Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Nutrição Animal 
Doméstico 
 
 02 
 
 
 
1. Apresentação 4 
Introdução 5 
1.Diferenças entre Cães e Gatos 5 
 
2. Aspectos Nutricionais de Cães e Gatos em Crescimento
 9 
2.2.Gatos em Crescimento 12 
 
3. Comportamento Alimentar de Cães e Gatos 15 
3.1.Exigência Alimentar de Cães e Gatos 16 
3.2.Alimentos Funcionais 17 
3.3.Probióticos e Prebióticos 18 
3.4.Ácidos Graxos Polinsaturados 19 
3.5.Minerais Quelatados 21 
 
4. Tipos de Rações para Animais de Estimação 23 
4.1.Alimentos Úmidos 24 
4.2.Alimentos Semiúmidos 25 
Materiais Complementares 25 
 
5. Referências Bibliográficas 27 
 
 
 03 
 
 
 
 
 
 4 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
1. Apresentação 
 
 
Fonte: www.catster.com1 
 
rezado (a) aluno (a), 
Durante essa disciplina estuda-
remos sobre nutrição do animal do-
méstico, vamos falar sobre as dife-
renças entre cães, gatos e as suas fa-
ses de crescimento. 
No decorrer do processo de 
domesticação, isto é, quando a cria-
ção, cuidados e nutrição advieram a 
ser completamente controlados por 
seres humanos, os cães e os gatos de-
sempenharam distintas funções 
como fonte de alimento adjunta ao 
homem nômade, assim como a pro-
teção contra outros animais, além da 
caça de pragas, companhia e hoje em 
dia são estimados membros efetivos 
da família. 
Tantos os cães, assim como os 
gatos domésticos são membros da 
 
1 Retirado em www.catster.com 
ordem Carnívora, o que recomenda 
que as espécies se especializaram no 
costume alimentação em base de 
proteína animais e por isso propor-
cionam anatomia peculiar. Entre-
tanto, competem a diferentes ramos 
da ordem e, por conseguinte, herda-
rão diversos legados de preferências 
alimentares e conduta de seleção de 
alimentos. Por outro lado, a história 
evolutiva do cão recomenda uma di-
eta mais onívora por natureza, a his-
tória do gato recomenda que esta es-
pécie se alimentava uma dieta a base 
de carne no decorrer seu desenvolvi-
mento evolutivo. Tendo alguma dú-
vida, não deixe de encaminhar as 
suas perguntas ao setor pedagógico 
por meio do protocolo ou atendi-
mento aos alunos. Bons estudos! 
P 
 
 
5 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
Introdução 
 
Note que a permanência do 
gato com uma dieta altamente parti-
cularizada resultou em ajustamen-
tos metabólicos que se despontam 
como particularidades nas requisi-
ções nutricionais. Dessa forma, os 
alimentos disponibilizados pelo 
mercado proporcionam característi-
cas determinadas fundamental-
mente pelas diferenças nas requisi-
ções nutricionais e nos costumes ali-
mentares de cada uma destas espé-
cies. O entendimento das distinções 
interespécies é de seriedade prática, 
visto que determinados tutores (res-
ponsáveis) podem erroneamente 
confiar que gatos podem ser nutri-
dos como se fossem cães. O aumento 
nas pesquisas e estudos sobre nutri- 
ção nos últimos anos agenciou um 
maior entendimento sobre as preci-
sões nutricionais destes animais, e 
por conseguinte, existiu uma grande 
evolução na nutrição dos mesmos. 
Os alimentos, presentemente, 
procuram além de nutrir, a melhoria 
da saúde, bem estar e longevidade. 
Entretanto, com a ampla quantidade 
de alimentos comerciais prontos 
para a ingestão, com composições 
cada vez mais complexos, fazem com 
que os tutores estejam predispostos 
a cometerem outro erro primário no 
manobro alimentar: a superalimen-
tação. 
De forma simultânea, a maioria 
dos animais de companhia so-
fre com a humanização, vi-
vendo em espaços reduzidos 
culminados em ociosidade. 
Nesse caso, pode-se considerar 
que o grande problema nutrici-
onal em animais de companhia 
atualmente é um consumo de 
energia maior do que a de-
manda, o que pode ser compro-
vado pelos altos índices de obe-
sidade em ambas as espécies 
atualmente. Acredita-se que 
mais da metade da população 
pet nos Estados Unidos apre-
senta sobrepeso ou obesidade 
(Association for Pet Obesity 
Prevention, 2015). 
 
1. Diferenças entre Cães e 
Gatos 
 
Para compreender sobre nu-
trição e alimentação dos animais do-
mésticos é necessário saber essenci-
almente as diferenças nutricionais 
entre essas classes. 
 
Ambas as espécies são da classe 
Mammalia e a ordem Carní-
vora, mas de superfamílias dis-
tintas, sendo que o cão (Canis 
familiaris) pertence à moderna 
superfamília Canoidea e o gato 
à superfamília Feloidea (Felis 
catus). Na superfamília Canoi-
dea há famílias com hábitos ali-
mentares diversificados, a Ursí-
dae (ursos) e a Procionidae (te-
xugos) são onívoras, a Alurídae 
(pandas) são estritamente her-
bívoras e as carnívoras incluem 
a Canidae (cães) e a Mustelidae 
(doninhas) (Case et al, 2011).A 
superfamília Feloidea inclui fa-
mílias estritamente carnívoras: 
 
 
6 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
Viveridae (ginetas), Hyaenidae 
(hienas) e a Felidae (gatos) 
(OGOSHI, et al., 2015). 
 
Desse modo, um ponto em 
corriqueiro entre cães e gatos é que 
são animais como já vimos anatomi-
camente carnívoros, com dentes ca-
ninos bem adiantados, deficiência 
de amilase salivar, estômago bem 
desenvolvido e com pH duramente 
ácido competente a digerir proteínas 
e intestino grosso curto enfatizando 
baixa competência de fermentação e 
aproveitamento de carboidratos. 
Todavia, a história evolutiva 
do cão como já vimos aconselha uma 
dieta mais onívora por natureza, por 
outro lado, a história do gato reco-
menda que esta classe consumia 
uma dieta a base de carne por meio 
de seu desenvolvimento evolutivo. 
 
