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Fundamentos da literatura portuguesa Apresentação Quando se trata de fundamentos, é necessário se dedicar a compreender os primórdios da literatura portuguesa. Ela tem sua origem no século XII, ainda na Idade Média, comumente especificada como Baixa Idade Média, quando a economia, a sociedade, a vida política e a cultura se mantiveram estruturadas dentro dos moldes feudais arcaicos. Esse contexto exerce forte influência na literatura portuguesa. Começa, então, a se desenvolver uma economia mercantil, em face de castelos com domínios senhorais. Brotam as vilas e cidades povoadas de “burgueses”. Os produtos da terra começam a ser lançados e procurados em mercados pelos citadinos. Entre o servo que produz e o senhor que usufruiu do rendimento da terra, outras classes se instituem, sejam elas ligadas ao trabalho rural ou a novas atividades econômicas. Nesta Unidade de Aprendizagem, você conhecerá mais sobre o contexto em que se desenvolve a expressão literária portuguesa em seus primórdios e os seus fundamentos. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Analisar a consolidação da língua portuguesa como consequência da literatura.• Definir os períodos literários e as características da literatura portuguesa em cada um deles.• Reconhecer as características da literatura portuguesa em textos literários.• Desafio Quais são as marcas da origem da literatura portuguesa? De que forma estava organizado o contexto social português? De que forma se dava a expressão linguística? Havia influência de outros povos? Estes são questionamentos importantes para o entendimento da consolidação da literatura em solo Ibérico. Os primeiros registros estão datados no século XII e tudo inicou pela oralidade para, posteriormente, ser registrado, inicialmente em galego-português. Imagine que você foi convidado para participar de um debate temático em uma instituição de ensino superior com o objetivo de dialogar para construir conhecimento sobre os fundamentos da literatura portuguesa, como sua influência, as escolas, os autores e as obras. Os convidados devem organizar sua fala de forma a não exceder o tempo máximo de apresentação. Você precisa, então, pontuar as informações essenciais, mantendo a objetividade, sem ultrapassar o limite estabelecido. Para isso, você deve organizar dois parágrafos explicando o contexto inicial da produção literária de Portugal. Quais informações importantes você traria para compor a sua apresentação? Infográfico A literatura portuguesa atravessa 8 séculos até conquistar a modernidade. Ao longo desse período, os processos históricos e culturais que moldaram a sociedade foram fonte de influência para cada um dos períodos dessa literatura, definindo características singulares e consagrando autores. Os primeiros registros datam do século XII, período em que ocorre a expulsão dos árabes e a formação do Estado português, bem como imperava o galego-português, resultado da integração com a Galícia. Portanto, a literatura portuguesa enfrentou significativas transformações históricas que dividiram a produção literária em diferentes eras, escolas literárias e estilos próprios. Neste Infográfico, você saberá mais sobre essa passagem histórica por meio de uma linha do tempo da literatura portuguesa. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Conteúdo do livro A formação de Portugal passa por diferentes etapas. O Condado de Portucalense se transforma em reino, ocorre expansão territorial, inclusive para além-mar, trazendo como consequência, ao longo dos anos, organização social e econômica. Esses elementos contribuem para o surgimento de uma literatura de língua portuguesa. Inclusive, são definidos períodos na literatura conforme o momento histórico e cultural no país. A literatura sofre influência nas mudanças e na consolidação da nação portuguesa, bem como influencia também esse contexto e possibilita o desenvolvimento da língua portuguesa, com suas raízes no latim. Leia o capítulo Fundamentos da literatura portuguesa da obra Literatura portuguesa: do trovadorismo ao arcadismo e saiba um pouco mais sobre como essas questões influenciaram e colaboraram para a literatura portuguesa. Boa leitura. LITERATURA PORTUGUESA: DO TROVADORISMO AO ARCADISMO Nadia Studzinski Estima de Castro Fundamentos da literatura portuguesa Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Analisar a consolidação da língua portuguesa como consequência da literatura. Definir os períodos literários e as características da literatura portuguesa em cada período. Identificar as características da literatura portuguesa em textos literários. Introdução Em relação à literatura portuguesa, há de se considerar, de início, que, diante da angústia imposta pela ocupação geográfica, aquele que se dedica à literatura portuguesa opta pela fuga ou o apelo à terra, sua fonte de inspiração e de esperança, lugar de todas as inquietudes e confidente de todas as dores. Assim, a literatura portuguesa oscila entre posições consideradas como extremas, na certeza de que uma compensa