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AULA 6 
PERFIL DO GERENTE DE 
PROJETOS EM PROJETOS ÁGEIS 
Prof. Robson Vettori Ferezin 
 
 
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INTRODUÇÃO 
A aula de hoje finda os estudos sobre o perfil do gerente de projetos ágeis. 
Nós abordamos aspectos importantes sobre cultura e ambiente ágil, liderança, 
equipes ágeis, comunicação em projetos ágeis, escritório de projetos ágeis e 
agora chegamos ao tema de design thinking, abordagem utilizada para organizar 
o processo criativo e gerar soluções eficientes para a organização e para os 
projetos. 
Nesta aula, você terá a oportunidade de se aprofundar neste conceito, 
aprender a aplicação prática da abordagem para a criação de produtos, serviços 
ou projetos, explorar a aplicabilidade da abordagem no gerenciamento de projetos 
e compreender a vantagem competitiva e estratégica da utilização da abordagem 
no contexto organizacional. 
Os dois primeiros temas da aula abordam a teoria do design thinking de 
forma simples e sucinta, já o tema três apresenta a aplicabilidade da abordagem 
na prática, para criação de soluções para os problemas organizacionais e de 
projetos. Os temas quatro e cinco apresentam a aplicação do design thinking no 
gerenciamento de projetos. Esperamos que esta aula possa agregar valor à sua 
experiência com a gestão de projetos. 
TEMA 1 – O DESIGN THINKING 
O design thinking foi inventado por David Kelley e Tim Brown, da empresa 
de consultoria de inovação IDEO, quando lançaram o livro Design Thinking – uma 
metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias, em 2009. Desde 
então, a abordagem tem sido cada vez mais difundida e aplicada para gestão 
empresarial e projetos. 
Antes de nos aprofundarmos no tema, é fundamental entendermos o 
conceito de design e thinking. Segundo Camargo e Ribas (2019), design pode ser 
definido como a concepção de um produto ou serviço, por meio das pessoas e 
necessidades. Literalmente, design significa desenhar, e thinking significa 
pensando, o que transparece pensamento de designer ou pensar como um 
designer. Brown (2018), autor do design thinking, define o tema como uma 
abordagem para inovação que usa ferramentas dos designers para integrar as 
necessidades das pessoas, possibilidades da tecnologia e requisitos para o 
sucesso dos negócios. 
 
 
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O tema da nossa aula de hoje pode ser entendido como uma nova forma 
de pensar ou um novo modelo mental para criar soluções para os problemas por 
meio da empatia, que é considerada a base do trabalho, pois não existe solução 
pensada no usuário sem que se pense como o usuário. Além da empatia, para 
praticar o design thinking, é necessário enxergar o mundo sob diferentes 
perspectivas e fazer uso da colaboração e da experimentação. Assim, segundo 
Camargo e Ribas (2019), as principais ferramentas e princípios básicos para que 
essa prática obtenha êxito são: 
• Empatia: se não for para melhorar a experiência do usuário, não pode ser 
considerado design thinking. É necessário pensar primeiro nas pessoas, 
antes mesmo de pensá-las como clientes ou usuários, e a empatia é valor 
fundamental para o design thinking. 
• Colaboração: fator importante para a criação de produtos e serviços que 
atendem diferentes perfis de clientes e pontos de vista. A colaboração 
também envolve a cocriação de soluções, pois envolve criar algo com pares 
da mesma empresa, profissionais de outras áreas da organização ou até 
mesmo em conjunto com as pessoas que utilizarão o produto ou serviço; 
• Experimentação: princípio que gera aprendizado e deve ser amplamente 
estimulado. O design thinking envolve errar rápido para errar barato, 
seguindo a lógica de que quanto mais cedo você descobre que sua ideia 
não funciona ou não tem aceitação, mais cedo você tenta uma nova opção. 
Não é possível criar algo inovador e disruptivo em ambientes que 
considerem o erro como falta grave, afinal errar faz parte do processo. 
Brown (2018) reforça que o design thinking busca liberar a criatividade para 
resolver problemas, desenvolver produtos e pensar projetos com base no 
processo cognitivo das pessoas e que a missão desta abordagem é traduzir 
observações em insights e estes em produtos e serviços para melhorar a vida das 
pessoas. 
TEMA 2 – AS FASES DO DESIGN THINKING 
O design thinking não se trata de uma solução padronizada que serve para 
todos os tipos de problemas, projetos ou negócios igualmente, mas pode ser 
aplicada de forma adaptada na busca da melhor solução, apesar de ser melhor 
 