Atentar para as diferenciações 
nutricionais que ocorrem nas 
diversas fases da vida de um cão 
ou gato é uma importante ferra-
menta para garantir, entre ou-
tros pontos, a longevidade do 
animal em questão. De modo 
grosseiro, as variações nutricio-
nais são muito mais gritantes 
entre etapas fisiológicas distin-
tas que entre necessidades nu-
tricionais entre espécies dife-
rentes, em uma mesma etapa fi-
siológica. O crescimento é um 
dos Períodos mais críticos em 
termos nutricionais, sendo ne-
cessário cobrir todos os requisi-
tos dos animais para um bom 
desempenho e, ao mesmo 
tempo, evitar um supercon- 
 
sumo. Um subconsumo leva a 
quadros genéricos de perda de 
peso, problemas dermatológi-
cos, etc., enquanto que uma di-
eta desbalanceada pode levar a 
problemas específicos. Uma ali-
mentação caseira cuja base seja 
a carne bovina poderá conduzir 
a uma deficiência de cálcio com 
um quadro de osteodistrofia, 
maus aprumos, menor cresci-
mento e agravamento de dis-
plasia (em raças predispostas) 
(OGOSHI, et al., 2015). 
 
Por outro lado, o supercon-
sumo pode acarretar ainda a proble-
mas graves, especialmente nas raças 
grandes ou ainda gigantes. Ao con-
trário, na etapa adulta é importante 
advertir as condições nutricionais 
adaptando-se os mesmos conforme 
as mudanças no grau de atividade, 
raça, de temperatura local, entre ou-
tros fatores. 
 
Ao contrário dos países euro-
peus onde grande parte das ra-
ças criada é de caça (atividade 
média a pesada), no Brasil os 
cães normalmente são criados 
como animais de companhia 
(pouca atividade) ou guarda 
territorial (atividade leve a mé-
dia). A nutrição adequada nesta 
fase, a mais longa de todas as 
etapas fisiológicas, será deter-
minante em garantir saúde e 
longevidade ao animal. Na fase 
adulta o maior erro nutricional 
encontrado é o superconsumo 
de alimentos. Pesquisas sobre a 
população de cães e gatos leva-
dos às universidades ou clínicas 
veterinárias mostram que de 25 
a 33% dos cães e 25% dos gatos 
 
 
7 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
são obesos e 40% dos cães adul-
tos apresentam sobrepeso, con-
dição definida pelo excesso de 
peso entre 10 a 20 % do peso 
ideal. Esta porcentagem pode 
chegar até 75% em cães idosos 
(OGOSHI, et al., 2015). 
 
Logo, a obesidade também é 
um problema nutricional mais en-
contrado nas clínicas de pequenos 
animais e exibe uma firme tendência 
a um acrescenteprogressivo relacio-
nado a ampliação da população de 
animais domésticos em todo o 
mundo. Logo, os animais domésti-
cos de grandes centros urbanos es-
tão cada vez mais limitados em pe-
quenos espaços (apartamentos) e 
com isso levando uma vida sedentá-
ria, e a conjunção de três fatores; 
castração, a sua disposição grande 
quantidade de alimentos e manejo 
impróprio do proprietário, majora, 
em muito, o aparecimento da enfer-
midade. 
 
Nas fases de gestação e lactação 
as mudanças fisiológicas são 
imensas e rápidas, exigindo um 
manejo nutricional criterioso. 
Considerando a elevada produ-
ção de leite de uma cadela, em 
função do tamanho da ninhada, 
além do alto valor energético do 
leite, as necessidades energéti-
cas durante o período de lacta-
ção são bastante altas. Quando 
a cadela alcança o máximo de 
produção leiteira (entre a ter-
ceira e quarta semana de lacta-
ção), as necessidades energéti-
cas totais são da ordem de três 
a quatro vezes a necessidade de 
manutenção, dependendo do 
tamanho da ninhada. Já as ga-
tas acumulam reservas corpo-
rais durante a gestação; sendo 
mobilizadas durante a posterior 
lactação, entretanto é necessá-
rio um manejo nutricional ade-
quado para manutenção do 
crescimento adequado dos lac-
tentes e para evitar demasia 
perda corporal da lactante 
(OGOSHI, et al., 2015). 
 
Na caduquice a alimentação 
necessita tentar contornar ou dar 
apoio a sinais, tanto físicos bem 
como metabólico intrínsecos à 
idade, atenuar ou extinguir os sinais 
clínicos de enfermidades e nutrir um 
peso corporal adequado. Animais 
velhos exibem tendências à obesi-
dade, danos gustativos e problemas 
dentários, insuficiência renal crô-
nica, dificuldades hepáticas e cardí-
acos. 
 
Tomando-se como referência à 
vida média de um cão como 12 
anos e a de um gato como 14 
anos, a maioria dos cães e gatos 
é considerada geriátrica aos 
sete anos de idade, entretanto 
cães de raças gigantes podem 
ser considerados geriátricos aos 
cinco anos de idade, por apre-
sentarem uma vida média mais 
curta (em torno de 9 a 10 anos). 
Entretanto, a idade pela qual o 
paciente e considerado geriá-
trico sofre influências de fatores 
ambientais, sanitários e nutrici-
onais. O presente trabalho elu-
cida alguns aspectos nutricio-
nais relacionados às diferentes 
fases fisiológicas de cães e gatos 
(OGOSHI, et al., 2015). 
 
 
 
 
 
 
 9 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
2. Aspectos Nutricionais de Cães e Gatos em Cresci-
mento 
 
 
Fonte: anda.jor.br2 
 
e acordo com o NRC (2006) fi-
lhotes recém nascidos necessi-
tam de cerca de 25 Kcal/100g de PV. 
Sendo que os cães em crescimento 
precisam cerca de duas vezes mais 
força por unidade de peso corpóreo 
se comparados com os cães adultos 
da mesma raça. 
Todavia, uma redução para 
cerca de 1,6 vezes a energia de man-
tença é indicada quando o animal 
chega aos 50% do peso adulto e para 
1,2% este quando chega aos 80%. 
 
