Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

2024/2
CARDIO II
JÚLIA MARIN RAMPAZZO
FACULDADE DE MEDICINA - UPF
ATM 2027/2
Sumário
Taquicardia Supraventricular ........................................................................................................................................................................................................................................... 3
Fibrilação Atrial .................................................................................................................................................................................................................................................................................... 10
Taquicardia Ventricular ............................................................................................................................................................................................................................................................ 15
Doenças da Aorta ........................................................................................................................................................................................................................................................................... 20
Doenças da Valva Aórtica .................................................................................................................................................................................................................................................... 26
Pericardite ................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 31
Endocardite Infecciosa ............................................................................................................................................................................................................................................................ 37
Doenças da Valva Mitral ......................................................................................................................................................................................................................................................... 42
Síncope ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 45
Bradiarritmias .................................................................................................................................................................................................................................................................................... 50
Cardiopatias Congênita (Acianótica e Cianótica) ................................................................................................................................................................................. 53
 Professores
Basileu, Emerson, Ronei e Vanderlei
Taquicardia Supraventricular 1
Taquicardia Supraventricular
Júlia Marin Rampazzo  ATM 2027/2
Origem na região superior ou no nó AV
QRS estreito
Taquiarritmia  FC  100 bpm no repouso
Sempre precisa ter uma explicação plausível
No esforço, é considerado taquicardia se não é 
adequado perfil do paciente ou atividade 
realizada
Manifestações Clínicas: palpitações, taquicardias de 
início e término súbito, com frequência e duração 
variados, podendo estar associado de dispneia, 
tontura e/ou alteração no nível de consciência
Tipos de TSP
Taquicardia sinusal
Taquicardia por reentrada nodal TRN
Taquicardia AV por via anômala 
TAV/WPW
Taquicardia atrial
Flutter atrial
Fibrilação atrial FA (aula separada)
→ ECG no momento da crise é importante para diferenciação entre os tipos de TSV e orientação da conduta e 
prognóstico
FREQUÊNCIA CARDÍACA NO ECG
1500/número de quadradinhos no intervalo RR (se ritmo 
regular)
Conta o número de QRS no DII longo (tem 10 segundos  
50 quadrados grandes) x 6 para fechar 1 minuto (usado 
especialmente em ritmos irregulares
Regra dos 300
Fluxo de Condutas / Interpretação do ECG
✅ Objetivo inicial é abortar a crise ou controlar a frequência ventricular, prevenindo o agravamento do quadro
Avaliar a ESTABILIDADE HEMODINÂMICA
Instável* → cardioversão elétrica sincronizada sob sedação
*Hipotensão arterial, síncope, dispneia, dor torácica e diminuição do nível de consciência
Estável  MOVE (monitorização, oxigênio se necessário, acesso venoso e ECG
ANÁLISE DO ECG
DURAÇÃO COMPLEXO QRS (normal 0,12s ou 3 quadradinhos)
QRS estreito  0,12s) → origem no nó AV ou acima = TSV (despolarização progredindo pelas vias 
normais)
QRS amplo/largo → origem no ventrículo = TV (condução não segue a via mais eficiente, mais lenta)
RITMO (regularidade do intervalo RR
Classificação da TSV
Irregular → fibrilação atrial (mais comum), taquicardia atrial multifocal
Regular → taquicardia sinusal, taquicardia atrial, flutter atrial, TRN, TAV
3
Taquicardia Supraventricular 2
ONDA P NORMAL PRESENTE
Sim → origem da arritmia nos átrios 
Não → origem abaixo dos átrios, no nó AV ou nos ventrículos
RELAÇÃO ONDA P / QRS (relação entre a frequência atrial e ventricular)
Mais de uma onda P para cada QRS  flutter ou taquicardia atrial
Uma onda P para cada QRS  segue análise
AVALIAÇÃO INTERVALO RPʼ / PʼR RP  início do QRS até a onda P; PR  onda P até início do QRS
RPʼ curto RPʼ PʼR  TRN, TAV e taquicardia atrial
RPʼ longo RPʼPʼR  taquicardia sinusal, taquicardia atrial
CONDUTA
TAV com ritmo regular → MANOBRA VAGAL (manobra de Valsalva)
Não efetiva → ADENOSINA 6 mg EV bolus seguido de 20 mL de soro fisiológico em flush e elevação 
do braço*
Sem reversão/lentificação pós 2 minutos → pode repetir até 2x com dose de 12 mg
*Não existe nenhum estudo comprovando a necessidade de elevar o braço
❗ Avisar o paciente da sensação de morte iminente
🎯 Objetivo das duas medidas é bloquear o nó AV - lentifica a taquicardia, podendo interromper ela
Taquicardia por reentrada e WPW  geralmente interrompidas pelo bloqueio do nó AV (manobra vagal / 
adenosina)
Outras arritmias → lentificação ou aumento do grau de BAV ajuda no diagnóstico e na tomada de decisões
Se reversão medicamentosa das TSV estáveis não for possível → CONTROLE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA 
(metoprolol, verapamil, diltiazen…)
Manobras vagais: valsalva (contração abdominal prologada ou soprar contra o dorso da mão) ou 
soprar uma seringa o necessário para empurrar o êmbolo
⭐ Valsalva modificada (preferência) → fazer a manobra de valsalva sentado e depois colocar o 
paciente em decúbito dorsal e realizar elevação passiva do MMII por 15 segundos
Compressão dos seios carotídeos: não é mais usado, era feito a compressão de uma das carótidas no 
ângulo da mandíbula por 10 segundo
Principais causas de arritmias não sinusais
Ritmo ectópico: ritmo que origina de outro local que não o nó SA
4
Taquicardia Supraventricular 3
Ritmos reentrantes: distúrbio da transmissão do impulso
Via rápida (beta) conduz com mais velocidade e se repolariza mais 
rápido do que a via lenta (alfa)
Em situações normais isso não é relevante porque as duas vias 
tem tempo suficiente de repolarizar entre os batimentos 1
Ocorre um batimento prematuro, originado fora do nó SA (ex.: 
extrassístole atrial) interrompe o fluxo ordenado de batimentos 
sinusais normais
Como o batimento veio antes do esperado, a via lenta ainda 
está no período refratário, então esse batimento é conduzido 
pela via rápida 2
A via rápida entra no período refratário, forçando o batimento 
sinusal seguinte a ser conduzido pela via lenta 3
A via rápida se repolariza e o batimento sinusal circula de volta 
por ela, formando uma alça de reentradalinha: Fluodrocortisona (mineralocorticoide) - faz retenção de sódio e água
Alternativas:
BB funciona para síncope vasovagal precedida de taquicardia (algumas diretrizes não recomendam 
mais, Basileu usa)
Paroxetina (ou qualquer inibidor da recaptação da serotonina)
Situacional
Ocorrem em momentos específicos para cada paciente
Receptores específicos que desencadeiam respostas vagais em órgãos e sistemas diferentes 
Ex.: síncope quando urina, defeca, espirra, em acessos de riso…
Síndrome do Seio Carotídeo
Ocorrem por hipersensibilidade de receptores que causam estímulo vagal na região das carótidas
Mais comum em homens com aprox. 50 anos
Episódios ocorrem quando há compressão do pescoço - estender roupas, colarinho justo, se barbear….
Diagnóstico:
Clínico
Compressão do seio carotídeo é positivo se pausa nos batimentos cardíacos  3s ou queda na PA  50 
mmHg
Hipotensão Postural
Também chamada de HIPOTENSÃO ORTOSTÁTICA
Principalmente em idosos, polimedicados
Fisiopatologia: falência autonômica primária por depleção de volume e diminuição da resposta simpática → 
queda no retorno venoso por incapacidade de fazer a vasoconstrição necessária na posição em pé
Causas:
Medicamentos: vasodilatadores, diuréticos, antidepressivos
Depleção de voluma: anemia/hemorragia, diarreia, vômitos
Disautomonias: parkinson, demência por corpúsculos de Lewy, DM, amiloidose, DRC
Diagnóstico:
História + exame físico (avaliar doenças prévias, novas medicações…)
Aferir PA em 3 posição (decúbito, sentado e em pé) com 3 min de diferença
Queda da PAS  20 mmHg ou PAD  10 mmHg ou queda da PAS  90 mmHg
Pode fazer teste com adenosina
Tratamento:
Orientação (evitar mudanças bruscas de posição)
Manobras de contrapressão
48
Síncope 4
Corrigir causa base (anemia, hemorragia, medicações…)
Pode usar midodrina ou fludrocortisona em casos refratários
Síncope Cardíaca
Geralmente pacientes  60 anos, histórico de doença cardíaca
Pacientes de alto risco que devem ficar internados para investigação
Características:
Ocorrem durante o exercício
Pode ocorrer em posição supina
Poucos ou sem pródromo
Pode ser precedidas de palpitação
Episódios liga-desliga (paciente acorda e apaga subitamente)
 Grande hipotensão pode gerar movimento epiléptico-like
Causas:
Cardiopulmonares: TEP, hipertensão pulmonar
Arritmias: taqui e bradi
Alteração de grandes vasos: dissecção e ruptura de aorta
Estruturais: estenose aórtica, cardiomiopatias, hipertrófica…
Diagnóstico:
ECG
Bradicardia (baixo DC  hipoperfusão): disfunção do nó SA, BAV
Taquicardia (alta FC  prejudica o enchimento ventricular → baixo DC FA, flutter atrial, taquicardia 
supraventricular….
