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Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Processo Civil 
 
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 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Processo Civil 
 
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 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Processo Civil 
 
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Processo Civil 
Revisão Turbo | 41° Exame da OAB 
 
 
Sumário 
 
Aula 18/07/2024 – turno noite ...................................................................................................... 4
Aula 19/07/2024 – turno manhã ................................................................................................. 23
 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Processo Civil 
 
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Aula 18/07/2024 – turno noite 
1. Jurisdição, ação, rito/procedimento 
1.1. Jurisdição 
A jurisdição é o poder-dever do Estado de compor/solucionar litígios. Assim, 
considerando as regras inerentes ao Estado Democrático de Direito, faz-se necessário identificar 
quem possui esse poder-dever, quem possui a responsabilidade de não deixar que os 
cidadãos, por suas próprias mãos, busquem solucionar um conflito de interesses. 
O Poder Judiciário é responsável pela jurisdição, o Poder Judiciário está investido em 
jurisdição. Compreende-se que esta função jurisdicional é delegada ao Poder Judiciário pelo 
Estado. Ainda, fala-se em poder-dever, uma vez que, o Poder Judiciário não pode abrir mão 
dessa responsabilidade. Quando um conflito de interesses é levado até o Poder Judiciário, ele 
tem a obrigação de resolver, ele não pode negar a solução do litígio. 
Cabeção, importante: o exercício da jurisdição (este poder/dever de compor litígios) é 
inerte, ou seja, para ser exercido existe a necessidade de provocação (o juiz não tem autonomia 
para agir por conta própria, ou seja, de ofício, deve necessariamente ser provocado pela parte 
interessada, conforme o artigo 2º do CPC). É o chamado de princípio da ação ou da demanda, 
ou princípio da iniciativa da parte. 
 
1.2. Ação 
A forma adequada do cidadão provocar o Poder Judiciário, retirando-o da sua inércia, é a 
ação, ou seja, é através da ação, que o Poder Judiciário sai da sua inércia e passa a exercer 
a jurisdição, o poder-dever de solucionar conflitos de interesses. 
O chamado direito de ação é abstrato (e não concreto), ou seja, para entrar com uma ação 
 Revisão Turbo | 41º Exame de Ordem 
 Processo Civil 
 
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o autor não precisa ter o direito material garantido. 
Importante: o sistema processual brasileiro definiu dois tipos de ação: ação de 
conhecimento e ação de execução. Apenas essas, então, são ações possíveis de serem 
apresentadas com o objetivo de busca a prestação jurisdicional. 
 
1.3. Rito ou procedimento 
Frise-se, já de início, que rito ou procedimento são sinônimos. O rito/procedimento nada 
mais é do que a forma (regras) estabelecida pela lei processual para o tramitar da ação perante 
o Poder Judiciário. Ou seja, a lei define a soma de atos processuais que deverão acontecer entre 
o início (petição inicial) e o fim da ação (sentença). 
Importante: identificado o pedido (a pretensão que a parte vai levar ao Poder Judiciário), 
será possível identificar o rito pelo qual este pedido vai tramitar perante o Poder Judiciário. 
Mas qual a forma desta identificação? 
 
 
 Resolva a questão a seguir: 
1) FGV – 2022 – OAB – 35º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
No âmbito de um contrato de prestação de serviços celebrado entre as sociedades empresárias 
Infraestrutura S.A. e Campo Lindo S.A., foi prevista cláusula compromissória arbitral, na qual as partes 
acordaram que qualquer litígio de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetido a um 
tribunal arbitral. 
Surgido o conflito, e havendo resistência de Infraestrutura S.A. quanto à instituição da arbitragem, 
assinale a opção que representa a conduta que pode ser adotada por Campo Lindo S.A. 
 
A) Campo Lindo S.A. pode adotar medida coercitiva, mediante autorização do tribunal arbitral, para que 
Infraestrutura S.A. se submeta forçosamente ao procedimento arbitral, em respeito à cláusula 
compromissória firmada no contrato de prestação de serviço. 
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 Processo Civil 
 
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B) Campo Lindo S.A. pode submeter o conflito à jurisdição arbitral, ainda que sem participação de 
Infraestrutura S.A., o qual será considerado revel e contra si presumir-se-ão verdadeiras todas as 
alegações de fato formuladas pelo requerente Campo Lindo S.A. 
C) Campo Lindo S.A. pode requerer a citação de Infraestrutura S.A. para comparecer em juízo no intuito 
de lavrar compromisso arbitral, designando o juiz audiência especial com esse fim. 
D) Campo Lindo S.A. pode ajuizar ação judicial contra Infraestrutura S.A., para que o Poder Judiciário 
resolva o mérito do conflito decorrente do contrato de prestação de serviço celebrado entre as partes. 
 
2. Petição inicial 
Quando existe um conflito de interesses e a pessoa não consegue solucionar de forma 
consensual com a outra parte, é necessário buscar no Poder Judiciário essa solução. O juiz não 
age por ofício nos processos, isto é, faz-se necessária a iniciativa da parte através da petição 
inicial. 
A petição inicial deve obedecer aos requisitos dos arts. 319 e 320 do CPC. 
Observação: toda petição inicial deverá ter, obrigatoriamente, valor da causa. O valor da 
causa, como regra, corresponde ao valor do pedido ou dos pedidos, caso ocorra a cumulação, 
ou seja, mais de um pedido, conforme o art. 292 do CPC. Contudo, importante observar o inciso 
III do art. 292 do CPC: “na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas 
pelo autor”. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
2) FGV – 2021 – OAB – 33º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Joana, em decorrência de diversos problemas conjugais, decidiu se divorciar de Marcelo. Contudo, em 
razão da resistência do cônjuge em consentir com sua decisão, foi preciso propor ação de divórcio. 
Após distribuída a ação, o juiz determinou a emenda da petição inicial, tendo em vista a ausência de cópia 
da certidão do casamento celebrado entre as partes, dentre os documentos anexados à inicial. 
Considerando o caso narrado e as disposições legais a respeito da ausência de documentos 
indispensáveis à propositura da ação, assinale a afirmativa correta. 
 
A) Ausente documento indispensável à propositura da ação, a petição inicial deve ser indeferida de 
imediato. 
B) A certidão de casamento é documento indispensável à propositura de qualquer ação. Constatando-se 
sua ausência, deve o autor ser intimado para emendar ou completar a inicial no prazo de 5 (cinco) dias. 
C) Ausente documento indispensável à propositura da ação, o autor deve ser intimado para emendar ou 
completar a inicial no prazo de 15 (quinze) dias. 
D) A ausência de documento indispensável à propositura da ação configura hipótese de improcedência 
liminar. 
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3. Audiência de mediação/conciliação 
De acordo com o artigo 334 do CPC, o juiz ao receber a petição - não sendo caso de 
improcedência liminar ou indeferimento - deverá designar a audiência de conciliação ou 
mediação com antecedência mínima de 30 dias, sendo que o réu terá que ser citado, pelo menos 
20 dias antes da audiência. 
Lembrando que, para não ocorrer a audiência ambas as partes deverão demonstrar 
desinteresse (o autor deve afirmar na petição inicial e o réu até 10 dias antes da audiência, por 
simples petição) – art. 334, §4º, I do CPC. 
A audiência também não será realizada se o juiz, ao receber a inicial, entender que 
não é o caso de autocomposição – situação em que mandará citar o réu para contestar. 
Ocorrendo a audiência, o comparecimento das partes é obrigatório, sob pena de ato 
atentatório contra a dignidade da justiçae sob pena de multa de 2% da vantagem econômica 
pretendia ou do valor da causa, na forma do art. 334, §8º do CPC. 
As partes devem comparecer e estarem acompanhadas de seus respectivos advogados 
ou defensores públicos (art. 334, § 9º do CPC). 
Contudo, se a parte não puder comparecer, poderá ser representada por seu advogado, 
desde que tenha procuração com poderes específicos (art. 334, §10 do CPC). 
 
 Resolva a questão a seguir: 
3) FGV – 2019 – OAB – 29° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Maria ajuizou ação em face de José, sem mencionar, na inicial, se pretendia ou não realizar audiência de 
conciliação ou mediação. Assim, o juiz designou a referida audiência, dando ciência às partes. O réu 
informou ter interesse na realização de tal audiência, enquanto Maria, devidamente intimada, quedou-se 
silente. Chegado o dia da audiência de conciliação, apenas José, o réu, compareceu. 
A respeito do caso narrado, assinale a opção que apresenta possível consequência a ser suportada por 
Maria. 
 
A) Não existem consequências previstas na legislação pela ausência da autora à audiência de conciliação 
ou mediação. 
B) Caso não compareça, nem apresente justificativa pela ausência, Maria será multada em até 2% da 
vantagem econômica pretendida ou do valor da causa. 
C) Diante da ausência da autora à audiência de conciliação ou mediação, o processo deverá ser extinto. 
D) Diante da ausência da autora à audiência de conciliação ou mediação, as alegações apresentadas 
pelo réu na contestação serão consideradas verdadeiras. 
 
4. Sentença, coisa julgada e ação rescisória 
4.1. Sentença 
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A sentença é ato do juiz que extingue o processo (art. 316 do CPC) com ou sem resolução 
do mérito (arts. 485 e 487, do CPC). 
 
 
 
O magistrado, após a publicação da sentença, não poderá mais alterá-la (arts. 494 e 505, 
do CPC). 
Extinção do processo sem resolução de mérito: a extinção regulada pelo art. 485 do 
CPC terá como fundamento as circunstâncias listadas nos incisos de tal dispositivo. 
Cabeção, importante! 
• A extinção sem resolução do mérito não gera coisa julgada material (art. 502 do 
CPC) e não impede que o autor entre novamente com a mesma ação (art. 486 do 
CPC); 
• Identificar os conceitos de perempção (art. 486, §3º do CPC), litispendência (art. 
337, §§ 1º, 2º e 3º do CPC) e coisa julgada (art. 337, §§ 1º e 4º e art. 502 do CPC); 
• A desistência da ação, como causa de extinção sem resolução do mérito, pode ser 
apresentada até a sentença (art. 485, §5º do CPC) – antes do oferecimento da 
contestação sem necessidade de consentimento do réu; se o pedido ocorrer depois 
da contestação, será necessário o consentimento do réu (art. 485, §4º do CPC); 
• Quando ocorre o falecimento do titular do direito intransmissível, o direito se 
extingue com a pessoa do titular, conforme o inciso IX do art. 485 do CPC (no 
entanto, quando o direito for transmissível aplica-se o art. 110, sem a extinção, mas 
sim com a sucessão da parte falecida pelos seus herdeiros ou sucessores). 
 
Extinção do processo com resolução de mérito: no artigo 487, inciso I do CPC, 
encontra-se a forma mais completa de extinção da causa com resolução do mérito, ocorre 
quando o juiz acolhe ou rejeita (no todo ou em parte) o pedido formulado na ação (petição inicial) 
ou na reconvenção. O inciso II do artigo 487 do CPC traz a resolução do mérito também quando 
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o juiz reconhecer a prescrição ou a decadência (importante observar que o dispositivo autoriza 
ao juízo o reconhecimento da prescrição ou da decadência de ofício). E, por fim, também haverá 
resolução do mérito quando o juiz homologar o reconhecimento do pedido (art. 487, III, “a” do 
CPC), transação (art. 487, III, “b” do CPC) e a renúncia à pretensão formulada na ação ou na 
reconvenção (art. 487, III, “c” do CPC). 
A sentença possui limites que, se não respeitados, provocam sua nulidade, são as 
chamadas sentenças ultra petita, citra petita e extra petita. Sentença extra petita é aquela 
que o juiz julga pedido que não foi proposto pelo autor. Sentença ultra petita é aquela que o juiz 
condena o réu em quantidade superior à pedida. A sentença infra ou citra petita é quando o 
juiz deixa de apreciar algum pedido da parte, quando houver cumulação de pedidos. 
 
4.2. Coisa julgada 
A coisa julgada é o efeito que atinge a decisão de mérito não mais sujeita a recurso, 
tornando-a imutável e indiscutível (art. 502 do CPC). A decisão sem mérito (art. 485 do CPC) 
não mais sujeita a recurso gera a denominada coisa julgada formal (a qual permite que se 
promova uma nova ação discutindo e buscando os mesmos pedidos – art. 486 do CPC). 
Cabeção, importante: 
• Nenhum juiz pode decidir questões já decididas anteriormente (efeito da coisa 
julgada) – todavia, existe exceções previstas nos incisos do art. 505, I e II do CPC; 
• A coisa julgada não atinge terceiros (que não participaram do processo) – art. 506 
do CPC; 
• Não é permitido as partes discutirem novamente questões já decididas e preclusas 
(art. 507 do CPC). 
 
