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CURSO: ESCOAMENTO EM REGIME TRANSIENTE – UNIDADES DE CONTROLE AO GOLPE DE ARÍETE. ÍNDICE 1. TRANSIENTES HIDRÁULICOS – MECANISMO DO FENÔMENO. ................................... 7 1.1. Entendimento Geral do Escoamento Transiente e Pressões Geradas. ................. 7 1.2. Sistema: Reservatório e válvula (). ......................................................................... 11 1.2.1. Fechamento da Válvula. ................................................................................... 11 1.2.2. Duração da manobra de fechamento da válvula. ............................................ 13 2. TRANSIENTES HIDRÁULICOS – ENTENDIMENTO DO FENÔMENO _ EXPRESSÕES QUE TRADUZEM O TRANSITÓRIO HIDRÁULICO – MANOBRA DE VÁLVULA – CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO – PELO PROFESSOR EDMUNDO KOELLE. .............................................. 14 2.1. Entendimento do “Golpe de Aríete” – Regime transiente. .................................... 14 2.1.1. Transiente provocado por manobra no sistema. ............................................ 14 2.1.2. Transiente provocado por parada brusca no sistema de recalque. .............. 15 2.1.2.1. Afirmativas pertinentes. ................................................................................ 16 2.1.2.2. Tabela ilustrativa dos valores típicos a serem adotados no estudo hidráulico transiente. 17 2.2. Expressões / equações que traduzem o escoamento transitório. ........................ 18 2.2.1. Equação fundamental para o modelo rígido. .................................................. 18 2.3. Manobra de válvula – Sistema Reservatório e Válvula. ......................................... 20 2.3.1. Manobra linear de abertura da válvula. ........................................................... 20 2.3.1.1. Tempo de Resposta de dispositivos alimentadores de adutoras. ................. 20 2.3.1.2. Manobra de Válvula – Cálculo das pressões máximas extremas. ................ 24 2.3.1.3. Aplicação numérica. ..................................................................................... 27 2.4. Chaminé de Equilíbrio. ............................................................................................ 29 2.4.1. Analogia mecânica da Chaminé de Equilíbrio. ............................................... 29 2.4.1.1. Solução numérica elucidativa. ...................................................................... 32 3. TRANSIENTES HIDRÁULICOS – DEFINIÇÕES E PARÂMETROS NECESSÁRIOS A OBTENÇÃO DAS CONDIÇÕES OPERACIONAIS TRANSIENTES A QUE A INSTALAÇÃO ESTÁ SUBMETIDA. ................................................................................................................ 39 3.1. Definições e parâmetros relativos à instalação. .................................................... 39 3.1.1. Fórmula para o calcula da perda de carga “longitudinal” nas adutoras. ...... 39 3.1.2. Velocidade de uma onda de pressão. .............................................................. 40 3.1.3. Cargas sobre uma tubulação enterrada. ......................................................... 42 3.1.3.1. Cuidados básicos no assentamento da tubulação – Carregamento Permanente. .................................................................................................................. 42 3.1.3.2. Cuidados básicos no assentamento da tubulação – Carregamento Móvel. . 44 3.1.3.3. Cuidados básicos no assentamento da tubulação – Carregamento total sobre uma tubulação – Exemplo de cálculo. ................................................................. 48 3.1.4. Características de materiais das tubulações utilizadas no escoamento de fluidos (mais especificamente para água bruta, água tratada, esgoto sanitário). ...... 50 3.1.4.1. Materiais Termoplásticos e Materiais Termorrígidos. ................................... 50 3.1.4.2. Módulo de Elasticidade de materiais utilizados nas tubulações. ................... 51 3.1.4.3. Rigidez das tubulações utilizadas. ............................................................... 53 3.1.4.4. Propriedades dos Líquidos / Dimensões dos tubos de água fria. ................. 53 3.1.5. Características dos solos utilizados no reaterro de valas de assentamento de tubulações para o escoamento de fluidos (mais especificamente para água bruta, água tratada, esgoto sanitário). ..................................................................................... 55 3.1.5.1. Características dos solos – Peso específico - Resistência a Penetração – Deformidades – Módulo de Elasticidade – Módulo Reativo – Módulo de Poisson. ......... 55 4. TRANSIENTES HIDRÁULICOS – EXEMPLOS DE APLICAÇÃO. ................................... 58 4.1. CASO 1 - Estação de Recalque de Água Bruta – Instalação de Tanque Hidropneumático. ............................................................................................................... 58 4.1.1. Esquema Básico utilizado na Simulação Hidráulica. ..................................... 58 4.1.2. Trechos Característicos do Sistema de Recalque e Adução. ........................ 60 4.1.3. Velocidade da onda de pressão (celeridade). ................................................. 60 4.1.3.1. Tubulação em ferro fundido dúctil. ............................................................... 60 4.1.3.2. Tubulação em aço carbono. ......................................................................... 61 4.1.4. Operação Sem Equipamentos de Proteção..................................................... 61 4.1.4.1. Conclusão sobre a operação sem equipamentos de controle ao golpe de aríete. 63 4.1.5. Operação Com Instalação de Controle e Proteção ao Golpe de Aríete. ........ 64 4.1.5.1. Conclusão sobre a operação com a Instalação de Controle ao golpe de aríete. 66 4.2. CASO 2 - Estação de Recalque de Água Bruta – Instalação de Tanque de Amortização Unidirecional. ................................................................................................ 67 4.2.1. Esquema Básico utilizado na Simulação Hidráulica. ..................................... 67 4.2.2. Trechos Característicos do Sistema de Recalque e Adução. ........................ 69 4.2.2.1. Tubulação em ferro fundido dúctil. ............................................................... 69 4.2.3. Velocidade da onda de pressão (celeridade). ................................................. 70 4.2.3.1. Tubulação em ferro fundido dúctil. ............................................................... 70 4.2.3.2. Tubulação em PRFV. ................................................................................... 71 4.2.4. Condições Operacionais da adutora em PRFV quanto as cargas a que estará submetida. ....................................................................................................................... 72 4.2.4.1. Formulário utilizado. ..................................................................................... 73 4.2.4.2. Variação diametral da tubulação PRFV. ....................................................... 74 4.2.4.3. Variação diametral da tubulação PRFV. ....................................................... 74 4.2.5. Operação Com Instalação de Controle e Proteção ao Golpe de Aríete. ........ 75 ÍNDICE DE FIGURAS FIGURA: 1 - VARIAÇÃO DA CARGA JUNTO A VÁLVULA DURANTE O TRANSIENTE HIDRÁULICO AO LONGO DE UM TEMPO “T”. .................... 9 FIGURA: 2 - VISUALIZAÇÃO DO FENÔMENO DO FECHAMENTO COMPLETO E INSTANTÂNEO DA VÁLVULA (PRIMEIRO PERÍODO COMPLETO DO FENÔMENO: 4 L/A S). ......................................................................................................................................... 10 FIGURA: 3 - ILUSTRAÇÃO DO MECANISMO DO GOLPE DE ARÍETE. .............................................................................................. 12 FIGURA: 4 - TRANSIENTE HIDRÁULICO DE DURAÇÃO TT, PROVOCADO POR UMA MANOBRA REALIZADA NUM TEMPO TM, ANALISADA EM UMA SECÇÃO PARTICULAR DA INSTALAÇÃO1ρ =1,018E+02 Kgf.s2/m4; d : diâmetro interno da tubulação: d = 0,508 m (*); δ : espessura de ferro da parede da tubulação: δ = 7,0 E-3 m; E1: módulo de elasticidade volumétrica da água: E1 = 2,090E+08 Kgf/m2; E2: módulo de elasticidade volumétrica do ferro fundido dúctil: E2 = 1,750E+10 Kgf/m2. Relação: ε/D = 0,00049; Rugosidade absoluta considerada: ε = 0,25 mm (desconsiderado a superfície inicial das paredes internas do tubo; considerado o filme característico criado sobre superfície de cimento centrifugado após o período mínimo de cinco anos de operação); (*) considerada a espessura da argamassa de cimento centrifugado igual a 5,0 x 10-3 m. A análise hidráulica considerou o valor da velocidade da onda de pressão (celeridade): a = 1.011 m/s, para a adutora em ferro fundido dúctil, classe K7, DN700 (DE738), calculada através da expressão já apresentada, com os seguintes valores das variáveis da equação: 1ρ : massa específica da água a 20oC: 1ρ =1,018E+02 Kgf.s2/m4; d : diâmetro interno da tubulação: d = 0,709 m (*); δ : espessura de ferro da parede da tubulação: δ = 8,4 E-3 m; E1: módulo de elasticidade volumétrica da água: E1 = 2,090E+08 Kgf/m2; E2: módulo de elasticidade volumétrica do ferro fundido dúctil: E2 = 1,750E+10 Kgf/m2. Relação: ε/D = 0,00035; Rugosidade absoluta considerada: ε = 0,25 mm (desconsiderado a superfície inicial das paredes internas do tubo; considerado o filme característico criado sobre superfície de cimento centrifugado após o período mínimo de cinco anos de operação); (*) considerada a espessura da argamassa de cimento centrifugado igual a 6,0 x 10-3 m. 4.2.3.2. Tubulação em PRFV. A análise hidráulica considerou para o tubo de PRFV o valor da velocidade da onda de pressão (celeridade): a = 453,00 m/s, calculada através da expressão já apresentada, com os seguintes valores das variáveis da equação: 1ρ : massa específica da água a 20oC: 1ρ =1,018E+02 Kgf.s2/m4; d : diâmetro interno da tubulação: d = 0,516 m; δ : espessura da parede da tubulação: δ = 8,0 E-3 m; E1: módulo de elasticidade volumétrica da água: E1 = 2,090E+08 Kgf/m2; E2: módulo de elasticidade volumétrica do tubo PRFV: E2 = 1,500 E+9 Kgf/m2. Relação: ε/D = 0,00048; Rugosidade absoluta considerada: ε = 0,20 mm (desconsiderado a superfície inicial das paredes internas do tubo; considerado o filme característico criado sobre superfície lisa (PVC ou similar) após o período mínimo de cinco anos de operação). 