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2 Semana 01
Trilha Estratégica (90 dias) - 42º Exame de
Ordem
Documento última vez atualizado em 02/09/2024 às 22:36.
2. Semana 01
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Índice
2.1) Tabela de Controle Semanal
2.2) Meta 01
2.2.1) Ética - Orientações
2.2.2) Direito Constitucional - Orientações
2.3) Meta 02
2.3.1) Ética - Orientações
2.3.2) Direito Constitucional - Orientações
2.4) Meta 03
2.4.1) Direito Administrativo - Orientações
2.4.2) Direito Penal - Orientações
2.5) Meta 04
2.5.1) Direito Administrativo - Orientações
2.5.2) Direito Penal - Orientações
2.6) Meta 05
2.6.1) Direito Civil - Orientações
2.6.2) Direito do Trabalho- Orientações
2.7) Meta 06
2.7.1) Revisão Semanal
2.7.2) Ajustes / Compensações
2.8) Meta 07
2.8.1) Simulado
2.9) Legislação
2. Semana 01
2. Semana 01 2/199
Tabela de Controle Semanal
Meta 01
Ética - Orientações
Olá, Caro Aluno! A seguir apresento a Semana 01 da Trilha Estratégica de 90 dias para o 42º
Exame de Ordem!
Antes de iniciar a Meta 01 da Semana 01, disponibilizo a tabelinha sugestiva para que você faça
o Controle Semanal dos Estudos.
Atenção ao tempo sugerido para estudar cada disciplina!
TEORIA - Adquirindo conhecimento…
2. Semana 01
2. Semana 01 3/199
Tema: Princípios
Incidência em prova: Alta
Tarefas - O que fazer?
1. Faça a leitura do conteúdo que está após as orientações, está nomeado como “Material para
Estudo”. Da aula, vale a pena dar uma atenção especial aos seguintes tópicos:
Princípios da Publicidade: o CED não permite a publicidade com a utilização de
expressões que possam dar ensejo à captação de clientes, sob pena de responsabilização
frente ao Código de Ética.
Princípio da Confiabilidade: rompimento deste elemento faz com que não mais se
perpetua a relação, como se observa:
Cliente - Quebra de confiança no Advogado: Revogação do Mandato (Artigo 17 do
CED);
Advogado - Quebra de confiança no Cliente: Renúncia ao Mandato (Artigo 5º, §3º
do EOAB).
Princípio do Sigilo Profissional: atenção para as hipóteses de relativização: grave ameaça
ao direito à vida e à honra; ou envolva defesa própria.
Tarefa Alternativa:
Se você não tiver tempo para concluir a tarefa principal ou já estiver avançado no conteúdo do
tema, faça apenas a leitura da lei seca e resolva as questões!
HORA DO TREINO - Resolvendo
algumas questões…
Ao terminar a teoria apresentada, resolva as questões indicadas no material.
2. Semana 01
2. Semana 01 4/199
LEI SECA - Fixando o conhecimento
adquirido…
Art. 35; 36; 37; 38, 39; 40; 42; 44; 45; 46; 47 do CED / art. 7, inciso XIX; 31; 32; 33 EAOAB.
*utilize o material de lei seca disponibilizado no final da semana de estudo.
Bibliografia
LDI Completo - Ética [1]
* Disponibilizamos o material completo apenas como bibliografia, você não precisa estudar
pelo curso completo.
Material para Estudo:
Pessoalidade
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Confiabilidade
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Sigilo Profissional
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Não Mercantilização
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Exclusividade
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
2. Semana 01
2. Semana 01 5/199
https://oab.estrategia.com/ldi/etica-profissional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=1.1
https://oab.estrategia.com/ldi/etica-profissional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=1.1
https://oab.estrategia.com/ldi/etica-profissional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=1.1
https://oab.estrategia.com/ldi/etica-profissional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=1.1
https://oab.estrategia.com/ldi/etica-profissional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=1.1
Questão 2022 | 4000008172
Maria, advogada, sente falta de con�ança na relação pro�ssional que mantém com
Pedro, cliente que representa em ação judicial. Maria externa essa impressão a Pedro,
mas as dúvidas existentes não são dissipadas. Maria decide, então, renunciar ao
mandato.
Considerando essa situação hipotética, é correto a�rmar que o ato de renúncia ao
patrocínio
A)
excluirá a responsabilidade de Maria por danos eventualmente causados a Pedro após
dez dias da noti�cação, salvo se for substituída antes do término desse prazo.
B)
obrigará Maria a depositar em juízo bens, valores e documentos que lhe hajam sido
con�ados e ainda estejam em seu poder.
C)
fará cessar de imediato a responsabilidade pro�ssional de Maria pelo acompanhamento
da causa.
D) deverá ser feita sem menção do motivo que a determinou.
Solução
Gabarito: D) deverá ser feita sem menção do motivo que a determinou.
Questão 2018 | 4000000634
O advogado Valter instalou, na fachada do seu escritório, um discreto painel luminoso
com os dizeres “Advocacia Trabalhista”. A sociedade de advogados X contratou a
instalação de um sóbrio painel luminoso em um dos pontos de ônibus da cidade, onde
Publicidade Profissional
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
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constava apenas o nome da sociedade, dos advogados associados e o endereço da sua
sede.
Já a advogada Helena �xou, em todos os elevadores do prédio comercial onde se situa
seu escritório, cartazes pequenos contendo inscrições sobre seu nome, o ramo do Direito
em que atua e o andar no qual funciona o escritório.
Considerando as situações descritas e o disposto no Código de Ética e Disciplina da
OAB, assinale a a�rmativa correta.
A)
Apenas Valter e a sociedade de advogados X violaram a disciplina quanto à ética na
publicidade pro�ssional.
B) Apenas Helena violou a disciplina quanto à ética na publicidade pro�ssional.
C)
Valter, Helena e a sociedade de advogados X violaram a disciplina quanto à ética na
publicidade pro�ssional.
D)
Apenas a sociedade de advogados X e Helena violaram a disciplina quanto à ética na
publicidade pro�ssional.
Solução
Gabarito: D)
Apenas a sociedade de advogados X e Helena violaram a disciplina quanto à
ética na publicidade pro�ssional.
A questão aborda a publicidade pro�ssional. Assim como qualquer atividade pro�ssional,
os advogados também têm direito de divulgar seus serviços para captação de clientela.
Mas, nesse caso, devem observar as disposições do Código de Ética e Disciplina (CED)
sobre o assunto.
Sobre o assunto, os professores Priscila Ferreira e Rosenval Júnior (Curso de 1ª Fase em
Ética Pro�ssional para o XXXII Exame da OAB) a�rmam que "a ética pro�ssional que baliza
o exercício da advocacia tão somente permite a publicidade, quando a sua �nalidade
for a INFORMAÇÃO, e não a mercantilização. Ou seja, o CED não permite a
publicidade com a utilização de expressões que possam dar ensejo à captação de clientes,
sob pena de responsabilização frente ao Código de Ética." É o que prevê o CED em seu art.
39:
Art. 39, CED. A publicidade pro�ssional do advogado tem caráter meramente
informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo con�gurar
captação de clientela ou mercantilização da pro�ssão.
Por conta das características de discrição e sobriedade, o art. 40 do CED proíbe que a
publicidade seja realizada por alguns meios. Observe:
Art. 40, CED. Os meios utilizados para a publicidade pro�ssional hão de ser compatíveis
com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados:
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I - a veiculação da publicidade por meio de rádio, cinema e televisão;
II - o uso de outdoors, painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade;
III - as inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço
público;
IV - a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a
indicação de vínculos entre uns e outras;
V - o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou
artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem
assim quando de eventual participaçãoO ADCT possui hierarquia constitucional.
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Letra D: errada. Nem todas as normas do ADCT já tiveram sua e�cácia exaurida. Assim,
é possível a incidência da norma do ADCT no caso concreto.
Gabarito Letra B.
Meta 02
Ética - Orientações
TEORIA - Adquirindo conhecimento…
Tema: Inscrição na OAB
Incidência em prova: Média
Tarefas - O que fazer?
1. Revise os temas estudados ontem. Use os mapas mentais ou legislação em no máximo 10
minutos!
2. Faça a leitura do conteúdo que está após as orientações, está nomeado como “Material para
Estudo”. Da aula, vale a pena dar uma atenção especial aos seguintes tópicos:
Requisitos legais para a inscrição:
O requerente à inscrição no quadro de advogados, na falta de diploma regularmente registrado,
apresenta certidão de graduação em direito, acompanhada de cópia autenticada do respectivo
histórico escolar.
Para inscrição como advogado é necessária a inidoneidade moral. A inidoneidade moral,
suscitada por qualquer pessoa, deve ser declarada mediante decisão que obtenha no mínimo
dois terços dos votos de todos os membros do conselho competente, em procedimento que
observe os termos do processo disciplinar.
Cancelamento
Na hipótese de novo pedido de inscrição - que não restaura o número de inscrição anterior -
deve o interessado fazer prova dos seguintes requisitos: capacidade civil; não exercer atividade
incompatível com a advocacia; idoneidade moral; prestar compromisso perante o conselho.
2. Semana 01
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Local da inscrição:
A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território
pretende estabelecer o seu domicílio profissional, na forma do regulamento geral.
Domicílio profissional:
É a sede principal da atividade de advocacia, prevalecendo, na dúvida, o domicílio da pessoa
física do advogado
Tarefa Alternativa:
Se você não tiver tempo para concluir a tarefa principal ou já estiver avançado no conteúdo do
tema, faça apenas a leitura da lei seca e resolva as questões!
HORA DO TREINO - Resolvendo
algumas questões…
Ao terminar a teoria apresentada, resolva as questões indicadas no material.
LEI SECA - Fixando o conhecimento
adquirido…
Art. 3º, 4º, 5º, 8º EOAB/ Art. 30 DO CED.
*utilize o material de lei seca disponibilizado no final da semana de estudo.
Bibliografia
LDI Completo - Ética [3]
* Disponibilizamos o material completo apenas como bibliografia, você não precisa estudar
pelo curso completo.
2. Semana 01
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https://oab.estrategia.com/auth/?path=/ldi/etica-profissional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/?topic=1.1&login=1
https://oab.estrategia.com/auth/?path=/ldi/etica-profissional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/?topic=1.1&login=1
https://oab.estrategia.com/auth/?path=/ldi/etica-profissional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/?topic=1.1&login=1
https://oab.estrategia.com/auth/?path=/ldi/etica-profissional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/?topic=1.1&login=1
https://oab.estrategia.com/auth/?path=/ldi/etica-profissional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/?topic=1.1&login=1
Questão 2018 | 4000000621
Lúcio pretende se inscrever como advogado junto à OAB. Contudo, ocorre que ele
passou por determinada situação con�ituosa que foi intensamente divulgada na mídia,
tendo sido publicado, em certos jornais, que Lúcio não teria idoneidade moral para o
exercício das atividades de advogado.
Considerando que Lúcio preenche, indubitavelmente, os demais requisitos para a
inscrição, de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a a�rmativa
correta.
A)
A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito e
deve ser declarada por meio de decisão da diretoria do conselho competente, por
maioria absoluta, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
B)
A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser
declarada por meio de decisão de, no mínimo, dois terços dos votos de todos os
membros do conselho competente, em procedimento que observe os termos do
processo disciplinar.
C)
A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito e
deve ser declarada por meio de decisão, por maioria absoluta, de todos os membros do
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
D)
A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser
declarada por meio de decisão, por maioria simples, do Tribunal de Ética e Disciplina do
Material para Estudo:
Inscrição na OAB (Advogado)
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Cancelamento e Licenciamento
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
2. Semana 01
2. Semana 01 41/199
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
Solução
Gabarito: B)
A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e
deve ser declarada por meio de decisão de, no mínimo, dois terços dos votos
de todos os membros do conselho competente, em procedimento que
observe os termos do processo disciplinar.
A questão trata dos requisitos para inscrição como advogado. Eles estão presentes
principalmente no art. 8º do Estatuto da Advocacia e da OAB:
Art. 8º, EAOAB. Para inscrição como advogado é necessário:
I - capacidade civil;
II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino
o�cialmente autorizada e credenciada;
III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
IV - aprovação em Exame de Ordem;
V - não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI - idoneidade moral;
VII - prestar compromisso perante o conselho.
Inicialmente, trata-se de um rol taxativo. Um novo requisito, para ser exigido, deverá ser
incluído no art. 8º por meio de lei. Vamos analisar abaixo cada um dos incisos.
Quanto à capacidade civil, o Código Civil prevê que ela é adquirida aos 18 anos, salvo se
emancipado (art. 5º CC). Mas o Estatuto prevê que o advogado poderá licenciar-se no
caso de doença mental curável.
Continuando, em regra, para a inscrição, leva-se o diploma de graduação em Direito.
Somente no caso de não ter sido ainda confeccionado é que se aceita a Certidão de
Graduação.
Em relação ao título de eleitor, veja que não há a obrigação da quitação eleitoral. Mas
se exige a quitação do serviço militar, o que é exigido somente para homens (art. 143,
caput e § 2º, CF/88).
A aprovação no Exame da Ordem deve ocorrer tanto nas provas objetivas quanto nas
discursivas. O STF já declarou que essa exigência é constitucional (STF, Plenário. RE
603.583/RS. Rel. Min. Marco Aurélio. Julg. 26/10/2011).
2. Semana 01
2. Semana 01 42/199
A pessoa que deseja realizar a inscrição não pode exercer qualquer atividade
incompatível com a advocacia. Elas estão previstas no art. 28 do Estatuto.
Deve também comprar a sua idoneidade moral. Ela diz respeito à boa reputação que a
pessoa tem perante a sociedade. Nesse ponto, o EAOAB traz uma presunção relativa de
idoneidade, que pode ser questionada por qualquer pessoa, advogado ou não. Para
isso, veja o que dispõe o art. 8º, §§ 3º e 4º do EAOAB:
Art. 8º, § 3º, EAOAB. A inidoneidade moral, suscitada por qualquer pessoa, deve ser
declarada mediante decisão que obtenha no mínimo dois terços dos votos de todos os
membros do conselho competente, em procedimento que observe os termos do
processo disciplinar.
§ 4º. Não atende ao requisito de idoneidade moral aquele que tiver sido condenado por
crime infamante, salvo reabilitação judicial.
Por �m, deve-se prestar compromisso perante o respectivo Conselho. Esse
compromisso está disposto no art. 20 do Regulamento Geral da OAB:
Art. 20, RGOAB. O requerente à inscrição principal no quadro de advogados presta o
seguinte compromisso perante o Conselho Seccional, a Diretoria ou o Conselho da
Subseção:
“Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os
deveres e prerrogativas pro�ssionaise defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado
Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida
administração da justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas”.
A letra A está incorreta. INCORRETA
Conforme o art. 8º, § 3º do EAOAB, não é necessário ser advogado para suscitar a
inidoneidade de quem pretende se inscrever como advogado. Além disso, a inidoneidade é
declarada por voto de 2/3 dos membros do Conselho, e não por maioria da diretoria.
A letra B está correta. CORRETA
O art. 8º, § 3º do EAOAB prevê que qualquer pessoa pode suscitar a inidoneidade de quem
pretende se inscrever na OAB. Mas ela só será declarada pelo voto de 2/3 dos membros do
Conselho
A letra C está incorreta. INCORRETA
Não é necessário ser advogado para suscitar a inidoneidade de quem pretende se inscrever
como advogado (art. 8º, § 3º, EAOAB). Ademais, a inidoneidade é declarada por voto de 2/3
dos membros do Conselho, e não por sua maioria absoluta.
2. Semana 01
2. Semana 01 43/199
A letra D está incorreta. INCORRETA
A decisão para declarar a inidoneidade de quem pretende se inscrever na OAB se dá pelo
voto de 2/3 dos membros do Conselho, e não de maioria do Tribunal de Ética e Disciplina.
Questão 2023 | 4000009840
Pedro, cidadão brasileiro, graduou-se em Direito em renomada instituição norte-
americana. Caso deseje exercer no Brasil a pro�ssão de advogado, Pedro deverá solicitar
inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.
Sobre a hipótese, assinale a opção que indica o requisito que, em tal ocasião, Pedro
estará dispensado de apresentar.
A) Revalidação do título de graduação em Direito.
B) Aprovação em Exame de Ordem.
C) Ter sido admitido em estágio pro�ssional de advocacia.
D) Prestação de compromisso perante o conselho.
Solução
Gabarito: C) Ter sido admitido em estágio pro�ssional de advocacia.
A alternativa correta é a letra C
Por �m, quanto ao advogado estrangeiro, devemos tecer algumas considerações quanto
a sua atuação como advogado no Brasil.
Advogado Estrangeiro (sem inscrição) para atuação pro�ssional no Brasil:
a) A autorização da Ordem dos Advogados do Brasil, sempre concedida a título precário,
ensejará exclusivamente a prática de consultoria no direito estrangeiro correspondente
ao país ou estado de origem do pro�ssional interessado;
b) O advogado estrangeiro possui vedação quanto ao o exercício do procuratório judicial
e a consultoria ou assessoria em direito brasileiro, ainda que esteja em parceria com
advogado / sociedade de advogados nacionais.
c) O exercício de atividade de consultoria depende de REQUERIMENTO perante o
Conselho Seccional correspondente ao local do exercício pro�ssional. Neste sentido, em
havendo “autorização”, esta perdurará por até três anos, sendo renovável a cada novo
interregno de três anos.
2. Semana 01
2. Semana 01 44/199
Advogado Estrangeiro ou brasileiro com formação no exterior para advogar no
Brasil, deverá:
a) Observar os requisitos legais do Artigo 8º do EOAB, como: (a) capacidade civil; (b)
diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino
o�cialmente autorizada e credenciada; (d) aprovação em Exame de Ordem; (e) não
exercer atividade incompatível com a advocacia; (f) idoneidade moral; e (g) prestar
compromisso perante o conselho.
Desta forma, com exceção do título de eleitor e a quitação do serviço militar, todos os
demais quesitos legais deverão ser cumpridos para que a atuação do advogado com
formação no exterior seja legítima no Brasil.
b) Quando a graduação do advogado tiver ocorrido no exterior, nesta situação,
necessário se tornará a revalidação de seu diploma por meio de prova especí�ca.
Observe o que dispõe a literalidade do artigo 8º do Estatuto da OAB:
Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário:
I - capacidade civil;
II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino
o�cialmente autorizada e credenciada;
III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
IV - aprovação em Exame de Ordem;
V - não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI - idoneidade moral;
VII - prestar compromisso perante o conselho.
§ 1º O Exame da Ordem é regulamentado em provimento do Conselho Federal da OAB.
§ 2º O estrangeiro ou brasileiro, quando não graduado em direito no Brasil, deve
fazer prova do título de graduação, obtido em instituição estrangeira, devidamente
revalidado, além de atender aos demais requisitos previstos neste artigo.
Portanto, não se exige a admissão em estágio pro�ssional de advocacia, razão pela qual
a alternativa correta a ser assinalada é a letra C.
Questão 2012 | 4000001950
Sávio, aluno regularmente matriculado em Escola de Direito, obtém a sua graduação e,
logo a seguir, aprovação no Exame de Ordem. Por força de movimento grevista na sua
instituição, o diploma não pode ser expedido.
2. Semana 01
2. Semana 01 45/199
A respeito da inscrição no quadro de advogados, consoante as normas do Regulamento
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a a�rmativa correta.
A) O diploma é essencial para a inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados.
B)
O bacharel, diante do impedimento de apresentar o diploma, deve apresentar declaração
de autoridade certi�cando a conclusão do curso.
C)
A Ordem, diante do movimento grevista comprovado, poderá acolher declaração de
próprio punho do requerente a�rmando ter obtido grau.
D)
O bacharel em Direito deve apresentar certidão de conclusão de curso e histórico
escolar autenticado.
Solução
Gabarito: D)
O bacharel em Direito deve apresentar certidão de conclusão de curso e
histórico escolar autenticado.
A questão trata das sanções disciplinares. No caso, ela está relacionada aos requisitos
para inscrição como advogado. Eles estão presentes principalmente no art. 8º do Estatuto
da Advocacia e da OAB:
Art. 8º, EAOAB. Para inscrição como advogado é necessário:
I - capacidade civil;
II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino
o�cialmente autorizada e credenciada;
III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
IV - aprovação em Exame de Ordem;
V - não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI - idoneidade moral;
VII - prestar compromisso perante o conselho.
Inicialmente, trata-se de um rol taxativo. Um novo requisito, para ser exigido, deverá ser
incluído no art. 8º por meio de lei. Vamos analisar abaixo cada um dos incisos.
Quanto à capacidade civil, o Código Civil prevê que ela é adquirida aos 18 anos, salvo se
emancipado (art. 5º CC). Mas o Estatuto prevê que o advogado poderá licenciar-se no
caso de doença mental curável.
2. Semana 01
2. Semana 01 46/199
Continuando, em regra, para a inscrição, leva-se o diploma de graduação em Direito.
Somente no caso de não ter sido ainda confeccionado é que se aceita a Certidão de
Graduação, acompanhada de histórico escolar. É o que a�rma o art. 23 do Regulamento
Geral da OAB:
Art. 23, RGOAB. O requerente à inscrição no quadro de advogados, na falta de diploma
regularmente registrado, apresenta certidão de graduação em direito, acompanhada de
cópia autenticada do respectivo histórico escolar.
Em relação ao título de eleitor, veja que não há a obrigação da quitação eleitoral. Mas
se exige a quitação do serviço militar, o que é exigido somente para homens (art. 143,
caput e § 2º, CF/88).
A aprovação no Exame da Ordem deve ocorrer tanto nas provas objetivas quanto nas
discursivas. O STF já declarou que essa exigência é constitucional (STF, Plenário. RE
603.583/RS. Rel. Min. Marco Aurélio. Julg. 26/10/2011).
A pessoa que deseja realizar a inscrição não pode exercer qualquer atividade
incompatível com a advocacia. Elas estão previstas no art. 28 do Estatuto, a exemplo do
ocupante de cargo vinculado ao Poder Judiciário (art. 28, IV, EAOAB), como os o�ciais de
justiça.
Deve também comprar a sua idoneidade moral. Ela diz respeito à boa reputação que a
pessoa tem perante a sociedade. Nesse ponto, o EAOABtraz uma presunção relativa de
idoneidade, que pode ser questionada por qualquer pessoa, advogado ou não (art. 8º,
§§ 3º e 4º, EAOAB).
Por �m, deve-se prestar compromisso perante o respectivo Conselho. Esse
compromisso está disposto no art. 20 do Regulamento Geral da OAB:
Art. 20, RGOAB. O requerente à inscrição principal no quadro de advogados presta o
seguinte compromisso perante o Conselho Seccional, a Diretoria ou o Conselho da
Subseção:
“Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os
deveres e prerrogativas pro�ssionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado
Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida
administração da justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas”.
A letra A está incorreta. INCORRETA
A falta de diploma pode ser suprida pela apresentação de certidão de graduação, conforme
o art. 23 do RGOAB.
A letra B está incorreta. INCORRETA
2. Semana 01
2. Semana 01 47/199
Não basta uma simples declaração da autoridade. Não sendo possível apresentar o diploma,
o art. 23 do RGOAB admite a entrega de certidão de graduação acompanhada de histórico
escolar.
A letra C está incorreta. INCORRETA
Na falta do diploma, Sávio não poderá entregar declaração de próprio punho. O art. 8º, II do
EAOAB exige o diploma ou, em sua falta, a certidão de graduação.
A letra D está correta. CORRETA
É o que prevê o art. 23 do RGOAB. Não sendo possível entregar o diploma, é possível a
apresentação de certidão de graduação acompanhada de histórico escolar autenticado.
Só uma observação, a título de curiosidade. Como os funcionários da instituição estão em
greve, de que forma ser possível a expedição da certidão?
Questão 2011 | 4000002091
Semprônio reside no Estado W, onde mantém o seu escritório de advocacia, mas requer
sua inscrição principal no Estado K, onde, em alguns anos, pretende estabelecer
domicílio. No concernente ao tema, à luz das normas estatutárias, é correto a�rmar que
A) o advogado pode eleger qualquer seccional para inscrição principal ao seu arbítrio.
B)
o Conselho Federal pode autorizar a inscrição principal fora da sede do escritório do
advogado.
C) na dúvida entre domicílios, prevalece o da sede principal do exercício da advocacia.
D) a inscrição principal está subordinada ao domicílio pro�ssional do advogado.
Solução
Gabarito: D) a inscrição principal está subordinada ao domicílio pro�ssional do advogado.
Análise do Caso
A questão trata da inscrição do advogado, mais precisamente sobre as inscrições
principal e suplementar e a transferência de inscrição. De qualquer forma, devemos
saber que o advogado pode exercer sua pro�ssão em todo o território nacional. Veja:
Art. 7º, EAOAB. São direitos do advogado:
I - exercer, com liberdade, a pro�ssão em todo o território nacional;
2. Semana 01
2. Semana 01 48/199
Pois bem, a inscrição principal deve ser feita no Conselho Seccional ou na Subseção da
OAB em que o advogado pretenda ter domicílio pro�ssional. É o que a�rma o art. 10,
caput, do Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei 8.906/94). Veja:
Art. 10, EAOAB. A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional
em cujo território pretende estabelecer o seu domicílio pro�ssional, na forma do
regulamento geral.
Observe que a referência é o domicílio pro�ssional do advogado. Somente quando houver
dúvida será considerado o seu domicílio pessoal, como estabelece os arts. 70 e 71 do
Código Civil. O § 1º do artigo acima traz o conceito de domicílio pro�ssional:
Art. 10, § 1º, EAOAB. Considera-se domicílio pro�ssional a sede principal da atividade
de advocacia, prevalecendo, na dúvida, o domicílio da pessoa física do advogado.
Já a inscrição suplementar ocorre quando o advogado exerce habitualmente a pro�ssão
em território não abrangido por sua jurisdição. Ocorrendo, ele deverá recolher a anuidade
também nesta Seccional da OAB. A habitualidade é presumida quando há a intervenção
judicial em mais de 5 causas por ano. Atente:
Art. 10, § 2º, EAOAB. Além da principal, o advogado deve promover a inscrição
suplementar nos Conselhos Seccionais em cujos territórios passar a exercer
habitualmente a pro�ssão considerando-se habitualidade a intervenção judicial que
exceder de cinco causas por ano.
Interpretando-se a norma acima, percebe-se que o causídico pode atuar em até 5 causas
por ano em território diferente da sua inscrição sem que seja necessária a inscrição
suplementar. O art. 26 do Regulamento Geral da OAB tem dispositivo em sentido
semelhante:
Art. 26, RGOAB. O advogado �ca dispensado de comunicar o exercício eventual da
pro�ssão, até o total de cinco causas por ano, acima do qual obriga-se à inscrição
suplementar.
Por �m, a transferência de inscrição deve ocorrer quando o advogado mudar
efetivamente seu domicílio pro�ssional para outra unidade federativa. Nesse caso, ele
deverá requerer a sua inscrição para o Conselho Seccional correspondente, sem a
necessidade de nova aprovação no Exame da Ordem. Veja:
Art. 10, § 3º, EAOAB. No caso de mudança efetiva de domicílio pro�ssional para outra
unidade federativa, deve o advogado requerer a transferência de sua inscrição para o
Conselho Seccional correspondente.
Por �m, se a inscrição principal estiver com algum vício ou ilegalidade, o pedido de
transferência ou de inscrição suplementar deverá ser suspenso pelo Conselho Seccional.
2. Semana 01
2. Semana 01 49/199
Observe:
Art. 10, § 4º, EAOAB. O Conselho Seccional deve suspender o pedido de transferência
ou de inscrição suplementar, ao veri�car a existência de vício ou ilegalidade na inscrição
principal, contra ela representando ao Conselho Federal.
A letra A está incorreta. INCORRETA
A inscrição principal do advogado deve ocorrer perante o Conselho Seccional cuja base
territorial ele pretenda ter domicílio pro�ssional (art. 10, EAOAB)
A letra B está incorreta. INCORRETA
A sede do escritório do advogado é onde ele possui domicílio pro�ssional e, portanto, onde
deve possuir a inscrição principal (art. 10, EAOAB). Não há previsão de autorização do
Conselho Federal para que a inscrição principal possa ser feita em outro local.
A letra C está incorreta. INCORRETA
Segundo o art. 10, § 1º do EAOAB, havendo dúvida sobre qual o domicílio pro�ssional do
advogado, deve prevalecer o seu domicílio de pessoa física, e não da sede principal do
exercício da advocacia.
A letra D está correta. CORRETA
É o que prevê o art. 10 do EAOAB. A inscrição principal deve ocorrer onde o advogado
pretenda estabelecer seu domicílio pro�ssional.
Questão 2012 | 4000001977
Esculápio, advogado, deseja comprovar o exercício da atividade advocatícia, pois
inscreveu‐se em processo seletivo para contratação por empresa de grande porte, sendo
esse um dos documentos essenciais para o certame. Diante do narrado, à luz das normas
do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, o efetivo exercício da
advocacia é comprovado pela participação anual mínima em
A) seis petições iniciais civis.
B) três participações em audiências.
C) quatro peças defensivas gerais.
D) cinco atos privativos de advogado.
2. Semana 01
2. Semana 01 50/199
Solução
Gabarito: D) cinco atos privativos de advogado.
A questão trata da atividade da advocacia. Porém, para respondê-la, devemos
correlacionar o Estatuto da Advocacia e da OAB ao Direito Constitucional. Nesse sentido,
veja o que dispõe o art. 133 da CF/88:
Art. 133, CF/88. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo
inviolável por seus atos e manifestações no exercício da pro�ssão, nos limites da lei.
De acordo com Pedro Lenza (Direito Constitucional Esquematizado. 21 ed. São Paulo:
Saraiva, 2017. p. 995), podemos extrair duas regras do dispositivo acima:
indispensabilidade do advogado, que não é absoluta; e imunidade do advogado, que
também não é irrestrita, devendo observar os limites de�nidos no Estatuto da Advocacia
e da OAB.
Segundo os professores Priscila Ferreira e Rosenval Júnior(Curso de 1ª Fase em Ética
Pro�ssional para o XXXII Exame da OAB), "os advogados, como defensores do Estado
Democrático de Direito, assim serão reconhecidos quando possuírem inscrição na
Ordem dos Advogados, sendo, ainda, denominados como advogados privados, ou
advogados públicos".
O art. 1º da Lei 8.906/94 (EAOAB) prevê as atividades privativas da advocacia, com o
seguinte teor:
Art. 1º, EAOAB. São atividades privativas de advocacia:
I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;
II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
Inicialmente, o STF declarou inconstitucional o termo "qualquer" na ADI 1.127. Segundo a
Corte Suprema, há diversos atos em que a presença do advogado pode ser dispensada.
De qualquer forma, regra geral, a capacidade postulatória pertence ao advogado. Mas há
algumas exceções, consoante os professores citados acima:
1. Habeas Corpus ("art. 1º, § 1º, EAOAB. Não se inclui na atividade privativa de advocacia
a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal.")
2. Juizado Especial Cível, em causas de até 20 salários-mínimos (Lei 9.099/95).
3. Juizado Especial Federal Cível, em causas de até 60 salários-mínimos (Lei
10.259/2001).
4. Ação de Alimentos;
2. Semana 01
2. Semana 01 51/199
5. Processo Administrativo Disciplinar - "A falta de defesa técnica por advogado no
processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição." (Súmula Vinculante nº 05);
6. Jus postulandi na seara trabalhista ("art. 791, CLT. Os empregados e os empregadores
poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas
reclamações até o �nal.")
Já as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas dizem respeito a outras
atuações diferentes da postulação em juízo, mas que requerem conhecimento jurídico.
Ainda em relação à atividade advocatícia, o art. 5º do Regulamento Geral da OAB
assevera que o efetivo exercício da advocacia está con�gurado quando há a
participação mínima de 5 atos privativos de advogado, conforme visto acima. Seu
parágrafo único traz as formas de demonstração dessa participação. Observe:
Art. 5º, RGOAB. Considera-se efetivo exercício da atividade de advocacia a participação
anual mínima em cinco atos privativos previstos no artigo 1º do Estatuto, em causas ou
questões distintas.
Parágrafo único. A comprovação do efetivo exercício faz-se mediante:
a) certidão expedida por cartórios ou secretarias judiciais;
b) cópia autenticada de atos privativos;
c) certidão expedida pelo órgão público no qual o advogado exerça função privativa do
seu ofício, indicando os atos praticados.
Essa comprovação é importante, por exemplo, para concursos públicos que exigem
atividade jurídica.
A letra A está incorreta. INCORRETA
Não são seis atos por ano, e sim cinco, conforme o art. 5º, caput do RGOAB.
A letra B está incorreta. INCORRETA
Na verdade, o art. 5º, caput do RGOAB exige pelo menos cinco processos por ano para
comprovação da atividade advocatícia, e não três.
A letra C está incorreta. INCORRETA
Conforme o art. 5º, caput do RGOAB, são cinco atos por ano, e não quatro.
A letra D está correta. CORRETA
2. Semana 01
2. Semana 01 52/199
Consoante o art. 5º, caput do RGOAB, considera-se efetivo exercício de atividade
advocatícia a atuação em pelo menos cinco atos privativos de advogados.
Questão 2013 | 4000001897
Christiana, advogada recém-formada, está em dúvida quanto ao seu futuro pro�ssional,
porque, embora possua habilidade para a advocacia privada, teme a natural instabilidade
da pro�ssão. Por força dessas circunstâncias, pretende obter um emprego ou cargo
público que lhe permita o exercício concomitante da pro�ssão que abraçou. Por força
disso, necessita, diante dos requisitos usualmente exigidos, comprovar sua efetiva
atividade na advocacia.
Diante desse contexto, de acordo com as normas do Regulamento Geral do Estatuto da
Advocacia e da OAB, assinale a a�rmativa correta.
A)
O efetivo exercício da advocacia comprova-se pela atuação em um processo por ano,
desde que o advogado subscreva uma peça privativa de advogado.
B)
O efetivo exercício da advocacia exige a atuação anual mínima em cinco causas distintas,
que devem ser comprovadas por cópia autenticada de atos privativos.
C)
A atividade efetiva da advocacia, como representante judicial ou extrajudicial, cinge-se a
dois atos por ano.
D)
O advogado deve comprovar, anualmente, a atuação em atos privativos, mediante
declaração do Juiz onde atue, de três atos judiciais.
Solução
Gabarito: B)
O efetivo exercício da advocacia exige a atuação anual mínima em cinco
causas distintas, que devem ser comprovadas por cópia autenticada de atos
privativos.
A questão trata da atividade da advocacia. Porém, para respondê-la, devemos
correlacionar o Estatuto da Advocacia e da OAB ao Direito Constitucional. Nesse sentido,
veja o que dispõe o art. 133 da CF/88:
Art. 133, CF/88. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo
inviolável por seus atos e manifestações no exercício da pro�ssão, nos limites da lei.
De acordo com Pedro Lenza (Direito Constitucional Esquematizado. 21 ed. São Paulo:
Saraiva, 2017. p. 995), podemos extrair duas regras do dispositivo acima:
indispensabilidade do advogado, que não é absoluta; e imunidade do advogado, que
também não é irrestrita, devendo observar os limites de�nidos no Estatuto da Advocacia
e da OAB.
2. Semana 01
2. Semana 01 53/199
Segundo os professores Priscila Ferreira e Rosenval Júnior (Curso de 1ª Fase em Ética
Pro�ssional para o XXXII Exame da OAB), "os advogados, como defensores do Estado
Democrático de Direito, assim serão reconhecidos quando possuírem inscrição na Ordem
dos Advogados, sendo, ainda, denominados como advogados privados, ou advogados
públicos".
O art. 1º da Lei 8.906/94 (EAOAB) prevê as atividades privativas da advocacia, com o
seguinte teor:
Art. 1º, EAOAB. São atividades privativas de advocacia:
I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;
II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
Inicialmente, o STF declarou inconstitucional o termo "qualquer" na ADI 1.127. Segundo a
Corte Suprema, há diversos atos em que a presença do advogado pode ser dispensada.
De qualquer forma, regra geral, a capacidade postulatória pertence ao advogado. Mas há
algumas exceções, consoante os professores citados acima:
1. Habeas Corpus ("art. 1º, § 1º, EAOAB. Não se inclui na atividade privativa de advocacia
a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal.")
2. Juizado Especial Cível, em causas de até 20 salários-mínimos (Lei 9.099/95).
3. Juizado Especial Federal Cível, em causas de até 60 salários-mínimos (Lei
10.259/2001).
4. Ação de Alimentos;
5. Processo Administrativo Disciplinar - "A falta de defesa técnica por advogado no
processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição." (Súmula Vinculante nº 05);
6. Jus postulandi na seara trabalhista ("art. 791, CLT. Os empregados e os empregadores
poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas
reclamações até o �nal.")
Já as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas dizem respeito a outras
atuações diferentes da postulação em juízo, mas que requerem conhecimento jurídico.
Ainda em relação à atividade advocatícia, o art. 5º do Regulamento Geral da OAB
assevera que o efetivo exercício da advocacia está con�gurado quando há a
participação mínima de 5 atos privativos de advogado, conforme visto acima. Seu
parágrafo único traz as formas de demonstração dessa participação. Observe:
2. Semana 01
2. Semana 01 54/199
Art. 5º, RGOAB. Considera-se efetivo exercício da atividade de advocacia a participação
anual mínima em cinco atos privativos previstos no artigo 1º do Estatuto, em causas ou
questões distintas.
Parágrafo único. A comprovação do efetivo exercício faz-se mediante:
a) certidão expedida por cartórios ou secretarias judiciais;
b) cópia autenticada de atos privativos;c) certidão expedida pelo órgão público no qual o advogado exerça função privativa do
seu ofício, indicando os atos praticados.
Essa comprovação é importante, por exemplo, para concursos públicos que exigem
atividade jurídica.
A letra A está incorreta. INCORRETA
Na verdade, o art. 5º, caput do RGOAB exige pelo menos cinco processos por ano para
comprovação da atividade advocatícia.
A letra B está correta. CORRETA
Consoante o art. 5º, caput do RGOAB, considera-se efetivo exercício de atividade
advocatícia a atuação em pelo menos cinco atos privativos de advogados. O parágrafo
único, "b" do mesmo artigo prevê que uma das formas de comprovação dessa atividade se
dá com cópia autenticada de atos privativos.
A letra C está incorreta. INCORRETA
Não são dois atos por ano, e sim cinco, conforme o art. 5º, caput do RGOAB.
A letra D está incorreta. INCORRETA
Inicialmente, não há que se falar em declaração do juiz para comprovar os atos privativos do
advogado. Ademais, não são três atos judiciais por ano, mas sim cinco (art. 5º, caput,
RGOAB).
Questão 2016 | 4000001641
Victor nasceu no Estado do Rio de Janeiro e formou-se em Direito no Estado de São
Paulo. Posteriormente, passou a residir, e pretende atuar pro�ssionalmente como
advogado, em Fortaleza, Ceará. Porém, em razão de seus contatos no Rio de Janeiro, foi
2. Semana 01
2. Semana 01 55/199
convidado a intervir também em feitos judiciais em favor de clientes nesse Estado,
cabendo-lhe patrocinar seis causas no ano de 2015.
Diante do exposto, assinale a opção correta.
A)
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional de São Paulo, já
que a inscrição principal do advogado é feita no Conselho Seccional em cujo território
se localize seu curso jurídico. Além da principal, Victor terá a faculdade de promover sua
inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais do Ceará e do Rio de Janeiro, onde
pretende exercer a pro�ssão.
B)
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Rio de
Janeiro, pois o Estatuto da OAB determina que esta seja promovida no Conselho
Seccional em cujo território o advogado exercer intervenção judicial que exceda três
causas por ano. Além da principal, Victor poderá promover sua inscrição suplementar
nos Conselhos Seccionais do Ceará e de São Paulo.
C)
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Ceará. Isso
porque a inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo
território pretende estabelecer o seu domicílio pro�ssional. A promoção de inscrição
suplementar no Conselho Seccional do Rio de Janeiro será facultativa, pois as
intervenções judiciais pontuais, como as causas em que Victor atuará, não con�guram
habitualidade no exercício da pro�ssão.
D)
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Ceará.
A�nal, a inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo
território ele pretende estabelecer o seu domicílio pro�ssional. Além da principal, Victor
deverá promover a inscrição suplementar no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, já
que esta é exigida diante de intervenção judicial que exceda cinco causas por ano.
Solução
Gabarito: D)
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do
Ceará. A�nal, a inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho
Seccional em cujo território ele pretende estabelecer o seu domicílio
pro�ssional. Além da principal, Victor deverá promover a inscrição
suplementar no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, já que esta é exigida
diante de intervenção judicial que exceda cinco causas por ano.
A questão trata da inscrição do advogado, mais precisamente sobre as inscrições
principal e suplementar e a transferência de inscrição.
A inscrição principal deve ser feita no Conselho Seccional ou na Subseção da OAB em
que o advogado pretenda ter domicílio pro�ssional. É o que a�rma o art. 10, caput, do
Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei 8.906/94). Veja:
2. Semana 01
2. Semana 01 56/199
Art. 10, EAOAB. A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional
em cujo território pretende estabelecer o seu domicílio pro�ssional, na forma do
regulamento geral.
Observe que a referência é o domicílio pro�ssional do advogado. Somente quando houver
dúvida será considerado o seu domicílio pessoal, como estabelece os arts. 70 e 71 do
Código Civil. O § 1º do artigo acima traz o conceito de domicílio pro�ssional:
Art. 10, § 1º, EAOAB. Considera-se domicílio pro�ssional a sede principal da atividade
de advocacia, prevalecendo, na dúvida, o domicílio da pessoa física do advogado.
Já a inscrição suplementar ocorre quando o advogado exerce habitualmente a pro�ssão
em território não abrangido por sua jurisdição. Ocorrendo, ele deverá recolher a anuidade
também nesta Seccional da OAB. A habitualidade é presumida quando há a intervenção
judicial em mais de 5 causas por ano. Atente:
Art. 10, § 2º, EAOAB. Além da principal, o advogado deve promover a inscrição
suplementar nos Conselhos Seccionais em cujos territórios passar a exercer habitualmente
a pro�ssão considerando-se habitualidade a intervenção judicial que exceder de cinco
causas por ano.
Interpretando-se a norma acima, percebe-se que o causídico pode atuar em até 5 causas
por ano em território diferente da sua inscrição sem que seja necessária a inscrição
suplementar. O art. 26 do Regulamento Geral da OAB tem dispositivo em sentido
semelhante:
Art. 26, RGOAB. O advogado �ca dispensado de comunicar o exercício eventual da
pro�ssão, até o total de cinco causas por ano, acima do qual obriga-se à inscrição
suplementar.
Por �m, a transferência de inscrição deve ocorrer quando o advogado mudar
efetivamente seu domicílio pro�ssional para outra unidade federativa. Nesse caso, ele
deverá requerer a sua inscrição para o Conselho Seccional correspondente, sem a
necessidade de nova aprovação no Exame da Ordem. Veja:
Art. 10, § 3º, EAOAB. No caso de mudança efetiva de domicílio pro�ssional para outra
unidade federativa, deve o advogado requerer a transferência de sua inscrição para o
Conselho Seccional correspondente.
Por �m, se a inscrição principal estiver com algum vício ou ilegalidade, o pedido de
transferência ou de inscrição suplementar deverá ser suspenso pelo Conselho Seccional.
Observe:
Art. 10, § 4º, EAOAB. O Conselho Seccional deve suspender o pedido de transferência ou
de inscrição suplementar, ao veri�car a existência de vício ou ilegalidade na inscrição
principal, contra ela representando ao Conselho Federal.
2. Semana 01
2. Semana 01 57/199
A letra A está incorreta. INCORRETA
Consoante o art. 10, caput, do EAOAB, a inscrição principal deve ser feita no Conselho
Seccional onde o advogado pretende estabelecer o seu domicílio pro�ssional, e não onde
se localiza o curso jurídico. Ademais, a inscrição suplementar deve ser feita (ou seja, não é
uma faculdade) se o advogado atuar em mais de 10 causas por ano na localidade (art. 10, §
2º, EAOAB).
A letra B está incorreta. INCORRETA
A inscrição principal de Victor deve ser feita onde pretende estabelecer seu domicílio
pro�ssional (no Ceará), segundo o art. 10, caput do EAOAB, e não onde ele exercerá
intervenção. No último caso, ele deverá promover sua inscrição suplementar (ou seja, no
Rio de Janeiro).
A letra C está incorreta. INCORRETA
A inscrição principal realmente deve ser no Ceará (art. 10, caput, EAOAB). Mas a inscrição
suplementar no Rio de Janeiro é obrigatória, pois Victor atuará em mais de cinco causas por
ano (art. 10, § 2º, EAOAB).
A letra D está correta. CORRETA
É exatamente o que prevê o art. 10, caput e § 1º, do EAOAB. A inscrição principal é feita no
Conselho Seccional que abrange o território em que o advogado terá domicílio pro�ssional
(no caso, Ceará). Já a inscrição suplementar, no caso, é obrigatória, pois ele atuará em mais
de 5 causas por ano, e deve ser feita no Rio de Janeiro.
Questão 2017 | 4000001469
O advogado Gennaro exerce suas atividadesem sociedade de prestação de serviços de
advocacia, sediada na capital paulista. Todas as demandas patrocinadas por Gennaro
tramitam perante juízos com competência em São Paulo. Todavia, recentemente, a
esposa de Gennaro obteve trabalho no Rio de Janeiro. Após buscarem a melhor solução,
o casal resolveu que �xaria sua residência, com ânimo de�nitivo, na capital �uminense,
cabendo a Gennaro continuar exercendo as mesmas funções no escritório de São Paulo.