a outra. Neste capítulo, você estudará os fundamentos da literatura portu- guesa, bem como analisará a consolidação da língua portuguesa e os reflexos para o campo da literatura no contexto de Portugal. Além disso, conhecerá os períodos literários e as suas respectivas características. Por fim, reconhecerá, por meio da leitura de alguns textos de cada período, as características dessa literatura, com suas marcas e suas especificidades. Consolidação da língua portuguesa como consequência da literatura Para entender a consolidação da língua portuguesa, é preciso, primeiro, co- nhecer o início da atividade literária em Portugal. A literatura portuguesa, conforme destaca Moisés (2006), nasceu em consequência de uma conjuntura histórico-cultural, quase simultaneamente com a Nação em que se enquadra. Dessa forma, faz-se necessário conhecer um pouco dos primórdios da história de Portugal, com seus reis, rainhas, sucessores e batalhas, a fi m de compre- ender o início da consolidação de Portugal, ao mesmo tempo que surgem os primeiros movimentos literários na Península Ibérica. Afonso VI, rei de Leão, sendo este um dos reinos em que se dividia a Península Ibérica (os outros são: Castela, Aragão e Navarra), casa suas filhas — Urraca com o Conde Raimundo de Borgonha, e Teresa com Dom Henrique. Para o primeiro genro, o rei doa uma extensão de terra cor- respondente à Galiza; para o outro, entrega o território compreendido entre o rio Minho e o Tejo, este último denominado “Condado Portucalense” (MOI- SÉS, 2006). Após a morte do rei, D. Teresa assume o comando do governo e aproxima relações com os galegos, principalmente com o Conde Fernão Peres de Trava. O infante, Afonso Henrique, se revolta contra a mãe e inicia uma revolução que culmina em 24 de junho de 1128, na denominada batalha de S. Mamede. Os revoltos vencem e determinam o Infante como seu soberano. Todavia, isso não era tudo, ainda faltava o reconhecimento de Leão e Castela, o que ocorreu em outubro de 1143 (MOISÉS, 2006). Afonso VII reconhece Afonso Henriques como rei, na conferência de Samora. O país, então, se tornava autônomo, porém a batalha pela consolidação levaria muito tempo ainda. A data que se utiliza como registro do início da atividade literária em Portugal é a de 1198 (ou 1189), quando o trovador Paio Soares de Taveirós compõe uma cantiga (denominada Cantiga de Guarvaia, vocábulo que designava um luxuoso vestido da corte) direcionada para Maria Pais Ribeiro, a favorita de D. Sancho I (MOISÉS, 2006). No entanto, a cantiga referida é considerada como pioneira por ser o pri- meiro documento literário. Ou seja, o primeiro registro, uma vez que, via de regra, os trovadores memorizavam as composições que interpretavam e, em poucos casos, as transcreviam em cadernos de notas.Por isso, toda a atividade anterior à 1198 não pode ser desconsiderada. Apenas se considera a cantiga de Paio Soares de Taveirós como marco inicial da Literatura Portuguesa por uma questão de registro, mas, de forma alguma, nega-se a existência de uma intensa atividade poética anterior. Ao se dispor a estudar os fundamentos da literatura, portanto, faz-se ne- cessário entender, resumidamente, como a literatura portuguesa se inicia. Contudo, para além desse saber, lembre-se de que não se pode deixar de perceber as relações existentes entre a crítica e a história do gosto literário, entre a história da literatura e a história geral e nacional e, sobretudo, foco deste texto, entre a literatura e a língua. Assim, questione-se: que deverá, então, Fundamentos da literatura portuguesa2 entender-se por obra literária? E que obras devemos estudar para entender a história da literatura portuguesa? Conforme defendem Saraiva e Lopes (1996), a resposta mais aceitável para esses dois questionamentos é a de que uma obra pode ser considerada literária quando, além do pensamento lógico, discursivo, abstratamente conceitual, adequado a problemas científicos, filosóficos e, em geral, doutrinários, esti- mular também os impulsos mais afetivos e menos conscientes, os gostos, as atitudes e os valores que se enraizaram por meio do aprendizado, decisivamente formativo, da língua materna e de uma dada vida social. Nesse ponto, está a relação importante entre língua e literatura e a importância desta para o reconhecimento daquela. A ficção literária (seja ela narrativa, lírica ou dramática) caracteriza-se pelo rendimento superior que pode tirar dos recursos linguísticos de determinada língua. A ordem fonológica, lexical ou morfossintática tem poder de estimular reações diferenciadas. Ela pode causar o riso, mas também pode provocar o choro. Nos primórdios da literatura portuguesa, as cantigas entoavam o contexto de vida das pessoas, narravam situações do cotidiano e traduziam, pela música, as vivências. Em muitos casos, eram um lamento pela amada, em outros, pelo amado; ou seja, se cantava um amor que não se podia alcançar, por exemplo. O sentimento se fazia presente na ficção literária em sua forma lírica, na primeira escola literária de Portugal, por exemplo. Com o passar do tempo, as