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ADMINISTRAÇÃO 
FINANCEIRA E 
ORÇAMENTÁRIA
Do Orçamento - Conceitos, 
Técnicas e Vedações
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240514553650
JOÃO LELES
Possui graduação em Direito, especialização em Contabilidade Pública e Lei de 
Responsabilidade Fiscal e mestrado em Psicologia Jurídica. Possui atuação na 
área de Orçamento Público há mais de 10 anos. Atualmente é Analista de Gestão 
Pública do Ministério Público da União, Chefe do Departamento de Programação 
Orçamentária da Procuradoria- Geral do Trabalho, Professor de cursos de graduação e 
pós-graduação em Direito Financeiro e de preparatórios para concurso público, além 
de autor e palestrante acerca de temas relacionados ao Planejamento Orçamentário 
e planejamento de estudos. Foi Analista de Planejamento e Orçamento do MPU, e 
Analista Jurídico da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, com atuação 
na Gerência de Licitações e Contratos, além de ter ministrado cursos técnicos de 
orçamento promovidos pela Escola Superior do Ministério Público da União, Ministério 
Público do Trabalho, Assembleias Legislativas e Tribunais de Contas dos Estados.
 
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ADminisTrAçãO FinAnCeirA e OrçAmenTáriA 
Do Orçamento - Conceitos, Técnicas e Vedações 
João Leles
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Do Orçamento – Conceitos, Técnicas e Vedações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Conceitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Natureza Jurídica do Orçamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
3. Normas Gerais de Direito Financeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
4. Tipos de Orçamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
5. Espécies/Técnicas do Orçamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
5.1. Orçamento Tradicional ou Clássico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
5.2. Orçamento de Desempenho ou por Realizações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
5.3. Orçamento de Base Zero ou por Estratégia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
5.4. Orçamento-programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
5.5. Orçamento Participativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
6. Funções Clássicas do Orçamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
6.1. Função Alocativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
6.2. Função Distributiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
6.3. Função Estabilizadora . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
7. Vedações Constitucionais em Matéria Orçamentária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
 
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Do Orçamento - Conceitos, Técnicas e Vedações 
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APresenTAçãOAPresenTAçãO
Olá! Preparado(a) para mais um bloco de conteúdo? Nesta aula, foram consolidados 
tópicos gerais acerca do Orçamento Público, que abordam conceitos, técnicas de elaboração 
e vedações constitucionais em matéria orçamentária. É um conteúdo mais teórico, 
razoavelmente explorado em prova, sem muita complexidade e rápido de finalizar.
 
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DO ORÇAMENTO – CONCEITOS, TÉCNICAS E DO ORÇAMENTO – CONCEITOS, TÉCNICAS E 
VEDAÇÕESVEDAÇÕES
1 . COnCeiTOs1 . COnCeiTOs
Segundo Aliomar Baleeiro, o orçamento público é o ato pelo qual o Poder Executivo 
prevê e o Poder Legislativo autoriza, por certo período de tempo, a execução das despesas 
destinadas ao funcionamento dos serviços públicos e outros fins adotados pela política 
econômica ou geral do país, assim como a arrecadação das receitas já criadas em lei.
Para Giacomoni, o orçamento anual é um instrumento, de curto prazo, que operacionaliza 
os programas setoriais e regionais de médio prazo, os quais, por sua vez, cumprem o marco 
fixado pelos planos nacionais em que estão definidos os grandes objetivos e metas, os 
projetos estratégicos e as políticas básicas.
Em suma, o orçamento é a peça operacional do planejamento governamental, ou seja, 
ela viabiliza, por meio de receitas previstas e despesas autorizadas, as políticas públicas 
e programas constantes dos objetivos do PPA e priorizados pela LDO.
Ainda, a Lei Orçamentária pode ser denominada como Lei de Meios, porque possibilita 
os meios para o desenvolvimento das ações relativas aos diversos órgãos e entidades que 
integram a administração pública.
2 . nATUreZA JUrÍDiCA DO OrçAmenTO2 . nATUreZA JUrÍDiCA DO OrçAmenTO
Partindo do entendimento majoritário da doutrina, também cobrado em prova, as leis 
orçamentárias são leis apenas em sentido formal.
O que isso significa?O que isso significa?
Lei em sentido formal possui apenas formato de lei, pois não veicula direitos subjetivos. 
Em outras palavras, é aquela lei em que a importância reside no procedimento, no processo 
legislativo necessário, e não no conteúdo. Isso ocorre, pois, em regra, o orçamento possui 
natureza autorizativa, ou seja, não obriga o gestor e não traz sanções. Essa011. (ACI/ARARAQUARA/2016) Analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.
I – O tipo de orçamento executivo é utilizado em países parlamentaristas, no qual a elaboração, 
a votação e a aprovação do orçamento são de competência do Poder Legislativo, cabendo 
ao Executivo a sua execução (previsto na Constituição Brasileira de 1891).
II – O tipo de orçamento legislativo é utilizado em países onde impera o poder absoluto, no 
qual a elaboração, a aprovação, a execução e o controle do orçamento são da competência 
do Poder Executivo (previsto na Constituição Brasileira de 1937).
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III – O tipo de orçamento misto é utilizado nos países cujas funções legislativas são exercidas 
pelo Congresso ou Parlamento, sendo sancionado pelo Chefe do Poder Executivo. Sendo a 
elaboração e a execução de competência do Poder Executivo, cabendo ao Poder Legislativo 
sua votação e seu controle. Este é o tipo utilizado atualmente no Brasil (previsto nas 
Constituições Brasileiras de 1934, 1946, 1967 e 1988).
a) Todas as afirmações estão corretas.
b) Apenas a afirmação a afirmação I está correta.
c) Todas as afirmações estão incorretas.
d) Apenas a afirmação a afirmação III está correta.
No Orçamento Executivo, o ciclo orçamentário era dominado pelo Poder Executivo. No 
Orçamento Legislativo, a elaboração, a votação e o controle do orçamento eram competências 
do Poder Legislativo. Já o Orçamento Misto é o nosso tipo atual, ou seja, a elaboração e a 
execução são de competência do Executivo, cabendo ao Legislativo a votação e o controle. 
No entanto, perceba que o erro do item III ocorre quando a Constituição de 1967 é citada 
como exemplo, pois o Tipo Misto foi utilizado apenas nas Constituições de 1934, 1946 e 
1988. Assim, todos os itens se encontram incorretos.
Letra c.
012. 012. (FGV/MRE) Na Federação brasileira, a União exerce certas competências legislativas 
concorrentes com outros entes federativos, o que exige um nível mínimo de harmonização 
entre as distintas esferas de governo. Considerando a sistemática constitucional, é correto 
afirmar que, nessa esfera de competências:
a) a União possui competência plena, enquanto não editadas as normas específicas dos 
Estados.
b) a União e os Estados devem observar as normas gerais constantes da Constituição Federal.
c) a superveniência da legislação estadual revoga a norma editada pela União que se mostre 
incompatível.
d) os Estados possuem competência plena, enquanto a União não editar as normas gerais.
e) a superveniência da lei estadual sobre normas gerais suspende a eficácia da lei editada 
pela União.
A competência para legislar sobre direito financeiro (ou orçamento público) é concorrente. As 
normas gerais cabem à União, mas inexistindo lei federal, os Estados exercerão a competência 
legislativa plena. No entanto, se sobrevier lei federal sobre essas normas gerais, a lei estadual 
será suspensa no que for contrária.
Letra d.
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013. 013. (FGV/DPE-RJ) A legislação que trata da execução do orçamento pelos entes públicos 
apresenta autorizações e vedações, tendo em vista garantir o cumprimento dos princípios 
que regem a administração pública, bem como o equilíbrio financeiro e orçamentário. Uma 
das autorizações refere-se:
a) à concessão de créditos ilimitados, quando previstos no PPA;
b) à abertura de crédito especial pendente de autorização legislativa;
c) ao início de programas não incluídos na Lei Orçamentária Anual;
d) à assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários;
e) à vinculação de receita de impostos para ações e serviços públicos de saúde.
O embasamento da questão ocorre por meio da análise do art. 167 da CF/88, que dispõe sobre 
vedações constitucionais em matéria orçamentária. A questão solicita a única alternativa 
que não faz parte dessas vedações. Assim, a vinculação de impostos pode ocorrer, em 
caráter de exceção, entre outros, para ações e serviços de saúde, conforme previsto no 
inciso IV do mencionado artigo.
Letra e.
014. 014. (FGV/TRF-1/JUIZ FEDERAL/2023) No Brasil, pode-se falar na existência de uma 
“Constituição Orçamentária”, isto é, um conjunto de princípios e regras presentes em 
nossa atual Constituição Federal versando sobre os mais diversos aspectos do orçamento 
público. Acerca dessa temática, dentre as opções abaixo, a única que configura exceção às 
proibições constitucionais em matéria orçamentária é:
a) a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
b) o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;
c) a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos 
orçamentários ou adicionais;
d) a concessão de empréstimos, pelo Governo Federal e suas instituições financeiras, para 
pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios;
e) a transposição de recursos de uma categoria de programação para outra, no âmbito 
das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o fim de viabilizar os resultados de 
projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem prévia autorização 
legislativa.
O embasamento da questão ocorre por meio da análise do art. 167 da CF/88, que dispõe sobre 
vedações constitucionais em matéria orçamentária. A questão solicita a única alternativa 
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que não faz parte dessas vedações. Assim, a transposição de recursos de uma categoria 
de programação para outra pode ocorrer, sem autorização legislativa, para atividades de 
ciência, tecnologia e inovação, conforme previsto no inciso § 5º do mencionado artigo.
Letra e.
