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CIÊNCIAS 
MORFOFUNCIONAIS 
DOS SISTEMAS 
DIGESTÓRIO, 
ENDÓCRINO E RENAL
Anatomofisiologia do sistema endócrino e 
os hormônios não-derivados do colesterol
Profa. Dra. Andressa Keiko Matsumoto
Fundamentos do estudo 
da função endócrina
Fundamentos do estudo da função endócrina
Sistema 
endócrino 
Regulação 
da 
digestão
Armazena
mento de 
nutrientes
Crescimento e 
desenvolvimento
Funções 
reprodutivas
Metabolismo 
dos eletrólitos 
e da água 
Fundamentos do estudo da função endócrina
Fonte: Silverthorn, D.U. Fisiologia humana. 7. ed. Porto Alegre : Artmed, 2017.
Hormônios
Molécula mediadora liberada em alguma parte do corpo que regula a atividade celular em 
outras partes do corpo. 
Glândulas endócrinas
Alguns órgãos e tecidos que contêm 
células secretoras de hormônios
Fundamentos do estudo da função endócrina
Fonte: Livro didático da disciplina.
A ação hormonal está relacionada ao 
sítio de produção do hormônio e ao 
local das células-alvo onde ocorrem 
seus efeitos biológicos.
Fundamentos do estudo da função endócrina
Fonte: Livro didático da disciplina.
Fundamentos do estudo da função endócrina
I) Aminas e aminoácidos incluem dopamina, adrenalina, noradrenalina
e hormônio tireóideo;
II) Peptídios, proteínas e glicoproteínas são hormônios à base de
proteína e incluem a maioria dessas substâncias;
III) Esteroides são hormônios derivados do colesterol, como
aldosterona, glicocorticoides, estrogênios, testosterona e
progesterona;
IV) Hormônios eicosanoides são importantes hormônios locais,
podendo atuar também como hormônios circulantes.
Os hormônios apresentam diversas estruturas e podem ser classificados em quatro categorias 
com base na sua estrutura química:
Fundamentos do estudo da função endócrina
Os mecanismos de síntese e secreção hormonal variam de acordo com a estrutura dos hormônios. 
Hormônios 
proteicos
tipicamente 
sintetizados 
hormônios 
precursores (pró-
hormônios) 
Fonte:https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Diagram_showing_stage_T1_cancer_of_the_pancreas_CRUK_246.svg
. Acesso em: 26 jul. 2023.
Insulina é produzida a partir da pró-
insulina no interior das células beta 
das ilhotas pancreáticas.
Fundamentos do estudo da função endócrina
Fonte: Elaborado pela autora.
O aumento ou a diminuição dos níveis 
hormonais com frequência induz a alterações 
na síntese de receptores hormonais. 
Essa regulação ascendente 
dos receptores hormonais 
pode ser uma resposta 
adaptativa diante de níveis 
baixos do hormônio no corpo
Fundamentos do estudo da função endócrina
Fonte: Elaborado pela autora.
O sistema endócrino é regulado por mecanismos 
de feedback (positivo e negativo) que 
possibilitam que as células endócrinas 
modifiquem sua taxa de secreção hormonal. 
O pâncreas endócrino
O pâncreas endócrino
Fonte:https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Blausen_0699_PancreasAnatomy2.png. Acesso em: 26 jul. 2023.
É considerado uma glândula de secreção exócrina e endócrina, que desempenha uma importante 
função na absorção, na distribuição e no armazenamento de nutrientes.
Constituído pelos ácinos pancreáticos
Pâncreas exócrino 
O pâncreas endócrino
Fonte: Livro didático da disciplina.
O pâncreas endócrino
Cada ilhota pancreática apresenta quatro tipos de células 
secretoras de hormônio, são elas: as células alfa, beta, delta e F. 