Nos dias em que não tem atividades pro�ssionais, o advogado, valendo-se da ponte
área, retorna ao domicílio do casal no Rio de Janeiro.
Considerando o caso narrado, assinale a a�rmativa correta.
A)
O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a transferência de sua
inscrição principal como advogado para o Conselho Seccional do Rio de Janeiro.
2. Semana 01
2. Semana 01 58/199
B)
O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a inscrição suplementar
como advogado junto ao Conselho Seccional do Rio de Janeiro.
C)
O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a inscrição suplementar
como advogado junto ao Conselho Federal da OAB.
D)
O Estatuto da Advocacia e da OAB não impõe que Gennaro requeira a transferência de
sua inscrição principal ou requeira inscrição suplementar.
Solução
Gabarito: D)
O Estatuto da Advocacia e da OAB não impõe que Gennaro requeira a
transferência de sua inscrição principal ou requeira inscrição suplementar.
A questão trata da inscrição do advogado, mais precisamente sobre as inscrições
principal e suplementar e a transferência de inscrição.
A inscrição principal deve ser feita no Conselho Seccional ou na Subseção da OAB em
que o advogado pretenda ter domicílio pro�ssional. É o que a�rma o art. 10, caput, do
Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei 8.906/94). Veja:
Art. 10, EAOAB. A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional
em cujo território pretende estabelecer o seu domicílio pro�ssional, na forma do
regulamento geral.
Observe que a referência é o domicílio pro�ssional do advogado. Somente quando houver
dúvida será considerado o seu domicílio pessoal, como estabelece os arts. 70 e 71 do
Código Civil. O § 1º do artigo acima traz o conceito de domicílio pro�ssional:
Art. 10, § 1º, EAOAB. Considera-se domicílio pro�ssional a sede principal da atividade
de advocacia, prevalecendo, na dúvida, o domicílio da pessoa física do advogado.
Já a inscrição suplementar ocorre quando o advogado exerce habitualmente a pro�ssão
em território não abrangido por sua jurisdição. Ocorrendo, ele deverá recolher a anuidade
também nesta Seccional da OAB. A habitualidade é presumida quando há a intervenção
judicial em mais de 5 causas por ano. Atente:
Art. 10, § 2º, EAOAB. Além da principal, o advogado deve promover a inscrição
suplementar nos Conselhos Seccionais em cujos territórios passar a exercer
habitualmente a pro�ssão considerando-se habitualidade a intervenção judicial que
exceder de cinco causas por ano.
Interpretando-se a norma acima, percebe-se que o causídico pode atuar em até 5 causas
por ano em território diferente da sua inscrição sem que seja necessária a inscrição
suplementar. O art. 26 do Regulamento Geral da OAB tem dispositivo em sentido
semelhante:
2. Semana 01
2. Semana 01 59/199
Art. 26, RGOAB. O advogado �ca dispensado de comunicar o exercício eventual da
pro�ssão, até o total de cinco causas por ano, acima do qual obriga-se à inscrição
suplementar.
Por �m, a transferência de inscrição deve ocorrer quando o advogado mudar
efetivamente seu domicílio pro�ssional para outra unidade federativa. Nesse caso, ele
deverá requerer a sua inscrição para o Conselho Seccional correspondente, sem a
necessidade de nova aprovação no Exame da Ordem. Veja:
Art. 10, § 3º, EAOAB. No caso de mudança efetiva de domicílio pro�ssional para outra
unidade federativa, deve o advogado requerer a transferência de sua inscrição para o
Conselho Seccional correspondente.
Por �m, se a inscrição principal estiver com algum vício ou ilegalidade, o pedido de
transferência ou de inscrição suplementar deverá ser suspenso pelo Conselho Seccional.
Observe:
Art. 10, § 4º, EAOAB. O Conselho Seccional deve suspender o pedido de transferência ou
de inscrição suplementar, ao veri�car a existência de vício ou ilegalidade na inscrição
principal, contra ela representando ao Conselho Federal.
A letra A está incorreta. INCORRETA
Não há que se falar em transferência da inscrição de Gennaro, pois o seu domicílio
pro�ssional continua sendo em São Paulo (art. 10, caput, EAOAB). Houve apenas a mudança
da sua residência.
A letra B está incorreta. INCORRETA
Gennaro não precisa fazer inscrição suplementar (art. 10, § 2º, EAOAB) no Rio de Janeiro
pois, como a�rma o enunciado, ele continua "exercendo as mesmas funções no escritório de
São Paulo". Ou seja, ele não atua no Rio de Janeiro.
A letra C está incorreta. INCORRETA
Inicialmente, a inscrição suplementar, se fosse necessária, não ocorreria no Conselho
Federal, e sim na Seccional (art. 10, § 2º, EAOAB). Contudo, no caso narrado, não há que se
falar em inscrição suplementar, pois Gennaro não passou a atuar no Rio de Janeiro,
continuando com domicílio pro�ssional em São Paulo.
2. Semana 01
2. Semana 01 60/199
A letra D está correta. CORRETA
Como Gennaro não mudou seu domicílio pro�ssional tampouco passou a exercer a
advocacia no Rio de Janeiro, não há que se falar em inscrição suplementar ou mesmo em
transferência, podendo continuar somente com sua inscrição principal em São Paulo (art. 10,
caput, EAOAB).
Questão 2012 | 4000002003
Caio, próspero comerciante, contrata, para prestação de serviços pro�ssionais de
advocacia, Mévio, que se apresenta como advogado. O cliente outorga a devida
procuração com poderes gerais para o foro. Usando o referido instrumento, ocorre a
propositura de ação judicial em face de Trácio. Na contestação, o advogado do réu alega
vício na representação, uma vez que Mévio não possui registro na OAB, consoante
certidão que apresenta nos autos judiciais. Diante de tal circunstância, é correto a�rmar
que
A) os atos praticados pelo suposto advogado não ofendem qualquer dispositivo legal.
B)
veri�cada a ausência de inscrição pro�ssional, deverá ser outorgado prazo para sua
regularização.
C)
os atos praticados por Mévio são nulos, pois foram praticados por pessoa não inscrita na
OAB.
D) a declaração de nulidade dos atos processuais esgota o rol de atos sancionatórios.
Solução
Gabarito: C)
os atos praticados por Mévio são nulos, pois foram praticados por pessoa não
inscrita na OAB.
Análise do Caso
A questão trata da atividade da advocacia. Porém, para respondê-la, devemos
correlacionar o Estatuto da Advocacia e da OAB ao Direito Constitucional. Nesse sentido,
veja o que dispõe o art. 133 da CF/88:
Art. 133, CF/88. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo
inviolável por seus atos e manifestações no exercício da pro�ssão, nos limites da lei.
De acordo com Pedro Lenza (Direito Constitucional Esquematizado. 21 ed. São Paulo:
Saraiva, 2017. p. 995), podemos extrair duas regras do dispositivo acima:
indispensabilidade do advogado, que não é absoluta; e imunidade do advogado, que
2. Semana 01
2. Semana 01 61/199
também não é irrestrita, devendo observar os limites de�nidos no Estatuto da Advocacia
e da OAB.
Segundo os professores Priscila Ferreira e Rosenval Júnior (Curso de 1ª Fase em Ética
Pro�ssional para o XXXII Exame da OAB), "os advogados, como defensores do Estado
Democrático de Direito, assim serão reconhecidos quando possuírem inscrição na
Ordem dos Advogados, sendo, ainda, denominados como advogados privados, ou
advogados públicos". Esse raciocínio é extraído do art. 3º do EAOAB:
Art. 3º, EAOAB. O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a
denominação de advogado são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB).
Já o art. 1º da Lei 8.906/94 (EAOAB) prevê as atividades privativas da advocacia, com o
seguinte teor:
Art. 1º,EAOAB. São atividades privativas de advocacia:
I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;
II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
Inicialmente, o STF declarou inconstitucional o termo "qualquer" na ADI 1.127. Segundo a
Corte Suprema, há diversos atos em que a presença do advogado pode ser dispensada.
De qualquer forma, regra geral, a capacidade postulatória pertence ao advogado. Mas há
algumas exceções, consoante os professores citados acima:
1. Habeas Corpus ("art. 1º, § 1º, EAOAB. Não se inclui na atividade privativa de advocacia
a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal.")
2. Juizado Especial Cível, em causas de até 20 salários-mínimos (Lei 9.099/95).
3. Juizado Especial Federal Cível, em causas de até 60 salários-mínimos (Lei
10.259/2001).
4. Ação de Alimentos;
5. Processo Administrativo Disciplinar - "A falta de defesa técnica por advogado no
processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição." (Súmula Vinculante nº 05);
e
6. Jus postulandi na seara trabalhista ("art. 791, CLT. Os empregados e os empregadores
poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas
reclamações até o �nal.")
2. Semana 01
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Continuando, como visto, os atos privativos da advocacia só podem ser praticados por
quem é inscrito na OAB. Nesse sentido, o art. 4º do Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei
8.906/94) prevê que os atos praticados por pessoa não inscrita na OAB são nulos.
Igualmente, seu parágrafo único inclui como também nulos os atos praticados por
advogado impedido, suspenso, licenciado ou quando exerce atividade incompatível
com a advocacia. Veja:
Art. 4º, EAOAB. São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não
inscrita na OAB, sem prejuízo das sanções civis, penais e administrativas.
Parágrafo único. São também nulos os atos praticados por advogado impedido - no
âmbito do impedimento - suspenso, licenciado ou que passar a exercer atividade
incompatível com a advocacia.
Como sansão penal, o não inscrito na OAB que praticar atos privativos da advocacia
poderá responder pelo exercício ilegal da pro�ssão (art. 47, Lei de Contravenções
Penais). Já civilmente poderá responder por eventuais danos que seus atos venham a
promover.
A letra A está incorreta. INCORRETA
Como a postulação a órgãos do Poder Judiciário é atividade privativa da advocacia (art. 1º, I,
EAOAB), quem a pratica deve ser inscrito na OAB, sob pena de nulidade (art. 4º, EAOAB).
A letra B está incorreta. INCORRETA
Não há que se falar em prazo para regularização. Como Mérvio não é inscrito na OAB, ao
praticar atos privativos da advocacia eles serão considerados nulos (art. 4º, EAOAB).
A letra C está correta. CORRETA
É exatamente o que dispõe o art. 4º do EAOAB. Atos privativos de advogado praticados por
quem não é inscrito na OAB são considerados nulos.
A letra D está incorreta. INCORRETA
Segundo o art. 4º do EAOAB, além da nulidade do ato, o indivíduo que o pratica poderá
responder civil, penal e administrativamente.
Questão 2023 | 4000009448
O advogado Alex encontra-se licenciado junto à OAB, Assinale a opção que,
corretamente, apresenta uma causa para o licenciamento de Alex.
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A)
O requerimento de licenciamento, independentemente de motivação, formulado por
Alex.
B) O fato de Alex passar a sofrer de doença física incurável.
C) O exercício por Alex, de forma de�nitiva, de atividade incompatível com a advocacia.
D) O fato de Alex passar a sofrer de doença mental curável.
Solução
Gabarito: D) O fato de Alex passar a sofrer de doença mental curável.
A alternativa correta é a letra D.
A questão demanda conhecimento da literalidade do art. 12 da Lei nº 8.906/94 (Estatuto
da Advocacia), que trata das hipóteses de licenciamento. Vejamos: “Art. 12. Licencia-se o
pro�ssional que: I - assim o requerer, por motivo justi�cado; II - passar a exercer, em
caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da advocacia; III - sofrer
doença mental considerada curável.”
A licença da inscrição pode ser compreendida como uma autorização para que o
advogado se afaste provisoriamente do exercício da pro�ssão. Ao �m do período de
licenciamento, o advogado retornará ao quadro com o mesmo número de ordem.
Pertinente destacar que a licença não se confunde com as hipóteses de cancelamento,
previstas no Art. 11.
Delimitado o panorama, da leitura dos incisos do art. 12, elimina-se a letra “a”, por conta
da expressão “independentemente de motivação”, pois contraria o inciso I, destacado
acima. A letra “b”, por sua vez, é incompatível com o inciso III. Por �m, a letra “c” contém
como erro a expressão “de forma de�nitiva”, divergindo do inciso II.
Por �m, a assertiva “d” é a correta, já que reproduz o teor do inciso III do art. 12.
Questão 2023 | 4000009454
Lucas, estagiário de Direito, descobre que Patrícia, advogada que o supervisiona, teve
sua inscrição na OAB cancelada. Na intenção de auxiliar Patrícia a restabelecer o
exercício da advocacia, Lucas passa a estudar a legislação que disciplina o tema. Sobre
o cancelamento da inscrição, Lucas concluiu, corretamente, que
A) deve ter motivo justi�cado, caso seja solicitada pelo pro�ssional.
B) a aplicação de penalidade de exclusão impossibilita um novo pedido de inscrição.
2. Semana 01
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C)
deve ser promovido, de ofício, pelo conselho competente, caso decorra do exercício de
atividade incompatível com a advocacia.
D) será restaurado o número cancelado, caso seja feito um novo pedido de inscrição.
Solução
Gabarito: C)
deve ser promovido, de ofício, pelo conselho competente, caso decorra do
exercício de atividade incompatível com a advocacia.
A alternativa correta é a letra C.
A questão demanda conhecimento acerca da literalidade do art. 11, que trata do
cancelamento da inscrição do advogado. Vejamos:
“Art. 11. Cancela-se a inscrição do pro�ssional que: I - assim o requerer;II - sofrer
penalidade de exclusão; III - falecer; IV - passar a exercer, em caráter de�nitivo, atividade
incompatível com a advocacia; V - perder qualquer um dos requisitos necessários para
inscrição.
§ 1º Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II, III e IV, o cancelamento deve ser
promovido, de ofício, pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por
qualquer pessoa.
§ 2º Na hipótese de novo pedido de inscrição - que não restaura o número de inscrição
anterior - deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I, V, VI e VII do art. 8º.
§ 3º Na hipótese do inciso II deste artigo, o novo pedido de inscrição também deve ser
acompanhado de provas de reabilitação.
Cabe acrescentar que o cancelamento implica a perda de seu número. Todavia, com
exceção da hipótese de falecimento, é possível ao advogado o retorno aos quadros da
OAB, por meio de novo requerimento de inscrição.
A alternativa A está incorreta, já que não consta a expressão “motivo justi�cado” no
inciso I do art. 11 da Lei nº 8.906/94: “Art. 11. Cancela-se a inscrição do pro�ssional que: I -
assim o requerer;”.
A alternativa B está incorreta, nos termos do § 3º c/c inciso II, do Art. 11. da Lei nº
8.906/94: “Cancela-se a inscrição do pro�ssional que: [...] II - sofrer penalidade de
exclusão; [...] § 3º Na hipótese do inciso II deste artigo, o novo pedido de inscrição
também deve ser acompanhado de provas de reabilitação.”
A alternativa C está correta. Possui como fundamento o inciso IV do art. 11 da Lei nº
8.906/94, que trata do cancelamento. Vejamos: “Art. 11. Cancela-se a inscrição do
pro�ssional que: [...] IV - passar a exercer, em caráter de�nitivo, atividade incompatível
com a advocacia; [...] § 1º Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II, III e IV, o
cancelamento deve ser promovido, de ofício, pelo conselho competente ou em virtude de
comunicação por qualquer pessoa.”
2. Semana 01
2. Semana 01 65/199
A alternativa D está incorreta, pois diverge do §2º do art. 11 da Lei nº 8.906/94,a seguir
transcrito: “§ 2º Na hipótese de novo pedido de inscrição - que não restaura o número de
inscrição anterior - deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I, V, VI e VII
do art. 8º.”
Questão 2021 | 4000005318
Carlos é aluno do primeiro período do curso de Direito. Vinícius é bacharel em Direito,
que ainda não realizou o Exame da Ordem. Fernanda é advogada inscrita na OAB. Todos
eles são aprovados em concurso público realizado por Tribunal de Justiça para o
preenchimento de vagas de Técnico Judiciário.
Após a investidura de Carlos, Vinícius e Fernanda em tal cargo efetivo e, enquanto
permanecerem em atividade, é correto a�rmar que
A)
Carlos não poderá frequentar o estágio ministrado pela instituição de ensino superior em
que está matriculado.
B)
Vinícius preencherá os requisitos necessários para ser inscrito como advogado na OAB,
caso venha a ser aprovado no Exame da Ordem.
C)
Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB cancelada de ofício ou em virtude de
comunicação que pode ser feita por qualquer pessoa.
D)
Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB suspensa, restaurando-se o número em caso
de novo pedido.
Solução
Gabarito: C)
Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB cancelada de ofício ou em virtude
de comunicação que pode ser feita por qualquer pessoa.
Análise do Caso
A questão exigiu o conhecimento das hipóteses de incompatibilidade para o exercício da
advocacia, notadamente, os arts. 8º, inc. IV; 11, inc. IV e §1º e 28, inc. IV da Lei nº
8.906/94 (Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil):
Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário:
V - não exercer atividade incompatível com a advocacia;
Art. 11. Cancela-se a inscrição do pro�ssional que:
IV - passar a exercer, em caráter de�nitivo, atividade incompatível com a advocacia;
2. Semana 01
2. Semana 01 66/199
§ 1º Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II, III e IV, o cancelamento deve ser
promovido, de ofício, pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por
qualquer pessoa.
Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes
atividades:
IV - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão
do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro;
Deste modo, Carlos, Vinícius e Fernanda não poderão obter a inscrição junto à OAB
porque a advocacia é incompatível com o exercício de cargo ou função vinculado direta
ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário.
A letra A está incorreta. INCORRETO
Não há óbice a que Carlos frequente o estágio ministrado pela instituição de ensino superior
em que está matriculado.
A letra B está incorreta. INCORRETO
Se aprovado no Exame da Ordem, Vinícius preencherá um dos requisitos para ser inscrito
como advogado na OAB, porém, o outro requisito está previsto no art. 8º, inc. V da Lei nº
8.906/94 (Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil) - "não exercer
atividade incompatível com a advocacia". Porém, nos termos do art. 28, inc. IV do Estatuto, o
exercício da advocacia é incompatível com o exercício de cargo ou função vinculado direta
ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário. Logo, Vinícius não poderá se
inscrever como advogado na OAB.
A letra C está correta. CORRETO
Nos termos do art. 11, inc. IV e §1º da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e a Ordem dos
Advogados do Brasil), cancela-se a inscrição do pro�ssional que passar a exercer, em caráter
de�nitivo, atividade incompatível com a advocacia, que deverá ser promovido, de ofício,
pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por qualquer pessoa. Logo,
Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB cancelada de ofício ou em virtude de
comunicação que pode ser feita por qualquer pessoa.
A letra D está incorreta. INCORRETO
Nos termos do art. 11, inc. IV da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e a Ordem dos
Advogados do Brasil), cancela-se a inscrição do pro�ssional que passar a exercer, em
caráter de�nitivo, atividade incompatível com a advocacia.
2. Semana 01
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Questão 2012 | 4000001953
José da Silva, advogado renomado, é acometido por doença mental considerada pela
unanimidade dos médicos como incurável, perdendo suas faculdades de discernimento e
sendo considerado absolutamente incapaz por sentença judicial.
Nos termos das regras estatutárias, sua inscrição como advogado será
A) suspensa até laudo médico sobre a doença portada.
B) cancelada diante da incurabilidade da doença.
C) extinta por decisão de junta médica convocada para tal �m.
D) suspensa temporariamente para avaliação pelo Conselho Seccional.
Solução
Gabarito: B) cancelada diante da incurabilidade da doença.
A inscrição do advogado na OAB pode sofrer cancelamento ou suspensão. Conhecer e
diferenciar suas hipóteses de ocorrência é fundamental para a aprovação no exame da
ordem. Vamos analisar cada um deles, seguindo os ensinamentos dos professores Priscila
Ferreira e Rosenval Júnior (Curso de 1ª Fase em Ética Pro�ssional para o XXXII Exame da
OAB). Desde já adianto que, em ambos os casos, é desnecessária aprovação em nova
prova do exame da ordem.
Iniciaremos pelo cancelamento, previsto no art. 11 do Estatuto do Advogado e da OAB
(Lei 8.906/94):
Art. 11. Cancela-se a inscrição do pro�ssional que:
I - assim o requerer (trata-se de ato irretratável, logo, não passível de reti�cação. O novo
pedido de inscrição para �ns de exercício da atividade pro�ssional deverá ser
acompanhado de novo número de OAB);
II - sofrer penalidade de exclusão (novo pedido de inscrição dependerá de ser
acompanhado de provas de reabilitação, consoante os arts. 11, § 3º e 41 do EOAB);
III - falecer;
IV - passar a exercer, em caráter de�nitivo, atividade incompatível com a advocacia (por
exemplo, tomar posse em cargo de magistratura);
V - perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição (como no caso de adquirir
uma doença mental incurável, em que perderá a capacidade civil).
2. Semana 01
2. Semana 01 68/199
Já os casos de licenciamento da inscrição estão no art. 12. Trata-se de afastamento
temporário, em que o advogado �ca isento do pagamento da anuidade. Atente:
Art. 12. Licencia-se o pro�ssional que:
I - assim o requerer, por motivo justi�cado (observe que, a requerimento, poderá ocorrer
tanto o cancelamento quanto a licença, sendo que este exige motivo justi�cado);
II - passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da
advocacia (as atividades incompatíveis estão dispostas no art. 28 do EAOAB; lembre-se
que se o exercício for de�nitivo teremos uma hipótese de cancelamento - art. 11, IV);
III - sofrer doença mental considerada curável (o seu afastamento perdurará até que se
apresente laudo probatório de sua recuperação)
A letra A está incorreta. INCORRETA
Sendo o advogado considerado absolutamente incapaz, o caso será de cancelamento de
inscrição (art. 11, V, EAOAB), e não de suspensão.
A letra B está correta. CORRETA
É o que dispõe o art. 11, V do EAOAB. Como, nesse caso, o advogado perderá sua
capacidade civil, requisito indispensável para a inscrição na OAB (art. 8º, I, EAOAB), sua
inscrição será cancelada.
A letra C está incorreta. INCORRETA
Não há que se falar em extinção da inscrição do advogado. O caso é de seu cancelamento
(art. 11, V, EAOAB) por conta de falta de capacidade civil, requisito necessário para inscrição
(art. 8º, I, EAOAB).
A letra D está incorreta. INCORRETA
Não se trata de suspensão temporária para avaliação pelo Conselho Seccional (não há,
sequer, essa previsão no EAOAB). Temos um caso de cancelamento da inscrição (art. 11, V,
EAOAB).
Direito Constitucional - Orientações
TEORIA - Adquirindo conhecimento…
2. Semana 01
2. Semana 01 69/199
Tema: Direitos Individuais e Coletivos
Incidência em prova: Alta
Tarefas - O que fazer?
1. Revise os temas estudados ontem. Use os mapas mentais ou legislação em no máximo 10
minutos!
2. Faça a leitura do conteúdo que está após as orientações, está nomeado como “Materialpara
Estudo”. Da aula, vale a pena dar uma atenção especial aos seguintes tópicos:
Escusa de consciência:
Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou
política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a
cumprir prestação alternativa, fixada em lei.
Direito de Propriedade:
Principalmente desapropriação. Foi objeto de cobrança no XI, XVIII, XXIV, XXVIII exame.
Proteção de Dados: A EC nº. 115/22 incluiu o inciso LXXIX na CRFB/88.
Tarefa Alternativa:
Se você não tiver tempo para concluir a tarefa principal ou já estiver avançado no conteúdo do
tema, faça apenas a leitura da lei seca e resolva as questões!
HORA DO TREINO - Resolvendo
algumas questões…
Ao terminar a teoria apresentada, resolva as questões indicadas no material.
2. Semana 01
2. Semana 01 70/199
Questão 2019 | 4000000459
O diretor da unidade prisional de segurança máxima ABC expede uma portaria vedando,
no âmbito da referida entidade de internação coletiva, quaisquer práticas de cunho
religioso direcionadas aos presos, apresentando, como motivo para tal ato, a
necessidade de a Administração Pública ser laica.
A partir da situação hipotética narrada, assinale a a�rmativa correta.
LEI SECA - Fixando o conhecimento
adquirido…
Art. 5º, incisos II, IV, V, VII, VIII,X ao XIII, XVI, XVIII ao XXI, XXXIII ao XXXV, LI, LIV, LV,
LXXIX e 243 CRFB/88.
*utilize o material de lei seca disponibilizado no final da semana de estudo.
Bibliografia
LDI Completo - Direito Constitucional [4]
* Disponibilizamos o material completo apenas como bibliografia, você não precisa estudar
pelo curso completo.
Material para Estudo:
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
2. Semana 01
2. Semana 01 71/199
https://oab.estrategia.com/auth/?path=/ldi/direito-constitucional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/&login=1
https://oab.estrategia.com/auth/?path=/ldi/direito-constitucional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/&login=1
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https://oab.estrategia.com/auth/?path=/ldi/direito-constitucional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/&login=1
https://oab.estrategia.com/auth/?path=/ldi/direito-constitucional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/&login=1
A)
A motivação do ato administrativo encontra-se equivocada, uma vez que o preâmbulo da
Constituição da República de 1988 faz expressa menção à “proteção de Deus”, também
assegurando aos entes federados ampla liberdade para estabelecer e subvencionar os
cultos religiosos e igrejas.
B)
O ato expedido pelo diretor encontra plena correspondência com a ordem constitucional
brasileira, a qual veda, aos entes federados, estabelecer cultos religiosos ou igrejas,
subvencioná-los ou �rmar qualquer espécie de colaboração de interesse público.
C)
A Constituição da República de 1988 dispõe que, nos termos da lei, é assegurada
assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, de modo que a
portaria expedida pelo diretor viola um direito fundamental dos internos.
D)
Inexiste incompatibilidade entre a portaria e a Constituição da República de 1988, uma
vez que a liberdade religiosa apenas se apresenta no ensino confessional, ministrado, em
caráter facultativo, nos estabelecimentos públicos e privados de ensino, não sendo tal
direito extensível aos presos.
Solução
Gabarito: C)
A Constituição da República de 1988 dispõe que, nos termos da lei, é
assegurada assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação
coletiva, de modo que a portaria expedida pelo diretor viola um direito
fundamental dos internos.
O ato do diretor da unidade prisional viola o inciso VII do art. 5º da CRFB/88, que assim
dispõe: “é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades
civis e militares de internação coletiva”.
O fato do Estado ser laico não impede a prestação de assistência religiosa em unidades
prisionais, pois não é o Estado brasileiro o responsável pela prestação religiosa. O que o
dispositivo constitucional garante é o acesso dos religiosos de todas as con�ssões às
entidades de internação coletiva.
Gabarito Letra C
Questão 2016 | 4000002396
José, internado em um hospital público para tratamento de saúde, solicita a presença de
um pastor para lhe conceder assistência religiosa. O pedido, porém, é negado pela
direção do hospital, sob a alegação de que, por se tratar de instituição pública, a
assistência não seria possível em face da laicidade do Estado. Inconformado, José
consulta um advogado.
2. Semana 01
2. Semana 01 72/199
Após a análise da situação, o advogado esclarece, com correto embasamento
constitucional, que
A)
a negativa emanada pelo hospital foi correta, tendo em vista que a Constituição Federal
de 1988, ao consagrar a laicidade do Estado brasileiro, rejeita a expressão religiosa em
espaços públicos.
B)
a direção do hospital não tem razão, pois, embora a Constituição Federal de 1988
reconheça a laicidade do Estado, a assistência religiosa é um direito garantido pela
mesma ordem constitucional.
C)
a correção ou incorreção da negativa da direção do hospital depende de sua
consonância, ou não, com o regulamento da própria instituição, já que se está perante
direito disponível.
D)
a decisão sobre a possibilidade, ou não, de haver assistência religiosa em entidades
públicas de saúde depende exclusivamente de comando normativo legal, já que a
temática não é de estatura constitucional.
Solução
Gabarito: B)
a direção do hospital não tem razão, pois, embora a Constituição Federal de
1988 reconheça a laicidade do Estado, a assistência religiosa é um direito
garantido pela mesma ordem constitucional.
De antemão, já podemos antecipar que a direção não foi bem assessorada e tomou a
decisão errada, nos moldes do art. 5º, VII, CFRB/88 transcrito abaixo:
“é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis
e militares de internação coletiva”.
Então, apesar sendo o Brasil um Estado laico, a assistência religiosa é direito
fundamental, garantido constitucionalmente. Por isso, a negativa do hospital não tem
fundamento.
Letra B.
Questão 2022 | 4000008002
O Juízo da 10ª Vara Criminal do Estado Alfa, com base nos elementos probatórios dos
autos, defere medida de busca e apreensão a ser realizada na residência de João. Devido
à intensa movimentação de pessoas durante o período diurno, bem como para evitar a
destruição deliberada de provas, o delegado de polícia determina que as diligências
necessárias ao cumprimento da ordem sejam realizadas à noite, quando João estaria
dormindo, aumentando as chances de sucesso da incursão. Sobre o caso hipotético
narrado, com base no texto constitucional, assinale a a�rmativa correta.
2. Semana 01
2. Semana 01 73/199
A)
A inviolabilidade de domicílio, embora possa ser relativizada em casos pontuais, não
autoriza que as diligências necessárias ao cumprimento do mandado de busca e
apreensão na residência de João sejam efetivadas durante o período noturno.
B)
A incursão policial na residência de João se justi�caria apenas em caso de �agrante
delito, mas, inexistindo a situação de �agrância, o mandado de busca e apreensão
expedido pelo Juízo da 10ª Vara Criminal do Estado Alfa é nulo.
C)
O cumprimento da medida de busca e apreensão durante o período noturno é justi�cado
pelas razões invocadas pelo Delegado, de modo que a inviolabilidade de domicílio cede
espaço à efetividade e à imperatividade dos atos estatais.
D)
A inviolabidade de domicílio não é uma garantia absoluta e, estando a ordem expedida
pelo Juízo da 10ª Vara Criminal devidamente fundamentada, o seu cumprimento pode
ser realizado a qualquer hora do dia ou da noite.
Solução
Gabarito: A)
A inviolabilidade de domicílio, embora possa ser relativizada em casos
pontuais, não autoriza que as diligências necessárias ao cumprimento do
mandado de busca e apreensão na residênciade João sejam efetivadas
durante o período noturno.
A questão cobrou o tema da inviolabilidade domiciliar prevista no art. 5º, XI da CRFB/88,
veja: “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem
consentimento do morador, salvo em caso de �agrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”.
De acordo com o texto constitucional, em resumo, temos que:
1. Com consentimento do morador:
- A qualquer hora e não precisa de autorização judicial
2. Sem consentimento do morador:
- A qualquer hora em caso de �agrante delito ou desastre, ou ainda para prestar socorro
- Sob ordem judicial, apenas durante o dia
Gabarito: A
Questão 2012 | 4000002511
2. Semana 01
2. Semana 01 74/199
A Constituição assegura, entre os direitos e garantias individuais, a inviolabilidade do
domicílio, a�rmando que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo
penetrar sem o consentimento do morador” (art. 5º, XI, CRFB).
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
A) O conceito de “casa” é abrangente e inclui quarto de hotel
B) O conceito de casa é abrangente, mas não inclui escritório de advocacia.
C)
A prisão em �agrante durante o dia é um limite a essa garantia, mas apenas quando
houver mandado judicial.
D)
A prisão em quarto de hotel obedecendo a mandado judicial pode se dar no período
noturno.
Solução
Gabarito: A) O conceito de “casa” é abrangente e inclui quarto de hotel
A letra A está correta e a B está incorreta. O conceito de “casa” é abrangente. Alcança
não só a residência do indivíduo, mas também escritórios pro�ssionais, consultórios
médicos e odontológicos, trailers, barcos e aposentos de habitação coletiva (como, por
exemplo, o quarto de hotel).
A letra C está incorreta. Para que haja prisão em �agrante, não é necessário mandado
judicial.
A letra D está incorreta. Considerando-se que o quarto de hotel está abrangido pelo
conceito de casa, a prisão nele ocorrida por ordem judicial só pode se dar durante o dia.
O gabarito é a letra A.
Questão 2021 | 4000005329
João, considerado suspeito de ter comercializado drogas ilícitas em festa realizada há
duas semanas em badalada praia do Município Delta, após investigação policial, teve
localizado seu endereço.
Os policiais, sem perda de tempo, resolvem se dirigir para o referido endereço, e lá
chegando, às 22h, mesmo sem permissão, entram na casa de João e realizam uma busca
por provas e evidências.
Segundo o sistema jurídico-constitucional brasileiro, a ação policial
2. Semana 01
2. Semana 01 75/199
A)
respeitou o direito à inviolabilidade domiciliar, já que a Constituição da República
dispensa a necessidade de mandado judicial em situações nas quais esteja em questão a
possibilidade de obtenção de provas para investigação criminal em curso.
B)
desrespeitou o direito à inviolabilidade domiciliar, já que, como a Constituição da
República não prevê explicitamente qualquer exceção a este direito, o ingresso na casa
alheia, contra a vontade do morador, sempre exige ordem judicial.
C)
respeitou o direito à inviolabilidade domiciliar, já que o sistema jurídico brasileiro
considera que a plena fruição desse direito somente pode ser relativizada em situações
nas quais o seu exercício venha a conceder proteção a alguma ação criminosa.
D)
desrespeitou o direito à inviolabilidade domiciliar, já que, embora esse direito não seja
absoluto e possua restrições expressas no próprio texto constitucional, a atuação dos
agentes estatais não se deu no âmbito destas exceções.
Solução
Gabarito: D)
desrespeitou o direito à inviolabilidade domiciliar, já que, embora esse direito
não seja absoluto e possua restrições expressas no próprio texto
constitucional, a atuação dos agentes estatais não se deu no âmbito destas
exceções.
Temos a seguinte situação no caso apresentado: João, suspeito de ter comercializado
drogas ilícitas em festa realizada há duas semanas, teve localizado seu endereço. Os
policiais chegaram no endereço às 22h e mesmo sem permissão, entraram na casa de
João. A questão cobrou o conhecimento do art. 5º, XI da CF.
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem
consentimento do morador, salvo em caso de �agrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial. Perceba que o inciso trata
da inviolabilidade domiciliar, porém apresenta exceções. No caso apresentado os
policiais agiram amparados por alguma exceção prevista no dispositivo? Não, pessoal!
Logo, há um desrespeito à inviolabilidade domiciliar.
Gabarito: Letra D.
Questão 2021 | 4000004820
Joca, conhecido jornalista investigativo, recebeu um vídeo do Prefeito recebendo propina
para favorecer determinada empresa em troca de favores. Diante de tal fato, o Prefeito
ingressa com medida judicial para que tanto a veiculação do vídeo fosse proibida, quanto
o jornalista fosse obrigado a revelar o nome do indivíduo que lhe entregou o vídeo.
Com base na CRFB/88, o pedido realizado pelo Prefeito:
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2. Semana 01 76/199
A)
deve ser indeferido, já que é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o
sigilo da fonte, quando necessário ao exercício pro�ssional.
B)
deve ser deferido parcialmente, já que apesar de ser assegurado a todos o acesso à
informação, o sigilo da fonte deve ser quebrado judicialmente quando o fato informado
envolver interesse público.
C)
deve ser indeferido, já que ao jornalista não é garantido o sigilo da fonte, ainda que
necessário ao exercício pro�ssional.
D)
deve ser deferido parcialmente, já que apesar de ser assegurado a todos o acesso à
informação, o sigilo da fonte deve ser quebrado quando o fato informado causar danos
jurídicos a terceiros.
Solução
Gabarito: A)
deve ser indeferido, já que é assegurado a todos o acesso à informação e
resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício pro�ssional.
O enunciado traz que Joca, conhecido jornalista investigativo, recebeu um vídeo do
Prefeito recebendo propina para favorecer determinada empresa em troca de favores.
Assim, o Prefeito ingressa com medida judicial pleiteando a proibição de veiculação do
vídeo pelo jornalista e a requerimento para ele indicar o nome da pessoa que lhe
entregou o vídeo.
Questionamento: A medida judicial deve ser deferida?
De acordo com o art. 5º, inciso XIV da CF: é assegurado a todos o acesso à informação e
resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício pro�ssional.
Logo, a medida judicial deve ser indeferida.
Questão 2015 | 4000002417
O diretor de RH de uma multinacional da área de telecomunicações, em reunião
corporativa, a�rmou que o mundo globalizado vem produzindo grandes inovações,
exigindo o reconhecimento de novas pro�ssões desconhecidas até então. Feitas essas
considerações, solicitou à diretoria que alterasse o quadro de cargos e funções da
empresa, incluindo as seguintes pro�ssões: gestor de mídias sociais, gerente de
marketing digital e desenvolvedor de aplicativos móveis. O presidente da sociedade
empresária, posicionando contra o pedido formulado, alegou que o exercício de qualquer
atividade laborativa pressupõe a sua devida regulamentação em lei, o que ainda não
havia ocorrido em relação às referidas pro�ssões.
Com base na teoria da e�cácia das normas constitucionais, é correto a�rmar que o
presidente da sociedade empresária
argumentou em harmonia com a ordem constitucional, pois o dispositivo da Constituição
Federal que a�rma ser livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou pro�ssão,
2. Semana 01
2. Semana 01 77/199
A) atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei estabelecer, possui e�cácia limitada,
exigindo regulamentação legal para que possa produzir efeitos.
B)
apresentou argumentos contrários à ordem constitucional, pois o dispositivo da
Constituição Federal que a�rma se livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
pro�ssão, atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei estabelecer, possui e�cácia
contida, de modoem programas de rádio ou televisão, ou em
veiculação de matérias pela internet, sendo permitida a referência a e-mail;
VI - a utilização de mala direta, a distribuição de pan�etos ou formas assemelhadas de
publicidade, com o intuito de captação de clientela.
Parágrafo único. Exclusivamente para �ns de identi�cação dos escritórios de
advocacia, é permitida a utilização de placas, painéis luminosos e inscrições em suas
fachadas, desde que respeitadas as diretrizes previstas no artigo 39.
Como se percebe, a divulgação do trabalho do advogado é bem limitada. Está restrita,
basicamente, à identi�cação do escritório por placa, painel luminoso ou inscrições. É
possível também confeccionar cartões, mas observando as diretrizes do art. 44 do CED:
Art. 44, CED. Na publicidade pro�ssional que promover ou nos cartões e material de
escritório de que se utilizar, o advogado fará constar seu nome, nome social ou o da
sociedade de advogados, o número ou os números de inscrição na OAB.
§ 1º. Poderão ser referidos apenas os títulos acadêmicos do advogado e as distinções
honorí�cas relacionadas à vida pro�ssional, bem como as instituições jurídicas de que
faça parte, e as especialidades a que se dedicar, o endereço, e-mail, site, página
eletrônica, QR code, logotipo e a fotogra�a do escritório, o horário de atendimento
e os idiomas em que o cliente poderá ser atendido.
§ 2º. É vedada a inclusão de fotogra�as pessoais ou de terceiros nos cartões de visitas
do advogado, bem como menção a qualquer emprego, cargo ou função ocupado, atual ou
pretérito, em qualquer órgão ou instituição, salvo o de professor universitário.
A letra A está incorreta. INCORRETA
Valter não violou o CED, pois é permitido colocar painel luminoso em seu escritório (art. 40,
parágrafo único, CED). A sociedade de advogados X violou o CED (art. 40, II). Helena
também violou o CED (art. 49, III).
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2. Semana 01 8/199
A letra B está incorreta. INCORRETA
Helena realmente violou o CED (art. 40, III). Mas não foi somente ela: a sociedade de
advogados X também violou o CED (art. 40, II).
A letra C está incorreta. INCORRETA
Valter não violou o CED, pois é permitido colocar um discreto painel luminoso no seu
escritório de advocacia (art. 40, parágrafo único, CED).
A letra D está correta. CORRETA
A sociedade de advogados X não poderia ter colocado painel luminoso na parada de ônibus,
pois é vedado pelo CED (art. 40, II). Helena também não poderia ter colocado cartazes
dentro de elevadores, pois também é proibido pelo CED (art. 40, III). Somente Valter não
violou o CED, pois é permitido colocar painel luminoso em frente ao seu escritório.
Questão 2014 | 4000001886
Valdir representa os interesses de André em ação de divórcio em que estão em discussão
diversas questões relevantes, inclusive de cunho �nanceiro, como, por exemplo, o
pensionamento e a partilha de bens. Irritado com as exigências de sua ex-esposa, André
revela a Valdir que pretende contratar alguém para assassiná-la.
Deve Valdir comunicar o segredo revelado por seu cliente às autoridades competentes?
A)
Valdir não pode revelar o segredo que lhe foi con�ado por André, pois o advogado deve
sempre guardar sigilo sobre o que saiba em razão do seu ofício.
B)
Valdir poderia revelar o segredo que lhe foi con�ado por André, mas apenas no caso de
ser intimado como testemunha em ação penal eventualmente de�agrada para a apuração
do homicídio que viesse a ser efetivamente praticado.
C)
Valdir pode revelar o segredo que lhe foi con�ado por André, em razão de estar a vida da
ex-esposa deste último em risco.
D)
Valdir não pode revelar o segredo que lhe foi con�ado por André, mas tem obrigação
legal de impedir que o homicídio seja praticado, sob pena de se tornar partícipe do
crime.
Solução
2. Semana 01
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Gabarito: C)
Valdir pode revelar o segredo que lhe foi con�ado por André, em razão de
estar a vida da ex-esposa deste último em risco.
A questão trata do sigilo pro�ssional dos advogados. Conforme Priscila Ferreira e
Rosenval Júnior (Curso de 1ª Fase em Ética Pro�ssional para o XXXII Exame da OAB), "é
dever do advogado manter sigilo sobre todas as informações que tenha obtido no
exercício pro�ssional, quer seja como advogado, conciliador, árbitro, e até mesmo nas
funções desempenhadas na OAB". É o que dispõe o art. 35 do Código de Ética e Disciplina
da OAB (CED):
Art. 35, CED. O advogado tem o dever de guardar sigilo dos fatos de que tome
conhecimento no exercício da pro�ssão.
Parágrafo único. O sigilo pro�ssional abrange os fatos de que o advogado tenha tido
conhecimento em virtude de funções desempenhadas na Ordem dos Advogados do Brasil.
Esse sigilo é de ordem pública (por isso se constitui em um poder-dever). Ou seja, não
pode ser afastado ainda que haja concordância do cliente. Além disso, o CED presume
como sendo con�denciais quaisquer comunicações entre o causídico e seu cliente.
Ademais, mesmo quando nas funções de mediador, conciliador ou árbitro, o advogado
deverá observar as regras atinentes ao sigilo. Atente:
Art. 36, CED. O sigilo pro�ssional é de ordem pública, independendo de solicitação de
reserva que lhe seja feita pelo cliente.
§ 1º Presumem-se con�denciais as comunicações de qualquer natureza entre advogado
e cliente.
§ 2º O advogado, quando no exercício das funções de mediador, conciliador e árbitro,
se submete às regras de sigilo pro�ssional.
Esse sigilo deve ser resguardado inclusive quando o advogado tem ciência de fatos
enquanto prestava serviços a um cliente ou a um empregador e assume uma demanda
contra eles. É o que dispõe o art. 21 do CED:
Art. 21, CED. O advogado, ao postular em nome de terceiros, contra ex-cliente ou ex-
empregador, judicial e extrajudicialmente, deve resguardar o sigilo pro�ssional.
Perceba que não há proibição de aceitar a procuração para postular contra ex-cliente ou
ex-empregador. O que o Código de Ética exige, nessa hipótese, é a manutenção do sigilo
pro�ssional assumido anteriormente.
E se o advogado violar o dever de sigilo? Nesse caso, o Estatuto do Advogado e da OAB
(Lei 8.906/94) prevê que constitui infração disciplinar (art. 34, VII), sancionável com
censura (art. 36, I). Caracteriza, ainda, crime de violação de segredo pro�ssional (art.
154, CP), com pena de 3 meses a 1 ano de detenção.
2. Semana 01
2. Semana 01 10/199
Mas há ocasiões em que o sigilo pro�ssional pode ser relativizado. É o que ocorre nos
casos de grave ameaça ao direito à vida e à honra ou que envolvam defesa própria.
Veja:
Art. 37, CED. O sigilo pro�ssional cederá em face de circunstâncias excepcionais que
con�gurem justa causa, como nos casos de grave ameaça ao direito à vida e à honra
ou que envolvam defesa própria.
A letra A está incorreta. INCORRETA
Apesar de a regra ser realmente a de que o advogado deve resguardar o sigilo dos fatos de
que tome conhecimento no exercício da pro�ssão (art. 35, CED), a grave ameaça ao direito
à vida é uma hipótese em que esse sigilo poderá ser cedido (art. 37, CED).
A letra B está incorreta. INCORRETA
Como se trata de uma grave ameaça ao direito à vida, não há que se esperar uma eventual
intimação para depor em juízo para revelar tal segredo, conforme o art. 37 do CED.
A letra C está correta. CORRETA
É exatamente o que dispõe o art. 37 do CED. Como o cliente do advogado fez grave ameaça
à vida de terceiro, o dever de sigilo deve ceder sobre esse fato.
A letra D está incorreta. INCORRETA
Inicialmente, o art. 37 do CED assevera que o advogado deve excepcionar o dever de sigilo
em caso de grave ameaça à vida. Ademais, não há que se falar em participação do crime se
ele não concorrer para o crime (art. 29, CP).
Questão 2014 | 4000001884
A advogada Maria Vivian procura apresentar os seus serviços pro�ssionais como de
excelente qualidade, utilizando a estratégia aprendida em tempos em que atuava no
teatro, quando �nalizava a peça pedindo indicação aos amigos, se tivesse aprovado o
espetáculo e, caso negativo, indicasse aos inimigos. A par disso, organiza um sistema
so�sticadoque, inexistindo lei que regulamente o exercício da atividade
pro�ssional, é livre o seu exercício.