4.2.4. Condições Operacionais da adutora em PRFV quanto as cargas a que estará submetida. Em função da adutora ser existente e em função do desconhecimento das reais condições de assentamento da tubulação. as dúvidas em respeito as limitações iniciais constatadas estão relacionadas a rigidez da tubulação (a rigidez é característica de relevância por estar relacionada ao módulo de elasticidade do material e ao momento de inércia da parede na direção transversal) que a condiciona a uma resistência menor às deformações relacionadas a cargas permanentes (peso do solo). Quanto as sobrecargas na superfície oriundas de cargas rolantes (tráfego de caminhões), a linha adutora está isenta em função de sua locação paralela e afastada da rodovia. Não há certeza da compactação mecânica de solo (granular) de confinamento para que fosse garantido o apoio lateral adequado e então necessário a equilibrar e inibir a deformação diametral da tubulação (deflexão do tubo flexível). Estes dois requisitos básicos do projeto para uma linha adutora por recalque, em PRFV: condições de assentamento (inclui os carregamentos externos da instalação mais o vácuo gerado no regime de escoamento transiente) e classe de rigidez, deveriam ser cuidadosamente estudados para a definição do projeto de engenharia. O tipo de solo e seu grau de compactação, principalmente no preenchimento lateral, possibilitariam um maior módulo reativo do solo; A conclusão da análise em observações aos dados apresentados é de que há naturalmente o risco de colapso da tubulação. Quanto a classe de pressão, considerado o trecho inicial em ferro fundido dúctil, não haveria riscos quanto a resistência da tubulação PRFV aos esforços longitudinais. A estimativa dos efeitos ocasionados na tubulação de PRFV a sua estabilidade nas condições operacionais mais prejudiciais, são apresentadas neste item; Foram consideradas as prováveis/possíveis condições inadequadas de reaterro (material e forma da compactação das camadas, desde o berço base da tubulação). 4.2.4.1. Formulário utilizado. O formulário utilizado para estimar a variação diametral da tubulação D Y∆ ocasionada pela carga de solo é a seguinte: ( )( ) ( )'.061,0.149,0/100.'... ESNWKPKD D Y L ++= ∆ _ Diâmetro interno da tubulação: Di= 0,516 m; _ Espessura da parede da tubulação: δ = 8,0 E-3 m; _ Diâmetro médio da tubulação: Dm= 0,524 m; _ Módulo de elasticidade volumétrica do tubo em PRFV: E = 1,471 E+10 Nf/m2. _ Fator de retardo de deflexão: DL = 1,0; _ Constante referente ao berço de assentamento: K = 0,1; _ Peso (específico) do solo sobre o tubo: w= 20.000,00 N/m3 (*); _ Altura de solo sobre a geratriz superior da tubulação: H (m); _ Pressão do solo sobre a tubulação: P = w . H ; _ Carga Rolante sobre o solo: W’ = 0,00 N/m2; _ Módulo de reação do solo: E’ = 13,729 E+05 N/m2; _ Rigidez da Tubulação: SN = 5.000,00 N/m2. (*) O peso específico natural não varia muito entre os diferentes solos. Situa-se entre: 19 a 20 kN/m3 e, por isto, quando não conhecido, é estimado como 20 kN/m3. 4.2.4.2. Variação diametral da tubulação PRFV. Os dados obtidos no cálculo da variação diametral da tubulação em PRFV são os seguintes: _ Para: H =1,00 m e vácuo zero: D Y∆ = = 5,2 %2,60 _ Para H =1,50 m e vácuo zero: D Y∆ = = 7,7 %3,90 _ Para H =1,00 m e vácuo = 2,00 mca: D Y∆ = = 9,8 %4,92 _ Para H =1,50 m e vácuo = 2,00 mca: D Y∆ = = 12,3 %6,23 4.2.4.3. Variação diametral da tubulação PRFV. Os limites para a deflexão do tubo em função das cargas a que está submetido devem ser respeitados para evitar o risco do colapso. Há que respeitar os limites em face do mecanismo de deflexão poder ser deteterminante para que o tubo, passando a uma forma de aproximadamente elíptica, chegue ao ponto em que a curvatura se reverte, e , a partir daí, qualquer aumento de carga provocará o movimento das paredes laterais do tubo (para dentro). Nesta situação o apoio lateral proporcionado pelo solo perde a sua função estrutural positiva. O colapso ocorrerá então associado ao deslocamento do prisma de solo situado sobre o tubo. O limite da deflexão do tubo em PRFV em operação nas condições apresentadas deve ser limitado a 4,0%. Não podem ser adicionadas então quaisquer cargas adicionais (váculo do escomento transiente ou cargas móveis). 4.2.5. Operação Com Instalação de Controle e Proteção ao Golpe de Aríete. A operação do Sistema de Recalque e Adução de Água Bruta foi projetada para a operação de Tanques de Amortização Unidirecional (TAUs) na adutora de PRFV e também na adutora em Ferro Fundido. A Adutora em PRFV DN500 PN4 SN5000 com seus dois TAUs existentes (TAUs Ex.N.01, TAU-Ex.N.02) e com a instalação projetada de mais sete TAUs: TAU-Proj.N.01, TAU-Proj.N.02, TAU-Proj.N.03, TAU-Proj.N.04, TAU-Proj.N.05, TAU-Proj.N.06 e TAU-Proj.N.07. O Sistema terá a operação também a operação da Adutora em FoFo DN500 JGS Classe K7 sendo protegida pelos TAUs existentes ( TAUS N.01 a N.06 ). As pressões extremas geradas pelo fenômeno do Golpe de Aríete são apresentas a seguir através de figuras a seguir. Figura: 30 – Sistema de Recalque e Adução de Água Bruta - Simulação da Operação em Regime Transiente - Profile: Adutora em PRFV - Adutora em FoFo DN500 JGS Classe K7 sendo protegida pelos seus TAUs existentes ( TAUS Ex.N.01 a Ex.N.06 ) - Adutora em PRFV DN500 PN4 SN5000 com seus dois TAUs existentes (TAUsEx.N.01, TAU-Ex.N.02), e com a instalação projetada de mais sete TAUs: TAU-Proj.N.01, TAU- Proj.N.02, TAU-Proj.N.03, TAU-Proj.N.04, TAU-Proj.N.05, TAU-Proj.N.06 e TAU-Proj.N.07 - Perfil do Terreno, Linha Piezométrica Efetiva (regime permanente) e Linha das Pressões Extremas do Escoamento em Regime Transiente. Figura: 31 – Análise em Regime Transiente – Operação do TAU existente N.01: Pressões e Vazões ao longo de 100,0 s do início do período transitório. Figura: 32 – TAUs Projetados com intalação junto a tubulação de PRFV – TAU-Proj.01-PRFV, TAU- Proj.02-PRFV, TAU-Proj.03-PRFV, TAU-Proj.04-PRFV, TAU-Proj.05-PRFV, TAU-Proj.06-PRFV e TAU- Proj.07-PRFV. 1. TRANSIENTES HIDRÁULICOS – MECANISMO DO FENÔMENO. 1.1. Entendimento Geral do Escoamento Transiente e Pressões Geradas. 1.2. Sistema: Reservatório e válvula (2F ). 1.2.1. Fechamento da Válvula. 1.2.2. Duração da manobra de fechamento da válvula. 2. TRANSIENTES HIDRÁULICOS – Entendimento do Fenômeno _ Expressões que Traduzem o Transitório Hidráulico – Manobra de Válvula – Chaminé de Equilíbrio – pelo Professor Edmundo Koelle. 2.1. Entendimento do “Golpe de Aríete” – Regime transiente. 2.1.1. Transiente provocado por manobra no sistema. 2.1.2. Transiente provocado por parada brusca no sistema de recalque. 2.1.2.1. Afirmativas pertinentes. 2.1.2.2. Tabela ilustrativa dos valores típicos a serem adotados no estudo hidráulico transiente. 2.2. Expressões / equações que traduzem o escoamento transitório. 2.2.1. Equação fundamental para o modelo rígido. 2.3. Manobra de válvula – Sistema Reservatório e Válvula. 2.3.1. Manobra linear de abertura da válvula. 2.3.1.1. Tempo de Resposta de dispositivos alimentadores de adutoras. 2.3.1.2. Manobra de Válvula – Cálculo das pressões máximas extremas. 2.3.1.3. Aplicação numérica. 2.4. Chaminé de Equilíbrio. 2.4.1. Analogia mecânica da Chaminé de Equilíbrio. 2.4.1.1. Solução numérica elucidativa. 3. TRANSIENTES HIDRÁULICOS – DEFINIÇÕES E PARÂMETROS NECESSÁRIOS A OBTENÇÃO DAS CONDIÇÕES OPERACIONAIS TRANSIENTES A QUE A INSTALAÇÃO ESTÁ SUBMETIDA. 3.1. Definições e parâmetros relativos à instalação. 3.1.1. Fórmula para o calcula da perda de carga “longitudinal” nas adutoras. 3.1.2. Velocidade de uma onda de pressão. 3.1.3. Cargas sobre uma tubulação enterrada. 3.1.3.1. Cuidados básicos no assentamento da tubulação – Carregamento Permanente. 3.1.3.2. Cuidados básicos no assentamento da tubulação – Carregamento Móvel. 3.1.3.3. Cuidados básicos no assentamento da tubulação – Carregamento total sobre uma tubulação – Exemplo de cálculo. 3.1.4. Características de materiais das tubulações utilizadas no escoamento de fluidos (mais especificamente para água bruta, água tratada, esgoto sanitário). 3.1.4.1. Materiais Termoplásticos e Materiais Termorrígidos. 3.1.4.2. Módulo de Elasticidade de materiais utilizados nas tubulações. 3.1.4.3. Rigidez das tubulações utilizadas. 