escolas literárias foram se modificando, bem como as suas produções, mas sempre com o objetivo de utilizar com o maior rendimento possível os recursos da língua. É importante destacar que, entre o uso vulgar e o uso literário de um idioma, não é possível fazer diferenciação clara. Lembre-se de que a arte literária já se esboça na fala corrente. Os estudos de estilística consistem nessa observação. No entanto, é na obra de ficção que os recursos linguísticos são mais bem estruturados (SARAIVA; LOPES, 1996), de modo que se percebe com mais evidência uma forma ou um estilo, como, por exemplo, na consolidação da literatura portuguesa. Como tal, a evidência de uma forma ou um estilo próprio de certa obra ou autor resulta em uma ordem ou organização geral dos temas, por exemplo, mas também dos ritmos das frases, e, portanto, não se pode dissociar do valor literário que lhe é atribuído. Pense, por exemplo, em um relatório científico. O estilo, nesse caso, é secundário. Agora, para uma obra de ficção, sobre- 3Fundamentos da literatura portuguesa tudo um poema lírico, a falta de estilo significa a não realização. Traduzir um poema, por exemplo, equivale a conferir-lhe equivalência por meio de recursos linguísticos e referências culturais. Nesse ponto, tem-se a relação de consolidação das literaturas por meio da língua. O estilo, no contexto da literatura, pressupõe duas questões: o individual de cada autor e o período de produção, ou seja, o estilo da época. Portanto, o estilo do autor faz referência aos usos que ele faz dos recursos disponíveis em determinada língua. Quem escreve utiliza esses recursos para obter resultados estéticos que estejam alinhados ao contexto de produção. Esse contexto, então, faz referência aos procedimentos estéticos que caracterizam determinado período literário, por exemplo. Assim, à medida que se conhece os períodos literários em Portugal, pode-se identificar os estilos da época de produção e os estilos próprios de cada autor. Esse conjunto determina as escolar literárias e as suas respectivas características. Por mais que um estilo se individualize, não é possível deixar de fazer alusão à experiência humana de determinado grupo. Nenhuma obra literária poderia se comunicar se a maior parte de suas expressões não tivesse signi- ficado no contexto de produção (SARAIVA; LOPES, 1996). Até certo ponto, são significados que emergem do uso corrente da língua respectiva, em dada fase de sua evolução. Portanto, lembre-se de que toda obra literária apresenta certa forma autô- noma, mas o ponto de partida (ou matéria) de todas elas está relacionado com uma dada experiência social, sobre a qual se pode permitir reconhecer um estilo adequado às características de cada idioma, bem como os estilos próprios de cada camada social, de cada época e de cada escola e período literário. No contexto da literatura portuguesa, alguns períodos são definidos, de acordo com o que foi detalhado anteriormente, ou seja, estilos adequados a características emergentes do contexto social e histórico. A seguir, serão apresentados os períodos literários e suas respectivas características. Os períodos literários e suas respectivas características A literatura portuguesa, e a sua consolidação como tal, está diretamente relacionada com o percurso histórico de defi nição de território e organização do Estado. Ao longo de seus períodos, a literatura portuguesa atravessou a Idade Média e percorreu os séculos XVI, XVII, XVIII, XIX e XX, até atingir a contemporaneidade. Em cada uma dessas etapas, destacam-se características Fundamentos da literatura portuguesa4 singulares. A seguir, serão apresentados brevemente os períodos da literatura portuguesa e as suas respectivas características. Trovadorismo O Trovadorismo, como gênero dos primórdios da literatura portuguesa, data do período de 1198 a aproximadamente 1418. As primeiras décadas dessa época transcorreram durante a guerra de reconquista do solo português, que ainda estava, em parte, sob o domínio mourisco. Apenas em 1249, quando Afonso III domina Albufeira, Faro, Loulé, Alzejur e Porches, bate-se defi nitivamente os últimos baluartes sarracenos em Portugal (MOISÉS, 2006). Apesar de ser um período violento, com prática guerreira durante os anos de consolidação política e territorial, a atividade literária foi beneficiada e pôde se desenvolver. Deve-se considerar que, cessada a contingência bélica, houve o aumento de manifestações sociais características de períodos de paz, entre elas a literatura. O poeta é denominado trovador (Figura 1), do qual derivam trovadorismo e trovadoresco. Este deveria ser capaz de compor, achar sua canção, cantiga ou cantar, e o poema implicava o canto e o acompanhamento musical (MOISÉS, 2006). Figura 1. Trovador. Fonte: Cultura Mix (2013, docu- mento on-line). 5Fundamentos da literatura portuguesa Dois tipos principais representam a poesia desse período: a poesia lírico- -amorosa e a satírica. A primeira se divide em cantiga de amor e cantiga de amigo; a segunda, em cantiga de escárnio e cantiga de maldizer. É interessante considerar que o idioma predominante era o galego-por- tuguês, isso em virtude da então unidade linguística entre Portugal e Galiza (MOISÉS, 2006). Jogral, você sabe o que é? No período medieval, em um regime literário denominado Trovadorismo, existiram nobres artistas que elaboravam poesias e as cantavam. Estes eram conhecidos como trovadores. No entanto, eles não eram os únicos escritores e compositores. O artista de origem pobre do período medieval era chamado de jogral (Figura 2). Esse fato reforça uma característica desse período:a separação de classes. Figura 2. Jogral. Fonte: Wikipedia (2019, documento on-line). Como principais trovadores, destacam-se: João Soares de Paiva, Paio Soares de Taveirós, D. Dinis, Aires Nunes, entre outros. Fundamentos da literatura portuguesa6 Apesar de uma aparência primitiva e espontânea, e de ser composta com atenção para a música, a poesia medieval utilizava requintados recursos formais, sobretudo na cantiga de amor. Mesmo que nos dias atuais esteja ultrapassada para o gosto do leitor moderno (evidentemente que alguns ainda valorizam a produção dessa época), é preciso cautela, a fim de não supor que tudo que caracterizou a lírica trovadoresca esteja fadado ao esquecimento, pois seu primitivismo, com a naturalidade de um lirismo que parece surgir exclusivamente da sensibilidade, constitui uma nota viva e permanente (MOI- SÉS, 2006). Humanismo Historicamente, o Humanismo se evidencia na época em que Fernão Lopes é nomeado Guarda-Mor da Torre do Tombo por D. Duarte, em 1418. Esse fato denuncia a mudança de mentalidade que se processava em Portugal, desde a ascensão de D. João I. É, então, inaugurada a dinastia de Avis, a qual se prolongou até 1580 (MOISÉS, 2006). A etapa inaugurada nesse período é uma das mais importantes da história de Portugal, visto que essa virada veio a constituir uma profunda renovação na cultura portuguesa. D. João I era um rei culto, determinado e empreendedor. Por isso, entendeu a importância do desenvolvimento das letras. Neste período, que vai de 1418 a 1527, aparece a figura de Fernão Lopes, um dos responsáveis pelo início da nova época da literatura portuguesa. Essa época se caracteriza por um processo de humanização da cultura (MOISÉS, 2006). O século XV português corresponde, em consonância com o resto da Europa, ao nascimento do mundo moderno, na medida em que inaugura um tipo de cultura que estava preocupada com o homem, encarado, nesse período, como indivíduo, mas também como integrante de uma coletivi- dade. A concepção teocêntrica de vida ainda permanece, evidentemente, mas já começam a surgir atitudes contraditórias diretamente centradas no homem (MOISÉS, 2006). A cultura torna-se laica, em grande parte, e a educação do homem, sobretudo fidalgo, é o objetivo da literatura moralista que passa a ser produzida. Nas crônicas de Fernão Lopes, principal nome do período, o povo, a massa popular, surge pela primeira vez. Identifica-se uma onda de realismo, de apego à natureza física, que se eleva para se contrapor ao transcendentalismo anterior. 7Fundamentos da literatura portuguesa Classicismo O grande nome desse período marcante é Gil Vicente. Quando ele encenava a derradeira peça (1536), já avançava o processo histórico que marcaria o povo português: o Renascimento. Contudo, antes disso, houve um movimento de cultura que modifi cou as últimas décadas da idade Média: o Humanismo. Devido a descoberta, decifração, tradução e anotação do espólio da civili- zação e da cultura, surge o desejo de ressuscitar o espírito da Antiguidade Greco-Latina (MOISÉS, 2006). Portugal, por meio de alguns estudiosos e em virtude das descobertas marítimas, colabora direta e intensamente no processo renascentista, e novas ideias são disseminadas em universidades estrangeiras. Portanto, foi a expansão geográfica, com suas consequências econômicas e políticas, que conferiu ao povo português a sua relevância histórica nesse período (MOISÉS, 2006). Destaca-se a descoberta marítima para as Índias e o acesso ao Brasil, em 1500. Lisboa se transformava em um importante centro comercial. Na corte, impera o luxo destemido e um ufanismo iludido. Na literatura, os reflexos são percebidos, pois a atividade literária reflete uma atmosfera de exaltação épica e desafogo financeiro, mas não deixa de refletir o desalento dos que duvidam da perene superioridade (MOISÉS, 2006). Em suma, o Classicismo consistia em uma concepção de arte baseada na imitação dos clássicos gregos e latinos, visto que estes eram considerados como modelos de perfeição estética. Todavia, imitar não significava copiar, e sim procurar a criação de obras de arte segundo formas e medidas empregadas pelos antigos. A principal característica está no equilíbrio entre razão e imaginação, com o objetivo de criar uma arte universal e impessoal (MOISÉS, 2006). Barroco Período datado entre 1580 e 1756, em que chegam ao fi m as grandezas con- quistadas a partir da tomada de Ceuta (1415), por meio do caminho marítimo para as Índias (1498), da chegada ao Brasil (1500) e de outros acontecimentos que marcaram a época