 
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recomendada para problemas ou projetos que abordam problemas com definição 
e circunstâncias incertas. 
Segundo Camargo e Ribas (2019), uma das abordagens mais utilizadas na 
busca de uma melhor solução para problemas ou oportunidades é o duplo 
diamante, criada pela Council, autorizada inglesa líder no uso de design 
estratégico. Esse modelo leva em consideração os pilares do design thinking e 
estabelece um processo que tem a finalidade de entregar para o usuário final uma 
possível solução que realmente se encaixe à sua necessidade. 
Zanban (2018) contextualiza que os dois diamantes da estrutura 
representam o pensamento divergente, em que há a exploração de um problema 
com a mente aberta, seguido do pensamento convergente, sendo que esse 
problema é solucionado em uma ação, conceitos apresentados como princípios 
do design thinking e aplicados nessa metodologia. 
A aplicação do design thinking com base neste modelo segue as etapas 
descritas na imagem a seguir: 
 
Créditos: arka38/Shutterstock. 
A primeira etapa do processo consiste em compreender o cliente ou usuário 
e obter o completo entendimento do problema por meio dos pontos de vista 
baseados nas necessidades dos usuários. Fazendo um brainstormig entre os 
participantes, é possível formatar algumas soluções criativas passíveis de 
prototipação. A partir do momento que a criação é testada, é possível determinar 
os resultados alcançados pela solução para o problema em questão. 
No próximo tema da nossa aula, veremos com mais detalhes cada uma das 
etapas deste processo. 
 
 
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TEMA 3 – O DESIGN THINKING NA PRÁTICA 
 O design thinking deve ser praticado com regularidade e com o 
envolvimento de participantes-chave para que obtenha os resultados esperados. 
Segundo Brown (2018), a prática constante do design thinking leva a abordagem 
a se difundir por toda a organização, e a participação do cliente em todo o 
processo do ciclo de vida é fundamental para a obtenção dos melhores resultados. 
Acompanhe os próximos tópicos para que seja possível entender melhor 
cada uma das etapas do ciclo de vida da abordagem. 
2.1 Observação/empatia 
 A primeira etapa do método é entender o cliente ou usuário por meio de 
uma imersão realizada pela observação e pela empatia, valor fundamental da 
abordagem, cujo objetivo é compreender de forma clara o problema a ser 
resolvido. Como essa é uma fase de divergência, é um momento de coleta de 
requisitos normalmente caracterizada por ferramentas de observação e 
entrevistas, como também pode ser necessário realizar um trabalho de campo. 
O seguinte exemplo prático é mencionado por Camargo e Ribas (2019) 
para exemplificar essa imersão no mundo do cliente. Se o desafio é reduzir o 
tempo médio de atendimento de um call center, os participantes devem ligar 
algumas vezes para a central de atendimento, participar de atendimentos 
presenciais ao lado dos atendentes, entender a tecnologia envolvida para registrar 
os atendimentos e explorar como é realizada a gestão de conhecimento e bases 
de consulta. Assim será possível entender o problema tanto do lado de quem 
utiliza o serviço como do lado de quem o fornece. 
A entrevista também é uma das principais ferramentas utilizadas neste 
processo de observação e empatia, quando definidos o público-alvo e os 
questionamentos necessários para o completo entendimento do contexto, bem 
como a pesquisa etnográfica e o mapa da empatia, amplamente utilizadona 
aplicação de estratégias comerciais para melhor entendimento do seu cliente. 
2.2 Definição do problema 
Após a coleta de percepções, base de respostas, insights e sintomas, a 
segunda etapa do processo consiste em processar todas as informações para um 
entendimento mais profundo do problema a ser resolvido ou do produto ou serviço 
 