3.1.4.4. Propriedades dos Líquidos / Dimensões dos tubos de água fria. 3.1.5. Características dos solos utilizados no reaterro de valas de assentamento de tubulações para o escoamento de fluidos (mais especificamente para água bruta, água tratada, esgoto sanitário). 3.1.5.1. Características dos solos – Peso específico - Resistência a Penetração – Deformidades – Módulo de Elasticidade – Módulo Reativo – Módulo de Poisson. 4. TRANSIENTES HIDRÁULICOS – EXEMPLOS DE APLICAÇÃO. 4.1. CASO 1 - Estação de Recalque de Água Bruta – Instalação de Tanque Hidropneumático. 4.1.1. Esquema Básico utilizado na Simulação Hidráulica. 4.1.2. Trechos Característicos do Sistema de Recalque e Adução. 4.1.3. Velocidade da onda de pressão (celeridade). 4.1.3.1. Tubulação em ferro fundido dúctil. 4.1.3.2. Tubulação em aço carbono. 4.1.4. Operação Sem Equipamentos de Proteção. 4.1.4.1. Conclusão sobre a operação sem equipamentos de controle ao golpe de aríete. 4.1.5. Operação Com Instalação de Controle e Proteção ao Golpe de Aríete. 4.1.5.1. Conclusão sobre a operação com a Instalação de Controle ao golpe de aríete. 4.2. CASO 2 - Estação de Recalque de Água Bruta – Instalação de Tanque de Amortização Unidirecional. 4.2.1. Esquema Básico utilizado na Simulação Hidráulica. 4.2.2. Trechos Característicos do Sistema de Recalque e Adução. 4.2.2.1. Tubulação em ferro fundido dúctil. 4.2.3. Velocidade da onda de pressão (celeridade). 4.2.3.1. Tubulação em ferro fundido dúctil. 4.2.3.2. Tubulação em PRFV. 4.2.4. Condições Operacionais da adutora em PRFV quanto as cargas a que estará submetida. 4.2.4.1. Formulário utilizado. 4.2.4.2. Variação diametral da tubulação PRFV. 4.2.4.3. Variação diametral da tubulação PRFV. 4.2.5. Operação Com Instalação de Controle e Proteção ao Golpe de Aríete.- MOSTRA DA VARIAÇÃO DAS PRESSÕES (CARGA) EM CADA INSTANTE. ...................... 15 FIGURA: 5 - TRANSIENTE HIDRÁULICO - ENVOLTÓRIA DAS CARGAS – PRESSÕES EXTREMAS QUE OCORREM NA INSTALAÇÃO. ...................................................................................................................................................... 16 FIGURA: 6 - TRANSIENTE HIDRÁULICO - MODELO RÍGIDO – VOLUME DE CONTROLE. ........................................... 18 FIGURA: 7 - SISTEMA SIMPLES - RESERVATÓRIO E VÁLVULA.................................................................................. 20 FIGURA: 8 - EVOLUÇÃO DAS VAZÕES PARA ABERTURA INSTANTÂNEA DE VÁLVULA. REPRESENTA GRAFICAMENTE A “RESPOSTA” DADA ATRAVÉS DA EQUAÇÃO 09. .................................................................................................. 23 FIGURA: 9 - SISTEMA RESERVATÓRIO E VÁLVULA – INSTANTE “T”. ........................................................................................... 25 FIGURA: 10 - MANOBRA “LINEAR DA VÁLVULA”. .................................................................................................................. 26 FIGURA: 11 - LINHAS DE CARGA EXTREMAS PARA AS MANOBRAS DE ABERTURA E FECHAMENTO DA VÁLVULA. ................................... 28 FIGURA: 12 - CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO COM ORIFÍCIO PARA DISSIPAÇÃO DE ENERGIA. .................................................................. 29 FIGURA: 13 - ANALOGIA ENTRE O MODELO MECÂNICO E HIDRÁULICO (COLUNA RÍGIDA). FECHAMENTO INSTANTÂNEO E COMPLETO DA VÁLVULA V. ............................................................................................................................................................ 31 FIGURA: 14 - INSTALAÇÃO DE BOMBEAMENTO COM “CHAMINÉ”. ............................................................................................ 33 FIGURA: 15 - MODELO PARA O EQUACIONAMENTO............................................................................................................... 33 FIGURA: 16 - VARIAÇÃO DO NÍVEL DE ÁGUA NA CHAMINÉ E DA VAZÃO NA ADUTORA (PRIMEIRA BOMBA É LIGADA). ........................... 37 FIGURA: 17 - VARIAÇÃO DO NÍVEL DE ÁGUA NA CHAMINÉ E DA VAZÃO NA ADUTORA (QUARTA BOMBA É LIGADA). ............................. 37 FIGURA: 18 - BASES INADEQUADAS PARA O ASSENTAMENTO DA TUBULAÇÃO. ............................................................................ 43 FIGURA: 19 - BASES ADEQUADAS PARA O ASSENTAMENTO DA TUBULAÇÃO. ............................................................................... 43 FIGURA: 20 - DEFORMAÇÃO DIAMETRAL DA TUBULAÇÃO PELA CARGA RECEBIDA. ........................................................................ 45 FIGURA: 21 - – BERÇO DE ASSENTAMENTO (AMANCO). ............................................................................................. 49 FIGURA: 22 - VARIAÇÃO DIAMETRAL DE 4,76 % PARA: SOLO COM PESO ESPECÍFICO DE 2.039,00 KGF/M3 – CARGA MÓVEL DE 0,70 KGF/CM2 – MÓDULO DE ELASTICIDADE DO TUBO: 28.150,00 KG/CM2 – MÓDULO REATIVO DO SOLO: 28,00 KGF/CM2 – RIGIDEZ DO TUBO: 68.647,00 N/M2. .................................................................................................................................... 50 FIGURA: 23 - VARIAÇÃO DIAMETRAL DE 2,60 % PARA: SOLO COM PESO ESPECÍFICO DE 2.200,00 KGF/M3 – SEM CARGA MÓVEL – MÓDULO DE ELASTICIDADE DO TUBO: 1,471E+10 N/M2 – MÓDULO REATIVO DO SOLO: 14,00 KGF/CM2 – RIGIDEZ DO TUBO: 5.000,00 N/M2. .................................................................................................................................................... 50 FIGURA: 24 – VISUALIZAÇÃO DO ESQUEMA BÁSICO UTILIZADO NAS SIMULAÇÕES HIDRÁULICAS – NOTAÇÃO DOS NÓS PRINCIPAIS NO PERFIL DA ADUTORA. ....................................................................................................... 59 FIGURA: 25 – SISTEMA DE RECALQUE E ADUÇÃO DE ÁGUA BRUTA – RESULTADO DA SIMULAÇÃO DA OPERAÇÃO EM REGIME TRANSIENTE SEM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO – PERFIL DO TERRENO, COTAS PIEZOMÉTRICAS E PRESSÕES EXTREMAS NA LINHA ADUTORA. ....................................................................... 62 FIGURA: 26 – SISTEMA DE RECALQUE E ADUÇÃO DE ÁGUA BRUTA – RESULTADO DA SIMULAÇÃO DA OPERAÇÃO EM REGIME TRANSIENTE SEM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO – DADOS DA PRESSÃO NA SAÍDA DO BARRILETE DE RECALQUE DA ESTAÇÃO. ...................................................................................................... 63 FIGURA: 27 – SISTEMA DE RECALQUE E ADUÇÃO DE ÁGUA BRUTA – RESULTADO DA SIMULAÇÃO DA OPERAÇÃO EM REGIME TRANSIENTE COM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO: INST. DE VASO DE PRESSÃO COM BEXIGAS OU TANQUE HIDROPNEUMÁTICO (ACION. POR COMPRESSOR DE AR): VOL.: 60,0 M3; RELAÇÃO VOL. ÁGUA/VOL. AR: 60/40% – PERFIL DO TERRENO, COTAS PIEZOMÉTRICAS E PRESSÕES EXTREMAS NA LINHA ADUTORA. ......................................................................................................................... 65 FIGURA: 28 – RESULTADO DA SIMULAÇÃO DA OPERAÇÃO EM REGIME TRANSIENTE COM EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO: VASO DE PRESSÃO COM BEXIGAS OU TANQUE HIDROPNEUMÁTICO (ACION. POR COMPRESSOR DE AR): VOL.: 60,0 M3; RELAÇÃO VOL. ÁGUA/VOL. AR: 60/40% – DADOS DE PRESSÃO NO PONTO DE LIGAÇÃO DO HT (HT DE 60,0M3) COM A ADUTORA. ........................................................................................ 66 FIGURA: 29 – VISUALIZAÇÃO DO ESQUEMA BÁSICO UTILIZADO NAS SIMULAÇÕES HIDRÁULICAS – NOTAÇÃO DOS NÓS PRINCIPAIS NA PLANTA DAS ADUTORAS. .................................................................................................. 68 FIGURA: 30 – SISTEMA DE RECALQUE E ADUÇÃO DE ÁGUA BRUTA - SIMULAÇÃO DA OPERAÇÃO EM REGIME TRANSIENTE - PROFILE: ADUTORA EM PRFV - ADUTORA EM FOFO DN500 JGS CLASSE K7 SENDO PROTEGIDA PELOS SEUS TAUS EXISTENTES ( TAUS EX.N.01 A EX.N.06 ) - ADUTORA EM PRFV DN500 PN4 SN5000 COM SEUS DOIS TAUS EXISTENTES (TAUS EX.N.01, TAU-EX.N.02), E COM A INSTALAÇÃO PROJETADA DE MAIS SETE TAUS: TAU-PROJ.N.01, TAU-PROJ.N.02, TAU-PROJ.N.03, TAU-PROJ.N.04, TAU-PROJ.N.05, TAU-PROJ.N.06 E TAU-PROJ.N.07 - PERFIL DO TERRENO, LINHA PIEZOMÉTRICA EFETIVA (REGIME PERMANENTE) E LINHA DAS PRESSÕES EXTREMAS DO ESCOAMENTO EM REGIME TRANSIENTE. ...................................................................................................................................................... 76 FIGURA: 31 – ANÁLISE EM REGIME TRANSIENTE – OPERAÇÃO DO TAU EXISTENTE N.01: PRESSÕES E VAZÕES AO LONGO DE 100,0 S DO INÍCIO DO PERÍODO TRANSITÓRIO. ........................................................................... 77 FIGURA: 32 – TAUS PROJETADOS COM INTALAÇÃO JUNTO A TUBULAÇÃO DE PRFV – TAU-PROJ.01-PRFV, TAU-PROJ.02-PRFV, TAU-PROJ.03-PRFV, TAU-PROJ.04-PRFV, TAU-PROJ.05-PRFV, TAU-PROJ.06-PRFV E TAU-PROJ.07-PRFV................. 78 ÍNDICE DE TABELAS TABELA 1 – MATERIAIS E SUAS CARACTERÍSTICAS: CLASSE, MÓDULO DE ELASTICIDADE, DIÂMETRO, PRESSÃO MÁXIMA EFETIVA (NORMAL), PRESSÃO MÁXIMA INCLUINDO A SOBRE PRESSÃO, NORMA PERTINENTE. ......... 17 TABELA 2 – CARACTERÍSTICAS DOS VEÍCULOS-TIPO (DNIT, 2006). ...................................................................... 44 TABELA 3 – TENSÃO VERTICAL NO SOLO PARA AS TRÊS ALTURAS DE RECOBRIMENTO DE SOLO PELA EQUAÇÃO DE WATKINS E ANDERSON. DESCONSIDERADA A RIGIDEZ DO SOLO DE ATERRO E DA BASE. ........................ 46 TABELA 4 – TENSÃO VERTICAL NO SOLO PARA AS TRÊS ALTURAS DE RECOBRIMENTO DE SOLO PELA EQUAÇÃO DE WATKINS E ANDERSON (DESCONSIDERADA A RIGIDEZ DO SOLO DE ATERRO E DA BASE) E PELA MODELAGEM HIDRÁULICA (CONSIDERADA A RIGIDEZ DO SOLO DE ATERRO E DA BASE). ................................ 