Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

HISTOLOGIA/PATOLOGIA 2019.2 - P6
MÓDULO I
INTRODUÇÃO - PATOLOGIA ONCOLÓGICA NEURAL
● Classificação
○ OMS 2016 - I a IV
○ Fatores: celularidade, necrose, mitoses (anaplasia) e proliferação vascular
○ Oligodendrogliais, astrocitários, ependimários
Aula 1 - TUMORES OLIGODENDROGLIAIS
➔ Oligodendrócitos são as células responsáveis por formar e manter a bainha de
mielina no SNC
● Oligodendroglioma http://anatpat.unicamp.br/rpgneoministu1.html#oligo
○ grau II
○ glioma bem diferenciado, difusamente infiltrativo
○ atingem predominantemnte adultos (40-45 anos, 4a e 5a década), leve
predominio em homens (1,1:1), representa 2,5% dos tumores primários e
5-6% dos gliomas (menor incidencia que astrocitomas e glioblastomas).
○ tem preferência pelo córtex e substancia branca dos hemisferios cerebrais
(50-65%), preferencia por mais de um lobo ou ser bilateral é comum. Mais
comum na região supratentorial frontal.
○ tem como principal fator etiológico a deleção dos cromossomos 1p e 19q
(subtipo codeleção)
○ Macro: formam massas acinzentadas, geralmente melhor delimitadas que os
astrocitomas (apesar de difusos). calcificações são comuns.
○ Micro: formados por oligodendrócitos, células pequenas com nucleo redondo
e citoplasma claro, geralmente com halo vazio em volta do núcleo (‘ovo frito’),
vasos delicados e com ramificação dicotômica (‘tela de galinheiro’).
geralmente não se observa proliferação endotelial (como nos glioblastomas)
○ QC: ⅔ convulsão, enxaqueca. 5 anos de gap entre sintomas e diagnóstico
○ IHQ: tumores neuroectodérmicos - marcam S-100, HNK 1 (anti-Leu7,CD57),
com imunorreatividade para o NSE frequente. GFAP nos astrócitos reativos,
minigemistocitos e oligodendrócito gliofibrilar; vimentina (infrequente); CK
negativas (AE1/AE3,CK7, CK20)
○ Tto: quimioterapia bastante efetiva, tem prognóstico melhor entre os gliomas.
Tende a recidivar, com o tempo tornando-se anaplásico.
○ Sobrevida média: 51% em 10 anos, 75% em 5 anos. Pior prognostico se
Ki-67>3%
➔ oligodendrócito -> oligodendroglioma (grau II) -> oligodendroglioma
anaplásico (grau III)
http://anatpat.unicamp.br/rpgneoministu1.html#oligo
● Oligodendroglioma anaplásico
○ grau III
○ oligodendroglioma com características focais ou difusas de malignidade ou
pior prognóstico (atipia citológica marcada, hipercelularidade, atividade
mitótica alta, proliferação microvascular e necrose)
○ 1% dos tumores primários do SNC, 20-35% dos oligodendrogliais
○ atinge predominantemente adultos (45-50a), levemente mais comum em
homem (1,1:1), pode surgir em torno de 8 anos após o oligodendroglioma
grau II
○ atinge mais o lobo frontal do que o lobo temporal
○ sobrevida média sem tto: <1a; com tto: 3,9anos. Se o subtipo for codelação
1p e 19q, a sobrevida média passa de 2,8a (sem tto), para >7a (com tto) -
melhor resposta terapêutica.
○ Tto com quimioterapia e radioterapia
● Oligoastrocitoma http://anatpat.unicamp.br/rpgneoministu1.html#oligoastro
○ grau II
○ glioma infiltratico composto pela mistura de duas linhagens distintas:
oligodendroglioma e astrocitoma difuso
○ 1,8 a 10% dos gliomas supratentoriais de baixo grau
○ acomete mais adultos de 35-45 anos, 1,3:1 (H:M)
○ etiologia: vírus JC (LEMP - consequencia da AIDS) pode estar associado
○ tem preferência por hemisférios cerebrais
○ Sobrevida média de 6,3 anos; 58% em 5anos e 32% em 10 anos.
➔ células precursoras bipotenciais gliais -> oligoastrocitoma II ->
oligoastrocitoma anaplásico III
http://anatpat.unicamp.br/rpgneoministu1.html#oligoastro
IHQ GFAP
● Oligoastrocitoma anaplásico
○ grau III
○ oligoastrocitoma com características de malignidade como hipercelularidade,
atipia nuclear, pleomorfismo e atividade mitótica alta
○ não há dados epidemiológicos
○ predominantem em adultos, média de 44anos, 1,15:1(H:M)
○ são tumores hemisféricos (>50% no lobo frontal)
○ QC: história curta ou antecedente prévio de glioma de baixo grau
○ prognóstico melhor que os GBM (glioblastoma multiforme); sobrevida média
(OS) 2,8a; 36% em 5a, 9% em 10a
Referências: slide do prof; anatpat
http://anatpat.unicamp.br/taneugliomas.html#oligo
Aula 2 - TUMORES ASTROCITÁRIOS
● Classificação
○ Astrocitomas são tumores originados em astrócitos, responsáveis por
diversas funções no SNC e SNP, como sustentação, rede de informação,
conexão com vasos, absorção de nutrientes do meio e equilíbrio de
substâncias.