• Células alfa: secretam de glucagon e peptídeos similares ao 
glucagon;
• Células beta: secretam insulina, peptídeo C, amilina e ácido γ-
aminobutírico (GABA);
• Células delta: secretam somatostatina;
• Células F: secretam polipeptídio pancreático.
Hormônios do pâncreas endócrino
Insulina Proteína sintetizada como preproinsulina nos 
ribossomos do retículo endoplasmático rugoso das 
células β e sofre clivagem por enzimas microssomais, 
dando origem à proinsulina.
Níveis séricos de glicose Níveis de insulina
Essa fase da resposta insulínica é denominada de 
fase precoce ou primeira fase. 
Hormônios do pâncreas endócrino
Os hormônios entéricos que medeiam a secreção pós-alimentar de insulina são chamados de 
incretinas: polipeptídeo inibitório gástrico (GIP);
Somatostatina e algumas substâncias 
inibem a secreção de insulina
Durante períodos de jejum, a secreção de insulina 
diminui, enquanto a de glucagon aumentaç
Fonte: Acervo da autora.
Hormônios do pâncreas endócrino
Glucagon Produzido pelas células alfa das ilhotas, devido à ação de 
uma enzima, a pró-hôrmonio convertase 2, e constitui o 
fator endócrino mais importante para o fornecimento de 
energia aos tecidos no período pós-absortivo. 
A secreção de glucagon é inibida pela glicose, por outro 
lado, muito aminoácidos estimulam sua síntese. 
Catecolaminas
Glicocorticoides
Hormônios do pâncreas endócrino
A principal função do glucagon é manter a glicemia durante o jejum, sendo considerado o mais 
potente agente glicogenolítico hepático. 
O glucagon estimula o fígado a hidrolisar o glicogênio em 
glicose (glicogenólise), causando aumento da glicemia. 
Estimula a hidrólise da gordura armazenada (lipólise) e a 
consequente liberação de ácidos graxos livre no sangue.
O glucagon é um hormônio que ajuda a manter a 
homeostasia durante períodos de jejum.
Controle da secreção de 
glucagon e insulina e doenças 
relacionadas
Controle da secreção de glucagon e insulina e doenças 
relacionadas
I. Uma situação de hipoglicemia estimula a secreção de glucagon pelas células alfa das 
ilhotas pancreáticas.
II. O glucagon, por sua vez, atua nos hepatócitos, convertendo glicogênio em glicose e 
formando glicose a partir do ácido láctico e de determinados aminoácidos.
III. Como resultado, os hepatócitos liberam glicose no sangue de
maneira mais rápida, e a glicemia se eleva.
IV. Se a glicemia continua subindo, o nível sanguíneo elevado de
glicose (hiperglicemia) inibe a liberação de glucagon.
Controle da secreção de glucagon e insulina e doenças 
relacionadas
V. A hiperglicemia estimula a secreção de insulina pelas células beta.
VI. A insulina pode agir em várias células do nosso organismo para acelerar a difusão facilitada 
da glicose para as células, a fim de converter a glicose em glicogênio, para intensificar a 
captação de aminoácidos pelas células e aumentar a síntese de proteína.
VII. A consequência dessas ações é a queda do nível de glicose do 
sangue.
VIII. Quando o nível sanguíneo da glicose está abaixo do normal, 
ocorre a inibição da liberação da insulina e o estímulo à liberação 
de glucagon.
Diabetes mellitus, diagnósticos e suas formas de 
tratamentos
Diabetes 
Mellitus tipo 1 
Hiperglicemia 
persistente
Decorrente de 
deficiência na 
produção de 
insulina 
Destruição 
progressiva e total 
das células beta 
pancreáticas
Indivíduos 
geneticamente 
suscetíveis
Doença 
autoimune
Diabetes mellitus, diagnósticos e suas formas de 
tratamentos
Diabetes 
Mellitus tipo 2 
Componentes 
genéticos e 
ambientais
Hábitos 
dietéticos e 
inatividade física
ObesidadeResistência à 
insulina
Níveis 
circulantes de 
insulina 
elevados
Diabetes mellitus, diagnósticos e suas formas de 
tratamentos
Na diabetes gestacional, ocorre uma intolerância a 
carboidratos de gravidade variável, que se iniciou durante a 
gestação atual, sem ter previamente preenchidos os critérios 
diagnósticos de DM. 