46 TABELA 5 – PARÂMETROS DA TUBULAÇÃO E DO SOLO, ENSAIADOS. ..................................................................... 47 TABELA 6 – DEFORMAÇÃO DA TUBULAÇÃO DE AÇO DE DE=508 MM PARA DIFERENTES ESPESSURAS DE PAREDE DO TUBOE ALTURAS DE RECOBRIMENTO. ......................................................................................................... 47 TABELA 7 – VALORES DA CONSTANTE K [ K = F (ÂNGULO DE ASSENTAMENTO) ]. ................................................ 48 TABELA 8 – PESO (MASSA) DE DIFERENTES TIPOS DE SOLO. .................................................................................. 49 TABELA 9 – CLASSIFICAÇÃO DOS TUBOS TERMOPLÁSTICOS E TERMORRÍGIDOS. .................................................. 51 TABELA 10 – MÓDULO DE YOUNG E COEFICIENTE DE POISSON PARA OS MATÉRIAIS DAS TUBULAÇÕES – WYLIE E STREET, 1993). ................................................................................................................................................. 52 TABELA 11 – MÓDULO DE ELASTICIDADE DE MATERIAIS UTILIZADOS NAS TUBULAÇÕES – FONTE: WWW- GMAP.MECANICA.UFRGS.BR/SUMULAS/ENG03005.HTML. ............................................................................... 52 TABELA 12 – MÓDULO DE ELASTICIDADE DE MATERIAIS À TEMPERATURA AMBIENTE – CALLISTER, 2002; ASKELAND & PHULÉ, 2003. .............................................................................................................................. 52 TABELA 13 – PROPRIEDADES DE ALGUNS LÍQUIDOS A 25OC E PRESSÃO ATMOSFÉRICA – WYLIE E STREET, 1993).................................................................................................................................................................. 54 TABELA 14 – DIMENSÕES BÁSICAS DE TUBOS DE ÁGUA FRIA – SOLDÁVEL – NBR5648. - AMANCO-2014. ...... 54 TABELA 15 – CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS – TIPO DE SOLO NAS APLICAÇÕES ENTERRADAS – ABNT NBR 6484 E ENSAIO CONFORME ABNT NBR 12770. ...................................................................................................... 55 TABELA 16 – AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS DE RESISTÊNCIA E DEFORMABILIDADE EM FUNÇÃO DO SPT (CORRELAÇÕES EMPÍRICAS). GEOTECNIA DE FUNDAÇÕES: PROF.: M. MARAGON. ...................................... 56 TABELA 17 – MÓDULO REATIVO DO SOLO (E’) EM FUNÇÃO DO GRAU DE COMPACTAÇÃO EM RELAÇÃO AO PROCTOR NORMAL – MATERIAL COM FINOS E SEM FINOS – TABELA A. .......................................................... 56 TABELA 18 – MÓDULO REATIVO DO SOLO (E’) EM FUNÇÃO DO GRAU DE COMPACTAÇÃO EM RELAÇÃO AO PROCTOR NORMAL – MATERIAL COM FINOS E SEM FINOS – TABELA B. .......................................................... 57 1. TRANSIENTES HIDRÁULICOS – MECANISMO DO FENÔMENO. 1.1. Entendimento Geral do Escoamento Transiente e Pressões Geradas. O entendimento do regime transiente é hoje já uma condição necessária ao técnico responsável pela operação dos Sistemas de Adução. Vários estudos atuais foram feitos, incluindo estudos com a calibração e visualização do fenômeno, mas o entendimento e o cálculo associado ao escoamento dado pelos autores antigos consagrados devem ser mantidos e ainda validados (Parmakian e Outros). O Estudo da operação, principalmente de um Sistema de Recalque e Adução de Água em Regime Transiente, deve ser elaborado objetivando identificar as pressões máximas e mínimas geradas neste escoamento irregular, neste caso originado pela parada não programada das bombas da Estação de Bombeamento de Água (parada ocasionada pela falta de energia elétrica de alimentação dos motores). Após a parada brusca das bombas há a ocorrência imediata da depressão inicial pela redução da velocidade do escoamento até o momento do fechamento rápido da válvula de retenção da linha de recalque; O fechamento quase imediato da válvula de retenção é uma ação operacional necessária de modo a evitar danos nas instalações de bombeamento, mas proporciona a variação brusca da velocidade do escoamento, ação geradora do chamado “golpe de aríete”; mas ainda, caso o fechamento da válvula seja retardado, a elevação da pressão na válvula de retenção é maior, podendo atingir, por exemplo 2,5 vezes a pressão normal (1). Para o entendimento do “golpe de aríete” há que considerar que existe a ocorrência de uma onda de pressão resultante do fechamento da válvula. Para um entendimento do fenômeno que ocorre é mais fácil a visualização do fechamento da válvula tendo a montante a linha adutora e o alimentador (reservatório). 1 (Parmakian, John - Análise do Golpe de Aríete - Colorado.. Conforme a literatura (2), “após o fechamento da válvula ocorrerá a transformação da energia cinética do líquido em “energia de pressão” quando a primeira camada de líquido encontrando a válvula fechada deixa de escoar e, a segunda camada logo após irá sofrer a influência da manobra da válvula e assim sucessivamente para as outras camadas. É originado então uma perturbação (para as camadas de fluido) que se propaga para montante com uma determinada velocidade “a” (celeridade ou velocidade da onda de pressão), deixando para trás o líquido perturbado, enquanto a sua frente, o líquido escoa como se nada tivesse ocorrido na instalação, porque a perturbação ainda não alcançou este ponto. Se a tubulação tem um comprimento L (m) e a perturbação se propaga com a velocidade “a” (m/s), então toda a tubulação ficará perturbada em L/a (s) após o fechamento da válvula, pois este é o tempo necessário para que a perturbação que se origina na válvula atinja o outro extremo, o reservatório; A análise da perturbação (“perturbação de pressão”) indica a origem da variação da carga H∆ , V g aH ∆−=∆ . , sendo “g” a aceleração da gravidade (m/s) e V∆ a variação da velocidade (m/s). A variação da carga H∆ percorre o tubo no sentido inverso ao escoamento com velocidade de “a” m/s; a velocidade atrás da onda passa a ser aquela final, após a manobra (sendo zero se o fechamento for total), o tubo se expande e a densidade da água aumenta. A onda atinge o final da linha adutora (reservatório), é refletida e se propaga em direção à válvula. Os ciclos se completam e a tubulação é então submetida a ondas de sobre pressão e depressão. Se num instante tem-se a linha piezométrica transitória corta o perfil topográfico da tubulação irá ocorrer o vácuo transiente no seu interior com os riscos de haver o seu colapso estrutural: Para uma depressão excessiva tal que a pressão transitória atinja o valor de vapor ocorrerá a vaporização localizada do líquido e o fenômeno de cavitação acarretará a formação de uma cavidade de 2 John Parmakian; Edmundo Koelle.. vapor no interior, separando as colunas líquidas (fenômeno chamado de separação das colunas líquidas). As colunas líquidas separadas tenderão a se fechar, com choque na fase seguinte do fenômeno transitório acarretando neste local sobrepressões elevadas que irão se propagar nos dois sentidos a partir do ponto de reunião; A perturbação atingirá a válvula em a L2 segundos após o fechamento completo e instantâneo da válvula. Há então uma inversão no sentido do escoamento junto ao reservatório. O fenômeno é periódico e seu período é igual a a L4 segundos; A existência do atrito provocará o amortecimento da perturbação, com o aspecto aproximado do apresentado na figura seguinte”. Figura: 1 - Variação da carga junto a válvula durante o transiente hidráulico ao longo de um tempo “t”. Figura: 2 - Visualização do fenômeno do Fechamento Completo e Instantâneo da Válvula (primeiro período completo do fenômeno: 4 L/a s). 1.2. Sistema: Reservatório e válvula (3). 1.2.1. Fechamento da Válvula. O regime de escoamento hidráulico ocorre com uma abertura existente na válvula, ocorrida no tempo “T”. Assim fica definido o escoamento em regime permanente com uma velocidade constante “V” e um somatório de Perdas de carga igual a H(t=0) – H(t=T). → Inicia o regime transiente com o fechamento total brusco da Válvula. Nesta condição há uma compressão de uma lâmina 1 “fictícia em tamanho” e a sua energia de velocidadeé convertida em energia de pressão, ocorrendo, simultaneamente, a distensão do tubo e esforços internos na lâmina (deformação elástica). O mesmo acontecerá em seguida com as lâminas 2, 3, 4, …etc., propagando-se uma onda de pressão até a lâmina n, junto ao Reservatório. → A lâmina n, em seguida, devido aos esforços internos e à elasticidade do tubo, tende a sair da canalização em direção ao reservatório, com velocidade –V, o mesmo acontecendo sucessivamente com as lâminas n -1, n -2,…, 4, 3, 2, 1. No período 𝑇𝑇 = 2𝐿𝐿 𝐶𝐶 a lâmina 1 ficará com sobre pressão. _ C: Velocidade de propagação da onda de pressão (celeridade). Há a tendência da água sair da tubulação pela extremidade superior (reservatório). Como a extremidade do tubo está fechada (Válvula), haverá uma depressão interna. Nestas condições, -V é convertida em uma onda de depressão. → Devido à depressão na canalização, a água tende a ocupa-la novamente, voltando as lâminas de encontro ao registro, desta vez com a velocidade V, e assim por diante. O atrito existente no escoamento ao longo da tubulação tende a frear o escoamento transiente, e assim contribui para o amortecimento dos golpes sucessivos. 