○ podem ser difusos ou pilocíticos, a depender da sua localização,
epidemiologia, características.
● Astrocitomas pilocíticos http://anatpat.unicamp.br/textoastropilo.html
○ grau I da OMS
○ ocorrem no cerebelo (hemisférios cerebelares), região hipotalâmica e no
nervo óptico. Pouco comuns nos hemisférios cerebrais.
■ Glioma associado a NF1 (envolvimento bilateral do nervo óptico
podendo ocasionar amaurose )
○ Pode ser genético ou esporádico
○ predominam em crianças (67% no cerebelo), na 1a e 2a década. 6% dos
gliomas. Ocorrem em média 10 anos antes de astrocitomas infiltrativos
○ são tumores de evolução lenta, com cura em até 90% dos casos
○ são bem delimitados e geralmente císticos, com líquido amarelado. Jamais
há cápsula.
○ Micro: atípia, lesão de longa data (atipia degenerativa com pleomorfismo,
cromatina smudgy, pseudoinclusao). Mitose é encontrada em 30% dos
casos, porém é “devagar”
http://anatpat.unicamp.br/taneugliomas.html#oligo
http://anatpat.unicamp.br/textoastropilo.html
○ São bem diferenciados, com baixa celularidade, podendo coexistir dois
padrões histológicos básicos (padrão bifásico), mas podem ser exclusivos de
um:
■ padrão pilocítico: cls com longos e finos prolongamentos, em feixes.
não raro, observam-se estruturas hialinas (fibras de Rosenthal), que
lembram cenouras e têm grande valor diagnóstico (podem aparecer
em glioses de longa duração). Bipolar (prolongamento,núcleo e
prolongamento)
■ padrão protoplasmático: com microcistos entre as células
neoplásicas (degeneração microcística)
○ TTO: podem ser extirpados completamente em cirurgia. RT não usada.
○ prognóstico: praticamente nunca há transformação maligna para
glioblastoma e tem bom prognóstico pós cirurgia.
● Astrocitoma pilomixoide !!!!!!!
○ Neoplasia piloide
○ Muito raro, mais comum em crianças de 10 meses, portanto o quadro clínico
é inespecífico
● Astrocitomas difusos
○ grau II (no mínimo), de acordo com atipias celulares, mitoses, proliferação
vascular e necrose.
○ ocorrem principalmente em hemisférios cerebrais, na substância branca
○ predominam em adultos, com pico de incidência na meia idade
○ são os tumores gliais (gliomas) mais comuns (60% dos tumores primários)
○ Proporção de 1,3:1(H:M)
○ não tem boa delimitação e apresentam tendência infiltrativa, sem saber onde
começa ou termina. Nunca são encapsulados. Podem progredir com o tempo
a graus mais altos de malignidade (determina prognóstico)
○ QC: epilepsia (se isolada, é bom prognóstico)
○ Bem diferenciados/difuso de baixo grau - grau II
■ fibrilares: produzem muitas fibrilas gliais. tumores de baixa
celularidade, poucas atipias e podem confundir-se com áreas de
gliose. as células têm prolongamentos filamentosos e o espaço entre
as células é preenchido por uma trama fibrilar. É o mais comum
■ protoplasmáticos: produzem poucas fibrilas gliais. têm maior
celularidade que os fibrilares, com prolongamentos celulares curtos.
podem apresentar pequenos cistos contendo material amorfo basófilo
entre as células
■ gemistocíticos: há perda da relação núcleo-citoplasma, atipias
celulares e multinucleação. (Gemistocito seriam macrofagos do SNC).
Inflamação perivascular
➔ estes padrões podem ocorrer em diferentes áreas do mesmo tumor. é
raro que um astrocitoma cerebral seja histologicamente homogêneo.
