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A cultura africana e afro-brasileira
Língua Portuguesa
4o bimestre - Aula 1 (Sequência de atividades 4 – Aulas 1 e 2).
Ensino Médio
3a
SÉRIE
2024_EM_V1
A importância da diversidade étnico-racial nos currículos escolares; 
A contribuição dos afrodescendentes na construção da sociedade brasileira; 
Cultura africana; cultura afro-brasileira.
Identificar a relevância da presença da diversidade étnico-racial nos currículos escolares; 
Analisar obras que ratifiquem a importância da contribuição dos afrodescendentes na construção da sociedade brasileira; 
Reconhecer as culturas africana e afro-brasileira em textos que enfatizem as áreas sociais, econômicas e políticas brasileiras.
Conteúdos
Objetivos
2024_EM_V1
(EM13LGG601) Apropriar-se do patrimônio artístico de diferentes tempos e lugares, compreendendo a sua diversidade, bem como os processos de legitimação das manifestações artísticas na sociedade, desenvolvendo visão crítica e histórica. 
Assistam ao vídeo e reflitam:
O que é pretuguês? 
CANAL GNT. PRETUGUÊS: a africanização da língua portuguesa brasileira | O Enigma da Energia Escura. Disponível em: https://youtu.be/v7ZC429ONME?si=htO2_QQQ0iPqR8l1. Acesso em: 23 jul. 2024. 
Para começar
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7 MINUTOS
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O vídeo pode ser reproduzido, talvez, até 4 minutos e 40s.
O que diz a lei?
História e cultura afro-brasileira e indígena são matérias obrigatórias nas escolas;
Vale para o ensino fundamental e médio, tanto em escolas públicas quanto privadas;
Principais conteúdos:
História da África e dos africanos;
Luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil;
Cultura negra e indígena;
Como essas culturas ajudaram a formar o Brasil.
Você pode ler o trecho da lei no material Aprender Sempre!
LEI No 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008
Foco no conteúdo
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5 MINUTOS
HORA DA LEITURA
(BRASIL, 2008)​
2024_EM_V1
Sabemos que o Brasil é um país diverso;
Nossas culturas têm origens no mundo todo, especialmente em comunidades africanas;
Isso porque muitas pessoas foram traficadas do continente para ser escravizadas no Brasil.
Reprodução – MEU DNA, [s.d.]. Disponível em: https://blog.meudna.com/povos-africanos-brasil/. Acesso em: 24 jul. 2024. 
Foco no conteúdo
Qual a importância da obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas?
PARA REFLETIR
CONTINUA
2024_EM_V1
Os termos “Afro-American” (afroamericano) e “African-American” (africanoamericano) nos remetem a uma reflexão inicial: a de que só existiriam negros nos Estados Unidos e não em todo o continente. Além disso, apontam para a reprodução inconsciente da posição imperialista dos Estados Unidos, que se autodenominam "A AMÉRICA". Afinal, o que dizer dos outros países da América do Sul, Central, Insular e do Norte? Por que considerar o Caribe como algo separado, se foi justamente ali que se iniciou a história dessa AMÉRICA? É interessante observar alguém que sai do Brasil, por exemplo, dizer que está indo para “a América”. Todos nós, de qualquer região do continente, efetuamos a mesma reprodução, perpetuamos o imperialismo dos Estados Unidos, chamando seus habitantes de "americanos". E nós, o que somos, asiáticos?
(GONZALEZ, 1988, p. 76)
Quais são as implicações de perpetuar a visão dos Estados Unidos como "A AMÉRICA" para a identidade cultural de outros países do continente?
A categoria político-cultural de amefricanidade
Foco no conteúdo
DE SURPRESA
HORA DA LEITURA
CONTINUA
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Sugestão de resposta: Essa visão tem efeitos desagregadores para a identidade dos países da América do Sul, Central, Caribe e do Norte, bem como para suas relações globais. Ao não reconhecer a América como um continente diverso e multifacetado, esta visão americano-centrista pode reforçar estereótipos e marginalizar perspectivas não alinhadas com as dos Estados Unidos. Além disso, termos "Afro-American" e "African-American", sugerem que a experiência negra é exclusivamente uma questão americana, enquanto na realidade, a diáspora africana é amplamente distribuída por todo o continente.