3 Universidade Federal do Ceará – Departamento de Engenharia – Hidráulica Aplicada _ Prof. Raimundo N. T. Costa. Figura: 3 - Ilustração do mecanismo do golpe de aríete. n2 NA H R carga H1 carga H2 L 1 2 V 1234 n n1 H (t= T) t=T t=0 H (t= 0) 1.2.2. Duração da manobra de fechamento da válvula. O tempo t de fechamento da válvula pode ser maior, igual ou menor que o tempo T, que é o Período da tubulação. → Uma manobra é dita RÁPIDA quando 𝑡𝑡 ≤ 𝑇𝑇 = 2𝐿𝐿 𝐶𝐶 (o tempo de fechamento da válvula é menor que o período da tubulação). → Uma manobra é dita LENTA quando 𝑡𝑡 > 𝑇𝑇 = 2𝐿𝐿 𝐶𝐶 (o tempo de fechamento da válvula é maior que o período da tubulação. 2. TRANSIENTES HIDRÁULICOS – Entendimento do Fenômeno _ Expressões que Traduzem o Transitório Hidráulico – Manobra de Válvula – Chaminé de Equilíbrio – pelo Professor Edmundo Koelle. Este item tem base nos documentos, cursos e conversações feitas com o professor Edmundo Koelle (4). Koelle tem, além do reconhecimento técnico mundial pelos seus trabalhos nesta área, o agradecimento eterno de seus “alunos”. É o mestre brasileiro incentivador dos estudiosos na área de projeto e operação de sistemas hidráulicos, mais precisamente no entendimento do fenômeno do “golpe de aríete” gerado no transiente hidráulico. 2.1. Entendimento do “Golpe de Aríete” – Regime transiente. O termo “golpe de aríete” é usado como sinônimo do transiente hidráulico se for considerado no escoamento a elasticidade da tubulação e a compressibilidade do fluido. A definição de regime transiente foi dada por Koelle (1982), como sendo uma situação de escoamento entre duas condições extremas, inicial e final, do regime permanente. 2.1.1. Transiente provocado por manobra no sistema. Um transiente hidráulico de duração TT, provocado por uma manobra realizada num tempo TM, é analisada em cada secção da instalação (eixo X), objetivando buscar as pressões e as velocidades em cada instante, conforme a figura seguinte. 4 Participação primeira: Curso “Regimes transitórios em Pressão” – curso intensivo dado pelo professor Edmundo Koelle em São Paulo, no ano de 1984. Figura: 4 - Transiente Hidráulico de duração TT, provocado por uma manobra realizada num tempo TM, analisada em uma secção particular da instalação - Mostra da variação das pressões (carga) em cada instante. 2.1.2. Transiente provocado por parada brusca no sistema de recalque. Há que determinar as cargas máximas “HM” e as cargas mínimas “Hm” em cada ponto da instalação, e assim criar o traçado das envoltórias das cargas. A observação conjunta com o perfil topográfico da instalação e as pressões extremas “PM (X)” e “Pm (X)” ocasionadas pela parada brusca da unidade de recalque e adução (que provocou o transiente hidráulico) possibilita a verificação da adequabilidade das estruturas. Vide figura seguinte. Os valores extremos das cargas indicadas na figura seguinte não ocorrem simultaneamente em todas as secções. Figura: 5 - Transiente Hidráulico - Envoltória das cargas – Pressões extremas que ocorrem na instalação. 2.1.2.1. Afirmativas pertinentes. No fechamento da válvula de retenção, a bomba e o trecho de adução dela até a válvula de bloqueio ficarão submetidos à pressão correspondente a pressão de “shut-off” da bomba. Se ocorrer em algum ponto da tubulação uma pressão igual a pressão de vapor do líquido em escoamento, deverão ser tomadas as precauções necessárias para evitar a separação das colunas líquidas. Se não for possível deverão ser consideradas as possibilidades da instalação de unidade de proteção para limitar o aumento da pressão que se daria com o choque da rejunção das colunas separadas. A válvula de retenção instalada é admitida com o fechamento imediato quando é iniciado o refluxo. Uma situação de emergência pode ser originada numa instalação de bombeamento, geralmente por falha operacional dos equipamentos de controle de pressão, como: _ Válvula de alívio inoperante. _ Válvula de retenção não fecha no instante do início do refluxo. _ Operação de reservatório hidropneumático com volume mínimo de ar. Para uma emergência como indicada, o colapso da estrutura deve ser prevenido com um coeficiente de segurança igual a 1,5. A duplicação dos equipamentos operando em situações normais elimina a ocorrência da situação emergencial, pois podemos admitir que na falha operacional do equipamento principal, ocorrerá a operação do equipamento reserva. 2.1.2.2. Tabela ilustrativa dos valores típicos a serem adotados no estudo hidráulico transiente. Tabela 1 – Materiais e suas características: classe, módulo de elasticidade, diâmetro, pressão máxima efetiva (normal), pressão máxima incluindo a sobre pressão, norma pertinente. 2.2. Expressões / equações que traduzem o escoamento transitório. As expressões básicas que traduzem o comportamento transitório do escoamento de um líquido no interior de uma tubulação considerando a integração com as condições iniciais (t = 0) e as condições de contorno: f1(Q,H), ..., com as funções : p(x,t) ou H(x,t) e V9x,t) ou Q(x,t). 2.2.1. Equação fundamental para o modelo rígido. A análise é feita sobre um volume de controle ( ¥C) numa tubulação de área transversal “A”, na qual se verifica um transitório hidráulico. O escoamento é positivo da direção “x”, a inclinação “alfa” é positiva no sentido ascendente. A massa específica do “ᵨ” líquido e a área “A” da secção transversal da tubulação, são constantes. Figura: 6 - Transiente Hidráulico - Modelo Rígido – Volume de Controle. Equação 01: Equação fundamental do modelo rígido (satisfaz também o regime permanente). 𝜕𝜕𝜕𝜕 𝜕𝜕𝜕𝜕 + 1 𝑔𝑔 𝐴𝐴 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑡𝑡 + 𝑓𝑓 2𝑔𝑔 𝐷𝐷𝐴𝐴2 𝑑𝑑 |𝑑𝑑| = 0 A equação traduz o comportamento transitório do escoamento de um líquido numa tubulação rígida com a instalação (nas extremidades) de dispositivos como chaminé de equilíbrio, reservatório hidropneumático, que definirão as cargas extremas na tubulação. A integração da equação fundamental, num dado instante t, ao longo do conduto de comprimento “L”, em que é a secção de montante e (2) é a secção de jusante, fornece: 𝜕𝜕2 − 𝜕𝜕1 + 𝐿𝐿 𝑔𝑔 𝐴𝐴 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 + 𝑓𝑓𝐿𝐿 2𝑔𝑔 𝐷𝐷𝐴𝐴2 𝑑𝑑 |𝑑𝑑| = 0 (Equação 02) A equação é diferencial ordinária nas incógnitas H2, H1, Q, que para determinadas condições especiais forma as equações de contorno nos extremos de montante e jusante para a obtenção de H1(t), carga a montante H2(t), carga a jusante e Q(t), a vazão na tubulação. 2.3. Manobra de válvula – Sistema Reservatório e Válvula. 2.3.1. Manobra linear de abertura da válvula. 2.3.1.1.Tempo de Resposta de dispositivos alimentadores de adutoras. Exemplo ilustrativo: Iniciação do escoamento. Qual o tempo necessário para se estabelecer a vazão final Q0 no conduto de comprimento L, diâmetro D, área A, quando a válvula é aberta instantaneamente no extremo da adutora. No outro extremo, o reservatório permanece com o nível constante, conforme a figura seguinte. Figura: 7 - Sistema Simples - Reservatório e Válvula. _ No tempo t = 0: Q = 0. _ No tempo t = T: Q = Q0. t=0 H 2 1 2 t=T carga H1 carga H2 L NA H R Equação aplicável: Equação 02 𝜕𝜕2 − 𝜕𝜕1 + 𝐿𝐿 𝑔𝑔 𝐴𝐴 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑡𝑡 + 𝑓𝑓𝐿𝐿 2𝑔𝑔 𝐷𝐷𝐴𝐴2 𝑑𝑑 |𝑑𝑑| = 0 _ Condições de contorno a montante: 𝜕𝜕1 = 𝜕𝜕𝑅𝑅 − 𝐾𝐾𝑅𝑅 2𝑔𝑔 𝐴𝐴2 𝑑𝑑 |𝑑𝑑| KR: coeficiente de perda de carga singular na saída do reservatório: ∆𝜕𝜕 = 𝐾𝐾𝑅𝑅 𝑉𝑉 2 2𝑔𝑔 . _ Condições de contorno a jusante; ∆𝜕𝜕𝑉𝑉 = 𝐾𝐾𝑉𝑉 . 𝑉𝑉 |𝑉𝑉| 2𝑔𝑔 = 𝐾𝐾𝑉𝑉 𝑑𝑑 |𝑑𝑑| 2𝑔𝑔 𝐴𝐴2 = a perda de carga na válvula. Resulta a Equação 03: 𝜕𝜕2 − 𝜕𝜕1 = 1 2𝑔𝑔 𝐴𝐴2 (𝐾𝐾𝑅𝑅 + 𝐾𝐾𝑉𝑉 + 1) 𝑑𝑑|𝑑𝑑| − 𝜕𝜕𝑅𝑅 _ Fazendo as perdas de carga distribuídas e singulares serem representadas pelo coeficiente C0 ( Equação 04: 𝐶𝐶0 = 𝐾𝐾𝑉𝑉 + 𝐾𝐾𝑅𝑅 + 1 + 𝑓𝑓 𝐿𝐿 𝐷𝐷 1 2𝑔𝑔 𝐴𝐴2 e ∆𝜕𝜕0 sendo a perda de carga total: ∆𝜕𝜕0 = 𝐶𝐶0 𝑑𝑑|𝑑𝑑| , resulta Equação 05: 𝐶𝐶0 𝑑𝑑|𝑑𝑑| − 𝜕𝜕𝑅𝑅 + 𝐿𝐿 𝑔𝑔𝐴𝐴 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑡𝑡 = 0 Observação: Notação usual para as perdas de carga: _ Integrando e separando as variáveis, obtém-se: , que resulta na Equação 06: _ Como no regime permanente final, a carga HR define a vazão final Q0 (obtida pelas características da instalação, isto é C0), 𝜕𝜕𝑅𝑅 = 𝐶𝐶0 𝑑𝑑0 2, resulta a expressão simplificada (Equação 07): 𝑡𝑡 = 𝐿𝐿𝑑𝑑0 2𝑔𝑔 𝜕𝜕𝑅𝑅 𝐴𝐴 𝑙𝑙𝑙𝑙 ( 𝑑𝑑0 + 𝑑𝑑 𝑑𝑑0 − 𝑑𝑑 ) O tempo necessário para se estabelecer o regime permanente final com Q = Q0 será teoricamente infinito. Mas em termos práticos pode-se considerar uma diferença de 1% na vazão final como desprezível. Assim considerando: ln(Q0+0,99Q0)/(Q0-0,99Q0) = ln(1,99*0,11), que é aproximadamente igual a 5,3. Então o tempo T para se obter o regime permanente é então, praticamente, da ordem de: (Equação 08) 𝑇𝑇 = 5,3 𝐿𝐿𝑑𝑑0 2𝑔𝑔 𝜕𝜕𝑅𝑅 𝐴𝐴 = 2,65 𝐿𝐿𝑉𝑉0 𝑔𝑔 𝜕𝜕𝑅𝑅 A expressão para a vazão Q (t) é obtida através da equação 07, usando a condição da equação 08: 𝑑𝑑 = 𝑑𝑑0 𝑒𝑒.5,3𝑡𝑡/𝑇𝑇−1 𝑒𝑒.5,3𝑡𝑡/𝑇𝑇+1 . (Equação 09). A figura seguinte ilustra a expressão. Figura: 8 - Evolução das vazões para abertura instantânea de válvula. Representa graficamente a “resposta” dada através da equação 09. O tempo T é chamado por alguns autores de “tempo de iniciação do escoamento” (vale independente das singularidades do sistema porque elas aparecem na determinação da vazão Q0, mas é dependente da extensão L do conduto). A equação 08 possibilita uma estimativa do “tempo de resposta” de dispositivos alimentadores de adutoras, tais como Tanques Alimentadores Unidirecionais (TAU), Chaminés de Equilíbrio (CE), instaladas nas adutoras e Reservatórios Hidropneumáticos (RHO). 