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Política Externa e 
Integração Regional
Política Externa Brasileira e Integração Regional
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Me. Alexandre Rodrigues de Sousa
Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Selma Aparecida Cesarin
Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
• Introdução;
• O Continente Americano e a América Latina;
• A América do Sul;
• Alianças de Países e Blocos de Poder;
• Globalização e Blocos Econômicos. 
Objetivo
• Conhecer os processos de integração da América do Sul, a inserção da região no contexto 
global e a atuação do Brasil no âmbito do subcontinente.
Caro Aluno(a)!
Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para 
o último momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no 
material trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades 
solicitadas.
Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, 
você poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos 
ou alguns dias e determinar como o seu “momento do estudo”.
No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como suges-
tões de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpre-
tação e auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns 
de discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, 
além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico 
espaço de troca de ideias e aprendizagem.
Bons Estudos!
Política Externa Brasileira e 
Integração Regional
Fonte: Getty Im
ages
UNIDADE 
Política Externa Brasileira e Integração Regional
Contextualização
Assista ao vídeo “Projeto: Construção do Sistema 500 kV Itaipu Binacional”, 
disponível em: https://youtu.be/p6y2aZoYvvo
Qual a importância da integração regional para o Brasil?
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Introdução
A integração regional, por princípio e por Lei, é um dos objetivos da política ex-
terna brasileira. 
Nossa Constituição, em seu Artigo 4º – sobre princípios fundamentais – estabelece: 
“A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social 
e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade 
latino-americana de nações”.
Particularmente nas últimas décadas, a integração no âmbito da América Latina vem 
se configurando fator estratégico para o crescimento e o desenvolvimento da região. 
O acelerado avanço da globalização e o surgimento de blocos político-econômicos 
de países em praticamente todos os continentes apontam para a regionalização 
como um importante vetor de inserção, projeção e defesa de interesses nacionais no 
sistema internacional. 
Para os fins do presente estudo, centraremos nosso foco na América do Sul, 
que compreende o Brasil e países vizinhos. Estudaremos a inserção dessa região na 
Economia global, as alianças, os blocos regionais, as oportunidades e os desafios à 
integração da região – tudo sob a perspectiva da política externa brasileira. 
Para começar, identificaremos o continente americano e suas partes, dentre as 
quais se insere a América do Sul. Em seguida, veremos um pouco da Geografia, da 
História e dos aspectos sócio-político-econômicos dessa região, identificando condi-
cionantes e antecedentes determinantes no passado ou no momento presente. 
Identificaremos os principais blocos políticos e econômicos e destacaremos as 
ações da política externa brasileira para a região.
Então, vamos começar?
O Continente Americano e a América Latina
O continente americano é o segundo em extensão de terras no Globo, com 
cerca de 42 milhões de quilômetros quadrados. 
Com algo em torno de um bilhão de habitantes, a América é o terceiro continente 
mais populoso do mundo, atrás da Ásia e da África. 
O continente pode ser subdividido em três grandes blocos ou subcontinentes: a
América do Norte, a América Central e a América do Sul. 
Ao todo, o Continente americano é formado por 35 (trinta e cinco) países e 
18 (dezoito) dependências1. 
1 A Guiana Francesa, por exemplo, que é um departamento francês.
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UNIDADE 
Política Externa Brasileira e Integração Regional
Outra forma de caracterizar ou subdividir o Continente americano é segundo o 
critério linguístico. Analisado dessa maneira, o Continente americano se subdivide 
em América Anglo-saxônica, com destaque para Estados Unidos e Canadá, e 
América Latina. 
A designação América Latina designa a região composta por México, América Central e 
América do Sul. O termo surgiu na França do século XIX, em alusão aos países de línguas ro-
mânicas – particularmente o espanhol, o português e o francês – localizados no continente 
americano. Tal caracterização define um grupo de países que contrastam com os de origem 
anglo-saxônica, destacadamente os Estados Unidos e a porção sul do Canadá.
À exceção do Haiti (ex-colônia francesa), a América Latina ou Ibero-América é 
formada essencialmente por ex-colônias de Portugal ou Espanha, englobando, atu-
almente, 20 (vinte) países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, 
Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Pana-
má, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. 
Guiana, Suriname e Guiana Francesa não integram a lista: os dois primeiros porque – mes-
mo sendo Estados soberanos situados na América do Sul – têm origem inglesa (caso da 
Guiana) e holandesa (Suriname), portanto diferente das línguas românicas. A Guiana Fran-
cesa também não integra a lista. Assim como a Guiana e o Suriname, a Guiana Francesa 
está no continente sul-americano, seu idioma oficial é o francês, porém a Guiana Francesa 
não é um Estado soberano, mas sim um departamento ultramarino francês.
A América anglo-saxônica é a porção mais rica do Continente, com um Produto 
Interno Bruto de 22 trilhões de dólares, quatro vezes o da América Latina, cujo PIB 
é da ordem de cinco vírgula cinco trilhões de dólares. 