anterior. Filipe II da Espanha, então, anexa Portugal aos seus domínios e, ao longo de 60 anos, Portugal permanece sob domínio Espanhol. Tem-se, também, o fi m da renascença em Portugal e o início da extensa época do Barroco, a qual se prolongará pelo século XVII, alcançando meados do século XVIII (MOISÉS, 2006). Portugal está sob o comando de um senhorio castelhano e a comoção é geral; a cultura portuguesa hiberna, em face de uma movimento europeu em torno das ideias da Reforma e da Contrarreforma. O movimento Barroco, Fundamentos da literatura portuguesa8 então, se anuncia. Com o seu início na Espanha, é introduzido em Portugal pelo rei Filipe II. É de instável contorno, por corresponder a uma profunda transformação cultural. Em Portugal, o movimento se transforma e se torna a arte da Contrarreforma. Nesse período, há uma tentativa de fundir, em uma síntese utópica, a visão do mundo medieval, de base teocêntrica, e a ideologia clássica, renascentista pagã, terrena e antropocêntrica (MOISÉS, 2006). Os autores desse período buscaram conciliar oposições: claro e escuro, matéria e espírito, luz e sombra, com o objetivo de anular, pela unificação, a dualidade do ser humano, que estava dividido entre os apelos do corpo e da alma. Arcadismo A segunda metade do século XVIII é marcada por grandes transformações em toda a Europa, com destaque para a Revolução Francesa (1789), que veio a ser o símbolo acabado de uma nova era da história da Humanidade. O Iluminismo francês (culto das ciências, da razão e do progresso) alcançou uma grande audiência de intelectuais em todo o mundo (MOISÉS, 2006). Portugal, mesmo estando marcado pela tradição ideológica, fundada em dogmas e princípios imutáveis, muitos de estrutura medieval, conseguiu acompanhar essas mudanças. Na literatura, seguem presentes os modelos antigos (separação de gêneros, abolição da rima, emprego de metros simples, despojamento do poema e importância da mitologia), mas, ao mesmo tempo, procura-se aproveitar a orientação racionalista de teóricos do tempo. Os autores, então, adotam pseudônimos pastorais, por exemplo, para que o fingimento poético seja maior, bem como se imaginam vivendo em um mundo habitado por deuses e por ninfas, em um tempo fictício e utópico (MOISÉS, 2006). Alguns nomes do período são Antônio Dinis da Cruz e Silva, Pedro Antônio Correia Garção, Domingos dos Reis Quita, entre outros. Sendo que Bocage Manuel Maria de Barbosa du Bacage é o maior poeta do século XVIII. Romantismo No início do século XIX, presencia-se a diluição do Arcadismo e o simultâneo surgimento de atitudes que anunciavam um movimento contrário. Portugal, alinhado ao que ocorre nos outros países da Europa, espelha-se na transfor- mação cultural e histórica que se opera posteriormente à Revolução Francesa. Ou seja, entra em crise o sistema monárquico absolutista, o qual passa a dar lugar ao liberalismo como corpo de doutrinas socio-políticas e à ascensão da burguesia. 9Fundamentos da literatura portuguesa A transferência da corte de D. João VI para o Brasil, em 1808, movimenta mais ainda essa mudança de interpretação de período. Lembre-se de que a mudança da corte ocorre devido à invasão napoleônica. Em 1820, uma revolução com propósito liberal se instala no porto, e, com a adesão de Lisboa, obtém-se a vitória. Em 1822, é elaborada a Constituição, ao mesmo tempo quese proclama a independência do Brasil. Tem-se também a luta pelo poder entre D. Miguel e D. Pedro I (IV de Portugal). O sentimento de descontrole vigora até 1847. É nessa conturbada atmosfera que se compreende o aparecimento do Romantismo (MOISÉS, 2006), que demarca, então, uma expressão literária do recém-inaugurado ciclo ideológico. Como características do período, destaca-se um contorno irregular, com tendências contrastantes e sendo uma nova forma de enfrentar os problemas da vida e do pensamento. Tem-se uma revolução histórico-cultural, a qual abrange a filosofia, as artes, as ciências, as religiões, a moral, a política, os costumes, as relações sociais e familiares, entre outros. As características são amplas, mas destacam-se: repúdio aos clássicos (neoclássicos), revolta contra as regras, os modelos e as normas. Defende-se uma liberdade na criação artística. No lugar da ordem clássica, emerge a aventura; ao cosmos, como sinônimo de equilíbrio, preferem o caos, ou a anarquia; ao universalismo clássico, se opõe um conceito de arte extremamente individualista, centralizado no “eu” (MOISÉS, 2006). Realismo Com o surgimento do Realismo ou Naturalismo, identifi ca-se uma quebra dos padrões românticos, sobretudo com a negação do subjetivismo e do idealismo. A escrita se torna mais direta, e o conteúdo passa a estar mais centrado em questões do cotidiano. É um período de reviravolta na vida mental portuguesa. O movimento Romantismo estava decaindo, e as novas gerações come- çam a atacá-lo. A massa estudantil é responsável por essa voz de mudança, e Coimbra serve de contexto para esse movimento. As características desse movimento são marcantes. Quando falamos em Realismo, trata-se de estética realista