2.3.1.2. Manobra de Válvula – Cálculo das pressões máximas extremas. No sistema reservatório e válvula, com a manobra de abertura linear na válvula na extremidade, a vazão inicial Q0 é passada para a vazão Q0 + ∆Q. _Qual a subpressão máxima (maior pressão negativa) proveniente da manobra? Sendo H a carga num instante qualquer a montante da válvula, a perda de carga descarga da válvula para a atmosfera tem função direta com a abertura realizada: 𝜕𝜕 = ∆𝜕𝜕𝑉𝑉 = 𝐾𝐾𝑉𝑉 𝑉𝑉 2 2𝑔𝑔 (Equação 09) No instante t = 0 → 𝜕𝜕0 = 𝐾𝐾𝑉𝑉0 𝑉𝑉0 2 2𝑔𝑔 No instante t = t → 𝜕𝜕 = 𝐾𝐾𝑉𝑉 𝑉𝑉 2 2𝑔𝑔 (*) * Admite-se que o coeficiente KV tem a energia cinética perdida na saída. Considerando a lei de manobra da válvula: ζ = ζ(t) ζ = � 𝐾𝐾𝑉𝑉0 𝐾𝐾𝑉𝑉 . (ζ: variável com a abertura da válvula) (Equação 10), resulta: 𝑑𝑑 𝑑𝑑0 = 𝑉𝑉 𝑉𝑉0 = ζ �H 𝐻𝐻0 . (Equação 11). Em qualquer instante a carga H (H = H0 + Ha) onde Ha é a medida da subpressão com relação a carga H0 inicial que ocorre no instante t = 0. Figura: 9 - Sistema Reservatório e Válvula – Instante “t”. No sistema reservatório e válvula, a manobra é dita linear se a Manobra for executada de acordo com a equação: ζ = 1 ± 𝑏𝑏 𝑡𝑡 1 𝑇𝑇𝑀𝑀 , (Equação 12). (equação linear) onde TM é o tempo de manobra. O sinal da equação corresponde ao fechamento ou a abertura, e condiciona então a variação de ζ (diminui ou aumenta em função do tipo de manobra). A constante “b” é determinada em função das posições extremas da válvula. NA H R carga H1 carga H2 L t=0 t H a H 0 H Figura: 10 - Manobra “linear da válvula”. Se no instante inicial (t = 0; ζ = 1), a vazão é Q0 e, após a manobra linear obtivemos uma vazão final Q0 + ∆Q no instante t = TM, para o qual ζ = 1 ± b , resulta: b = ∆Q/ Q0 e, 𝜁𝜁 = 1 ± ∆𝑑𝑑 𝑑𝑑0 𝑑𝑑 𝑇𝑇𝑀𝑀 . (Equação 13). Portanto, da equação 11, vem: 𝑑𝑑 𝑑𝑑0 = �1 ± ∆𝑑𝑑 𝑑𝑑0 𝑑𝑑 𝑇𝑇𝑀𝑀 � .�1 + 𝐻𝐻𝑎𝑎 𝐻𝐻0 (Equação 14). Para manobras “extremamente lentas”, as manobras em que a taxa de variação de vazão não é influenciada pela variação de carga provocada pela manobra, resulta: 1,0 b b t0 TM abertura fechamento t 𝜕𝜕𝑎𝑎 = ± 𝐿𝐿 𝑔𝑔𝐴𝐴 ∆𝑑𝑑 𝑇𝑇𝑀𝑀 (Equação 15). Ou, 𝐻𝐻𝑎𝑎 𝐻𝐻0 = ± 𝐿𝐿 ∆𝑉𝑉 𝑔𝑔 𝐻𝐻0 𝑇𝑇𝑀𝑀 (Equação 16). As equações 15 (ou 16) é a Fórmula de Michaud. É utilizada considerando pequenas variações de carga: (𝐻𝐻𝑎𝑎 𝐻𝐻0 dissipação de energia. 𝜕𝜕2 − 𝜕𝜕1 + 𝐿𝐿 𝑔𝑔 𝐴𝐴 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 + 𝑓𝑓𝐿𝐿 2𝑔𝑔 𝐷𝐷𝐴𝐴2 𝑑𝑑 |𝑑𝑑| = 0 (Equação 02) As condições de contorno são: _ A montante: 𝜕𝜕𝑅𝑅 − ∆𝜕𝜕𝑅𝑅 = 𝜕𝜕1 _ A jusante: 𝜕𝜕2 − ∆𝜕𝜕𝐶𝐶 = 𝜕𝜕𝑅𝑅 + 𝑍𝑍 Resulta: 𝜕𝜕2 − 𝜕𝜕1 = 𝑍𝑍 + ∆𝜕𝜕𝐶𝐶 + ∆𝜕𝜕𝑅𝑅 (Equação 17). Com: ∆𝜕𝜕𝑅𝑅 = 𝐾𝐾𝑅𝑅 2𝑔𝑔 𝐴𝐴2 𝑑𝑑|𝑑𝑑| (Equação 18). ∆𝜕𝜕𝐶𝐶 = 𝐾𝐾𝐶𝐶 2𝑔𝑔 𝑑𝑑𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑡𝑡 | 𝑑𝑑𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑡𝑡 | (Equação 19) _ ∆𝜕𝜕𝑅𝑅 : perda de carga na entrada da tubulação (1) e (2). _ ∆𝜕𝜕𝐶𝐶 : perda de carga na base da chaminé (orifício). _ ∆𝜕𝜕0 : perda de carga na que define o nível de água na chaminé de equilíbrio em regime permanente. A equação da continuidade, admitindo-se que haja para t = 0, a rejeição total de vazão à jusante: 𝑑𝑑 = 𝐴𝐴𝐶𝐶 𝑑𝑑𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑡𝑡 (Equação 20a) 𝑑𝑑𝑄𝑄 𝑑𝑑𝑡𝑡 = 𝐴𝐴𝐶𝐶 𝑑𝑑2𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑡𝑡 2 (Equação 20b) Substituindo a equação 18 e 19 na equação 17 e utilizando as relações das equações acima, por substituição na equação 02, a equação diferencial não linear: 𝑚𝑚 𝑑𝑑2𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑡𝑡 2 + 𝑐𝑐 𝑑𝑑𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑡𝑡 � 𝑑𝑑𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑡𝑡 � + 𝑘𝑘 𝑧𝑧 = 0 (Equação 21) Figura: 13 - Analogia entre o modelo mecânico e hidráulico (coluna rígida). Fechamento instantâneo e completo da válvula V. 2.4.1.1. Solução numérica elucidativa. Definidas as condições de contorno do problema, a solução numérica é conduzida de forma mais conveniente aproximando-se por equações de diferenças tanto a equação fundamental como as equações que traduzem as condições d contorno ao invés de se procurar obter uma equação única para a resolução numérica. O processo numérico desenvolve-se então com a resolução simultânea das equações. A figura seguinte tem a instalação constituída de uma instalação de bombeamento EB na qual são instaladas várias bombas recalcando para uma chaminé de equilíbrio CE. A parir da chaminé a adução é efetuada através de conduto forçado para o reservatório R, mantido o nível constante. Figura: 14 - Instalação de bombeamento com “Chaminé”. O modelo para o equacionamento é então esquematizado na figura seguinte. Figura: 15 - Modelo para o equacionamento. Considerando-se que o comprimento L é muito grande e que não haja orifício dissipador na chaminé CE poderemos considerar somente a perda de carga distribuída na instalação. A plicando a equação fundamental: 𝜕𝜕2 − 𝜕𝜕1 + 𝐿𝐿 𝑔𝑔 𝐴𝐴 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 + 𝑓𝑓𝐿𝐿 2𝑔𝑔 𝐷𝐷𝐴𝐴2 𝑑𝑑 |𝑑𝑑| = 0 (Equação 02) Com: _ H1 = HR + H(t) e _ H2 = HR, vem: (Equação 22) Resulta: (Equação 23) Complementando com a equação da continuidade: (Equação 24) Integrando as equações 23 e 24, obtem-se: (Equação 25) (Equação 26) Onde HP e VP são valores a determinar no instante t sendo conhecidos os valores H e V no instante ( 𝑡𝑡 − ∆𝑡𝑡) anterior. Escolhido t e, conhecidas as condições iniciais H e V, para t = 0, determina-se através da equação 26 o valor de HP e, na equação 25 calcula-se VP. O incremento de tempo permite a continuidade de cálculo transformando os valores determinados no instante anterior em valores iniciais para o instante seguinte. Efetuados os cálculos na forma proposta, obtemos as respostas indicadas esquematicamente na figura seguinte. As respostas H(t) e Q(t) são indicadas na figura seguinte a próxima. Verifica-se pelo exame das figuras seguintes o diferente comportamento do fenômeno. Se calcularmos o coeficiente de amortecimento crítico, obtemos: Figura: 16 - Variação do nível de água na chaminé e da vazão na adutora (primeira bomba é ligada). Figura: 17 - Variação do nível de água na chaminé e da vazão na adutora (quarta bomba é ligada). 3. TRANSIENTES HIDRÁULICOS – DEFINIÇÕES E PARÂMETROS NECESSÁRIOS A OBTENÇÃO DAS CONDIÇÕES OPERACIONAIS TRANSIENTES A QUE A INSTALAÇÃO ESTÁ SUBMETIDA. 3.1. Definições e parâmetros relativos à instalação. 3.1.1. Fórmula para o calcula da perda de carga “longitudinal” nas adutoras. O cálculo da perda de carga “longitudinal” na adutora foi obtido através da fórmula de Darcy-Weisbach: ( g V D fJ .2 .1. 2 = ), onde: _ J: gradiente de perda de carga (ou como generalizado: perda da de carga unitária) (m/km). _ f: coeficiente de perda de carga (-), obtido em função do número de Reynolds e da rugosidade específica, conforme a fórmula de P. K. Swamee e A. K. Jain: 2 9,0 74,5 .7,3 ln 325,1 + = eRD f ε , válido para as condições observadas, onde: _ ε: rugosidade absoluta da parede da tubulação. _ D: diâmetro interno da tubulação (m). _ Re: Número de Reynolds: _ Condição de validade geral: 26 1010 −− ≤≤ D ε , com validade para: 5.103 ≤ Re ≤ 1.108 , ou obtido pelo diagrama de Moody (5). _ V: velocidade do escoamento do fluido (m/s). _ D: diâmetro interno da tubulação (m). _ g: aceleração da gravidade (m/s2). 3.1.2. Velocidade de uma onda de pressão. O cálculo da velocidade da onda de pressão “a” ou “c” (celeridade), necessário à elaboração das análises hidráulicas em regime transiente pode ser obtido através da expressão dada a seguir. Para tubulações indeformáveis a celeridade alcança o limite superior, que é de aproximadamente 1425 m/s, valor este que corresponde à propagação do som na água. + = 2 1 1 1 1 E Ed Ea δ ρ , onde: 5 Streeter/Wylie (Livro)–pg. 252 a: celeridade da onda de pressão (m/s); 1ρ : massa específica da água a 20oC ( 1ρ =1,018E+02 Kgf.s2/m4); d: diâmetro interno da tubulação (m); δ : espessura de ferro da parede da tubulação (m); E1: módulo de elasticidade volumétrica da água (E1 = 2,090E+08 Kgf/m2); E2: módulo de elasticidade volumétrica do material da tubulação (Kgf/m2). Como exemplo, calcular a celeridade para uma tubulação A adutora em ferro fundido dúctil, classe K7, DN500, junta elástica JGS, conforme definições do fabricante, tem as seguintes características: _ Pressão de Serviço Admissível (Pressão interna, excluindo o golpe de aríete, que um componente pode suportar com total segurança, de forma contínua, em regime hidráulico permanente): 2,8 MPa; _ Pressão Máxima de Serviço (Pressão interna máxima, incluindo o golpe de aríete, que um componente pode suportar em serviço): 3,3 MPa; _ Pressão de Teste Admissível (Pressão Hidrostática Máxima, que pode ser aplicada no teste de campo, a um componente de uma canalização recém-instalada): 3,8 MPa. A análise hidráulica considerou o valor da velocidade da onda de pressão (celeridade): a = 1.049,0 m/s, para a adutora em ferro fundido dúctil, classe K7, DN500 (DE532), calculada através da expressão já apresentada, com os seguintes valores das variáveis da equação: 1ρ : massa específica da água a 20oC: 1ρ =1,018 E+02 Kgf.s2/m4; d : diâmetro interno da tubulação: d = 0,508 m (*); δ : espessura de ferro da parede da tubulação: δ = 7,0 E-3 m; E1: módulo de elasticidade volumétrica da água: E1 = 2,090 E+08 Kgf/m2; E2: módulo de elasticidade volumétrica do ferro fundido dúctil: E2 = 1,750 E+10 Kgf/m2. Relação: ε/D = 0,00049; Rugosidades absoluta consideradas: Tubulação de ferro fundido (mais antiga): ε = 2,22 mm. (*) considerada a espessura da argamassa de cimento centrifugado igual a 5,0 x 10-3 m. 3.1.3. Cargas sobre uma tubulação enterrada. A análise da condição de uma tubulação enterrada deve ser feita considerando parâmetros fixos ou estimados (calculados), como: _ os dados da vala de assentamento (Largura, profundidade total, cobertura sobre a tubulação, berço de assentamento, a coesão / ângulo de atrito / peso específico / módulo de elasticidade / coeficiente de Poisson, Coeficiente de empuxo em repouso, referentes ao solo utilizado). _ os dados da tubulação (diâmetro, espessura da parede, módulo de elasticidade, momentode inércia). _ a pressão interna. _ o carregamento superficial (inclui saber se o tipo de carregamento a que a instalação está submetida, se fixo ou móvel). Numa tubulação metálica enterrada, quanto maior a rigidez do solo do aterro, obtido com mais elevados graus de compactação, as tensões verticais no solo e a deformação na tubulação, ambos podem reduzir a valores inferiores alcançando até limites próximos a 35%. (6) Numa tubulação metálica enterrada, as deformações na tubulação na ordem de até 3% tem respeito aos limites recomendados pela literatura. 