Apesar disso, não se pode menosprezar a 
importância da América Latina. Ela ocupa me-
tade do território e abriga dois terços da popu-
lação do continente – cerca de 570 milhões de 
habitantes – o que equivale a quase duas vezes 
a população estadunidense ou ainda quase 15 
vezes a população do Canadá.
A América Latina é uma região geográfica 
marcada pelos contrastes e pela diversidade. 
As condicionantes geográficas de cada sub-
-região, os diferentes processos históricos que 
marcaram a formação e o desenvolvimento 
político-econômico-social de cada país não 
favoreceram o surgimento da ideia de unida-
de ou a percepção de uma única identidade 
latino-americana. 
Figura 1 – Línguas faladas na América
Fonte: BARBIERI, 2008
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Por outro lado, as desigualdades, a pobreza e a violência social são, em diferentes 
graus, traços comuns a todos os países da região. 
Todas essas características, aliadas aos imperativos da globalização e da regionalização, 
tornam a integração no âmbito da América Latina um importante desafio a ser superado.
A América do Sul
Conforme dito, neste Curso, abordaremos questões relativas à América do Sul. 
Para entendermos melhor essa região e as dinâmicas de integração na área, é impor-
tante analisarmos alguns aspectos relativos à geografia e à história do subcontinente. 
Aspectos Físicos da América do Sul 
A América do Sul possui cerca de 18 milhões de quilômetros quadrados em ex-
tensão territorial, o que equivale a 85% do território da América Latina ou, conside-
rando-se a América como um todo, mais de 40% da superfície do continente. 
Em escala global, a América do Sul corresponde a 12% das terras emersas do Planeta. 
Figura 2 – América do Sul: físico
Fonte: CALDINI; ISOLA, 2013
O Bloco Meridional limita-se a norte pelo mar do Caribe, a leste pelo oceano 
Atlântico e a oeste pelo oceano Pacífico, definindo faixas litorâneas bastante exten-
sas e recortadas nadireção norte-sul. 
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UNIDADE 
Política Externa Brasileira e Integração Regional
Bloco Meridional faz referência à América do Sul. Diz-se meridional ou austral devido à sua 
localização ao sul.
O Bloco se liga à América Central por meio do istmo do Panamá. Ao Sul, separa-
-se do Continente antártico pelo Estreito de Drake. 
Nas bordas do território continental, a Cordilheira dos Andes – a oeste – os pla-
naltos residuais norte-amazônicos2 e os planaltos e serras de Leste-Sudeste, na costa 
atlântica, definem as principais linhas de alturas do subcontinente. 
No interior, grandes bacias sedimentares dão origem a imensas planícies como a 
amazônica, o Gran Chaco e os Pampas. O relevo interior também é marcado pela 
ocorrência de extensos planaltos, nas regiões do escudo brasileiro ou ainda do escu-
do patagônico. 
Quanto à hidrografia, duas grandes bacias – a Amazônica e a do Prata – banham 
o subcontinente. 
A Bacia amazônica, na porção centro-norte do Bloco, possui cerca de 7 milhões de 
quilômetros quadrados e se estende pelos territórios da Guiana Francesa, Suriname, 
Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Equador, Bolívia e Brasil. 
A Bacia amazônica é a maior Bacia hidrográfica da América – e do mundo – e 
é a fonte de cerca de 20% da água doce existente no planeta. Já a Bacia do Prata, 
no sul do Bloco, ocupa uma área de mais de 4 milhões de quilômetros quadrados e 
abrange quatro países: Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. 
O clima tropical e as florestas tropicais úmidas prevalecem na maior parte do 
subcontinente. Entretanto, devido à forma alongada – longitudinal, cuneiforme – e 
devido ao relevo, o Continente também registra a ocorrência de Zonas climáticas 
diversas, tais como a Zona equatorial, subtropical, desértica, semiárida, temperada e 
fria de montanha (Cordilheira dos Andes).
A Floresta Amazônica é o bioma mais relevante da América do Sul e, com cerca 
de seis milhões de quilômetros quadrados, corresponde a q uase um terço de todo 
o subcontinente. 
É a maior floresta tropical do mundo e está presente em nove países da região. 
60% da Amazônia está em território brasileiro. 
Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana 
Francesa detêm os outros 40% da floresta.
O solo sul americano é fértil e o subsolo é rico. Em termos de recursos minerais, 
a América do Sul detém cerca de 25% das reservas mundiais de cobre, com destaque 
para o Chile. 
2 Classificação de Jurandyr L. S. Ross, 1990 – correspondente ao planalto das Guianas na classificação de Aroldo 
Azevedo, de 1949.
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O subcontinente também possui largos estoques de estanho, ferro, bauxita e ou-
tros minerais estratégicos, além de gás e petróleo, cujo maior produtor é a Venezuela. 
