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COMUNICAÇÃO DOS 
ATOS PROCESSUAIS
ÍNDICE
1. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS ...............................................................................................4
2.  COMUNICAÇÃO ENTRE JUÍZO E PARTE - CITAÇÃO - PARTE I ..................................5
Citação – parte I ....................................................................................................................................................................5
3.  COMUNICAÇÃO ENTRE JUÍZO E PARTE - CITAÇÃO - PARTE II.................................7
Citação física ...........................................................................................................................................................................7
4.  COMUNICAÇÃO ENTRE JUÍZO E PARTE - CITAÇÃO - PARTE III ...............................9
Citação Ficta ...........................................................................................................................................................................9
5.  COMUNICAÇÃO ENTRE JUÍZO E PARTE - CITAÇÃO - PARTE IV .............................12
Efeitos da citação ................................................................................................................................................................12
6.  COMUNICAÇÃO ENTRE JUÍZO E PARTE - CITAÇÃO - PARTE V ..............................14
7.  COMUNICAÇÃO ENTRE JUÍZO E PARTE - INTIMAÇÃO .............................................16
Intimação ............................................................................................................................................................................... 16
8.  COMUNICAÇÃO ENTRE JUÍZOS - CARTAS - PARTE I ...............................................18
Cartas ...................................................................................................................................................................................... 18
9.  COMUNICAÇÃO ENTRE JUÍZOS - CARTAS - PARTE II ............................................. 20
Carta arbitral ........................................................................................................................................................................ 20
Carta de ordem .................................................................................................................................................................. 20
Carta precatória ................................................................................................................................................................. 20
Carta rogatória ......................................................................................................................................................................21
Auxílio Direto .........................................................................................................................................................................21
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1. Noções Introdutórias
Os artigos introdutórios do Código de Processo Civil evidenciam a aplicação do 
neoprocessualismo, que garante a todos o direito à ampla defesa e ao contraditório. 
Desta forma, se alguém tem, em seu desfavor, um processo, ele só terá condições de se 
defender se tiver conhecimento de todo o andamento processual. Assim, durante o processo, 
a parte, o executado ou terceiro interessado devem ser comunicados sobre todos os atos 
relativos à demanda. 
As comunicações entre juízos e partes podem ser feitas por meio da citação ou intimação. 
Entre juízos, as comunicações podem ser feitas por meio de carta, podendo ser: ordem, 
precatória, rogatória ou arbitral.
É importante ressaltar um dever importante dado para as partes: manter atualizados seus 
dados cadastrais no Poder Judiciário, tendo em vista que muita das comunicações passaram 
a ser, em regra, feitas pelo meio eletrônico. 
Na comunicação dos atos processuais, existe o princípio da instrumentalidade que é 
utilizado para avaliar a validade ou invalidade de um ato. Ou seja, vícios podem ser superados se 
a parte que recebeu a comunicação compreendeu a informação, ou seja, se o objetivo foi 
atingido.
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2. Comunicação entre Juízo e Parte - Citação - Parte I
Citação – parte I
A citação é o ato que cientifica e convoca o réu, executado ou terceiro interessado a integrar 
a relação processual. É o resultado natural da petição inicial admitida pelo juízo. No despacho 
de admissão haverá a citação. Como não se trata de uma decisão, mas sim de uma mera 
comunicação, não é passível de recurso. 
Durante algum tempo, debateu-se sobre a citação ser ou não o marco inicial para que o réu 
exerça seu direito de defesa, principalmente sob a forma da contestação. Desde o Código 
de Processo Civil de 2015 considera-se que a citação nem sempre será o temo inicial para 
apresentação da defesa, salvo em ritos especiais ou quando o direito for indisponível e não 
admitir transação. 
A Lei nº 14.195/21, conhecida como a Lei do Ambiente de Negócios, gerou alterações 
consideráveis na forma de se realizar a citação, sobretudo porque passou a adotar a citação 
eletrônica como regra. Assim, as partes passaram a ser obrigadas a manter seus dados 
cadastrais atualizados juntos ao Poder Judiciário e ao Conselho Nacional de Justiça.
