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Professor Wagner Damazio 
1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo (Resolvidas e Comentadas) 
 
 
 
 
1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo 
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“Art. 37, § 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do 
art. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados 
os cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão 
declarados em lei de livre nomeação e exoneração.” 
Portanto, o servidor aposentado pelo regime próprio de previdência pode exercer um cargo em 
comissão na Administração Pública, independentemente se ser ou não a função que já 
desempenhava à época de sua aposentadoria. Permite-se também a cumulação dos proventos com 
a remuneração do cargo que ocupa. 
O STF já apreciou a questão no RE 786.540/DF: 
“Ressalvados impedimentos de ordem infraconstitucional, inexiste óbice constitucional a que o 
servidor efetivo aposentado compulsoriamente permaneça no cargo comissionado que já 
desempenhava ou a que seja nomeado para outro cargo de livre nomeação e exoneração, uma vez 
que não se trata de continuidade ou criação de vínculo efetivo com a Administração.” 
 
14. 2018/IDECAN/IPC-ES/Procurador 
Acerca do regime constitucional-administrativo da Advocacia Pública, assinale a alternativa 
INCORRETA: 
a) Aos Procuradores dos Estados é assegurada estabilidade após três anos de efetivo exercício, 
mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório circunstanciado 
das Corregedorias. 
b) Os Procuradores dos Estados são organizados em carreira, na qual o ingresso dependerá de 
concurso público de provas e títulos. 
c) É facultativa a participação da Ordem dos Advogados do Brasil nas fases de concurso para 
preenchimento do cargo de Procurador do Estado. 
d) Os Procuradores dos Estados exercerão a representação judicial das respectivas unidades 
federadas. 
Comentários 
Uma vez mais, buscamos a alternativa INCORRETA! 
A) CORRETA. A alternativa praticamente reproduz o art. 132, parágrafo único, da CF/88: 
“Art. 132. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em carreira, na qual o 
ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos 
Advogados do Brasil em todas as suas fases, exercerão a representação judicial e a consultoria 
jurídica das respectivas unidades federadas. 
Parágrafo único. Aos procuradores referidos neste artigo é assegurada estabilidade após três anos 
de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório 
circunstanciado das corregedorias.” 
 
 
Professor Wagner Damazio 
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Veja que a CF realmente menciona relatório das corregedorias como condição para a aquisição da 
estabilidade por parte daqueles servidores, o que torna a alternativa correta e, portanto, não deve 
ser assinalada. 
B) CORRETA. O fundamento para esta alternativa está no caput do art. 132, já reproduzido na 
alternativa A. Alternativa correta. 
C) INCORRETA e GABARITO DA QUESTÃO. A participação da OAB nos certames é condição 
obrigatória, conforme se depreende do caput do art. 132. Não há margem de opção sobre se a 
entidade participa ou não do concurso. Ela participará. 
D) CORRETA. Uma vez mais, a resposta encontra-se no caput do art. 132, pois cabe aos procuradores 
dos Estados e DF exercerem a representação judicial e a consultoria jurídica das unidades federadas. 
 
15. 2018/VUNESP/TJ-RJ/Juiz Leigo 
O regime constitucional das aposentadorias dos servidores públicos sofreu alterações 
consideráveis ao final da década de 1990 e início de 2000, visando a alcançar o necessário 
equilíbrio econômico e atuarial dos regimes públicos de previdência. A esse respeito, avalie as 
alternativas a seguir e identifique a afirmação correta. 
a) É autorizada de forma geral a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão 
de aposentadoria aos abrangidos pelo regime próprio de previdência dos servidores públicos. 
b) Ao contrário dos empregados da iniciativa privada, os servidores públicos não possuem 
idade máxima para a aposentadoria compulsória, podendo permanecer no serviço público 
indefinidamente. 
c) As reformas da década de 1990 e 2000 não alteraram o direito à integralidade e à paridade 
a que ainda gozam os servidores públicos federais, estaduais e municipais. 
d) Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão 
exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria 
ou que serviu de referência para a concessão da pensão. 
e) A lei poderá estabelecer, para fins de aposentadoria, a contagem fictícia de tempo de 
contribuição. 
Comentários 
A) INCORRETA. O art. 40, § 4º, da CF/88, estabelece os critérios para a concessão das chamadas 
aposentadorias especiais. Trata-se de hipóteses bem pontuais (portadores de deficiência, 
profissionais que exercem atividades de risco e cujas atividades sejam exercida sob condições 
especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física) e que estão sujeitas a regulamentação 
por meio de lei complementar. Não são, portanto, a regra geral, como a alternativa dá a entender: 
 