As características físicas da América do Sul definem, portanto, uma região bas-
tante diversificada, extensa e rica em recursos naturais. 
As zonas produtivas são bastante propícias à Agricultura, à Pecuária e à pesca e 
favorecem a produção de alimentos. 
Por outro lado, o amplo território torna mais difícil a implantação da infraestru-
tura – principalmente, redes de comunicação e transportes – necessária às ligações 
internas e trocas com o exterior. 
Além disso, as linhas do relevo representam, em diferentes medidas, obstáculos 
para o acesso direto e imediato ao interior do continente. 
A serra do Mar, no litoral atlântico brasileiro, e a cordilheira dos Andes, no Pacífico, 
são exemplos da influência do relevo sobre o estabelecimento de núcleos de povoamento 
– dissociados, na maioria das vezes – e sobre a dinâmica socioeconômica na região. 
Organização Política da América do Sul 
A América do Sul é constituída, atualmente, por 12 (doze) países, além da Guiana 
Francesa – que não é um país independente, mas um território pertencente à França. 
Algumas ilhas oceânicas no Atlântico são territórios britânicos, a exemplo das 
ilhas Falklands ou Malvinas. 
Para os propósitos do presente estudo consideraremos, a priori, os 12 (doze) 
países continentais. 
São eles: 
Tabela 1
País Capital País Capital
Argentina Buenos Aires Guiana Georgetown
Bolívia La Paz e Sucre Paraguai Assunção
Brasil Brasília Peru Lima
Chile Santiago Suriname Paramaribo
Colômbia Bogotá Uruguai Montevideo
Equador Quito Venezuela Caracas
Aspectos Demográficos da América do Sul 
Agora que já identificamos as características da base territorial e a organização 
política da América do Sul, é hora de olharmos para a população do bloco. 
Ao todo, cerca de 420 milhões de pessoas vivem na América do Sul. Isso equivale 
a mais de 70% da população latino-americana ou a quase metade dos habitantes de 
todo o continente americano. 
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UNIDADE 
Política Externa Brasileira e Integração Regional
Essa população não está distribuída de maneira uniforme no continente. Algumas 
áreas da América do Sul são densamente povoadas, enquanto outras formam os 
chamados vazios demográficos, resultando em uma baixa densidade média. 
Sub-regiões em altas latitudes, terrenos áridos e florestas são, em geral, menos 
povoadas. Por outro lado, as áreas litorâneas, tanto na costa do Atlântico, quanto na 
costa do Pacífico, concentram as maiores parcelas da população. 
Devido ao tamanho da população, a América do Sul possui grande potencial 
como Mercado consumidor, naturalmente sofrendo variações de acordo com o país 
ou com a sub-região. 
Por outro lado, ao analisarmos essa mesma população sob o espectro da produ-
tividade e da qualificação técnica, dois indicadores chamam a atenção: o índice de 
desenvolvimento humano, da Organização das Nações Unidas e o índice de capital 
humano, criado pelo Fórum Econômico Mundial. 
A Tabela a seguir sintetiza os dados disponíveis dos países sul-americanos quanto 
a esses dois quesitos. 
Tabela 2
País Capital Humano IDH
Argentina 56º 48º
Bolívia 77º 114º
Brasil 83º 79º
Chile 51º 42º
Colômbia 64º 79º
Equador 53º 85º
Guiana 75º 123º
Paraguai 82º 98º
Peru 79º 82º
Suriname – 98º
Uruguai 60º 57º
Venezuela 89º 96º
De acordo com os mais recentes relatórios das Nações Unidas e do Fórum Econô-
mico Mundial, os países com melhor desempenho na região em matéria de capital 
humano – ou seja, qualificação da mão de obra – são Chile, Equador e Argentina. 
Em contraste, o Brasil figura na penúltima posição, à frente apenas da Venezuela. 
Quanto ao índice de desenvolvimento humano, que combina dados referentes à 
Educação, Saúde e Renda, as melhores performances na região são do Chile, da 
Argentina e do Uruguai. 
Fórum Econômico: Países com melhor desempenho na região em máteria de capital huma-
no, disponível em: https://bit.ly/2HfMTu4
Indice de Desenvolvimento Humano, disponível em: https://bit.ly/37dEn9J
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Nesse quesito, o Brasil figura em quarto lugar da América do Sul, empatado com 
a Colômbia.
Figura 3 – Índice de Desenvolvimento Humano, América do Sul – Relatório 2019
Fonte: hdr.undp.org
Inserção da América do Sul na Economia Global
A inserção da América do Sul na Economia mundial teve seu marco inicial no 
século XVI. Conquistada e colonizada a serviço dos reinos de Portugal e Espanha, 
a região, de acordo com a lógica mercantilista da época, foi intensamente explorada 
em proveito do enriquecimento das metrópoles. 
Nas áreas ricas em metais preciosos, a extração do ouro e da prata movimentava 
a Economia. 
