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Casos clínicos
Prova prática de Semiologia II - 5º Período
Material produzido por: Yasmin Kelly - MED XX
Caso 1:
Paciente: Homem de 62 anos, tabagista há 40 anos, refere dificuldade
progressiva para engolir alimentos. Inicialmente, apresentava dificuldade
apenas com sólidos, mas agora relata que até líquidos têm dificuldade para
passar. Refere perda de peso significativa nos últimos 3 meses e desconforto
retroesternal.
Hipótese diagnóstica: Câncer de esôfago.
Justificativa: Disfagia progressiva para sólidos e líquidos, associada a perda
de peso, é altamente sugestiva de lesão obstrutiva, como uma neoplasia.
Exames complementares: Endoscopia digestiva alta com biópsia; tomografia
para estadiamento.
Gabarito:
Caso:
Paciente: Mulher de 45 anos, com sobrepeso, apresenta queimação retroesternal
frequente, especialmente após as refeições, piorando ao deitar. Relata episódios
de regurgitação ácida, principalmente à noite, e tosse seca persistente.
Hipótese diagnóstica: Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).
Justificativa: Queimação pós-prandial, regurgitação ácida e sintomas
extradigestivos (tosse seca) são típicos de DRGE.
Exames complementares: Prova terapêutica com IBP (omeprazol por 4-8
semanas); pHmetria de 24h para confirmação diagnóstica.
Gabarito:
Caso:
Homem de 37 anos, refere episódios de disfagia para sólidos e líquidos que
aparecem esporadicamente, com sensação de “entalar” no meio do tórax. Relata
dor torácica intensa associada durante os episódios, mas nega regurgitação ou
perda de peso.
Hipótese diagnóstica: Espasmo esofagiano.
Justificativa: Disfagia intermitente para sólidos e líquidos, associada a dor
torácica, sugere distúrbios de contratilidade como espasmo esofagiano.
Exames complementares: Manometria esofágica (padrão-ouro);
esofagograma para excluir outras causas.
Gabarito:
Caso:
 Homem de 50 anos, relata dificuldade para engolir alimentos sólidos e líquidos
há 1 ano, com movimentação “ em pescoço de ganso”, associada a regurgitação
de alimentos não digeridos, de sabor pútrido. Refere emagrecimento e sialorreia
persistente.
Hipótese diagnóstica: Acalásia.
Justificativa: Disfagia para sólidos e líquidos desde o início, regurgitação e
emagrecimento indicam distúrbio motor esofágico, como a acalásia.
Exames complementares: Manometria esofágica; esofagograma com “sinal
do bico de pássaro”.
Gabarito:
Caso:
Descrição: Paciente masculino, 45 anos, refere dor epigástrica em queimação há
meses, piorando ao acordar e em jejum prolongado, mas aliviada após ingestão
de alimentos. Relata episódios de "despertar noturno devido à dor" (clocking) e
perda de peso leve. Nega regurgitação ácida.
Gabarito:
Hipótese Diagnóstica: Úlcera Duodenal.
Justificativa: Dor epigástrica em queimação, com alívio após alimentação e
piora em jejum, associada a episódios de despertar noturno devido à dor
(clocking), são características clássicas de úlcera duodenal. A perda de peso
leve pode indicar evolução crônica ou impacto nutricional secundário.
Caso:
Paciente: Homem de 68 anos, com história de halitose persistente, regurgitação
de alimentos não digeridos e sensação de “nó” na garganta. Refere tosse após
refeições.
Hipótese diagnóstica: Divertículo de Zenker.
Justificativa: Regurgitação de alimentos não digeridos, halitose e disfagia são
clássicos de divertículos faringoesofágicos.
Exames complementares: Esofagograma com contraste; endoscopia para
confirmação.
Gabarito:
Caso:
 Paciente masculino, 25 anos, refere dor abdominal difusa há 24 horas, que
migrou para a região da fossa ilíaca direita. Relata febre baixa e náuseas.
O que esperar no exame físico desse paciente?
Hipótese Diagnóstica: Apendicite Aguda.
Exame Físico Esperado:
Dor localizada no ponto de McBurney (1/3 da linha entre a espinha ilíaca
ântero-superior direita e o umbigo).