4.3. Ação rescisória 
A ação rescisória é a forma de atacar a coisa julgada – somente ataca decisões de mérito, 
sendo permitida apenas e tão somente se fundamentada nos casos do art. 966 do CPC. De outra 
forma, emergem situações de exceção, conforme o art. 966, §2º do CPC, em que será rescindível 
a decisão transitada em julgado que, embora não seja de mérito, impeça: 
 
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Ainda, pode ser proposta no prazo de dois anos a partir do trânsito em julgado (art. 975 
do CPC). A competência para julgar a rescisória é do Tribunal – a denominada competência 
originária. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
4) FGV – 2021 – OAB – 32° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Em determinada demanda indenizatória, houve a condenação do réu para pagar a quantia de R$ 10.000 
(dez mil reais) em sentença transitada em julgada em prol do autor. 
Na qualidade de patrono deste último, assinale a opção que representa a medida adequada a ser 
providenciada. 
 
A) Aguardar o depósito judicial da quantia referente à condenação, pois as sentenças que condenam a 
obrigação de pagar são instauradas de ofício, independentemente de requerimento do exequente, assim 
como as obrigações de fazer e não fazer. 
B) Peticionar a inclusão de multa legal e honorários advocatícios tão logo seja certificado o trânsito em 
julgado, independentemente de qualquer prazo para que o réu cumpra voluntariamente a obrigação, já 
que ela deveria ter sido cumprida logo após a publicação da sentença. 
C) Aguardar a iniciativa do juiz para instauração da fase executiva, para atender ao princípio da 
cooperação, consagrado no art. 6º do CPC. 
D) Peticionar para iniciar a fase executiva após a certificação do trânsito em julgado, requerendo a 
intimação do devedor para pagamento voluntário no prazo de 15 dias, sob pena de acréscimos de 
consectários legais. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
5) FGV – 2020 – OAB – 31° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Em um processo em que Carla disputava a titularidade de um apartamento com Marcos, este obteve 
sentença favorável, por apresentar, em juízo, cópia de um contrato de compra e venda e termo de 
quitação, anteriores ao contrato firmado por Carla. 
A sentença transitou em julgado sem que Carla apresentasse recurso. Alguns meses depois, Carla 
descobriu que Marcos era réu em um processo criminal no qual tinha sido comprovada a falsidade de 
vários documentos, dentre eles o contrato de compra e venda do apartamento disputado e o referido 
termo de quitação. 
Carla pretende, com base em seu contrato, retornar a juízo para buscar o direito ao imóvel. Para isso, ela 
pode: 
 
A) Interpor recurso de apelação contra a sentença,ainda que já tenha ocorrido o trânsito em julgado, 
fundado em prova nova. 
B) Propor reclamação, para garantir a autoridade da decisão prolatada no juízo criminal, e formular pedido 
que lhe reconheça o direito ao imóvel. 
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C) Ajuizar rescisória, demonstrando que a sentença foi fundada em prova cuja falsidade foi apurada em 
processo criminal. 
D) Requerer cumprimento de sentença diretamente no juízo criminal, para que a decisão que reconheceu 
a falsidade do documento valha como título judicial para transferência da propriedade do imóvel para seu 
nome. 
 
5. Intervenção de terceiros 
São formas de intervenção de terceiros, classificadas no CPC: 
 
 
 
A assistência trata-se de uma intervenção voluntária, em que um terceiro interessado no 
conteúdo da sentença intervém no processo a fim de assistir e ajudar a parte com a qual tenha 
relação jurídica. 
A denunciação da lide é a intervenção originada pela iniciativa de uma das partes, que 
será chamado de denunciante, cujo objetivo é garantir o direito de regresso no caso de 
improcedência do processo. 
Cabeção, importante! Esse direito de regresso somente será julgado pelo juiz se o 
denunciante perder a ação principal. Se a denunciação não for feita, ou for indeferida (ou não for 
permitida), o direito de regresso pode ser buscado em ação autônoma – art. 124, §1º do CPC. 
O chamamento ao processo ocorre quando o réu chama a integrar o polo passivo da 
demanda (apenas em processos de conhecimento) os demais devedores da mesma dívida, 
configurando o litisconsórcio passivo. 
O incidente da desconsideração da personalidade jurídica tem como finalidade a 
responsabilização das pessoas físicas, sócias de empresas, pelos atos da pessoa jurídica. Os 
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requisitos para as relações civis são: abuso de poder, confusão patrimonial ou desvio de 
finalidade, conforme art. 50 do CC, bem como aqueles inseridos no art. 28 do CDC. 
O amicus curiae tem como finalidade auxiliar na formação de convencimento do juiz. 
Para que seja admitido o amicus curie, deverá ser observada a relevância da matéria, a 
especificidade do tema objeto da demanda e a repercussão social da controvérsia. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
6) FGV – 2019 – OAB – 30° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Daniel, sensibilizado com a necessidade de Joana em alugar um apartamento, disponibiliza-se a ser seu 
fiador no contrato de locação, fazendo constar nele cláusula de benefício de ordem. Um ano e meio após 
a assinatura do contrato, Daniel é citado em ação judicial visando à cobrança de aluguéis atrasados. 
Ciente de que Joana possui bens suficientes para fazer frente à dívida contraída, Daniel consulta você, 
como advogado(a), sobre a possibilidade de Joana também figurar no polo passivo da ação. 
Diante do caso narrado, assinale a opção que apresenta a modalidade de intervenção de terceiros a ser 
arguida por Daniel em sua contestação. 
 
A) Assistência. 
B) Denunciação da lide. 
C) Chamamento ao processo. 
D) Nomeação à autoria. 
 
6. Contestação 
O Direito Processual Civil obedece ao devido processo legal, assim, após a primeira 
manifestação do autor, que se dá através da petição inicial, o réu deve ter a oportunidade de se 
defender. A forma processual do réu/demandado de apresentar sua defesa é chamada de 
contestação. 
Deverá ser protocolada no prazo de 15 dias, obedecido o art. 335 do CPC. 
A contestação é dividida em dois momentos, sendo eles a defesa processual e a defesa 
de mérito. A defesa processual é denominada preliminares, e o réu encontra-se limitado ao rol 
apresentado no art. 337 do CPC, ou seja, não cabe ao réu trazer em preliminar algo que não 
esteja elencado no referido artigo. A defesa de mérito é a contestação, específica e objetiva, dos 
fatos e dos pedidos que o autor alegou na petição inicial, de acordo com o art. 336 do CPC. 
 
6.1. Princípio da eventualidade ou da concentração de defesa 
Ao contrário do que ocorre na petição inicial, a contestação não possui requisitos a serem 
preenchidos obrigatoriamente. Cabe ao réu alegar na contestação toda matéria de defesa, de 
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 Processo Civil 
 
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forma específica, expondo as razões de fato e de direito para impugnar o pedido do autor (art. 
336, do CPC). 
 
6.2. Ônus da impugnação especificada 
O réu não pode apresentar, como regra, contestação genérica, devendo enfrentar de 
forma específica tudo aquilo que foi alegado pelo autor, na petição inicial. E, aqui, fato não 
contestado será considerado presumidamente verdadeiro, conforme o art. 341 do CPC. 
Excepcionalmente, conforme previsão do art. 341, parágrafo único do CPC, será 
autorizada e permitida a contestação genérica. O réu pode então, na contestação, apresentar 
sua defesa processual (as denominadas preliminares, previstas no art. 337 do CPC) e de mérito 
(rebatendo de forma específica os fatos – art. 341 do CPC – e os pedidos, art. 336 do CPC). 
 
 Resolva a questão a seguir: 
7) FGV – 2023 – OAB – 39° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Martina ajuizou ação pelo procedimento comum contra Marcela visando à indenização milionária, 
oportunidade na qual informou na petição inicial que não tinha interesse na audiência de conciliação. 
Após analisar a petição inicial, o MM. Juízo da 100ª Vara Cível da Comarca de Florianópolis/SC 
determinou a citação de Marcela para comparecer em audiência de conciliação, na forma do art. 334 do 
Código de Processo Civil e, eventualmente, apresentar contestação na forma do art. 335 do mesmo 
diploma legislativo. 
Após tomar conhecimento da ação indenizatória de Martina, Marcela apresentou petição concordando 
com o pedido de cancelamento da audiência de conciliação e se reservando o direito de apresentar 
contestação no prazo legal. 
Considerando que foram prestadas todas as informações e apresentados todos os documentos 
necessários para a elaboração da contestação, a ser apresentada no prazo de 15 dias, assinale a opção 
que indica o momento em que se inicia a contagem desse prazo 
 
A) Da juntada nos autos do aviso de recebimento positivo do seu mandado de citação por correios. 
B) Da publicação da decisão do MM. Juízo da 100ª Vara Cível da Comarca de Florianópolis/SC que 
cancelar a audiência de conciliação agendada no despacho citatório. 
C) Do ato de protocolar o pedido de cancelamento da audiência de conciliação formulado por Marcela. 
D) Da audiência de conciliação, uma vez que o Código de Processo Civil obriga a realização desse ato 
processual, o qual não poderá ser cancelado por despacho do MM. Juízo da 100ª Vara Cível da Comarca 
de Florianópolis/SC. 
7. Tutela provisória 
É uma decisão provisória, ainda não definitiva. É dividida em: 
• Tutela de evidência; e 
• Tutela de urgência. 
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O pedido da tutela provisória de evidência deverá estar fundamentado em um direito 
claro e objetivo, em um direito evidente. Essa tutela somente poderá ser pedida e concedida/ 
deferida nos casos previstos no art. 311 do CPC e sua análise será incidental. 
Por outro lado, a tutela de urgência exige, para sua concessão, a presença dos requisitos 
do art. 300 do CPC, podendo ser requerida e analisada de forma incidente ou antecedente. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
8) FGV – 2023 – OAB – 39° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Ademir Leone, servidor público aposentado, atualmente obtém sua maior fonte de renda por meio da 
compra e venda de ações na bolsa de valores brasileira, tendo em vista a perda do poder econômico de 
sua aposentadoria. 
Certo dia, ao tentar comprar ações na bolsa de valores, recebe a notificação de que seu nome havia sido 
inscrito nos órgãos de proteção ao crédito em razão do inadimplemento dasparcelas de um empréstimo 
firmado com o Banco Prata, e por isso a transação não poderia ser completada, bem como soube que 
suas ações foram bloqueadas. 
Incrédulo com tal situação, pois nunca contratou com tal banco, além de temer pelo sustento de sua 
família, Ademir procurou você, como advogado(a), para saber da possibilidade de limpar seu nome o 
quanto antes, ajuizando ação judicial, mas sem precisar esperar o fim do processo. 
Assinale a afirmativa que apresenta, corretamente, a orientação que atende à pretensão do seu cliente, 
 
A) Não existe essa possibilidade no direito brasileiro, o qual pauta-se no contraditório e na ampla defesa, 
respeitando o devido processo legal, seguindo todas as fases processuais, para que, somente ao final, 
seja dada uma decisão justa e equânime. 
B) É possível que seja concedida a tutela de urgência, sendo desnecessário a demonstração de 
elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do 
processo. 
C) Existe a possibilidade de que seja concedida a tutela de evidência, desde que demonstrado o perigo 
de dano ou o risco ao resultado útil do processo. 
D) Há a possibilidade de que seja concedida a tutela de urgência, pois existem elementos que evidenciam 
a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. Recursos pelo Código de Processo Civil 
• Os recursos atacam decisão judicial, com o objetivo, em tese de reformar ou 
invalidar ou suprir um vício; 
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• O CPC traz o rol dos recursos cabíveis no artigo 994 do CPC. 
 
 
 
 
• Decisões interlocutórias e sentenças: juiz de 1º grau; 
• Decisões monocráticas e acórdãos: pronunciamentos dos Tribunais. 
 
Cuidado com o art. 1.001 do CPC: dos despachos não cabe recurso. 
Observação: tem ainda a decisão do presidente ou vice-presidente do tribunal de origem, 
que inadmitir Recurso Especial ou Recurso Extraordinário, conforme art. 1.042 do CPC. 
 
8.1. Recurso de apelação 
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Previsão legal: artigos 1.009 a 1.014 do Código de Processo Civil. 
 
Cabimento: recurso cabível contra sentença. Sentença, conforme conceito do artigo 203, 
§1º do CPC é pronunciamento judicial de primeiro grau, que, ressalvadas as previsões expressas 
dos procedimentos especiais, coloca fim à fase cognitiva do procedimento comum ou extingue a 
execução, seja sem resolução de mérito (art. 485 do CPC) ou com resolução de mérito (art. 487 
do CPC). 
Atenção: pode haver sentença antes mesmo da citação. 
Por exemplo: improcedência liminar do pedido, indeferimento da petição inicial e sentença 
de extinção do processo por desistência. 
Preliminar de apelação: na fase de conhecimento, as questões resolvidas em decisões 
interlocutórias que não admitam agravo de instrumento não precluem, devendo ser atacadas em 
preliminar de apelação ou nas contrarrazões, conforme previsão do art. 1.009, §1º do CPC. 
Cuidado: 
• Qualquer matéria prevista no artigo 1.015 do CPC, se decidida na sentença, é 
atacada por recurso de apelação, conforme art. 1.009, §3º do CPC; 
• O capítulo da sentença que confirma, concede ou revoga a tutela provisória 
é impugnável na apelação, conforme art. 1.013, §5º do CPC. 
 
Efeito regressivo: 
• Possibilidade de retratação, no prazo de cinco dias; 
• No CPC se admite a retratação no recurso de apelação em três situações 
específicas: 
 
 
Art. 331 do CPC 
 
Indeferimento da petição inicial 
Art. 332, §3º do CPC 
 
Improcedência liminar do pedido 
Art. 485, §7º do CPC 
 
Extinção do processo sem resolução de mérito 
 
 
Efeito suspensivo: suspende a eficácia da decisão recorrida. 
De regra, pelo CPC, o único recurso que possui efeito suspensivo automático é a 
apelação, conforme art. 1.012 do CPC. 
Exceção: no recurso de apelação, não há efeito suspensivo nas decisões listadas no 
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 Processo Civil 
 
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art. 1.012, §1º, do CPC e caso uma lei especial tenha tal previsão: 
 
Inciso I Homologa divisão ou demarcação de terras 
Inciso II Condena a pagar alimentos 
Inciso III Extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos 
do executado 
Inciso IV Julga procedente o pedido de instituição de arbitragem 
Inciso V Confirma, concede ou revoga tutela provisória 
Inciso VI Decreta a interdição 
 
Nas hipóteses em que o recurso de apelação não tenha efeito suspensivo automático, a 
parte pode requerê-lo, demonstrando a probabilidade de provimento do recurso e risco de dano 
grave de difícil ou impossível reparação, conforme o artigo 1.012, §4º, e o artigo 995, parágrafo 
único, ambos do CPC. 
Do julgamento do incidente de resolução de demandas repetitivas (vários processos 
discutindo a mesma matéria de direito) cabe recurso especial, se ferir lei federal, ou recurso 
extraordinário, se ferir norma constitucional. Nesses casos, os recursos terão efeito suspensivo 
automático, conforme artigo 987, §1º, do CPC. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
 
9) FGV – 2022 – OAB – 35º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
João ajuizou ação de indenização por danos materiais e morais contra Carla. Ao examinar a petição 
inicial, o juiz competente entendeu que a causa dispensava fase instrutória e, independentemente da 
citação de Carla, julgou liminarmente improcedente o pedido de João, visto que contrário a enunciado de 
súmula do Superior Tribunal de Justiça. Nessa situação hipotética, assinale a opção que indica o recurso 
que João deverá interpor. 
 
A) Agravo de instrumento, uma vez que o julgamento de improcedência liminar do pedido ocorre por meio 
da prolação de decisão interlocutória agravável. 
B) Agravo de instrumento, tendo em vista há urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão 
em recurso de apelação. 
C) Apelação, sendo facultado ao juiz retratar-se, no prazo de cinco dias, do julgamento liminar de 
improcedente do pedido. 
D) Apelação, sendo o recurso distribuído diretamente a um relator do tribunal, que será responsável por 
intimar a parte contrária a apresentar resposta à apelação em quinze dias. 
 
 
 Resolva a questão a seguir: 
 
10) FGV – 2021 – OAB – 33º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
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Após anos de relacionamento conjugal, Adriana e Marcelo resolvem se divorciar. 
Diante da recusa do cônjuge ao pagamento de alimentos, Adriana, desempregada, resolve ingressar com 
ação a fim de exigir o pagamento. 
A ação teve regular processamento, tendo o juiz proferido sentença de procedência, condenando o réu 
ao pagamento de R$ 2.000,00 (dois mil reais) mensais à autora, sendo publicada no dia seguinte. 
Inconformado, o réu interpõe recurso de apelação, mas Adriana promove, imediatamente, o cumprimento 
provisório da decisão. 
Diante das informações expostas, assinale a afirmativa correta. 
 
A) A sentença não pode ser executada neste momento, pois o recurso de apelação possui efeito 
suspensivo. 
B) A sentença não pode ser executada, uma vez que a sentença declaratória não permite a execução 
provisória. 
C) Poderá ser iniciada a execução provisória, pois a sentença que condena a pagar alimentos começa a 
produzir efeitos imediatamente após a sua publicação. 
D) Pode ser iniciada execução provisória, pois os recursos de apelação nunca possuem efeito 
suspensivo. 
 
8.2. Agravo de instrumento 
Previsão legal: artigos 1.015 a 1.020 do Código de Processo Civil. 
Recurso adequado para atacar as decisões interlocutórias proferidas pelo juiz de primeiro 
grau, conforme previsão do artigo 1.015 do CPC. Conforme o referido artigo, cabe agravo de 
instrumento das decisões interlocutórias que versarem sobre: 
 
Inciso I Tutelas provisórias 
Inciso II Mérito do processo 
Inciso III Rejeiçãoda alegação de convenção de arbitragem 
Inciso IV Incidente de desconsideração da personalidade jurídica 
Inciso V Rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de 
sua revogação 
Inciso VI Exibição ou posse de documento ou coisa 
Inciso VII Exclusão de litisconsorte 
Inciso VIII Rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio 
Inciso IX Admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros 
Inciso X 
Concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos 
à execução 
Inciso XI Redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, §1º 
Inciso XII VETADO 
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Inciso XIII Outros casos expressamente referidos em lei 
 
Parágrafo. único 
Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias 
proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de 
sentença, no processo de execução e no processo de inventário 
 
Cuidado: o STJ em novembro de 2018 manifestou entendimento de que a taxatividade do 
artigo 1.015 é mitigada, sendo que quando for urgente ou inútil esperar até a sentença para 
impugnar em preliminar de apelação a decisão interlocutória proferida na fase de conhecimento, 
caberá agravo de instrumento, mesmo que a decisão proferida na fase de conhecimento não 
esteja no rol do artigo 1.015 do CPC. 
 
8.3. Embargos de declaração 
Previsão legal: artigo 1.022 a 1.026 do Código de Processo Civil. 
Cabimento: atacam qualquer decisão judicial. Recurso adequado para sanar vício de 
contradição, obscuridade, omissão ou erro material. Interrompem o prazo para interpor qualquer 
recurso. O prazo é de 05 dias. Lembrar que os embargos de declaração podem ser opostos 
para fins de pré-questionamento. 
 
8.4. Agravo interno 
Previsão legal: artigo 1.021 do Código de Processo Civil. 
Cabimento: recurso adequado para atacar decisão monocrática do relator. Observar, 
ainda, que cabe agravo interno de outras situações expressas no CPC, tais como por exemplo, 
art. 1.030, §2º c/c I e III; parágrafo único do artigo 136 do CPC; 1.035, §7º do CPC; 1.036, §3; 
1.037, §13º, II do CPC. 
Há possibilidade de retratação, depois de oportunizadas as contrarrazões. Não havendo 
retratação, o recurso é julgado pelo órgão colegiado (que proferirá acordão), consoante art. 
1.021, §2º, do CPC. 
 
8.5. Recurso ordinário 
Previsão legal: arts. 1.027 e 1.028 do Código de Processo Civil e arts. 102, II, e 105, II, 
da CF. 
Cabimento: pode ser julgado pelo STF OU STJ. 
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Conforme o CPC, caberá ao STF (art. 1.027, I do CPC) o julgamento do recurso ordinário 
quando a decisão for denegatória de mandado de segurança, mandado de injunção e habeas 
data e for em competência originária dos tribunais superiores. Ainda, conforme o inciso II, alínea 
“a” do art. 1.027 do CPC, compete ao STJ o julgamento do recurso ordinário quando a decisão 
for denegatória de mandado de segurança em competência originária proferida pelo TJ ou TRF. 
O recurso pode atacar decisão do juiz de primeiro grau, desde que envolva as partes 
referidas no inciso II do art. 109 da CF, consoante art. 1.027, II, alínea b, do CPC, ou seja, os 
processos em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, 
de outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. Neste caso, o recurso ordinário 
será julgado pelo STJ. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
 
11) FGV – 2021 – OAB – 32º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Em determinado Mandado de Segurança individual, contra ato de um dos Ministros de Estado, o Superior 
Tribunal de Justiça, em sua competência constitucional originária, denegou a segurança na primeira e 
única instância de jurisdição. 
Diante do julgamento desse caso concreto, assinale a opção que apresenta a hipótese de cabimento para 
o Recurso Ordinário Constitucional dirigido ao STF. 
 
A) Os mandados de segurança, os habeas data e os mandados de injunção decididos em única instância 
pelos tribunais superiores, quando denegatória a decisão. 
B) Os mandados de segurança, os habeas data e os mandados de injunção decididos em última instância 
pelos tribunais superiores, quando concessiva a decisão. 
C) Os mandados de segurança decididos em única instância pelos tribunais regionais federais ou pelos 
tribunais de justiça dos Estados e do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão. 
D) Os processos em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de 
outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no país. 
 
 
8.6. Recurso especial e extraordinário 
Previsão legal: 
• Recurso especial: art. 105, inciso III da CF; 
• Recurso extraordinário: art. 102, inciso III da CF; 
• O CPC a partir do art. 1.029 a 1.035 estabelece o procedimento do recurso especial 
e do recurso extraordinário. 
 
Procedimento: será interposto perante o Presidente ou o Vice-Presidente do Tribunal 
recorrido que proferiu o acórdão que feriu a lei federal (recurso especial) ou a norma 
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constitucional (recurso extraordinário). A parte contrária é intimada para oferecer contrarrazões 
no prazo de 15 dias, sendo realizado o juízo de admissibilidade pelo Presidente ou Vice-
Presidente do tribunal recorrido, podendo tomar uma das condutas do art. 1.030 do CPC. 
O recurso especial é julgado pelo STJ e o recurso extraordinário julgado pelo STF. 
Interposto perante o Presidente ou Vice-Presidente do Tribunal Recorrido e não admitindo o 
recurso, caberá agravo em recurso especial ou agravo em recurso extraordinário, salvo 
quando a decisão estiver fundada na aplicação de entendimento firmado em regime de 
repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos. Nesse caso, será agravo interno 
(art. 1.030, §2º, do CPC). 
Exemplo: julgamento de recursos repetitivos (vários recursos especiais ou extraordinários 
versando sobre a mesma matéria de direito). O acórdão do Tribunal de Justiça está de acordo 
com o entendimento firmado no julgamento desses recursos repetitivos. Por tal razão, foi 
inadmitido o recurso especial pelo Presidente do Tribunal recorrido. Nesse caso, o recurso 
adequado não será agravo em recurso especial, mas agravo interno. 
 
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Aula 19/07/2024 – turno manhã 
Prof. Leonardo Fetter
 
12) FGV – 2024 – OAB – 40º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Júlio, advogado ainda inexperiente, preocupado com a possibilidade de perder o prazo para oferecer 
contestação em favor de Roberta, sua cliente que está viajando, indaga a você se ele deve esperar o 
retorno de Roberta, que esqueceu de fornecer procuração. 
Diante desse cenário, assinale a afirmativa que, corretamente, apresenta sua orientação. 
 
A) Júlio pode oferecer contestação, independentemente de procuração, desde que junte o 
instrumento aos autos no prazo de 15 dias, a fim de evitar preclusão. 
B) Júlio pode oferecer contestação, independentemente de instrumento de mandato, apenas se a 
parte contrária concordar. 
C) Júlio deve aguardar o retorno de Roberta, tendo em vista que o advogado não será admitido a 
postular em juízo sem procuração. 
D) Júlio, caso os direitos tratados em juízo sejam disponíveis, pode oferecer contestação mesmo que 
desacompanhada de procuração e, caso os mencionados direitos estejam indisponíveis, ele deve 
aguardar o retorno de Roberta, tendo em vista que, nesse caso, o advogado não será admitido a 
postular em juízo sem procuração. 
 
 
13) FGV – 2024 – OAB – 40° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Aline recebeu uma proposta de investimento de Gizé Ltda., instituição que atua no mercado financeiro, 
que lhe garantiria umretorno fixo mensal de 10% ao mês sobre o capital investido. Crendo tratar-se de 
um ótimo negócio, Aline transferiu R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) para a conta da Gizé Ltda., que 
passou a lhe apresentar extratos mensais, apontando um suposto crescimento do capital. 
Entretanto, alguns meses depois, foi divulgado em um importante veículo de comunicação que a Gizé 
Ltda. estava sendo investigada pela prática de pirâmide financeira. Muito nervosa, Aline tentou contato 
telefônico com a instituição, sem sucesso. Depois de inúmeros e-mails, Aline decidiu ir ao 
estabelecimento onde funcionava a Gizé Ltda., mas encontrou o imóvel abandonado. 
Constatando tratar-se de um golpe, Aline, por meio de advogado(a), decidiu ajuizar pedido de tutela 
cautelar em caráter antecedente, com o objetivo de efetivar o arresto de R$ 500.000,00 (quinhentos mil 
reais), antes de formular o pedido principal, de rescisão do contrato, com devolução do valor depositado, 
cobrança dos rendimentos contratados e indenização pelos danos morais sofridos. 
Sobre essa modalidade de tutela provisória, assinale a afirmativa correta. 
 
A) Sendo deferida a tutela cautelar antecedente requerida por Aline, ela deverá ser efetivada no 
prazo de 60 (sessenta) dias, sob pena de perda da eficácia da tutela cautelar concedida. 
B) Sendo efetivada a tutela cautelar antecedente requerida por Aline, o pedido principal deverá ser 
formulado no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de perda da eficácia da tutela cautelar 
concedida. 
C) Se o pedido principal formulado por Aline for julgado improcedente, haverá a perda da eficácia da 
tutela cautelar concedida. 
D) Se houver a perda da eficácia da tutela cautelar antecedente, tal pedido poderá ser renovado 
posteriormente, com base nos mesmos fundamentos. 
 
 
 
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14) FGV – 2024 – OAB – 40° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
O engenheiro civil José Carlos Silva trabalha em Aracaju/SE. Ele realizou a reforma da casa de Luzia, no 
valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais). O serviço foi devidamente prestado, sem qualquer reclamação 
por eventuais falhas por parte de Luzia. Contudo, Luzia não efetuou o pagamento no prazo estipulado. 
José Carlos procurou Luzia para resolver o pagamento da dívida sem buscar o Poder Judiciário e, após 
diversas tratativas, Luzia assinou um documento particular em que reconhece a dívida de R$ 15.000,00 
(quinze mil reais). O referido instrumento também foi assinado por duas testemunhas. Porém, no prazo 
estipulado para cumprimento da obrigação, Luzia não efetuou o pagamento e José Carlos ajuizou uma 
execução de título extrajudicial em face de Luzia. Depois da citação e da ausência do pagamento de 
Luzia, José Carlos pede ao Juiz que Luzia indique bens sujeitos à penhora, sob pena de multa, pois caso 
não indique, sua conduta poderá ser considerada atentatória à dignidade da justiça. 
Sobre o requerimento de José Carlos, assinale a afirmativa correta. 
 
A) José Carlos não poderá efetuar esse requerimento, pois não é possível o arbitramento de multa 
caso Luzia não indique bens sujeitos à penhora. 
B) José Carlos poderá efetuar esse requerimento, sendo considerada atentatória à dignidade da 
justiça conduta comissiva ou omissiva da executada que intimada, não indica ao juiz quais são e 
onde estão os bens sujeitos à penhora e os respectivos valores, nem exibe prova de sua 
propriedade e, se for o caso, a certidão negativa de ônus. 
C) José Carlos poderá efetuar esse requerimento, sendo possível o arbitramento de multa superior 
a 30% do valor atualizado da execução, mas não poderá ocorrer nenhuma outra sanção de 
natureza processual ou material em face da executada. 
D) José Carlos não poderá efetuar esse requerimento, pois é sua obrigação indicar os bens possíveis 
de penhora de Luzia. 
 
 
15) FGV – 2020 – OAB – 31° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Bruno ajuizou contra Flávio ação de execução de título executivo extrajudicial, com base em instrumento 
particular, firmado por duas testemunhas, para obter o pagamento forçado de R$ 10.000,00 (dez mil 
reais). Devidamente citado, Flávio prestou, em juízo, garantia integral do valor executado e opôs 
embargos à execução dentro do prazo legal, alegando, preliminarmente, a incompetência relativa do juízo 
da execução e, no mérito, que o exequente pleiteia quantia superior à do título (excesso de execução). 
No entanto, em seus embargos à execução, embora tenha alegado excesso de execução, Flávio não 
apontou o valor que entendia ser correto, tampouco apresentou cálculo com o demonstrativo discriminado 
e atualizado do valor em questão. 
Considerando essa situação hipotética, assinale a afirmativa correta. 
 
A) Os embargos à execução devem ser liminarmente rejeitados, sem resolução do mérito, porquanto 
Flávio não demonstrou adequadamente o excesso de execução, ao deixar de apontar o valor que 
entendia correto e de apresentar cálculo com o demonstrativo discriminado e atualizado do valor 
em questão. 
B) O juiz deverá rejeitar as alegações de incompetência relativa do juízo e de excesso de execução 
deduzidas por Flávio, por não constituírem matérias passíveis de alegação em sede de embargos 
à execução. 
C) Os embargos à execução serão processados para a apreciação da alegação de incompetência 
relativa do juízo, mas o juiz não examinará a alegação de excesso de execução, tendo em vista 
que Flávio não indicou o valor que entendia correto para a execução, não apresentando o cálculo 
discriminado e atualizado do valor em questão. 
D) O juiz deverá processar e julgar os embargos à execução em sua integralidade, não surtindo 
qualquer efeito a falta de indicação do valor alegado como excesso e a ausência de apresentação 
de cálculo discriminado e atualizado do valor em questão, uma vez que os embargos foram 
apresentados dentro do prazo legal. 
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16) FGV – 2023 – OAB – 39° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Em determinada demanda judicial cível é proferida sentença de procedência do pedido autoral, com a 
condenação da sociedade empresária ré ao pagamento de determinado valor a título de reparação por 
dano material. 
Com o trânsito em julgado, o autor inicia a fase de cumprimento de sentença e, após alguns meses e 
diversas tentativas, sem sucesso, de penhora de bens do réu, apresenta requerimento de instauração do 
incidente de desconsideração da personalidade jurídica. 
Você, na condição de advogado(a), é procurado(a) pelo réu, buscando saber sobre o incidente em 
questão. 
Assinale a opção que apresenta, corretamente, sua orientação. 
 