Nas áreas propícias ao plantio, o cultivo de monoculturas voltadas para a expor-
tação formava a base da Economia local, assentada no latifúndio e na mão de obra 
escrava, indígena ou negra. 
Dessa maneira, a infraestrutura colonial sul-americana foi construída e organizada 
em prol do escoamento de suas riquezas e sua produção para as metrópoles. 
Com os movimentos independentistas do início do século XIX, as antigas colônias 
deram origem à Estados nacionais soberanos, porém, ainda primário-exportadores. 
Em plena era da Revolução Industrial, com grandes mercados consumidores – 
mas sem indústrias competitivas – os países da América do Sul logo tornaram-se o 
destinodas exportações europeias, provenientes principalmente da Inglaterra. 
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UNIDADE 
Política Externa Brasileira e Integração Regional
Com uma Economia centrada na exportação de bens primários e na importação 
de manufaturados, os sul-americanos não conseguiram livrar-se da dependência do 
capital externo.
Ainda assim, dentro da lógica da divisão internacional do trabalho do século 
XIX, o modelo primário-agroexportador continuou sendo rentável para as oligar-
quias locais. 
Esse fato contribuiu, em grande medida, para a preservação do seu poder econômico 
e político. Em muitas sub-regiões, o capital externo financiou a instalação de ferrovias, 
portos, redes de iluminação a gás e outros melhoramentos que, indiretamente, favorece-
ram, algumas décadas depois, o desenvolvimento da atividade industrial na região.
A partir da segunda metade do século XX, crescentes pressões internas e exter-
nas fizeram com que, gradativamente, as relações de trabalho fossem transformadas. 
Pouco a pouco, a escravidão foi dando lugar ao trabalho livre assalariado resul-
tante, em muitos países, de políticas de incentivo à imigração. 
Os processos de industrialização que marcaram o início do século XX, assim 
como nos ciclos anteriores, eram fortemente dependentes do capital internacional. 
Entretanto, nas graves crises internacionais que assolaram o mundo nas três 
primeiras décadas do século XX – 1ª Guerra Mundial e Depressão de 1929 – a 
América do Sul viu-se obrigada a desenvolver a produção regional em substituição 
às importações. 
O comércio exterior, no âmbito da América do Sul, sofreu grandes impactos nesse 
período. As exportações de produtos primários sofreram queda no Mercado internacio-
nal, ao mesmo tempo em que a produção de industrializados sofreu grande impacto na 
Europa, diminuindo-se a concorrência das importações estrangeiras no âmbito regional. 
Desse modo, a partir dos anos 1930, os países do subcontinente ingressaram em 
um período de desenvolvimento interno mais consistente, marcado pelos nacionalis-
mos e por projetos de modernização baseados no fomento à indústria e nos investi-
mentos em infraestrutura, transportes, energia e abastecimento, setores estratégicos 
para a Economia. 
Após o fim da 2ª Guerra, em 1945, os Estados Unidos e a União Soviética deram 
início ao período conhecido como Guerra Fria, marcado pelas crescentes disputas 
político-ideológicas pela hegemonia mundial. 
Na lógica do período, a América do Sul – que desde o início do século XX tinha 
nos Estados Unidos seu principal parceiro comercial – tornou-se uma área ainda 
mais importante para os Estados Unidos. 
Localizada na zona de influência norte-americana, a América do Sul tornou-se 
beneficiária das políticas de segurança dos Estados Unidos, calcadas na assistência e 
nos investimentos em prol do desenvolvimento e da estabilidade dos países da região. 
Nas décadas de 1960 e 1970, ainda no contexto da Guerra Fria, os países da Amé-
rica do Sul passaram a adotar modelos econômicos desenvolvimentistas, alicerçados 
14
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na articulação entre o capital estatal, o capital privado nacional e o capital privado 
estrangeiro. 
Nesse período, muitas Empresas multinacionais se instalaram no continente e gran-
des investimentos foram feitos nos Setores de infraestrutura, transportes e energia.
Com a crise do petróleo em 1973 – e, posteriormente, em 1979 – os anos 1970 e 
1980 registraram um grande crescimento das dívidas externas dos países da América 
do Sul, provocando recessão, desemprego, estagnação econômica e agravamento 
das desigualdades sociais na região.
A partir da década de 1990, com o fim da Guerra Fria, uma nova ordem mundial 
foi estabelecida. No campo econômico, a nova ordem fundamentou-se nas regras 
estabelecidas a partir do chamado Consenso de Washington. 
Tratava-se de um conjunto de medidas propostas por grandes Instituições finan-
ceiras, a exemplo do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, com o 
intuito de sanear dívidas e promover o ajustamento econômico em um momento em 
que muitas nações enfrentavam sérias crises. 
Na América do Sul, onde os Estados Unidos sempre exerceram influência polí-
tico-econômica, as medidas propostas foram implementadas – em níveis variados 
– em todos os países, promovendo-se a liberalização das Economias, privatizações e 
mudanças no papel do Estado. 
