Prévia do material em texto
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS VOLUME 4 Ciências da Natureza e suas Tecnologias GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES 3º Ano Ensino Médio 4º Bimestre 3º Ano SUMÁRIO BIOLOGIA ...................................................................................................... pág. 1 Planejamento 1: Doenças infecto-parasitárias ..................................... pág. 1 Planejamento 2: Bacterioses e protozooses ....................................... pág. 8 Planejamento 3: Helmintíases ............................................................ pág. 15 FÍSICA ........................................................................................................ pág. 22 Planejamento 1: Ondas Eletromagnéticas.......................................... pág. 22 Planejamento 2: Radioatividade, fissão e fusão nuclear.................... pág. 29 Planejamento 3: O efeito fotoelétrico ................................................ pág. 34 Planejamento 4: O Sol como fonte de energia ................................... pág. 39 QUÍMICA ..................................................................................................... pág. 43 Planejamento 1: Isometria Espacial e Plana ....................................... pág. 43 Planejamento 2: Variações dos números de oxidação entre os participantes de uma reação química ................................................. pág. 51 Planejamento 3: Macromoléculas e polímeros .................................... pág. 61 OBJETO(S) DE CONHECIMENTO COMPETÊNCIA HABILIDADE(S) MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO 3º Ano3º Ano 1 3 o ano – 4 o Bimestre Ensino Médio 2022 Ciências da Natureza e suas tecnologiasBiologia EIXO TEMÁTICO Nossa forma de estar no mundo. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Doenças infecto-parasitárias: Vírus. Viroses. Identificar as principais doenças endêmicas e mortalidade infan- til da região em que os estudante moram ou do Brasil, e relacio- ná-las com as condições ambientais e qualidade de vida, como: destino do esgoto e lixo, água, moradia, acesso a atendimento médico e a educação. Identificar modos de transmissão e prevenção das doenças infectocontagiosas e parasitárias comuns à região. PLANEJAMENTO TEMA: Doenças infecto-parasitárias DURAÇÃO: 3 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Professor (a), em 30 de janeiro de 2020, a organização mundial de saúde OMS declarou que o surto do novo coronavírus era uma emergência de saúde pública internacional e, em 2022, ainda estamos lutando para controlar a propagação do vírus. Portanto, para iniciar o estudo sobre viroses, sugiro uma roda de conversa sobre a pandemia da COVID_19 e que se acenda a retomada acerca da bioquímica viral, de como o vírus infecta o hospedeiro e de seu ciclo dentro da célula. Como ocorre a relação para- sita-hospedeiro? Quais outras doenças são causadas por vírus? Afinal, como um organismo tão sim- ples, que se comporta na maioria do tempo como uma partícula cristalizada, pode fazer tanto estrago a ponto de parar o mundo? Tão importante quanto estudar os quadros comparativos de doenças virais e “memorizar” agente etiológico, profilaxia, dentre outros ítens, é levar o estudante a compreender a ecologia do vírus e como ele se comporta no ambiente e na célula, oportunizando, também, reflexões sobre o impactos ambientais antrópicos e o surgimento de pandemias. 2 Sugestão de leitura: → Impactos ambientais antrópicos e o surgimento de pandemias. UNIFESSPA. Disponível em: https://acoescovid19.unifesspa.edu.br/images/conteudo/Impactos_ ambientais_antr%C3%B3picos_e_o_surgimento_de_pandemias_Ananza_e_Danielly.pdf. B) DESENVOLVIMENTO Momento 1: Vírus, parasitas intracelulares obrigatórios Professor (a) , inicie sua aula com um uma pergunta básica: Vírus são seres vivos ou não? Certamente você já trabalhou estes conceitos com seus estudantes, mas neste momento de estudo específico sobre as doenças virais, torna-se relevante retomar alguns pontos, pois o conhecimento pode não ter sido consolidado. Deixe os estudantes discorrerem sobre o assunto, confirmando ou confrontando opiniões. Em seguida, esclareça que há os que que defendem que o vírus não é um ser vivo, estes baseiam-se no fato de que ele não tem vida livre, sendo dependentes de uma célula hospedeira, caso contrário, se cristalizam; Mas, há aqueles que o classificam como ser vivo mediante sua capacidade de replicação e presença de material genético. Lembre-os que apesar de ter material genético, os vírus não possuem aparato enzimático necessário à replicação, sendo dependentes de uma célula para tal. Solicite aos estudantes que esquematizem o diagrama geral do ciclo de vida de um vírus na célula hospedeira: Fonte: INTRODUÇÃO aos vírus. Khan Academy, [s. l.], [2022]. Explique que o vírus pode infectar células animais, vegetais ou de outros microrganismos. Interessante evidenciar as propriedades físico-químicas que tornam os vírus capazes de se ligar a receptores de membrana específicos, presentes nas células hospedeiras. Esta afinidade por células específicas irá influenciar no tipo de doença causada. 3 Sugestão de texto: → ACE: Conheça a proteína presente em nosso organismos que facilita a entrada do SARS- CoV-2. Bioemfoco. Disponível em: https://bioemfoco.com.br/noticia/ace2-proteina-que-facilita-entrada-do- -sars-cov-2-no-organismo/. Sugestão de esquema: Abaixo, a figura representa a interação da proteína ACE2 da célula hospe- deira com a proteína spike do Vírus. Os estudantes podem desenhar o esquema ou fazer modelo com massinha de modelar. Fonte: CASTRO, Rodrigo Araújo e; Ana Carolina; Jéssica Assunção. Estimativa de contágio por Covid-19 no metrô da cidade de São Paulo após a reabertura da economia. Instituto health Lake, [s. l.], [2022]. Momento 2: Interação parasita- hospedeiro O que faz um parasita manter-se fiel ao seu hospedeiro e como um parasita pode atacar outro hospedeiro? “Para começar uma interação parasita-hospedeiro, o parasita deve: (i) ter contato com o hospe- deiro; (ii) vencer suas defesas; (iii) utilizar o hospedeiro como fonte de alimentos e outros recursos; (iv) prolongar a associação a tempo de multiplicar-se e disseminar seus descendentes. O hospe- deiro por sua vez reage (contra-ataca) de modo a resistir ou sofrer um impacto não muito danoso, atenuando o problema. Essa briga de gato x rato pode levar o parasita a se especializar tanto que acaba ficando dependente do hospedeiro, tornando-se incapaz de parasitar outros organismos.” Fonte: MANUTENÇÃO da associação parasita-hospedeiro. UNESP. [s. l.] [2022]. Professor (a), é muito interessante abordar a co-evolução parasita-hospedeiro! Enquanto os para- sitas evoluem para maximizar a capacidade de infectar células, por exemplo, os hospedeiros têm de responder para reduzir a infectividade e a virulência dos parasitas. Essa teoria considera que não há vantagens para o parasita eliminar seu hospedeiro (o que acarretaria sua própria extinção)! Apresente o trecho abaixo a seus estudantes e inicie uma discussão sobre o assunto: 4 "Existem hospedeiros e parasitas que, no curso da evolução adaptam-se uns aos outros, che- gando a um estado de equilíbrio, de tolerância mútua, quase perfeita. Aliás, um caráter da asso- ciação parasita-hospedeiro é o de permitir, em geral, que ambos vivam e propaguem a espécie. Quando isso se torna difícil ou mesmo impossível, trata-se de parasitismo mal ajustado". Fonte: PESSÔA. S. B. & MARTINS, A. V. Parasitologia médica. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 1982. EmQuadro, giz ou pincel, livro didático, projetor, acesso à internet PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ- ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa, etc.) e escritas (atividades, avalia- ção escrita, relatório das aulas experimentais) deverão ser avaliadas. A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo. 31 ATIVIDADES 1 - Quantas meias vidas devem transcorrer para que ocorra o decaimento nuclear de 93,75% de uma amostra de determinado radionuclídeo? 2 - (Enem 2004) O debate em torno do uso da energia nuclear para produção de eletricidade per- manece atual. Em um encontro internacional para a discussão desse tema, foram colocados os seguintes argumentos: I. Uma grande vantagem das usinas nucleares é o fato de não contribuírem para o aumento do efeito estufa, uma vez que o urânio, utilizado como “combustível”, não é queimado, mas sofre fissão. II. Ainda que sejam raros os acidentes com usinas nucleares, seus efeitos podem ser tão graves que essa alternativa de geração de eletricidade não nos permite ficar tranquilos. A respeito desses argumentos, pode se afirmar que: a) o primeiro é válido e o segundo não é, já que nunca ocorreram acidentes com usinas nucleares. b) o segundo é válido e o primeiro não é, pois de fato há queima de combustível na geração nuclear de eletricidade. c) o segundo é válido e o primeiro é irrelevante, pois nenhuma forma de gerar eletricidade produz gases do efeito estufa. d) ambos são válidos para se compararem vantagens e riscos na opção por essa forma de geração de energia. e) ambos são irrelevantes, pois a opção pela energia nuclear está se tornando uma necessi- dade inquestionável. 3 - (Enem 2005) Um problema ainda não resolvido da geração nuclear de eletricidade é a destinação dos rejeitos radiativos, o chamado “lixo atômico”. Os rejeitos mais ativos ficam por um período em piscinas de aço inoxidável nas próprias usinas antes de ser, como os demais rejeitos, acon- dicionados em tambores que são dispostos em áreas cercadas ou encerrados em depósitos subterrâneos secos, como antigas minas de sal. A complexidade do problema do lixo atômico, comparativamente a outros lixos com substâncias tóxicas, se deve ao fato de a) emitir radiações nocivas, por milhares de anos, em um processo que não tem como ser interrompido artificialmente. b) acumular-se em quantidades bem maiores do que o lixo industrial convencional, faltando assim locais para reunir tanto material. c) ser constituído de materiais orgânicos que podem contaminar muitas espécies vivas, incluindo os próprios seres humanos. d) exalar continuamente gases venenosos, que tornariam o ar irrespirável por milhares de anos. e) emitir radiações e gases que podem destruir a camada de ozônio e agravar o efeito estufa. 4 - (Enem 2013) Glicose marcada com nuclídeos de carbono 11 é utilizada na medicina para se obter imagens tridimensionais do cérebro, por meio de tomografia de emissão de pósitrons. A desin- tegração do carbono 11 gera um pósitron, com tempo de meia vida de 20, 4 min, de acordo com a equação da reação nuclear: 32 A partir da injeção de glicose marcada com esse nuclídeo, o tempo de aquisição de uma imagem de tomografia é de cinco meias vidas. Considerando que o medicamento contém 1,00 g do car- bono 11, a massa, em miligramas, do nuclídeo restante, após a aquisição da imagem, é mais próxima de A) 0,200 B) 0,969 C) 9,80 D) 31,3 E) 200 5 - (Unopar PR) Uma amostra de carvão mineral, originada pelo soterramento de árvores, numa devastação de floresta, revelou conter 25% de teor de carbono 14 existente na atmosfera. O tempo, em anos, em que essa árvore foi soterrada é (t1/2 do C14 = 5.730 anos) A) 2.865. B) 5.730. C) 8.595. D) 11.460. E) 17.190. REFERÊNCIAS AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. V6, 1. ed. São Paulo. Moderna, 2020. As emissões radioativas | WEBSÉRIE RADIOATIVIDADE. [s. l.: 7]. 2022. 1 vídeo (26 min). Publicado pelo canal Química com Prof. Paulo Valim. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0l- Ztt0D-UNs. Acesso em: jul. 2022. A vida de Marie Curie | WEBSÉRIE RADIOATIVIDADE. [s. l.: 2]. 2022. 1 vídeo (8 min). Publicado pelo canal Química com Prof. Paulo Valim. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZpaU64B- pOi8. Acesso em: jul. 2022. CONTEXTO Científico e Histórico | WEBSÉRIE RADIOATIVIDADE. [s. l.: 1]. 2022. 1 vídeo (12 min). Publicado pelo canal Química com Prof. Paulo Valim. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=bDeXT0DBNTE. Acesso em: jul. 2022. DATAÇÃO com C14 | WEBSÉRIE RADIOATIVIDADE. [s. l.: 9]. 2022. 1 vídeo (10 min). Publicado pelo canal Química com Prof. Paulo Valim. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FlVvu- FXEKZI. Acesso em: jul. 2022. GODOY, L. P. et al. Multiversos: ciências da natureza. 1. ed. – São Paulo: Editora FTD, 2020. HEWITT, Paul G. Física Conceitual. 9ª. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. MEIA Vida | WEBSÉRIE RADIOATIVIDADE. [s. l.: 8]. 2022. 1 vídeo (19 min). Publicado pelo canal Química com Prof. Paulo Valim. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Z87ehtkggq4. Acesso em: jul. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 05 jun. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1I8T4Cody3pUScohWX4aQVGipgyWLKK8g/view. Acesso em: 05 jun. 2022. 33 REAÇÕES de Fusão e Fissão Nuclear | WEBSÉRIE RADIOATIVIDADE. [s. l.: 10]. 2022. 1 vídeo (9 min). Publicado pelo canal Química com Prof. Paulo Valim. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=3Grwn2yWv04. Acesso em: jul. 2022. ROEHRIGS; S. A. G., ASSIS; K. K., CZELUSNIAKI; S. M. A Abordagem CTS no Ensino de Ciências: Reflexões sobre as Sistema de Educação da Educação Básica. INEP, [s. l.], 2022. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/saeb/2018/documentos/saeb_documentos_de_ referencia_versao_1.0.pdf. Acesso em: 23 jun. 2022. 34 EIXO TEMÁTICO Física Moderna. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Efeito Fotoelétrico. Compreender o efeito fotoelétrico e suas aplicações. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: O efeito fotoelétrico DURAÇÃO: 6 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Tendo como base o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), sempre crie situações didáti- cas variadas, em que seja possível retomar os conteúdos abordados em diversas oportunidades. Isso pressupõe que o planejamento inclua diferentes modalidades organizativas: projetos didáti- cos, atividades permanentes e sequências didáticas. A abordagem metodológica CTS (Ciências, Tecnologia e Sociedade) descrita por Bazzo (2003), Santos e Mortimer (2002) e Delizoicov (2002), entre outros, apontam para a necessidade de uma proposta de trabalho que possa contribuir para um maior significado ao aprendizado das disciplinas do núcleo das ciências naturais. Desse modo, a CTS será auxiliadora para o trabalho dos objetos de conhecimento deste planejamento: As pro- priedades físicas do efeito fotoelétrico. Ao fim, espera-se que o estudante compreenda a ener- gia de um quantum, a função trabalho dos metais e suas aplicações. Será interessante ainda que os estudantes consigam reconhecer o funcionamento de uma célula fotoelétrica e a obtenção de energia elétrica através de uma usina fotovoltaica. B) DESENVOLVIMENTO:Esta sequência didática (SD) que, na prática, são conteúdos seriados com o intuito de levar às finalidades almejadas, sendo metodicamente estruturadas e organizadas, foi pensada para ser aplicada no ensino médio nas modalidades regular e EJA. No decorrer dessa SD será abordado o conceito do efeito fotoelétrico e suas aplicações tecnológicas CONTEXTUALIZAÇÃO: 1º Momento: Sensibilização • Sensibilize os estudantes para aproximar a teoria científica, contida nos livros de ciência, do seu cotidiano. • Destaque a importância das Ciências para o desenvolvimento tecnológico da nossa sociedade. • Desmistifique a visão de que cientistas são pessoas muito inteligentes sempre vestidas de jaleco branco, fechados nos laboratórios e muito distante do contexto dos estudantes. Introduza o tema abordando conceitos importantes da Física quântica, que são base para com- preender a estrutura e a evolução do Universo. Entre eles o efeito fotoelétrico, proposto por A. Einstein ao estudar da quantização da energia hf proposta por Max Planck. 35 → Nesta ilustração, explica-se de maneira bem didática o efeito fotoelétrico, Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=I9WG6IWpc20. 2º momento: Efeito fotoelétrico e o cotidiano Debata com os estudantes sobre o conceito do efeito fotoelétrico, sendo o principal efeito por trás das tecnologias de sensores de luz, amplamente utilizados em diversos equipamentos de uso doméstico e até no desenvolvimento das ciências de ponta, como a Astrofísica, a Astrobiologia, a Física de partículas, a Física dos materiais, dentre outras. Destaque que o uso do termo fotoelétron é apenas uma forma de diferenciar os elétrons gerados pelo efeito fotoelétrico dos elétrons livres em um metal ou circuito. 3º momento: Formalização do Tema Caro professor, inicie o tema enfatizando o fato de que há uma diferença entre a intensidade de uma fonte luminosa e a energia da radiação emitida por essa fonte. Aumentar a intensidade da fonte luminosa, emitindo assim mais fótons com a mesma energia, não é suficiente para desenca- dear a emissão fotoelétrica. Para que o efeito ocorra, a fonte deve emitir radiação com frequência maior que a frequência de corte do metal. Ressalte que o comportamento ondulatório da luz não explica o fenômeno. Assim, é necessária uma mudança de paradigmas para uma correta compreensão do efeito fotoelétrico. Uma breve retomada histórica pode ser útil para mostrar que as características quânticas pouco dependem da subjetividade humana, uma vez que descreve fenômenos em uma escala à qual não temos acesso em nosso mundo macroscópico. Tomando como base o vídeo da seção inicial, explique que o fenômeno fotoelétrico é a capacidade de arrancar elétrons de uma superfície, através de uma energia hf característica. Fonte: AMABIS, J. M. et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. v 6, 1ª ed. São Paulo. Moderna, 2020. p 98. Na visão de Einstein, cada fóton cede toda a sua energia hf a um único elétron do metal. Parte dessa energia é usada para “desligar” o elétron da superfície do metal – energia de ligação. A essa parcela de energia Einstein denominou função trabalho do material, que representamos por W. O restante da energia do fóton incidente aparece na forma de energia cinética do fotoelétron. Assim, temos a equação de Einstein para o efeito fotoelétrico, dada por: 36 Explique cada termo dessa equação e sua função. Enfatize também o conceito da unidade elétron- -volt, em que Exemplo demonstrativo: Professor, tente mostrar esta demonstração para os estudantes. Simples e objetiva. https://www.youtube.com/watch?v=VVka6Mp5vyA. Dualidade Onda-Partícula Enfatize a teoria do efeito fotoelétrico de Albert Einstein como sendo uma forte evidência em favor da teoria corpuscular da luz. Esse fenômeno nos mostra que, ao interagir com a matéria, a luz de frequência f atua como se fosse constituída por partículas com energia hf. Entretanto, a difração e a interferência só podem ser explicadas considerando a luz como uma onda. Essa aparente dua- lidade onda-partícula levanta uma questão fundamental: A luz é uma onda ou é um conjunto de partículas? Questione os estudantes: Se, por um lado, somente o modelo de fótons explica adequadamente o efeito fotoelétrico, por outro somente o modelo ondulatório explica a difração e a interferência. Então, qual modelo é o correto? A resposta é simples: os dois! Devemos aceitar ambos os modelos! A saber, a verdadeira natureza da luz e das demais radiações eletromagnéticas não devem ser des- critas apenas por um único modelo teórico. O fóton, necessário para explicar o efeito fotoelétrico, e a onda, necessária para explicar a difração e a interferência, complementam-se mutuamente. A luz e as demais radiações eletromagnéticas têm natureza dual, isto é, exibem características tanto de onda quanto de partícula, dependendo da natureza do fenômeno do qual elas participam. Niels Bohr resumiu isso em uma frase, conhecida como princípio da complementaridade: No níquel quântico, ambos os aspectos, o corpuscular e o ondulatório, são necessários para uma des- crição completa do fenômeno estudado. Louis de Broglie, estendeu o conceito de dualidade onda-partícula dos quanta de luz de Einstein (os fótons) as partículas da matéria (elétrons, prótons etc.). O aspecto dual da matéria: O aspecto ondulatório é representado pelo comprimento de onda λB , e o aspecto corpuscular pela quantidade de movimento mv. RECURSOS: Quadro, giz ou pincel, projetor, acesso à internet PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ- ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa, etc.) e escritas (atividades, avalia- ção escrita, relatório das aulas experimentais) deverão ser avaliadas. A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo. 37 ATIVIDADES 1 - Determine a frequência de corte para um metal cuja função trabalho seja 2,3 eV. Dados: Considere a constante de Planck como h = 4,0.10 – 15 eV.s 2 - (UFC) A função trabalho de um dado metal é 2,5 eV. a) Verifique se ocorre emissão fotoelétrica quando sobre esse metal incide luz de compri- mento de onda λ = 6,0×10-7 m. A constante de Planck é h = 4,2×10-15 eV∙s e a velocidade da luz no vácuo é c = 3,0×108 m/s. b) Qual é a frequência mais baixa da luz incidente capaz de arrancar elétrons do metal? 