Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Neurose e Psicose 
Neurose e psicose são duas formas distintas de adoecer psicologicamente. 
Ambas surgem como tentativas da mente de lidar com desejos, frustrações e 
exigências internas e externas, mas diferem em onde começa o conflito e 
como a realidade é tratada pelo ego. 
Conceitos centrais 
● Id: fonte dos impulsos e desejos instintivos. 
● Ego: mediador entre desejos, realidade e superego; tenta conciliar 
exigências. 
● Superego: internalização de normas, proibições e ideais. 
● Ponto-chave: se o ego reprime o id e surge um sintoma → tendência 
para neurose; se o ego cede ao id e afasta‑se da realidade → tendência 
para psicose. 
Neurose 
Como a neurose se forma 
1. Desejo conflituoso: surge um impulso do id (por exemplo, um desejo 
proibido). 
2. Repressão pelo ego: o ego, em nome da realidade e/ou do superego, 
reprime esse impulso. 
3. Retorno do reprimido: o material reprimido tenta voltar e cria sintomas 
(ansiedade, fobias, sintomas somáticos, obsessões). 
4. Resultado clínico: o paciente mantém contato com a realidade e 
geralmente tem consciência de que algo está errado (juízo crítico 
preservado). 
● Formação de compromisso: o sintoma é uma solução intermediária que 
contém traços do desejo (id) e traços da defesa (ego/superego). É um 
“acordo” psíquico que reduz a ansiedade sem satisfazer plenamente o 
desejo proibido. 
● Sinais clínicos: insight preservado; paciente percebe que sofre; fala 
coerente; sintomas simbólicos (rituais, queixas físicas sem causa 
orgânica). 
Psicose 
Como a psicose se forma 
1. Frustração intolerável ou falha do ego: um desejo ou frustração muito 
grave faz o ego ceder ao id. 
 
2. Afastamento da realidade: o ego se afasta de um fragmento da 
realidade; em vez de reprimir, ele rejeita ou substitui essa parte da 
realidade. 
3. Remodelação autocrática: o indivíduo constrói uma nova “realidade” 
interna (delírios, alucinações) que serve aos desejos do id. 
4. Resultado clínico: perda do juízo crítico; perda de contato com a 
realidade; percepções e crenças passam a ser governadas por essa 
nova construção. 
Embotamento afetivo e volitivo 
● Embotamento afetivo: diminuição da expressão e da intensidade 
emocional; frieza, indiferença, perda de interesse nas relações. 
Observado com frequência em psicoses (ex: esquizofrenia). Impacto: 
prejuízo da empatia, isolamento social, dificuldade em responder a 
eventos emocionais. 
● Embotamento volitivo: redução da vontade, iniciativa e energia para 
agir; procrastinação, negligência do autocuidado, perda de 
pragmatismo. Impacto: queda no rendimento escolar/profissional e na 
vida diária. 
● Diferença prática: afetivo = sentir menos; volitivo = fazer menos. Ambos 
podem coexistir e agravar a desorganização funcional. 
 
Senso-Percepção 
Sensação vs Percepção 
● Sensação = dado bruto que chega pelos órgãos dos sentidos (o 
estímulo físico transformado em sinal nervoso). Ex.: luz que entra no 
olho; som que chega ao ouvido; calor na pele. 
● Percepção = processo que organiza, interpreta e dá significado a essas 
sensações (o que eu entendo que aquele estímulo é). Ex.: ver uma 
mancha e reconhecer que é uma pessoa; ouvir um som e identificar que 
é uma sirene. 
 Regra prática: sensação = o que entra; percepção = o que eu faço com 
o que entrou. 
Tipos de sensações e sensibilidade 
● Sensação externa (sensibilidade especial): cada sentido tem receptores 
específicos (visão, audição, tato, olfato, paladar). 
● Sensibilidade geral: sensações internas e corporais (posição, 
movimento, estado visceral). 
 
○ Cenestesia: sensação vaga do funcionamento visceral (ex.: “sinto o 
estômago apertado”, sensação de bem‑estar ou mal‑estar 
interno). 
○ Cinestesia: sensação do movimento e posição do corpo (ex.: saber 
onde está o braço com os olhos fechados). 
○ Sine stesia: fusão de sensações (ex.: “ver” cores ao ouvir música) — 
geralmente associada a intoxicações ou experiências 
neurológicas. 
Alterações quantitativas da sensação (o “quanto” muda) 
● Hiperestesia: aumento da sensibilidade (tudo parece mais intenso). Ex.: 
enxaqueca, intoxicação por LSD. 
● Hipoestesia: diminuição da sensibilidade (tudo parece mais fraco). Ex.: 
alcoolismo, depressão. 
● Analgesia: ausência de dor. 
● Anestesia: perda total de sensibilidade em uma área. 
● Parestesia: sensações anormais (formigamento) geralmente de origem 
periférica. 
● Agnosia: sensação preservada, mas incapacidade de reconhecer o 
estímulo (problema perceptivo cortical). Ex.: ver uma cadeira, descrever 
cor e forma, mas não saber que é uma cadeira nem para que serve. 
Percepção verdadeira 
Uma percepção verdadeira tem seis traços que a tornam “real” para o sujeito: 
1. Corporalidade — parece vir do mundo externo, com presença física. 
2. Passa no espaço externo — depende de um objeto fora do sujeito. 
3. Nitidez de contorno — detalhes e contornos reconhecíveis. 
4. Constância — o objeto percebido é estável. 
5. Frescor sensorial — sensação vívida e recente. 
6. Independência da vontade — não é algo que a pessoa evoca 
voluntariamente; é recebido passivamente. 
Pseudopercepções 
Ilusão 
● O que é: deformação de uma percepção real; existe um estímulo 
externo, mas ele é interpretado de forma errada. 
● Exemplo: ver um galho à noite e achar que é uma cobra. 
● Características: corrigível quando a pessoa reavalia a cena; depende 
do objeto real estar presente. 
 
 
 
Alucinação 
● O que é: percepção sem estímulo externo; vivida com todas as 
características de uma percepção verdadeira. 
 1. Alucinações auditivas 
● O que são: percepções sonoras sem fonte externa — desde ruídos 
indistintos até vozes complexas. 
 - Subtipos e características: 
● Elementares: ruídos, estalos, zumbidos, passos; sem conteúdo verbal. 
Podem ocorrer em estados orgânicos, epilepsia, intoxicações. 
● Complexas (auditivas verbais): vozes que falam, comentam, conversam 
entre si ou dirigem‑se ao paciente; típicas da esquizofrenia. Podem ser 
únicas ou múltiplas, internas ou percebidas como vindas do ambiente. 
● Imperativas: vozes que dão ordens (podem ser perigosas se mandarem 
atos violentos). 
● Funcionais: atribuição de vozes a sons reais (ex.: ao abrir a torneira 
“ouvir” uma ofensa) desaparecem com o fim do estímulo. 
● Sonorização do pensamento: sensação de ouvir os próprios 
pensamentos como se viessem de fora (diferente do eco do 
pensamento). 
 - Por que ocorrem: alterações na rede auditiva e em circuitos de atribuição 
de agência; em psicose primária há falha na distinção entre pensamento 
interno e estímulo externo. 
 2. Alucinações visuais 
● O que são: ver objetos, figuras, cenas ou fenômenos que não existem no 
ambiente. 
 - Subtipos e características: 
● Elementares (fotopsias): clarões, pontos brilhantes, cores; comuns em 
epilepsia e lesões occipitais. 
● Complexas: cenas inteiras, figuras humanas, animais; podem ser 
cenográficas (visão de eventos completos, como incêndios ou brigas). 
● Macropsias / Micropsias / Zoopsias: distorções de tamanho ou forma 
(ver coisas enormes ou minúsculas; ver animais). 
● Autoscopia / Heautoscopia: ver o próprio duplo (interna ou 
externamente). 
● Extracampinas (Bleuler): fenômenos fora do campo visual direto do 
paciente (descritos em esquizofrenia). 
 
- Por que ocorrem: frequentemente associadas a causas orgânicas 
(delirium, intoxicações, epilepsia, lesões cerebrais); alucinógenos (LSD, 
mescalina) produzem visuais complexas. 
 3. Alucinações táteis (hápticas) 
● O que são: sensações de toque, pressão, picadas, queimaduras ou 
movimento sobre a pele sem estímulo real. 
● Características: podem ser localizadas (sensação de insetos andando 
sobre a pele — “formigas”) ou de contato genital (alucinações genitais) 
● Sinais úteis: frequentemente acompanhadas por alucinações visuais 
(ver os insetos) — quando combinadas, sugerem intoxicação ou 
delirium. 
 4. Alucinações olfativas e gustativas 
● O que são: perceber cheiros ou sabores inexistentes(ex.: cheiro de 
podre, gosto metálico). 
● Características: raras; quando presentes, muitas vezes indicam lesão 
cerebral focal (lobo temporal), epilepsia temporal ou tumor. 
● Sinais úteis: surgem isoladamente em epilepsia temporal; se associadas 
a delírio, pensar em causas orgânicas. 
 5. Alucinações cenestésicas 
● O que são: sensações internas estranhas e mal definidas sobre órgãos 
ou partes do corpo (ex.: “meus órgãos estão podres”, “algo se move 
dentro de mim”). 
● Características: muito angustiantes; comuns em psicoses somáticas e 
em transtornos com conteúdo hipocondríaco. 
● Sinais úteis: conteúdo frequentemente ligado a delírios somáticos; 
avaliar risco de automutilação (tentativas de “remover” o que o paciente 
sente). 
 6. Alucinações cinestésicas 
● O que são: falsas percepções de movimento do corpo ou de partes dele 
(ex.: sensação de voar, chão afundando, ser impelido a andar). 
● Associações clínicas: esquizofrenia (especialmente formas catatônicas), 
delirium, intoxicações. 
● Sinais úteis: podem acompanhar estados de desorganização 
psicomotora; observar coerência entre relato e comportamento. 
 
 
 
 
Pseudoalucinação 
● O que é: experiência sensorial vivida internamente (no “mundo interno”), 
sem a sensação de corporalidade externa; o paciente às vezes 
reconhece que é falsa. 
● Exemplo: ouvir uma voz “dentro da cabeça” que o sujeito percebe como 
diferente de uma voz externa; pode ter menos convicção do que uma 
alucinação verdadeira. 
Agnosia e afasia 
● Agnosia: sensação preservada (a pessoa vê, ouve, toca), mas não 
reconhece o objeto; é um problema de associação perceptiva no 
cérebro (ex.: paciente descreve forma e cor de uma cadeira, mas não 
sabe que é uma cadeira nem para que serve). Geralmente indica lesão 
cortical (ex.: demência, AVC). 
● Afasia: distúrbio da linguagem (compreensão e/ou expressão) sem 
déficit sensorial; também sugere lesão cerebral. 
 
 
Alteração do Pensamento 
O que é pensamento v 
● Pensamento = capacidade de formar conceitos, fazer juízos e encadear 
raciocínios para resolver problemas. 
● Conceito = unidade do pensamento; juízo = relação entre conceitos (ex.: 
“a flor é bela”). Alterações nesses níveis comprometem a realidade e o 
funcionamento. 
Alterações de conteúdo (o quê do pensamento) 
● Ideias prevalentes / sobrevalorizadas: convicções intensas, 
compreensíveis por contexto afetivo (religião, política, hipocondria). Não 
são verdadeiros delírios; admitem correção. 
● Ideias delirantes (delírios): juízos patologicamente falsos, com 
convicção absoluta, incorrigibilidade e frequentemente 
incompreensibilidade (delírios primários surgem “do nada”; secundários 
derivam de humor, culpa ou experiências). Exemplos: delírio de 
perseguição, de grandeza, erotomaníaco, de ciúmes, niilista/somático. 
Ideias delirantes primárias 
● Conteúdo absurdo: o delírio apresenta um conteúdo impossível ou 
manifestamente irreal. 
● Certeza subjetiva extrema: o paciente tem convicção absoluta e 
persistente, mesmo diante de provas contrárias. 
● Impermeabilidade à argumentação: é incorrigível; raciocínios e 
experiências não o modificam. 
● Surgimento espontâneo: aparece “do nada”, sem derivação lógica da 
realidade ou do humor; é incompreensível e transforma a 
personalidade. 
● Contexto sociocultural: o tema pode refletir símbolos ou referências 
culturais do indivíduo. 
 Delírios primários versus delírios secundários 
● Primários: inderiváveis, incompreensíveis, autônomos; alteram 
profundamente a personalidade. 
● Secundários: derivam de estados emocionais, experiências ou 
predisposições (culpa na depressão; grandiosidade na mania); são 
compreensíveis em relação ao contexto afetivo e não provocam a 
mesma transformação da personalidade. 
 
 
 
 Humor delirante 
● Definição: sensação angustiante e vaga de que algo está mudando; 
prenúncio de surto psicótico. 
● Efeito: ansiedade intensa, despersonalização e desrealização; tende a 
preceder e depois ceder quando o delírio se cristaliza. 
 Tipos de vivência delirante primária (autorreferenciadas) 
● Percepção delirante: atribuição imediata de um significado delirante a 
uma percepção normal. 
● Cognição ou intuição delirante: convicção súbita e sem base (ex.: “sou o 
Presidente”), sem estímulo externo. 
● Representação delirante mnésica: atribuição delirante a uma 
lembrança (ex.: recordar um episódio infantil como prova de uma 
identidade grandiosa). 
 
TIPOS DE DELÍRIOS 
1. Delírio de perseguição 
● O que é: crença fixa de que se é vigiado, perseguido, sabotado ou 
ameaçado. 
● Sinais práticos: desconfiança extrema, interpretações persecutórias de 
gestos e notícias, comportamento defensivo ou litigioso (querelas). 
● Contextos comuns: esquizofrenia paranoide, transtornos delirantes, 
intoxicações. 
● Subtipos: delírio de prejuízo (forma atenuada), delírio querelante 
(reivindicação legal), autorreferência (acreditar que mensagens/gestos 
são dirigidos a si). 
2. Delírio de influência (controle) 
● O que é: sensação de que pensamentos, vontades ou ações são 
controlados por forças externas (telepatia, radiações, espíritos). 
● Sinais práticos: queixas de “pensamentos inseridos/roubados”, 
sensação de ser manipulado; relatos de ações que “não são minhas”. 
● Contextos comuns: esquizofrenia, estados psicóticos com sintomas de 
passividade. 
 