C)
apresentou argumentos contrários à ordem constitucional, pois o dispositivo da
Constituição Federal que a�rma ser livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
pro�ssão, atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei estabelecer, possui e�cácia
plena, já que a liberdade do exercício pro�ssional não pode ser restringida, mas apenas
ampliada.
D)
argumentou em harmonia com a ordem constitucional, pois o dispositivo da Constituição
Federal que a�rma ser livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou pro�ssão,
atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei estabelecer, não possui nenhuma
e�cácia, devendo ser objeto de mandado de injunção para a sua devida regulamentação.
Solução
Gabarito: B)
apresentou argumentos contrários à ordem constitucional, pois o dispositivo
da Constituição Federal que a�rma se livre o exercício de qualquer trabalho,
ofício ou pro�ssão, atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei
estabelecer, possui e�cácia contida, de modo que, inexistindo lei que
regulamente o exercício da atividade pro�ssional, é livre o seu exercício.
Meus amigos, para resolver essa questão, precisaríamos conhecer o art. 5º, inciso III, da
CF/88, que trata da liberdade pro�ssional, segundo o qual “é livre o exercício de
qualquer trabalho, ofício ou pro�ssão, atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei
estabelecer. E aqui não tem mistério. Acabamos de ver que se trata de uma norma de
e�cácia contida.
Ora, se o art. 5º, III, CF/88, é norma de e�cácia contida, signi�ca que o exercício da
pro�ssão independe de regulamentação. A liberdade pro�ssional pode ser livremente
exercida, podendo a lei restringir o exercício desse direito.
Assim, não há necessidade de regulamentação em lei para que sejam incluídas, no
quadro de cargos e funções da empresa, as pro�ssões de gestor de marketing digital e
desenvolvedor de aplicativos móveis. Logo, os argumentos apresentados pelo presidente
da sociedade empresária não estão em harmonia com a ordem constitucional.
Gabarito é a letra B.
2. Semana 01
2. Semana 01 78/199
Questão 2013 | 4000002464
A Constituição declara que todos podem reunir-se em local aberto ao público. Algumas
condições para que as reuniões se realizem são apresentadas nas alternativas a seguir, à
exceção de uma. Assinale-a.
A) Os participantes não portem armas.
B) A reunião seja autorizada pela autoridade competente.
C) A reunião não frustre outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local.
D) Os participantes reúnam-se paci�camente.
Solução
Gabarito: B) A reunião seja autorizada pela autoridade competente.
De acordo com o inciso XVI do art. 5º da CF/88, todos podem reunir-se paci�camente,
sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que
não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas
exigido prévio aviso à autoridade competente. A partir desse inciso, podemos enumerar
as características do direito de reunião:
a) Esta deverá ter �ns pací�cos, e apresentar ausência de armas;
b) Deverá ser realizada em locais abertos ao público;
c) Não poderá frustrar outra reunião convocada anteriormente para o mesmo local;
d) Desnecessidade de autorização;
e) Necessidade de prévio aviso à autoridade competente.
Gabarito Letra B.
Questão 2018 | 4000001485
Antônio, líder ativista que defende a proibição do uso de quaisquer drogas, cienti�ca as
autoridades sobre a realização de manifestação contra projeto de lei sobre a liberação do
uso de entorpecentes.
Marina, líder ativista do movimento pela liberação do uso de toda e qualquer droga, ao
tomar conhecimento de tal evento, resolve, então, sem solicitar autorização à autoridade
competente, marcar, para o mesmo dia e local, manifestação favorável ao citado projeto
de lei, de forma a impedir a propagação das ideias defendidas por Antônio.
2. Semana 01
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Nesse sentido, segundo o sistema jurídico-constitucional brasileiro, assinale a a�rmativa
correta.
A)
Marina pode dar continuidade à sua iniciativa, pois, com fundamento no princípio do
Estado Democrático, está amplamente livre para expressar suas ideias.
B)
Marina não poderia dar continuidade à sua iniciativa, pois o direito de reunião depende
de prévia autorização por parte da autoridade competente.
C)
Marina não poderia dar continuidade à sua iniciativa, já que sua reunião frustraria a
reunião de Antônio, anteriormente convocada para o mesmo local.
D)
Marina pode dar continuidade à sua iniciativa, pois é livre o direito de reunião quando o
país não se encontra em estado de sítio ou em estado de defesa.
Solução
Gabarito: C)
Marina não poderia dar continuidade à sua iniciativa, já que sua reunião
frustraria a reunião de Antônio, anteriormente convocada para o mesmo local.
Pessoal, questão fresquinha cobrada no XXVI Exame de Ordem. E mais uma vez a FGV foi
se amparar no estudo dos direitos individuais e coletivos, em especial o direito de reunião
previsto no art. 5º XVI “todos podem reunir-se paci�camente, sem armas, em locais
abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra
reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso
à autoridade competente”
No caso prático, Marina embora não precisasse tecnicamente de autorização para
convocar uma reunião (bastando apenas prévio aviso à autoridade competente), ela não
poderia frustrar outra reunião já convocada no mesmo local, o que de fato ocorreu.
Gabarito letra C.
Questão 2015 | 4000002401
Luiz é proprietário de uma grande fazenda localizada na zona rural do Estado X. Lá,
cultiva café de excelente qualidade – e com grande produtividade – para �ns de
exportação. Porém, uma �scalização realizada por agentes do Ministério do Trabalho e
do Emprego constatou a exploração de mão de obra escrava.
Independentemente das sanções previstas em lei, caso tal prática seja devidamente
comprovada, de forma de�nitiva, pelos órgãos jurisdicionais competentes, a Constituição
Federal dispõe que
2. Semana 01
2. Semana 01 80/199
A)
a propriedade deve ser objeto de desapropriação, respeitado o direito à justa e prévia
indenização a que faz jus o proprietário.
B)
a propriedade deve ser objeto de expropriação, sem qualquer indenização, e, no caso em
tela, destinada à reforma agrária.
C)
o direito de propriedade de Luiz deve ser respeitado, tendo em vista serem as terras em
comento produtivas.
D)
o direito da propriedade de Luiz deve ser respeitado, pois a expropriação é instituto
cabível somente nos casos de cultura ilegal de plantas psicotrópicas.
Solução
Gabarito: B)
a propriedade deve ser objeto de expropriação, sem qualquer indenização, e,
no caso em tela, destinada à reforma agrária.
Segundo o art. 243, CRFB/88, “as propriedades rurais e urbanas de qualquer região do
País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de
trabalho escravo na forma da lei serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a
programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário e sem
prejuízo de outras sanções previstas em lei”.
O gabarito é a letra B.
Questão 2017 | 4000002362
Marcos recebeu, por herança, grande propriedade rural no estado Sigma. Dedicado à
medicina e não possuindo maior interesse pelas atividades agropecuárias desenvolvidas
por sua família, Marcos deixou, nos últimos anos, de dar continuidade a qualquer
atividade produtiva nas referidas terras. Ciente de que sua propriedade não está
cumprindo uma função social, Marcos procura um advogado para saber se existe alguma
possibilidade jurídica de vir a perdê-la.
Segundo o que dispõe o sistema jurídico-constitucional vigente no Brasil, assinale a
opção que apresenta a resposta correta.
A)
O direito de Marcos a manter suas terras deverá ser respeitado, tendo em vista que tem
título jurídico reconhecidamente hábil para caracterizar o seu direito adquirido.B)
A propriedade que não cumpre sua função social poderá ser objeto de expropriação,
sem qualquer indenização ao proprietário que deu azo a tal descumprimento; no caso,
Marcos.
C)
A propriedade, por interesse social, poderá vir a ser objeto de desapropriação, devendo
ser, no entanto, respeitado o direito de Marcos à indenização.
2. Semana 01
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D)
O direito de propriedade de Marcos está cabalmente garantido, já que a desapropriação
é instituto cabível somente nos casos de cultura ilegal de plantas psicotrópicas.
Solução
Gabarito: C)
A propriedade, por interesse social, poderá vir a ser objeto de
desapropriação, devendo ser, no entanto, respeitado o direito de Marcos à
indenização.
Olha só. Estamos diante do direito propriedade previsto no art. 5º (inciso XXII, XIII e
XXIV). No caso em exame, podemos ter a desapropriação, desde que resguardado o
pagamento de indenização. “a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por
necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia
indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição”.
Gabarito Letra C.
Meta 03
Direito Administrativo - Orientações
TEORIA - Adquirindo conhecimento…
Tema: Poderes e Deveres
Administrativos
Incidência em prova: Média
Tarefas - O que fazer?
1. Revise os temas estudados ontem. Use os mapas mentais ou legislação em no máximo 10
minutos!
2. Faça a leitura do conteúdo que está após as orientações, está nomeado como “Material para
Estudo”. Da aula, vale a pena dar uma atenção especial aos seguintes tópicos:
Os poderes administrativos são verdadeiros instrumentos que a Administração possui para
melhor atender ao interesse público.
2. Semana 01
2. Semana 01 82/199
Formas de abuso de poder:
Excesso de poder: Nestes casos, o administrador viola os limites da sua competência
administrativa, atuando de maneira excessiva, invadindo atribuições elencadas à outros
agentes públicos ou exercendo atividade que a lei não lhe atribuiu.
Desvio de poder: Mesmo estando dentro da sua competência, o administrador nestas
hipóteses desvia-se do interesse público e busca alcançar fim diverso. Tal abuso é
inclusive elencado na Lei de ação popular, como desvio de finalidade (art. 2º,
parágrafo único, alínea “c”, da Lei 4.717/65).
Tarefa Alternativa:
Se você não tiver tempo para concluir a tarefa principal ou já estiver avançado no
conteúdo do tema, faça apenas a leitura da lei seca e resolva as questões!
HORA DO TREINO - Resolvendo
algumas questões…
Ao terminar a teoria apresentada, resolva as questões indicadas no material.
LEI SECA - Fixando o conhecimento
adquirido…
O assunto é téorico, utilize os mapas mentais para fixar os conceitos.
Bibliografia
LDI Completo – Direito Administrativo [5]
* Disponibilizamos o material completo apenas como bibliografia, você não precisa estudar
pelo curso completo.
2. Semana 01
2. Semana 01 83/199
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-administrativo-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=4.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-administrativo-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=4.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-administrativo-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=4.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-administrativo-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=4.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-administrativo-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=4.1
Questão 2017 | 4000000828
João foi aprovado em concurso público promovido pelo Estado Alfa para o cargo de
analista de políticas públicas, tendo tomado posse no cargo, na classe inicial da
respectiva carreira. Ocorre que João é uma pessoa proativa e teve, como gestor,
excelentes experiências na iniciativa privada. Em razão disso, ele decidiu que não deveria
cumprir os comandos determinados por agentes superiores na estrutura administrativa,
porque ele as considerava contrárias ao princípio da e�ciência, apesar de serem ordens
legais.
A partir do caso apresentado, assinale a a�rmativa correta.
Material para Estudo:
Poder-dever de Agir
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Abuso de Poder
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Modalidades dos poderes administrativos
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Deveres da Administração
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
2. Semana 01
2. Semana 01 84/199
A)
João possui total liberdade de atuação, não se submetendo a comandos superiores, em
decorrência do princípio da e�ciência.
B)
A liberdade de atuação de João é pautada somente pelo princípio da legalidade,
considerando que não existe escalonamento de competência no âmbito da
Administração Pública.
C)
João tem dever de obediência às ordens legais de seus superiores, em razão da relação
de subordinação decorrente do poder hierárquico.
D)
As autoridades superiores somente podem realizar o controle �nalístico das atividades de
João, em razão da relação de vinculação estabelecida com os superiores hierárquicos.
Solução
Gabarito: C)
João tem dever de obediência às ordens legais de seus superiores, em razão
da relação de subordinação decorrente do poder hierárquico.
A questão aborda o tema do regime jurídico dos servidores públicos federais,
especialmente sobre o poder hierárquico a que são submetidos.
No caso enunciado, um indivíduo foi aprovado em concurso público estadual, tendo
tomado posse no cargo, na classe inicial da respectiva carreira. Porém, ele decidiu que
não deveria cumprir os comandos determinados por agentes superiores na estrutura
administrativa, porque ele as considerava contrárias ao princípio da e�ciência, apesar de
serem ordens legais.
Ensina José dos Santos Carvalho Filho:
"Hierarquia é o escalonamento em plano vertical dos órgãos e agentes da Administração
que tem como objetivo a organização da função administrativa. E não poderia ser de outro
modo. Tantas são as atividades a cargo da Administração Pública que não se poderia
conceber sua normal realização sem a organização, em escalas, dos agentes e dos órgãos
públicos. Em razão desse escalonamento �rma-se uma relação jurídica entre os agentes,
que se denomina de relação hierárquica."
Desse sistema hierárquico decorrem alguns efeitos especí�cos, dentre eles, o poder de
comando de agentes superiores sobre outros hierarquicamente inferiores. Estes, a seu
turno, têm dever de obediência para com aqueles, cabendo-lhes executar as tarefas em
conformidade com as determinações superiores.
Ressalte-se que tal dever não obriga o agente de nível inferior a cumprir ordens
manifestamente ilegais, aferíveis pelo indivíduo mediano, conforme a posição adotada
pelo Código Penal, em seu art. 22, do qual se depreende, a contrario sensu, a
interpretação de que, se a ordem do superior é manifestamente ilegal, pelo fato responde
não só o autor da ordem como aquele que a cumpriu.
2. Semana 01
2. Semana 01 85/199
Portanto, o servidor tem dever de obediência às ordens legais de seus superiores, em
razão da relação de subordinação decorrente do poder hierárquico.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
O servidor não possui total liberdade de atuação, ele tem dever de obediência às ordens
legais de seus superiores, em razão da relação de subordinação decorrente do poder
hierárquico.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
Segundo José dos Santos Carvalho Filho, hierarquia é o escalonamento em plano vertical
dos órgãos e agentes da Administração que tem como objetivo a organização da função
administrativa.
A letra C está correta. CORRETA.
Do sistema hierárquico decorre o poder de comando de agentes superiores sobre outros
hierarquicamente inferiores. Estes, a seu turno, têm dever de obediência para com aqueles,
cabendo-lhes executar as tarefas em conformidade com as determinações superiores.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
As autoridades superiores podem exercer amplo controle sobre as atividades dos servidores
que lhes são subordinados.
Questão 2010 | 4000002249
Adoutrina costuma a�rmar que certas prerrogativas postas à Administração encerram
verdadeiros poderes, que são irrenunciáveis e devem ser exercidos sempre que o
interesse público clamar. Por tal razão são chamados poder-dever.
A esse respeito é correto a�rmar que:
A)
o poder regulamentar é amplo, e permite, sem controvérsias, a edição de regulamentos
autônomos e executórios.
B)
o poder disciplinar importa à administração o dever de apurar infrações e aplicar
penalidades, mesmo não havendo legislação prévia.
C)
o poder de polícia se coloca discricionário, conferindo ao administrador ilimitada margem
de opções quanto à sanção a ser, eventualmente, aplicada.
D)
o poder hierárquico é inerente à ideia de verticalização administrativa, e revela as
possibilidades de controlar atividades, delegar competência, avocar competências
2. Semana 01
2. Semana 01 86/199
delegáveis e invalidar atos, dentre outros.
Solução
Gabarito: D)
o poder hierárquico é inerente à ideia de verticalização administrativa, e
revela as possibilidades de controlar atividades, delegar competência, avocar
competências delegáveis e invalidar atos, dentre outros.
A questão exige o conhecimento acerca dos poderes administrativos.
As espécies de poderes administrativos são: regulamentar (ou normativo), polícia,
disciplinar e hierárquico.
O poder normativo ou regulamentar é a prerrogativa reconhecida à Administração
Pública para editar atos administrativos gerais para �el execução das leis. Como tal
poder deve, em regra, se ater aos limites da lei, para a de�nição de regulamentos que
não criem direitos ou obrigações, apenas na exceção do art. 84, VI, da CRFB/88 se
poderia pensar na edição de regulamentos autônomos, ou seja, não referenciados por lei.
Contudo, tal ideia não é pací�ca.
O poder disciplinar é a prerrogativa reconhecida à Administração para investigar e punir
os agentes públicos, após o contraditório e a ampla defesa, na hipótese de infração
funcional, e os demais administrados sujeitos à disciplina especial administrativa. Ele é
exercido por meio do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), em observância estrita à
lei.
O poder de polícia compreende a prerrogativa reconhecida à Administração Pública para
restringir e condicionar, com fundamento na lei, o exercício de direitos, com o objetivo de
atender o interesse público. No âmbito legal, o conceito de poder de polícia é fornecido
pelo art. 78 do CTN.
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou
disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato,
em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes,
à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato
Complementar nº 31, de 1966)
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do
processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso
ou desvio de poder.
De fato, a discricionariedade é comumente colocada como um atributo do poder de
polícia, mas isso não signi�ca, naturalmente, que o administrador tenha ilimitada margem
de opções, que seria incompatível com a própria legalidade.
2. Semana 01
2. Semana 01 87/199
Por sua vez, a hierarquia é uma relação de subordinação administrativa entre agentes
públicos que pressupõe a distribuição e o escalonamento vertical de funções no interior
da organização administrativa. Ela está relacionada à própria organização administrativa,
e é por meio dela que se observa como pode ser delegada ou avocada uma competência,
por exemplo, o que permite o controle da administração pelos superiores.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
Poder regulamentar, na verdade, é algo de muitas controvérsias quando o assunto é a
possibilidade de edição de edição de regulamentos autônomos. Portanto, como tal poder
deve, em regra, se ater aos limites da lei, para a de�nição de regulamentos que não criem
direitos ou obrigações, apenas na exceção do art. 84, VI, da CRFB/88 se poderia pensar na
edição de regulamentos autônomos, ou seja, não referenciados por lei.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
O poder disciplinar é exercido por meio do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), em
observância estrita à lei.
A letra C está incorreta. INCORRETA.
A discricionariedade é comumente colocada como um atributo do poder de polícia, mas isso
não signi�ca que o administrador tenha ilimitada margem de opções, que seria incompatível
com a própria legalidade.
A letra D está correta. CORRETA.
A hierarquia é uma relação de subordinação administrativa entre agentes públicos que
pressupõe a distribuição e o escalonamento vertical de funções no interior da organização
administrativa.
Questão 2014 | 4000002033
A Secretaria de Defesa do Meio Ambiente do Estado X lavrou auto de infração,
cominando multa no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) à empresa Explora, em razão
da instalação de uma saída de esgoto clandestina em uma lagoa naquele Estado.
A empresa não impugnou o auto de infração lavrado e não pagou a multa aplicada.
Considerando o exposto, assinale a a�rmativa correta.
A)
A aplicação de penalidade representa exercício do poder disciplinar e autoriza a
apreensão de bens para a quitação da dívida, em razão da executoriedade do ato.
2. Semana 01
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B)
A aplicação de penalidade representa exercício do poder de polícia e autoriza a
apreensão de bens para a quitação da dívida, em razão da executoriedade do ato.
C)
A aplicação de penalidade representa exercício do poder disciplinar, mas não autoriza a
apreensão de bens para a quitação da dívida.
D)
A aplicação de penalidade representa exercício do poder de polícia, mas não autoriza a
apreensão de bens para a quitação da dívida.
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Solução
Gabarito: D)
A aplicação de penalidade representa exercício do poder de polícia, mas não
autoriza a apreensão de bens para a quitação da dívida.
A questão exige o conhecimento acerca do Poder de Polícia.
No caso narrado, a Secretaria de Defesa do Meio Ambiente de determinado estado
lavrou auto de infração, cominando multa no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) à
uma empresa, em razão da instalação de uma saída de esgoto clandestina em uma lagoa
naquele Estado, a qual não impugnou o auto de infração e não pagou a multa aplicada.
A imposição da multa corresponde a exemplo de exercício do poder de polícia, na
modalidade punitiva, ou seja, sanção de polícia.
O poder de polícia compreende a prerrogativa reconhecida à Administração Pública para
restringir e condicionar, com fundamento na lei, o exercício de direitos, com o objetivo de
atender o interesse público. Ele possui as seguintes características: discricionariedade,
coercibilidade e autoexecutoriedade.
A aplicação da multa, em si, constitui ato dotado de autoexecutoriedade, porquanto não
se faz necessária a prévia anuência do Poder Judiciário para que a multa seja aplicada.
Contudo, se não for paga no vencimento, a Administração não dispõe de meios para,
também de forma unilateral e autoexecutória, investir contra o patrimônio do particular,
em ordem a satisfazer seu crédito. Para tanto, deverá percorrer as vias judiciais cabíveis,
ou seja, inscrever o crédito em dívida ativa e promover a execução �scal. Isto porque a
cobrança da multa, diferentemente, não é autoexecutória.
Re�ra-se, de outro lado, que as opções que a�rmaram se tratar de exercício de poder
disciplinar estão equivocadas, na medida em que tal poder relaciona-se à imposição de
sanções a servidores públicos, bem como a particulares que possuam vínculo jurídico
especí�co com a Administração, o que não é o caso, pois o particular recebeu a punição
com apoio em uma relaçãode vinculação geral.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
A imposição da multa corresponde a exemplo de exercício do poder de polícia, na
modalidade punitiva, ou seja, sanção de polícia.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
Se não for paga no vencimento, a Administração não dispõe de meios para, também de
forma unilateral e autoexecutória, investir contra o patrimônio do particular, em ordem a
satisfazer seu crédito. Para tanto, deverá percorrer as vias judiciais cabíveis.
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A letra C está incorreta. INCORRETA.
A imposição da multa corresponde a exemplo de exercício do poder de polícia, na
modalidade punitiva, ou seja, sanção de polícia.
A letra D está correta. CORRETA.
A imposição da multa corresponde a exemplo de exercício do poder de polícia, na
modalidade punitiva, ou seja, sanção de polícia. Contudo, se não for paga no vencimento, a
Administração não dispõe de meios para, também de forma unilateral e autoexecutória,
investir contra o patrimônio do particular, em ordem a satisfazer seu crédito. Para tanto,
deverá percorrer as vias judiciais cabíveis.
Questão 2010 | 4000002252
O poder de polícia, conferindo a possibilidade de o Estado limitar o exercício da
liberdade ou das faculdades de proprietário, em prol do interesse público
A) gera a possibilidade de cobrança, como contrapartida, de preço público.
B) se instrumentaliza sempre por meio de alvará de autorização.
C)
afasta a razoabilidade, para atingir os seus objetivos maiores, em prol da predominância
do interesse público.
D) deve ser exercido nos limites da lei, gerando a possibilidade de cobrança de taxa.
Solução
Gabarito: D)
deve ser exercido nos limites da lei, gerando a possibilidade de cobrança de
taxa.
A questão exige o conhecimento acerca do poder de polícia.
O poder de polícia compreende a prerrogativa reconhecida à Administração Pública para
restringir e condicionar, com fundamento na lei, o exercício de direitos, com o objetivo de
atender o interesse público. No âmbito legal, o conceito de poder de polícia é fornecido
pelo art. 78 do CTN.
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou
disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato,
em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes,
à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao
2. Semana 01
2. Semana 01 91/199
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato
Complementar nº 31, de 1966)
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do
processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso
ou desvio de poder.
Tal poder é tratado pelo Código Tributário Nacional, ao dispor sobre as taxas.
Assim, segundo o art. 77 do CTN:
Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos
Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício
regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público
especí�co e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.
Parágrafo único. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que
correspondam a impôsto nem ser calculada em função do capital das emprêsas.
Portanto, o exercício regular do poder de polícia, exercido nos limites da lei, corresponde
ao fato gerador das taxas. Estas não se confundem com as tarifas. Elas diferenciam-se
especialmente pela obrigatoriedade ou a facultatividade que o particular possui para
utilizar o serviço.
Na hipótese em que o usuário tem liberdade para escolher entre usar ou não o serviço, a
remuneração deve ser feita por meio de tarifa. Por outro lado, se não houver liberdade
para o usuário, a remuneração será efetivada por taxa.
Essa distinção foi consagrada na Súmula 545 do STF que dispõe que os “preços de
serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são
compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em
relação à lei que as instituiu”.
Ademais, o poder de polícia não se restringe a concessão de alvará de autorização, pois
pode ser exercido de forma abstrata, por meio da edição de atos normativos, ou
concreta, como no caso da concessão de autorização, licença, entre outras.
Por �m, o poder de polícia não afasta a razoabilidade; ao revés, seu exercício deve se
dar de forma razoável.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
O poder de polícia gera a possibilidade de cobrança, como contrapartida, de taxa,
consoante art. 77 do CTN.
2. Semana 01
2. Semana 01 92/199
A letra B está incorreta. INCORRETA.
O poder de polícia não se restringe a concessão de alvará de autorização, podendo ser
exercido, inclusive, de forma abstrata, por meio da edição de leis.
A letra C está incorreta. INCORRETA.
O poder de polícia não afasta a razoabilidade; ao revés, seu exercício deve se dar de forma
razoável.
A letra D está correta. CORRETA.
O poder de polícia deve ser exercido nos limites da lei, gerando a possibilidade de cobrança
de taxa, nos termos dos artigos 77 e 78 do CTN.
Questão 2013 | 4000002128
Oscar é titular da propriedade de um terreno adjacente a uma creche particular.
Aproveitando a expansão econômica da localidade, decidiu construir em seu terreno um
grande galpão. Oscar iniciou as obras, sem solicitar à prefeitura do município “X” a
necessária licença para construir, usando material de baixa qualidade. Ainda durante a
construção, a diretora da creche notou que a estrutura não apresentava solidez e corria o
risco de desabar sobre as crianças. Ao tomar conhecimento do fato, a prefeitura do
município “X” inspecionou o imóvel e constatou a gravidade da situação. Após a devida
noti�cação de Oscar, a estrutura foi demolida.
Assinale a a�rmativa que indica o instituto do direito administrativo que autoriza a
atitude do município “X”.
A) Tombamento.
B) Poder de polícia.
C) Ocupação temporária.
D) Desapropriação.
Solução
Gabarito: B) Poder de polícia.
A questão aborda o tema dos poderes administrativos, em especial do poder de polícia.
No caso, um particular decidiu iniciar obras em seu terreno, sem solicitar à prefeitura do
município a necessária licença para construir, usando material de baixa qualidade. Ao
2. Semana 01
2. Semana 01 93/199
tomar conhecimento do risco de desabamento da obra, a prefeitura do município
inspecionou o imóvel, constatou a gravidade da situação e, após a devida noti�cação do
particular, a estrutura foi demolida.
Para adequadamente manter padrões de higiene, segurança, saúde pública, entres
outros, deve a administração praticar uma série de atos que importarão em obrigar os
particulares a absterem-se da prática de atos contrários às determinações públicas. Tal é
o poder de polícia, que encontra de�nição no art. 78 do CTN:
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou
disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato,
em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes,
à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.
Note-se, assim, que um dos atributos do poder de polícia é a autoexecutoriedade, que
signi�ca a capacidade do Estado em colocar em prática suas determinações tendentes a
garantir o cumprimento dessas normas. Em casos extremos, como o narrado na questão,
mesmo atitudes mais extremas, como a demolição adotada, são possíveis sem a
autorização judicial, em razão da emergência da medida.
A letraA está incorreta. INCORRETA.
O tombamento é a intervenção estatal restritiva que tem por objetivo proteger o patrimônio
cultural brasileiro.
A letra B está correta. CORRETA.
Segundo o art. 78 do CTN, considera-se poder de polícia atividade da administração pública
que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou
abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à
ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades
econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.
A letra C está incorreta. INCORRETA.
A ocupação temporária é a intervenção branda por meio da qual o Estado ocupa, por prazo
determinado e em situação de normalidade, a propriedade privada para execução de obra
pública ou a prestação de serviços públicos.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
Desapropriação é a intervenção do Estado na propriedade alheia, transferindo-a,
compulsoriamente e de maneira originária, para o seu patrimônio, com fundamento no
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2. Semana 01 94/199
interesse público e após o devido processo legal, normalmente mediante indenização.
Questão 2013 | 4000002120
Atendendo a uma série de denúncias feitas por particulares, a Delegacia de Defesa do
Consumidor (DECON) de�agra uma operação, visando a apurar as condições dos
alimentos fornecidos em restaurantes da região central da capital. Logo na primeira
inspeção, os �scais constataram que o estoque de um restaurante tinha produtos com a
validade vencida. Na inspeção das instalações da cozinha, apuraram que o espaço não
tinha condições sanitárias mínimas para o manejo de alimentos e o preparo de refeições.
Os produtos vencidos foram apreendidos e o estabelecimento foi interditado, sem
qualquer decisão prévia do Poder Judiciário.
Assinale a alternativa que indica o atributo do poder de polícia que justi�ca as medidas
tomadas pela DECON.
A) Coercibilidade.
B) Inexigibilidade.
C) Autoexecutoriedade.
D) Discricionariedade.
Solução
Gabarito: C) Autoexecutoriedade.
A questão exige o conhecimento acerca dos poderes administrativos, em especial do
poder de polícia.
No caso, a Delegacia de Defesa do Consumidor (DECON) de�agrou uma operação e
constatou que o estoque de um restaurante tinha produtos com a validade vencida. Na
inspeção das instalações da cozinha, apuraram que o espaço não tinha condições
sanitárias mínimas para o manejo de alimentos e o preparo de refeições. Os produtos
vencidos foram apreendidos e o estabelecimento foi interditado, sem qualquer decisão
prévia do Poder Judiciário.
Ao informar que as providências foram tomadas sem prévia anuência do Poder
Judiciário, a Banca claramente esclareceu que estava se referindo ao atributo da
autoexecutoriedade, que corresponde, precisamente, à possibilidade de que os atos
administrativos dotados de tal característica sejam colocados em prática sem a
necessidade de anterior aquiescência do Judiciário.
Re�ra-se que inexigibilidade e discricionariedade sequer são atributos dos atos
administrativos, de maneira que tais opções poderiam ser descartadas de plano.
2. Semana 01
2. Semana 01 95/199
Por �m, a coercibilidade, também tratada pela doutrina sob a denominação de
imperatividade, embora constitua, sim, um atributo, corresponde, na verdade, à
possibilidade de instituição de obrigação unilateralmente, sem a anuência dos
particulares.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
A coercibilidade corresponde à possibilidade de instituição de obrigação unilateralmente,
sem a anuência dos particulares.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
A inexigibilidade não é atributo dos atos administrativos.
A letra C está correta. CORRETA.
A autoexecutoriedade corresponde à possibilidade de que os atos administrativos dotados
de tal característica sejam colocados em prática sem a necessidade de anterior
aquiescência do Judiciário.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
A discricionariedade não é atributo dos atos administrativos.
Questão 2019 | 4000000044
Após comprar um terreno, Roberto iniciou a construção de sua casa, sem prévia licença,
avançando para além dos limites de sua propriedade e ocupando parcialmente a via
pública, inclusive com possibilidade de desabamento de parte da obra e risco à
integridade dos pedestres.
No regular exercício da �scalização da ocupação do solo urbano, o poder público
municipal, observadas as formalidades legais, valendo-se da prerrogativa de direito
público que, calcada na lei, autoriza-o a restringir o uso e o gozo da liberdade e da
propriedade privada em favor do interesse da coletividade, determinou que Roberto
demolisse a parte irregular da obra.
O poder administrativo que fundamentou a determinação do Município é o poder
A)
de hierarquia, e, pelo seu atributo da coercibilidade, o particular é obrigado a obedecer
às ordens emanadas pelos agentes públicos, que estão em nível de superioridade
hierárquica e podem usar meios indiretos de coerção para fazer valer a supremacia do
interesse público sobre o privado.
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B)
disciplinar, e o particular está sujeito às sanções impostas pela Administração Pública,
em razão do atributo da imperatividade, desde que haja a prévia e imprescindível
chancela por parte do Poder Judiciário.
C)
regulamentar, e os agentes públicos estão autorizados a realizar atos concretos para
aplicar a lei, ainda que tenham que se valer do atributo da autoexecutoriedade, a �m de
concretizar suas determinações, independentemente de prévia ordem judicial.
D)
de polícia, e a �scalização apresenta duplo aspecto: um preventivo, por meio do qual os
agentes públicos procuram impedir um dano social, e um repressivo, que, face à
transgressão da norma de polícia, redunda na aplicação de uma sanção.
Solução
Gabarito: D)
de polícia, e a �scalização apresenta duplo aspecto: um preventivo, por meio
do qual os agentes públicos procuram impedir um dano social, e um
repressivo, que, face à transgressão da norma de polícia, redunda na aplicação
de uma sanção.
A questão aborda o tema dos Poderes administrativos, que correspondem às
prerrogativas instrumentais conferidas aos agentes públicos para que, no desempenho
de suas atividades, alcancem o interesse público. Trata-se, na realidade, de poder-dever,
pois o seu exercício é irrenunciável e se preordena ao atendimento da �nalidade pública.
No enunciado questão, Roberto iniciou a construção de sua casa, sem prévia licença,
avançando para além dos limites de sua propriedade e ocupando parcialmente a via
pública, com possibilidade de desabamento de parte da obra e risco à integridade dos
pedestres. No regular exercício da �scalização da ocupação do solo urbano, o poder
público municipal, observadas as formalidades legais, determinou que Roberto demolisse
a parte irregular da obra.
O poder administrativo que fundamentou a determinação do Município é o poder de
polícia, conceituado no art. 78 do CTN.
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou
disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato,
em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes,
à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.
O poder de polícia representa a prerrogativa reconhecida à Administração Pública para
restringir e condicionar, com fundamento na lei, o exercício de direitos, com o objetivo de
atender o interesse público. Ele se manifesta por atos preventivos, repressivos ou
�scalizadores.
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Por sua vez, o poder hierárquico consiste no poder que "dispõe o Executivo para
distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuaçãode seus
agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores de seu quadro de
pessoal" (Hely Lopes Meireles).
O poder disciplinar "é a prerrogativa pela qual a Administração apura as infrações e
aplica as penalidades ao infrator, que pode ser um servidor público ou particular sujeito à
disciplina administrativa"(Maria Silvia Di Pietro).
Por �m, o poder regulamentar é "uma das formas pela qual se expressa a função
normativa da Administração Pública"(Maria Silvia Di Pietro).
A letra A está incorreta. INCORRETA.
O poder hierárquico consiste no poder que "dispõe o Executivo para distribuir e escalonar
as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a
relação de subordinação entre os servidores de seu quadro de pessoal" (Hely Lopes
Meireles).
A letra B está incorreta. INCORRETA.
O poder disciplinar "é a prerrogativa pela qual a Administração apura as infrações e aplica
as penalidades ao infrator, que pode ser um servidor público ou particular sujeito à disciplina
administrativa" (Maria Silvia Di Pietro).
A letra C está incorreta. INCORRETA.
O poder regulamentar é "uma das formas pela qual se expressa a função normativa da
Administração Pública" (Maria Silvia Di Pietro).
A letra D está correta. CORRETA.
O poder administrativo que fundamentou a determinação do Município é o poder de polícia,
conceituado no art. 78 do CTN, o qual representa a prerrogativa reconhecida à
Administração Pública para restringir e condicionar, com fundamento na lei, o exercício de
direitos, com o objetivo de atender o interesse público. Ele se manifesta por atos
preventivos, repressivos ou �scalizadores.
Questão 2017 | 4000000832
Um �scal de posturas públicas municipais veri�ca que um restaurante continua
colocando, de forma irregular, mesas para os seus clientes na calçada. Depois de lavrar
autos de infração com aplicação de multa por duas vezes, sem que a sociedade
empresária tenha interposto recurso administrativo, o �scal, ao veri�car a situação,
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interdita o estabelecimento e apreende as mesas e cadeiras colocadas de forma
irregular, com base na lei que regula o exercício do poder de polícia correspondente.
A partir da situação acima, assinale a a�rmativa correta.
A)
O �scal atuou com desvio de poder, uma vez que o direito da sociedade empresária de
continuar funcionando é emanação do direito de liberdade constitucional, que só pode
ser contrastado a partir de um provimento jurisdicional.
B)
A prática irregular de ato autoexecutório pelo �scal é clara, porque não homenageou o
princípio do contraditório e da ampla defesa ao não permitir à sociedade empresária,
antes da apreensão, a possibilidade de produzir, em processo administrativo especí�co,
fatos e provas em seu favor.
C)
O ato praticado pelo �scal está dentro da visão tradicional do exercício da polícia
administrativa pelo Estado, que pode, em situações extremas, dentro dos limites da
razoabilidade e da proporcionalidade, atuar de forma autoexecutória.
D)
A atuação do �scal é ilícita, porque os atos administrativos autoexecutórios, como
mencionado acima, exigem, necessariamente, autorização judicial prévia.
Solução
Gabarito: C)
O ato praticado pelo �scal está dentro da visão tradicional do exercício da
polícia administrativa pelo Estado, que pode, em situações extremas, dentro
dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade, atuar de forma
autoexecutória.
A questão trata dos poderes da administração pública, notadamente do poder de polícia
e seus atributos.
Na situação, um �scal de posturas públicas municipais veri�ca que um restaurante
continua colocando, de forma irregular, mesas para os seus clientes na calçada, mesmo
depois dele lavrar autos de infração com aplicação de multa por duas vezes, sem que a
sociedade empresária tenha interposto recurso administrativo, resolvendo, então,
interditar o estabelecimento e apreender as mesas e cadeiras colocadas de forma
irregular, com base na lei que regula o exercício do poder de polícia correspondente.
O poder de polícia compreende a prerrogativa reconhecida à Administração Pública para
restringir e condicionar, com fundamento na lei, o exercício de direitos, com o objetivo de
atender o interesse público. No âmbito legal, o conceito de poder de polícia é fornecido
pelo art. 78 do CTN.
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou
disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato,
em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes,
à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas
2. Semana 01
2. Semana 01 99/199
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do
processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso
ou desvio de poder.
O poder de polícia possui os seguintes atributos: discricionariedade, coercibilidade e
autoexecutoriedade. Por discricionariedade entende-se a liberdade conferida pelo
legislador ao administrador para escolher, por exemplo, o melhor momento de sua
atuação ou a sanção mais adequada no caso concreto. Os atos de polícia são coercitivos
na medida em que impõem restrições ou condições que devem ser obrigatoriamente
cumpridas pelos particulares. Por �m, a autoexecutoriedade é a prerrogativa conferida à
Administração para implementar os seus atos, sem a necessidade de manifestação
prévia do Poder Judiciário.
Assim, segundo a doutrina tradicional, o agente público pode, em situações extremas,
dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade, atuar de forma
autoexecutória, no exercício do poder de polícia.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
Não houve desvio de poder, pois um dos atributos do poder de polícia é a
autoexecutoriedade, que consiste na prerrogativa conferida à Administração para
implementar os seus atos, sem a necessidade de manifestação prévia do Poder Judiciário.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
A autoexecutoriedade é a prerrogativa conferida à Administração para implementar os seus
atos, sem a necessidade de manifestação prévia do Poder Judiciário. Também não há
necessidade de aguardar o encerramento de eventual processo administrativo.
A letra C está correta. CORRETA.
Segundo a doutrina tradicional, o agente público pode, em situações extremas, dentro dos
limites da razoabilidade e da proporcionalidade, atuar de forma autoexecutória, no exercício
do poder de polícia.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
A autoexecutoriedade é a prerrogativa conferida à Administração para implementar os seus
atos, sem a necessidade de manifestação prévia do Poder Judiciário.
2. Semana 01
2. Semana 01 100/199
Questão 2014 | 4000002040
José da Silva é o chefe do Departamento de Pessoal de uma Secretaria de Estado.
Recentemente, José da Silva avocou a análise de determinada matéria, constante de
processo administrativo inicialmente distribuído a João de Souza, seu subordinado, ao
perceber que a questão era por demais complexa e não vinha sendo tratada com
prioridade por aquele servidor.
Ao assim agir, José da Silva fez uso
A) do poder hierárquico.
B) do poder disciplinar.
C) do poder discricionário.
D) da teoria dos motivos determinantes.
Solução
Gabarito: A) do poder hierárquico.
A questão trata dos poderes administrativos, em especial do poder hierárquico.
No caso narrado, determinado chefe do Departamento de Pessoal de uma Secretaria de
Estado avocou a análise de uma matéria, constante de processo administrativo
inicialmente distribuído a outro servidor, seu subordinado.
Inicialmente, é possível a modi�cação da competência, desde que não se trate de
competência atribuída, com exclusividade, ao órgãoou entidade administrativos. Essa
modi�cação pode se dar por delegação, ou seja, transferência precária, total ou parcial,
do exercício de determinadas atribuições administrativas, inicialmente conferidas ao
delegante, para outro agente público; ou por avocação, que consiste no chamamento,
pela autoridade superior, das atribuições inicialmente outorgadas pela lei ao agente
subordinado.
Trata-se, assim, de manifestação do poder hierárquico, o qual confere uma série de
prerrogativas aos agentes públicos hierarquicamente superiores em relação aos seus
respectivos subordinados, como expedição de ordens, nos estritos termos da lei, que
devem ser cumpridas pelos subordinados, salvo as ordens manifestamente ilegais;
controle ou �scalização, que consiste na veri�cação do cumprimento por parte dos
subordinados das ordens administrativas e das normas vigentes; e a alteração de
competências, nos limites permitidos pela legislação, em que a autoridade superior pode
alterar competências, notadamente por meio da delegação e da avocação.
Vale lembrar que o poder disciplinar é a prerrogativa reconhecida à Administração para
investigar e punir, após o contraditório e a ampla defesa, os agentes públicos, na
2. Semana 01
2. Semana 01 101/199
hipótese de infração funcional, e os demais administrados sujeitos à disciplina especial
administrativa.
Por sua vez, o grau de liberdade na atuação dos agentes públicos pode variar de
intensidade a partir da opção adotada pelo legislador. O legislador autoriza, expressa ou
implicitamente, em certos casos, a realização de opções pelo agente, com base na sua
conveniência e oportunidade. Trata-se da atuação discricionária do agente público.
Por �m, pela teoria dos motivos determinantes, a validade do ato administrativo depende
da correspondência entre os motivos nele expostos e a existência concreta dos fatos que
ensejaram a sua edição. Ainda que em situações excepcionais em que a lei não exige a
motivação, se o agente expuser os motivos do ato, a sua validade dependerá da
correspondência com a realidade.
A letra A está correta. CORRETA.
Trata-se de manifestação do poder hierárquico, o qual confere uma série de prerrogativas
aos agentes públicos hierarquicamente superiores em relação aos seus respectivos
subordinados, como a alteração de competências, nos limites permitidos pela legislação, em
que a autoridade superior pode alterar competências, notadamente por meio da delegação
e da avocação.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
O poder disciplinar é a prerrogativa reconhecida à Administração para investigar e punir,
após o contraditório e a ampla defesa, os agentes públicos, na hipótese de infração
funcional, e os demais administrados sujeitos à disciplina especial administrativa.
A letra C está incorreta. INCORRETA.
O legislador autoriza, expressa ou implicitamente, em certos casos, a realização de opções
pelo agente, com base na sua conveniência e oportunidade. Trata-se da atuação
discricionária do agente público.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
Pela teoria dos motivos determinantes, a validade do ato administrativo depende da
correspondência entre os motivos nele expostos e a existência concreta dos fatos que
ensejaram a sua edição.
Questão 2012 | 4000002217
É correto a�rmar que o poder de polícia, conferindo a possibilidade de o Estado limitar o
exercício da liberdade ou das faculdades de proprietário, em prol do interesse público,
2. Semana 01
2. Semana 01 102/199
A) gera a possibilidade de cobrança de preço público.
B) se instrumentaliza sempre, e apenas, por meio de alvará de autorização.
C)
para atingir os seus objetivos maiores, afasta a razoabilidade, em prol da predominância
do interesse público.
D) deve ser exercido nos limites da lei, gerando a possibilidade de cobrança de taxa.
Solução
Gabarito: D)
deve ser exercido nos limites da lei, gerando a possibilidade de cobrança de
taxa.
A questão exige o conhecimento acerca dos poderes administrativos, em especial do
poder de polícia.
O poder de polícia compreende a prerrogativa reconhecida à Administração Pública para
restringir e condicionar, com fundamento na lei, o exercício de direitos, com o objetivo de
atender o interesse público. Na legislação, o conceito de poder de polícia é fornecido
pelo art. 78 do CTN, que trata das taxas.
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou
disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato,
em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes,
à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato
Complementar nº 31, de 1966)
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do
processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso
ou desvio de poder.
Desse modo, o poder de polícia deve ser exercido nos limites da lei, gerando a
possibilidade de cobrança de taxa, conforme o art. 78, parágrafo único do CTN.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
Segundo o art. 78 do CTN, o poder de polícia não gera o pagamento de preço público, mas
sim de taxas.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão
competente nos limites da lei aplicável, segundo art. 78, parágrafo único do CTN.
2. Semana 01
2. Semana 01 103/199
A letra C está incorreta. INCORRETA.
O poder de polícia deve considerar a razoabilidade.
A letra D está correta. CORRETA.
O poder de polícia deve ser exercido nos limites da lei, gerando a possibilidade de cobrança
de taxa, conforme o art. 78, parágrafo único do CTN.
Questão 2010 | 4000002257
No âmbito do Poder discricionário da Administração Pública, não se admite que o agente
público administrativo exerça o Poder discricionário
A)
quando estiver diante de conceitos legais e jurídicos parcialmente indeterminados, que
se tornam determinados à luz do caso concreto e à luz das circunstâncias de fato.
B)
quando estiver diante de conceitos legais e jurídicos técnico-cientí�cos, sendo, neste
caso, limitado às escolhas técnicas, por óbvio possíveis.