 
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“Art. 40, § 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de 
aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos 
definidos em leis complementares, os casos de servidores: 
I portadores de deficiência; 
II que exerçam atividades de risco; 
III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a 
integridade física.” 
B) INCORRETA. O art. 40, § 1º, estabelece as três espécies de aposentadoria, a saber: por invalidez, 
voluntária e compulsória. Este último caso ocorre quando o servidor atinge a idade de 75 anos, 
conforme regulamentado pela Lei Complementar nº 152/2015). 
Ao contrário do que a alternativa diz, não há aposentadoria compulsória no Regime Geral de 
Previdência Social. A idade máxima é um traço característico do Regime Próprio. 
C) INCORRETA. A EC nº 20/1998 e a EC nº 41/2003 extinguiram a integralidade dos vencimentos 
quando da passagem para a inatividade. O cálculo dos proventos de aposentadoria se faz, agora, por 
um cálculo que leva em consideração o tempo de contribuição e os valores das remunerações da 
vida funcional do servidor. Ademais, também foi extinta a chamada paridade entre ativos ou 
inativos. Na paridade, um aumento ou melhoria de carreira feita aos ativos aplica-se 
automaticamente aos inativos. A EC 41 acabou com essa possibilidade para aqueles que ingressaram 
após a promulgação da emenda (dezembro de 2003). 
Vale ressaltar que, para ambos os casos, há regras de transição e há distinções entre os servidores 
que já estavam no serviço público por ocasião da publicação das emendas constitucionais e para 
aqueles que ingressaram após as referidas emendas. 
D) CORRETA. A alternativa está em consonância com o art. 40, § 2º, da CRFB. 
“Art. 40, § 2º Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não 
poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a 
aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão.” 
E) INCORRETA. A Constituição, no art. 40, § 10, diz exatamente o oposto, sendo proibida a contagem 
de tempo de contribuição fictício: 
“Art. 40, § 10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuiçãofictício.” 
 
16. 2018/VUNESP/TJ-RJ/Juiz Leigo 
Acerca da estabilidade no serviço público, é correto afirmar: 
a) o servidor estável poderá perder o cargo em virtude de sentença judicial pendente de 
recurso. 
 
 
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b) o servidor estável poderá perder o cargo mediante processo administrativo em que lhe seja 
assegurada ampla defesa. 
c) são estáveis após dois anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de 
provimento efetivo em virtude de concurso público. 
d) extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em vacância, 
com remuneração integral, até seu adequado aproveitamento em outro cargo. 
e) como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a realização de teste de 
integridade pelo servidor. 
Comentários 
A) INCORRETA. As hipóteses de perda de cargo por servidor estável estão previstas no art. 41, § 1º, 
da CF/88: 
“Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de 
provimento efetivo em virtude de concurso público. 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, 
assegurada ampla defesa.” 
No que, quanto à sentença judicial, esta precisa ter transitado em julgado para poder desencadear 
a perda do cargo pelo servidor público. 
IMPORTANTE: há outra hipótese de perda de cargo para servidores estáveis e não estáveis no art. 
169 da CF/88. Trata-se de casos em que a despesa com pessoal das entidades públicas tenha 
superado os limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº 101/00). Veja o art. 169, §§ 3º 
e 4º: 
“§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado 
na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
adotarão as seguintes providências: 
I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de 
confiança; 
II - exoneração dos servidores não estáveis. 
§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar 
o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável 
poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a 
atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal.” 
B) CORRETA. A perda de cargo por servidor estável por meio de processo administrativo é possível, 
contanto que tenha sido assegurada a observância do princípio da ampla defesa. 
 