3.1.3.1. Cuidados básicos no assentamento da tubulação – Carregamento Permanente. O assentamento da tubulação deve ter como base primeira, o projeto com indicação clara de cotas, dimensões e especificações da vala, do material de reaterro e das dimensões relacionadas. Deve ser executado por pessoal qualificado e com uma fiscalização presente à obra. A execução do berço e dos laterais em relação a base da tubulação tem relação direta com a formação da envoltória apropriada para evitar deflexões. (7) 6 Análise numérica de tubulação enterrada submetida a carregamentos móveis – Universidade de São Carlos – Rafaela Machado de Ângelo – dissertação de mestrado - 2016. 7 Análise numérica de tubulação enterrada submetida a carregamentos móveis – Universidade de São Carlos – Rafaela Machado de Ângelo – dissertação de mestrado - 2016. Figura: 18 - Bases inadequadas para o assentamento da tubulação. Figura: 19 - Bases adequadas para o assentamento da tubulação. O carregamento permanente é o caso de um aterro construído sobre uma tubulação. A tensão vertical no solo cresce linearmente com a profundidade (a tensão horizontal é proporcional a tensão vertical). A equação é a seguinte. σV = ɣ.h σV: tensão vertical no solo (kN/m2). ɣ : éso específico do solo (kN/m3). h: altura da camada de solo (m). 3.1.3.2. Cuidados básicos no assentamento da tubulação – Carregamento Móvel. A deformação diametral vertical de uma tubulação varia com a posição de um carregamento móvel varia com as características do solo da base do aterro, varia com as características da camada de solo de recobrimento, e com a espessura da parede do tubo. A deformação diametral vertical da tubulação em relação em relação a carga móvel, é máxima quando o veículo está sobre a tubulação. Tabela 2 – características dos veículos-tipo (DNIT, 2006). Figura: 20 - Deformação diametral da tubulação pela carga recebida. O cálculo da pressão do solo no topo da tubulação assentada, gerada por um carregamento móvel, quando o carregamento está exatamente acima do tubo pode ser estimado pela equação seguinte. Não é considerada a rigidez do solo de aterro e da base. σV = 0,477 𝑊𝑊 𝐻𝐻2 (8) Resultados obtidos com esta equação são apresentados na tabela a seguir. 8 Watkins e Anderson - 2016. Tabela 3 – Tensão vertical no solo para as três alturas de recobrimento de solo pela equação de Watkins e Anderson. Desconsiderada a rigidez do solo de aterro e da base. A tabela seguinte apresenta os resultados obtidos em modelagem numérica considerando a rigidez do solo (9) . Os valores são comparados àqueles do método analítico. (1,0 KPa = 0,001 Mpa) - 1,0 MPA = 10,0 bar = 10,20 Kgf/cm2) Tabela 4 – Tensão vertical no solo para as três alturas de recobrimento de solo pela equação de Watkins e Anderson (desconsiderada a rigidez do solo de aterro e da base) e pela modelagem hidráulica (considerada a rigidez do solo de aterro e da base). Pode ser utilizado como limite de projeto um carregamento de 700 KPa, distribuído numa área de 1,00 m x 0,20 m. Baseia-se na conservação de carregamentos móveis encontrados nas literaturas e considerando o aumento das cargas de veículos como caminhões e tratores (conforme trabalho já descrito acima). Se o aterro da vala não é compactado conforme a exigência de projeto adequado, pode-se afirmar que para tubos rígidos instalados em vala sempre haverá o arqueamento positivo do solo, aliviando o carregamento sobre o tubo. Insto ocorre porque o recalque no aterro é maior que no solo natural das paredes da vala. 9 Análise numérica de tubulação enterrada submetida a carregamentos móveis – Universidade de São Carlos – Rafaela Machado de Ângelo – dissertação de mestrado - 2016. As tabelas seguintes apresentam os parâmetros do tubo e do solo, e os resultados da deformação de uma tubulação de aço API 5L de diâmetro externo de 508 (Tenaris Confab – tubo de aço sem costura ). Tabela 5 – Parâmetros da tubulação e do solo, ensaiados. Tabela 6 – Deformação da tubulação de aço de DE=508 mm para diferentes espessuras de parede do tubo e alturas de recobrimento. 3.1.3.3. Cuidados básicos no assentamento da tubulação – Carregamento total sobre uma tubulação – Exemplo de cálculo. A estimativa variação diametral da tubulação pelo carregamento total a que ela está submetida pode ser obtida com a utilização da fórmula de Iowa (modificada) possibilita a obtenção da (10): Δ Y/D = [ DL . K . P + K . W´) x 100] / ( 0,149 . PS + 0,061 . E´) ], sendo: _ D: Diâmetro do tubo (m). _ Δ Y: Variação do diâmetro (m). _ Δ Y/D: Variação do diâmetro (%). _ DL: Fator de retardo de deflexão (geralmente assumido DL=1,0). _ K: constante que depende do berço de assentamento, geralmente é de 60⁰ K=0,1. _ P: pressão do solo sobre o tubo (kg/cm2): P= w . H / 10000. _ w: Peso do solo (kg/m3). _ H: Altura de terra sobre a geratriz superior do tubo (m). _ W´: Carga viva (kg/cm2). _ E: Módulo de elasticidade do tubo (kg/cm2). _ E´: Módulo de reação do solo (kg/cm2). _ PS: rigidez da tubulação (kg/cm2). A constante “K” é dada em função do ângulo de assentamento da tubulação, conforme da tabela e da figura a seguir. Tabela 7 – Valores da constante K [ K = f (ângulo de assentamento) ]. 10 Curso – Cargas em tubos de PVC 2010 – Eng. Plínio Tomaz. Figura: 21 - – Berço de assentamento (Amanco). Para cargas móveis (“vivas”), como exemplo de um veículo de 20 toneladas, com 4 rodas de 5 toneladas por roda, pode-se estimar a tensão vertical atuante sobre o tubo às cargas móveis (considerando o impacto causado pela velocidade do veículo), pela expressão de Boussinesq: 𝑊𝑊 = 3 𝑑𝑑 2 𝜋𝜋 𝐻𝐻2 , sendo: W: tensão vertical atuante sobre o tubo devido as cargas móveis (este “W” é maiúsculo). Q: carga pontual atuante sobre a superfície. H: altura de recobrimento da tubulação. Considerando um coeficiente de majoração sobre “W” para rodovias: 𝑤𝑤′ = 1,8 𝑊𝑊 w’=1,8 x (3 x 8140kg)/(2x3,14x1,02) kg/m2= 1,8 x (24420/6,28) = 6999,36 kg/m2 = 0,70 kg/cm2. w’=1,8 x (3 x 10000kg)/(2x3,14x1,02) kg/m2= 1,8 x (30000/6,28) = 8598,73 kg/m2 = 0,86 kg/cm2. O peso (massa) do solo de reaterro pode ser usado com os valores adequados ao solo utilizado, segundo a tabela a seguir. Tabela 8 – Peso (massa) de diferentes tipos de solo. O exemplos dados pelas duas figuras a seguir apresentam resultados de cálculo de duas condições da instalação distintas. Figura: 22 - Variação diametral de 4,76 % para: Solo com peso específico de 2.039,00 Kgf/m3 – Carga móvel de 0,70 kgf/cm2 – Módulo de Elasticidade do tubo: 28.150,00 Kg/cm2 – Módulo Reativo do Solo: 28,00 Kgf/cm2 – Rigidez do tubo: 68.647,00 N/m2. Figura: 23 - Variação diametral de 2,60 % para: Solo com peso específico de 2.200,00 Kgf/m3 – Sem carga móvel – Módulo de Elasticidade do tubo: 1,471E+10 N/m2 – Módulo Reativo do Solo: 14,00 Kgf/cm2 – Rigidez do tubo: 5.000,00 N/m2. 3.1.4. Características de materiais das tubulações utilizadas no escoamento de fluidos (mais especificamente para água bruta, água tratada, esgoto sanitário). 3.1.4.1. Materiais Termoplásticos e Materiais Termorrígidos. Os materiais termoplásticos e os termorrígidos (11), tem as seguintes características: _ Os termoplásticos são aqueles que sofrem deformações com o calor e se endurecem quando esfriam e podem formar-se e mudarrepetidamente: _ PVC (até 60ºC) _ Polietileno, polipropileno, poliestireno, ABS _ PVC + aço = ribloc steel _ Os termorrígidos (termofixos) quando se deformam sofrem danos permanentes: 11 Engenheiro Plínio Tomaz 02 de fevereiro de 2010. 68647 Pa Deformação Diametral 9,96 PSI DL K w (=g) H P W' E E' PS (ou SN) ΔY/D 1 0,1 20000 N/m3 0,80 m 1630,99 Kgf/m2 0,70 kgf/cm2 28150,00 kgf/cm2 28,00 kgf/cm2 0,70 kgf/cm2 4,76 % 2039 kgf/m3 0,16 kgf/cm2 400387,13 PSI 398,25 PSI 68647 N/m2 Deformação Diametral devida a carga de solo 1.4710E+10 N/m2 1.3729E+06 N/m2 5000 Pa 21992 N/m2 1.500E+09 Kgf/m2 1.37 MPa 0.73 PSI DL K w (=g) H P W' E E' PS (ou SN) ΔY/D 1 0.1 22000 N/m3 1.00 m 2242.61 Kgf/m2 0.00 kgf/cm2 150000.00 kgf/cm2 14.00 kgf/cm2 0.05 kgf/cm2 2.60 % 2243 kgf/m3 0.22 kgf/cm2 2133501.59 PSI 199.13 PSI 5000 N/m2 14709.98 MPa 1.373 MPa 0.00500 MPa g g _ tubos de poliéster (fibra de vidro) _ tubos de resina epoxi, resinas fenólicas, melaminas etc. conforme Tabela (9.1). CPVC= cloreto de polivinila clorado (até 95 ºC). Tabela 9 – Classificação dos tubos termoplásticos e termorrígidos. 