015. 015. (FGV/SEFAZ-ES/2022) Uma entidade do setor público apresentava as seguintes contas 
aprovadas em seu balanço orçamentário:
• Receitas: tributárias: R$ 80.000; alienação de bens: R$ 30.000; patrimoniais: R$ 30.000; 
operações de crédito: R$ 50.000;
• Despesas: com pessoal: R$ 90.000; com investimentos: R$ 70.000.
De acordo com a Constituição Federal, assinale a opção que indica se a entidade cumpre a 
“regra de ouro” e o motivo para seu cumprimento/descumprimento.
a) Sim, porque o montante das operações de crédito é menor do que o das despesas totais
b) Sim, porque o montante das operações de crédito é menor do que o das despesas correntes.
c) Sim, porque o montante das operações de crédito é menor do que o das despesas de 
capital.
d) Não, porque o montante das receitas é maior do que o das despesas.
e) Não, porque o montante das receitas de capital é maior do que o das despesas correntes.
A regra de ouro, prevista no art. 167, III da CF/88, VEDA, em regra, a realização de operações 
de créditos que excedam o montante das despesas de capital. No caso apresentado, as 
despesas de capital totalizam 70.000 (investimentos).Logo, o limite de operações de crédito 
seria no máximo 70.000 também. Assim, a regra de ouro foi cumprida.
Letra c.
016. 016. (FGV/ESPECIALISTA EM POLÍTICAS PÚBLICAS-BA/2019) As opções a seguir apresentam 
vedações orçamentárias previstas no Artigo 167 da Constituição da República, à exceção 
de uma. Assinale-a.
a) Início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual.
b) Instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.
c) Realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos 
orçamentários ou adicionais.
d) Utilização de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para cobrir déficit 
de empresas, fundações e fundos, independente de autorização legislativa específica.
e) Transferência voluntária de recursos e concessão de empréstimos, pelos Governos Federal 
e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, 
inativo e pensionista, dos Estados.
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O embasamento da questão ocorre por meio da análise do art. 167, VI, da CF/88, que 
dispõe sobre vedações constitucionais em matéria orçamentária. A questão solicita a 
única alternativa que não se adequa a essas vedações. Assim, a utilização de recursos dos 
orçamentos fiscal e da seguridade social para cobrir déficit de empresas só seria uma 
vedação se ocorresse sem autorização legislativa específica, e não “independente”, como 
mencionado no item.
Letra d.
017. 017. (CEBRASPE/2023) De acordo com o Supremo Tribunal Federal, a regra de ouro não 
impede a contratação de operações de crédito para o custeio de despesas correntes, desde 
que o total da contratação não exceda o montante das despesas de capital.
De fato, as operações de crédito podem ser utilizadas para gastos de manutenção ou custeio 
(desde que não seja despesas com pessoal), mas o total não pode exceder as despesas de 
capital.
Certo.
018. 018. (CEBRASPE/TCE-RJ/PROCURADOR/2023) É inconstitucional autorização legislativa 
específica para a utilização de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para 
suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas.
A vedação estabelecida no art. 167, VI – CF/88 ocorre apenas para a utilização de tais 
recursos SEM autorização legislativa.
Errado.
019. 019. (CEBRASPE/TRT-8/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) O início de programas ou projetos 
não inclusos na LOA poderá se realizar mediante a comprovação da existência de recursos 
financeiros acima daqueles previstos na execução do orçamento.
Essa vedação não possui exceção, ou seja, qualquer programa ou gasto do governo deve 
ter inclusão prévia na LOA (ou créditos adicionais que a alterem).
Errado.
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020. 020. (CEBRASPE/TCE-SC/AUDITOR/2016) Para que o estado-membro receba da União 
transferências voluntárias destinadas ao pagamento de despesas com pessoal inativo, é 
condição inarredável a prévia autorização por lei específica autorizativa no âmbito federal, 
aprovada por maioria absoluta.
De acordo com o artigo 167, X, da CF/88, é vedado, sem qualquer exceção, a utilização de 
transferências voluntárias ou empréstimos para pagamento de despesas de pessoal.
Errado.
021. 021. (CEBRASPE/IBAMA/2022) No orçamento base zero, há a garantia de que os dispêndios 
de cada área governamental sejam mantidos no mesmo montante para o exercício 
financeiro seguinte.
Muito pelo contrário! O orçamento base zero exige uma reavaliação completa das despesas, 
ou seja, novas justificativas de todos os itens, sem qualquer compromisso com os exercícios 
anteriores.
Errado.
022. 022. (CEBRASPE/CODEVASF/2021) A definição prévia e clara dos objetivos governamentais 
é condição para a adoção de um orçamento-programa.
O propósito do orçamento programa é exatamente esse: por meio do planejamento das 
ações, estabelecer objetivos e metas.
Certo.
023. 023. (CEBRASPE/MPE-CE/ANALISTA MINISTERIAL/2020) A técnica orçamentária do orçamento 
clássico ou tradicional caracteriza-se por uma acentuada preocupação com o atendimento 
das necessidades da coletividade.
O orçamento clássico atuava em sentido oposto, ou seja, não havia qualquer preocupação 
com as necessidades coletivas, já que o foco era no objeto, e não no objetivo.
Errado.
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024. 024. (CEBRASPE/MPE-CE/ANALISTA MINISTERIAL/2020) No Brasil, por meio do orçamento 
participativo, a população pode definir, de forma flexível, onde será alocada a maior parte 
dos recursos orçamentários.
No orçamento participativo, a população não decide, mas apenas participa, como um 
instrumento de cidadania. Não há perda de legitimidade dos demais Poderes.
Errado.
025. 025. (CEBRASPE/SEFAZ-AL/AUDITOR DE FINANÇAS E CONTROLE/2020) Após a aprovação da 
reforma da previdência social, o governo correu para estabelecer uma agenda de reformas 
econômicas. Batizado de Mais Brasil, o plano do governo propõe transformar radicalmente 
o Estado — racionalizando os gastos públicos. Entre as propostas encontra-se a previsão 
de gatilhos, que possibilitam a redução de salários de servidores, de forma a evitar que o 
governo descumpra a chamada regra de ouro. Com relação ao assunto abordado no texto 
precedente, julgue o item a seguir. A proposta de emenda constitucional voltada a permitir 
que o governo possa reduzir o salário dos servidores públicos em caso de grave desequilíbrio 
orçamentário qualifica-se, essencialmente, como um instrumento do Estado para o exercício 
de sua função distributiva.
O caso narrado se refere a questões econômicas, como o corte de gastos e o atingimento 
de metas fiscais. Isso caracteriza, portanto, a função estabilizadora.
Errado.
026. 026. (CEBRASPE/TRT-8/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) De acordo com a CF, compete à União 
legislar privativamente sobre direito financeiro.
A competência para legislar sobre direito financeiro é concorrente, conforme dispõe o 
artigo 24 da CF/88.
Errado.
027. 027. (CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2017) Os estados-membros e 
o Distrito Federal estão impedidos de editar normas gerais acerca da elaboração dos seus 
orçamentos, porque a CF atribui tal competência legislativa à União.
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De fato, ainda que não haja norma geral da União, os Estados possuiriam competência plena 
apenas para estabelecer regras próprias, ou seja, a norma geral é aquela que possui o condão 
de orientar todos osdemais entes federativos, e só a União possui essa competência.
Certo.
028. 028. (CEBRASPE/CGM-JP/TÉCNICO DE CONTROLE INTERNO/2018) Coube à LRF estabelecer 
normas gerais de direito financeiro destinadas à elaboração e ao controle dos orçamentos 
da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.
As normas gerais de direito financeiro são estabelecidas, atualmente, pela Lei n. 4.320/64 
(recepcionada pela CF/88 com status de lei complementar), e não pela Lei de Responsabilidade 
Fiscal (LRF).
Errado.
029. 029. (CEBRASPE/STM/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2018) Os programas executados de acordo 
com a técnica do orçamento-programa devem ser zerados ao final do exercício financeiro, 
a fim de que os órgãos públicos sejam obrigados a demonstrar os custos e benefícios de 
cada programa, sob pena de descontinuidade dos programas.
O conceito estabelecido pelo item se refere ao orçamento base zero, e não o programa.
Errado.
030. 030. (CEBRASPE/STM/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) O orçamento incremental tem 
como base as receitas e despesas ocorridas no período anterior, sobre as quais são feitos 
ajustes marginais.
De fato, no orçamento incremental, ou clássico, não havia planejamento, pois o método 
primordial era de ajustes marginais e embasamento em valores históricos.
Certo.
031. 031. (CEBRASPE/TRT-8/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA/2016) O tipo de orçamento 
moderno, que enfatiza a vinculação entre planejamento e orçamento e o estabelecimento 
de metas e objetivos é o orçamento-programa.
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ações, estabelecer objetivos e metas.
Certo.
032. 032. (CEBRASPE/TCE-PR/AUDITOR – CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2016) A função do orçamento 
público que visa melhorar a posição de algumas pessoas em detrimento de outras e, com 
isso, corrigir falhas do mercado é denominada função distributiva.
O caso narrado se refere à distribuição de renda, como programas sociais e impostos 
progressivos. Isso caracteriza, portanto, a função distributiva.
Certo.
033. 033. (CEBRASPE/TJ-CE/ANALISTA JUDICIÁRIO/2014) O orçamento misto é aquele que envolve 
entidades da administração pública direta e indireta.
O orçamento misto (tipo atual) é quele em que as etapas de concretização das leis 
orçamentárias cabem, tipicamente, tanto ao executivo quanto ao legislativo.
Errado.
034. 034. (CEBRASPE/MPU/ANALISTA – FINANÇAS E CONTROLE/2013) Com a entrada em vigor da 
Constituição de 1988, restabeleceu-se ao Legislativo a prerrogativa de propor emendas ao 
projeto de lei do orçamento, um direito especial que lhe havia sido retirado pela Constituição 
outorgada de 1967.
Na Constituição de 1967, de fato, o Legislativo não tinha a atribuição de propor emendas 
(alterações) ao orçamento, fato que o denominava como tipo executivo, típico de regimes 
autoritários.
Certo.
035. 035. (CEBRASPE/ANTAQ/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2014) Não poderá ser autorizada a 
abertura de créditos suplementares de valor que, quando somado às demais operações 
anteriormente realizadas, ultrapasse o total de despesas de capital fixadas na LOA.
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A regra de ouro dispõe que quem não pode ultrapassar o montante das despesas de capital 
são as OPERAÇÕES DE CRÉDITO, e não os créditos suplementares. Cuidado com os termos 
parecidos, pois as bancas adoram essas confusões.
Errado.
036. 036. (CEBRASPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/CONSULTOR/2014) Por meio da abertura de 
crédito extraordinário, em situação emergencial, é permitida a transferência voluntária 
de recursos e a concessão de empréstimos pelo governo federal e pelas suas instituições 
financeiras para o pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos 
estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios.
De acordo com o artigo 167, X, CF/88, é vedado, sem qualquer exceção, a utilização de 
transferências voluntárias ou empréstimos para pagamento de despesas de pessoal.
Errado.
037. 037. (CESPE/TCE-PR/AUDITOR – CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2016) A função do orçamento 
público que visa melhorar a posição de algumas pessoas em detrimento de outras e, com 
isso, corrigir falhas do mercado é denominada função distributiva.
A função distributiva visa à promoção de ajustamentos na distribuição de renda, por meio, 
por exemplo, de programas sociais e impostos progressivos sobre a renda.
Certo.
038. 038. (FCC/AL-PE/CONSULTOR LEGISLATIVO/2014) Em relação às funções do Estado na 
economia, para que o Estado possa cumprir adequadamente sua função distributiva, 
necessariamente terá de abrir mão das funções alocativa e estabilizadora, levando o país 
a suportar surtos inflacionários.
O Governo desenvolve funções com objetivos específicos, porém relacionados. Há coexistência 
entre as funções clássicas, ou seja, são exercidas simultaneamente.
Errado.
039. 039. (CESPE/TJ-CE/ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRAÇÃO E CONTÁBEIS/2014) O direito 
financeiro tem por objeto a disciplina jurídica da atividade financeira do Estado e abrange 
receitas, despesas e créditos públicos.
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O Direito Financeiro é o ramo do Direito Público que abrange a receita pública (obtenção de 
recursos), o crédito público (criação de recursos), o orçamento público (gestão de recursos) 
e a despesa pública (dispêndio de recursos).
Certo.
040. 040. (FCC/AL-PE/ANALISTA – TODOS OS CARGOS/2014) De acordo com a Constituição 
Federal, a competência da União para legislar sobre Direito Financeiro e Orçamento é 
concorrente com a dos Estados e do Distrito Federal, no que diz respeito a estabelecer 
normas específicas ou gerais de direito financeiro e orçamento.
A competência da União para legislar sobre Direito Financeiro e Orçamento é concorrente 
com a dos Estados e do Distrito Federal, mas as normas gerais cabem apenas à União.
Errado.
041. 041. (CESPE/MPOG/ADMINISTRADOR/2015) A função econômica do orçamento corresponde 
ao controle do fluxo financeiro gerado pelas entradas de recursos obtidos com a arrecadação 
da receita e pelos dispêndios gerados com as saídas de recursos para as despesas.
É a função financeira (e não econômica) do orçamento que corresponde ao controle do 
fluxo financeiro gerado pelas entradas de recursos obtidos com a arrecadação da receita 
e pelos dispêndios gerados com as saídas de recursos para as despesas.
Errado.
042. 042. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/2015) Considerando a evolução 
conceitual da terminologia usada em referência ao orçamento, o Brasil utilizou o orçamento 
legislativo, o executivo e o misto ao longo de sua história.
O Brasil vivenciou os três tipos de orçamento ao longo da história. O tipo executivo ocorreu 
nas Constituições de 1824, 1937 e 1967. O tipo legislativo apenas em 1891, e o misto (atual) 
nas Constituiçõesde 1934, 1946 e 1988.
Certo.
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043. 043. (FGV/TCE-BA/AGENTE PÚBLICO/2014) O Orçamento Público apresenta apenas os 
enfoques político e jurídico para sua execução e controle.
Há aspectos político, jurídico, econômico, financeiro e técnico.
Errado.
044. 044. (CESPE/DPU/ECONOMISTA E CONTADOR/2016) O orçamento tradicional ou clássico 
adotava linguagem contábil-financeira e se caracterizava como um documento de previsão 
de receita e de autorização de despesas, sem a preocupação de planejamento das ações 
do governo.
Orçamento tradicional é uma peça meramente contábil financeira, sem nenhuma espécie de 
planejamento das ações do Governo, com foco sobretudo no controle político, ou seja, foi 
considerado somente um documento de previsão de receita e de autorização de despesas.
Certo.
045. 045. (FGV/AL-MT/2013) Quanto às características do orçamento programa, a estrutura do 
orçamento está voltada para os aspectos administrativos de planejamento.
O orçamento programa dá ênfase nos aspectos de planejamento, a fim de atingir objetivos 
e metas.
Certo.
046. 046. (ESAF/MPOG/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO/2015) A adoção do orçamento 
participativo como instrumento de complementação da democracia representativa 
proporciona à sociedade diminuir a força e o papel do legislativo na definição das prioridades 
na aplicação dos recursos públicos.
No orçamento participativo, não há perda da participação ou força do Legislativo e nem 
diretamente de legitimidade. Há um aperfeiçoamento, como instrumento de cidadania.
Errado.
047. 047. (CESPE/TCE-ES/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2012) A principal função do 
orçamento, na sua forma tradicional, é o controle político; em sua forma moderna, o 
orçamento foca o planejamento.
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No orçamento tradicional, a orientação predominante é a do controle. Já a orientação para 
o planejamento marca o advento do orçamento-programa, que tem como característica 
dominante o planejamento das ações.
Certo.
048. 048. (CESPE/DPU/AGENTE ADMINISTRATIVO/2016) Em caráter de urgência, é permitido 
iniciar programas que não estejam incluídos na LOA.
É vedado início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual (art. 167, 
I, da CF/ 1988). Não há exceção. Em casos de urgência, usa-se os créditos extraordinários 
que são, justamente, metodologias de alteração da LOA.
Errado.
049. 049. (FCC/TCM-GO/AUDITOR CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2015) Transferências voluntárias 
da União não podem financiar despesa de pessoal do município beneficiado.
É vedada a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos para 
pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios (art. 167, X, da CF/1988).
Certo.
050. 050. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/2015) Sempre há necessidade de 
autorização legislativa para instituição de fundos.
É vedada a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa 
(art. 167, IX, da CF/1988).
Certo.
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	Sumário
	Apresentação
	Do Orçamento – Conceitos, Técnicas e Vedações
	1. Conceitos
	2. Natureza Jurídica do Orçamento
	3. Normas Gerais de Direito Financeiro
	4. Tipos de Orçamento
	5. Espécies/Técnicas do Orçamento
	5.1. Orçamento Tradicional ou Clássico
	5.2. Orçamento de Desempenho ou por Realizações
	5.3. Orçamento de Base Zero ou por Estratégia
	5.4. Orçamento-programa
	5.5. Orçamento Participativo
	6. Funções Clássicas do Orçamento
	6.1. Função Alocativa
	6.2. Função Distributiva
	6.3. Função Estabilizadora
	7. Vedações Constitucionais em Matéria Orçamentária
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadoregra possui 
exceções, como as emendas impositivas, mas esse assunto será tratado em outra aula.
Já a lei em sentido material corresponde a todo ato normativo em que o conteúdo é o 
aspecto mais importante. Embora também exista um procedimento, há um direito concreto, 
uma ordem, uma sanção, uma obrigatoriedade ao destinatário.
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Diante disso, memorize que a LOA é:
• lei formal, em que o procedimento e o caráter meramente autorizativo se destacam 
em relação ao conteúdo;
• lei temporária, pois tem vigência limitada;
• lei especial, tendo em vista um processo legislativo próprio.
• lei ordinária, já que exige quórum de aprovação apenas de maioria simples.
O Orçamento Público também se desdobra em aspectos político, econômico, jurídico, 
financeiro e técnico. O político se refere à sua característica de plano de governo ou programa 
de ação daquele grupo partidário que detém o poder. O econômico busca racionalizar o 
processo de alocação de recursos, zelando pelo equilíbrio das contas públicas, além de ser 
um instrumento de atuação do Estado na Economia (como veremos adiante). O aspecto 
jurídico se relaciona com o processo orçamentário, que é regido por normas que compõem 
o ordenamento jurídico, ou seja, faz parte do conjunto de leis do país. O financeiro é 
caracterizado pelo fluxo monetário na execução, por meio de entrada de receitas e saída 
de despesas. Já o técnico diz respeito à observância de técnicas e classificações claras, 
coerentes, racionais e metódicas.
Além disso, saiba que é cabível controle de constitucionalidade de leis orçamentárias, 
pois o Supremo Tribunal Federal deve exercer sua função precípua de fiscalização da 
constitucionalidade das leis, inclusive de aspectos formais, já que eles constam da própria 
Constituição Federal.
3 . nOrmAs GerAis De DireiTO FinAnCeirO3 . nOrmAs GerAis De DireiTO FinAnCeirO
A informação primordial desse aspecto é: a competência para legislar sobre direito 
financeiro (ou orçamento público) é concorrente.
O Direito Financeiro disciplina a atividade financeira do estado, e abrange a receita 
pública (obtenção de recursos), o crédito público (criação de recursos), o orçamento público 
(gestão de recursos) e a despesa pública (dispêndio de recursos).
A CF/88 dispõe que:
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
I – Direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;
II – Orçamento; (...)