DM Tipo 1 
Tratamento  insulina  via parenteral
A terapia insulínica visa mimetizar a reposição de insulina endógena 
através de uma insulina basal e insulina em bolus nas refeições (de 
acordo com a contagem de carboidratos). 
Diabetes mellitus, diagnósticos e suas formas de 
tratamentos
A insulina bolus procura imitar a resposta da insulina endógena
na circulação diante da ingestão alimentar.
A insulina de ação curta, simples ou regular pico de ação entre
uma e duas horas e retorno ao basal em seis a oito horas
Diabetes mellitus, diagnósticos e suas formas de 
tratamentos
Os esquemas de insulina são, com frequência, ajustados ligeiramente a cada dia, de acordo
com atividade do paciente,quantidade e composição das refeições e níveis de glicemia.
Fonte: https://www.pxfuel.com/es/search?q=Insulina. Acesso em: 26 de jul. 2023.
As “bombas” de insulina  são 
pequenos aparelhos 
programáveis que liberam 
doses de insulina basal.
O eixo hipotálamo-
hipófise e o controle de 
liberação hormonal
O eixo hipotálamo-hipófise e o controle de liberação 
hormonal
Fonte: Livro didático da disciplina.
O eixo hipotálamo-hipófise pertence a dois sistemas: o sistema endócrino e o
sistema neuroendócrino.
Hipófise anterior, conhecida 
como adeno-hipófise
Hipófise posterior, conhecida 
como neuro-hipófise 
O eixo hipotálamo-hipófise e o controle de liberação 
hormonal
A adeno-hipófise é composta por tecido epitelial e possui 
células endócrinas, que secretam sete hormônios, são eles:
• Somatotrofos secretam hormônio do crescimento (GH);
• Tireotrofos secretam hormônio tireoestimulante (TSH);
• Gonadotrofos secretam duas gonadotrofinas: hormônio 
foliculoestimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH);
• Lactotrofos secretam prolactina (PRL);
• Corticotrofos secretam hormônio adrenocorticotrófico (ACTH).
O eixo hipotálamo-hipófise e o controle de liberação 
hormonal
Neuro-hipófise Não sintetiza 
hormônios
Armazena e 
libera dois 
hormônios
Hormônio antidiurético (ADH)
Ocitocina
O eixo hipotálamo-hipófise e o controle de liberação 
hormonal
HORMÔNIO DO CRESCIMENTO 
 Promove aumento de tamanho das células do número de mitoses;
 Multiplicação e diferenciação específica de alguns tipos celulares;
 Aumento da síntese de proteínas na maioria das células do corpo;
 Aumento da mobilização dos ácidos graxos do tecido adiposo;
 Aumento do nível de ácidos graxos no sangue;
 Aumento da utilização dos ácidos graxos como fonte de energia e 
redução da utilização da glicose pelo organismo. 
O eixo hipotálamo-hipófise e o controle de liberação 
hormonal
Osso: o GH estimula o crescimento longitudinal, aumentando a formação de novo osso e 
cartilagem. 
Tecido adiposo: o GH estimula a liberação e a oxidação dos ácidos
graxos livres, particularmente durante o jejum.
Músculo esquelético: o GH exerce ações anabólicas sobre o tecido
muscular esquelético.
Fígado: o GH promove a gliconeogênese e reduz a captação de
glicose, e o resultado consiste na estimulação da produção hepática
de glicose.
O eixo hipotálamo-hipófise e o controle de liberação 
hormonal
Sistema nervoso central: o GH exerce seus efeitos modulando o
humor e o comportamento.