 
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a ser criado. De acordo com Zaban (2018), neste momento, são reunidos todos 
os dados para que sejam priorizados como mais importantes e significativos para 
o problema ou projeto. De posse de todas as informações, é possível obter alguns 
insights e elaborar um briefing final para o entendimento do problema ou projeto. 
Camargo e Ribas (2019) destacam a importância dessa etapa de 
entendimento do problema em sua plenitude, pois uma das principais causas de 
falhas em produtos ou serviços estão relacionadas ao não entendimento do 
problema ou à resolução parcial da situação. Assim, é possível afirmar que essa 
etapa é fundamental para o alcance do objetivo quando utilizado o processo de 
design thinking. 
A prática mais comum nessa fase é reunir a equipe envolvida na fase de 
observação para que todos compartilhem suas percepções, discutam as causas 
possíveis e consigam ‘recortar’ o problema ou produto/serviço almejado. Após a 
concepção desta segunda etapa, o primeiro diamante está completo, pois ele é 
formado pelas fases de descoberta e definição, cujo foco é no desenho do 
problema ou projeto. 
As próximas etapas compõem o segundo diamante, quando será possível 
divergir novamente por meio do levantamento, agrupamento, refinamento e 
análise de ideias para possível resolução do problema, para que, em um segundo 
momento, seja realizada a conversão para a prototipação e testes. 
2.3 Ideação 
De posse do problema definido e especificado, este é o momento de 
explorar ideias de soluções para resolver o desafio. Para tanto, é necessário 
contar com a ajuda de um time multidisciplinar para criar muitas ideias e combiná-
las até que uma solução viável e criativa seja identificada. 
A principal ferramenta possível do processo de ideação é o brainstorming. 
Segundo Camargo e Ribas (2019), essa ferramenta produz resultados 
significativos quando bem estruturada, mas deve seguir as seguintes regras: 
• uma conversa por vez: cada participante deve ter o direito de explicar sua 
ideia; 
• quantidade importa: é necessário criar o maior número de ideias possíveis; 
 
 
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• construa com base na ideia dos outros: como a melhor ideia é uma 
combinação de insights, é necessário valorizar e incentivar o 
aprimoramento de ideias promissoras; 
• encoraje as ideias ‘fora da caixa’: como um valor fundamental do processo 
de design thinking é a experimentação, abra espaço e acolha o novo; 
• seja visual: aposte no poder das notas adesivas e no agrupamento de 
ideias complementares; este procedimento traz a sensação de que o 
processo está funcionando e de que todas as ideias estão sendo levadas 
em consideração; 
• mantenha o foco: para um processo criativo funcionar, é necessário manter 
o foco para que as ideias sejam direcionadas para uma proposta única; 
• não critique ou faça julgamento de valor: este não é um momento para 
julgar ou criticar ideias, pois essas atitudes limitam o pensamento criativo 
dos participantes; 
• use analogias ou metáforas: avalie se a solução para o problema já não foi 
implementada com sucesso em outros nichos de mercado diferentes do 
contexto em que se está sendo tratado. 
Camargo e Ribas (2019) também citam outra ferramenta muito utilizada 
nesta etapa do processo, a crawford slip, processo em que cada participante 
coloca suas ideias, em silêncio, em alguns post-its e as compartilha em um quadro 
comum. Normalmente chegam ideias inusitadas, diferentes ou algo que 
dificilmente alguém compartilharia em outras ocasiões, o que contribui fortemente 
para a ideação. A partir do momento que as ideias estão dispostas para o grupo, 
será necessário selecioná-las e priorizá-las para que possamos ingressar na 
convergência do segundo diamante, que consiste em validar as ideias eleitas por 
meio da prototipação. 
2.4 Prototipação e testes 
A fase de prototipação e testes constitui um dos momentos-chave para o 
processo, pois são validadas todas as ideias criadas e priorizadas, seja para o 
produto, serviço ou problema, com o objetivo de aprovar a implementação da 
solução por meio de um projeto. Zaban (2018) ressalta que é necessário 
desenvolver algo mais próximo do projeto final como resultado, realizar todos os 
testes com os usuários e coletar feedbacks necessários para possíveis ajustes. 
 
 
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A grande vantagem dessa etapa, segundo Camargo e Ribas (2019), é que 
permite errar rápido para replanejar rápido, com baixo custo. De acordo com os 
autores, após a prototipação e testes, os seguintes cenários são possíveis com 
base nos resultados obtidos: 
• Perseverar: o feedback obtido durante a prototipação mostra que a solução 
proposta para o problema, produto ou serviço foi um sucesso. Este é o 
cenário mais desejado, pois você validou suas ideais e poderá continuar 
desenvolvendo o seu produto ou serviço por meio da implementação de um 
projeto. 
• Pivotar: a ideia se mostrou boa, mas precisa de refinamentos que podem 
gerar outros protótipos de versões mais avançadas para a solução, produto 
ou serviço almejado. É uma forma de manter a base do projeto, mas alterar 
algumas variáveis que possam ser ajustadas nas fases anteriores com o 
propósito de provocar um novo protótipo. 
• Abandonar: o feedback recebido demonstra que a solução não é adequada 
para o problema escolhido. Diferentemente das duas alternativas 
anteriores, é possível que seja necessário abandonar, porém não foram 
realizados altos investimentos para a busca da solução. 
Neste momento, ao final da fase de prototipação e testes, é findado o ciclo 
do design thinking. Como foi possível perceber, essa abordagem integra a razão 
e a emoção e as coloca a serviço da criação colaborativa para desenvolver 
conceitos inovadores ou resolver os problemas esperados para o negócio/projeto. 
TEMA 4 – APLICAÇÃO DO DESIGN THINKING AO GERENCIAMENTO DE 
PROJETOS 
As organizações de nível mundial que estão em franca expansão 
proporcionam negócios inovadores que transformam padrões existentes e mudam 
a forma de consumir produtos e serviços, muitas vezes por meio da aplicabilidade 
do design thinking. A utilização desta abordagem aliada à gestão de projetos pode 
ser encarada como uma sinergia que busca facilitar o entendimento do problema 
ou dos impedimentos para encontrar novas soluções. O design thinking é 
extremamente rico em técnicas centradas na experiência colaborativa e interação 
social, extremamente úteis na elicitação de requisitos do produto do projeto e na 
gestão de stakeholders ou na gestão de mudanças do projeto. 
 
 
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Quando o consumidor demanda praticidade e agilidade na obtenção de 
resultados, a organização deve oferecer opções inovadoras que atendam a essas 
necessidades, e o design thinking auxilia na valorização da inovação para 
solucionar possíveis problemas em projetos. Assim, o design thinking em projetos 
é o uso do processo de pensamento típico dos designers na solução de problemas 
de negócios, por meio de projetos que proporcionem a geração de novos 
processos, serviços ou produtos. 
Na gestão de projetos, a etapa de entendimento dos requisitos do projeto 
ou problemas e impedimentos é primordial para garantir bons resultados. Por meio 
do design thinking é possível não só compreender o projeto que será necessário 
estruturar, mas também os problemas e impedimentos que precisaremos resolver 
por meio de soluções inovadoras com base nos fatores internos e externos em 
que a empresa está inserida, colaboração dos clientes, usuários finais, equipe do 
projeto, pessoas de outros departamentos e, inclusive, benchmarking. 
SegundoEchos (2018), na prática, o design thinking segue caminhos que 
se cruzam com a gestão de qualquer projeto de forma simples, conforme a 
seguinte relação: 
• Empatia e observação: este é o momento em que devemos explorar a 
nossa capacidade de ver o mundo pelos olhos de outras pessoas, o que 
elas veem, o que elas sentem, e experienciar as coisas da forma que elas 
fazem, por meio do exercício da empatia. É muito importante entender 
realmente as necessidades das outras pessoas com relação ao problema 
ou ao produto que está sendo proposto, e este é o momento de deixar de 
lado as nossas próprias ideias e tentar entender as opiniões, pensamentos 
e necessidades de alguém. 
• Entendimento do problema: o início do design thinking é o entendimento 
profundo do problema que será resolvido, afinal, para se aproximar de uma 
questão complexa, é fundamental entendê-la com precisão e conseguir 
realizar o recorte preciso do problema. Quando falamos em projetos ágeis, 
existe uma relação direta com o levantamento dos requisitos do projeto e 
os impedimentos levantados ao longo das sprints, mas essa fase também 
pode ser aplicada a qualquer problema inerente aos projetos como um 
todo, como falta de recursos, estimativas mal realizadas, relacionamentos, 
entendimento de conceitos, entre outros. 
 