Mais preocupante → taquicardia ventricular (suspeita sempre que tiver palpitações antes da 
síncope)
Holter, ecocardiograma
Estudo eletrofisiológico (especialmente se alto risco de arritmia maligna  TV ou BAV avançado)
Tratamento: depende da causa base
Bradicardia, disfunções do nó SA, BAV avançado → marcapasso definitivo
Arritmias supraventriculares → ablação ou antiarrítmicos
Taquicardia ventricular → ablação, implante de CDI e antiarrítmicos
49
Bradiarritmias 1
Bradiarritmias
Júlia Marin Rampazzo  ATM 2027/2
FC  50 bpm
Pode ser que o paciente não tenha sintomas quando está bem
Competência cronotrópica FC aumenta com atividade física)
FC máxima  220  idade
💡 A FC cardíaca máxima não muda para atletas/não atletas, o que muda é a quantidade de tempo e o 
esforço necessário para atingir
🚨 Sintomas de alerta: síncope, dor torácica, lipotímia
Deve ser valorizada se sintomas ou cardiopatia prévia
Assintomático não tem necessidade de seguir investigação
Etiologia
Atleta jovem (sem déficit cronotrópico)
Relacionado ao sono  AOS
Alterações vasovagais
Doenças do nó SA
Fisiopatologia:
Células do nó SA tem maior automatismo - normalmente assumem o controle da despolarização
Se o nó SA estiver inibido/disfuncionante, outras células assumiram - quanto mais longe do nó SA, mais 
lenta a taxa de despolarização e a FC
Depois da despolarização atrial o estímulo chega no nó AV e no sistema His-Purkinje
Bradiarritmia → problema no nó SA, no nó AV ou no sistema de condução
Sistema autonômico tem função importante no controle da FC
Sistema parassimpático pelo estímulo vagal diminui a FC
Pacientes jovens tem uma variação normal na FC com a respiração (arritmia fásica)
Jovens e atletas podem ter hipertonia vagal FC mais baixa)
Causas intrínsecas Causas extrínsecas / bradicardia funcional
Degeneração do sistema de condução Hipotireoidismo
Doença isquêmica do coração IAM Hipotermia
Doenças infiltrativas (sarcoidose, amiloidose,
hemocromatose)
Drogas BB, BCC, clonidina, digoxina,
antiarrítmicos, canabis)
Doenças do tecido conjuntivo LES, AR, ES Mediadas pelo sistema autonômico (síncope
reativa)
Cirurgia cardíaca prévia Distúrbios eletrolíticos (hipo/hipercalemia)
Doenças infecciosas (chagas, endocardite,
leptospirose, brucelose)
Distúrbios neurológicos HIC, meningite)
Disfunção do Nodo Sinusal
Mais comum em mulheres e idosos
Causa mais comum no Brasil: cardiopatia chagásica crônica
50
Bradiarritmias 2
Clínica:
Pode ser assintomático (se for um achado ocasional não é problema)
Fadiga, ICC*, síncope (eventualmente)
*Redução do débito cardíaco (no caso da bradicardia, o coração tem força para bombear o sangue, mas a 
frequência é diminuída )  ICFEp
Fração de ejeção = volume ejetado em relação ao volume diastólico final
Síndrome de Stoke-Adams: bradicardia com síncope
Síndrome Bradi-Taqui (ou taqui-bradi ou bradi-taquiarritmia): ocorrência de taquiarritmias supraventriculares 
FA seguida de bradicardia severa depois da interrupção da taqui
Principais sintomas: síncope e palpitação
Normalmente o diagnóstico é feito com holter ou estudo eletrofisiológico
Normalmente precisa de marcapasso definitivo
Bradicardia sinusal FC  50 bpm + onda P sinusal sempre seguida de QRS
Bloqueio sinoatrial BSA: atividade sinusal não gera despolarização atrial, pode levar a assistolia atrial 
BSA 1º grau: retardo na condução SA
BSA 2º grau: tipo I  condução é retardada até surgir uma falha (encurtamento progressivo no intervalo 
PP; tipo II  pausas sinusais súbitas
BSA 3º grau: pausas sinusais prolongadas e sem onda P (ritmo juncional - junção AV assume a 
despolarização do coração)
Distúrbios da Condução Atrioventricular
Nó AV lentifica a condução entre átrio e ventrículo (intervalo PR), filtro de atividade atrial excessiva
Principal causa de BAV degenerativa (fibrose, esclerose das fibras de condução), seguida de isquêmica 
IAM inferior)
Só é considerado BAV se frequência atrial for  100
Relação com o IAM: infarto inferior faz bloqueio proximal ao feixe de His → bradicardia transitória com QRS 
estreito 90% dos casos)
BAVT pós IAM não é indicação de marcapasso (exceto se durar  15 dias)
BAV 1º grau
Atraso maior e fixo na condução AV, todo estímulo atrial chega nos ventrículos
Intervalo PR aumentado  200 ms ou 5 quadradinhos)
Sem importância clínica EXCETO NA SÍNCOPE
BAV 1º grau + síncope → faz estudo eletrofisiológico para avaliar presença 
de bloqueio infrahissiano (indicação de marcapasso)
Bloqueio a nível de nó AV suprahissiano) → não progride de forma 
inesperada 
Bloqueio a nível do his (infrahissiano) → maior chance de 
progressão para BAVT ou BAV de alto grau
51
Bradiarritmias 3
BAV 2º grau
Ocorre falhas de condução do átrio para o ventrículo
BAV de 2º grau Mobitz I Wenckebach): aumento progressivo no intervalo PR até ocorrer falha de estimulação 
ventricular (onda P não gera um QRS)
Pode ocorrer em atleta ou jovem no repouso 
Relação com AOS e taquicardia atrial
Usualmente desaparece com o aumento da FC (como no exercício) - se não desaparecer precisa 
investigar
BAV de 2º grau Mobitz II: falha de condução inesperada, associado à distúrbio no feixe de His (distal - pior 
prognóstico)
BAV avançado: condução AV bloqueada de maneira fixa Ex. 21
BAV de 3º grau ou total (BAVT)Nenhum estímulo do átrio chega no ventrículo
Sem relação da atividade atrial com a atividade ventricular (onda P sem relação com o QRS)
Ventrículo assume a própria despolarização que pode ser por:
Escape juncional QRS estreito) - origem do ritmo no nó AV
Idioventricular QRS largo) - origem do ritmo nas fibras ventriculares (abaixo do nó AV
Não responde ao estímulo autonômico - paciente pode ter síncope na atividade cardíaca
💡 Dissincronia cardíaca pode levar ao desenvolvimento da IC
52
Bradiarritmias 4
Conduta
Bradiarritmias instáveis
Sintomas ou sinais de baixo débito (hipotensão, redução do débito urinário, IC, alteração do nível de 
consciência, dor torácica ou síncope)
Necessário restaurar a FC rapidamente 
� MOVE (monitorização, O₂ se hipoxemia, acesso venoso, ECG
� Se instabilidade persistente → ATROPINA 
Bloqueia a ação da acetilcolina nos receptores parassimpáticos → aumentando a FC
Dose: 0,51 mg EV por 35 min (dose máxima: 3 mg)
Teste para ver se a bradicardia é de doença parassimpática ou não (se o nó SA está normal ou não)
QRS estreito → acima no feixe de His → responde à atropina
QRS largo → abaixo do feixe de His → não responde à atropina
� Se ineficaz: marcapasso ou dopamina ou adrenalina
Bradiarritmia Estável
Avaliar causas reversíveis: hipoxemia, hipotermia, medicamentos, distúrbios eletrolíticos, IAM, 
hipotireoidismo)
BAV de 1º grau e 2º grau Mobitz I  BENIGNO, mais comum em atletas e indivíduos sadios assintomáticos
BAV de 2º grau Mobitz II e BAVT → normalmente precisa de marcapasso
🎯 Indicação de marcapasso: sintomas ou bloqueio avançado ou medicação insubstituível que causa 
bradicardia (ex. BB na IC
Derivação ganglionar ou denervação simpática cardíaca - novo tratamento para bradiarritmias graves 
(especialmente se refratárias ao tratamento convencional) - algumas bradiarritmias são 
causadas/exacerbados por hiperatividade vagal
53
Cardiopatia Congênita 1
Cardiopatia Congênita
Júlia Marin Rampazzo  ATM 2027/2
Circulação Fetal
Coração termina de se formar com 4 semanas de gestação (primeiro órgão)
Se alterada a ardem temporal de formação de câmaras, válvulas, grandes vasos podem ocorrer má 
formações congênitas (por alterações genéticas e fatores extrínsecos)
Troca gasosa é feita pela placenta que tem uma baixa resistência vascular → PA do feto é baixa
Pulmão fetal é cheio de líquido → alta resistência vascular
Shunts direito-esquerdo: 
Canal arterial (ducto arterial/arterioso): ligação entre o tronco pulmonar e a aorta
Forame oval: válvula entre AD e AE (fechamento anatômico no 3º mês)
Shunt extracardíaco - ducto venoso: une a V. umbilical e a VCI
Porção intra-abdominal da V. umbilical se torna o ligamento redondo do fígado
Fluxo do sangue:
� V. umbilical sai da placenta com sangue 
oxigenado
� Chega no coração direito pelas
a� VCS - sangue pouco oxigenado
b� VCI - se une a V. umbilical pelo ducto 
venoso → sangue médio oxigenado
� Segue para o tronco pulmonar
a� 10% do sangue vai para o pulmão
b� 90% é desviado pelo canal arterial, 
seguindo para aorta, e pelo forame oval, 
para o AEVD→aorta
� Ao atingir a aorta descendente o fluxo se reúne 
com a A. umbilical (retorno venoso do corpo) e 
chega na placenta onde libera o CO₂ e os 
resíduos
TRANSIÇÃO DA CIRCULAÇÃO FETAL  NEONATAL (após o nascimento)
Líquido nos pulmões é reabsorvido → queda na resistência vascular pulmonar
Aumento do fluxo sanguíneo pulmonar com a respiração
54
Cardiopatia Congênita 2
Clampeamento do cordão → aumento da pressão sistêmica
Aumento da concentração de O₂ e diminuição de prostaglandinas → ducto arterial começa a fechar
Aumento da pressão no AE  fechamento do forame oval 
Acianótica
Desvio do fluxo de sangue da esquerda para direita
Comunicação interatrial CIA
Comunicação interventricular CIV
Persistência do canal arterial PCA
Janela aortopulmonar JAP
Defeito do septo atrioventricular DSAV
Lesões obstrutivas ao nível das câmaras cardíacas esquerdas
Estenose aórtica (EAo)
Coarctação de aorta CoAo)
Estenose mitral congênita (EMi)
Lesões obstrutivas ao nível das câmaras cardíacas direitas
Estenose pulmonar EP
Comunicação Interventricular (CIV)
Descontinuidade do septo que divide os ventrículos 
Passagem de sangue esquerdo → direito → hiperfluxo pulmonar → aumento do retorno venoso para AE 
→ IC
Pode estar associada a tretalogia de Fallot (mas é mais comum isolada)
⭐ Cardiopatia congênita mais prevalente
Classificação: perimembranosa 80%, muscular, subarterial/via de saída
CIV é a cardiopatia congênita que mais manifesta IC
Síndrome de Eisenmenger: arteríolas pulmonares ficam menos complacentes → hipertensão pulmonar, fazendo 
a passagem de sangue ser VD  VE. Normalmente crianças mais velhas com taquidispneia, baixa saturação e 
cianose.