2 Retirado em anda.jor.br 
Esta diminuição é compensada pelo 
decaimento na energia imprescindí-
vel na idade adulta. 
 
Especialmente em cães de raças 
grandes e gigantes, o cresci-
mento ótimo (e não o máximo) 
é um importante fator para ga-
rantir o bom desenvolvimento 
ósseo. Recomendações para o 
desenvolvimento de raças gran-
des e gigantes estão na tabela 1. 
Os filhotes de raças grandes e 
gigantes devem ser alimenta-
dos conforme essas recomen-
dações. Modelos fatoriais são 
D 
 
 10 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
usados para calcular as exigên-
cias energéticas a partir de da-
dos do crescimento de filhotes e 
da composição corporal nos di-
versos estágios de crescimento 
e diferentes pesos corpóreos 
quando adulto (BORGE, 2009). 
 
O NRC 2006 coloca as estima-
tivas do peso em adultos, junto ao 
logaritmo neperiano (mais con-
forme os modelos não lineares de 
desenvolvimento animal – Brody, 
Richard, Logístico etc.). 
 
 
Fonte: (BORGE, 2009). 
 
Os mais novos em sua maioria 
nas espécies crescem ligeiramente e, 
respectivamente, tem um desenvol-
vimento igualmente rápido de seu 
esqueleto. 
 Note que as doenças esquelé-
ticas são mais corriqueiramente que 
se manifestas no mais novo e a 
maior parte delas são osteodistrofias 
[dys=mal+trophe=nutrição], visto 
que o acelerado acrescente da massa 
óssea requer a ingestão de quantida-
des apropriadas de proteína, ener-
gia, cálcio e fósforo, afora as vitami-
nas, tais como A e D, e componentes 
traço, como o cobre, para o desen- 
 
 
volvimento e mineralização do osso. 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (BORGE, 2009). 
 
Ao nascer, o esqueleto apendi-
cular da espécie canina, i.e., junto ao 
arcabouço esquelético da diáfise está 
aproximadamente modelado em sua 
totalidade por tecido ósseo. Nas ex-
tremidades dos ossos alongados, nas 
epífises, a cartilagem também recu-
pera a face articular e a metáfise. 
 
 11 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
 
Fonte: www.docsity.com 
 
É importante ainda considerar 
que o crescimento - tanto em 
comprimento como em peso ser 
completamente diferente em 
cães - adultos que variam de 
13cm de altura com 1Kg nas ra-
ças miniatura até cerca de 79 
cm de altura e mais de 90 kg nas 
raças gigantes.(Stockard 1941; 
Kirk 1966, citados por Richard, 
1996). O crescimento em com-
primento (ou altura do cão) tem 
de ser bem diferenciado do 
crescimento em peso corporal. 
Em muitos casos ambos se mis-
turam sem que se perceba, o 
que leva a uma certa confusão. 
A supernutrição (excesso de as-
similação de energia) em cães 
em crescimento pode ocasionar 
um excesso de peso relativo. 
Isto irá demonstrar um au-
mento na taxa de crescimento 
quando o peso corporal for o 
parâmetro utilizado para ava-
liar o crescimento (BORGE, 
2009). 
 
Contudo, se o desenvolvi-
mento longitudinal for estimado, 
não será notado acrescente na velo-
cidade de desenvolvimento depois a 
supernutrição. Ao contrário, a res-
trição de consumo de alimento em 
75% do nível aprovisionado ad libi-
tum irá diminuir o crescimento em 
analogia ao peso corporal, entre-
tanto não dissimulará a velocidade 
de desenvolvimento longitudinal 
(altura). Afora, os cães nutridos 
desta forma possuirão a mesma al-
tura dos cães nutridos ad libitum. 
Para asseverar a saúde destes cães 
de raça gigante é uma boa forma 
manter certa advertência (compa-
rando-se com valores ad libitum) de 
maneira que venha prevenir proble-
mas de desenvolvimento ósseo. 
 
Muito embora as mais impor-
tantes doenças do sistema oste-
oarticular clinicamente aborda-
das pelos médicos veterinários 
atualmente sejam de origem 
hereditária, o perfil de como es-
tas doenças evoluem podem ser 
modificadas de modo dramá-
tico. Uma maneira de influen-
ciar a manifestação fenotípica é 
através da nutrição. A supernu-
trição resultando em excesso de 
peso resulta em sobrecarga da 
imatura e não completamente 
formada cartilagem da articula-
ção coxofemoral e deste modo 
influencia o encaixe e a con-
gruência desta articulação. A 
supernutrição e o excesso de 
 
 
 
 
 12 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
peso deveriam, deste modo, ser 
evitados em cães de raças gran-
des ou gigantes em cresci-
mento. Uma vez que as necessi-
dades de energia estão relacio-
nadas com o peso metabólico e 
as necessidades de Ca estão re-
lacionados com o peso real em 
quilogramas, ainda existe um 
aumento da relação destas ne-
cessidades durante o cresci-
mento (BORGE, 2009). 
 
Por esse motivo, é importante 
que os veterinários avaliem não so-
mente a quantidade de Ca que está 
coevo na dieta, entretanto ainda cor-
relacioná-la com a densidade ener-
gética. Isto acontece se o rótulo de 
uma porção de ração para cães em 
desenvolvimento mostrar um nível 
de Ca menor do que encontrado no 
alimento de cães adultos. 
 
Filhotes não conseguem recu-
sar o Ca que é desnecessário e o 
Ca é um importante fator de 
risco na dieta relacionado a do-
enças do sistema osteo articulardurante o desenvolvimento de 
cães das raças grandes ou gi-
gantes. Os níveis de Ca devem 
ser e monitorados para não ex-
ceder a quantidade recomen-
dada por unidade de energia. O 
NRC (2006)0 cita que a exigên-
cia de proteína bruta para cres-
cimento de cães e gatos filhotes 
têm sido determinada primari-
amente usando ganho de peso e 
o balanço de nitrogênio como 
variável dependente. Fontes de 
proteínas mistas são utilizadas 
em dietas na prática e proteínas 
purificadas ou livres de amino- 
 
ácidos são utilizadas em dietas 
purificadas. Muitos experimen-
tos foram realizados antes que 
as exigências de aminoácidos 
essenciais estivessem determi-
nadas para ambas as espécies 
(BORGE, 2009). 
 
