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DIREITO ADMINISTRATIVO
AGENTES PÚBLICOS
CLASSIFICAÇÃO DOS CARGOS
· Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. 
· Todo cargo tem FUNÇÃO.
· Cargo isolado e de carreira: 
· Cargo isolado: não tem sistema de promoção/progressão.
· Cargo de carreira: tem sistema de promoção/progressão funcional.
· Quadro de servidores: todos os servidores que compõe o ente federativo.
· Lotação: local onde o servidor exerce suas atribuições. Onde ele está em exercício.
· CARGO EFETIVO:
· Ingresso mediante concurso público.
· 1ª Etapa (concurso) –> 2ª etapa (homologação do concurso) -> 3º etapa (nomeação) -> 4ª etapa (Posse – investidura no cargo) -> 5ª etapa (Exercício/desempenho da função) -> 6ª etapa (Contagem do Estágio probatório) -> Estabilidade.
· Se o agente for nomeado e não tomar posse, torna-se sem efeito a nomeação.
· Se a agente tomar posse e não iniciar o exercício da função, exonera-se o servidor.
· O prazo do estágio probatório é o mesmo da estabilidade. 3 ANOS.
· Garantia de permanência – após a estabilidade.
· PERDA DO CARGO DO SERVIDOR ESTÁVEL:
Art. 41 da CF (art. 21, Lei nº 8.112/90): 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; Tem que estar expresso na decisão/sentença.
Art. 92, CP - São também efeitos da condenação: 
I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo: 
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos.
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; PAD
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa. Não estar em aplicação em razão da falta de uma lei complementar que regulamente.
· OBS! Conforme o disposto no art. 169, § 3º, o servidor estável também pode perder o cargo quando o Ente Federativo gastar mais do que o estabelecido de sua Receita Corrente Líquida com pessoal ativo e inativo. (Este limite foi fixado pela LC 101/01: 50% para a União e 60% para os outros Entes).
· Primeiro há a Redução pelo menos em 20% dos Cargos em Comissão e Funções de Confiança 
· Caso não seja suficiente a redução acima, há a Exoneração de não estáveis
· Caso não seja suficiente a redução acima, há a demissão dos servidores estáveis. As seguintes medidas serão aplicadas:
· Indenização: 1 mês de remuneração por ano de serviço.
· Vedação: criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou semelhantes por 4 anos
· Estabilização extraordinária/constitucional: Segundo o art. 19 do ADCT, são considerados estáveis no serviço público os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, que estivessem em exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo menos cinco anos continuados, e que não tivessem sido admitidos por meio de concurso público
· CARGOS EM COMISSÃO:
· São de livre nomeação e exoneração.
· A Exoneração dispensa motivação.
· CF ART 37, V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;
· Função de Confiança – exclusiva servidores efetivos. O SERVIDOR É DESIGNADO.
· Cargo em Comissão - % para servidores da carreira. Percentual fixado em Lei. O SERVIDOR É NOMEADO.
· OBS! CC ou FC - Direção, chefia e assessoramento. 
· OBS! Súmula Vinculante nº 13, STF. 
· A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.
· OBS: A aposentadoria compulsória (75 anos) não abrange os cargos em comissão.
· CARGOS VITALÍCIOS 
· Maior garantia de permanência. 
· Vitaliciedade. 
· Somente há a perca do cargo por meio de decisão judicial transitada em julgado
· Somente a CF pode criar cargos vitalícios. MS 21659/DF, Rel. Min. Eros Grau, 28.09.2005. 
· CF: Art. 95. Os juízes gozam das seguintes garantias: I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado;
· Art. 128. O Ministério Público abrange: I - as seguintes garantias: a) vitaliciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado;
· Obs.! TEMPORÁRIOS 
· Art. 37, IX, CF: para atender necessidade temporária de excepcional interesse público 
· Não tem cargo e emprego.
· Possuem apenas uma função pública remunerada
· Lei 8745/93 Para o STF, é possível a contratação de temporários para funções de caráter permanente de órgãos públicos, desde que indispensáveis ao atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público. STF. Plenário. ADI 3247/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 26.3./2014. Info 740
· O TEMPORÁRIO não possui vínculo pela CLT. O STF decidiu que qualquer discussão do contrato de trabalho não vai para a justiça do trabalho, vai para a justiça comum.
· É um exemplo de função sem cargo público.
· Empregados públicos: Exercem função pública pelo regime da CLT.