Em um contexto internacional marcado por disputas econômicas extremamente 
acirradas e pela revolução tecnológica – cujo ícone maior foi o advento da Internet
– grandes Empresas passaram a investir na dispersão espacial em busca de 
vantagens competitivas. 
A composição de Blocos Econômicos regionais – a exemplo do NAFTA (Acordo 
de Livre Comércio da América do Norte) que reúne Estados Unidos, Canadá e 
México e do MERCOSUL, formado, inicialmente, por Brasil, Argentina, Paraguai e 
Uruguai – tornou-se uma tendência econômica global, cujas características veremos 
no próximo bloco. 
Alianças de Países e Blocos de Poder
Agora que já conhecemos um pouco mais sobre o espaço, a população, a histó-
ria e a economia da América do Sul, passemos ao estudo das alianças e blocos no 
âmbito do subcontinente. A associação de países não é um fenômeno propriamente 
novo. Em 1919, logo após o fim da 1ª Guerra Mundial, um grupo constituído por 44 
países fundou a Liga das Nações, com sede em Genebra, Suíça. O objetivo principal 
era fundamentalmente político: preservar a paz mundial. 
Mais tarde, a Liga das Nações deu origem a outro organismo internacional: 
a Organização das Nações Unidas. Fundada em 1945, após o fim da 2ª Guerra 
Mundial, a ONU tem sede em Nova Iorque, Estados Unidos, congrega 193 membros 
e atua em diferentes níveis – político, econômico, social e cultural.
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UNIDADE 
Política Externa Brasileira e Integração Regional
Além das Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial 
e a Organização Mundial do Comércio (OMC) são outros exemplos de organismos 
internacionais de grande relevância no campo econômico. 
Da mesma forma, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o ex-
tinto Pacto de Varsóvia são exemplos de alianças político-militares. 
Criados no período pós 2ª Guerra, essas associações de países se constituíam – e 
ainda se constituem – verdadeiros blocos de poder, por meio dos quais a interdepen-
dência e as assimetrias do Sistema Internacional se manifestam, ao mesmo tempo 
em que forças em disputa tendem a encontrar, por meio da arbitragem e da norma-
tização, certo equilíbrio para seus pontos de tensão.
Globalização e Blocos Econômicos 
A partir dos anos 1990, com o fim da Guerra Fria e o estabelecimento de uma 
nova ordem, a intensificação da globalização e as transformações da Economia glo-
bal fomentaram o surgimento de blocos econômicos e novos arranjos regionais. 
A aceleração do crescimento econômico, o aumento da inserção internacional, 
do fortalecimento da região e da busca por novos mercados. Em essência, um Bloco 
Econômico resulta de um acordo multilateral entre países. 
O objetivo comum aos membros do Bloco é, no mínimo, a diminuição de barreiras 
alfandegárias por intermédio do estabelecimento de uma Zona de Livre Comércio. 
Em geral, podemos classificar os Blocos Econômicos em quatro tipos básicos:
• Zona de Livre Comércio: a Zona de Livre Comércio é o tipo mais simples de 
Bloco Econômico, no qual os países-membros eliminam barreiras alfandegárias 
intrabloco. O North American Free Trade Agreement (NAFTA), entre Estados 
Unidos, México e Canadá, é um exemplo de Zona de Livre Comércio;
• União aduaneira: um segundo tipo de Bloco é a chamada união aduaneira. Den-
tro desse modelo, ficam preservadas as garantias da Zona de Livre Comércio – ou 
seja, eliminam-se as barreiras alfandegárias – e, além disso, os países-membros 
aderem a uma tarifa externa comum. Na prática, os países-membros concordam 
em aplicar as mesmas tarifas para os mesmos produtos em transações com países 
não membros, eliminando o risco de práticascomerciais desleais como o dum-
ping, por exemplo. O MERCOSUL é um exemplo de união aduaneira;
• Mercado comum: o Mercado Comum é um Bloco de terceiro nível, portanto, 
mais complexo, caracterizado pela livre circulação de pessoas e serviços, ou 
seja, nesse arranjo, os países-membros preservam as garantias anteriores – eli-
minação de barreiras alfandegárias e adoção de uma tarifa externa comum – e, 
além disso, garantem a livre circulação de pessoas e serviços;
• União monetária: a união monetária é o tipo mais complexo de Bloco Econô-
mico. Dentro de uma união monetária, os países-membros adotam uma mesma 
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moeda, além de preservarem todas as características dos outros tipos de Bloco: 
fim das barreiras tarifárias, adoção de tarifa externa comum, livre circulação de 
pessoas e serviços. A União Europeia é o único exemplo de união monetária 
vigente, notadamente a partir de 2001, quando passou a adotar o Euro como 
moeda oficial dos países do bloco. 
Comunidade Andina (CAN)
No âmbito da América do Sul, a Comunidade Andina (CAN) é um dos mais 
antigos Blocos Econômicos, formado por Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, desde 
1969, ano de assinatura do Acordo de Cartagena. 