 
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DICA: os agentes públicos vitalícios (magistrados e membros do Ministério Público, via de regra) NÃO 
perdem os cargos por processo administrativo nem por questões orçamentárias. Perdem apenas em 
virtude de sentença judicial transitada em julgado. 
C) INCORRETA. A regra de dois anos para aquisição de vitaliciedade é válida apenas para aqueles que 
ingressam na magistratura e como membros do Ministério Público pela via do concurso público (vide 
arts. 95, I, e art. 128, §5º, I, da CRFB). Para os outros agentes públicos, a regra geral é a do art. 41 da 
CFRB, em que se fala em três anos para aquisição da estabilidade. 
D) INCORRETA. Quando o cargo ocupado por um servidor estável é extinto, o servidor fica em 
DISPONIBILIDADE, e não em vacância. Vide o art. 41, § 3º, da CF/88: 
“Art. 41, § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em 
disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado 
aproveitamento em outro cargo.” 
E) INCORRETA. Como se viu, a redação do caput do art. 41 não condiciona a realização de teste de 
integridade para a aquisição de estabilidade. O § 4º do artigo prevê, ao contrário, a avaliação de 
desempenho do servidor por uma comissão específica: 
“Art. 41, § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial 
de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.” 
 
17. 2018/TRF-3ª REGIÃO/TRF-3ª REGIÃO-SP/Juiz Federal 
É obrigatória a aprovação prévia em concurso público para a ocupação de cargos e empregos 
públicos efetivos. Trata-se da realização do princípio da igualdade de acesso ao serviço público. 
Com base nesse enunciado, indique a afirmação CORRETA: 
a) Limites de idade, sexo, altura e capacitação profissional devem ser estabelecidos em 
regulamento do concurso e não apenas no edital. 
b) Para que o candidato possa fazer jus às vagas reservadas aos portadores de deficiência, estas 
precisam necessariamente causar dificuldades no desempenho das funções do cargo 
disputado, em função da aplicação do princípio da congruência. 
c) O princípio da igualdade de gênero impede que o edital de concurso público preveja a 
participação apenas de concorrentes de determinado sexo. 
d) Conflita com o princípio da razoabilidade a eleição, como critério de desempate, do 
desempenho profissional anterior, relacionado com a titularidade do serviço para o qual se 
realiza o concurso. 
 
 
 
 
 
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Comentários 
A) INCORRETA. A jurisprudência do STF já se posicionou no sentido de que exigências relativas ao 
provimento de cargos públicos devem estar previstas em lei. Acerca disso, vide a Súmula Vinculante 
nº 44: 
“Súmula Vinculante 44 - Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato 
a cargo público.” 
No mesmo sentido, há julgados no STF quanto a outros requisitos, tais como idade, sexo, altura e 
capacitação profissional. Vide, por exemplo, o RE 595.893/SE: 
“1. O Supremo Tribunal Federal possui a orientação pacífica de que é legítima a limitação de idade 
máxima para a inscrição em concurso público, desde que instituída por lei e justificada pela 
natureza do cargo a ser provido. 
2. Segundo o firme entendimento desta Corte, os requisitos para a inscrição em concurso público 
devem ser aferidos com base na legislação vigente à época de realização do certame.” 
B) INCORRETA. É firme a jurisprudência do STF quanto à constitucionalidade das diversas ações 
afirmativas existentes. Ademais, a legislação de proteção às pessoas com deficiência (notadamente 
a Lei nº 13.146/15 e o Decreto nº 5.296/04), em nenhum momento, faz a correlação mencionada na 
alternativa, de que a deficiência deve necessariamente causar dificuldades no desempenho das 
funções. 
C) INCORRETA. No mesmo sentido do exposto no comentário da alternativa A, é possível que a lei 
limite o acesso de apenas um sexo a certo cargo público, a depender da natureza do cargo. Vale 
reproduzir o art. 39, § 3º, da CF/88, especialmente quanto ao seu final: 
“§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, 
XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos 
diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.” 
D) CORRETA. Já houve julgamentos do STF no sentido de que afronta a razoabilidade e a isonomia a 
utilização de desempenho profissional anterior como critério de desempate em concurso público. A 
título ilustrativo, convém reproduzir trecho da ementa da ADIn nº 3522/RS: 
“CONCURSO PÚBLICO. CRITÉRIOSDE DESEMPATE. ATUAÇÃO ANTERIOR NA ATIVIDADE. 
AUSÊNCIA DE RAZOABILIDADE. Mostra-se conflitante com o princípio da razoabilidade eleger como 
critério de desempate tempo anterior na titularidade do serviço para o qual se realiza o concurso 
público”. 
 