C)
quando estiver diante de conceitos valorativos estabelecidos pela lei, que dependem de
concretização pelas escolhas do agente, considerados o momento histórico e social.
D) em situações em que a redação da Lei se encontra insatisfatória ou ultrapassada.
Solução
Gabarito: D)
em situações em que a redação da Lei se encontra insatisfatória ou
ultrapassada.
A questão exige o conhecimento doutrinário acerca do poder discricionário.
Por esse poder, pode o agente avaliar a conveniência e a oportunidade dos atos que vai
praticar na qualidade de administrador dos interesses coletivos.
Conceitua José dos Santos Carvalho Filho:
"Poder discricionário, portanto, é a prerrogativa concedida aos agentes administrativos de
elegerem, entre várias condutas possíveis, a que traduz maior conveniência e
oportunidade para o interesse público. Em outras palavras, não obstante a
discricionariedade constitua prerrogativa da Administração, seu objetivo maior é o
atendimento aos interesses da coletividade."
Contudo, esse poder não é ilimitado. A doutrina tradicional aponta que um dos fatores
exigidos para a legalidade do exercício desse poder consiste na adequação da conduta
2. Semana 01
2. Semana 01 104/199
escolhida pelo agente à �nalidade que a lei expressa.
As limitações à atividade administrativa alcançam também a discricionariedade técnica,
no âmbito da qual se atribui à Administração o poder de �xar juízos de ordem técnica,
mediante o emprego de noções e métodos especí�cos das diversas ciências ou artes.
Outro fator é o da veri�cação dos motivos inspiradores da conduta.Se o agente não
permite o exame dos fundamentos de fato ou de direito que mobilizaram sua decisão em
certas situações em que seja necessária a sua averiguação, haverá, no mínimo, a
fundada suspeita de má utilização do poder discricionário e de desvio de �nalidade.
Além disso, o agente público não pode realizar juízo de valor sobre o caso concreto,
quando a lei vincula a forma de realizar o ato.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
Quando a lei não é capaz de traçar rigidamente todas as condutas de um agente
administrativo, ele pode exercer o poder discricionário.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
As limitações à atividade administrativa alcançam também a discricionariedade técnica, no
âmbito da qual se atribui à Administração o poder de �xar juízos de ordem técnica.
A letra C está incorreta. INCORRETA.
O agente pode exercer o poder discricionário quando diante de conceitos valorativos
estabelecidos pela lei.
A letra D está correta. CORRETA.
O agente público não pode realizar juízo de valor sobre o caso concreto, quando a lei
vincula a forma de realizar o ato.
Direito Penal - Orientações
TEORIA - Adquirindo conhecimento…
Tema: Princípios
Incidência em prova: Média
2. Semana 01
2. Semana 01 105/199
Tarefas - O que fazer?
1. Revise os temas estudados ontem. Use os mapas mentais ou legislação em no máximo 10
minutos!
2. Faça a leitura do conteúdo que está após as orientações, está nomeado como “Material para
Estudo”. Da aula, vale a pena dar uma atenção especial aos seguintes tópicos:
Princípio da Legalidade ou Reserva legal: atenção ao esquema sobre as funções do
princípio da legalidade.
Irretroatividade: lei penal incriminadora não alcança fatos anteriores a ela. Atenção! A Lei
penal mais benéfica ao agente deve alcançar fatos anteriores a ela.
Intranscendência das Penas: nenhuma pena passará da pessoa do condenado.
Culpabilidade: não há crime sem culpa, essa culpa lato sensu decorre de dolo, ou seja,
intenção, finalidade, vontade; ou culpa em sentido estrito, ou seja, falta de cuidado.
Insignificância: torna o fato atípico por falta de tipicidade material.O estudo dos Princípios
é de grande importância, há várias repercussões práticas.
Tarefa Alternativa:
Se você não tiver tempo para concluir a tarefa principal ou já estiver avançado no conteúdo do
tema, faça apenas a leitura da lei seca e resolva as questões!
HORA DO TREINO - Resolvendo
algumas questões…
Ao terminar a teoria apresentada, resolva as questões indicadas no material.
LEI SECA - Fixando o conhecimento
adquirido…
2. Semana 01
2. Semana 01 106/199
Art. 5º, incisos XXXIX, XLVII, XLV, XLVI da CRFB/88 / Súmula 471 do STJ / Súmula
Vinculante nº 26 STF / Súmula 711 do STF / Art. 1º; 2º; 4º; 5º; 6º; 7º; 17º do CP.
*utilize o material de lei seca disponibilizado no final da semana de estudo.
Bibliografia
LDI Completo - Direito Penal [6]
* Disponibilizamos o material completo apenas como bibliografia, você não precisa estudar
pelo curso completo.
Material para Estudo:
Princípio da legalidade ou reserva legal (art. 1º, do CP, e art.
5º, XXXIX, da CF)
Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação
legal. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
# Não há crime sem lei anterior que o defina.
# Funções da Legalidade:
Proibir a retroatividade de uma lei penal incriminadora.
# Princípio da Irretroatividade
Lei incriminadora não alcança fatos anteriores.
# Princípio da Retroatividade benéfica
Toda lei penal mais benéfica para o agente deve alcançar os fatos anteriores a ela. (Art. 2º
CP)
2. Semana 01
2. Semana 01 107/199
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-penal-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=2.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-penal-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=2.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-penal-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=2.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-penal-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=2.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-penal-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=2.1
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime,
cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos
anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Abolitio criminis
# Ocorre quando uma lei nova deixa de considerar como crime algo que antes era assim
tratado.
# Consequências da abolitio criminis:
Retroage afastando todos os efeitos penais da prática do fato, (inclusive antecedentes e
reincidência) se sobrepondo até ao trânsito em julgado condenatório.
não afeta os efeitos cíveis da pratica do fato
Exemplos: adultério – Art. 240 CP, sedução – Art. 217 CP, rapto consensual – Art. 220.
# Proibir o uso da analogia, costumes e princípios gerais de direito para incriminar.
Em Direito Penal a analogia só poderá ser utilizada para beneficiar o sujeito (analogia in
bonan partem), mas nunca para incriminar ou prejudicar (analogia in malan partem).
Com isso percebe-se que o rol incriminador de uma lei penal é fechado, taxativo e não
pode ser ampliado para alcançar fatos semelhantes aos expressamente previstos. (Princípio
da Taxatividade)
# Proibir incriminações vagas, abertas indeterminadas.
A lei deve definir, determinar de forma exata e precisa aquilo que pretende incriminar.
(Princípio da Determinação)
Princípio da intervenção mínima (ultima ratio)
# O Direito Penal deve intervir o mínimo possível nas relações sociais, somente se criando
crimes quando realmente necessário para garantir a segurança jurídica.
2. Semana 01
2. Semana 01 108/199
# A intervenção mínima dá origem a outros dois princípios:
Princípio da Subsidiariedade: o direito penal é subsidiário em relação aos demais ramos
do direito sendo a última alternativa (ultima ratio) para a tutela de bens jurídicos.
Princípio da Fragmentariedade: ao se incriminar uma conduta deve-se fragmentar o bem
jurídico a ser protegido para so se punir criminalmente as formas de lesão efetivamente
necessárias (ex: Dano Culposo não é crime)
Princípio da humanidade ou dignidade da pessoa humana
# O Direito Penal deve respeitar, acima de tudo, os direitos humanos fundamentais e, em
hipótese alguma, violar a dignidade da pessoa humana.
# Consequência: proibir a aplicação e a execução de penas que ofendam direitos humanos
fundamentais.
# São modalidades de penas não admitidas em nosso ordenamento (Art. 5º Inc. XLVII CF.)
Pena de morte (salvo em caso de guerra declarada)
Penas cruéis
Tortura
Castigos corporais
Trabalho forçado
Banimento
Prisão perpétua
# Na verdade, a grande aplicação prática deste princípio é estabelecer quais as penas proibidas
em nosso ordenamento.
Princípio da pessoalidade ou intranscendência das penas
(art. 5º, XLV, CF)
“nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a
decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra
eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido;”
2. Semana 01
2. Semana 01 109/199
# De acordo com este princípio a pena é pessoal e intransferível, e jamais ultrapassa a pessoa
do autor.
Obs: A pena de multa como sanção pela prática de crime, embora seja dívida de valor
inscrita na dívida ativa da Fazenda (Art. 51 CP), por ser pena, produto de crime não se
comunica aos herdeiros em caso de morte do autor, nem mesmo até o valor da herança,
em face da intranscendência das penas.
# Princípio da Individualização da Penas: Trata-se de princípio ligado à intranscendência das
penas, e afirma que as penas devem ser individualizadas tanto na sua aplicação quanto na sua
execução, para atender as características pessoais, individuais de cada agente.Obs: Esse princípio fundamentou a declaração de inconstitucionalidade do regime
integralmente fechado para crimes hediondos, dando origem, assim à Lei 11464/07 que
estabeleceu novos parâmetros mais severos para a progressão em crimes hediondos (2/5
e 3/5 para reincidentes).
# Desta forma crimes hediondos anteriores à lei terão a progressão com base na regra geral da
LEP (1/6) e posteriores à lei terão a progressão com base nos novos parâmetros (2/5 e 3/5),
sendo que, atualmente, com a publicação do Pacote Anticrime (Lei 13.964/19) a progressão de
regime, para crimes comuns e hediondos, passou a ser regida com novas regras previstas no
Art. 112 LEP, que estudaremos mais adiante.
Princípio da individualização das penas (art. 5º, XLVI, CF)
# Amigos, percebam que se trata de um princípio fundamental também, mas que está
intimamente ligado à intranscendência das penas, e afirma que as penas devem ser
individualizadas tanto no momento da sua aplicação quanto de sua execução, visando, assim,
atender as características pessoais, individuais, de cada condenado.
# Foi o princípio da individualização das penas que fundamentou a declaração de
inconstitucionalidade do regime integralmente fechado para crimes hediondos (STF), dando
origem, assim, à Lei 11.464/2007, que estabeleceu parâmetros mais severos para a progressão
de regimes em crimes hediondos (2/5 e 3/5 para reincidentes).
# Desta forma, de acordo com a súmula 471 do STJ e a súmula vinculante 26 do STF, crimes
hediondos anteriores à Lei 11.464/07 terão sua progressão de regime com base na regra geral
da LEP (1/6), e somente crimes hediondos praticados após esta lei terão sua progressão com
base nos novos parâmetros mais severos (2/5 e 3/5). (Princípio da irretroatividade).
Princípio da culpabilidade ou da responsabilidade penal
subjetiva
2. Semana 01
2. Semana 01 110/199
# De acordo com este princípio não há crime sem culpa (lato senso), sendo que esta culpa
(responsabilidade pessoal) decorre da conduta praticada pelo agente através de:
dolo: intenção, finalidade, vontade.
culpa (sentido estrito): falta de cuidado
# Logo, como consequência deste princípio pode-se afirmar que sem dolo e sem culpa não há
crime e o fato será considerado atípico
# Obs: A partir do finalismo a conduta humana passou a ser caracterizada pela finalidade do
agente ao atuar. Diferentemente do causalismo que caracterizava o crime através do resultado
causado.
# Sendo assim, dolo e culpa passaram a fazer parte do verbo, caracterizando a conduta
realizada pelo agente, e por isso passou a compor o próprio tipo penal, por isso é que pode se
dizer que sem dolo e sem culpa o fato se torna atípico.
# Dolo / Culpa = fato atípico
Princípio da lesividade ou ofensividade
# Para que haja crime a conduta do agente deverá atingir, lesionar, afetar bem jurídico alheio
de forma significante, relevante.
# Função da lesividade: proibir incriminação de condutas que não ultrapassem o âmbito, a
esfera do próprio agente (ex: auto-lesão não configura crime)
# Obs: Condutas autolesivas que acabem afetando um bem alheio paralelamente poderão
gerar crime. (ex: tentativa de suicídio da mulher grávida = auto-aborto Art. 124 CP e autolesão
para recebimento de seguro = estelionato por fraude à seguradora. Art. 171 par. 2º Inc. V CP)
Princípio da insignificância
# É princípio decorrente da Lesividade pelo qual lesões ínfimas, insignificantes a um bem
jurídico alheio devem ser desconsideradas para que o fato seja reconhecido como atípico, por
ausência de tipicidade material.
# De acordo com o STF:
# Fato típico = Tipicidade Formal + Tipicidade Material
(artigo de lei) (lesividade)
# Obs: De acordo com o STF lesões insignificantes a um bem alheio não produzem tipicidade
material e, portanto, tornam o fato atípico.
2. Semana 01
2. Semana 01 111/199
Questão 2019 | 4000000319
Sílvio foi condenado pela prática de crime de roubo, ocorrido em 10/01/2017, por decisão
transitada em julgado, em 05/03/2018, à pena base de 4 anos de reclusão, majorada em
1/3 em razão do emprego de arma branca, totalizando 5 anos e 4 meses de pena
# Este princípio vem tendo aplicação ampla em nossos tribunais porem, de acordo com o STF,
não se aplica o princípio da insignificância nas seguintes hipóteses:
Crimes com violência ou grave ameaça à pessoa.
Tráfico de drogas (Art. 33, Lei 11343/06)
Falsificação de moeda (Art.289 CP): quanto ao pequeno valor falsificado
# Obs: em crimes de falsidade em geral, a falsificação grosseira gera fato atípico em face do
crime impossível (Art. 17 CP) já que este tipo de falsificação não será capaz de ofender a Fé
Pública, porém, nada impede que outro crime possa surgir da situação fática realizada (ex:
estelionato Art. 171 CP.)
# Obs: Em crimes tributários (ex: Lei 8137/90 e também Descaminho - Art. 334, apropriação
indébita previdenciária - Art.168 A CP) há valor determinado para se declarar insignificância,
qual seja, para lesões até R$20.000,00, já nos demais crimes, não há valor certo, devendo-se
ponderar diversos fatores como a pequena lesividade, o reduzido grau de reprovabilidade do
agente, a mínima ofensividade para a vítima, a repercussão social da conduta, etc.
Princípio da adequação social da conduta
# Amigos, de acordo com esse princípio, que não é tão comum de se ver nas nossas provas,
condutas socialmente adequadas, aceitas pela sociedade, devem ser reconhecidas como
atípicas.
# Porém, atualmente boa parte da doutrina não aceita sua aplicação de forma direta por se
contrapor ao princípio da legalidade, e por isso, este princípio tem sua atuação limitada à
fundamentação de algumas abolitio criminis (art. 2º CP), ou para orientar a ausência de criação
de tipos que traduzam condutas com aceitação social e moral (vide o nosso livro: “Temas
Controvertidos de Direito Penal” – Ed. GEN).
2. Semana 01
2. Semana 01 112/199
privativa de liberdade, além de multa. Após ter sido iniciado o cumprimento de�nitivo da
pena por Sílvio, foi editada, em 23/04/2018, a Lei nº 13.654/18, que excluiu a causa de
aumento pelo emprego de arma branca no crime de roubo. Ao tomar conhecimento da
edição da nova lei, a família de Sílvio procura um(a) advogado(a).
Considerando as informações expostas, o(a) advogado(a) de Sílvio
A)
não poderá buscar alteração da sentença, tendo em vista que houve trânsito em julgado
da sentença penal condenatória.
B)
poderá requerer ao juízo da execução penal o afastamento da causa de aumento e,
consequentemente, a redução da sanção penal imposta.
C)
deverá buscar a redução da pena aplicada, com afastamento da causa de aumento do
emprego da arma branca, por meio de revisão criminal.
D)
deverá buscar a anulação da sentença condenatória, pugnando pela realização de novo
julgamento com base na inovação legislativa.
Solução
Gabarito: B)
poderá requerer ao juízo da execução penal o afastamento da causa de
aumento e, consequentemente, a redução da sanção penal imposta.
Análise do Caso
O caso concreto narra uma situação em que o agente é condenado por determinado
crime e após ter sido iniciado o cumprimento de�nitivo da pena pelo condenado, foi
editada, em 23/04/2018, a Lei nº 13.654/18, que excluiu a causa de aumento aplicada ao
crime por ele praticado.
A questão se refere as consequências desta alteração no plano da execução penal,
sendo cabível a aplicação súmula 611 do STF, segundo a qual: "Transitada em julgado a
sentença condenatória, compete ao juízo das execuções a aplicação de lei mais benigna",
além de que, nos termos do artigo 66 da LEP, cabe ao juiz da execução, dentre outras
decisões, aplicar aos casos julgados lei posterior que, de qualquer modo, favorecer o
condenado.
Sendo assim, a situação apresentada aponta para a competência do juízo de execução
no que tange a retroatividade desta lei mais bené�ca, que afastou a causa de aumento
de pena, já que, nesta hipótese, quando surgiu a nova lei, a sentença penalcondenatória
já estava transitada em julgado.
Gabarito: B
A letra A está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmativa de que não poderá buscar alteração da sentença, tendo em vista
2. Semana 01
2. Semana 01 113/199
que houve trânsito em julgado da sentença penal condenatória, em face do princípio da
retroatividade de Lei bené�ca, que impõe que seja afastada a causa de aumento de pena
que não mais se aplica ao fato.
A letra B está correta.
CORRETA
Está correta a a�rmativa de que poderá requerer ao juízo da execução penal o afastamento
da causa de aumento e, consequentemente, a redução da sanção penal imposta, em face do
princípio da retroatividade de Lei bené�ca, e de acordo com a súmula 611 do STF, segundo a
qual: "Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das execuções a
aplicação de lei mais benigna"
A letra C está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmativa de que deverá buscar a redução da pena aplicada, com afastamento
da causa de aumento do emprego da arma branca, por meio de revisão criminal, já que não
há a necessidade de se interpor revisão criminal para esta situação, pois de acordo com a
súmula 611 do STF: "Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das
execuções a aplicação de lei mais benigna"
A letra D está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmativa de que deverá buscar a anulação da sentença condenatória,
pugnando pela realização de novo julgamento com base na inovação legislativa, já que não
há necessidade de anulação da sentença condenatória, mas apenas uma nova dosimetria
afastando-se a causa de aumento de pena, pelo próprio juízo da execução.
Questão 2014 | 4000002994
Considere que determinado agente tenha em depósito, durante o período de um ano, 300
kg de cocaína. Considere também que, durante o referido período, tenha entrado em
vigor uma nova lei elevando a pena relativa ao crime de trá�co de entorpecentes.
Sobre o caso sugerido, levando em conta o entendimento do Supremo Tribunal Federal
sobre o tema, assinale a a�rmativa correta.
A)
Deve ser aplicada a lei mais bené�ca ao agente, qual seja, aquela que já estava em vigor
quando o agente passou a ter a droga em depósito.
2. Semana 01
2. Semana 01 114/199
B)
Deve ser aplicada a lei mais severa, qual seja, aquela que passou a vigorar durante o
período em que o agente ainda estava com a droga em depósito.
C)
As duas leis podem ser aplicadas, pois ao magistrado é permitido fazer a combinação das
leis sempre que essa atitude puder bene�ciar o réu.
D)
O magistrado poderá aplicar o critério do caso concreto, perguntando ao réu qual lei ele
pretende que lhe seja aplicada por ser, no seu caso, mais bené�ca.
Solução
Gabarito: B)
Deve ser aplicada a lei mais severa, qual seja, aquela que passou a vigorar
durante o período em que o agente ainda estava com a droga em depósito.
A questão requer o conhecimento, especi�camente, da Súmula 711 do STF: "A lei penal
mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é
anterior à cessação da continuidade ou da permanência".
Ademais, o candidato deveria saber que a conduta de "ter em depósito 300 kg de
cocaína" é tipi�cada como crime pelo art. 33, caput, da Lei de Drogas, sendo
considerado um delito permanente. Veja-se:
"Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à
venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever,
ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem
autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:
Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500
(mil e quinhentos) dias-multa. (...)".
Nesse sentido, a doutrina: "Consuma-se o crime com a prática de qualquer um dos
núcleos trazidos pelo tipo, não se exigindo efetivo ato de trá�co. (...) Deve ser lembrado
que algumas modalidades são permanentes, protaindo o seu momento consumativo no
tempo e no espaço (por exemplo, expor à venda, trazer consigo, manter em depósito,
guardar etc.)".
(CUNHA, Rogério Sanches. Leis penais especiais: comentadas; Coordenadores Rogério
Sanches Cunha, Ronaldo Batista Pinto, Renee de Ó Souza - 3. ed. rev., atual. e ampl. -
Salvador: Ed. Juspodivm, 2020, p. 1739).
A letra A está incorreta. ERRADA.
Deve ser aplicada a lei mais severa ao agente, pois trata-se de um crime permanente.
A letra B está correta. CERTA.
Nos termos da Súmula 711 do STF, a lei penal mais grave aplica-se ao crime permanente. No
caso do enunciado, o agente, ao praticar a conduta de "ter em depósito 300 kg de cocaína",
2. Semana 01
2. Semana 01 115/199
comete uma modalidade permanente do crime previsto no art. 33, caput, da Lei nº
11.343/06. Assim sendo, de fato, no caso concreto, deve ser aplicada a lei mais severa, qual
seja, aquela que passou a vigorar durante o período em que o agente ainda estava com a
droga em depósito.
A letra C está incorreta. ERRADA.
Deve ser aplicada a lei mais severa ao agente, pois trata-se de um crime permanente.
A letra D está incorreta. ERRADA.
Deve ser aplicada a lei mais severa ao agente, pois trata-se de um crime permanente.
Questão 2018 | 4000000329
Jorge foi condenado, de�nitivamente, pela prática de determinado crime, e se
encontrava em cumprimento dessa pena. Ao mesmo tempo, João respondia a uma ação
penal pela prática de crime idêntico ao cometido por Jorge. Durante o cumprimento da
pena por Jorge e da submissão ao processo por João, foi publicada e entrou em vigência
uma lei que deixou de considerar as condutas dos dois como criminosas. Ao tomarem
conhecimento da vigência da lei nova, João e Jorge o procuram, como advogado, para a
adoção das medidas cabíveis.
Com base nas informações narradas, como advogado de João e de Jorge, você deverá
esclarecer que
A)
não poderá buscar a extinção da punibilidade de Jorge em razão de a sentença
condenatória já ter transitado em julgado, mas poderá buscar a de João, que continuará
sendo considerado primário e de bons antecedentes.
B)
poderá buscar a extinção da punibilidade dos dois, fazendo cessar todos os efeitos civis e
penais da condenação de Jorge, inclusive não podendo ser considerada para �ns de
reincidência ou maus antecedentes.
C)
poderá buscar a extinção da punibilidade dos dois, fazendo cessar todos os efeitos
penais da condenação de Jorge, mas não os extrapenais.
D)
não poderá buscar a extinção da punibilidade dos dois, tendo em vista que os fatos
foram praticados anteriormente à edição da lei.
Solução
Gabarito: C)
poderá buscar a extinção da punibilidade dos dois, fazendo cessar todos os
efeitos penais da condenação de Jorge, mas não os extrapenais.
2. Semana 01
2. Semana 01 116/199
Análise do Caso
No caso concreto apresentado determinado agente foi condenado, de�nitivamente, pela
prática de certo crime, e se encontrava em cumprimento dessa pena, e ao mesmo
tempo, outro agente respondia a uma ação penal pela prática de crime idêntico. Durante
o cumprimento desta pena pelo autor do primeiro fato e da submissão ao processo do
autor do segundo crime, foi publicada e entrou em vigência uma lei que deixou de
considerar as condutas dos dois como criminosas.
Trata-se de questão relacionada ao instituto do abolitio criminis, previsto no Art. 2° do
CP, que ocorre quando uma nova lei deixa de considerar como crime determinado fato
que antes era assim considerado.
Por ser tratar de uma lei penal mais bené�ca, o abolitio criminis retroage atingindo todos
os fatos anteriormente praticados, quando a lei ainda considerava estes como crimes,
afastando todos os efeitos penais oriundos da pratica deste fato, alcançando até mesmo
sentenças penais condenatórias transitadas em julgado.
Importante lembrar, que o abolitio criminis, causa de extinção da punibilidade, também
previsto no Art. 107 do CP, embora afaste todos os efeitos penais, não afeta de forma
alguma os efeitos cíveis (extrapenais) da prática do fato. (Art. 2° e par. único do CP)
Gabarito:de divulgação de material de propaganda, informando o número de vitórias
obtido em várias causas com temas próprios das causas de massa.
Nos termos do Código de Ética da Advocacia, o advogado não pode.
A) realizar propaganda, mesmo moderada, da sua atividade.
B) ofertar serviços pro�ssionais que impliquem exposição de clientela.
2. Semana 01
2. Semana 01 11/199
C) apresentar o seu currículo pro�ssional em público.
D) distribuir cartões de visita com seu endereço pro�ssional.
Solução
Gabarito: B) ofertar serviços pro�ssionais que impliquem exposição de clientela.
A questão aborda a publicidade pro�ssional. Assim como qualquer atividade pro�ssional,
os advogados também têm direito de divulgar seus serviços para conhecimento de seus
clientes. Mas, nesse caso, devem observar as disposições do Código de Ética e
Disciplina (CED) sobre o assunto.
Sobre o assunto, os professores Priscila Ferreira e Rosenval Júnior (Curso de 1ª Fase em
Ética Pro�ssional para o XXXII Exame da OAB) a�rmam que "a ética pro�ssional que
baliza o exercício da advocacia tão somente permite a publicidade, quando a sua
�nalidade for a INFORMAÇÃO, e não a mercantilização. Ou seja, o CED não permite a
publicidade com a utilização de expressões que possam dar ensejo à captação de clientes,
sob pena de responsabilização frente ao Código de Ética." É o que prevê o CED em seu
art. 39:
Art. 39, CED. A publicidade pro�ssional do advogado tem caráter meramente
informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo con�gurar
captação de clientela ou mercantilização da pro�ssão.
Por conta das características de discrição e sobriedade, o art. 40 do CED proíbe que a
publicidade seja realizada por alguns meios. Observe:
Art. 40, CED. Os meios utilizados para a publicidade pro�ssional hão de ser compatíveis
com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados:
I - a veiculação da publicidade por meio de rádio, cinema e televisão;
II - o uso de outdoors, painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade;
III - as inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço
público;
IV - a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a
indicação de vínculos entre uns e outras;
V - o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou
artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem
assim quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou em
veiculação de matérias pela internet, sendo permitida a referência a e-mail;
2. Semana 01
2. Semana 01 12/199
VI - a utilização de mala direta, a distribuição de pan�etos ou formas assemelhadas de
publicidade, com o intuito de captação de clientela.
Parágrafo único. Exclusivamente para �ns de identi�cação dos escritórios de advocacia,
é permitida a utilização de placas, painéis luminosos e inscrições em suas fachadas,
desde que respeitadas as diretrizes previstas no artigo 39.
Como se percebe, a divulgação do trabalho do advogado é bem limitada. Está restrita,
basicamente, à identi�cação do escritório por placa, painel luminoso ou inscrições. É
possível também confeccionar cartões, mas observando as diretrizes do art. 44 do CED:
Art. 44, CED. Na publicidade pro�ssional que promover ou nos cartões e material de
escritório de que se utilizar, o advogado fará constar seu nome, nome social ou o da
sociedade de advogados, o número ou os números de inscrição na OAB.
§ 1º. Poderão ser referidos apenas os títulos acadêmicos do advogado e as distinções
honorí�cas relacionadas à vida pro�ssional, bem como as instituições jurídicas de que
faça parte, e as especialidades a que se dedicar, o endereço, e-mail, site, página
eletrônica, QR code, logotipo e a fotogra�a do escritório, o horário de atendimento e
os idiomas em que o cliente poderá ser atendido.
§ 2º. É vedada a inclusão de fotogra�as pessoais ou de terceiros nos cartões de visitas
do advogado, bem como menção a qualquer emprego, cargo ou função ocupado,
atual ou pretérito, em qualquer órgão ou instituição, salvo o de professor universitário.
Em complemento, o art. 42 do CED traz algumas vedações ao advogado relacionadas à
publicidade pro�ssional. Veja:
Art. 42, CED. É vedado ao advogado:
I - responder com habitualidade a consulta sobre matéria jurídica, nos meios de
comunicação social;
II - debater, em qualquer meio de comunicação, causa sob o patrocínio de outro
advogado;
III - abordar tema de modo a comprometer a dignidade da pro�ssão e da instituição que o
congrega;
IV - divulgar ou deixar que sejam divulgadas listas de clientes e demandas;
V - insinuar-se para reportagens e declarações públicas
A letra A está incorreta. INCORRETA
É possível que o advogado realize propaganda moderada de suas atividades, conforme o art.
39 do CED.
2. Semana 01
2. Semana 01 13/199
A letra B está correta. CORRETA
O advogado realmente não pode divulgar seus clientes ou suas demandas, consoante
vedação do art. 42, IV do CED.
A letra C está incorreta. INCORRETA
Não há qualquer vedação no CED à apresentação em público do currículo pro�ssional do
advogado. Assim, é possível que ele exponha sua graduação e os cursos que ele
eventualmente tenha participado.
A letra D está incorreta. INCORRETA
Não há vedação à distribuição de cartão de visita com seu endereço pro�ssional, desde que
respeitados os limites do art. 44 do CED.
Questão 2010 | 4000002100
O advogado Caio resolve implementar mudanças administrativas no seu escritório, ao
passar a compor o grupo de pro�ssionais escolhido para gerenciá-lo. Uma das atividades
consiste na elaboração de um boletim de notícias comunicando aos clientes, parceiros e
advogados, a mudança na legislação e os julgamentos de maior repercussão. Para
ampliar a divulgação, contrata jovens de ambos os sexos para distribuição gratuita, nos
cruzamentos das mais importantes capitais do País. Diante do narrado, é correto a�rmar
que
A) se trata de publicidade moderada.
B)
o boletim de notícias é meio adequado de publicidade quando o público-alvo são clientes
do escritório.
C) a distribuição indiscriminada, se for gratuita, é permitida.
D) é admissível a distribuição do boletim mediante pagamento de anuidade.
Solução
Gabarito: B)
o boletim de notícias é meio adequado de publicidade quando o público-alvo
são clientes do escritório.
Análise do Caso
A questão aborda a publicidade pro�ssional. Assim como qualquer atividade pro�ssional,
os advogados também têm direito de divulgar seus serviços para captação de clientela.
2. Semana 01
2. Semana 01 14/199
Mas, nesse caso, devem observar as disposições do Código de Ética e Disciplina (CED)
sobre o assunto.
Sobre o assunto, os professores Priscila Ferreira e Rosenval Júnior (Curso de 1ª Fase em
Ética Pro�ssional para o XXXII Exame da OAB) a�rmam que "a ética pro�ssional que
baliza o exercício da advocacia tão somente permite a publicidade, quando a sua
�nalidade for a INFORMAÇÃO, e não a mercantilização. Ou seja, o CED não permite a
publicidade com a utilização de expressões que possam dar ensejo à captação de
clientes, sob pena de responsabilização frente ao Código de Ética." É o que prevê o CED
em seu art. 39:
Art. 39, CED. A publicidade pro�ssional do advogado tem caráter meramente
informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo con�gurar
captação de clientela ou mercantilização da pro�ssão.
Por conta das características de discrição e sobriedade, o art. 40 do CED proíbe que a
publicidade seja realizada por alguns meios. Observe:
Art. 40, CED. Os meios utilizados para a publicidade pro�ssional hão de ser compatíveis
com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados:
I - a veiculação da publicidade por meio de rádio, cinema e televisão;
II - o uso de outdoors, painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade;
III - as inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço
público;
IV - a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outrasC
A letra A está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmação de que não poderá buscar a extinção da punibilidade de Jorge em
razão de a sentença condenatória já ter transitado em julgado, mas poderá buscar a de João,
que continuará sendo considerado primário e de bons antecedentes, já que ocorreu o
Abolitio Criminis, previsto no Art. 2° do CP, que ocorre quando uma nova lei deixa de
considerar como crime determinado fato que antes era assim considerado alcançando até
mesmo sentenças penais condenatórias transitadas em julgado mas, embora afaste todos os
efeitos penais, apenas não afeta de forma alguma os efeitos cíveis (extrapenais) da prática
do fato. (Art. 2° e par. único do CP)
A letra B está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmação de que poderá buscar a extinção da punibilidade dos dois, fazendo
cessar todos os efeitos civis e penais da condenação de Jorge, inclusive não podendo ser
considerada para �ns de reincidência ou maus antecedentes, pois o abolitio criminis,
ocorrido na questão, que é causa de extinção da punibilidade, prevista no Art. 107 do CP,
embora afaste todos os efeitos penais, não afeta de forma alguma os efeitos cíveis
(extrapenais) da prática do fato. (Art. 2° e par. único do CP)
2. Semana 01
2. Semana 01 117/199
A letra C está correta.
CORRETA
Está correta a a�rmação de que se poderá buscar a extinção da punibilidade dos dois,
fazendo cessar todos os efeitos penais da condenação de Jorge, mas não os extrapenais, já
que ocorreu o Abolitio Criminis, previsto no Art. 2° do CP, que ocorre quando uma nova lei
deixa de considerar como crime determinado fato que antes era assim considerado, sendo
que, por ser tratar de uma lei penal mais bené�ca, o abolitio criminis retroage afastando
todos os efeitos penais dos fatos anteriormente praticados, porem sem afetar os efeitos
extrapenais. (Art. 2° e par. único do CP)
A letra D está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmação de que não poderá buscar a extinção da punibilidade dos dois, tendo
em vista que os fatos foram praticados anteriormente à edição da lei pois houve o abolitio
criminis, previsto no Art. 2° do CP, que ocorre exatamente quando uma nova lei deixa de
considerar como crime determinado fato que antes era assim considerado e, por ser tratar
de uma lei penal mais bené�ca, o abolitio criminis retroage atingindo todos os fatos
anteriormente praticados, quando a lei ainda considerava estes como crimes, afastando seus
efeitos penais.
Questão 2014 | 4000002986
O Presidente da República, diante da nova onda de protestos, decide, por meio de
medida provisória, criar um novo tipo penal para coibir os atos de vandalismo. A medida
provisória foi convertida em lei, sem impugnações.
Com base nos dados fornecidos, assinale a opção correta.
A)
Não há ofensa ao princípio da reserva legal na criação de tipos penais por meio de
medida provisória, quando convertida em lei.
B)
Não há ofensa ao princípio da reserva legal na criação de tipos penais por meio de
medida provisória, pois houve avaliação prévia do Congresso Nacional.
C)
Há ofensa ao princípio da reserva legal, pois não é possível a criação de tipos penais por
meio de medida provisória.
D)
Há ofensa ao princípio da reserva legal, pois não cabe ao Presidente da República a
iniciativa de lei em matéria penal.
2. Semana 01
2. Semana 01 118/199
Solução
Gabarito: C)
Há ofensa ao princípio da reserva legal, pois não é possível a criação de tipos
penais por meio de medida provisória.
A questão requer o conhecimento do Princípio da Legalidade ou da Reserva Legal, que
está previsto, expressamente, na Constituição Federal:
"Art. 5º (...)
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o de�na, nem pena sem prévia cominação
legal; (...)".
No mesmo sentido, estabelece o art. 9º da Convenção Americana sobre Direitos
Humanos (Pacto de São José da Costa Rica):
"Artigo 9º - Princípio da legalidade e da retroatividade
"Artigo 9º - Princípio da legalidade e da retroatividade Ninguém poderá ser condenado por
atos ou omissões que, no momento em que foram cometidos, não constituam delito, de
acordo com o direito aplicável. Tampouco poder-se-á impor pena mais grave do que a
aplicável no momento da ocorrência do delito. Se, depois de perpetrado o delito, a lei
estipular a imposição de pena mais leve, o delinquente deverá dela bene�ciar-se".
O Código Penal também o prevê: "Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o de�na.
Não há pena sem prévia cominação legal".
Nesse sentido, medida provisória não pode criar crimes e cominar penas (art. 62, § 1º, I,
"b", da CF/88):
"Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar
medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso
Nacional.
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:
I - relativa a: (...)
b) direito penal, processual penal e processual civil; (...)".
Por outro lado, admite-se que medida provisória contenha disposições penais bené�cas
ao réu.
A�nal, o Princípio da estrita legalidade tem por �nalidade proteger o indivíduo frente ao
arbítrio estatal, merecendo �exibilização quando a norma for favorável ao réu. Como
exemplo, pode-se mencionar as MPs editadas entre os anos de 2003 e 2008, trazendo
2. Semana 01
2. Semana 01 119/199
sucessivas prorrogações de prazo para possuidores de arma de fogo providenciarem a
regularização ou entrega de tais objetos.
Referência: ALVES, Jamil Chaim. Manual de Direito Penal - Parte Geral e Parte Especial -
Salvador: Editora Juspodivm, 2020, p. 119-120 e 143-144.
A letra A está incorreta. ERRADA.
Na realidade, há ofensa ao princípio da reserva legal, pois não é possível a criação de tipos
penais por meio de medida provisória.
A letra B está incorreta. ERRADA.
Há ofensa ao princípio da reserva legal, pois não é possível a criação de tipos penais por
meio de medida provisória, não obstante avaliação prévia do Congresso Nacional.
A letra C está correta. CERTA.
Realmente, há ofensa ao princípio da reserva legal, pois não é possível a criação de tipos
penais por meio de medida provisória (art. 62, § 1º, I, "b", da CF/88).
A letra D está incorreta. ERRADA.
Há ofensa ao princípio da reserva legal, mas porque não é possível a criação de tipos penais
por meio de medida provisória, e não porque o Presidente da República não tenha iniciativa
de lei em matéria penal. Aliás, devemos lembrar, inclusive, que é possível medida provisória
que contenha disposições penais, desde que bené�cas ao réu.
Questão 2012 | 4000003026
Em relação ao princípio da insigni�cância, assinale a a�rmativa correta.
A)
O princípio da insigni�cância funciona como causa de exclusão da culpabilidade. A
conduta do agente, embora típica e ilícita, não é culpável.
B)
A mínima ofensividade da conduta, a ausência de periculosidade social da ação, o
reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão
jurídica constituem, para o Supremo Tribunal Federal, requisitos de ordem objetiva
autorizadores da aplicação do princípio da insigni�cância.
C)
A jurisprudência predominante dos tribunais superiores é acorde em admitir a aplicação
do princípio da insigni�cância em crimes praticados com emprego de violência ou grave
ameaça à pessoa (a exemplo do roubo).
D) O princípio da insigni�cância funciona como causa de diminuição de pena.
2. Semana 01
2. Semana 01 120/199
Solução
Gabarito: B)
A mínima ofensividade da conduta, a ausência de periculosidade social da
ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a
inexpressividade da lesão jurídica constituem, para o Supremo Tribunal
Federal, requisitos de ordem objetiva autorizadores da aplicação do princípio
da insigni�cância.
O princípio da insigni�cância, criminalidade de bagatela ou princípio da bagatela
somente foi incorporado ao Direito Penal em 1970 por Claus Roxin.
Como se sabe, na análise do primeiro elemento do crime, a tipicidade deve ser veri�cada
em suas vertentes formal e material. A tipicidade formal seria a perfeita subsunçãodo
fato ao descrito na norma penal. Já a tipicidade material seria a análise se a conduta foi
apta a causar uma lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado.
E é nessa segunda parte, ou seja, na tipicidade material, que o Princípio da
Insigni�cância incide, afastando-a. Isto quer dizer que, se o fato não possuir tipicidade
material, não haverá crime, pois não existirá um de seus elementos, a tipicidade.
Portanto, a natureza jurídica do referido princípio é de CAUSA DE EXCLUSÃO DA
TIPICIDADE.
Sob um enfoque hermenêutico, o Princípio da Insigni�cância atua como um instrumento
de INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA DO TIPO PENAL, tendo em vista que restringe o
âmbito de incidência da norma penal incriminadora e afasta a tipicidade material.
O princípio da insigni�cância, fundamentado em valores de política criminal, está
diretamente relacionado aos postulados da intervenção mínima e da fragmentariedade,
que defendem que o Direito Penal deve ser a ultima ratio e deve tutelar apenas os bens
jurídicos mais relevantes para a sociedade, aos ataques mais intoleráveis.
O Princípio da Insigni�cância exige a presença de requisitos – também chamado de
vetores – objetivos (fato) e subjetivos (agente).
Segundo a jurisprudência, são quatro requisitos objetivos exigidos para caracterização
da insigni�cância:
• Mínima ofensividade da conduta;
• Ausência de periculosidade social da ação;
• Reduzido grau de reprovabilidade do comportamento;
• Inexpressividade da lesão jurídica provocada.
2. Semana 01
2. Semana 01 121/199
Tais requisitos são próximos entre si, não havendo distinção signi�cativa entre eles. Isso
ocorre porque a insigni�cância, como dito, é um fator de política criminal, devendo
fornecer ao aplicador do direito �exibilidade para sua implementação. Por tal razão, o
postulado não é aplicado abstratamente, mas sim diante do caso concreto.
A jurisprudência e a doutrina apontam para os seguintes requisitos subjetivos:
• Condições pessoais do agente: reincidência, criminoso habitual e militar;
• Condições da vítima: capacidade econômica, valor sentimental etc.
A letra A está incorreta. INCORRETA
O princípio da insigni�cância funciona como causa de exclusão da tipicidade.
A letra B está correta. CORRETA
Os requisitos mencionados são os necessários para reconhecimento do princípio da
insigni�cância, conforme já decidido pelo STF.
A letra C está incorreta. INCORRETA
A jurisprudência não admite a aplicação do princípio da insigni�cância em crimes com
violência ou grave ameaça à pessoa.
A letra D está incorreta. INCORRETA
O princípio da insigni�cância funciona como causa de exclusão da tipicidade.
Questão 2011 | 4000003049
Je�erson, segurança da mais famosa rede de supermercados do Brasil, percebeu que
João escondera em suas vestes três sabonetes, de valor aproximado de R$ 12,00 (doze
reais). Ao tentar sair do estabelecimento, entretanto, João é preso em �agrante delito
pelo segurança, que chama a polícia. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
A)
A conduta de João não constitui crime, uma vez que este agiu em estado de
necessidade.
B) A conduta de João não constitui crime, uma vez que o fato é materialmente atípico.
C)
A conduta de João constitui crime, uma vez que se enquadra no artigo 155 do Código
Penal, não estando presente nenhuma das causas de exclusão de ilicitude ou
culpabilidade, razão pela qual este deverá ser condenado.
2. Semana 01
2. Semana 01 122/199
D)
Embora sua conduta constitua crime, João deverá ser absolvido, uma vez que a prisão
em �agrante é nula, por ter sido realizada por um segurança particular.
Solução
Gabarito: B)
A conduta de João não constitui crime, uma vez que o fato é materialmente
atípico.
A questão trata da aplicação do princípio da insigni�cância.
Na análise do primeiro elemento do crime, a tipicidade deve ser veri�cada em suas
vertentes formal e material. A tipicidade formal seria a perfeita subsunção do fato ao
descrito na norma penal. Já a tipicidade material seria a análise se a conduta foi apta a
causar uma lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado.
E é nessa segunda parte, ou seja, na tipicidade material, que o Princípio da
Insigni�cância incide, afastando-a. Isto quer dizer que, se o fato não possuir tipicidade
material, não haverá crime, pois não existirá um de seus elementos, a tipicidade.
Portanto, a natureza jurídica do referido princípio é de CAUSA DE EXCLUSÃO DA
TIPICIDADE. É o caso da questão!
O Princípio da Insigni�cância exige a presença de requisitos – também chamado de
vetores – objetivos (fato) e subjetivos (agente).
Segundo a jurisprudência, são quatro requisitos objetivos exigidos para caracterização
da insigni�cância:
• Mínima ofensividade da conduta;
• Ausência de periculosidade social da ação;
• Reduzido grau de reprovabilidade do comportamento;
• Inexpressividade da lesão jurídica provocada.
Tais requisitos são próximos entre si, não havendo distinção signi�cativa entre eles. Isso
ocorre porque a insigni�cância, como dito, é um fator de política criminal, devendo
fornecer ao aplicador do direito �exibilidade para sua implementação. Por tal razão, o
postulado não é aplicado abstratamente, mas sim diante do caso concreto.
A letra A está incorreta. INCORRETA
Não é caso de estado de necessidade, já que não há os requisitos previstos no artigo 24 do
CP, em especial o “perigo atual”:
Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo
atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio
2. Semana 01
2. Semana 01 123/199
ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se.
A letra B está correta. CORRETA
É na tipicidade material, que o Princípio da Insigni�cância incide, afastando-a. Isto quer
dizer que, se o fato não possuir tipicidade material, não haverá crime, pois não existirá um
de seus elementos, a tipicidade. Portanto, a natureza jurídica do referido princípio é de
causa de exclusão da tipicidade. É o caso da questão!
A letra C está incorreta. INCORRETA
Há a presença dos requisitos necessários para reconhecimento da criminalidade bagatelar,
razão pela qual não há a prática do crime de furto.
A subtração é de pequeno valor e não chegou a atingir o patrimônio da vítima, já o valor de
R$15,00 (quinze reais) é irrisório em comparação ao patrimônio da rede de supermercado.
Assim, estão presentes: a) mínima ofensividade da conduta; b) ausência de periculosidade
social da ação; c) reduzido grau de reprovabilidade do comportamento; d) inexpressividade
da lesão jurídica provocada.
A letra D está incorreta. INCORRETA
Nos termos do artigo 301 do CPP, qualquer do povo poderá prender quem quer que seja
encontrado em �agrante delito. Assim, não há ilicitude na prisão realizada pelo segurança
particular.
Meta 04
Direito Administrativo - Orientações
TEORIA - Adquirindo conhecimento…
Tema: Bens Públicos
Incidência em prova: Média
Tarefas - O que fazer?
2. Semana 01
2. Semana 01 124/199
1. Revise os temas estudados ontem. Use os mapas mentais ou legislação em no máximo 10
minutos!