Sinal de Blumberg positivo: dor à descompressão brusca na fossa ilíaca
direita.
Sinal de Rovsing: dor na fossa ilíaca direita ao se comprimir o quadrante
inferior esquerdo.
Sinal do Obturador: dor à flexão e rotação interna da coxa direita.
Sinal do Psoas: dor ao estender a perna direita.
Gabarito:
Caso:
Descrição: Paciente feminina, 40 anos, apresenta dor no quadrante superior
direito há 48 horas, associada a febre, náuseas e vômitos. Relata piora da dor
após ingestão de alimentos gordurosos.
O que esperar no exame físico desse paciente?
Hipótese Diagnóstica: Colecistite Aguda.
Exame Físico Esperado:
Sinal de Murphy positivo: dor e interrupção da inspiração profunda à
palpação do ponto cístico (rebordo costal direito, lateral ao músculo reto
abdominal).
Febre (sugestiva de infecção).
Ultrassonografia abdominal para confirmação (espera-se vesícula espessada
e possível presença de cálculo).
Gabarito:
Caso:
Descrição: Paciente masculino, 50 anos, com história de etilismo crônico,
apresenta aumento do volume abdominal, edema de membros inferiores e
fadiga.
O que esperar no exame físico desse paciente?
Hipótese Diagnóstica: Ascite por Cirrose Hepática.
Exame Físico Esperado:
Abdome globoso com predomínio nos flancos (sugestivo de ascite).
Sinal de macicez móvel: percussão variando entre timpânico e maciço com
mudança de decúbito.
Sinal do piparote: percepção de onda líquida ao aplicar toque em um flanco
enquanto o outro é fixado.
Circulação colateral abdominal (cabeça de medusa) em hipertensão portal.
Hepatomegalia com borda romba e endurecida.
Gabarito:
Caso:
Descrição: Paciente masculino, 55 anos, com história de etilismo crônico,
apresenta dor epigástrica intensa irradiando para o dorso, acompanhada de
náuseas, vômitos e hipotensão.
O que esperar no exame físico desse paciente?
Gabarito
Hipótese Diagnóstica: Pancreatite Hemorrágica.
Exame Físico Esperado:
Sinal de Cullen: equimose periumbilical.
Sinal de Grey-Turner: equimose nos flancos.
Abdome distendido, doloroso à palpação epigástrica.
Ausência de ruídos hidroaéreos (íleo paralítico associado).
Hipotensão arterial por hemorragia e sepse.
Caso:
Descrição: Paciente idosa, 70 anos, com história de constipação crônica,
apresenta dor abdominal difusa, vômitos fecaloides e ausência de evacuação há
48 horas.
O que esperar no exame físico desse paciente?
Gabarito:
Hipótese Diagnóstica: Obstrução Intestinal por Fecaloma.
Exame Físico Esperado:
Abdome distendido com visível peristaltismo em ondas no quadrante
central.
Ruídos hidroaéreos aumentados
Som timpânico na percussão, exceto em áreas de fecaloma (maciça).
Dor difusa à palpação abdominal, com rigidez localizada em casos de
irritação peritoneal.
Caso :
Paciente masculino, 50 anos, relata dor epigástrica em queimação há meses,
geralmente aliviada com a ingestão de alimentos. Há 2 dias, apresentou dor
súbita e intensa em epigástrio, "como se algo tivesse rompido", associada a
vômito em borra de café e distensão abdominal.
Hipótese Diagnóstica: Úlcera Péptica Perfurada com Hemorragia Digestiva
Alta.
Justificativa: A dor epigástrica crônica aliviada com alimentos é sugestiva de
úlcera duodenal. A dor súbita e intensa é típica de perfuração da úlcera,
enquanto a hematêmese (em borra de café) indica hemorragia digestiva alta.
Gabarito:
Caso :
Paciente idosa, 72 anos, apresenta hematoquezia (sangramento retal vermelho
vivo) de início súbito e sem dor associada. Nega febre, perda de peso ou dor
abdominal significativa. Refere constipação crônica no histórico.
Hipótese Diagnóstica: Hemorragia Digestiva Baixa por Doença Diverticular
do Cólon.
Justificativa: O sangramento retal indolor, associado à constipação crônica e
idade avançada, é sugestivo de doença diverticular, que é a causa mais
comum de HDB em idosos.
Gabarito:
Caso :
Paciente masculino, 55 anos, com cirrose hepática devido ao etilismo crônico,
apresenta hematêmese maciça e melena. Ao exame, presença de circulação
colateral abdominal e hepatomegalia.
Hipótese Diagnóstica: Hemorragia Digestiva Alta por Rupturade Varizes
Esofágicas.
Justificativa: O histórico de cirrose, presença de estigmas de hipertensão
portal e hematêmese indicam provável ruptura de varizes esofágicas. A
melena reforça a origem alta do sangramento.
Gabarito:
Caso :
Paciente masculino, 28 anos, com histórico de dor abdominal crônica,
emagrecimento e episódios de diarreia. Relata dor no quadrante inferior direito
do abdômen associada a cólicas intensas, sem sinais de alívio. A diarreia é
frequente, com muco e às vezes com sangue. Há dois anos, ele foi diagnosticado
com artrite periférica, com dor nas articulações de quadril e joelhos. Refere
também episódios de febre baixa intermitente. 
Gabarito:
Hipótese Diagnóstica: Doença de Crohn
Justificativa: A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica
que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, mas frequentemente
envolve o íleo terminal e o cólon. A dor abdominal no quadrante inferior direito,
associada a diarreia com muco e sangue, perda de peso e sinais de inflamação
(como aumento da proteína C-reativa e leucocitose), são característicos dessa
condição. A colonoscopia revelou úlceras lineares e estenoses no íleo terminal,
que são comuns na Doença de Crohn. A presença de fístulas e estenoses
confirma a suspeita dessa patologia, que tende a envolver todas as camadas da
parede intestinal, levando a complicações como essas.
Caso :
Paciente feminino, 45 anos, queixa-se de dor abdominal no quadrante superior
direito e icterícia progressiva há cerca de 2 semanas. Refere urina de coloração
escura e fezes claras nos últimos dias. Relata episódios de dor intensa em
quadrante superior direito em outras ocasiões. Ao exame físico, observa-se
icterícia em escleras e pele, com hepatomegalia palpável.
Coledocolitíase (Hiperbilirrubinemia Direta).
Justificativa:
A icterícia direta (ou conjugada) está associada à obstrução do fluxo biliar, neste
caso, provavelmente devido à presença de cálculos no colédoco. O quadro
clínico é compatível com coledocolitíase, que causa a retenção de bilirrubina
conjugada no fígado, resultando em icterícia. A colúria e a acolia (fezes claras)
indicam que a bilirrubina conjugada não está sendo excretada adequadamente
na bile. A hepatomegalia também sugere um comprometimento hepático
relacionado à obstrução biliar.
Gabarito:
Caso :
Paciente masculino, 45 anos, com queixa de cansaço, perda de apetite e icterícia
de início gradual, que começou há cerca de 2 semanas. Refere histórico de
alcoolismo crônico há 10 anos, além de ter apresentado quadro de sepse
(infecção urinária) recentemente. Relata que não apresenta dor abdominal ou
alterações nas fezes, mas tem notado urina escura. Não há histórico de doenças
hepáticas na família.
Gabarito:
Hipótese Diagnóstica:
Hiperbilirrubinemia indireta secundária a sepse e alcoolismo crônico.
Justificativa:
A icterícia indireta neste caso é provavelmente resultante de um
comprometimento hepático pela sepse e alcoolismo. O alcoolismo crônico pode
contribuir para a diminuição da captação hepática de bilirrubina, uma vez que o
álcool prejudica a função hepática. A predominância de bilirrubina indireta, sem
sinais de colúria ou acolia, sugere que a falha é no processo de conjugação da
bilirrubina no fígado, o que é comum nesses casos. O histórico de sepse e
alcoolismo crônico reforça a hipótese de disfunção hepática que leva ao
acúmulo de bilirrubina não conjugada.
