psicologia, além de possibilitar o acesso da comunidade a um atendimento psicológico. 
Neste relatório serão apresentados alguns casos atendidos durante as triagens e atendimentos de terapia. Porém antes da descrição dos casos, será apresentado a discussão teórica, que baseia a realização dos atendimentos, assim como informações sobre a caracterização do local de estágio. Em seguida, serão apresentadas as atividades desenvolvidas no estágio, o relato da descrição dos, as demandas respeitando o sigilo contendo apenas as iniciais do nome de cada cliente e alguns podem ser fictícios para preservar a identidade e a privacidade das pessoas que participaram dos atendimentos. Ao final do relatório estão presentes algumas considerações a respeito da experiência de estágio, as referências que contribuíram para a construção teórica e prática do estágio e ainda o anexo de horas extras necessário para a complementação da carga horaria.
O Estágio em Psicologia Clínica, fornece o primeiro contato do estagiário com o paciente, podendo ouvir suas queixas e visando trabalhar com uma primeira escuta, para perceber e posteriormente relatar no prontuário as demandas, no que também se diz de suma importância para o paciente, posto que este recebera um atendimento dirigido as suas queixas somando com acolhimento perante elas com empatia, congruência. 
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 – Transtorno de Ajustamento com Ansiedade – CID F43.22
Definição e critérios diagnósticos (DSM-5):
O Transtorno de Ajustamento com Ansiedade (TAA) é caracterizado por uma resposta emocional desproporcional ou desadaptativa a um estressor identificado, que pode ser significativo ou não. Segundo o DSM-5, o estressor pode ser de natureza emocional, como mudanças de emprego, perdas ou dificuldades no ambiente social, e o transtorno ocorre dentro de três meses após a exposição ao estressor. Os sintomas incluem sentimentos de ansiedade, preocupação, angústia emocional e sintomas físicos como insônia, fadiga e inquietação.
Os critérios diagnósticos específicos exigem que os sintomas de ansiedade não sejam consistentes com um transtorno de ansiedade primário, como o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), e não podem ser explicados por outro transtorno mental ou condição médica. O impacto do transtorno na funcionalidade social, ocupacional e em outros contextos é significativo, e os sintomas devem ser desproporcionais em relação ao estressor identificado.
2.2 – Transtorno de Ansiedade Generalizada – CID F41.1
Definição e critérios diagnósticos (DSM-5):
O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é caracterizado pela presença de uma preocupação excessiva e persistente em várias áreas da vida, que é difícil de controlar. Segundo o DSM-5, para o diagnóstico de TAG, o indivíduo deve apresentar sintomas por pelo menos 6 meses. Além da preocupação intensa, os critérios diagnósticos incluem sintomas como inquietação, fadiga, dificuldades de concentração, irritabilidade, tensão muscular e distúrbios do sono.
O transtorno pode surgir sem uma causa imediata clara e tende a se manifestar em situações diversas, afetando a vida cotidiana, social e ocupacional. O DSM-5 enfatiza que os sintomas do TAG não são explicados por outro transtorno mental, como transtornos de pânico, transtornos obsessivo-compulsivos ou transtornos do humor.
2.3 – Transtorno de Personalidade Evitativa e Apego Ansioso – CID F60.6 / 6B42.0
Transtorno de Personalidade Evitativa – CID F60.6:
O Transtorno de Personalidade Evitativa (TPE) é caracterizado por inibição social acentuada, sentimento de inadequação e hipersensibilidade à avaliação negativa. De acordo com o DSM-5, indivíduos com TPE temem intensamente o desprezo, a rejeição e evitam situações interpessoais, mesmo que desejem contato. Os critérios incluem baixa autoestima, timidez excessiva, dificuldade em tomar decisões, e a dependência de aprovação externa para suas decisões. Tais características são crônicas e limitam significativamente o funcionamento em diversos contextos sociais e ocupacionais.
Transtorno de Apego Ansioso – CID 6B42.0:
O Transtorno de Apego Ansioso refere-se a padrões desadaptativos de apego, típicos de experiências traumáticas ou adversas durante a infância. Os indivíduos com apego ansioso tendem a buscar conexões intensas e inseguras em suas relações interpessoais, apresentando medo constante de abandono e preocupações excessivas em relação à segurança das suas relações. O DSM-5 descreve que esses padrões resultam em comportamentos de busca excessiva de proximidade, desconforto em situações de separação e hipersensibilidade emocional em relação às relações interpessoais.
3. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO.
O estágio foi realizado no Serviço de Psicologia do Centro Universitário Maurício de Nassau, na Clínica Escola, localizada na Avenida Jóquei Clube, 710, Teresina – PI. Nesse espaço é realizado estágio supervisionado, que proporciona experiência prática em atendimento psicológico oferecido de forma gratuita à comunidade. 
A infraestrutura é composta por cinco espaçospara atendimento adulto, uma sala para atendimento infantil, uma sala de práticas em grupo, uma sala de recepção e uma sala para a coordenação. A equipe profissional é formada por uma coordenadora, supervisores de diversas abordagens, uma recepcionista, uma auxiliar de serviços gerais e sete estagiários que fazem atendimento uma vez por semana. 
Ao chegar o estagiário assina uma folha de frequência, que consta seu horário de entrada e saída. Após isso, aguardava em uma sala a chegada dos clientes. O cliente ao chegar é recebido na recepção por uma atendente que o encaminha para o estagiário. Para o atendimento era destinado até 50 minutos para cada pessoa, em uma sala individual, onde acontecia durante o atendimento a escuta da queixa e a coleta de alguns dados pessoais para o agendamento da psicoterapia, também foram realizados anamneses e sessões de terapias. A abordagem que baseou o trabalho foi a terapia cognitiva-comportamental.
Atendimento é nos horários de segunda a sexta das 08:00hrs às 22:00hrs, tendo por sua vez aos sábados das 08:00hrs às 16:00hrs. Tendo por sua vez, objetivo organizar e coordenar as atividades referentes ao estágio curricular obrigatório e a obtenção do grau em psicologia, instrumentalizando o aluno nas habilidades clínicas necessárias, buscando formas profissionais qualificados e comprometidos com seu papel social, prestando serviços voltados à prevenção, manutenção e recuperação da saúde mental da população
Os estágios fornecem aos cursos de psicologia a oportunidade de usar o que aprenderam em suas aulas. No qual os alunos podem aplicar as teorias que aprenderam em palestras e cursos em ambientes profissionais.
4. CASOS CLÍNICOS
4.1 Triagem e plantões
4.1.1 Caso I
Paciente: J.L
Sexo: Feminino 
Idade: 26
Queixa principal: 
J.L., 26 anos, buscou atendimento psicológico devido à ansiedade relacionada ao estágio obrigatório em psicologia e à sobrecarga de responsabilidades que extrapolam seu papel como auxiliar administrativo em uma escola. A paciente relata que a obrigatoriedade de estar em terapia para o estágio tem trazido uma carga adicional de estresse, o que tem afetado seu bem-estar emocional e seu funcionamento diário.
Demanda: 
•Ansiedade e insegurança em relação ao estágio e ao ambiente de trabalho.
J.L. se sente nervosa e ansiosa ao realizar suas atividades no estágio, e sente-se constrangida no seu trabalho ao ser solicitada a atuar como uma ajuda psicológica aos alunos, saindo do seu papel de trabalho como auxiliar administrativo.
A paciente também relata sentir-se muito frustrada em relação a atrasos em compromissos e obrigações que marcam com ela.
•Pensamentos negativos sobre si mesma:
A paciente apresenta pensamentos negativos persistentes sobre seu desempenho no estágio e trabalho, o que tem afetado sua autoestima e confiança.
Busca ocupação excessiva para afastar esses pensamentos, evidenciando a dificuldade em lidar com a ansiedade.
•Frustração com as demandas externas:
J.L. se sente constrangida e sobrecarregada ao ser solicitada para lidar com questões psicológicas no ambiente escolar, o que não faz parte de suas atribuições como auxiliar administrativo.
•Impactos no sono e rotina:
A paciente não tem dificuldades para dormir e relata um sono regular.
Não realiza atividade física, o que pode contribuir para a perpetuação da ansiedade.
•Histórico Familiar e Contexto Pessoal
•Perda recente da avó (Maria):
A paciente relata que perdeu a avó Maria recentemente, mas não tinha uma relação próxima com ela, o que não gerou grande impacto no luto.
•Relacionamento familiar e demandas:
J.L. não apresenta conflitos significativos com o marido, e a relação é descrita como tranquila e harmônica.
•Funções e expectativas profissionais:
Há uma tensão em atender às expectativas externas que não correspondem às suas atribuições.
• Conclusão
J.L. apresenta sintomas de ansiedade situacional e insegurança relacionados ao estágio obrigatório em psicologia e às demandas que extrapolam seu papel como auxiliar administrativo. Esses fatores estão associados à dificuldade em lidar com as exigências externas e em se adaptar a novas responsabilidades, gerando frustração e pensamentos negativos sobre si mesma. Com base nos critérios do DSM-5, a hipótese diagnóstica mais adequada é Transtorno de Ajustamento com Ansiedade (CID F43.22), considerando o impacto significativo dessas dificuldades na funcionalidade emocional e cotidiana da paciente. J.L. foi encaminhada para psicoterapia, pois a terapia pode ajudá-la a desenvolver estratégias para gerenciar a ansiedade, fortalecer a autoestima e melhorar a capacidade de adaptação às exigências do ambiente de trabalho e acadêmico.
4.1.2 Caso II
Paciente: M.S.F.R
Sexo: Feminino 
Idade: 46
Queixa principal: 
M.S.F.R. buscou atendimento devido à sobrecarga emocional e psicológica vivenciada ao tentar equilibrar os papéis de mãe, esposa e trabalhadora formal. A sobrecarga gerada por essas múltiplas responsabilidades, aliada à falta de suporte emocional, causou sentimentos de insegurança, ansiedade e incapacidade, afetando seu bem-estar psicológico.
Demanda: 
M.S.F.R. relata sentimentos de sobrecarga emocional, estresse e exaustão. A ausência de apoio do esposo e a exclusão no ambiente de trabalho causam desvalorização e sensação de isolamento. A ansiedade e a insegurança estão presentes devido à falta de reconhecimento e ao tratamento percebido como inadequado em sua vida pessoal e profissional. Essa falta de suporte e a dificuldade em estabelecer limites entre os diferentes papéis têm intensificado o desgaste emocional e o sofrimento psicológico.
• Histórico Familiar e Contexto Pessoal
M.S.F.R. é casada, tem dois filhos e dois netos, com um dos filhos ainda morando com ela e o esposo. O marido não possui uma renda fixa e não oferece apoio emocional, o que tem gerado sentimentos de solidão e desvalorização. Ela é a principal provedora da casa e responsável pelos cuidados financeiros e domésticos, especialmente em relação ao neto, devido à separação do filho.
Apesar de já estar aposentada, continua trabalhando devido à confiança de seu chefe em suas habilidades, mas tem se sentido frustrada com a exclusão das interações e o afastamento dos colegas no trabalho, o que tem contribuído para a perda de pertencimento e segurança nas relações interpessoais.
• Conclusão 
M.S.F.R. apresenta sintomas de sobrecarga emocional, ansiedade persistente, insegurança e dificuldade em equilibrar múltiplos papéis familiares e profissionais. A ausência de suporte emocional e as dinâmicas familiares disfuncionais contribuem significativamente para o desgaste psicológico. Com base nesses fatores e nos critérios do DSM-5, a hipótese diagnóstica mais adequada seria o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), dada a presença de preocupações excessivas e difíceis de controlar, aliadas ao impacto significativo no bem-estar e na funcionalidade da paciente. M.S.F.R foi encaminhada para terapia, indo às sessões regularmente como um espaço para explorar suas emoções, fortalecer o suporte emocional e desenvolver habilidades de gerenciamento do estresse, melhorando seu equilíbrio entre as demandas familiares e profissionais.
4.1.3 Caso III
Paciente: A.M.R
Sexo: Masculino
Idade: 38
Queixa principal: 
A.M.R. procura atendimento psicológico de forma voluntária, motivado pelo desejo de lidar com comportamentos que ele identifica como prejudiciais para sua vida pessoal e conjugal, como ciúme excessivo, insegurança e ansiedade exacerbada. Esses sentimentos têm causado conflitos frequentes em seu relacionamento atual e estão profundamente vinculados a experiências traumáticas do passado, como a traição em seu primeiro casamento, que deixou marcas em sua autoestima e na sua capacidade de confiar nos outros.
Demanda: 
A.M.R. enfrenta demandas psicológicas relacionadas ao ciúme excessivo, insegurança e ansiedade. Esses comportamentos impactam seu relacionamento atual, gerando conflitos e desconforto emocional, o que compromete o bem-estar pessoal e conjugal. Ele apresentacomportamentos de controle, como cobranças constantes, a necessidade de validação por meio de explicações detalhadas, respostas rápidas e monitoramento das interações sociais da parceira. Esses comportamentos resultam em desconfiança, irritação e afastamento afetivo, afetando a qualidade do relacionamento e gerando desgaste emocional. A.M.R. expressa desejo de mudar, buscando maior autoconfiança e uma abordagem mais equilibrada e compreensiva nas relações.
• Histórico Familiar e Contexto Pessoal
A.M.R. relata que seu primeiro casamento foi marcado por uma traição, o que culminou em um divórcio e deixou marcas profundas em sua autoestima e na sua capacidade de confiar nos outros. Após esse evento traumático, o paciente permaneceu em um período de bloqueio emocional e relutância em se envolver afetivamente. Somente após um tempo, ele iniciou um novo relacionamento, que considera mais sério e significativo. A parceira atual é descrita como compreensiva, carinhosa e alinhada aos seus valores e objetivos de vida, mas os efeitos do trauma passado ainda influenciam sua forma de se relacionar, levando a comportamentos de ciúme e desconfiança. 
A.M.R. tem consciência de que esses comportamentos são frutos de experiências de rejeição e abandono, características que parecem ter reforçado um padrão de apego ansioso.
O paciente também reporta sentir insegurança em situações sociais, especialmente quando percebe interações da parceira com outras pessoas, o que agrava seus sentimentos de ciúme e desconforto emocional. Essas dinâmicas acabam afetando não apenas seu relacionamento, mas também o seu bem-estar psicológico geral.
• Conclusão:
A.M.R. apresenta sintomas de ciúme excessivo, insegurança e comportamentos de controle em seu relacionamento, derivados de experiências traumáticas passadas. A hipótese diagnóstica mais adequada, com base no DSM-5, é Transtorno de Personalidade Evitativa (TPE) e, secundariamente, pode ser compatível com Transtorno de Apego Ansioso. Considerando o impacto dessas características no funcionamento emocional e relacional. A.M.R foi encaminhado para terapia pode ser fundamental para A.M.R., ajudando-a a explorar suas dinâmicas emocionais, desenvolver estratégias para lidar com o ciúme e a insegurança, além de promover um entendimento mais saudável de suas relações interpessoais.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Foi possível constatar que o processo de triagem psicológica oferece valiosos aprendizados para a compreensão do contexto de forma mais direta, sendo nesta etapa que se estabelece o primeiro vínculo com o paciente, em um ambiente de escuta e acolhimento. A triagem busca conferir sentido às perturbações apresentadas pelo paciente, buscando identificar recursos que possam proporcionar alívio e esclarecimento. Entende-se que a triagem pode auxiliar na resposta a questões como a necessidade de encaminhamento para serviços específicos, otimizando o funcionamento da equipe multiprofissional no contexto em que a demanda se apresenta.
A aplicação do instrumento de triagem psicológica é fundamental para criar um ambiente acolhedor, permitindo que o paciente se sinta à vontade para compartilhar pensamentos, sentimentos, expectativas e planos relacionados a familiares, além da coleta de informações relevantes para os encaminhamentos adequados. Observa-se que esse primeiro contato é essencial para acolher o sujeito, dar voz às suas demandas e registrar suas queixas, contribuindo para uma base sólida de compreensão e continuidade do atendimento.
Durante a realização da triagem, o acadêmico adquire experiência prática sobre o processo, fortalecendo a habilidade de investigar casos e formar hipóteses diagnósticas com base nos contextos, sintomas e relatos do paciente. O estágio em triagem busca oferecer ao aluno a oportunidade de vivenciar a recepção e a avaliação dos pacientes, compreendendo os diversos quadros psicopatológicos e aprimorando o raciocínio clínico. Esse processo não se limita à identificação de sintomas, mas busca compreender o sofrimento do paciente e suas causas subjacentes, proporcionando uma compreensão mais ampla e profunda do sujeito e do grupo ao qual ele pertence.
A triagem psicológica representa o primeiro contato do paciente com o psicólogo, sendo uma experiência valiosa de aprendizado tanto para o acadêmico quanto para o profissional em formação.
6. REFERÊNCIA 
UNIPAR . A contribuição da triagem para o atendimento psicológico em serviço escola. 2020. Disponível em: https://www.unipar.br/documentos/456/A_CONTRIBUICAO_DA_TRIAGEM_PARA_O_ATENDIMENTO_PSICOLOGICO_EM_SERVICO_ESCOLA.pdf. Acesso em: 19 dez. 2024.
MANUAL MSD. Considerações gerais sobre transtornos de ansiedade. 2024. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-de-sa%C3%BAde-mental/transtornos-de-ansiedade-e-relacionados-a-fatores-estressantes/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-transtornos-de-ansiedade. Acesso em: 19 dez. 2024.
APEGO ANSIOSO: saiba como identificar e amenizar a dependência nos relacionamentos. Vogue Brasil, São Paulo, 25 nov. 2022. Disponível em: https://vogue.globo.com/wellness/noticia/2022/11/apego-ansioso-saiba-como-identificar-e-amenizar-a-dependencia-nos-relacionamentos.ghtml. Acesso em: 19 dez. 2024.
7. ANEXOS
Sobre o anexo acima, as datas: 28/08 e 29/09 estão sem horário de saída, pois foram eventos realizados pelo Prof Matheus Almendra. O início de cada dia foi às 18:30, no auditório da Uninassau. No dia 28/08 o evento foi abordando sobre o início do estágio clínico, ele passou uma lista de frequência que está com ele, esse dia valeu por 10 horas de estágio clínico, e no dia 29/08 ele também passou uma lista, valendo por 2 horas de estágio clínico. Para confirmar, contatar o Prof, obrigada.
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