Não parece existir nenhuma 
decorrência mais grave de dietas um 
pouco abaixo das requisições de ni-
trogênio (afora uma pequena redu-
ção da taxa de crescimento), con-
tudo que apresentem todos os ami-
noácidos eficazes para desempenhar 
todas as colocações como cresci-
mento do tecido muscular e além de 
outras proteínas estruturais do or-
ganismo (a título de exemplo, argi-
nina satisfatório para o excelente 
funcionamento do ciclo da ureia, 
histidina satisfatório para acautelar 
catarata). 
 
Sob estas condições, se a restri-
ção energética ocorre junto à 
restrição proteica pode haver 
um aumento na longevidade 
em algumas raças de cães por 
auxiliar na prevenção de doen-
ças crônicas (por exemplo, ar-
trites e resistência à insulina) 
(Keally et al.,2002). 
 
2.2. Gatos em Crescimento 
 
Ainda de acordo com o NRC 
(2006) as publicações existentes 
para ingestão energética de gatos em 
desenvolvimento foram reavaliadas. 
Além do mais, um cálculo fatorial 
das requisições para desenvolvi-
mento foi realizado empregando os 
 
 13 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
dados de Stratmann (1988). Sendo 
que para os gatos recém nascidos, é 
considerada uma requisição de 
energia entre 20 e 25 Kcal por 100g 
de peso corporal. Para o cálculo de 
requisições depois do desmame, as 
informações foram acopladas e uma 
equação foi trabalhada para estimar 
a requisição de energia para o desen-
volvimento do peso corpóreo coevo 
e expectativa de peso maduro. 
 
Os dados usados para os cálcu-
los incluem um número de er-
ros. Por exemplo, publicações 
mais antigas utilizaram o fator 
de Atwater e consequente-
mente superestimaram a inges-
tão de energia metabolizável. 
Quando a ingestão de leite pe-
los filhotes foi determinada 
pela pesagem antes e após a 
mamada ou quando as dietas 
fornecidas foram pouco palatá-
veis, houve uma subestimação. 
Um desvio sistemático na mai-
oria dos dados para super ou 
subestimação é incomum. Por 
outro lado, a equação foi che-
cada contra dados de cresci-
mento e ingestão de energia 
(semana 10 a 19; Edtstadtler-
Pietsch, 2003) e a concordância 
foi satisfatória. Os filhotes pe-
sam 100-120 g ao nascimento e 
se desmamam com quase 2 me-
ses de idade pesando cerca de 
500 g. Após o desmame os fi-
lhotes seguem crescendo até al-
cançar o peso adulto aos 8-12 
meses. Os filhotes têm necessi-
dades específicas de cresci-
mento até que alcançam o peso 
adulto e essas necessidades se 
estimam mediante o método fa-
torial (4,8 kcal EM e 0.40 g PB 
por g de ganho). O nível de 
energia requerido pelos gati-
nhos é de 3,0-4,0 vezes as ne-
cessidades de adulto (70 
kcal/kg de peso) após o des-
mame, 1,75-2,0 aos 5 meses, e 
1,25-1,5 aos 7-8 meses (em que 
atingem o 80% do peso adulto). 
A relação ótima proteína/ener-
gia durante o crescimento dos 
filhotes é de cerca 75 g PB por 
1000 kcal EM (BORGE, 2009). 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (BORGE, 2009). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 15 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
3. Comportamento Alimentar de Cães e Gatos 
 
 
Fonte: akc.org3 
 
 base da ingestão alimentar é 
genética, onde os animais, de 
fato atribuem conceitos de consumo 
dos alimentos com apoio em seus 
antepassados e o momento de do-
mesticação. Em tempos longínquos 
os animais tragavam alimentos de 
um modo incerto, uma vez que a 
quantidade além disso era irregular, 
diferente nos dias de hoje manejos e 
formas alimentares. 
Ogoshi et al (2015) considera 
que: 
 
3 Retirado em akc.org 
cães e gatos são animais anato-
micamente carnívoros, pois 
apresentam caninos bem de-
senvolvidos, ausência de ami-
lase salivar, estomago bastante 
desenvolvido e extremamente 
ácido. Apesar disso, ressaltam 
que mesmo assim, pela própria 
história evolutiva do cão, a sua 
dieta tem característica mais 
onívora enquanto que a do gato 
indica uma dieta mais carní-
vora. Cães e gatos apresentam-
se como carnívoros, porém com 
hábitos e formas alimentares 
muitas vezes classificadas como 
de uma espécie onívora. Há um 
A 
 
 16 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
senso comum em dizer que os 
cães são classificados como car-
nívoros não restritos e os gatos 
como carnívoros restritos. 
 
3.1. Exigência Alimentar de 
Cães e Gatos 
 
Do mesmo modo que em uma 
dieta humana, a saúde dos cães de-
pende de uma nutrição correta e ba-
lanceada que contenha um largo 
conjunto de nutrientes para prover 
todas as precisões diárias, são eles: 
proteínas, gorduras, carboidratos, 
vitaminas, minerais e água. 
Além disso, é importante fri-
sas que a adição de ingredientes fun-
cionais como probióticos, fibras es-
peciais, que ajudam na saúde articu-
lar, entre outros, que agenceiam a 
saúde, bem-estar e cooperam para 
uma maior longevidade. 
 
Outro fator que se deve levar 
em conta na dieta dos cães é a 
idade e o estilo de vida, com o 
objetivo de promover um equi-
líbrio nutricional nas diferentes 
fases. Segundo o NRC (2006), 
os cães atletas ou muito agita-
dos geralmente necessitam de 
alimentos ricos em nutrientes 
com alto valor energético, já os 
castrados e sedentários preci-
sam ter a dieta adaptada ao es-
tilo de vida. O nível reduzido de 
atividade física precisa ser equi-
librado com uma alimentação 
de baixo teor calórico e de nu-
trientes especiais para apoiar 
esta condição (YABIKU, 2003). 
A falta ou excesso de nutrientes 
pode desequilibrar o sistema fi-
siológico do animal e predispor 
o organismo ao mau desenvol-
vimento corporal e constituição 
óssea, obesidade, alterações re-
produtivas, dentre outros 
(CARCIOFI, 2005). Uma ali-
mentação adequada ao cão fi-
lhote, por exemplo, propicia 
boas condições para sua saúde e 
consequentemente para seu de-
sempenho futuro (NETO, et al. 
2017). 
 
Entretanto, os gatos possuem 
predicados peculiares em relação ao 
modo e dieta, significando de ex-
trema importância uma atenção es-
pecífica quanto o nutrimento para 
afiançar uma melhor saúde e bem-
estar. 
Por causa do metabolismo pe-
culiar, estes animais contêm preci-
sões nutricionais díspares dos cães, 
como: maior requisição proteica; 
bem como do aminoácido arginina, 
da vitamina B6 e da niacina (conco-
mitantemente cerca de duas, três e 
quatro vezes maiores se comparado 
aos cães), bem como a ingestão de 
vitamina. Logo, pré-formada na di-
eta e complexidade em digerir car-
boidratos. 
 
Apesar dos gatos serem consi-
derados fisiologicamente carní-
voros por necessitarem de nu-
trientes específicos, os quais só 
são encontrados na carne; com 
o advento do avanço nas tecno-
logias de processamento dos 
alimentos, como a extrusão, é 
permissível o uso de ração na 
 
 17 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
alimentação dos felinos con-
tendo uma grande fração de 
carboidrato, porém respeitando 
o equilíbrio dos nutrientes 
(SILVA JÚNIOR et al., 2006). 
Vale ressaltar que os gatos não 
conseguem sintetizar o ácido 
araquidônico (um ácido graxo 
da família ômega 6) e o amino-
ácido taurina, sendo funda-
mental que estejam presentes 
na dieta. A alimentação quando 
filhote é de suma importância, 
pois é o período em que acon-
tece o desenvolvimento de to-
dos os tecidos e órgãos. Na fase 
adulta é necessário oferecer um 
alimento que contenha todos os 
nutrientesnecessários para o 
bom desenvolvimento e manu-
tenção do animal (NETO, et al. 
2017). 
 
3.2. Alimentos Funcionais 
 
Note que os alimentos funcio-
nais englobam tanto alimentos bem 
como os ingredientes que desempe-
nham as funções nutricionais bási-
cas ao serem consumidos, e vão 
além, produzindo resultados meta-
bólicos e/ou fisiológicos e/ou resul-
tados beneficentes à saúde. 
Estes alimentos evidenciam 
ser adequados para controlar fun-
ções corporais no sentido de ajudar 
no sistema imunológico, dando 
maior proteção contra doenças 
como câncer, osteoporose, patolo-
gias coronárias, entre outras. Logo, 
nutrição de cães e gatos, hoje em dia 
tem-se equiparado à alimentação 
dos humanos, com a acrescimento 
de ingredientes funcionais aos ali-
mentos. 
 
Esses alimentos são formulados 
ou modificados pela inclusão de 
fibras, prebióticos, probióticos, 
ácidos graxos polinsaturados e 
os minerais Fibras Em um pas-
sado não muito remoto, a im-
portância da fibra na alimenta-
ção de animais monogástricos 
era questionada, pois acredi-
tava-se que possuía função ape-
nas na formação do bolo fecal e 
na manutenção do trânsito in-
testinal, com efeitos sobre a di-
luição da energia e redução na 
digestibilidade dos demais nu-
trientes. Portanto, era conside-
rada apenas uma substância 
inerte nas rações de carnívoros 
e onívoros e a sua quantificação 
nos alimentos tinha o objetivo 
de estabelecer o limite máximo 
de inclusão de ingredientes 
(ROQUE et al., 2006). A fibra 
dietética apresenta dois concei-
tos um fisiológico e outro quí-
mico. O conceito fisiológico 
descreve a fibra dietética como 
indisponível para fonte energé-
tica, por ser um componente 
dos alimentos que não sofre hi-
drólise pelas enzimas digestivas 
dos mamíferos (NETO, et al. 
2017). 
 
Note que o conceito químico 
determina a fibra dietética como um 
polissacarídeo não amiláceo junto a 
lignina. Quanto às características fí-
sico-químicas, a fibra alimentar é 
desmembrada em insolúvel e solúvel 
em água. Sendo que as fibras insolú-
veis sofrem fermentação na flora in-
testinal de modo muito diminuído e 
 
 18 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
são responsáveis por acrescer e aju-
dar a formar a massa fecal, além de 
aumentar o peristaltismo intestinal. 
 
 
Fonte: aditivosingredientes.com.br 
 
Por outro lado, as solúveis en-
quadram como substrato para a fer-
mentação no cólon, eleva a viscosi-
dade do bolo alimentar e do mesmo 
modo diminuem o esvaziamento 
gástrico. 
 
Os principais ácidos graxos vo-
láteis (AGV) produzidos du-
rante a fermentação das fibras 
são o acetato, propionato e o 
butirato. O principal efeito di-
reto da produção de AGV rela-
ciona-se com a acidificação do 
cólon que contribui para evitar 
a proliferação em demasia de 
bactérias indesejadas. Animais 
que recebem fibras moderada-
mente fermentáveis apresen-
tam cólon com uma área maior 
e hipertrofia da mucosa, otimi-
zando a digestibilidade dos nu-
trientes (BORGES et al., 2011). 
O NRC (2006) não estabelece 
nenhuma recomendação com 
relação aos teores mínimos de 
fibra e nenhum limite que deve 
conter nos alimentos destina-
dos a cães e gatos. A grande 
maioria dos alimentos comerci-
alizados contém um teor entre 1 
e 4% da matéria seca, exceto os 
produtos com fins terapêuticos. 
A inclusão de fibra na dieta de 
cães é hoje reconhecida como 
necessária para a manutenção 
da saúde do trato gastrointesti-
nal, além da prevenção de do-
enças como o câncer de cólon 
(NETO, et al. 2017). 
 