A) O referido incidente não é cabível no procedimento comum, sendo restrito ao âmbito da execução 
fiscal de débitos tributários. 
B) A instauração do mencionado incidente suspende o processo e sua resolução se dá por decisão 
interlocutória. 
C) O incidente apontado não é cabível na fase de cumprimento de sentença, por não haver título 
judicial formado em relação aos sócios cujo patrimônio se busca atingir. 
D) Instaurado o incidente no caso concreto, os sócios da sociedade ré devem ser intimados para 
exercício de seu direito de defesa. 
 
 
Prof.ª Tatiane Kipper 
 
17) FGV – 2023 – OAB – 37° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Albieri, com base em prova escrita e sem eficácia de título executivo, afirma ter direito de exigir de Juliana 
o pagamento de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Nesse sentido, Albieri procura você, como advogado(a), 
para ajuizar Ação Monitória em face de Juliana, exigindo o pagamento de R$ 10.000,00 (dez mil reais). 
O juiz da causa observou que o direito do autor era evidente e deferiu a expedição de mandado de 
pagamento, concedendo ao réu prazo de 15 (quinze) dias para o cumprimento. Juliana alega que Albieri 
pleiteia quantia superior à devida, razão pela qual pretende, por meio de seu advogado, opor embargos 
à ação monitória. 
Na qualidadede patrono de Juliana, assinale a opção que apresenta a medida adequada a ser 
providenciada. 
A) Juliana poderá opor, nos próprios autos, embargos à ação monitória caso garanta o valor em juízo 
previamente, bem como, quando alegar que Albieri pleiteia quantia superior à devida, deverá 
declarar de imediato o valor que entende correto, sem necessidade de apresentar o demonstrativo 
discriminado e atualizado da dívida. 
B) Se Juliana alegar que Albieri pleiteia quantia superior à devida, não precisa indicar o valor correto 
da dívida. Além disso, independentemente de prévia segurança do juízo, Juliana pode opor 
embargos à ação monitória. 
C) Juliana poderá opor, nos próprios autos, embargos à ação monitória caso garanta o valor em juízo 
previamente, bem como, quando alegar que Albieri pleiteia quantia superior à devida, não precisa 
indicar o valor correto da dívida. 
D) Juliana poderá opor embargos à ação monitória, independentemente de prévia segurança do 
juízo, bem como, quando alegar que Albieri pleiteia quantia superior à devida, deverá declarar de 
imediato o valor que entende correto, apresentando demonstrativo discriminado e atualizado da 
dívida. 
 
 
 
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18) FGV – 2022 – OAB – 34° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Pedro possui uma fazenda contígua à de Vitório. Certo dia, Pedro identificou que funcionários de Vitório 
estavam retirando parte da cerca divisória entre as fazendas, de modo a aumentar a área da fazenda de 
Vitório e reduzir a sua. 
Inconformado, Pedro ajuizou ação de interdito proibitório, pelo procedimento especial das ações 
possessórias, com pedido para que Vitório se abstenha de ocupar a área de sua fazenda, bem como 
indenização pelos gastos com a colocação de nova cerca divisória, de modo a retomar a linha divisória 
antes existente entre as fazendas. 
O juiz, entendendo que a pretensão de Pedro é de reintegração de posse, julga procedente o pedido, 
determinando que Vitório retire a cerca divisória que seus funcionários colocaram, bem como indenize 
Pedro em relação ao valor gasto com a colocação de nova cerca divisória. Você, como advogada(o) de 
Vitório, analisou a sentença proferida. 
Assinale a opção que indica corretamente sua análise. 
 
A) O juiz violou o princípio da congruência, pois não é dado ao juiz conceder prestação diversa da 
pretendida pelo autor da demanda. 
B) O pedido de condenação do réu ao pagamento de indenização deveria ser extinto sem resolução 
do mérito, pois não é lícita a cumulação de pedidos em sede de ações possessórias. 
C) Na hipótese, houve aplicação da fungibilidade das ações possessórias. 
D) Houve inadequação da via eleita, pois a ação cabível seria a ação de demarcação de terras 
particulares. 
 
 
19) FGV – 2022 – OAB – 34° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
João Eustáquio, após passar por situação vexatória promovida por Lucia Helena, decide procurar um 
advogado. Após narrar os fatos, o advogado de João Eustáquio promove uma ação indenizatória em face 
de Lucia Helena, no Juizado Especial Cível de Sousa/PB. 
Lucia Helena, devidamente representada por seu advogado, apresenta contestação de forma oral, bem 
como apresenta uma reconvenção contra João Eustáquio. 
João Eustáquio, indignado com tal situação, questiona se é válida a defesa processual promovida por 
Lucia Helena. 
Como advogado de João Eustáquio, nos termos da Lei nº 9.099/95, assinale a afirmativa correta. 
 
A) A contestação pode ser apresentada de forma oral, porém não se admitirá a apresentação de 
reconvenção. 
B) A contestação não pode ser apresentada de forma oral, sendo somente permitida de forma escrita. 
Além disso, não se admitirá a apresentação de reconvenção. 
C) A reconvenção pode ser apresentada, prezando pelo princípio da eventualidade, porém a 
contestação deve ser feita de forma escrita. 
D) A contestação pode ser apresentada de forma oral, bem como é cabível a apresentação de 
reconvenção. 
 
 
 
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Gabaritos das questões: 
1 – C 2 – C 3 – B 4 – D 
5 – C 6 – C 7 – C 8 – D 
9 – C 10 – C 11 – A 12 – A 
13 – C 14 – B 15 – C 16 – B 
17 – D 18 – C 19 – A 
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