A supracitada lei ainda incluiu um parágrafo único no art. 238 do CPC dispondo que  a 
citação será efetivada em até 45 dias a partir da propositura da ação. Assim, atualmente, o 
CPC possui três tipos de citação: a eletrônica, a física e a ficta. 
CITAÇÃO ELETRÔNICA
É o método preferencial da legislação processual civil, desenvolvendo-se da seguinte forma: 
1. Com a propositura da ação, o juiz realizará a citação eletrônica em 2 dias úteis;
2. Recebendo a comunicação em 2 dias úteis, por e-mail, o réu confirmará o recebi-
mento em 3 dias úteis. Não sendo feita essa confirmação, presume-se que ele não foi 
cientificado e a citação será física.
3. Se for confirmado o recebimento do e-mail, o prazo para resposta conta-se depois 
de 5 dias úteis. 
O réu que se manifestar sem ter respondido ao e-mail da citação, deverá justificar a falta de 
resposta sob pena de multa de 5% sob o valor da causa. 
Art. 246, CPC. A citação será feita preferencialmente por meio eletrônico, no prazo de até 2 (dois) dias úteis, 
contado da decisão que a determinar, por meio dos endereços eletrônicos indicados pelo citando no banco de 
dados do Poder Judiciário, conforme regulamento do Conselho Nacional de Justiça.
§1º As empresas públicas e privadas são obrigadas a manter cadastro nos sistemas de processo em autos 
eletrônicos, para efeito de recebimento de citações e intimações, as quais serão efetuadas preferencialmente 
por esse meio.
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§1º-A A ausência de confirmação, em até 3 (três) dias úteis, contados do recebimento da citação eletrônica, 
implicará a realização da citação:
I - pelo correio;
II - por oficial de justiça;
III - pelo escrivão ou chefe de secretaria, se o citando comparecer em cartório;
IV - por edital.
§1º-B Na primeira oportunidade de falar nos autos, o réu citado nas formas previstas nos incisos I, II, III e IV do 
§1º-A deste artigo deverá apresentar justa causa para a ausência de confirmação do recebimento da citação 
enviada eletronicamente.
§1º-C Considera-se ato atentatório à dignidade da justiça, passível de multa de até 5% (cinco por cento) do 
valor da causa, deixar de confirmar no prazo legal, sem justa causa, o recebimento da citação recebida por meio 
eletrônico.
É importante relacionar o art. mencionado com o art. 77, VII, do CPC, que após alterações, 
passou a estabelecer que é dever das partes, de seus procuradores e daqueles que, de 
qualquer forma, participem do processo informar e manter atualizados os dados cadastrais 
perante os órgãos do Poder Judiciário.
Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de seus procuradores e de todos 
aqueles que de qualquer forma participemdo processo: [...]
VII – informar e manter atualizados seus dados cadastrais perante os órgãos do Poder Judiciário e, no caso do 
§ 6º do art. 246 deste Código, da Administração Tributária, para recebimento de citações e intimações. (Incluído 
pela Lei n. 14.195, de 2021)
Além do endereço eletrônico, é comum também, informar o número de celular das partes. 
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3. Comunicação entre Juízo e Parte - Citação - Parte II
Citação física
A citação física é a modalidade de citação mais tradicional e se orienta por alguns vetores 
interpretativos: princípio da instrumentalidade, princípio do prejuízo e a presunção de 
conhecimento do ato. 
O princípio da instrumentalidade afirma que se considera válida a citação que atingiu o 
objetivo de integrar o réu à relação processual, independente dos erros que tiver.
O princípio do prejuízo é um resultado natural da instrumentalidade das formas, pois só 
admite a nulidade do ato que prejudicar a parte.
Por sua vez, a presunção de conhecimento do ato citatório é um efeito específico da 
citação pessoal, não aplicável à citação eletrônica e ficta. Ela é responsável por gerar revelia, 
uma vez que, não apresentando resposta, presumem-se relativamente verdadeiros os fatos 
alegados pelo autor. É o que se chama de pena de confesso. 
A Lei nº 14.195/21 estabeleceu que a citação física deve ser realizada no prazo de 45 dias úteis 
contados da propositura da ação. Assim como na citação eletrônica, o prazo não é para o juiz 
mandar realizar o ato, mas para a sua efetiva realização. 
Excepcionalmente, é admissível a citação por carta rogatória quando o réu está no estrangeiro, 
em local acessível para a jurisdição brasileira. E diferentemente das demais espécies de cartas 
rogatórias, o autor não precisa comprovar o requisito de imprescindibilidade. 
Existem três tipos de citação física: pelo correio, por oficial de justiça e pelo Escrivão ou Chefe 
de Secretaria. 
CITAÇÃO FÍSICA PELO CORREIO
A citação é feita por meio da entrega de correspondência com aviso de recebimento (AR) e 
o prazo se inicia com a juntada do AR nos autos. A citação por correio é utilizada em quase 
todas as situações, exceto quando o citando for incapaz, pessoa jurídica de direito público ou 
residir em local não atendido pelos correios. 
As ações sobre o estado das pessoas e de usucapião de imóvel que não seja de unidade 
autônoma de condomínio também não admitem a citação por correio e caso o autor demonstre 
justa causa para que se realize a comunicação por outra forma, também será substituída. 
Art. 247, CPC. A citação será feita por meio eletrônico ou pelo correio para qualquer comarca do País, exceto: 
(Redação dada pela Lei n. 14.195, de 2021)
I – nas ações de estado, observado o disposto no art. 695, § 3º ;
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II – quando o citando for incapaz;
III – quando o citando for pessoa de direito público;
IV – quando o citando residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência;
V – quando o autor, justificadamente, a requerer de outra forma.
CITAÇÃO POR OFICIAL DE JUSTIÇA
Se a citação por correio for frustrada ou não permitida, caberá a citação por oficial de justiça. 
Ela acontece via leitura do mandado e entrega da contrafé, um documento que contém a 
qualificação das partes e um resumo do processo.
De preferência, a citação por oficial de justiça é realizada entre às 6h e 20h dos dias úteis, 
embora o oficial de justiça possa flexibilizar seus horários mesmo sem autorização do juiz. 
O início do prazo é a partir da juntada do mandado de citação positivo nos autos. 
CITAÇÃO FEITA PELO ESCRIVÃO OU CHEFE DE SECRETARIA
É uma modalidade de citação conveniente. Realizada quando o citando ou seu advogado estão 
no fórum e casualmente tomam conhecimento de uma nova demanda após comunicação 
do chefe do cartório. 
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4. Comunicação entre Juízo e Parte - Citação - Parte III
Citação Ficta
A citação ficta é a modalidade residual no direito processual brasileiro, utilizada somente em 
situações excepcionais. São duas modalidades, a citação por hora certa ou a citação por 
edital. 
Diferentemente da modalidade física/pessoal, a citação ficta pode não gerar a presunção 
de conhecimento do ato citatório e, consequentemente, não permite os efeitos da revelia. 
Isso significa que se o réu não apresenta resposta, não serão considerados relativamente 
verdadeiros os fatos sustentados na petição inicial. 
Vale ressaltar que não há pena de confesso nas citações por edital.  O único resultado do 
silêncio após a citação ficta é a nomeação de um curador especial, função exercida pela 
Defensoria Pública. 
A citação ficta só é utilizada quando não for possível localizar o réu, seja porque sele se ocultou 
ou porque não é possível saber onde ele está. 
CITAÇÃO POR HORA CERTA
Essa modalidade de citação ficta é utilizada para quando o réu se oculta para não ser citado 
pelo oficial de justiça.
Ela acontece quando oficial procura o réu, em dois dias distintos e não o encontra. Após a 
segunda tentativa, havendo a suspeita de ocultação, o oficial de justiça intima uma pessoa 
da família ou vizinho e informa que, no dia útil seguinte, retornará em determinado horário.