○ Astrocitoma anaplásico - grau III
http://anatpat.unicamp.br/nptastrodifuso29a.html#limites
■ não se observam pseudoglomérulos (mas os vasos têm trombose), a
necrose pode ser em pseudopaliçada
■ não se observa o caráter infiltrativo clássico, possuindo delimitação
entre tumor e área saudável (difere do alto grau)
■ Idade é fator prognóstico negativo (quantomais idoso, pior)
■ Progressão para GBM em 2 anos
■
○ Glioblastoma multiforme - grau IV
■ localização e incidência etária são iguais aos de baixo grau
■ pode originar-se de um astrocitoma difuso pré-existente (difuso grau II
ou anaplásico grau III) ou ser de alto grau desde o começo (‘de novo’
90%)
■ é uma massa expansiva mal delimitada na substância branca de um
hemisfério cerebral
■ É o tumor primário mais comum e a neoplasia mais maligna com
diferenciação astrocítica
● 60-75% dos tumores astrociticos, 12-15% dos intracranianos
■ 45-75 anos (61.3a). 80%>50a. Quanto mais idoso pior prognóstico
■ 1,2:1(H:M)
■ Em crianças: glioma maligno do tronco cerebral
■ necrose é muito comum e pode envolver a maior parte do tumor. pode
haver cistos e/ou hemorragia. há comumente edema peritumoral e
desvio da linha média, com hérnias. em alguns casos, o tumor infiltra
o corpo caloso e passa ao hemisferio contralateral (tumor em asa de
borboleta)
■ Disseminação hematogênica (rara), ou por extensão
■ Critérios fundamentais para diagnóstico: Atipias celulares, mitoses
(podem ser atípicas ou não), proliferação vascular (no tumor e no
http://anatpat.unicamp.br/nptastrodifuso29a.html#limites
tecido ao redor, de aspecto proeminente “pseudo-glomérulos”, com
tromboses frequentes e ação de fatores angioproliferativos) e
necrose (coagulativa, pseudo-paliçada), associados a capacidade
infiltrativa.
■ QC: síndrome de hipertensão intracraniana (cefaleia, vomito em jato,
papiledema); sinais de localização conforme área atingida
(hemiparesia, parestesia, afasia, hemianopsia); crises convulsivas em
pacientes adultos não epiléptico.
■ TTO: cirurgia (não consegue ser total) e radioterapia. QT pouco
efetiva.
■ Prognóstico: reservado, alto índice de recidiva. OS dificilmente supera
6-12 meses.
● Astrocitoma/GBM de pequenas células
○ Grau IV
○ alto índice mitótico
○ Células pequenas com mínimo citoplasma e núcleo ovóide e meio
hipercromático
○ Cromatina branda com halos perinucleares (oligodendroglioma)
○ Alto índice mitótico
○ EGFR (70%) e deleção 10q (>90%)
● GBM com componente oligodendroglioma
○ Grau IV
○ Oligoastrocitoma misto de alto grau com necrose
○ Melhor prognóstico que o gbm convencional
○ Pior prognóstico se oligoastrocitoma misto anaplásico
● GBM de células gigantes
○ Grau IV
○ Células gigantes mono ou multinucleadas com abundante citoplasma e
bizarria nuclear
○ “Glioblastoma monstrocelular”
○ Pequeno subgrupo pode ter OS favorável
● Gliossarcoma
○ Grau IV
○ padrão bifásico de áreas gliais e mesenquimais
○ corresponde a 2% dos GBM, têm preferencia por hemisférios cerebrais,
40-60 anos (média de 52,1a), mais prevalente em homens
○ Elementos sarcomatosos: fibrossarcoma pleomórfico (mais comum), osso,
cartilagem, gordura ou músculo
○ prognóstico favorável
Aula 3 - TUMORES EPENDIMÁRIOS
● Classificação
○ acomete células ependimárias, responsáveis pela produção de liquor nas
paredes ventriculares
● Subependimoma
○ grau I
○ neoplasia benigna de crescimento lento
○ tem predomínio pela parede ventricular, especialmente o ventrículo IV
(50-60%) e lateral (30-40%)
○ ninhos de células gliais em meio a matrix fibrilar com frequente alterações
microcísticas
○ é assintomático mas pode causar sintomas de pressão intracraniana, atinge
mais idosos e pessoas de meia idade, 2,3:2 (H:M)
○ atinge 1-2cm, tem encontro ocasional em autópsia
○ Ki-67<1%
○ tumor glial hipocelular, com núcleo brando e ninhos e microcistos, podendo
ter calcificações, macrofagos com hemossiderina e pleomorfismo nuclear
● Ependimoma mixopapilar
○ grau I
○ pode causar dor e deficits sensoriais e motores (cauda equina)
○ papilas com estroma mixoide com vasos hialinizados
○ células gliais alongados e arranjos cuboidais radiais.
● Ependimoma
○ grau II
○ crianças e adultos jovens, crianças têm pior prognóstico
○ preferencia por parede ventricular ou do canal medular
○ 2-9% dos tumores neuroepiteliais, 6-12% intracranianos na criança
(30%<3a), na medula 50-60% adultos
○ infratentorial, 6,4a e 30-40a, supratentorial crianças=adultos, H=M
○ Clínica com dor e alteração motora e sensitiva (medula), hidrocefalia e sinais
de aumento de PIC
● Ependimoma anaplásico
○ grau III
○ glioma maligno com diferenciação ependimal, com desfecho desfavorável,
principalmente em crianças.
○ atividade mitótica alta, com proliferação microvascular e necrose em
psudopaliçada. Crescimento sólido mas com frequente microinvasão focal.
○ anaplasia: crianças na fossa posterior
OUTROS TUMORES DE SNC
● Meduloblastoma
○ grau IV
○ tumor embrionário de pequenas células que se origina no cerebelo
○ QC: hidrocefalia secundária a obstrução, disfunção cerebelar
○ Característica disseminação liquorica
○ prog: usualmente favoravel, porem depende do tipo histológico e do estágio
da doença. (nodular desmoplásico - OS 80%)
● Papiloma de plexo coroide
○ grau I
○ QC: aumento da PIC, macrocefalia em pct <2a
● Metástases de tumores para o SNC
○ são incomuns, ocorrem em 5% de pct com câncer. Mais frequentemente em
adultos
○ sítios primitivos mais comuns: mama, pulmões, estômago, próstata e pele
(melanoma)
○
Aula 4 - TUMORES MENINGEAIS E OUTROS TUMORES MAIS RAROS DO SNC
● Menangiomas
○ grau I
○ tumores comuns e maioria benigna (grau I) de células da aracnoide,
tipicamente aderidos à superfície interna da dura-mater
○ alguns subtipos com parâmetros morfológicos definidos associam-se a
prognósticos menos favoráveis, correspondendo ao grau II (atipicos) ou grau
III (anaplásicos ou malignos)
○ correspondem a 24-30% dos tumores intracranianos primários nos EUA
○ maior incidência de tumores cerebrais acima dos 35 anos (5,35%),
○ 1,7:1 (M:H), idade média de 64 anos, mas na infância tendem a ser mais
agressivos
○ Relacionado a neurofibromatose tipo 2 ou são esporádicos, podendo ser
múltiplos
○ Muitos tumores são pequenos e sao achados casualmente em imagens ou
autópsia.
○ localizados frequentmente em linha para sagital, associado a dura mater e
seios venosos (alta concentração de granulações aracnoideas)
○ Surgem sem antecedentes ou decadas após tratamento radioterápico em
cabeça (atípicos e mais agressivos).
○ Possivel relação com hormonios femininos (receptores de progesterona)
○ QC: sintomas de compressão do cérebro, a depender da localização, pode
ser tardio, cefaleia, convulsao, alteração de personalidade.
○ micro: chapéu
○ Menangiomas grau I: meningotelial ou sincicial, fibroso ou fibroblástico,
transicional, psomomatoso
○ Menangiomas grau II: atípicos, de padrão cordoide, de células claras.
○ Menagiomas grau III: anaplásicos, padrão papilífero, padrão rabdoide.
○ Metástases extracranianas de meningiomas são extremamente raras
○ meningiomas sao alvo comum de tumores de mama e pulmão.
Aula 5 - LESÕES DO SNC ASSOCIADAS A PATOLOGIAS PSIQUIÁTRICAS (demencia
secundária a AVE, Demencia de corpos de Levy, hipertireodismo e hipotireoidismo, psicose
lúpica, etc)
● Doença de Basedow-Graves (hipertireoidismo)
○ predomina em mulheres jovens ou na meia idade
○ Etiologia autoimune: anticorpos contra os receptores para TSH situafos na
membrana plasmática de células foliculares. Os anticorpos agem como
agonistas dos receptores, estimulando produção de T3 e T4.
○ QC: tireotoxicose (irritabilidade, labilidade emocional, hiperatividade, fafida,
insonia, ansiedade, tremor fino, perda de peso, aumento do apetite). Pode
evoluir com delirios paranoides e agitação psicomotora.
○ Diag: laboratorial (baixo TSH e alto T4) e histopatologico
○ Presença de folículos (cl com citoplasma abundante e núcleo grande,
nucléolos evidentes, hiperatividade metabólica) pequenos com pouco coloide
entremeados com linfócito agregados em foliculos linfoides com centro
germinativo, aspecto microscopico está associado ao fato de a célula
metabolizar o coloide para liberar T3 e T4 no sangue circulante.
● Tireoidite linfocítica de Hashimoto (hipotireoidismo)
○ predomina em mulheres (10-20:1), geralmente na meia idade
○ etiologia autoimune, por destruição dos folículos tireoidianos pela reaçãoimune de linfócitos T tóxicos (humoral e celular).
○ maior causa de hipotireoidismo em locais onde não falta iodo.
○ QC: manifestações psiquiátricas como depressão e psicose, ganho de peso,
bócio, prostração, hipersonia.
○ Diag: laboratorial (aumento de TSH e redução de T4 livre, auto-anticorpos
tireoidianos positivo)
○ Macro: aumento difuso da glândula, ficando cor branco-acinzentada, por
causa do infiltrado inflamatório.
○ Micro: folículos atróficos, contém pouco ou nenhum coloide, aspecto
semelhante ao de Graves, infiltrado inflamatório intenso, cél foliculares
menores que no de Graves e não têm aspecto de hiperatividade funcional.
● Psicose lúpica
○ manifestações neuropsíquicas associadas ao Lúpus Eritematoso Sistêmico
(LES)
○ quadros de agitação psicomotora, alteração do nivel de consciencia, delirium
e alucinações visuais.
○ Diag: taxa de sedimentação de eritrócitos (VHS) ou a viscosidade do plasma
estão elevados durante os episódios, níveis de proteina C reativa (PCR)
normais e testes de anticorpos séricos relacionados com o lúpus (FAN)
positivos
○ Micro: perivasculites (infiltrado misto de macrófagos, neutrófilos e
eosinófilos), trombos cerebrais, micro e macroinfartos
● Demência dos corpos de Lewy
○ quadro demencial clássico, muito sobreposto a Doença de Parkinson
○ Etiologia associada ao aumento da produção e deposição intracitoplasmática
de alfa-sinucleína
○ Afeta predominantemente o lobo temporal e o mesencéfalo
○ QC: perda de memória, disfunção cognitiva associada, síndromes
extrapiramidais e parkinsonismo
○ Macro: perda de células da substância nigra do mesencéfalo e perda de
substância cortical em região temporal
○ Micro: corpos de Lewy (citoplasma rosa, arredondado), IHQ ubiquitina
○ DD: doença de Alzheimer
● Doença de Pick
○ doença neurodegenerativa incomum
○ etiologia: excesso de proteína tau nos neurônios conhecidos como corpos de
Pick, não se sabe se por influência genética.
○ geralmente afeta atrofiando o lobo frontal, parietal e/ou o lobo temporal dos
hemisférios cerebrais, danificando a capacidade de raciocínio, expressão de
linguagem e auto-controle.
○ é semelhante à doença de Alzheimer, mas na doença de Pick os sintomas
comportamentais aparecem muito antes da perda de memória, começando
por volta dos 40-60 anos.
○ QC: afasia, confusão mental, condutas socialmente inadequadas,
instabilidade emocional e dificuldade de se movimentar adequadamente.
○ Micro: corpo de Pick (neurônio de corpo balonizado), IHQ
MÓDULO II
Hematologia - Distúrbios Hemodinâmicos
Aula 1 - EDEMA, HIPEREMIA E CONGESTÃO
EDEMA
● Conceito: aumento dos fluidos no espaço intersticial tissular
● 60% do corpo é constituido por água,
estando apenas 5% contida no plasma
● Pode ser inflamatório ou não inflamatório.
● Fisiopatologia:
○ aumento da pressao hidrostática
■ ICC, trombose, desregulação
neuro-humoral, vasodilatação
○ redução da pressão osmótica/coloide
■ síndrome nefrótica, má
nutrição, gastropatia
perdedora de proteina
○ obstrução linfática
■ inflamtória, neoplásica, pós radiação e pós cirurgia
○ retenção de sódio
■ ingesta excessica, aumento de
renina-angiotensina-aldosterona,
hipoperfusão renal
○ inflamação
● Macro: aumento do volume local
● Micro: aumento de volume celular e clareamento e
divulsão dos elementos da matriz extracelular
● Tipos:
○ locaizado
■ MMII bilateral - ICC (gravidade), sinal de Cacifo positivo
■ MMII uni - insuficiencia vascular venosa periférica, elefantíase
■ bipalpebral - síndrome nefrótica
■ periorbitário - edema renal = comprometimento do tec conjuntivo
frouxo
■ pulmonar - ICC, SARA, insuficiencia respiratória
■ cerebral - pode levar a óbito
○ generalizado: anasarca
HIPEREMIA/CONGESTÃO
● Definição: aumento do volume de sangue em um determinado tecido, ou seja, é
focal
Hiperemia
● processo ativo de aumento do fluxo sanguíneo por dilatação arteriolar (sangue rico
em oxigênio)
● acompanha hipertermia local
● causado por: inflamação, hiperperfusão muscular após exercício
Congestão
● processo passico resultante do desequilíbrio da drenagem sanguínea venosa de um
tecido, sangue rico em gás carbônico (dá cianose, aspecto azulado)
● hipotermia local
● sempre patológica!!
● pode ser sistêmico (ICC) ou localizado (obstrução venosa localizada)
Aula 2 - TROMBOSE, EMBOLIA E INFARTO
INFARTO
● área de necrose por hipóxia causada por oclusão vascular arterial (suprimento
insuficiente) ou venosa (drenagem inadequada)
● 99% resulta de fenomenos trmbóticos ou embólicos, sendo outras causas: torção do
pedículo, vasoespasmo, efeito de massa
● Tipos: A- vermelho (venoso, tecido frouxo e órgãos com dupla vascularização) ou B -
branco (arterial, órgãos sólidos)
● Fatores que influenciam no desenvolvimento do infarto:
○ natureza do suprimento sanguineo
○ velocidade de instalação da oclusão
○ vulnerabilidade do tecido à hipóxia
○ saturação de oxigênio do sangue
● Classificação quanto à topografia
○ miocárdio (IAM), cerebral, esplênico, hepático, mesentérico…
● Classificação quanto ao tempo
○ recente ou antigo
● Infarto agudo do miocárdio
○ causas: aterosclerose, tromboembolismo, cardiomiopatia hipertrófica familiar,
uso de entorpecentes (cocaína, ecstasy, anfetaminanas).
● Infarto cerebral
○ causas: aterosclerose, tromboembolismo
TROMBOSE
● processo patologico caracterizado pela solidificação dosangue dentro dos vasos ou
do coração. O trombo é a massa sólida formada pela coagulação do sangue.
● Tríade de Virchow: é na verdade um ciclo. Lesão endotelial, fluxo sanguineo anormal
e hipercoagulabilidade, todos fatores predisponentes à trombose.
● possíveis resoluções para trombose venosa: resolução, embolização do pulmão,
organização e incorporação do trombo à parede endotelial, organização e
recanalização (buraquinhos no trombo)
● pode estar associada a aterosclerose (causa lesão endotelial)
● Tombose venosa profunda: geralmente acompanhada de edema, hiperemia, dor
● Micro: presença de fibrina, hemácias e restos plaquetários
● tem como consequencia um possível êmbolo circulante.
EMBOLIA
● obstrução de um vaso por um embolo. Embolo é um corpo sólido, líquido ou gasoso,
transportado pelo sangue.
● em mais de 90% dos casos, os êmbolos se originam de trombos (tromboembolia).
Menos comum, formados por fragmentos de placas ateromatosas ou vesículas
lipídicas (embolia gordurosa) ou bolhas de gases.
● Tromboembolismo pulmonar
○ normalmente origina-se de trombos das veias ileo-femorais profundas ou nas
veias das panturrilhas, sobretudo em pacientes acamados.
○ as consequencias dependem do tamanho e do número:
■ embolos grandes: 5%, obstruem tronco da artéria pulmonar,
causando sobrecarga de ventriculo direito
■ Embrolo pequeno: podem ocluir a circulação pulmonar, causando
hipertensão arterial pulmonar.
Ramo da artéria pulmonar obstruída por êmbolo.
● Embolia gasosa
○ consiste na presença de bolhas de gás obstruindo vasos sanguineos
○ causas: punções, pneumotórax, traumatismos.
● Embolia gordurosa
○ causas: procedimentos cirúrgicos como liposaspiração
Aula 3 - HEMORRAGIA E HEMOSTASIA
HEMOSTASIA
● Depende de fatores vasculares, plasmáticos e plaquetas, interligados.
● hemostasia primária
○ fase vascular: consiste na regulação do tônus vascular e da função
plaquetária, envolvimento no processo de coagulação e contribuição para o
sistema fibrinolítico, quando há lesão do endotélio
■ mecanismos neurogênicos reflexos, ação local de fatores como a
endotelina (vasoconstritor)
■ exposição do fator tecidual
■ vai acontecer a ativação e a adesão de fatores da coagulação.
■ integrinas da plaquena se unem ao colágeno, fibronectina, laminina e
vWF -> união de GPIb-IX-V ao vWF -> plaqueta muda para forma
esférica -> emissão de pseudópodes -> aumento de superfície ->
adesão ao subendotélio da parede lesionada -> ativação do complexo
IIb-IIIa plaquetário (receptor para vWF e fibrinogênio)
○ fase plaquetária
■ as plaquetas aderem-se à matriz extracelular em locais onde há lesão
e ativam-se. secretam produtos dos grânulos (ex. ADP) e sintetizamtromboxane A2 (TXA2). O ADP liberado estimula formação do tampão
homostático primário
■ Agregação plaquetária: as plaquetas expõem complexos
fosfolipídicos importantes na via intrínseca da coagulação.
■ vai haver uma geração de trombina pela cascata de coagulação, e se
juntando ao ADP e TXA2, resultam em mais agregação e na
contração plaquetária
● hemostasia secundária
As vias possuem pontos de união
○ via intrínseca: não requer fatores tissulares
■ iniciada quando o sangue entra em contato com superfícies
aniônicas, pela ativação do fator XII pelo cininogênio e calicreína do
tecido lesado.
■ FXI+grupos aniônicos -> precalicreína+FXII por cininogênio de alto
peso molecular HMWK -> calicreína -> FXIIa -> hidrolisação FXI
○ via extrínseca: requer fatores tissulares
■ depende de procedentes das plaquetas e dos tecidos adjacentes da
lesão, como o fator VII e a tromboplastina tecidual.
complexo FIII-FVII -> FX -> complexo ativador da protrombina
(complexo protrombinase) -> FII -> FIIa
○ Via comum
■ sistema fibrinolítico: protrombina -> trombina -> fibrinogênio ->
fibrina
■ sistema plasminogênio: plasminogênio -> plasmina -> fibrina
O processo de coagulação consiste em: ativação (protrombina-trombina), coagulação
(fibrinogênio-fibrina) e retração (fibrina solúvel-insolúvel)
● Mecanismos anticoagulantes
○ mantém o equilíbrio e a fluidez do sangue, localizando os coágulos no
local da lesão, evitando que uma reação em cadeia provoque a
coagulação de todo o sistema cardiovascular
○ antitrombina III, proteína C, proteína S, inibidor da via do fator tecidual
TFPI (inibidor de protease que inativa o complexo VIIa/FT/Xa ao
inativar os fatores VIIa e Xa)
● Distúrbios da hemostasia
○ Púrpuras: vasculares e plaquetárias (trombocitopênicas -quantitativas- e defeitos
funcionais das plaquetas- qualitativas)
○ Coagulopatias: hereditárias (deficiencia de fator VIII e de fator IX) e adquiridas
○ Hipercoagulabilidade: hereditárias e adquiridas
● Coagulação intravascular disseminada (CIVD)
○ microtrombose em diversos órgãos e consequente hipofunção ou falência total
dos mesmo. ocorre predomínio da ativação do mecanismo da coagulação sobre
o de fibrinólise,
○ Hemorragias em diversas partes do corpo e a consequente hipovolemia,
podendo chegar a choque. predomínio do mecanismo fibrinolítico.
○ o mecanismo fibrinolítico é ativado, fisiologicamente, sempre que a coagulação é
ativada. em casos patológicos, a fibrinólise pode ser ativada excessivamente, na
circulação, ao invés de se fazer apenas nos locais onde se forma o trombo
hemostático.
○ nesse caso, a fibrinólise, ao invés de trazer benefício para o organismo,
promoverá alterações patológicas provenientes do excesso de plasmina
circulante.
○ Causas:
■ agudas: infecção, doença maligna, obstétrica, trauma, queimadura,
veneno de serpente, transfusão de sangue incompatível, falência
hepática aguda.
■ crônica: maligna, obstétrica, hematológica, vascular, inflamatória,
aneurisma aórtico, hemangioma gigante, rejeição aguda de transplante
renal.
○ CIVD X venenos de serpente
■ mecanismo de coagulação:
● FX, protrombina }(ativando), fibrinogênio (ativando)
■ plaqueta
● consumo de plaqueta pela coagulação, atuação direta
■ mecanismo fibrinolítico
● secundária à formação de fibrina, ativação direta de mecanismo
fibrinolítico
■ Vaso
● lesão da parede vascular
AULA 4 - LINFOMAS
● Conceito
○ doenças malignas que se originam de células do sistema imunológico,
predominantemente de linfócitos
○ Origem: nodal (linfonodos,baço) ou extranodal (fígado, cérebro, medula
óssea…)
LINFOMA DE HODGKIN
● proliferação de células atípicas (células de Reed-Sternberg ou suas variantes) imersas
em substrato celular de aspecto inflamatório.
● Epidemiologia
○ incidência bimodal: 2ª e 5ª décadas de vida
○ sexo masculino
○ infecção por vírus Epstein-Barr
○ casos familiares
○ Formas
■ infantil <14 anos
■ adulta jovem 15-34 anos
■ adulta 35-74 anos
● Patologia
○ células de Reed-Sternberg: grande, núcleos múltiplos ou multilobulados,
nucléolo evidente, áreas mais hialinas (clara), citoplasma abundante
○ grande infiltrado inflamatório (“pano de fundo”) e fibrose (+ alguns tipos)
● Tipos
○ Clássico 95%
■ esclerose nodular: o mais comum
■ celularidade mista
■ rico em linfócitos
■ depleção linfocitária
○ Não clássico
■ predominância linfocitária 5%
● Clássico
○ 95%
○ epidemio bimodal: 13-16 anos e 45-50??
○ associação com EBV
○ linfonodos cervicais (75%), mediastinais, axilares e para-aórticos. linfonodos
axiais.
○ acometimento extra-nodal primário: rarp
○ sintomas: febre, sudorese noturna, perda ponderal (50%)
○ curável na maioria dos casos
○ IHQ: CD30, CD15 e CD20+; CD45-
○
● Esclerose nodular
○ 70% dos clássicos
○ bandas colagênicas envolvendo pelo
menos 1 nódulo
○ células RS do tipo nodular
○ homem=mulher
○ envolvimento mediastinal (80%)
● Celularidade mista
○ células RS clássicas em meio a um
fundo inflamatório misto sem fibrose.
○ 20-25% dos clássicos
○ predominante em HIV+
○ média de 37 anos (sem incidência
bimodal), homens
● Rico em linfócitos
○ Células RS clássicas em meio a um
pequenos linfócitos típicos (ausencia de
eosinófilos e neutrófilos)
○ 5% dos Hodgkins
○ idade mais avançada, homens
○ linfonodos periféricos, mediastino (15%)
○ Linfadenopatia estágios I e II
● Depleção linfocitária
○ forma difusa rica em células de RS e
depletada de linfócitos reacionais, com
muito colágeno no fundo.
○ menos de 5% dos Hodgkin, pior
prognóstico de todos
○ 37 anos, homens, HIV+
○ órgãos abdominais, linfonodos
retroperitoneais e medula óssea
○ doença avançada e sintomas B ao
diagnóstico.
● Predominância linfocitária (NC)
○ 5%, 30-50 anos, homens 2,5x
○ cadeias cervicais, axilares e inguinais,
linfadenopatia I e II
○ curso indolente
○ perda da arquitetura linfonodal por
nódulos de pequenos linfócitos
○ diferencial com linfoma folicular
○ CD20 e CD45+; CD30 e CD15 -
● Quadro Clínico geral
○ adenopatias cervical, supraclavicular ou mediastinal. Gânglios com consistência
firme e borrachosa, crescimento rápido, podem ser dolorosos à palpação
○ doença primária subdiafragmática é mais comum em crianças
● Estadiamento
○ biópsia excisional
○ TC de pescoço, tórax e abdomen
○ Cintilografia
○ ANN ARBOR
● Tratamento
○ vai depender de: idade, subtipo histológico, estadiamento, tamanho da massa
tumoral
○ Radioterapia
○ Quimioterapia
○ Transplante de medula óssea
AULA 5 - LINFOMA NÃO-HODGKIN
● Definição
○ são neoplasias de linfócitos ou seus precursores que surgem como
consequencia de aberrações genéticas as quais influenciam sua proliferação e
diferenciação e capacidade para sofrer apoptose.
● Epidemiologia
○ 10-15% dos linfomas na infância
○ 3º lugar em frequencia relativa: LLA, Tumor do SNC e Linfomas
○ incidência aumenta depois dos 30 anos
● Classificação
○ Geral
■ Linfomas de Células T
■ Linfomas de células B
■ Linfomas de célula NK
○ Imunofenotipagem
■ originários de linfócitos maduros
■ originários de linfócitos imaturos
● Tipos mais comuns
○ Linfoma de Burkitt
■ mais comum em crianças (40% dos linfomas)
■ comum em adultos imunossuprimidos
■ incide 2x mais homens
■ pode ser africano/endêmico ou esporádico
(EUA/europa)
● Endêmico: crianças jovens,
envolvimento da mandíbula em
múltiplos quadrantes (70% em <5a),
associado ao EBV, malária ajuda na
infecção por EBV, presença de massas
abdominais que invadem mesentério e
omento, porém raras na FID,
acometimento mais frequente de SNC com pleocitose ou paralisia
de pares cranianos oftálmico e facial.
● Esporádico: massa abdominal (25% FID), frequente envolvimento
de estruturas retroperitoneais (rim, pancreas, ovário), comum
derrame pleural e ascite, raro SNC, CD10+, CD20+, TdT-. Ki67+
(100%), bcl2-, bcl6+
○ Linfoma T anaplásico
■ 3% dos LNH, 10-30% dos linfomas
de infância
■ citoplasma abundante -
pleomórfico, núcleo em ferradura,
múltiplos nucléolos,
pseudoinclusões citoplasmáticas
(invaginações na membrana
nuclear-donut cells), linfonodo
parcialmente ocupado - pode parecer metástase
■CD2+, CD3+, TdT-, CD15-, EMA+, CD30+ e ALK+/- (positivo mais
comum em jovens, melhor prognóstico)
○ Linfoma B de células grandes
■ 25-30% dos LNH no ocidente, países em
desenvolvimento
■ células médias a grandes, com padrão de
crescimento difuso
■ crescimento rápido de linfonodos ou massas
em sítios extranodais (+TGI)
■ ⅓ a ½ apresentam sintomas B
■ acometimento de MO em 16%
■ CD20+, CD45+, CD3-
○ Linfoma folicular
■ senguno LNH mais comum
■ linfoma indolente
■ derivado de linfócitos B dos centros
germinativos
■ 60 anos, feminino, estágio III ou IV
■ adeno e hepatoesplenomegalia (50%)
■ MO acometida em até 60%
■ 5-10% ao ano sofrem transformação
neoplásica para linfomas de alto grau
■ CD10+, bcl2+, CD23+/-, CD43-, CD5-,
CD20+
○ Linfoma MALT
■ associado a mucosa
■ 5% dos linfomas
■ linfoma primário indolente de mucosas
■ doença benigna inflamatória que
estimula a formação de tecido linfoide:
● gastrite crônica pelo H pylori
● tireoidite de Hashimoto
● Síndrome de Sjögren
■ CD5-, CD10-, CD20+, CD23-/+, ciclina
D1- e bcl2-
○ Linfoma de células do manto
■ originado de linfócitos B do centro
pré-germinal dos folículos linfáticos
primários ou na região do manto de
folículos linfáticos secundários
■ representa 2-10% de LNH
■ é 4x mais comum entre homens
■ idade média ao diagnóstico de 60 anos
■ CD5+, CD20+ e ciclina D1+

Mais conteúdos dessa disciplina