Com sede em Lima – Peru – e sólida estrutura institucional, o Bloco possui or-
ganização e sistema próprios, a serviço do desenvolvimento, do fortalecimento e da 
integração comercial, econômica e política entre os países do bloco.
Juntos, os países do Bloco consolidam um Mercado de 120 milhões de pessoas e 
um produto interno bruto nominal da ordem de 280 bilhões de dólares. 
Além dos quatro países membros (Bolívia, Colômbia, Equador e Peru), atualmen-
te, a Comunidade Andina conta também com cinco países associados (Argentina, 
Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) e um país observador (Espanha).
Com vistas à ampliação do projeto de integração, os países membros da Comuni-
dade Andina assinaram, em 2004, a Declaração de Cuzco. 
O documento lançou as bases da União de Nações Sul-Americanas, com o 
propósito de unir Comunidade Andina e Mercosul, em uma Zona de Livre Comércio 
sul-americana. 
Brasil
Associado
Colombia
Equador
Peru
Bolívia
Chile
Argentina
Uruguai
Paraguai
Membro
Comunidade Andina: Países Membros e Associados
Figura 4 – Comunidade Andina de Nações (CAN)
Fonte: Adaptado de Getty Images
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UNIDADE 
Política Externa Brasileira e Integração Regional
Mercado Comum do Sul (Mercosul)
Com suas origens no Tratado de Assunção, de 1991, o Mercado Comum do 
Sul (MERCOSUL) é um processo de integração regional instituído pela Argentina, 
Brasil, Paraguai e Uruguai. 
A Venezuela – que, atualmente, encontra-se suspensa por força do Protocolo de 
Ushuaia – aderiu posteriormente e a Bolívia é um país associado em processo de adesão. 
Além desses membros, são países associados o Chile, a Colômbia, o Peru, o 
Equador, a Guiana e o Suriname. 
O MERCOSUL tem sua sede administrativa em Montevidéu, no Uruguai. Dotado 
de sólida estrutura institucional, o bloco conta com órgãos intergovernamentais 
como o Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de 
Comércio do MERCOSUL, além do Parlamento (PARLASUL). 
O Bloco conta, ainda, com um fundo de financiamento, o FOCEM – Fundo para 
a Convergência Estrutural do MERCOSUL – constituído a partir de um aporte anual, 
dos países membros, da ordem de 100 milhões de dólares.
O Brasil responde por 70% dos recursos, a Argentina, 27%, o Uruguai, 2% e o 
Paraguai, 1%.
Apesar do designativo Mercado Comum, o MERCOSUL constitui atualmente 
uma união aduaneira, notadamente, pela adesão à tarifa externa comum na zona de 
livre comércio. 
A livre circulação de serviços ainda não é uma realidade no Bloco e, por essa ra-
zão, o MERCOSUL não se configura como um Mercado Comum. 
Ainda assim, o Bloco tem sido bem suce-
dido no objetivo de promover um espaço de 
oportunidades comerciais e de investimentos 
na região, contribuindo significativamente para 
o crescimento das economias no cone sul.
Em 2019, o MERCOSUL fechou acordo 
de Associação Estratégica com a União Eu-
ropeia, o que pode representar mais de US$ 
100 bilhões de comércio bilateral de bens e 
serviços, além do acesso ao Mercado Con-
sumidor Europeu, estimado em mais de 500 
milhões de pessoas. 
Dentre outras vantagens, o acordo tem o 
potencial de promover novos investimentos 
na região, acelerar o processo de transferên-
cia tecnológica e aumentar a competitividade 
da Economia, gerando crescimento e desen-
volvimento para a região.
Brasil
Associado
Colombia
Equador
Peru
Bolívia
Chile
Argentina
Uruguai
Paraguai
Membro
Guiana
Suriname
Figura 5 – Mercosul: Países Membros e Associados
Fonte: Adaptado de Getty Images
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Aliança do Pacífico
Com foco na projeção para a região da Ásia-Pacífico, visando ao caminho rumo à 
integração econômica e o impulsionamento de suas economias, Chile, Colômbia, Peru 
e México fundaram, em 2011, a Aliança do Pacífico. 
Trata-se de uma iniciativa de integração regional que reúne três das cinco maiores 
economias da América do Sul e que conta com 59 países observadores dos cinco 
principais Continentes.
Juntos, os países do Bloco representam cerca de um terço do PIB da América 
Latina e quase metade da corrente de comércio daquele Bloco. 
Com uma população conjunta de cerca de 220 milhões de pessoas, o capi-
tal humano do Bloco é, na média, mais jovem e qualificado que outro países 
do subcontinente.