Não confunda com os instrumentos de planejamento (PPA, LDO e LOA), já que cada ente 
federativo possui o seu, e são instituídos por lei ordinária.
A competência concorrente, que estamos falando agora, se refere a REGRAS sobre 
os orçamentos e sobre o direito financeiro como um todo, que, quando estabelecidas 
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pela União, são obrigatórias para os demais entes também. Os Estados/DF podem apenas 
complementar essas regras, desde que não haja divergência com as estabelecidas pela União.
Os dispositivos abaixo, constantes do artigo 165 da CF/88, serão estabelecidos por lei 
complementar, ou seja, são regras de Direito Financeiro.
As bancas adoram citar esses dispositivos e afirmar que serão por leis ordinárias. Não caia 
nessa, essas regras gerais abaixo serão estabelecidas por lei complementar.
§ 9º Cabe à lei complementar:
I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano 
plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;
II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta 
bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos.
III – dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados 
quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das 
programações de caráter obrigatório [...]
Saiba que, conforme estabelecido pelo artigo 24, inexistindo lei federal sobre normas 
gerais de Direito Financeiro, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para 
atender às suas peculiaridades. O inciso I acima, por exemplo, ainda não foi disciplinado 
por lei geral da União. Logo, os Estados/DF podem ter suas próprias regras.
No entanto, se sobrevier lei federal sobre essas normas gerais, a lei estadual será 
suspensa, no que for contrária à posterior norma da União.
Atualmente, ainda é a Lei n. 4.320, de 17 de março de 1964 que estatui normas gerais 
de Direito Financeiro, para elaboração e controle dos orçamentos da União, dos Estados, 
dos Municípios e do Distrito Federal. Embora ela tenha passado pelo rito reservado às leis 
ordinárias, a CF/1988 exige que as normas gerais de Direito Financeiro sejam disciplinadas 
por lei complementar. Por isso, a Lei 4.320/1964 foi recepcionada pela CF atual e possui 
o status de lei complementar.
4 . TiPOs De OrçAmenTO4 . TiPOs De OrçAmenTO
Alguns autores definem como tipos, outros de espécies. Iremos tratar como tipos, 
pois as espécies (ou técnicas) serão utilizadas em outro tópico.
Nessa ótica sobre os tipos de orçamento, tem-se a visão do regime político em que é 
elaborado o orçamento, combinado com a forma de governo. O Brasil vivenciou os três 
tipos ao longo da história: os orçamentos executivo, legislativo e misto.
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No Orçamento Executivo, o ciclo orçamentário era dominado pelo Poder Executivo, 
ou seja, a elaboração, a votação, o controle e a execução eram competências dele. Foi um 
modelo típico de regimes autoritários, utilizado no Brasil pelas Constituições de 1824, 
1937 e 1967.
No Orçamento Legislativo, a elaboração, a votação e o controle do orçamento eram 
competências do Poder Legislativo. Normalmente ocorre em países parlamentaristas, ou 
em chamados “modelos americanos”. O Legislativo dominava quase tudo, pois ao Executivo 
cabia apenas a execução. Esse modelo ocorreu na Constituição Federal de 1891.
Já o Orçamento Misto é o nosso tipo atual, ou seja, a elaboração e a execução são de 
competência do Executivo, cabendo ao Legislativo a votação e o controle. Assim, o povo 
(por meio de seus representantes) aprova o plano, e o Poder Executivo executa e presta 
contas. Esse tipo, além da atual CF/88, foi utilizado pelas Constituições de 1934 e 1946.
5. ESPÉCIES/TÉCNICAS DO ORÇAMENTO5. ESPÉCIES/TÉCNICAS DO ORÇAMENTO
Conforme bem conceitua Sérgio Mendes, com o passar do tempo, o conceito, as funções 
e a técnica de elaboração do orçamento público foram alterados. Evoluíram, para que 
pudessem se aprimorar e racionalizar sua utilização, tornando-se um instrumento da 
moderna Administração Pública, a fim de atingir objetivos e metas programadas.
Essas alterações foram motivadas por novas teorias e técnicas que se difundiramao 
redor do mundo, sendo chamadas de espécies ou, por outros autores, de tipos de orçamento. 
Utilizaremos a denominação espécies por ser mais adequada para se diferenciar dos tipos 
legislativo, executivo e misto.
5 .1 . OrçAmenTO TrADiCiOnAL OU CLássiCO5 .1 . OrçAmenTO TrADiCiOnAL OU CLássiCO
A falta de planejamento da ação governamental é uma das principais características 
do orçamento tradicional. Constitui-se num mero instrumento contábil e baseia-se no 
orçamento do exercício anterior, ou seja, enfatiza atos passados. A ênfase reside no 
controle político, e havia uma despreocupação do gestor público com o atendimento das 
necessidades da população, pois perpetua ineficiências do passado por meio de ajustes 
marginais e considera apenas as necessidades financeiras das unidades organizacionais.
Assim, nesta espécie de orçamento não havia preocupação com a realização dos programas 
de trabalho do Governo, tampouco com objetivos e metas. Predomina o incrementalismo. 
Portanto, o orçamento tradicional é somente um documento de previsão de receita e de 
autorização de despesas, só para demonstrar que havia controle.
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5 .2 . OrçAmenTO De DesemPenHO OU POr reALiZAçÕes5 .2 . OrçAmenTO De DesemPenHO OU POr reALiZAçÕes
O orçamento de desempenho ou por realizações enfatiza o resultado dos gastos e 
não apenas o gasto em si, porém era desprovido de planejamento. A ênfase reside no 
desempenho organizacional.
Apesar da evolução em relação ao orçamento clássico (tradicional), o orçamento de 
desempenho ainda se encontra desvinculado de um planejamento central das ações do 
Governo, ou seja, há a desvinculação entre planejamento e orçamento.
5 .3 . OrçAmenTO De BAse ZerO OU POr esTrATÉGiA5 .3 . OrçAmenTO De BAse ZerO OU POr esTrATÉGiA
O orçamento de base zero consiste basicamente em uma análise crítica de todos os 
recursos solicitados pelos órgãos governamentais, ou seja, exigia-se justificativa de 
todos os itens e uma reavaliação completa das despesas. Nesse tipo de abordagem, na 
fase de elaboração da proposta orçamentária, haverá um questionamento acerca das reais 
necessidades de cada área, não havendo compromisso com qualquer montante inicial 
de dotação.
O processo do orçamento de base zero concentra a atenção na análise de objetivos e 
necessidades, o que requer que cada administrador justifique seu orçamento proposto em 
detalhe e cada quantia a ser gasta, aumentando a participação dos gerentes de todos os 
níveis no planejamento das atividades e na elaboração dos orçamentos.
Incluem-se entre as desvantagens, a dificuldade, a lentidão e o alto o custo da 
elaboração do orçamento. Assim, os órgãos governamentais deveriam justificar anualmente, 
na fase de elaboração da sua proposta orçamentária, a totalidade de seus gastos, sem 
utilizar o ano anterior como valor inicial mínimo.
A filosofia da técnica de orçamento base-zero era romper com o passado, ou seja, não 
havia direito adquirido.
5.4. ORÇAMENTO-PROGRAMA5.4. ORÇAMENTO-PROGRAMA
É o modelo utilizado atualmente. É a técnica em que o orçamento é um moderno 
instrumento da Administração Pública, que integra o planejamento ao orçamento, visa 
atingir objetivos e meta, utiliza indicadores e ajuda o governo a atingir resultados.
Quanto ao aspecto histórico, James Giacomoni, renomado autor (por isso o padrão 
utilizado pelas bancas), defende que embora a Lei 4.320/64 mencione “programas de 
trabalho” em diversos de seus artigos, ela “não criou as condições formais e metodológicas 
necessárias à implantação do Orçamento-programa no Brasil”.
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Em suma, considera-se que apenas com a CF/88 foi implantado definitivamente o 
orçamento-programa no Brasil, pois ela consolidou a adoção do orçamento-programa ao 
vincular o processo orçamentário ao PPA e à LDO.
Em cada ano, será elaborado um orçamento-programa, com a identificação dos programas 
de trabalho, projetos e atividades, e estabelecimento de objetivos e metas. O Programa 
é o instrumento de organização da ação governamental visando à concretização dos 
objetivos pretendidos, sendo mensurado por indicadores.
Assim, tem-se o estabelecimento de objetivos e a quantificação de metas, com a 
consequente formalização de programas visando ao atingimento das metas e alcance 
dos objetivos. Com esse modelo, passa a existir um elo entre o planejamento e as funções 
executivas da organização. É a espécie de orçamento utilizada no Brasil.
Portanto, o orçamento-programa representou uma evolução do orçamento tradicional 
e de desempenho, porque é o único que está intimamente ligado ao planejamento.
Em algumas situações podem ser utilizadas outras espécies de orçamento como apoio à 
técnica atual. A elaboração do orçamento de algumas ações pode ocorrer, por exemplo, de 
maneira incremental, mas sempre haverá o planejamento prévio e o estabelecimento de 
objetivos, para se caracterizar como modelo de orçamento programa.
5 .5 . OrçAmenTO PArTiCiPATiVO5 .5 . OrçAmenTO PArTiCiPATiVO
Conforme preceitua Augustinho Paludo, o orçamento participativo não é bem uma 
espécie de orçamento público, mas uma
técnica orçamentária em que a alocação de alguns recursos contidos no Orçamento Público é 
decidida com a participação direta da população, ou através de grupos organizados da sociedade 
civil, como a associação de moradores.
O orçamento participativo não se opõe ao orçamento-programa. Na verdade, é um 
instrumento de cidadania e trata-se de um instrumento que busca romper com a visão 
política tradicional, colocando o cidadão como protagonista ativo da gestão pública.
Objetiva a participação real da população no processo de elaboração e a alocação dos 
recursos públicos de forma eficiente e eficaz segundo as demandas sociais. Dessa forma, 
democratiza-se a relação Estado e sociedade e são considerados os diversos canais de 
participação, por meio de lideranças e audiências públicas.
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Não há uma metodologia única. Além disso, os problemas são diferentes de acordo com 
o tamanho dos municípios, principais implementadores do processo.
Não há perda da participação do Legislativo e nem diretamente de legitimidade. Há 
um aperfeiçoamento da etapa que se desenvolveria apenas no Executivo. No orçamento 
participativo, a comunidade é considerada parceira no processo orçamentário.
Nesse contexto, o orçamento participativo é meramente consultivo, ou seja, ele 
não é vinculante e não obriga os Poderes Executivo e Legislativo a cumprirem as opiniões 
emanadas da sociedade.
6 . FUnçÕes CLássiCAs DO OrçAmenTO6 . FUnçÕes CLássiCAs DO OrçAmenTO
A classificação cobrada em concursos é a de Richard Musgrave (1974), que se tornou 
clássica. Ele propôs uma classificação denominada de funções fiscais, que são consideradastambém como funções do orçamento, que é o instrumento de ação do Estado na economia. 
Elas coexistem simultaneamente, ou seja, o Orçamento exerce as três funções ao mesmo 
tempo: alocativa, distributiva e estabilizadora.
6 .1 . FUnçãO ALOCATiVA6 .1 . FUnçãO ALOCATiVA
Visa à promoção de ajustamentos na alocação de recursos. As palavras-chaves dessa 
função é: O Estado gasta, oferece bens e serviços à sociedade. As bancas também utilizam 
o termo regulação de determinados setores, como meio de se exercer a função alocativa.
Se referem a bens e serviços que necessários e desejados pela sociedade, porém que não 
são providos pela iniciativa privada. Tal função é evidenciada quando no setor privado não 
há a necessária eficiência de infraestrutura econômica ou provisão de bens públicos 
e bens meritórios.
Outro aspecto relevante é a existência de externalidades, que afastam o mercado 
da eficiência econômica, sendo denominadas de positivas quando as ações implicam 
em benefícios sociais (exemplo: instalação de linhas de metrô que diminuem o número 
de veículos transitando), e de negativas quando as ações implicam em prejuízos sociais 
(exemplo: poluição de rios por uma indústria).
No caso de externalidades positivas, a função alocativa se evidenciará no incentivo 
governamental, como por meio de subsídios e desoneração tributária. Já na negativa, pode 
ocorrer pela regulação e pelo aumento de tributos.
6 .2 . FUnçãO DisTriBUTiVA6 .2 . FUnçãO DisTriBUTiVA
Visa à promoção de ajustamentos na distribuição de renda. Os instrumentos mais usados 
para o ajustamento são os sistemas de tributos e as transferências.
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Os principais exemplos de medidas distributiva são os programas sociais e os impostos 
progressivos, como o imposto de renda, realocando as receitas para programas de 
alimentação, transporte e moradia populares. Outro exemplo é a concessão de subsídios 
aos bens de consumo popular, financiados por tributos incidentes sobre os bens consumidos 
pelas classes de rendas mais altas.
6 .3 . FUnçãO esTABiLiZADOrA6 .3 . FUnçãO esTABiLiZADOrA
Visa manter a estabilidade econômica, diferenciando-se das outras funções por não ter 
como objetivo a destinação de recursos. O campo de atuação dessa função é principalmente 
a manutenção de elevado nível de emprego, a estabilidade nos níveis de preços e a busca 
de uma razoável taxa de crescimento econômico.
O mecanismo básico da estabilização é a atuação sobre a demanda agregada, que 
representa a quantidade de bens ou serviços que a totalidade dos consumidores deseja e 
está disposta a adquirir por determinado preço e em determinado período. Assim, a função 
estabilizadora age na demanda agregada de forma a aumentá-la ou diminuí-la.
Outro exemplo que pode ser citado é o corte de gastos, atingimento de metas fiscais 
e outras políticas macroeconômicas que visem ao crescimento econômico.
7 . VeDAçÕes COnsTiTUCiOnAis em mATÉriA 7 . VeDAçÕes COnsTiTUCiOnAis em mATÉriA 
OrçAmenTáriAOrçAmenTáriA
O art. 167 da CF/1988 estabelece diversas vedações em matéria orçamentária. Algumas 
nós já vimos, pois se caracterizam como princípios orçamentários, como o da quantificação 
(veda créditos ilimitados) e o da não afetação (veda vincular impostos, resguardadas as 
exceções).
Por questões didáticas, e também pelo alto índice de cobrança em prova, vou consolidá-
las neste capítulo e comentá-las. Você deve RELER MUITAS VEZES os dispositivos seguintes 
e REFAZER as questões para auxiliar na memorização.
Essas vedações visam proteger a sociedade, e direcionam para a gestão responsável 
dos recursos públicos, evitando interesses exclusivamente de governo.
Art. 167 – CF/88 – SÃO VEDADOS:
I – o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;
Reforça que toda e qualquer despesa orçamentária deve ter autorização por meio da 
LOA. Entenda, no entanto, que se refere à LOA atualizada, ou seja, incluindo as alterações 
que ocorram no decorrer do exercício, por meio dos créditos suplementares, especiais e 
extraordinários (abordaremos essas alterações em outra aula).
II – a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos 
orçamentários ou adicionais;
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As despesas e obrigações do exercício possuem como limite os créditos concedidos 
(autorizados) na LOA, incluindo os créditos que a alterem.
III – a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, 
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade 
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;
Esta é o que toda a doutrina e as bancas examinadoras chamam de REGRA DE OURO! 
Imagine o seguinte: se você possui mais empréstimos do que bens, significa que sua 
situação financeira pode chegar a um colapso. Embora se possa utilizar operações de crédito 
(empréstimos) para gastos de manutenção, o limite constitucional para essas operações 
é o total de despesas de capital (bens e investimentos do Estado). Por exemplo, se em um 
determinado ano o ente federativo possui 100 bilhões de despesas totais de capital (com 
investimentos e bens), ele poderá nesse mesmo ano contrair no máximo 100 bilhões de 
operações de crédito (empréstimos). No entanto, há uma exceção para essa regra: se houver 
autorização por maioria absoluta do Poder Legislativo, utilizando créditos suplementares 
ou especiais para isso.
IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas [...];
Se refere, exatamente, ao princípio da Não Afetação, que estudamos em aula anterior.
V – a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem 
indicação dos recursos correspondentes;
Para aumentar valores já autorizados na LOA (créditos suplementares) ou criar novas 
despesas não previstas inicialmente (créditos especiais), é necessária autorização legislativa 
e indicação da fonte, ou seja, quais recursos serão disponibilizados para implementar 
esse gasto.
VI – a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de 
programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;
Se refere, exatamente, ao princípio da Proibição do Estorno, que estudamos em aula 
anterior. Não se esqueça que esse princípio possui como exceção a destinação de recursos 
para ciência, tecnologia e inovação.
VII – a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
Se refere, exatamente, ao princípio da Quantificação, que estudamos em aula anterior.
VIII – a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal 
e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e 
fundos [...];
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É possível, por exemplo,que o Estado realize o custeio ou a manutenção de empresas 
estatais, no entanto, para que isso ocorra, é necessária autorização legislativa prévia.
IX – a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.
Essa vedação é bem clara: para a criação de qualquer fundo, como fundos de pensão 
ou de previdência, é necessária prévia autorização legislativa.
X – a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação 
de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento 
de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios.
Nunca, nunca, nunca, nunca, nunca e nunca haverá qualquer transferência voluntária 
(auxílio entre entes federativos) ou operações de crédito (empréstimos) para pagamento 
de pessoal. O ente que não possuir condições de arcar com essas despesas, deve reduzir 
o quadro de servidores, e não receber ajuda ou realizar empréstimos. Jamais se esqueça 
disso, pois é muito cobrado em prova, e não há exceções.
XI – a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, 
I, a, e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral 
de previdência social de que trata o art. 201.
XII – na forma estabelecida na lei complementar de que trata o § 22 do art. 40, a utilização 
de recursos de regime próprio de previdência social, incluídos os valores integrantes dos 
fundos previstos no art. 249, para a realização de despesas distintas do pagamento dos 
benefícios previdenciários do respectivo fundo vinculado àquele regime e das despesas 
necessárias à sua organização e ao seu funcionamento;
XIII – a transferência voluntária de recursos, a concessão de avais, as garantias e as subvenções 
pela União e a concessão de empréstimos e de financiamentos por instituições financeiras 
federais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios na hipótese de descumprimento 
das regras gerais de organização e de funcionamento de regime próprio de previdência social;
Os três incisos acima, em suma, veda que se utilize recursos relacionados à previdência 
para qualquer outra finalidade que não seja o próprio regime previdenciário. São recursos 
naturalmente vinculados para essa finalidade.
XIV – a criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados mediante 
a vinculação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por 
programação orçamentária e financeira de órgão ou entidade da administração pública.
Como já foi dito acima, a criação de fundos exige prévia autorização legislativa. Mas 
além disso, esse dispositivo prevê que essa criação de fundos deve ocorrer apenas quando 
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necessário, ou seja, quando não for possível atingir o objetivo por meio da vinculação de receitas 
ou mediante programações planejadas dos órgãos ou entidades da administração pública.
UFA!!! Terminamos mais uma aula! Descansem um pouco, façam e refaçam todas 
as questões!
Um abraço e até a próxima!
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RESUMORESUMO
LOA
Lei Formal
Lei Ordinária
Lei Especial
Lei Temporária
COMPETÊNCIA 
LEGISLATIVA 
(Direito Financeiro 
e Orçamento)
Concorrente
Normas Gerais: 
União
Se não houver norma 
da União
Competência Plena dos Estados
Se sobrevier norma 
geral da União
Suspende a norma do Estado no 
que for contrária
TIPOS DE 
ORÇAMENTO
EXECUTIVO
LEGISLATIVO
MISTO
Modelo Atual
Executivo + 
Legislativo
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ESPÉCIES DE 
ORÇAMENTO
CLÁSSICO/ 
TRADICIONAL
Ênfase no controle / 
Ajustes marginais
BASE ZERO Novas Justificativas
POR RESULTADOS Desvinculado do 
planejamento
PROGRAMA
Modelo Atual
Planejamento, 
Objetivos e Metas
FUNÇÕES 
CLÁSSICAS DO 
ORÇAMENTO
ALOCATIVA
Bens e Serviços; 
Regulação
Exemplos: Saúde, 
educação, obras
DISTRIBUTIVA
Distribuição de Renda
Exemplos: Programas 
Sociais; Impostos
ESTABILIZADORA
Estabilidade 
Econômica
Exemplos: Juros, 
Inflação, Nível de 
Emprego
VeDAçÕes COnsTiTUCiOnAis em mATÉriA OrçAmenTáriA
• Reler artigo 167 da CF/88 (e comentários).
• As bancas costumam replicar os dispositivos na íntegra.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (FGV/CD/CONSULTOR DE ORÇAMENTO/2024) A teoria de Laband encontrou rapidamente 
aceitação em outros países, precisamente por ter sido um autor que, de modo mais 
aprofundado, tratou da natureza jurídica do orçamento. [...] A visão labandiana espalhou-
se rapidamente por outras nações europeias, sobretudo pela França e Itália, de onde acabou 
por influenciar Portugal e o Brasil.
(ABRAHAM, Marcus. Teoria dos Gastos Fundamentais. São Paulo: Almedina, 2021).
O fragmento acima ressalta a relevância da doutrina do jurista germânico Paul Laband, o 
qual propugnava que o orçamento público tem natureza jurídica de
a) lei meramente material.
b) lei meramente formal.
c) ato-condição.
d) norma geral.
e) norma abstrata.
002. 002. (FGV/PREF. SJC/2024) O conceito de orçamento público muitas vezes se confunde 
com a noção de governo, pois sempre foi um instrumento de relação direta com as ações 
governamentais. Assim, mudanças no papel do governo e na sociedade influenciaram 
concomitantemente as características do orçamento público. Com base nos tipos de 
orçamento público, assinale a opção que apresenta uma característica do chamado orçamento 
“tradicional” ou “clássico”.
a) A ênfase no controle da honestidade do gestor público.
b) A vinculação estreita entre o planejamento e o orçamento.
c) O detalhamento justificado de cada despesa a ser executada pelo governo, anualmente.
d) A aferição voltada para o resultado das ações, em detrimento da descrição do gasto.
e) O uso sistemático de indicadores de performance para o acompanhamento.
003. 003. (IBFC/IMBEL/2024) Assinale a alternativa que define o tipo de orçamento com função 
principal de controle político.
a) Orçamento por desempenho.
b) Orçamento por resultados.
c) Orçamento base zero.
d) Orçamento inovador.
e) Orçamento tradicional ou clássico.
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004. 004. (FGV/SEFAZ-ES/2021) Relacione as técnicas orçamentárias listadas a seguir a suas 
respectivas explicações.
1. orçamento incremental
2. orçamento programa
3. orçamento base zero
4. orçamento participativo
(  ) � Tem como ênfase a eficiência e considera toda despesa como nova.
(  ) � Feito através de ajustes marginais nos itens de receitas e despesas.
(  ) � Integra planejamento e orçamento com objetivos e metas a alcançar.
(  ) � Estimula o exercício da cidadania e o compromisso da população com o bem público.
Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada
a) 1 – 2 – 3 – 4.
b) 1 – 3 – 2 – 4.
c) 2 – 4 – 3 – 1.
d) 3 – 1 – 2 – 4.
e) 3 – 1 – 4 – 2.
005. 005. (CESGRANRIO/UNIRIO/2019) GJ é contador e exerce a função de supervisor de orçamento 
de determinado órgão público federal. Como ocorre anualmente, cumprindo o DL 200/1967, 
aguarda-se a elaboração do orçamento que serve de instrumento de operacionalização 
das ações do governo ao pormenorizar a etapa do programa plurianual a ser realizada no 
exercício seguinte. Tal orçamento é denominado
a) articulado.
b) planejado.
c) previsto.
d) programa.
e) prospectivo.
006. 006. (CESGRANRIO/TRANSPETRO/2018) Uma das desvantagens do orçamento base 
zero reside em
a) tratar-se de um orçamento incremental.
b) utilizar séries temporais passadas na projeção de receitas, eventualmente sazonais.
c) sua possibilidade de perpetuar ineficiências do passado.
d) sua elaboração, pois esta demanda mais tempo e envolvimento dos funcionários.
e) sua informalidade, onde receitas e gastos compilados pela primeira vez não são justificados.
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007. 007. (FGV/TCU/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2022) A Empresa Brasileira de Correios 
e Telégrafos (EBCT) é considerada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como imune ao 
pagamento de impostos mesmo quanto às atividades em que atua em regime de livre 
concorrência. A razão dada pelo STF é a de que a EBCT oferta o serviço público de entrega de 
correspondência em localidades distantes a preço módico, serviço que não seria oferecido 
adequadamente (a não ser por alto custo) pelo sistema de mercado. Assim, as atividades 
mais rentáveis da EBCT estariam também imunes para auxiliar no custeio das operações 
de entrega de correspondência em locais pouco habitados e de difícil acesso. À luz das 
nomenclaturas cunhadas na teoria das funções de Governo, o fenômeno descrito no 
enunciado expressa a função:
a) distributiva do Estado;
b) estabilizadora do Estado;
c) alocativa do Estado;
d) progressiva do Estado;
e) referencial do Estado.
008. 008. (FGV/SEFAZ-ES/2022) Com o intuito de aumentar taxa de escolaridade na região “X” do 
país, o Governo contemplou em seu orçamento ações vinculadas a programas educacionais 
na região. Essas ações serão financiadas por meio de recursos captados por meio da cobrança 
de impostos de características progressivas nas regiões mais ricas do país. Essas ações 
relacionam-se diretamente à função orçamentária
a) alocativa.
b) distributiva.
c) estabilizadora.
d) social.
e) econômica.
009. 009. (FGV/IBGE/ANALISTA – PLANEJAMENTO E GESTÃO/2016) Independentemente das 
competências específicas dos entes estatais, suas atribuições são geradoras de crescentes 
despesas, que exigem cada vez mais recursos para seu financiamento. Quando um ente 
estatal propõe no orçamento a estruturação do anel viário para escoamento da produção 
em uma determinada região, trata-se de uma atividade do âmbito da seguinte função do 
orçamento:
a) alocativa;
b) distributiva;
c) estabilizadora;
d) fiscal;
e) investimento.
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010. 010. (IADES/CRQ-ES/ADMINISTRADOR/2014) A função do orçamento público, quando voltado 
para a garantia do poder de compra da moeda, denomina-se
a) distributiva.
b) alocativa.
c) fomentadora.
d) estabilizadora.
e) gerencial.
011. 011. (ACI/ARARAQUARA/2016) Analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.
I – O tipo de orçamento executivo é utilizado em países parlamentaristas, no qual a elaboração, 
a votação e a aprovação do orçamento são de competência do Poder Legislativo, cabendo 
ao Executivo a sua execução (previsto na Constituição Brasileira de 1891).
II – O tipo de orçamento legislativo é utilizado em países onde impera o poder absoluto, no 
qual a elaboração, a aprovação, a execução e o controle do orçamento são da competência 
do Poder Executivo (previsto na Constituição Brasileira de 1937).
III – O tipo de orçamento misto é utilizado nos países cujas funções legislativas são exercidas 
pelo Congresso ou Parlamento, sendo sancionado pelo Chefe do Poder Executivo. Sendo a 
elaboração e a execução de competência do Poder Executivo, cabendo ao Poder Legislativo 
sua votação e seu controle. Este é o tipo utilizado atualmente no Brasil (previsto nas 
Constituições Brasileiras de 1934, 1946, 1967 e 1988).
a) Todas as afirmações estão corretas.
b) Apenas a afirmação a afirmação I está correta.
c) Todas as afirmações estão incorretas.
d) Apenas a afirmação a afirmação III está correta.
012. 012. (FGV/MRE) Na Federação brasileira, a União exerce certas competências legislativas 
concorrentes com outros entes federativos, o que exige um nível mínimo de harmonização 
entre as distintas esferas de governo. Considerando a sistemática constitucional, é correto 
afirmar que, nessa esfera de competências:
a) a União possui competência plena, enquanto não editadas as normas específicas dos 
Estados.
b) a União e os Estados devem observar as normas gerais constantes da Constituição Federal.
c) a superveniência da legislação estadual revoga a norma editada pela União que se mostre 
incompatível.
d) os Estados possuem competência plena, enquanto a União não editar as normas gerais.
e) a superveniência da lei estadual sobre normas gerais suspende a eficácia da lei editada 
pela União.
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013. 013. (FGV/DPE-RJ) A legislação que trata da execução do orçamento pelos entes públicos 
apresenta autorizações e vedações, tendo em vista garantir o cumprimento dos princípios 
que regem a administração pública, bem como o equilíbrio financeiro e orçamentário. Uma 
das autorizações refere-se:
a) à concessão de créditos ilimitados, quando previstos no PPA;
b) à abertura de crédito especial pendente de autorização legislativa;
c) ao início de programas não incluídos na Lei Orçamentária Anual;
d) à assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários;
e) à vinculação de receita de impostos para ações e serviços públicos de saúde.
014. 014. (FGV/TRF-1/JUIZ FEDERAL/2023) No Brasil, pode-se falar na existênciade uma 
“Constituição Orçamentária”, isto é, um conjunto de princípios e regras presentes em 
nossa atual Constituição Federal versando sobre os mais diversos aspectos do orçamento 
público. Acerca dessa temática, dentre as opções abaixo, a única que configura exceção às 
proibições constitucionais em matéria orçamentária é:
a) a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
b) o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;
c) a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos 
orçamentários ou adicionais;
d) a concessão de empréstimos, pelo Governo Federal e suas instituições financeiras, para 
pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios;
e) a transposição de recursos de uma categoria de programação para outra, no âmbito 
das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o fim de viabilizar os resultados de 
projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem prévia autorização 
legislativa.
015. 015. (FGV/SEFAZ-ES/2022) Uma entidade do setor público apresentava as seguintes contas 
aprovadas em seu balanço orçamentário:
• Receitas: tributárias: R$ 80.000; alienação de bens: R$ 30.000; patrimoniais: R$ 30.000; 
operações de crédito: R$ 50.000;
• Despesas: com pessoal: R$ 90.000; com investimentos: R$ 70.000.
De acordo com a Constituição Federal, assinale a opção que indica se a entidade cumpre a 
“regra de ouro” e o motivo para seu cumprimento/descumprimento.
a) Sim, porque o montante das operações de crédito é menor do que o das despesas totais
b) Sim, porque o montante das operações de crédito é menor do que o das despesas correntes.
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c) Sim, porque o montante das operações de crédito é menor do que o das despesas de 
capital.
d) Não, porque o montante das receitas é maior do que o das despesas.
e) Não, porque o montante das receitas de capital é maior do que o das despesas correntes.
016. 016. (FGV/ESPECIALISTA EM POLÍTICAS PÚBLICAS-BA/2019) As opções a seguir apresentam 
vedações orçamentárias previstas no Artigo 167 da Constituição da República, à exceção 
de uma. Assinale-a.
a) Início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual.
b) Instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.
c) Realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos 
orçamentários ou adicionais.
d) Utilização de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para cobrir déficit 
de empresas, fundações e fundos, independente de autorização legislativa específica.
e) Transferência voluntária de recursos e concessão de empréstimos, pelos Governos Federal 
e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, 
inativo e pensionista, dos Estados.
017. 017. (CEBRASPE/2023) De acordo com o Supremo Tribunal Federal, a regra de ouro não 
impede a contratação de operações de crédito para o custeio de despesas correntes, desde 
que o total da contratação não exceda o montante das despesas de capital.
018. 018. (CEBRASPE/TCE-RJ/PROCURADOR/2023) É inconstitucional autorização legislativa 
específica para a utilização de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para 
suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas.
019. 019. (CEBRASPE/TRT-8/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) O início de programas ou projetos 
não inclusos na LOA poderá se realizar mediante a comprovação da existência de recursos 
financeiros acima daqueles previstos na execução do orçamento.
020. 020. (CEBRASPE/TCE-SC/AUDITOR/2016) Para que o estado-membro receba da União 
transferências voluntárias destinadas ao pagamento de despesas com pessoal inativo, é 
condição inarredável a prévia autorização por lei específica autorizativa no âmbito federal, 
aprovada por maioria absoluta.
021. 021. (CEBRASPE/IBAMA/2022) No orçamento base zero, há a garantia de que os dispêndios 
de cada área governamental sejam mantidos no mesmo montante para o exercício 
financeiro seguinte.
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022. 022. (CEBRASPE/CODEVASF/2021) A definição prévia e clara dos objetivos governamentais 
é condição para a adoção de um orçamento-programa.
023. 023. (CEBRASPE/MPE-CE/ANALISTA MINISTERIAL/2020) A técnica orçamentária do orçamento 
clássico ou tradicional caracteriza-se por uma acentuada preocupação com o atendimento 
das necessidades da coletividade.
024. 024. (CEBRASPE/MPE-CE/ANALISTA MINISTERIAL/2020) No Brasil, por meio do orçamento 
participativo, a população pode definir, de forma flexível, onde será alocada a maior parte 
dos recursos orçamentários.
025. 025. (CEBRASPE/SEFAZ-AL/AUDITOR DE FINANÇAS E CONTROLE/2020) Após a aprovação da 
reforma da previdência social, o governo correu para estabelecer uma agenda de reformas 
econômicas. Batizado de Mais Brasil, o plano do governo propõe transformar radicalmente 
o Estado — racionalizando os gastos públicos. Entre as propostas encontra-se a previsão 
de gatilhos, que possibilitam a redução de salários de servidores, de forma a evitar que o 
governo descumpra a chamada regra de ouro. Com relação ao assunto abordado no texto 
precedente, julgue o item a seguir. A proposta de emenda constitucional voltada a permitir 
que o governo possa reduzir o salário dos servidores públicos em caso de grave desequilíbrio 
orçamentário qualifica-se, essencialmente, como um instrumento do Estado para o exercício 
de sua função distributiva.
026. 026. (CEBRASPE/TRT-8/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) De acordo com a CF, compete à União 
legislar privativamente sobre direito financeiro.
027. 027. (CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2017) Os estados-membros e 
o Distrito Federal estão impedidos de editar normas gerais acerca da elaboração dos seus 
orçamentos, porque a CF atribui tal competência legislativa à União.
028. 028. (CEBRASPE/CGM-JP/TÉCNICO DE CONTROLE INTERNO/2018) Coube à LRF estabelecer 
normas gerais de direito financeiro destinadas à elaboração e ao controle dos orçamentos 
da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.
029. 029. (CEBRASPE/STM/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2018) Os programas executados de acordo 
com a técnica do orçamento-programa devem ser zerados ao final do exercício financeiro, 
a fim de que os órgãos públicos sejam obrigados a demonstrar os custos e benefícios de 
cada programa, sob pena de descontinuidade dos programas.
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030. 030. (CEBRASPE/STM/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) O orçamento incremental tem 
como base as receitas e despesas ocorridas no período anterior, sobre as quais são feitos 
ajustes marginais.
031. 031. (CEBRASPE/TRT-8/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA/2016) O tipo de orçamento 
moderno, queenfatiza a vinculação entre planejamento e orçamento e o estabelecimento 
de metas e objetivos é o orçamento-programa.
032. 032. (CEBRASPE/TCE-PR/AUDITOR – CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2016) A função do orçamento 
público que visa melhorar a posição de algumas pessoas em detrimento de outras e, com 
isso, corrigir falhas do mercado é denominada função distributiva.
033. 033. (CEBRASPE/TJ-CE/ANALISTA JUDICIÁRIO/2014) O orçamento misto é aquele que envolve 
entidades da administração pública direta e indireta.
034. 034. (CEBRASPE/MPU/ANALISTA – FINANÇAS E CONTROLE/2013) Com a entrada em vigor da 
Constituição de 1988, restabeleceu-se ao Legislativo a prerrogativa de propor emendas ao 
projeto de lei do orçamento, um direito especial que lhe havia sido retirado pela Constituição 
outorgada de 1967.
035. 035. (CEBRASPE/ANTAQ/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2014) Não poderá ser autorizada a 
abertura de créditos suplementares de valor que, quando somado às demais operações 
anteriormente realizadas, ultrapasse o total de despesas de capital fixadas na LOA.
036. 036. (CEBRASPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/CONSULTOR/2014) Por meio da abertura de 
crédito extraordinário, em situação emergencial, é permitida a transferência voluntária 
de recursos e a concessão de empréstimos pelo governo federal e pelas suas instituições 
financeiras para o pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos 
estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios.
037. 037. (CESPE/TCE-PR/AUDITOR – CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2016) A função do orçamento 
público que visa melhorar a posição de algumas pessoas em detrimento de outras e, com 
isso, corrigir falhas do mercado é denominada função distributiva.
038. 038. (FCC/AL-PE/CONSULTOR LEGISLATIVO/2014) Em relação às funções do Estado na 
economia, para que o Estado possa cumprir adequadamente sua função distributiva, 
necessariamente terá de abrir mão das funções alocativa e estabilizadora, levando o país 
a suportar surtos inflacionários.
039. 039. (CESPE/TJ-CE/ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRAÇÃO E CONTÁBEIS/2014) O direito 
financeiro tem por objeto a disciplina jurídica da atividade financeira do Estado e abrange 
receitas, despesas e créditos públicos.
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040. 040. (FCC/AL-PE/ANALISTA – TODOS OS CARGOS/2014) De acordo com a Constituição 
Federal, a competência da União para legislar sobre Direito Financeiro e Orçamento é 
concorrente com a dos Estados e do Distrito Federal, no que diz respeito a estabelecer 
normas específicas ou gerais de direito financeiro e orçamento.
041. 041. (CESPE/MPOG/ADMINISTRADOR/2015) A função econômica do orçamento corresponde 
ao controle do fluxo financeiro gerado pelas entradas de recursos obtidos com a arrecadação 
da receita e pelos dispêndios gerados com as saídas de recursos para as despesas.
042. 042. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/2015) Considerando a evolução 
conceitual da terminologia usada em referência ao orçamento, o Brasil utilizou o orçamento 
legislativo, o executivo e o misto ao longo de sua história.
043. 043. (FGV/TCE-BA/AGENTE PÚBLICO/2014) O Orçamento Público apresenta apenas os 
enfoques político e jurídico para sua execução e controle.
044. 044. (CESPE/DPU/ECONOMISTA E CONTADOR/2016) O orçamento tradicional ou clássico 
adotava linguagem contábil-financeira e se caracterizava como um documento de previsão 
de receita e de autorização de despesas, sem a preocupação de planejamento das ações 
do governo.
045. 045. (FGV/AL-MT/2013) Quanto às características do orçamento programa, a estrutura do 
orçamento está voltada para os aspectos administrativos de planejamento.
