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141 de 457 | Direção Concursos 
(A) João poderá ocupar cargo declarado por lei como de livre nomeação ou exoneração 
na mesma entidade, hipótese em que deverá optar pelo recebimento dos proventos 
ou da remuneração do cargo, no período em que estiver em exercício. 
(B) João poderá participar de concurso público e prover cargo público efetivo de 
professor, hipótese em que cumulará a remuneração e os proventos. 
(C) Caso conte com mais de 75 (setenta e cinco) anos, João não poderá ocupar cargo de 
livre nomeação ou exoneração na mesma autarquia. 
(D) João poderá cumular o seu benefício previdenciário com salário caso passe a ser 
empregado de sociedade de economia mista, hipótese em que não se aplicarão as 
regras de controle relativas a cumulação entre remuneração e proventos. 
(E) Caso João passe a receber remuneração em função do exercício de cargo de 
confiança e a contribuir para o sistema próprio de previdência, ele poderá utilizar as 
novas contribuições vertidas em favor do sistema para majorar o seu benefício. 
Comentários: 
A questão trata da acumulação de proventos e vencimentos. 
Como regra, é vedado acumular proventos e vencimentos. No entanto, é permitida a 
acumulação de proventos com remunerações de (CF, art. 37, § 10): 
• outro cargo/emprego/função acumulável caso em atividade estivesse; 
• cargos eletivos (de Deputado, Prefeito, Governador, por exemplo); e 
• cargos em comissão. 
Repare que João ocupava cargo técnico em autarquia municipal. Isso é importante para 
resolver a questão. 
Agora vamos analisar as alternativas: 
a) Errada. João não precisa optar pelo recebimento dos proventos ou da remuneração do 
cargo. Ele pode acumular os seus proventos de aposentadoria com a remuneração de um 
cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. 
b) Correta. Primeiro: Para ocupar cargos e empregos públicos efetivos é obrigatória a 
aprovação prévia em concurso público (CF, art. 37, II). Segundo: João pode acumular os 
seus proventos de aposentadoria (que é de um cargo técnico) com a remuneração de um 
cargo efetivo de professor, uma vez que esses dois cargos são acumuláveis na forma 
desta Constituição. Vamos conferir a literalidade da norma constitucional para fixar: 
Art. 37, § 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes 
do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, 
 
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ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os 
cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver 
compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: (...) 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
c) Errada. A aposentadoria compulsória não se aplica a cargos comissionados, somente 
aos servidores ocupantes de cargo de provimento efetivo. Esse é um posicionamento do 
Supremo Tribunal Federal (STF), veja só: 
“Os servidores ocupantes de cargo exclusivamente em comissão não se submetem à regra da 
aposentadoria compulsória prevista no art. 40, § 1º, II, da Constituição Federal, a qual atinge 
apenas os ocupantes de cargo de provimento efetivo, inexistindo, também, qualquer idade 
limite para fins de nomeação a cargo em comissão; 2 - Ressalvados impedimentos de ordem 
infraconstitucional, não há óbice constitucional a que o servidor efetivo aposentado 
compulsoriamente permaneça no cargo comissionado que já desempenhava ou a que seja 
nomeado para cargo de livre nomeação e exoneração, uma vez que não se trata de 
continuidade ou criação de vínculo efetivo com a Administração" 
Por isso, mesmo com mais de 75 anos, João poderá ocupar cargo de livre nomeação ou 
exoneração. 
d) Errada. A vedação de acumular é bastante abrangente: salvo as exceções previstas, 
atinge todas as esferas de governo, todos os Poderes e toda a Administração Pública, 
direta e indireta, incluindo cargos em comissão. Confira: 
Art. 37, XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange 
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas 
subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público; 
e) Errada, porque João não pode receber mais de uma aposentadoria à conta de regime 
próprio de previdência social. Se João fizer isso que a alternativa está propondo, ele estaria 
recebendo proventos de aposentadoria decorrentes do seu cargo técnico na autarquia 
municipal e do exercício de cargo de confiança. Isso é vedado, nos termos do artigo 40, § 
6º: 
Art. 40, § 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma 
desta Constituição, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta de 
regime próprio de previdência social, aplicando-se outras vedações, regras e condições 
para a acumulação de benefícios previdenciários estabelecidas no Regime Geral de 
Previdência Social. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
 
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Gabarito: B 
 
Questão 160 | Ano: 2019 Banca: VUNESP 
Tiago foi nomeado para cargo de provimento efetivo em virtude de aprovação em 
concurso público e, após três anos de efetivo exercício, foi considerado estável no serviço 
público. De acordo com a Constituição Federal, é correto afirmar que Tiago 
(A) não poderia ter sido considerado estável, pois a estabilidade apenas se adquire após 
5 (cinco) anos de efetivo exercício no serviço público. 
(B) apenas poderá perder o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado. 
(C) ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, caso 
extinto o cargo, até seu adequado aproveitamento em outro cargo. 
(D) não poderá perder seu cargo em virtude de processo administrativo, ainda que lhe 
seja assegurada ampla defesa. 
(E) adquiriu a estabilidade automaticamente ao completar 2 (dois) anos de efetivo 
exercício, pois tal garantia independe de avaliação especial de desempenho. 
Comentários: 
Boa, Tiago! Passou num concurso e agora já é estável! Show de bola! Agora vamos às 
alternativas: 
a) Errada. Tiago poderia sim ter sido considerado estável, pois a estabilidade pode ser 
adquirida após 3 anos (e não 5 anos) de efetivo exercício no serviço público, nos termos do 
caput do artigo 41, da CF: 
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo 
de provimento efetivo em virtude de concurso público. 
b) Errada. Existem outras hipóteses de perda do cargo público, pelo servidor estável, além 
da decisão judicial transitada em julgado. Confira na CF: 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla defesa.

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