3 - Sobre o efeito fotoelétrico, marque a alternativa correta: a) O efeito fotoelétrico depende da intensidade da radiação incidente sobre a placa metálica. b) Não há frequência mínima necessária para a ocorrência desse fenômeno. c) A frequência de corte é fruto da razão entre a função trabalho e a constante de Planck. d) A energia cinética dos fotoelétrons é diretamente proporcional ao comprimento de onda da radiação incidente. 4 - Sobre o efeito fotoelétrico são apresentadas as afirmações a seguir. I. Para haver emissão fotoelétrica em uma superfície metálica, basta aumentar a intensidade da radiação incidente, independentemente de sua frequência. II. Para cada metal, existe uma frequência mínima necessária para que a radiação incidente possa extrair elétrons dele, denominada frequência de corte f0. III. A energia necessária para um fóton extrair elétrons de um metal deve ser maior que a função trabalho do metal, que é representada por W. IV. A frequência de corte f0 e a função trabalho W são grandezas características do metal. Podemos dizer que: a) todas as afirmações estão corretas; b) todas as afirmações estão incorretas; c) apenas a afirmação I está incorreta; d) estão corretas as afirmações II e III; e) estão corretas as afirmações II e IV. 5 - A tabela abaixo mostra as frequências para três tipos distintos de ondas eletromagnéticas que irão atingir uma placa metálica cuja função trabalho corresponde a 4,5 eV. A partir das suas frequências podemos afirmar que: 38 Dados: Considere a constante de Planck comoh = 4,0.10 – 15 eV. s, e a velocidade da luz no vácuo c = 3,0.108m/s a) A onda C possui frequência menor que a frequência de corte. b) A energia cinética do fotoelétron atingido pela onda D é de 13,5eV. c) O efeito fotoelétrico não ocorrerá com nenhuma das ondas. d) A razão entre a frequência de corte e a frequência da onda A é 0,085. e) O comprimento de onda referente à onda B é 2,0.10 – 10 m. REFERÊNCIAS AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. V6, 1. ed. São Paulo. Moderna, 2020. EFEITO Fotoelétrico - O Nobel de Einstein. [s. l.: s. n.]. 19 jul. 2018. 1 vídeo (4 min). Publicado pelo canal Universo narrado. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=I9WG6IWpc20. Acesso em: jul. 2022. GODOY, L. P. et al. Multiversos: ciências da natureza. 1. ed. – São Paulo: Editora FTD, 2020. HEWITT, Paul G. Física Conceitual. 9ª. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 05 jun. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1I8T4Cody3pUScohWX4aQVGipgyWLKK8g/view. Acesso em: 05 jun. 2022. ROEHRIGS; S. A. G., ASSIS; K. K., CZELUSNIAKI; S. M. A Abordagem CTS no Ensino de Ciências: Reflexões sobre as Sistema de Educação da Educação Básica. INEP, [s. l.], 2022. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/saeb/2018/documentos/saeb_documentos_de_ referencia_versao_1.0.pdf. Acesso em: 23 jun. 2022. TEMA 01 - Luz | Experimentos - Efeito fotoelétrico. [s. l.: s. n.]. 26 set. 2016. 1 vídeo (2 min). Publicado pelo canal Física Universitária. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=VVka6Mp5vyA. Acesso em: jul. 2022. 39 EIXO TEMÁTICO Energia e Vida da Terra. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): O Sol e as fontes de energia. Reconhecer o Sol como nossa principal fonte de energia e origem de quase todas as fontes existentes na Terra. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: O Sol como fonte de energia DURAÇÃO: 2 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Tendo como base o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), sempre crie situações didáti- cas variadas, em que seja possível retomar os conteúdos abordados em diversas oportunidades. Isso pressupõe que o planejamento inclua diferentes modalidades organizativas: projetos didáti- cos, atividades permanentes e sequências didáticas. A abordagem metodológica CTS (Ciências, Tecnologia e Sociedade) descrita por Bazzo (2003), Santos e Mortimer (2002) e Delizoicov (2002), entre outros, apontam para a necessidade de uma proposta de trabalho que possa contribuir para um maior significado ao aprendizado das disciplinas do núcleo das ciências naturais. Desse modo, a CTS será auxiliadora para o trabalho dos objetos de conhecimento deste planejamento: A discus- são das fontes de energias e o fato de o Sol ser a principal fonte de energia para o planeta Terra. Ao fim, espera-se que o estudante compreenda a energia proveniente do sol é devida à fusão nuclear. Será interessante ainda que os estudantes consigam entender que na fusão nuclear há conversão de matéria em energia. B) DESENVOLVIMENTO: Esta sequência didática (SD) que, na prática, são conteúdos seriados com o intuito de levar às finalidades almejadas, sendo metodicamente estruturadas e organizadas, foi pensada para ser aplicada no ensino médio nas modalidades regular e EJA. No decorrer dessa SD será abordado o conceito de o Sol ser a principal fonte de energia para a vida no planeta Terra. CONTEXTUALIZAÇÃO: 1º Momento: Sensibilização • Sensibilize os estudantes para aproximar a teoria científica, contida nos livros de ciência, do seu cotidiano. • Destaque a importância das Ciências para o desenvolvimento tecnológico da nossa sociedade. • Desmistifique a visão de que cientistas são pessoas muito inteligentes sempre vestidas de jaleco branco, fechados nos laboratórios e muito distante do contexto dos estudantes. 40 2º momento: Contextualização do tema com o cotidiano Inicie o tema abordando que o sol é a maior fonte de energia para a vida da Terra. Leve o estudante a compreender que as condições necessárias para a harmonia de existência de vida, como conhe- cemos, se devem às radiações infravermelhas (calor) e luminosidade provenientes do Sol. 3º momento: Formalização do tema Explique que o Sol é uma estrela amarela localizada no centro do Sistema Solar. Cerca de 74% da massa solar deve-se ao gás hidrogênio (H2) e 24%, ao gás hélio (He); os 2% restantes distribuem-se entre elementos como oxigênio, carbono, ferro, enxofre e níquel, entre outros. Enfatize que a energia emitida pelo Sol, principalmente nas formas de luz e calor, é proveniente de reações de fusão nuclear em que núcleos de hidrogênio se fundem, transformando-se em hélio. É essa energia que possibilita a existência de vida na Terra: certos componentes da radiação solar aquecem o solo, as massas de água e o ar, propiciando um ambiente favorável à vida, e certos com- ponentes da radiação solar são captados pelos seres fotossintetizantes para sintetizar moléculas orgânicas. 4º momento: Leitura coletiva com outras áreas como humanidades, química e Biologia → Sugestão: fazer uma roda. Antes, questione os estudantes sobre o papel do Sol na utiliza- ção de automóveis movidos a álcool e a gasolina. É importante ficar claro que a maior parte dos seres vivos em nosso planeta depende da energia do Sol para sobreviver e que cada ser vivo está relacionado a vários outros. A Ecologia é um ramo científico multidisciplinar que reúne conhecimentos em Biologia, Química, Física e áreas das Ciências Humanas. O objeto de estudo da Ecologia é a biosfera, ou seja, o conjunto de ecossistemas da Terra. A energia da luz solar – principal fonte de energia da bios- fera – além de fornecer calor, o que torna as temperaturas terrestres confortáveis para os seres vivos, é captada pelas plantas e movimenta praticamente todo o mundo vivo. Não é exagero dizer que é a energia do Sol que está “iluminando” nosso pensamento neste momento. Vivemos de luz. Não é à toa que muitas civilizações antigas reverenciavam o Sol como um deus. Os assírios personificavam o astro-rei como o deus Shamash, e os egípcios o chamavam de Rá. Na visão mítica egípcia, Rá desfilava diariamente pelo céu em sua carruagem dourada e brilhante, espalhando a vida sobre a Terra e marcando o ciclo do dia e da noite. O Sol é uma presença tão cotidiana em nossa vida que às vezes nem nos lembramos de sua importância: ele supre de energia quase a totalidade da biosfera terrestre. Sem a energia solar, a vida em nosso planeta, caso existisse, se restringiria a poucas espécies de bactérias quimio- litoautotróficas, capazes de, literalmente, tirar energia “das pedras”. Se você só pensa no Sol na hora de se bronzear, saiba que ele fornece energia, entre outras coisas, para levá-lo à praia. Se você for de ônibus ou de carro, pode estar utilizando a energia de derivados do petróleo, combustível fóssil que se formou a partir da matéria orgânica de seres vivos microscópicos que viveram há milhões de anos nos mares da Terra primitiva. De onde esses seres obtinham ener- gia para viver? Pode-se dizer que eles obtinham energia por meio da fotossíntese, processo em que são produzidas moléculas orgânicas tendo como fonte de energia a luz solar. E se o veículo que você usasse para ir à praia fosse movido a etanol, a resposta seria a mesma. O etanol é álcool, formado por moléculas orgânicas provenientes da fermentação de açúcares que as plantas produzem por meio da fotossíntese. De novo,a luz solar! 41 Se você estiver a pé, lembre-se de que obtemos a energia metabólica para andar e para tudo o que fazemos daquilo que comemos. Vegetais como a alface de sua salada obtêm energia dire- tamente do Sol pela fotossíntese; a carne tem moléculas ricas em energia provenientes de ani- mais que se alimentaram de plantas: sua energia, portanto, veio indiretamente do Sol. Vivemos de luz, sim, mas indiretamente. Não acredite se alguém disser que parou de se alimen- tar e passou a viver diretamente de luz solar; a Ciência contesta essa ideia. É melhor deixar isso com os especialistas: os seres fotossintetizantes. Tomar consciência de que nossa vida depende da energia do Sol nos une ao Cosmo, contri- buindo para que tenhamos uma visão mais integrada da natureza. O estudo das transferências de energia e de matéria nos ecossistemas têm revelado fatos importantes sobre a teia da vida na Terra. Quanto maior nosso conhecimento a respeito da rede de relações entre os seres vivos e o ambiente, mais condições teremos de preservar os ecossistemas do nosso planeta, um dos grandes desafios do século XXI. A energia da luz solar é captada pelos seres fotossintetizantes e transferida para o sistema vivo quando os organismos se alimentam uns dos outros. Do ponto de vista da energética alimentar na natureza, há os que produzem e os que consomem. E é por meio dessas relações alimentares que a energia flui no sistema vivo. A energia flui unidirecionalmente na parte viva da natureza, dissipando-se pouco a pouco na forma de calor, o que pode ser observado nas representações gráficas denominadas pirâmides ecológicas. Outros aspectos importantes a serem considerados são os ciclos biogeoquímicos de alguns elementos fundamentais à vida. Diferentemente do fluxo unidirecional da energia, que se dis- sipa ao longo dos níveis tróficos, os elementos químicos são continuamente reciclados na natu- reza. […] Reflita sobre a necessidade de preservar os ambientes naturais. Fonte: AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 4, 1. ed. São Paulo. Moderna, 2020. p 81 e 82. RECURSOS: Quadro, giz ou pincel, projetor, acesso à internet PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ- ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa, etc.) e escritas (atividades, avalia- ção escrita, relatório das aulas experimentais) deverão ser avaliadas. A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo ATIVIDADES 1 - Explique o que aconteceria com a vida na Terra se o Sol se apagasse. 2 - Fisicamente, como a energia do sol chega até a Terra? 3 - Explique o que é fusão nuclear. 4 - Faça uma pesquisa sobre o ciclo da água e a relacione com a energia proveniente do sol. 5 - Explique o efeito estufa de acordo com a propagação das radiações provenientes do sol, a poluição e os processos de propagação do calor. 42 REFERÊNCIAS AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. V6, 1. ed. São Paulo. Moderna, 2020. GODOY, L. P. et al. Multiversos: ciências da natureza. 1. ed. – São Paulo: Editora FTD, 2020. HEWITT, Paul G. Física Conceitual. 9ª. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 05 jun. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1I8T4Cody3pUScohWX4aQVGipgyWLKK8g/view. Acesso em: 05 jun. 2022. ROEHRIGS; S. A. G., ASSIS; K. K., CZELUSNIAKI; S. M. A Abordagem CTS no Ensino de Ciências: Reflexões sobre as Sistema de Educação da Educação Básica. INEP, [s. l.], 2022. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/saeb/2018/documentos/saeb_documentos_de_ referencia_versao_1.0.pdf. Acesso em: 23 jun. 2022. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO COMPETÊNCIA HABILIDADE(S) MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO 3º Ano3º Ano 43 3 o ano – 4 o Bimestre Ensino Médio 2022 Ciências da Natureza e suas tecnologiasQuímica EIXO TEMÁTICO Substâncias orgânicas. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Isometria Espacial e Plana. Reconhecer as substâncias que apresentam as principais funções orgânicas e algumas de suas características. Identificar o grupo funcional das substâncias orgânicas mais comuns (hidrocarbonetos, alcoóis, fenóis, cetonas, aldeídos, éter, ésteres, ácidos carboxílicos, amidas e aminas). Relacionar as propriedades físicas de diferentes substâncias orgâ- nicas ao modelo de interações intermoleculares. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Isometria Espacial e Plana DURAÇÃO: 6 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Olá Professor(a), iniciamos este caderno do 4º bimestre, com o tema isomerias. Basta uma breve ida ao supermercado ou à farmácia, para encontrarmos diversos compostos onde este fenômeno está pre- sente. Nos alimentos temos a famosa gordura trans, centro de debates nos últimos anos sobre níveis seguros de consumo e problema de saúde pública. Quando nos voltamos aos medicamentos, perce- bemos que boa parte dos isômeros possuem alguma atividade biológica, casos marcantes como o da Talidomida estão na história como prova indelével desses efeitos. Caso nos aventuremos por outros caminhos, como as produções industriais, outras tantas substâncias apresentarão isomeria. Este fenômeno é caracterizado quando substâncias distintas apresentam a mesma fórmula molecular. Atualmente, o fenômeno da isomeria é classificado em dois grandes grupos: a isomeria constitucional e a estereoisomeria. Quando os isômeros podem ser diferenciados por meio de suas fórmulas estruturais planas, dizemos que são isômeros constitucionais ou planos. Neste grupo temos a isomeria de cadeia, de posição, de função, de compensação e a tautomeria. 44 Um outro grande grupo é o chamado de estereoisomeria ou isomeria espacial, neste grupo a diferenciação dos compostos apenas por suas fórmulas estruturais planas não é possível, sendo necessário uma representação tridimensional. Encontramos aqui a isomeria cis/trans e a isomeria óptica. Fonte: Imagem do autor B) DESENVOLVIMENTO: Caro(a) professor(a), o desenvolvimento desta sequência didática (SD) tem como objetivo o desen- volvimento da habilidade 24.1 associando tal habilidade ao conteúdo de isomeria, esta seleção foi feita levando-se em conta o CBC de Química. Por razões objetivas deste caderno, não iremos abordar de forma enfática a parte conceitual deste tema, devendo esta tarefa ficar a cargo do professor do componente curricular, iremos apenas apresentar de forma resumida as principais classificações. Esta SD está organizada em 06 aulas sequenciais que abordarão tanto a isomeria constitucional quanto a estereoisomeria. Sugerimos a divisão do total de estudantes da sala em grupos mais ou menos homogêneos, de forma a permitir o desenvolvimento da atividade de forma mais tranquila, respeitando sempre a realidade local. Neste processo, você, professor mediador, é um sujeito fundamental. AULA 1: APRESENTAÇÃO DO TEMA, CONVERSA COM A TURMA E EXPLICAÇÃO DOS CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ISOMERIAS Caro professor, neste momento a centralidade da aula está na sua pessoa, deixe bem claro os obje- tivos desta sequência didática, apresente aos estudantes os conceitos fundamentais sobre iso- meria, (vide apresentação), divida os grupos de trabalho. É de suma importância que você tenha o pleno conhecimento e domínio de toda a sequênciadidá- tica antes de iniciar a aula, para que não fique dúvidas quanto a proposta e métodos de execução. O aprofundamento do conteúdo se dará ao longo da SD. 45 AULA 2: ISOMERIA PLANA: UMA PROPOSTA DE AULA PRÁTICA Preparação da aula Dividir os estudantes em 6 grupos. Cada grupo montará, com os conjuntos arruelas-barbantes duas moléculas, destacando suas funções orgânicas, nome, fórmula estrutural e molecular. PROCEDIMENTOS • PARTE A 1. Para representar os átomos de carbono, amarre as extremidades de quatro barbantes em uma arruela (cada pedaço de barbante corresponde a uma ligação química). Cada barbante deve ficar com uma extremidade livre. Use as etiquetas para identificar essas arruelas com o símbolo “C”. 2. Para representar o átomo de nitrogênio, amarre três barbantes em uma arruela. Cada bar- bante deve ficar com uma extremidade livre. Identifique essa arruela com o símbolo “N”. 3. Para os átomos de oxigênio, amarre dois barbantes em uma arruela. Identifique-a com o símbolo “O”. 4. Para representar os átomos de hidrogênio, amarre em cada arruela um barbante e identifi- que-as com o símbolo “H”. • PARTE B 1. Monte, com os conjuntos arruelas-barbantes, uma estrutura que represente a molécula de etanol e de etilamina. 2. Ligue os átomos (arruelas) uns aos outros pelas pontas soltas dos barbantes (que represen- tam as ligações). 3. A extremidade livre de um barbante deve se prender à extremidade livre de outro. O con- junto não pode apresentar barbantes com pontas soltas. 4. Verifique se é possível combinar esses mesmos átomos de outra maneira. Se você encontrar outra estrutura que possa conter esses mesmos átomos respeitando o número de ligações que cada um pode fazer, escreva a fórmula estrutural plana dessa estrutura e identifique a função a que ela pertence. 5. Monte a estrutura do ácido etanoico. Observação: Para estabelecer uma ligação dupla, dois barbantes de um dos átomos devem se ligar a dois barbantes do outro. AULA 3: TRABALHANDO COM MODELOS: A ISOMERIA GEOMÉTRICA Preparo da aula: A aula será uma gincana. caso a escola possua modelos comerciais de bolas e hastes em quantidade suficiente, você deverá separar os materiais necessários para cada grupo. Caso contrário, os modelos podem ser construídos com isopor e palitos de madeira. Utilize o transferidor, para que os ângulos das ligações gerem formas geométricas corretas. Para indicar átomos diferentes, as bolinhas de isopor podem ser pintadas de cores distintas (sugeri- mos tinta para isopor). Para melhorar a eficiência da aula, já deixe as bolas de isopor marcadas os pontos onde os palitos de madeira deverão ser inseridos, prepare as bolas que representarão os átomos de carbonos sp3 (ângulo de 109,5°), sp2 (ângulo de 120°), marcando-os com pontos de cores diferentes. Para a parte II, prepare previamente os modelos de moléculas e folhas com as regras do jogo e as questões a serem respondidas. Escreva na lousa ou em folhas de papel o código de cores das bolas de isopor, indicando qual cor representa qual elemento. 