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ARA1109 - AULA 05

Capítulo de psicopatologia sobre alterações da sensopercepção: define sensação, percepção e apercepção; descreve alterações quantitativas (hiperestesia, hiperpática, hipoestesias, anestesias) e qualitativas (ilusões, alucinações, alucinose, pseudoalucinação) e condições associadas.

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ALTERAÇÕES DA 
SENSOPERCEPÇÃO E DA VIVÊNCIA
DO TEMPO E DO ESPAÇO
Tarcya Lima
tarcy.lima@professores.unifavip.edu.br
PSICOPATOLOGIA GERAL
SENSAÇÃO
Fenômeno elementar gerado por estímulos físicos, químicos ou biológicos variados,
originados fora ou dentro do organismo, que produzem alterações nos órgãos
receptores, estimulando-os.
Os estímulos sensoriais fornecem a alimentação sensorial aos sistemas de
informação do organismo. 
As diferentes formas de sensação são geradas por estímulos sensoriais específicos,
como visuais, táteis, auditivos, olfativos, gustativos, proprioceptivos e cinestésicos.
É um fenômeno passivo: estímulos físicos ou químicos atuam sobre sistemas de
recepção do organismo.
(Dalgalarrondo, 2019)
É a tomada de consciência, pelo indivíduo, do estímulo sensorial; diz respeito à
dimensão propriamente neuropsicológica e psicológica do processo, à
transformação de estímulos puramente sensoriais em fenômenos perceptivos
conscientes.
É um fenômeno ativo: o sistema nervoso e a mente constroem um percepto por
meio da síntese dos estímulos sensoriais confrontados com experiências passadas
registradas na memória e com o contexto sociocultural em que vive o indivíduo e
que atribui significado às experiências.
PERCEPÇÃO
(Dalgalarrondo, 2019)
APERCEPÇÃO
Termo introduzido pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716).
 Significa a plena entrada de uma percepção na consciência e sua articulação com os
demais elementos psíquicos.
Aperceber é perceber algo integralmente, com clareza e plenitude, por meio de
reconhecimento ou identificação do material percebido com o preexistente.
Carl Gustav Jung (1875-1961) definia a apercepção como um processo psíquico em virtude
do qual um novo conteúdo é articulado de tal modo a conteúdos semelhantes já dados que
se pode considerar imediatamente claro e compreendido. 
Nesse caso, a apercepção seria propriamente uma gnosia, ou seja, o pleno reconhecimento
de um objeto percebido.
(Dalgalarrondo, 2019)
Alterações QUANTITATIVAS
da Sensopercepção
No sentido psicopatológico, é a
condição na qual as percepções
encontram-se anormalmente
aumentadas em sua intensidade ou
duração. 
Os sons são ouvidos de forma muito
amplificada; um ruído parece um
estrondo; as imagens visuais e as
cores tornam-se mais vivas e
intensas.
HIPERESTESIA
INTOXICAÇÕES POR ALUCINÓGENOS
EPILEPSIA
ENXAQUECA
HIPERTIREOIDISMO
ESQUIZOFRENIA AGUDA 
CERTOS QUADROS MANÍACOS
(Dalgalarrondo, 2019)
No sentido neurológico, ocorre
quando uma sensação
desagradável (geralmente de
queimação dolorosa) é produzida
por um leve estímulo da pele.
HIPERPATIA
SÍNDROMES TALÂMICAS
HIPOESTASIA
No sentido psicopatológico, o
mundo circundante é percebido
como mais escuro; as cores tornam-
se mais pálidas e sem brilho; os
alimentos não têm mais sabor; e os
odores perdem sua intensidade.
DEPRESSÃO MAIOR
(Dalgalarrondo, 2019)
No sentido neurológico, são
alterações localizadas em territórios
cutâneos de inervação
anatomicamente determinada,
compondo as chamadas síndromes
sensitivas, de interesse à neurologia
clínica. 