CRIAÇÃO DE CARGOS E ACESSO AOS CARGOS PÚBLICOS
· ACESSO AOS CARGOS PÚBLICOS:
· Quem pode ocupar cargo público: I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei;
· Requisitos - Art 5º, 8112/90: 
· I - a nacionalidade brasileira; Nato e naturalizado.
· II - o gozo dos direitos políticos; 
· III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais; 
· IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; 
· V - a idade mínima de dezoito anos; 
· VI - aptidão física e mental. 
· Pessoas com deficiência – art 37, VIII e 8112, 5º, § 2º. 
· Art. 37, VIII, CF. A lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;
· Decreto 3298/99 - Regulamenta a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência.
· Cargos privativos Brasileiros natos – art 12, § 3º, CF – MP3.COM (Mnemônico)
· I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
· II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
· III - de Presidente do Senado Federal; 
· IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
· V - da carreira diplomática; 
· VI - de oficial das Forças Armadas. 
· VII - de Ministro de Estado da Defesa.
ACUMULAÇÃO DE CARGOS - ART. 37, XVI E XVII
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI (teto remuneratório – para fins de acumulação de cargo, o teto é contado em cada cargo e não em relação a somatória): 
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; 
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias,e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público;
· Vedada acumulação remunerada de cargos, empregos e funções públicas.
· Proibição: cargo, emprego ou função na Adm Direta, Autárquica, fundacional, EP, SEM subsidiárias e controladas. 
· Situações permitidas: 
· Cargo científico é o cargo de nível superior que trabalha com a pesquisa em uma determinada área do conhecimento. Ex: advogado, médico, biólogo, antropólogo, matemático, historiador. 
· Cargo técnico é o cargo de nível médio ou superior que aplica na prática os conceitos de uma ciência. Ex.: técnico em Química, em Informática, Tecnólogo da Informação, etc 
· Obs. - Também pode cumular: 
· Vereador com o cargo anterior 
· juiz/MP e magistério art 95, par. Único, CF 
· EC 77/2014: militar área saúde pode outro cargo/emprego na área da saúde. 
· Aposentadoria com cargo em comissão - Art.37, § 10º, CF – 
· Aposentadoria com mandato eletivo - Art.37, § 10º, CF 
· Aposentadoria com cargo acumulável em atividade – art.37, § 10º, CF
· EC nº 101/2019 
Art. 1º - O art. 42 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido do seguinte § 3º: 
"Art. 42. § 3º Aplica-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no art. 37, inciso XVI, com prevalência da atividade militar." (NR) 
· Militar + professor
· Militar + saúde
· Militar + cargo técnico ou científico
· Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente, ressalvada a hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea "c", será transferido para a reserva, nos termos da lei;
· STF: o único requisito estabelecido para a acumulação é a compatibilidade de horários no exercício das funções, cujo cumprimento deverá ser aferido pela administração pública, não havendo o limite de 60 horas semanais.
ACUMULAÇÃO DE CARGOS COM MANDATO ELETIVO
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
I - tratando-se de mandato eletivo FEDERAL, ESTADUAL OU DISTRITAL, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função; 
II - investido no mandato de PREFEITO, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; 
III - investido no mandato de VEREADOR, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;
CONCURSO PÚBLICO
· CONCURSO PÚBLICO – 37, II, CF
· Forma de aplicação: provas ou provas e títulos. 
· A fase de títulos é meramente classificatória.
· Conforme entendimento do STF, as provas de títulos não podem ter natureza eliminatória. 
· Prazo: até 02 anos, prorrogável uma vez por igual período.
· Obrigatoriedade: toda a administração pública, direta, indireta e subsidiárias (cargos e empregos públicos)
· Convocação: Art 37, IV, CF (prioridade) e art 12, § 2º, (não se abrirá)
· Durante o prazo improrrogável do concurso é possível abrir novo concurso, desde que na hora da convocação, sejam chamados primeiramente os aprovados do concurso anterior
· CADASTRO DE RESERVA:
O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. Assim, o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado em concurso público exsurge nas seguintes hipóteses: a) quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital; b) quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação; e c) quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.”. 
· Tese afirmada em repercussão geral: na hipótese de posse em cargo público determinada por decisão judicial, o servidor não faz jus a indenização, sob fundamento de que deveria ter sido investido em momento anterior, salvo situação de arbitrariedade flagrante. 