46 A Aula: Forneça as instruções para os estudantes e os auxilie nas necessidades para a realização das atividades. Regras da Gincana: cada modelo construído e resposta certa dentro do tempo esti- pulado vale 1 ponto. Se a equipe errar e ainda houver tempo, poderá refazer o grupo que acertar tudo e terminar primeiro, levará 2 pontos extras, o segundo colocado, mais 1 ponto em cada etapa. Parte 1: Cada grupo recebe um kit com os materiais para a construção de modelos moleculares e a tarefa de representar as estruturas do but-1-eno e but-2-eno, em 5 minutos. (vale 2 pontos). Parte 2: Além do kit já distribuído para a parte 1, cada grupo recebe um modelo pronto do 1,1 -diclo- roeteno, sem o nome da substância, e uma folha para a resposta. Em 10 minutos, o grupo deverá: (a) construir modelos os modelos moleculares de dois isômeros deste composto que contenham uma ligação (C=C); (b) construir as fórmulas estruturais de linhas destes 3 isômeros; (C) nomear as substâncias de acordo com as regras da IUPAC. Explicação: Registrado os pontos no placar, você dirá que irá fornecer dicas importantes para a próxima etapa. É provável que no procedimento 1 alguns grupos tenham representado o cis-but-2-eno e outros o trans. Assim você poderá escolher os modelos e compará-lo ao but-1-eno, que não é cis nem trans, representano as fórmulas estrutu- rais na lousa. Explique a nomenclatura cis-trans para a diferenciação dos compostos. reforce que esta informação é importante para a próxima etapa. Sugerimos que se informe as propriedades físicas dos isômeros de forma a ressaltar que a isomeria interfere nestas propriedades. Vence a gincana a equipe que fizer o maior número de pontos juntando todas as etapas. AULA 4: A CAIXA MÁGICA E OS ISÔMEROS ÓPTICOS. Aplicação: o modelo de bolas e hastes será utilizado nesta atividade, juntamente com uma caixa e um espelho, para estudos sobre os estereoisômeros. Com esta dinâmica, serão esclarecidas as expressões imagem especular, superposição de estruturas, e os conceitos de assimetria, quirali- dade e enantiômeros. Preparo da aula: Esta atividade será demonstrada por você, professor, em uma dinâmica em classe. Assim os modelos e a caixa devem ser de tamanho adequado para uma visualização de todos os estudantes. Serão necessárias 8 bolas pretas (Carbono), vinte brancas (Hidrogênio), seis amarelas (Bromo), quatro verdes (Cloro) e duas azuis (Flúor). Cole o espelho em uma das laterais das caixas da caixa, de modo a dar sustentação a ele, ele deve ser de bom tamanho de modo que todos possam ver a imagem refletida no espelho. Deixe dentro da caixa, os modelos que representarão as imagens especulares e leve à parte os demais. Caso seja possível, monte um kit para cada grupo. A Aula – Parte 1: Mostre à turma o modelo de bolas e hastes do metano. Ensine a representar sua estrutura, desenhando na lousa e a molécula na posição exata do modelo. Use, por exemplo, uma cunha cheia e outra tracejada, simbolizando os átomos que estão na frente e atrás do plano do quadro, e linhas para os átomos exatamente localizados no plano do quadro. Parte 2: Posicione o modelo do metano em frente ao espelho e peça para que os estudantes obser- vem a imagem especular. Pergunte se este modelo é exatamente igual à imagem especular? Retire da caixa outro modelo igual, exatamente na posição da imagem especular. Superponha-os, confir- mando que são iguais e, portanto, representam a mesma substância. Com as mãos ou uma folha de papel, indique um dos planos de simetria de forma que, ao dividir a molécula ao meio, uma parte espelhe a outra. Conclui-se assim que essa molécula é simétrica. Repita o procedimento com o bromo e o bromoclorometano. Anote na lousa os códigos para as cores. ex.: C = preto, H = branco, Br =, Cl = verde, F = Azul. Parte 3: Repita a dinâmica com o bromoclorodifluorometano. Neste caso, a estrutura represen- tante da imagem especular não será superponível. Deixe que alguns estudantes confiram, tentando 47 a superposição. A conclusão será diferente: os dois modelos são parecidos, mas não são iguais e, assim, representam substâncias diferentes, têm a mesma fórmula molecular, então são isôme- ros. Reforce o conceito de estereoisomeria e enantiômeros. Escreva as fórmulas molecular dos dois modelos de bromoclorodifluorometano na lousa e peça a turma para encontrar um plano de simetria nestas moléculas. (não será possível). Pergunte se as moléculas são simétricas. Reforce o conceito de QUIRALIDADE. AULAS 5 e 6 : CONSTRUINDO MOLÉCULAS NO COMPUTADOR. Existem diversas opções para a aprendizagem com o computador. Esta atividade propõe o uso de um programa gratuito para modelagem molecular, aplicado ao estudo de isomeria constitucional (de cadeia) e a relação entre estrutura e propriedades físicas de compostos orgânicos. Preparo da aula: As atividades, a seguir, consistem na construção pelos estudantes de estruturas moleculares no computadorpara visualizá-las em três dimensões (3D). Para isto, é necessário que a escola tenha uma sala de computadores. sugerimos o programa ACD/ChemSketch, encontra-se no endereço ://https://www.acdlabs.com/resources/free-chemistry-software-apps/chemsket- ch-freeware/#chemsketch_modal. Escolha a aba recursos e clique em Chemsketch freeware para download. Caso prefira outro programa de licença livre, fique à vontade. Sugerimos por exemplo o avogadro, disponível no link: https://avogadro.cc/. Professor, deixamos abaixo a sugestão de um vídeo orientando sobre como utilizar o ChemSketch. → Vídeo 1: Modo prático de usar o chemsketch | Tutorial. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LnT_Wo_rXUI>. Os procedimentos a seguir, são instruções para os estudantes, de forma que eles mesmos reali- zem as atividades no computador, porém será necessário orientá-los antes sobre o funcionamento básico do programa para a construção das fórmulas e acelerar a realização das tarefas. A aula: Forneça os procedimentos a seguir aos estudantes e supervisione as atividades a serem realizadas pela turma. Parte 1: Oriente os estudantes sobre como utilizar o programa, permita que eles naveguem pelo programa a fim de explorarem as suas potencialidades. Neste momento pode-se utilizar o projetor multimídias para, conjuntamente, irem explorando o programa. Explore a criação de moléculas, inserção e retirada de átomos, formação de cadeias carbônicas, como gerar a nomenclatura dos compostos, e os modelos 3D. Parte 2: (Para os estudantes) Usando o programa ACD/ChemSketch, a) Construa os modelos das estruturas do octano e do 2,2,4-trimetilpentano. b) Confira a nomenclatura da estrutura que você criou. Se o nome não coincidir com o espe- rado, corrija a sua estrutura, apagando átomos que não sejam necessários ou adicionando outros. c) Obtenha as massas e fórmulas moleculares do octano e do 2,2,4-trimetilpentano. Para isso, marque uma estrutura de cada vez e observe no rodapé do programa onde está escrito FW (formula weight) e confira os valores obtidos. d) Crie as estruturas 3D para estes compostos, visualize o arranjo. Qual destes dois compos- tos apresenta maior temperatura de ebulição? Confira sua hipótese verificando estes dados com o professor. 48 RECURSOS AULA 1: APRESENTAÇÃO DO TEMA, CONVERSA COM A TURMA E EXPLICAÇÃO DOS CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ISOMERIAS. Lousa e pincel. Projetor Multimídias. Folhas de papel. AULA 2: ISOMERIA PLANA: UMA PROPOSTA DE AULA PRÁTICA. 10 arruelas ou argolas de, aproximadamente, 3 cm de diâmetro. 20 pedaços de barbante de 10 cm de comprimento. Etiquetas adesivas. AULA 3: TRABALHANDO COM MODELOS: A ISOMERIA GEOMÉTRICA Bolas de isopor de tamanhos diferentes, palitos de madeira, transferidor, tinta para isopor. AULA 4: A CAIXA MÁGICA E OS ISÔMEROS ÓPTICOS. Caixa opaca (de papelão ou madeira) de tamanho suficiente para conter os modelos montados. Espelho de tamanho suficiente para cobrir uma face da caixa. Modelos moleculares contendo esferas de 5 cores diferentes. AULA 5 e 6: CONSTRUINDO MOLÉCULAS NO COMPUTADOR. Sala de Informática, Projetor Multimídias. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: Indicamos que a avaliação das atividades propostas seja feita de modo processual e formativa, ou seja as estratégias avaliativas deverão se dar ao longo de todo o processo de formas variadas e com o intuito de contribuir positivamente para a aquisição da habilidade proposta na atividade, e de maneira alguma a avaliação deverá ser uma ferramenta punitiva. Sugerimos aqui, avaliar a interação intragrupo e intergrupos, bem como as produções escritas dos educandos visando a identificação de características de circulação de uma linguagem específica das ciências por parte dos mesmos. ATIVIDADES 1 - (UEPI) A anfetamina é uma substância com poderosa ação estimulante sobre o sistema nervoso central. É usada no tratamento de pacientes que sofrem de depressão e também em regimes de emagrecimento. Todavia, algumas pessoas utilizam a anfetamina, sem orientação médica, com o objetivo de obter a sensação de euforia por ela provocada. A fórmula estrutural da anfe- tamina, representada abaixo, exemplificando um caso de isomeria: Fórmula da anfetamina em exercício sobre isomeria óptica a) geométrica. b) de função. c) de cadeia. d) de compensação. e) óptica. 49 2 - (UERJ)Na tentativa de conter o tráfico de drogas, a Polícia Federal passou a controlar a aquisição de solventes com elevado grau de pureza, como o éter (etoxietano) e a acetona (propanona). Hoje, mesmo as universidades só adquirem esses produtos com a devida autorização daquele órgão. A alternativa que apresenta, respectivamente, isômeros funcionais dessas substâncias é: a) butanal e propanal. b) butan-1-ol e propanal. c) butanal e propano-1-ol. d) butan-1-ol e ropano-1-ol. 3 - “A 4-metil-pentan-2-ona é usada como solvente na produção de tintas, ataca o sistema nervoso central, irrita os olhos e provoca dor de cabeça”. O composto citado é isômero funcional de: a) hexan-1-ol. b) hexanal. c) 4-metil-butanal. d) 4-metil-pentan-1-ol. e) pentan-1-ona. 4 - (CEFET MG) Dentre os compostos orgânicos. I. butan-2-ol II. pent-1-eno III. hex-2-eno IV. 2-metil-cicloexanol V. cicloexeno aqueles que apresentam isomeria geométrica são a) I e IV. b) I e V. c) II e III. d) II e V. e) III e IV. REFERÊNCIAS AMABIS, José Mariano; et al. Moderna Plus: Ciências da natureza e suas tecnologias. O conheci- mento científico. Manual do professor: 1 ed. São Paulo , Editora Moderna, 2020. GODOY, Leandro Pereira de; AGNOLO, Rosana Maria Dell; MELO, Wolney Candido de. Multiversos: Ciências da Natureza: Matéria, Energia e Vida. Ensino Médio 1.ed. - São Paulo: Editora FTD, 2020. LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Poluição e Movimento. 1Ed. São Paulo, Editora Moderna 2020. LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Corpo Humano e vida sudável.. 1Ed. São Paulo, Editora Moderna 2020. LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Energia e Consumo Sustentável. 1Ed. São Paulo, Editora Moderna 2020. MACHADO, Andrea Horta; et al. Matéria, Energia e Vida: Uma abordagem interdisciplinar - Materiais e energia: Transformações e conservação. 1ed. São Paulo, Editora Scipione, 2020. 50 MACHADO, Andrea Horta; et al. Matéria, Energia e Vida: Uma abordagem interdisciplinar - Desafios contemporâneos da juventude. 1ed. São Paulo, Editora Scipione, 2020. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 05 jun. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1I8T4Cody3pUScohWX4aQVGipgyWLKK8g/view. Acesso em: 05 jun. 2022. MODO prático de usar o Chemsketch. [s. l.: s. n.], 2022. 1 vídeo (15 min). Publicado pelo canal Química com João Cruz. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LnT_Wo_rXUI. Acesso em: jul. 2022. NERY, Ana Luiza P; et al. Ser protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Matéria e Transformações. Ensino Médio. 1Ed. São Paulo, Editora SM, 2020. RIBEIRO,Patrícia Michele; et al. Isomeria plana: uma proposta de aula prática para o terceiro ano do ensino médio. Semana de Educação, Ciência e Tecnologia - SECITEC – 2018 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás – Câmpus Itumbiara, de 17 a 20 de outubro de 2018. RUBINGER, Mayura Marques Magalhães. Ação e reação: Ideias para aulas especiais de química. Belo Horizonte: RHJ, 2012. 292p. SANTOS, Kelly Cristina dos, (org). Diálogos: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Ser humano e meio ambiente: Relações e consequências. 1ed. SãoPaulo, Editora Moderna, 2020. SANTOS, Kelly Cristina dos, (org). Diálogos: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Vida na terra: Como é possível? 1ed. São Paulo, Editora Moderna, 2020. 51 EIXO TEMÁTICO Substâncias Orgânicas. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Reações químicas orgânicas. Reconhecer as substâncias que apresentam as principais fun- ções orgânicas e algumas de suas características. Reconhecer sabões e detergentes mais comuns. Relacionar as propriedades físicas de diferentes substâncias orgânicas ao modelo de interações intermoleculares. Identificar as fórmulas estruturais de sabões e detergentes mais comuns. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Variações dos números de oxidação entre os participantes de uma reação química DURAÇÃO: 5 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA: Caro(a) professor(a), neste momento iniciaremos os estudos das reações de hidrocarbonetos. Devido a realidade da carga horária, reservamos 05 aulas para esta sequência de ensino. O objetivo é o desenvolvimento das habilidades 24.1 em relação ao seu comportamento reacional. Muitos pro- dutos que consumimos e usamos em nossa sociedade provêm, direta ou indiretamente, da indús- tria química, que executa uma série de reações químicas a fim de obter produtos transformando as matérias-primas. Denominamos Reações de Substituição, aquelas que ocorrem quando um reagente, ou uma parte do reagente, substitui outro reagente, ou parte deste, em uma reação química, podemos citar a Halogenação, onde ocorre a substituição de um ligante na molécula orgânica por um halogênio. Outras duas reações de substituição bem importantes são a Nitração onde ocorre a reação entre um hidrocarboneto e o HNO3 (ácido nítrico), sendo um hidrogênio do hidrocarboneto é substituído por um grupo nitro, - NO2. já na Sulfonação, ocorre a reação entre um hidrocarboneto com o H2SO4 (ácido sulfúrico e o átomo de hidrogênio é substituído por um grupo ácido sulfônico, - SO3H. Quando a molécula de hidrocarboneto possuir mais de um átomo carbono, obteremos uma mistura de dife- rentes compostos substituídos. O Hidrogênio que tem preferência de ser substituído é o ligado ao carbono menos hidrogenado. Outra classe importante dentro das reações orgânicas são aquelas que envolvem hidrocarbonetos insaturados, devido a fragilidade de suas ligações π (pi). Neste grupo, destacamos as Reações de Adição, onde a ligação dupla ou tripla entre dois átomos de carbono pode ser “quebrada” e os elétrons, que eram compartilhados entre os átomos de car- bono, passam a ser compartilhados com átomos de outros elementos “adicionados” à molécula, numa ligação simples. 52 Uma outra reação de igual importância é a Reação de Hidrogenação, que na reação de um hidro- carboneto insaturado (alcenos e alcinos) com gás hidrogênio (H2), que é catalisada por níquel (Ni), platina (Pt) ou paládio (Pd), tendo como produto um alcano ou um alceno, dependendo da molécula insaturada de origem. Vale ressaltar que o hidrogênio do haleto liga-se ao átomo de carbono mais hidrogenado da dupla (o que tem mais ligações com hidrogênio). A adição de água, HOH, a alcenos também segue este princípio, chamado de regra de Markovnikov. Não podemos nos esquecer das reações de eliminação, podemos de maneira grosseira dizer que são o inverso de uma reação de adição. Nestas reações orgânicas ocorre a eliminação de átomos ou grupos de átomos de moléculas, logo temos como produto uma molécula menor que o reagente. Isto se dá pela perda de dois átomos ou grupos adjacentes, formando uma ligação dupla na estru- tura. Neste seleto grupo, temos quatro tipos de reações, as reações de eliminação de hidrogênio ou desidrogenação, onde há eliminação de dois átomos de hidrogênio (H), ao contrário da hidroge- nação. As reações de Eliminação de halogênios ou de-halogenação, que por serem eletronegati- vos, sua eliminação é facilitada pela ação de eletropositivos. De igual modo, temos as reações de eliminação de água ou desidratação, onde uma ou mais molé- culas de água (H2O) são eliminadas. Este processo pode ocorrer de duas formas, uma intramole- cular, quando a reação se dá na própria molécula, outra intermolecular, quando a reação acontece entre duas moléculas distintas. Já na eliminação de halogenidiretos HCl, HBr e Hi ou desidro-ha- logenação é importante observar a regra de Saytzeff, que diz que carbonos menos hidrogenados tendem a perder hidrogênio com mais facilidade. B) DESENVOLVIMENTO: Caro(a) colega professor(a), devido à extensão do tema e a realidade da carga horária, optamos por 02 aulas para discussões em grupo sobre questões relacionadas ao consumismo, sustentabili- dade e à “química verde”, nestas aulas a MEDIAÇÃO DE LEITURA DE TEXTOS DIDÁTICOS é o foco, o desenvolvimento de habilidade de seleção, classificação de dados e construção de argumentação podem ser desenvolvidas aqui. Dedicamos também 03 aulas expositivas sobre reações químicas, onde a sistematização do conhecimento deverá ser solicitado ao estudante, ao final da 3ª aula, com a construção de MAPAS CONCEITUAIS sobre as reações químicas de Adição, Substituição e Eliminação. Nas aulas 01 e 02, poderão ser trabalhados os textos, nos grupos que já foram previamente formados e o produto final a respostas escritas deverão representar a opinião do grupo, portanto uma produ- ção por grupo. Nas aulas 03, 04 e 05 a resposta dos questionários deverá ser feita de forma individual. Aula 01 Texto 01 - Consumismo A finitude dos recursos naturais é evidente, e é agravada pelo modo de produção regente, que destrói e polui o meio ambiente. O primeiro e mais importante limite dessa cultura do consumo, que estamos testemunhando hoje, são os próprios limites ambientais. O planeta não suportaria se cada habitante tivesse um automóvel, por exemplo. Nos níveis e padrões atuais, o consumo precisa ser modificado em direção a formas mais sustentáveis, tanto do ponto de vista social quanto ambiental. 53 Dados recentes fornecidos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostraram que o mundo está consumindo 40% além da capacidade de reposição da biosfera (energia, alimentos, recursos naturais) e o déficit é aumentado 2,5% ao ano. Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que 85% da produção e do consumo no mundo estão localizados nos países industrializados que têm apenas 19% da população [do planeta]. Os Estados Unidos têm 5% da população mundial e consomem 40% dos recursos disponíveis. Se os seis bilhões de pessoas usufruem o mesmo padrão de vida dos 270 milhões de america- nos, seriam necessários seis planetas. [...]. A consequência do consumo desenfreado é, prin- cipalmente, o fim dos recursos naturais. Para suprir a demanda por produtos, é preciso produ- zir mais produtos. E isso significa consumir mais energia, mais combustível, mais madeira, e minérios – enfim, mais materiais provenientes da natureza. Por sua vez, essa prática gera mais poluição industrial e mais lixo. Quem primeiro sofre com isso é o meio ambiente. Os resultados dessa prática são logo sentidos pelos homens também. Basta pensar na crise de energia por que o mundo vem passando, no aumento do preço de certos materiais que já começam a escassear, na saturação de lixões e aterros sanitários, na poluição e seus efeitos sobre a saúde humana. Mas não é só. O consumismo também agrava a pobreza, aumentando a distância entre ricos e pobres. Países ricos e altamente industrializados geralmente exploram os recursos naturais dos países mais pobres, que, no entanto, não enriquecem com isso (ao contrário, ficam ainda mais pobres). Um dado interessante para ilustrar esse problema é que é estimado que sejam gastos no pla- neta 435 bilhões de dólares por ano em publicidade. Quinze bilhões de dólares seriam suficien- tes para acabar com a fome do mundo, que mata 10 milhões de crianças por ano.” BUENO, Chris. 