HIPOESTASIAS
TÁTEIS HIPOESTASIA EM FAIXA
Decorrente de lesões da medula,
das raízes medulares dos nervos
HIPOESTASIA EM “BOTA/LUVA”
Decorrente dos neurônios
periféricos, várias polineuropatias
(Dalgalarrondo, 2019)
 TRANSTORNOS HISTÉRICOS (CONVERSÃO HISTÉRICA)
SUJEITOS COM ALTO GRAU DE SUGESTIONABILIDADE 
QUADROS DEPRESSIVOS E PSICÓTICOS GRAVES
ANESTESIAS
TÁTEIS
Implicam a perda da
sensação tátil em
determinada área da pele.
Usa-se, com frequência, o
termo “anestesia” para
indicar também analgesias
(perda das sensações
dolorosas) de áreas da pele e
partes do corpo.
Em áreas que não correspondem a
territórios de nervos anatomicamente
definidos em geral são de causa
psicogenética, com fatores emocionais
em sua base. 
ANESTESIAS, HIPOESTESIAS E
ANALGESIAS
(Dalgalarrondo, 2019)
Pausa de 5
minutos!
Alterações QUALITATIVAS
da Sensopercepção 
MAIS IMPORTANTES PARA A PSICOPATOLOGIA
ILUSÕES
ALUCINAÇÕES
ALUCINOSE
PSEUDOALUCINAÇÃO
 É a percepção clara e definida de um objeto (voz, ruído, imagem) sem a
presença de objeto estimulante real, na grande maioria dos casos, são
percebidas pelos dois ouvidos, dois olhos, duas narinas. 
É o fenômeno pelo qual o paciente percebe a experiência alucinatória
como estranha a sua pessoa, são adequadas e imediatamente
criticadas pelo sujeito, reconhecendo seu caráter patológico.
É um fenômeno que, embora se pareça com a alucinação, dela se afasta
por não apresentar os aspectos vivos e corpóreos de uma imagem
perceptiva real, apresenta mais as características de uma imagem
representativa, de uma representação.
Se caracteriza pela percepção deformada e alterada, de um objeto real
e presente; há sempre um objeto externo real, gerador do processo de
sensopercepção, mas tal percepção é deformada, adulterada, por
fatores patológicos diversos.
ILUSÕES
ESTADOS DE REBAIXAMENTO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
Turvação da consciência, a percepção torna-se imprecisa, fazendo os
estímulos sensoriais reais serem percebidos de modo deformado.
1
2
3
ESTADOS DE FADIGA GRAVE OU DE INATENÇÃO MARCANTE
Podem ocorrer ilusões transitórias e sem muita importância clínica.
ALGUNS ESTADOS AFETIVOS
Por sua acentuada intensidade, o afeto pode deformar o processo de
sensopercepção, gerando as chamadas ilusões catatímicas (medo/desejo).
AS ILUSÕES OCORREM BASICAMENTE EM TRÊS CONDIÇÕES:
(Dalgalarrondo, 2019)
TIPOS DE ILUSÕES
ILUSÕES VISUAIS
 O paciente geralmente vê
pessoas, monstros, animais,
entre outras coisas, a partir de
estímulos visuais como móveis,
roupas, objetos ou figuras
penduradas nas paredes.
(Dalgalarrondo, 2019)
ILUSÕES AUDITIVAS
 A partir de estímulos sonoros
inespecíficos, o paciente ouve
seu nome, palavras
significativas ou chamamentos. 
ALUCINAÇÕES
Personagem:
Tarso, da novela
Caminho das
Índias (2009)
Filme:
Cisne Negro
(2010)
ALUCINAÇÕES
AUDITIVAS
(Dalgalarrondo, 2019)
SIMPLES COMPLEXAS
TINNITUS
Há a sensação subjetiva de ouvir ruídos, mais
frequentemente zumbidos, mas também,
eventualmente, burburinhos, cliques e
estalidos. Podem ser contínuos, intermitentes
ou pulsáteis (batimentos cardíacos).
doenças do sistema auditivo, 
40% a 50% ansiedade e/ou depressão
O paciente escuta vozes sem qualquer
estímulo real. São vozes que geralmente o
ameaçam ou insultam. Muito frequentemente,
a alucinação audioverbal é de conteúdo
depreciativo e/ou de perseguição.