18. 2018/VUNESP/FAPESP/Procurador 
Diretoria de Recursos Humanos de uma empresa pública, em procedimento regular de controle 
de pessoal, constatou que um empregado público, aprovado em concurso seletivo ocorrido em 
2014 e integrante de seu quadro de pessoal desde aquele ano, a partir de janeiro de 2018 
apresenta desempenho insuficiente. Propôs, então, ao Diretor Presidente da empresa, a 
dispensa desse empregado. A autoridade máxima da entidade, em dúvida quanto à providência 
 
 
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correta a ser adotada, consultou o procurador jurídico que, observando a jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal, orientou o consulente a 
a) demitir o empregado público, expondo as razões de fato e de direito que fundamentam sua 
decisão. 
b) determinar a instauração de processo administrativo disciplinar a fim de apurar a prática de 
infração disciplinar apenada, nos termos do estatuto da entidade, com demissão, nomeando 
comissão processante. 
c) determinar apuração da prática de procedimento irregular de natureza grave, o que poderá 
ser feito por procedimento simplificado, respeitado o regulamento interno da empresa, porque 
o ocupante de emprego público há mais de três anos goza de estabilidade, nos termos do artigo 
19, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 
d) exonerar o empregado público cuja avaliação de desempenho tenha sido insuficiente, vez 
que a exoneração em estágio probatório não constitui sanção disciplinar. 
e) determinar, nos termos do artigo 41, § 4°, da Constituição Federal, a instauração de 
comissão multidisciplinar para realização de avaliação especial de desempenho, cujo relatório 
final terá efeito vinculante para a autoridade máxima da empresa. 
Comentários 
A) CORRETA. Conforme já comentado em questão anterior, a dispensa de empregados das empresas 
estatais (sociedades de economia mista e empresas públicas) é um ato administrativo que restringe 
direitos. É imprescindível que aconteça de maneira motivada. O STF apreciou a questão no 
julgamento do RE 589.998/PI, que gerou a seguinte tese: 
“A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT tem o dever jurídico de motivar, em ato 
formal, a demissão de seus empregados.” 
Além disso, nunca é demais lembrar que os empregados das estatais NÃO POSSUEM a estabilidade 
no serviço público prevista no art. 41 da CFRB. O assunto está sumulado no âmbito do TST (Súmula 
nº 390). 
B) INCORRETA. Não há que se falar em estatuto da entidade a fim de regrar a relação jurídica entre 
o empregado e a empresa. O vínculo que se forma entre o empregado e a empresa estatal se faz por 
meio da CLT. O estatuto dos servidores públicos aplica-se apenas entre os ocupantes de cargos 
públicos e as pessoas jurídicas de direito público interno (entes federados, autarquias e fundações 
autárquicas, via de regra). 
C) INCORRETA. O comentário da alternativa B se aplica a parte do que esta alternativa descreve. 
Ademais, outro equívoco é a menção ao art. 19 do ADCT. Este dispositivo concedeu estabilidade 
àqueles que tinham vínculo com a Administração Pública há pelo menos cinco anos antes da 
promulgação da CF/88, não extensível às empresas estatais. Vide o dispositivo abaixo, que não faz 
menção a empresas públicas ou sociedades de economia mista: 
 