360 Graus, 1º maio 2012. Fonte: FONSECA, Martha ReisMarques. Química. 1. ed. – São Paulo : Ática, 2013. Texto 02 - Consumo (in)sunstentável. Você já deve ter reparado que nesta unidade estamos trabalhando o tempo todo com consumo de reagentes, utilizados para obter produtos que, por sua vez, são utilizados na obtenção de outros produtos de consumo, sejam industriais ou comerciais (solventes, tintas, resinas, deter- gentes, fármacos, etc.). A necessidade de reagentes leva à extração de recursos naturais e a obtenção de produtos leva à formação de rejeitos poluentes (a Química Verde ainda não é apli- cada em larga escala). Acontece que tanto a extração de recursos naturais como a liberação de poluentes para o meio ambiente já ultrapassou a capacidade de recuperação do planeta. Atualmente, de acordo com a Pegada Ecológica [, acesso em: 6 mar. 2013], cada habitante do planeta tem 2,1 hectares disponíveis em recursos naturais para atender suas necessidades de casa, comida, roupas e energia. Mas a pegada ecológica global é de 2,7 hectares por habitante. Esse sobreconsumo não é distribuído igualmente entre os países e nem entre os habitantes de um país. Veja alguns exemplos de pegada ecológica: • Estados Unidos: 9,4 hectares/habitantes. • Brasil: 2,4 hectares/habitantes. • Haiti: 0,5 hectare/habitante. O que nos levou a isso e como podemos agir para reverter esse quadro é o que se discute nos textos a seguir. As 500 milhões de pessoas mais ricas do mundo (aproximadamente 7% da população mundial) são responsáveis por 50% das emissões globais de carbono, enquanto os 3 bilhões mais pobres são responsáveis por apenas 6%. 54 Os 16% mais ricos do mundo são responsáveis por 78% do total do consumo mundial, ficando para os 84% restantes apenas 22% do total global a ser consumido. Hoje, são extraídas 60 bilhões de toneladas de recursos anualmente, 50% a mais do que há apenas 30 anos. Entre 1950 e 2010 a produção de metais cresceu seis vezes, a de petróleo, oito, e o consumo de gás natural, 14 vezes. Junto com o crescimento da desigualdade social também disparam a tensão e a violência nas cidades. Onde vamos parar? Em 1804 a população humana atingiu o primeiro bilhão. 130 anos depois, em 1930, chegou a 2 bilhões. Com os avanços da ciência e da tecnologia e a queda da mortalidade infantil, o ritmo acelerou. Em 1960, chegamos a 3 bilhões. Em 1974, 4 bilhões; 1987, 5 bilhões; 1998, 6 bilhões; e continuamos crescendo. Como planejar para atender aos atuais 7 bilhões de habitantes – metade urbanos, amontoados em cidades – e mais os cerca de 80 milhões de novos habitantes/consumidores acrescidos anualmente à população humana? Problemas ambientais: temos consciência da influência dos mesmos em nossa vida? No Brasil, o início da influência do homem sobre o meio ambiente pode ser notada a partir da chegada dos portugueses. Antes da ocupação do território brasileiro, os indígenas que aqui habitavam (estimados em 8 milhões) sobreviviam basicamente da exploração de recursos natu- rais, por isso, utilizavam-nos de forma sustentável […]. Após a exterminação de grande parte dos índios pelos portugueses, o número de habitantes do Brasil se reduziu a três milhões no início do século XIX. Foi nesse período que começaram as intensas devastações do nosso ter- ritório. À época, o homem se baseava em crenças religiosas que pregavam que os recursos naturais eram infindáveis, então, o término de uma exploração se dava com a extenuação dos recursos do local. Infelizmente, essa cultura tem passado de geração em geração e até os dias de hoje ainda predomina […]. Com a descoberta do petróleo em 1857 nos Estados Unidos, o homem saltou para uma nova era: o mundo industrializado, que trouxe como uma das princi- pais consequências a poluição. Ou seja, além de destruirmos as reservas naturais sobrecar- regamos o meio ambiente com poluentes. Os acontecimentos decorrentes da industrialização dividiram o povo em duas classes econômicas: os que espoliavam e os que eram espoliados. A primeira classe acumulava economias e conhecimento, enquanto a segunda vivia no estado mais precário possível. A segunda classe, pela falta de recursos, utilizava desordenadamente as reservas naturais, causando a degradação de áreas agricultáveis e de recursos hídricos e, com isso, aumentando a pobreza […]. O modelo econômico atual está baseado na concentração-ex- clusão de renda. Ambos os modelos econômicos afetam o meio ambiente. A pobreza pelo fato de só sobre- viver pelo uso predatório dos recursos naturais e os ricos pelos padrões de consumo insustentáveis. […]. Consumo consciente? Se considerarmos o consumo ainda como algo em que há relativa liberdade de escolha, pode- mos vislumbrar uma possibilidade de atuação para os indivíduos em prol do meio ambiente. […] Nem sempre preço baixo é garantia de processos produtivos que respeitem a Natureza. Tampouco o consumidor dispõe de informações consistentes para decidir comprar ou não determinada mercadoria. Ainda assim, é no ato de consumir que fazemos escolhas e podemos definir relações de cidadania […]. Fonte: FONSECA, Martha Reis Marques. Química. 1. ed. – São Paulo : Ática, 2013. 55 VAMOS PENSAR? 1. Só podemos obter os produtos que necessitamos (ou desejamos) destruindo e poluindo o meio ambiente? 2. Quais consequências você consegue perceber que têm origem nesta cultura do consumismo? 3. Quais práticas você julga que deveriam ser tomadas para mudar esta realidade? Você esta- ria disposto a tomar tais atitudes? Aula 02 Texto 01 - A QUÍMICA VERDE A Química verde* “Abordagens para a Prevenção da Poluição Antes de estudar as especifici- dades dos diferentes processos de poluição, sejam no ar, na água, em nossa dieta alimentícia ou no solo, é instrutivo considerar a filosofia geral que está sendo atualmente implementada nos países desenvolvidos para reduzir, no futuro, a exposição humana aos poluentes químicos. Historicamente, foi considerado implícita ou explicitamente que os produtos químicos emiti- dos para o ambiente seriam assimilados pela natureza: ou o sistema natural os transformaria em substâncias de ocorrência natural, não prejudiciais, ou os produtos químicos seriam diluí- dos em tal extensão que não poderiam ser atribuídos aos mesmos quaisquer riscos para a vida. A estratégia de que ‘a solução para a poluição é a diluição’ é, de fato, bem-sucedida com muitos poluentes. Porém, nos anos 60 e 70, ficou bem claro que muitos produtos químicos sintéticos não são assimilados porque são persistentes, isto é, não são alterados pela ação de luz, água, ar ou microrganismos (que atuam com frequência na degradação de muitos poluentes) durante períodos muito longos de tempo. Exemplos dessas substâncias persistentes incluem pesti- cidas, como o DDT, os gases de refrigeração chamados CFCs, o gás dióxido de carbono e as formas tóxicas do elemento mercúrio. Devido a sua persistência e a sua contínua liberação, as concentrações ambientais de tais subs- tâncias aumentaram no passado em níveis inquietantes. Devido à quantidade de problemas que provocam, foi descoberto que muitas substâncias persistentes não se tornam uniformemente dispersas no meio ambiente. Em vez disso, concentram-se em organismos vivos, podendo atin- gir, em seres humanos e outros animais, níveis que, em alguns casos, afetam sua saúde e até levam à morte prematura. A resposta ao problema dos pesticidas persistentes e bioacumulativos, como o DDT, tem con- sistido em suspender sua produção, ou pelo menos eliminar seu uso em países desenvolvidos, e proibir sua utilização uma vez que os estoques existentes tenham se esgotado. Como conse- quência de tais proibições, os níveis ambientais de DDT e outros pesticidas persistentes têm caído significativamente desde que aconteceram seus picos de concentração nos anos 60 e início dos anos 70. Porém, o rápido declínio interrompeu- -se, e os níveis atuais permanecem bem acima de zero. [...] a concentração dos pesticidas proibidos diminui atualmente em ritmo lento, à medidaque a carga ambiental está reciclando-se entre os diferentes meios. [...] Tão importunos como estes agentes químicos industriais são os subprodutos tóxicos, que são substâncias produzidas de modo não intencional em pequenas quantidades e emitidas para o ambiente como consequência da produção, da distribuição e do uso de grandes quantidades de outras substâncias comerciais. Um exemplo de subproduto tóxico é a ‘dioxina’, formada inadvertidamente em quantidades minúsculas como subproduto de muitos processos industriais, entre os quais incluem-se o branqueamento da polpa da madeira e a produção de alguns pesticidas comuns e preservan- tes da madeira. A estratégia inicial usada no tratamento dos subprodutos tóxicos consistiu em reduzir a quantidade dessas substâncias emitida para o ambiente, geralmente mediante a cap- tura e disposição de uma grande fração de sua massa antes da ocorrência da dispersão. 56 A captura de poluentes gasosos nas chaminés das usinas termelétricas é um exemplo dessa abordagem; uma vez capturados, os poluentes gasosos são convertidos em sólidos e depois dispostos em aterros. As abordagens para o controle da poluição que centram-se na captura dos subprodutos tóxicos, em vez da redução de sua produção, são chamadas soluções de con- trole no final do processo. Uma desvantagem de tais estratégias é que normalmente os poluen- tes não são destruídos no processo, mas apenas convertidos em formas mais benignas ou depositados em um meio diferente. No caso dos poluentes das usinas de energia, por exemplo, os agentes químicos são meramente colocados na terra em vez de liberados para o ar. A estratégia, chamada de química verde [ou química ecológica], que está substituindo na atualidade a abordagem anterior, consiste na reformulação das rotas sintéticas, de maneira que, em primeiro lugar, não sejam produzidos subprodutos tóxicos; em outras palavras, a nova abordagem consiste em ‘deslocar o processo’ para o ponto de origem dos poluentes. Exemplos da nova estratégia incluem a substituição de solventes orgânicos por água, como meio em que os produtos desejados são formados, ou talvez a eliminação total do solvente; a utilização de substâncias benignas do ponto de vista ambiental para substituir catalisadores à base de metais pesados; e o projeto da fabricação de produtos que sejam recicláveis ou descartáveis sem perigo. Para aqueles produtos que apresentam, por suas características, perigo ambiental quando dispersos, o que está sendo colocado em prática é a ‘reciclagem em círculo fechado’. A estratégia global é eliminar as substâncias persistentes e tóxicas do ambiente, não permitindo emissões ulteriores e, onde possível, coletando e destruindo os depósitos existentes desses produtos químicos. [...] Alguns ambientalistas preveem a adoção final de práticas ambientais nas quais certos tipos de substâncias não serão gerados pelo conjunto da sociedade pelo fato de sua produção e uso apresentarem inevitavelmente riscos inaceitáveis em longo prazo. A ideia em relação a isto é obter descarga zero de determinadas substâncias persistentes e tóxi- cas para o ambiente, garantida pelo fato de que elas nunca serão produzidas. Muitas pessoas fazem sua parte na redução da poluição e do lixo modificando seus hábitos como consumido- res. Quantidades muito maiores que na década passada de jornais, latas de alumínio, garrafas de vidro e plásticos estão sendo coletadas seletivamente do lixo e recicladas. Os produtos ‘verdes’ (ecológicos) têm se tornado comuns nas prateleiras dos supermercados de países desenvolvidos. Os consumidores estão rejeitando produtos que vêm com embalagens excessivas ou que são processados a partir de materiais sintéticos em vez de ‘naturais’. Em muitos casos, porém, a escolha ótima do ponto de vista ambiental entre dois produtos alterna- tivos pode não ser intuitivamente óbvia. Tome como exemplo os dois tipos principais de copos descartáveis: um deles é fabricado com papel derivado das árvores e o outro é feito de poliesti- reno sintetizado a partir do petróleo. A maioria dos consumidores acha que o copo de papel é preferível no aspecto ambiental. Contudo, uma análise dos impactos de todas as etapas de produção e descarte demonstra que o copo de papel consome mais reagentes químicos e causa mais poluição na água que o copo de poliestireno, sobretudo porque o papel deve ser branqueado. Obviamente, para poder sele- cionar sem dúvidas o melhor produto, necessitamos conhecer previamente as consequências ambientais de todas as etapas envolvidas na produção e no descarte das mercadorias a serem consumidas. [...] A Prevenção da Poluição [...] Quando é constatado que um produto químico está sendo produzido de uma maneira ambientalmente inadequada, existem duas opções pos- síveis para seu aperfeiçoamento: • substituir o produto por um fabricado através de um processo verde. • fabricar o produto mediante um processo que seja mais adequado do ponto de vista ambiental. 57 As estratégias usadas na última opção incluem mudar o reagente ou o solvente de uma reação por outros menos tóxicos, utilizando com frequência uma reação diferente para obter o produto desejado. O químico Barry Trost, da Stanford University, tem proposto o conceito de economia de átomos; esse conceito combina os objetivos de benignidade ambiental com a elegância sin- tética no planejamento dos métodos para produzir compostos. Por exemplo, a eliminação do uso de grupos de átomos em uma etapa da síntese, os quais deveriam ser removidos e descar- tados em etapa posterior, é evidentemente uma maneira de minimizar a produção de resíduos. Uma das áreas mais promissoras da química verde baseia-se no uso de fluidos supercríticos* como solventes, substituindo os orgânicos, que são com frequência perigosos − tóxicos, às vezes inflamáveis e mesmo explosivos − e geram um problema substancial para seu descarte. Nesse sentido, o dióxido de carbono supercrítico é especialmente promissor, porque suas pro- priedades solventes podem ser facilmente ‘ajustadas em função da pressão’ variando levemente sua pressão nas proximidades do ponto crítico, e porque é atóxico, não inflamável, barato e apresenta propriedades solventes semelhantes às de solventes amplamente usados, como o hexano. Outros fluidos que podem ser convertidos em supercríticos com facilidade e mostram-se bons solventes, sendo atóxicos, são a água e o xenônio. Por exemplo, o CO2 supercrítico pode substituir os CFCs (atualmente banidos) e/ou os hidrocarbonetos aromáticos como solventes, na produção de vários polímeros orgânicos comerciais. Como já foi mencionado, visto que as substâncias iônicas e as moléculas altamente polares não são facilmente solúveis nesse fluido, a maioria das reações iônicas é descartada, do mesmo modo que aquelas envolvendo grandes moléculas hidrocarbônicas, que são também insolúveis. Contudo, pesquisas recentes sobre a adição de pequenas quantidades de outras substâncias, como surfactantes [substâncias que atuam como detergentes], ao dióxido de carbono, mos- tram-se promissoras quanto à superação dos obstáculos de solubilidade para viabilizar seu uso. O CO2 supercrítico também é usado atualmente no lugar de solventes orgânicos, para extrair compostos de águas residuais e outros materiais poluídos usados em análise química. Todas essas aplicações eliminam a necessidade final de descarte dos solventes orgânicos contami- nados, dado que uma simples mudança na pressão vaporiza o dióxido de carbono, que pode ser reciclado para uso posterior. Muitos dos esforços no planejamento de processos livres de resíduos envolvem o uso de cata- lisadores no estado sólido, que, em muitos casos, podem ser selecionados de maneira que o rendimento do produto comercial seja maximizado e que aquele do subproduto indesejável seja minimizado. [...]” Fonte: PERUZZO, Francisco Miragaia; CANTO, Eduardo Leite. Química na abordagem do cotidiano. 4. ed. — São Paulo : Moderna, 2006. VAMOS PENSAR?1. Enumere alguns fatores que deram origem à estratégia denominada química verde. 2. No que consiste a estratégia denominada química verde? 3. Certa indústria química obtém, como subproduto indesejável de suas atividades, um com- posto sólido tóxico. A legislação impede que tal substância seja descartada no meio ambiente. Após um estudo, verificou-se que há duas possibilidades para atender à legislação: 58 Opção 1 – reagir esse composto com reagentes adequadamente escolhidos, que o transformam em uma substância inofensiva e que pode ser encaminhada para um aterro de lixo industrial. Opção 2 – modificar os processos químicos empregados na fábrica, de modo a manter a produção e o faturamento da empresa, mas sem gerar o subproduto indesejável. Explique por que uma dessas opções está de acordo com os princípios da química verde e a outra não está. 4. O texto cita a “dioxina” como exemplo de subproduto tóxico emitido para o meio ambiente. Faça uma pesquisa para saber o que é “dioxina” e que problemas de saúde ela acarreta. Reavalie o que você pensa a respeito e resolva em seu caderno. Verifique em que mudaram suas concepções prévias. Reveja sua resposta à atividade anterior,reavalie o que escreveu, discuta com seus colegas e, se julgar necessário, elabore novas justificativas ou aprimore as que tinha escrito. Apresente-as ao professor. 5. Uma parte do texto diz: Muitas pessoas fazem sua parte na redução da poluição e do lixo modificando seus hábitos como consumidores. Quantidades muito maiores que na década passada de jornais, latas de alumínio, garrafas de vidro e plásticos estão sendo coletadas seletivamente do lixo e recicladas. Os produtos “verdes” (ecológicos) têm se tornado comuns nas prateleiras dos supermercados de países desenvolvidos. Elabore, juntamente com seus colegas, uma lista das atitudes concretas que cada um pode tomar para fazer sua parte na redução da poluição e do lixo. 6. Considere a seguinte ideia: “A embalagem da maioria dos produtos está destinada a se transformar em lixo.” Localize no texto e transcreva em seu caderno um trecho que fala da reação de consumidores a uma questão envolvendo embalagens. A seguir, junto com seus colegas, faça uma relação de produtos que, na opinião de vocês, são exemplos do tipo de produto que gera a reação dos consumidores mencionada no trecho transcrito. 7. Cite uma razão do emprego do CO2 como fluido supercrítico. RECURSOS: Cópias de material para leitura, lousa, pincéis, Projetor Multimídias e Notebook. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: Indicamos que a avaliação das atividades propostas seja feita de modo processual e formativa, ou seja as estratégias avaliativas deverão se dar ao longo de todo o processo de formas variadas e com o intuito de contribuir positivamente para a aquisição da habilidade proposta na atividade, e de maneira alguma a avaliação deverá ser uma ferramenta punitiva. Sugerimos aqui, avaliar a interação intragrupo e intergrupos, bem como as produções escritas dos educandos visando a identificação de características de circulação de uma linguagem específica das ciências por parte dos educandos. 59 ATIVIDADES 1 - (FURGRS) Observe o esquema reacional abaixo: Sobre esses compostos, é correto afirmar que todas as reações são de: a) adição, sendo os produtos respectivamente: A=1-propanol; B=1-cloro-propano e C=propano. b) substituição, sendo os produtos respectivamente: A=1-butanol; B=2-cloropropano e C= propano. c) substituição, sendo os produtos respectivamente: A=1-hidróxi-2-propeno; B=2- cloro- -1-propeno e C=propeno. d) adição, sendo os produtos respectivamente: A=1,2-propanodiol; B=1,2-dicloropropano e C=propano. e) adição, sendo os produtos respectivamente: A=2-propanol; B=2-cloro-propano e C=propano. 2 - (UESPI)A hidrogenação catalítica de uma ligação dupla é caracterizada como uma reação de: a) eliminação. b) adição. c) transesterificação. d) de saponificação. e) substituição. 