 
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• Ideação: sabendo o que precisa ser feito, como podemos fazer? O design 
thinking e a gestão de projetos novamente se unem para levantar hipóteses 
e ideias para encontrar os melhores caminhos e ter um resultado de 
sucesso para o desafio levantado, seja com relação ao projeto em que será 
implementado ou ao problema com o que estamos nos deparando. 
• Prototipagem e testes: durante qualquer projeto, chega a hora de avaliar 
os resultados propostos, e o design thinking coloca o trabalho em prova 
para validar seu valor por meio de testes de aceitação ou avaliação da 
evolução dos problemas. Essa etapa tem uma fase conclusiva nas reuniões 
de review realizadas nas entregas das sprints realizadas no gerenciamento 
de projetos ágeis, quando devem ser aprovadas pelo product owner. 
• Implementação: na aplicação do design thinking e da gestão de projetos, 
é possível considerarmos a implementação do projeto, uma vez que tenha 
sido considerada como sucesso a ideia testada na fase anterior. 
Neste contexto, a combinação dos dois conceitos pode garantir ao gerente 
de projetos um maior entendimento do produto a ser desenvolvido, bem como dos 
problemas a serem resolvidos. Em seguida, será possível entregar o projeto de 
forma mais ágil, com uma melhor gestão de recursos e de forma que o resultado 
seja muito mais aderente à necessidade das pessoas a quem ele se destina. 
É possível afirmar que ao implementar a abordagem do design thinking em 
seu status quo, a organização poderá estar mais competitiva em relação aos 
demais concorrentes do mercado e se diferenciará com produtos inovadores, 
construídos de forma colaborativa e com a visão do usuário, do cliente ou do 
consumidor final, por meio da empatia, definição do problema ou produto, ideação 
e prototipagem aliada aos testes. 
TEMA 5 – VANTAGENS DO DESIGN THINKING 
O design thinking traz inúmeros ganhos para as empresas e clientes, pois 
a criatividade aliada à colaboração proporciona o desenvolvimento de 
competências, além de produtos inovadores e resolução de problemas por meio 
da melhor construção possível de ideias. 
De acordo com a Echos (2018), as principais vantagens na utilização do 
design thinking em conjunto com a gestão de projetos são: 
 
 
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• Comunicação: a troca de informações, construção de alternativas 
colaborativas e abertura ao erro proporcionam uma melhor comunicação 
entre os profissionais das mais diversas áreas que não se sentem inibidos, 
mas encorajados a falar, contribuir e ouvir. 
• Ambiente organizacional: ao criar um ambiente de empatia, colaboração 
e experimentação, muitos sentimentos são reorganizados e trabalhados a 
fim de aumentar a produtividade dos profissionais que, por meio da 
abordagem, passam a utilizar as emoções a favor do processo criativo, uma 
vez que é necessário colocar em prática, interagir de maneira eficiente 
(habilidades sociais), ter autoconhecimento e empatia. Assim, fomenta-se 
a inteligência emocional e cria-se um ambiente estimulante, agradável e 
favorável à inovação. 
• Satisfação e fidelização: profissionais com atenção total ao problema do 
cliente têm a capacidade de melhor atendê-los, pois de fato se preocupam 
e entendem os problemas que a persona enfrenta. 
• Visão sistêmica: a abordagem traz a humanização sem perder o olhar 
para os resultados, o que demanda que o profissional tenha visão macro e 
micro de toda a cadeia, a fim de encontrar caminhos que melhor beneficiem 
e atendam aos propósitos traçados. 
• Adaptabilidade: mudanças costumam ser mal recebidas pelas pessoas, 
mas essa resistência é diariamente combatida na abordagem do design 
thinking aliada à gestão de projetos ágeis. Assim, os profissionais se 
tornam flexíveis e adaptáveis. 
• Engajamento: o propósito e a abertura proporcionados pela abordagem do 
design thinking trazem a liberdade e incentivam o potencial dos 
profissionais, o que faz com que sintam que estão se desenvolvendo, 
sendo ouvidos em função de algo que vale a pena. 
O design thinking é estratégico por natureza, pois aprimora todas as etapas 
e integra as partes envolvidas no projeto com foco no negócio. Como vimos nesta 
aula, é preciso que os gerentes de projetos prezem por métodos, planejamentos 
estratégicos, processos e abordagens que otimizem a gestão e impactem 
positivamente nos resultados. É certo que não há um único caminho a ser seguido 
e nem um único método de gestão, mas a busca por inovação deve ser constante, 
e o design thinking surge para ajudar nesse campo. 
https://escoladesignthinking.echos.cc/blog/2019/06/inteligencia-emocional/
https://brasil.pmi.org/brazil/KnowledgeCenter/Articles/PlanejamentoEstrategico.aspx
https://brasil.pmi.org/brazil/KnowledgeCenter/Articles/PlanejamentoEstrategico.aspx
 