Metabolismo: de modo geral, o GH contrapõe-se à ação da
insulina sobre o metabolismo dos lipídeos e da glicose,
diminuindo a utilização da glicose pelo músculo esquelético,
aumentando a lipólise e estimulando a produção hepática de
glicose
Sistema imune: o GH afeta múltiplos aspectos da resposta imune, incluindo as
respostas das células B e a produção de anticorpos, a atividade das células natural killer,
a atividade dos macrófagos e a função dos linfócitos T.
O eixo hipotálamo-hipófise e o controle de liberação 
hormonal
Fonte: Human Anatomy Atlas 2021.
Essa glândula secreta dois hormônios principais:
Tiroxina, também chamada de tetraiodotironina (T4), pois contém quatro átomos de iodo, e tri-
iodotironina (T3), que contém três átomos de iodo. 
Fonte: Livro didático da disciplina.
TSH
Tireotrofina (TRH) 
O eixo hipotálamo-hipófise e o controle de liberação 
hormonal
 Níveis reduzidos de T e T ou taxa metabólica baixa estimulam o hipotálamo a secretar TRH.
 O TR entra nas veias porto-hipofisárias e flui para a adeno-hipófise, onde estimula os tireotrofos
a secretar TSH.
Controle liberação dos hormônios da tireóide: 
 O TSH estimula praticamente todos os aspectos da atividade celular
dos folículos da tireoide, inclusive captação de iodeto, síntese e
secreção de hormônio e crescimento das células foliculares.
 As células foliculares da tireoide liberam T e T no sangue até que a
taxa metabólica volte ao normal.
 O nível elevado de T inibe a liberação de TRH e TSH (inibição por
feedback negativo).
O eixo hipotálamo-hipófise e o controle de liberação 
hormonal
EFEITOS DOS HORMÔNIOS DA TIREOIDE SOBRE OS ÓRGÃOS 
Sistema cardiovascular: os hormônios da tireoide aumentam o
débito cardíaco e o volume sanguíneo, bem como diminuem a
resistência vascular sistêmica.
Tecido adiposo: os hormônios da tireoide induzem a diferenciação
do tecido adiposo branco, as enzimas lipogênicas e o acúmulo
intracelular de lipídeos; estimulam a proliferação dos adipócitos;
estimulam as proteínas de desacoplamento e desacoplam a
fosforilação oxidativa.
Osso: o hormônio tireoidiano é essencial para o crescimento e o desenvolvimento dos ossos por 
meio da ativação de osteoclastos e osteoblastos. 
O eixo hipotálamo-hipófise e o controle de liberação 
hormonal
EFEITOS DOS HORMÔNIOS DA TIREOIDE SOBRE OS ÓRGÃOS 
Cérebro: os hormônios tireoidianos controlam a expressão de genes
envolvidos na mielinização, na diferenciação celular, na migração e na
sinalização.
Função reprodutiva: a função normal da tireoide é necessária para a
foliculogênese, a sobrevida das células da granulosa, a
espermatogênese, a fertilização, a função placentária e a gestação.
Fígado: os hormônios da tireoide regulam o metabolismo dos triglicerídeos e do colesterol, bem 
como a homeostasia das lipoproteínas.
Hipófise: os hormônios da tireoide regulam a síntese dos hormônios hipofisários, estimulam a 
produção do hormônio do crescimento e inibem o TSH.
O eixo hipotálamo-hipófise e o controle de liberação 
hormonal
DOENÇAS E FARMACOTERAPIAS RELACIONADAS AOS HORMÔNIOS DE CRESCIMENTO E TIREOIDIANOS
A incapacidade de secretar o GH ou 
aumentar a secreção de IGF-1 
durante a puberdade resulta em 
retardo do crescimento. 
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/descalco-pe-descalco-moda-tendencia-5012352/. Acesso em: 1 ag. 2023.
Os efeitos anabólicos do GH são mediados  fator de 
crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1).