e cognatos, com referência a um momento específico da história das literaturas europeias e americanas. O vocábulo realista, portanto, incide na imagem crua das realidades, sobre- tudo com relação à vida. Os realistas reagiram contra tudo o que se identificava como Romantismo. Eram, portanto, antirromânticos, e pregavam a realização da filosofia da objetividade. Ou seja, o que interessa é o objeto, e não o “eu” (MOISÉS, 2006). Para isso, tinham de acabar com a sentimentalidade e a imaginação romântica, visando a trilhar um caminho de acesso à realidade objetiva: a razão. Fundamentos da literatura portuguesa10 A busca do racionalismo, ou seja, uma visão racional do mundo, à procura pela verdade, implicava em entender o que era o real. Para os realistas, real seria tudo aquilo que está fora de nós como objeto e pode ser captado pelos sentidos; em resumo, seria o real sensível (MOISÉS, 2006). Oposto ao Romantismo (i.e., voltado para o existente no mundo, para além da concepção romântica dos sen- timentos), o Realismo volta o seu olhar para a realidade que cerca a sociedade, e, por esse motivo, utiliza uma linguagem mais direta e objetiva para fazer, muitas vezes, críticas sociais. Para isso, as preocupações teológicas e metafísicas são abandonadas, pois estas eram subjetivas e egocêntricas, e adere-se à ciência, pois esta representa uma forma de conhecimento objetivo de realidade. Simbolismo A onda de insatisfação perante o possível futuro de Portugal faz uma nova geração ganhar força. Várias correntes estéticas e ideológicas de origem francesa e alemã são responsáveis por essa mudança. No plano literário, a nova geração, nascida ou formada em clima de saturação e de desalento, surge com entusiasmo reformador. Duas revistas acadêmicas se destacam: Os Insubmissos e Boêmia Nova (MOISÉS, 2006). As duas datam de 1889 e divulgam grandes nomes do período: Agostinho de Campos, Alberto Osório de Castro, Antônio Nobre, entre outros. O simbolismo é antipositivista, antinaturalista e anticientificista. Ao con- trário da geração de 70, essa geração busca efetuar o retorno à atitude psico- lógica e intelectual assumida pelos românticos, traduzida no egocentrismo. Há um retorno ao “eu”, que é objeto de atenção, mas não de forma repetida. O individualismo simbolista se volta para dentro de si, em busca por zonas mais profundas do “eu”. Tem-se uma viagem interior de imprevisíveis resultados (MOISÉS, 2006). Modernismo Os primeiros anos do século XX na Europa indicam profundas transformações culturais e estéticas, mudanças estas que foram sendo construídas ao longo do século XIX. Da mesma forma que nos períodos anteriores, Portugal procurou se adaptar e aproveitar o progresso cultural. Como plano histórico, tem-se a ditadura de João Franco (1905–1906), com muitas injustiças, elevando os ânimos contra a monarquia, que reinava. Em meio a uma atmosfera de tensão, o rei D. Carlos é assassinado por um homem do povo, em 1908 (MOISÉS, 2006). Generaliza-se, então, a desordem violenta. 11Fundamentos da literatura portuguesa D. Manuel II passa a ocupar o trono, porém é considerado muito jovem. O clima é de tensão, mas o monarca segue no poder até 1910, quando se instala a República em Portugal. Dois grupos se formam: um a favor da mudança e outro contrário. O grupo dos republicanos satisfeitos lança, em 1910, a revista A Águia, uma revista mensal de literatura, arte, ciência, filosofia e crítica social. Essa publicação passa a se tornar o órgão da Renascença Portuguesa (MOISÉS, 2006), um movimento de revigoramento da cultura portuguesa, mas agora em moldes modernos. Os principais nomes desse movimento são: Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão e Leonardo Coimbra. Esse movimento visava a reforçar um novo Portugal. É uma saudade de sentimento-ideia, ou seja, é um exame da alma portuguesa, a emoção refletida (MOISÉS, 2006). É no Modernismo português que se encontra Fernando Pessoa, autor que se recolhe a uma vida solitária e voltada para a criação de uma extraordinária obra poética e em prosa. É considerado um mestre da poesia e representante desse período. No Modernismo, destacam-se também: Mário de Sá-Carneiro; Almada-Negreiros e Florbela Espanca. Quanto às suas características, tal como no Brasil, a literatura do período modernista estabelece uma aproximação com os movimentos de vanguarda, rompe com antigos padrões estéticos e emprega uma linguagem considerada inovadora no campo da literatura. Veja, a seguir, os períodos da literatura portuguesa. Trovadorismo 1198–1418 Humanismo 1418–1527 Classicismo 1527–1580 Barroco 1580–1756 Arcadismo 1756–1825 Romantismo 1825–1865 Realismo 1865–1890 Simbolismo 1890–1915 Modernismo 1915–Hoje Fundamentos da literatura portuguesa12 Características da literatura portuguesa em textos literários Nos textos literários, evidentemente, é possível encontrar as características da literatura portuguesa. Em cada período, certos autores se destacam. De acordo com as características que desejam reforçar para o período histórico-social, os autores elaboram uma produção escrita