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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA
Conceitos, Técnicas e Princípios 
Orçamentários
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran Cursos Online. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer 
outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o 
transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
230510448966
VINICIUS RIBEIRO
Analista Legislativo na Câmara dos Deputados, onde trabalha com as leis orçamentárias. 
Aprovado no concurso de Consultor de Orçamento na Câmara dos Deputados. 
Formado em Administração na Universidade Federal de Uberlândia. É autor do livro 
Administração para Concursos, publicado pela editora GEN. Professor de cursos 
online para concursos há 7 anos. Foi, ainda, Analista de Planejamento e Orçamento 
no Ministério do Planejamento; Analista Judiciário – Área Administrativa no CNJ e no 
STF; e Especialista no FNDE. Possui pós-graduação – MBA em Negócios Internacionais 
e Comércio Exterior na FGV.
 
ALLAN MENDES
Auditor de Controle Interno do Distrito Federal. Ex-servidor do Ministério Público 
da União (MPU), onde atuou como diretor administrativo e financeiro do Programa 
de Saúde dos Membros e Servidores. Ex-servidor do Fundo Nacional de Educação 
(FNDE), onde atuou como chefe da Divisão de Prestação de Contas de Convênios. 
Graduado em Ciências Contábeis pela UnB e em Direito pela UPIS. Pós-graduado 
em Contabilidade Pública na WPÓS e mestre em Direito pela Universidade Católica 
de Brasília.
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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Direito Financeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Orçamento Público: Conceitos e Técnicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.1. Evolução Conceitual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.2. Orçamento Autorizativo x Orçamento Impositivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3. Tipos de Orçamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
4. Princípios Orçamentários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
5. Vedações Constitucionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
6. Controle Judicial do Orçamento Público . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
 
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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO
Olá. Tudo bem com você? Vamos para nossa 1ª aula de Orçamento Público?
Tomamos o cuidado de trazer as atualizações das Emendas Constitucionais mais recentes 
que tocam no tema de orçamento e que foram promulgadas antes do seu edital: n. 100/19, 
102/19, 103/19, 105/19, 106/2020, 109/2021, 113/2021, 120/2022, 126/2022 e 128/2022.
Ah, não se esqueça de avaliar esta aula. O seu feedback é muito importante para o 
aprimoramento constante deste trabalho.
 
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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
CONCEITOS, TÉCNICAS E PRINCÍPIOS CONCEITOS, TÉCNICAS E PRINCÍPIOS 
ORÇAMENTÁRIOSORÇAMENTÁRIOS
1 . DIREITO FINANCEIRO1 . DIREITO FINANCEIRO
O Direito Financeiro é um dos ramos do direito público que tem por objeto a atividade 
financeira do Estado, entendida essa como a ação de obter, criar, gerir e destinar os recursos 
para a consecução das necessidades sociais (prestação de serviços públicos).
O Direito Financeiro está inserido entre as competências legislativas concorrentes. Isso 
quer dizer que cabe à União estabelecer as normas gerais sobre o tema e aos Estados e o 
DF complementar essas disposições.
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;
II – orçamento;
[...]
§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer 
normas gerais. (Vide Lei n. 13.874, de 2019)
§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência 
suplementar dos Estados.
§ 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa 
plena, para atender a suas peculiaridades. (Vide Lei n. 13.874, de 2019)
§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no 
que lhe for contrário. (Vide Lei n. 13.874, de 2019)
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
Não durma no ponto: Municípios não participam dessa brincadeira! Somente União, 
Estados e DF legislam concorrentemente.
Um detalhe nesse § 4º: superveniência de lei federal não revoga lei estuda. Apenas 
suspende a eficáciaMendes e Vinicius Ribeiro
III – a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, 
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade 
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;
Se fosse permitido o montante de operações de crédito ultrapassar as despesas de 
capital, o excedente financiaria as outras despesas, as de custeio. E é isso que o legislador 
tentou evitar.
A ideia é a seguinte: a gente financia carro, financia apartamento. Mas a gente não 
financia a compra de supermercado. Por qual motivo? Porque a compra de supermercado 
é recorrente. No mês que vem ela ocorrerá de novo.
Esse princípio do equilíbrio, ao estabelecer compatibilização entre receitas e despesas, 
é fundamental no controle dos gastos públicos, evitando a ocorrência de déficits nas 
contas públicas, tanto na sua concepção formal quanto material.
Você deve estar acompanhando as contas públicas no Brasil nos últimos anos. O 
controle dos gastos não vem sendo bem feito e o déficit é a consequência.
Se adotarmos uma linha de raciocínio de deixar de lado a compatibilização de receitas 
e despesas e pensarmos em situações em que se deva estimular a economia ou contrair 
a economia, aí podemos considerar o princípio do equilíbrio inadequado. Tirando essa 
ótica de pensamento, o equilíbrio deve ser tido como um princípio norteador da prática 
orçamentária.
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
022. 022. (QUADRIX/CRP-PR/2019) Julgue o item, relativos aos princípios orçamentários.
Na Constituição Federal de 1988, o princípio do equilíbrio orçamentário apresenta‐se na 
forma da regra de ouro, a qual visa a controlar o volume de operações de crédito realizado 
anualmente.
Trata-se do princípio do equilíbrio visto pelo aspecto da utilização de receitas de capital 
para custear, em regra, despesas de capital.
Certo.
• UNIFORMIDADE
Tem como objetivo permitir a comparação de orçamentos de diversos anos. Os aspectos 
formais de apresentação da lei orçamentária anual devem ser uniformes ao longo do tempo, 
possibilitando comparações entre orçamentos de vários períodos.
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
A gente consegue comparar os gastos com previdência ao longo de vários anos. Isso é 
possível porque há uniformidade, os critérios utilizados para definir o que é previdência 
não se alteraram. Mesma coisa com gastos de pessoal.
Quer dois exemplos de problemas com uniformidade?
• Mudança da estrutura de Ministérios:
− Até 2018: Ministério das Cidades e o Ministério da Integração Nacional
− 2018-2022: Ministério do Desenvolvimento Regional
− 2023 em diante: Ministério das Cidades e Ministério da Integração e do Desenvol-
vimento Regional.
• Mudança em Programas:
− Minha Casa Minha Vida envolvia por volta de 5 ações do orçamento;
− Casa Verde e Amarela envolvia um Programa específico (Moradia Digna) que não 
coincide com aquelas 5 ações.
− Novo Minha Casa Minha Vida tende a seguir a lógica anterior.
Não faço aqui juízo de valor sobre os programas de moradia ou da estrutura ideal de 
ministérios. Apenas pontuando que as mudanças afetam a uniformidade de orçamento.
• CLAREZA/OBJETIVIDADE
Determina que o orçamento deve ser de fácil compreensão. Trata-se de um princípio 
voltado para quem tiver contato com o orçamento, sendo necessário que o documento seja 
compreensível, objetivo e claro para todos, evitando-se que termos técnicos inviabilizem 
a leitura.
• PUBLICIDADE
Como qualquer outro ato emanado pelo poder público, ao Orçamento deve ser garantida 
a sua publicidade.
Um princípio que se relaciona com a publicidade é o da Transparência. A Lei de 
Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000) traz o seguinte:
Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, 
inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes 
orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido 
da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses 
documentos.
§ 1º A transparência será assegurada também mediante:
I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de 
elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos; (Incluído pela 
Lei Complementar n. 131, de 2009).
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de 
informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos 
de acesso público; e (Redação dada pela Lei Complementar n. 156, de 2016)
III – adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a padrão 
mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União e ao disposto no art. 48-A.
A publicidade envolve garantir a publicação. A transparência vai além, já que busca 
tornar as informações mais claras para o entendimento do cidadão.
• EXATIDÃO
De acordo com esse princípio, as estimativas constantes do orçamento devem buscar a 
exatidão o tanto quanto possível. Isso facilita a gestão e o controle posterior, por exemplo. 
Não dá para estimar que se gastará R$ 3 bilhões com seguro-desemprego quando essa 
programação é, na verdade, cerca de R$ 40 bilhões.
• PROIBIÇÃO DO ESTORNO
De acordo com esse princípio, é vedada a transposição, remanejamento ou 
transferência de recursos sem autorização legislativa. No entanto, pode ser admitida 
a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de 
programação para outra, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação. 
Veja abaixo a definição desses termos trazida pelo Manual de Contabilidade Aplicada 
ao Setor Público – MCASP:
Transposições são realocações no âmbito dos programas de trabalho, dentro do mesmo órgão;
Remanejamento são realocações na organização de um ente público, com destinação de recursos 
de um órgão para outro;
Transferências são realocações de recursos entre as categorias econômicas de despesa, dentro 
do mesmo órgão e do mesmo programa de trabalho.
Qual é a ideia por traz desse princípio? O orçamento não pode ser desfigurado: aprovar 
R$ 70 bilhões na ANTAQ e remanejar esse montante para o IBAMA, por exemplo. Se for 
para mudar algo relevante no orçamento, é preciso passar pelo poder legislativo para 
aprovação, utilizando-se créditos adicionais (suplementares, especiais ou extraordinários, 
conforme o caso).
• PROGRAMAÇÃO
Esse princípio não é muito visto na doutrina, mas vem sendo cobrado ultimamente em 
provas de concurso. Ele se relaciona com o orçamento-programa, adotado no Brasil, que 
determinaque o orçamento deva viabilizar o planejamento governamental, por meio de 
ações voltadas para alcance desse fim. É o elo entre planejamento e a gerência.
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
023. 023. (QUADRIX/CRMV-AM/2020) Acerca dos princípios orçamentários e das noções básicas 
de administração financeira, julgue o item.
De acordo com o princípio da programação, o orçamento deve conter todas as despesas e 
receitas, sem qualquer tipo de dedução ou ressalva.
Nada disso! Esse conceito se refere ao princípio do orçamento bruto!
Errado.
Os princípios vistos até aqui podem ser chamados de tradicionais ou clássicos. 
Em contrapartida, temos princípios que vêm surgindo nas últimas décadas. São 
princípios tidos como modernos ou complementares: descentralização, simplificação e 
responsabilização. Vejamos:
• DESCENTRALIZAÇÃO
Esse princípio prescreve o seguinte: é desejável que a execução das ações orçamentárias 
aconteça de maneira mais próxima possível dos beneficiários da política pública relacionada. 
Em outras palavras: seria mais desejável a execução de uma obra na cidade por um órgão 
da prefeitura do que por um órgão federal, por exemplo.
• SIMPLIFICAÇÃO
A peça orçamentária precisa ser de fácil compreensão, precisa ser simples, sem 
rebuscamentos desnecessários.
• RESPONSABILIZAÇÃO
Gestores e administradores devem assumir responsabilidades pelas ações orçamentárias.
Por fim, vale citar quais princípios que são explicitados pelo Manual Manual de Contabilidade 
Aplicada ao Setor Público – 8ª Edição (MCASP):
• Unidade ou totalidade
• Universalidade
• Anualidade ou periodicidade
• Exclusividade
• Orçamento bruto
• Legalidade
• Publicidade
• Transparência
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
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• Não vinculação (não afetação) da receita de impostos
O MCASP também traz a seguinte definição:
Os Princípios Orçamentários visam estabelecer diretrizes norteadoras básicas, a fim de conferir 
racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração, execução e controle do 
orçamento público. Válidos para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os entes 
federativos – União, estados, Distrito Federal e municípios – são estabelecidos e disciplinados 
por normas constitucionais, infraconstitucionais e pela doutrina.
5 . VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS5 . VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS
Além dos princípios relacionados acima, a Constituição ainda prevê, nos incisos do artigo 
167, situações vedadas pela Carta Magna. Esses casos não são considerados pela Doutrina 
em geral como princípios, mas pela força e generalidade de suas disposições, achamos 
importante enumerá-las nesta aula. Um resuminho antes para você já se familiarizar:
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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
São vedados:
• o início de programas e projetos não previstos na Lei Orçamentária;
• despesas ou obrigações que excedam os créditos orçamentários ou adicionais;
• operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas 
as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, 
aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (Regra de Ouro).
Essa vedação relativa a operações de crédito foi dispensada durante a vigência da calamidade 
pública nacional decorrente da COVID (EC n. 106/2020).
