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• Autor dos livros: • EDUCAÇÃO INCLUSIVA E EDUCAÇÃO ESPECIAL (Cap. AUTISMO e EDUCAÇÃO INCLUSIVA) – Imprece – Out/2019 • AUTISMO – UM OLHAR POR INTEIRO (Cap. DESVENDANDO O AUTISMO: MITOS E VERDADES) – Literare Books – Out/2020 • TDAH - Paulinas Editora - Agosto/2023 • TDAH e VOCÊ - Literare Books - Capítulo - TDAH e DIAGNÓSTICO - Agosto/2023 • TEA: Histórias, casos e relatos - Litearre Books - Capítulo: TEA e o PERCURSO HISTÓRICO - Dezembro/2023 - TEA • Alterações sensoriais – 90% • Deficiência intelectual – 75 a 80% • Distúrbios do sono – 80% • Transtorno de ansiedade – 30 a 80% • Problemas motores – 60 a 70% • Restrição ou seletividade alimentar – 60% • TDAH – 34 a 44% • Epilepsia – 18 a 30% • Síndrome de Down – 24% • Bipolaridade – 20% • Distúrbios gastrointestinais – 10% • Síndrome de Tourette – 4 a 6% • Esquizofrenia – 0,6% • Transtorno mental associado – 70% • Presença de 2 ou mais transtornos associados – 40% • Continuamos trabalhando por uma e menos CAPACITISTA , • Continuamos trabalhando por uma de qualidade, • que não apenas recebe o por imposição das LEIS, • mas que acima de tudo busque, mesmo com muita dificuldade, as reais e • a . • Porém, a ESCOLA que temos continua ainda AVALIANDO a • CAPACIDADE DE APRENDIZAGEM dos nossos alunos dessa forma: Cuidado PROFISSIONAL para não achar que seu PLANO DE ATENDIMENTO ou de ATIVIDADES irá contemplar a todos os seus pacientes com AUTISMO... Cuidado Sr. MÉDICO para não achar que todo AUTISTA precisa de MEDICAÇÃO e que seu DESENVOLVIMENTO não pode melhorar, cada caso merece uma análise criteriosa... Não estamos falando de um MODELO de AUTISTA, mas SIM de um “ESPECTRO” de variações para uma mesma condição diagnóstica... Cada caso é um caso singular. DSM 5 e CID-11 •TEA MODERADO – - Exigindo apoio substancial •TEA SEVERO – - Exigindo apoio muito substancial • De acordo com o DSM 5, o Transtorno do Espectro Autista – TEA - Critérios Diagnósticos 299.00 (F84.0), caracteriza-se por: • A. DÉFICITS PERSISTENTES NA COMUNICAÇÃO SOCIAL E NA INTERAÇÃO SOCIAL EM MÚLTIPLOS CONTEXTOS, conforme manifestado pelo que segue, atualmente ou por história prévia: • 1. Déficits na reciprocidade socioemocional, variando, de abordagem social anormal e • dificuldade para estabelecer uma conversa normal a compartilhamento reduzido de interesses, emoções ou afeto, a dificuldade para iniciar ou responder a interações sociais. • 2. Déficits nos comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social, variando, de comunicação verbal e não verbal pouco integrada a anormalidade no contato visual e linguagem corporal ou déficits na compreensão e uso de gestos, a ausência total de expressões faciais e comunicação não verbal. • 3. Déficits para desenvolver, manter e compreender relacionamentos, variando, de dificuldade em ajustar o comportamento para se adequar a contextos sociais diversos a dificuldade em compartilhar brincadeiras imaginativas ou em fazer amigos, a ausência de interesse por pares. • Especificar a gravidade atual: A gravidade baseia-se em prejuízos na comunicação social e em padrões de comportamento restritos e repetitivos. • B. PADRÕES RESTRITOS E REPETITIVOS DE COMPORTAMENTO, INTERESSES OU ATIVIDADES, conforme manifestado por pelo menos dois dos seguintes, atualmente ou por história prévia (os exemplos são apenas ilustrativos, e não exaustivos; ver o texto): • 1. Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos (p. ex., estereotipias motoras simples, alinhar brinquedos ou girar objetos, ecolalia, frases idiossincráticas). • 2. Insistência nas mesmas coisas, adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal (p. ex., sofrimento extremo em relação a pequenas mudanças, dificuldades com transições, padrões rígidos de pensamento, rituais de saudação, necessidade de fazer o mesmo caminho ou ingerir os mesmos alimentos diariamente). • 3. Interesses fixos e altamente restritos que são anormais em intensidade ou foco (p. ex., forte apego a ou preocupação com objetos incomuns, interesses excessivamente circunscritos ou perseverativos). • 4. Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos sensoriais do ambiente (p. ex., indiferença aparente a dor/temperatura, reação contrária a sons ou texturas específicas, cheirar ou tocar objetos de forma excessiva, fascinação visual por luzes ou movimento). • Especificar a gravidade atual: A gravidade baseia-se em prejuízos na comunicação social e em padrões restritos ou repetitivos de comportamento. • C. OS SINTOMAS DEVEM ESTAR PRESENTES PRECOCEMENTE NO PERÍODO DO DESENVOLVIMENTO (mas podem não se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas ou podem ser mascarados por estratégias aprendidas mais tarde na vida). • D. OS SINTOMAS CAUSAM PREJUÍZO CLINICAMENTE SIGNIFICATIVO NO FUNCIONAMENTO SOCIAL, PROFISSIONAL OU EM OUTRAS ÁREAS IMPORTANTES DA VIDA DO INDIVÍDUO NO PRESENTE. • E. ESSAS PERTURBAÇÕES NÃO SÃO MAIS BEM EXPLICADAS POR DEFICIÊNCIA INTELECTUAL (TRANSTORNO DO DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL) OU POR ATRASO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO. • Deficiência intelectual ou transtorno do espectro do autismo – TEA, costumam ser comórbidos; • para fazer o diagnóstico da comorbidade de transtorno do espectro do autismo e deficiência intelectual, • a comunicação social deve estar abaixo do esperado para o nível geral do desenvolvimento. • Nota: • Indivíduos com diagnóstico do DSM-IV de transtorno autista, Asperger ou transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação devem receber o diagnóstico de TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO - TEA. • Indivíduos com déficits acentuados na comunicação social, cujos sintomas, não atendam critérios de TEA, devem ser avaliados em relação a transtorno da comunicação social (pragmática). • Especificar se: • Com ou sem comprometimento intelectual concomitante • Com ou sem comprometimento da linguagem concomitante • Associado a alguma condição médica ou genética conhecida ou a fator ambiental (Usar código adicional para identificar a condição médica ou genética associada.) • Associado a outro transtorno do neurodesenvolvimento, mental ou comportamental (Usar código[s] adicional[is] para identificar o[s] transtorno[s] do neurodesenvolvimento, mental ou comportamental associado[s].) • Com catatonia (consultar os critérios para definição de catatonia associados a outro transtorno mental, p. 119-120) (Usar o código adicional 293.89 [F06.1] de catatonia associada a transtorno do espectro do autismo para indicar a presença de catatonia comórbida.) Nível 1 "Exigindo apoio" NA AUSÊNCIA DE APOIO, déficits na comunicação social causam prejuízos notáveis. ü Dificuldade para iniciar interações sociais; ü Pode apresentar interesse reduzido por interações sociais. ü Inflexibilidade de comportamento causa interferência significativa no funcionamento em um ou mais contextos. ü Dificuldade em trocar de atividade. ü Problemas para organização e planejamento são obstáculos à independência. NÍVEL DE GRAVIDADE COMUNICAÇÃO SOCIAL COMPORTAMENTOS RESTRITOS E REPETITIVOS Nível 2 "Exigindo apoio substancial' üDéficits graves nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal; ü prejuízos sociais aparentes mesmo na presença de apoio; ü limitação em dar início a interações sociais e ü resposta reduzida ou anormal a aberturas sociais que partem de outros. ü Inflexibilidade do comportamento, ü dificuldade de lidar com a mudança ü comportamentos restritos/repetitivos aparecem com frequência e interferem no funcionamento em uma variedade de contextos. ü Sofrimento e/ou dificuldade de mudar o foco ou as ações. NÍVEL DE GRAVIDADE COMUNICAÇÃO SOCIALCOMPORTAMENTOS RESTRITOS E REPETITIVOS Nível 3 "Exigindo apoio muito substancial' ü Déficits graves nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal causam prejuízos graves de funcionamento, ü grande limitação em dar início a interações sociais e resposta mínima a aberturas sociais que partem de outros. ü Inflexibilidade de comportamento, ü extrema dificuldade em lidar com a mudança ou ü outros comportamentos restritos/repetitivos interferem acentuadamente no funcionamento em todas as esferas. ü Grande sofrimento/dificuldade para mudar o foco ou as ações. NÍVEL DE GRAVIDADE COMUNICAÇÃO SOCIAL COMPORTAMENTOS RESTRITOS E REPETITIVOS • AUTISMO EM ADULTOS pode parecer incomum, mas é possível que as pessoas cheguem à fase adulta e não saibam que convivem há anos com o TEA (Transtorno do Espectro Autista). • Normalmente esses indivíduos não apresentaram características muito evidentes para esse quadro diagnostico. • Sã pessoas que vivem normalmente, realizam atividades como qualquer pessoa: • trabalham, estudam, constituem famílias... • Vale destacar que alguns traços ganham mais evidência para quem convive cm essas pessoas. http://entendendoautismo.com.br/artigo/avaliacao-transtorno-espectro-autista-tea/ • São pessoas inteligentes e muito envolvidas no que fazem e sua capacidade cognitiva permite sua autonomia. • Porém é importante destacar algumas dificuldades: • manter interação com seu interlocutor, contato visual, etc. • o autismo em adulto passa despercebido, porque as pessoas nesse contexto são apenas consideradas tímidas, reservadas, até mesmo esquisitas. • Além disso, como ficar sabendo que o adulto convive com TEA? Como está ao DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM? ATRASOS SIGNIFICATIVOS DE FALA e LINGUAGEM COMUNICAÇÃO VERBAL ou NÃO VERBAL POBRES LINGUAGEM PEDANTE com RITMO e ENTONAÇÃO PECULIARES DIFICULDADES em ENTENDER e EXPRESSAR EMOÇOES PRESENÇA de ECOLALIAS TARDIAS e IMEDIATAS : • DIFICULDADES NA IMITAÇÃO SOCIAL • INVERSÃO PRONOMINAL • AFASIA NOMINAL • DISCURSO MONOTÔNICO - Dificuldade em colocar emoções em seu discurso • FALA MONOTEMÁTICA / HIPERFOCADA • Dificuldades em interpretar sutis sinais de comunicação • Dificuldade de se colocar no lugar do outro - empatia • BAIXA CURIOSIDADE SOCIAL, que dificulta o relato nas conversações •Dificuldade na NARRATIVA DE EVENTOS PASSADOS •INCOMPREENSÃO da intenção das perguntas e das ações do interlocutor •Dificuldade na identificação de sutilezas e questões subentendidas de um discurso – ironias, piadas, duplo sentido.... •Compreensão concreta e literal das falas / palavras • Avaliação e Abordagem FONOAUDIOLÓGICA; • Estimulação continuada nos ambientes DOMICILIARES, ESCOLARES e SOCIAIS; • ESTÍMULOS: Insista em perguntar sobre seu dia a dia; • Sempre verbalizar quando em interação com a criança, mesmo que ela não fale; • Evite excesso de informações durante a sua fala; Como podemos estimular a LINGUAGEM FUNCIONAL / COMUNICAÇÃO SOCIAL? • Fale de forma CLARA e DIRETA; • Utilize-se de recursos ou estímulos VISUAIS • Use um comando por vez; • Em alguns casos pode-se usar o HIPERFOCO da criança para ganhar sua atenção.. • Estimular contação de histórias e atividades onde a criança possa fazer narrativas e se expressar; • Perguntar sobre as vivências da criança em momentos do seu dia; • Permitir que a criança encontre uma forma qualquer de COMUNICAÇÃO... •FORMA INTENSA de CONCENTRAÇÃO em um MESMO TEMA, TAREFA ou TOPICO; •Podem ser temas do HIPERFOCO: músicas, livros, filmes, letras, números, animais etc. •É muito frequente em pessoas cm TEA, mas também podem acontecer em outras situações como no TDAH, por exemplo; •Acontece em pelo menos 80% das pessoas cm TEA – como forma de proteção cerebral, um escape, visto que seu cérebro pode estar ligado em vários pensamentos ao mesmo tempo. O que fazer quando a criança apresenta esse HIPERFOCO? OBSESSÃO por determinados TEMAS COMUNICA-SE melhor apenas quando fala de TEMAS de seu interesse INTERESSE MONOTEMÁTICO e REPETITIVO por TEMAS específicos Promova momentos de INTERAÇÃO SOCIAL com a criança – Seu HIPERFOCO pode ser grande auxiliar nesse processo; Crie estratégias para a interação com a criança – RECURSOS LÚDICOS podem representar caminhos mais fáceis; Promova cenas de ATENÇÃO COMPARTILHADA – atividades de imitação, observação do outro, olho no olho – GARRAFAS SENSORIAIS, aproximação do recursos ao seu campo visual e da criança - compartilhar momentos e situações... Utilize-se de seu INTERESSE para que a interação aconteça e crie um elo ; O que fazer quando a criança apresenta esse HIPERFOCO? E como ele pode auxiliar nas INTERAÇÕES SOCIAIS? 5. O QUE MAIS CARACTERIZA O AUTISMO? •PODEM APRESENTAR DIFICULDADES NA MANUTENÇÃO DO CONTATO VISUAL DICAS: 1. Falar sempre próximo da criança e na altura do seu olhar; 2.Use o brinquedo do interesse da criança e aproxime dos nossos olhos antes de entregar a criança – buscando assim um contato ocular com ela; 3.Chame a atenção da criança para o nosso olhar – atenção compartilhada; 4.Use momentos de interação com a criança e brinque com ela, sempre chamando a sua atenção para que esse contato aconteça; 5.Brinque com mais frequência no chão com a criança, isso favorece uma maior interação com ela... Age como se não escutasse, ou responde de maneira inconsistente ao ser chamado pelo seu nome... OBRIGADO!!!! ü prof.wilsoncandido@gmail.com