ALUCINAÇÃO AUDIOVERBAL
esquizofrenia, episódios de mania (místico-religioso),
depressão (ruína/culpa), borderline, psicoses
Alucinações Schneiderianas
São alucinações audioverbais em que as vozes comandam a ação ou comentam a
ação e as atividades corriqueiras do paciente.
Indicam gravidade do quadro e associação frequente (mais de 95% das vezes) de tais
alucinações com delírios.
Pacientes que obedecem às vozes de comando (muitas vezes com implicações
gravíssimas, com risco de suicídio e/ou homicídio), que isso ocorre quando:
a voz tem a sonoridade de uma pessoa já conhecida pelo indivíduo; 
o paciente tem envolvimento emocional com a voz; 
o indivíduo percebe a alucinação como uma voz real que está ouvindo.
a.
b.
c.
(Dalgalarrondo, 2019)
SONORIZAÇÃO DO PENSAMENTO
É experimentada como a vivência sensorial de ouvir o pensamento, no momento
mesmo em que ele está sendo pensado (sonorização), ou de forma repetida, logo após
ter sido pensado (como eco do pensamento).
(Dalgalarrondo, 2019)
De vivência é semelhante a uma
alucinação auditiva audioverbal, o
paciente reconhece claramente que está
ouvindo os próprios pensamentos,
escutando-os no exato momento em que
os pensa.
SONORIZAÇÃO DO PRÓPRIO
PENSAMENTO
SONORIZAÇÃO DE PENSAMENTOS
COMO VIVÊNCIA ALUCINATÓRIO-
DELIRANTE
É a experiência na qual o indivíduo ouve
pensamentos que foram introduzidos em
sua mente por alguém estranho, sendo
agora ouvidos por ele.
PUBLICAÇÃO DO PENSAMENTO
ALUCINAÇÕES MUSICAIS
 São descritas como a audição de tons musicais, melodias, ritmose harmonias sem o
correspondente estímulo auditivo externo.
Dividem-se as alucinações musicais em dois grupos: 
quando ocorrem sem a presença de um transtorno neurológico ou psicopatológico, mas
com frequência com déficit auditivo (hipoacusia), são classificadas como alucinações
musicais idiopáticas;
quando associadas a transtorno neurológico ou psicopatológico, são classificadas
como alucinações musicais sintomáticas.
a.
b.
(Dalgalarrondo, 2019)
ALUCINAÇÕES
VISUAIS
(Dalgalarrondo, 2019)
SIMPLES COMPLEXAS
FOTOPSIAS
 O indivíduo vê cores, bolas e pontos
brilhantes. São comuns em pacientes
com doenças oculares, com déficit ou
privação visual; na esquizofrenia, no uso
de álcool, na enxaqueca e na epilepsia.
Incluem: figuras e imagens de pessoas (vivas ou
mortas, familiares ou desconhecidas), de partes
do corpo (órgãos genitais, caveiras, olhos
assustadores, cabeças disformes, etc.), de
entidades (o demônio, uma santa, um fantasma),
de objetos inanimados, animais ou crianças
 Alucinações Cenográficas: cenas completas.
Alucinação Liliputiana, na qual o indivíduo vê cenas com personagens
diminutos, minúsculos, entre os objetos e pessoas reais de sua casa.
 O paciente sente espetadas, choques
ou insetos ou pequenos animais
correndo sobre sua pele.
As alucinações táteis com pequenos
animais ou insetos geralmente ocorrem
associadas ao delírio de infestação.
Quando sentidas nos genitais
descrevem-se forças estranhas
tocando, cutucando ou penetrando
seus genitais.
ALUCINAÇÕES TÁTEIS
 ESQUIZOFRENIA
DELIRIUM TREMENS
PSICOSES TÓXICAS
(Dalgalarrondo, 2019)
As alucinações olfativas, em geral, manifestam-se como o
“sentir” o odor de coisas podres, de cadáver, de fezes, de
pano queimado, gás, gasolina, etc.