 
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“Art. 19, ADCT. Os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, em exercício na data da 
promulgação da Constituição, há pelo menos cinco anos continuados, e que não tenham sido 
admitidos na forma regulada no art. 37, da Constituição, são considerados estáveis no serviço 
público.” 
D) INCORRETA. Não há que se falar em avaliação de desempenho para empregados públicos 
contratados na via da CLT. A CF/88 prevê a referida avaliação para servidores ocupantes de cargos 
de provimento efetivo, nos termos do art. 41, § 4º. Ademais, na contratação via CLT, não há que se 
falar em estágio probatório de três anos, mas sim no período de experiência de 90 (noventa) dias, 
em regra (art. 445, parágrafo único, da CLT). 
Observa-se que, de fato, a exoneração em estágio probatório, por insuficiência no desempenho 
funcional do ocupante de cargo público, de fato não é uma sanção disciplinar. Mas, como já exposto, 
isso não se aplica a empregados públicos. 
E) INCORRETA. Conforme já explanado anteriormente, não há que se falar em avaliação especial de 
desempenho por comissão instituída para essa finalidade. Isso se aplica apenas para servidores 
ocupantes de cargo efetivo. 
 
19. 2018/VUNESP/FAPESP/Procurador 
O servidor ocupante de cargo temporário do quadro da Administração Pública Direta do Estado 
de São Paulo vincula-se 
a) ao regime jurídico único estatutário de pessoal e ao regime geral de previdência social. 
b) ao regime jurídico único celetista de pessoal e ao regime próprio de previdência social. 
c) ao regime jurídico de pessoal estabelecido na lei que autoriza a contratação temporária e ao 
regime geral de previdência social. 
d) ao regime jurídico de pessoal estabelecido na lei que autoriza a contratação temporária e 
ao regime próprio de previdência social. 
e) ao regime jurídico-disciplinar celetista e ao regime complementar de previdência social. 
 
Comentários 
A) INCORRETA. A contratação temporária de excepcional interesse público, prevista no art. 37, inciso 
IX, da CRFB, é um regime diferenciado e específico, que não é nem estatutário nem CLT. Cada ente 
federado deve possuir uma lei para regulamentar essa espécie de contratação que, reforça-se mais 
uma vez, é temporária e de excepcional interesse público. 
 
 
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Quanto ao regime previdenciário, há incidência das normas do RGPS, tendo em vista que, conforme 
o caput do art. 40 da CF/88, o regime próprio de previdência aplica-se somente a servidores 
ocupantes de cargos efetivos. Ademais, vale observar o art. 40, § 13: 
“Art. 40, § 13 - Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de 
livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-
se o regime geral de previdência social”. 
B) INCORRETA. Como se viu, trata-se de uma vinculação especial entre o agente público e o Estado, 
que não é nem CLT nem estatutária. 
C) CORRETA. No âmbito federal, as contratações temporárias são regidas pela Lei nº 8.745/93. 
D) INCORRETA. O equívoco da alternativa está em mencionar o regime próprio de previdência social. 
Como já visto, os servidores temporários se vinculam ao RGPS. 
E) INCORRETA. Não se trata de regime celetista, mas sim, especial. Ademais, o regime complementar 
tem previsão para servidores efetivos, conforme o art. 40, §§ 14 e 15 da CF/88: 
 
“Art. 40, § 14 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, desde que instituam regime 
de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo, 
poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que 
trata este artigo, o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdênciasocial de que trata o art. 201. 
Art. 40, § 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de 
iniciativa do respectivo Poder Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos, no 
que couber, por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar, de natureza 
pública, que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade 
de contribuição definida.” 
 
20. 2018/VUNESP/FAPESP/Procurador 
Os particulares em colaboração com o Poder Público são as pessoas físicas 
a) que concorrem para o direcionamento dos fins da ação do Estado mediante a fixação de 
metas, diretrizes ou planos que pressupõem decisões governamentais. 
b) contratadas por tempo determinado para atenderem as necessidades temporárias de 
excepcional interesse público, exercendo função de regime jurídico especial, fixado em lei por 
cada unidade da federação. 
c) sujeitas a regime contratual pautado na legislação trabalhista, submetendo-se às normas 
constitucionais referentes à investidura e à proibição de acumulação de empregos e 
vencimentos. 
d) que exercem função pública, em seu próprio nome, sem vínculo empregatício, porém sob 
fiscalização do Poder Público, podendo receber remuneração paga por terceiros. 
 