 
3. Delírio de grandeza 
● O que é: crença exagerada de poder, riqueza, talento ou identidade 
especial (ser figura histórica, ter poderes). 
● Sinais práticos: afirmações grandiosas, descompasso entre relato e 
realidade, comportamento expansivo. 
● Contextos comuns: mania, transtornos delirantes, alguns quadros 
psicóticos. 
4. Delírio de ciúmes 
● O que é: convicção infundada de que o parceiro é infiel; vigilância e 
desconfiança contínuas. 
● Sinais práticos: fiscalizações, confrontos, risco aumentado de agressão; 
forte componente emocional. 
● Contextos comuns: transtorno delirante, esquizofrenia paranoide, 
alcoolismo. 
5. Delírio erotomaníaco 
● O que é: crença de que outra pessoa (frequentemente de status mais 
alto) é secretamente apaixonada pelo indivíduo. 
● Sinais práticos: perseguição idealizada, tentativas de contato, 
interpretações de sinais mínimos como prova de amor. 
● Contextos comuns: transtorno delirante. 
6. Delírios de conteúdo negativo (niilista / somático / hipocondríaco) 
● O que é: crenças de perda, negação ou deterioração do corpo ou do 
mundo (ex.: “meus órgãos apodreceram”, “estou morto”). 
● Sinais práticos: queixas somáticas bizarras, recusa de cuidados, 
angústia intensa. 
● Contextos comuns: depressão grave (delírios de culpa/niilistas), 
esquizofrenia, transtornos somáticos. 
7. Delírio de ruína / miséria 
● O que é: convicção de perda total, falência ou desgraça iminente. 
● Sinais práticos: queixas de pobreza absoluta, desesperança, ideias de 
desvalia. 
● Contextos comuns: depressão severa, demência. 
8. Delírio de culpa / auto acusações 
● O que é: crença fixa de ter cometido crimes, pecados ou faltas graves, 
merecendo punição. 
● Sinais práticos: remorso exagerado, pedidos de punição, risco de 
automutilação em casos extremos. 
● Contextos comuns: depressão melancólica, alguns quadros psicóticos. 
 
TIPOS DE PENSAMENTOS ESQUIZOFRÊNICOS 
1. Desagregação do pensamento 
● O que é: perda da capacidade de ligar conceitos; fala e raciocínio 
tornam‑se fragmentados, ilógicos e muitas vezes incompreensíveis. 
● Como aparece: respostas misturadas, saltos associativos, frases sem 
conexão; varia em intensidade. 
● Importância clínica: sinal típico de esquizofrenia desorganizada; pode 
ocorrer também em psicoses tóxicas. 
2. Neologismo (condensação de conceitos) 
● O que é: criação de palavras novas ou junção absurda de 
sílabas/palavras que só fazem sentido para o paciente. 
● Efeito: prejudica a comunicação e indica reorganização anômala do 
sistema conceitual. 
3. Roubo do pensamento 
● O que é: sensação subjetiva deque ideias foram subtraídas da mente 
do paciente. 
● Significado clínico: fenômeno de perda de autoria do pensamento, 
típico de sintomas de passividade. 
4. Publicação/divulgação do pensamento 
● O que é: crença de que os próprios pensamentos são conhecidos por 
outros (“meus pensamentos são públicos”). 
● Impacto: quebra da fronteira entre pensamento interno e mundo 
externo; sugestivo de psicose com sintomas de controle. 
5. Interceptação / bloqueio / suspensão do pensamento 
● O que é: interrupção abrupta do fluxo de pensamento; sensação de 
“branco” ou de que o pensamento foi impedido. 
● Como se manifesta: relatos de perda súbita de ideias, dificuldade em 
continuar o raciocínio. 
Outros pensamentos típicos 
1. Fuga de ideias (taquifrenia) 
● O que é: aceleração do fluxo de pensamento com saltos rápidos entre 
temas; perda de direção e conclusão. 
● Como soa: fala muito rápida, muitas associações; às vezes ainda 
compreensível (ordenada) ou totalmente caótica (desordenada). 
● Contexto clínico: típico da mania (transtorno bipolar). 
 
● Exemplo: a pessoa pula de um assunto a outro sem terminar frases; 
parece eufórica e dispersa. 
2. Inibição do pensamento (bradifrenia) 
● O que é: lentificação do pensamento; menos temas e ideias 
verbalizadas; dificuldade para pensar. 
● Como soa: fala lenta, pausas longas, queixas de “não conseguir pensar”. 
● Contexto clínico: depressão, demência, epilepsia, intoxicações. 
● Exemplo: demora para responder, respostas curtas e escassas. 
3. Pensamento prolixo (prolixidade) 
● O que é: excesso de detalhes irrelevantes; dificuldade de síntese, mas o 
relato pode ser concluído. 
● Como soa: muitas voltas, informações supérfluas que atrapalham a 
comunicação. 
● Contexto clínico: TOC, transtornos de personalidade anancástica, 
retardo mental. 
● Diferenciação: minuciosidade traz muitos detalhes relevantes; 
prolixidade traz muitos detalhes irrelevantes. 
4. Perseveração do pensamento 
● O que é: fixação em um único tema; retorno constante ao mesmo 
assunto apesar de tentativas de mudar. 
● Como soa: a pessoa sempre volta ao mesmo ponto, perde flexibilidade 
associativa. 
● Contexto clínico: demência, epilepsia, delirium, alcoolismo, 
esquizofrenia. 
● Exemplo: mesmo falando de outra coisa, volta repetidamente ao mesmo 
episódio ou ideia. 
5. Pensamento obsessivo 
● O que é: ideias intrusivas, repetitivas e involuntárias que o sujeito 
reconhece como absurdas e luta para controlar. 
● Como soa: pensamentos persistentes sobre contaminação, agressão, 
dúvidas torturantes; geram ansiedade. 
● Contexto clínico: Transtorno Obsessivo‑Compulsivo (TOC), depressão, às 
vezes esquizofrenia. 
● Comportamento associado:rituais/compulsões (limpeza, verificação, 
contagem) para neutralizar a angústia. 
 
 
Alteração da Afetividade 
Conceitos essenciais 
● Afetividade = conjunto de emoções, sentimentos e humor. 
● Emoção = reação súbita e breve; 
● Sentimento = experiência afetiva mais duradoura; 
● Humor = tom afetivo basal. 
Perturbações da afetividade 
1. Hipertimia 
● Aumento patológico da intensidade e/ou duração dos afetos; reação 
desproporcional ao contexto. Engloba alegria excessiva, irritabilidade e 
ansiedade intensas. 
- Manifestações principais 
● Euforia simples: sensação de felicidade imotivada; sinais associados — 
aceleração do pensamento, loquacidade, riso fácil, aumento da 
gesticulação e logorreia (fala rápida e difícil de interromper). 
● Exaltação patológica: além da euforia, há aumento da convicção sobre 
o próprio valor e ambições exageradas; acompanha-se de maior 
apetite, excitação sexual e tendência à ação. 
- Irritação patológica 
● O que é: propensão a respostas coléricas e agressivas 
desproporcionais. 
● Consequências: desde mau humor até explosões violentas; pode levar a 
atos contra si ou terceiros. 
● Contextos clínicos: mania/hipomania, psicopatia, epilepsia, 
esquizofrenia (especialmente com ideação persecutória), demências, 
transtorno de personalidade explosiva. 
2. Hipotimia e quadro depressivo 
● Diminuição da intensidade afetiva e inibição global dos processos 
psíquicos. 
● Sinais-chave: tristeza profunda, lentidão, perda de libido e apetite, 
cansaço, alterações do sono. 
● Contextos comuns: depressão maior, esquizofrenia catatônica, 
alcoolismo, demência. 
 
 
 
3. Catatimia 
● Definição: Deformação da percepção da realidade sob a influência do 
afeto; o afeto colore e distorce a experiência. 
● Sinais‑chave: interpretação afetiva exagerada de estímulos; reações 
emocionais que alteram a percepção; comportamento guiado por 
emoção intensa. 
● Contextos comuns: estados psicóticos, transtornos afetivos graves, 
reações emocionais agudas. 
4. Rigidez Afetiva ou Hipomodulação 
● Definição: Dificuldade em modular emoções conforme o contexto; 
respostas afetivas pouco flexíveis. 
● Sinais‑chave: respostas emocionais desajustadas; pouca variação 
afetiva; dificuldade em adaptar a reação ao estímulo. 
● Contextos comuns: esquizofrenia, demência, transtornos de 
personalidade, sequelas neurológicas. 
5. Instabilidade Afetiva ou Labilidade 
● Definição: Oscilações rápidas e frequentes do humor, com dificuldade 
de controle afetivo. 
● Sinais‑chave: mudanças bruscas de humor; reações emocionais 
imprevisíveis; sensibilidade a pequenos gatilhos. 
● Contextos comuns: transtorno bipolar, transtorno de personalidade 
borderline, lesões cerebrais, intoxicações, infância normal em episódios 
transitórios. 
6. Incontinência Emocional 
● Definição: Incapacidade de inibir a expressão emocional; emoções 
transbordam com facilidade. 
● Sinais‑chave: riso ou pranto convulsos; explosões emocionais 
desproporcionais; dificuldade em conter reações. 
● Contextos comuns: demências, lesões orgânicas cerebrais, quadros 
maníacos, retardo mental, transtorno de personalidade explosiva. 
7. Ambivalência Afetiva 
● Definição: Coexistência simultânea de sentimentos opostos em relação 
ao mesmo objeto, gerando perplexidade e angústia. 
● Sinais‑chave: expressa amor e ódio pela mesma pessoa ao mesmo 
tempo; indecisão emocional intensa; sofrimento pela contradição. 
● Contextos comuns: esquizofrenia, transtornos neuróticos, conflitos 
afetivos intensos. 
8. Paratimias ou Incongruência Afetiva 
● Definição: Afetos inadequados ou paradoxais em relação ao conteúdo 
ou situação. 
 
● Sinais‑chave: rir diante de uma tragédia; chorar por motivo trivial; 
reação emocional que não combina com o pensamento ou evento. 
● Contextos comuns: esquizofrenia paranoide, alguns transtornos 
psicóticos, lesões cerebrais. 
9. Tenacidade Afetiva 
● Definição: Duração anormalmente prolongada de estados afetivos 
como rancor, ódio ou mau humor. 
● Sinais‑chave: ressentimento persistente; dificuldade em superar 
emoções negativas; humor cronicamente negativo. 
● Contextos comuns: esquizofrenia, epilepsia, deficiência intelectual, 
transtornos de personalidade. 
10. Puerilismo 
● Definição: Regressão a comportamentos e afetos infantis por perda de 
maturidade emocional. 
● Sinais‑chave: linguagem infantil (pedolalia), caretas, gargalhadas 
inadequadas, comportamento imaturo e dependente. 
● Contextos comuns: histeria e outras neuroses, esquizofrenia 
desorganizada, regressão em crises psicóticas. 
11. Pavor Noturno 
● Definição: Crises agudas de pavor durante o sono, com desorientação e 
reação de pânico ao despertar. 
● Sinais‑chave: sentar ou saltar da cama em pânico, choro inconsolável, 
confusão temporária, dificuldade em reconhecer pessoas próximas. 
● Contextos comuns: crianças (distúrbios do sono), epilepsia noturna, 
hipoglicemia, transtornos dissociativos. 
 
 
Alteração da Vontade 
O que é vontade 
● Definição prática: é o processo que vai da sensopercepção → intenção 
→ deliberação → decisão → execução. Em outras palavras: algo chama 
sua atenção, você quer, escolhe como e decide agir, e então executa. 
● Por que importa: sem vontade não há início nem manutenção de açõesúteis (trabalho, higiene, alimentação). 
Estupor e sintomas da série catatônica 
1. Definição de Estupor 
- Estupor é uma síndrome caracterizada por ausência quase total de 
iniciativa e reação a estímulos externos, com imobilismo marcado. Não é 
apenas “estar quieto”: é uma paralisação volitiva e motora que pode manter a 
lucidez interna. 
- Tríade sintomática do Estupor 
● Abulia — ausência de vontade. 
● Apraxia — incapacidade de executar atos práticos apesar de 
preservação motora. 
● Acinesia — ausência de movimento. 
2. Diferença prática entre Estupor e Coma 
COMA ESTUPOR 
Ausência de consciência Preservação de lucidez; paciente 
pode estar orientado 
Estado vegetativo, medular Mantém orientação auto e 
alopsíquica 
Amnésia do episódio Paciente pode relatar o que ocorreu 
após a crise 
Reflexos podem desaparecer ou 
variar 
Reflexos geralmente preservados 
Causa primária neurológica grave Associado a catatonia, depressão 
grave, transtorno bipolar; também 
psicogênico 
 
 
3. Observações clínicas importantes 
● Variação clínica: o estupor pode ir de bloqueios transitórios a 
imobilização total em posição fixa. 
● Estados semi-estuporosos: o paciente pode ainda andar, falar ou 
realizar ações, porém de forma muito lenta, interrompida ou 
automática. 
● Estupor psicogênico: em contextos histéricos pode mimetizar estupor 
catatônico ou depressivo; costuma ocorrer em “choque emocional” e 
apresentar mutismo. 
● Causas associadas: esquizofrenia catatônica, fases depressivas graves 
(incluindo depressão no transtorno bipolar), transtorno depressivo 
recorrente; sempre investigar causas orgânicas e tóxicas. 
Negativismo 
● Definição: tendência persistente a reagir de modo contrário às 
solicitações ou estímulos do meio. 
● Formas principais: 
○ Negativismo passivo: o paciente não obedece a ordens, mas 
pode ser levado à ação se for fisicamente conduzido; há 
resistência sem hostilidade ativa. 
○ Negativismo ativo: o paciente faz deliberadamente o oposto do 
pedido (por exemplo, pede‑se que levante a mão e ele a abaixa). 
○ Mutismo: recusa a falar; pode acompanhar negativismo e ocorre 
em estupor catatônico, depressivo, psicogênico, demência 
avançada e autismo. 
○ Pararespostas: respostas paralelas ou deslocadas às perguntas, 
que não respondem ao conteúdo solicitado. 
● Sinais observáveis: recusa a olhar, não seguir comandos simples, 
silêncio persistente, respostas que “fogem” da pergunta. 
Sugestibilidade volitiva 
● Definição: tendência patológica a aceitar e executar qualquer 
solicitação externa sem reflexão crítica. 
● Manifestações: obediência automática (cumprir ordens mesmo 
perigosas), comportamento hipnótico, aceitação de sugestões em 
estados dissociativos ou conversivos. 
● Grau extremo: obediência automática, quando o paciente realiza atos 
danosos sem avaliar consequências. 
● Quando aparece: transtornos dissociativos, estados hipnóticos, 
catatonias e alguns quadros psicóticos. 
 
 
Pseudoflexibilidade cerácea: 
● Paciente permanece em qualquer posição em que for colocado. 
● É uma falsa flexibilidade parecida com a da cera. 
● Ex: Catalepsia – é uma similaridade da rigidez cadavérica. 
● Esquizofrenia catatônica 
 
Fenômenos do eco 
● Ecopraxia — imitação automática de gestos ou atos. Exemplo: alguém 
coça a própria cabeça e o paciente imediatamente repete o gesto, sem 
intenção consciente. 
● Ecolalia — repetição verbal imediata do que outra pessoa diz. Exemplo: 
o examinador pergunta “Como você está?” e o paciente repete “Como 
você está?” em vez de responder. 
● Ecomimia — imitação da expressão facial de outra pessoa. Exemplo: o 
interlocutor sorri e o paciente reproduz exatamente o mesmo sorriso. 
● Clinicamente: Esquizofrenia Catatônica, Retardo Mental, Delirium, nos 
processos demenciais, Autismo. 
Estereotipias 
1. Definição: Movimentos, posturas ou verbalizações repetitivas e invariáveis, 
sem propósito aparente, mantidos por longos períodos. 
2. Sinais‑chave: 
● Estereotipias motoras: andar de um lado para outro sem objetivo; 
balançar o corpo; movimentos rítmicos das mãos. 
● Estereotipias de posição/atitude: manter o corpo numa mesma postura 
por tempo prolongado. 
● Maneirismo: gestos, mímicas ou vocalizações exageradas, afetadas ou 
bizarras (estilo “teatral”). 
● Maneirismo verbal: escolha de palavras rebuscadas, uso de jargões, 
diminutivos ou sotaque afetado. 
● Palilalia: repetição da última palavra que o paciente diz. 
● Logoclonia: repetição da última sílaba da palavra. 
● Verbigeração: inserção repetitiva de frases ou expressões no discurso, 
em tom monótono. 
● Mussitação: fala muito baixa, murmurada, com movimento labial sem 
articulação clara. 
 
Ansiedade 
● Ansiedade é a resposta a qualquer eventualidade de ameaça ao 
indivíduo; 
● Tem uma componente fisiológica e psicológica 
● A característica que todas as perturbações da ansiedade partilham é a 
presença de medo e ansiedade excessivos, e alterações do 
comportamento relacionadas 
Ansiedade vs Medo 
● Medo: resposta emocional a uma ameaça real ou percebida 
● Ansiedade: antecipação de uma ameaça futura 
Ansiedade Normal vs Patológica 
● Distinguem-se pela intensidade, frequência e impacto na pessoa; 
● Devemos analisar a proporcionalidade entre a gravidade da situação 
objetiva e a resposta ansiosa, o grau de sofrimento subjetivo e o grau 
do comprometimento funcional. 
● Nas perturbações da ansiedade, o medo persiste após o estímulo 
desaparecer. 
Perturbação de Ansiedade Generalizada 
Ansiedade e preocupação excessiva sobre vários acontecimentos e atividades 
Critérios 
● Ansiedade e preocupação excessiva que ocorrem em mais de metade 
dos dias durante pelo menos 6 meses, sobre vários acontecimentos ou 
atividades (desempenho escolar ou laboral, etc) 
● O indivíduo tem dificuldade em controlar a preocupação 
● A ansiedade e a preocupação estão associadas com 3 ou mais dos 
sintomas seguintes (com pelo menos alguns presentes em mais de 
metade dos dias durante 6 meses) 
○ Agitação, nervosismo ou tensão interior 
○ Fadiga fácil 
○ Dificuldades de concentração ou mente vazia 
○ Irritabilidade 
○ Tensão muscular (pode incluir tremores, espasmos, dores 
musculares...) 
○ Perturbações do sono (dificuldade em adormecer ou permanecer 
a dormir ou sono insatisfatório) 
 
● A ansiedade, preocupação ou sintomas físicos causam mal-estar 
clinicamente significativo ou défice no funcionamento social, 
ocupacional, etc 
● A perturbação não é atribuível a efeitos fisiológicos de uma substância 
ou a outra condição médica 
● Os sintomas não são melhor explicados por outra perturbação mental 
 
Ataque de Pânico 
Um ataque de pânico requer 4 ou mais dos seguintes sintomas: 
1. Palpitações, batimentos cardíacos ou ritmo cardíaco acelerado 
2. Suores 
3. Estremecimentos ou tremores 
4. Sensações de falta de ar ou abafamento 
5. Sensação de asfixia 
6. Desconforto ou dor no peito 
7. Náuseas ou mal-estar abdominal 
8. Sensação de tontura, de desequilíbrio, de cabeça vazia ou desmaio 
9. Sensações de frio ou calor 
10. Parestesias 
11. Desrealização ou despersonalização 
12. Medo de perder o controlo ou de enlouquecer 
13. Medo de morrer 
Categorias de Ataques de Pânico 
Inesperado: não há estímulo aparente 
Situacional ou esperado: há um estímulo que desencadeia o ataque (ex: 
situação em que a pessoa costuma ter ataques de pânico) 
Frequência de Ataques de Pânico 
Moderadamente frequentes: 1x por semana, com regularidade por períodos 
de meses 
Infrequentes: por exemplo, 2 por mês 
Surtos curtos de ataques mais frequentes: por exemplo, diariamente, 
separados por períodos longos sem ataques ou com ataques infrequentes 
Perturbação de Pânico 
Caracterizada por ataques de pânico inesperados que causam preocupação 
persistente sobre a possibilidade de ter outro(s) ou das suas possíveis 
consequências, e/ou alteração desadaptativa do comportamento para tentar 
evitar que o mesmo aconteçaCritérios 
● Ataques de pânico inesperados recorrentes 
● Pelo menos um dos ataques foi seguido por um mês de um ou ambos 
dos seguintes: 
○ Preocupação persistente acerca de ter novos ataques ou das 
suas consequências (ex: ataque cardíaco, enlouquecer...) 
○ Alteração significativa desadaptativa relacionada com os 
ataques (ex: evitar prática de exercício ou situações 
desconhecidas) 
● Não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou de outra 
condição médica 
● A perturbação não é melhor explicada por uma outra perturbação 
mental (ou seja, os ataques não acontecem apenas em situações 
sociais temidas, em resposta a estímulos fóbicos ou à separação das 
figuras de vinculação) 
Diagnóstico Diferencial 
● Outras perturbações com ataques de pânico como característica 
associada 
● Se os ataques de pânico apenas ocorrerem em resposta a estímulos 
específicos, só se atribui o diagnóstico da perturbação de ansiedade 
relevante: 
○ Ansiedade social: quando desencadeados por situações sociais 
○ Fobia específica ou agorafobia: causado por objetos ou 
situações fóbicas 
○ Ansiedade generalizada: desencadeado por preocupações 
 
 
 
Agorafobia 
Medo ou ansiedade intensos e irracionais causados pela exposição real ou 
antecipação à exposição a um amplo conjunto de situações (transportes 
públicos, espaços abertos, espaços fechados, multidões ou estar fora de casa 
sozinho) 
Critérios 
● Medo ou ansiedade marcados em 2 ou mais das seguintes situações: 
○ Utilizar transportes públicos (carros, autocarros, barcos, aviões...) 
○ Estar em espaços abertos (parques de estacionamento, 
mercados ao ar livre...) 
○ Estar em espaços fechados (cinema, lojas, teatros...) 
○ Estar numa fila ou multidão 
○ Estar fora de casa sozinho 
● O indivíduo tem medo ou evita essas situações devido a medo de que 
fugir seja difícil ou de que precise de ajuda e não a consiga obter no 
caso de ter algum sintoma (ex: medo de cair, de incontinência, ataque 
de pânico...) 
● As situações agorafóbicas provocam quase sempre medo ou ansiedade 
● As situações agorafóbicas são evitadas ativamente, requerem a 
presença de um companheiro ou são suportadas com medo ou 
ansiedade intensos 
● O medo e ansiedade são desproporcionais em relação ao perigo real e 
ao contexto sociocultural 
● O medo, ansiedade ou evitamento são persistentes, com uma duração 
de 6 meses ou mais 
● O medo, ansiedade ou evitamento causam mal estar clinicamente 
significativo ou um défice funcional, escolar, social... 
● Se outra condição estiver presente, o medo, ansiedade ou evitamento 
são desproporcionais ou excessivos em relação ao perigo real 
● O medo, ansiedade e evitamento não são melhor explicados pelos 
sintomas de outras condições psicológicas, como fobia específica, fobia 
social, obsessões, falhas ou defeitos percepcionados na aparência 
(perturbação dismórfica corporal), recordações de acontecimentos 
traumáticos ou medo de separação 
● A agorafobia é diagnosticada independentemente da presença da 
perturbação de pânico 
 
 
 
 
Fobia Específica 
● Medo/ansiedade excessiva/irracional circunscrita à presença de um 
estímulo fóbico, que provoca uma resposta ansiosa imediata (pode ser 
ou não um ataque de pânico) 
● Limitada a um estímulo específico 
● Possui um caráter mais leve, porque os sintomas só se apresentam 
frente ao estímulo em questão 
● O(s) estímulo(s) é evitado ou suportado mas com grande mal estar 
● A pessoa reconhece o medo como sendo irracional 
Critérios 
● Medo ou ansiedade marcados em relação a um estímulo específico (ex: 
andar de avião, animais, sangue...) 
● O estímulo provoca quase sempre medo ou ansiedade imediatos 
● O estímulo é ativamente evitado ou tolerado com intenso desconforto 
● O medo/ansiedade são desproporcionais ao perigo real e ao contexto 
sociocultural da pessoa 
● O medo, ansiedade e evitamento são persistentes, durando mais de 6 
meses 
● O medo, ansiedade e evitamento causam mal estar clinicamente 
significativo ou um défice funcional, social, ocupacional... 
● A perturbação não é mais bem explicada pelos sintomas de outra 
perturbação mental, objetos e situações relacionados com obsessões, 
recordações de acontecimentos traumáticos, separação de casa ou de 
figuras de vinculação ou situações sociais 
Especificadores 
● Animal (animais ou insetos) 
● Ambiental (tempestades, rios, precipícios) 
● Sangue/injeção/ferimento 
● Situacional (medo de situações específicas, como conduzir, andar de 
elevador...) 
● Outros tipos (sons altos, asfixia, vómito...) 
 
 
 
Ansiedade Social ou Fobia Social 
O que é? 
● Medo/ansiedade excessiva/irracional em uma ou mais situações de 
desempenho nas quais se expõe à observação, por receio de se 
comportarem de forma embaraçosa 
● A exposição a tal cenário causa quase invariavelmente ansiedade e 
pode assumir a forma de uma ataque de pânico 
● O(s) estímulo(s) é evitado ou suportado mas com grande mal estar 
● A pessoa reconhece o medo como sendo irracional 
 
Critérios 
● Medo ou ansiedade marcados de um ou mais tipos de situações sociais 
em que o indivíduo está exposto ao possível escrutínio dos outros (ex: 
interações sociais, como conversas, ser observado a fazer 
determinadas atividades, situações de desempenho como falar em 
público, etc) 
● O indivíduo teme comportar-se de forma que revela ansiedade por 
medo que os mesmos sejam avaliados de forma negativa 
● As situações sociais provocam quase sempre medo ou ansiedade 
● Situações sociais são ativamente evitadas ou toleradas com intenso 
desconforto 
● O medo/ansiedade são desproporcionais ao perigo real que a situação 
social pressupõe e ao contexto sociocultural da pessoa 
● O medo, ansiedade e evitamento são persistentes, durando mais de 6 
meses 
● O medo, ansiedade e evitamento causam mal estar clinicamente 
significativo ou um défice funcional, social, ocupacional... 
● O medo, ansiedade ou evitamento não são atribuíveis aos efeitos 
fisiológicos de uma substância ou condição médica 
● O medo, ansiedade ou evitamento não são melhor explicados por 
sintomas de outra perturbação mental, como a Perturbação do Pânico, 
Dismórfica Corporal ou do Espetro do Autismo 
● Se outra condição médica está presente, o medo/ansiedade não estão 
relacionados a ela ou são desproporcionais 
Especificadores 
Tipo apenas de desempenho (estes indivíduos só têm sintomas em relação a 
situações onde têm de fazer algo que requer desempenho, como 
apresentações académicas, performances, etc, mas não aparecem em 
situações sociais que não envolvem desempenho) 
 
Transtorno bipolar 
Episódio maníaco 
● Um período distinto de humor anormal e persistentemente elevado, 
expansivo ou irritável, e um aumento anormal e persistente da 
atividade dirigida a determinados objetivos, ou da sua energia, com 
duração mínima de uma semana e presente na maior parte do dia, 
quase todos os dias (ou qualquer duração, se a hospitalização se 
tornar necessária). 
● Durante o período de perturbação do humor e aumento da energia ou 
atividade, três (ou mais) dos seguintes sintomas (quatro se o humor é 
apenas irritável) estão presentes, representando uma mudança notável 
do comportamento habitual: 
○ Aumento considerável da autoestima ou grandiosidade 
○ Redução da necessidade de dormir (sente-se descansado com 
apenas três horas de sono, por exemplo) 
○ Demonstra-se mais eloquente/falador do que é habitual, ou faz 
pressão para prolongar a conversa 
○ Fuga de ideias ou experiência subjetiva de que os pensamentos 
estão acelerados 
○ Distratibilidade (a atenção é desviada muito facilmente por 
estímulos externos insignificantes ou irrelevantes), conforme 
relatado (pelo próprio) ou observado (por outros) 
○ Aumento da atividade dirigida a objetivos (seja socialmente, no 
trabalho ou escola, seja sexualmente) ou agitação psicomotora 
(atividade sem propósito não dirigida a objetivos) 
○ Envolvimentoexcessivo em atividades com elevado potencial 
para consequências dolorosas (envolvimento em surtos 
desenfreados de compras, indiscrições sexuais ou investimentos 
financeiros insensatos, por exemplo) 
● A perturbação do humor é suficientemente grave a ponto de causar 
prejuízo acentuado no funcionamento social ou profissional ou para 
necessitar de hospitalização a fim de prevenir dano a si mesmo ou a 
outras pessoas; podem também existir características psicóticas. 
● O episódio não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância 
(uso de substâncias, medicamentos ou qualquer outro tratamento) ou a 
outra condição médica. 
Episódio hipomaníaco 
● Um período distinto de humor anormal e persistentemente elevado, 
expansivo ou irritável, e um aumento anormal e persistente da 
atividade dirigida a determinados objetivos, ou da sua energia, com 
 
duração mínima de quatro dias consecutivos e presente na maior parte 
do dia, quase todos os dias. 
● Durante o período de perturbação do humor e aumento de energia e 
atividade, três (ou mais) dos seguintes sintomas (quatro se o humor é 
apenas irritável) persistem, representando uma mudança notável em 
relação ao comportamento habitual: 
○ Aumento considerável da autoestima ou grandiosidade 
○ Redução da necessidade de dormir (sente-se descansado com 
apenas três horas de sono, por exemplo) 
○ Demonstra-se mais eloquente/falador do que é habitual, ou faz 
pressão para prolongar a conversa 
○ Fuga de ideias ou experiência subjetiva de que os pensamentos 
estão acelerados 
○ Distratibilidade (a atenção é desviada muito facilmente por 
estímulos externos insignificantes ou irrelevantes), conforme 
relatado (pelo próprio) ou observado (por outros) 
○ Aumento da atividade dirigida a objetivos (seja socialmente, no 
trabalho ou escola, seja sexualmente) ou agitação psicomotora 
(atividade sem propósito não dirigida a objetivos) 
○ Envolvimento excessivo em atividades com elevado potencial 
para consequências dolorosas (envolvimento em surtos 
desenfreados de compras, indiscrições sexuais ou investimentos 
financeiros insensatos, por exemplo) 
● O episódio está associado a uma mudança clara no funcionamento 
que não é característica do indivíduo quando assintomático. 
● A perturbação do humor e a mudança no funcionamento são 
observáveis por outras pessoas. 
● O episódio não é suficientemente grave a ponto de causar prejuízo 
acentuado no funcionamento social ou profissional ou para necessitar 
de hospitalização. Se existirem características psicóticas, por definição, 
o episódio é maníaco. 
● O episódio não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância 
(uso de substâncias, medicamentos ou qualquer outro tratamento). 
Episódio depressivo 
● cinco (ou mais) dos seguintes sintomas estiveram presentes durante o 
período de duas semanas e representam uma mudança em relação ao 
funcionamento anterior 
○ Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, 
conforme indicado pelo próprio indivíduo (“sinto-me triste, vazio, 
sem esperança") ou por observação feita por outras pessoas 
(“parece choroso”). 
○ Acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase 
todas as atividades, na maior parte do dia, quase todos os dias 
(relatada pelo próprio sujeito ou através da observação feita por 
outras pessoas). 
 
○ Perda ou ganho significativo de peso, sem a implementação de 
qualquer dieta (uma alteração de mais de 5% do peso corporal 
em um mês, por exemplo), ou redução ou aumento do apetite, 
quase todos os dias. insônia ou hipersonia, quase todos os dias. 
○ Insônia ou hipersonia, quase todos os dias. 
○ Agitação ou lentidão psicomotora, quase todos os dias 
(observáveis por outras pessoas, não somente sensações 
(subjetivas) de inquietação ou de sentir mais lento). 
○ Fadiga ou perda de energia, quase todos os dias. 
○ Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada 
(que podem ser delirantes, não se limitando a uma mera 
autorrecriminação, ou culpa por estar doente), quase todos os 
dias. 
○ Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, ou 
indecisão, quase todos os dias (relatada pelo próprio sujeito ou 
através da observação feita por outras pessoas). 
○ Pensamentos recorrentes de morte (não somente medo de 
morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, uma 
tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio. 
 
● Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo 
no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes 
da vida do indivíduo. 
● O episódio não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância 
ou a outra condição médica. 
 
 
Esquizofrenia 
● Caracteriza-se por distorções fundamentais e características do 
pensamento e da percepção, bem como afeto inadequado ou 
embotado. 
● A esquizofrenia afeta 1% da população mundial e é uma das dez 
doenças que mais incapacita os indivíduos afetados. 
● Atinge mulheres e homens em taxas similares, no entanto, a doença tem 
início mais precoce em homens – dos 20 aos 25 anos – e mais tarde em 
mulheres – dos 25 aos 30 anos, aproximadamente. 
● A taxa de suicídio é 10 vezes maior do que na população em geral e 
mais frequente no sexo masculino. 
Conceitos 
● Delírio: crenças fixas e inflexíveis às evidências conflitantes ou 
contrárias. Podem ser: 
○ Persecutório: crença de estar sendo prejudicado, assediado, 
perseguido. 
○ Referência: crença de que comentários, gestos e estímulos 
ambientais são direcionados à própria pessoa. 
○ Grandeza: crença de ser muito famoso, rico ou ter alguma 
habilidade especial. 
○ Erotomaníacos: a pessoa crê que alguém, geralmente uma 
pessoa famosa ou importante, está apaixonado por ela. 
○ Niilistas: crença de que acontecerá alguma tragédia. 
○ Somáticos: crença de que órgãos estão se fragmentando ou que 
não possuem cérebro, por exemplo. 
○ Conteúdo bizarro: são aqueles impossíveis de serem reais por se 
expressarem como a crença de perda de controle sobre seu 
corpo e sua mente. Pode ser: retirada de pensamento, inserção 
de pensamento ou delírios de controle (suas ações estariam 
sendo manipuladas por terceiros). 
● Alucinações: são alterações na sensopercepção. São vívidas, claras e 
involuntárias. Exemplos: alucinações visuais (ver o que não está lá) e 
auditivas (ouvir o que não está lá). 
● Desorganização do pensamento/discurso (transtorno do pensamento 
formal): percebida pelo discurso do indivíduo. Este muda de um tópico 
para outro tópico constantemente (organização frouxa de ideias ou 
afrouxamento das associações) e as respostas a perguntas podem ter 
uma relação oblíqua ou simplesmente não ter relação alguma 
(tangencialidade). 
● Comportamento motor grosseiramente desorganizado ou anormal: 
desde comportamento “tolo e pueril” até agitação imprevisível. 
○ Comportamento catatônico: redução acentuada da reatividade 
ao ambiente; ausência total de respostas verbais e motoras 
 
(mutismo e estupor); atividade motora excessiva sem propósito ou 
causa óbvia (excitação catatônica). Não é patognomônico da 
esquizofrenia. 
○ Sintomas negativos: caracterizados pela expressão emocional 
diminuída (redução de expressões faciais, da prosódia e da 
linguagem corporal), avolia, alogia, anedonia e falta de 
sociabilidade. A avolia é a redução nas atividades autoiniciadas, 
motivadas e com uma finalidade. A alogia, por sua vez, é a 
redução do discurso; a anedonia, a redução no prazer de 
estímulos positivos e, por fim, a falta de sociabilidade se expressa 
pela redução nas interações sociais. 
Quadro clínico 
● Geralmente, inicia-se na adolescência ou nos primeiros anos da idade 
adulta. Pode ser precedido por um período prodrômico, no qual há 
alterações súbitas no comportamento (isolamento social, crenças 
esquisitas e anormalidades) e declínio funcional. 
● A consciência clara e a capacidade intelectual estão preservadas, mas 
os déficits cognitivos podemsurgir como consequência do curso da 
doença. 
● O paciente pode ver a si próprio como o pivô de todos os 
acontecimentos. 
○ Aspectos insignificantes da vida comum podem parecer 
extremamente importantes, fazendo com que situações 
cotidianas adquiram significados especiais e pareçam 
destinados especificamente para o indivíduo. 
● São frequentes as perturbações sensoperceptivas, particularmente a 
auditiva (paciente ouve vozes que comentam sobre seu comportamento 
ou dão ordens). Pode haver ilusões em que cores e sons parecem vívidos 
ou alterados. 
● O quadro clínico pode precipitar de forma aguda inicialmente, como 
uma psicose, mas mais frequentemente assume um curso insidioso e 
crônico, com deterioração progressiva da funcionalidade do paciente 
Subtipos 
● Paranoide: predominam delírios e alucinações, principalmente 
auditivas. Afeto menos embotado e com menor incongruência. 
Alterações de humor são comuns, como irritabilidade, raiva, receio, 
suspeita. Sintomas negativos não predominam. 
● Hebefrênica ou desorganizada: mudanças afetivas, delírios e 
alucinações fugazes (não predominantes), maneirismo (gestos 
extravagantes, prolixo ou afetados). Sintomas negativos que evoluem 
rapidamente. Pensamento e discurso desorganizados e incoerentes. 
Comportamento irresponsável, imprevisível, apragmático, com 
tendência à solidão. Início mais precoce (entre 15 e 25 anos). 
 
● Catatônica: há proeminência de perturbações psicomotoras, que 
podem variar de hipercinesia e estupor ou obediência automática e 
negativismo. Posturas forçadas podem ser mantidas por longo período 
de tempo, com rigidez generalizada, e episódios de ação violenta 
podem ser notáveis. 
● Indiferenciada: não se enquadra em nenhum subtipo, apresentando 
características mistas dos outros subtipos. 
● Residual: fase “tardia” da esquizofrenia, que ocorre após um período da 
doença (compreendendo um ou mais episódios psicóticos com critérios 
para esquizofrenia). Predominam sintomas negativos. 
	Neurose e Psicose 
	Conceitos centrais 
	Neurose 
	Como a neurose se forma 
	Psicose 
	Como a psicose se forma 
	Embotamento afetivo e volitivo 
	Senso-Percepção 
	Sensação vs Percepção 
	Tipos de sensações e sensibilidade 
	Alterações quantitativas da sensação (o “quanto” muda) 
	Percepção verdadeira 
	Pseudopercepções 
	Ilusão 
	 
	 
	Alucinação 
	 2. Alucinações visuais 
	 3. Alucinações táteis (hápticas) 
	 4. Alucinações olfativas e gustativas 
	 5. Alucinações cenestésicas 
	 6. Alucinações cinestésicas 
	 
	 
	Pseudoalucinação 
	Agnosia e afasia 
	Alteração do Pensamento 
	O que é pensamento v 
	Alterações de conteúdo (o quê do pensamento) 
	Ideias delirantes primárias 
	 Delírios primários versus delírios secundários 
	 
	 
	 Humor delirante 
	 Tipos de vivência delirante primária (autorreferenciadas) 
	TIPOS DE DELÍRIOS 
	1. Delírio de perseguição 
	2. Delírio de influência (controle) 
	 
	3. Delírio de grandeza 
	4. Delírio de ciúmes 
	5. Delírio erotomaníaco 
	6. Delírios de conteúdo negativo (niilista / somático / hipocondríaco) 
	7. Delírio de ruína / miséria 
	8. Delírio de culpa / auto acusações 
	TIPOS DE PENSAMENTOS ESQUIZOFRÊNICOS 
	Outros pensamentos típicos 
	1. Fuga de ideias (taquifrenia) 
	2. Inibição do pensamento (bradifrenia) 
	3. Pensamento prolixo (prolixidade) 
	4. Perseveração do pensamento 
	5. Pensamento obsessivo 
	Alteração da Afetividade 
	Conceitos essenciais 
	Perturbações da afetividade 
	2. Hipotimia e quadro depressivo 
	 
	 
	3. Catatimia 
	4. Rigidez Afetiva ou Hipomodulação 
	5. Instabilidade Afetiva ou Labilidade 
	6. Incontinência Emocional 
	7. Ambivalência Afetiva 
	8. Paratimias ou Incongruência Afetiva 
	9. Tenacidade Afetiva 
	10. Puerilismo 
	11. Pavor Noturno 
	Alteração da Vontade 
	O que é vontade 
	Estupor e sintomas da série catatônica 
	Negativismo 
	Sugestibilidade volitiva 
	 
	Pseudoflexibilidade cerácea: 
	Fenômenos do eco 
	Estereotipias 
	Ansiedade 
	Ansiedade vs Medo 
	Ansiedade Normal vs Patológica 
	Perturbação de Ansiedade Generalizada 
	Critérios 
	Ataque de Pânico 
	Categorias de Ataques de Pânico 
	Frequência de Ataques de Pânico 
	Perturbação de Pânico 
	Critérios 
	Diagnóstico Diferencial 
	 
	Agorafobia 
	Critérios 
	 
	Fobia Específica 
	Critérios 
	Especificadores 
	 
	Ansiedade Social ou Fobia Social 
	O que é? 
	Critérios 
	Especificadores 
	Transtorno bipolar 
	Episódio maníaco 
	Episódio hipomaníaco 
	Episódio depressivo 
	 
	Esquizofrenia 
	Conceitos 
	Quadro clínico 
	Subtipos

Mais conteúdos dessa disciplina