3 - (UFVMG) A monocloração de um alcano, em presença de luz ultravioleta, produziu os compostos 2-cloro-2-metilpropano e 1-cloro-2-metilpropano. O nome do alcano é: a) isopropano. b) metilbutano. c) pentano. d) butano. e) metilpropano. 4 - (USP) Uma substância orgânica reagiu com iodeto de etil – magnésio dando um composto que, depois de hidrolisado, formou metil – etilcetona. A substância original é: a) Formiato de etila. b) Acetona. c) Acetaldeído. d) Ácido acético. e) Cianeto de metila. 60 REFERÊNCIAS AMABIS, José Mariano; et al. Moderna Plus: Ciências da natureza e suas tecnologias. O conheci- mento científico. Manual do professor: 1 ed. São Paulo , Editora Moderna, 2020. FONSECA, Martha Reis Marques. Química. 1. ed. – São Paulo : Ática, 2013. GODOY, Leandro Pereira de; AGNOLO, Rosana Maria Dell; MELO, Wolney Candido de. Multiversos: Ciências da Natureza: Matéria, Energia e Vida. Ensino Médio 1.ed. - São Paulo: Editora FTD, 2020. LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Poluição e Movimento. 1Ed. São Paulo, Editora Moderna 2020. LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Corpo Humano e vida sudável.. 1Ed. São Paulo, Editora Moderna 2020. LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Energia e Consumo Sustentável. 1Ed. São Paulo, Editora Moderna 2020. MACHADO, Andrea Horta; et al. Matéria, Energia e Vida: Uma abordagem interdisciplinar - Materiais e energia: Transformações e conservação. 1ed. São Paulo, Editora Scipione, 2020. MACHADO, Andrea Horta; et al. Matéria, Energia e Vida: Uma abordagem interdisciplinar - Desafios contemporâneos da juventude. 1ed. São Paulo, Editora Scipione, 2020. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 05 jun. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1I8T4Cody3pUScohWX4aQVGipgyWLKK8g/view. Acesso em: 05 jun. 2022. NERY, Ana Luiza P; et al. Ser protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Matéria e Transformações. Ensino Médio. 1Ed. São Paulo, Editora SM, 2020. PERUZZO, Francisco Miragaia; CANTO, Eduardo Leite. Química na abordagem do cotidiano. 4. ed. — São Paulo : Moderna, 2006. RIBEIRO,Patrícia Michele; et al. Isomeria plana: uma proposta de aula prática para o terceiro ano do ensino médio. Semana de Educação, Ciência e Tecnologia - SECITEC – 2018 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás – Câmpus Itumbiara, de 17 a 20 de outubro de 2018. RUBINGER, Mayura Marques Magalhães. Ação e reação: Ideias para aulas especiais de química. Belo Horizonte: RHJ, 2012. 292p. SANTOS, Kelly Cristina dos, (org). Diálogos: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Ser humano e meio ambiente: Relações e consequências. 1ed. São Paulo, Editora Moderna, 2020. SANTOS, Kelly Cristina dos, (org). Diálogos: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Vida na terra: Como é possível? 1ed. São Paulo, Editora Moderna, 2020. 61 EIXO TEMÁTICO Substâncias Orgânicas. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Macromoléculas e Polímeros Reconhecer polímeros mais comuns. Reconhecer as fórmulas estruturais de alguns polímeros mais comuns. Identificar o uso de alguns polímeros como: celulose, polieti- leno, poliestireno, PVC, náilon e borrachas. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Macromoléculas e polímeros DURAÇÃO: 5 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Caro(a) professor(a), neste momento iniciamos os estudos sobre os polímeros gostaríamos de incen- tivá-lo a engajar a sua turma neste processo. Para tanto, pensamos em uma sequência didática de 05 aulas, que serão distribuídas de forma aseguida, trabalhe um texto, que pode ser resumido pelo professor (a) ou enviado por meio de link, para leitura em casa no formato sala de aula invertida. Sugestão de texto: → Vírus HIV está reduzindo multiplicação no organismo humano. Saúde plena. Disponível em: https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2014/12/02/noticias- -saude,191097/virus-hiv-esta-reduzindo-multiplicacao-no-organismo-humano.shtml. As seguintes perguntas podem ser feitas com base no texto: 1. Explique a frase: “Não é favorável para um patógeno que o organismo que o abriga — no caso do vírus HIV, o corpo humano — morra imediatamente após a infecção.” 2. O aumento da utilização de antirretrovirais poderia contribuir para uma remoção da popula- ção com vírus de maior virulência? Momento 3: Doenças causadas por vírus Diante da pandemia de COVID-19, falar sobre vírus tornou-se algo rotineiro nas rodas de conver- sas informais e, principalmente, na sala de aula. Portanto, oportunizar aos estudantes meios de compreender como os vírus se comportam, as doenças que causam, as medidas de prevenção e combate, são noções indispensáveis para o desenvolvimento de um senso de responsabilidade individual e de consciência coletiva acerca das doenças virais e os controles de disseminação. Professor (a), inicie a aula com uma bolha de palavras contendo as principais viroses, conforme modelo: Fonte: Arquivo da autora - ARAÚJO, Marisa M. 5 Incentive seus estudantes a pesquisarem sobre as doenças virais, formando grupos de estudo. Sugira que façam trabalhos manuscritos ou, se tiverem acesso a computadores e internet, ela- borarem powerpoint para apresentação em sala. Outra opção interessante é a produção de vídeos sobre a matéria estudada, tendo os próprios estudantes como explanadores do assunto ou por meio de entrevista com agentes de saúde de sua cidade. É muito importante que disponibilize um roteiro básico de pesquisa: 1. Nome da Virose. 2. Agente etiológico. 3. Vetor ( se houver). 4. Sintomas. 5. Modo de transmissão. 6. Profilaxia. 7. Estatística da doença no Brasil e/ou região onde a escola está inserida. 8. Ilustração. 9. Referências bibliográficas. Obs: A divisão de grupos de trabalhos e disponibilização de fontes de pesquisa poderá ser feita na 1ª aula para que a culminância ocorra na 3ª aula. Para controle do tempo, você pode sortear dois grupos para apresentarem o trabalho, desde que garanta o acesso aos demais trabalhos por meio de portfólio ou arquivos digitais. Reflexão e ação: Solicite que os estudantes, com base nos resultados de suas pesquisas, apon- tem uma ou duas doenças virais mais presentes em sua região. No caso da dengue, por exem- plo, vale sugerir a construção de ações individuais e coletivas, na escola e/ou comunidade, com a finalidade de minimizar a incidência da doença. Faça com que eles ajam como agentes multi- plicadores de ideais de conservação ambiental e de promoção da saúde, consolidando assim o protagonismo juvenil. RECURSOS: Projetor de Multimídia, textos e reportagens. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As pro- duções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa etc) e escritas (atividades, avalia- ção escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo. ATIVIDADES 1 - Doenças Virais: (ENEM 2011) Vírus: Durante as estações chuvosas, aumentam no Brasil as cam- panhas de prevenção à dengue, que têm como objetivo a redução da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue. Que proposta preventiva poderia ser efetivada para diminuir a reprodução desse mosquito? a) Colocação de telas nas portas e janelas, pois o mosquito necessita de ambientes cobertos e fechados para sua reprodução. b) Substituição de casas de barro por casas de alvenaria, haja vista que o mosquito se repro- duz na parede das casas de barro. 6 c) Remoção dos recipientes que possam acumular água, porque as larvas do mosquito se desenvolvem nesse meio. d) Higienização adequada de alimentos, visto que as larvas do mosquito se desenvolvem nesse tipo de substrato. 2 - Doenças Virais: (ENEM 2009 adaptado) Estima-se que haja atualmente no mundo 40 milhões de pessoas infectadas pelo HIV (o vírus que causa a AIDS), sendo que as taxas de novas infecções continuam crescendo, principalmente na África, Ásia e Rússia. Nesse cenário de pandemia, uma vacina contra o HIV teria imenso impacto, pois salvaria milhões de vidas. Certamente seria um marco na história planetária e também uma esperança para as populações carentes de tra- tamento antiviral e de acompanhamento médico. TANURI, A.; FERREIRA JUNIOR, O. C. Vacina contra Aids: desafios e esperanças. Ciência Hoje (44) 26, 2009 (adaptado). Uma vacina eficiente contra o HIV deveria: a) Induzir a imunidade, para proteger o organismo da contaminação viral. b) Ser capaz de alterar o genoma do organismo portador, induzindo a síntese de enzimas. c) Produzir antígenos capazes de se ligarem ao vírus, impedindo que este entre nas células do organismo humano. d) Ser amplamente aplicada em animais, visto que esses são os principais transmissores do vírus para os seres humanos. 3 - A esperada teoria da imunidade de rebanho naturalmente induzida pela infecção de boa parte da população não se concretizou na prática. Ou pelo menos na pandemia de Covid-19, associada do coronavírus SARS-CoV-2, possivelmente não veremos fenômenos semelhantes. (DUARTE, Rafael. Teoria da imunidade de rebanho para Covid-19 funciona? Portal PEBMED. [s. l.] 19 fev. 2021.) a) Defina imunidade de rebanho. b) A vacinação é pensada como medida de proteção coletiva e não individual. Por quê? REFERÊNCIAS ACE: Conheça a proteína presente em nosso organismos que facilita a entrada do SARS-CoV-2. Revista bioemfoco, [s. l.], [2022]. Disponível em:. Acesso em: 20 maio 2022. AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. 160 p. v. 6 volumes. CASTRO, Rodrigo Araújo e; Ana Carolina; Jéssica Assunção. Estimativa de contágio por Covid-19 no metrô da cidade de São Paulo após a reabertura da economia. Instituto health Lake, [s. l.], [2022]. Disponível em: . Acesso em: 29 maio 2022. DUARTE, Rafael. Teoria da imunidade de rebanho para Covid-19 funciona? Portal PEBMED, [s. l], 2021. Disponível em:. Acesso em: 01 jun. 2022. 7 INTRODUÇÃO aos vírus. Khan Academy, [s. l.], [2022]. Disponível em:. Acesso em: 20 maio 2022. MANUTENÇÃO da associação parasita-hospedeiro. UNESP. [s. l.], [2022]. Disponível em: . Acesso em: 20 maio 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 05 jun. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1I8T4Cody3pUScohWX4aQVGipgyWLKK8g/view. Acesso em: 05 jun. 2022. PESSÔA. S. B. & MARTINS, A. V. Parasitologia médica. Rio de Janeiro, Ed. Guanabaracontemplar todo o conteúdo de forma progressiva. Nesta caminhada faremos usos de algumas estratégias de ensino que serão apresentadas de forma resumida devido à especificidade deste material. Os polímeros possuem grande importância no cotidiano das pessoas, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de novos materiais com características químicas e físicas inovadoras. Polímero deriva das palavras gregas poli (muitos) e meros (partes), e a união destas muitas partes dá origem a uma macromolécula que denominamos polímeros. Estas macromoléculas podem ser naturais (celulose, amido, proteínas e outros) ou sintéticas (polietileno, poliestireno, policloreto de vinila). Podemos classificar estes polímeros de acordo com o modo de obtenção destas macromoléculas, a saber: • Polímeros de adição: aqueles obtidos por adição sucessiva de monômeros. • Polímeros de condensação: aqueles obtidos pela adição de dois monômeros diferentes com eliminação de uma molécula de água, álcool ou ácido, sobretudo, durante a polimerização. • Polímeros de rearranjo: aqueles que resultam da reação entre os monômeros que sofrem rearranjo nas suas estruturas químicas, durante a reação de polimerização. Outra forma de classificação pode ser o seu comportamento mecânico, temos assim os elastôme- ros ou borrachas, os plásticos, tanto os termorrígidos e os termoplásticos, as fibras e por fim os polímeros biodegradáveis/ biopolímeros. No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) a indústria “ do plástico” apresentou em 2018 um faturamento de R$ 78,3 bilhões, com produção física de 6,2 milhões de toneladas e 312.934 empregos gerados, confirmando-se como o quarto setor que mais emprega no Brasil, tal qual o impacto desta produção, é o impacto dos resíduos gerados nesta cadeia produtiva e toda a realçao social que se dá neste processo. 62 Convidamos você professor a trabalhar todos estes aspectos com seus estudantes em sala de aula. Felicidades nesta caminhada. B) DESENVOLVIMENTO: Caro(a) professor(a), o desenvolvimento desta sequência didática está dividida em 05 aulas com- plementares com o objetivo de desenvolver as habilidades 24.3, 24.3.1 e 24.3.2. Sugerimos a continuidade dos grupos já formados nas atividades anteriores. Incentivamos a pos- tura mediadora e fomentadora do diálogo que é atribuída a você. Neste trabalho é importante que os estudantes se sintam bem à vontade para desenvolver a proposta e expressar suas conclusões. Consideramos que todo este processo é formativo e avaliativo, não se restringindo à uma prova final. Aula Tema Geral 1 Apresentação do tema, Leituras dos Textos didáticos, reflexão em grupo. 2 Bandido ou Herói? Conhecendo a indústria do plástico: relações sociais e impactos ambientais. 3 Aula expositiva: (sugestão de tema) Reações Poliméricas 4 Lendo rótulos e elaborando os modelos. 5 Socialização do conhecimento: vamos jogar? Aula 1 Texto 1: Polímeros e resinas sintéticas - Um mundo sem plásticos hoje seria um pesadelo Carlos Roberto de Lana Quer ter uma ideia da importância dos polímeros sintéticos, popularmente conhecidos como plásticos, em sua vida? Imagine que, uma noite, enquanto você dormia, todos os plásticos e sintéticos derivados tivessem desaparecido completamente da face da Terra. A primeira coisa que você iria perceber, ao acordar, é que estaria descoberto, pois seu cobertor, de fibra acrílica, sumiu. Estranhando o fato, você levanta da cama e sente a aspereza do contrapiso de cimento sob os pés, pois o carpete de poliamida (Nylon) não está mais lá. Sem entender o que se passa, achando que ainda não acordou direito, você resolve lavar o rosto e escovar os dentes, na esperança de que estas coisas estranhas sejam apenas um sonho que durou mais tempo do que devia. Sem água, luz telefone Nada feito. A escova de dentes, feita de polipropileno e nylon, não está lá. Você abre a torneira e nada de água. Os tubos de PVC que deveriam alimentar a torneira também sumiram de dentro da parede. Assustado com toda esta loucura, você resolve telefonar para alguém e perguntar se isso está acontecendo em mais algum lugar ou se é você que está ficando louco. Só que onde deveria estar o aparelho de telefone feito de ABS (acrilonitrila-butadieno-estireno) não restou nem o tapetinho, feito de fibras de polipropileno. 63 Com que roupa? Desesperado, você resolve sair de casa e descobrir o que está acontecendo. Antes precisa se vestir, para isto abre as gavetas e... onde estão as roupas de poliéster? Tudo bem, você pega aquela velha bermuda de algodão e procura seu tênis que…é feito de Nylon. Esquece os tênis, tem aquele sapato de couro, mas... cadê os cadarços, feitos também de fibra de polipropileno? Cada vez mais assustado, você corre para o seu carro, mas não consegue abrir a porta. A maçaneta feita de Nylon não está lá. Você olha pelo vidro e descobre que a maio- ria das peças de comando sumiu, a começar do painel com todas as suas alavancas e botões. Os pára-choques de polipropileno reforçado deixaram os suportes metálicos expostos e, mesmo que não fosse vista, uma infinidade de pequenas peças, indispensáveis ao funcionamento do carro, não estava mais disponível. Se estivessem de nada adiantaria. Sem o polibutadieno (borracha sintética) seus pneus já eram. Curto-circuito Você volta para casa, tenta acender a luz, mas não encontra o interruptor (Nylon). Mesmo que encontrasse não haveria energia elétrica, sem o PVC usado no isolamento elétrico dos fios, todos os circuitos entrariam em curto assim que ligados. Você lamenta a falta de ener- gia, pois não pode ligar a TV ou acessar a Internet para saber o que está acontecendo. Só que assim que olha estes aparelhos descobre que o seu computador praticamente sumiu, sem o ABS da caixa do monitor, teclado, painel e sem o epóxi das placas de circuito impresso, seu computador ficou reduzido a um esqueleto de cobre retorcido. Isso também aconteceu com sua TV e a maioria de seus eletrodomésticos. Um sonho apavorante Nervoso, você resolve comer e beber alguma coisa para se acalmar e decidir o que fazer. Abre a geladeira e vê que todas as suas bebidas se espalharam no fundo dela, sem as garrafas PET (polietileno terefta- lato) que as continham. Todas as outras embalagens alimentícias feitas de filmes de polietileno também sumiram, transformando sua comida em uma gosma na qual é impossível distinguir o que era o quê. Você se senta no chão da sala, já que seu sofá estofado de espuma de poliuretano virou uma armação de madeira, e olha para as paredes que expõe a massa fina de cimento, não mais cober- tas pela fina camada de PVA (acetato polivinila) da tinta. Olha para o chão e vê a madeira rús- tica do assoalho, que não brilha mais sem a resina de poliuretano que o revestia. Você resolve, então, voltar para a cama. Felizmente a armação é de madeira e o colchão de molas é revestido de algodão. Estirado sobre este leito rústico, você volta a dormir. Ao acordar, vê que seu carpete, tênis, roupas, eletrodomésticos e demais transformados plás- ticos, estão todos lá. A conclusão que você extrai não pode ser outra: um mundo sem plásticos hoje seria um pesadelo. Fonte: LANA, Carlos Roberto de. Plásticos hoje seria um pesadelo. Educação.uol. [s. l.], 2022. 64 Texto: 2 - Telas Flexiveis Na Convenção CES que mostra inovações tecnológicas, um estande chamou atenção por apre- sentar telas flexíveis para dispositivos móveis. A tela possui menos de 1 mm de espessura, é capaz de ser dobrado e enrolado como um lápis. O protótipo foi apelidado Youm e espera-se que a partir desta invenção tem-se um mundo de pos- sibilidades para a produção e utilização de dispositivos móveis. Eles são feitos de plástico (não de vidro), tornando-os flexíveis, "Nossa equipe foi capaz de produzir um display de alta resolução (OLED) com plástico extremamente fino em vez de vidro para que ele não vai quebrar, mesmo se cair" disse Brian Berkeley, vicepresidente de telas.As telas flexíveis usam a tecnologia OLED, o que significa Diodo Orgânico Emissor de Luz ou sua sigla em Inglês Organic Light-Emitting Diode, que são feitas de pequenas moléculas ou polímeros que recebem estimulação elétrica e emitem luz , ou seja, é um diodo electroluminescente com uma camada formada por compostos orgânicos. Estes produtos químicos são extremamente sensíveis ao oxigênio, portanto, devem ser completamente selados. (KienyKe - Revista Digital ) Fonte: NASCIMENTO, Anne. Polímeros. Promestre - FAE - UFMG [s. l.], [2022]. → Questões para reflexão em grupo (O grupo deverá desenvolver suas respostas apresen- tando argumentos que justifiquem sua posição). 1. Você compraria esta nova tecnologia ? Por quê? 2. O que faria com o seu aparelho antigo? E o meio ambiente? AULA 2: BANDIDO OU HERÓI ? → Video 1: Indústria do plástico Link: https://www.youtube.com/watch?v=BlsoEbofItM → Vídeo 2: RTP3 PIEP TECH3 EP05: A Indústria dos Polímeros Link: https://www.youtube.com/watch?v=2edOKM-KKso → Vídeo 3: Como a indústria de plásticos luta para continuar poluindo o mundo Link: https://www.youtube.com/watch?v=foJ7Nq5WpCk → Reflexão em grupo: A partir dos vídeos, fazer uma roda de discussão sobre: Conhecendo a indústria do plástico: relações sociais e impactos ambientais. AULA 3: AULA EXPOSITIVA: Fazer uma exposição dialogada sobre o tema: REAÇÕES POLIMÉRICAS. AULA 4 : LENDO RÓTULOS E ELABORANDO OS MODELOS. Caro(a) professor(a) oriente os estudantes a examinarem a representação abaixo e realizar uma pes- quisa para responderem o questionário, pode ser feita na sala utilizando o celular ou no laboratório de informática, utilizando os computadores da escola. Você sabe de verdade o que são aqueles pequenos triângulos de setas com um número no meio? Geralmente eles aparecem no fundo de embalagens ou na parte de dentro de peças plásticas. 65 1 - Qual o nome desta forma de classificação? Quem estabeleceu esta forma? No Brasil, qual órgão é responsável por elaborar estas diretrizes técnicas de regulamentação de códigos para polímeros? 