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ITINERÁRIO FORMATIVO Laboratório Educacional de Ciências (LEC) Elmano de Freitas da Costa Governador Jade Afonso Romero Vice-governadora Eliana Nunes Estrela Secretária da Educação Maria Jucineide da Costa Fernandes Secretária Executiva de Ensino Médio e da Educação Profissional Helder Nogueira Andrade Secretário Executivo de Ensino Médio e da Educação Profissional Oderlânia Leite Secretária Executiva de Gestão da Rede Escolar Emanuelle Grace Kelly Santos de Oliveira Secretária Executiva de Cooperação com os Municípios Stella Cavalcante Secretária Executiva de Planejamento e Gestão Interna Vagna Brito de Lima Coordenadora Estadual de Formação Docente e Educação a Distância Ideigiane Terceiro Nobre Coordenadora de Gestão Pedagógica do Ensino Médio Todos os direitos reservados à Secretaria da Educação do Estado do Ceará - Centro Administrativo Governador Virgílio Távora. Av. General Afonso Albuquerque Lima, S/N – Cambeba, Fortaleza-CE - Cep: 60.822-325. Ano de Publicação: 2023. UNIDADE V Roteiros Práticos Experimentais como Atividade de Avaliação das Práticas Realizadas no LEC AUTORES: Aline Helle Ribeiro Barros Daniel Vasconcelos Rocha Diego Farias Firmino Mariana Teixeira de Castro Túlio Flavio de Vasconcelos Módulo III Oficina de Construção e Troca de Práticas Laboratoriais de Ciências (LEC) 0 20 L OFICINA DE CONSTRUÇÃO E TROCA DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DE CIÊNCIAS ........................................................................................................................................... ROTEIROS PRÁTICOS EXPERIMENTAIS COMO ATIVIDADE DE AVALIAÇÃO DAS PRÁTICAS REALIZADAS NO LEC Para que as aulas práticas tragam benefícios a longo prazo e, efetivamente, promovam o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, é interessante que ao final da aula, o professor solicite aos alunos um relatório da atividade desenvolvida. Sem eles, os alunos podem ter a impressão de que a aula prática foi só um momento fora da sala, uma atividade diferente para quebrar a rotina. Figura 1: Escrita O relatório é fundamental para que os novos conhecimentos adquiridos sejam fixados e para que os alunos entendam a importância do que fizeram e aprenderam na aula prática. Além disso, é uma ferramenta essencial para que o professor possa entender os efeitos que ela teve na turma e, ainda, ver se a estratégia didática foi ou não eficiente para o aprendizado objetivado. É muito comum encontrarmos professores que, em seus relatórios de aulas práticas, solicitam apenas que os alunos descrevam o que viram no laboratório ou local externo. Porém, essa solicitação resulta em relatórios muito simples, que acabam se baseando mais na percepção pessoal do aluno do que efetivamente nos conhecimentos vistos. Para evitar que isso aconteça em sala de aula, é interessante que o educador estabeleça um esqueleto para o trabalho, que deve ser seguido pelos alunos. 0 20 L Dessa forma, o aluno será “forçado” a pensar além do que ele simplesmente achou da aula. Escrevendo sobre a discussão, por exemplo, ele deverá refletir sobre o que a turma toda e o professor conversaram sobre os resultados encontrados, inserindo-os assim em um contexto maior. Segue abaixo um modelo de relatório prático que pode ser utilizado como forma de avaliação. RELATÓRIO DE ATIVIDADES PRÁTICAS NO LABORATÓRIO EDUCACIONAL DE CIÊNCIAS Estrutura de um relatório: 1. Capa 2. Folha de rosto (opcional) 3. Sumário ou Índice (opcional) 4. Introdução/Apresentação 5. Objetivos 6. Materiais Utilizados 7. Procedimentos Experimentais 8. Resultados e Discussão 9. Conclusões 10. Anexos (opcional) 11. Bibliografia ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO O relatório de aula prática deve apresentar uma linguagem direta, simples, impessoal e precisa. Não devem ser emitidas opiniões pessoais no texto, e sim deduções relativas aos resultados, de acordo com a bibliografia. Sabe-se que quando o trabalho experimental envolve seres vivos, é difícil obter resultados uniformes, pois estes têm variações numa mesma população, e porque pode ocorrer que nem todos os fatores envolvidos na experiência estejam sendo controlados. 0 20 L Sugestões de itens para um relatório: 1. CAPA É a identificação do relatório e do(s) autores. Deve conter: Nome da escola; disciplina; série; turma; turno; nome/equipe; título; local; data. Deve ser padronizado e formal. 2. INTRODUÇÃO/APRESENTAÇÃO É a síntese do conteúdo pesquisado e da prática realizada, de forma ampla e objetiva. É o convite à leitura do relatório. 3. OBJETIVO(S) É o motivo/intuito da realização da prática que pode ser fornecido ou não para os alunos. Pode servir de feedback ao professor que deseja saber se os alunos captaram os objetivos da prática. 4. MATERIAIS UTILIZADOS É a listagem de todos os equipamentos, vidrarias, reagentes, materiais, etc. utilizados durante a realização da prática. É muito importante para que o aluno saiba identificar e associar a função dos materiais utilizados. 5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Deve ser fornecido pelo professor para a realização da prática, de forma objetiva e clara, com intuito de facilitar o entendimento e ação dos alunos durante a realização da prática. No relatório, é cobrado o procedimento fornecido pelo professor acrescido de um embasamento teórico (pesquisa) para reforçar o experimento realizado, e os métodos e técnicas usados no trabalho experimental devem ser descritos. 6. RESULTADOS E DISCUSSÃO É uma das partes mais importantes do relatório, pois é onde o aluno expõe os resultados obtidos da prática realizada, questiona o experimento e 0 20 L relata as facilidades e dificuldades enfrentadas. E onde o professor detecta as expectativas dos resultados versus resultados adquiridos. 7. CONCLUSÃO As conclusões são feitas com base nos resultados obtidos. São deduções originadas da discussão destes. São afirmativas que envolvem a ideia principal do trabalho. 8. ANEXOS É a parte onde estão anexados: questionário proposto, esquemas, gravuras, tabelas, gráficos, fotocópias, recortes de jornais, revistas, etc. É onde se colocam aditivos que enriquecem o relatório, mas que não são essenciais. 9. BIBLIOGRAFIA A bibliografia consultada deve ser citada. A citação dos livros ou trabalhos consultados deve conter nome do autor, título da obra, número da edição, local da publicação, editora, ano da publicação e as páginas: Autor. Título e subtítulo; Edição (número); Local: Editora. Data. Página. Exemplo: GONDIM, Maria Eunice R.; GOMES, Rickardo Léo Ramos. Práticas de Biologia. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha. 2004.1-122 p. Figura 2: Como realmente aprender 0 20 L PROPOSTA DE (AUTO) AVALIAÇÃO DO CURSO O curso é basicamente teórico e a distância, mas precisamos conhecer o que está sendo feito com excelência nos Laboratórios de Ciências na rede estadual. Nesse sentido, propomos que cada cursista elabore 4 (quatro) roteiros práticos com a utilização dos equipamentos, vidrarias, modelos anatômicos e reagentes presentes no laboratório de sua escola, ou, preferencialmente, aplicando todo o seu conhecimento e a sua criatividade na utilização de práticas com o uso de materiais alternativos e de baixo custo. Queremos nos surpreender com roteiros com objetivos claros; práticas inovadoras e viáveis; (re)utilizando e reaproveitando materiais do cotidiano social e, acima de tudo, com experimentos que evidenciam a relevância e o impacto do ambiente prático-experimental do LEC no ensino e aprendizado das Ciências. Dos 4 (quatro) roteiros, será 1 (um) roteiro para química, 1 (um) para física, 1 (um) para biologia e 1 (um), com a proposta de trabalhar várias disciplinas (multidisciplinar) e envolvendo as demais áreas do conhecimento (Matemática,Humanas e Linguagens), exercitando a interdisciplinaridade. Lembre-se de aplicar os conceitos do Educar pela Pesquisa e de trazer a proposta da prática experimental nos Laboratórios de Ciências para ajudar na compreensão dos conteúdos críticos alinhados com os conteúdos ministrados em sala de aula. Os roteiros serão enviados para o local indicado no ambiente de formação e valerá como a nota final de cada cursista. Para além de serem apenas roteiros para notas do curso, eles serão selecionados e comporão a Apostila Prática Experimental dos LEC da Seduc, servindo como recurso para os LEC de todo o estado, referenciando as formações futuras para os LEC. Para uma padronização dos roteiros, enviamos a sugestão de um roteiro experimental: 0 20 L ROTEIRO EXPERIMENTAL Identificação: Crede/Sefor: Nome/Equipe: Escola: Série: Conteúdo(s) abordado(s): Nome/Assunto da Prática: Tempo Estimado: Disciplina(s) envolvida(s): Material Necessário: Objetivo da Prática: Procedimento Experimental: Resultados Esperados: Referencial Teórico: 0 20 L LINKS DE IMAGENS Figura 1: Disponível em: . Figura 2: Disponível em: .