Figura 6 – Aliança do Pacífi co
Fonte: Wikimedia Commons
Figura 7 – Tratado Integral de Associação Transpacífi ca
Fonte: Wikimedia Commons
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UNIDADE 
Política Externa Brasileira e Integração Regional
Tratado Integral e Progressivo de 
Associação Transpacífica (CPTPP, Em Inglês)
Embora não se trate de um Bloco econômico sul-americano, vale destacar o Tratado 
Integral e Progressivo de Associação Transpacífica, do qual Chile e Peru são signatários. 
Assinado em 2018 por 11 países – Austrália, Brunei, Canadá, Cingapura, Japão, 
Malásia, México, Nova Zelândia e Vietnã, além de Chile e Peru – o tratado substituiu 
um documento anterior, a Parceria Transpacífica (TPP), estabelecida em 2015, pelos 
mesmos países mais os Estados Unidos. 
O CPTPP foi estabelecido após a saída dos Estados Unidos da Parceria Transpa-
cífica, seguida da adoção de medidas protecionistas na importação. 
O Tratado não dá origem a um Bloco Econômico, porém, sendo um Acordo comercial, 
define reduções de tarifas e simplifica procedimentos aduaneiros, dentre outras medidas. 
No caso do Chile, por exemplo, a redução de algumas tarifas é de até 95%; no 
caso do Peru, até 81%. Além disso, o Acordo viabiliza o acesso a um grande Merca-
do de cerca de 500 milhões de pessoas. 
Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA)
Conforme vimos, a Amazônia corresponde a cerca de um terço do território sul-
-americano, integrando oito países – Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, 
Bolívia, Guiana e Suriname – além do Departamento francês (Guiana Francesa). 
Brasil
Colombia
Venezuela
Equador
Peru
Bolívia
OTCA: Países Membros
Guiana
Suriname
Figura 8 – Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA)
Fonte: Adaptado de Getty Images
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Além das riquezas naturais – maior floresta tropical do mundo, habitat de um 
quinto de toda a fauna e flora existente e reservatório natural de 20% da água doce 
do Planeta – outro valor estratégico da região se assenta sobre sua capacidade de 
integração político-econômica e sociocultural. 
A malha hidroviária da Bacia Amazônica foi, historicamente, a via de acesso, por 
onde a região foi incorporada aos territórios nacionais e segue sendo o mais impor-
tante meio de ligação, integração e transporte comum aos povos daquela sub-região 
que, juntos, somam quase 40 milhões de pessoas. 
Com esse foco, os oito países da região assinaram, em 1978, o Tratado de 
Cooperação Amazônica, visando à preservação do meio ambiente e o uso racional 
de seus recursos naturais. 
A crescente importância da agenda ambientalao longo das últimas décadas am-
pliou os debates sobre desenvolvimento sustentável e gestão de recursos naturais, 
fomentando o surgimento, em 1995, da Organização do Tratado de Cooperação 
Amazônica (OTCA). 
Sediada em Brasília, a OTCA é uma organização intergovernamental cujo obje-
tivo central é desenvolver a região de modo sustentável, por meio da coordenação, 
promoção e execução de programas, projetos e atividades. 
Junto com a pauta do desenvolvimento, a gestão integrada e sustentável da flores-
ta e dos recursos hídricos, a conservação da biodiversidade e a melhoria qualidade de 
vida das populações locais compõem os principais eixos de trabalho da organização. 
Ao completar quatro décadas em 2018, a OTCA redefiniu sua agenda integrada 
e delimitou seus objetivos estratégicos de cooperação para a próxima década, atual-
mente em vigor. 
Figura 9 – Unasul: Países Membros
Fonte: Adaptado de Getty Images
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UNIDADE 
Política Externa Brasileira e Integração Regional
União de Nações Sul-Americanas (UNASUL)
A União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), anteriormente designada por 
Comunidade Sul-Americana de Nações (CSN), é uma organização intergovernamen-
tal atualmente composta por quatro países membros: Bolívia, Suriname, Uruguai e 
Venezuela. Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru 
fizeram parte do Bloco até 2019. 
Criada em 2008, em reunião dos presidentes sul-americanos sediada na capital 
brasileira, a UNASUL foi fundada com o propósito de promover a integração sul-
-americana a partir da junção das duas uniões aduaneiras regionais: a Comunidade 
Andina (CAN) e o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL). 
Com sede em Quito, no Peru, a UNASUL é constituída por diversos Conselhos 
em áreas como desenvolvimento social, combate ao tráfico de drogas, saúde, ener-
gia, defesa, economia, infraestrutura e planejamento. 
Dentre outras atribuições, no Setor de Infraestrutura, a UNASUL conduz os 
trabalhos atinentes à Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul 
Americana (IIRSA) e ao Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento 
(COSIPLAN) desde 2009. 
IIRSA (Iniciativa para a Integração da 
Infraestrutura Regional Sul Americana)
A Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul Americana (IIRSA) 
foi criada em 2000. Na ocasião, os presidentes sul-americanos se reuniram na 
capital brasileira para tratar de crescimento econômico e integração no âmbito 
do subcontinente. 