A frase "E nós, o que somos, asiáticos?" funciona como:
Uma sugestão de mudança de identidade.
Um reforço irônico para a crítica à hegemonia dos Estados Unidos.
Uma resposta à pergunta anterior.
Uma explicação para a geografia do continente.
CONTINUA
2 MINUTOS
Pause e responda
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Uma sugestão de mudança de identidade.
Um reforço irônico para a crítica à hegemonia dos Estados Unidos.
Uma resposta à pergunta anterior.
Uma explicação para a geografia do continente.
CORREÇÃO
A frase "E nós, o que somos, asiáticos?" funciona como:
Pause e responda
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Para além de seu caráter puramente geográfico, a categoria "Amefricanidade" incorpora todo um processo histórico de intensa diversidade cultural e linguística. Esse conceito é afrocentrado, ou seja, referenciado em modelos culturais como o da Jamaica, com o akan como modelo dominante, e o Brasil, com seus modelos yorubá, banto e ewe-fon. Em consequência, nos encaminha no sentido da construção de toda uma identidade étnica.
(GONZALEZ, 1988, p. 76)
Sugestão de podcast: A influência africana no português do Brasil - Podcast História Preta #9
A categoria político-cultural de amefricanidade
Foco no conteúdo
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10 MINUTOS
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O que significa dizer que a língua portuguesa no Brasil foi "africanizada"? Como isso se manifesta na nossa fala?
Como a manutenção de línguas e de costumes africanos pode ser vista como uma forma de resistência?
Reprodução – KARLSON GRACIE/NOVA ESCOLA, 2021. Disponível em: https://box.novaescola.org.br/etapa/2/educacao-fundamental-1/caixa/359/apresente-aos-alunos-a-africa-que-tambem-fala-portugues/conteudo/20755. Acesso em: 24 jul. 2024. 
Encerramento
Na próxima aula, planejaremos um mural com literatura feminina africana e afro-brasileira. 
FICA A DICA
8 MINUTOS
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Sugestões de respostas: 
1. Dizer que a língua portuguesa no Brasil foi "africanizada" significa que ela sofreu influência significativa das línguas africanas trazidas pelos povos escravizados. Essa africanização se manifesta na fala cotidiana através de várias características, tais como vocabulário, fonética e estrutura gramatical.
2. A manutenção de línguas e costumes africanos pode ser vista como uma forma de resistência de várias maneiras. Primeiramente, ajuda as comunidades afrodescendentes a preservar sua identidade cultural, resistindo à imposição de culturas dominantes. Durante a escravidão, a prática e transmissão de tradições africanas eram formas de resistir à desumanização e opressão. Além disso, cultivar e celebrar tradições africanas fortalece os laços comunitários e cria um senso de pertencimento e orgulho. A manutenção dessas tradições também serve como um lembrete contínuo das contribuições africanas à sociedade, combatendo a narrativa de apagamento cultural. No contexto contemporâneo, a valorização das culturas africanas pode ser uma declaração de resistência política contra o racismo e a marginalização.
(Refrão)
Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia 
Mama África, tem
Tanto o que fazer
Além de cuidar neném
Além de fazer denguim
Filhinho tem que entender
Mama África vai e vem
Mas não se afasta de você
(Refrão)
Quando Mama sai de casa
Seus filhos de olodunzam
Rola o maior jazz
Mama tem calo nos pés
Mama precisa de paz
Mama não quer brincar mais
Filhinho dá um tempo
É tanto contratempo
No ritmo de vida de mama
(Refrão)
É do Senegal
Ser negão, Senegal
Deve ser legal
Ser negão, Senegal
(Refrão)
Mama África
A minha mãe
Leiam a letra da música “Mama África”, de Chico César
Para começar
7 MINUTOS
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HORA DA LEITURA
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CÉSAR, Chico. Mama África. Letras. Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-cesar/45197/. Acesso em: 18 ago. 2024.