2- Pesquise o significado de cada símbolo e código contido na figura acima. 3- Quais as principais reações para a obtenção de cada um deles? 4 - Há algum polímero que não esteja representado aí? Você pode escrever a reação de obtenção deste polímero? 5- Assista o vídeo abaixo para somar conhecimentos. → Video: TIPOS de PLÁSTICOS - A simbologia dos polímeros | UP - Universo Plástico. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=XpvUwIETyzI&t=100s. AULA 5: SOCIALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO: VAMOS JOGAR? Nesta aula, você professor(a), deverá, previamente, ter criados perguntas sobre o tema da aula, para que os estudantes possam jogar em forma de game. Estas perguntas deverão ter 04 opções de res- postas curtas, e as perguntas devem ser objetivas. Poderá ser formado grupos. Cada resposta cor- reta poderá atribuir um valor X, de forma que ao final possa ser contabilizado os pontos. Para este jogo sugerimos ao programa Kahoot, mas também há outros como o socrative, etc. O jogo também pode ser jogado escrevendo as perguntas em uma cartolina e as opções de respos- tas em pedaços de cartolina com cores diferentes. A quantidade de perguntas fica à seu critério, mas não deve ser insuficiente para 35 minutos de jogo, guardando o restante do tempo para expli- cações iniciais e fechamento. Abaixo indicamos vídeos sobre como utilizar o kahoot. → Vídeo 01: Como usar o Kahoot para a gamificação na sala de aula? Link: https://www.youtube.com/watch?v=ovp36fzP4uI. → Vídeo 02: Kahoot: Como usar nas aulas presenciais e on line Link: https://www.youtube.com/watch?v=6MWUMYmAImo. RECURSOS: Cópias do material para a leitura, sala de informática, auditório com multimídia. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: Indicamos que a avaliação das atividades propostas seja feita de modo processual e formativa, ou seja as estratégias avaliativas deverão se dar ao longo de todo o processo de formas variadas 66 e com o intuito de contribuir positivamente para a aquisição da habilidade proposta na atividade, e de maneira alguma a avaliação deverá ser uma ferramenta punitiva. Sugerimos aqui, avaliar a interação intra-grupo e inter-grupos, bem como as produções escritas dos educandos visando a identificação de características de circulação de uma linguagem específica das ciências por parte dos educandos. A avaliação do jogo final pode ser a avaliação final desta sequência de ensino. ATIVIDADES 1 - (FATEC-SP)A polimerização por adição consiste na reação entre moléculas de uma mesma substância, na qual em sua estrutura, ocorre uma ligação dupla entre dois átomos de carbono, formando-se apenas o polímero. (O polietileno é um exemplo de polímero formado por reação de adição). Considere as seguintes substâncias: I. 3-bromopropeno-1 (C3H5Br) II. tetrafluoretano (C2H2F4) III. propanol-1 (C3H7OH) IV. cloroeteno (C2H3Cl) As que poderiam sofrer polimerização por adição são: a) I e II b) I e III c) I e IV d) II e III e) II e IV 2 - (UFU-MG) Polímeros são macromoléculas orgânicas construídas a partir de muitas unidades pequenas que se repetem, chamadas monômeros. Indique a alternativa que apresenta somente polímeros naturais. a) Celulose, plástico, poliestireno. b) Amido, proteína, celulose. c) Amido, náilon, polietileno. d) Plástico, PVC, teflon. e) Vinil, Baquelite, Celulose. 3 - (UESC-BA) Com o aumento constante do preço do petróleo, a reciclagem de plásticos tornou- -se uma atividade economicamente rentável. Os maiores benefícios vão para o meio ambiente, que deixa de ser poluído por material de tão difícil biodegradação. Em relação ao texto e aos conhecimentos sobre reações de polímeros pode-se afirmar: a) Os plásticos são obtidos diretamente do petróleo. b) Os plásticos são materiais formados por polímeros naturais, como o amido, a celulose e as proteínas. c) Embalagens de polietileno, de polipropileno e de policloreto de vinila são facilmente recicláveis. d) Baquelite, poliuretano e nylons são polímeros classificados como de adição. e) Os polímeros naturais ao serem biodegradados entram em combustão e liberam CO2 e H2O. 67 4 - (UFSCar)A borracha natural é um elastômero (polímero elástico), que é obtida do látex coagu- lado da Hevea brasiliensis. Suas propriedades elásticas melhoram quando aquecida com enxo- fre, processo inventado por Charles Goodyear, que recebe o nome de: a) ustulação. b) vulcanização. c) destilação. d) sintetização. e) galvanização. REFERÊNCIAS AMABIS, José Mariano; et al. Moderna Plus: Ciências da natureza e suas tecnologias. O conheci- mento científico. Manual do professor: 1 ed. São Paulo , Editora Moderna, 2020. COMO a indústria de plásticos luta para continuar poluindo o mundo. [s. l.: s. n.], 22 out. 2019. 1 vídeo (8 min). Publicado pelo canal The Intercept Brasil. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=foJ7Nq5WpCk. Acesso em: jul. 2022. COMO usar o Kahoot para gamificação na sala de aula? [s. l.: s. n.], 2022. 1 vídeo (19 min). Publicado pelo canal Professus 21. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ovp36fzP4uI. Acesso em: jul. 2022. FONSECA, Martha Reis Marques. Química. 1. ed. – São Paulo : Ática, 2013. GODOY, Leandro Pereira de; AGNOLO, Rosana Maria Dell; MELO, Wolney Candido de. Multiversos: Ciências da Natureza: Matéria, Energia e Vida. Ensino Médio 1.ed. - São Paulo: Editora FTD, 2020. INDÚSTRIA TÁ- indústria do plástico. [s. l.: s. n.], 3 ago. 2021. 1 vídeo (1 min). Publicado pelo canal TV Band Minas. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BlsoEbofItM. Acesso em: jul. 2022. KAHOOT: Como usar nas aulas presenciais ou online. [s. l.: s. n.], 24 out. 2019. 1 vídeo (10 min). Publicado pelo canal de prof pra Prof. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=6M- WUMYmAImo. Acesso em: jul. 2022. LANA, Carlos Roberto de. Plásticos hoje seria um pesadelo. Educação.uol. [s. l.], 2022. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/quimica/polimeros-e-resinas-sinteticas-um-mun-do-sem-plasticos-hoje-seria-um-pesadelo.htm. Acesso em: 05 jul. 2022. LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Poluição e Movimento. 1Ed. São Paulo, Editora Moderna 2020. LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Corpo Humano e vida sudável.. 1Ed. São Paulo, Editora Moderna 2020. LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Ciências da Natureza: Energia e Consumo Sustentável. 1Ed. São Paulo, Editora Moderna 2020. MACHADO, Andrea Horta; et al. Matéria, Energia e Vida: Uma abordagem interdisciplinar - Materiais e energia: Transformações e conservação. 1ed. São Paulo, Editora Scipione, 2020. MACHADO, Andrea Horta; et al. Matéria, Energia e Vida: Uma abordagem interdisciplinar - Desafios contemporâneos da juventude. 1ed. São Paulo, Editora Scipione, 2020. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: 68 Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 05 jun. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1I8T4Cody3pUScohWX4aQVGipgyWLKK8g/view. Acesso em: 05 jun. 2022. NASCIMENTO, Anne. Polímeros. Promestre - FAE - UFMG [s. l.], [2022]. Disponível em: https://pro- mestre.fae.ufmg.br/wp-content/uploads/2017/03/Livro-Pol%C3%ADmeros.pdf. Acesso em: 05 jul. 2022. NERY, Ana Luiza P; et al. Ser protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Matéria e Transformações. Ensino Médio. 1Ed. São Paulo, Editora SM, 2020. PERUZZO, Francisco Miragaia; CANTO, Eduardo Leite. Química na abordagem do cotidiano. 4. ed. — São Paulo : Moderna, 2006. RIBEIRO,Patrícia Michele; et al. Isomeria plana: uma proposta de aula prática para o terceiro ano do ensino médio. Semana de Educação, Ciência e Tecnologia - SECITEC – 2018 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás – Câmpus Itumbiara, de 17 a 20 de outubro de 2018. RUBINGER, Mayura Marques Magalhães. Ação e reação: Ideias para aulas especiais de química. Belo Horizonte: RHJ, 2012. 292p. RTP3 PIEP TECH3 EP05: A Indústria dos Polímeros. [s. l.: s. n.], 11 fev. 2019. 1 vídeo (6 min). Publicado pelo canal PIEP - Pólo de Inovação em engenharia de Polímeros. Disponível em: https://www.you- tube.com/watch?v=2edOKM-KKso. Acesso em: jul. 2022. SANTOS, Kelly Cristina dos, (org). Diálogos: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Ser humano e meio ambiente: Relações e consequências. 1ed. São Paulo, Editora Moderna, 2020. SANTOS, Kelly Cristina dos, (org). Diálogos: Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Vida na terra: Como é possível? 1ed. São Paulo, Editora Moderna, 2020. TIPOS de plásticos - A simbologia dos polímeros | UP - Universo Plástico. [s. l.: s. n.], 25 maio 2020. 1 vídeo (5 min). Publicado pelo canal UP - universo Plástico. Disponível em: https://www.you- tube.com/watch?v=XpvUwIETyzI&t=100s. Acesso em: jul. 2022.Koogan, 1982. RABELLO, Ananza Mara; OLIVEIRA, Danielly Brito de. Impactos ambientais antrópicos e o sur- gimento de pandemias .UNIFESSPA. Disponível em:. Acesso em: 22 maio 2022. SENSEVE, Bruna. Vírus HIV está reduzindo a multiplicação no organismo humano. Saúde plena, [s. l.], [2022]. . Acesso em: 20 maio 2022. SM EDUCAÇÃO et al, (org.). Ser Protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 1. ed. São Paulo: Editora SM, 2020. 160 p. v. 6 volumes. 8 EIXO TEMÁTICO Nossa forma de estar no mundo. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Doenças infecto- parasitárias. Bacterioses e protozoonoses. Identificar as principais doenças endêmicas e mortalidade infantil da região em que os estudante moram ou do Brasil, e relacioná-las com as condições ambientais e qualidade de vida, como: destino do esgoto e lixo, água, moradia, acesso a atendimento médico e a educação. Analisar dados em tabelas e gráficos sobre doenças infecto- contagiosas e parasitárias, considerando a idade. Associar a presença de lixo a doenças infectocontagiosas e parasitárias. Comparar a incidência de doenças endêmicas, na região onde mora, com dados de outras regiões do Brasil e associar às condições de vida.26.1.4. Identificar modos de transmissão e prevenção das doenças infectocontagiosas e parasitárias comuns à região. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Bacterioses e protozooses DURAÇÃO: 3 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A)CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA Professor (a), ao estudar doenças causadas por bactérias e protozoários deve-se fazer um link entre saúde humana, meio ambiente e políticas de saneamento básico. Afinal, todos estes fatores se interconectam para a promoção da qualidade de vida de uma população. Importante que os estudantes reflitam que sem infraestrutura de saneamento básico, os microorganismos encon- tram condições ideais para proliferar e infectar pessoas e causar doenças. A fragmentação de conteúdos expostos em “caixinhas separadas” deve ser evitada a todo custo, em contrapartida deve-se promover a contextualização dos assuntos estudados com as diferentes realidades dos educandos: Como é a rua onde você mora? Passa um rio? Limpo ou sujo? Como você interage com este rio? Até que ponto a saúde deste rio afeta a sua saúde? O que posso fazer enquanto cidadão para modificar esta realidade? Desta forma, conduza seus estudantes a aplica- rem o conhecimento na resolução de problemas cotidianos, tornando-os agentes transformadores de realidade. B) DESENVOLVIMENTO: 1º Momento: Doenças bacterianas e Saneamento ambiental Professor (a), uma sugestão para trabalhar parasitoses dentro deste contexto é pela leitura de textos que relacionem doenças parasitárias com saneamento. 9 Sala de aula invertida: Sugestão de texto: resumo ou link para que os estudantes possam ler e refletir em casa. → Blog BRK ambiental. Saúde: 10 doenças causadas por falta de saneamento básico. Disponível em: https://blog.brkambiental.com.br/saude-saneamento-basico/. Em sala, leia o texto com os estudantes de forma reflexiva e, seguida, proponha as seguintes ativi- dades em grupo: 1. Com base em fragmentos do texto responda as perguntas que se seguem: a) “Em diversas partes do mundo, o saneamento básico é um privilégio da população mais rica. Em 2019, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,1 bilhões de pessoas em todo o planeta não tinham acesso à água potável em casa.” • Liste as possíveis consequências da deficiência de saneamento básico para a saúde humana. b) “No entanto, não são apenas as crianças que são afetadas pela falta de saneamento ade- quado. As infecções gastrointestinais também fazem com que os adultos se afastem de suas atividades laborais, o que gera custos para as empresas e perda de desempenho por parte dos profissionais.” • Cite parasitas (bactérias, protozoários e vírus) que podem estar relacionados com as infec- ções gastrointestinais. 2. Faça um quadro comparativo com as doenças causadas por bactérias ou protozoários cita- das no texto colocando: agente etiológico, vetor (se houver), sintomas, modo de transmis- são e profilaxia. (Observação: Professor (a), disponibilize outras fontes de pesquisa além do texto, como o livro didático ou sites.). Bacterioses e protozoozes Agente etiológico Vetor Sintomas Modo de transmissão Profilaxia Durante a realização das atividades, incentive a participação dos estudantes nos grupos, monito- rando sempre que possível. Oportunize momento para apresentação dos resultados por integran- tes escolhidos pelos grupos, para que haja socialização e troca de informações. 10 2º momento: Ciclo de doenças parasitárias (Protozooses) Professor (a), inicie sua abordagem situando os protozoários no Reino Protista e evidenciando suas características principais como eucariontes unicelulares e heterotróficos. Retome conceitos lem- brando-os de que sua única célula realiza todas as funções vitais e podem ter diferentes estrutu- ras locomotoras; estas são utilizadas como critérios de classificação separando-as em grupos de ciliados, flagelados, sarcodíneos e esporozoários. Relembre que estes podem ser de vida livre ou parasitas, neste caso tendo importância médica como causadores de várias doenças. Para o desenvolvimento das habilidades propostas, deve-se promover o entendimento por parte dos estudantes da associação entre protozoários e doenças infectocontagiosas e parasitárias. Oferecer atividades diversificadas, interativas e lúdicas podem facilitar o processo de ensino e aprendizagem de ciclos reprodutivos, tornando-os mais fáceis de entender, desvinculando-os a uma nomenclatura biológica complexa e difícil. Uma boa sugestão é propor aulas interdisciplinares com a área de linguagens para a confecção de diversas modalidades de material didático de acordo com as diferentes realidades das escolas e seus estudantes, como: → MODELOS DE ESTUDO E/OU CARTAZES. → ELABORAÇÃO DE CARTILHAS EDUCATIVAS. → CRIAÇÃO DE JOGOS EDUCATIVOS. → ELABORAÇÃO DE MATERIAL POR MEIO DE RECURSO MULTIMÍDIA COMO ANIMAÇÕES. → SIMULAÇÕES DE CICLOS REPRODUTIVOS NO COMPUTADOR OU CONFECÇÃO DE VÍDEOS COM USO DE CELULARES. As atividades propostas podem ser modificadas de acordo com o tempo e número de aulas dispo- níveis para o desenvolvimento do assunto, mas nesta sequência, sugiro a disponibilização prévia de imagens e fonte de textos sobre ciclos reprodutivos da MALÁRIA, LEISHMANIOSE TEGUMENTAR E/OU VISCERAL, DOENÇA DE CHAGAS E TOXOPLASMOSE. Divida os estudantes em grupos e soli- cite-os a escolha da modalidade de trabalhos e convide-os a colocar a mão na massa! Muito impor- tante a socialização dos trabalhos e explanação dos mesmos por parte dos estudantes para os demais colegas de turma e/ou comunidade escolar. Segue links de material pedagógico para consulta e inspiração: → PIBID biologia UEPB. Protozoários de massinha. Disponível em: http://pibid-bio-uepg. blogspot.com/p/protozoarios-de-massinha.html. → Vértices. O Ensino da Doença de Chagas através de Ferramenta Pedagógica Lúdica. Disponível em:3º Momento: Incidência de doenças endêmicas - Análise de gráficos e tabelas Oportunize atividades que façam seus estudantes compararem a incidência de doenças endêmi- cas, na região onde mora, com dados de outras regiões do Brasil e associarem às condições de vida. A análise de gráficos e tabelas, associados a leituras de textos informativos, podem promover um olhar crítico em relação aos diversos fatores que podem estar relacionados como: a incidência de doenças infectocontagiosas com as características ambientais e socioeconômicas daquela 11 região. Professor (a), para subsidiar esta análise e outras, busque fontes diversas que associem as principais doenças endêmicas da região com o destino do esgoto e lixo, água, moradia, acesso a atendimento médico e a educação. Você tem a liberdade para identificar as doenças infectocon- tagiosas que mais se associam às condições sanitárias da cidade ou região em que sua escola está inserida. A partir das tabelas e textos disponibilizados para os estudantes, proponha uma roda de conversa sobre o assunto, levando-os a refletirem sobre a relação entre incidência de doen- ças infectocontagiosas e as características ambientais e socioeconômicas de uma determinada região, associando-as às políticas públicas de saneamento Básico. Proponha elaboração de rela- tórios e atividades para fixação de conteúdo e registro pedagógico. Desta forma, você estará con- textualizando o tema estudado, dando significado à aprendizagem! Para exemplificar, veja essa atividade sobre a Leishmaniose. Observe o mapa: Fonte: BUENO, Marcelo. Classificação de Áreas de Transmissão da Leishmaniose Visceral no Estado de Minas Gerais – 2020. Portal da Vigilância em Saúde, [s. l.], 26 out. 2020. Inicialmente, solicite aos estudantes que localizem sua cidade ou microrregião no mapa e pergunte em que classificação ela se encontra. A partir deste mapa, diversos questionamentos podem ser feitos: podemos relacionar a causa do alto índice de transmissão em certas áreas do mapa (em vermelho) com aspectos ambientais, sociais ou econômicos locais? Sugestão de texto para subsidiar as análises sobre leishmaniose: Texto 1: Diversos estudos de análise de distribuição espacial da leishmaniose em diferentes cidades do Brasil, vem demonstrando que taxas médias de incidência da doença ocorrem em zonas de intenso crescimento populacional. Sendo assim, podemos refletir sobre a dinâmica epidemiológica da Leishmania ligada à ocupação humana, bem como o reflexo do desmata- mento para a adaptação dos flebotomíneos às casas e seu entorno, favorecendo o encontro entre vetor e hospedeiros (cão e o homem). Pesquisas revelam que a incidência da doença prevalece dentro do grupo socioeconômico menos rico que não desfrutam do benefício de medidas de saneamento básico. Observe no mapa a classificação de áreas de transmissão da leishmaniose visceral no estado de MG-2020. 12 Texto 2: Leishmaniose é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania. Estes microrganismos infectam diversos animais mamíferos, dentre eles, o homem. No Brasil, a transmissão ocorre pela picada de insetos vetores que são hematófagos, isto é, alimentam-se de sangue. Seu nome é Lutzomyia longipalpis, inseto que tem grande facilidade de se adaptar às variadas temperaturas. Eles podem ser encontrados tanto no interior de domicílios quanto nos abrigos dos animais domésticos. Estudos apontam que logo após a estação chuvosa a população do inseto aumenta e, consequentemente, esse é o período de maior transmissão da Leishmania. Tendo o cão doméstico como sendo o principal reservatório, este é o responsável pela manutenção do parasito em áreas urbanas. Esses animais, quando infectados, são consi- derados fonte de infecção para o agente transmissor, especialmente os cães assintomáticos, representando a maior fonte de transmissão para humanos em áreas endêmicas da doença. Fonte: PEREIRA, F. B.; VIEIRA, A. L. S.; BICALHO, E. A. G.; PEREIRA, S. G.; CARDOSO, S. R. A. Avaliação da tendência temporal e da prevalência de Leishmaniose visceral canina e humana dentre os anos de 2010 a 2019 em municípios de Minas Gerais - Brasil. Arquivos de Ciências Veterinárias e Zoologia da UNIPAR, Umuarama, v. 24, n. Obs: o texto 2 é apenas um pequeno trecho do trabalho de PEREIRA et al. Cabe a você, profes- sor(a), explorar mais informações do artigo, se houver necessidade, ou buscar outras fontes complementares. RECURSOS: Projetor de Multimídia, textos e reportagens. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As pro- duções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa etc) e escritas (atividades, avalia- ção escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo. ATIVIDADES 1 - (UFRR) O protozoário do gênero Plasmodium, parasita que causa a malária, vive em mosquitos e em alguns vertebrados, como o homem. Essa doença aflige aproximadamente 300 milhões de pessoas nos trópicos, causando inúmeras mortes todos os anos. A pessoa com malária, dentre outros sintomas, pode apresentar dores musculares, arrepios e febres periódicas. Esses sinto- mas aparecem nas pessoas: a) Quando o mosquito pica a pessoa, injetando os esporozoítos de Plasmodium e substâncias tóxicas no sangue. b) Quando os esporozoítos penetram nas células do fígado da pessoa. c) Quando os esperozoítos rompem os glóbulos vermelhos, liberando substâncias tóxicas no meio. d) Quando os merozoítos rompem os glóbulos vermelhos, liberando substâncias tóxicas no meio. e) Quando o mosquito pica a pessoa, injetando os merozoítos do Plasmodium e substâncias tóxicas no sangue. 13 2 - (Enem 2012) Medidas de saneamento básico são fundamentais no processo de promoção de saúde e qualidade de vida da população. Muitas vezes, a falta de saneamento está relacionada com o aparecimento de várias doenças. Nesse contexto, um paciente dá entrada em um pronto atendimento relatando que há 30 dias teve contato com águas de enchente. Ainda informa que nesta localidade não há rede de esgoto e drenagem de águas pluviais e que a coleta de lixo é inadequada. Ele apresenta os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça e dores musculares. Disponível em: http://portal.saude.gov.br. Acesso em: 27 fev. 2012 (adaptado). Relacionando os sintomas apresentados com as condições sanitárias da localidade, há indica- ções de que o paciente apresenta um caso de a) difteria. b) botulismo. c) tuberculose. d) leptospirose. e) meningite meningocócica. 3 - Leia o texto e responda a pergunta que se segue: São doenças provocadas devido à ingestão direta de água contaminada, em geral, em locais onde não há sistema de abastecimento de água tratada, e os grupos populacionais fazem uso de minas, poços, bicas, ou então, utilizam água mineral de fontes contaminadas. Eventualmente, acidentes no sistema de abastecimento de água tratada, ou problemas em sua manutenção podem acarretar contaminações e causar doença na população que se serve do mesmo. Muitas dessas doenças causam diarréia aguda; segundo a OMS, 80% das diarréias agudas no mundo estão relacionadas ao uso de água imprópria para consumo, não tratada, a sistema de esgoto ausente ou inadequado ou a práticas de higiene insuficientes, especialmente em países ou áreas onde são precárias as condições de vida. Estes casos resultam em 1,5 milhão de mortes a cada ano, afetando principalmente crianças menores de 5 anos, devido à desidratação. As prin- cipais doenças relacionadas à ingestão de água contaminada são: cólera, febre tifóide, hepatite A e doenças diarréicas agudas de várias etiologias: bactérias ‐ Shigella, Escherichia coli; vírus – Rotavírus, Norovírus e Poliovírus (poliomielite – já erradicada no Brasil); e parasitas – Ameba, Giárdia, Cryptosporidium, Cyclospora. SES/SP. DOENÇAS RELACIONADAS À ÁGUA OU DE TRANSMISSÃO HÍDRICA.Disponível em:. Acesso em 30 de maio de 2022. Qual das doenças a seguir não apresenta a ingestão de água contaminada como forma de transmissão? a) Hepatite. b) Giardíase. c) Dengue hemorrágica. d) Rotavírus. e) Cólera. 14 REFERÊNCIAS AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. 160 p. v. 6 volumes. BRAGA, Natalia Camargos; MACHADO, Vera de Mattos; FERREIRA, Alda Maria Teixeira. Jogo didá- tico protoozes do Brasil. Revista Brasileira de Educação Básica, [s. l.], [2022]. Disponível em: . Acesso em: 25 maio 2022. BUENO, Marcelo. Classificação de Áreas de Transmissão da Leishmaniose Visceral no Estado de Minas Gerais – 2020. Portal da Vigilância em Saúde, [s. l.], 26 out. 2020. .Disponível em:. Acesso em: 06 maio 2022. DIAS, Letícia Paschoaletto; ROCHA, Gregório Kappaun; WERNECK, Jane Margaret Costa de Frontin. O Ensino da Doença de Chagas através de Ferramenta Pedagógica Lúdica. VÉRTICES. RJ, 2020. Disponível em: . Acesso em: 25 maio 2022. GAME criado por pesquisadora da USP ensina sobre a malária e doença de Chagas. Dom total, [s. l.], 13 jan.. 2021. Disponível em:. Acesso em: 25 maio 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 05 jun. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1I8T4Cody3pUScohWX4aQVGipgyWLKK8g/view. Acesso em: 05 jun. 2022. PEREIRA, F. B.; VIEIRA, A. L. S.; BICALHO, E. A. G.; PEREIRA, S. G.; CARDOSO, S. R. A. Avaliação da tendência temporal e da prevalência de Leishmaniose visceral canina e humana dentre os anos de 2010 a 2019 em municípios de Minas Gerais - Brasil. Arquivos de Ciências Veterinárias e Zoologia da UNIPAR, Umuarama, v. 24. PROTOZOÁRIOS de massinha. PIBID biologia UEPB, [s. l.], [2022]. Disponível em:. Acesso em: 25 maio 2022. RABELLO, Ananza Mara; OLIVEIRA, Daniely Brito de. Impactos ambientais antrópicos e o surgi- mento de pandemias. UNIFESSPA, [s. l.], [2022]. Disponível em: . Acesso em: 22 maio 2022. SAÚDE: 10 doenças causadas por falta de saneamento básico. Blog BRK Ambiental Saúde, [s. l.], Ago. 2021. Disponível em: . Acesso em: 22 maio 2022. SM EDUCAÇÃO et al, (org.). Ser Protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 1. ed. São Paulo: Editora SM, 2020. 160 p. v. 6 volumes. 15 EIXO TEMÁTICO Nossa forma de estar no mundo. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Doenças infecto- parasitárias. Helmintíases. Identificar as principais doenças endêmicas e mortalidade infantil da região em que os estudante moram ou do Brasil, e relacioná-las com as condições ambientais e qualidade de vida, como: destino do esgoto e lixo, água, moradia, acesso a atendimento médico e a educação. Analisar dados em tabelas e gráficos sobre doenças infecto- contagiosas e parasitárias, considerando a idade. Associar a presença de lixo a doenças infectocontagiosas e parasitárias. Comparar a incidência de doenças endêmicas, na região onde mora, com dados de outras regiões do Brasil e associar às condições de vida. Identificar modos de transmissão e prevenção das doenças infectocontagiosas e parasitárias comuns à região. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Helmintíases DURAÇÃO: 3 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Professor (a), sabemos que estudar a parasitologia é de grande importância para a vida dos estu- dantes, afinal as doenças parasitárias fazem parte da história evolutiva do ser humano. A biolo- gia acerca das doenças parasitoinfecciosas foi cada vez mais compreendida, graças à evolução dos estudos científicos para o entendimento dos ciclos reprodutivos, da ecologia dos parasitas no ambiente e em seus hospedeiros. Estudos comprovam que as condições de vida da popula- ção afetam diretamente os índices de contaminação, sendo maiores em países subdesenvolvidos, como em algumas regiões do Brasil, onde serviços de saneamento básico são precários e a defi- ciência alimentar assola grande parte da população. Por tudo isto, esta sequência busca propor atividades para desenvolver habilidades necessárias para que os estudantes possam reconhecer as diferentes doenças causadas por representantes do Filo Platyhelminthes e Nematoda, dando-lhes condições de agir de forma preventiva, evitando a contaminação. Faz-se necessário que eles compreendam as questões sanitárias, sociais e econô- micas que envolvem a dinâmica das doenças no ambiente e sociedade. 16 B) DESENVOLVIMENTO: 1º Momento Professor (a), inicie a aula explicando o conceito de Helmintos e sua importância médica. Esclareça que os helmintos ou vermes podem ser de vida livre ou parasitas, mas que os últimos necessitam de um ou mais hospedeiros para obter nutrientes e completar seu ciclo reprodutivo. Elabore, jun- tamente com os estudantes, uma nuvem de palavras sobre as parasitoses causadas por vermes achatados e cilíndricos (platelmintos e nematelmintos) como o representado abaixo: Fonte: Imagem do autor Professor (a), organize os estudantes em grupos e solicite-os que separem as palavras em dois grupos: aquelas que se referem à platelmintos e aquelas que se referem à nematelmintos. Sugira que cada grupo escolha uma ou duas doenças parasitárias para pesquisa. Roteiro de Pesquisa. 1. Nome da doença. 2. Agente etiológico. 3. Sintomas. 4. Modo de infecção. 5. Profilaxia. 6. Tratamento. 7. Ciclo reprodutivo ( esquema). 8. Condições ambientais e sanitárias que favorecem a ocorrência da doença. 9. Estatística da doença na região e no Brasil. 10. Referências Bibliográficas. Uma boa sugestão de apresentação dos trabalhos (que foge do tradicional em sala de aula ) é a elaboração de pôster ou banner para exposição em um ambiente da escola. Promova a visitação dos trabalhos por outras turmas. 2º Momento Professor (a), Inicie a aula instigando os estudantes a pensarem sobre as possíveis adaptações morfológicas, biológicas e fisiológicas que fortaleceram a relação dos parasitas com os seus hospedeiros. 17 Perguntas instigadoras: → Que adaptações morfológicas os vermes parasitas precisam para se fixar no aparelho diges- tivo de seu hospedeiro? → De que maneira estes organismos conseguem anular os efeitos das enzimas digestivas pro- duzidas pelo hospedeiro? → Que adaptações fisiológicas são necessárias para garantir o sucesso reprodutivo dos para- sitas no hospedeiro? → Como a resposta imunológica e hábitos de vida do hospedeiro podem interferir na virulência dos parasitas? Em seguida, proponha a leitura do texto abaixo: Adaptação dos parasitas O parasitismo é definido como uma interação onde um organismo parasita obtém recursos através de um ou vários indivíduos hospedeiros, provocando danos e reduzindo sua aptidão. Assim, sãonecessárias diversas estratégias para colonizar o hospedeiro, uma vez que é mais vantajoso que o hospedeiro permaneça vivo e que seu sistema imunológico não detecte a infecção. Essas estratégias podem ocorrer antes, durante e depois da entrada no hospedeiro, e são adaptações desenvolvidas ao longo do tempo que garantem o sucesso reprodutivo e a perpetuação das espécies de parasitas. Algumas adaptações são gerais e contemplam a maior parte das espécies de parasitas, como o ciclo de vida curto e a elevada taxa de reprodução, dando origem a muitos descendentes em um único evento reprodutivo. Dessa forma, os parasitas garantem a manutenção da espécie rapi- damente e em grande quantidade. Há também adaptações particulares, que dependem de inte- rações específicas com o hospedeiro. Essas adaptações podem ser comportamentais, mor- fológicas, fisiológicas ou ainda estarem relacionadas a diferentes fases de desenvolvimento e investimento reprodutivo. Assim, diferentes parasitas apresentam tamanhos e formatos adaptados aos seus respecti- vos hospedeiros. O protozoário Plasmodium sp. é um parasita intracelular, atingindo as células através da corrente sanguínea, e assim apresenta um tamanho pequeno de corpo. Já parasitas como Taenia e Ascaris apresentam tamanho de corpo maior na fase adulta, uma vez que se alojam no sistema digestório. Além disso possuem estágios larvais que contribuem para sua ingestão pelo hospedeiro, infecção e posterior crescimento. Uma vez dentro do hospedeiro, os parasitas apresentam diferentes adaptações visando a sua fixação e permanência no organismo. As espécies do gênero Taenia, por exemplo, apresentam estruturas desenvolvidas para garantir a aderência do parasita nas paredes do sistema diges- tório. Na região do escólex estão presentes ventosas, e até mesmo ganchos no caso da Taenia solium. Para parasitas do trato intestinal existem também adaptações às enzimas digestivas, como o corpo revestido por uma cutícula protetora no caso do gênero Ascaris, ou por tegu- mento em indivíduos de Taenia solium. Além disso, esses parasitas costumam secretar substân- cias que neutralizam as enzimas digestivas do hospedeiro, viabilizando assim sua permanência no intestino. Algumas adaptações consistem ainda em mudanças no antígeno dos parasitas em diferentes fases do desenvolvimento, como o vírus HIV, causador da AIDS, e também o pro- tozoário Plasmodium. Essa estratégia dificulta uma detecção e resposta imunológica por parte do hospedeiro, e também torna complicada a produção de um medicamento completamente eficaz em todas as fases. Fonte: MANZZANO, Maria Carolina Rosella. Adaptação dos parasitas. INFOESCOLA. [s. l.] 2022. Disponível em: https://www. infoescola.com/evolucao/adaptacao-de-parasitas/ . Acesso em: 28 maio 2022. 18 Atividades: 1. Faça uma reflexão sobre as adaptações abordadas no texto (e outras) junto aos estudantes. 2. Solicite que os estudantes respondam as perguntas instigadoras. 3. Solicite aos estudantes que observem as imagens (Figuras 6, 7, 8 e 9) e expliquem que adap- tações parasitárias elas correspondem. Fonte: AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. Fonte: AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. Fonte: AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. Fonte: AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. 3º Momento Professor (a), realize uma atividade para que os estudantes possam trocar informações e conso- lidar o conhecimento sobre as helmintíases. Esta metodologia torna a revisão de conteúdo um momento dinâmico e lúdico, gerando mais interesse em participar da atividade. Inspirada na meto- dologia do Word café. 1. Disponha os estudantes em grupos. 2. Entregue uma cartolina e um pincel (de cor específica por grupo) por grupo; obs: Escreva no título o nome de uma doença parasitária. 3. Solicite que cada grupo escreva palavras ou frases relacionadas àquela doença (Nome do agente causador, sintomas, modo de infecção, profilaxia, ciclo do parasita, etc.) na cartolina. 4. Marque o tempo ( 3 a 5 minutos). 5. Solicite que cada grupo troque de cartolina com o outro. 6. Oriente aos grupos que leiam as informações do cartaz recebido e complemente com novas informações. 19 Repita os itens 5 e 6 até que todos os grupos tenham acesso a todos os cartazes, complementando-os. No final, solicite que cada grupo apresente um cartaz para os demais colegas. Neste momento, faça as correções e complementações necessárias. RECURSOS: Projetor de Multimídia, textos e reportagens. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As pro- duções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa etc) e escritas (atividades, avalia- ção escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo. ATIVIDADES 1 - (ENEM/2013 – PPL). Dupla humilhação destas lombrigas, humilhação de confessá-las a Dr. Alexandre, sério, perante irmãos que se divertem com tua fauna intestinal em perversas inda- gações: “Você vai ao circo assim mesmo? Vai levando suas lombrigas? Elas também pagam entrada, se não podem ver o espetáculo? E se, ouvindo lá de dentro, as gabarolas do palhaço, vão querer sair para fora, hem? Como é que você se arranja?” O que é pior: mínimo verme, quinze centímetros modestos, não mais — vermezinho idiota — enquanto Zé, rival na escola, na queda de braço, em tudo, se gabando mostra no vidro o novelo comprovador de seu justo gabo orgu- lhoso: ele expeliu, entre ohs! e ahs! de agudo pasmo familiar, formidável tênia porcina: a solitá- ria de três metros. ANDRADE, C. D. Boitempo. Rio de Janeiro: Aguiar, 1988. O texto de Carlos Drummond de Andrade aborda duas parasitoses intestinais que podem afetar a saúde humana. Com relação às tênias, mais especificamente, a Taenia solium, considera-se que elas podem parasitar o homem na ocasião em que ele come carne de a) peixe mal-assada. b) frango mal-assada. c) porco mal-assada. d) boi mal-assada. e) carneiro mal-assada. 2 - (ENEM/2019) A esquistossomose (barriga-d’água) caracteriza-se pela inflamação do fígado e do baço causada pelo verme Schistosoma mansoni (esquistossomo). O contágio ocorre depois que larvas do verme são liberadas na água pelo caramujo do gênero Biomphalaria, seu hospedeiro intermediário, e penetram na pele humana. Após o diagnóstico, o tratamento tradicional utiliza medicamentos por via oral para matar o parasita dentro do corpo. Uma nova estratégia tera- pêutica baseia-se na utilização de uma vacina, feita a partir de uma proteína extraída do verme, que induz o organismo humano a produzir anticorpos para combater e prevenir a doença. Instituto Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Fiocruz anuncia nova fase de vacina para esquistossomose. Disponível em: http://agencia.fiocruz.br. Acesso em: 3 maio 2019 (adaptado). 20 Uma vantagem da vacina em relação ao tratamento tradicional é que ela poderá a) impedir a penetração do parasita pela pele. b) eliminar o caramujo para que não haja contágio. c) impedir o acesso do esquistossomo especificamente para o fígado. d) eliminar o esquistossomo antes que ocorra contato com o organismo. e) eliminar o esquistossomo dentro do organismo antes da manifestação da doença. 3 - (Mackenzie-SP) A elefantíase é uma verminose provocada por um nematódeo, e seu principal sintoma é o inchaço de pés e pernas. Esse inchaço é provocado: a) Pelo acúmulo de vermes nos vasos linfáticos, impedindo a reabsorção de linfa, que se acu- mula nos espaços intercelulares. b) Pelo entupimento de vasos sanguíneos, causado pela coagulação do sangue na tentativa de expulsar os vermes. c) Pelo aumento no número de vermes nas célulasmusculares das regiões infectadas. d) Pelo acúmulo de vermes nos capilares sanguíneos, dificultando o retorno do sangue. e) Pela reação do sistema imunológico à presença dos vermes. 4 - No exame de fezes de um paciente hipotético foi verificada a presença de ovos do tipo” b” e do tipo ”d”. Ovos encontrados nas amostras de fezes: (a) Ancilostomídeo, (b) Ascaris lumbricoides, (c) Rodentolepis nana, (d) Schistosoma mansoni. Fonte: FILHO, Altamir de Almeida et al. Ocorrência de enteroparasitoses em feirantes e seu papel como disseminadores em Vitória, Espírito Santo, Brasil. Journal Salus. Espírito Santo. 11 maio 2016. Com base nesta informação, responda: a) Quais sintomas o paciente deve estar sentindo? b) De que forma o paciente pode ter se contaminado com o parasita b? c) Qual o hospedeiro intermediário do parasita d? d) Cite medidas profiláticas para evitar nova contaminação pelo parasita d. 21 REFERÊNCIAS ACE: Conheça a proteína presente em nosso organismos que facilita a entrada do SARS-CoV-2. Revista bioemfoco, [s. l.], [2022]. Disponível em: . Acesso em: 20 maio 2022. AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. 160 p. v. 6 volumes. FILHO, Altamir de Almeida et al. Ocorrência de enteroparasitoses em feirantes e seu papel como disseminadores em Vitória, Espírito Santo, Brasil. Journal Salus. Espírito Santo. 11 maio 2016. Disponível em: http://www.salusjournal.org/magazine/ocorrencia-de-enteroparasitoses-em-fei- rantes-e-seu-papel-como-disseminadores-em-vitoria-espirito-santo-brasil/. Acesso em: 11 maio 2022. MANZZANO, Maria Carolina Rosella. Adaptação dos parasitas. Infoescola. [s. l.] 2022. Disponível em:. Acesso em: 28 maio 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 05 jun. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1I8T4Cody3pUScohWX4aQVGipgyWLKK8g/view. Acesso em: 05 jun. 2022. RABELLO, Ananza Mara; OLIVEIRA, Daniely Brito de. Impactos ambientais antrópicos e o surgi- mento de pandemias. UNIFESSPA, [s. l.], [2022]. Disponível em: https://acoescovid19.unifesspa. edu.br/images/conteudo/Impactos_ambientais_antr%C3%B3picos_e_o_surgimento_de_pande- mias_Ananza_e_Danielly.pdf . Acesso em: 22 maio 2022. SENSEVE, Bruna. Vírus HIV está reduzindo a multiplicação no organismo humano. Saúde plena, [s. l.], [2022]. Disponível em: https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2014/12/02/noticias- -saude,191097/virus-hiv-esta-reduzindo-multiplicacao-no-organismo-humano.shtml. Acesso em: 20 maio 2022. SM EDUCAÇÃO et al, (org.). Ser Protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 1. ed. São Paulo: Editora SM, 2020. 