 
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e) que ocupam cargos públicos efetivos ou em comissão, sujeitos ao regime estatutário fixado 
em lei, podendo adquirir estabilidade, recebendo remuneração paga pela Administração 
Pública. 
Comentários 
Dentre as diversas espécies de agentes públicos, a questão enfoca os particulares em colaboração 
com o Poder Público. Trata-se de uma categoria de agentes públicos em que não há formação de 
vínculo entre o particular e a Administração Pública, mas há interesse público na atividade a ser 
desempenhada por eles. 
A) INCORRETA. Como se viu, a doutrina reconhece os particulares em colaboração com o Poder 
Público como pessoas que exercem atividades materiais de interesse público. O que a alternativa 
expõe, por exemplo, melhor se refere às pessoas que participam de audiências públicas e 
influenciam no estabelecimento de políticas públicas. Trata-se de participação popular no exercício 
da cidadania, não se referindo a alguma atividade especificamente prestada por elas e que tenham 
interesse público. 
B) INCORRETA. Conforme o comentário da questão anterior, agentes públicos temporários têm uma 
vinculação especial com o Estado, que é temporária e de excepcional interesse público. Os 
particulares em colaboração não possuem vínculo formal com o Estado. 
C) INCORRETA. Não há vinculação formal entre os particulares em colaboração e o Poder Público. 
Logo, não há incidência da CLT nessa relação. 
D) CORRETA. Conforme visto anteriormente, não há vinculação entre os particulares e o Poder 
Público. O que há é um interesse público nas atividades que desempenham. Como não há 
vinculação, nada obsta que os particulares percebam remuneração paga por terceiros, conforme 
exposto na alternativa. 
E) INCORRETA. Já se viu que não há vinculação entre esses particulares e o Estado. 
 
21. 2018/IBFC/CÂMARA DE FEIRA DE SANTANA-BA/Procurador 
Assinale a alternativa que apresenta uma hipótese de perda do cargo pelo servidor público 
estável, como tal prevista na Constituição Federal: 
a) mediante instauração de sindicância administrativa. 
b) em virtude da instauração de inquérito policial. 
c) em virtude de sentença judicial transitada em julgado. 
d) em virtude da instauração de inquérito civil. 
 
 
 
Professor Wagner Damazio 
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Comentários 
Como já visto em comentários anteriores, a perda do cargo público por servidor estável tem previsão 
no art. 41, § 1º, da CF/88: 
“Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de 
provimento efetivo em virtude de concurso público. 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, 
assegurada ampla defesa.” 
A) INCORRETA. A mera instauração de sindicância não implica na perda de cargo pelo servidor. 
B) INCORRETA. Da mesma maneira, a instauração de inquérito policial, que tem como objetivo 
apurar a ocorrência ou não de um crime, assemelha-se a uma sindicância administrativa. Dessa 
maneira, não tem o condão de efetivar a perda do cargo por um servidor estável. 
C) CORRETA. Trata-se de hipótese prevista no art. 41, § 1º, I. 
D) INCORRETA. Inquérito civil, via de regra instaurado pelo Ministério Público, também é 
instrumento investigatório, que não tem o condão de culminar com a perda do cargo de um agente 
público estável. 
 
22. 2018/VUNESP/PGE-SP/Procurador do Estado 
Antônio Joaquim foi aprovado em concurso público e, nomeado para cargo efetivo, iniciou 
exercício em 12 de janeiro de 2015. Um ano depois, sem ter sido exonerado do cargo efetivo, 
iniciou exercício de cargo em comissão no âmbito do órgão em que está lotado, situação que 
se mantém até os dias de hoje. Ultrapassados três anos desde que iniciou o exercício do cargo 
efetivo, a Administração ainda não concluiu sua avaliação de desempenho. Nesse cenário, é 
possível afirmar: 
a) somente depois de concluída a avaliação de desempenho pela chefia imediata de Antônio 
Joaquim, o servidor poderá ser considerado estável. 
b) assim que adquirir a estabilidade no cargo, Antônio Joaquim somente poderá perder o cargo 
efetivo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante procedimento de 
avaliação periódica de desempenho. 
c) decorridos três anos de efetivo exercício, Antônio Joaquim tornou-se automaticamente 
estável. 
d) a nomeação de Antônio Joaquim para exercer cargo em comissão é regular.

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