Mama África (Chico César)
Quais temas vocês identificaram na música? 
Agora escutem a música e, a partir da letra, discutam:
BISCOITOFINO. Mama África (Chico César). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ViLS-Im2u-g&ab_channel=BiscoitoFino. Acesso em: 1 ago. 2024.
Para começar
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Quais temas vocês identificaram na música?
Na música "Mama África" de Chico César, identificamos diversos temas relevantes. Em primeiro lugar, a maternidade solitária, ao retratar a vida de uma mãe solteira que enfrenta inúmeras dificuldades e responsabilidades diárias. Além disso, o trabalho e o sacrifício são temas centrais, ilustrados pela mãe que trabalha como empacotadeira nas Casas Bahia, simbolizando a luta de muitas mulheres para equilibrar jornadas duplas e até triplas, com o trabalho e os cuidados com os filhos. A resistência e superação também são evidentes, com a figura materna representando a força e a resiliência frente às adversidades. Finalmente, a conexão cultural é sublinhada pela menção à África como mãe, e especificamente ao Senegal, reforçando a ligação com as raízes africanas e a identidade afro-brasileira.
Como a música se relaciona com as últimas aulas?
Primeiramente, ao estudar a cultura africana e afro-brasileira, a música destaca a herança africana ao mencionar o Senegal e usar o termo "Mama África", conectando as dificuldades modernas enfrentadas por muitos afro-brasileiros com suas raízes culturais africanas. Além disso, a música pode inspirar a criação de elementos para acrescentar ao mural literário, destacando a importância da ancestralidade e as conexões culturais com a África.
Finalmente, a música também aborda questões sociais semelhantes às exploradas por Machado de Assis, como as desigualdades sociais e as dificuldades enfrentadas pelos marginalizados. 
De repente, o boi explodiu. Rebentou sem um múúú. No capim em volta choveram pedaços e fatias, grãos e folhas de boi. A carne eram já borboletas vermelhas. Os ossos eram moedas espalhadas. Os chifres ficaram num qualquer ramo, balouçando a imitar a vida, no invisível do vento. 
O espanto não cabia em Azarias, o pequeno pastor. Ainda há um instante ele admirava o grande boi malhado, chamado de Mabata-bata. O bicho pastava mais vagaroso que a preguiça. Era o maior da manada, régulo da chifraria, e estava destinado como prenda de lobolo¹ do tio Raul, dono da criação. Azarias trabalhava para ele desde que ficara órfão. Despegava antes da luz para que os bois comessem o cacimbo² das primeiras horas.
Olhou a desgraça: o boi poeirado, eco de silêncio, sombra de nada.
“Deve ser foi um relâmpago”, pensou. 
Leiam “O dia em que explodiu Mabata-bata”, de Mia Couto.
Foco no conteúdo
¹ Dote que o noivo paga aos familiares da noiva para casar-se com ela. Esse valor leva em conta que, a partir do casamento, a mulher entregará sua força de trabalho a outro grupo familiar. A cerimônia em que se faz a oferta também é chamada de lobolo. 
² Umidade semelhante ao orvalho. Também se chama de cacimbo o período do ano em que a temperatura cai e a atmosfera fica mais úmida, o inverno. 
FICA A DICA
(COUTO, 2009) 
5 MINUTOS
HORA DA LEITURA
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Qual é o papel de Azarias na narrativa? Como sua relação com o boi Mabata-bata é desenvolvida ao longo do texto?
A) Ele é um mero observador dos eventos, sem conexão emocional com Mabata-bata. 
B) Azarias é um protagonista que luta para salvar Mabata-bata da explosão.
C) Ele é o cuidador principal de Mabata-bata, demonstrando um vínculo afetivo profundo.
D) Azarias é um antagonista que deseja a destruição de Mabata-bata por motivos pessoais.
3 MINUTOS
CONTINUA
Pause e responda
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A) Ele é um mero observador dos eventos, sem conexão emocional com Mabata-bata. 
B) Azarias é um protagonista que luta para salvar Mabata-bata da explosão.
C) Ele é o cuidador principal de Mabata-bata, demonstrando um vínculo afetivo profundo.
D) Azarias é um antagonista que deseja a destruição de Mabata-bata por motivos pessoais.
Qual é o papel de Azarias na narrativa? Como sua relação com o boi Mabata-bata é desenvolvida ao longo do texto?
Pause e responda
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Você já teve a oportunidade de ler obras de autoras africanas ou afro-brasileiras? Se sim, quais autoras e como essas leituras influenciaram sua visão sobre literatura e identidade cultural? 
Para começar
Na última aula, exploramos as culturas africana e afro-brasileira, a importância da diversidade étnico-racial nos currículos escolares e a contribuição dos afrodescendentes na construção da sociedade brasileira.
Nesta aula, planejaremos a criação de painéis sobre escritoras das literaturas africana e brasileira. 
5 MINUTOS
PARA REFLETIR
© Freepik
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No próximo slide, leremos um texto de Esmeralda Ribeiro.
Reflitam:
O que o "reino encantado" simboliza no texto?
Qual é a função do refrão "Tenho cem razões entre mil para querer ser feliz" ao longo do texto?
Tenho cem razões entre mil para querer ser feliz
Reprodução - NÓS, MULHERES DA PERIFERIA, 2022. Disponível em: https://nosmulheresdaperiferia.com.br/esmeralda-ribeiro-vida-e-trajetoria-da-escritora/. Acesso em: 29 jul. 2024.
Para começar
Esmeralda Ribeiro
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5 MINUTOS
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1. Representa a sociedade idealizada e excludente que rejeita heróis negros.
2. Reforça a busca constante por felicidade e justificativas para continuar a lutar.
"A criação me pega, me abraça e beija minha testa. Daí um frenesi me domina. Quando passa a explosão, rasgo páginas, xingo, dou porrada, me desquito de vez da palavra. Mas, no entanto, a criação vem como paixão bem nutrida, me pega, me abraça e beija minha testa.
Tenho cem razões entre mil, para querer ser feliz.
Ligo a tv para me encher de ilusões e viro super-homem limpando janelas. Viro mulher maravilha, mas meus sonhos acabam, quando alguém grita do reino encantado: Epa! Super-herói preto aqui não entra.
A gente vale tantos milhões de dólares que até nos deixam morrer de fome.
Todos os dias em ponto, o click do relógio fotografa-me como o padrão de operária.
Almoço cheesburger com molho burguês, batata frita e arroto indigestão.
Não sinto vontade nenhuma de tomar água, me encho de palavras.
Tenho cem razões entre mil para querer ser feliz.
Beijo minha mãe com a sensação de estar beijando o chão da África. Meu pai, de um griôt, meus irmãos, de comunidade.
Tenho cem razões entre mil para querer ser feliz."
Tenho cem razões entre mil para querer ser feliz.
(RIBEIRO, 1988. p.30)
Para começar
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Griôt – griô - gri·ô – sm: No Sudão e na Guiné, poeta, músico e cantor ambulante, oriundo de uma casta especial, que também tem atribuições ligadas à religião e à magia. ETIMOLOGIA: fr griot. (MICHAELIS, 2015)
Na literatura brasileira, por longos anos, a figura feminina só era destacada como protagonista nas narrativas, sob a ótica de autores masculinos, em cuja descrição predominavam mulheres de pele clara, delicada e bela, enquanto as mulheres negras surgiam, na maioria das vezes, de forma submissa, escravizadas pelos seus senhores. E essas personagens não tinham o direito de sonhar por uma vida melhor, por serem consideradas incapazes de desenvolverem-se cultural e socialmente, perpetuando a ficção com a realidade. Até meados do século XIX, tanto as mulheres brancas quanto as negras, no mundo real, dificilmente conseguiam destacar-se no universo da escrita. Pareciam espectros sociais, apesar das constantes lutas de escritoras aguerridas para que as suas obras literárias, no campo da poesia ou da prosa, pudessem ser reconhecidas. 