· STF – Súmula 14: “Não é admissível, por ato administrativo (EDITAL), restringir, em razão da idade, inscrição em concurso para cargo público”. 
· STF – Súmula 683: “O limite de idade para a inscrição em concurso público somente se legitima em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido”. 
· “O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso público”. (súmula nº 266). 
· Porém, em relação aos concursos da MAGISTRATURA E MINISTÉRIO PÚBLICO, exige a CF que o bacharel em Direito deve ter, no mínimo, 03 (anos) de atividade jurídica, sendo que nesse caso o momento da comprovação desses requisitos deve ocorrer na data da inscrição no concurso. Informativo STF nº 438 (ADI-3460) 
· Sobre idade máxima para ocupação de cargo, o STF entendeu que a idade deveria ser verificada na data da inscrição. Assim, em concursos que fixam limite de idade em, por exemplo, 24 ou 30 anos, há de ser comprovado no momento da inscrição no certame, podendo o candidato na data da posse estar com idade superior. ARE 840.592/CE, Min. Roberto Barroso, 23.6.2015. (ARE-840.592). Informativo n. 791
· Exame psicotécnico: STF tem entendido ser ilegal a exigência apenas no edital, sem que a lei que regulamenta a carreira tenha feito a previsão. (Súmula nº 686 (STF): “Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público”). 
· Além do requisito da legalidade, a jurisprudência exige mais três condições para que seja válida a exigência de exame psicotécnico em concurso público: 
· ser pautado em critérios objetivos e científicos (AI 529.219-AgR/RS);
· ser compatível com as atribuições normais do cargo; 
· e haver direito a recurso na via administrativa. 
· Em razão do princípio da presunção de inocência, é vedada a eliminação de candidato em concurso público em razão de inquérito policial instaurado ou ação penal em andamento, sem o trânsito em julgado da sentença. STJ. 2ª Turma.
· O STJ decidiu que não pode haver eliminação do concurso pelo simples fato de ter celebrado transação penal (art. 76, Lei nº 9.099/95), uma vez que não importa em condenação do autor do fato.
· PCD e concurso com 2 vagas - O STF entendeu que, em concurso em que se oferecem duas vagas, não deve haver a destinação de uma delas aos deficientes, pois haveria majoração dos percentuais mínimo e máximo para cinquenta por cento. (Informativo nº 480). 
· Visão Monocular - Súmula nº 377 do STJ, o portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso público, às vagas reservadas aos deficientes. De outro modo, entendeu o Tribunal que candidato com surdez unilateral não tem direito a participar do certame na qualidade de deficiente auditivo. Isso porque o Decreto 3.298/1999 – que dispõe sobre a Política Nacional para Integração de Pessoa Portadora de Deficiência – excluiu da qualificação “deficiência auditiva” os portadores de surdez unilateral. Informativo n. 535 STF. 
· Candidata Gestante e teste físico - O Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceuo direito de candidatas gestantes à remarcação de testes de aptidão física em concursos públicos, independentemente de haver previsão no edital. (RE) 1058333/PR. Ministro Luiz Fux 
· É constitucional a remarcação de curso de formação para o cargo de agente penitenciário feminino de candidata que esteja lactante à época de sua realização, independentemente da previsão expressa em edital do concurso público. STJ. 1ª Turma. RMS 52.622-MG, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 26/03/2019 (Info 645)
RETRIBUIÇÕES PECUNIÁRIAS
· Vencimento: valor fixado em lei para o exercício da profissão
· Vencimento base
· Pode ser inferior ao salário-mínimo
· Remuneração: vencimento básico + vantagens de caráter permanente
· NÃO pode ser inferior ao salário-mínimo
· Proventos: inatividade – aposentado e disponibilidade.
· Subsídio: retribuição pecuniária feita em parcela única – art. 39, § 4º, CF. 
· Quem recebe por subsídio – Membros de Poder (PE, PL, PJ), MP, DP e Procuradores, Policiais e bombeiros – art 144, § 9º, CF. 
· OBS! Art. 37, X, exige lei específica para fixar e aumentar subsídio e remuneração
APOSENTADORIA E PENSÃO
· MODALIDADES DE APOSENTADORIA: 
A. voluntária, quando se dá por livre e espontânea vontade, cumpridos determinados requisitos (idade e tempo de contribuição); 
B. involuntária, quando se dá independentemente da vontade do servidor, em virtude de: 
i. incapacidade permanente; ou 
ii. adimplemento de idade limite (aposentadoria compulsória);
· Segundo a redação dada ao art. 40 da CF pela EC nº 103/19, a concessão de aposentadoria é condicionada à realização dos seguintes requisitos: 
Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. 
§ 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado:
I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente federativo; 
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 88, de 2015) 
III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na idade mínima estabelecida mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas, observados o tempo de contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei complementar do respectivo ente federativo.
· Cálculo da valor da aposentadoria (art. 26 da EC nº 103/2019): média aritmética simples dos salários de contribuição e das remunerações adotados como base para contribuições a regime próprio de previdência social e ao Regime Geral de Previdência Social. PARA CAUCULAR O VALOR DA APOSENTADORIA:
· Inclusão de todo período contributivo (100% das contribuições); 
· Fixação do valor inicial do benefício: até 60% da média aritmética; 
· Fixação do valor final do benefício: fazer acréscimo de 2% para cada ano que exceder a 20 anos de contribuição.
· O valor do benefício de aposentadoria corresponderá a 100% (cem por cento) da média aritmética no caso de aposentadoria por incapacidade permanente, quando decorrer de acidente de trabalho, de doença profissional e de doença do trabalho.
· Aposentadorias especiais:
· Servidores com deficiência
· Agente penitenciário – polícia penal
· Agente socioeducativo
· Policial das carreiras do art. 144 CF e também, policiais da Câmara e do Senado Federal
· Atividades que prejudiquem à saúde
· Condições para a carreira policial
· 55 anos de idade
· 30 anos de contribuição 
· 25 anos de efetivo exercícios na carreira
· OBS: todos os requisitos, inclusive idade, é para ambos os sexos. 
· Atividades especiais (Atividades que sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes):
· 60 anos de idade; 
· 25 anos de efetiva exposição; 
· 10 anos de serviço público; 
· 5 anos no cargo.
· Professor federal (Efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio):
· 60 anos de idade – HOMEM; 
· 57 anos de idade – MULHER; 
· 25 anos de tempo de contribuição; 
· 10 anos no serviço público; - 5 anos no cargo.
· Aposentadoria por Incapacidade permanente (“aposentadoria por invalidez”). Art. 40 I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente federativo;
· Acumulação de proventos e vencimentos. Conforme o art. 40, § 6º, da CF, com a redação da EC nº 103/2019, ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma da Constituição, é VEDADA a percepção de mais de uma aposentadoria à conta de regime próprio de previdência social, aplicando-se outras vedações, regras e condições para a acumulação de benefícios previdenciários estabelecidas no Regime Geral de Previdência Social.
· Pensão por Morte.
Art. 23. A pensão por morte concedida a dependente de segurado do Regime Geral de Previdência Social ou de servidor público federal será equivalente a uma cota familiar de 50% (cinquenta por cento) do valor da aposentadoria recebida pelo segurado ou servidor ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do óbito, acrescida de cotas de 10 (dez) pontos percentuais por dependente, até o máximo de 100% (cem por cento). 
§ 1º As cotas por dependente cessarão com a perda dessa qualidade e não serão reversíveis aos demais dependentes, preservado o valor de 100% (cem por cento) da pensão por morte quando o número de dependentes remanescente for igual ou superior a 5 (cinco).
· Na hipótese de existir dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, o valor da pensão por morte será equivalente a: (§2º) 
I - 100% (cem por cento) da aposentadoria recebida pelo segurado ou servidor ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do óbito, até o limite máximo de benefícios do Regime Geral de Previdência Social; 
e II - uma cota familiar de 50% (cinquenta por cento) acrescida de cotas de 10 (dez) pontos percentuais por dependente, até o máximo de 100% (cem por cento), para o valor que supere o limite máximo de benefícios do Regime Geral de Previdência Social
· CONDIÇÃO DE DEPENDENTE PODE SER RECONHECIDA PREVIAMENTE
· Fixou a EC nº 103/2019, art. 24, que é vedada a acumulação de mais de uma pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro, no âmbito do mesmo regime de previdência social, ressalvadas as pensões do mesmo instituidor decorrentes do exercício de cargos acumuláveis na forma do art. 37 da Constituição Federal. Assim, sedimentou-se a regra de vedação de acumulação de pensão do mesmo regime (RGPS=RGPS e RPPS=RPPS), salvo quando ocorrer situação de cargos acumuláveis permitidos pela CF.
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