Clínica:
Pequena: assintomática
Moderada/grande: IC direita (descompensa nos 23 meses de idade) com congestão venosa sistêmica
Sinais de IC (dispneia, sudorese, hepatomegalia), piora aos esforços (ao mamar → baixo ganho 
ponderal), pneumonias de repetição
Ictus hiperdinâmico e desviado para esquerda
Ausculta: sopro holossistólico, hiperfonese de B2 (componente pulmonar mais acentuado)
Diagnóstico:
Ecocardio: confirmação, ver tamanho/localização
ECG sobrecarga biventricular e de AE
Rx de tórax: aumento da trama vascular pulmonar e aumento da área cardíaca
Tratamento:
55
Cardiopatia Congênita 3
Pequenas e assintomáticas → provável fechamento espontâneo no 1º ano de vida (acompanhar pelo risco 
de endocardite)
Tratamento dos sintomas de ICDIU e IECA seguido de correção cirúrgica precoce (pós 3 meses de vida)
Comunicação Interatrial (CIA)
Defeito no septo que separa os átrios (passagem de sangue 
esquerdo → direito → hiperfluxo pulmonar)
3º cardiopatia mais frequente
Tipo fossa oval (ou ostium secundum) é a forma mais comum 
70%, seguido de ostium primum, seio venoso e seio coronário
Clínica: assintomático e sem limitação ao esforço, comum ser achado incidental
Inespecíficos: fadiga, dispneia, redução da capacidade funcional
Ausculta: desdobramento amplo e fixo de B2 (patognomônico) - atraso na ejeção do VD pelo hiperfluxo
Pode ter hiperfonese de B1 e sopro sistólico (pelo fluxo aumentada na valva pulmonar)
Diagnóstico:
ECG sobrecarga de VD e bloqueio de ramo direito 
Normalmente ritmo sinusal, mas tem mais chance de arritmias atriais FA
Rx de tórax: aumento da trama vascular pulmonar e da área cardíaca
Tratamento:
Fechamento espontâneo/redução no diâmetro ocorre na maioria dos casos no 1º ano de vida
Tratamento de sintomas se presentes IC, arritmia, HAP
CIA grande → cirurgia com o paciente assintomático entre os 3 e 5 anos de idade
No ostium secundum pode ser feito cateterismo cardíaco + implante de prótese para correção o resto 
a única opção é cirurgia
Persistência do Canal Arterial (PCA)
Canal arterial = ligação entre o tronco pulmonar e a aorta
Com a permanência após o nascimento o fluxo passa a ser aorta → tronco pulmonar → hiperfluxo pulmonar
Fatores de risco: história familiar, prematuridade, sofrimento fetal agudo, asfixia perinatal, síndrome da 
rubéola congênita
Clínica: 
Pequeno: oligossintomático, sopro no exame físico
Maior: ICC, precórdio hiperdinâmico (hipercinético - pela sobrecarga do VE
Prematuros: sudorese, taquicardia, taquipneia, irritabilidade, perda ou ganho insuficiente de peso
Ausculta: sopro contínuo “em maquinariaˮ
Pode ter B3 e pulsos periféricos amplos em martelo dʼágua/de Corrigan
Diagnóstico:
Ecocardio: dimensões, padrão, velocidade de fluxo
56
Cardiopatia Congênita 4
ECG sobrecarga esquerda
Rx de tórax: aumento da área cardíaca e da trama vascular pulmonar
Cateterismo: avaliação de resistência vascular
Tratamento:
Pequeno: pode ter fechamento espontâneo nas primeiras semanas de vida
Prematuros: indometacina ou ibuprofeno (AINE)
Se falha → cirurgia entre 6 meses e 2 anos de idade (sempre tem indicação de fechamento)
➕ Janela Aortopulmonar
Comunicaçãoentre aorta ascendente e artéria pulmonar
Rara, parecida com a PCA
Defeito de Septo Atrioventricular (DSAV)
Ausência de septo AV  fluxo hiperfluxo pulmonar
Cardiopatia congênita mais comum na síndrome de Down
Clínica:
DSAV parcial: parecido com CIA ostium primum - assintomáticos até os 3040 anos
DSAV total: fluxo pela CIA e pela CIV (maior grau de HAP  IC precoce com congestão pulmonar
Ausculta: desdobramento amplo e fixo da B2, sopro sistólico regurgitativo em foco mitral
Diagnóstico:
Ecocardio e RM
ECG BAV de 1º grau, desvio do eixo para esquerda, bloqueio de ramo esuqerdo
Rx de tórax: aumento da área cardíaca e da trama vascular pulmonar
Tratamento: clínico para IC DIU e IECA, cirurgia precoce (até 6 meses de idade) para correção
Estenose Aórtica (EAo)
Obstrução da via de saída do VE pode ser subvalvar, valvar ou supravalvar
Normalmente a valva aórtica é tricúspide (mas ser bicúspide é comum)
20% associado a outras cardiopatias PCA, CIV, CoAo)
Grau de estenose: leve  20 mmHg), moderada 2040 mmHg), grave  40 mmHg)
Clínica: tríade angina, síncope e IC
Se grave → pulso parvus e tardus
57
Cardiopatia Congênita 5
Ausculta: sopro sistólico ejetivo rude em foco aórtico, que irradia para pescoço
Diagnóstico:
Ecocardio: gradiente transvalvar
ECG hipertrofia de VE
Rx de tórax: aumento da área cardíaca e dilatação pós estenótica
Tratamento: valvoplastia cateter-balão, substituição valvar, profilaxia para endocardite
Coarctação de Aorta (CoAo)
Estreitamento na artéria (normalmente junto do canal arterial, logo após a emergência da subclávia)
Sangue tem dificuldade de passar para os MMII e se acumula nos MMSS (fluxo normopulmonar)
Após a subclávia → ≠ de PA em MMSS e MMII
Antes da subclávia → ≠ de PA em MMSS
Clínica:
PA aumentada pré coarctação → causa de hipertensão secundária
Tonturas, cefaleia, palpitações, dispneia, angina…
Aumento de pulso em MMSS e diminuição em MMII
Nos primeiros dias de vida o canal arterial mantém um bom fluxo, com o fechamento pode haver choque 
pela má perfusão periférica
Ausculta: sopro mesotelessistólico no apêndice xifoide e foco mitral
Diagnóstico:
ECG hipertrofia de VE
RM e angioTC  padrão ouro
Rx de tórax: sinal de Roesler - erosão da borda inferior do arco costal pela 
dilatação dos vasos intercostais
Tratamento:
Prostaglandinas para manutenção do canal arterial em neonatos sintomáticos, angioplastia com balão 
(paliativo)
Tratamento definitivo → cirúrgico
Cianogênicas: shunt direito-esquerdo (sangue não chega oxigenado) ou hipóxia importante
Estenose Mitral Congênita (EMi)
Normalmente associadas à “Síndrome de Shoneˮ → valva mitral em paraquedas, membrana supravalvar 
mitral, estenose subaórtica, coarctação de aorta
Sobrecarga de AE  edema pulmonar
Clínica:
Hipodesenvolvimento 
Cansaço, taquidispneia, hipertensão pulmonar e ICC
Ausculta: sopro diastólico em ruflar mitral com esforço pré-sistólico e B2 hiperfonética
Diagnóstico:
ECG sobrecarga de AE e VD
58
Cardiopatia Congênita 6
Rx de tórax: aumento da trama vascular pulmonar e espessamento septal periférico
Tratamento: cirúrgico ou valvoplastia por balão
Estenose Pulmonar (EP)
Menor passagem de sangue pelo tronco pulmonar → hipofluxo e hipoxemia
 Hipertrofia de VD  IC direita
Pode estar da tetralogia de Fallot
Clínica: assintomático, cianose se grave
Ausculta: sopro sistólico em foco pulmonar em crescendo e decrescendo, B1 hiperfonética
Diagnóstico:
Ecocardio: exame de escolha para diagnóstico
ECG desvio do eixo para direita, sobrecarga de VD
Rx de tórax: trama vascular pulmonar diminuída, aumento da área cardíaca
Tratamento: 
Leve → acompanhamento
Moderada/grave: valvoplastia percutânea ou cirurgia
Cianótica
Shunt direito → esquerdo (sangue não oxigenado vai para as extremidade)
Instauração do sangue arterial → hipoxemia
Condição grave, minoria sobrevive - importante o diagnóstico precoce
Tetralogia de Fallot (T4F)
“Síndrome de bebê azulˮ
Desvio infundibular em relação ao septo ventricular
⭐ Cardiopatia cianótica mais comum 10% de todas as CC, a que mais precisa de cirurgia no 1º ano de vida)
Características:
� Hipertrofia de VD
� Estenose pulmonar
Associada a uma estenose infundibular
� Dextroposição da aorta em relação ao septo IV (aorta 
cavalgando os ventrículos)
Se aorta cavalgada mais de 50% para direita - dupla via 
de saída da VD
Anomalia de inserção das coronárias
� Comunicação interventricular CIV
Normalmente única, ampla e perimembranosa, pode se 
apresentar com múltiplos orifícios também (mais difícil de 
fechar)
Obstrução da via de saída do VD pela EP  hipofluxo pulmonar e aumento da pressão do VD → sangue VD para 
VE  CIANOSE PERIFÉRICA
Clínica: 
59
Cardiopatia Congênita 7
Estenose leve → sintomas tardios (pink fallot)
Estenose grave → cianose precoce, baqueteamento digital (logo que a criança nasce)
Taquipneia, hiperpneia, aumento progressivo da cianose, palidez e síncope
Pode ter convulsões, AVE, coma e óbito
Desencadeados: despertar pela manhã, choro, evacuações e mamadas
Ausculta: B2 única (componente pulmonar inaudível), sopro sistólico ejetivo rude 
Diagnóstico
Ecocardio
Definir localização e número de comunicações, anatomia, lesões associadas
ECG sobrecarga de VD e eixo desviado para direita
Rx de tórax: aumento da área cardíaca e coração em bota/tamanco holandês
Tratamento:
Atresia pulmonar ou EP grave → prostaglandinas para manutenção de CA nos primeiros dias de vida 
(shunt sistêmico pulmonar)
BB, O₂, posição genupeitoral, expansão e sedativo
Cirurgia de Blalock Thomas Taussig - provisória, anastomose subclávia  A. pulmonar
Tratamento definitivo → cirurgia precoce (pós 6 mês), fechamento da CIV e aumento da via de saída do 
VD
Transposição das Grande Artérias (TGA)
Inserção da aorta no VD e da A. pulmonar no VE
Discordância ventrículo arterial), hiperfluxo pulmonar e cianose 
periférica
3% de todas as CC
Tipos anatômicos: TGA simples - com septo ventricular íntegro (mais 
frequente) ou com CIV
Clínica
Cianose e taquipneia (depende da existência ou não de EP e CIV
Sinais de IC e choque
Mal estado geral, palidez, extremidades frias, baixa saturação, hipotensão
Sopro pode não estar presente
Diagnóstico:
Ecocardio: avaliar as conexões AV e ventriculo-arterial
ECG sobrecarga de VD e eixo desviado para direita
Rx de tórax: coração com formato ovalado (ˮovo deitadoˮ), pedículo deitado
Angio TC avaliação pré op das coronárias
Tratamento
Procedimento de Rashkind → feito logo que o bebê nasce para manter a criança viva - coloca um balão 
para manter a circulação (paliativo)
60
Cardiopatia Congênita 8
Cirurgia de Mustard/Senning (switch atrial)
Cirurgia de Jatene: reposicionamento da aorta/pulmonar
Coração Univentricular
Atresia valvares AV  mitral ou tricúspide
Dupla via de entrada → duas valvas de esvaziam na mesma câmara ventricular
Clínica: depende da presença ou ausência de obstrução ao fluxo pulmonar
IC, insuficiência cardíaca
Diagnóstico: ecocardio
Tratamento: não existe correção anatômica
Cirurgia para correção fisiológica Blalock Taussig, Glenn, Fontan)
Truncus arteriosus (TA) 
Vaso único saindo do coração que cavalga o septo ventricular
Supre a circulação sistêmica, coronariana e pulmonar → queda progressiva da resistência pulmonar → IC de 
alto débito
Clínica Taquipneia, retração intercostal e cianose
Ausculta: sopro sistólico, B2 única
Diagnóstico:
ECG sobrecarga biventricular e AE
Rx de tórax: aumento da área cardíaca, tronco pulmonar escavado
Ecocardio
Tratamento:
Cirurgia precoce (fecha o CIV e coloca um tubo para comunicar com a aorta)
Medicamento para IC até a cirurgia IECA e DIU
Drenagem Anômala Total das Veias Pulmonares (DATVP)
Quando as V. pulmonares drenam em outra estrutura venosa que não o AE
Supracardíaca é o tipo mais comum
Clínica:
CIA 
Sem obstrução na V. pulmonares → hiperfluxo pulmonar, IC, SEM cianose 
Com obstrução na V. pulmonar → hipofluxo pulmonar,, edema pulmonar, cianoseDiagnóstico:
ECG sobrecarga direita
Ecocardio: avaliar a drenagem das V. pulmonares
Tratamento: sempre cirúrgico, urgência depende do grau de obstrução
Cateterismo - antisseptoplastia (temporário até a cx)
614
Principais TSV
Taquicardia Sinusal
✔ Ritmo sinusal acelerado  FC  100 bpm), RPʼ longo, manobra vagal/adenosina: lentificam a taquicardia
Onda P sinusal - onda P positiva em D1, D2 e isoelétrica em V1
Diagnóstico  ECG, holter, investigação pela etiologia
Apropriada (esperadas diante da situação): estresse, ansiedade, dor, hiperemia, relacionada à patologia IC, 
hipotireoidismo, infecção, anemia, feocromocitoma, transtornos psiquiátricos)