A invisibilidade feminina de escritoras africanas e afro-brasileiras
Foco no conteúdo
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10 MINUTOS
HORA DA LEITURA
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"[...] No século XX, na literatura brasileira, autoras brancas como Rachel de Queiroz, Cecília Meireles, Clarice Lispector, entre outras, foram consagradas por suas obras. Já as escritoras africanas e afro-brasileiras, mesmo após muita insistência e luta, ainda são pouco conhecidas pelo público leitor ou quase nunca são citadas nos vestibulares em território nacional. As escritoras africanas mais conhecidas na contemporaneidadesão Nadine Gordimer, de Joanesburgo; Yaa Gyasi, de Gana; Imbolo Mbue, de Camarões; Djaimilia Pereira de Almeida, angolana; Chimamanda Ngozi Adichie, da Nigéria etc. As afro-brasileiras de maior destaque são Maria Beatriz Nascimento, de Aracaju; Ruth Guimarães Botelho, de Cachoeira Paulista; Maria da Conceição Evaristo de Brito, mais conhecida por Conceição Evaristo, de Belo Horizonte, e a mineira Carolina Maria de Jesus, entre outras."
(SÃO PAULO, 2022. p. 331)
Como as redes sociais e os movimentos on-line têm ajudado na promoção das obras de escritoras africanas e afro-brasileiras?
A invisibilidade feminina de escritoras africanas e afro-brasileiras
Foco no conteúdo
HORA DA LEITURA
DE SURPRESA
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O mural literário
Exposição visual que combina elementos da literatura com arte visual.
Representação interativa de obras literárias.
Geralmente montado em uma parede ou espaço designado.
Apresentação de:
trechos de livros;
poemas;
citações de autores famosos;
resumos de histórias;
elementos visuais.
Foco no conteúdo
Muitas vezes, os murais literários são usados em ambientes educacionais para promover a leitura e a apreciação da literatura de uma maneira visualmente estimulante e acessível.
DESTAQUE
Reprodução – SÃO PAULO, 2022. p. 332. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2022/10/EM-LP-Vol-2-Professor-Ebook_credito-novo.pdf. Acesso em: 29 jul. 2024.
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Em trios, selecionem uma escritora africana ou afro-brasileira (sem repeti-las) citada no texto “A invisibilidade feminina de escritoras africanas e afro-brasileiras”;
Pesquisem a biografia e as obras escritas por ela;
Façam sínteses dos textos pesquisados;
Selecionem mídias – fotos, imagens, ilustrações, linhas do tempo etc. 
Vamos planejar nosso mural literário?
Nnedi Okorafor, autora estadunidense de ascendência nigeriana.
Suas obras de fantasia orgânica englobam o distópico.
Recomendação de livro: Quem teme a morte, Geração editorial, 2014.
Na prática
VIREM E CONVERSEM
CONTINUA
25 MINUTOS
Reprodução – BRITANNICA, [s.d.]. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/Nnedi-Okorafor/images-video. Acesso em: 29 jul. 2024.
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Professor, caso as autoras se esgotem, pergunte se algum grupo quer pesquisar sobre alguma autora não citada já conhecida por eles.
Organizem as sínteses e as mídias;
Preparem-se para construir os painéis das autoras selecionadas;
Discutam com os colegas do grupo e com o professor o formato de apresentação dos painéis: virtual ou presencial.
Vamos planejar nosso mural literário?
Ruth Guimarães, “primeira autora negra a publicar um romance após a abolição e a única mulher negra a ter feito parte da Academia Paulista de Letras até o início de 2022” (PORTILHO, 2023).
Recomendação de livro: Água funda, Editora 34, 2018.
Reprodução – INSTITUTO RUTH GUIMARÃES, [s.d.]. Disponível em: https://institutoruthguimaraes.org.br/site/ruth-guimaraes-nao-e-facil-ser-mulata/. Acesso em: 29 jul. 2024.
Na prática
Vocês podem aproveitar a plataforma que usaram para postar suas resenhas no terceiro bimestre.
Outra forma on-line de apresentarem seus murais pode ser no site: https://padlet.com/.