2. Faça a leitura do conteúdo que está após as orientações, está nomeado como “Material para
Estudo”. Da aula, vale a pena dar uma atenção especial aos seguintes tópicos:
Classificação dos bens públicos:
Uso comum do povo: destinados à utilização geral dos indivíduos, como as ruas, praças.
Uso especial: destinados à execução de serviços administrativos e dos serviços públicos
em geral, como as escolas, hospitais públicos.
Dominicais: não possuem destinação pública definida, como prédios públicos desativados,
terras devolutas.
Tarefa Alternativa:
Se você não tiver tempo para concluir a tarefa principal ou já estiver avançado no
conteúdo do tema, faça apenas a leitura da lei seca e resolva as questões!
HORA DO TREINO - Resolvendo
algumas questões…
Ao terminar a teoria apresentada, resolva as questões indicadas no material.
LEI SECA - Fixando o conhecimento
adquirido…
No dia seguinte, antesde iniciar a próxima meta, revise pela lei seca e/ou mapas mentais
disponíveis ou suas próprias anotações realizadas e disponíveis no "meu caderno".
Art. 98; 99; 100; 101; 102 CC / Art. 17 da Lei. 866/93 / Art. 182, 183, 184, 186 da CRFB/88 /
Art. 5º Decreto- Lei 25/37 ; Art. 36 Decreto-Lei 3.365/41.
2. Semana 01
2. Semana 01 125/199
*utilize o material de lei seca disponibilizado no final da semana de estudo.
Bibliografia
LDI Completo - Direito Administrativo [7]
* Disponibilizamos o material completo apenas como bibliografia, você não precisa estudar
pelo curso completo.
Material para Estudo:
Bens Públicos
Classificação dos bens públicos
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
# São os bens públicos classificados, portanto, quanto à sua destinação em:
- Bens de uso comum do povo – São aqueles destinados à utilização geral pelos indivíduos,
que podem ser utilizados por todos em igualdade de condições. Ex: ruas, praças, mares e rios.
- Bens de uso especial – São aqueles destinados à execução de serviços administrativos e dos
serviços públicos em geral. São os bens das pessoas jurídicas de direito público utilizados para
a prestação de serviços públicos (em sentido amplo). Ex: escolas públicas, hospitais públicos,
prédios de repartições públicas.
- Bens Dominicais – São os bens públicos que não possuem uma destinação pública definida,
que podem ser utilizados pelo Estado para fazer renda. Ex: terras devolutas, prédios públicos
desativados e móveis inservíveis.
# Os bens públicos dominicais que são exatamente aqueles que não se encontram destinados
a uma finalidade pública específica (portanto desafetados), podem ser objeto de alienação,
obedecidos os requisitos legais.
# Os conselhos profissionais possuem personalidade jurídica de direito público que exercem
poder disciplinar sobre os integrantes da categoria profissional, além de possuírem autonomia
administrativa e financeira.
# A Administração Pública descentralizou seu poder de fiscalização para estes entes que, por
terem personalidade jurídica de direito público, seus bens são formalmente considerados bens
públicos.
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2. Semana 01 126/199
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-administrativo-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-administrativo-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-administrativo-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-administrativo-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-administrativo-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/
Alienação
# Os bens de uso comum do povo e de uso especial seriam inalienáveis, salvo se perderem tal
condição transmudando-se para bens dominicais. Estes, nos termos do artigo 101, do Código
Civil, podem ser alienados.
De acordo com o artigo 17, da Lei 8.666/93, os requisitos legais para alienação de bens
públicos são:
- Demonstração do interesse público;
- Prévia avaliação;
- Licitação;
- E, em caso de bens imóveis, prévia autorização legislativa;
Afetação X Desafetação
# A afetação e a desafetação são fatos administrativos dinâmicos que indicam a alteração das
finalidades do bem público. Também podem ser denominados de consagração ou
desconsagração.
# Assim, os bens de uso comum do povo e os bens de uso especial não são suscetíveis de
alienação enquanto assim estiverem destinados. Por outro lado, acaso ocorra a sua desafetação,
tais bens serão considerados bens dominicais e poderão ser alienados, por não estarem
afetados a um fim público.
# Apesar da afetação ser possível pela simples destinação do bem, pelo uso, a desafetação não
é admitida pela doutrina pelo simples fato do não uso.
# Para Celso Antônio Bandeira de Melo em virtude do instituto da desafetação retirar a
proteção do bem público quanto a indisponibilidade e inalienabilidade, tornando-o mais
vulnerável às ingerências administrativas, seria necessária uma maior cautela para que esse
bem fosse desafetado. Para o Autor em caso de desafetação de um:
- Bem de uso comum do povo – seria necessária uma lei ou um ato do Executivo
previamente autorizado por lei;
- Bem de uso especial – trata-se de situação mais amena, sendo necessária uma lei ou um
ato do Poder Executivo.
# Ressalte-se que o fato de os bens públicos estarem desafetados não interfere nas
características de impenhorabilidade e imprescritibilidade. Tais bens continuam sendo
impenhoráveis e não passíveis de usucapião.
# Encontramos na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal uma tendência a se aplicar
algumas prerrogativas de direito público às empresas estatais que prestam serviços públicos
em regime não concorrencial. Apenas para se ter uma ideia, tanto o Superior Tribunal de
2. Semana 01
2. Semana 01 127/199
Justiça quanto o Supremo Tribunal Federal entenderam que a Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos (ECT), em que pese ser constituída sob a forma de empresa pública, está abrangida
dentro do conceito de Fazenda Pública.
Principais Bens Públicos em espécie
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
# A Constituição Federal prevê em seu artigo 20 bens de titularidade da União e em seu artigo
26 bens de titularidade dos Estados.
# Destaque-se:
# - As terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções
militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental são bens da União. As
demais, são bens dos Estados. Não há previsão de terras devolutas de propriedade dos
Municípios.
# - Os terrenos de Marinha pertencem à União por questões de segurança nacional.
Exatamente por isto, o STJ pacificou na Súmula 496 – STJ: “Os registros de propriedade
particular de imóveis situados em terrenos de marinha não são oponíveis à União.”
# - As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são bens da União e, assim como os
parques nacionais possuem destinação específica, sendo considerados bens de uso especial.
# As águas públicas pertencem aos estados-membros, exceto se estiverem em terrenos da
União, se banharem mais de um Estado, se fizerem limites com outros países ou se estenderem
a território estrangeiro ou dele provierem (hi# A afetação e a desafetação são fatos
administrativos dinâmicos que indicam a alteração das finalidades do bem público. Também
podem ser denominados de consagração ou desconsagração.
# - póteses em que pertencerão à União).
Utilização de Bens Públicos por particulares
# A Administração pode outorgar a determinados particulares o uso privativo dos bens
públicos, independente da categoria a que pertençam.
Autorização de uso de bem público
# Trata-se de ato discricionário e precário onde a Administração consente que o particular
utilize um bem público segundo seu interesse. O ato não exige prévia licitação e pode ser
revogável a qualquer tempo sem necessidade de indenização.
# São, pois, características da autorização de uso de bem público: ato discricionário, precário,
sem prazo de duração, sem prévia licitação, revogável a qualquer tempo sem indenização.
2. Semana 01
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# A principal característica da autorização é o predomínio do interesse do particular, cabendo-
lhe – segundo seu interesse – utilizar ou não o bem autorizado.
# Exemplo: Fechamento de uma rua para organização de uma festa pela associação de
moradores de um bairro residencial;
Permissão de uso de bem público
# Trata-se de ato ainda discricionário e precário, mas que possui segurança maior que a
autorização de uso. Contudo, também poderá ser revogável a qualquer tempo sem a
necessidade de indenização ao particular.
# Embora sejam atos administrativos, a doutrina entende pela necessidade de prévia licitação
para as permissões de uso de bem público.
# São, pois, características da permissão de uso de bem público: ato discricionário, precário,
sem prazo de duração, necessária prévia licitação (apesar de se um ato administrativo),revogável a qualquer tempo sem indenização
# Exemplo de utilização de permissão de uso de bem público é a instalação de banca de
jornais em uma praça pública.
# As diferenças básicas existentes entre a autorização e a permissão de uso de bem público
são (ALEXANDRINO, 2015, pg. 1.046):
# - Na permissão é mais relevante o interesse público, enquanto na autorização ele é
secundário;
# - Na permissão o uso do bem com a destinação para a qual foi permitido é obrigatória. Na
autorização o uso é facultativo, a critério do particular;
# - A permissão deve, regra geral, ser precedida de licitação; a autorização nunca é precedida
de licitação;
Concessão de uso de bem público
# Enquanto as autorizações e permissões são ATOS administrativos, a concessão de uso de
bem público é um CONTRATO.
# Trata-se de “contrato administrativo pelo qual o Poder Público confere a pessoa determinada
o uso privativo de bem público, independente do maior ou menor interesse público da pessoa
concedento.” CARVALHO FILHO, 2015, pg. 1.218)
# Utiliza-se a concessão em contratos de maior vulto, onde o particular faz significativos
investimentos e assume obrigações perante terceiros e encargos financeiros elevados que não
se justificariam, salvo pela possibilidade de utilização de bem público por prolongado prazo e
com segurança na utilização.
2. Semana 01
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# Tratando-se de contrato administrativo é absolutamente necessária a realização de prévia
licitação, razão pela qual o ato não é precário. Cabível, portanto, o direito a indenização ao
particular em caso de rescisão se a causa não for a ele imputável.
# A depender da remuneração pela utilização do bem público, a concessão de uso poderá ser
gratuita ou remunerada.
# Assim, são características da concessão de uso de bem público: contrato administrativo, não
precário, com prazo de duração, necessária prévia licitação, há rescisão nas hipóteses legais
com indenização (se a causa não for imputada ao concessionário)
Concessão de Direito Real de Uso
# A Concessão de Direito Real de Uso constitui um direito de natureza real. Não se trata,
portanto, de um mero direito pessoal e consiste em um contrato que confere ao particular um
direito real resolúvel por prazo certo ou indeterminado, de forma remunerada ou gratuita
(ALEXANDRINO, 2015, pg. 1.049).
# Como se trata de um direito real e não pessoal, a CDRU transfere-se por ato inter vivos ou
por sucessão legítima ou testamentária, como os demais direitos reais sobre coisas alheias,
registrando-se a transferência (ALEXANDRINO, 2015, pg. 1.049).
Concessão de Uso Especial para Fins de Moradia – Estatuto da Cidade
# Trata-se de dispositivo já previsto no artigo 183 da Constituição Federal. Contudo, os
dispositivos relativos ao tema do Estatuto das Cidades foram vetados, sendo hoje a matéria
regulada pela MP 2.220/2001 com as recentes alterações da Lei 13.465/2017.
# A pessoa que detiver - até 22 de dezembro de 2016 - a posse mansa, pacífica e ininterrupta
de imóvel público urbano de até duzentos e cinquenta metros quadrados por cinco anos e que
o utilize par sua moradia ou de sua família, terá o direito à concessão de uso especial para sua
moradia. Contudo, não poderá tal pessoa ser concessionário ou proprietário a qualquer título de
outro imóvel urbano ou rural.
# Referida concessão será gratuita e não será reconhecida ao mesmo cessionário por mais de
uma vez. Além disso, o herdeiro legítimo do posseiro, desde que resida no imóvel por ocasião
da abertura da sucessão, poderá continuar de pleno direito na posse de seu antecessor.
# A Medida Provisória também estabeleceu a possibilidade da concessão de uso especial para
fins urbanísticos coletiva. Ainda que os imóveis tenham mais de duzentos e cinquenta metros
quadrados, se a ocupação for coletiva e não for possível identificar a individualização dos
terrenos, será possível a concessão para fins urbanísticos de forma coletiva.
# - A cada possuidor será atribuída uma fração ideal, independentemente do tamanho da área
que efetivamente ocupa, a não ser que haja um acordo escrito entre os ocupantes onde se
discrimina frações ideais diferenciadas. Contudo, a fração ideal de cada possuidor não poderá
ser superior a duzentos e cinquenta metros quadrados.
2. Semana 01
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# O título de concessão poderá ser obtido pela via administrativa perante o órgão competente
da Administração Pública que terá o prazo de 12 meses para decidir o pedido, a contar da data
de seu protocolo.
# O direito à concessão de uso especial para fins de moradia extingue-se em caso de o
concessionário dar ao imóvel destinação diversa da moradia para si ou de sua família. Além
disso, o direito também será extinto acaso o concessionário venha a adquirir a propriedade ou
a concessão de outro imóvel urbano ou rural.
# A extinção de tal direito será averbada no correspondente cartório de registro de imóveis,
por meio de declaração do Poder Público concedente.
Autorização de Uso na MP 2.220/2001
# Esta autorização – ato mais precário que a concessão – ocorre quanto aos imóveis públicos
que possuam fins comerciais (e não de moradia) e será conferida de forma gratuita.
# O prazo do possuidor pode ser acrescido ao de seus antecessores, para fins de contagem
dos cinco anos e a poderá ser concedida em terreno diverso acaso ocorram algumas das
hipóteses dos artigos 4º e 5º (área de risco ou áreas de interesse público).
Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano
# A MP 2.220/2001 também criou o Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano, órgão
consultivo e deliberativo, integrante da Presidência da República, com as seguintes atribuições:
# I - propor diretrizes, instrumentos, normas e prioridades da política nacional de
desenvolvimento urbano;
# II - acompanhar e avaliar a implementação da política nacional de desenvolvimento urbano,
em especial as políticas de habitação, de saneamento básico e de transportes urbanos, e
recomendar as providências necessárias ao cumprimento de seus objetivos;
# III - propor a edição de normas gerais de direito urbanístico e manifestar-se sobre propostas
de alteração da legislação pertinente ao desenvolvimento urbano;
# IV - emitir orientações e recomendações sobre a aplicação da Lei no 10.257, de 10 de julho
de 2001, e dos demais atos normativos relacionados ao desenvolvimento urbano;
# V - promover a cooperação entre os governos da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios e a sociedade civil na formulação e execução da política nacional de
desenvolvimento urbano; e
# VI - elaborar o regimento interno.
Cessão de Uso
# A cessão de uso é “a utilização especial em que o Poder Público permite, de forma gratuita,
o uso de bem público por órgão da mesma pessoa ou de pessoa diversa, com o propósito de
2. Semana 01
2. Semana 01 131/199
desenvolver atividades benéficas para a coletividade, com fundamento na cooperação entre as
entidades públicas e privadas.” (MARINELA, 2017, pg. 911)
# Para José dos Santos Carvalho Filho, a grande diferença entre esta cessão e as demais
formas de utilização dos bens públicos até agora vistas, fundamenta-se no benefício coletivo
decorrente da atividade desempenhada pelo cessionário.
Benfeitoria em Bem Público irregularmente ocupado
# De acordo com o artigo 1.219 do Código Civil, o possuidor de boa-fé tem direito à
indenização das benfeitorias necessárias e úteis, restando consolidado o entendimento pelo
STJ que tal direito de retenção abrange também as acessões (construções e plantações) nas
mesmas circunstâncias.
# Ocorre que, para o STJ, nos casos em que o bem público foi ocupado irregularmente, a
pessoa não tem direito de ser indenizada pelas acessões feitas, assim como não tem direito à
retenção pelas benfeitorias realizadas, mesmo que fique provado que a pessoa estava de boa-fé.
# É que a ocupação irregular de bem público não pode ser classificada como posse, mas mera
detenção, possuindo, portanto, natureza precária.# Súmula 619-STJ: A ocupação indevida de bem público configura mera detenção, de natureza
precária, insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias.
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Benfeitoria em Bem Público irregularmente ocupado
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
# De acordo com o artigo 1.219 do Código Civil, o possuidor de boa-fé tem direito à
indenização das benfeitorias necessárias e úteis, restando consolidado o entendimento pelo
STJ que tal direito de retenção abrange também as acessões (construções e plantações) nas
mesmas circunstâncias.
# Ocorre que, para o STJ, nos casos em que o bem público foi ocupado irregularmente, a
pessoa não tem direito de ser indenizada pelas acessões feitas, assim como não tem direito à
retenção pelas benfeitorias realizadas, mesmo que fique provado que a pessoa estava de
boa-fé.
# É que a ocupação irregular de bem público não pode ser classificada como posse, mas mera
detenção, possuindo, portanto, natureza precária.
# Súmula 619-STJ: A ocupação indevida de bem público configura mera detenção, de natureza
precária, insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias.
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Questão 2015 | 4000002004
O prédio que abrigava a Biblioteca Pública do Município de Molhadinho foi parcialmente
destruído em um incêndio, que arruinou quase metade do acervo e prejudicou
gravemente a estrutura do prédio. Os livros restantes já foram transferidos para uma
nova sede. O Prefeito de Molhadinho pretende alienar o prédio antigo, ainda cheio de
entulho e escombros.
Sobre o caso descrito, assinale a a�rmativa correta.
A) Não é possível, no ordenamento jurídico atual, a alienação de bens públicos.
B)
O antigo prédio da biblioteca, bem público de uso especial, somente pode ser alienado
após ato formal de desafetação.
C)
É possível a alienação do antigo prédio da biblioteca, por se tratar de bem público
dominical.
D)
Por se tratar de um prédio com livre acesso do público em geral, trata-se de bem
público de uso comum, insuscetível de alienação.
Solução
Gabarito: C)
É possível a alienação do antigo prédio da biblioteca, por se tratar de bem
público dominical.
A questão trata do regime jurídico dos bens públicos.
Na situação, um prédio que abrigava uma biblioteca municipal foi parcialmente destruído
em um incêndio e os livros restantes foram transferidos para uma nova sede. O Prefeito
pretendia alienar o prédio antigo, ainda cheio de entulho e escombros.
O prédio da Biblioteca Pública, antes do incêndio, ostentava a condição de bem público
de uso especial, visto que afetado a um dado serviço público lato senso, segundo art. 99,
II, Código Civil/02.
Art. 99. São bens públicos:
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2. Semana 01 133/199
(...)
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou
estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os
de suas autarquias;
Com a destruição de parte de seu acervo, associada à remoção dos livros restantes para
um outro local, pode-se a�rmar que o prédio deixou de ter qualquer destinação pública,
operando-se, assim, sua desafetação tácita, a qual, segundo sustenta abalizada doutrina,
é bastante para fazer com que o bem passe à condição de bem dominical, e, pois, torná-
lo suscetível de alienação.
Ensina Maria Sylvia Di Pietro:
“Não há uniformidade de pensamento entre os doutrinadores a respeito da possibilidade de
a desafetação decorrer de um fato (desafetação tácita) e não de uma manifestação de
vontade (desafetação expressa); por exemplo, um rio que seca ou tem seu curso alterado;
um incêndio que provoca a destruição dos livros de uma biblioteca ou das obras de um
museu. Alguns acham que mesmo nesses casos seria necessário um ato de desafetação.
Isto, no entanto, constitui excesso de formalismo se se levar em consideração o fato que o
bem se tornou materialmente inaproveitável para o �m ao qual estava afetado."
Portanto, a desafetação tácita é juridicamente legítima, e o prédio passou a ser um bem
dominical – sem destinação pública, desafetado – razão pela qual poderia, sim, ser
alienado, observadas as condições legais, segundo art. 101, CC/02 c/c art. 17, I, Lei
8.666/93.
CC/2002
Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei.
Lei 8.666/93
Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de
interesse público devidamente justi�cado, será precedida de avaliação e obedecerá às
seguintes normas:
I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração
direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades
paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência,
dispensada esta nos seguintes casos:
A letra A está incorreta. INCORRETA.
Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei, segundo
art. 101, CC/2002.
2. Semana 01
2. Semana 01 134/199
A letra B está incorreta. INCORRETA.
Para a doutrina, a desafetação tácita é juridicamente legítima.
A letra C está correta. CORRETA.
A desafetação tácita é juridicamente legítima, e o prédio passou a ser um bem dominical –
sem destinação pública, desafetado – razão pela qual poderia, sim, ser alienado, observadas
as condições legais, segundo art. 101, CC/02 c/c art. 17, I, Lei 8.666/93.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
O prédio da Biblioteca Pública, antes do incêndio, ostentava a condição de bem público de
uso especial, visto que afetado a um dado serviço público lato senso, segundo art. 99, II,
Código Civil/02.
Questão 2012 | 4000002218
Sobre os bens públicos é correto a�rmar que
A) os bens de uso especial são passíveis de usucapião.
B) os bens de uso comum são passíveis de usucapião.
C)
os bens de empresas públicas que desenvolvem atividades econômicas que não estejam
afetados a prestação de serviços públicos são passíveis de usucapião.
D)
nenhum bem que pertença à pessoa jurídica integrante da administração pública indireta
é passível de usucapião.
Solução
Gabarito: C)
os bens de empresas públicas que desenvolvem atividades econômicas que
não estejam afetados a prestação de serviços públicos são passíveis de
usucapião.
A questão trata do regime jurídico dos bens públicos de forma bastante objetiva.
Os bens públicos subordinam-se a regime jurídico distinto daquele aplicável aos bens
privados em geral. Em resumo, as principais características dos bens públicos são:
alienação condicionada, impenhorabilidade, imprescritibilidade e não onerabilidade.
Em relação à imprescritibilidade, os bens públicos não podem ser adquiridos por
usucapião, na forma dos arts. 183, §3º, e 191, parágrafo único, da Constituição Federal,
2. Semana 01
2. Semana 01 135/199
bem como art. 102 do CC/2002. Não há nenhuma exceção a essa regra.
CF/88
Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros
quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua
moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de
outro imóvel urbano ou rural. (Regulamento)
§ 1º O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou
a ambos, independentemente do estado civil.
§ 2º Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
§ 3º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
CC/2002
Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.
No mesmo sentido, a Súmula 340 do STF dispõe: “desde a vigência do Código Civil, os
bens dominicais, como os demais bens públicos, não podem ser adquiridos por
usucapião”.
Ademais, a Súmula 619 do STJ também disciplina que “a ocupação indevida de bem
público con�gura mera detenção, de natureza precária, insuscetível de retenção ou
indenização por acessões e benfeitorias”.
Contudo, os bens públicos, na forma do art. 98 do CC/2002, são aquelesintegrantes do
patrimônio das pessoas jurídicas de direito público interno, ou seja, da União, Estados,
Distrito Federal, Municípios, autarquias e fundações estatais de direito público.
Assim, o patrimônio das empresas estatais, pessoas jurídicas de direito privado, é
constituído por bens privados, na forma do art. 98 do CC, de modo que o regime jurídico
aplicável aos seus bens é predominantemente privado, sofrendo determinadas
modulações de direito público, especialmente no tocante à sua alienação e, no caso das
estatais prestadoras de serviços públicos, à vedação de penhora de bens necessários à
continuidade dos serviços.
Portanto, os bens privados das empresas estatais podem ser adquiridos por usucapião,
não sendo aplicável a imprescritibilidade típica dos bens públicos.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
Os bens públicos não podem ser adquiridos por usucapião, na forma dos arts. 183, §3º, e 191,
parágrafo único, da Constituição Federal, bem como art. 102 do CC/2002. Não há nenhuma
exceção a essa regra.
2. Semana 01
2. Semana 01 136/199
A letra B está incorreta. INCORRETA.
Os bens públicos não podem ser adquiridos por usucapião, na forma dos arts. 183, §3º, e 191,
parágrafo único, da Constituição Federal, bem como art. 102 do CC/2002. Não há nenhuma
exceção a essa regra.
A letra C está correta. CORRETA.
O patrimônio das empresas estatais, pessoas jurídicas de direito privado, é constituído por
bens privados, na forma do art. 98 do CC, de modo que os bens privados das empresas
estatais podem ser adquiridos por usucapião, não sendo aplicável a imprescritibilidade típica
dos bens públicos.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
Os bens privados das empresas estatais podem ser adquiridos por usucapião, não sendo
aplicável a imprescritibilidade típica dos bens públicos.
Questão 2012 | 4000002228
A autorização de uso de bem público por particular caracteriza-se como ato
administrativo
A)
discricionário e bilateral, ensejando indenização ao particular no caso de revogação pela
administração.
B)
unilateral, discricionário e precário, para atender interesse predominantemente
particular.
C)
bilateral e vinculado, efetivado mediante a celebração de um contrato com a
administração pública, de forma a atender interesse eminentemente público.
D)
discricionário e unilateral, empregado para atender a interesse predominantemente
público, formalizado após a realização de licitação.
Solução
Gabarito: B)
unilateral, discricionário e precário, para atender interesse
predominantemente particular.
A questão exige o conhecimento acerca da autorização de uso de bem público.
A autorização de uso de bem público representa ato administrativo, discricionário e
precário, editado pelo Poder Público para consentir que determinada pessoa utilize
2. Semana 01
2. Semana 01 137/199
privativamente bem público.
Tal ato depende da avaliação de conveniência e oportunidade do Poder Público,
inexistindo direito subjetivo do particular na hipótese. Ademais, o ato é precário e pode
ser revogado a qualquer momento, independentemente de indenização. Por �m, a
autorização de uso possui outras características, a saber: pode ser onerosa ou gratuita,
independe de autorização legislativa e pode recair sobre bens móveis ou imóveis.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
A autorização de uso de bem público representa ato administrativo, discricionário e
precário, editado pelo Poder Público para consentir que determinada pessoa utilize
privativamente bem público.
A letra B está correta. CORRETA.
A autorização de uso de bem público representa ato administrativo, discricionário e
precário, editado pelo Poder Público para consentir que determinada pessoa utilize
privativamente bem público.
A letra C está incorreta. INCORRETA.
A autorização de uso de bem público representa ato administrativo, discricionário e
precário, editado pelo Poder Público para consentir que determinada pessoa utilize
privativamente bem público.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
A autorização de uso de bem público representa ato administrativo, discricionário e
precário, editado pelo Poder Público para consentir que determinada pessoa utilize
privativamente bem público.
Questão 2021 | 4000005340
Há muitos anos, Bruno invadiu sorrateiramente uma terra devoluta indispensável à defesa
de fronteira, que já havia sido devidamente discriminada. Como não houve oposição,
Bruno construiu uma casa, na qual passou a residir com sua família, além de usar o
terreno subjacente para a agricultura de subsistência. A União, muitos anos depois do
início da utilização do bem por Bruno, promoveu a sua noti�cação para desocupar o
imóvel, em decorrência de sua �nalidade de interesse público.
Na qualidade de advogado(a) consultado(a) por Bruno, assinale a a�rmativa correta.
2. Semana 01
2. Semana 01 138/199
A)
Bruno terá que desocupar o bem em questão e não terá direito à indenização pelas
acessões e benfeitorias realizadas, pois era mero detentor do bem da União.
B)
A União não poderia ter noti�cado Bruno para desocupar bem que não lhe pertence, na
medida em que todas as terras devolutas são de propriedade dos estados em que se
situam.
C)
Bruno pode invocar o direito fundamental à moradia para reter o bem em questão, até
que a União efetue o pagamento pelas acessões e benfeitorias realizadas.
D)
Caso Bruno preencha os requisitos da usucapião extraordinária, não precisará desocupar
o imóvel da União.
Solução
Gabarito: A)
Bruno terá que desocupar o bem em questão e não terá direito à indenização
pelas acessões e benfeitorias realizadas, pois era mero detentor do bem da
União.
Análise do Caso
A questão aborda o regime jurídico dos bens públicos, especialmente uma hipótese de
ocupação de bem público pertencente à União, vale dizer, terra devoluta indispensável à
defesa de fronteiras. É como dispõe o art. 20, II, CF/88:
Art. 20. São bens da União:
(...)
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das forti�cações e
construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental,
de�nidas em lei;
Os bens públicos não são passíveis de usucapião, conforme disposto nos arts. 183, §3º, e
191, parágrafo único, ambos da Constituição Federal de 1988:
Art. 183 (...)
§ 3º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
(...)
Art. 191 (...)
Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
No mesmo sentido, o art. 102 do CC/2002:
2. Semana 01
2. Semana 01 139/199
Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.
Desse modo, poder-se-ia descartar a possibilidade de o particular vir a pleitear a
usucapião da área por ele ocupada, independentemente do prazo de que se estivesse a
tratar. A hipótese é de pedido juridicamente impossível, eis que encontra vedação
expressa no ordenamento jurídico pátrio.
Em relação à possibilidade de indenizar as benfeitorias e acessões promovidas no local, a
Súmula 619 do STJ, deixa claro que:
Súmula 619 do STJ: "A ocupação indevida de bem público con�gura mera detenção de
natureza precária insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias."
Portanto, o ocupante teria de deixar o imóvel, bem como não faria jus a nenhuma
indenização.
A letra A está correta. CORRETA.
Segundo a Súmula 619 do STJ, a ocupação indevida de bem público con�gura mera
detenção de natureza precária insuscetível de retenção ou indenização por acessões e
benfeitorias.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
As terras devolutas indispensáveis à defesa de fronteiras são bens públicos pertencentes à
União, segundo o art. 20, II, CF/88.
A letra C está incorreta. INCORRETA.
Segundo a Súmula 619 do STJ, a ocupação indevida de bem público con�gura mera
detenção de natureza precária insuscetível de retenção ou indenização por acessões e
benfeitorias.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
Consoante a Súmula 619 do STJ, a ocupação indevida de bem público con�gura mera
detenção de natureza precária insuscetível de retenção ou indenização por acessões e
benfeitorias.Direito Penal - Orientações
TEORIA - Adquirindo conhecimento…
2. Semana 01
2. Semana 01 140/199
Tema: Teoria da Norma
Incidência em prova: Alta
Tarefas - O que fazer?
1. Revise os temas estudados ontem. Use os mapas mentais ou legislação em no máximo 10
minutos!
2. Faça a leitura do conteúdo que está após as orientações, está nomeado como “Material para
Estudo”. Da aula, vale a pena dar uma atenção especial aos seguintes tópicos:
Teoria da Atividade: lei penal no tempo (caiu inclusive no XXXI exame).
Ubiquidade: lei penal no espaço. MACETE: LUTA (lugar - ubiquidade; tempo - atividade).
Princípio da Territorialidade: regra geral que irá definir a aplicação da lei penal brasileira.
Tarefa Alternativa:
Se você não tiver tempo para concluir a tarefa principal ou já estiver avançado no conteúdo do
tema, faça apenas a leitura da lei seca e resolva as questões!
HORA DO TREINO - Resolvendo
algumas questões…
Ao terminar a teoria apresentada, resolva as questões indicadas no material.
LEI SECA - Fixando o conhecimento
adquirido…
Arts. 1º e 2º do CP.
2. Semana 01
2. Semana 01 141/199
Questão 2013 | 4000003008
*utilize o material de lei seca disponibilizado no final da semana de estudo.
Bibliografia
LDI Completo - Direito Penal [8]
* Disponibilizamos o material completo apenas como bibliografia, você não precisa estudar
pelo curso completo.
Material para Estudo:
Teoria da Norma
Espécies de norma penal
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Lei penal no tempo
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Lei penal no espaço
Lugar do crime (art. 6º do CP – Teoria da ubiquidade) e Princípio da
territorialidade (art. 5º do CP)
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
2. Semana 01
2. Semana 01 142/199
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-penal-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=3.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-penal-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=3.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-penal-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=3.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-penal-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=3.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-penal-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=3.1
O Art. 33 da Lei n. 11.343/06 (Lei Antidrogas) diz: “Importar, exportar, remeter, preparar,
produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar,
trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas,
ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou
regulamentar. Pena – reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500
(quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.”
Analisando o dispositivo acima, pode-se perceber que nele não estão inseridas as
espécies de drogas não autorizadas ou que se encontram em desacordo com
determinação legal ou regulamentar.
Dessa forma, é correto a�rmar que se trata de uma norma penal
A) em branco homogênea.
B) em branco heterogênea.
C) incompleta (ou secundariamente remetida).
D) em branco inversa (ou ao avesso).
Solução
Gabarito: B) em branco heterogênea.
A questão requer o conhecimento da "lei penal em branco", também denominada "norma
cega": é aquela que precisa ser complementada por outra norma para ter revelado o seu
sentido e alcance. Em outras palavras, o seu conteúdo é indeterminado, mas
determinável, exigindo, para tanto, um complemento. A lei penal em branco pode ser:
a) em sentido estrito, própria ou heterogênea: a fonte do complemento é heterogênea,
ou seja, diversa da lei. Ex.: o art. 33 da Lei nº 11.343/06 tipi�ca o trá�co de drogas.
Porém, as substâncias consideradas "drogas" não estão relacionadas na lei, mas em uma
portaria editada pela ANVISA.
b) em sentido amplo, imprópria ou homogênea: a fonte do complemento é homogênea,
ou seja, tanto a lei penal quanto o complemento emanam do mesmo ente (do legislador).
Ex.: o art. 237 tipi�ca a conduta de "contrair casamento, conhecendo a existência de
impedimento que lhe cause a nulidade absoluta". A de�nição de impedimento matrimonial
é trazida no Código Civil.
c) invertida, ao avesso ou ao revés: exige um complemento normativo relacionado com a
pena, não com o delito. Ex.: art. 1º da Lei nº 2889/56 (genocídio). É o mesmo que norma
penal incompleta (ou secundariamente remetida).
Referência: ALVES, Jamil Chaim. Manual de Direito Penal - Parte Geral e Parte Especial -
Salvador: Editora Juspodivm, 2020, p. 150-151.
2. Semana 01
2. Semana 01 143/199
A letra A está incorreta. ERRADA.
O art. 33 da Lei nº 11.343/06 é uma normal penal em branco heterogênea, pois a fonte do
complemento emana de uma portaria da ANVISA, e não do legislador. Na norma penal em
branco homogênea, diferentemente, a fonte do complemento é homogênea, ou seja, tanto a
lei penal quanto o complemento emanam do mesmo ente (do legislador).
A letra B está correta. CORRETA.
De fato, o art. 33 da Lei nº 11.343/06 é uma normal penal em branco heterogênea, uma vez
que a fonte do complemento é heterogênea, diversa da lei. Isso porque as substâncias
consideradas "drogas" não estão relacionadas na lei, mas em uma portaria editada pela
ANVISA.
A letra C está incorreta. ERRADA.
O art. 33 da Lei nº 11.343/06 é uma normal penal em branco heterogênea, e não
incompleta (ou secundariamente remetida, ou ao avesso). No último caso, se exige um
complemento normativo relacionado com a pena, e não com o delito.
A letra D está incorreta. ERRADA.
O art. 33 da Lei nº 11.343/06 é uma normal penal em branco heterogênea, e não em branco
inversa (ou ao avesso). Nesta última, se exige um complemento normativo relacionado com a
pena, e não com o delito.
Questão 2016 | 4000001356
Em razão do aumento do número de crimes de dano quali�cado contra o patrimônio da
União (pena: detenção de 6 meses a 3 anos e multa), foi editada uma lei que passou a
prever que, entre 20 de agosto de 2015 e 31 de dezembro de 2015, tal delito (Art. 163,
parágrafo único, inciso III, do Código Penal) passaria a ter pena de 2 a 5 anos de
detenção. João, em 20 de dezembro de 2015, destrói dolosamente um bem de
propriedade da União, razão pela qual foi denunciado, em 8 de janeiro de 2016, como
incurso nas sanções do Art. 163, parágrafo único, inciso III, do Código Penal.
Considerando a hipótese narrada, no momento do julgamento, em março de 2016, deverá
ser considerada, em caso de condenação, a pena de:
A)
6 meses a 3 anos de detenção, pois a Constituição prevê o princípio da retroatividade da
lei penal mais bené�ca ao réu.
B) 2 a 5 anos de detenção, pois a lei temporária tem ultratividade gravosa.
2. Semana 01
2. Semana 01 144/199
C)
6 meses a 3 anos de detenção, pois aplica-se o princípio do tempus regit actum (tempo
rege o ato).
D) 2 a 5 anos de detenção, pois a lei excepcional tem ultratividade gravosa.
Solução
Gabarito: B) 2 a 5 anos de detenção, pois a lei temporária tem ultratividade gravosa.
Análise do Caso
No caso concreto apresentado foi editada uma lei que passou a prever que, entre 20 de
agosto de 2015 e 31 de dezembro de 2015, o crime de dano quali�cado (Art. 163,
parágrafo único, inciso III, do Código Penal) passaria a ter pena de 2 a 5 anos de
detenção, sendo que, João, em 20 de dezembro de 2015, destrói dolosamente um bem
de propriedade da União, razão pela qual foi denunciado, em 8 de janeiro de 2016, como
incurso nas sanções do Art. 163, parágrafo único, inciso III, do Código Penal, sendo
julgado em marco de 2016 pelo fato.
Trata-se de questão referente a aplicação da lei penal no tempo, nos termos de uma lei
de natureza temporária, que possui tempo de vigência determinado.
Na situação apresentada on agente realizou a conduta típica prevista em uma lei
temporária durante o período de vigência desta lei, porem a denuncia e o julgamento do
fato ocorreram depois que o prazo de vigência desta lei já havia passado.
Desta forma, em face da ultratividade gravosa que caracteriza as leia temporárias, e asexcepcionais, (Art. 3º CP), ou seja, permanecer produzindo seus efeitos mesmo após seu
termino de vigência, para fatos praticados quando a lei estava em vigor, aplica-se ao
agente a pena mais severa (2 a 5 anos) prevista nesta lei.
Gabarito: B
A letra A está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmação de que o agente responderá por 6 meses a 3 anos de detenção, pois
a Constituição prevê o princípio da retroatividade da lei penal mais bené�ca ao réu, pois,
em face da ultratividade gravosa que caracteriza as leia temporárias, e as excepcionais, (Art.
3º CP), ou seja, permanecer produzindo seus efeitos mesmo após seu termino de vigência,
para fatos praticados quando a lei estava em vigor, aplica-se ao agente a pena mais severa
(2 a 5 anos) prevista nesta lei.
A letra B está correta.
CORRETA
Está a�rmação de que o agente responderá 2 a 5 anos de detenção, pois a lei temporária
2. Semana 01
2. Semana 01 145/199
tem ultratividade gravosa está correta, pois em face da ultratividade gravosa que caracteriza
as leia temporárias (Art. 3º CP), ou seja, permanecer produzindo seus efeitos mesmo após
seu termino de vigência, para fatos praticados quando a lei estava em vigor, aplica-se ao
agente a pena mais severa (2 a 5 anos) prevista nesta lei.
A letra C está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmação de que o agente responderá por 6 meses a 3 anos de detenção, pois
aplica-se o princípio do tempus regit actum (tempo rege o ato), pois a Constituição prevê o
princípio da retroatividade da lei penal mais bené�ca ao réu, pois, em face da ultratividade
gravosa que caracteriza as leia temporárias, e as excepcionais, (Art. 3º CP), ou seja,
permanecer produzindo seus efeitos mesmo após seu termino de vigência, para fatos
praticados quando a lei estava em vigor, aplica-se ao agente a pena mais severa (2 a 5 anos)
prevista nesta lei.
A letra D está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmação de que o agente responderá por 2 a 5 anos de detenção, pois a lei
excepcional tem ultratividade gravosa , e a Constituição prevê o princípio da retroatividade
da lei penal mais bené�ca ao réu, pois se trata de lei temporária, e não excepcional, em
face da ultratividade gravosa que caracteriza as leia temporárias, (Art. 3º CP), ou seja,
permanecer produzindo seus efeitos mesmo após seu termino de vigência, para fatos
praticados quando a lei estava em vigor, aplica-se ao agente a pena mais severa (2 a 5 anos)
prevista nesta lei.
Questão 2020 | 4000000092
André, nascido em 21/11/2001, adquiriu de Francisco, em 18/11/2019, grande quantidade
de droga, com o �m de vendê-la aos convidados de seu aniversário, que seria celebrado
em 24/11/2019. Imediatamente após a compra, guardou a droga no armário de seu
quarto.
Em 23/11/2019, a partir de uma denúncia anônima e munidos do respectivo mandado de
busca e apreensão deferido judicialmente, policiais compareceram à residência de
André, onde encontraram e apreenderam a droga que era por ele armazenada. De
imediato, a mãe de André entrou em contato com o advogado da família.
Considerando apenas as informações expostas, na Delegacia, o advogado de André
deverá esclarecer à família que André, penalmente, será considerado:
2. Semana 01
2. Semana 01 146/199
A)
inimputável, devendo responder apenas por ato infracional análogo ao delito de trá�co,
em razão de sua menoridade quando da aquisição da droga, com base na Teoria da
Atividade adotada pelo Código Penal para de�nir o momento do crime.
B)
inimputável, devendo responder apenas por ato infracional análogo ao delito de trá�co,
tendo em vista que o Código Penal adota a Teoria da Ubiquidade para de�nir o momento
do crime.
C)
imputável, podendo responder pelo delito de trá�co de drogas, mesmo adotando o
Código Penal a Teoria da Atividade para de�nir o momento do crime.
D)
imputável, podendo responder pelo delito de associação para o trá�co, que tem
natureza permanente, tendo em vista que o Código Penal adota a Teoria do Resultado
para de�nir o momento do crime.
Solução
Gabarito: C)
imputável, podendo responder pelo delito de trá�co de drogas, mesmo
adotando o Código Penal a Teoria da Atividade para de�nir o momento do
crime.
Análise do Caso:
Trata-se de questão relacionada a teoria da norma, mais especi�camente a aplicação da
lei penal no tempo, e também ao tema classi�cação de crimes, envolvendo a exceção a
regra da chamada teoria da atividade para delimitação do momento do crime para
hipóteses de crimes de natureza permanente, como no caso do porte de drogas para
venda, crime de trá�co de drogas (Art. 33 da Lei 11.343/06)
No caso narrado o agente, ainda menor de idade, e, portanto, inimputável (Art. 27 CP),
adquire droga ilícita com o �m de venda, permanecendo com ela até depois de
completar a maioridade penal.
O Art. 4º CP adota a teoria da atividade pela qual considera-se como tempo do crime o
momento da prática da conduta, porém, pelo trá�co de drogas se tratar de crime
permanente sua consumação se prolonga pelo tempo, e por isso, mesmo sendo menor de
idade na data da prática da conduta, o agente, que completou a maioridade penal
durante a permanência, deverá responder pelo crime de trá�co como maior de idade,
imputável.
Logo, a alternativa correta é a letra C.
A letra A está incorreta. A a�rmação apresentada nesta alternativa de que o agente seria
inimputável, devendo responder apenas por ato infracional análogo ao delito de trá�co, em
razão de sua menoridade quando da aquisição da droga, com base na Teoria da Atividade
adotada pelo Código Penal, estaria correta se o crime praticado não tivesse natureza
permanente. Porem, por se tratar de crime permanente, o momento de consumação se
2. Semana 01
2. Semana 01 147/199
prolonga pelo tempo, e completando a maioridade durante a permanência deverá responder
como maior de idade.
A letra B está incorreta. A a�rmação apresentada nesta alternativa de que o agente seria
inimputável, devendo responder apenas por ato infracional análogo ao delito de trá�co,
tendo em vista que o Código Penal adota a Teoria da Ubiquidade para de�nir o momento do
crime está errada pois o código penal não adotou a teoria da ubiquidade para de�nir o
momento do crime, mas sim a teoria da atividade (Art. 4° do CP)
A letra C está correta. Esta a�rmativa está correta pois de acordo com o Art. 4º CP, adota-
se a teoria da atividade pela qual considera-se como tempo do crime o momento da prática
da conduta. Porém, pelo trá�co de drogas se tratar de crime permanente sua consumação
se prolonga pelo tempo, e por isso, mesmo o agente sendo menor de idade na data da
prática da conduta, como completou a maioridade penal durante a permanência, deverá
responder pelo crime de trá�co como maior de idade, imputável
A letra D está incorreta. A a�rmação apresentada nesta alternativa de que o agente seria
inimputável, devendo responder apenas por ato infracional análogo ao delito de trá�co,
tendo em vista que o Código Penal adota a Teoria do resultado para de�nir o momento do
crime está errada pois o código penal não adotou a referida teoria do resultado para de�nir
o momento do crime, mas sim a teoria da atividade (Art. 4° do CP).
Questão 2010 | 4000003112
Assinale a opção correta acerca da pena cumprida no estrangeiro e da e�cácia da
sentença estrangeira.
A)
É possível a homologação, pelo STJ, de sentença penal condenatória proferida pela
justiça de outro país, para obrigar o condenado residente no Brasil à reparação do dano
causado pelo crime que cometeu.
B)
A competência para a homologação de sentença estrangeira é do STF, restringindo-se a
referida homologação a casos que envolvam cumprimento de pena privativa de liberdade
no Brasil.
C)
Apenas nas hipóteses de infração penal de menor potencial ofensivo, admite-se que a
pena cumprida no estrangeiro atenue a pena imposta, no Brasil, pelo mesmo crime.
D)
A pena cumprida no estrangeiro não atenua nem compensa a pena imposta, no Brasil,
pelo mesmo crime, dado o caráter independente das justiças nacional e estrangeira.
Solução
2. Semana01
2. Semana 01 148/199
Gabarito: A)
É possível a homologação, pelo STJ, de sentença penal condenatória
proferida pela justiça de outro país, para obrigar o condenado residente no
Brasil à reparação do dano causado pelo crime que cometeu.
A questão requer o conhecimento de pena cumprida no estrangeiro e da e�cácia da
sentença estrangeira.
A letra A está correta. CERTA.
Nos termos do art. 9º, inciso I, do Código Penal, a sentença estrangeira, quando a aplicação
da lei brasileira produz na espécie as mesmas consequências, pode ser homologada no Brasil
para obrigar o condenado à reparação do dano. Veja-se:
"E�cácia de sentença estrangeira
Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as
mesmas consequências, pode ser homologada no Brasil para:
I - obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a outros efeitos civis;
II - sujeitá-lo a medida de segurança. (...)".