SPOT (tipo específico) → aumento da FC com mudança de postura (incremento maior que 30 bpm ou FC 
> 130 bpm) - relação com sedentarismo
Diagnóstico pode ser feito pelo tilt test ou holter
Tratamento → identificar e tratar/remover a causa base
Inapropriada: ritmo acelerado na ausência de fatores estressores, em etiologia definida, diagnóstico de 
exclusão
Mais comum em mulheres e profissionais da área da saúde
Pacientes costumam ser bastante sintomáticos (palpitações, tontura, dispneia, desconforto torácico, 
síncope)
Tratamento → controle da FC com BB, pode ser feita ablação se resposta inadequada à terapia
Taquicardia por Reentrada Nodal (TRN)
✔ Taquicardia pela reentrada do estímulo no nó AV, ritmo regular
5
Taquicardia Supraventricular 4
Mais comum em mulheres jovens, início entre 3040 anos
Sintomas súbitos - palpitações intensas sentidas no pescoço (Frog) ou 
no peito, dispneia ou síncope
Frog ocorre pela contração atrial concomitante à ventricular e com as 
valvas AV fechadas
RP curto
A ativação atrial retrógrada (alça de reentrada) gera uma onda P 
negativa no final do QRS pseudo S em D2 e pseudo R em V1)
Tratamento: manobra vagal ou adenosina → revertem a taquicardia (descrito em cima)
Controle de recorrência: 
Sintomas frequentes e mal tolerados → ablação com radiofrequência (tratamento curativo)
Pouco sintomáticos e crises esporádicas → pode manter as medicações BB, BCC ou digoxina) - 
abordagem pill-in-the-pocket
Taquicardia por Reentrada AV
SÍNDROME DE WOLF PARKINSON WHITE WPW  via acessória + taquicardia por reentrada
✔ Taquicardia por reentrada que depende do nó AV e de via acessória que conecta o tecido atrial e ventricular
Um estímulo (ex.: extrassístole) capaz de ser conduzido pelo nó AV vai por uma via acessória que consegue 
conduzir o estímulo retrogradamente aos átrios
ECG  intervalo PR curto e onda delta* (ativação inicial lenta do ventrículo) → conjunto de características é 
chamado de pré-excitação ventricular, presente fora da crise também
*onda parece com △
Início e término súbito, desencadeado por manobra de valssalva (como levantar peso), precedido de 
extrassístole, sensação de batimentos cervicais (frog), bem tolerada ou com baixo débito
Sintomas: sudorese, palidez, extremidades frias, náusea
Risco de morte súbita se FA conduzida pela via acessória
Tratamento: manobra vagal ou adenosina → reverte a arritmia
Casos refratários → amiodarona
Evitar drogas que bloqueiem o nó e tenham pouca ação na via acessória BB, BCC e digoxina)
Tratamento definitivo é ablação por radiofrequência da via acessória (sempre faz ablação)
Pseudo Rʼ em V1 Pseudo S em D2 P retrógrada)
6
Taquicardia Supraventricular 5
🫀 Fatores associados aos batimentos ectópicos
Estimulantes cardíacos → álcool, coca, chá preto, café, chimarrão, chocolate, energético
Medicamentos → antialérgicos, antigripais, xantinas, beta agonistas
Estresse
Flutter Atrial
✔ Ocorre independentemente do nó AV, envolvendo o tecido de condução atrial principalmente no átrio direito
Associado à doença cardíaca: 30% tem fibrilação atrial concomitante
ECG  ondas serrilhadas, sem onda de base entre as ondas atriais (ondas F)
Manobra vagal e adenosina → aumentam o BAV e revelam as ondas F
Geralmente apresenta condução 21 (duas ondas P para cada QRS
Diagnóstico:
Taquicardia com FC 150 bpm
Assintomático ou palpitação, dor precordial, sintomas de baixo débito, IC, edema agudo de pulmão
Atenção especial para associação com WPW e condução 11
Tratamento:
Menos de 48h → controle da FC, reversão com antiarritmico (amiodarona), reversão com cardioversão 
elétrica
Mais de 48h → não deve ser revertida - a não ser que o paciente esteja anticoagulado há três semanas
Faz ecocardiotransesofágico para avaliar presença de trombos + anticoagulação
Prevenção de recorrência com antiarrítmicos (propafenina, dotalil ou amiodarona)
Tratamento definitivo → ablação por radiofrequência
Ocorre 95% das vezes no sentido ortodômico (desce pelo nó 
AV e sobe pela via acessória. Sentido antidrômico = desce pela 
via acessória e sobe pelo nó AV
Ondas delta nas setas
7
Taquicardia Supraventricular 6
Taquicardia Atrial
✔ Originada no miocárdio atrial, onda P com morfologia diferente da sinusal
Não precisa do nó AV, vias acessórias ou tecido ventricular para início/manutenção da taquicardia - pode ser 
originada de um único foco ou múltiplos (multifocal)
Pode ocorrer em pessoas com coração normal ou com doenças estruturais
PR longo
Se reentrante (mecanismo mais comum) tem início e término súbito
Comum associação com BAV de primeiro grau ou Wenckebach BAV segundo grau mobitz II
Manobra vagal e adenosina → lentifica a taquicardia (se mecanismo automático) ou aumento do BAV (se 
mecanismo reentrante)
Tratamento:
Controle da crise: controle da FC BB, BCC, digitálicos)
Reversão da arritmia: amiodarona, cardioversão
Prevenção de recorrência: medicação ou ablação
Configuração de serrilhado da linha de base e bloqueio atrioventricular 41, isto é, quatro ondas f para cada despolarização 
ventricular.
Ondas P bifásicas na parede inferior e negativa em V1.
8
Taquicardia Supraventricular 7
9
Fibrilação Atrial 1
Fibrilação Atrial
Júlia Marin Rampazzo  ATM 2027/2
ECG  AUSÊNCIA DE ONDA P e INTERVALOS RR IRREGULARES
Arritmia mais comum, afeta 25% dos indivíduos pós 50 anos de idade
Normalmente tem etiologia
Aumento na mortalidade, aumento de evento isquêmico 2030% de todos os eventos isquêmicos), aumenta 
o risco de IC
Fatores de risco:
Idade
Tabagismo, drogas, consumo de álcool, perfil lipídico, inatividade ou atividade física intensa
DAC (pós IAM ou cardiomiopatia isquêmica)
Insuficiência cardíaca
Lesão valvar (que leva a estenose ou insuficiência)
HAS (aumento do átrio esquerdo)
Cirurgia cardíaca
Síndrome metabólica, obesidade, SAOS, DM e hipertireoidismo
DPOC e embolia pulmonar
Estimulantes: café, chimarrão, coca, álcool, energértco, estresse
Patogênese FA geralmente associada a doença de base em que haja aumento do átrio esquerdo, aumento da 
pressão intra-atrial ou inflamação atrial
Maioria dos episódios paroxísticos são por extrassístoles atriais
Quadro Clínico Pode ser assintomático ou palpitações taquicardia, fadiga, fraqueza, tontura, redução da 
capacidade de realização de exercício, aumento do volume urinário e dispneia
Sintomas mais graves: dispneia no repouso, angina, pré-síncope, síncope, eventos tromboembólicos
Classificação
Ritmo irregular e ausência de onda P.
10
Fibrilação Atrial 2
� FA inicialmente detectada: primeiro diagnóstico, independente da duração e sintomas
� FA paroxística: episódios com duração de até 7 dias (usualmente com resolução espontânea em até 48 horas 
ou após uso de fármaco dentro deste período)
� FA persistente: duração superior a 7 dias
� FA persistente de longa duração: duração superior a 12 meses, quando se decidiu não tratar o ritmo
� FA permanente (ou aceitada): sem perspectiva de restabelecer o ritmo sinusal
➕ FA subclínica (silenciosa): FA detectada por técnicas de monitorização prolongada
Tratamento
Prevenção de Tromboembolismo
Escore de risco para AVC e tromboembolismo → CHA₂DS₂VASc
Avaliação do risco de sangramento  HASBLED
Recomendação de anticoagulação crônica pelo CHA₂DS₂VASc
Mulher  1 / Homem 0 → nenhuma terapia recomendada
Mulher 2 / Homem 1  considerar AVK ou NOAC 
(avaliação individual)
Mulher  3 / Homem  2  AVK ou NOAC
FA  estenose mitral ou válvula metálica  AVK manter o 
INR entre 23
Restante dos pacientes DOAC
*Na última diretriz foi comprovado que o sexo femino não é mais 
fator de risco
❗ ANTICOAGULAÇÃO PARA A VIDA TODA, mesmo que o ritmo 
volte ao sinusal (pode fazer FA paroxística silenciosa, que pode 
levar a AVC
Prevenção de tromboembolismo deve ser feita também em pacientes com FA há  48h ou com duração incerta 
que vão fazer cardioversão
Anticoagulação efetiva DOAC ou INR entre 23 por 3 semanas antes e 4 semanas após a cardioversão
 Pode ser feito um ecocardio transesofágico para pesquisa de trombos. 
Se não houver, pode-se realizar cardioversão imediatamente após iniciar heparina parenteral.
Se forem identificados trombos → segue o esquema de anticoagulação (é recomendado manter por 
longo período após a cardioversão nesses pacientes)
11
Fibrilação Atrial 3
✅ Abordagem Better Control
Controle da frequência = manutenção da FA com controle da frequência cardíaca
Controle do ritmo = reversão ao ritmo sinusal 
 Escolha da abordagem leva em conta idade do paciente, cardiopatia de base, sintomas 
associados e escolha do pacientes
 Via de regra não deixa paciente em FA (em um primeiro momento)
Controle do Ritmo
Feita por cardioversão elétrica ou química - deve ser considerada para a grande maioria dos pacientes, 
especialmente mais jovens, com primeiro episódio diagnosticado de FA ou se início recente e risco de 
recorrência baixo
Cardioversão química → antiarrítmicos (amiodarona, propafenona, sotalol)
Amiodarona 150 mg IV em 10 minutos
Propafenona somente se ausência de cardiopatia estrutural (se reverter, pode fazer estratégia pil-in-the-
pocket se FA de poucas recorrências)
Paciente precisa estar estável hemodinamicamente
Cardioversão elétrica
Choque sincronizado que faz com que todas as células despolarizem ao mesmo tempo
Obrigatória  INSTABILIDADE HEMODINÂMICA (independente do tenpo de início), falha na cardioversão 
química
É recomendada HNF em bolus antes da reversão emergencial
Se não houver resposta à cardioversão elétrica, pode ser feita a administração de amiodarona antes 
da nova tentativa
Controle do ritmo (reversão ao ritmo sinusal seguido por sua manutenção) é mantida com drogas antiarrítmicas 
e/ou pela ablação por radiofrequência.
Drogas antiarrítmicas → amiodarona, propafenona ou sotalol
Paciente sem cardiopatia estrutural nem hipertrofia de ventrículo esquerdo → preferência por 
propafenona ou sotalol
Se IC ou HVE  amiodarona, contraindicado propafenona ou sotalol
Amiodarona está associada a maiores índices de manutenção do ritmo sinusal, mas tem mais efeitos 
adversos (hiper ou hipotireoidismo, infiltrado pulmonar, hepatite medicamentosa…)
Após a reversão usa antiarrítmico (dose vai reduzindo ao longo das semanas até ser rettirado)
Indicações de ablação por radiofrequência:
Sintomáticos  FA paroxísticas + sem controle com medicação
FA  IC
FA persistente sem outros fatores de risco
Pode ser primeira opção de tratamento em centros experientes
💡Sempre indicado tratar os fatores precipitantes antes de iniciar a terapia antiarrítmica (como hipertiroidismo, 
distúrbios hidroeletrolíticos, HAS, DAC, tabagismo, etilismo…)
Controle da Frequência
Uso de medicamento que bloqueia a condução AV  BB, BCC não di-hidropiridínico, digoxina (amiodarona 
pode ser usada em alguns casos específicos)
12
Fibrilação Atrial 4
Objetivo inicial na abordagem do paciente é controle da FC, especialmente se  48h de sintomas, múltiplas 
comorbidades ou doença cardíaca estrutural
Se FA  48h/presença de trombo no ecocardio transesofágico → faz o controle da FC  anticoagulação 
conforme indicação (para poder cardioverter com segurança ou quando a FA é aceitada)
Pode ser feita ablação do nó AV com implante de marcapasso
🟰 Situação que a FA pode ser considerada aceitada:
Paciente é completamente assintomático
Foi tentado cardioversão (química ou elétrica) e não funcionou
Pacientes minimamente sintomáticos que a terapia não funcionou
Receio que o ritmo sinusal não assuma o controle pós cardioversão (precisaria marcapasso pós 
cardioversão)
Literatura diz que pode-se aceitar a FA, mas o Basileu disse que ele coloca marcapasso e 
depois faz a cardioversão (se não for colocado marcapasso, paciente vai sair muito bradicardico 
do procedimento)
Conduta na Crise
Estável hemodinamicamente?