No dia e horário marcado, o oficial retorna ao endereço e, caso o citado não esteja, bem como 
vizinhos e pessoas da família não estejam ou recusem receber o mandado citatório, todos os 
fatos serão relatados ao magistrado por meio da Certidão de Oficial de Justiça.
O oficial entrega a contrafé a familiar ou vizinho e a citação por hora certa ao escrivão ou 
chefe de secretaria. O cartório enviará uma carta registrada para o réu em 10 dias dando-lhe 
ciência. 
Art. 252, CPC. Quando, por 2 (duas) vezes, o oficial de justiça houver procurado o citando em seu domicílio ou 
residência sem o encontrar, deverá, havendo suspeita de ocultação, intimar qualquer pessoa da família ou, em 
sua falta, qualquer vizinho de que, no dia útil imediato, voltará a fim de efetuar a citação, na hora que designar.
Parágrafo único. Nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com controle de acesso, será válida a intimação 
a que se refere o caput feita a funcionário da portaria responsável pelo recebimento de correspondência.
Art. 253, CPC. No dia e na hora designados, o oficial de justiça, independentemente de novo despacho, 
comparecerá ao domicílio ou à residência do citando a fim de realizar a diligência.
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§1º Se o citando não estiver presente, o oficial de justiça procurará informar-se das razões da ausência, dando 
por feita a citação, ainda que o citando se tenha ocultado em outra comarca, seção ou subseção judiciárias.
§2º A citação com hora certa será efetivada mesmo que a pessoa da família ou o vizinho que houver sido 
intimado esteja ausente, ou se, embora presente, a pessoa da família ou o vizinho se recusar a receber o 
mandado.
§3º Da certidão da ocorrência, o oficial de justiça deixará contrafé com qualquer pessoa da família ou vizinho, 
conforme o caso, declarando-lhe o nome.
§4º O oficial de justiça fará constar do mandado a advertência de que será nomeado curador especial se houver 
revelia.
Art. 254, CPC. Feita a citação com hora certa, o escrivão ou chefe de secretaria enviará ao réu, executado ou 
interessado, no prazo de 10 (dez) dias, contado da data da juntada do mandado aos autos, carta, telegrama ou 
correspondência eletrônica, dando-lhe de tudo ciência.
CITAÇÃO POR EDITAL
É hipótese de comunicação utilizada para situações em que o citando esteja em local 
desconhecido ou inacessível. Consideram-se inacessíveis os locais nos quais a jurisdição 
brasileira não consegue chegar, seja no estrangeiro ou dentro do território nacional, como 
acontece em algumas comunidades do Rio de Janeiro.
Art. 256, CPC. A citação por edital será feita:
I – quando desconhecido ou incerto o citando;
II – quando ignorado, incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar o citando;
III – nos casos expressos em lei.
§1ºConsidera-se inacessível, para efeito de citação por edital, o país que recusar o cumprimento de carta 
rogatória.
§2º No caso de ser inacessível o lugar em que se encontrar o réu, a notícia de sua citação será divulgada 
também pelo rádio, se na comarca houver emissora de radiodifusão.
Art. 257, CPC. São requisitos da citação por edital:
I – a afirmação do autor ou a certidão do oficial informando a presença das circunstâncias autorizadoras;
II – a publicação do edital na rede mundial de computadores, no sítio do respectivo tribunal e na plataforma de 
editais do Conselho Nacional de Justiça, que deve ser certificada nos autos;
III – a determinação, pelo juiz, do prazo, que variará entre 20 (vinte) e 60 (sessenta) dias, fluindo da data da 
publicação única ou, havendo mais de uma, da primeira;
IV – a advertência de que será nomeado curador especial em caso de revelia.
Parágrafo único. O juiz poderá determinar que a publicação do edital seja feita também em jornal local de ampla 
circulação ou por outros meios, considerando as peculiaridades da comarca, da seção ou da subseção judiciárias.
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Para que a citação por edital ocorra, é preciso exaurir os outros meios. O edital será publicado 
na internet e, se o Juiz entender conveniente, em jornal local, pelo prazo de 20 a 60 dias. 
Nas ações de usucapião de imóvel e recuperação ou substituição de título ao portador, 
serão publicados editais independentemente de o réu estar em local desconhecido ou 
inacessível, porque a legislação entende que possui possível interesse de terceiros. 
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5. Comunicação entre Juízo e Parte - Citação - Parte IV
Efeitos da citação
A nulidade ou existência da citação é um dos vícios mais graves, de natureza, transrescisória. 
Existe até uma medida específica para combater o evento, denominada querela nullitatis, 
embora se utilize, também, a ação rescisória. 
A querela nullitatis é uma ação judicial declaratória que tem como objeto a alegação, debate 
e demonstração da existência de vício processual insanável que macula a coisa julgada 
material. 
O vício precisa ser ponderado à luz dos princípios da instrumentalidade das formas e prejuízo, 
uma vez que o seu reconhecimento, ou seja, a constatação de que a citação não produziu 
seus efeitos, anulará todo o processo, tendo em vista a ausência do contraditório e ampla 
defesa. 
Mas, se não houver vício na citação, ou se tratando de vício superável, pode-se afirmar que a 
citação produzirá três efeitos: induzirá litispendência, tornará litigiosa a coisa e constituirá o 
devedor em mora.
Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a 
coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro 
de 2002 (Código Civil) .
INDUZIR LITISPENDÊNCIA
A litispendência é um pressuposto processual extrínseco, negativo e de existência. Significa 
a existência de duas ações idênticas quanto às partes, pedido e causa de pedir. 
TORNAR LITIGIOSA A COISA
Ao chamar o réu, a citação termina a triangulação processual e faz com que o objeto em 
discussão seja declarado litigioso. O regime jurídico da coisa litigiosa é diferente das demais, 
pois sofre limitações e está sob fiscalização do juiz. 
Contudo, isso não proíbe que a coisa seja transferida para terceiro. Mas havendo má-fé, será 
considerado como ato contra a dignidade da justiça e chamado de inovação ilegal. 
CONSTITUIÇÃO DO DEVEDOR EM MORA
Aplica-se só para relações jurídicas com mora ex persona de efeito não automático. Sendo 
relação jurídica marcada pela mora ex re, de caráter declaratório, a citação não constitui o 
devedor em mora, tendo em vista que a própria lei já o fez com o vencimento da obrigação.
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Havendo mais de um réu e citados em datas diferentes, o termo inicial para os juros de mora 
é a data da primeira citação. 
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6. Comunicação entre Juízo e Parte - Citação - Parte V
A Citação é condição essencial para todo e qualquer processo?
Não, processos que resultem em indeferimento de petição inicial e improcedência liminar do 
pedido, não exigem citação. 
Quem tem o dever de viabilizar a citação? 
O Autor, pois, embora a providência seja determinada pelo Juiz, as custas e informações 
serão fornecidas pelo demandante no prazo de 10 dias. 
Qual a natureza jurídica da citação? 
A citação é um ato de comunicação direta, indicando que, a princípio, o objetivo é comunicar 
o demandado em pessoa. Mas, nada impede que seja feita na pessoa do representante legal 
ou convencional; nestes casos, será considerada como citação indireta. 
A citação deve ser realizada imediatamente? 
Considerando os prazos estabelecidos, em regra, não há condição que impeça que a citação 
seja feita prontamente. Só há 4 situações que a postergam:
1. Enquanto perdurar culto religioso;
2. Enquanto perdurar doença grave;
3. Três dias seguintes ao casamento e;
4. Sete dias seguintes à morte de um parente. 
Art. 244, CPC. Não se fará a citação, salvo para evitar o perecimento do direito:
I - de quem estiver participando de ato de culto religioso;
II - de cônjuge, de companheiro ou de qualquer parente do morto, consanguíneo ou afim, em linha reta ou na 
linha colateral em segundo grau, no dia do falecimento e nos 7 (sete) dias seguintes;
III - de noivos, nos 3 (três) primeiros dias seguintes ao casamento;
IV - de doente, enquanto grave o seu estado.
Quem é obrigado a realizar o cadastramento eletrônico?
Os litigantes habituais, fixados pela legislação como as pessoas jurídicas, de direito público ou 
privado, incluindo o MP e a Defensoria Pública. Todos os referidos estão submetidos à multa 
de 5% se descumprirem. 
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As pessoas naturais, microempresas e Empresas de Pequeno Porte estão dispensados. 
Contudo, ME e EPP podem receber a multa se não tiverem endereço eletrônico no sistema 
REDESIM, um cadastro paralelo ao Poder Judiciário. 
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7. Comunicação entre Juízo e Parte - Intimação
Intimação
A intimação é o ato pela qual se dá ciência a alguém dos atos e dos termos do processo. 
Art. 269, CPC. Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e dos termos do processo.
§1º É facultado aos advogados promover a intimação do advogado da outra parte por meio do correio, juntando 
aos autos, a seguir, cópia do ofício de intimação e do aviso de recebimento.
§2º O ofício de intimação deverá ser instruído com cópia do despacho, da decisão ou da sentença.
§3º A intimação da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de suas respectivas autarquias 
e fundações de direito público será realizada perante o órgão de Advocacia Pública responsável por sua 
representação judicial.
A intimação é realizada, preferencialmente, de forma eletrônica pelo Portal ou Diário de 
Justiça. Não é certo existir duplicidade de intimações, no Portal e no Diário de Justiça. Caso 
exista, prevalecerá a intimação realizada pelo Portal Eletrônico. 
Não sendo possível a intimação eletrônica, consideram-se feita as intimações pela publicação 
dos atos no órgão oficial, salvo quando se tratar de intimação das pessoas jurídicas de direito 
público, as quais serão feitas perante o órgão de Advocacia Pública responsável por sua 
representação.
Se os autos forem retirados, presumir-se-á a intimação de qualquer decisão, mesmo aquelas 
que ainda não foram publicadas. 
Art. 270, CPC. As intimações realizam-se, sempre que possível, por meio eletrônico, na forma da lei.
Parágrafo único. Aplica-se ao Ministério Público, à Defensoria Pública e à Advocacia Pública o disposto no § 1º 
do art. 246 .
Art. 271, CPC. O juiz determinará de ofício as intimações em processos pendentes, salvo disposição em 
contrário.
Art. 272, CPC. Quando não realizadas por meio eletrônico, consideram-se feitas as intimações pela publicação 
dos atos no órgão oficial. [...]
§6º A retiradados autos do cartório ou da secretaria em carga pelo advogado, por pessoa credenciada a 
pedido do advogado ou da sociedade de advogados, pela Advocacia Pública, pela Defensoria Pública ou pelo 
Ministério Público implicará intimação de qualquer decisão contida no processo retirado, ainda que pendente 
de publicação.
A intimação é uma comunicação genérica, ordenada pelo juiz de ofício, embora o advogado 
tenha a faculdade de promover a intimação do advogado da outra parte. A princípio, o 
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destinatário da intimação é o advogado da parte ou a sociedade de advogados, sob pena de 
nulidade do ato. 
Quando o processo estiver parado por um tempo considerável, pode ser que o advogado não 
esteja mais patrocinando a parte, desta forma, o ideal é comunicar também a parte, utilizando 
as mesmas regras da citação. 
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8. Comunicação entre Juízos - Cartas - Parte I
Cartas
Os atos processuais são cumpridos por ordem judicial. Caso determinado ato tenha de ser 
praticado fora dos limites territoriais do tribunal, seção ou subseção, será preciso expedir uma 
carta para a prática do ato. 
A carta deve indicar o juízo de origem, o inteiro teor da petição e o ato que precisa de 
cooperação. Em se tratando de carta arbitral, é necessário, ainda, anexar a convenção de 
arbitragem e o instrumento que nomeou árbitro. Conterá, ainda, um prazo fixado pelo juiz 
para o cumprimento do ato e precisará intimar as partes da expedição da carta. 
Art. 260, CPC. São requisitos das cartas de ordem, precatória e rogatória:
I - a inicação dos juízes de origem e de cumprimento do ato;
II - o inteiro teor da petição, do despacho judicial e do instrumento do mandato conferido ao advogado;
III - a menção do ato processual que lhe constitui o objeto;
IV - o encerramento com a assinatura do juiz.
§1º O juiz mandará trasladar para a carta quaisquer outras peças, bem como instruí-la com mapa, desenho ou 
gráfico, sempre que esses documentos devam ser examinados, na diligência, pelas partes, pelos peritos ou 
pelas testemunhas.
§2º Quando o objeto da carta for exame pericial sobre documento, este será remetido em original, ficando nos 
autos reprodução fotográfica.
§3º A carta arbitral atenderá, no que couber, aos requisitos a que se refere o caput e será instruída com a 
convenção de arbitragem e com as provas da nomeação do árbitro e de sua aceitação da função.
Art. 261, CPC. Em todas as cartas o juiz fixará o prazo para cumprimento, atendendo à facilidade das 
comunicações e à natureza da diligência.
§1º As partes deverão ser intimadas pelo juiz do ato de expedição da carta.
§2º Expedida a carta, as partes acompanharão o cumprimento da diligência perante o juízo destinatário, ao qual 
compete a prática dos atos de comunicação.
§3º A parte a quem interessar o cumprimento da diligência cooperará para que o prazo a que se refere o caput 
seja cumprido.
A carta possui caráter itinerante, podendo, antes ou depois de ordenado seu cumprimento, 
ser encaminhada a juízo diverso. Voltará ao juízo de origem quando for cumprida. 
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Art. 262, CPC. A carta tem caráter itinerante, podendo, antes ou depois de lhe ser ordenado o cumprimento, 
ser encaminhada a juízo diverso do que dela consta, a fim de se praticar o ato.
Parágrafo único. O encaminhamento da carta a outro juízo será imediatamente comunicado ao órgão expedidor, 
que intimará as partes.
As cartas são uma forma de cooperação nacional ou internacional entre órgãos jurisdicionais. 
Somente na carta de ordem é que de fato se manifesta alguma hierarquia.
Cumprida a carta, ela será devolvida ao juízo de origem no prazo de 10 dias, sendo a parte que 
a requereu a responsável pelas custas.
Art. 268, CPC. Cumprida a carta, será devolvida ao juízo de origem no prazo de 10 (dez) dias, independentemente 
de traslado, pagas as custas pela parte.
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9. Comunicação entre Juízos - Cartas - Parte II
Existem quatro espécies de cartas: precatórias, rogatórias, de ordem e arbitrais. 
A carta arbitral não se desenvolve só dentro do Poder Judiciário, mas ainda assim tem um 
caráter jurisdicional, pois os árbitros vêm sendo reconhecidos como agentes jurisdicionais 
pelo STJ.
Também existem quatro espécies de mecanismos de cooperação jurídica internacional 
no aspecto cível: auxílio direto, carta rogatória, instrumentos específicos para cobrança de 
alimentos internacionais e retorno de crianças alvos de sequestro internacional.
Carta arbitral
São comunicações feitas pelos juízes arbitrais (atuantes por convenção das partes sobre 
direitos patrimoniais disponíveis) solicitando que o Poder Judiciário determine o cumprimento 
ou pratique ato formulado por juízo arbitral, o que engloba a efetivação de tutela provisória.
Art. 237, CPC. Será expedida carta: [...]
IV - arbitral, para que órgão do Poder Judiciário pratique ou determine o cumprimento, na área de sua 
competência territorial, de ato objeto de pedido de cooperação judiciária formulado por juízo arbitral, inclusive 
os que importem efetivação de tutela provisória.
Carta de ordem
São comunicações entre tribunais e juízes a eles vinculados. Por exemplo, seria o caso do 
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo valer-se do auxílio de um magistrado atuante no 
fórum da Comarca de Ribeirão Preto para a prática de determinado ato processual.
Art. 237, CPC. Será expedida carta:
I - de ordem, pelo tribunal, na hipótese do § 2º do art. 236; [...]
Art. 236, CPC. Os atos processuais serão cumpridos por ordem judicial. [...]
§2º O tribunal poderá expedir carta para juízo a ele vinculado, se o ato houver de se realizar fora dos limites 
territoriais do local de sua sede.
Carta precatória
São comunicações entre os Estados dotados de autonomia no Brasil. Essas cartas fazem 
valer a cooperação nacional, por meio da qual juízes e auxiliares da justiça cooperam para que 
a marcha processual em outra comarca seja exitosa. Ocorre em casos nos quais é necessário 
escutar uma testemunha que mora em outra localidade, por exemplo.
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Art. 237, CPC. Será expedida carta: [...]
III - precatória, para que órgão jurisdicional brasileiro pratique ou determine o cumprimento, na área de sua 
competência territorial, de ato relativo a pedido de cooperação judiciária formulado por órgão jurisdicional de 
competência territorial diversa;
Carta rogatória
São comunicações entre Estados dotados de soberania, ou seja, entre a justiça brasileira 
e estrangeira. Essa comunicação tem amparo na cooperação internacional e os países 
cooperam entre si por tratado ou via diplomática.
Art. 237, CPC. Será expedida carta: [...]
II - rogatória, para que órgão jurisdicional estrangeiro pratique ato de cooperação jurídica internacional, relativo 
a processo em curso perante órgão jurisdicional brasileiro;
A carta rogatória pode ser ativa, quando quem envia é um magistrado brasileiro; ou passiva, 
quando quem recebe é o Brasil. A ativa é tratada pelo CPC como carta precatória, embora 
a parte interessada deva comprovar justa causa para utilizá-la, salvo na citação, quando se 
presume.
A carta rogatória passiva não pertence só ao Direito Processual Civil, mas também ao Direito 
Internacional Privado, uma vez que submetida ao rito de homologação de decisão estrangeira 
no STJ. 
Auxílio Direto
É um mecanismo de cooperação internacional que vem sendo cada vez mais utilizado, pois 
dispensa a homologação do STJ e permite que órgãos jurisdicionais de países distintos 
troquem informações. 
Na realidade, sequer é preciso que o órgão estrangeiro que enviou o pedido de auxílio seja 
jurisdicional, embora seja certo que um juízo apreciará aqui no Brasil, ainda que sem a 
intermediação do STJ. 
As cartas precatórias, rogatórias e auxílio direto que tratarem sobre questão prejudicial 
obrigatória suspendem o julgamento, quando requeridas antes da decisão de saneamento 
do processo. Se depois, o juiz deve analisar o caso concreto. 
Todas as cartas, comou sem efeito suspensivo, podem ser juntadas nos autos a qualquer 
momento; 
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Art. 28, CPC. Cabe auxílio direto quando a medida não decorrer diretamente de decisão de autoridade 
jurisdicional estrangeira a ser submetida a juízo de delibação no Brasil.
Art. 29, CPC. A solicitação de auxílio direto será encaminhada pelo órgão estrangeiro interessado à autoridade 
central, cabendo ao Estado requerente assegurar a autenticidade e a clareza do pedido.
Art. 30, CPC. Além dos casos previstos em tratados de que o Brasil faz parte, o auxílio direto terá os seguintes 
objetos:
I - obtenção e prestação de informações sobre o ordenamento jurídico e sobre processos administrativos ou 
jurisdicionais findos ou em curso;
II - colheita de provas, salvo se a medida for adotada em processo, em curso no estrangeiro, de competência 
exclusiva de autoridade judiciária brasileira;
III - qualquer outra medida judicial ou extrajudicial não proibida pela lei brasileira.
Cobrança internacional de alimentos e retorno de criança sequestrada internacionalmente
São ferramentas específicas de Direito Internacional Privado, intermediadas por meio 
de autoridade central responsável por conectar os juízos de diferentes países. Ela verificará a 
possibilidade de cobrança de alimentos ou de devolução de uma criança retirada do seu lar 
usual. 
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Comunicação dos Atos 
Processuais
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