Ademais, de acordo com o art. 105, inciso I, da Constituição Federal, compete ao STJ tal
homologação:
"Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: (...) I - processar e julgar,
originariamente: i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às
cartas rogatórias; (...)".
Logo, é correto a�rmar que é possível a homologação, pelo STJ, de sentença penal
condenatória proferida pela justiça de outro país, para obrigar o condenado residente no
Brasil à reparação do dano causado pelo crime que cometeu.
A letra B está incorreta. ERRADA.
A competência para a homologação de sentença estrangeira é do STJ (e não do STF), nos
termos do art. 105, inciso I, da Constituição Federal: "Art. 105. Compete ao Superior Tribunal
de Justiça: (...) I - processar e julgar, originariamente: i) a homologação de sentenças
estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias; (...)".
Ademais, nos termos do art. 9º, incisos I e II, do Código Penal, a sentença estrangeira,
quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas consequências, pode ser
2. Semana 01
2. Semana 01 149/199
homologada no Brasil para: I- obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a
outros efeitos civis; II - sujeitá-lo a medida de segurança.
A letra C está incorreta. ERRADA.
Na realidade, nos termos do art. 8º do Código Penal, a pena cumprida no estrangeiro atenua
a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando
idênticas. Veja-se:
"Pena cumprida no estrangeiro
Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime,
quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas".
Assim sendo, é incorreto a�rmar que apenas nas hipóteses de infração penal de menor
potencial ofensivo admite-se que a pena cumprida no estrangeiro atenue a pena imposta,
no Brasil, pelo mesmo crime. Como se observa, o artigo 8º do Código Penal não restringe a
atenuação de pena às infrações penais de menor potencial ofensivo.
A letra D está incorreta. ERRADA.
Na realidade, nos termos do art. 8º do Código Penal, a pena cumprida no estrangeiro atenua
a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando
idênticas. Veja-se:
"Pena cumprida no estrangeiro
Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime,
quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas".
Questão 2016 | 4000000732
Revoltado com a conduta de um Ministro de Estado, Mário se esconde no interior de uma
aeronave pública brasileira, que estava a serviço do governo, e, no meio da viagem, já no
espaço aéreo equivalente ao Uruguai, desfere 05 facadas no Ministro com o qual estava
insatisfeito, vindo a causar-lhe lesão corporal gravíssima.
Diante da hipótese narrada, com base na lei brasileira, assinale a a�rmativa correta.
A)
Mário poderá ser responsabilizado, segundo a lei brasileira, com base no critério da
territorialidade.
2. Semana 01
2. Semana 01 150/199
B)
Mário poderá ser responsabilizado, segundo a lei brasileira, com base no critério da
extraterritorialidade e princípio da justiça universal.
C)
Mário poderá ser responsabilizado, segundo a lei brasileira, com base no critério da
extraterritorialidade, desde que ingresse em território brasileiro e não venha a ser julgado
no estrangeiro.
D)
Mário não poderá ser responsabilizado pela lei brasileira, pois o crime foi cometido no
exterior e nenhuma das causas de extraterritorialidade se aplica ao caso.
Solução
Gabarito: A)
Mário poderá ser responsabilizado, segundo a lei brasileira, com base no
critério da territorialidade.
Análise do Caso
No caso apresentado determinado agente se esconde no interior de uma aeronave
pública brasileira, que estava a serviço do governo, e, no meio da viagem, já no espaço
aéreo equivalente ao Uruguai, desfere 05 facadas no Ministro com o qual estava
insatisfeito, vindo a causar-lhe lesão corporal gravíssima.
Trata-se de questão relacionada à teoria da norma, mais especi�camente ao tema
aplicação da lei penal no espaço, e suas regras previstas nos Art. 5º, 6º e 7º do CP.
Segundo o princípio da territorialidade (Art. 5º CP), aplica-se a lei penal brasileira a todos
os fatos ocorridos (ação ou resultado) em território nacional, ou em suas extensões,
ressalvadas as regras previstas em tratados e convenções internacionais.
Para responder corretamente à questão, necessário saber ainda que embarcações e
aeronaves de direito público ou a serviço do governo brasileiro, onde quer que se
encontrem, prevalecerá a aplicação da lei brasileira para crimes praticados em seu
interior (Art. 5º par. Único CP), sendo que, foi exatamente esta a situação apresentada no
enunciado, pois o crime foi praticado em uma aeronave pública brasileira, que estava a
serviço do governo e, embora estivesse sobrevoando o espaço aéreo de outro país, será
considerada como extensão do território brasileiro, aplicando-se ao fato as leis penais
brasileiras.
Gabarito: A
A letra A está correta.
CORRETA
Está correta a a�rmação de que o agente poderá ser responsabilizado, segundo a lei
brasileira, com base no critério da territorialidade, com base no Art. 5º caput e par. 1º do
CP.
2. Semana 01
2. Semana 01 151/199
A letra B está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmação de que o agente poderá ser responsabilizado, segundo a lei
brasileira, com base no critério da extraterritorialidade e princípio da justiça universal pois,
no caso, aplica-se a regra da territorialidade, com base no Art. 5º caput e par. 1º do CP.
A letra C está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmação de que o agente poderá ser responsabilizado, segundo a lei
brasileira, com base no critério da extraterritorialidade, desde que ingresse em território
brasileiro e não venha a ser julgado no estrangeiro pois, no caso, aplica-se a regra da
territorialidade, com base no Art. 5º caput e par. 1º do CP.
A letra D está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmação de que o agente não poderá ser responsabilizado pela lei brasileira,
pois o crime foi cometido no exterior e nenhuma das causas de extraterritorialidade se
aplica ao caso, pois, no caso, aplica-se a regra da territorialidade, com base no Art. 5º caput
e par. 1º do CP e o agente responderá pela Lei penal brasileira.
Questão 2013 | 4000003012
No ano de 2005, Pierre, jovem francês residente na Bulgária, atentou contra a vida do
então presidente do Brasil que, na ocasião, visitava o referido país. Devidamente
processado, segundo as leis locais, Pierre foi absolvido.
Considerando apenas os dados descritos, assinale a a�rmativa correta.
A)
Não é aplicável a lei penal brasileira, pois como Pierre foi absolvido no estrangeiro, não
�cou satisfeita uma das exigências previstas à hipótese de extraterritorialidade
condicionada.
B)
É aplicável a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hipótese de extraterritorialidade
incondicionada, exigindo-se, apenas, que o fato não tenha sido alcançado por nenhuma
causa extintiva de punibilidade no estrangeiro.
C)
É aplicável a lei penal brasileira,pois o caso narrado traz hipótese de extraterritorialidade
incondicionada, sendo irrelevante o fato de ter sido o agente absolvido no estrangeiro.
2. Semana 01
2. Semana 01 152/199
D)
Não é aplicável a lei penal brasileira, pois como o agente é estrangeiro e a conduta foi
praticada em território também estrangeiro, as exigências relativas à extraterritorialidade
condicionada não foram satisfeitas.
Solução
Gabarito: C)
É aplicável a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hipótese de
extraterritorialidade incondicionada, sendo irrelevante o fato de ter sido o
agente absolvido no estrangeiro.
A questão requer o conhecimento da Extraterritorialidade das leis penais.
"Extraterritorialidade" é a aplicação da lei brasileira a crimes cometidos no estrangeiro.
Está disciplinada no art. 7º do Código Penal:
"Extraterritorialidade
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro:
I - os crimes:
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República;
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de
Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou
fundação instituída pelo Poder Público;
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço;
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
II - os crimes:
a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir;
b) praticados por brasileiro;
c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade
privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.
§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que
absolvido ou condenado no estrangeiro.
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das
seguintes condições:
a) entrar o agente no território nacional;
2. Semana 01
2. Semana 01 153/199
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado;
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição;
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a
punibilidade, segundo a lei mais favorável.
§ 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra
brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior:
a) não foi pedida ou foi negada a extradição;
b) houve requisição do Ministro da Justiça".
Segundo a doutrina, existem 3 (três) possibilidades de Extraterritorialidade:
1) Extraterritorialidade Incondicionada: o agente é punido segundo a lei brasileira
incondicionalmente, ou seja, independentemente de ingressar no território nacional e
ainda que tenha sido absolvido ou condenado. É o que prevê o art. 7º, § 1º, do Código
Penal, para os casos do inciso I deste mesmo dispositivo.
2) Extraterritorialidade Condicionada: a aplicação da lei brasileira exige a presença de
alguns requisitos cumulativos: a) entrar o agente no território nacional; b) ser o fato
punível também no país em que foi praticado (dupla tipicidade); c) estar o crime incluído
entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; d) não ter sido o agente
absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido penal; e) não ter sido o agente perdoado
no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais
favorável. É o que prevê o art. 7º, § 2º, do Código Penal, para os casos do inciso II deste
mesmo dispositivo.
3) Extraterritorialidade Hipercondicionada: além dos requisitos acima, exigem-se mais
dois: f) não tenha sido pedida ou tenha sido negada a extradição; g) requisição do
Ministro da Justiça. É o que prevê o art. 7º, § 3º, do Código Penal.
Referência: ALVES, Jamil Chaim. Manual de Direito Penal - Parte Geral e Parte Especial -
Salvador: Editora Juspodivm, 2020, p. 170-172.
A letra A está incorreta. ERRADA.
É aplicável a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hipótese de extraterritorialidade
incondicionada, qual seja, crime contra a vida do Presidente da República (art. 7º, inciso I,
"a" e § 1º, do Código Penal), e não hipótese de extraterritorialidade condicionada.
A letra B está incorreta. ERRADA.
2. Semana 01
2. Semana 01 154/199
Realmente, é aplicável a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hipótese de
extraterritorialidade incondicionada. No entanto, não se exige que o fato não tenha sido
alcançado por nenhuma causa extintiva de punibilidade no estrangeiro, porque, nos termos
do art. 7º, § 1º, do Código Penal, nos casos de extraterritorialidade incondicionada, o agente
é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro.
A letra C está correta. CERTA.
Realmente, é aplicável a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hipótese de
extraterritorialidade incondicionada, qual seja, crime contra a vida do Presidente da
República (art. 7º, inciso I, "a" e § 1º, do Código Penal). Logo, é irrelevante o fato de ter sido
o agente absolvido no estrangeiro.
A letra D está incorreta. ERRADA.
É aplicável a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hipótese de extraterritorialidade
incondicionada, qual seja, crime contra a vida do Presidente da República (art. 7º, inciso I,
"a" e § 1º, do Código Penal).
Questão 2021 | 4000004528
Paulo e Júlia viajaram para Portugal, em novembro de 2019, em comemoração ao
aniversário de um ano de casamento. Na cidade de Lisboa, dentro do quarto do hotel, por
ciúmes da esposa que teria olhado para terceira pessoa durante o jantar, Paulo veio a
agredi-la, causando-lhe lesões leves reconhecidas no laudo próprio. Com a intervenção
de funcionários do hotel que ouviram os gritos da vítima, Paulo acabou encaminhado para
Delegacia, sendo liberado mediante o pagamento de �ança e autorizado seu retorno ao
Brasil.
Paulo, na semana seguinte, retornou para o Brasil, sem que houvesse qualquer ação
penal em seu desfavor em Portugal, enquanto Júlia permaneceu em Lisboa. Ciente de
que o fato já era do conhecimento das autoridades brasileiras e preocupado com sua
situação jurídica no país, Paulo procura você, na condição de advogado(a), para obter
sua orientação.
Considerando apenas as informações narradas, você, como advogado(a), deve esclarecer
que a lei brasileira
A)
não poderá ser aplicada, tendo em vista que houve prisão em �agrante em Portugal e
em razão da vedação do bis in idem.
B)
poderá ser aplicada diante do retorno de Paulo ao Brasil, independentemente do retorno
de Júlia e de sua manifestação de vontade sobre o interesse de ver o autor
2. Semana 01
2. Semana 01 155/199
responsabilizado criminalmente.
C)
poderá ser aplicada, desde que Júlia retorne ao país e ofereça representação no prazo
decadencial de seis meses.
D)
poderá ser aplicada, ainda que Paulo venha a ser denunciado e absolvido pela justiça de
Portugal.
Solução
Gabarito: B)
poderá ser aplicada diante do retorno de Paulo ao Brasil, independentemente
do retorno de Júlia e de sua manifestação de vontade sobre o interesse de ver
o autor responsabilizado criminalmente.
No caso concreto apresentado, na cidade de Lisboa, dentro do quarto do hotel, por
ciúmes da esposa que teria olhado para terceira pessoa durante o jantar, Paulo veio a
agredi-la, causando-lhe lesões leves reconhecidas no laudo próprio, sendo que, na
semana seguinte, o autor do fato retornou para o Brasil, sem que houvesse qualquer ação
penal em seu desfavor em Portugal, enquanto a vítima permaneceu em Lisboa.
No que tange a aplicação da lei brasileira ao fato praticado em Portugal pelo cidadão
brasileiro quando do seu retorno ao Brasil, esta é plenamente aplicável em face da
chamada extraterritorialidade condicionada, prevista no Art. 7º II “b” e par. 2o do CP.
Percebe-se que por se tratar de violência doméstica praticada contra mulher, aplica-se a
Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) para afastar a natureza pública condicionada a
representaçãoatividades ou a
indicação de vínculos entre uns e outras;
V - o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou
artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem assim
quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou em veiculação
de matérias pela internet, sendo permitida a referência a e-mail;
VI - a utilização de mala direta, a distribuição de pan�etos ou formas assemelhadas de
publicidade, com o intuito de captação de clientela.
Parágrafo único. Exclusivamente para �ns de identi�cação dos escritórios de advocacia,
é permitida a utilização de placas, painéis luminosos e inscrições em suas fachadas,
desde que respeitadas as diretrizes previstas no artigo 39.
Como visto no inciso VI, é proibida a distribuição de pan�etos e formas assemelhadas de
publicidade. O art. 45, por outro lado, permite a publicação de caráter cientí�co ou
cultural e a divulgação de boletins sobre matéria cultural de interesse dos advogados.
2. Semana 01
2. Semana 01 15/199
Mas a circulação desse material deve �car limitada a clientes e interessados, não
podendo ser utilizado como meio de propaganda. Veja:
Art. 45, CED. São admissíveis como formas de publicidade o patrocínio de eventos ou
publicações de caráter cientí�co ou cultural, assim como a divulgação de boletins, por
meio físico ou eletrônico, sobre matéria cultural de interesse dos advogados, desde que
sua circulação �que adstrita a clientes e a interessados do meio jurídico.
O Código de Ética revogado trazia dispositivo com redação semelhante. Observe:
Art. 29, § 3º. Correspondências, comunicados e publicações, versando sobre
constituição, colaboração, composição e quali�cação de componentes de escritório e
especi�cação de especialidades pro�ssionais, bem como boletins informativos e
comentários sobre legislação, somente podem ser fornecidos a colegas, clientes, ou
pessoas que os solicitem ou os autorizem previamente.
A letra A está incorreta. INCORRETA
Como o advogado distribuiu o boletim informativo de forma gratuita a diversas pessoas,
além de clientes e interessados do meio jurídico, não há que se falar em publicidade
moderada, já que ultrapassados os limites impostos pelo art. 45 do CED.
A letra B está correta. CORRETA
É o que consta no art. 45 do CED. Quando limitada a clientes e a interessados do meio
jurídico, não há infração ética ao se distribuir boletins de notícias.
A letra C está incorreta. INCORRETA
Ainda que seja gratuita, a distribuição indiscriminada de boletins informativos caracteriza
captação de cliente, vedada pelo art. 45 do CED.
A letra D está incorreta. INCORRETA
A distribuição de boletins de notícias deve �car adstrita a clientes e interessados do meio
jurídico, não podendo circular livremente (art. 45, CED), ainda que mediante pagamento de
anuidade.
Direito Constitucional - Orientações
TEORIA - Adquirindo conhecimento…
2. Semana 01
2. Semana 01 16/199
Tema: Teoria Geral da Constituição
Incidência em prova: Alta
Tarefas - O que fazer?
1. Faça a leitura do conteúdo que está após as orientações, está nomeado como “Material para
Estudo”. Da aula, vale a pena dar uma atenção especial aos seguintes tópicos:
Poder Constituinte: atenção ao significado de mutação constitucional (temática cobrada
em 2017 e 2018, trata-se do processo informal de mudança da Constituição, onde o texto
permanece intacto, mas é alterada a interpretação que se faz desse texto).
Hierarquia das Normas Constitucionais: a diferença entre normas constitucionais
originárias e derivadas. Atenção! Não existe hierarquia entre normas constitucionais. E
ainda, não deixe de entender a hierarquia dos tratados internacionais.
Aplicação das normas no Tempo, importante entender que as normas infraconstitucionais
editadas na vigência da Constituição pretérita que forem materialmente compatíveis com a
nova Constituição são por ela recepcionadas. Se materialmente incompatíveis? Revogadas
tacitamente. Cuidado! O Brasil não aceita a tese de inconstitucionalidade superveniente.
Tarefa Alternativa:
Se você não tiver tempo para concluir a tarefa principal ou já estiver avançado no conteúdo do
tema, faça apenas a leitura da lei seca e resolva as questões!
HORA DO TREINO - Resolvendo
algumas questões…
Ao terminar a teoria apresentada, resolva as questões indicadas no material.
2. Semana 01
2. Semana 01 17/199
LEI SECA - Fixando o conhecimento
adquirido…
Art. 1º; 2º; 3º 4º da CRFB/88.
*utilize o material de lei seca disponibilizado no final da semana de estudo.
Bibliografia
LDI Completo - Direito Constitucional [2]
* Disponibilizamos o material completo apenas como bibliografia, você não precisa estudar
pelo curso completo.
Material para Estudo:
Poder Constituinte
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Hierarquia entre as Normas da Constituição
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Aplicabilidade das Normas Constitucionais
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Aplicação das Normas no Tempo
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
2. Semana 01
2. Semana 01 18/199
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-constitucional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=1.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-constitucional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=1.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-constitucional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=1.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-constitucional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=1.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-constitucional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=1.1
Questão 2022 | 4000008185
No Preâmbulo da Constituição do Estado Alfa consta:
“Nós, Deputados Estaduais Constituintes, no pleno exercício dos poderes outorgados pelo
artigo 11 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição da República Federativa do
Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, reunidos em Assembleia, no pleno exercício
do mandato, de acordo com a vontade política dos cidadãos deste Estado, dentro dos
limites autorizados pelos princípios constitucionais que disciplinam a Federação Brasileira,
promulgamos, sob a proteção de Deus, a presente Constituição do Estado Alfa.”
Diante de tal fragmento e de acordo com a teoria do poder constituinte, o ato em tela
deve ser corretamente enquadrado como forma de expressão legítima do poder
constituinte
A) originário
B) derivado difuso.
C) derivado decorrente
D) derivado reformador.
Solução
Gabarito: C) derivado decorrente
A questão trouxe a cobrança do instituto do poder constituinte derivado decorrente, que
é aquele conferido aos estados para elaborarem as suas constituições em âmbito local. O
Decorrente é o poder conferido aos Estados de se auto-organizarem. Isso ocorre com a
edição de suas próprias Constituições.
Gabarito: C.
Questão 2017 | 4000002375
2. Semana 01
2. Semana 01 19/199
Parlamentar brasileiro, em viagem o�cial, visita o Tribunal Constitucional Federal da
Alemanha, recebendo numerosas informações acerca do seu funcionamento e de sua
área de atuação. Uma, todavia, chamou especialmente sua atenção: a referida Corte
Constitucional reconhecia a possibilidade de alteração da Constituição material - ou seja,
de suas normas - sem qualquer mudança no texto formal.
Surpreendido com essa possibilidade, procura sua assessoria jurídica a �m de saber se o
Supremo Tribunal Federal fazia uso de técnica semelhante no âmbito da ordem jurídica
brasileira.
A partir da hipótese apresentada, assinale a opção que apresenta a informação dada
pela assessoria jurídica.
A)
Não. O Supremo Tribunal Federal somente pode reconhecer nova norma no sistema
jurídico constitucional a partir de emenda à constituição produzida pelo poder
constituinte derivado reformador.
B)
Sim. O Supremo Tribunal Federal, reconhecendo o fenômeno da mutação constitucional,
pode atribuir ao texto inalterado uma nova interpretação, que expressa, assim, uma nova
norma.da ação penal, pela lesão corporal leve praticada (Art. 129 par. 9º CP),
sendo assim, a ação penal neste caso será pública incondicionada e independe de
qualquer manifestação de vontade da vítima.
Questão 2018 | 4000000481
Francisco, brasileiro, é funcionário do Banco do Brasil, sociedade de economia mista, e
trabalha na agência de Lisboa, em Portugal. Passando por di�culdades �nanceiras, acaba
desviando dinheiro do banco para uma conta particular, sendo o fato descoberto e
julgado em Portugal. Francisco é condenado pela infração praticada. Extinta a pena, ele
retorna ao seu país de origem e é surpreendido ao ser citado, em processo no Brasil, para
responder pelo mesmo fato, razão pela qual procura seu advogado. Considerando as
informações narradas, o advogado de Francisco deverá informar que, de acordo com o
previsto no Código Penal,
A)
ele não poderá responder no Brasil pelo mesmo fato, por já ter sido julgado e condenado
em Portugal.
B)
ele somente poderia ser julgado no Brasil por aquele mesmo fato, caso tivesse sido
absolvido em Portugal.
2. Semana 01
2. Semana 01 156/199
C)
ele pode ser julgado também no Brasil por aquele fato, sendo totalmente indiferente a
condenação sofrida em Portugal.
D)
ele poderá ser julgado também no Brasil por aquele fato, mas a pena cumprida em
Portugal atenua ou será computada naquela imposta no Brasil, em caso de nova
condenação.
Solução
Gabarito: D)
ele poderá ser julgado também no Brasil por aquele fato, mas a pena
cumprida em Portugal atenua ou será computada naquela imposta no Brasil,
em caso de nova condenação.
Análise do Caso
No caso concreto apresentado um funcionário do Banco do Brasil, sociedade de
economia mista, que trabalha em Portugal, ao passando por di�culdades �nanceiras,
acaba desviando dinheiro do banco para uma conta particular, sendo o fato descoberto e
julgado em Portugal. Após ser condenado pela infração praticada é extinta a sua pena, e
ele retorna ao Brasil, seu país de origem, onde é surpreendido ao ser citado, em
processo, para responder pelo mesmo fato.
Trata-se de questão relacionada à chamada extraterritorialidade (Art. 7° CP) que permite,
em certas situações, se aplicar a lei penal brasileira a fatos ocorridos no estrangeiro.
Há dois grandes tipos de extraterritorialidade: a incondicionada, prevista no art. 7º, I, do
CP, em que a aplicação da lei brasileira ocorre independentemente de qualquer condição,
e a extraterritorialidade condicionada, prevista no art. 7º, II, do CP, em que a aplicação
da lei penal brasileira estará vinculada às condições previstas no art. 7º, §§ 2º e 3º, do
CP.
No caso narrado, pelo crime ter sido cometido contra sociedade de economia mista
(Banco do Brasil) estamos diante de hipótese de extraterritorialidade incondicionada (Art.
7º, I, "b" do CP) o que permitirá que o crime seja julgado no Brasil, pelas leis brasileiras,
porém, a pena cumprida (ou extinta) no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo
mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas, de acordo com o
Art. 8º do CP.
A letra A está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmativa de que ele não poderá responder no Brasil pelo mesmo fato, por já
ter sido julgado e condenado em Portugal, pois, pelo crime ter sido cometido contra
sociedade de economia mista (Banco do Brasil) estamos diante de hipótese de
extraterritorialidade incondicionada (Art. 7º, I, "b" do CP) o que permitirá que o crime seja
julgado no Brasil, pelas leis brasileiras. Porém, a pena cumprida (ou extinta) no estrangeiro
2. Semana 01
2. Semana 01 157/199
atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada,
quando idênticas, de acordo com o Art. 8º do CP.
A letra B está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmativa de que ele somente poderia ser julgado no Brasil por aquele mesmo
fato, caso tivesse sido absolvido em Portugal, pois, pelo crime ter sido cometido contra
sociedade de economia mista (Banco do Brasil) estamos diante de hipótese de
extraterritorialidade incondicionada (Art. 7º, I, "b" do CP) o que permitirá que o crime seja
julgado no Brasil, pelas leis brasileiras, mesmo que tenha sido condenado no estrangeiro.
A letra C está incorreta.
INCORRETA
Está errada a a�rmativa de que ele pode ser julgado também no Brasil por aquele fato,
sendo totalmente indiferente a condenação sofrida em Portugal, pois a pena cumprida (ou
extinta) no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas,
ou nela é computada, quando idênticas, de acordo com o Art. 8º do CP.
A letra D está correta.
CORRETA
Está correta a a�rmativa de que ele poderá ser julgado também no Brasil por aquele fato,
mas a pena cumprida em Portugal atenua ou será computada naquela imposta no Brasil, em
caso de nova condenação, pois estamos diante de hipótese de extraterritorialidade
incondicionada (Art. 7º, I, "b" do CP) o que permitirá que o crime seja julgado no Brasil,
pelas leis brasileiras, porém, a pena cumprida (ou extinta) no estrangeiro atenua a pena
imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando
idênticas, de acordo com o Art. 8º do CP.
Meta 05
Direito Civil - Orientações
TEORIA - Adquirindo conhecimento…
Tema: Das pessoas
2. Semana 01
2. Semana 01 158/199
Incidência em prova: Alta
Tarefas - O que fazer?
1. Revise os temas estudados ontem. Use os mapas mentais ou legislação em no máximo 10
minutos!
2. Faça a leitura do conteúdo que está após as orientações, está nomeado como “Material para
Estudo”. Da aula, vale a pena dar uma atenção especial aos seguintes tópicos:
“Das Pessoas Naturais”. Com foco para personalidade: possibilidade de alguém participar
de relações jurídicas decorrentes de uma qualidade inerente ao ser humano, que o torna
titular de direitos e deveres. Capacidade: é a medida da personalidade, é a aptidão
genérica para ser titular de direitos e obrigações. Também estude a Emancipação. E estude
a presunção de morte e ausência. Caiu inclusive no XIV e XXIX, a FGV cobrou o art. 38 do
CC/02: "Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente
conta oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele".
“Das Pessoas Jurídicas”, vale uma atenção extra para personalidade. Bem como: pessoas
jurídicas de Dir. Privado (com enfoque para associações e fundações). Estude também
a desconsideração da personalidade jurídica (a FGV já cobrou o instituto da
desconsideração inversa, acontece quando há confusão patrimonial, gerado pela compra
de bens com patrimônio particular em nome da sociedade, podendo ser atingido o
patrimônio da sociedade).
Tarefa Alternativa:
Se você não tiver tempo para concluir a tarefa principal ou já estiver avançado no conteúdo do
tema, faça apenas a leitura da lei seca e resolva as questões!
HORA DO TREINO - Resolvendo
algumas questões…
Ao terminar a teoria apresentada, resolva as questões indicadas no material.
2. Semana 01
2. Semana 01 159/199
LEI SECA- Fixando o conhecimento
adquirido…
Art. 2º, 3º, 4º, 5º, 13, 15, 17, 18, 21, 38, 45, 50, 52, 54 do Código Civil.
*utilize o material de lei seca disponibilizado no final da semana de estudo.
Bibliografia
LDI Completo - Direito Civil [9]
* Disponibilizamos o material completo apenas como bibliografia, você não precisa estudar
pelo curso completo.
Material para Estudo:
Teoria geral: Pessoas
Personalidade
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Capacidade
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Emancipação
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Presunção de morte e ausência
2. Semana 01
2. Semana 01 160/199
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-civil-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-civil-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-civil-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-civil-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-civil-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab/Questão 2015 | 4000000927
O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que pessoas com até doze anos de
idade incompletos são consideradas crianças e aquelas entre doze e dezoito anos
incompletos, adolescentes. Estabelece, ainda, o Art. 2º, parágrafo único, que “Nos casos
expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e
vinte e um anos de idade”.
Partindo da análise do caráter etário descrito no enunciado, assinale a a�rmativa correta.
A)
O texto foi derrogado, não tendo qualquer aplicabilidade no aspecto penal, que
considera a maioridade penal aos dezoito anos, não podendo, portanto, ser aplicada
qualquer medida socioeducativa a pessoas entre dezoito e vinte e um anos incompletos,
pois o critério utilizado para a incidência é a idade na data do julgamento e não a idade
na data do fato.
B)
A proteção integral às crianças e adolescentes, primado do ECA, estendeu a proteção da
norma especial aos que ainda não tenham completado a maioridade civil, nisso havendo a
proteção especialmente destinada aos menores de vinte e um anos, nos âmbitos do
Direito Civil e do Direito Penal.
C)
O texto destacado no parágrafo único desarmoniza-se da regra do Código Civil de 2002
que estabelece que a maioridade civil dá-se aos dezoito anos; por esse motivo, a regra
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Comoriência
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Domicílio
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
2. Semana 01
2. Semana 01 161/199
indicada no enunciado não tem mais aplicabilidade no âmbito civil.
D)
Ao menor emancipado não se aplicam os princípios e as normas previstas no ECA; por
isso, o estabelecido no texto transcrito, desde a entrada em vigor da norma especial em
1990, não era aplicada aos menores emancipados, exceto para �ns de Direito Penal.
Solução
Gabarito: C)
O texto destacado no parágrafo único desarmoniza-se da regra do Código
Civil de 2002 que estabelece que a maioridade civil dá-se aos dezoito anos;
por esse motivo, a regra indicada no enunciado não tem mais aplicabilidade
no âmbito civil.
O art. 2º, parágrafo único do Estatuto da Criança e do Adolescente pode ser
compreendido por três correntes distintas:
1ª corrente: o dispositivo deve ser aplicado excepcionalmente, como ocorre no art. 121,
§5º do ECA.
Art. 121. § 5º A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade.
2ª corrente: o dispositivo foi derrogado pelo Código Civil, que prevê a maioridade civil
aos 18, momento em que cessam quaisquer possibilidades de aplicação do ECA. Assim,
com a superveniência do CC/02, e a redução da maioridade civil para os 18 anos, a
norma do ECA perdeu sentido, �cando derrogada.
3ª corrente: o art. 2º, parágrafo único, do ECA, não se aplica às relações civis, em face
do regramento posterior pelo Código Civil de 2002, que reduziu a maioridade civil para
os 18 anos.
A 3ª corrente está alinhada ao entendimento do Superior Tribunal de Justiça e, assim,
deve ser adotada em provas da OAB e em concursos públicos. Veja a decisão do STJ (HC
38.019/RJ):
HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. MEDIDA
SÓCIOEDUCATIVA. SEMILIBERDADE. MENOR QUE COMPLETARA DEZOITO ANOS.
PRETENSÃO DE EXTINÇÃO DA MEDIDA. CONTRARIEDADE LEGAL. ART. 120, § 2º.
IMPOSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA.
1. A teor do que dispõe o art. 104, parágrafo único, da Lei 8.069/90, considera-se a idade
do menor à época da prática do ato infracional.
2. Somente quando o reeducando completar 21 anos de idade será obrigatoriamente
liberado, nos termos do art. 121, § 5º, do Estatuto da Criança e do Adolescente, que não foi
alterado com a entrada em vigor da Lei 10.406/02.
2. Semana 01
2. Semana 01 162/199
3. Ausência de ilegal constrangimento decorrente da manutenção da medida
socioeducativa imposta a infrator que atingira os 18 anos de idade.
4. Ordem denegada.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
O dispositivo não foi propriamente derrogado.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
A alternativa acabou ampliando exageradamente o âmbito de aplicação do ECA para os 21
anos, o que é incorreto, visto que tal aplicação é excepcional.
A letra C está correta. CORRETA.
O art. 2º, parágrafo único, do ECA não tem aplicabilidade no âmbito civil. Não há uma
derrogação do dispositivo do ECA, mas a sua inaplicação na seara civil.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
O menor emancipado continua sendo protegido pelo ECA naquilo que for aplicável.
Questão 2023 | 4000009279
Sheldon Cooper é uma criança prodígio que terminou o ensino escolar com apenas 11
anos de idade. Como sempre sonhou em ganhar o prêmio Nobel, Sheldon ingressou na
faculdade com 12 anos e colou grau com 16 anos completos. Animado para iniciar uma
pós-graduação e um mestrado para entrar na Caltech, Sheldon decide ser independente
e assinar os atos por si só sem qualquer assistência dos responsáveis, contudo, seus pais
não desejam perder a responsabilidade sobre o �lho enquanto ele não alcançar os 18
anos. Sobre o caso, responda:
A)
Por ter colado grau em ensino superior, Sheldon poderá se submeter à emancipação
legal.
B)
Por ter encerrado o ensino escolar com 11 anos, Sheldon poderá se submeter à
emancipação voluntária.
C)
Como os pais de Sheldon desejam ser responsáveis por ele até que complete os 18 anos,
não haverá hipótese de emancipação.
D)
Por ter colado grau em ensino superior, Sheldon poderá se submeter à emancipação
voluntária.
2. Semana 01
2. Semana 01 163/199
Solução
Gabarito: A)
Por ter colado grau em ensino superior, Sheldon poderá se submeter à
emancipação legal.
Questão 2020 | 4000000055
Márcia, adolescente com 17 anos de idade, sempre demonstrou uma maturidade muito
superior à sua faixa etária. Seu maior objetivo pro�ssional é o de tornar-se professora de
História e, por isso, decidiu criar um canal em uma plataforma on-line, na qual publica
vídeos com aulas por ela própria elaboradas sobre conteúdos históricos.
O canal tornou-se um sucesso, atraindo multidões de jovens seguidores e despertando o
interesse de vários patrocinadores, que começaram a procurar a jovem, propondo
contratos de publicidade. Embora ainda não tenha obtido nenhum lucro com o canal,
Márcia está animada com a perspectiva de conseguir custear seus estudos na Faculdade
de História se conseguir �rmar alguns desses contratos. Para facilitar as atividades da
jovem, seus pais decidiram emancipá-la, o que permitirá que celebre negócios com
futuros patrocinadores com mais agilidade.
Sobre o ato de emancipação de Márcia por seus pais, assinale a a�rmativa correta.
A)
Depende de homologação judicial, tendo em vista o alto grau de exposição que a
adolescente tem na internet.
B)
Não tem requisitos formais especí�cos, podendo ser concedida por instrumento
particular.
C)
Deve, necessariamente, ser levado a registro no cartório competente do Registro Civil
de Pessoas Naturais.
D)
É nulo, pois ela apenas poderia ser emancipada caso já contasse com economia própria,
o que ainda não aconteceu.
Solução
Gabarito: C)
Deve, necessariamente, ser levado a registro no cartório competente do
Registro Civil de Pessoas Naturais.
A questão gira em torno dos requisitos formais para a emancipação de Márcia.
No caso:
> Márcia tem 17 anos, portanto, já não se encontra na situação de absolutamente incapaz.
2. Semana 01
2. Semana 01 164/199
> É decisão de ambos os pais emanciparem a jovem.
O CC/2002 elenca nos incisos, do parágrafo único, de seu art. 5º, as possibilidades de
emancipação. Dentre elas está aquela realizada pelos pais do maior de dezesseis e
menor de dezoito anos, como é o caso de Márcia (art. 5º, parágrafo único, inc. I, do CC):
“Cessará, para os menores, a incapacidade: pela concessão dos pais, ou de um deles na
falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação
judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos
completos"
Como é possível depreender, os pais de Márcia podem emancipá-la, desde que, a
emancipação se dêpor meio de instrumento público, ou seja, por meio do registro no
cartório competente do Registro Civil de Pessoas Naturais, e independe de homologação
judicial.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, já que, a emancipação concedida pelos pais independe de
homologação judicial.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, porque a emancipação não pode ser feita por instrumento
particular, mas sim, por instrumento público, quando concedida pelos pais, nos termos do
art. 5º, parágrafo único, inc. I, do CC.
A letra C está correta. CORRETA.
A alternativa está correta, pois, a emancipação de Márcia deve ser levada a registro,
conforme o art. 5º, parágrafo único, inc. I: “A menoridade cessa aos dezoito anos completos,
quando a pessoa �ca habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único.
Cessará, para os menores, a incapacidade: I – pela concessão dos pais, ou de um deles na
falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial,
ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos”.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, uma vez que, existem outras formas de emancipação além da
economia própria, sendo a concessão pelos pais uma delas, conforme o art. 5º, parágrafo
único e incisos.
2. Semana 01
2. Semana 01 165/199
Questão 2019 | 4000000062
Alberto, adolescente, obteve autorização de seus pais para casar-se aos dezesseis anos
de idade com sua namorada Gabriela. O casal viveu feliz nos primeiros meses de
casamento, mas, após certo tempo de convivência, começaram a ter constantes
desavenças. Assim, a despeito dos esforços de ambos para que o relacionamento
progredisse, os dois se divorciaram pouco mais de um ano após o casamento. Muito
frustrado, Alberto decidiu reunir algumas economias e adquiriu um pacote turístico para
viajar pelo mundo e tentar esquecer o ocorrido.
Considerando que Alberto tinha dezessete anos quando celebrou o contrato com a
agência de turismo e que o fez sem qualquer participação de seus pais, o contrato é
A) válido, pois Alberto é plenamente capaz.
B) nulo, pois Alberto é absolutamente incapaz.
C) anulável, pois Alberto é relativamente incapaz.
D) ine�caz, pois Alberto não pediu a anuência de Gabriela.
Solução
Gabarito: A) válido, pois Alberto é plenamente capaz.
A questão gira em torno do seguinte: tendo se divorciado, Alberto regressa ao estado de
incapacidade?
No caso:
> O casal casou-se de boa-fé.
> Não havia nenhum impedimento para o casamento.
Ao casarem-se, com autorização dos pais e, tendo já atingido a idade núbil, Gabriela e
Alberto tiveram sua incapacidade cessada, nos termos do art. 5º, parágrafo único, inc. II,
do CC/2002:
“Cessará, para os menores, a incapacidade: II - pelo casamento”.
Além do mais, não tendo o casamento ocorrido de má-fé e, não constatada a existência
de qualquer impedimento, um eventual divórcio, de acordo com o entendimento
doutrinário, não acarreta o retorno ao estado de incapacidade relativa, portanto, sendo
agente plenamente capaz, o contrato realizado com a agência de viagens por Alberto é
válido.
A letra A está correta. CORRETA.
2. Semana 01
2. Semana 01 166/199
A alternativa está correta, pois o contrato de turismo é válido, porque Alberto é capaz,
segundo a doutrina, assim dispondo o art. 5º, parágrafo único, inc. II: “A menoridade cessa
aos dezoito anos completos, quando a pessoa �ca habilitada à prática de todos os atos da
vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: II - pelo casamento”.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, dado que, atualmente, apenas é absolutamente incapaz o menor
de 16 anos, conforme art. 3º: "São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os
atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos".
A letra C está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, Alberto não é relativamente incapaz, porque o divórcio não o
incapacita, conforme entende a doutrina.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, pois não há nenhuma previsão para tanto.
Questão 2019 | 4000000262
Gumercindo, 77 anos de idade, vinha sofrendo os efeitos do Mal de Alzheimer, que,
embora não atingissem sua saúde física, perturbavam sua memória. Durante uma
distração de seu enfermeiro, conseguiu evadir-se da casa em que residia. A despeito dos
esforços de seus familiares, ele nunca foi encontrado, e já se passaram nove anos do seu
desaparecimento. Agora, seus parentes lidam com as di�culdades relativas à
administração e disposição do seu patrimônio.
Assinale a opção que indica o que os parentes devem fazer para receberem a
propriedade dos bens de Gumercindo.
A)
Somente com a localização do corpo de Gumercindo será possível a decretação de sua
morte e a transferência da propriedade dos bens para os herdeiros.
B)
Eles devem requerer a declaração de ausência, com nomeação de curador dos bens, e,
após um ano, a sucessão provisória; a sucessão de�nitiva, com transferência da
propriedade dos bens, só poderá ocorrer depois de dez anos de passada em julgado a
sentença que concede a abertura da sucessão provisória.
C)
Eles devem requerer a sucessão de�nitiva do ausente, pois ele já teria mais de oitenta
anos de idade, e as últimas notícias dele datam de mais de cinco anos.
2. Semana 01
2. Semana 01 167/199
D)
Eles devem requerer que seja declarada a morte presumida, sem decretação de
ausência, por ele se encontrar desaparecido há mais de dois anos, abrindo-se, assim, a
sucessão.
Solução
Gabarito: C)
Eles devem requerer a sucessão de�nitiva do ausente, pois ele já teria mais de
oitenta anos de idade, e as últimas notícias dele datam de mais de cinco anos.
A questão gira em torno do seguinte: qual o procedimento que devem adotar os parentes
de Gumercindo para receberem a propriedade dos bens deste?
No caso:
> Gumercindo foi acometido pelo mal de Alzheimer e possui idade avançada.
> Já se passaram nove anos desde que Gumercindo desapareceu.
Levando-se em consideração o fato de Gumercindo contar com 77 anos na data de seu
desaparecimento, nove anos depois, ele contaria, portanto, com 86 anos de idade.
Assim, sua família poderá, desde já requerer a sucessão de�nitiva, já que o CC/2002
permite tal possibilidade nos casos em que é possível a comprovação de que o ausente
conta com pelo menos oitenta anos de idade e, que as últimas notícias que se teve do
mesmo, datam, de pelo menos, cinco anos atrás, nos termos do art. 38:
“Pode-se requerer a sucessão de�nitiva, também, provando-se que o ausente conta
oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele”.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, já que, é possível declarar-se a morte presumida no caso de
decretação de ausência, não sendo necessário que o corpo seja encontrado.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, porque Gumercindo conta com mais de oitenta anos de idade e
há mais de cinco datam as últimas notícias dele. Assim, pode-se requerer a sucessão
de�nitiva antes de dez anos.
A letra C está correta. CORRETA.
A alternativa está correta, nos termos do art. 38: “Pode-se requerer a sucessão de�nitiva,
também, provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de cinco datam as
últimas notícias dele”.
2. Semana 01
2. Semana 01 168/199
A letra D está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, pois a declaração de morte presumida sem a decretação da
ausência é permitida somente quando é extremamente provável que a pessoa tenha
falecido, de acordo com as circunstâncias, o que não é o caso.
Questão 2014 | 4000001385
Raul, cidadão brasileiro, no meio de uma semana comum, desaparece sem deixar
qualquer notícia para sua ex-esposa e �lhos, sem deixar cartas ou qualquer indicação
sobre seu paradeiro.
Raul, que sempre fora um trabalhador exemplar, acumulara em seus anos de labor um
patrimônio relevante. Como Raul moravasozinho, já que seus �lhos tinham suas próprias
famílias e ele havia se separado de sua esposa 4 (quatro) anos antes, somente após uma
semana seus parentes e amigos deram por sua falta e passaram a se preocupar com o
seu desaparecimento.
Sobre a situação apresentada, assinale a opção correta.
A)
Para ser decretada a ausência, é necessário que a pessoa tenha desaparecido há mais de
10 (dez) dias. Como faz apenas uma semana que Raul desapareceu, não pode ser
declarada sua ausência, com a consequente nomeação de curador.
B) Em sendo declarada a ausência, o curador a ser nomeado será a ex-esposa de Raul.
C)
A abertura da sucessão provisória somente se dará ultrapassados três anos da
arrecadação dos bens de Raul.
D)
Se Raul contasse com 85 (oitenta e cinco) anos e os parentes e amigos já não soubessem
dele há 8 (oito) anos, poderia ser feita de forma direta a abertura da sucessão de�nitiva.
Solução
Gabarito: D)
Se Raul contasse com 85 (oitenta e cinco) anos e os parentes e amigos já não
soubessem dele há 8 (oito) anos, poderia ser feita de forma direta a abertura
da sucessão de�nitiva.
A questão gira em torno das possibilidades existentes diante do desaparecimento de
Raul.
No caso:
2. Semana 01
2. Semana 01 169/199
> Ele possuía dois �lhos que por possuírem suas próprias famílias, pressupões maiores e
capazes.
> Raul estava separado de fato de sua esposa há quatro anos.
Claramente trata-se de uma situação na qual deverá ser analisada a decretação de
ausência e decretação de um curador para os bens de Raul, já que ele desapareceu sem
deixar qualquer vestígio de seu paradeiro, mas possuía relevante patrimônio, conforme o
art. 22 do CC/2002:
"Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver
deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a
requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e
nomear-lhe-á curador".
Como o desaparecimento de Raul se deu em circunstâncias "normais", ou seja, não houve
nenhum fato que colocava sua vida em risco ou a sua morte não era extremamente
provável, para a abertura da sucessão por motivo de ausência dever-se-á seguir os
procedimentos do art. 26 do CC:
"Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante
ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se
declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão".
Ou seja, para a declaração de ausência e abertura da sucessão provisória, no caso de
Raul, que não deixou representante ou procurador, deve haver se passado um ano de
arrecadação dos bens.
Do rol dos possíveis curadores, estão a ex-exposa e os �lhos, porém, a ex-esposa perde
tal direito diante do fato de haver se separado de fato do ausente há mais de dois anos,
assim, resta aos �lhos a curadoria dos bens do pai, conforme dita o art. 25 caput e §1º:
"O cônjuge do ausente, sempre que não esteja separado judicialmente, ou de fato por
mais de dois anos antes da declaração da ausência, será o seu legítimo curador".
Outra situação hipotética seria caso Raul contasse com 85 anos. Nessas circunstâncias,
não haveria a necessidade de decretação de ausência se dele já não houvessem notícias
há mais de cinco anos. Neste caso, seria possível a abertura da sucessão de�nitiva nos
termos do art. 38:
"Pode-se requerer a sucessão de�nitiva, também, provando-se que o ausente conta
oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele".
A letra A está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta. O examinador tentou confundir. O prazo de 10 ANOS e não 10
DIAS é para a abertura da sucessão de�nitiva. Para se proceder à arrecadação dos bens do
2. Semana 01
2. Semana 01 170/199
ausente toma-se 1 ano (art. 26). O prazo será de um 1 ano se o ausente não tiver deixado
representante, caso contrário, o prazo será de 3 anos.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, pois a ex-esposa seria nomeada curadora caso a separação de
fato tivesse ocorrido há menos de 2 anos (art. 25).
A letra C está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, pois abertura da sucessão provisória do ausente ocorre 1 ano
depois da arrecadação dos bens (art. 26). Inicialmente, o juiz vai mandar arrecadar os bens
do ausente e nomear um curador, abrindo a sucessão provisória após um ano da
arrecadação.
A letra D está correta. CORRETA.
A alternativa está correta, pois “Pode-se requerer a sucessão de�nitiva, também, provando-
se que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias
dele” (art. 38).
Questão 2011 | 4000001594
Rodolfo, brasileiro, engenheiro, solteiro, sem ascendentes ou descendentes, desapareceu
de seu domicílio há 11 (onze) meses e até então não houve qualquer notícia sobre seu
paradeiro. Embora tenha desaparecido, deixou Lisa, uma amiga, como mandatária para a
�nalidade de administrar-lhe os bens. Todavia, por motivos de ordem pessoal, Lisa não
quis exercer os poderes outorgados por Rodolfo em seu favor, renunciando
expressamente ao mandato. De acordo com os dispositivos que regem o instituto da
ausência, assinale a alternativa correta.
A)
O juiz não poderá declarar a ausência e nomear curador para Rodolfo, pois Lisa não
poderia ter renunciado o mandato outorgado em seu favor, já que só estaria autorizada a
fazê-lo em caso de justi�cada impossibilidade ou de constatada insu�ciência de poderes.
B)
A renúncia ao mandato, por parte de Lisa, era possível e, neste caso, o juiz determinará
ao Ministério Público que nomeie um curador encarregado de gerir os bens do ausente,
observando, no que for aplicável, o disposto a respeito dos tutores e curadores.
C)
Os credores de obrigações vencidas e não pagas de Rodolfo, decorrido 1 (um) ano da
arrecadação dos bens do ausente, poderão requerer que se determine a abertura de sua
sucessão provisória.
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2. Semana 01 171/199
D)
Poderá ser declarada a sucessão de�nitiva de Rodolfo 10 (dez) anos depois de passada
em julgado a sentença que concedeu a sucessão provisória, mas, se nenhum interessado
promover a sucessão de�nitiva, nesse prazo, os bens porventura arrecadados deverão
ser doados a entidades �lantrópicas localizadas no município do último domicílio de
Rodolfo.
Solução
Gabarito: C)
Os credores de obrigações vencidas e não pagas de Rodolfo, decorrido 1 (um)
ano da arrecadação dos bens do ausente, poderão requerer que se determine
a abertura de sua sucessão provisória.
A questão gira em torno do seguinte: com a negativa de Lisa, como se dará a curadoria e
a abertura da sucessão de Rodolfo?
No caso:
> Lisa recusou a curadoria dos bens.
> Rodolfo é solteiro, sem descendentes e sem ascendentes.
Em se tratando da curadoria dos bens do ausente, este pode haver nomeado mandatário
antes de desaparecer. Porém, a nomeação não implica a obrigatoriedade de assumir, de
fato, a administração dos bens, ou seja, Lisa pode renunciar ao mandato caso queira,
sem que haja a necessidade de justi�cativa, conforme prevê o art. 23 do CC/2002:
"Também se declarará a ausência, e se nomeará curador, quando o ausente deixar
mandatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato, ou se os seus
poderes forem insu�cientes".
Neste caso, diante da renúncia da mandatária, da ausência de cônjuge, descendentes e
ascendentes, caberá ao juiz nomear novo curador, nos termos do §3º do art. 25:
"Na falta das pessoas mencionadas, compete ao juiz a escolha do curador".
Após um ano, tendo sido publicados editais, o ausente não retornar, podem os
interessados proceder à abertura da sucessão provisória. No rol dos interessados estão: o
cônjuge não separado judicialmente; os herdeiros presumidos, legítimos ou
testamentários; os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua
morte; os credores de obrigações vencidas e não pagas, conforme disposição do art. 27
e incs.:
Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, somente se consideram interessados:
I - o cônjuge nãoseparado judicialmente;
2. Semana 01
2. Semana 01 172/199
II - os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários;
III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte;
IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas.
Como Rodolfo não possui ascendentes, descendentes, cônjuge ou dependentes, serão
legítimos para requerer a abertura da sucessão de�nitiva, após um ano de arrecadação
dos bens, os credores do desaparecido, já que são interessados, conforme dita o art. 26
do CC:
"Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante
ou procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se
declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão".
A letra A está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, pois o mandatário pode renunciar ao mandato a qualquer
tempo, sendo desnecessária qualquer justi�cativa, conforme o art. 23 do CC: "Também se
declarará a ausência, e se nomeará curador, quando o ausente deixar mandatário que não
queira ou não possa exercer ou continuar o mandato, ou se os seus poderes forem
insu�cientes".
A letra B está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, pois o juiz não pedirá ao MP para nomear o curador, mas
nomeará ele mesmo (art. 25, §3º).
A letra C está correta. CORRETA.
A alternativa está correta, pois se publicados editais por um ano e o ausente não retorna,
podem os interessados proceder à abertura da sucessão provisória. Esses interessados são: o
cônjuge não separado judicialmente; os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários;
os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte; os credores de
obrigações vencidas e não pagas (art. 27, inc. IV). Conforme art. 26, caso a mandatária
tivesse aceitado o mandato, o prazo seria de 3 anos. Contudo, como ela renunciou, o prazo
é de um ano, após a arrecadação dos bens do ausente.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, pois os bens do ausente, em caso de inexistência de parentes,
passam para o domínio do Estado (art. 39, parágrafo único). Segundo o art. 37, após 10 anos
da sentença da abertura da sucessão provisória, os interessados podem requerer a sucessão
de�nitiva, portanto, correta a primeira parte da alternativa.
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Questão 2013 | 4000001434
Gustavo completou 17 anos de idade em janeiro de 2010. Em março de 2010 colou grau
em curso de ensino médio. Em julho de 2010 contraiu matrimônio com Beatriz. Em
setembro de 2010, foi aprovado em concurso público e iniciou o exercício de emprego
público efetivo. Por �m, em novembro de 2010, estabeleceu-se no comércio, abrindo um
restaurante.
Assinale a alternativa que indica o momento em que se deu a cessação da incapacidade
civil de Gustavo.
A) No momento em que iniciou o exercício de emprego público efetivo.
B) No momento em que colou grau em curso de ensino médio.
C) No momento em que contraiu matrimônio.
D) No momento em que se estabeleceu no comércio, abrindo um restaurante.
Solução
Gabarito: C) No momento em que contraiu matrimônio.
A questão gira em torno do seguinte: quando a incapacidade de Gustavo cessou?
Ao que tange a cessão da incapacidade, tem-se o expresso pelo art. 5º, seu parágrafo e
incisos. Vamos analisá-los:
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa �ca habilitada
à prática de todos os atos da vida civil.
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o
tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;
II - pelo casamento;
III - pelo exercício de emprego público efetivo;
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego,
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia
própria.
2. Semana 01
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Sendo assim, é possível concluir que sua incapacidade não cessou em decorrência da
idade, vez que ele ainda conta com 17 anos. Também é possível constatar, que a colação
de grau em ensino médio não foi a causa que deu �m à incapacidade, pois, é somente a
colação de grau em ensino superior, que é capaz de fazê-lo.
O fato subsequente, ou seja, o casamento de Gustavo é o que de fato, faz cessar a
incapacidade, como visto no inc. II listado acima.
Diante disto, os fatos subsequentes como, o exercício de emprego público efetivo e o
estabelecimento de comércio, se tornam irrelevantes, apesar de serem fatores que fazem
cessar a incapacidade, vez que ela já foi adquirida no momento do casamento.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, pois apesar de a situação retratar uma causa da emancipação,
há outra causa prévia, ter ele já contraído matrimônio (art. 5º, inc. II). A emancipação é a
aquisição da plena capacidade antes da idade legal prevista. Contudo, o emancipado
continua sendo menor. Algumas hipóteses exigem que o menor tenha 16 anos completos.
No caso do emprego público efetivo, não há exigência de idade.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, pois a emancipação ocorre quando se cola grau no ensino
superior (art. 5º, inc. IV). Na colação de grau em ensino superior, também não há requisito
de idade previsto.
A letra C está correta. CORRETA.
A alternativa está correta, pois contrair matrimônio permite a emancipação (art. 5º, inc. II).
A letra D está incorreta. INCORRETA.
A alternativa está incorreta, pois apesar de a situação retratar uma causa da emancipação,
há outra causa prévia, o exercício de emprego público (art. 5º, inc. III). No caso do
estabelecimento comercial, a Lei exige que o menor tenha 16 anos completos.
Questão 2022 | 4000008409
A famosa entrevistadora Emília Juris anunciou, em seu programa, estar grávida de uma
menina. Contudo, na semana seguinte, seu marido a�rmou que não podia ter �lhos,
comprovando, por laudo médico de infertilidade, sua a�rmativa. Em rede nacional,
acusou-a de adultério. Diante da notícia avassaladora, Etanael Castro publicou texto no
seu blog ofendendo Emília com palavrões e expressões chulas, principalmente no âmbito
sexual, atingindo-a intensamente em sua honra, e, em relação à futura �lha da
2. Semana 01
2. Semana 01 175/199
entrevistadora, usou os mesmos termos, até de forma mais grosseira. Emília procura um
advogado para assisti-la na defesa de seus direitos, questionando-o, inclusive, quanto
aos direitos de sua �lha que já foi ofendida mesmo antes de nascer. Nessa situação, é
correto a�rmar que:
A) Mesmo antes da criança nascer, Emília pode reclamar direitos do nascituro.
B) Emília pode reclamar direitos da criança caso ela nasça com vida.
C) Emília não pode reclamar direitos do nascituro.
D) O nascituro não tem a salvo seus direitos.
Solução
Gabarito: A) Mesmo antes da criança nascer, Emília pode reclamar direitos do nascituro.
A questão versa sobre personalidade civil.
O Art. 2º do Código Civil enuncia que a personalidade civil tem início do nascimento com
vida, mas põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. Assim sendo, a �lha
de Emília, ainda que na condição de nascituro, pode ter violado seu direito à
personalidade e, portanto, tutelado pelo ordenamento.
Art. 2º - A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
Para que se possa constatar o nascimento com vida, emprega-se a técnica da docimasia
respiratória, consistente em colocar o pulmão do recém-nascido em água à temperatura
de 15 a 20 graus para ver se ele �utua, indicando a presença de ar e a consequente
existência de respiração. Em síntese, três são as principais teorias que discutem o
momento exato em que começa a personalidade do ser humano. A Teoria Natalista que
defende o início da personalidade com o nascimento com vida.Antes do nascimento,
portanto, não há que se falar em personalidade, havendo apenas uma mera expectativa
de personalidade. A Teoria Concepcionista, segundo a qual a personalidade se inicia
desde a concepção do nascituro. E a Teoria da Personalidade Condicional, segundo a
qual desde sua concepção o nascituro tem direitos próprios, os quais �cam sob condição
suspensiva, e se consolidam em caso de nascimento com vida, ou se resolvem em caso
de nascimento sem vida. Apesar da literalidade do art. 20 do Código Civil, indicar que o
legislador adotou Teoria Natalista, diversos outros dispositivos legais partem do
pressuposto de que o nascituro tem desde sua concepção capacidade para adquirir
direitos, tais como o de receber doações (CC, art. 542), de ter sua paternidade
reconhecida (CC, art. 1.609, parágrafo único) e de ter um curador (CC, art. 1.779).
Letra A
A alternativa está correta, nos termos do Art. 2º do CC - A personalidade civil da pessoa
começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos
do nascituro.
2. Semana 01
2. Semana 01 176/199
Letra B
A alternativa está incorreta, pois Emília pode reclamar direitos da criança independente
dela nascer com ou sem vida.
Letra C
A alternativa está incorreta, pois Emília pode reclamar direitos do nascituro.
Letra D
A alternativa está incorreta, pois O nascituro não tem a salvo seus direitos.
Questão 2022 | 4000008213
Maurício, ator, 23 anos, e Fernanda, atriz, 25 anos, diagnosticados com Síndrome de
Down, não curatelados, namoram há 3 anos. Em 2019, enquanto procuravam uma
atividade laborativa em sua área, tanto Maurício quanto Fernanda buscaram, em
processos diferentes, a �xação de tomada de decisão apoiada para o auxílio nas
decisões relativas à celebração de diversas espécies de contratos, a qual se processou
seguindo todos os trâmites adequados deferidos pelo Poder Judiciário. Assim, os pais de
Maurício tornaram-se seus apoiadores e os pais de Fernanda, os apoiadores dela. Em
2021, Fernanda e Maurício assinaram contratos com uma emissora de TV, também
assinados por seus respectivos apoiadores. Como precisarão morar próximo à emissora,
o casal terá de mudar-se de sua cidade e, por isso, está buscando alugar um
apartamento. Nesta conjuntura, Maurício e Fernanda conheceram Miguel, proprietário do
imóvel que o casal pretende locar.
Sobre a situação apresentada, conforme a legislação brasileira, assinale a a�rmativa
correta.
A) Maurício e Fernanda são incapazes em razão do diagnóstico de Síndrome de Down.
B)
Maurício e Fernanda são capazes por serem pessoas com de�ciência apoiadas, ou seja,
caso não fossem apoiados, seriam incapazes.
C)
Maurício e Fernanda são capazes, independentemente do apoio, mas Miguel poderá
exigir que os apoiadores contra assinem o contrato de locação, caso ele seja realmente
celebrado.
D)
Miguel, em razão da capacidade civil de Maurício e de Fernanda, �ca proibido de exigir
que os apoiadores de ambos contra assinem o contrato de locação, caso ele seja
realmente celebrado.
Solução
2. Semana 01
2. Semana 01 177/199
Gabarito: C)
Maurício e Fernanda são capazes, independentemente do apoio, mas Miguel
poderá exigir que os apoiadores contra assinem o contrato de locação, caso
ele seja realmente celebrado.
Questão 2022 | 4000007899
Breno constituiu, como mandatário, seu primo Pedro, de 16 anos de idade, a �m de que
ele realizasse à venda de um automóvel. O automóvel foi vendido para Julio. Sobre o
contrato de mandato, é correto a�rmar que
A)
O mandato apenas é válido se o negócio tiver sido realizado acompanhado de assistente,
por ser Pedro relativamente incapaz.
B)
O relativamente incapaz, pode ser mandatário, razão pela qual o negócio por ele
realizado na condição de mandatário é plenamente válido.
C) O negócio jurídico realizado por Pedro é nulo, devido a sua incapacidade absoluta.
D) O negócio jurídico realizado por Pedro é anulável devido a sua incapacidade relativa.
Solução
Gabarito: B)
O relativamente incapaz, pode ser mandatário, razão pela qual o negócio por
ele realizado na condição de mandatário é plenamente válido.
A questão versa sobre o contrato de mandato.
Mandato é o contrato por meio do qual uma pessoa (mandatário) recebe poderes de
outra (mandante), para, em nome e por conta desta, praticar atos ou administrar
interesses, consoante estipula o art. 653. O mandato voluntário é regido pelas normas do
Código Civil, enquanto o mandato judicial regula-se pela lei processual e,
supletivamente, pela legislação civil.
Como se classi�ca o contrato de mandato? O mandato é contrato consensual, não
solene, pois, embora a lei determine que a procuração é o instrumento do mandato, é
possível o mandato tácito e o verbal, como se vê no art. 656.
Aquele que negocia com o mandatário pode exigir que a procuração traga a �rma
reconhecida, de modo a dar mais segurança ao negócio (o reconhecimento torna o
mandato e�caz erga omnes). Curiosamente, estabelece o art. 666 que o menor
relativamente incapaz (maior de 16 e menor de 18 anos, não emancipado) pode ser
mandatário.
O mandante, nesse caso, não tem ação contra ele senão de conformidade com as regras
gerais, aplicáveis às obrigações contraídas por menores. A regra do art. 666 não se
2. Semana 01
2. Semana 01 178/199
aplica inversamente, vale dizer, não pode o relativamente incapaz por idade ser
mandante, sem a devida assistência.
Gabarito: B
Letra A (item árvore: 12)
A alternativa está incorreta, pois o menor pode ser mandatário, mesmo sem assistência.
Letra B (item árvore: 12)
A alternativa está correta, conforme dispõe o art. 666: "O maior de dezesseis e menor de
dezoito anos não emancipado pode ser mandatário, mas o mandante não tem ação
contra ele senão de conformidade com as regras gerais, aplicáveis às obrigações
contraídas por menores".
Letra C (item árvore: 12)
A alternativa está incorreta, pois Pedro é relativamente incapaz, portanto o negócio não é
nulo.
Letra D (item árvore: 12)
A alternativa está incorreta, pois o mandato é válido.
Questão 2022 | 4000006573
Mateus trabalha com vendas de roupas há muitos anos. Ele �ca em sua casa em Goiânia
de segunda-feira a quinta-feira e em sua casa em Brasília de sexta-feira a domingo.
Sobre o domicílio de Mateus, é correto a�rmar que:
A) O domicílio de Mateus é em Goiânia, local onde �ca mais dias da semana.
B) O domicílio de Mateus é qualquer lugar onde ele for encontrado.
C) O domicílio de Mateus é em ambos os lugares, tanto Goiânia quanto Brasília.
D) O domicílio de Mateus é em Brasília, por ser a capital do país.
Solução
Gabarito: C) O domicílio de Mateus é em ambos os lugares, tanto Goiânia quanto Brasília.
A questão versa sobre o domicílio de Mateus.
O domicílio é a localização espacial da pessoa, ou seja, local onde ela estabelece
residência, com ânimo de�nitivo, como se extrai do art. 70. Daí extraem-se os requisitos
objetivo (residência) e subjetivo (animus manendi) do domicílio. A residência é onde a
pessoa se �xa, ainda que temporariamente e mesmo que de maneira quase fugaz.
2. Semana 01
2. Semana 01 179/199
Como um atributo da personalidade, o domicílio é considerado a sede jurídica da pessoa,
seja ela pessoa física/natural ou pessoa jurídica. Portanto, muda-se o domicílio,
transferindo a residência, com a intenção manifesta de o mudar. A prova do animus
resulta da declaração da pessoa às municipalidades dos lugares que deixa e para onde
vai, ou, se não �zer declaração alguma, da própria mudança, com as circunstâncias que
a acompanharem.
O domicílio segue três regras trazidas de maneira dispersa pelo CC/2002:
A. Necessidade
Todos têm domicílio, ainda que residência não tenham (art. 73 do CC/2002). Ou seja, o
domicílio é necessário, sempre. O domicílio é obrigatório e mesmo os que não têm
residência têm domicílio, como os sem-teto ou os errantes, que se deslocam
constantemente. Em geral, como se �xa o domicílio dos que não têm residência? Utiliza-
se o local onde for encontrada a pessoa como seu domicílio, segundo o art. 73 do
CC/2002.B. Fixidez
O domicílio é �xo, apesar de se permitir mutabilidade (art. 74 do CC/2002). Por isso, é
possível ter domicílio e residência diferentes. Como? Imagine que, terminada a
faculdade, você resolva seguir a carreira policial e é aprovado num Concurso de
Delegado da Polícia Federal. Durante um semestre, você passará um período em
Brasília/DF, fazendo um curso de treinamento. Se você não é de Brasília, no período em
que você estiver lá, seu domicílio continua sendo a sua cidade de origem, mas a sua
residência será, nesse caso, Brasília.
C. Unidade
Toda pessoa tem apenas um domicílio. O Direito brasileiro admite pluralidade de
domicílios, excepcionalmente (art. 71 do CC/2002). Assim, o ator que tem uma casa em
São Paulo/SP, uma casa no Rio de Janeiro/RJ e outra casa em sua cidade de origem,
pode ter considerado quaisquer dessas residências como domicílio seu.
Assim, se a pessoa tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considera-se
seu domicílio quaisquer das residências. A �xidez também é quebrada quanto às
relações pro�ssionais, pois também se considera domicílio da pessoa natural, quanto às
relações concernentes à pro�ssão, o lugar onde esta é exercida.
O parágrafo único do art. 72 ainda estabelece que se a pessoa exercitar pro�ssão em
lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe
corresponderem.
Letra A (item árvore: 1)
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A alternativa está incorreta, pois ambos os locais são considerados domicílio de Mateus.
Letra B (item árvore: 1)
A alternativa está incorreta, pois somente se aplica essa regra a quem não possua
residência �xa, conforme art. 73: "Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não
tenha residência habitual, o lugar onde for encontrada".
Letra C (item árvore: 1)
A alternativa está correta, conforme dispõe o art. 71: "Se, porém, a pessoa natural tiver
diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer
delas".
Letra D (item árvore: 1)
A alternativa está incorreta, não havendo nenhuma regra nesse sentido.
Direito do Trabalho- Orientações
TEORIA - Adquirindo conhecimento…
Tema: Princípios
Incidência em prova: Média
Tarefas - O que fazer?
1. Revise os temas estudados ontem. Use os mapas mentais ou legislação em no máximo 10
minutos!
2. Faça a leitura do conteúdo que está após as orientações, está nomeado como “Material para
Estudo”. Da aula, vale a pena dar uma atenção especial aos seguintes tópicos:
Princípio da norma mais favorável (caiu inclusive em 2018; estabelece que havendo mais
de uma norma aplicável a um determinado caso, deverá ser aplicada aquela que se revelar
em sua amplitude mais favorável ao empregado).
Princípio da Inalterabilidade contratual lesiva ao empregado (as alterações contratuais não
podem resultar em prejuízo ao empregado).
2. Semana 01
2. Semana 01 181/199
Princípio da Irrenunciabilidade dos Dir. Trabalhistas (em regra os direitos trabalhistas são de
ordem pública, logo, não podem ser renunciados).
Irredutibilidade Salarial: veda a redução salarial, salvo quando disposto em Acordo ou
Convenção Coletiva. Procure assimilar a prevalência dos Acordos Coletivos de Trabalho
sobre as Convenções Coletivas. Bem como, as exceções ao princípio da inalterabilidade
contratual que sugiram com a reforma trabalhista. Também vale uma atenção para a
alteração do regime presencial para o teletrabalho.
Tarefa Alternativa:
Se você não tiver tempo para concluir a tarefa principal ou já estiver avançado no conteúdo do
tema, faça apenas a leitura da lei seca e resolva as questões!
HORA DO TREINO - Resolvendo
algumas questões…
Ao terminar a teoria apresentada, resolva as questões indicadas no material.
LEI SECA - Fixando o conhecimento
adquirido…
Arts. 75-C; 443; 462; 468; 611-A; 6111-B; 620 da CLT/ Súmula 51; 212 do TST/ Art. 7º, inciso
VI da CRFB/88.
*utilize o material de lei seca disponibilizado no final da semana de estudo.
Bibliografia
LDI Completo - Direito do Trabalho [10]
* Disponibilizamos o material completo apenas como bibliografia, você não precisa estudar
pelo curso completo.
2. Semana 01
2. Semana 01 182/199
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-do-trabalho-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-do-trabalho-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-do-trabalho-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-do-trabalho-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-do-trabalho-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab
Material para Estudo:
Princípio da Proteção
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Princípio da Primazia da Realidade
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Princípio da Inalterabilidade Contratual Lesiva
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Princípio da Continuidade da Relação De Emprego
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Princípio da Irrenunciabilidade
# Os direitos trabalhistas são de ordem pública e, por isso, como regra, não podem ser
renunciados, ainda que haja o consentimento do trabalhador, hipótese em que a renúncia seria
tida como nula.
Exceções (Reforma Trabalhista): Compensação de Jornada (artigo 59, §6º da CLT);
Banco de Horas Semestral (artigo 59, §5º da CLT); Alteração do Regime Presencial
para o Teletrabalho (artigo 75-C §1º da CLT); Fracionamento das Férias (artigo 134, §1º
da CLT); Renúncia ao Regulamento Empresarial (Súmula nº 51 do TST); Celebração de
Cláusula Compromissória de Arbitragem (artigo 507-A da CLT).
Princípio da Irredutibilidade Salarial
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Princípio da Intangibilidade Salarial
2. Semana 01
2. Semana 01 183/199
Questão 2018 | 4000000290
Em determinada localidade, existe a seguinte situação: a convenção coletiva da
categoria para o período 2018/2019 prevê o pagamento de adicional de 70% sobre as
horas extras realizadas de segunda-feira a sábado. Ocorre que a sociedade empresária
Beta havia assinado um acordo coletivo para o mesmo período, porém alguns dias antes,
prevendo o pagamento dessas horas extras com adicional de 60%.
De acordo com a CLT, assinale a opção que indica o adicional que deverá prevalecer.
A) Prevalecerá o adicional de 70%, por ser mais bené�co aos empregados.
B) Diante da controvérsia, valerá o adicional de 50% previsto na Constituição Federal.
C)
Deverá ser respeitada a média entre os adicionais previstos em ambas as normas
coletivas, ou seja, 65%.
D)
Valerá o adicional de 60% previsto em acordo coletivo, que prevalece sobre a
convenção.
Solução
Gabarito: D)
Valerá o adicional de 60% previsto em acordo coletivo, que prevalece sobre a
convenção.
Segundo o enunciado, observa-se um claro con�ito entre Convenção Coletiva de
Trabalho (CCT) e Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), uma vez que a CCT trouxe a
previsão de pagamento de adicional de 70% sobre as horas extras realizadas de
segunda-feira a sábado; e em contrapartida, o ACT previu o pagamento dessas horas
extras com adicional de 60%.
A solução deste impasse possui fundamento no artigo 620, da CLT, fruto da Lei nº
13.467/2017, como se observa:
Art. 620. As condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão
sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
2. Semana 01
2. Semana 01 184/199
Logo, havendo con�ito de aplicabilidade de normas coletivas, devem prevalecer os
acordos coletivos de trabalho sobre as convenções coletivas. E, no caso em tela, aplica-
se o ACT (adicional de 60% para horas extras), em prejuízo da previsão da CCT (adicional
de 70% para horas extras), mitigando-se, assim, o Princípio da Norma Mais Bené�ca.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
O princípio da norma mais bené�ca foi mitigado com a reforma trabalhista (Lei 13467/17),
logo, aplica-se o acordo coletivo de trabalho, conformeartigo 620, da CLT.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
O art. 620 da CLT prevê que as condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho
sempre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho, logo, não se
aplica o disposto na Constituição Federal, especialmente pelo ACT ainda ser mais bené�co
do que o texto constitucional.
A letra C está incorreta. INCORRETA.
Nos termos do art. 620 da CLT, as condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho
sempre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.
A letra D está correta. CORRETA.
Conforme art. 620 da CLT, as condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho
sempre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho, o que vem a
mitigar o princípio da norma mais bené�ca.
Questão 2024 | 4000010391
Os sindicatos de classe de uma determinada categoria elaboraram uma convenção
coletiva normatizando o pagamento do adicional de penosidade. A norma previa vigência
de 2 (dois) anos, com término em outubro de 2023.
Considerando esses fatos e o que dispõe a CLT, assinale a a�rmativa correta.
A)
Mesmo com a vigência encerrada, os trabalhadores que recebiam o adicional possuem
direito adquirido, e o pagamento deve prosseguir.
B)
Ao término da vigência da norma coletiva, caso ela não seja renovada, os trabalhadores
perderão o direito ao adicional.
C)
Os trabalhadores que já recebiam o adicional continuarão com o direito se isso for
homologado pelo Ministério do Trabalho.
2. Semana 01
2. Semana 01 185/199
D)
A vantagem se incorpora ao contrato de trabalho dos empregados ativos, e os admitidos
posteriormente ao dies ad quem da norma coletiva não a receberão.
Solução
Gabarito: B)
Ao término da vigência da norma coletiva, caso ela não seja renovada, os
trabalhadores perderão o direito ao adicional.
A questão trata do tema normas coletivas de trabalho.
Os instrumentos coletivos se subdividem em acordos coletivos de trabalho (�rmados
entre o Sindicato da categoria e uma determinada empresa) e convenções coletivas de
trabalho (�rmadas entre o Sindicato dos trabalhadores e o Sindicato dos empregadores).
De acordo com o professor Henrique Correia: “O mote da reforma trabalhista,
especialmente na redação do art. 611-A da CLT, consistiu na valorização dos instrumentos
coletivos de trabalho. Nesse sentido, veri�ca-se a prevalência do negociado sobre o
legislado, o que assegura maior poder de negociação e representação dos trabalhadores
pelos sindicatos.” (CORREIA, Henrique. Resumo de Direito do Trabalho. 4. ed. - São Paulo:
Editora Juspodivm, 2022, p-551).
Ademais, de acordo com art. 614, § 3º, da CLT: “Art. 614 - Os Sindicatos convenentes ou
as empresas acordantes promoverão, conjunta ou separadamente, dentro de 8 (oito) dias
da assinatura da Convenção ou Acordo, o depósito de uma via do mesmo, para �ns de
registro e arquivo, no Departamento Nacional do Trabalho, em se tratando de
instrumento de caráter nacional ou interestadual, ou nos órgãos regionais do Ministério
do Trabalho e Previdência Social, nos demais casos. (...) § 3º Não será permitido estipular
duração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho superior a dois anos,
sendo vedada a ultratividade.
Portanto, ao término da vigência da norma coletiva, caso ela não seja renovada, os
trabalhadores perderão o direito ao adicional. Logo, a alternativa B está correta.
Analisemos as inconsistências das demais alternativas.
A alternativa A está incorreta. As convenções e acordos coletivos não geram direito
adquirido, posto que é vedada a ultratividade do instrumento, conforme disposto no art.,
614, § 3º, da CLT, acima transcrito.
A alternativa C está incorreta. Ao término da vigência da norma coletiva, caso ela não
seja renovada, os trabalhadores perderão o direito ao adicional, sendo irrelevante haver
ou não homologação, conforme disposto no art., 614, § 3º, da CLT, acima transcrito.
A alternativa D está incorreta. Ao término da vigência da norma coletiva, não há
incorporação ao contrato de trabalho de nenhuma das vantagens proporcionadas, posto
que é vedada a ultratividade do instrumento, conforme disposto no art., 614, § 3º, da
CLT, acima transcrito.
2. Semana 01
2. Semana 01 186/199
Questão 2018 | 4000000293
O sindicato dos empregados em tinturaria de determinado município celebrou, em 2018,
acordo coletivo com uma tinturaria, no qual, reconhecendo-se a condição �nanceira
difícil da empresa, aceitou a redução do percentual de FGTS para 3% durante 2 anos.
Sobre o caso apresentado, de acordo com a previsão da CLT, assinale a a�rmativa
correta.
A)
É válido o acerto realizado porque fruto de negociação coletiva, ao qual a reforma
trabalhista conferiu força legal.
B)
Somente se houver homologação do acordo coletivo pela Justiça do Trabalho é que ele
terá validade em relação ao FGTS.
C)
A cláusula normativa em questão é nula, porque constitui objeto ilícito negociar
percentual de FGTS.
D)
A negociação acerca do FGTS exigiria que, ao menos, fosse pago metade do valor
devido, o que não aconteceu no caso apresentado
Solução
Gabarito: C)
A cláusula normativa em questão é nula, porque constitui objeto ilícito
negociar percentual de FGTS.
A temática envolta da questão reside no objeto da negociação coletiva e, para tanto,
devemos observar o Art. 611-B, III, da CLT:
Art. 611º-B - Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de
trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: (Incluído pela
Lei nº 13.467, de 2017)
(...)
III - valor dos depósitos mensais e da indenização rescisória do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS).
Segundo a disposição constante do art. 611-B, III, da CLT, na redação atual, determinada
pela Lei nº 13.467/2017, constitui objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo
coletivo de trabalho, dentre outros nominados no dispositivo legal, a supressão ou a
redução, do "valor dos depósitos mensais e da indenização rescisória do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)".
Portanto, os sindicatos não detêm legitimidade para substituir os empregados em tal
questão e, menos ainda, incluir nos instrumentos normativos cláusulas nesse sentido.
2. Semana 01
2. Semana 01 187/199
A letra A está incorreta. INCORRETA.
Os depósitos mensais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não podem ser
�exibilizados via negociação coletiva, logo, deve-se manter o percentual estabelecido em
lei, sob pena de nulidade do negociado (artigo 611-B, III, da CLT).
A letra B está incorreta. INCORRETA.
Os sindicatos não detêm legitimidade para substituir os empregados em tal questão e,
menos ainda, incluir nos instrumentos normativos cláusulas nesse sentido (artigo 611-B, III, da
CLT).
A letra C está correta. CORRETA.
Segundo a disposição constante do art. 611-B, III, da CLT, na redação atual, determinada pela
Lei nº 13.467/2017, constitui objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de
trabalho, dentre outros nominados no dispositivo legal, a supressão ou a redução, do "valor
dos depósitos mensais e da indenização rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS)".
A letra D está incorreta. INCORRETA.
Os depósitos mensais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não podem ser
�exibilizados via negociação coletiva, logo, deve-se manter o percentual estabelecido em
lei, sob pena de nulidade (artigo 611-B, III, da CLT).
Questão 2018 | 4000000292
Uma sociedade empresária do ramo de informática, visando à redução de custos, decidiu
colocar metade de seus funcionários em teletrabalho, com possibilidade de revogação,
caso não desse certo.
Sobre o regime de teletrabalho, com base na legislação trabalhista em vigor, assinale a
a�rmativa correta.
A)
Poderá ser realizada a alteração do regime de teletrabalho para o presencial por
determinação do empregador, garantido o prazo de transição mínimo de 15 dias, com
correspondente registro em aditivo contratual.
B)
Os materiais fornecidos pelo empregador paraa realização do teletrabalho representam
utilidades e integram a remuneração do empregado.
2. Semana 01
2. Semana 01 188/199
C)
A jornada do empregado em teletrabalho que exceder o limite constitucional será paga
como hora extra.
D)
A empresa pode implementar, por vontade própria, o teletrabalho, sendo desnecessária
a concordância expressa do empregado, já que seria mais vantajoso para ele.
Solução
Gabarito: A)
Poderá ser realizada a alteração do regime de teletrabalho para o presencial
por determinação do empregador, garantido o prazo de transição mínimo de
15 dias, com correspondente registro em aditivo contratual.
A questão traz aspectos atinentes ao teletrabalho, este regulamentado expressamente
pela reforma trabalhista nos artigos 75-A e seguintes da CLT.
Inicialmente, devemos destacar que o trabalho prestado preponderantemente fora das
dependências do empregador, ou seja, à distância, caracteriza-se no regime de
teletrabalho.
A caracterização do teletrabalho revela-se de suma importância, para �ns de se veri�car
que o empregado não possui direito a eventuais horas extras, indenização de intervalo e
adicional noturno, uma vez que o teletrabalhador não possui controle de jornada, nos
termos do artigo 62, III, da CLT:
Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo:
(...)
III - os empregados em regime de teletrabalho.
Ainda, o art. 75-C, da CLT preceitua que o empregador possui, de fato, a prerrogativa de
retornar o empregado ao regime presencial, de forma unilateral, observado apenas o
prazo mínimo de 15 dias para alteração. Vejam:
“A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá constar expressamente
do contrato individual de trabalho, que especi�cará as atividades que serão realizadas
pelo empregado.
§ 1º Poderá ser realizada a alteração entre regime presencial e de teletrabalho desde que
haja mútuo acordo entre as partes, registrado em aditivo contratual.
§ 2º Poderá ser realizada a alteração do regime de teletrabalho para o presencial por
determinação do empregador, garantido prazo de transição mínimo de quinze dias, com
correspondente registro em aditivo contratual.”
Por �m, no que tange as disposições relativas à responsabilidade pela aquisição,
manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura
2. Semana 01
2. Semana 01 189/199
necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de
despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito (Art. 75-D, da
CLT). E, as utilidades usadas no teletrabalho para prestação do serviço, não integram a
remuneração do empregado, como se veri�ca:
Art. 75-D. As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou
fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à
prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo
empregado, serão previstas em contrato escrito.
Parágrafo único. As utilidades mencionadas no caput deste artigo não integram a
remuneração do empregado.
A letra A está correta. CORRETA.
Nos moldes do art. 75-C, § 2º, da CLT, o empregador possui, de fato, a prerrogativa, de
forma unilateral, de retornar o empregado ao regime presencial, observado apenas o prazo
mínimo de 15 dias para alteração.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
As utilidades fornecidas pelo empregador, em razão do teletrabalho, não integrarão a
remuneração do empregado, nos termos do artigo 75-D, parágrafo único da CLT.
A letra C está incorreta. INCORRETA.
Com fulcro no artigo 62, III da CLT, os empregados em regime de teletrabalho não possuem
controle de jornada, logo, não existe direito a horas extras.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
As partes, empregado e empregador, devem concordar com a implementação do
teletrabalho para que se opere, e ainda mediante aditivo contratual (art. 75-C, § 1º, da CLT).
Questão 2021 | 4000005385
Genilson e Carla trabalham como operadores de atendimento em uma sociedade
empresária de telemarketing. Ambos possuem plano de saúde empresarial, previsto no
regulamento interno e custeado integralmente pelo empregador, com direito a uma ampla
rede credenciada e quarto particular em caso de eventual internação. Ocorre que a
sociedade empresária, desejando reduzir seus custos, alterou o regulamento e informou
seus empregados que o plano foi modi�cado, com redução signi�cativa da rede
credenciada e que, eventual internação hospitalar, seria feita em enfermaria – e não mais
em quarto particular.
2. Semana 01
2. Semana 01 190/199
Sobre a alteração efetuada e de acordo com a CLT, assinale a a�rmativa correta.
A)
A alteração não é válida para Genilson e Carla, porque só pode ser efetivada para
aqueles admitidos após a mudança.
B)
A alteração é válida para Genilson e Carla, porque o plano de saúde continuou a ser
mantido, ainda que em condições diferentes.
C) A alteração somente será válida para os admitidos anteriormente à mudança.
D)
A alteração, que alcança apenas os admitidos após a mudança, deve ser homologada
judicialmente.
Solução
Gabarito: A)
A alteração não é válida para Genilson e Carla, porque só pode ser efetivada
para aqueles admitidos após a mudança.
Questão 2020 | 4000000244
Gervásia é empregada na Lanchonete Pará desde fevereiro de 2018, exercendo a função
de atendente e recebendo o valor correspondente a um salário mínimo por mês.
Acerca da cláusula compromissória de arbitragem que o empregador pretende inserir no
contrato da empregada, de acordo com a CLT, assinale a a�rmativa correta.
A)
A inserção não é possível, porque, no Direito do Trabalho, não cabe arbitragem em lides
individuais.
B)
A cláusula compromissória de arbitragem não poderá ser inserida no contrato citado, em
razão do salário recebido pela empregada.
C)
Não há mais óbice à inserção de cláusula compromissória de arbitragem nos contratos
de trabalho, inclusive no de Gervásia.
D)
A cláusula de arbitragem pode ser inserida em todos os contratos de trabalho, sendo
admitida de forma expressa ou tácita.
Solução
Gabarito: B)
A cláusula compromissória de arbitragem não poderá ser inserida no contrato
citado, em razão do salário recebido pela empregada.
A Reforma Trabalhista trouxe signi�cativas mudanças no Direito e Processo do Trabalho
e, neste momento, destacamos a possibilidade de se resolver alguns con�itos
2. Semana 01
2. Semana 01 191/199
trabalhistas por meio de Câmara Arbitral, em especial, quando preenchido os requisitos
do artigo 507-A, da CLT:
“Art. 507-A. Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas
vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência
Social, poderá ser pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que por
iniciativa do empregado ou mediante a sua concordância expressa, nos termos previstos
na Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996.”
Logo, a cláusula compromissória de arbitragem tão somente poderá ser pactuada se
por iniciativa do empregado, ou sob a sua concordância expressa, e desde que a sua
remuneração seja superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios
do Regime Geral da Previdência Social.
Vale ainda mencionar que a legislação supra não exige como requisito para pactuação da
Cláusula Compromissória de Arbitragem que o empregado possua nível superior, sendo
este um requisito típico de caracterização do empregado hipersu�ciente, nos termos do
artigo 444, parágrafo único, da CLT. Veja:
“Art. 444 - As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das
partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao
trabalho, aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades
competentes.
Parágrafo único. A livre estipulação a que se refere o caput deste artigo aplica-se às
hipóteses previstas no art. 611-A desta Consolidação, com a mesma e�cácia legal e
preponderância sobre os instrumentos coletivos, no caso de empregado portador de
diploma de nível superiore que perceba salário mensal igual ou superior a duas vezes o
limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.”
No caso em tela, a empregada percebe um salário-mínimo por mês, o que impede a
pactuação de uma cláusula compromissória de arbitragem.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
A Reforma Trabalhista trouxe a possibilidade de pactuação de Cláusula Compromissória de
Arbitragem nas lides individuais, conforme art. 507-A, da CLT.
A letra B está correta. CORRETA.
A cláusula compromissória de arbitragem poderá ser pactuada apenas quando o empregado
tiver remuneração superior a duas vezes o limite máximo do Regime Geral da Previdência, o
que não se observou no presente caso.
A letra C está incorreta. INCORRETA.
2. Semana 01
2. Semana 01 192/199
Não há mais óbice a inserção de cláusula compromissória de arbitragem nos contratos de
trabalho, mas não se revela possível no caso de Gervásia, já que a sua remuneração não
atinge o patamar mínimo estipulado no art. 507-A, da CLT.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
A cláusula de arbitragem não pode ser inserida em todos os contratos de trabalho e
tampouco pode ser pactuada de forma tácita. Neste sentido, o art. 507-A, da CLT aponta
como sendo possível a pactuação da cláusula compromissória de arbitragem apenas quando
o empregado perceber remuneração acima duas vezes o limite máximo estabelecido para
os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, e a pactuação entre as partes seja por
iniciativa do empregado, ou sob sua concordância expressa.
Questão 2018 | 4000001547
Jerônimo Fernandes Silva foi admitido pela sociedade empresária Usina Açúcar Feliz S.A.
em 12 de fevereiro de 2018 para exercer a função de gerente regional, recebendo salário
de R$ 22.000,00 mensais.
Jerônimo cuida de toda a Usina, analisando os contratos de venda dos produtos
fabricados, comprando insumos e materiais, além de gerenciar os 80 empregados que a
sociedade empresária possui.
A sociedade empresária pretende inserir cláusula compromissória de arbitragem no
contrato de trabalho. Diante da situação retratada e dos preceitos da CLT, assinale a
a�rmativa correta.
A)
A cláusula compromissória de arbitragem pode ser estipulada no momento da
contratação, desde que o empregado manifeste concordância expressa.
B)
A cláusula compromissória de arbitragem é viável, se o empregado for portador de
diploma de nível superior.
C)
Não cabe arbitragem nas lides trabalhistas individuais, pelo que nula eventual estipulação
nesse sentido.
D)
É possível a estipulação de cláusula compromissória de arbitragem, desde que isso seja
homologado pelo sindicato de classe.
Solução
Gabarito: A)
A cláusula compromissória de arbitragem pode ser estipulada no momento da
contratação, desde que o empregado manifeste concordância expressa.
2. Semana 01
2. Semana 01 193/199
O empregado Jerônimo Fernandes Silva foi admitido pela sociedade empresária Usina
Açúcar Feliz S.A. em 12 de fevereiro de 2018 para exercer a função de gerente regional,
recebendo salário de R$ 22.000,00 mensais. Nesta situação, a sociedade empresária
pretende inserir cláusula compromissória de arbitragem no contrato de trabalho, o que se
torna válido e possível, nos termos do artigo 507-A, da CLT:
Art. 507-A. Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas
vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência
Social, poderá ser pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que por
iniciativa do empregado ou mediante a sua concordância expressa, nos termos previstos
na Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996.
O empregado preenche o requisito necessário para pactuação, ou seja, possui
remuneração superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do
Regime Geral de Previdência Social. Nesta situação, a validade do pacto apenas �ca na
dependência da concordância expressa do empregado, ou ainda, de sua iniciativa para
�ns de pactuação.
A letra A está correta. CORRETA.
Conforme art. 507-A, da CLT, a cláusula compromissória de arbitragem pode ser pactuada
por iniciativa do empregado ou mediante a sua concordância expressa.
A letra B está incorreta. INCORRETA.
A cláusula compromissória de arbitragem independe de o empregado ter nível superior,
sendo este requisito típico para con�guração de empregado hipersu�ciente (Art. 444,
parágrafo único, da CLT). Neste sentido, o requisito primordial para pactuação da
arbitragem é a demonstração de remuneração do empregado superior a duas vezes o limite
máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
A letra C está incorreta. INCORRETA.
No âmbito do Direito Individual do Trabalho, a arbitragem passou a ser expressamente
autorizada pelo art. 507-A da CLT, introduzido pela Lei nº 13.467/2017.
A letra D está incorreta. INCORRETA.
O artigo 507-A da CLT, incluído pela Lei nº 13.467/2017, previu a possiblidade de as partes
convencionarem a submissão de questões decorrentes do contrato de trabalho à convenção
de arbitragem, e independentemente de homologação pelo sindicato de classe.
Questão 2012 | 4000002808
2. Semana 01
2. Semana 01 194/199
No direito brasileiro, a redução do salário é
A) impossível.
B)
possível, em caso de acordo entre empregado e empregador, desde que tenha por
�nalidade evitar a dispensa do empregado sem justa causa.
C) possível mediante autorização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.
D) possível mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho.
Solução
Gabarito: D) possível mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho.
Análise do Caso
Um dos elementos fático-jurídicos da relação empregatícia é a onerosidade, que está
relacionada ao salário. O empregado dispõe de suas energias para a prestação dos
serviços exigidos pelo empregador, e este último, em contraprestação, paga o salário ao
empregado.
De início, cite-se que a própria Constituição Federal, reconhecendo a essencialidade do
salário para a dignidade do trabalhador, consagrou o princípio da irredutibilidade salarial.
Contudo, diante da inexistência de direitos absolutos, o constituinte autoriza a redução
do valor nominal do salário quando houver autorização nesse sentido em convenção ou
acordo coletivo.
"Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social: (...)
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;"
Portanto, é correto o que se a�rma na alternativa D.
A letra A está incorreta. INCORRETO
É possível a redução do salário em caso de convenção ou acordo coletivo.
A letra B está incorreta. INCORRETO
A redução do salário apenas será lícita em caso de previsão em acordo ou convenção
coletiva do trabalho.
A letra C está incorreta. INCORRETO
2. Semana 01
2. Semana 01 195/199
A redução do salário apenas será possível em caso de autorização em convenção ou acordo
coletivo, não sendo correto a�rmar a possibilidade de redução mediante autorização da
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.
A letra D está correta. CORRETO
Conforme prevê a Constituição Federal, é possível a redução do salário mediante convenção
ou acordo coletivo de trabalho.
Questão 2017 | 4000001564
Um grupo econômico é formado pelas sociedades empresárias X, Y e Z. Com a crise
econômica que assolou o país, todas as empresas do grupo procuraram formas de
reduzir o custo de mão de obra. Para evitar dispensas, a sociedade empresária X acertou
a redução de 10% dos salários dos seus empregados por convenção coletiva; Y acertou a
mesma redução em acordo coletivo; e Z fez a mesma redução, por acordo individual
escrito com os empregados.
Diante da situação retratada e da norma de regência, assinale a a�rmativa correta.
A)
As empresas estão erradas, porque o salário é irredutível, conforme previsto na
Constituição da República.
B)
Não se pode acertar redução de salário por acordo coletivo nem por acordo individual,
razão pela qual as empresas Y e Z estãoC)
Não. O surgimento de novas normas constitucionais somente pode ser admitido por
intermédio das vias formais de alteração, todas expressamente previstas no próprio texto
da Constituição
D)
Sim. O sistema jurídico-constitucional brasileiro, seguindo linhas interpretativas
contemporâneas, admite, como regra, a interpretação da Constituição
independentemente de limites semânticos concedidos pelo texto.
Solução
Gabarito: B)
Sim. O Supremo Tribunal Federal, reconhecendo o fenômeno da mutação
constitucional, pode atribuir ao texto inalterado uma nova interpretação, que
expressa, assim, uma nova norma.
O STF reconhece, no Brasil, a possibilidade de mutação constitucional, assim chamado o
processo informal de mudança da Constituição. Pela mutação constitucional, o texto
permanece intacto, mas é alterada a interpretação que se faz desse texto.
Gabarito Letra B.
Questão 2015 | 4000002405
Pedro, reconhecido advogado na área do direito público, é contratado para produzir um
parecer sobre situação que envolve o pacto federativo entre Estados brasileiros. Ao
2. Semana 01
2. Semana 01 20/199
estudar mais detidamente a questão, conclui que, para atingir seu objetivo, é necessário
analisar o alcance das chamadas cláusulas pétreas.
Com base na ordem constitucional brasileira vigente, assinale, dentre as opções abaixo,
a única que expressa uma premissa correta sobre o tema e que pode ser usada pelo
referido advogado no desenvolvimento de seu parecer.
A)
As cláusulas pétreas podem ser invocadas para sustentar a existência de normas
constitucionais superiores em face de normas constitucionais inferiores, o que possibilita
a existência de normas constitucionais inconstitucionais.
B)
Norma introduzida por emenda à constituição se integra plenamente ao texto
constitucional, não podendo, portanto, ser submetida a controle de constitucionalidade,
ainda que sob alegação de violação à cláusula pétrea.
C)
Mudanças propostas por constituinte derivado reformador estão sujeitas ao controle de
constitucionalidade, sendo que as normas ali propostas não podem afrontar cláusulas
pétreas estabelecidas na Constituição da República.
D)
Os direitos e as garantias individuais considerados como cláusulas pétreas estão
localizados exclusivamente nos dispositivos do Art. 5º, de modo que é inconstitucional
atribuir essa qualidade (cláusula pétrea) a normas fundadas em outros dispositivos
constitucionais.
Solução
Gabarito: C)
Mudanças propostas por constituinte derivado reformador estão sujeitas ao
controle de constitucionalidade, sendo que as normas ali propostas não
podem afrontar cláusulas pétreas estabelecidas na Constituição da República.
Letra A: errada. Trata-se da teoria do famoso jurista alemão Otto Bacho�. Para o jurista,
existem normas constitucionais inconstitucionais. Todavia, não é aceita tal teoria no
ordenamento jurídico pátrio. Tanto a doutrina majoritária quanto a jurisprudência
defendem que as normas constitucionais se encontram todas no mesmo nível, ou seja,
não há hierarquia entre elas. Portanto, não existe norma constitucional originária
inconstitucional.
Letra B: errada. Diferente do que ocorre com as normas constitucionais originárias,
aquelas decorrentes de emendas constitucionais (normas constitucionais derivadas)
podem sofrer controle de constitucionalidade.
Letra C: correta. Correto. Emendas constitucionais podem sofrer controle de
constitucionalidade. Inclusive, caso, uma emenda tenha como foco atacar cláusula
pétrea, ela será considerada inconstitucional.
Letra D: errada. Os direitos e garantias individuais não constam apenas no art. 5º da
Carta Magna. De acordo com o Supremo, o §4° do art. 60 da CRFB/88 abarca os direitos
2. Semana 01
2. Semana 01 21/199
e garantias dispostos ao longo da CRFB/88, sendo todos eles cláusulas pétreas.
Gabarito Letra C.
Questão 2019 | 4000000584
Em 2005, visando a conferir maior estabilidade e segurança jurídica à �scalização das
entidades dedicadas à pesquisa e à manipulação de material genético, o Congresso
Nacional decidiu discipliná-las por meio da Lei Complementar X, embora a Constituição
Federal não reserve a matéria a essa espécie normativa. Posteriormente, durante o ano
de 2017, com os avanços tecnológicos e cientí�cos na área, entrou em vigor a Lei
Ordinária Y prevendo novos mecanismos �scalizatórios a par dos anteriormente
estabelecidos, bem como derrogando alguns artigos da Lei Complementar X.
Diante da situação narrada, assinale a a�rmativa correta.
A)
A Lei Ordinária Y é formalmente inconstitucional, não podendo dispor sobre matéria já
tratada por Lei Complementar, em razão da superioridade hierárquica desta em relação
àquela.
B)
Embora admissível a edição da Lei Ordinária Y tratando de novos mecanismos a par dos já
existentes, a revogação de dispositivos da Lei Complementar X exigiria idêntica espécie
normativa.
C)
A Lei Complementar X está inquinada de vício formal, já que a edição dessa espécie
normativa encontra-se vinculada às hipóteses taxativamente elencadas pela Constituição
Federal de 1988.
D)
A Lei Complementar X, por tratar de matéria a respeito da qual não se exige a referida
espécie normativa, pode vir a ser revogada por Lei Ordinária posterior que verse sobre a
mesma temática.
Solução
Gabarito: D)
A Lei Complementar X, por tratar de matéria a respeito da qual não se exige
a referida espécie normativa, pode vir a ser revogada por Lei Ordinária
posterior que verse sobre a mesma temática.
Essa foi uma questão interessante. No âmbito do processo legislativo, a CRFB/88 traz a
possibilidade da edição de diversos instrumentos, dentre eles a lei complementar e a lei
ordinária. Quando a matéria tiver que ser editada por uma “LC”, teremos uma reserva
constitucional e o próprio texto da Constituição irá determinar expressamente as
hipóteses de incidência.
2. Semana 01
2. Semana 01 22/199
Agora, caso uma “LC” venha a tratar sobre matéria que a CRFB/88 não determinou ser
da sua competência, ela não será inconstitucional. Não há impedimento para que uma lei
complementar possa tratar de tema de lei ordinária.
Contudo, apesar de formalmente a mesma ter sido editada enquanto lei complementar
(pois respeitou o procedimento estabelecido para a sua aprovação, ou seja, possui forma
de lei complementar), materialmente ela será considerada uma “LO” (possui conteúdo de
lei ordinária).
Por conta disso, a referida lei complementar poderá ser revogada ou modi�cada com o
surgimento de uma nova lei ordinária tratando do mesmo tema.
Gabarito letra D.
Questão 2018 | 4000001486
Todos os dispositivos da Lei Y, promulgada no ano de 1985, possuem total consonância
material e formal com a Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda
Constitucional nº 1/1969.
No entanto, o Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso extraordinário, constatou
que, após a atuação do Poder Constituinte originário, que deu origem à Constituição de
1988, o Art. X da mencionada Lei Y deixou de encontrar suporte material na atual ordem
constitucional.
Sobre esse caso, segundo a posição reconhecida pela ordem jurídico-constitucional
brasileira, assinale a a�rmativa correta.
A)
Ocorreu o fenômeno conhecido como “não recepção”, que tem por consequência a
revogação do ato normativo que não se compatibiliza materialmente com o novo
parâmetro constitucional.
B)
Ao declarar a inconstitucionalidade do Art. X à luz do novo parâmetro constitucional,
devem ser reconhecidos os naturais efeitos retroativos (ex tunc) atribuídos a tais
decisões.
C)
Na ausência de enunciado expresso, dá-se a ocorrência do fenômeno denominado
“desconstitucionalização”, sendo que o Art. X é tido como inválido perante a nova
Constituição.
D)
Terá ocorrido o fenômeno da inconstitucionalidade formal superveniente, pois o Art. X,
constitucional perante a Constituição de 1967, tornou-se inválido com o advento da
Constituição de 1988.
2. Semana 01
2. Semana 01 23/199
Solução
Gabarito: A)
Ocorreu o fenômeno conhecido como “não recepção”, que tem por
consequência a revogaçãoerradas.
C) A empresa Z não acertou a redução salarial na forma da lei, tornando-a inválida.
D)
As reduções salariais em todas as empresas do grupo foram negociadas e, em razão
disso, são válidas.
Solução
Gabarito: C)
A empresa Z não acertou a redução salarial na forma da lei, tornando-a
inválida.
O caso fático apresentado pela banca examinadora retrata a crise econômica que
assolou as sociedades empresárias X, Y e Z, e por tal razão, algumas medidas foram
realizadas:
- A sociedade empresária X acertou a redução de 10% dos salários dos seus empregados
por convenção coletiva;
A sociedade "X" agiu de forma acertada, uma vez que a redução do salário somente é
autorizada mediante previsão em negociação coletiva (artigo 7º, VI, da Constituição
2. Semana 01
2. Semana 01 196/199
Federal).
- A sociedade empresária Y acertou a mesma redução em acordo coletivo; e
A sociedade "Y" agiu de forma acertada, uma vez que a redução do salário somente é
autorizada mediante previsão em negociação coletiva, ou seja, acordo coletivo de
trabalho ou convenção coletiva de trabalho, segundo os termos do artigo 7º, VI, da
Constituição Federal.
- A sociedade empresária Z fez a mesma redução, por acordo individual escrito com os
empregados.
A sociedade "Z" não agiu de forma acertada, uma vez que a redução do salário não
poderá ser pactuada via acordo individual, nos termos do artigo 7º, VI, da Constituição
Federal.
Desta forma, a Constituição Federal de 1988 ampliou o âmbito da negociação coletiva
(art. 7º, VI, XIII, XIV e XXVI), com o intuito de possibilitar maior �exibilidade ao Direito do
Trabalho. Tal previsão constitucional possibilita a negociação coletiva versando, inclusive,
sobre a redução de direitos antes tidos como absolutamente irrenunciáveis, como a
irredutibilidade salarial e a duração do trabalho.
Para �ns de complementação, tome nota do disposto na Constituição Federal:
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social:
(...)
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo.
Assim, a empresa "Z" não agiu de forma acertada quanto à redução salarial, tornando-a
inválida.
A letra A está incorreta. INCORRETA.
No Direito do Trabalho vigora o Princípio da Irredutibilidade Salarial, mas há exceção a este
princípio, quando a redução salarial estiver prevista em negociação coletiva, o que a torna
autorizada (artigo 7º, VI, da Constituição Federal).
A letra B está incorreta. INCORRETA.
O artigo 7º, VI, da Constituição Federal somente autoriza a redução salarial via acordo
coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho, logo, torna-se vedada a pactuação
por meio de acordo individual.
2. Semana 01
2. Semana 01 197/199
A letra C está correta. CORRETA.
A redução salarial promovida pela empresa "Z", por meio de acordo individual, é inválida
(artigo 7º, VI, da Constituição Federal).
A letra D está incorreta. INCORRETA.
A redução salarial promovida pela empresa "Z" não foi acertada, já que realizada por meio
de acordo individual. Em contrapartida, a redução realizada pela empresa "X" e "Y" foi
acertada, já que realizada por negociação coletiva.
Meta 06
Revisão Semanal
Ajustes / Compensações
Meta 07
Simulado
Tarefa: Não deixe de tirar um dia na semana para a Revisão Semanal, em que você
relembrará de tudo o que foi estudado nos últimos 7 dias de forma rápida e dinâmica, por meio
de suas anotações ou mapas mentais.
Após 30 dias, você aplicará o mesmo método, mas com relação a todo o conteúdo estudado
no mês - consequentemente, precisará de um tempo maior para isso.
Tarefa: O objetivo é fazer ajustes ou compensações. Se você teve dificuldade com o tempo
em alguma meta, hoje é dia para que você atualize a pendência.
Vamos testar os conhecimentos?
2. Semana 01
2. Semana 01 198/199
Legislação
Referências e links deste capítulo
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https://oab.estrategia.com/ldi/etica-pro�ssional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?topic=1.1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-constitucional-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?
topic=1.1
https://oab.estrategia.com/auth/?path=/ldi/etica-pro�ssional-para-a-1a-fase-do-exame-de-
ordem-oab/?topic=1.1&login=1
https://oab.estrategia.com/auth/?path=/ldi/direito-constitucional-para-a-1a-fase-do-exame-de-
ordem-oab/&login=1
https://oab.estrategia.com/ldi/direito-administrativo-para-a-1a-fase-do-exame-de-ordem-oab?
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2. Semana 01 199/199
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https://oab.estrategia.com/cadernos-e-simulados/simulados/48609f7c-fffd-4bab-b75e-2f489f214b13do ato normativo que não se compatibiliza
materialmente com o novo parâmetro constitucional.
Opa!!! Questão recente do XXV Exame OAB! Estamos diante do instituto da recepção ou
revogação das normas constitucionais. Norma infraconstitucional editada sob a égide de
uma nova Constituição se for materialmente compatível será recepcionada. Se for
materialmente incompatível, será revogada. No caso em questão, a consequência será a
revogação do ato normativo que não se compatibiliza no conteúdo (aspecto material) com
o novo parâmetro da Constituição.
Gabarito Letra A
Questão 2018 | 4000001483
José leu, em artigo jornalístico veiculado em meio de comunicação de abrangência
nacional, que o Supremo Tribunal Federal poderia, em sede de ADI, reconhecer a
ocorrência de mutação constitucional em matéria relacionada ao meio ambiente. Em
razão disso, ele procurou obter maiores esclarecimentos sobre o tema. No entanto, a
ausência de uma de�nição mais clara do que seria “mutação constitucional” o impediu de
obter um melhor entendimento sobre o tema.
Com o objetivo de superar essa di�culdade, procurou Jonas, advogado atuante na área
pública, que lhe respondeu, corretamente, que a expressão “mutação constitucional”, no
âmbito do sistema jurídico-constitucional brasileiro, refere-se a um fenômeno
A)
concernente à atuação do poder constituinte derivado reformador, no processo de
alteração do texto constitucional.
B)
referente à mudança promovida no signi�cado normativo constitucional, por meio da
utilização de emenda à Constituição.
C)
relacionado à alteração de signi�cado de norma constitucional sem que haja qualquer
mudança no texto da Constituição Federal.
D)
de alteração do texto constitucional antigo por um novo, em virtude de manifestação de
uma Assembleia Nacional Constituinte.
Solução
Gabarito: C)
relacionado à alteração de signi�cado de norma constitucional sem que haja
qualquer mudança no texto da Constituição Federal.
2. Semana 01
2. Semana 01 24/199
Questão excelente proposta no XXVI Exame OAB. Estamos diante da chamada “mutação
constitucional”. Como vimos em aula, a mutação nasce com a forma de interpretar; dar
um novo sentido ao texto da CRFB/88. Em verdade, não há mudança do texto em si
(alteração ou reforma por meio de emenda). O que há apenas é o modo de interpretar e
dar um novo signi�cado à norma constitucional. Esta alteração é plenamente possível na
visão do STF e fruto do poder constituinte difuso.
Gabarito Letra C.
Questão 1995 | 4000009596
(INÉDITA / ESTRATEGIA OAB) Após a promulgação de uma nova Constituição em 2035,
muitos estudantes de direito se questionaram qual seria o destino dado às normas
contidas na ordem jurídica anterior, tendo em vista que as temáticas não foram
contempladas pelo novo texto constitucional. Preocupados com uma possível lacuna
normativa, os alunos resolvem procurar o experiente professor de Direito Constitucional
Ricardo, a �m de sanar a dúvida existente. O professor, prontamente, informa aos alunos
que, segundo a sistemática jurídica constitucional brasileira:
A)
haverá revogação tácita da ordem constitucional anterior com o advento de uma nova
Constituição. A revogação ocorrerá de forma completa e integral, ocasionando a perda
de validade do texto anterior;
B)
as temáticas abordadas pela Constituição anterior e não reguladas pela nova
Constituição receberão um status supralegal;
C)
as normas da Constituição anterior que forem materialmente compatíveis com a nova
Constituição serão recepcionadas pelo novo texto constitucional;
D)
as matérias tratadas pela Constituição pretérita e não reguladas pela nova Constituição
serão por esta recepcionadas.
Solução
Gabarito: A)
haverá revogação tácita da ordem constitucional anterior com o advento de
uma nova Constituição. A revogação ocorrerá de forma completa e integral,
ocasionando a perda de validade do texto anterior;
Essa questão é para cair em prova! rs (tomara ;)) Estamos tratando do tema da “aplicação
das normas constitucionais no tempo” E a FGV adora esse assunto!!
No caso em exame, estamos diante de normas constitucionais pretéritas. Com o advento
de uma nova Constituição, todas as normas constitucionais sob a égide da constituição
anterior serão integralmente revogadas. E, no caso, a revogação da Constituição anterior
2. Semana 01
2. Semana 01 25/199
será tácita e ocorrerá de forma completa e integral, ocasionando a perda de sua
validade. Não há o que se falar em fenômeno da desconstitucionalização.
Gabarito Letra A.
Questão 1995 | 4000009597
(INÉDITA / ESTRATEGIA OAB) Ricardo, estudante de direito procura o seu professor
Paulo para tirar uma dúvida pontual acerca do estudo da teoria geral da constituição.
Ricardo indaga ao professor o que aconteceria com determinado artigo X da Lei A,
editada e promulgada em 1982, com o advento de uma nova Constituição em 1988. O
professor Paulo responde ao aluno que no caso em exame:
A) Ocorreria a “não recepção” caso não houvesse compatibilidade material.
B)
O referido dispositivo da Lei A seria declarado inconstitucional à luz do novo texto da
Constituição, devendo ser reconhecido efeito retroativo sobre a decisão de controle.
C)
Seria possível, na ausência de disposição expressa, do fenômeno denominado
“desconstitucionalização”, de modo que o art. X da Lei A ingressaria na nova ordem
constitucional com status infraconstitucional.
D)
Ocorreria o fenômeno chamado de inconstitucionalidade superveniente, tendo em vista
que art. X da Lei A, embora constitucional perante o texto da CRFB/82, seria
considerado inválido com o advento da CRFB/88.
Solução
Gabarito: A) Ocorreria a “não recepção” caso não houvesse compatibilidade material.
Essa era um pouco mais difícil. (rs) Norma infraconstitucional editada sob a égide de uma
nova Constituição se for materialmente compatível será recepcionada. Se for
materialmente incompatível, será revogada. No caso prático, a consequência será a
revogação tácita do ato normativo que não se compatibiliza em seu conteúdo (aspecto
material) com o novo parâmetro Constitucional.
Gabarito Letra A
Questão 2020 | 4000000446
O governo federal, visando ao desenvolvimento e à redução das desigualdades no sertão
nordestino do Brasil, editou a Lei Complementar Y, que dispôs sobre a concessão de
isenções e reduções temporárias de tributos federais devidos por pessoas físicas e
jurídicas situadas na referida região.
2. Semana 01
2. Semana 01 26/199
Sobre a Lei Complementar Y, assinale a a�rmativa correta.
A)
É formalmente inconstitucional, eis que a Constituição da República de 1988 proíbe
expressamente a criação de regiões, para efeitos administrativos, pela União.
B)
É materialmente inconstitucional, sendo vedada a concessão de incentivos regionais de
tributos federais, sob pena de violação ao princípio da isonomia federativa.
C)
É formal e materialmente constitucional, sendo possível que a União conceda incentivos
visando ao desenvolvimento econômico e à redução das desigualdades no sertão
nordestino.
D)
Apresenta inconstitucionalidade formal subjetiva, eis que cabe aos Estados e ao Distrito
Federal, privativamente, criar regiões administrativas visando ao seu desenvolvimento e à
redução das desigualdades.
Solução
Gabarito: C)
É formal e materialmente constitucional, sendo possível que a União conceda
incentivos visando ao desenvolvimento econômico e à redução das
desigualdades no sertão nordestino.
Aqui não temos a necessidade de comentar cada alternativa. A simples explicação que
daremos abaixo será possível identi�car porque a alternativa C está correta e as demais
incorretas.
Como a questão trata da compatibilidade de lei com a CRFB/88 e envolve o
conhecimento de um objetivo fundamental da República, é importante a análise nesta
aula. Vamos lá! ☺
O dispositivo mencionado no seu inciso III determina que constitui um objetivo
fundamental da República Federativa do Brasil reduzir as desigualdades sociais e
regionais.
O inciso III do §2º do art. 43 da CRFB/88 atribuiu à União a competência para, visandoa
seu desenvolvimento e à redução das desigualdades regionais, conceder incentivos
regionais, na forma da lei, como: isenções, reduções ou deferimento temporário de
tributos federais devidos por pessoas físicas ou jurídicas. Dessa forma, por meio do art.
43 o legislador constituinte buscou concretizar o objetivo fundamental.
Como aprendemos durante a aula, se a matéria tiver que ser editada por uma “LC”, o
próprio texto da Constituição irá determinar expressamente. Entretanto, quando o
legislador constituinte não exige a “LC”, estamos diante de matéria a ser tratada por lei
ordinária.
2. Semana 01
2. Semana 01 27/199
Agora, caso uma “LC” tenha sido editada para tratar sobre matéria não reservada a sua
competência, não haverá inconstitucionalidade. Não há impedimento para que uma lei
complementar possa tratar de tema de lei ordinária (o contrário é que não pode). Dessa
forma a Lei Complementar Y é formal e materialmente constitucional.
Gabarito Letra C.
Questão 1995 | 4000009598
(ESTRATÉGIA OAB/INÉDITA) Tendo em vista muitas discussões sobre tema polêmico, o
Presidente da República estabeleceu, em 1987, por decreto, que a localização da nova
usina nuclear seria no Município X. O referido Decreto seguiu todas as prescrições legais
então vigentes e sem nenhum tipo de violação à Constituição de sua época. Não
obstante, tendo em vista diversos fatores econômicos, políticos e sociais, o início dos
trabalhos �cou adiado para uma nova oportunidade. Com o advento da Constituição de
1988, o texto constitucional passou a determinar que a localização de usinas nucleares
fosse autorizada por Lei Federal. Cumpre destacar que o referido decreto se alinha ao
conteúdo proposto pela nova Constituição. De acordo com o caso narrado acima,
assinale a alternativa correta.
A)
o referido decreto presidencial é inconstitucional, visto que apresenta
inconstitucionalidades formais.
B)
o Decreto editado pelo chefe do poder executivo foi recepcionado pela nova
Constituição Federal, na medida em que não há nenhuma incompatibilidade material com
a nova Carta Política.
C)
o Decreto Presidencial foi recepcionado pela nova Constituição, tendo em vista que não
há incompatibilidade material, muito embora possa existir no direito brasileiro a chamada
inconstitucionalidade formal superveniente.
D)
o Decreto Presidencial editado não foi recepcionado pela nova Constituição, visto que é
necessário existir a chamada compatibilidade material e formal.
Solução
Gabarito: B)
o Decreto editado pelo chefe do poder executivo foi recepcionado pela nova
Constituição Federal, na medida em que não há nenhuma incompatibilidade
material com a nova Carta Política.
Pessoal, questão interessante para �ns de consolidação do tema da aplicação das
normas infraconstitucionais no tempo. O Decreto Presidencial foi recepcionado pela nova
Constituição. Não há que se falar em incompatibilidade material. O fenômeno da
recepção visa analisar tão somente a compatibilidade material perante a nova
Constituição, não importando a forma do ato normativo.
2. Semana 01
2. Semana 01 28/199
A doutrina e a jurisprudência entendem pela inexistência de inconstitucionalidade formal
superveniente.
Gabarito Letra B.
Questão 1995 | 4000009599
(INÉDITA / ESTRATEGIA OAB) A Lei X foi promulgada em 1986, sendo constitucional em
relação à Constituição de 1967. No entanto, alguns parlamentares �caram com dúvidas
com relação à análise da Lei X em face da Constituição de 1988, levantando muitos
debates sobre o tema. Diante do caso apresentado, assinale a alternativa correta.
A)
Se a lei X for compatível formalmente com a Constituição de 1988, acontecerá o
fenômeno da recepção.
B)
A lei X deve ser compatível com a Constituição de 1988 material e formalmente para ser
recepcionada.
C)
Se a lei X for compatível materialmente com a Constituição de 1988, ela será
recepcionada.
D)
A lei X será automaticamente revogada, ainda que compatível material e formalmente
com a Constituição de 1988.
Solução
Gabarito: C)
Se a lei X for compatível materialmente com a Constituição de 1988, ela será
recepcionada.
A questão trata do instituto da aplicação das normas infraconstitucionais no tempo.
Estamos diante de uma lei promulgada em 1986, logo, sua análise de constitucionalidade
só pode ser feita em face da Constituição vigente à época.
Em face de uma Constituição posterior não podemos fazer um juízo de
constitucionalidade. Quando a lei nasceu em 1986, a CF/88 nem imaginava existir (rs).
Não podemos declarar a lei inconstitucional diante de uma Constituição posterior. Essa lei
não pode ser constitucional em face da CF/67 e inconstitucional em face da CF/88. No
Brasil não se aceita a tese da inconstitucionalidade superveniente.
O que se faz é um juízo de recepção ou revogação. A análise que deverá ser feita é com
relação à compatibilidade material. Se compatível será recepcionada. Caso seja
incompatível, será revogada.
Gabarito letra C.
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2. Semana 01 29/199
Questão 2018 | 4000000600
Uma nova Constituição é promulgada, sendo que um grupo de parlamentares mantém
dúvidas acerca do destino a ser concedido a várias normas da Constituição antiga, cujas
temáticas não foram tratadas pela nova Constituição.
Como a nova Constituição �cou silente quanto a essa situação, o grupo de
parlamentares, preocupado com possível lacuna normativa, resolve procurar
competentes advogados a �m de sanar a referida dúvida.
Os advogados informaram que, segundo o sistema jurídico constitucional brasileiro,
A)
as normas da Constituição pretérita que guardarem congruência material com a nova
Constituição serão convertidas em normas ordinárias.
B)
as matérias tratadas pela Constituição pretérita e não reguladas pela nova Constituição
serão por esta recepcionadas.
C)
as matérias tratadas pela Constituição pretérita e não reguladas pela nova Constituição
receberão, na nova ordem, status supralegal, mas infraconstitucional.
D)
a revogação tácita da ordem constitucional pretérita pela nova Constituição se dará de
forma completa e integral, ocasionando a perda de sua validade.
Solução
Gabarito: D)
a revogação tácita da ordem constitucional pretérita pela nova Constituição
se dará de forma completa e integral, ocasionando a perda de sua validade.
O que eu falei para vocês no início do tópico sobre “aplicação das normas no tempo”? A
OAB adora cobrar isso em prova! Fiquem ligados!!
No caso prático, estamos diante de normas constitucionais pretéritas. Com o advento de
uma nova Constituição, todas as normas constitucionais sob a égide da constituição
anterior são integralmente revogadas. Assim, a revogação tácita da ordem Constitucional
pretérita pela nova Constituição se dará de forma completa e integral ocasionando a
perda de sua validade. Não há o que se falar em fenômeno da desconstitucionalização.
Gabarito Letra D.
Questão 2011 | 4000001188
Em 2010, o Congresso Nacional aprovou por Decreto Legislativo a Convenção
Internacional sobre os Direitos das Pessoas com De�ciência. Essa convenção já foi
aprovada na forma do artigo 5º, § 3º, da Constituição, sendo sua hierarquia normativa de:
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A) Lei federal ordinária.
B) Emenda constitucional.
C) Lei complementar.
D) Status supralegal.
Solução
Gabarito: B) Emenda constitucional.
Os tratados internacionais podem ser incorporados ao ordenamento jurídico com status
normativos distintos. Vejamos cada um deles para que a resposta da questão se desenhe
facilmente.
O art. 5º, §3º da Constituição Federal prevê que "os tratados e convenções internacionais
sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em
dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às
emendas constitucionais." Essa é a primeira possibilidade: tratados internacionais sobre
direitos humanos incorporados seguindo o procedimento do art. 5º, §3º são equivalentes
às emendas constitucionais ⇨ esse é o caso da Convenção Internacional sobre os Direitos
das Pessoas com De�ciênciae do Tratado de Marraqueche para Facilitar o Acesso a
Obras Publicadas às Pessoas Cegas, com De�ciência Visual ou com Outras Di�culdades
para Ter Acesso ao Texto Impresso (Tratado de Marraqueche).
O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, apresentou a segunda possibilidade: quando os
tratados internacionais sobre direitos humanos forem incorporados sem a observância do
procedimento do art. 5º, §3º (a exemplo dos tratados anteriores à Emenda Constitucional
nº 45/2004 que acrescentou o referido dispositivo na CF) terão status supralegal, ou
seja, estão abaixo da Constituição, mas acima da legislação ordinária.
Os demais tratados internacionais, que não versem sobre direitos humanos,
independentemente do quórum de aprovação, possuem status de norma
infraconstitucional.
A letra A está incorreta. INCORRETA
O art. 5º, §3º da Constituição apresenta o procedimento de aprovação dos tratados
internacionais sobre direitos humanos que serão incorporados equivalentes a emendas
constitucionais.
A letra B está correta. CORRETA
A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com De�ciência foi incorporada
com observância do art. 5º, §3º da CF e, assim, são equivalentes a emendas constitucionais.
2. Semana 01
2. Semana 01 31/199
A letra C está incorreta. INCORRETA
O art. 5º, §3º da Constituição não prevê a possibilidade de incorporação de tratados
internacionais sobre direitos humanos com hierarquia normativa de lei complementar.
A letra D está incorreta. INCORRETA
Os tratados internacionais sobre direitos humanos terão status supralegal (abaixo da
Constituição Federal, mas acima da legislação infraconstitucional) quando incorporados sem
a observância do art. 5º, §3º da CF.
Questão 2015 | 4000002417
O diretor de RH de uma multinacional da área de telecomunicações, em reunião
corporativa, a�rmou que o mundo globalizado vem produzindo grandes inovações,
exigindo o reconhecimento de novas pro�ssões desconhecidas até então. Feitas essas
considerações, solicitou à diretoria que alterasse o quadro de cargos e funções da
empresa, incluindo as seguintes pro�ssões: gestor de mídias sociais, gerente de
marketing digital e desenvolvedor de aplicativos móveis. O presidente da sociedade
empresária, posicionando contra o pedido formulado, alegou que o exercício de qualquer
atividade laborativa pressupõe a sua devida regulamentação em lei, o que ainda não
havia ocorrido em relação às referidas pro�ssões.
Com base na teoria da e�cácia das normas constitucionais, é correto a�rmar que o
presidente da sociedade empresária
A)
argumentou em harmonia com a ordem constitucional, pois o dispositivo da Constituição
Federal que a�rma ser livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou pro�ssão,
atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei estabelecer, possui e�cácia limitada,
exigindo regulamentação legal para que possa produzir efeitos.
B)
apresentou argumentos contrários à ordem constitucional, pois o dispositivo da
Constituição Federal que a�rma se livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
pro�ssão, atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei estabelecer, possui e�cácia
contida, de modo que, inexistindo lei que regulamente o exercício da atividade
pro�ssional, é livre o seu exercício.
C)
apresentou argumentos contrários à ordem constitucional, pois o dispositivo da
Constituição Federal que a�rma ser livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
pro�ssão, atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei estabelecer, possui e�cácia
plena, já que a liberdade do exercício pro�ssional não pode ser restringida, mas apenas
ampliada.
2. Semana 01
2. Semana 01 32/199
D)
argumentou em harmonia com a ordem constitucional, pois o dispositivo da Constituição
Federal que a�rma ser livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou pro�ssão,
atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei estabelecer, não possui nenhuma
e�cácia, devendo ser objeto de mandado de injunção para a sua devida regulamentação.
Solução
Gabarito: B)
apresentou argumentos contrários à ordem constitucional, pois o dispositivo
da Constituição Federal que a�rma se livre o exercício de qualquer trabalho,
ofício ou pro�ssão, atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei
estabelecer, possui e�cácia contida, de modo que, inexistindo lei que
regulamente o exercício da atividade pro�ssional, é livre o seu exercício.
Meus amigos, para resolver essa questão, precisaríamos conhecer o art. 5º, inciso III, da
CF/88, que trata da liberdade pro�ssional, segundo o qual “é livre o exercício de
qualquer trabalho, ofício ou pro�ssão, atendidas as quali�cações pro�ssionais que a lei
estabelecer. E aqui não tem mistério. Acabamos de ver que se trata de uma norma de
e�cácia contida.
Ora, se o art. 5º, III, CF/88, é norma de e�cácia contida, signi�ca que o exercício da
pro�ssão independe de regulamentação. A liberdade pro�ssional pode ser livremente
exercida, podendo a lei restringir o exercício desse direito.
Assim, não há necessidade de regulamentação em lei para que sejam incluídas, no
quadro de cargos e funções da empresa, as pro�ssões de gestor de marketing digital e
desenvolvedor de aplicativos móveis. Logo, os argumentos apresentados pelo presidente
da sociedade empresária não estão em harmonia com a ordem constitucional.
Gabarito é a letra B.
Questão 1995 | 4000009591
(ESTRATÉGIA OAB/INÉDITA) De acordo com a classi�cação das normas constitucionais
do professor José Afonso da Silva, apresente a opção correta que indica se tratar de
uma norma de e�cácia contida.
A)
É livre o exercício de qualquer pro�ssão, atendidas as quali�cações que a lei venha a
estabelecer.
B) O Estado deve garantir o desenvolvimento nacional.
C)
O Presidente da República não está sujeito à prisão antes da sentença penal
condenatória.
D) As atribuições do Conselho de Defesa das Minorias serão de�nidas em lei.
2. Semana 01
2. Semana 01 33/199
Solução
Gabarito: A)
É livre o exercício de qualquer pro�ssão, atendidas as quali�cações que a lei
venha a estabelecer.
Letra A: correta. Para que vocês percebam como as questões se repetem (rs) ou seguem
uma mesma linha de raciocínio. Mais uma vez, tem-se aqui uma norma de e�cácia
contida. A lei poderá restringir o exercício pro�ssional, estabelecendo quali�cações para
certas pro�ssões.
Letra B: errada. Essa é uma norma de e�cácia limitada, de caráter programático.
Letra C: errada. É uma norma de e�cácia plena.
Letra D: errada. É uma norma de e�cácia limitada. Há necessidade de edição de lei para
de�nir as atribuições do Conselho.
Questão 1995 | 4000009592
(ESTRATÉGIA OAB/INÉDITA) A Constituição Federal de 1988, dispõe que no seio dos
direitos individuais e coletivos que “ninguém será preso senão em �agrante delito ou por
ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de
transgressão militar ou crime propriamente militar, de�nidos em lei". Nesse sentido, em
razão do critério de aplicabilidade e e�cácia das normas constitucionais, é possível
a�rmar que estamos diante de uma norma:
A) programática;
B) de e�cácia plena e aplicabilidade imediata;
C) de e�cácia contida e aplicabilidade imediata;
D) preceptiva.
Solução
Gabarito: C) de e�cácia contida e aplicabilidade imediata;
Letra A: errada. As normas programáticas são aquelas que traçam diretrizes, metas para
a ação estatal;
Letra B: errada. A norma de e�cácia plena é aquela que para produzir todos os seus
efeitos não necessita de norma regulamentadora posterior. Além disto, ela é não
restringível, pois norma infraconstitucional não pode restringir a aplicabilidade de tal
norma constitucional;
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Letra C: correta. A norma de e�cácia contida é aquela que apesar de produzir todos os
seus efeitos pode ser restringida por lei infraconstitucional posterior. Assim, o LXI do art.
5° da CF/88 determina que “ninguém será preso senão em �agrante delito ou por ordem
escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente”, mas que uma lei pode
restringir esta norma nos casosde transgressão militar ou crime propriamente militar.
Letra D: errada. Normas preceptivas são aquelas normas concretas e completas,
suscetíveis de aplicação imediata. Elas determinam uma conduta a ser seguida;
Gabarito Letra C.
Questão 1995 | 4000009593
(INÉDITA / ESTRATÉGIA OAB) Aurélio, cidadão brasileiro e estudante de direito no 1º
semestre, procurou o professor Renato para que lhe explicasse melhor acerca de um
direito fundamental previsto na Constituição Federal de 1988, tendo vista que o aluno se
sentiu lesado diante de um caso concreto. O Professor, analisando prontamente o
dispositivo constitucional, identi�cou que o referido direito, embora tenha aplicabilidade
imediata, pode sofrer restrição por lei, o que aconteceu na prática com a Lei federal nº.
1234, que foi aplicada no caso de Aurélio. Nesse sentido, Renato conclui não haver
qualquer lesão a direito fundamental. Do ponto de vista da Teoria Geral da Constituição,
a narrativa acima faz menção a existência de uma norma constitucional de e�cácia:
A) plena;
B) limitada;
C) contida;
D) institutiva.
Solução
Gabarito: C) contida;
Pessoal, questão simples para que vocês possam revisar o tema da aplicabilidade das
normas constitucionais. A norma de e�cácia contida é classi�cada como uma norma
autoexecutável e de aplicabilidade imediata. Ou seja, o sentido e alcance da norma já
foram pretendidos pelo Constituinte. Daí se dizer que elas aptas para a produção de seus
plenos efeitos com a simples promulgação da Constituição. Todavia, essas normas são
classi�cadas como “possivelmente não integral”. Isso quer dizer que elas podem ser
restringidas por legislação infraconstitucional, por outras normas constitucionais ou até
mesmo por conceitos éticos-jurídicos.
Gabarito letra C.
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2. Semana 01 35/199
Questão 1995 | 4000009594
(ESTRATÉGIA OAB/INÉDITA) O Supremo Tribunal Federal possui o seguinte
posicionamento: o atendimento em creche e acesso às unidades de pré-escola à criança
menor de cinco anos de idade não podem basear-se em juízo de simples conveniência ou
mera oportunidade, pois o sistema de ensino municipal é regido constitucionalmente por
normas de e�cácia:
A) contida, possuindo aplicabilidade indireta, mediata e reduzida.
B) plena, possuindo aplicabilidade direta, imediata e integral.
C)
limitada, possuindo aplicabilidade indireta, mediata e reduzida e estabelecem apenas
diretrizes.
D) contida, possuindo aplicabilidade direta, imediata e integral.
Solução
Gabarito: B) plena, possuindo aplicabilidade direta, imediata e integral.
As normas constitucionais de e�cácia plena e aplicabilidade direta, imediata e integral
são aquelas normas da Constituição que, no momento que entra em vigor, estão aptas a
produzir todos os seus efeitos, independente de norma integrativa infraconstitucional. De
acordo com a doutrina e a jurisprudência o sistema de ensino municipal é
constitucionalmente regido por normas de e�cácia plena e aplicabilidade imediata.
“Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: “IV
– educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade;
“Art. 211 § 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na
educação infantil.”
Na decisão liminar em sede de Ação Cautelar (AC) 2922 foi mais uma vez sinalizado o
posicionamento do STF, pois o Ministro Ayres Britto fez referência a jurisprudência do
Supremo, demonstrando que a Corte é �rme em considerar como “norma de e�cácia
plena o direto à educação previsto no inciso IV do artigo 208 do Magno Texto”.
Gabarito Letra B.
Questão 2017 | 4000001494
Edinaldo, estudante de Direito, realizou intensas re�exões a respeito da e�cácia e da
aplicabilidade do Art. 14, § 4º, da Constituição da República, segundo o qual “os
inalistáveis e os analfabetos são inelegíveis”.
2. Semana 01
2. Semana 01 36/199
A respeito da norma obtida a partir desse comando, à luz da sistemática constitucional,
assinale a a�rmativa correta.
A)
Ela veicula programa a ser implementado pelos cidadãos, sem interferência estatal,
visando à realização de �ns sociais e políticos.
B)
Ela tem e�cácia plena e aplicabilidade direta, imediata e integral, pois, desde que a
CRFB/88 entrou em vigor, já está apta a produzir todos os seus efeitos.
C)
Ela apresenta contornos programáticos, dependendo sempre de regulamentação
infraconstitucional para alcançar plenamente sua e�cácia.
D)
Ela tem aplicabilidade indireta e imediata, não integral, produzindo efeitos restritos e
limitados em normas infraconstitucionais quando da promulgação da Constituição da
República.
Solução
Gabarito: B)
Ela tem e�cácia plena e aplicabilidade direta, imediata e integral, pois, desde
que a CRFB/88 entrou em vigor, já está apta a produzir todos os seus efeitos.
Olha só. Questão fresquinha do XXIV Exame de Ordem. A questão cobrou basicamente o
tema das inelegibilidades. (art. 14, § 4º ao 8ª, CRFB/88). Trata-se de norma de e�cácia
plena, que independe de legislação infraconstitucional. Possui aplicabilidade direta,
imediata e integral.
Gabarito letra B.
A letra A está incorreta. INCORRETA
Não veicula programa a ser implementado. Trata-se de norma de e�cácia plena, que
independe de legislação infraconstitucional. Possui aplicabilidade direta, imediata e integral.
A letra B está correta. CORRETA
Trata-se de norma de e�cácia plena, que independe de legislação infraconstitucional. Possui
aplicabilidade direta, imediata e integral.
A letra C está incorreta. INCORRETA
Não depende de regulamentação! É norma de e�cácia plena, que independe de legislação
infraconstitucional.
A letra D está incorreta. INCORRETA
Trata-se de norma de e�cácia plena, que independe de legislação infraconstitucional. Possui
aplicabilidade direta, imediata e integral.
2. Semana 01
2. Semana 01 37/199
Questão 2016 | 4000002377
Carlos pleiteia determinado direito, que fora regulado de forma mais genérica no corpo
principal da CRFB/88 e de forma mais especí�ca no Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias – o ADCT. O problema é que o corpo principal da Constituição da República
e o ADCT estabelecem soluções jurídicas diversas, sendo que ambas as normas
poderiam incidir na situação concreta.
Carlos, diante do problema, consulta um(a) advogado(a) para saber se a solução do seu
caso deve ser regida pela norma genérica oferecida pelo corpo principal da Constituição
da República ou pela norma especí�ca oferecida pelo ADCT.
Com base na CRFB/88, assinale a opção que apresenta a proposta correta dada pelo(a)
advogado(a).
A)
Como o corpo principal da CRFB/88 possui hierarquia superior a todas as demais normas
do sistema jurídico, deve ser aplicável, afastada a aplicação das normas do ADCT.
B)
Como o ADCT possui o mesmo status jurídico das demais normas do corpo principal da
CRFB/88, a norma especí�ca do ADCT deve ser aplicada no caso concreto.
C)
Como o ADCT possui hierarquia legal, não pode afastar a solução normativa presente na
CRFB/88.
D)
Como o ADCT possui caráter temporário, não é possível que venha a reger qualquer
caso concreto, posto que sua e�cácia está exaurida.
Solução
Gabarito: B)
Como o ADCT possui o mesmo status jurídico das demais normas do corpo
principal da CRFB/88, a norma especí�ca do ADCT deve ser aplicada no caso
concreto.
Mais uma questão do XXI Exame de Ordem. Perceberam como a OAB adora o tema da
hierarquia das normas? ;) Fiquem ligados! Acabamos de estudar que não cabe falar em
hierarquia entre normas constitucionais originárias. Isso inexiste, independente do
conteúdo. Por exemplo, a normas de�nidoras de direitos e garantias fundamentais e do
ADCT estão no nível hierárquico.
Letra A: errada. Não há hierarquia entre as normas do corpo principal da CRFB/88 e as
normas do ADCT.
Letra B: correta. As normas do ADCT e as normas do ADCT possuem o mesmo nível
hierárquico. Assim, eventual con�ito será solucionado pela aplicação do princípio da
especialidade, devendo ser aplicada a norma do ADCT ao caso concreto.
Letra C: errada.