Voltemos às vedações do art. 167:
• vinculação da receita de impostos (Princípio da não afetação);
• abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem 
indicação dos recursos correspondentes (somente o crédito extraordinário pode ser 
aberto sem prévia autorização, já que o instrumento utilizado para sua abertura é a 
medida provisória-MP ou o decreto, nos entes que não possuem MP. A indicação de 
recursos correspondentes não é necessária também no extraordinário);
• transposição, remanejamento ou transferência de recursos sem autorização legislativa. 
No entanto, pode ser admitida a transposição, o remanejamento ou a transferência 
de recursos de uma categoria de programação para outra, no âmbito das atividades 
de ciência, tecnologia e inovação (PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DO ESTORNO);
− transposições são realocações no âmbito dos programas de trabalho, dentro do 
mesmo órgão;
− remanejamento são realocações na organização de um ente público, com desti-
nação de recursos de um órgão para outro;
− transferências são realocações de recursos entre as categorias econômicas de 
despesa, dentro do mesmo órgão e do mesmo programa de trabalho.
• créditos ilimitados;
• destinação de recursos do orçamento fiscal e da seguridade social para cobrir o déficit 
de fundos, empresas e fundações, salvo autorização legislativa;
• instituição de fundos, de qualquer natureza, sem autorização legislativa prévia;
• pagamento de despesas com pessoal de outros entes federados, por meio de 
transferências voluntárias ou empréstimos (inclusive antecipação de receita), pela 
União e Estados e suas instituições financeiras;
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
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• utilização de recursos do regime próprio de previdência social dos servidores para 
a realização de despesas distintas do pagamento dos benefícios previdenciários do 
respectivo fundo vinculado àquele regime e das despesas necessárias à sua organização 
e ao seu funcionamento;
• transferência voluntária de recursos, a concessão de avais, as garantias e as subvenções 
pela União e a concessão de empréstimos e de financiamentos por instituições 
financeiras federais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios na hipótese 
de descumprimento das regras gerais de organização e de funcionamento de regime 
próprio de previdência social;
• criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados mediante 
a vinculação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta 
por programação orçamentária e financeira de órgão ou entidade da administração 
pública. (Vedação incluída pela EC n. 109/2021);
• o início de investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro sem prévia 
inclusão no Plano Plurianual ou sem lei que autorize a inclusão.
Veja na íntegra o art. 167 da CF:
Art. 167. São vedados:
I – o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;
II – a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos 
orçamentários ou adicionais;III – a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, 
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, 
aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; (Vide Emenda constitucional n. 106, de 
2020)
IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição 
do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação 
de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento 
do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, 
respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações 
de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º 
deste artigo; (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 42, de 19.12.2003)
V – a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem 
indicação dos recursos correspondentes;
VI – a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de 
programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;
VII – a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
VIII – a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da 
seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, 
inclusive dos mencionados no art. 165, § 5º;
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
IX – a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.
X – a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação 
de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento 
de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 19, de 1998)
XI – a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, 
a, e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de 
previdência social de que trata o art. 201. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 20, de 1998)
XII – na forma estabelecida na lei complementar de que trata o § 22 do art. 40, a utilização de 
recursos de regime próprio de previdência social, incluídos os valores integrantes dos fundos 
previstos no art. 249, para a realização de despesas distintas do pagamento dos benefícios 
previdenciários do respectivo fundo vinculado àquele regime e das despesas necessárias à sua 
organização e ao seu funcionamento; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 103, de 2019)
XIII – a transferência voluntária de recursos, a concessão de avais, as garantias e as subvenções 
pela União e a concessão de empréstimos e de financiamentos por instituições financeiras 
federais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios na hipótese de descumprimento 
das regras gerais de organização e de funcionamento de regime próprio de previdência social. 
(Incluído pela Emenda Constitucional n. 103, de 2019)
XIV – a criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados mediante a 
vinculação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por programação 
orçamentária e financeira de órgão ou entidade da administração pública. (Incluído pela Emenda 
Constitucional n. 109, de 2021)
§ 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado 
sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime 
de responsabilidade.
§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem 
autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele 
exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento 
do exercício financeiro subsequente.
§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas 
imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, 
observado o disposto no art. 62.
§ 4º É permitida a vinculação das receitas a que se referem os arts. 155, 156, 157, 158 e as alíneas 
“a”, “b”, “d” e “e” do inciso I e o inciso II do caput do art. 159 desta Constituição para pagamento de 
débitos com a União e para prestar-lhe garantia ou contragarantia. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional n. 109, de 2021)
§ 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de 
programação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia 
e inovação, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, 
mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no 
inciso VI deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 85, de 2015)
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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
§ 6º Para fins da apuração ao término do exercício financeiro do cumprimento do limite de que 
trata o inciso III do caput deste artigo, as receitas das operações de crédito efetuadas no contexto 
da gestão da dívida pública mobiliária federal somente serão consideradas no exercício financeiro 
em que for realizada a respectiva despesa. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021)
§ 7º A lei não imporá nem transferirá qualquer encargo financeiro decorrente da prestação 
de serviço público, inclusive despesas de pessoal e seus encargos, para a União, os Estados, o 
Distrito Federal ou os Municípios, sem a previsão de fonte orçamentária e financeira necessária à 
realização da despesa ou sem a previsão da correspondente transferência de recursos financeiros 
necessários ao seu custeio, ressalvadas as obrigações assumidas espontaneamente pelos entes 
federados e aquelas decorrentes da fixação do salário mínimo, na forma do inciso IV do caput 
do art. 7º desta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 128, de 2022)
6 . CONTROLE JUDICIAL DO ORÇAMENTO PÚBLICO6 . CONTROLE JUDICIAL DO ORÇAMENTO PÚBLICO
Como visto ao longo desta aula, o orçamento público é um instrumento que traz as 
ações governamentais para suprir os interesses sociais, alocando recursos em programas 
(políticas públicas).
A execução do orçamento é competência do Poder Executivo, na sua função típica de 
administração, no entanto, há possibilidade de o Poder Judiciário realizar o controle judicial 
sobre o orçamento público.
Esse controle não representa uma ingerência ou violação da separação dos Poderes, 
uma vez que ao Poder Judiciário cabe assegurar a legalidade das normas, bem como dar 
efetividade aos direitos fundamentais.
Nessas hipóteses, não cabe ao gestor público invocar a reserva do possível (alegar 
escassez de recursos para não executar uma política pública), pois se está diante de políticas 
públicas vinculadas a direitos garantidos constitucionalmente, inclusive sob o aspecto de 
cumprimento do mínimo existencial (núcleo básicode um direito que não pode deixar de 
ser entregue/ofertado à sociedade, já que é esse núcleo que pode assegurar uma vida digna, 
envolvendo saúde, alimentação e educação).
Esse controle pode ser observado, por exemplo, quando o Poder Judiciário determina a 
alocação de recursos no orçamento para a efetivação de um direito fundamental (como a 
acessibilidade de deficientes físicos em prédios estatais) ou para vedar o contingenciamento 
de dotações orçamentárias (vedação do contingenciamento do fundo nacional de segurança 
pública transferido aos entes subnacionais).
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
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RESUMORESUMO
TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS
Técnica Definição
Orçamento 
tradicional ou 
clássico
O foco do orçamento tradicional era no objeto do gasto, sendo as 
despesas classificadas apenas por unidades administrativas ou itens 
de despesa. Era uma peça apenas para controle dos gastos públicos.
Orçamento 
desempenho
Esse modelo de orçamento representou uma evolução do orçamento 
tradicional, pois além de apresentar o objeto do gasto, como o 
orçamento tradicional, dispunha de uma nova dimensão, o programa 
de trabalho, com a finalidade de avaliar o desempenho das ações 
do governo.
Orçamento-
programa
É o modelo em vigor no Brasil. Ponto característico desse tipo 
de orçamento é sua vinculação direta com o Planejamento 
Governamental. Como o próprio nome nos indica, no Orçamento-
Programa o foco está nos programas de governo, nos projetos e 
atividades necessários para atingir as metas pretendidas.
Orçamento base-
zero
Nessa forma de orçamento, devem-se rever todos os valores 
consignados no orçamento antecedente. Nenhum programa tem 
continuidade garantida. Todos os programas devem ser revistos, 
a partir da análise da sua permanência.
Orçamento 
incremental
Esse orçamento funciona assim: num determinado ano, são arroladas 
as despesas e as receitas. No próximo exercício o que é feito? Apenas 
a correção/atualização dos valores, mantendo-se a base do ano 
anterior.
Orçamento 
participativo
Convoca-se os cidadãos a participarem da etapa de formulação 
do orçamento. É o chamamento da população para, junto ao Poder 
Executivo, estabelecer as prioridades do Orçamento.
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
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PRINCÍPIOS
Princípios Orçamentários
Legalidade
No caso do setor público, o gestor só pode fazer aquilo que está na lei. Isso 
vale também para a matéria orçamentária. Diante desse fato, justifica-se a 
existência das leis orçamentárias: PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes 
Orçamentárias) e LOA (Lei Orçamentária Anual).
Unidade/Totalidade
O orçamento deve ser uno, uma só peça. Assim, não poderão coexistir diferentes 
orçamentos para um mesmo ente da federação. Esse princípio buscar evitar 
a proliferação de orçamentos paralelos em um mesmo ente da federação, 
determinando que haja um só orçamento.
Universalidade
Determina que a Lei Orçamentária Anual compreenderá todas as despesas 
e receitas, inclusive as provenientes de operações de crédito, referentes a 
todos os Poderes do Ente da Federação (União, Estados, Munícipios e Distrito 
Federal), seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta. 
Esse princípio não se aplica às operações de crédito por antecipação da receita, 
as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias no ativo e 
passivo financeiro.
Exclusividade
A lei orçamentária anual não deve conter dispositivo estranho à previsão da 
receita e fixação da despesa, com exceção da autorização para a abertura de 
créditos suplementares e contratação de operações de crédito, inclusive as 
de antecipação de receita.
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Princípios Orçamentários
Anualidade/Periodicidade
O orçamento deve abranger um período definido no tempo. No Brasil, o 
orçamento coincide com o ano civil, período de um ano.
Orçamento Bruto
As receitas e despesas consignadas no orçamento devem ser apresentadas 
pelos seus valores brutos, sendo vedada a apresentação desses créditos 
deduzidos por algum valor.
Não Afetação/Não Vinculação
A receita de impostos não deve ser vinculada a órgãos, fundos e despesas, 
ressalvando-se as exceções previstas na Constituição Federal de 88.
Publicidade
Como qualquer outro ato emanado pelo poder público, ao Orçamento deve 
ser garantida a sua publicidade.
Transparência
O Governo deve divulgar o orçamento público de forma ampla à sociedade; 
publicar relatórios sobre a execução orçamentária e a gestão fiscal; disponibilizar, 
para qualquer pessoa, informações sobre a arrecadação da receita e a execução 
da despesa.
VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (QUADRIX/CRP-PR/2019) Julgue o item, relativos aos princípios orçamentários.
A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação 
da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para pagamento de restos a pagar.
002. 002. (QUADRIX/CRF-ES/2019) No que se refere à administração financeira e ao orçamento 
público, julgue o item.
A legislação orçamentária brasileira adota os princípios da unidade, da universalidade e da 
anualidade.
003. 003. (QUADRIX/CRF-ES/2019) A Lei n. 4.320/1964, ao definir que o exercício financeiro 
deverá coincidir com o ano civil, explicitou o princípio da anualidade.
004. 004. (QUADRIX/CRO-GO/2019) Acerca dos conceitos e dos princípios relacionados ao 
orçamento público, julgue o item.
Na Constituição Federal 1988, o princípio da não afetação de receitas diz respeito somente 
a receitas de impostos, comportando várias exceções.
005. 005. (QUADRIX/CRO-GO/2019) Acerca dos conceitos e dos princípios relacionados ao 
orçamento público, julgue o item.
Na elaboração do orçamento‐programa, são considerados todos os custos dos programas, 
inclusive os que extrapolam o exercício.
006. 006. (QUADRIX/CRO-AC/2019) Acerca dos aspectos básicosde orçamento público, 
julgue o item.
Se a lei orçamentária anual contiver dispositivo que autorize a abertura de crédito suplementar, 
tal norma constituirá desrespeito ao princípio orçamentário da exclusividade.
007. 007. (QUADRIX/CRO-GO/2019) No que se refere à contabilidade pública, julgue o item.
É vedado incluir determinações para a reestruturação administrativa dos órgãos públicos 
no orçamento.
008. 008. (QUADRIX/CRO-MT/2018) Tendo como referência a legislação e as práticas da 
administração orçamentária e financeira, julgue o item.
A principal função do orçamento tradicional era a de possibilitar aos órgãos de representação 
um controle político sobre os executivos.
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
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009. 009. (QUADRIX/PREFEITURA DE JATAÍ-GO/2019) O princípio orçamentário da exclusividade
a) define que, na estimativa das receitas e das despesas, elas deverão possuir o mesmo 
montante.
b) estabelece, como regra, que os orçamentos valerão para um único exercício financeiro.
c) estabelece a necessidade de todas as receitas e despesas estarem previstas na lei 
orçamentária anual.
d) dispõe sobre a necessidade de haver um único orçamento para cada ente da Federação.
e) estabelece que a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da 
receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para a abertura de 
créditos suplementares e a contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação 
de receita, nos termos da lei.
010. 010. (QUADRIX/CRP – 17ª REGIÃO/2018) A não vinculação das receitas, salvo as exceções 
estabelecidas na Constituição Federal de 1988 (CF), é um princípio que se aplica
a) aos impostos.
b) às taxas.
c) às contribuições de melhoria.
d) às contribuições sociais.
e) aos empréstimos compulsórios.
011. 011. (QUADRIX/CRP – 7ª REGIÃO/2017) O chamado orçamento impositivo, aprovado pela 
Emenda Constitucional n.º 86/2015, consiste na obrigatoriedade de
a) execução das dotações aprovadas na lei orçamentária anual.
b) execução das emendas individuais incluídas na lei orçamentária anual como um percentual 
da receita corrente líquida prevista no respectivo projeto.
c) destinação do total das emendas parlamentares a ações e serviços públicos de saúde.
d) execução das emendas individuais aprovadas na lei orçamentária anual como um percentual 
da receita corrente líquida realizada no exercício anterior.
e) priorização da execução das emendas coletivas em relação às emendas individuais.
012. 012. (QUADRIX/CRP – 7ª REGIÃO/2017) A não vinculação das receitas, salvo as exceções 
estabelecidas na Constituição Federal de 1988 (CF), é um princípio que se aplica
a) aos impostos.
b) às taxas.
c) às contribuições de melhoria.
d) às contribuições sociais
e) aos empréstimos compulsórios.
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
013. 013. (QUADRIX/CONTER/2017) A inclusão, pelo conselho, das receitas de prestação de 
serviços e de convênios no mesmo orçamento da receita de anuidades está em consonância 
com o princípio do(da)
a) unidade.
b) totalidade.
c) universalidade.
d) publicidade.
e) orçamento bruto.
014. 014. (QUADRIX/CRO-PR/2016) Segundo o art. 2º da Lei n. 4.320/64, é expressamente 
obrigatória a existência de orçamento único para cada ente federado: União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios, a fim de evitar orçamentos paralelos dentro da mesma pessoa política. 
O que não impede a existência de múltiplos orçamentos, desde que sejam consolidados 
de modo a oferecer uma visão geral do conjunto das finanças públicas. Indique em que 
Princípio do Orçamento Público tal conceito está fundamentado.
a) Legalidade.
b) Universalidade ou Periodicidade.
c) Exclusividade.
d) Anualidade.
e) Unidade ou Totalidade.
015. 015. (QUADRIX/CREMAM/2016) Aponte, a seguir, uma desvantagem do orçamento incremental.
a) Requer que os proponentes das despesas discricionárias justifiquem cada despesa 
continuamente.
b) Chefes de unidade podem gerar gastos desnecessários, só para que não haja sobras de 
recurso ao final do ano.
c) O nível orçado no período anterior não é dado como ponto de partida para o período 
vindouro.
d) É necessário analisar resultados financeiros esperados de acordo com diversos cenários 
plausíveis.
e) Por ser um tipo de orçamento variável, considera apenas as despesas operacionais do 
dia a dia.
016. 016. (QUADRIX/CREMAM/2016) Considere as definições abaixo:
I – Expressão quantitativa das entradas e saídas de dinheiro em um período bem definido 
para determinar se um plano financeiro poderá atingir as metas organizacionais.
II – Abordagem que assume como ponto de partida para as despesas discricionárias o início 
de um dado período sem tomar como base o nível de despesas do período anterior.
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
III – Abordagem para desenvolver apropriações de despesas discricionárias que assume 
como ponto de partida as despesas do ano anterior e adiciona ou subtrai valores, a fim de 
refletir mudanças em suposição ao ano vindouro.
As definições acima dizem respeito, respectivamente, a:
a) orçamento; orçamento base zero; orçamento incremental.
b) orçamento; orçamento linha-base; orçamento incremental.
c) orçamento; orçamento base zero; orçamento diferencial.
d) orçamentação; orçamento base zero; orçamento diferencial.
e) orçamentação; orçamento linha-base; orçamento diferencial.
017. 017. (QUADRIX/COREN-RS/2018) A autorização para abertura de crédito especial e 
extraordinário, dependendo da data dessa autorização, é uma exceção ao princípio do(da)
a) unidade.
b) exclusividade.
c) anualidade.
d) equilíbrio.
e) totalidade.
018. 018. (QUADRIX/CRB – 6ª REGIÃO/2019) Com relação aos princípios orçamentários, julgue o item
Na Constituição Federal de 1988, o princípio do equilíbrio orçamentário apresenta‐se na 
forma da regra de ouro, a qual visa a controlar o volume da emissão monetária realizada 
anualmente.
019. 019. (QUADRIX/CRO-AC/2019) Acerca dos aspectos básicos de administração financeira e 
orçamentária, julgue o item.
O princípio orçamentário da anualidade não é respeitado no Brasil, tendo em vista que a 
lei de diretrizes orçamentárias tem vigência superior a um ano.
020. 020. (QUADRIX/CRA-PR/2019) No que se refere às noções de administração financeira e 
orçamentária, julgue o item.
O princípio da legalidade orçamentária abrange somente o orçamento da União.
021. 021. (QUADRIX/CRA-AC/2016) Das opções a seguir, qual melhor define a abordagem 
orçamentária desenvolvida nos Estados Unidos da América, pela Texas Instruments Inc., 
no século passado, e que tem como principais características: análise, revisão e avaliação 
de todas as despesas propostas e não apenas das solicitações que ultrapassam o nível degasto já existente; e todos os programas devem ser justificados cada vez que se inicia um 
novo ciclo orçamentário?
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
a) Orçamento incremental.
b) Orçamento anual.
c) Orçamento base zero.
d) Orçamento Participativo.
e) Orçamento de Desempenho ou de Realizações.
022. 022. (QUADRIX/SEDF/2018) Acerca de orçamento público no Brasil e de ciclo orçamentário, 
julgue o seguinte item.
O princípio da exclusividade, contido na Seção “Dos Orçamentos”, na Constituição Federal, 
visa impedir que o caráter específico da matéria e seu calendário determinado sejam 
comprometidos com questões de natureza diversa e rito indeterminado.
023. 023. (QUADRIX/CREF – 5ª REGIÃO/2022) Quanto aos conceitos relacionados à administração 
financeira e orçamentária, julgue o item, com base na legislação vigente.
De acordo com a atual regulamentação, a iniciativa dos projetos de lei relativos aos 
instrumentos de planejamento previstos na Constituição Federal de 1988 é exclusiva do 
chefe do Poder Executivo.
024. 024. (QUADRIX/CREF-5ª/2022) Quanto aos conceitos relacionados à administração financeira 
e orçamentária, julgue o item, com base na legislação vigente.
Na lei orçamentária anual, a autorização para contratação de operações de crédito, ainda 
que por antecipação de receita, e para abertura de créditos adicionais suplementares 
constitui exceção ao princípio da exclusividade.
025. 025. (QUADRIX/CREF-5ª/2022) Quanto aos conceitos relacionados à administração financeira 
e orçamentária, julgue o item, com base na legislação vigente.
Viola o princípio da unidade o fato de a lei orçamentária anual brasileira ser composta por 
três peças: o orçamento fiscal; o da seguridade social; e o de investimento das estatais.
026. 026. (QUADRIX/CREF-5ª/2022) Quanto aos conceitos relacionados à administração financeira 
e orçamentária, julgue o item, com base na legislação vigente.
A técnica do orçamento base-zero (OBZ) é conhecida pela agilidade de seu trâmite, desde 
a elaboração até a aprovação, e pela facilidade de sua implementação.
027. 027. (QUADRIX/CREF-5ª/2022) Quanto aos conceitos relacionados à administração financeira 
e orçamentária, julgue o item, com base na legislação vigente.
Em sua gênese, o orçamento tradicional tinha como principal função servir de instrumento 
de controle político do Poder Legislativo sobre o Poder Executivo, a fim de evitar ao máximo 
a expansão dos gastos.
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
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GABARITOGABARITO
1. E
2. C
3. C
4. C
5. C
6. E
7. C
8. C
9. e
10. a
11. d
12. a
13. c
14. e
15. b
16. a
17. c
18. E
19. E
20. E
21. c
22. C
23. C
24. C
25. E
26. E
27. C
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (QUADRIX/CRP-PR/2019) Julgue o item, relativos aos princípios orçamentários.
A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à 
fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para pagamento de 
restos a pagar.
O erro está na exceção apresentada, na realidade, as exceções são relativas as autorizações 
para créditos suplementares e operações de crédito.
Errado.
002. 002. (QUADRIX/CRF-ES/2019) No que se refere à administração financeira e ao orçamento 
público, julgue o item.
A legislação orçamentária brasileira adota os princípios da unidade, da universalidade e da 
anualidade.
Literalidade do art. 2º da Lei n. 4.320/64:
Art. 2º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar 
a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios 
de unidade, universalidade e anualidade.
Certo.
003. 003. (QUADRIX/CRF-ES/2019) A Lei n. 4.320/1964, ao definir que o exercício financeiro 
deverá coincidir com o ano civil, explicitou o princípio da anualidade.
O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.
Certo.
004. 004. (QUADRIX/CRO-GO/2019) Acerca dos conceitos e dos princípios relacionados ao 
orçamento público, julgue o item.
Na Constituição Federal 1988, o princípio da não afetação de receitas diz respeito somente 
a receitas de impostos, comportando várias exceções.
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
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O princípio da não afetação é específico para os impostos, sendo que há diversas exceções 
expressas no texto constitucional.
Certo.
005. 005. (QUADRIX/CRO-GO/2019) Acerca dos conceitos e dos princípios relacionados ao 
orçamento público, julgue o item.
Na elaboração do orçamento‐programa, são considerados todos os custos dos programas, 
inclusive os que extrapolam o exercício.
São características do orçamento-programa:
• o orçamento é o elo entre o planejamento e as funções executivas da organização;
• a alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas;
• as decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises técnicas 
das alternativas possíveis;
• na elaboração do orçamento são considerados todos os custos dos programas, 
inclusive os que extrapolam o exercício;
• a estrutura do orçamento está voltada para aspectos administrativos e de planejamento;
• classificação funcional-programático;
• utilização de indicadores de resultados;
• o controle visa avaliar a eficiência, a eficácia e a efetividade das ações governamentais.
Certo.
006. 006. (QUADRIX/CRO-AC/2019) Acerca dos aspectos básicos de orçamento público, 
julgue o item.
Se a lei orçamentária anual contiver dispositivo que autorize a abertura de crédito suplementar, 
tal norma constituirá desrespeito ao princípio orçamentário da exclusividade.
Nada disso, o princípio da exclusividade tem como exceções a autorização para abertura 
de créditos suplementares e operações de crédito.
Errado.
007. 007. (QUADRIX/CRO-GO/2019) No que se refere à contabilidade pública, julgue o item.
É vedado incluir determinações para a reestruturação administrativa dos órgãos públicos 
no orçamento.
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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e ViniciusRibeiro
Essa é uma disposição que vai ao encontro do princípio da exclusividade.
Certo.
008. 008. (QUADRIX/CRO-MT/2018) Tendo como referência a legislação e as práticas da 
administração orçamentária e financeira, julgue o item.
A principal função do orçamento tradicional era a de possibilitar aos órgãos de representação 
um controle político sobre os executivos.
O orçamento tradicional ou clássico era uma peça apenas para controle dos gastos públicos.
Certo.
009. 009. (QUADRIX/PREFEITURA DE JATAÍ-GO/2019) O princípio orçamentário da exclusividade
a) define que, na estimativa das receitas e das despesas, elas deverão possuir o mesmo 
montante.
b) estabelece, como regra, que os orçamentos valerão para um único exercício financeiro.
c) estabelece a necessidade de todas as receitas e despesas estarem previstas na lei 
orçamentária anual.
d) dispõe sobre a necessidade de haver um único orçamento para cada ente da Federação.
e) estabelece que a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da 
receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para a abertura de 
créditos suplementares e a contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação 
de receita, nos termos da lei.
A letra E reflete o princípio da exclusividade. Quanto às demais alternativas, referem-se 
aos seguintes princípios:
a) Errada. Equilíbrio.
b) Errada. Anualidade.
c) Errada. Universalidade.
d) Errada. Unidade.
Letra e.
010. 010. (QUADRIX/CRP – 17ª REGIÃO/2018) A não vinculação das receitas, salvo as exceções 
estabelecidas na Constituição Federal de 1988 (CF), é um princípio que se aplica
a) aos impostos.
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b) às taxas.
c) às contribuições de melhoria.
d) às contribuições sociais.
e) aos empréstimos compulsórios.
O princípio da não vinculação refere-se a receita dos impostos.
Letra a.
011. 011. (QUADRIX/CRP – 7ª REGIÃO/2017) O chamado orçamento impositivo, aprovado pela 
Emenda Constitucional n.º 86/2015, consiste na obrigatoriedade de
a) execução das dotações aprovadas na lei orçamentária anual.
b) execução das emendas individuais incluídas na lei orçamentária anual como um percentual 
da receita corrente líquida prevista no respectivo projeto.
c) destinação do total das emendas parlamentares a ações e serviços públicos de saúde.
d) execução das emendas individuais aprovadas na lei orçamentária anual como um percentual 
da receita corrente líquida realizada no exercício anterior.
e) priorização da execução das emendas coletivas em relação às emendas individuais.
A emenda n. 86/2015 tornou obrigatória a execução das emendas individuais aprovadas 
na lei orçamentária anual como um percentual da receita corrente líquida realizada no 
exercício anterior. A referência agora, com a emenda n. 126/2022, passou a ser o exercício 
anterior ao do encaminhamento do projeto.
Letra d.
012. 012. (QUADRIX/CRP – 7ª REGIÃO/2017) A não vinculação das receitas, salvo as exceções 
estabelecidas na Constituição Federal de 1988 (CF), é um princípio que se aplica
a) aos impostos.
b) às taxas.
c) às contribuições de melhoria.
d) às contribuições sociais
e) aos empréstimos compulsórios.
Note que a banca costuma cobrar algumas questões idênticas em mais de um concurso!
O princípio da não vinculação refere-se a receita dos impostos.
Letra a.
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013. 013. (QUADRIX/CONTER/2017) A inclusão, pelo conselho, das receitas de prestação de 
serviços e de convênios no mesmo orçamento da receita de anuidades está em consonância 
com o princípio do(da)
a) unidade.
b) totalidade.
c) universalidade.
d) publicidade.
e) orçamento bruto.
Trata-se do princípio da universalidade, que determina a inclusão na lei orçamentária de 
todas as receitas e despesas públicas.
Letra c.
014. 014. (QUADRIX/CRO-PR/2016) Segundo o art. 2º da Lei n. 4.320/64, é expressamente 
obrigatória a existência de orçamento único para cada ente federado: União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios, a fim de evitar orçamentos paralelos dentro da mesma pessoa política. 
O que não impede a existência de múltiplos orçamentos, desde que sejam consolidados 
de modo a oferecer uma visão geral do conjunto das finanças públicas. Indique em que 
Princípio do Orçamento Público tal conceito está fundamentado.
a) Legalidade.
b) Universalidade ou Periodicidade.
c) Exclusividade.
d) Anualidade.
e) Unidade ou Totalidade.
O princípio tratado no enunciado é o da unidade ou totalidade.
Letra e.
015. 015. (QUADRIX/CREMAM/2016) Aponte, a seguir, uma desvantagem do orçamento incremental.
a) Requer que os proponentes das despesas discricionárias justifiquem cada despesa 
continuamente.
b) Chefes de unidade podem gerar gastos desnecessários, só para que não haja sobras de 
recurso ao final do ano.
c) O nível orçado no período anterior não é dado como ponto de partida para o período 
vindouro.
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d) É necessário analisar resultados financeiros esperados de acordo com diversos cenários 
plausíveis.
e) Por ser um tipo de orçamento variável, considera apenas as despesas operacionais do 
dia a dia.
Como o orçamento do próximo é um incremento do orçamento do exercício anterior, o 
gestor público utiliza os recursos de forma integral e muitas vezes desnecessária, apenas 
para garantir o aumento da dotação orçamentária do próximo exercício.
Letra b.
016. 016. (QUADRIX/CREMAM/2016) Considere as definições abaixo:
I – Expressão quantitativa das entradas e saídas de dinheiro em um período bem definido 
para determinar se um plano financeiro poderá atingir as metas organizacionais.
II – Abordagem que assume como ponto de partida para as despesas discricionárias o início 
de um dado período sem tomar como base o nível de despesas do período anterior.
III – Abordagem para desenvolver apropriações de despesas discricionárias que assume 
como ponto de partida as despesas do ano anterior e adiciona ou subtrai valores, a fim de 
refletir mudanças em suposição ao ano vindouro.
As definições acima dizem respeito, respectivamente, a:
a) orçamento; orçamento base zero; orçamento incremental.
b) orçamento; orçamento linha-base; orçamento incremental.
c) orçamento; orçamento base zero; orçamento diferencial.
d) orçamentação; orçamento base zero; orçamento diferencial.
e) orçamentação; orçamento linha-base; orçamento diferencial.
• Orçamento.
• Orçamento base zero.
• Orçamento incremental.
Letra a.
017. 017. (QUADRIX/COREN-RS/2018) A autorização para abertura de crédito especial e 
extraordinário, dependendo da data dessa autorização, é uma exceção ao princípio do(da)
a) unidade.
b) exclusividade.
c) anualidade.
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d) equilíbrio.
e) totalidade.
Trata-se de exceções ao princípio da anualidade, quando esses créditos (especial e 
extraordinário) forem autorizados no último quadrimestre do exercício.
Letra c.
018. 018. (QUADRIX/CRB – 6ª REGIÃO/2019) Com relação aos princípios orçamentários, julgue o item
Na Constituição Federal de 1988, o princípio do equilíbrio orçamentário apresenta‐se na 
forma da regra de ouro, a qual visa a controlar o volume da emissão monetária realizada 
anualmente.
O princípio do equilíbrio orçamentário apresenta‐se na forma da regra de ouro, a qual visa 
a controlar o volume de operações de crédito realizado anualmente.
Errado.
019. 019. (QUADRIX/CRO-AC/2019) Acerca dos aspectos básicos de administração financeira e 
orçamentária, julgue o item.
O princípio orçamentário da anualidade não é respeitado no Brasil, tendo em vista que a 
lei de diretrizes orçamentárias tem vigência superior a um ano.
O princípio da anualidade é respeitado no Brasil e se refere a lei orçamentária anual.
Errado.
020. 020. (QUADRIX/CRA-PR/2019) No que se refere às noções de administração financeira e 
orçamentária, julgue o item.
O princípio da legalidade orçamentária abrange somente o orçamento da União.
O princípio da legalidade se aplica a todos os entes federativos.
Errado.
021. 021. (QUADRIX/CRA-AC/2016) Das opções a seguir, qual melhor define a abordagem 
orçamentária desenvolvida nos Estados Unidos da América, pela Texas Instruments Inc., 
no século passado, e que tem como principais características: análise, revisão e avaliação 
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de todas as despesas propostas e não apenas das solicitações que ultrapassam o nível de 
gasto já existente; e todos os programas devem ser justificados cada vez que se inicia um 
novo ciclo orçamentário?
a) Orçamento incremental.
b) Orçamento anual.
c) Orçamento base zero.
d) Orçamento Participativo.
e) Orçamento de Desempenho ou de Realizações.
No orçamento base zero, todos os gastos devem ser analisados e revistos anualmente.
Letra c.
022. 022. (QUADRIX/SEDF/2018) Acerca de orçamento público no Brasil e de ciclo orçamentário, 
julgue o seguinte item.
O princípio da exclusividade, contido na Seção “Dos Orçamentos”, na Constituição Federal, 
visa impedir que o caráter específico da matéria e seu calendário determinado sejam 
comprometidos com questões de natureza diversa e rito indeterminado.
Exato, esse princípio buscar evitar que na lei orçamentária sejam aprovados assuntos 
estranhos a previsão da receita e fixação da despesa.
Certo.
023. 023. (QUADRIX/CREF – 5ª REGIÃO/2022) Quanto aos conceitos relacionados à administração 
financeira e orçamentária, julgue o item, com base na legislação vigente.
De acordo com a atual regulamentação, a iniciativa dos projetos de lei relativos aos 
instrumentos de planejamento previstos na Constituição Federal de 1988 é exclusiva do 
chefe do Poder Executivo.
É isso mesmo. O Poder Executivo é o responsável por enviar os projetos de lei referentes 
aos instrumentos de planejamento (orçamento, lei de diretrizes orçamentárias e plano 
plurianual).
O Poder Executivo envia ao Congresso tudo, inclusive a parte do próprio Poder Legislativo. 
Todos os Poderes, além do Ministério Público, Defensoria e TCU enviam propostas para o 
Poder Executivo, que as consolida em um projeto, a ser enviado ao Congresso Nacional.
Certo.
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024. 024. (QUADRIX/CREF-5ª/2022) Quanto aos conceitos relacionados à administração financeira 
e orçamentária, julgue o item, com base na legislação vigente.
Na lei orçamentária anual, a autorização para contratação de operações de crédito, ainda 
que por antecipação de receita, e para abertura de créditos adicionais suplementares 
constitui exceção ao princípio da exclusividade.
Perfeito! Essas são as exceções ao princípio da exclusividade. Sobre créditos adicionais, 
temos 3 espécies: suplementares, especiais e extraordinários. Somente os suplementares 
são exceção à exclusividade.
Certo.
025. 025. (QUADRIX/CREF-5ª/2022) Quanto aos conceitos relacionados à administração financeira 
e orçamentária, julgue o item, com base na legislação vigente.
Viola o princípio da unidade o fato de a lei orçamentária anual brasileira ser composta por 
três peças: o orçamento fiscal; o da seguridade social; e o de investimento das estatais.
Oxe! Viola de jeito nenhum. Os 3 orçamentos são consolidados em uma peça única.
Errado.
026. 026. (QUADRIX/CREF-5ª/2022) Quanto aos conceitos relacionados à administração financeira 
e orçamentária, julgue o item, com base na legislação vigente.
A técnica do orçamento base-zero (OBZ) é conhecida pela agilidade de seu trâmite, desde 
a elaboração até a aprovação, e pela facilidade de sua implementação.
Nada disso. Se é preciso rever todos os gastos, o processo é lento.
Errado.
027. 027. (QUADRIX/CREF-5ª/2022) Quanto aos conceitos relacionados à administração financeira 
e orçamentária, julgue o item, com base na legislação vigente.
Em sua gênese, o orçamento tradicional tinha como principal função servir de instrumento 
de controle político do Poder Legislativo sobre o Poder Executivo, a fim de evitar ao máximo 
a expansão dos gastos.
É isso mesmo. No orçamento tradicional, o foco está no controle do gasto.
Certo.
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
GIACOMONI, J. Orçamento Público. 18. ed. São Paulo: Atlas, 2022.
SECRETARIA DE ORÇAMENTO FEDERAL – SOF. Manual Técnico de Orçamento. Brasília: 
Ministério do Planejamento, 2017.
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL – STN. Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor 
Público. Brasília: Tesouro Nacional, 2022.
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aprimoramento constante deste trabalho.
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	167§1
	art167§2
	167§2
	art167§3
	art167§5
	art167§6
	Sumário
	Apresentação
	Conceitos, Técnicas e Princípios Orçamentários
	1. Direito Financeiro
	2. Orçamento Público: Conceitos e Técnicas
	2.1. Evolução Conceitual
	2.2. Orçamento Autorizativo x Orçamento Impositivo
	3. Tipos de Orçamento
	4. Princípios Orçamentários
	5. Vedações Constitucionais
	6. Controle Judicial do Orçamento Público
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referênciasna parte que lhe for contrário.
Entre as normas gerais acerca do Direito Financeiro editadas pela União, podemos citar 
como exemplo a Lei n. 4.320/64 (editada como lei ordinária, mas recepcionada pela CF/88 
como lei complementar) e a Lei Complementar n. 101/00.
Apesar de alguma divergência doutrinária, entende-se que o Direito Financeiro tem 
autonomia em relação aos demais ramos do direito, tendo em vista principalmente por 
possuir institutos, princípios e conceitos jurídicos próprios e distintos dos existentes nos 
demais ramos.
A despeito dessa autonomia, o Direito Financeiro se relaciona com outros ramos do 
Direito, como se segue:
• Direito Constitucional: diversos institutos, regras e princípios do Direito Financeiro 
se encontram na Constituição (principalmente os arts. 163 a 169);
• Direito Administrativo: o Direito Financeiro deriva do Direito Administrativo, na medida 
em que a atividade financeira do Estado, tratada pelo Direito Financeiro, deverá estar 
enquadrada no âmbito do Direito Administrativo;
• Direito Tributário: o Direito Tributário deriva do Direito Financeiro e tem como objeto 
o tributo (fonte mais importante de financiamento da atividade estatal);
• Direito Penal: no direito penal podemos encontrar diversas tipificações (crimes) 
vinculadas à atividade financeira do Estado;
• Direito Civil e Empresarial: na atividade financeira do Estado, são utilizados institutos 
do Direito Civil e Empresarial.
O Direito Financeiro ainda tem estreita relação com a Ciência das Finanças, contudo, 
com essa não se confunde. Enquanto o Direito Financeiro traz normas de conduta, que 
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devem ser obedecidas de forma cogente, a Ciência das Finanças, apesar de ter como objeto 
também a atividade financeira do Estado, se ocupa de estudos e pesquisas sobre essa 
atividade, em uma ótica especulativa.
Assim, a Ciência das Finanças consiste em uma atividade pré-legislativa, sem força 
coercitiva, fornecendo subsídios (meios e dados) para formulação das normas do Direito 
Financeiro.
2 . ORÇAMENTO PÚBLICO: CONCEITOS E TÉCNICAS2 . ORÇAMENTO PÚBLICO: CONCEITOS E TÉCNICAS
O orçamento público pode ser entendido como um conjunto de informações que 
evidenciam as ações governamentais, capaz de ligar os sistemas de planejamento e finanças. 
Trata-se de um documento em que são previstas (estimadas) as receitas e fixadas as despesas.
Atualmente podemos elencar as seguintes funções/dimensões do orçamento público:
• Política: representa o embate entre as diversas forças políticas presentes na sociedade;
• Planejamento (incorporada mais recentemente): orienta a ação do Estado no longo 
prazo;
• Jurídica: lei formal aprovada pelo Poder Legislativo;
• Gerencial: administração, controle e a avaliação dos recursos utilizados;
• Financeira: estabelecimento do fluxo de entrada de recursos obtidos por meio da 
arrecadação de tributos, bem como da saída de recursos provocada pelos gastos 
governamentais;
• Econômica: instrumento de cumprimento das funções econômicas do Estado. Alocativa, 
distributiva e estabilizadora.
A vertente econômica citou três funções. Vamos conhecê-las melhor.
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2 .1 . EVOLUÇÃO CONCEITUAL2 .1 . EVOLUÇÃO CONCEITUAL
O conceito e utilização do orçamento público vêm evoluindo juntamente com a própria 
história da sociedade. Inicialmente o orçamento surgiu na Inglaterra como um instrumento 
de controle do Poder Legislativo sobre os gastos do Poder Executivo, fruto das conquistas 
da classe burguesa em contraposição ao absolutismo, cabendo ao soberano a autorização 
para realizar as despesas estatais.
Este orçamento é chamado de ORÇAMENTO TRADICIONAL OU CLÁSSICO, cuja principal 
preocupação era relacionada a questões tributárias, deixando de lado aspectos sociais e 
econômicos. O foco do orçamento tradicional era no objeto do gasto, sendo as despesas 
classificadas apenas por unidades administrativas ou itens (elementos) de despesa.
Para a prova, lembre-se que o orçamento tradicional ou clássico era uma peça apenas 
para controle dos gastos públicos, para controle político.
No pós-guerra (Segunda Guerra Mundial), surge uma nova fase de atuação do Estado, 
à medida que a sociedade exigia um Estado provedor de serviços públicos, e a importância 
e objetivos do orçamento foram crescendo. A fase seguinte ao orçamento tradicional 
foi o ORÇAMENTO DESEMPENHO ou ORÇAMENTO DE REALIZAÇÕES ou ORÇAMENTO 
FUNCIONAL, em que os gastos governamentais eram voltados para o cumprimento de 
metas preestabelecidas, no intuito de alcançar resultados específicos.
Esse modelo de orçamento representou uma evolução do orçamento tradicional, pois 
além de apresentar o objeto do gasto, como o orçamento tradicional, dispunha de uma 
nova dimensão, o programa de trabalho, com a finalidade de avaliar o desempenho das 
ações do governo.
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Contudo, muita atenção, apesar de nessa fase o orçamento tem como foco o alcance 
de resultados, ainda não havia a preocupação com o planejamento governamental.
A primeira experiência de ligação do orçamento com o planejamento Estatal ocorreu 
nos Estados Unidos na década de 60, conhecido como Planning Programming and Budgeting 
System (PPBS). Contudo, sua operacionalização e implementação se mostraram árduas, 
tendo em vista a carência de pessoal qualificado e a resistência dos envolvidos para a sua 
aceitação.
Fruto da experiência adquirida ao longo dos anos, foi sendo desenvolvida uma nova forma 
de orçamento: o ORÇAMENTO-PROGRAMA. Esse se caracteriza como instrumento de ligação 
entre o planejamento e a execução/acompanhamento/controle da ação Governamental. 
Esse elo dá ao orçamento programa a característica de ser orgânico.
É o modelo em vigor no Brasil, previsto na Lei n. 4.320/64. Ponto característico desse 
tipo de orçamento é sua vinculação direta com o Planejamento Governamental. Como o 
próprio nome nos indica, no Orçamento-Programa o foco está nos programas de governo, 
nos projetos e atividades necessários para atingir as metas pretendidas.
Além da Lei n. 4.320/64, o Decreto-Lei n. 200/67 também trata do orçamento-programa:
Art. 7º A ação governamental obedecerá a planejamento que vise a promover o desenvolvimento 
econômico-social do País e a segurança nacional, norteando-se segundo planos e programas 
elaborados, na forma do Título III, e compreenderá a elaboração e atualização dos seguintes 
instrumentos básicos:
a) plano geral de governo;
b) programas gerais, setoriais e regionais, de duração plurianual;
c) orçamento-programa anual;
d) programação financeira de desembolso.
Tem inclusive um Título específico no Decreto-Lei:
TÍTULO IIITÍTULO III
DO PLANEJAMENTO, DO ORÇAMENTO-PROGRAMAE DA PROGRAMAÇÃO FINANCEIRADO PLANEJAMENTO, DO ORÇAMENTO-PROGRAMA E DA PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA
Com base nesta característica, o orçamento-programa ultrapassa a fronteira do 
orçamento como simples documento financeiro, aumentando seu escopo de atuação. O 
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orçamento passa a ser um instrumento de operacionalização das diretrizes, objetivos e 
metas do governo.
São características do orçamento-programa:
• o orçamento é o elo entre o planejamento e as funções executivas da organização;
• a alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas;
• as decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises técnicas 
das alternativas possíveis;
• na elaboração do orçamento, são considerados todos os custos dos programas, 
inclusive os que extrapolam o exercício;
• a estrutura do orçamento está voltada para aspectos administrativos e de planejamento;
• classificação funcional-programática;
• utilização de indicadores de resultados;
• o controle visa avaliar a eficiência, a eficácia e a efetividade das ações governamentais.
Como se trata de um orçamento-programa, a primeira coisa é definir metas. Só a partir 
daí, define-se os recursos necessários (humanos, materiais e financeiros) para a consecução 
dessas metas.
Fique atento(a) à diferença entre o orçamento desempenho e o orçamento programa. Já 
foi cobrado em prova qual seria o orçamento com preocupação principal no resultado dos 
gastos, sem vinculação com o instrumento central do governo. Nesse caso, não confunda, 
trata-se do orçamento desempenho, pois conforme já vimos, o Orçamento-Programa se 
vincula ao instrumento central de planejamento do Governo.
De forma resumida, pode-se sintetizar os orçamentos tradicional, de desempenho e 
programa de acordo com as seguintes dimensões:
Técnica Dimensões
Orçamento Tradicional 1 dimensão (objeto do gasto ou elemento de despesa)
Orçamento Desempenho 2 dimensões (objeto do gasto e Programa de Trabalho)
Orçamento Programa
3 dimensões (objeto do gasto, Programa de Trabalho e 
Objetivo da ação governamental)
 
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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
001. 001. (QUADRIX/SERPRO/2014) A elaboração e o acompanhamento de orçamentos de receitas 
e despesas devem estar conectados com os objetivos estratégicos da entidade. O processo 
orçamentário que se caracteriza por apresentar duas dimensões do orçamento: o objeto de 
gasto e um programa de trabalho, contendo as ações desenvolvidas, e onde toda a ênfase 
reside na performance organizacional, é conhecido como:
a) Orçamento de Desempenho.
b) Orçamento Disfuncional.
c) Orçamento Base-zero.
d) Orçamento de Estratégia.
e) Orçamento Alvo.
Como visto, havendo duas dimensões, trata-se do orçamento desempenho.
Letra a.
002. 002. (QUADRIX/CFO-DF/2017) A respeito de administração orçamentária e financeira, 
julgue o item.
O orçamento-programa caracteriza-se por apresentar duas dimensões do orçamento: o 
objeto do gasto e um programa de trabalho, contendo as ações a serem desenvolvidas.
Nada disso, a presença de duas dimensões caracteriza o orçamento desempenho.
Errado.
Outro tipo de orçamento frequentemente cobrado em provas é o ORÇAMENTO BASE-
ZERO (OBZ) ou POR ESTRATÉGIA. Nessa forma de orçamento, todos os valores consignados 
no orçamento antecedente devem ser revistos e rediscutidos, a partir da análise da sua 
permanência. Nenhum programa tem continuidade garantida. Assim, como o próprio nome 
diz, parte-se do zero para construção de um novo orçamento.
Esse tipo de orçamento possui alguns entraves para sua implementação, entre eles, 
a resistência imposta pela burocracia, quando avaliada a eficácia de seus programas, e 
a dificuldade em conciliar esse tipo de orçamento com uma visão de planejamento de 
longo prazo.
Em oposição ao OBZ, há o ORÇAMENTO INCREMENTAL. Esse orçamento funciona assim: 
num determinado ano, são arroladas as despesas e as receitas. No próximo exercício, o que 
é feito? Apenas a correção/atualização dos valores, mantendo-se a base do ano anterior.
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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
Há um grande problema no orçamento incremental: sabendo que haverá incrementos, 
as unidades orçamentárias vão optar por gastar indiscriminadamente. Com isso, no ano 
seguinte, a unidade abocanha maior fatia do orçamento. É tipo assim: se não gastar, ano 
que vem não tem. Daí chega em dezembro e começa uma sangria desatada para gastar 
com qualquer coisa. Vira um ciclo vicioso. Podemos dizer o orçamento incremental é um 
tipo de orçamento tradicional.
Por fim, como um novo modelo que vem ganhando força, tem-se o ORÇAMENTO 
PARTICIPATIVO, que convoca os cidadãos a participarem da etapa de formulação do 
orçamento. Cuidado para o fato de que nem a competência do Executivo para apresentar 
o Projeto e nem a competência do Legislativo para aprová-lo são usurpadas.
O que acontece apenas é o chamamento da população para, junto aos Poderes Executivo 
e Legislativo, opinar sobre as prioridades do Orçamento. Atualmente, essa experiência pode 
ser observada em alguns municípios brasileiros (Porto Alegre, Belo Horizonte). No âmbito 
federal, houve uma tentativa na Lei Orçamentária Anual de 2012 (LOA/2012) de adotar 
emendas de iniciativa popular. No entanto, não foi uma experiência que teve continuidade 
nos anos seguintes.
O orçamento participativo requer mobilização social. Além disso, o governo precisa 
ter discricionariedade para alocar os recursos e atender aos anseios da sociedade. O que 
isso quer dizer? Se o governo tiver vinculações orçamentárias, ele fica engessado, não 
conseguindo adequar os gastos para resolver problemas pontuais da população.
E é fato que o orçamento é pouco discricionário, ou seja, a maior parte das despesas é 
obrigatória, restando pouca margem de discricionariedade por parte dos gestores.
Vistos todos esses orçamentos, vamos a um resuminho maroto:
Apesar de não ter incidência muito grande em provas de concursos, é importante conhecer 
também o ORÇAMENTO COM TETO FIXO, que consiste no critério de alocação de recursos 
por meio do estabelecimento de um valor financeiro fixo pelo órgão central de orçamento, 
geralmente obtido mediante a aplicação de percentual único sobre as despesas realizadas 
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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
em determinado período, com base no qual os órgãos/unidades deverão elaborarsuas 
propostas orçamentárias parciais, a ser consolidada por esse mesmo órgão central.
Trata-se, na realidade, mais de uma técnica para construção do orçamento do que uma 
espécie de orçamento em si.
003. 003. (QUADRIX/CRN – 2º REGIÃO/2020) De acordo com os conceitos da administração 
financeira, julgue o item.
Em um processo de elaboração orçamentária realizado pelo orçamento base‐zero, cada 
departamento deve ter por meta manter o orçamento do ano anterior, sem aumento de 
gastos.
O objetivo do orçamento base-zero é que todos os gastos sejam revistos.
Errado.
004. 004. (QUADRIX/CRA-GO/2016) A análise, a revisão e a avaliação de todas as despesas 
propostas e não apenas das solicitações que ultrapassam o nível de gasto já existente está 
melhor condizente com o conceito de:
a) Orçamento custo 100.
b) Orçamento base zero.
c) Orçamento de Desempenho.
d) Orçamento extrapolativo.
e) Orçamento público.
Trata-se do orçamento base zero, que busca justificar todos os gastos previstos.
Letra b.
2 .2 . ORÇAMENTO AUTORIZATIVO X ORÇAMENTO IMPOSITIVO2 .2 . ORÇAMENTO AUTORIZATIVO X ORÇAMENTO IMPOSITIVO
No orçamento autorizativo, há apenas autorização para realização das despesas, 
conferindo margem de discricionariedade ao gestor para executá-las. Já no orçamento 
impositivo há um dever do administrador público em executar os gastos fixados na lei 
orçamentária.
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
Historicamente, o orçamento público é autorizativo, não havendo obrigação na execução 
dos programas previstos no orçamento, contudo, nos últimos anos, tem havido alterações 
na nossa Constituição que vem mudando essa dinâmica, de forma que o orçamento público 
no Brasil caminha para um Orçamento Impositivo.
Assim, nos termos da CF/88 (trecho incluído pela EC n. 100/19), a administração tem 
o dever de executar as programações orçamentárias, adotando as medidas e os meios 
necessários, com o propósito de garantir a efetiva entrega de bens e serviços à sociedade. 
Essa norma segue os seguintes parâmetros:
• subordina-se ao cumprimento de dispositivos constitucionais e legais que estabeleçam 
metas fiscais ou limites de despesas e não impede o cancelamento necessário à 
abertura de créditos adicionais;
• não se aplica nos casos de impedimentos de ordem técnica devidamente justificados;
• aplica-se exclusivamente às despesas primárias discricionárias.
Além disso, o dever de execução se aplica apenas aos orçamentos fiscal e da seguridade 
social, ou seja, não vincula o orçamento de investimentos.
Mais à frente veremos o que são esses 3 orçamentos, que são classificadas como esferas 
de orçamento!
Veja, que apesar da ideia de um orçamento impositivo/obrigatório, são inúmeras as 
possibilidades de se reverem os programas, seja por meio de cancelamentos de dotações 
ou em razão de impedimentos técnicos.
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
2 .2 .1 . EMENDAS PARLAMENTARES
A partir da Emenda à Constituição (EC) n. 86/2015, tornou-se obrigatória a execução 
orçamentária/financeira das programações oriundas das emendas individuais de deputados 
e senadores, o que conferiu caráter impositivo para essas despesas.
Mas o que são essas emendas individuais?
São emendas propostas pelos deputados e senadores. No Congresso, quando a peça 
orçamentária está sendo analisada, são previstas as seguintes modalidades de emenda:
• Emendas Coletivas de Bancada Estadual, elaboradas de forma conjunta pelos deputados 
e senadores de cada unidade da federação: bancada da Paraíba, bancada de Minas 
Gerais, bancada de Goiás, etc.;
• Emendas Coletivas de Comissão, elaboradas pelas diversas comissões existentes na 
Câmara e no Senado: Comissão de Educação (Câmara), Comissão do Esporte (Câmara), 
Comissão de Assuntos Econômicos (Senado), etc.;
• Emendas Individuais, que cada parlamentar (deputados e senadores) tem direito de 
propor ao projeto.
Com a EC n. 100/19, a garantia de execução orçamentária/financeira passou a ser 
aplicada também a parte das programações incluídas por emendas de iniciativa de bancada 
de parlamentares de Estado ou do Distrito Federal. Hoje, nós temos o seguinte:
• Emendas individuais: todas são impositivas, sendo metade do valor reservado para 
ações e serviços públicos de saúde. Essa metade para a saúde ajuda no cumprimento 
da aplicação mínima em saúde, ou seja, entra no cômputo da aplicação mínima.
• Emendas de bancada: tem parte impositiva, tem parte não impositiva.
• Emendas de comissão: todas são não impositivas.
O valor das emendas faz referência a uma porcentagem da receita corrente líquida – 
RCL. Antes da Emenda Constitucional n. 126/2022, tínhamos 1,2% da RCL para emendas 
individuais, sendo 0,6% para a saúde. Cuidado com isso, pois agora mudou.
Agora, temos o seguinte:
• Emendas individuais: até 2% da RCL do exercício anterior ao do encaminhamento do 
projeto, sendo metade (1%) destinada para a saúde.
− 1,55% é distribuído aos deputados
− 0,45% é distribuído aos senadores
• E as emendas de bancada? Continua sendo 1%:
• Até 1,0% da RCL para as emendas impositivas de bancada (o que passar disso é não 
impositivo). Não tem metade obrigatória para saúde aqui.
Explicando o ano de referência da RCL: o projeto de LOA para 2024 é encaminhado em 
2023. Sendo o parâmetro o ano anterior ao do encaminhamento, a RCL utilizada no caso 
é a de 2022, ok?
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Apesar de impositivas, as emendas individuais e a parte impositiva das emendas de 
bancada estadual não serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos de 
ordem técnica.
Além dessa limitação, se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá 
resultar no não cumprimento da meta de resultado fiscal, os montantes de execução das 
emendas poderão ser reduzidos na mesma proporção das demais despesas discricionárias.
O orçamento traz despesas obrigatórias, que o governo não pode deixar de fazer (ex.: 
gastos com saúde, educação e segurança), e despesas discricionárias, sobre as quais ele 
tem liberdade de decidir (ex.: gastos com infraestrutura e pesquisa).
No caso das despesas discricionárias, no caso de haver frustração de receitas, elas podem 
ser contingenciadas, ou seja, esses gastos não poderão ser executados, até que seja feito 
o descontingenciamento, se for possível.
Por fim, vale dizer que as emendas podem ser pagas posteriormente (após o transcorrer 
do ano), gerando restos a pagar.
ALOCAÇÃO DE RECURSOS POR EMENDAS PARLAMENTARES INDIVIDUAIS
As emendas individuais impositivas apresentadas ao projeto de lei orçamentária anual 
poderão alocar recursos a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios (ATENÇÃO: nesse caso 
em vez de o parlamentar da União destinar recursos para órgãos federais, irá destiná-losa outros Entes), por meio de:
• transferência especial (só pode ser feita em emendas individuais); ou
• transferência com finalidade definida.
Em qualquer uma das hipóteses de transferência, é vedada a aplicação dos recursos no 
pagamento de despesas com pessoal e encargos sociais (ativos e inativos), e com encargos 
referentes ao serviço da dívida.
Na transferência especial, os recursos serão repassados diretamente ao ente federado 
beneficiado (Estados, DF e Municípios), independentemente de celebração de convênio ou 
de instrumento congênere. E pertencerão ao ente federado no ato da efetiva transferência 
financeira.
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Ademais, nesse tipo de transferência, os recursos serão aplicados em programações 
finalísticas das áreas de competência do Poder Executivo do ente federado beneficiado, 
no entanto, 70% deverão ser alocados em despesas de capital (investimentos).
Na transferência com finalidade definida, os recursos serão vinculados à 
programação estabelecida na emenda parlamentar e aplicados nas áreas de competência 
constitucional da União.
005. 005. (QUADRIX/CRP – 17ª REGIÃO/2018) O chamado orçamento impositivo, aprovado pela 
Emenda Constitucional n.º 86/2015, consiste na obrigatoriedade de
a) execução das dotações aprovadas na lei orçamentária anual.
b) execução das emendas individuais incluídas na lei orçamentária anual como um percentual 
da receita corrente líquida prevista no respectivo projeto.
c) destinação do total das emendas parlamentares a ações e serviços públicos de saúde.
d) execução das emendas individuais aprovadas na lei orçamentária anual como um percentual 
da receita corrente líquida realizada no exercício anterior.
e) priorização da execução das emendas coletivas em relação às emendas individuais.
A emenda n. 86/2015 tornou obrigatória a execução das emendas individuais aprovadas 
na lei orçamentária anual como um percentual da receita corrente líquida realizada no 
exercício anterior. A referência agora, com a emenda n. 126/2022, passou a ser o exercício 
anterior ao do encaminhamento do projeto.
Letra d.
IMPOSITIVADE DE EMENDAS PARLAMENTARES NOS ESTADOS
Há uma importante decisão que eu não posso deixar de comentar com você: foram 
aprovadas emendas à Constituição do Estado de Santa Catarina e à Constituição do Estado 
de Roraima que tratavam de emendas parlamentares. Há época, as emendas individuais 
na União ainda não eram impositivas (passaram a ser em 2015).
Como o Supremo Tribunal Federal enxerga essa questão? Duas coisas:
• não há constitucionalidade superveniente. Ou seja, essas emendas aprovadas antes 
da Emenda da União são inconstitucionais por divergirem das normas de orçamento 
vigentes naquele momento;
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• quando aprovada emenda constitucional estadual sobre impositividade de emendas, 
é preciso observar os parâmetros colocados para a União.
3 . TIPOS DE ORÇAMENTO3 . TIPOS DE ORÇAMENTO
A doutrina divide o orçamento em três tipos, dependendo dos Poderes que participam 
da elaboração, aprovação e execução deste:
O Brasil já utilizou o orçamento legislativo, o executivo e o misto ao longo de sua história! O 
orçamento do tipo misto é o nosso orçamento vigente. Veja o papel de cada Poder atualmente:
006. 006. (QUADRIX/CRF-ES/2019) Acerca dos aspectos básicos de administração financeira e 
orçamentária, julgue o item.
Tendo em vista que é aprovado pelo Congresso Nacional, o orçamento público no Brasil é 
do tipo legislativo.
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No Brasil nosso orçamento é do tipo misto!
Errado.
4 . PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS4 . PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS
O orçamento público tem princípios que regem sua elaboração e controle. Esses princípios 
orçamentários são regras que norteiam o processo de elaboração, aprovação, execução e 
controle do orçamento. Eles são encontrados na Constituição, na doutrina e em legislação 
infraconstitucional (principalmente na Lei n. 4.320/64), aplicáveis os Poderes Executivo, Legislativo 
e Judiciário de todos os entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios).
A Lei n. 4.320/64, abaixo da Constituição, é um dos principais instrumentos legislativos sobre 
orçamento e contabilidade pública. Essa lei estatui normas gerais de direito financeiro para 
elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e 
do Distrito Federal.
Muita atenção a cada detalhe, pois em muitos casos as questões pedem apenas que 
o candidato correlacione o nome de cada princípio com suas características.
Outro ponto importante: citaremos vários princípios. Mas quando a pergunta se relacionar 
ao que está expresso na Lei n. 4.320/64, temos o seguinte:
Art. 2º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar 
a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios 
de unidade universalidade e anualidade.
Antes de discorrer sobre os princípios, algumas palavras-chave e as exceções para você 
ficar atento aos princípios mais comuns em provas.
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• LEGALIDADE
A legalidade pode ser vista sob dois aspectos: esfera privada e setor público. Para o 
âmbito privado, temos o seguinte na Constituição:
Art. 5º
II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.
No caso do setor público, o gestor só pode fazer aquilo que está na lei. Veja na CF com 
grifos nossos:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
Isso vale também para a matéria orçamentária. Diante desse fato, justifica-se a existência 
das leis orçamentárias: PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA 
(Lei Orçamentária Anual).
O orçamento é uma Lei Ordinária, aprovada pelo Poder Legislativo, sob rito especial, com 
iniciativa exclusiva de apresentação do Projeto pelo Chefe do Poder Executivo. Aliás, tirando 
os créditos extraordinários (espécie de crédito adicional), que são enviados ao Congresso 
Nacional por meio Medida Provisória, as matérias orçamentárias (PPA, LDO, LOA e demais 
espécies de créditosadicionais) são enviadas ao Poder Legislativo pelo Poder Executivo por 
meio de Projeto de Lei Ordinária.
Apesar de ser uma lei ordinária, o orçamento público não cria nem gera direitos e 
deveres, não inovando na ordem jurídica. Dessa forma, materialmente, o Orçamento Público 
é considerado uma lei de efeitos concretos, logo, com natureza de ato administrativo.
Podemos então considerar as seguintes características para a lei orçamentária:
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Conceito, Técnicas e Princípios Orçamentários
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Há duas correntes doutrinárias sobre a natureza da lei orçamentária: uma defende 
que essa tem apenas forma de Lei, mas conteúdo de ato administrativo (Mayer), e outra 
corrente classifica a lei orçamentária como lei material, emanada do Poder Legislativo, no 
exercício de suas funções (Hoennel).
Como a impositividade do orçamento vem ganhando força nos últimos anos, há quem 
defenda que essa característica faz o orçamento ser, de fato, uma lei material.
Prestem atenção! Apesar do fato de ser uma lei formal, isso não impede o controle 
abstrato de constitucionalidade sobre as normas orçamentárias, conforme jurisprudência 
atual do Supremo Tribunal Federal (STF). Esse tema é mais facilmente observado na Prova 
de Constitucional, mas é bom ficar atento, uma vez que tem sido tema em provas!
Por fim, um detalhe pequeno (na verdade, bem importante): gastos públicos precisam 
estar previstos em leis específicas (Lei do Bolsa Família, por exemplo). Não basta só estar 
contido na lei orçamentária anual. Veja que temos a legalidade da lei que cria o gasto e a 
legalidade da previsão do gasto na lei orçamentária.
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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
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007. 007. (QUADRIX/CRMV-AM/2020) Acerca dos princípios orçamentários e das noções básicas 
de administração financeira, julgue o item.
O princípio orçamentário da legalidade obriga a Administração Pública a se abster de fazer 
aquilo que a lei não autoriza expressamente.
O administrador público deve agir apenas sob o manto da lei.
Certo.
• UNIDADE/TOTALIDADE
De acordo com esse princípio, não poderão coexistir diferentes orçamentos para um 
mesmo ente da federação. Esse princípio buscar evitar a proliferação de orçamentos paralelos 
em um mesmo ente da federação, determinando que haja um só orçamento.
De acordo com a Constituição, a Lei Orçamentária Anual será composta pelo orçamento 
fiscal, pelo orçamento da seguridade social e pelo orçamento de investimento de empresas.
Conforme CF/1988, art. 165:
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da 
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha 
a maioria do capital social com direito a voto;
III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, 
da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos 
pelo Poder Público.
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A despeito da existência desses orçamentos, esse fato não representa exceção ou 
quebra do princípio da unidade, eis que, a peça orçamentária está unificada em um único 
documento, atendendo ao comando principiológico. Inclusive esse princípio pode vir definido 
como Princípio da Totalidade, no sentido da coexistência de múltiplos orçamentos que 
devem ser consolidados em uma só Lei Orçamentária Anual, em uma só peça de orçamento.
008. 008. (QUADRIX/CRMV-AM/2020) Acerca dos princípios orçamentários e das noções básicas 
de administração financeira, julgue o item.
O orçamento anual pode ser aprovado com a inclusão de peças distintas, sem que tal fato 
constitua desrespeito ao princípio orçamentário da unidade.
De acordo com o princípio da unidade, cada ente deve possuir apenas um orçamento. A 
existência de peças distintas não contraria o princípio em tela (totalidade) .
Certo.
009. 009. (QUADRIX/CRF-ES/2019) Acerca dos aspectos introdutórios do orçamento público, 
julgue o item
A estrutura do orçamento da União desrespeita o princípio orçamentário da unidade, uma 
vez que prevê a aprovação do orçamento fiscal, da seguridade social e de investimento das 
empresas estatais.
A despeito da existência desses orçamentos, esse fato não representa exceção ou quebra do 
princípio da unidade, eis que, a peça orçamentária está unificada em um único documento.
Errado.
010. 010. (QUADRIX/CRF-ES/2019) A respeito dos mecanismos básicos de administração 
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O orçamento de investimento das estatais abrange as empresas em que a União, direta ou 
indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.
O orçamento de investimentos compreende os valores transferidos para as empresas em 
que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a 
voto, que não pertençam ao orçamento Fiscal e da Seguridade Social!
Certo.
• UNIVERSALIDADE
Determina que a Lei Orçamentária Anual compreenderá todas as despesas e receitas, 
inclusive as provenientes de operações de crédito, referentes a todos os Poderes do Ente da 
Federação (União, Estados, Munícipios e Distrito Federal), seus fundos, órgãos e entidades 
da administração direta e indireta.
Esse princípio não se aplica às operações de crédito por antecipação da receita, as 
emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiro.
Operações de Crédito são compromissos financeiros em razão de empréstimo (mútuo), 
abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento 
antecipado de valores oriundo de vendas com fornecimento parcelado etc.
Esse princípio está previsto nos artigos 3º e 4º da Lei n. 4.320/64:
Art. 3º. A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de 
crédito autorizadas em lei.
Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de credito por 
antecipação da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no 
ativo e passivo financeiros.
Art. 4º. A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo 
e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar, observadoo 
disposto no artigo 2º.
Diferentemente das operações de crédito, que se originam de obrigações assumidas pelo 
Estado em razão de um recurso disponibilizado por terceiros, as operações de créditos por 
antecipação de receita tratam de um mecanismo de execução de despesas do Estado, que, 
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prevendo a realização de uma receita, já realiza o respectivo gasto. Logo, há necessidade 
do tratamento diferenciado.
Cuidado que a universalidade não tem nada a ver com o princípio da totalidade (unidade). Em 
algumas questões de prova o examinador tenta confundir o candidato quantos aos princípios 
da unidade e da universalidade. Por isso, fique atento: quando a questão tratar da apresentação 
de todas as receitas e despesas, o princípio citado é o da universalidade. Quando o assunto é 
uma única peça consolidando os três orçamentos, aí temos a unidade/totalidade.
011. 011. (QUADRIX/CFO-DF/2020) No que se refere ao orçamento público, julgue o item.
O princípio da universalidade estabelece a necessidade de todas as receitas e despesas 
estarem previstas na lei orçamentária anual.
De acordo com o princípio da universalidade, a Lei Orçamentária Anual compreenderá 
todas as despesas e receitas, inclusive as provenientes de operações de crédito, referentes 
a todos os Poderes do Ente da Federação (União, Estados, Munícipios e Distrito Federal), 
seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta!
Certo.
• EXCLUSIVIDADE
A lei orçamentária anual não deve conter dispositivo estranho à previsão da receita e 
fixação da despesa, com exceção da autorização para a abertura de créditos suplementares 
e contratação de operações de crédito, inclusive as de antecipação de receita.
Veja que a antecipação de receita entra como exceção ao princípio da exclusividade, 
ou seja, pode constar a sua autorização no orçamento. Por outro lado, quando você viu o 
princípio da universalidade (orçamento traz todas as despesas e receitas), você aprendeu 
que operações de crédito também necessariamente entram, mas não as operações por 
antecipação de receita, que são extraorçamentárias (tema da aula de receita pública).
Ou seja, operações por antecipação de receita podem ter sua autorização no orçamento 
(exceção à exclusividade), mas não constam do rol de receitas no orçamento (não está 
elencada na universalidade). Cuidado com essas peculiaridades para não se confundir.
Voltando ao princípio, ele busca evitar que matérias diversas ao orçamento sejam 
tratadas nessa Lei e da mesma forma que normas sobre orçamento constem de dispositivos 
com outras finalidades, ou seja, as leis orçamentárias devem ser tratadas especificamente.
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A ideia, como bem cita o Consultor de Orçamentos da Câmara dos Deputados Eber 
Zoehler Santa Helena ( já aposentado), é evitar a existência de caudas e rabilongos, como 
a inclusão em lei orçamentária de procedimentos de ação de desquite!!! Tem base? Pois 
isso já ocorreu. Veja as denominações das caudas em outros países: tackings (Inglaterra), 
riders (EUA), bepckung (Alemanha) e cavaliers budgetaries (França).
E porque há risco de se incluir outros temas no orçamento? Porque a lei do orçamento 
será aprovada. É preciso ter orçamento. Então, sabendo dessa necessidade de aprovação, 
parlamentares aproveitavam para inserir temas diversos, pegando carona.
Sobre as autorizações que poderão constar do Orçamento, o artigo 7º da Lei n. 
4.320/64, dispõe:
Art. 7º A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para:
I – Abrir créditos suplementares até determinada importância obedecidas as disposições do 
artigo 43;
II – Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da 
receita, para atender a insuficiências de caixa.
§ 1º Em casos de déficit, a Lei de Orçamento indicará as fontes de recursos que o Poder Executivo 
fica autorizado a utilizar para atender a sua cobertura.
§ 2º O produto estimado de operações de crédito e de alienação de bens imóveis somente 
se incluirá na receita quando umas e outras forem especificamente autorizadas pelo Poder 
Legislativo em forma que juridicamente possibilite ao Poder Executivo realizá-las no exercício.
§ 3º A autorização legislativa a que se refere o parágrafo anterior, no tocante a operações de 
crédito, poderá constar da própria Lei de Orçamento.
Veja que a Lei n. 4.320/64 somente autorizou o Poder Executivo a abrir crédito suplementar 
(demais créditos adicionais não, ou seja, ficam fora os créditos adicionais especiais e 
extraodinários) e operações de crédito.
Quando a gente pega o texto da lei orçamentária para dar uma olhada, dá pra perceber 
claramente o princípio da exclusividade e suas exceções. Basta olharmos os nomes dos capítulos 
e seções da LOA. Veja como isso apareceu na LOA 2022 (Lei n. 14.303/2022), com grifos nossos:
CAPÍTULO ICAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARESDISPOSIÇÕES PRELIMINARES
CAPÍTULO IICAPÍTULO II
DOS ORÇAMENTOS FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIALDOS ORÇAMENTOS FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL
Seção ISeção I
Da estimativa da receitaDa estimativa da receita
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Seção IISeção II
Da fixação da despesaDa fixação da despesa
Seção III
Da autorização para a abertura de créditos suplementares
CAPÍTULO IIICAPÍTULO III
DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTODO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO
Seção ISeção I
Das fontes de financiamentoDas fontes de financiamento
Seção IISeção II
Da fixação da despesaDa fixação da despesa
Seção IIISeção III
Da autorização para a abertura de créditos suplementaresDa autorização para a abertura de créditos suplementares
CAPÍTULO IV
DA AUTORIZAÇÃO PARA CONTRATAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO E EMISSÃO DE TÍ-
TULOS DA DÍVIDA PÚBLICA
CAPÍTULO VCAPÍTULO V
DISPOSIÇÕES FINAISDISPOSIÇÕES FINAIS
012. 012. (QUADRIX/CRF-AP/2021) Acerca do orçamento público, julgue o item.