Assim, a partir daquele fórum, definiu-se uma série de projetos em Setores estra-
tégicos como transporte, energia e comunicação. 
Desde sua origem, a IIRSA se baseia em três pilares centrais: integração física 
estratégica entre os doze países sul-americanos, estabelecimento de corredores 
de integração e desenvolvimento, integração de tecnologias e comunicação de 
processos e setores. 
Os projetos e grupos de trabalho estão organizados por sub-regiões do território 
sul-americano, com base nas quais estão definidos 10 eixos, a saber: eixo andino, 
eixo Peru-Brasil-Bolívia, eixo da hidrovia Paraguai-Paraná, eixo de Capricórnio, eixo 
andino sul, eixo do escudo das Guianas, eixo do Amazonas, eixo interoceânico cen-
tral, eixo Mercosul-Chile, eixo do sul.
Estabelecendo, muitas vezes, as ligações de costa a costa, os eixos percorrem 
vários países. É o caso, por exemplo do eixo do Amazonas, que atravessa partes dos 
territórios do Brasil, da Colômbia, do Equador e do Peru. 
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Quando pronto, uma extensa malha de hidrovias, portos e centros logísticos 
facilitará o acesso ao interior daquela região, viabilizando serviços e diminuindo 
gargalos logísticos.
Atualmente, o Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento 
(COSIPLAN), órgão integrante da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), 
está à frente do planejamento e da implementação da carteira de projetos. 
O COSIPLAN foi criado em 2009, na cidade de Quito, Equador, e conta com a 
participação de representantes dos doze países da América do Sul. O Conselho é 
presidido por Ministros de Estado dos respectivos países.
Figura 10 – IIRSA: Visão geral dos eixos de integração
Fonte: fau.usp.br
Foro para o Progresso e Integração da América do Sul (PROSUL)
O Foro para o Progresso e Integração da América do Sul (PROSUL), criado em 
setembro de 2019, está:
[...] idealizado como um espaço de diálogo regional para o fortalecimento 
das relações e da cooperação entre os Estados sul-americanos (...) cons-
tituído em torno do compromisso com valores fundamentais, como a 
defesa da democracia, do Estado de direito e dos direitos humanos. 
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UNIDADE 
Política Externa Brasileira e Integração Regional
De acordo com suas diretrizes de funcionamento, o foro não possui sede física, 
Secretaria-Geral ou orçamento. A presidência é exercida em caráter rotativo, 
com reuniões periódicas, e as decisões adotam o critério da maioria absoluta dos 
países membros. 
Com relação aos objetivos, temas e grupos de trabalho, o foro está estruturado 
em seis áreas: infraestrutura (obras públicas, transportes e telecomunicações), ener-
gia, saúde, defesa, segurança e combate ao crime e desastres. 
Brasil
Colombia
Equador
Peru
Bolívia
Venezuela
Chile
Argentina
Uruguai
Paraguai
Guiana
Suriname
Figura 11 – PROSUL: Países Membros
Fonte: Adaptado de Getty Images
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
Constituição (1988) – Constituição da República Federativa do Brasil
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 
Brasília, DF: Senado, 1988.
Portaria Normativa nr. 9/GAP/MD, de 13 de janeiro de 2016
BRASIL. Ministério da Defesa. Portaria Normativa nr. 9/GAP/MD, de 13 de janeiro 
de 2016. Aprova o Glossário das Forças Armadas – MD35-G-01, 2015.
Relações entre a estratégia e a política. Nação e Defesa
COUTO, A. C. Relações entre a estratégia e a política. Nação e Defesa. v.21, 
Lisboa: IDN, 1982.
Foreign Policy Analysis: Actor‐Specific Theory and the Ground of International Relations
HUDSON, V. M. Foreign Policy Analysis: Actor‐Specific Theory and the Ground 
of International Relations. Foreign Policy Analysis, 2005.
Temas da agenda internacional: o Brasil e o mundo
PECEQUILO, C. S. Temas da agenda internacional: o Brasil e o mundo. Curitiba: 
InterSaberes, 2017.
O Brasil e o Mundo: A Política Externa e suas Fases
VIZENTINI, P. F. O Brasil e o Mundo: A Política Externa e suas Fases. Porto 
Alegre: FEE, 1999.
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UNIDADE 
Política Externa Brasileira e Integração Regional
Referências
CALDINI, V.; ISOLA, L. Atlas Geográfico Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2013
LESSA, C. (Org.). Relações Internacionais do Brasil: temas e agendas. São Paulo: 
Saraiva, 2012. v.1 e v.2.
OLIVEIRA, H. A. Política Externa Brasileira. São Paulo: Saraiva, 2005.
SILVA, A.; RIEDIGER, B. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: Inter-
Saberes, 2016.
SNYDER R.; BRUCK, H. W.; SAPIN B. Decision-Making as an Approach to the 
Study of International Politics. Estados Unidos, 1954.
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