046. 046. (ESAF/MPOG/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO/2015) A adoção do orçamento 
participativo como instrumento de complementação da democracia representativa 
proporciona à sociedade diminuir a força e o papel do legislativo na definição das prioridades 
na aplicação dos recursos públicos.
047. 047. (CESPE/TCE-ES/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2012) A principal função do 
orçamento, na sua forma tradicional, é o controle político; em sua forma moderna, o 
orçamento foca o planejamento.
048. 048. (CESPE/DPU/AGENTE ADMINISTRATIVO/2016) Em caráter de urgência, é permitido 
iniciar programas que não estejam incluídos na LOA.
049. 049. (FCC/TCM-GO/AUDITOR CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2015) Transferências voluntárias 
da União não podem financiar despesa de pessoal do município beneficiado.
050. 050. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/2015) Sempre há necessidade de 
autorização legislativa para instituição de fundos.
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GABARITOGABARITO
1. b
2. a
3. e
4. d
5. d
6. d
7. c
8. b
9. a
10. d
11. c
12. d
13. e
14. e
15. c
16. d
17. C
18. E
19. E
20. E
21. E
22. C
23. E
24. E
25. E
26. E
27. C
28. E
29. E
30. C
31. C
32. C
33. E
34. C
35. E
36. E
37. C
38. E
39. C
40. E
41. E
42. C
43. E
44. C
45. C
46. E
47. C
48. E
49. C
50. C
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FGV/CD/CONSULTOR DE ORÇAMENTO/2024) A teoria de Laband encontrou rapidamente 
aceitação em outros países, precisamente por ter sido um autor que, de modo mais 
aprofundado, tratou da natureza jurídica do orçamento. [...] A visão labandiana espalhou-
se rapidamente por outras nações europeias, sobretudo pela França e Itália, de onde acabou 
por influenciar Portugal e o Brasil.
(ABRAHAM, Marcus. Teoria dos Gastos Fundamentais. São Paulo: Almedina, 2021).
O fragmento acima ressalta a relevância da doutrina do jurista germânico Paul Laband, o 
qual propugnava que o orçamento público tem natureza jurídica de
a) lei meramente material.
b) lei meramente formal.
c) ato-condição.
d) norma geral.
e) norma abstrata.
As leis orçamentárias são leis apenas em sentido formal, ou seja, possui apenas formato 
de lei, pois não veicula direitos subjetivos.
Letra b.
002. 002. (FGV/PREF. SJC/2024) O conceito de orçamento público muitas vezes se confunde 
com a noção de governo, pois sempre foi um instrumento de relação direta com as ações 
governamentais. Assim, mudanças no papel do governo e na sociedade influenciaram 
concomitantemente as características do orçamento público. Com base nos tipos de 
orçamento público, assinale a opção que apresenta uma característica do chamado orçamento 
“tradicional” ou “clássico”.
a) A ênfase no controle da honestidade do gestor público.
b) A vinculação estreita entre o planejamento e o orçamento.
c) O detalhamento justificado de cada despesa a ser executada pelo governo, anualmente.
d) A aferição voltada para o resultado das ações, em detrimento da descrição do gasto.
e) O uso sistemático de indicadores de performance para o acompanhamento.
A ênfase do orçamento clássico reside no controle político. Perceba que a banca inclui o 
termo “honestidade”para confundir o candidato. Em nenhum momento foi dito se o gestor 
é honesto ou não. Poderia ter incluído qualquer complemento para a palavra “controle” 
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que é o foco do orçamento tradicional. O detalhamento justificado se refere ao orçamento 
base zero. A vinculação entre planejamento e orçamento e o uso de indicadores se trata do 
modelo atual – orçamento programa. Letra a.
003. 003. (IBFC/IMBEL/2024) Assinale a alternativa que define o tipo de orçamento com função 
principal de controle político.
a) Orçamento por desempenho.
b) Orçamento por resultados.
c) Orçamento base zero.
d) Orçamento inovador.
e) Orçamento tradicional ou clássico.
A ênfase reside no controle político, e havia uma despreocupação do gestor público com 
o atendimento das necessidades da população, pois perpetuava ineficiências do passado 
por meio de ajustes marginais.
Letra e.
004. 004. (FGV/SEFAZ-ES/2021) Relacione as técnicas orçamentárias listadas a seguir a suas 
respectivas explicações.
1. orçamento incremental
2. orçamento programa
3. orçamento base zero
4. orçamento participativo
(  ) � Tem como ênfase a eficiência e considera toda despesa como nova.
(  ) � Feito através de ajustes marginais nos itens de receitas e despesas.
(  ) � Integra planejamento e orçamento com objetivos e metas a alcançar.
(  ) � Estimula o exercício da cidadania e o compromisso da população com o bem público.
Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada
a) 1 – 2 – 3 – 4.
b) 1 – 3 – 2 – 4.
c) 2 – 4 – 3 – 1.
d) 3 – 1 – 2 – 4.
e) 3 – 1 – 4 – 2.
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A característica principal do orçamento clássico ou incremental era utilizar de ajustes 
marginais em valores anteriores ( já existentes). O detalhamento justificado, em que toda 
despesa era considerada como nova para fins de análise, se refere ao orçamento base 
zero. A vinculação entre planejamento e orçamento se trata do orçamento programa, e o 
participativo é um instrumento de cidadania em que a população participa do processo 
decisório.
Letra d.
005. 005. (CESGRANRIO/UNIRIO/2019) GJ é contador e exerce a função de supervisor de orçamento 
de determinado órgão público federal. Como ocorre anualmente, cumprindo o DL 200/1967, 
aguarda-se a elaboração do orçamento que serve de instrumento de operacionalização 
das ações do governo ao pormenorizar a etapa do programa plurianual a ser realizada no 
exercício seguinte. Tal orçamento é denominado
a) articulado.
b) planejado.
c) previsto.
d) programa.
e) prospectivo.
A espécie atual de orçamento é denominada “programa”, em que há vinculação do planejamento 
ao orçamento. Atente-se ao fato de que a questão solicita não a característica (planejado), 
mas sim a denominação, que é “programa”.
Letra d.
006. 006. (CESGRANRIO/TRANSPETRO/2018) Uma das desvantagens do orçamento base 
zero reside em
a) tratar-se de um orçamento incremental.
b) utilizar séries temporais passadas na projeção de receitas, eventualmente sazonais.
c) sua possibilidade de perpetuar ineficiências do passado.
d) sua elaboração, pois esta demanda mais tempo e envolvimento dos funcionários.
e) sua informalidade, onde receitas e gastos compilados pela primeira vez não são justificados.
A maior desvantagem do orçamento base zero é a demora na elaboração da peça orçamentária, 
já que exige justificativa de todos os itens. Isso aumenta o custo de elaboração e o envolvimento 
dos funcionários.
Letra d.
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007. 007. (FGV/TCU/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2022) A Empresa Brasileira de Correios 
e Telégrafos (EBCT) é considerada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como imune ao 
pagamento de impostos mesmo quanto às atividades em que atua em regime de livre 
concorrência. A razão dada pelo STF é a de que a EBCT oferta o serviço público de entrega de 
correspondência em localidades distantes a preço módico, serviço que não seria oferecido 
adequadamente (a não ser por alto custo) pelo sistema de mercado. Assim, as atividades 
mais rentáveis da EBCT estariam também imunes para auxiliar no custeio das operações 
de entrega de correspondência em locais pouco habitados e de difícil acesso. À luz das 
nomenclaturas cunhadas na teoria das funções de Governo, o fenômeno descrito no 
enunciado expressa a função:
a) distributiva do Estado;
b) estabilizadora do Estado;
c) alocativa do Estado;
d) progressiva do Estado;
e) referencial do Estado.
O caso narrado se refere, em suma, ao esforço do Estado para oferecer SERVIÇOS à sociedade, 
caracterizando, portanto, a função alocativa.
Letra c.
008. 008. (FGV/SEFAZ-ES/2022) Com o intuito de aumentar taxa de escolaridade na região “X” do 
país, o Governo contemplou em seu orçamento ações vinculadas a programas educacionais 
na região. Essas ações serão financiadas por meio de recursos captados por meio da cobrança 
de impostos de características progressivas nas regiões mais ricas do país. Essas ações 
relacionam-se diretamente à função orçamentária
a) alocativa.
b) distributiva.
c) estabilizadora.
d) social.
e) econômica.
O caso narrado se refere, em suma, à distribuição de renda, por meio da cobrança de 
impostos progressivos, caracterizando, portanto, a função distributiva.
Letra b.
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009. 009. (FGV/IBGE/ANALISTA – PLANEJAMENTO E GESTÃO/2016) Independentemente das 
competências específicas dos entes estatais, suas atribuições são geradoras de crescentes 
despesas, que exigem cada vez mais recursos para seu financiamento. Quando um ente 
estatal propõe no orçamento a estruturação do anel viário para escoamento da produção 
em uma determinada região, trata-se de uma atividade do âmbito da seguinte função do 
orçamento:
a) alocativa;
b) distributiva;
c) estabilizadora;
d) fiscal;
e) investimento.
O caso narrado se refere, em suma, ao esforço do Estado para oferecer bens à sociedade, 
a exemplo de obras públicas. Isso caracteriza, portanto, a função alocativa.
Letra a.
010. 010. (IADES/CRQ-ES/ADMINISTRADOR/2014) A função do orçamento público, quando voltado 
para a garantia do poder de compra da moeda, denomina-se
a) distributiva.
b) alocativa.
c) fomentadora.
d) estabilizadora.
e) gerencial.
O caso narrado se refere a questões econômicas, como a garantia do poder de compra 
da moeda, ou, em outras palavras, aspectos inflacionários. Isso caracteriza, portanto, a 
função estabilizadora.
Letra d.
011.

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