São consideradas como exceções ao princípio da exclusividade no orçamento a autorização 
para a abertura de créditos suplementares e a contratação de operações de crédito, ainda 
que por antecipação de receita.
O princípio da exclusividade tem como exceções a autorização para abertura de crédito 
suplementar e contratação de operação de crédito, inclusive por antecipação de receita!
Certo.
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013. 013.(QUADRIX/CRM-MS/2021) A Controladoria-Geral da União conceitua o orçamento 
público como o instrumento utilizado pelo Estado para planejar a utilização do dinheiro 
arrecadado com os tributos (impostos, taxas, contribuições de melhoria, entre outros). 
Essa ferramenta tanto estima as receitas que o governo espera arrecadar quanto fixa as 
despesas a serem efetuadas com o dinheiro. Em resumo, o orçamento, na Administração 
Pública, compreende a previsão da receita e a fixação de limites para a despesa, para um 
determinado período de tempo. Pode-se, portanto, arrecadar valor que fique aquém, que 
seja igual ou que seja superior à receita prevista, mas a execução da despesa nunca poderá 
ser superior ao valor orçado. A elaboração, a execução e o controle do orçamento público são 
norteados por princípios, denominados princípios orçamentários. O art. 165 da Constituição 
Federal estabelece que o orçamento não deve conter dispositivo estranho à previsão da 
receita e à fixação da despesa. Ressalva-se dessa proibição a autorização para a abertura 
de crédito suplementar e para a contratação de operações de crédito, nos termos da lei. 
Trata-se do princípio da
a) legalidade.
b) universalidade.
c) exclusividade.
d) não vinculação (não afetação) da receita de impostos.
e) transparência.
Trata-se do princípio da exclusividade.
Certo.
014. 014. (QUADRIX/CRMV-AM/2021) Acerca dos princípios orçamentários e das noções básicas 
de administração financeira, julgue o item.
A indicação de fontes de recursos para atender à cobertura de deficits constitui exceção 
válida para o princípio orçamentário da exclusividade.
Exato, a cobertura de déficits é feita por meio de operações de crédito, exceção ao princípio 
da exclusividade.
Certo.
• ANUALIDADE/PERIODICIDADE
O orçamento deve abranger um período definido no tempo. No Brasil, o orçamento 
coincide com o ano civil, período de um ano. Assim, as autorizações para gastos terão 
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validade apenas para o exercício financeiro da sua autorização, salvo algumas exceções, 
como os créditos especiais e extraordinários.
Lei n. 4.320/64 – Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.
Outro detalhe importante: em que momento a gente considera a receita e a despesa? 
A Lei traz a resposta:
Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:
I – as receitas nêle arrecadadas;
II – as despesas nêle legalmente empenhadas.
Professor, você falou que tem exceção. Pode mostrar? Claro, jovem!. Veja o que diz a 
Lei n. 4.320/64:
Art. 45. Os créditos adicionais terão vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem 
abertos, salvo expressa disposição legal em contrário, quanto aos especiais e extraordinários.
E agora veja o que diz a CF/1988:
Art. 167
§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem 
autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele 
exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento 
do exercício financeiro subsequente.
Então, eis a exceção ao princípio da anualidade: créditos especiais e extraordinários que 
forem autorizados nos últimos 4 meses do ano podem ser reabertos nos limites de seus 
saldos no ano seguinte.
015. 015. (QUADRIX/CREFONO – 9ª REGIÃO/2019) Acerca dos princípios orçamentários, 
julgue o item.
O princípio da anualidade ou periodicidade veda a existência de normas orçamentárias que 
ultrapassem o exercício financeiro de um ano.
Cuidado! De acordo com esse princípio, o orçamento deve abranger um período definido no 
tempo. Além disso, ao utilizar o gênero normas orçamentárias, poderíamos entender que 
a LDO está inclusa, cuja vigência ultrapassa o exercício financeiro de um ano.
Errado.
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016. 016. (QUADRIX/CRF-ES/2019) Acerca dos aspectos introdutórios do orçamento público, 
julgue o item.
O orçamento de determinado ente da Federação que tiver periodicidade de um ano cumprirá o 
princípio da anualidade, ainda que o início do exercício financeiro ocorra no primeiro dia de julho.
De acordo com a Lei n. 4.320/64, o exercício financeiro coincidirá com o ano civil. Por se 
tratar de norma geral (competência concorrente), deve prevalecer.
Errado.
• ORÇAMENTO BRUTO
As receitas e despesas consignadas no orçamento devem ser apresentadas pelos seus 
valores brutos, sendo vedada a apresentação desses créditos deduzidos por algum valor. 
Esse princípio está previsto no art. 6º da Lei n. 4.320/64:
Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas 
quaisquer deduções.
§ 1º As cotas de receitas que uma entidade pública deva transferir a outra incluir-se-ão, como 
despesa, no orçamento da entidade obrigada a transferência e, como receita, no orçamento da 
que as deva receber.
§ 2º Para cumprimento do disposto no parágrafo anterior, o cálculo das cotas terá por base 
os dados apurados no balanço do exercício anterior aquele em que se elaborar a proposta 
orçamentária do governo obrigado a transferência.
Esse princípio se aplica inclusive para transferências obrigatórias que um ente faça para 
outro, em razão de um dispositivo legal ou constitucional (como o Fundo de Participação 
dos Estados – FPE). Assim, mesmo que parcela da arrecadação de um tributo deva ser 
transferida a outro ente, por determinação constitucional, essa parcela que será transferida 
deverá ser apresentada pelo seu valor bruto como receita.
Como ocorrerá a transferência e em respeito ao princípio do orçamento bruto, a parcela 
transferida será registrada como uma despesa no orçamento do ente transferidor.
A ideia desse princípio é conferir transparência ao orçamento, já que eventuais deduções 
podem esconder despesas ou receitas. Apresentando o orçamento de forma bruta, é possível 
ver tudo, inclusive aquilo que não ficará com aquele ente, em face de transferência.
017. 017. (QUADRIX/CREFONO – 9ª REGIÃO/2019) Acerca dos princípios orçamentários, 
julgue o item.
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O princípio do orçamento bruto prevê que as cotas de receita que uma entidade pública 
transfira a outra devem ser tratadas como despesa na entidade transferidora e como 
receita orçamentária na entidade recebedora.
Exato, como ocorrerá a transferência e em respeito ao princípio do orçamento bruto, a 
parcela transferida será registrada como uma despesa no orçamento do ente transferidor.
Certo.
• DISCRIMINAÇÃO/ESPECIALIZAÇÃO
As dotações previstas no orçamento devem ser especificadas, sendo vedado prever no 
orçamento, dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal, 
material, serviços de terceiros ou quaisquer outras.Tem como finalidade dar transparência 
aos gastos do governo, facilitando a função de acompanhamento e controle do gasto público 
pelos órgãos de controle e pela sociedade.
Excepciona-se nesses casos a possiblidade de consignação de dotações globais para 
programas especiais de trabalho e a reserva de contingência.
Lei n. 4.320/64 Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a atender 
indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou 
quaisquer outras, ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único.
Art. 20. Os investimentos serão discriminados na Lei de Orçamento segundo os projetos de 
obras e de outras aplicações.
Parágrafo único. Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-
se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa poderão ser custeadas por 
dotações globais, classificadas entre as Despesas de Capital.
O orçamento será composto por quadro discriminativo da receita por fontes e respectiva 
legislação.
De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, o projeto de lei orçamentária anual 
conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com 
base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, 
destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais 
imprevistos.
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A especialização é importante para que todos (órgãos de controle, sociedade...) possam 
saber exatamente aquilo que está sendo executado com recursos públicos. Imagina se a 
gente abrisse o orçamento e só tivesse o seguinte:
• Ações de Assistência social: R$ 70,0 bilhões
• Ações de Saúde: R$ 200,0 bilhões
• Ações de Educação: R$ 130,0 bilhões
A gente chama isso de ação guarda-chuva. Ações que englobam um monte de coisa. 
Legal o nome, mas como saberíamos quanto foi gasto, por exemplo, com educação superior, 
com bolsa família, com atenção especializada no âmbito do SUS...? Seria impossível com 
um orçamento genérico desse jeito.
Então é isso: orçamento precisa trazer as informações da maneira mais 
pormenorizada possível.
018. 018. (QUADRIX/CRB – 6ª REGIÃO/2019) Com relação aos princípios orçamentários, julgue o item.
O princípio da especialização ou discriminação veda que dotações globais sejam consignadas 
para o atendimento de despesas diversas.
Perfeito! Dotação global dificulta a transparência. É preciso especificar.
Certo.
019. 019. (QUADRIX/CREFONO – 9ª REGIÃO/2019) Acerca dos princípios orçamentários, 
julgue o item.
O princípio da unidade veda que dotações globais sejam consignadas para o atendimento 
de despesas diversas.
Esse conceito refere-se ao princípio da discriminação.
Errado.
020. 020. (QUADRIX/CRP-PR/2019) Julgue o item, relativos aos princípios orçamentários.
O princípio da universalidade veda que dotações globais sejam consignadas para o atendimento 
de despesas diversas.
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Universalidade é o orçamento conter todo o universo de receitas e despesas.
Errado.
• NÃO AFETAÇÃO/NÃO VINCULAÇÃO
A receita de impostos não deve ser vinculada a órgãos, fundos e despesas, ressalvando-
se as seguintes exceções previstas na Constituição Federal de 88:
• Transferências constitucionais/Repartição das receitas tributárias (Fundos de 
Participação dos Estados e dos Municípios, Fundos de Desenvolvimento do Norte, 
Nordeste e Centro-Oeste);
• Garantia e contragarantia de operações de crédito por antecipação de receita junto 
à União;
• Ações e serviços públicos de saúde;
• Desenvolvimento e manutenção do ensino;
• Realização de atividades da administração tributária.
• Empréstimos para pagamento de débito de precatórios.
Veja como isso aparece na CF:
CF/1988 – Art. 167. São vedados:
IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição 
do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação 
de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento 
do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, 
respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações 
de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º 
deste artigo;” (grifo nosso)
ADCT da CF/1988
Art. 101
§ 2º O débito de precatórios será pago com recursos orçamentários próprios provenientes das 
fontes de receita corrente líquida referidas no § 1º deste artigo e, adicionalmente, poderão ser 
utilizados recursos dos seguintes instrumentos:
III – empréstimos, excetuados para esse fim os limites de endividamento de que tratam os incisos 
VI e VII do caput do art. 52 da Constituição Federal e quaisquer outros limites de endividamento 
previstos em lei, não se aplicando a esses empréstimos a vedação de vinculação de receita 
prevista no inciso IV do caput do art. 167 da Constituição Federal.
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O Princípio da Não Afetação veda a vinculação da receita de IMPOSTOS, que é espécie 
de tributo. Logo, não se aplica à receita de taxas, contribuições, empréstimos compulsórios 
e contribuições de melhoria, que são as demais espécies de tributo. Uma vez aplicando 
apenas a impostos, não há de se falar em princípio da não afetação de tributos, beleza?
021. 021. (QUADRIX/CREFONO – 9ª REGIÃO/2019) Acerca dos princípios orçamentários, 
julgue o item.
O princípio da não afetação de receitas veda a vinculação de impostos ou taxas a órgão ou à 
despesa, mas permite a vinculação de contribuições sociais, tais como as vinculadas à saúde.
O princípio da não afetação refere-se apenas a receita de impostos.
Errado.
• EQUILÍBRIO
Esse princípio possui duas vertentes, a formal e a material. A formal indica que o total 
de despesas deve ser igual ao total das receitas na Lei Orçamentária, ou seja, a despesa 
autorizada deve ser equivalente à receita estimada.
Já a vertente material é mais específica e significa a busca do equilíbrio na execução do 
orçamento, como por exemplo, a vedação da utilização de receitas de operações de crédito 
para o financiamento de despesas de custeio. Essa é a denominada regra de ouro:
Art. 167. São vedados:
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