160 p. v. 6 volumes. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO COMPETÊNCIA HABILIDADE(S) MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO 3º Ano3º Ano 22 3 o ano – 4 o Bimestre Ensino Médio 2022 Ciências da Natureza e suas tecnologiasFísica EIXO TEMÁTICO Eletromagnetismo. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Ondas eletromagnéticas. Compreender o conceito de onda eletromagnética e suas aplicações. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Ondas Eletromagnéticas DURAÇÃO: 4 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Tendo como base o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), sempre crie situações didáticas varia- das, em que seja possível retomar os conteúdos abordados em diversas oportunidades. Isso pressupõe que o planejamento inclua diferentes modalidades organizativas: projetos didáticos, atividades per- manentes e sequências didáticas. A abordagem metodológica CTS (Ciências, Tecnologia e Sociedade) descrita por Bazzo (2003), Santos e Mortimer (2002) e Delizoicov (2002), entre outros, apontam para a necessidade de uma proposta de trabalho que possa contribuir para um maior significado ao aprendi- zado das disciplinas do núcleo das ciências naturais. Desse modo, a CTS será auxiliadora para o traba- lho dos objetos de conhecimento deste planejamento: As propriedades de uma onda eletromagnética, conhecer o espectro eletromagnético, debater os riscos, benefícios e aplicações, no cotidiano, de uma onda eletromagnética. Ao fim, espera-se que o estudante compreenda os fenômenos eletromagnéti- cos e suas aplicações. Será interessante ainda que os estudantes consigam compreender que a luz é uma onda eletromagnética. B) DESENVOLVIMENTO: Esta sequência didática (SD) que, na prática, são conteúdos seriados com o intuito de levar às finali- dades almejadas, sendo metodicamente estruturadas e organizadas, foi pensada para ser aplicada no ensino médio nas modalidades regular e EJA. No decorrer dessa SD será abordado o conceito de ondas eletromagnéticas e suas aplicações. 23 1º Momento: Sensibilização • Sensibilize os estudantes para aproximarem a teoria científica, contida nos livros de ciên- cia, do seu cotidiano. • Destaque a importância das Ciências para o desenvolvimento tecnológico da nossa sociedade. • Desmistifique a visão de que cientistas são pessoas muito inteligentes sempre vestidas de jaleco branco, fechados nos laboratórios e muito distante do contexto dos estudantes. Contexto histórico É importante que inicie o tema com uma abordagem histórica sobre ondas, tipos de ondas, natureza das ondas, apresentada uma breve introdução histórica do desenvolvimento do Eletromagnetismo, em que são apontadas as descobertas das radiações ultravioleta e infravermelho, além da unifica- ção da eletricidade e do magnetismo com as equações de Maxwell. Sugestão: Para aprofundar seus conhecimentos e/ou trabalhar o tema sob a perspectiva da histó- ria das ciências, sugerimos a leitura do artigo “A metodologia de J. C. Maxwell e o desenvolvimento da teoria eletromagnética”, de Paulo C. C. Abrantes, disponível em: http://www.periodicos.ufsc. br/index.php/fisica/article/view/10075/9300 (acesso em: 23 jun. 2022). Com essa leitura, é possível propor aos estudantes um debate sobre o desenvolvimento da teoria eletromagnética. É importante destacar que as ondas eletromagnéticas foram confirmadas experimentalmente por Hertz. Entretanto, foram inventores como Nikola Tesla e Guglielmo Marconi que empregaram as descobertas de Hertz para enviar mensagens sem o uso de fios entre receptor e transmissor. Portanto, uma das consequências das equações de Maxwell foi a previsão das ondas eletromagné- ticas, que hoje são amplamente empregadas em ciência e tecnologia. 2º Momento: Diálogo sobre as ondas eletromagnéticas e o cotidiano Contextualize o tema estimulando os estudantes para um diálogo aberto sobre os seus conheci- mentos prévios a respeito de algum tipo de onda eletromagnética que eles conheçam, já estuda- ram e ou leram a respeito. Solicite aos estudantes a realização deste questionário, para avaliar as concepções prévias deles a respeito das ondas eletromagnéticas. 1. O que vocês entendem por espectro eletromagnético? 2. Quais são as características comuns das radiações eletromagnéticas? 3. Os raios X fazem mal à saúde? 4. Ao nos comunicarmos com pessoas de outros países pela internet, de que forma as informa- ções são transferidas? 5. Existe algo em comum entre as imagens de televisão e a comunicação por telefonia celular? 6. Como os alto-falantes inteligentes podem captar nossas ordens com apenas o som da fala? 7. Como os radiotelescópiosou telescópios infravermelhos conseguem identificar elementos químicos ou compostos orgânicos essenciais à vida? De acordo com a realidade de seus estudantes, fique à vontade para acrescentar e ou retirar alguma pergunta. 3º Momento: Formalização do tema Explique, detalhadamente, para os estudantes o conceito de uma onda eletromagnética e que a mesma é originada através de cargas elétricas oscilantes. Ressalte o fato de que o tipo de carga e a frequência com que essas cargas elétricas oscilam definem a onda gerada (Figura 1). 24 → Ilustre, com essa animação, disponível em: http://www.walter-fendt.de/html5/phpt/elec- tromagneticwave_pt.htm, as ondas eletromagnéticas para seus estudantes. Figura 1 – Representação esquemática do modelo da oscilação dos campos elétrico e magnético de uma onda eletromagnética Fonte: TEIXEIRA, Mariane Mendes. Mundo Educação. [s. l.], 2022. É importante apresentar as características das ondas eletromagnéticas, principalmente sua velo- cidade de propagação no vácuo, a orientação espacial relativa dos vetores campo elétrico, campo magnético e velocidade de propagação, bem como a relação entre as suas intensidades, de tal modo que v= E B . Enfatize que, uma das características principais das ondas eletromagnéticas é transmitir ener- gia em quantidade diretamente proporcional à sua frequência (lei de Planck: E = h. f , assim como seu poder de penetração diretamente proporcional à frequência (ou inversamente proporcional ao comprimento de onda). Apresente o espectro eletromagnético (figura 2) explicitando a relação entre frequência e compri- mento de onda. Destaque o espectro visível. Figura 2 – Espectro eletromagnético, com destaque para as radiações luminosas Fonte: AMABIS, J. M. et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. v 6, 1ª ed. São Paulo. Moderna, 2020. p 28. É interessante mostrar aos estudantes uma comparação entre tamanhos de certos objetos e com- primentos de onda de algumas radiações eletromagnéticas para que eles possam ter uma melhor ideia dessas dimensões. Sugestão de texto que expressa essa comparação. Disponível em: http:// www.if.ufrgs.br/oei/stars/espectro.htm. 25 4º Momento: atividades práticas Trabalhe os conceitos e as características das ondas eletromagnéticas presentes na construção de aparelhos eletroeletrônicos. Em seguida, organize a turma em sete grupos e estabeleça um desafio (descrito a seguir) para cada grupo, solicitando que a solução seja dada segundo os con- ceitos da Física. → Cada grupo deve apresentar para a turma o desafio e o modo como foi solucionado. A cada apresentação, procure ressaltar os principais conceitos físicos, listando-os, complemen- tando as explicações do grupo e esclarecendo dúvidas que surgirem ao longo da atividade. → Não é uma atividade de seminário escolar, mas uma oportunidade de solução de problemas com a participação coletiva e ativa para a construção de um conhecimento científico. → Se julgar pertinente, proponha ou inclua outras questões para os grupos. Sugestões de grupos: Grupo 1. Ondas de rádio AM e FM: mostrar a diferença, em termos de alcance, explicando por que podemos escutar uma estação AM num local mais distante que o local onde escutamos uma estação FM. Grupo 2. Micro-ondas: como o forno de micro-ondas “aquece” os alimentos? Grupo 3. Infravermelho: como funcionam as câmeras de segurança que “registram o calor humano”? Grupo 4. Luz: Qual é a faixa de frequências e de comprimentos de onda das radiações eletro- magnéticas às quais nossos olhos são sensíveis? Se o “homem invisível” existisse, ele seria cego! Por quê? Grupo 5. Ultravioleta: qual é a relação entre camada de ozônio, bronzeamento natural e artificial e lâmpadas fluorescentes? Grupo 6. Raios X: uma das proezas do Superman é a sua “visão” de raios X. Há, pelo menos, um erro científico nesse superpoder. Qual? Radiografia, tomografia e ressonância magnética: como se diferenciam? Grupo 7. Raios gama: Dr. Bruce Banner (o Incrível Hulk) estava fazendo uma tomografia quando teve seus genes alterados. Isso é possível na realidade? Permita que os grupos apresentem suas respostas, e discutam entre si, as seções sobre ondas de rádio, micro-ondas, luz (espectro visível) e raios X apresentadas no livro. Note que as frequências do infravermelho e do ultravioleta já foram trabalhadas anteriormente, então sugerimos retomá- -las com os estudantes e/ou indicar leituras complementares. RECURSOS: Livro didático, quadro, giz ou pincel, projetor, acesso à internet. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ- ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa, etc.) e escritas (atividades, avalia- ção escrita, relatório das aulas experimentais) deverão ser avaliadas. A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo. 26 ATIVIDADES 1 - (UFRN, adaptada) Mauro ouviu no noticiário que os presos do Carandiru, em São Paulo, estavam comandando, de dentro da cadeia, o tráfico de drogas e fugas de presos de outras cadeias pau- listas, por meio de telefones celulares. Ouviu também que uma solução possível para evitar os telefonemas, em virtude de ser difícil controlar a entrada de telefones no presídio, era fazer uma blindagem das ondas eletromagnéticas, usando telas de tal forma que as ligações não fossem completadas. Mauro ficou em dúvida se as telas eram metálicas ou plásticas. Resolveu, então, com seu celular e o telefone fixo de sua casa, fazer duas experiências bem simples: 1ª) Mauro lacrou um saco plástico com seu celular dentro. Pegou o telefone fixo e ligou para o celular. A ligação foi completada. 2ª) Mauro repetiu o procedimento, fechando uma lata metálica com o celular dentro. A ligação não foi completada. O fato de a ligação não ter sido completada na segunda experiência, justifica-se porque o inte- rior de uma lata metálica fechada: a) permite a polarização das ondas eletromagnéticas diminuindo a sua intensidade. b) fica isolado de qualquer campo magnético externo. c) permite a interferência destrutiva das ondas eletromagnéticas. d) fica isolado de qualquer campo elétrico externo. e) permite a polarização das ondas eletromagnéticas diminuindo a sua velocidade. 2 - (UFMT) É possível transmitir informações (sinais de rádio, TV, celular etc.) entre duas espiras situadas a uma certa distância uma da outra. A explicação desse fenômeno é formulada: a) pelas leis de Faraday e Coulomb, combinadas, pois a transmissão de sinais dá-se por meio de ondas eletromagnéticas. b) pela lei de Faraday, pois trata-se de um fenômeno magnetostático. c) pela lei de Ampère, pois trata-se de um fenômeno de magnetização. d) pela lei de Coulomb, pois trata-se de um fenômeno eletrostático. e) pelas leis de Faraday e Ampère, combinadas, pois trata-se de um fenômeno que envolve tanto a geração de campos por correntes elétricas como a geração de correntes por campos eletromagnéticos. 3 - (UNIRG-TO, adaptada) O funcionamento de televisores, rádios e celulares se dá por meio da transmissão da informação a partir da antena do emissor até o aparelho do usuário. A propaga- ção dessa informação ocorre sob a forma de ondas a) eletromagnéticas, que são formadas pela oscilação de campos elétricos e magnéticos per- pendiculares entre si. b) sonoras, que transportam energia e entram em ressonância com os elétrons das antenas desses equipamentos. c) de pressão, que oscilam em movimento harmônico simples (MHS) com amplitude proporcio- nal à frequência do sinal. d) gravitacionais, que são ondulações na curvatura espaço-tempo, previstas pela teoria da relatividade geral. e) sísmicas, que transportam energia devido ao movimento das placas tectônicas no interior da Terra. 27 4 - (UEMG) Marque a alternativa que apresenta os nomes corretos dos conceitos descritos abaixo. I. Tipo de onda que precisa de um meio de propagação. II. Onda que se propaga em duasdimensões. III. Onda que possui a direção de propagação perpendicular à vibração. a) Ondas eletromagnéticas, ondas unidimensionais, ondas transversais. b) Ondas eletromagnéticas, ondas bidimensionais, ondas transversais. c) Ondas mecânicas, ondas bidimensionais, ondas longitudinais. d) Ondas eletromagnéticas, ondas tridimensionais, ondas longitudinais. e) Ondas mecânicas, ondas bidimensionais, ondas transversais. 5 - (UFPR 2010) O primeiro forno de micro-ondas foi patenteado no início da década de 1950 nos Estados Unidos pelo engenheiro eletrônico Percy Spence. Fornos de micro-ondas mais práticos e eficientes foram desenvolvidos nos anos 1970 e a partir daí ganharam grande popularidade, sendo amplamente utilizados em residências e no comércio. Em geral, a frequência das ondas eletromagnéticas geradas em um forno de micro-ondas é de 2450 MHz. Em relação à Física de um forno de micro-ondas, considere as seguintes afirmativas: 1. Um forno de micro-ondas transmite calor para assar e esquentar alimentos sólidos e líquidos. 2. O comprimento de onda dessas ondas é de aproximadamente 12,2 cm. 3. As ondas eletromagnéticas geradas ficam confinadas no interior do aparelho, pois sofrem reflexões nas paredes metálicas do forno e na grade metálica que recobre o vidro da porta. Assinale a alternativa correta. a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira. b) Somente a afirmativa 2 é verdadeira. c) Somente a afirmativa 3 é verdadeira. d) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. e) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. REFERÊNCIAS ABRANTES, Paulo C. C. A metodologia de J. C. Maxwell e o desenvolvimento da teoria eletro-mag- nética. UFSC. [s. l.], 2022. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/fisica/article/ view/10075/9300. Acesso em: jul 2022. AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. V6, 1. ed. São Paulo. Moderna, 2020. A NATUREZA da luz. UFRGS. [s. l.], 2022. Disponível em: http://www.if.ufrgs.br/oei/stars/espectro. htm. Acesso em: jul. 2022. GODOY, L. P. et al. Multiversos: ciências da natureza. 1. ed. – São Paulo: Editora FTD, 2020. HEWITT, Paul G. Física Conceitual. 9ª. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. ONDA eletromagnética. Casa das Ciências. 23 dez. 2017. Disponível em: https://www.walter-fendt. de/html5/phpt/electromagneticwave_pt.htm. Acesso em: jul. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: 28 Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 05 jun. 2022. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1I8T4Cody3pUScohWX4aQVGipgyWLKK8g/view. Acesso em: 05 jun. 2022. ROEHRIGS; S. A. G., ASSIS; K. K., CZELUSNIAKI; S. M. A Abordagem CTS no Ensino de Ciências: Reflexões sobre as Sistema de Educação da Educação Básica. INEP, [s. l.], 2022. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/saeb/2018/documentos/saeb_documentos_de_ referencia_versao_1.0.pdf. Acesso em: 23 jun. 2022. TEIXEIRA, Mariane Mendes. Mundo Educação. [s. l.], 2022. Disponível em: https://mundoeduca- cao.uol.com.br/fisica/o-que-sao-ondas-eletromagneticas.htm. Acesso em: jul. 2022. 29 EIXO TEMÁTICO Física Moderna. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Radioatividade. Compreender o fenômeno da radioatividade e suas aplicações. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Radioatividade, fissão e fusão nuclear DURAÇÃO: 8 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Tendo como base o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), sempre crie situações didáti- cas variadas, em que seja possível retomar os conteúdos abordados em diversas oportunidades. Isso pressupõe que o planejamento inclua diferentes modalidades organizativas: projetos didáti- cos, atividades permanentes e sequências didáticas. A abordagem metodológica CTS (Ciências, Tecnologia e Sociedade) descrita por Bazzo (2003), Santos e Mortimer (2002) e Delizoicov (2002), entre outros, apontam para a necessidade de uma proposta de trabalho que possa contribuir para um maior significado ao aprendizado das disciplinas do núcleo das ciências naturais. Desse modo, a CTS será auxiliadora para o trabalho dos objetos de conhecimento deste planejamento: As propriedades da radioatividade, da fissão e fusão nuclear. Ao fim, espera-se que o estudante compreenda os fenômenos radioativos dos elementos químicos. Será interessante ainda que os estudantes consigam compreender as aplicações da radioatividade na medicina nuclear em diag- nósticos e tratamentos médicos, produção de energia elétrica a partir de uma usina eletronuclear e datação de fósseis e rochas. B) DESENVOLVIMENTO: Esta sequência didática (SD) que, na prática, são conteúdos seriados com o intuito de levar às finali- dades almejadas, sendo metodicamente estruturadas e organizadas, foi pensada para ser aplicada no ensino médio nas modalidades regular e EJA. No decorrer dessa SD será abordado o conceito de radioatividade, fissão e fusão nuclear e suas aplicações tecnológicas. 1º Momento: Sensibilização • Sensibilize os estudantes para aproximar a teoria científica, contida nos livros de ciência, do seu cotidiano. • Destaque a importância das Ciências para o desenvolvimento tecnológico da nossa sociedade. • Desmistifique a visão de que cientistas são pessoas muito inteligentes sempre vestidas de jaleco branco, fechados nos laboratórios e muito distante do contexto dos estudantes. 30 Contexto histórico Inicie o tema apresentando o contexto histórico da radioatividade, os elementos químicos radioa- tivos e instáveis, a biografia de Marie Curie. Sugestão: O professor Paulo Valim, apresenta uma websérie completa em 12 episódios, sobre a radioatividade. Vale a pena explorá-la seja como referência ou material pedagógico. Segue o link do Episódio 1: https://www.youtube.com/watch?v=bDeXT0DBNTE, que aborda o contexto histórico. Segue também o episódio 2: https://www.youtube.com/watch?v=ZpaU64BpOi8, que retrata a vida e obra de Marie Curie e sua importância para a Ciência. 2º momento: a Radioatividade e o cotidiano Quando se pensa em Radioatividade, logo vem à mente: mutação, câncer, bombas atômicas, aci- dentes nucleares como o de Chernobyl, em 1986. É importante desmistificar tais boatos a respeito da radioatividade. Faça um debate com seus estudantes enumerando o que eles pensam a respeito do tema, argumentando: • A importância das mulheres no desenvolvimento da Ciência, em especial, na Radioatividade. • A importância da medicina nuclear na obtenção de diagnósticos por imagens, tratamentos de doenças e o papel da radioatividade nesse contexto. • A energia elétrica produzida por usinas eletronucleares, impactos e benefícios. 3º Momento: Formalização do tema Salientamos que este tema deva ser trabalhado de forma interdisciplinar entre física, química e bio- logia, para que o ensino sobre radioatividade seja o mais integral possível. Por isso a indicação e utilização da websérie acima, como suporte. Explique, qualitativamente, para os estudantes o conceito de decaimento Alfa, Beta e Gama. Explicite também, a ideia e como calcular tempo de meia-vida. Apresente também a definição de fissão e fusão nuclear. → Para aprofundar nas radiações alfa, beta e gama: https://www.youtube.com/ watch?v=0lZtt0D-UNs. → O conceito de meia vida pode ser melhor estudado com base nesse vídeo: https://www. youtube.com/watch?v=Z87ehtkggq4. → Para o conceito de datação por carbono 14, este vídeo traz uma explicação muito didática sobre o tema. https://www.youtube.com/watch?v=FlVvuFXEKZI. → Sobre fissão e fusão nuclear, segue este vídeo: https://www.youtube.com/ watch?v=3Grwn2yWv04. RECURSOS: