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Acidente Vascular Cerebral Acidente isquêmico pode demorar até 24 horas para aparecer na TC, diferente do hemorrágico que aparece imediatamente. ISQUEMICO É um episódio de natureza neurológica focal de instalação, habitualmente súbita, ocasionado pela redução do fluxo sanguíneo cerebral regional. FATORES DE RISCO HAS Diabetes Mellitus Hiperlipidemia Fibrilação atrial Tabagismo Etilismo Sedentarismo Hiper-homocisteinemia: pode predispor à trombose arterial e à tromboembolia venosa por meio de lesão das células do endotélio vascular. Apneia obstrutiva do sono Obesidade abdominal Manifestação Clínica Depende da extensão da lesão e do local do cérebro que teve o fluxo sanguíneo reduzido. Geralmente o início é súbito. Poucos pacientes apresentam piora dos sintomas, sugerindo progressão do processo trombótico, isso é comum de acontecer nos casos de acometimento da circulação posterior. Fisiopatologia Está relacionada à parte do cérebro que se encontra hipoperfundida e eletricamente não funcionante, porém permanece viável, definido o conceito de penumbra isquêmica. A variabilidade individual de tempo e severidade da evolução da isquemia depende principalmente da competência da circulação colateral. Outros fatores que podem influenciar na taxa de perda neuronal são o pré-condicionamento isquêmico, pressão de perfusão cerebral (PPC), volume sanguíneo cerebral etc. PPC = PAM (Pressão arterial média) - PIC (Pressão intracraniana) PPC NORMAL: 80 mmHg PPC ABAIXO DE 60-70: aumento de mortalidade e sequelas neurológicas. FSC (Fluxo sanguíneo cerebral) = PPC/RVC FSC NORMAL: +/- 54 ml/100g/min FSC CAI: diminui função neuronal e depois, há lesão cerebral irreversível. FSC AUMENTA: edema cerebral e áreas de hemorragia. Redução FSC depende do grau de oclusão arterial, se parcial ou total, e da circulação colateral. Sintomatologia se manifesta com a reduções do FSC abaixo de 20 ml/100g/min Interrupção de fluxo cerebral, se traduz em duas áreas de comprometimento cerebral: Zona central ou core > FSC menor 10 ml/100g/min > Com morte celular Zona penumbra > FSC 10 – 20 ml/100g/min > Com tecidos comprometidos mas ainda viáveis Acidente Vascular Cerebral Classificação de Bamford/ Oxfordshire (Prova) Classificação de TOAST ATEROSCLEROSE DE GRANDES ARTÉRIAS: Os exames de imagem demonstram estenose maior que 50% ou oclusão de grandes ramos artérias, do mesmo lado da lesão central ou placas complexas na aorta ascendente ou transversa. FATORES DE RISCO: HAS, DM2, DLP MECANISMO: Tromboembolia artério-arterial distal; PRINCIPAIS FONTES: lesões ateromatosas das carótidas e vertebrais. DG: doppler cervical, angiotomografia de crânio e angioressonância de crânio. TRATAMENTO TERAPIA MEDICAMENTOSA: anti-plaquetária + estatina AAS (75 – 325 mg)/dia + atorvastatina (40 – 80 mg)/dia Clopidogrel 75 mg é uma opção razoável ao AAS ESTENOSE GRAVE IPSILATERAL CAROTÍDEA (70-99%): tratamento cirúrgico de revascularização ESTENOSE MODERADA IPSILATERAL CAROTÍDEA (50-69%): avaliar presença de comorbidades grave + idade para indicação de revascularização cirúrgica OCLUSÃO DE PEQUENAS ARTÉRIAS (LACUNAS) O paciente apresenta clínica de síndrome lacunar (déficit neurológico sem comprometimento cortical) e em geral os exames demonstram lesões pequenas no território de artérias perfurantes (tálamo, tronco cerebral etc). Ocorrem por degeneração dos pequenos vasos e de arteríolas perfurantes por ação direta da Hipertensão crônica, associada ou não ao diabetes. Lesões isquêmicas com diâmetro unilateral • Hemianopsia • Carótida Circulação anterior parcial ( ACA ou ACM) Dois critérios: • Deficit cortical • Fraqueza ou deficit sensivito > unilateral • Hemianopsia Circulação Posterior ( ACP) Um critério: • Sindrome cerebelares ou síndrome de tronco • Perda do nível de consciência • Hemianopsia • vertebral