Não → cardioversão imediata (risco de AVC é menor que o benefício)
Sim → está anticoagulado há pelo menos 3 semanas? (dose certa, posologia certa)
Sim → providenciar a cardioversão (química ou elétrica)
Não → iniciar a anticoagulação imediatamente e controle da FC
FA  48h → cardioversão imediata (risco de evento tromboembólico é quase 0
FA  48h → pode ter trombo nas câmaras, cardioversão pode fazer com que o paciente tenha 
evento tromboembólico
Anticoagulação por 3 semanas + controle da FC
Pode ser feito um ecotransesofágico pra ver se não tem trombo e então fazer a cardioversão
💡 Casos de flutter atrial são manejados igualmente aos de FA
13
Fibrilação Atrial 5
14
Taquicardia Ventricular 1
Taquicardia Ventricular
Júlia Marin Rampazzo  ATM 2027/2
Arritmias ventriculares → distúrbios da formação do impulso elétrico nos ventrículos
Extrassístoles ventriculares EV  atividade elétrica isolada
Taquicardia ventricular TV  se ocorre na sequência de três ou mais batimentos consecutivos, com FC  
100 bpm
Morfologia do QRS: poli ou monomórfica
Tempo de duração
Não sustentadas → duração  30 segundos
Sustentadas → duração  30 segundos
Forma de apresentação: paroxística (esporádica ou frequente) ou incessante
Repercussão Hemodinâmica: bem ou mal tolerada
Mecanismos de PCR 
Ritmos chocáveis: taquicardia ventricular, fibrilação ventricular
Ritmos não chocáveis: AESP, assistolia
⚠ Importante diferenciar as taquicardias potencialmente fatais daquelas com o melhor prognóstico
Se ocorrem em indivíduos normais e assintomáticos → idiopática, geralmente benigna
Se em pacientes com cardiopatia estruturas → maior chance de morte súbita
Fisiopatologia
Elas são iguais, mas tem mecanismos diferentes:
Automatismo:
As células ventriculares não tem automatismo (tem potencial de ação normal, não são capazes de gerar 
seu próprio estímulo)
No automatismo, algumas dessas células desenvolvem essa capacidade, fazendo com que despolarizem 
espontaneamente → o coração vai bater, mesmo que não seja o estímulo certo (se uma célula manda o 
estímulo as outras acompanham)
Mecanismo associado na TV e EV idiopática (paciente sem doença prévia)
Potencial deflagrado
Usualmente depois da despolarização, a célula miocárdica entra em um período refratário. 
Algumas células podem ter uma entrada discreta de cálcio, mesmo no período refratário. Se atingirem o 
limiar de despolarização, geram corrente elétrica 
 Boa resposta aos BCC (verapamil, diltiazen)
Reentrada
Utiliza áreas de condução lenta miocárdica (cicatriz, fibrose) e o sistema His-Purkinje
Ocorre cardiopatias estruturais → reentrada por circuitos gerados pela presença de tecido viável no 
interior da cicatriz miocárdica (e
Mecanismo associado na doença estrutural
Precisa de cicatriz, fibrose e circuito
15
Taquicardia Ventricular 2
🟰 Associação com outras doenças: ⭐ cardiopatia isquêmica (aterosclerose, vasoespasmo, corárioa 
anômala), Chagas (causas mais comuns)
Outras: displasia arritmogênica do VD, miocardite viral, sarcoidose, miocardiopatia dilatada, 
hipertrofia e cirurgia para correção de cardiopatia congênita
Quadro Clínico
EV  assintomático ou sensação de irregularidade no pulso, batimentos mais intensos ou de pausa, sintomas 
inespecíficos (dispneia, cansaço, tontura)
TV  pode ter sintomas de pré-síncope ou síncope; palpitação na região precordial ou percepção de pulso 
aumentado
PCR ou morte súbita pode ser a manifestação inicial da TV sustentada
 Pacientes com o cardiodesfibrilador implantável CDI podem procurar atendimento depois do choque
Diagnóstico
ECG
Importante para documentar a crise, primeiro exame a ser feito
ECG nas contrações ventriculares prematuras(3 ou mais configuram a TV
QRS LARGO  0,12 s ou 3 quadradinhos) e BIZARRO
Despolarização não segue a via normal de condução
Pode não estar alargado em todas as derivações
Comum não ver onda P (mas pode ser visto uma onda P retrógrada)
Geralmente seguida de uma pausa compensatória
💡Se complexos QRS normais  NÃO É TV
Morfologia do QRS
QRS são semelhantes → monomórficas
QRS com  2 morfologias → polimórfica
➕ Torsades de pointes QT longo no ritmo sinusal. Tratamento com isoproterenol, infusão EV de magnésio
Diagnóstico diferenciais de arritmias com QRS largo: TV e TSV com aberrância de condução → usa critérios de 
Brugada ou de Vereckei para diferenciar
Testes complementares ao ECG
TPSV taquicardia paroxística supraventricular; BRD bloqueio 
de ramo direito; BRE bloqueio de ramo esquerdo.
16
Taquicardia Ventricular 3
Teste de esforço - útil em taquicardia assintomática relacionada ao esforço, com suspeita de doença 
isquêmica
Holter - holter negativo não exclui o diagnóstico
Ecocadio - avaliação de cardiopatia existente. FE reduzida é fator prognóstico de morte súbita em pacientes 
com TV, pode ter alterações seguimentares do VE
Normal se TV idiopática
RM cardíaca
Cateterismo cardíaco (cineangiocoronariografia): importante para excluir doença coronariana obstrutiva
Se coronariopatia passível de tratamento percutâneo cirúrgico, deve ser feito → isquemia pode contribuir 
para a ocorrência de TV
Estudo eletrofisiológico - doença cardíaca isquêmica, congênita com síncope ou outro sintoma que não tem 
indicação de fazer CDI, avaliação para fazer ablação
Tratamento
Emergência / durante a crise
Paciente em PCR por TV  desfibrilação!
TV mal tolerada (paciente monitorizado): Taquicardia de QRS alargado + sinais de instabilidade* → cardioversão 
elétrica sincronizada/desfibrilação o mais rápido possível
*Hipotensão, nível de consciência diminuído, cianose, pulso fino, má perfusão periférica
TV bem tolerada (paciente estável): faz o ECG de 12 derivações.
Cardioversão elétrica ou química
 Avalia distúrbios hidroeletrolíticos, uso de medicamentos
TV sustentada
TV monomófica → cardioversão elétrica sincronizada (choque sincroniza com a onda P0
TV polimórfica → desfibrilador (não é possível identificar a onda P
TV não sustentada → não requer tratamento imediato, a menos que os surtos sejam frequentes ou 
duradouros o suficiente para provocarem sintomas. 
Pode usar fármacos antiarrítmicos
Ambulatorial / Longo Prazo
Baseado em três pilares: 
� Otimizar o tratamento da causa base
� Evitar a recorrência sintomática → geralmente é feita terapia híbrida (tratamento farmacológico e não 
farmacológico)
� Evitar a morte súbita
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Amiodarona → especialmente se cardiopatias estruturais
17
Taquicardia Ventricular 4
Pós reversão da TV  infusão EV e depois da estabilização do quadro 200600 mg VO
Efeitos adversos são a principal limitação
Betabloqueadores → especialmente nas desencadeada por esforço TV automáticas idiopáticas)
Atenolol, succinato de metoprolol, carvedilol
Sotalol
Bloqueador do canal de cálcio → mecanismo de potencial deflagrado
Coração normal → preferência por BB ou BCC
Cardiopatia estrutural → preferência por amiodarona
ABLAÇÃO POR CATETER
Prevenção da recorrência, tratamento híbrido
Objetivo é destruir o tecido miocárdico viável na cicatriz responsável pelo circuito de reentrada
🎯 Indicação TV sustentada monomófica que recorrem com a terapia antiarrítmica, TV monomófica refratária, 
TV por reentrada
 Considerada em todos os casos de TV e cardiomiopatia estrutural não associado à isquemia aguda
Contraindicada: presença de trombo móvel no ventrículo, assintomático, TV de causas transitórias ou reversíveis
PREVENÇÃO DA MORTE SÚBITA
CDI é a ferramenta mais efetiva
🎯 Indicações: paciente que já foi reanimado por causa não reversível, ICFEr com tratamento otimizado para 
prevenção primária, disfunção ventricular importante FEVE  35%; TV sustentada espontânea refratária a 
outras terapêuticas
Pacientes precisam ter expectativa de vida de pelo menos 1 ano
 Contraindicado se TV incessante (ficaria chocando o paciente o tempo todo)
💡 Após a reversão da taquicardia → investigação diagnóstica focada em cardiopatias associadas
18
Taquicardia Ventricular 5
*Em caso de TV polimórfica. **Considerar como primeira opção em torsades de pointes. CVE cardioversão elétrica; Rx: radiografia; 
ECG eletrocardiograma; TV taquicardia ventricular; CATE cateterismo cardíaco; RMC ressonância magnética cardíaca; EEF estudo 
eletrofisiológico; CDI cardiodesfibrilador implantável; SCA síndrome coronariana aguda; TE teste de esforço.
19
Doença da Aorta 1
Doença da Aorta
Júlia Marin Rampazzo  ATM 2027/2
ANATOMIA
Início após a válvula aórtica (localizada na parede posterior do ventrículo esquerdo)
Porção sinusal da aorta (de onde saem as coronárias)
Aorta torácica → acima do diafragma (dividida em ascendente, arco e descendente)
Aorta ascendente → entre a porção sinusal e o tronco braquiocefálico
Arco aórtico → ramos: A. braquiocefálica, carótida comum esquerda e subclávia esquerda
Aorta descendente → da subclávia até o diafragma
Aorta abdominal → abaixo do diafragma, início com o tronco celíaco
Camadas da parede da aorta:
Íntima: do endotélio até a lâmina elástica interna
Média: da lâmina elástica interna até a extena
Vasa vasorum
Adventícia: revestimento do vaso
Vasa vasorum presente na adventícia das grandes artérias que servem 
para sua nutrição de todas as camadas
FISIOLOGIA
Transmite a PA pulsátil para todos os seus ramos
As propriedades biomecânicas incluem a resiliência para a deformação cíclica (pela elastina e colágeno 
na média e adventícia)
Relação de pressão/diâmetro não é linear → aorta é mais distensível com pressões mais baixas e mais 
rígida em pressões mais altas  80 mmHg)
Aneurismas
Segmento patológico de dilatação aórtica  50% do diâmetro normal) que tem 
propensão à expansão e ruptura, caráter permanente
Segunda doença mais frequente da aorta, atrás da aterosclerose
Risco cardiovascular aumentado
Formas:
Fusiforme - mais comum, dilatação simétrica
Saculares - dilatação localizada
Pseudoaneurisma - parede externa + trombo organizado (na 
grande maioria das vezes é por etiologia iatrogênica)
20
Doença da Aorta 2
Localização:
Torácicos (ascendente, arco ou descendente)
Abdominal (suprarrenal, justarrenal, infrarrenal)
Aneurisma de Aorta Abdominal
Aumento do tamanho da AA  3 cm de diâmetro
Forma mais comum de aneurismas aórticos
Mais de 80% surgem na aorta infrarrenal
39% dos homens com mais 50 anos; 5x mais presentes em homens, fortemente associação com idade  
60 anos)
Tabagismo 5x mais chance de AAA
Insidioso, vários anos de evolução
Quadro Clínico
Raramente causa sintomas na ausência de tromboembolismo distal, crescimento rápido ou ruptura
Maioria são pequenos e detectados em exames de triagem ou achados incidentais
O exame físico é pouco sensível 3040% para a detecção, mas pode revelar massa pulsátil em 
mesogástrio
Importante avaliar os pacientes com outras doenças vasculares (até 85% dos pacientes com aneurisma de 
femoral, vão ter aneurisma de poplítea)
Diagnóstico
Exames complementares
US abdominal - elevada acurácia (sensibilidade e especificidade de quase 100%
🎯 Indicado na triagem (preferível do que a TC
Possível fazer avaliação seriada do tamanho (preferido em aneurismas pequenos)
TC de abdome e AngioTC também extremamente acuradas
AngioTC  mostra a extensão do aneurisma, ajuda na decisão do tratamento
TRIAGEM
🎯 Indicação: sexo masculino, 6575 anos, história de tabagismo
Pode atingir 10% nos indivíduos com fatores de risco
Triagem reduz 50% de ruptura e 50% da mortalidade relacionada ao aneurisma
Nas mulheres a triagem de rotina não demonstrou aumento de sobrevida
Evolução da doença
Expansão gradual durante um período de anos e possível ruptura
Taxa de expansão média dos AAA entre 35,5 cm → varia entre0,20,3cm/ano (taxa de 
crescimento normal)
Taxa maior de crescimento/aneurisma maior → maior risco de ruptura
Tratamento
Abordagem cirúrgica ou percutânea
21
Doença da Aorta 3
🎯 Indicação: 
Sintomáticos
Assintomáticos com diâmetro  5,5 cm ou crescimento  0,5 em 6 meses
Mulheres assintomáticas com diâmetro 5 cm (não é consenso, alguns autores tem essa indicação)
 Decisão de intervenção: sempre baseada na avaliação de risco/benefício
 Maioria faz por via endovascular
❗Sintomáticos ou aqueles com crescimento rápido  1cm/ano) → encaminhar ao especialista
Vigilância → AAA até 5,5 cm está associado a baixa taxa de ruptura, pode fazer vigilância com segurança
⏰ Quando repetir o exame: 33,4 cm  3 anos; 3,5  4,4 cm  1 ano; 4,5  5,4  6 meses
Aneurisma da Aorta Torácica
Ocorre principalmente na raiz da aorta/aorta ascendente 60%, seguido da aorta descendente 35% e 
arco aórtico 5% 
Fatores de risco: tabagismo, hipertensão, idade, DPOC, DAC, história familiar
Causas: Degenerativa (principal); ateroscleróticas (principal causa na aorta descendente); genéticas Marfan, 
Ehlers-Danlos, Turner, valva aórtica bicúspide VAB
Outras: sífilis terciária, vasculites
🫀 Válvula aórtica bicúspide  1% da população, 9% com padrão familiar
Aortopatia associada a VAB uma das causas mais comuns de AA ascendente
Relacionada com anormalidade da camada média e efeitos hemodinâmicos
Mais relacionados à regurgitação do que estenose
Quadro Clínico
Maioria assintomáticos e descobertos ocasionalmente
Os sintomas geralmente estão relacionados com um efeito de massa local, regurgitação aórtica progressiva, 
IC, embolização isquêmica
Podem comprimir veias, traqueia, brônquio e esôfago
Dor torácica ou dorsal persistente pode ser causada pelo aneurisma, mas não é tão comum
Diagnóstico
Exames complementares:
Ecocardio transtorácico
Bom para avaliação da raiz da aorta
É possível visualizar os aneurismas que envolvem seios de Valsalva, aorta ascedente proximal, arco e 
aorta descendente proximal
📏 Medida do diâmetro interno
TC com contraste e RM são preferidos a aortografia
📏 Medida do diâmetro externo 0,20,4 cm maior que o interno)
22
Doença da Aorta 4
Evolução da Doença
História natural → taxa de crescimento de 0,10,2 cm/ano (taxa normal)
Os maiores crescem mais rápido
Aorta descendente/Marfan/VAB  taxa de crescimento maior
Tratamento
Tratar HAS e interromper o tabagismo
Farmacológico BB, IECA ou BRA, estatinas
ABORDAGEM CIRÚRGICA ABERTO
Aorta ascendente: ressecção + enxerto protético composto
Naqueles com folhetos normais da valva, e naqueles em que a regurgitação seja secundária à dilatação 
sinotubular pode ser possível substituição poupando a valva
Arco aórtico: mais difícil de tratar por cirurgia, ressecção parcial/total (ˮtromba de elefanteˮ
Descendente: ressecção e colocação de enxerto de poliéster
🎯 Indicação de intervenção:
Aorta ascendente: diâmetro  6 cm (brasileira) ou  5,5 cm (americana/europeia); crescimento> 
0,5/ano; origem genética/VAB entre 55,5 cm
Arco aórtico: diâmetro  5,5 cm
Aorta descendente:  5,5 cm para endovascular e  6 cm para cirurgia aberta
❗ Complicações: ruptura ou dissecção aguda (menos de 50% dos pacientes com ruptura chegam com vida no 
hospital)
VIGILÂNCIA DE AA TORÁCICO ASSINTOMÁTICO
Detecção inicial → a cada 6 meses, para ver a estabilidade
Degenerativo: imagem anual 3,54,4 cm); anual ou semestral 4,55,4 cm)
Dissecção Aórtica
Laceração na íntima que resulta em um plano de 
dissecção na parede aórtica, podendo se propagar 
de forma anterógrada ou retrógrada
Está dentro das síndrome aórticas agudas
Existe um flap da túnica íntima entre os lúmens
510% dos casos não há um flap de dissecção = hematoma 
intramural aórtico
Classificação:
DeBakey
Tipo I  origem na aorta ascendente e se estende pelo 
menos até o meio do arco aórtico
Tipo II  origem na aorta ascendente, não passa do meio 
do arco
23
Doença da Aorta 5
Tipo III  origem na aorta descendente, geralmente distal a 
subclávia esquerda
⭐ Stanford
Tipo A  envolve a aorta ascendente, pegando ou não o 
arco
Tipo B  não envolve a aorta ascendente
Fatores de risco: hipertensão, doença genética Marfan, VAB…), trauma, iatrogenia, aterosclerose, 
doenças inflamatórias, gravidez, levantamento de peso
Quadro Clínico
Sintomas variáveis
Mais comum: dor intensa 96% dos casos), de início súbito lancinante
Em alguns pacientes predominam os sintomas relacionados a uma complicação da dissecção (síncope , 
IC, AVC
Dor migrarória em 17% dos casos
→ Hipertensão persistente em 70% dos vasos
Tipo A 
Na chegada ao hospital: 50% hemodinamicamente instáveis, 25% déficit neurológico, 20% 
tamponamento, 6% precisam de RCP
Exame físico: déficit de pulso, regurgitação aórtica, manifestações neurológicas
Regurgitação aórtica ocorre em 4176% dos casos
O IAM relacionado com o desenvolvimento do flap antes da origem das coronárias (pode ter supra de ST 
em parede inferior)
Diagnóstico
Exames complementares:
Ecocardio transesofágico, TC e TNM tem acurácia diagnóstica muito elevada na suspeita
⭐ TC com contraste é a modalidade utilizada com maior frequência
Ecocardio → presença do flap ondulante da íntima dentro do lúmen, separando as luzes do vaso (achado 
diagnóstico)
Tratamento
Estabilização, controle da dor, redução da PA, redução da taxa de elevação da força de contração do VE com 
BB
Redução da PAS para níveis entre 100120 mmHg
Betabloqueadores → devem ser administrados mesmo de o paciente não tiver hipertensão sistólica - 
objetivo é FC de 60 bpm
Via EV
Esmolou bolus 500 mcg/kg e após infusão contínua de 50 a 200 mcg/kg/min
24
Doença da Aorta 6
Nitroprussiato de sódio - diminui rapidamente a PA, mas pode aumentar um pouco a FC (deve ser usado 
junto com o BB
🎯 Indicações:
Tipo A  sempre cirurgia + medicamentoso
Tipo B  pode ser feito só o medicamentoso
Hematoma Intramural aórtico
Hematoma dentro da camada média sem flap
510% dos pacientes com síndromes aórticas agudas
Parece resultar da ruptura primária do vasa vasorum
Classificação e tratamento da mesma forma que a dissecção
Úlcera Aórtica Penetrante
Lesão aterosclerótica que penetra através da lâmina elástica interna dentro da média
Muitas vezes com grau variável de formação de hematoma intramural
Podem levar a formação de pseudoaneurisma, ruptura ou aneurisma tardio
Tipicamente idosos, com múltiplos fatores de risco coronarianos e com doença vascular
Doença da aorta ascendente → ressecção cirúrgica
Tipo B  manejo clínico
25
Doenças da Valva Aórtica 1
Doenças da Valva Aórtica
Júlia Marin Rampazzo  ATM 2027/2
ANATOMIA
Maior das valvas semilunares, localizada entre a raiz da aorta e o VE
Normal da valva é ser tricúspide (três válvulas) → folheto direito, esquerdo e não coronariano
De acordo com as coronárias que emergem próximo a inservação
Estenose Aórtica
Estreitamento da abertura da valva aórtica, dificultando a passagem de sangue do 
ventrículo esquerdo para aorta
Etiologia
Febre reumática
EA isolado é menos comum
Frequentemente acometimento da mitral
Mecanismo pela fusão das comissuras → algum grau de insuficiência associado
Congênita
Valva aórtica bicúspide → alteração congênita mais comum (aprox. 2% da população)
Com 50 anos de idade desenvolve algum grau de EAo
Em 15% pode ocorrer morte súbita sem sintomas premonitórios
Associação com alterações da aorta em 70% dos casos  AA ascendente
Senil
Degenerativa, calcificação valvar
Alta prevalência 35% da população 75 anos
Mesmos desencadeantes da aterosclerose = hipercolesterolemia, DM2,
Forma mais comum em países desenvolvidos
Fisiopatologia
Obstrução da via de saída VE → aumento da pressão sistólica do VE (hipertrofia concêntrica) + redução na 
pressão da raiz da aorta (diminuição da perfusão coronariana)
Fases mais avançadas → dilatação ventricular e menor fração de ejeção do VE
EAo grave normalmente está associada à presença de área aórtica reduzida (área valvar  1,0cm³) e 
aumento do gradiente médio  40 mmHg)
Quadro Clínico
Início dos sintomas variável (depende da etiologia)
Angina 35%
Aumento da demanda de O₂ secundária à hipertrofia
Diminuição da oferta de O₂ por redução da perfusão coronariana
Apesar disso, sempre necessário avaliar DAC, principalmente na EAo degenerativa  37% apresentam 
também DAC
26
Doenças da Valva Aórtica 2
Síncope aos esforços 15%
Redução da perfusão cerebral, vasodilatação periférica sem aumento do débito cardíaco
Pode ocorrer também síncope ao repouso → avaliar arritmias FA e taquicardia ventricular)
50% dos sintomáticos tem quadro de insuficiência cardíaca
Início dos sintomas de IC aumentam muito a taxa de mortalidade (em pacientes que não forem tratados)
Exame físico:
Ausculta: sopro sistólico (mesosistólico), padrão em diamante, baixa frequência, rude
Inicia junto com B1 e termina junto com B2. 
Ejetivo (crescendo-decrescendo)
Irradia para carótidas
Fenômeno de Gallavardin: sopro de estenose aórtica que reflete no foco mitral, simulando uma insuficiência 
mitral 
Faz manobra de handgrip (paciente fica apentando algo por 2030 segundos) para aumentar a 
resistência vascular periférica. 
Se o sopro aumentar → significa que voltou mais sangue para o átrio esquerdo → insuficiência 
mitral
Se o sopro diminuir → menos sangue conseguiu passar pela valva aórtica → estenose aórtica
⚠ Sinais de gravidade no exame físico: pulso parvus et tradus (mais fraco e longo), sopro sistólico ejetivo 
(com pico telessistólico), hipofonese de B2, fenômeno de Gallavardin, desdobramento de B2
Diagnóstico
Exames complementares
ECG → inespecífico
Pode mostrar sobrecarga da VE 85% dos pacientes com EAo grave)
Pode ter bloqueio de ramo ou BAV
Alterações da repolarização ventricular, geralmente secundárias à sobrecarga de VE
⭐Ecocardio
Principal exame diagnóstico, confirma a presença de estenose
Avalia a calcificação valvar, gradua a estenose (leve, moderada, severa), função ventricular, hipertrofia 
ventricular, outras valvopatias associadas
Graduação conforme o gradiente médio, velocidade do jato e área valvar
Teste ergométrico pode ser feito também
27
Doenças da Valva Aórtica 3
Tratamento
CLÍNICO
Tratamento medicamentoso é pouco efetivo - não altera mortalidade, auxilia na redução de sintomas
Diuréticos (furosemida) - cuidado com hipovolemia e hipotensão
Cuidado com vasodilatadores IECA → diminuição da resistência vascular periférica, o que normalmente 
aumenta o DC. Como tem a obstrução fixa da via de saída, esse mecanismo pode não acontecer
Evitar BB  principalmente de EAo grave e disfunção ventricular
Manter ritmo sinusal se possível
Anticoagular em caso de FA
Estatinas - estudos não mostraram redução da progressão da doença
Profilaxia para endocardite infecciosa
TRATAMENTO INTERVENCIONISTA
Cirurgia → curativa
Podem ser próteses metálicas ou biológica
Biológica geralmente tem um tempo de duração (em torno de 15 anos)
Metálica → anticoagulação (precisa ser com warfarina, não pode usar NOAC
Único método disponível no SUS
Implante percutâneo de valva aórtica TAVI - curativo
Precisa fazer uma extensa avaliação da valva antes do procedimento
Geralmente entra pelo femoral
Começou a ser feita para pacientes que não eram candidatos à cirurgia aberta e hoje já indicada até para 
pacientes de baixo risco cirúrgico que optem pela TAVI
Valvoplastia cateter-balão - paliativo
28
Doenças da Valva Aórtica 4
Insuficiência Aórtica
Ocorre quando a valva não se fecha adequadamente, permitindo que o sangue retorne 
ao ventrículo esquerdo
Etiologia: reumática, degenerativa, bicúspide, doenças que dilatam a aorta HAS, sífilis, espondilite anquilosante, 
dissecção, Marfan), endocardite
Pode ser provocada por: doença primária dos folhetos da aorta ou doenças da parede da raiz da aorta
Quadro Clínico
IC (dispneia aos esforços), baixo débito (síncope, lipotímia), angina (mesmo mecanismo da EAo), palpitações
Exame físico:
Ausculta: sopro diastólico, aspirativo, alta frequência, decrescente
Normalmente também há sopro mesossistólico → hiperfluxo pela valva aórtica (ejetivo aórtico)
Sopro de Austin Flint - sopro diastólico em ruflar que pode ser ouvido no 
foco mitral
É uma estenose mitra funcional relativa a insuficiência aórtica grave 
(sopro na valva mitral sem estalido de valva mitral
Grande volume de sangue que retorna atrapalha o funcionamento 
normal da valva mitral
⚠ Sinais de gravidade no exame físico: sopro holodiastólico, sopro de Austin Flint, sopro sistólico de 
hiperfluxo, pulso em martelo dʼágua (mais curto e abrupto), divergência entre PAS e PAD
💡 “Insuficiência aórtica → tudo pulsaˮ - sinais clássicos da insuficiência aórtica
Diagnóstico
Exames complementares: 
ECG  sinais de sobrecarga esquerda
⭐ Ecocardio - principal exame, avalia o grau de insuficiência, função ventricular, diâmetro das cavidades e 
raiz da aorta
Tratamento
CLÍNICO
Vasodilatadores arteriais IECA se sintomas de disfunção ventricular esquerda
Indicação classe I se a cirurgia for contraindicada ou como terapêutica pré operatória
29
Doenças da Valva Aórtica 5
Podem também ser utilizadas em assintomáticos com IAo grave, com função ventricular normal mas com 
dilatação do VE  objetivo de retardar a doença
Diuréticos (furosemida) se congestão
Profilaxia para endocardite
TRATAMENTO INTERVENCIONISTA
Troca valvar (raras exceções são feitas plastias valvares = tenta concertar a valva do paciente)
Disfunção ventricular geralmente melhora depois da cirurgia
Hipótese de IAo secundária à doença da raiz da aorta → cirurgia sempre que dilatação  5,5 cm ou aumento 
de  5 mm/ano com qualquer grau de regurgitação
Se Marfan, opera com dilatação  5 cm
30
Pericardite 1
Pericardite
Júlia Marin Rampazzo  ATM 2027/2
Pericárdio: 
Membrana que reveste o coração
Restringe sua posição no mediastino, mas 
permite suficiente liberdade de sua 
movimentação para contrações vigorosas e 
rápidas
Dividido em duas camadas:
Fibrosa: tecido superficial é um tecido 
conjuntivo irregular, denso, resistente e 
inelástico - parecido com um saco
Serosa: mais profundo, membrana mais delgada 
que forma uma dupla camada circulando o 
coração
Parietal - mais externa, fundida ao 
pericárdio fibroso
Visceral (epicárdio) - mais interna, adere 
fortemente ao coração
Pericardite Aguda
Síndrome inflamatória aguda, com etiologia variável, sem aumento significativo do 
líquido pericárdico
Etiologia
⭐ Viral é a mais frequente - Enterovírus, hepatite B, mononucleose, varicela
Bacteriana: inespecífica (purulenta), específica (tuberculose)
Micótica: histoplasmose, candidíase, paracoco
Parasitária → toxoplasmose, amebíase, esquistossomose, filariose
Outras:
Doença auto imune: LES, AR, esclerodelmia
Metabólicas: uremia, mixedemia, gota
Pós IAM precoce (72h), tardio 30180 dias - síndrome de Dressler)
Traumática: fechado (como em acidente de carro), aberto
Síndrome pós pericardiectomia
Pós radioterapia
Medicamentos: procainamida, hidralazina, metisergida, isoniasida, hidantoína
Neoplasias: primária (mesotheliomas), secundária CA de pulmão, mama, leucemias
Fisiopatologia aguda
Saco pericárdico usualmente tem uma pressão subatmosférica que praticamente não sofre alterações 
durante o ciclo cardíaco
31
Pericardite 2
A adição de pequena quantidade de líquido não altera muito a pressão, mas com a adição rápida de mais 
fluido a pressão aumenta progressivamente (princípio da pericardiocentese)
A elevação da pressão intrapericárdica influencia diretamente no débito cardíaco
Avaliação Clínica
Depende da etiologia (se viral → febre, mialgia, sintomas de VAS e de TGI
Sinais e sintomas: dor precordial contínua de início súbito (piora com a respiração e melhora sentado); febre 
e mal estar
Atrito pericárdico na ausculta 85% dos casos)
Som rude irregular, sistodiastólico, mais audível na borda esternal esquerda
 Geralmente pericardites agudas secundárias a vírus não levam a acometimento sistêmico importanteEstreptococos → bactéria mais comum, bactéria presente na mucosa oral
Manipulação odontológica pode estar presente no processo de disseminação sistêmica da bactéria
Higiene oral é importante na prevenção (é uma doença mais incidente em países em desenvolvimentos)
Menos destrutivo que o S. aureus
Eventos subagudos com ocorrência de fenômenos imunológicos
S. aureus → pior perfil de resistência, germe mais agressivo e destrutivo, normalmente oriunda no intra 
hospitalar
Eventos agudos / pós cirúrgicos precoces
Frequente em usuários de drogas injetáveis
Demais agentes:
37
Endocardite Infecciosa 2
Fungo → geralmente no coração direito (valva tricúspide, pulmonar), mais indolente (não tem febre, 
fenômenos imunes), menos responsiva, vegetações fúngicas ficam bastante grandes (torna o tratamento 
clínico bastante difícil)
Enterococo
Grupo HACEK (Haemophylus, Actinobacilus, Cardiobacterium, Eikenella, Kingella)
S. bovis → alguma coisa precisa ter destríido a barreira de proteção do TGI, normalmente é CA colorretal
Quadro Clínico
Febre - sinal mais comum e frequente 80% dos casos)
Ocorre 12 semanas pós bacteremia
Associada à sudorese noturna e emagrecimento
Sopro cardíaco (que não existia antes)
IRA por imunocomplexos - glomerutonefrite 15%
50% pode positivar fator reumatoide (pela grande resposta imune do corpo)
40% pode evoluir com EMBOLIZAÇÃO SISTÊMICA ( → uma das complicações mais temidas)
Mortalidade passa de 70%
Geralmente por S. aureus (mais destrutivo)
Envolvimento mitral (vegetações e fluxo muito grande, mais fácil desprender um pedaço)
Manifestações Periféricas Clássicas
Petéquias - a mais comum (até 40% dos casos)
Conjuntival = microhemorragias; ou manchas de Splinter = hemorragia sob as unhas
Lesões mais específicas:
Lesão de Janeway → pequenos êmbolos de bactérias que trancam os capilares, formando petéquias 
(êmbolos sépticos no local)
Indolor (sem inflamação) e endurecido - fenômeno VASCULAR, halo hemorrágico na lesão
Nódulo de Osler → pequenos êmbolos de bactéria trancam os capilares e formam um nódulo doloroso 
(gera resposta inflamatória/imunológica) e mácios
Manchas de Roth → muito específica para endocardite, 
Nódulo de osler no fundo de olho, não afeta a acuidade visual
Exames Complementares
Hemograma, PCR, VHS, FR, função renal (sinais de glomerulonefrite)
Não causa plaquetopenia via de regra
Hemoculturas em 3 amostras independentes COLETAR ANTES DE INICIAR O ATB
Ecocardio, TC cardíaca e PETTC
Captação muito homogênea no PET  pós op imediato, inflamação
Captação heterogênea, irregular → bactérias, altamente sugestiva de endocardite
38
Endocardite Infecciosa 3
Diagnóstico
Alto grau de suspeição
Suspeita: febre + fatores de predisposição
Fatores importantes para diagnóstico: 
Comprovar etiologia (que tem bactéria circulando)
Documentar envolvimento endocárdico (que está no coração)
Definitiva: 2 critérios maiores ou 5 critérios menores ou 1 critério maior  3 critérios menores ou ver o germe 
no endocárdio
Possível: 1 critério maior  1 menor ou 3 critérios menores
Descartada: diagnóstico alternativo confirmado ou resolução clínica com ATB  4 dias ou sem evidência 
patológica em autópsia ou cirurgia 
Critérios diagnósticos de Duke
Critérios maiores:
� Microbiológico → bactéria em pelo menos 2 hemoculturas de germes típicos de endocardite
Difícil conseguir a hemocultura em pacientes que já chegaram usando ATB
� Testes laboratoriais específicos positivos → germes que são específicos para endocardite, ter o 
antígeno positivo já é suficiente
� Imagem positiva → vegetação no eco, TC ou PETCT PET é útil para pacientes duvidosos, imagem não 
tão nítida)
� Critério patológico → análise da amostra pós cirurgia, único critério autossuficiente, não precisa de mais 
nenhum
Critérios menores:
� Predisposição → prótese cardíaca, intervenção, alteração anatômica, marca-passo/CDI…
� Febre  38ºC
� Fenômenos vasculares → ênfase para fenômenos de Janeway (incluiu abscesso esplênico)+ embolia 
arterial, aneurisma, hemorragia conjuntival
� Fenômenos imunológicos → glomerulonefrite, nódulos de Osler e lesão de Roth, FR positivo
� Microbiológico → só 1 amostra positivou, germe não típico
ETT  ecotranstorácico; ETE  ecotransesofágico
39
Endocardite Infecciosa 4
� Imagem → pacientes de risco com mudança na atividade metabólica no PETCT, mesmo se o paciente 
não tiver clínica (paciente colocou a prótese e o PETCT foi feito de forma eletiva 3 meses)
Tratamento
Erradicar bactérias - ATB
No início sempre parenteral EV, 6 semanas
Germe comunitário com boa resposta ao ATB  pode considerar tratar com ATB VO e tratar em casa
Normalmente todo mundo faz todo o tratamento internado
Idealmente guiado pela hemocultura
Paciente estável  ATB não é urgência, pode esperar os resultados na hemocultura
Instável / prótese → coleta hemocultura e inicia ATB empírico
💊 ATB EMPÍRICO:
Se valva nativa ou prótese  12 meses
PENICILINA G 1824 mi UI/dia 4/4H 46 semanas)
OXACILINA 12 g/dia 4/4H 46 semanas)
GENTAMICINA 3 mg/kg/dia 8/8H 2 semanas)
Prótese recente (provavelmente germe hospitalar)
VACOMICINA 30 mg/kg/dia (6 semanas)
GENTAMICINA 3 mg/kg/dia 8/8H 24 semanas)
RIFAMPICINA 300 mg 8/8H 6 semanas)
Diminui a aderência bacteriana na prótese
TRATAMENTO DIRIGIDO
Estreptococos → PENICILINA (vn  4 sem; prótese  2 sem)  GENTAMICINA 2 semanas)
Gentamicina = aminoglicosídeo
Alternativa à penicilina: ceftriaxona ou vancomicina 
Estafilococos → OXACICLINA 46 sem) + GENTAMICINA (vn  35 d; prótese  2 sem) [+ rifampicina 6 
sem) se prótese]
Se MRSA ou alergia à penicilina: considera vancomicina
Penicilina/ampicilina não funcionam
Enterococos → AMPICILINA (vn  4 sem; prótese  6 sem) + GENTAMICINA (vn  4 sem; prótese  6 sem)
São resistentes às cefalosporinas
Grupo HACEK → CEFTRIAXONA 2 g/dia 4 semanas
Bactérias produtoras de bectalactamase → resistentes à penicilina
Avaliação/Indicação à cirurgia
Adotado para reduzir complicações por disfunção valvar ou embolização sistêmica
Risco de embolização, disfunção cardíaca grave
🚨 Emergência  24h): instabilidade / comprometimento estrutural grave
Insuficiência valvar grave
Edema agudo de pulmão
Choque cardiogênico
40
Endocardite Infecciosa 5
Ruptura do seio de valsalva
Fístula intracardíaca
⚠ Urgência 24 dias): paciente está estável mas não é possível reverter a alteração anatômica (grande 
comprometimento estrutural)
✅ Cirurgia em 410 dias: 
Febre persiste por falha terapêutica
Cultura persistentemente positiva
Embolia séptica recorrente
Microrganismos altamente resistentes (fungo, BGN
Grande vegetações móveis  10 mm)
Recorrência após tratamento dirigido
Vegetação  1 cm → faz mais êmbolos, considera esperar
No coração direito aceita-se até 2 cm
Profilaxia
Boa higiene oral
💊 Esquemas:
AMOXICILINA 2G VO
AMPICILINA 2G IM/IV
CLINDAMICINA PARA ALÉRGICOS
CEFTRIAXONA / CEFAZOLINA
🎯 Indicação: se manipulação do tecido gengival, perfuração da mucosa oral
Prótese valvar ou dispositivo
Endocardite prévia
Cardiopatia cianótica congênita não corrigida
Correção recente de CCC  6 meses)
41
Doenças da Valva Mitral 1
Doenças da Valva Mitral
Júlia Marin Rampazzo  ATM 2027/2
Estenose Mitral
Fluxo de sangue do AE tem dificuldade de atingir o VE  átrio sobrecarregado
⅔ são mulheres
Etiologia
FEBRE REUMÁTICA  90% dos casos, lesão mais característica
40% tem dupla lesão mitral
Degenerativa - calcificação do anel mitral (idosos, DRC
Congênita
Valvulites  LES, AR, amiloidose
Massas - mixomas, abscessos
Quadro Clínico
Dispneia NYHA IIIV  principal sintoma
Ortopneia, dispneia paroxística noturna
Pode ter palpitações, hemoptise, disfagia (compressão esofágica), disfonia (compressão do N. laringeo 
recorrente)
Agravamento por outras causas que dificultam a diástole (incialmente a dispneia só ocorre com esses 
fatores): arritmias, esforço físico, estresse, anemia, gestação
Pode ter eventos embólicosExame físico:
Ausculta: sopro diastólico em ruflar em foco mitral, formato decrescendo
Pode ter reforço pré sistólico no final da diástole
Estalido de abertura da mitral (se etiologia reumática
Diagnóstico
Exames complementares:
42
Doenças da Valva Mitral 2
ECG:
Sobrecarga de AE p mitralis)
Desvio eixo para direita e sobrecarga de câmara direita 
(retrógrada - se hipertensão pulmonar)
FA
Rx de tórax: sobrecarga do AE com VE de tamanho normal, pode 
ter dilatação do tronco da A. pulmonar
Sinal do duplo contorno AE aumentado), sinal da bailarina 
AE eleva o brônquio fonte esquerdo), sinal do 4º arco 
(contorno do AE entre a A. pulmonar e o VE
Ecocardiograma:
Alterações que sugerem etiologia reumática:
Abertura em domo
Mobilização reduzida da cúspide posterior
Acometimento mitro-aórtico simultâneo
Sinais de valvopatia importante
AVM  1,5 cm² 
Gradiente médio  10 mmHg
PSAP (pressão sistólica da A. pulmonar)  50 mmHg no repouso ou  60 mmHg no esforço
Tratamento
Clínico: tratamento dos sintomas
Controle da FC  BB ou BCC não dihidropiridínicos (aumenta o tempo diastólico e enchimento 
ventricular)
Controle da volemia → diuréticos (furoseminda) + restrição hídrica e salina
Se FA, evento embólico prévio ou trombo no ecocardio → anticoagulação (se FA  varfarina)
Profilaxia para febre reumática e endocardite
Cirurgia
Valvoplastia percutânea com cateter balão VMCB
Tratamento de escolha na doença reumática, não é opção na degenerativa
Critérios de Wilkins e Block  8  avaliação da anatomia (mobilidade e espessamento dos folhetos, 
calcificação da válvula e comprometimento do aparato subvalvar)
43
Doenças da Valva Mitral 3
Ausência de contraindicações (trombo AE, IMi moderada/importante)
Comissurotomia cirúrgica
Troca valvar (última opção)
Insuficiência Mitral
Causa sobrecarga de volume nas duas câmaras esquerdas.
Primária: doença própria dos folhetos valvares/cordoalha tendínea (febre reumática, prolapso valvar mitral, 
endocardite, rotura de cordoalha)
Secundária/funcional: cúspides normais - insuficiência dos M. papilares ou por dilatação do anel mitral 
(cardiomiopatia dilatada, doenças isquêmicas, cardiomiopatia hipertrófica)
Tratamento clínico
Quadro Clínico
Dilatação de AE e VE
Muitos mecanismos compensatórios → paciente assintomático por bastante tempo
 IC esquerda → Dispneia, ortopneia, dispneia paroxística noturna, fraqueza progressiva
IC direita em estágios avançados (edema, ascite), associação com hipertensão pulmonar
IM AGUDA → edema agudo de pulmão
Endocardite, ruptura de cordoalha tendínea, IAM (isquemia de músculo papilar)
Exame físico:
Ausculta: sopro holossistólico regurgitativo em foco mitral
Irradia para a axila
B1 hipofonética
Ictus desviado para esquerda e hiperdinâmico
Intensidade do sopro sem relação com a gravidade
Se prolapso valvar mitral → sopro telessistólico após clique
Manobra de Rivero-Carvallo: diferenciar insuficiência mitral de insuficiência tricúspide
Aumento do sopro na inspiração profunda → insuficiência tricúspide
Diagnóstico
Exames complementares:
ECG: sobrecarga de AE e VE
Ecocardiograma: identificar a gravidade, etiologia*, fração de ejeção e pressão sistólica da A. pulmonar
44
Doenças da Valva Mitral 4
Tratamento
Quando a fração de ejeção cai → situação grave
Clínico → sem benefícios na morbimortalidade
Feito enquanto espera a cirurgia
Objetivo é reduzir a pós carga IECA, diuréticos, restrição hídrica/salina
Cirurgia se IMi importante + etiologia primária + sintomas refratários ao tratamento clínico
Plastia valvar sempre que possível (mais factível no prolapso) 
Troca valvar (maioria das etiologia reumáticas) - feita se anatomia desfavorável
Clipagem percutânea IMi não reumática com alto risco/contraindicação à cirurgia + sintomas refratários)
Observações:
Se FE  30% e não é possível fazer plastia → não operar (risco de trocar a válvula é maior que o 
benefício)
IMi secundária à IC  tratamento clínico
Prolapso da Valva Mitral (PVM)
2% da população, geralmente assintomático
Pode ter dor torácica inespecífica, dispneia, fadiga,, palpitações
Ausculta: clique mesossitólico
Pode ter piora se ocorrer ruptura de cordoalha tendínea
Diagnóstico: confirmado pelo ecocardio (prolapso de uma ou ambas cúspides  2 mm além do eixo longo valvar)
Tratamento: prefere-se plastia valvar se indicação
45
Síncope 1
Síncope
Júlia Marin Rampazzo  ATM 2027/2
Perda transitória, súbita e total da consciência, secundária a uma baixa perfusão 
cerebral global, com retorno rápido e espontâneo
Está dentro das síndromes de PERDA TRANSITÓRIA DE CONSCIÊNCIA
Avaliação do pulso:
Presente → perda transitória de consciência
Ausente  PCR
� Traumáticas
� Não traumáticas
a� Síncopes: cardiogênica, neuromediada/reflexa, hipotensão ortostática
b� Epilepsia - mais tempo para recobrar a consciência + estado pós-ictal, ocorre mordedura da língua, 
liberação de esfíncteres, sialorreia, movimentos tônico-clônicos…
c� Neuropsicogênica - pseudossíncopes e pseodocrises convilsivas
d� Outras causas - hipocapnia, hipoxemia, neurovascular (insuficiência vértebro-basilar)
💡 Hipoglicemia → suspeita de perda de consciência, NÃO É TRANSITÓRIA
Entra na avaliação da síncope, mas ela não é de curta duração
Diagnóstico
HISTÓRIA  EXAME FÍSICO  ECG
Características importantes:
Curta duração (longa duração → coma)
Anormalidade de controle motor (ex.: se está sentado cai da cadeira)
Perda de responsividade
Amnésia (paciente não pode lembrar do evento)
Pré síncope (lipotímia): sintomas premonitórios como turvação visual, náusea, sudorese, sensação de 
cabeça vazia
Síncope pós esforço → vasovagal
Síncope no esforço → cardíaco até provar o contrário
46
Síncope 2
➕ Síndrome taquicárdica postural ortostática POTS
Intolerância ortostática: sintomas* na posição em pé
*escotomas cintilantes, palpitação, tremor, fraqueza generalizada, visão borrada, fadiga 
Geralmente em mulheres jovens
Taquicardia ortostática: 
Aumento da FC  30 bpm ou  120 bpm dentro de 10 min em posição ortostática
Associado a cefaleia e dor postural
Maior parte das pessoas tem isso por descondicionamento físico
Não é síncope porque não tem perda de consciência
Síncope Reflexa
Também chamada de NEUROCARDIOGÊNICA ou NEUROMEDIADA
Fisiopatologia: Hiperestímulo do SN simpática (medo, ansiedade, estresse…) → hiperativação inapropriada do 
SN parassimático → vasodilatação e bradicardia → hipoperfusão → perda de consciência
Normalmente o paciente está em ortostismo
Mais comum em mulheres jovens com história familiar
 Cyanotic breath holding Ex.: criança que desmaia por chorar demais- é reflexa); POTS (não perde a 
consciência)
 Todas tem vasodilatação por estímulo vagal
Vaso Vagal
Mais comum na população 14
Não é uma doença é uma reação fisiológica
Ocorre em ortostatismo 
Pode ser desencadeada por fatores emocionais, ambientes abafados…
Bradicardia, hipotensão, sudorese, gelado
⚠ Alertas: dor epigástricas e bocejo 
Diagnóstico:
Clínico
Tilt test
Indicações: se história não suficiente, trabalho em que a síncope traria risco…
Paciente em uma maca basculante com FC e PA monitorizados
Repouso por 10 min seguido de inclinação da maca em 70º por 20 min
Teste positivo: sintomas pré síncope ou sincope + resposta cardioinibitória (queda da FC, 
vasopressora (queda da PA ou mista
Se nada acontecer → nitrato sublingual ou isordil e aguarda mais 20 min
Tratamento:
Deitar o paciente e levantar os membros inferiores → restitui o fluxo cerebral
💡 Se demorar mais de segundos para retornar → considerar outros diagnósticos
47
Síncope 3
Orientação (não nadar em águas abertas sozinhos, orientar fatores desencadeantes, pode ser 
dessensibilizado)
Hidratação adequada (com sal → tomar isotônico)
Tilt training - paciente é submetido a períodos prolongados de ortostatismo, alterando a resistência 
vascular periférica
Manobras abortivas de contrapressão: deitar-se, cruzar as pernas, comprimir os dedos
1ºDiagnóstico:
ECG sobrecarga direita
Ecocardio: avaliar a drenagem das V. pulmonares
Tratamento: sempre cirúrgico, urgência depende do grau de obstrução
Cateterismo - antisseptoplastia (temporário até a cx)
61

Mais conteúdos dessa disciplina