 
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Este modelo trata-se de uma abordagem que nos ajuda a mudar o nosso 
estado mental e nos estimula a resolver problemas por meio de novas 
perspectivas, encontrar soluções e dar respostas colocando sempre as pessoas 
no centro das decisões e envolvendo-as em todo o processo, desde o 
entendimento até a entrega das soluções. 
De forma geral, é possível relacionarmos vantagens fundamentais para o 
gerenciamento de projetos quando envolvemos o design thinking, como a 
contribuição efetiva para a estratégia do projeto e da organização, resolução 
prática e colaborativa na resolução de problemas (especialmente aqueles mais 
complexos), coleta de dados e geração de ideias, foco no cliente ou usuário no 
intuito de facilitar a gestão das partes interessadas e utilização da rápida gestão 
conhecimento, uma vez que as correções e adequações ocorrem rapidamente 
após as falhas. 
É importante ter ciência de que, em um processo criativo, tudo deve ser 
visto como lição aprendida. Estar aberto a experimentar novos caminhos, testar 
hipóteses, errar e aprender são características fundamentais para você ter êxito 
no desenvolvimento de novas ideias. Experimente o design thinking em seus 
projetos! 
Com o término desta aula, encerramos este tema importante e atual que 
trata da utilização do design thinking em projetos. Espero que você tenha 
aproveitado a fase de definição e principalmente da aplicação do design thinking 
no gerenciamento de projetos, tanto para remoção de impedimentos, mas 
principalmente para estruturação de um novo produto ou serviço. É possível 
imaginarmos que o design thinking, assim como o gerenciamento de projetos, 
possa ser utilizado para diversas situações profissionais ou até pessoais, pois 
trata-se de uma abordagem criativa para a solução de problemas. 
Com o final desta aula, concluímos tambéma nossa disciplina Perfil do 
Gerente de Projetos em Projetos Ágeis. Espero que tenha agregado valor para 
que possa aplicar seus conhecimentos no âmbito profissional e desejo muito 
sucesso em sua jornada! 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
BROWN, T. Design thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das 
velhas ideias. Rio de Janeiro: Alta Books, 2018. 
CAMARGO, R.; RIBAS, T. Gestão ágil de projetos: as melhores soluções para 
suas necessidades. São Paulo: Saraiva, 2019. 
DESIGN thinking: entenda o que é e como aplicar. Guia do Estudante, 2020. 
Disponível em: . Acesso em: 16 mar. 2021. 
GESTÃO de projetos: como o design thinking pode ajudar? Echos Escola Design 
Thinking, 2018. Disponível em: 
. Acesso em: 16 mar. 2021. 
LEWRICK, M.; LINK, P.; LEIFER, L. A jornada do design thinking: 
transformação digital prática de equipes, produtos, serviços, negócios e 
ecossistemas. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019. 
MASSARI, V. L. Gerenciamento ágil de projetos. Rio de Janeiro: Brasport, 2018. 
PROJECT Management Institute PMI. Guia Ágil. Pennsylvania: PMI, 2017. 
______. Guia PMBOK: um guia do conhecimento em gerenciamento de projetos. 
6. ed. Pennsylvania: PMI, 2017. 
PROVINCIATTO, M.; CAROLI, P. Sprint a sprint: erros e acertos na 
transformação cultural de um time ágil. São Paulo: Caroli, 2020. 
WILLIAMS, R. Design para quem não é designer: noções básicas de 
planejamento visual. 3. ed. São Paulo: Callis, 2009. 
ZABAN, Y. Design thinking: método duplo diamante. Webframe, 2018. Disponível 
em: . Acesso 
em: 16 mar. 2021

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