3.1.4.2. Módulo de Elasticidade de materiais utilizados nas tubulações. _ As tabelas seguintes apresentam de um modo geral a grandeza do módulo de elasticidade para os materiais utilizados na fabricação das tubulações, e utilizações em geral na indústria. Tabela 10 – Módulo de Young e Coeficiente de Poisson para os matériais das tubulações – Wylie e Street, 1993). Tabela 11 – Módulo de Elasticidade de materiais utilizados nas tubulações – Fonte: www- gmap.mecanica.ufrgs.br/sumulas/eng03005.html. Tabela 12 – Módulo de Elasticidade de materiais à temperatura ambiente – Callister, 2002; Askeland & Phulé, 2003. 3.1.4.3. Rigidez das tubulações utilizadas. A classificação dos tubos quanto a rigidez pode ser entendida como os três tipos a seguir. Inclui a capacidade de deformação do tubo (Ɛ), sem fissuração, segundo a maior dimensão transversal da secção (12). _ Tubos rígidos: em relação a sua resistência apresentam comportamento semelhante a uma viga: não se deformam e assim não passam uma resistência “passiva” ao solo lateral. Tubos com uma capacidade de deformação sem fissuração, segundo a maior dimensão transversal da secção: Ɛ ≤ 0,1% (tubos de concreto simples ou armados). _ Tubos semirrígidos: em relação a sua flexibilidade estes tubos podem transferir uma parcela da carga ao solo lateral. Tubos com uma capacidade de deformação sem fissuração, segundo a maior dimensão transversal da secção: 0,1%igual a 6,0 x 10-3 m. 4.1.3.2. Tubulação em aço carbono. A análise hidráulica considerou para o tubo de aço carbono de diâmetro externo: 1025,4 mm, espessura e = ½”, o valor da velocidade da onda de pressão (celeridade): a = 1.586,0 m/s, calculada através da expressão já apresentada, com os seguintes valores das variáveis da equação: 1ρ : massa específica da água a 20oC: 1ρ =1,018E+02 Kgf.s2/m4; d : diâmetro interno da tubulação: d = 1,000 m; δ : espessura de ferro da parede da tubulação: δ = 12,70 E-3 m; E1: módulo de elasticidade volumétrica da água: E1 = 2,090E+08 Kgf/m2; E2: módulo de elasticidade volumétrica do aço carbono em estoque: E2 = 2,039E+10 Kgf/m2. 4.1.4. Operação Sem Equipamentos de Proteção. As condições extremas atingidas com a parada não programada da Estação de Recalque, sem equipamentos de proteção (tais como Vasos de Pressão com Bexigas Internas ou Tanques Hidropneumáticos com Compressores de Ar, e Tanques de Amortização Unidirecionais) pelo fenômeno do Golpe de Aríete são apresentas a seguir. Considerar que as ventosas são instaladas necessariamente para a operação normal em regime permanente. O resultado da simulação não é alterado principalmente por não haver equipamentos de proteção como o tanque hidropneumático. Figura: 25 – Sistema de Recalque e Adução de Água Bruta – Resultado da Simulação da Operação em Regime Transiente SEM Equipamentos de Proteção – Perfil do Terreno, Cotas Piezométricas e Pressões Extremas na linha adutora. Figura: 26 – Sistema de Recalque e Adução de Água Bruta – Resultado da Simulação da Operação em Regime Transiente SEM Equipamentos de Proteção – Dados da pressão na saída do barrilete de recalque da Estação. 4.1.4.1. Conclusão sobre a operação sem equipamentos de controle ao golpe de aríete. Os resultados indicaram que haverá problemas seríssimos ocasionados com as pressões máximas e mínimas geradas no transiente hidráulico, a saber: Nos trechos próximos e junto a Estação de Recalque as pressões atingem os valores positivos acima de 200,00 mca e valores negativos próximos ao vácuo absoluto. Esta condição operacional implica na geração de esforços extremos junto as tubulações, válvulas e bombas. Nos trechos junto as travessias aéreas as pressões mínimas são extremas e a possibilidade/risco de colapso da tubulação de aço é grande. A conclusão é de que não é válida a operação do Sistema de Recalque e Adução de Água Bruta sem equipamentos de controle ao golpe de aríete. 4.1.5. Operação Com Instalação de Controle e Proteção ao Golpe de Aríete. O estudo hidráulico mostra as condições extremas atingidas com a parada não programada da Estação de Recalque, agora com a Instalação de Controle seguinte: Instalação de Vaso de Pressão com Bexigas ou Tanque Hidropneumático (acionamento por Compressor de Ar) de volume igual a 60,0 m3 e relação entre o volume de água e o volume de ar de 60,0 % e 40,0 %, respectivamente. As pressões extremas geradas pelo fenômeno do Golpe de Aríete são apresentas a seguir. Figura: 27 – Sistema de Recalque e Adução de Água Bruta – Resultado da Simulação da Operação em Regime Transiente COM Equipamentos de Proteção: inst. de Vaso de Pressão com Bexigas ou Tanque Hidropneumático (acion. por Compressor de Ar): Vol.: 60,0 m3; Relação Vol. Água/Vol. Ar: 60/40% – Perfil do Terreno, Cotas Piezométricas e Pressões Extremas na linha adutora. Figura: 28 – Resultado da Simulação da Operação em Regime Transiente COM Equipamento de Proteção: Vaso de Pressão com Bexigas ou Tanque Hidropneumático (acion. por Compressor de Ar): Vol.: 60,0 m3; Relação Vol. Água/Vol. Ar: 60/40% – Dados de Pressão no Ponto de Ligação do HT (HT de 60,0m3) com a Adutora. 4.1.5.1. Conclusão sobre a operação com a Instalação de Controle ao golpe de aríete. A linha das pressões máximas em regime transiente atingiu valores próximos a 130,00 mca junto a tubulação de recalque da Estação, e foram reduzindo-se gradativamente até chegar a praticamente 0,00 mca junto ao Canal Parshall da ETA. A linha das pressões mínimas em regime transiente é elevada em relação ao perfil do terreno que apresenta cotas iguais ou inferiores a 20,00 m (a partir da tubulação de recalque da Estação apresenta pressões mínimas de 28,00 mca). A linha das pressões mínimas tem pressões negativas somente na sucção das bombas e nos pontos altos da adutora de cota de terreno maiores ou igual a 45,00 m, o que garante com alta segurança as condições de operação dos trechos assentados em vala e das travessias aéreas. O vaso de pressão ou tanque hidropneumático assegura a não ocorrência das pressões negativas nos trechos aéreos da adutora (não há a possibilidade de colapso da tubulação de aço). A conclusão é de que a instalação de controle garante a operação do Sistema de Recalque e Adução de Água com uma margem de segurança bastante elevada. 4.2. CASO 2 - Estação de Recalque de Água Bruta – Instalação de Tanque de Amortização Unidirecional. 4.2.1. Esquema Básico utilizado na Simulação Hidráulica. O Esquema Básico utilizado nas simulações hidráulicas é apresentado na figura seguinte. Figura: 29 – Visualização do Esquema Básico utilizado nas simulações hidráulicas – Notação dos Nós Principais na planta das adutoras. 4.2.2. Trechos Característicos do Sistema de Recalque e Adução. O Sistema de Recalque e Adução de Água Bruta tem os trechos característicos seguintes: 4.2.2.1. Tubulação em ferro fundido dúctil. _ Trecho da adutora em ferro fundido dúctil, com diâmetros nominais de 500 mm (quase toda o comprimento da adução em ferro fundido); Inclui um pequeno trecho final em ferro fundido dúctil junto a Estação de Tratamento de Água: trecho de 51,00 m com diâmetro nominal de 700 mm. _ A adutora em ferro fundido dúctil, classe K7, DN500, junta elástica JGS, conforme definições do fabricante, tem as seguintes características: _ Pressão de Serviço Admissível (Pressão interna, excluindo o golpe de aríete, que um componente pode suportar com total segurança, de forma contínua, em regime hidráulico permanente): 2,8 MPa; _ Pressão Máxima de Serviço (Pressão interna máxima, incluindo o golpe de aríete, que um componente pode suportar em serviço): 3,3 MPa; _ Pressão de Teste Admissível (Pressão Hidrostática Máxima, que pode ser aplicada no teste de campo, a um componente de uma canalização recém-instalada): 3,8 MPa. _ A adutora em ferro fundido dúctil, classe K7, DN700, junta elástica JGS, conforme definições do fabricante, tem as seguintes características: _ Pressão de Serviço Admissível (Pressão interna, excluindo o golpe de aríete, que um componente pode suportar com total segurança, de forma contínua, em regime hidráulico permanente): 2,3 MPa; _ Pressão Máxima de Serviço (Pressão interna máxima, incluindo o golpe de aríete, que um componente pode suportar em serviço): 2,7 MPa; _ Pressão de Teste Admissível (Pressão Hidrostática Máxima, que pode ser aplicada no teste de campo, a um componente de uma canalização recém-instalada): 3,2 MPa. Tubulação em PRFV. A linha adutora existente em PRFV tem as seguintes características: _ Diâmetro nominal: 500 mm; _Conexão: ponta e bolsa, junta elástica; _ Pressão de serviço: PN 4 (4 Kgf/cm2); _ Rigidez de 5.000 N/m2. As características da tubulação em PRFV foram recebidas do seu fabricante. Os testes elaborados pelo fabricante e apresentados neste documento mostram uma tubulação adequada em conformidade com a sua classe de pressão nominal e rigidez. 4.2.3. Velocidade da onda de pressão (celeridade). 4.2.3.1. Tubulação em ferro fundido dúctil. A análise hidráulica considerou o valor da velocidade da onda de pressão (celeridade): a = 1.049,0 m/s, para a adutora em ferro fundido dúctil, classe K7, DN500 (DE532), calculada através da expressão já apresentada, com os seguintes valores das variáveis da equação: 1ρ : massa específica da água a 20oC: