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Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS -CONTROLADORAS DE DIREÇÃO. -CONTROLADORAS DE FLUXO. -CONTROLADORAS DE PRESSÃO. - DE BLOQUEIO. Válvulas são componentes que controlam a direção e/ou o sentido de fluxo do fluido hidráulico para obter um movimento desejado de um atuador hidráulico. São os elementos utilizados para comando dos atuadores, exercendo função preponderante dentro dos circuitos e são classificadas conforme suas funções. Válvulas Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de Controle Direcional As válvulas direcionais variam consideravelmente quanto a sua construção e operação. Elas podem ser classificadas de acordo com suas características, tais como: • Métodos de acionamento; • Número de posições; • Número de vias de fluxo; • Forma Construtiva. Classificação: Para acionar um cilindro, por exemplo, é necessário direcionar o fluido até a sua entrada. Para se controlar o sistema, é necessário direcionar o fluido, de forma a ativar e dar sequencia às ações do equipamento. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS As válvulas são representadas graficamente por quadrados. O número de quadrados unidos representa o número de posições ou manobras distintas que uma válvula pode assumir. Devemos saber que uma válvula de controle direcional possui no mínimo dois quadrados, ou seja, realiza no mínimo duas manobras. Válvulas de Controle Direcional - Posições de Acionamento O número de posições de uma válvula direcional representa a quantidade de manobras que ela poderá realizar. Cada posição define um estado do sistema. A posição em que elementos internos da válvula se encontram quando a mesma ainda não foi acionada é denominada posição normal. No caso de uma válvula de duas posições, ela pode executar duas funções distintas, como avanço e retorno de um cilindro, enquanto que numa válvula de três posições, temos uma função a mais, que pode ser uma posição neutra entre as outras duas, o que permitiria uma parada intermediária do atuador, quando necessário. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de controle direcional No caso de uma válvula de duas posições, ela pode executar duas funções distintas, como avanço e retorno de um cilindro. Seria equivalente a um interruptor de luz, que pode acender ou apagar a luz dependendo da sua posição. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de controle direcional Numa válvula de três posições, temos uma função a mais, que pode ser uma posição neutra entre as outras duas, o que permitiria uma parada intermediária do atuador, quando necessário. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Quantidade de conexões úteis da válvula, não incluindo as conexões de pilotagem e de drenos. As setas indicam a interligações internas das conexões. Não necessariamente o sentido do fluxo. Válvulas de Controle Direcional - Número de Vias O número de vias de uma válvula direcional é o número de conexões externas que ela possui, ou seja, quantos encaixes para tubulações externas ela possui. Normalmente, ela deve ter duas ou mais vias, dependendo das funções necessárias. para uma passagem de fluido, são necessárias duas vias, uma entrada e uma saída, enquanto que para um bloqueio, precisamos de somente uma via Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de Controle Direcional Para se contar o número de vias através da visualização externa da válvula, basta contar o número de conexões que ela apresenta. Ao utilizar o diagrama, devemos contar o número de vias contido em somente uma das posições indicadas, uma vez que todas as posições devem ter o mesmo número de vias disponível. No exemplo ao lado a válvula direcional possui quatro vias. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas normalmente abertas e normalmente fechadas As válvulas de 2 vias e as válvulas de 3 vias com retorno por mola podem ser tanto normalmente abertas como normalmente fechadas, isto é, quando o atuador não está energizado, o fluxo pode passar ou não através da válvula. Quando as válvulas direcionais de retorno por mola são mostradas simbolicamente no circuito, a válvula é posicionada no circuito para mostrar a sua condição normal. A posição normal de uma válvula direcional é aquela na qual ela se encontra antes de ser acionada, ou seja, é uma posição inicial de repouso da válvula. Esta posição inicial pode ter duas configurações: 1. bloquear o fluxo do fluido, sendo chamada Normalmente Fechada (NF) ou 2. Permitir o fluxo do fluido, chamada Normalmente Aberta (NA). Válvulas de controle direcional Esta posição inicial define a função que a válvula direcional executa antes de uma mudança de posição. Caso seja necessário acionar um comando para que um cilindro seja acionado, é desejável utilizar uma válvula NF, onde somente depois de seu acionamento é permitido o fluxo do fluido de trabalho. No caso de um botão de emergência, por exemplo, precisamos utilizar uma válvula NA, pois devemos permitir o fluxo do fluido de trabalho até que seja necessário interromper o mesmo. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS - Métodos de acionamento Válvulas de controle direcional Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS O acionamento muscular depende de um operador para acionar um comando, ou seja, é necessário um movimento literalmente muscular para o acionamento. Como acionamentos musculares temos: Botões Alavancas Pedais Válvulas de controle direcional Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de controle direcional As alavancas possuem também vários modelos, mas a simbologia é comum para todas. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de controle direcional Os pedais possuem também vários modelos, mas a simbologia é comum para todos. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de controle direcional O comando mecânico do tipo pino é semelhante ao botão do acionamento muscular. Um exemplo de aplicação é o pino que controla o acendimento da luz de geladeira. Ao abrir a porta, o pino desarma e a luz acende (caracterizando uma válvula NA). Quando a porta se fecha, ela pressiona o pino e apaga a luz. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de controle direcional O acionamento por rolete funciona de maneira diferente do pino. Neste acionamento, o comando (em verde) a ser interpretado tem uma direção perpendicular ao movimento (em azul) da válvula. No caso do rolete, este movimento para comando é bidirecional, ou seja, aceita-se o comando dos dois lados do rolete. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de controle direcional O acionamento por gatilho funciona de maneira semelhante ao rolete, com o comando (em verde) a ser interpretado vir de uma direção perpendicular ao movimento(em azul) da válvula. No entanto, o gatilho só aceita o comando unidirecional, devido à mola montada junto do rolete. Para inverter a direção do comando, basta inverter a posição do rolete. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS PRESSÃO PILOTO Os acionamentos por pressão piloto são empregados em válvulas com funções lógicas ou amplificadoras dentro dos circuitos, sendo o sinal recebido de outra válvula. Podem ser de piloto positivo (aumento da pressão de uma câmara), piloto negativo (exaustão do ar comprimido de uma câmara) ou por diferencial de áreas (mesma pressão atuando em áreas opostas e de valores distintos). São de grande utilidade em circuitos combinacionais ou seqüenciais. Por acréscimo de pressão (positivo) Por decréscimo de pressão (negativo) Por acionamento de pressão diferencial No caso do piloto positivo, um aumento de pressão (em verde) desloca a válvula (movimento em azul), enquanto que no piloto negativo, uma diminuição da pressão realiza o comando. Válvulas de controle direcional Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de controle direcional Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de controle direcional O acionamento elétrico é feito através de solenoides, que são espiras alimentadas por uma corrente elétrica que, ao percorrer a bobina, cria um campo eletromagnético que move o miolo da válvula. O comando do solenoide pode ser feito através de sensores eletroeletrônicos ou por acionamento muscular. São de grande utilização onde a rapidez dos sinais de comando é o fator importante, quando os circuitos são complicados e as distâncias são longas entre o local emissor e o receptor. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS QUANTO AO TIPO DE RETORNO: PNEUMÁTICO Válvulas de controle direcional Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Identificação dos orifícios (vias) Para se utilizar uma válvula direcional, é necessário conhecer os orifícios ou vias do componente para montar as conexões com os outros componentes corretamente. Para isso, existem duas formas de identificação das vias de uma válvula direcional, a Proposta CETOP – ISO (numérica) e a DIN (literal). As duas representam as vias de entrada de pressão, utilização, retorno, etc., com algumas particularidades em cada norma. No entanto, as vias principais são equivalentes nos dois sistemas. Válvulas de controle direcional Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Padrão ISO (numérico) Nº 1 - alimentação: orifício de suprimento principal. Nº 2 - utilização, saída: orifício de aplicação em válvulas de 2/2, 3/2 e 3/3. Nºs 2 e 4 - utilização, saída: orifícios de aplicação em válvulas 4/2, 4/3, 5/2 e 5/3. Nº 3 - escape ou exaustão: orifícios de liberação do ar utilizado em válvulas 3/2, 3/3, 4/2 e 4/3. Nºs 3 e 5 - escape ou exaustão: orifício de liberação do ar utilizado em válvulas 5/2 e 5/3. Orifício número 1 corresponde ao suprimento principal, enquanto que 2 e 4 são aplicações e 3 e 5 escapes Válvulas de controle direcional Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Padrão ISO (numérico) Orifícios de pilotagem são identificados da seguinte forma: 10, 12 e 14. Estas referências baseiam-se na identificação do orifício de alimentação 1. Nº 10 - indica um orifício de pilotagem que, ao ser influenciado, isola, bloqueia, o orifício de alimentação. Nº 12 - liga a alimentação 1 com o orifício de utilização 2, quando ocorrer o comando. Nº 14 - comunica a alimentação 1 com o orifício de utilização 4, quando ocorrer a pilotagem. Quando a válvula assume sua posição inicial automaticamente (retorno por mola, pressão interna) não há identificação no símbolo. Válvulas de controle direcional Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Padrão DIN (literal) Linha de trabalho (utilização): A, B, C Conexão de pressão (alimentação): P Escape ao exterior do ar comprimido utilizado pelos equipamentos pneumáticos (escape, exaustão): R,S,T Drenagem de líquido: L Linha para transmissão da energia de comando (linhas de pilotagem): X,Y, Z Os escapes são representados também pela letra E, seguida da respectiva letra que identifica a utilização (normas N.F.P.A.) Válvulas de controle direcional Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvulas de Controle Direcional - Identificação das Vias Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Exemplos de Válvulas Direcionais com Operadores Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvula Direcional de 2/2 Vias Uma válvula direcional de 2 vias consiste de duas passagens que são conectadas e desconectadas. Em uma posição extrema do carretel, o curso de fluxo é aberto através da válvula. No outro extremo não há fluxo através da válvula. Uma válvula de 2 vias executa uma função de liga-desliga. Esta função é usada em muitos sistemas, como trava de segurança e para isolar ou conectar várias partes do sistema. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvula Direcional de 3/2 Vias Uma válvula de 3 vias consiste de três passagens dentro de um corpo de válvula - via de pressão, via de tanque e uma via de utilização. A função desta válvula é pressurizar o orifício de um atuador. Quando o carretel está posicionado no outro extremo, a válvula esvazia o mesmo orifício do atuador. Em outras palavras, a válvula pressuriza e esvazia alternadamente um orifício do atuador. Professor: Dr. Nestor Proenza Pérez Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca UNEd-ANGRA DOS REIS Válvula Direcional de 4/2 Vias A função de uma válvula direcional de 4 vias é causar o movimento de reversão de um cilindro ou de um motor hidráulico. Para desempenhar esta função, o carretel dirige o fluxo de passagem da bomba para uma passagem do atuador quando ele está em uma posição extrema. Ao mesmo tempo, o carretel é posicionado para que a outra passagem do atuador seja descarregada para o tanque.