FICA A DICA
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Vamos avaliar nosso trabalho?
TODO MUNDO ESCREVE
	A. AUTOAVALIAÇÃO	SIM	NÃO
	Colaborei na seleção de autoras africanas e afro-brasileiras citadas no texto?		
	Pesquisei as biografias e os livros dessas autoras?		
	Elaborei sínteses dos textos pesquisados e selecionei fotos, imagens, ilustrações entre outros materiais?		
	Participei criativamente da elaboração dos painéis e do mural literário?		
CONTINUA
5 MINUTOS
Na prática
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Atividade retirada do Aprender sempre
Vamos avaliar nosso trabalho?
	B. AVALIAÇÃO DA APRESENTAÇÃO DOS PAINÉIS 	SIM	NÃO
	A fonte e o tamanho da letra permitem boa visibilidade?		
	As imagens, as ilustrações e fotos têm boa resolução?		
	Os textos escritos foram revisados de acordo com a formalidade da língua portuguesa? 		
	Nas apresentações dos murais literários, as tecnologias digitais foram usadas no sistema de aula presencial ou híbrido e/ou remoto?		
	Os grupos, nas apresentações dos murais literários, dominaram as tecnologias digitais?		
Na prática
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Atividade retirada do Aprender sempre
O que vocês aprenderam sobre as autoras de literatura africana e afrodescendente?
De que maneira a leitura e discussão desses textos impactaram sua percepção sobre a diversidade cultural no Brasil?
O que acharam do mural?
“Maria Firmina dos Reis é a primeira mulher negra a publicar um romance, ‘Úrsula’ em 1859, em toda a lusofonia (...) e em toda a América Latina.”
Reprodução - ANA MARIA SENA/AZMINA, 2023. Disponível em: https://azmina.com.br/reportagens/heroinas-negras-do-brasil/. Acesso em: 29 jul. 2024.
Encerramento
VIREM E CONVERSEM
5 MINUTOS
2024_EM_V1
1. O que vocês aprenderam sobre as autoras de literatura africana e afrodescendente?
Essas autoras abordam temas como identidade racial, resistência cultural e questões sociais e desempenham um papel importante na visibilidade da literatura afro-brasileira.
2. De que maneira a leitura e discussão desses textos impactaram sua percepção sobre a diversidade cultural no Brasil?
A leitura e discussão desses textos nos ajudaram a entender melhor a riqueza e a complexidade da cultura afro-brasileira, destacando a importância de valorizar e reconhecer a diversidade cultural do nosso país.
BRASIL. Lei no 11.645, de 10 de março de 2008 (trecho adaptado para fins didáticos). Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 24 jul. 2024. 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília (DF), 2018. 
GONZALEZ, L. A categoria político-cultural de amefricanidade. In: Tempo Brasileiro nº 92-3 (jan./jun.), pp. 69-82. Rio de Janeiro, 1988. 
HISTÓRIA PRETA. A influência africana no português do Brasil – Podcast História Preta #9. Disponível em: https://youtu.be/pcx362APPiE?si=Jb4Mf5xAy8oTFxIi. Acesso em: 24 jul. 2024. 
LEMOV, D. Aula nota 10: 62 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2018. 
MESTRE VALDENOR. Docência compartilhada professor-artista leva música negra à rede pública. Jornal da USP, 24 abr. 2019. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/experimento-leva-musica-negra-a-alunos-do-ensino-publico-fundamental/. Acesso em: 24 jul. 2024. 
Referências
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SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa Ensino Médio, 2020. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa-Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdf. Acesso em: 24 jul. 2024. 
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Aprender Sempre, 2022. Caderno do Professor, Língua Portuguesa, 1a à 3a série, Ensino Médio, vol. 2. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2022/10/EM-LP-Vol-2-Professor-Ebook_credito-novo.pdf. Acesso em: 24 jul. 2024. 
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo em ação, 2022. Caderno do Estudante, Língua Portuguesa, 3a série EM.
Imagem da capa: SEDUC.
Identidade visual: imagens © Getty Images.
Referências
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