Logo, apesar de poucos nutri-
cionistas analisarem a importância 
da fibra na nutrição, além de carní-
voros, já têm alimentos comerciais 
apresentando as fibras dentro dos 
parâmetros estudados. 
 
3.3. Probióticos e Prebióticos 
 
Note que as probióticos são 
microrganismos vivos acrescenta-
dos aos alimentos, que ao serem for-
necidos consecutivamente na dieta, 
afetam de modo benéfico o orga-
nismo animal no desenvolvimento 
da microbiota intestinal. 
Assim, são empregados a fim 
de prevenir infecções entéricas e 
gastrointestinais. Dessa forma, os 
microrganismos empregados como 
probióticos são complementares 
não patogênicos da flora microbiana 
normal, tais como as bactérias 
ácido-lácticas, junto as leveduras. 
Assim, esses microrganismos 
operam para desajudar a propaga-
ção da microbiota intestinal por mi-
crorganismos patogênicos bem 
como a Salmonela, Escherichia coli 
entre outros patógenos potenciais. 
 
 
 19 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
Estes microrganismos também 
sintetizam vitaminas, enzimas e 
ácidos graxos voláteis, que po-
dem ter efeito benéfico sobre a 
saúde gastrintestinal, e ajudam 
na absorção de nutrientes. Re-
sultados positivos são encon-
trados relacionados a utilização 
dos probióticos nas dietas de 
animais de produção. Feliciano 
et al. (2009) avaliaram os efei-
tos da suplementação de dois ti-
pos de probióticos para cães fi-
lhotes que receberam dois tipos 
de dieta, de alta e de baixa qua-
lidade, e verificaram que o pro-
biótico contendo Bifidobacte-
rium e Lactobacillus apresen-
tou efeitos positivos no trato 
gastrointestinal, principal-
mente quando administrado 
junto com dietas de menor qua-
lidade. Contudo, em se tratando 
de cães e gatos os efeitos são va-
riáveis e ainda não foram total-
mente comprovados. Outra 
problemática relaciona-se com 
a dificuldade no processa-
mento, pois os alimentos secos 
são extrusados e passam por al-
tas temperaturas por poucos se-
gundos (180°C) o que já é sufi-
ciente para matar os microrga-
nismos. Logo, os probióticos 
devem ser adicionados após a 
extrusão (NETO, et al. 2017). 
 
Desse modo, os prebióticos 
são oligossacarídeos não digeríveis 
no organismo animal, entretanto se-
rão seletivamente fermentados pe-
los microrganismos dentro do trato 
gastrintestinal (TGI) que podem es-
tar coevos nos ingredientes da dieta 
ou juntados a ela por meio de fontes 
exógenas concentradas. 
 
Fonte: br.pinterest.com 
 
O êxito desses compostos é de-
pendente da sua não hidroliza-
ção pelas enzimas digestivas, o 
que possibilita chegarem sem 
danos ao intestino grosso onde 
são fermentados pelos micror-
ganismos ali presentes. Os pre-
bióticos mais empregados na 
alimentação animal são os ma-
nanoligossacarídeos (MOS), os 
frutoligossacarídeos (FOS) e os 
glucoligossacarídeos (GOS). Se-
gundo Silva e Nornberg (2003), 
os prebióticos são compostos 
biologicamente seguros à saúde 
humana e animal, justificando 
o seu uso alternativo em substi-
tuição a antibióticos promoto-
res de crescimento. Entretanto, 
seus efeitos nem sempre são 
comprovados devido a vários 
fatores, tais como, composição 
química dos demais ingredien-
tes, dosagem usada ou estresse 
dos animais (NETO, et al. 
2017). 
 
3.4. Ácidos Graxos Polinsatu-
rados 
 
Note que os ácidos graxos são 
fontes energéticas de ampla impor-
 
 20 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
tância espécie de animais carnívo-
ros, assim como os cães e os gatos. 
Eles ainda têm importante função 
estrutural nos organismos vivos, na 
configuração de fosfolipídios, como 
composto pelas membranas celula-
res, são além disso cofatores enzi-
máticos, transportadores de elé-
trons, bem como os pigmentos fo-
tossensíveis, tais como ancoras hi-
drofóbicas para proteínas, afora 
agentes emulsificantes no trato di-
gestivo, ainda hormônios e por fins 
mensageiros intracelulares. 
 
Os ácidos graxos podem ser 
classificados como ácidos gra-
xos poli-insaturados, os quais 
são ácidos carboxílicos com ca-
deias hidrocarbonadas de com-
primento variado, contendo 
mais de uma dupla ligação, 
apresentando-se na forma lí-
quida em temperatura ambi-
ente, o que é favorável ao sis-
tema circulatório. Na dieta de 
cães e gatos é de suma impor-
tância suprir os ácidos graxos 
poli-insaturados denominados 
de Ômega 3 (Ácido alfa-linolê-
nico) e os Ômega 6 (Ácido Lino-
leico e Araquidônico), pois es-
ses ácidos são considerados es-
senciais, ou seja, oorganismo é 
incapaz de sintetizá-los. Além 
disso, os ácidos graxos linolei-
cos são precursores de vários 
ácidos graxos, sendo essencial 
para manter as estruturas apro-
priadas para as membranas, o 
crescimento normal, a manu-
tenção do estado da pele, como 
a regulação da permeabilidade 
da água, e o transporte de lipí-
deos pelo sangue. Já o ácido 
araquidônico é essencial, prin-
cipalmente para os gatos, na 
formação de eicosanóides, que 
afetam diretamente nas fun-
ções reprodutoras (NETO, et al. 
2017). 
 
Note que os cães possuem me-
canismos que conseguem transfor-
mar o ácido linoleico em araquidô-
nico ou ainda em gama-linolênico, 
desse modo fornecendo ácido lino-
leico em quantidades apropriadas, 
pode suprir as precisões de ácido 
araquidônico e gama-linolênico. 
Por outro lado, os gatos neces-
sitam uma fonte de ácido araquidô-
nico na dieta, porquanto carece ati-
vidade da enzima deltadesaturase, 
que é lançada pelas células do fí-
gado, do mesmo modo são incapazes 
de realizar conversões de ácido lino-
leico em araquidônico. 
 
De acordo com Case et al., 
(1998) gatas gestantes que não 
recebem ácido araquidônico 
apresentam alterações das pla-
quetas e trombocitopenia, po-
dendo ocasionar nos gatos tam-
bém ligeira mineralização dos 
rins, atraso no crescimento, de-
terioração na cicatrização de fe-
ridas, e desenvolvimento de le-
sões cutâneas. Estes ácidos gra-
xos são encontrados em óleos 
vegetais e estão presentes em 
níveis significativos em vísceras 
de animais e derivados de pei-
xes, de forma que seu conteúdo 
usual em alimentos comerciais, 
feitos a partir de ingredientes 
vegetais, carne e subprodutos 
de animais, são normalmente 
 
 21 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
baixos, mas suprem as exigên-
cias (NETO, et al. 2017). 
 
3.5. Minerais Quelatados 
 
 
Fonte: nutrye.com.br 
 
Temos que os minerais são a 
parte inorgânica da dieta, sendo em-
pregados pelo organismo como ele-
mentos estruturais, tais como por-
ções dos líquidos corpóreos e bem 
como eletrólitos cofatores de siste-
mas enzimáticos e por fim hormo-
nal. 
Os minerais podem ser versa-
dos como quelatados, isto é, são to-
dos os elementos formados por íons 
metálicos retirados por substâncias 
orgânicas, por exemplo os aminoáci-
dos, peptídeos ou complexos polis-
sacarídeos que liberam esses íons 
elevada disponibilidade biológica, 
elevada estabilidade e solubilidade. 
 
A maioria dos alimentos para 
cães e gatos fornecem os mine-
rais em sua forma simples (não 
quelatada), sendo assim a mai-
oria dos elementos minerais, 
para serem absorvido, devem 
fazer uma ligação iônica com os 
aminoácidos que se encontram 
livres no estômago e intestino, 
ou aqueles presentes na mem-
brana das células do trato intes-
tinal, assim frequentemente 
ocorrem competições de dife-
rentes minerais para se ligarem 
aos mesmos aminoácidos, con-
tudo impedindo que alguns mi-
nerais sejam absorvidos (BOR-
GES et. al., 2011). No entanto o 
uso de minerais quelatados nas 
dietas de cães e gatos diminuem 
os riscos da não absorção, pois 
entram no trato intestinal já li-
gados aos ligantes, assim o mi-
neral quelatado é absorvido 
pelo organismo e nele se man-
tém intacto, ou seja, as suas li-
gações com seus ligantes per-
manecem inalteradas (NETO 
et. al., 2017). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 
 
 23 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
4. Tipos de Rações para Animais de Estimação 
 
 
Fonte: www.clivepa.com.br4 
 
o Brasil a indústria de rações 
destinadas aos cães e gatos 
teve um crescimento satisfatório nos 
últimos anos. A produção do país 
passou de 1,15 para 1,93 milhões de 
toneladas somente entre os anos de 
2001 e 2009, respectivamente o que 
representou um aumento de 68% 
em apenas 8 anos. Até o princípio do 
século XX, a alimentação dos 
animais de estimação se restringia 
aos restos da alimentação de seu 
proprietário (NETO et. al., 2017). 
 
4 Retirado em www.clivepa.com.br 
Assim com o começo da 
produção de rações comerciais as 
alternativas nos comércios só têm se 
ampliado. Atualmente a maior parte 
dos proprietários de cães e gatos só 
mantêm seus animais com rações 
comerciais ao invés de dietas 
caseiras. 
A qualificação geral das rações 
comerciais para os animais de 
domésticos é feita conforme a 
fabricação, os processos de conser-
vação e a quantidade de umidade. 
N 
 
 24 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
Note que estas categorias abrangem: 
os alimentos secos, os enlatados e 
também os semiúmidos. 
 
Alimentos Secos Os alimentos 
secos ou desidratados 
destinados aos animais de 
estimação apresentam entre 6 e 
10% de umidade e 90% ou mais 
de matéria seca. Estes 
alimentos são vendidos sob a 
forma de biscoitos, farinhas, 
pedaços triturados e pellets 
expandidos e extrusados. Os 
alimentos comumente 
empregados incluem cereais 
em grãos, produtos de carne, 
aves ou peixes, alguns produtos 
lácteos e suplementos 
vitamínicos e minerais (CASE 
et al., 1998; WORTINGER, 
2009). Os carboidratos nestas 
dietas correspondem a mais de 
50% da formulação, sendo 
responsáveis por 30 a 60% da 
energia metabolizável (EM). A 
grande maioria das dietas 
produzidas no Brasil são 
extrusadas. Essas dietas apre-
sentam como maior vanta-gem 
sua facilidade de conservação, 
manuseio e custo (FORTES, 
2005). Ainda de acordo com 
Fortes (2005), o processo de 
conservação das dietas secas 
está relacionado à baixa 
umidade em conjunto aos 
antioxidantes, antifúngicos e 
acidificantes. Outro aspecto 
importante é o uso de 
embalagens adequadas, que 
impedem a entrada de água, 
oxigênio e luz no produto, 
prologando sua vida de 
prateleira (NETO et. al., 2017). 
 
Note que as rações secas 
possuem maior quantidade de 
nutrientes e energia por unidade de 
peso se comparadas com as que 
possuem maior conteúdo de 
umidade. Já a relação densidade 
calórica os alimentos secos 
proporcionam entre 3.000 e 4.500 
Kcal de EM/kg. Em questão de 
quantidade os alimentos produzidos 
para os gatos, têm uma densidade 
energética pouco maior se 
comparado com os cães. 
 
Uma das desvantagens dos 
alimentos secos relaciona-se 
com sua menor palatabilidade, 
especialmente os produtos com 
baixo percentual de gorduras 
ou com ingredientes de escassa 
digestibilidade. Mas nos 
últimos anos a indústria 
alimentícia de pets tem se 
preocupado, na busca por 
ingredientes de alta qualidade, 
com muito sabor e 
digestibilidade (CASE, et al., 
1998). 
 
4.1. Alimentos Úmidos 
 
As rações úmidas estão 
disponíveis no mercado de 
forma enlatada, em sachês e 
bandejas de plástico. O teor de 
umidade nestes alimentos varia 
entre 72 e 85%. Estas rações 
podem fornecer desde uma 
alimentação completa e 
equilibrada, servir como 
alimento suplementar ou 
petisco saboroso. Os alimentos 
úmidos de alta qualidade 
devem atender as exigências 
nutricionais do NRC 
(NATIONAL RESEARCH 
COUNCIL) e do WALTHAM 
 
 25 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
(CENTRE FOR PET NUTRI-
TION) (NETO, et al. 2017). 
 
Os alimentos mais usados na 
produção de rações úmidas contêm: 
carnes, carne automaticamente 
separada, como vísceras de frango, 
peixes, farinha de soja, amido de 
milho, pectinas, além de gomas 
entre outros. 
 
Os alimentos úmidos apresen-
tam entre 60 e 130 Kcal/100g 
enquanto que os alimentos 
secos por volta de 350-
Kcal/100g. Algumas das 
vantagens dos alimentos 
úmidos são: 
 Contribui para a manuten-
ção do balanço hídrico 
ótimo do organismo animal; 
 Textura ideal, é mais 
facilmente mastigado e 
engolido, principalmente 
por filhotes e animais 
idosos; e 
 Níveis próximos dos ótimos 
para a concentração de 
macronutrientes tanto para 
cães quanto para gatos 
(NETO et. al., 2017). 
 
4.2. Alimentos Semiúmidos 
 
Os alimentos semiúmidos 
proporcionam entre 15 e 30% de 
água, e os ingredientes habitual-
mente empregados são tecidos 
animais congelados ou frescos,cere-
ais, gorduras e açúcares sim-ples. 
Para conservação destas rações são 
usados umectantes como açúcares, 
sais e glicerol e outros conservantes. 
Por conterem elevada percen-
tagem de açúcares simples têm 
maior sabor e digestibilidade. 
Conquanto alimentos com teores de 
açúcares simples mais altos sejam 
mais atrativos para cães do que para 
os gatos. 
 
O conteúdo de EM dos ali-
mentos semiúmidos varia entre 
3.000 e 4.000Kcal/Kg de 
matéria seca. E com relação ao 
teor proteico estas rações apre-
sentam entre 20 e 28% e entre 
8 e 14% de gorduras, tomando 
como base a matéria seca 
(WORTINGER, 2009). O pro-
cesso de conservação destes 
produtos ocorre através de 
umectantes, antioxidantes, bai-
xo pH, antifúngicos e baixa 
umidade. Por causa destes 
quesitos as embalagens das 
rações semiúmidas são rela-
tivamente mais caras quando 
comparadas as das rações 
secas, pois as mesmas devem 
evitar a perda de água que 
prejudicaria a plasticidade e 
palatabilidade do produto 
(NETO et. al., 2017). 
 
Materiais Complementares 
 
Links “gratuitos” a serem 
consultados para um acrescenta-
mento no estudo do aluno de 
assuntos que não poderão ser 
abordados na apostila em questão: 
 
Veterinária e zootecnia 
Programa nutricional para cães e 
gatos 
Manual_pet_food_ed10 
https://vet.ufmg.br/ARQUIVOS/FCK/file/editora/caderno%20tecnico%2071%20dermatologia%20caes%20e%20gatos.pdf
https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/zootecnia/lucianohauschild/nutricao-caes-e-gatos.pdf
https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/zootecnia/lucianohauschild/nutricao-caes-e-gatos.pdf
http://abinpet.org.br/wp-content/uploads/2020/05/manual_pet_food_ed10_completo_digital.pdf
26 
 
 26 
27 
 
 
NUTRIÇÃO ANIMAL DOMÉSTICO 
27 
5. Referências Bibliográficas 
 
ASSOCIATION FOR PET OBESITY PRE-
VENTION (APOP). 2014 National Pet 
Obesity Awareness Day Survey: Cats and 
Dogs. Disponível em: http://www.petobe-
sityprevention.org/pet-obesity-fact-risks/ 
 
BORGE, Flávia Maria de Oliveira. ASPEC-
TOS NUTRICIONAIS DE CÃES E GATOS 
EM VÁRIAS FASES FISIOLÒGICAS Ani-
mais em Crescimento X Mantença X Ges-
tante X Idoso. I Curso de Nutrição de Cães 
e Gatos FMVZ- USP01 a 03 maio 2009. 
 
CASE, L.P.; CAREY, D.P.; HIRAKAWA, 
D.A. Nutrição canina e felina – Manual 
para profissionais. Madri: Harcourt Brace 
de España, 1998. 424p 
 
KEALLY, R.D.,LAWLER, D.F., BALLAM, 
J.M., LUST, G. Evaluation of the effect of 
limited food consumption on radiographic 
evidence of osteoarthritis in dogs. J. Am. 
Vet. Med. Assoc., v.217, n.11, p.1678-1680, 
2000. 
 
NATIONAL RESEARCH COUNCIL - 
NRC. Nutrient requirements of dogs and 
cats. Washington, D.C: National Academy 
Press, 2006. 
 
NETO, Ronaildo Fabino. et al. Nutrição de 
cães e gatos em suas diferentes fases de 
vida. Colloquium Agrariae, vol. 13, n. Es-
pecial, Jan–Jun, 2017, p. 348-363. 
 
OGOSHI, Rosana Claudio Silva, et al. Con-
ceitos básicos sobre nutrição e alimenta-
ção de cães e gatos. Ciência Animal, 25(1); 
64-75, 2015 – Edição Especial.
 
 02
8

Mais conteúdos dessa disciplina