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PARTES E PROCURADORES: 
Capacidade das Partes: A capacidade de ser parte no processo é reconhecida a qualquer 
pessoa física, jurídica ou ente despersonalizado, como espólios, massas falidas e 
condomínios, desde que devidamente representados. 
Capacidade processual: é a aptidão para praticar atos processuais, exige que a parte 
tenha plena capacidade civil, que é adquirida aos 18 anos. No entanto, mesmo incapazes 
podem ser partes, sendo representados por quem tenha essa capacidade. 
 Substituição Processual: A substituição processual é uma forma extraordinária de 
legitimação, onde uma pessoa age em nome próprio para defender o direito de outra, 
com autorização legal. Diferente da legitimidade ordinária, em que o autor é o titular 
do direito, na substituição processual, o autor defende o interesse de terceiros. O 
substituído pode participar como assistente litisconsorcial. 
 Sucessão Processual: Prevista no art. 110 do CPC, a sucessão processual ocorre 
quando uma das partes falece, sendo substituída pelo espólio ou sucessores. Isso 
pode acontecer tanto com o empregador quanto com o empregado, mantendo a 
continuidade do processo. 
 
Capacidade Postulatória: Em geral, a capacidade postulatória é reservada aos 
advogados. No processo trabalhista, no entanto, empregados e empregadores podem atuar 
em seu próprio nome sem a necessidade de advogado. De acordo com a CLT (art. 791), 
empregados e empregadores podem reclamar diretamente na Justiça do Trabalho e 
acompanhar seus processos até o fim. No entanto, conforme a Súmula 425 do TST, essa 
capacidade de atuação pessoal (jus postulandi) é restrita às Varas do Trabalho e Tribunais 
Regionais do Trabalho. Não se aplica a recursos para o TST, ações rescisórias, mandados 
de segurança e ações cautelares. A expressão "até o final" refere-se ao acompanhamento 
do processo até o segundo grau de jurisdição, podendo-se ajuizar a reclamação, 
comparecer às audiências, receber a sentença e interpor recurso ordinário para o TRT. 
 Representação de menores de 18 anos: O art. 793 da CLT determina que as 
reclamações trabalhistas de menores de 18 anos devem ser feitas por seus 
representantes legais. Na ausência deles, podem ser representados pela 
Procuradoria da Justiça do Trabalho, sindicatos, Ministério Público estadual ou 
curador nomeado pelo juiz. 
 
Litisconsórcio: acontece quando há mais de uma pessoa em um dos polos da ação. O 
litisconsórcio ativo ocorre quando há mais de um autor na ação, e o litisconsórcio passivo 
ocorre quando há mais de um réu. O art. 842 da CLT define requisitos específicos para o 
litisconsórcio ativo: as reclamações devem ser contra o mesmo empregador e sobre 
questões idênticas, como insalubridade ou periculosidade. 
 Litisconsórcio Inicial ou Ulterior: Inicial - é formado no início da ação, no 
momento do ajuizamento da demanda. Por exemplo, quando dois empregados 
ingressam com uma ação trabalhista juntos desde o início; Ulterior - é formado após 
o início da ação, durante o andamento do processo. 
 Litisconsórcio Simples ou Unitário: Simples - ocorre quando a decisão do juiz não 
precisa ser a mesma para todas as partes envolvidas. Ou seja, o resultado do 
processo pode ser diferente para cada um dos autores ou réus; Unitário - acontece 
quando, devido à natureza da relação jurídica, a decisão deve ser uniforme para 
todos os envolvidos. Um exemplo seria uma ação sobre a validade de um contrato 
que afeta todos os envolvidos de forma idêntica. 
 Litisconsórcio Facultativo ou Necessário: Facultativo - ocorre quando as partes 
podem, mas não são obrigadas, a litigar conjuntamente. Por exemplo, vários 
empregados podem optar por entrar com uma ação coletiva, mas também podem 
decidir agir individualmente; Necessário - acontece quando a lei exige que todas as 
partes envolvidas em uma determinada relação jurídica estejam no processo. Nesse 
caso, a citação de todos os interessados é obrigatória para que a decisão tenha 
validade. 
 
PROCEDIMENTOS PROCESSUAIS: 
O procedimento é a forma como o processo se desenrola. No processo do trabalho, 
existem três tipos principais de procedimento: comum ordinário, comum sumário e 
comum sumaríssimo. 
Procedimento Comum Ordinário: Regulado pelos artigos 837 a 852 da CLT, esse 
procedimento é aplicado a causas cujo valor supere 40 salários-mínimos. Em regra, “pode 
tudo”, e por isso é denominado como “procedimento comum” e o número de testemunha 
para cada parte é até 3. 
 
 
Procedimento Comum Sumaríssimo: Previsto nos artigos 852-A a 852-I da CLT, aplica-
se a causas individuais com valor de acima de 2 até 40 salários-mínimos. Nesse rito, que 
tende a ser mais célere, não se admite a administração pública direta e indireta como 
parte (exceto empresas públicas e S/A); não se admite citação por edital; em regra a 
audiência é UMA e o número de testemunha para cada parte é até 2. O prazo máximo 
para julgamento do processo é de 15 dias, podendo, se necessário, estender por mais 30 
dias. A apreciação de laudo pericial para as partes possui prazo comum de 5 dias. 
 
Procedimento Comum Sumário: Instituído pela Lei nº 5.584/70, aplica-se a causas 
trabalhistas com valor até dois salários-mínimos. Nesse procedimento, não é possível 
recurso, cabendo apenas em casos de violação constitucional (que, no caso, seria o 
Recurso Extraordinário).

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