Lembranças ou sensações olfativas normalmente vêm
acompanhadas de forte impacto emocional.
As alucinações olfativas costumam ter impacto pessoal
especial, podendo estar relacionadas a interpretações
delirantes (“sinto o cheiro de veneno de rato na comida,
pois estão tentando me envenenar”). Nelas os pacientes
sentem, na boca, o sabor de ácido, de sangue, de urina, etc.,
sem qualquer estímulo gustativo presente. 
ALUCINAÇÕES OLFATIVAS E GUSTATIVAS
ESQUIZOFRENIA, EPILEPSIA LOBO TEMPORAL
(Dalgalarrondo, 2019)
FANTOSMIAS
FANTAGEUSIAS
Hiperosmia
Hiposmia
Anosmia
Parosmia?
 OUTROS TIPOS DE ALUCINAÇÃO
Alucinações cenestésicas: ou somáticas, ocorrem como sensações incomuns e
claramente anormais em diferentes partes ou órgãos do corpo, como sentir o cérebro
encolhendo, o fígado despedaçando, ou as mãos se esfarelando.
Alucinações cinestésicas: são vivenciadas pelo paciente como sensações alteradas de
movimentos do corpo, como sentir o corpo afundando, as pernas encolhendo ou um braço
se elevando.
Alucinação somática oral: em geral ocorre em pacientes adultos ou idosos, frequentemente
com depressão ansiosa; tais indivíduos referem sensação marcante e desagradável na
boca, na língua e na garganta, queixando-se de queimação ou de como se houvesse
moedas ou arames na boca.
(Dalgalarrondo, 2019)
 OUTROS TIPOS DE ALUCINAÇÃO
Alucinações funcionais: quando verdadeiras alucinações (e não ilusões perceptivas) são
desencadeadas por estímulos sensoriais; por exemplo, que, quando abrem o chuveiro ou a
torneira da pia, começam a ouvir vozes.
Alucinações combinadas, multimodais ou polimodais: são experiências alucinatórias nas
quais ocorrem alucinações de várias modalidades sensoriais (auditivas, visuais, táteis, etc.)
ao mesmo tempo ou sucessivamente.
Alucinações extracampinas: são alucinações experimentadas fora do campo
sensoperceptivo habitual, como quando o indivíduo vê nitidamente uma imagem às suas
costas ou atrás de uma parede, sente a presença de uma pessoa, bem como seus
movimentos fugazes, atrás ou ao lado de si mesmo. (Dalgalarrondo, 2019)
 OUTROS TIPOS DE ALUCINAÇÃO
Alucinação autoscópica: é uma alucinação visual (que também pode apresentar
componentes táteis e cenestésicos) na qual o indivíduo enxerga a si mesmo, ou seja, vê seu
corpo, como se estivesse fora dele, contemplando-o.
As alucinações hipnopômpicas ocorrem na fase em que o indivíduo está despertando e as
alucinações hipnagógicas se manifestam no momento em que ele está adormecendo;
estão relacionadas à transição sono�-vigília; são episódios alucinatórios nem sempre fáceis
de se distinguir de pesadelos e sonhos desprazerosos.
(Dalgalarrondo, 2019)
(Dalgalarrondo, 2019)
(Dalgalarrondo, 2019)
(Dalgalarrondo, 2019)
Mais uma pausa
para organizar
as ideias!
ALTERAÇÕES DA VIVÊNCIA DO
TEMPO E DO ESPAÇO
TEMPO
As vivências do tempo e do espaço constituem-se como dimensões fundamentais de
todas as experiências humanas. O ser, de modo geral, só é possível nas dimensões
reais e objetivas do espaço e do tempo. Portanto, o tempo e o espaço são, ambos,
condicionantes fundamentais do universo humano e estruturantes básicos da nossa
experiência.
Outros compreensões:
Duração;
Um dos elementos constituintes do ser;
Ritmos biológicos.
(Dalgalarrondo, 2019)
É inquestionável que a vida psíquica, além de ocorrer e se configurar no tempo, tem
ela mesma um aspecto especificamente temporal, e, por isso, é legítima a distinção
do tempo em:
TEMPO SUBJETIVO TEMPO OBJETIVO
exterior, cronológico e mensurávelinterior e pessoal
CLASSIFICAÇÃO
(Dalgalarrondo, 2019)
SAGRADO TEMPOESPAÇO
ANORMALIDADES DA VIVÊNCIA
DO TEMPO E RITMO PSÍQUICO
SÍNDROMES DEPRESSIVAS
além disso, a passagem do tempo é
percebida como lenta e vagarosa.
Bradipsiquismo, com lentificação de
todas as atividades mentais;
(Dalgalarrondo, 2019)
SÍNDROMES MANÍACAS
Taquipsiquismo, com aceleração de
todas as funções psíquicas
(pensamento, psicomotricidade,
linguagem, etc.); aqui,
a passagem do tempo é percebida
como rápida e acelerada.
(Dalgalarrondo, 2019)
ILUSÃO SOBRE A DURAÇÃO DO TEMPO 
Deformação acentuada da percepção da duração temporal: alucinógenos/psicoestimulantes,
fases agudas e iniciais das psicoses e em situações emocionais especiais e intensas.
ATOMIZAÇÃO DO TEMPO
O indivíduo não consegue inserir-se naturalmente na continuidade do devir; adere a momentos
quase descontínuos: estados de exaltação e agitação maníaca, fuga de ideias e distraibilidade.
INIBIÇÃO DA SENSAÇÃO DE FLUIR DO TEMPO
Corresponde à falta da sensação do avançar subjetivo do tempo, na qual o sujeito perde o
sincronismo entre o passar do tempo objetivo, cronológico, e o fluir de seu tempo interno.
(Dalgalarrondo, 2019)
DEPRESSÃO MAIOR/TOC
Alterações da vivência do tempo na esquizofrenia
A experiência temporal em pessoas com esquizofrenia, sobretudo nos períodos de
agudização, é marcada pela fragmentação, que se verifica pela alteração da percepção do
fluir do tempo, bem como por vivências anormais, como déjà vu e déjà vecu e
estranhamento do tempo passado e futuro, relacionados a delírios e alucinações.
Alguns pacientes com esquizofrenia experimentam certa passividade em relação ao fluir
do tempo; sentem que sua percepção temporal é controlada por uma instância exterior ao
seu Eu. 
Outros, geralmente mais graves, sofrem verdadeira desintegração da sensação do tempo
e do espaço. As alterações das vivências do tempo, de modo geral, estão associadas a
alterações da experiência do self.
(Dalgalarrondo, 2019)
ANORMALIDADES DA VIVÊNCIA
DO ESPAÇO
ESTADO DE ÊXTASE
ESTADO MANÍACO
QUADROS DEPRESSIVOS
QUADRO PARANOIDE
Extremamente dilatado e amplo, que invade o das outras pessoas; o
paciente desconhece as fronteiras espaciais e vive como se todo o
espaço exterior fosse seu.
O espaço exterior pode ser vivenciado como muito encolhido, contraído,
escuro e pouco penetrável pelo indivíduo e pelos outros.
Seu espaço interior é sentido como invadido por aspectos ameaçadores,
perigosos e hostis do mundo. O espaço exterior é, em princípio, invasivo,
fonte de perigos e ameaças.
Há perda das fronteiras entre o eu e o mundo exterior, o sujeito sente
como se estivesse fundido ao mundo exterior.
AGORAFOBIA
O espaço exterior é percebido como sufocante, pesado,perigoso e
potencialmente aniquilador. 
(Dalgalarrondo, 2019)
DALGALARRONDO, PAULO. 
Psicopatologia e Semiologia dos
Transtornos Mentais, 3ª edição. Porto
Alegre: Artmed, 2019.
REFERÊNCIAS:
Obrigada!
LEITURA PARA PRÓXIMA AULA:
Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos
Mentais
Capítulo 20: O pensamento e suas alterações;
Capítulo 21: O juízo de realidade e suas
alterações (o delírio).

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