singular. Escrita, pois se trata, nessa leitura, de literatura; evidentemente que em outros campos das artes também é possível reconhecer as características de cada um dos períodos, pois eles são uma forma de expressão. Na Era Medieval, tem-se o Trovadorismo e o Humanismo. Observe dois recortes textuais desse período: Pois naci nunca vi Amor E ouço del sempre falar; Pero sei que me quer matar, Mais rogarei a mia senhor: Que me mostr' aquel matador, Ou que m'ampare del melhor [...] (TORNEOL apud CASTRO, 2019, docu- mento on-line). [...] Pois amor me quer matar com dor, tristura e cuidado, eu me conto por finado, e quero-me soterrar [...] (VICENTE apud CASTRO, 2019, documento on-line). No primeiro exemplo, tem-se uma cantiga de amor, principal registro da época do Trovadorismo. As escritas eram voltadas para serem cantadas. Não bastava escrevê-las, era necessário torná-las sonoras e musicais, visto que os trovadores as cantam. No segundo exemplo, tem-se um exemplo de um período que faz a transi- ção do mundo medieval para o considerado, então, período moderno. Nesse período, há uma presença mais acentuada no que há dereal no sentimento, por isso, percebe-se que, na escrita do segundo exemplo, o amor quer matar com dor e cuidado, sendo menos romântico e mais humanista, visto que a preocupação está no homem. Ao se passar para a considerada Era Clássica, tem-se o Barroco, bem como o período denominado Neoclassicismo. O Barroco, com suas características, pode ser percebido no fragmento do texto do Padre Antônio Vieira: 13Fundamentos da literatura portuguesa O ingrato não só esteriliza os benefícios, senão também o benfeitor: esteriliza os benefícios, porque os paga com ingratidões e esteriliza o benfeitor, porque vendo o benfeitor que se pagam com ingratidões os seus benefícios, cessa, e não os quer continuar (VIEIRA apud CASTRO, 2019, documento on-line). Os autores desse período buscaram conciliar oposições, como se pode perceber no exemplo anterior: ingrato e benfeitor; benefícios e ingratidões; cessa e quer continuar. Ou seja, há a dualidade do ser humano, que estava dividido entre os apelos do corpo e da alma. Por último, nos textos românticos, percebem-se características distintas do período da literatura portuguesa do período do Romantismo. Analise o exemplo a seguir: [...] Os tristes, os deserdados, os pobres, os oprimidos, quando tudo lhes falta, o pão, o lume, o vestido, têm sempre, no fundo da alma, uma cantiga pequena que os consola, que os aquece, que os alegra. É a última coisa que fica no pobre. E então a cantiga vale mais do que todos os poemas [...] (QUEIROZ apud CASTRO, 2019, documento on-line). No fragmento do texto de Eça de Queiroz, é possível reconhecer um rompi- mento com a regra, uma escrita livre e a anarquia do tema. Fala-se dos pobres, revolta-se contra a regra, repudia-se os clássicos. Esses são apenas alguns exemplos para reconhecer as características da literatura portuguesa nos textos. Para ampliar a sua leitura, busque outros autores, de todos os períodos, e tente encontrar as características de cada período nas produções escritas. Além disso, identifique nos textos as marcas de cada autor, uma vez que, mesmo em um dado período, os autores indicam singularidades. Fundamentos da literatura portuguesa14 CASTRO, L. Literatura portuguesa. 2019. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/ literatura/primeira-segunda-epoca-medieval.htm. Acesso em: 24 ago. 2019. CULTURA MIX. O que são trovadores? 2019. Disponível em: https://cultura.culturamix. com/curiosidades/o-que-sao-trovadores. Acesso em: 24 ago. 2019. MOISÉS, M. A literatura portuguesa. São Paulo: Cultrix, 2006. SARAIVA, A. J.; LOPES, O. História da literatura portuguesa. 6. ed. Portugal: Porto, 1996. WIKIPEDIA. Jogral. 2019. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jogral. Acesso em: 24 ago. 2019. Leituras recomendadas HAUSER, A. História social da literatura e da arte. São Paulo: Martins Fontes, 2000. MOISÉS, M. A literatura portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix, 2010. RODRIGUES, I. O.; SANTOS, P. R. A. Literaturas de língua portuguesa: história, sociedade e cultura. Ilhéus: Editus, 2012. v. 4. 15Fundamentos da literatura portuguesa Dica do professor A cultura representou uma virada na vida social e política do século XII na Europa. É nessa época que inicia o renascimento da cultura que viria a dar os seus melhores frutos na grande Renascença do século XVI. Na Dica do Professor, você compreenderá mais sobre as instituições de cultura em Portugal, as suas origens e a sua consolidação. Verá como o Trovadorismo passa a ser o primeiro período da literatura portuguesa por meio da força da literatura oral. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/0e9b068dd9dadf464d8e4d3ff5f976dd Exercícios 1) A cantiga é considerada como pioneira na literatura portuguesa e marca o início da literatura em solo ibérico. Essa forma de produção literária apresenta características singulares do período. Sobre as cantigas, assinale a alternativa correta: A) A cantiga é o primeiro registro da literatura portuguesa; anteriormente a esse registro, não havia produção literária no país. B) A cantiga é o primeiro registro da literatura portuguesa, uma vez que, via de regra, os trovadores memorizavam as composições que interpretavam, e em poucos casos transcreviam em cadernos de notas. C) A cantiga é único registro da literatura portuguesa, uma vez que, via de regra, os trovadores sempre transcreviam em cadernos de notas as suas produções. D) A cantiga não foi registrada na literatura portuguesa, uma vez que, via de regra, os trovadores memorizavam as composições que interpretavam. E) A cantiga é o primeiro registro da literatura, uma vez que, via de regra, os poetas memorizavam as composições que interpretavam e sempre transcreviam em cadernos de notas. 2) A figura do trovador é representativa para o primeiro período literário de Portugal e, sobretudo, para a consolidação de uma produção literária nesse território. Com relação à figura do trovador, assinale a alternativa correta: A) Trovador é aquele que compõe o texto. B) Trovador é aquele que canta sobre temas de amor. C) Trovador é aquele que canta, não escreve e pertence tanto às camadas mais pobres como às mais ricas da sociedade da época. D) Trovador é aquele que compõe e canta composições poéticas, sendo que pertence às classes mais ricas da época. E) Trovador é aquele que interpreta temas de amor produzidos por outros poetas e que não presta serviço para ganhar a vida com o canto. 3) Cada período/escola literária apresenta especificidades que indicam um tempo histórico, econômico e social para o contexto de produção. Em Portugal, não foi diferente: conforme a sociedade foi se desenvolvendo, a literatura produzida foi se modificando. Levando em conta isso, responda: em qual período da literatura portuguesa eram adotados pseudônimos pastorais, por exemplo, para que o fingimento poético fosse maior e para imaginar-se uma vida em um mundo habitado por deuses e por ninfas, em um tempo fictício e utópico? A) Romantismo. B) Trovadorismo. C) Arcadismo. D) Realismo. E) Modernismo. 4) Analise a afirmação a seguir: "Esse período é marcadamente antipositivista, antinaturalista e anticientificista." A descrição corresponde a qual período da literatura portuguesa? A) Romantismo. B) Trovadorismo. C) Modernismo. D) Barroco. E) Simbolismo. As produções literárias indicam os períodos de produção e algumas características do autor. Analise o trecho a seguir: “(...) A serena, amorosa Primavera, O doce autor das glórias que consigo, A Deusa das paixões e de Citera; Quanto digo, meu bem, quanto não digo, Tudo em tua presença degenera. Nada se pode comparar contigo.” 5) Agora, indique entre as alternativas aquela que evidencia a que período pertence o trecho citado: A) Este é um trecho escrito pelo autor Bocage e pertence ao período denominado de Neoclassicismo. B) Este é um trecho escrito pelo autor Eça de Queiroz e pertence ao período denominado de Romantismo. C) Este é um trecho escrito pelo autor Bocage e pertence ao período denominado de Barroco. D) Este é um trecho escrito pelo autor Padre Antônio Vieira e pertence ao período denominado de Neoclassicismo. E) Este é um trecho escrito pelo autor Luis de Camões e pertence ao período denominado de trovadorismo. Na prática A consolidação de uma língua em determinado contexto estabelece relação direta com guerras, conquistas, povos que habitaram o país e que, de alguma forma, deixaram marcas no local. Você sabe qual é a origem da língua portuguesa? Qual o território que abrigou as origens desse idioma? Quem eram os povos que habitavam nessas regiões? De que forma a literatura faz parte da consolidação de uma língua? Em Na prática, você descobrirá um pouco mais sobre as origens da língua portuguesa e a influência da literatura para o seu registro e consolidação. Aponte a câmerapara o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/46f2cc11-9512-4344-bca8-292471a73dbb/77c7e0ff-b040-461e-ad60-abc20edcd29c.jpg Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Os trovadores O século XI inicia a trajetória do desenvolvimento de um novo pensar. Nesse período, uma figura recebe destaque por difundir o que se entenderia como literatura em tempos posteriores. Assista ao vídeo para saber mais sobre o assunto. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Literatura oral Quer conhecer um pouco mais sobre a literatura oral? Acesse o material a seguir e descubra a origem da palavra literatura, o significado de literatura oral e veja algumas reflexões sobre esse tipo específico de produção literária. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. O Sublime Ferrabrás: o baixo em um soneto de Bocage Leia neste artigo uma análise de um soneto de cunho erótico-satírico de Bocage. A partir da leitura, você entenderá mais as produções desse autor. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://www.youtube.com/embed/mFcgqeCPZUA http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/literatura-oral https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/pensaresemrevista/article/view/14114/11473