Caso :
Paciente masculino, 60 anos, com queixa de dor abdominal em região
epigástrica há 2 meses, associada a perda de peso não intencional e icterícia
progressiva nas últimas 3 semanas. Refere histórico de anorexia e urina escura,
mas não apresenta febre. Ao exame físico, destaca-se icterícia em escleras e pele,
além de uma massa palpável indolor na região superior do abdômen.
Gabarito:
Hipótese Diagnóstica:
Neoplasia de cabeça do pâncreas.
Justificativa:
O sinal de Courvoisier é caracterizado pela presença de uma vesícula biliar
distendida e indolor, que ocorre frequentemente em pacientes com obstrução
das vias biliares, especialmente devido a uma neoplasia da cabeça do pâncreas.
Caso :
Paciente masculino, 8 anos, com queixa de edema facial e em membros
inferiores há 1 semana. Refere diminuição do volume urinário e urina de cor
"coca-cola". A mãe relata que o paciente teve um quadro de faringite
estreptocócica há cerca de 2 semanas, com dor de garganta e febre, tratado com
antibióticos.
Exame Físico:
Edema significativo em face e membros inferiores
PA: 150/90 mmHg
FC: 90 bpm
Urina escura, com espuma excessiva
Gabarito:
Hipótese Diagnóstica:
Glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica
Justificativa:
A história de infecção estreptocócica recente, seguida de edema, hipertensão e
hematúria (urina de cor "coca-cola"), é altamente sugestiva de glomerulonefrite
aguda pós-estreptocócica. A triade clássica da síndrome nefrítica — edema,
hipertensão e hematúria — está presente, e a associação com uma faringite
estreptocócica recente é um forte indício dessa causa.
Caso :
Paciente do sexo masculino, 40 anos, com queixa de edema progressivo nas
pernas e face nas últimas 3 semanas. Refere cansaço excessivo, diminuição do
apetite e aumento na frequência urinária. Há também história de aumento do
volume abdominal e ganho de peso. O paciente nega histórico de trauma ou
infecção recente.
Exame Físico:
Edema acentuado em face, membros inferiores e abdômen (anasarca)
Urina espumosa, com volume aumentado
Hipoalbuminemia 
Gabarito:
Hipótese Diagnóstica:
Síndrome Nefrótica
Justificativa:
A combinação de edema progressivo, hiperlipidemia, proteinúria (urina
espumosa) e hipoalbuminemia indica a presença de síndrome nefrótica. 
Caso :
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com queixa de cansaço intenso, diminuição
do volume urinário e vertigem nos últimos 3 dias. Relata história de diarreia
intensa e vômitos nos últimos 5 dias, com perda de peso e ingestão hídrica
insuficiente. Não há histórico de comorbidades relevantes. Ao exame físico:
Taquicárdica, hipotensa, desidratada.
Gabarito:
Hipótese Diagnóstica:
Insuficiência Renal Aguda Pré-Renal
Justificativa:
O quadro clínico da paciente é sugerente de insuficiência renal aguda do tipo
pré-renal, com história de diarreia intensa e vômitos levando à hipovolemia, que
resulta em diminuição da perfusão renal e diminuição da filtração glomerular. A
reversão da perfusão após a reidratação é possível, o que caracteriza a IRA pré-
renal.
Caso :
Paciente do sexo feminino, 28 anos, com queixa de disúria, aumento da
frequência urinária (polaciúria) e urgência miccional há 3 dias. Relata dor
suprapúbica associada à sensação de bexiga não completamente vazia após a
micção. Refere também presença de urina turva e com odor forte. Nega febre,
calafrios ou dor lombar. A paciente tem histórico de episódios recorrentes de
cistite.
Gabarito:
Infecção do Trato Urinário - Cistite Aguda
Justificativa:
A paciente apresenta sintomas típicos de cistite aguda, como disúria, aumento
da frequência urinária, urgência miccional e dor suprapúbica. A urina turva e
com odor forte também é sugestiva de infecção. A ausência de febre e dor
lombar ajuda a excluir uma possível pielonefrite. O quadro é compatível com
uma infecção limitada à bexiga, sendo necessário realizar exame de urina tipo 1
(EAS) e cultura de urina para confirmar a presença de bactérias e identificar o
agente etiológico, que geralmente é Escherichia coli.

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