Sindromes lacunares Um critério: • Fraqueza ou deficit sensitivo > unilateral • Deficit sensitivo puro • Hemiparesia atáxica Acidente Vascular Cerebral OS NOVOS ANTICOAGULANTES: Apixabana dose: 2,5 a 5 mg de 12/12 hs; Rivaroxabana dose: 20 mg 1x ao dia; Dabigatrana dose: 100 a 150 mg de 12/12 hs. Indicado em FA não valvar Necessita de ajuste de dose em DRC com clerance 220 X 120 mmHg redução deve ser feito por droga IV, com objetivo de redução pressórica de 15 a 25% nas primeiras 24 hs DROGA DE ESCOLHA: nitroprussiato de sódio 1 amp ( 50 mg/2ml) + SG 5% 250 ml > BIC Pacientes elegíveis ao tratamento trombolítico Iniciar tratamento se PA > 180 X 110 mmHg OBJETIVO: manter PA principalmente de segmento M1 da artéria cerebral média Caso o paciente esteja fora da janela trombolítica pode ser indicado trombectomia por até 24 hs Metas Tratamento Preventivo Secundário PA menor ou igual 140 x 90 mmhg Diabetes mellitus HbA1C menor ou igualóleo de oliva e nozes. Consumo limitados de doces e carnes vermelhas Cessão de bebidas alcóolicas HEMORRÁGICO É o segundo subtipo mais frequente de AVC. PRINCIPAL ETIOLOGIA: hipertensão arterial sistêmica LOCAIS MAIS COMUM: Núcleos da base e cápsula interna. Fatores de Risco para HIP HIP: hematoma intracraniana hipertensivo Hipertensão arterial; Idade Consumo elevado de álcool Uso de cocaína e anfetaminas Uso de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários Presença de alelos ligados à angiopatia amiloide Diagnóstico O quadro clínico de cefaleia é característico seguido de déficit motor e/ou sensitivo súbitos. Dependendo do volume do hematoma, evoluem para o coma profundo. A APRESENTAÇÃO CLÍNICA DEPENDE DA LOCALIZAÇÃO DO HEMATOMA (PROVA) NÚCLEO DA BASE + CAPSULA INTERNA: déficit motor colateral CEREBELO: ataxia e vertigem; rebaixamento do nível de consciência. PONTE: rebaixamento do nível de consciência ou coma; tetraparesia. TÁLAMO: confusão mental; rebaixamento do nível de consciência; déficit sensitivo colateral; LOBAR: confusão mental; rebaixamento do nível de consciência; déficit sensitivo e/ou motor contralateral; afasia; heminegligência; paresia do olhar conjugado. EXAMES DE IMAGEM TC DE CRÂNIO: é o método de eleição. Deve ser realizada na admissão e repetida com 6 horas ou se piora neurológica. RNM: para investigação de causas não hipertensivas como MAV, angiopatia amiloide etc. ARTERIOGRAFIA CEREBRAL: suspeita de anormalidades vasculares não visualizados na TC ou RNM. Fisiopatologia HAS é a doença mais frequente associada à HIP Acidente Vascular Cerebral Com o envelhecimento, há um aumento esclerótico das camadas da parede arterial que retira a flexibilidade e elasticidade da artéria que não consegue se expandir ante um aumento de pressão hidrostática intraluminal, fazendo com que haja ruptura em vasos terminais ou em microaneurismas em gânglios da base. A ação crônica da HAS sobre a parede das artérias cerebrais promove progressiva hiperplasia das células musculares lisas, posteriormente substituída por colágeno, levando ao enfraquecimento da parede das artérias perfurantes. ANGIOPATIA AMILOIDE: é a segunda causa mais frequente de HIP. É mais frequente em idosos. Há produção e deposito de proteína beta amiloide nas paredes das artérias de pequeno e médio porte, levando fraqueza da parede vascular. Tratamento Tratar febre e suas possíveis causas; Compressão pneumática dos MMII na admissão, para profilaxia de TEV; Heparina não fracionada ou HBPM para profilaxia de TEV após 24 – 48 hs do ictus, com o hematoma estabilizado; Não utilizar corticoides Não utilizar antiepiléptico profilático NÍVEL DE CONSCIÊNCIA GLASGOW MENOR OU IGUAL 8: intubação orotraqueal para proteção de via áreas GLASGOW MAIOR 8: monitorização nas primeiras 24 hr Se houver piora nível da consciência, repetir TC de crânio, para avaliar expansão do hematoma PRESSÃO ARTERIAL ALVO DE PA: