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SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 •ANO XXXII •Nº: 5548 •SÉRIE: III •DIRECTOR: RICARDO PINTO •MOP 10
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Natal trouxe aumento 
substancial de visitantes
•P. 5
AUTORIDADES QUEREM ALARGAR 
SERVIÇO DE AMBULÂNCIA 
TRANSFRONTEIRIÇA PARA ZHUHAI 
E HENGQIN
O Governo de Macau está a negociar com as 
autoridades do Continente o alargamento 
do serviço de ambulância transfronteiriça 
para Zhuhai e a Ilha da Montanha. O 
transporte transfronteiriço em ambulância 
está agora disponível entre Hong Kong 
e Macau há quase um mês, com três 
ambulâncias locais que podem chegar do 
hospital público de Macau a cinco hospitais 
na cidade vizinha.•P. 3
RENDIMENTO NACIONAL BRUTO 
REGISTOU AUMENTO ANUAL 
SUPERIOR A 50%
O valor do Rendimento Nacional 
Bruto registou um aumento anual 
de 50,9%, tendo alcançado 359,81 
mil milhões de patacas em 2023, 
graças à “recuperação gradual das 
actividades económicas locais”. 
As autoridades indicam que o 
Rendimento Nacional Bruto per 
capita foi assim de 530.504 patacas 
e o Produto Interno Bruto per capita 
fixou-se em 544.530 patacas.•P. 7
FOGO-DE-ARTIFICIO 
DEU COR AOS CÉUS DE MACAU EM 
MAIS UM ANIVERSÁRIO DA RAEM
Macau comemorou o 25.º aniversário 
do estabelecimento da RAEM com um 
animado fogo-de-artifício. Sendo parte das 
festividades do “duplo aniversário”, que 
também celebra os 75 anos da República 
Popular da China, o evento ocorreu na 
ribeira em frente à Torre de Macau e contou 
com cinco temas distintos e símbolos 
significativos que proporcionaram “uma 
experiência audiovisual memorável”, 
segundo a organização.•P. 4
ENTREVISTA
FILIPE FIGUEIREDO, 
PRESIDENTE DA APEP
“Há 
professores 
com excesso 
de carga 
horária” 
•P. 10/11
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 20242 | POLÍTICA
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nova fase, o Governo irá esforçar-se 
para unir os vários sectores, con-
soante a implementação do princípio 
“um país, dois sistemas”. A intenção 
é aproveitar as oportunidades, avan-
çar com as reformas e potenciar as 
vantagens oferecidas por este prin-
cípio, promovendo assim um desen-
volvimento de qualidade em Macau.
A palestra teve lugar na Complexo 
da Plataforma de Serviços para a Coo-
peração Comercial entre a China e os 
Países de Língua Portuguesa e contou 
com a presença de cerca de 650 parti-
cipantes, entre os quais altos funcio-
nários, representantes dos diferentes 
sectores e figuras como Zheng Xin-
cong, director do Gabinete de Ligação 
do Governo Popular Central na RAEM, 
a par dos antigos Chefes do Executivo, 
Chui Sai On e Ho Iat Seng.
Durante o evento, Sam Hou Fai 
salientou a preocupação apresen-
tada por Xi Jinping com o desen-
volvimento de Macau e dos seus 
residentes e referiu que a visita do 
presidente demonstrou uma ligação 
“sincera” com Macau, levando os 
residentes a sentirem uma ligação 
mais forte com a liderança nacional e 
uma maior confiança no quadro “um 
país, dois sistemas”.
Ao apresentar a sua perspetiva, 
o Chefe do Executivo reflectiu sobre 
uma série de discursos proferidos 
por Xi durante a sua estadia e afir-
mou que estes discursos englobam 
visões históricas, actuais e futuras, 
fornecendo directivas claras para re-
forçar as vantagens do princípio “um 
país, dois sistemas” que, segundo 
Sam, é essencial para uma governa-
ção eficaz e precisa.
Um dos principais pontos sa-
lientados por Sam Hou Fai foi a ne-
cessidade de Macau assumir maior 
responsabilidade pela segurança 
nacional. O Chefe do Executivo su-
Realizada palestra sobre a visão do Presidente 
Xi Jinping para o desenvolvimento futuro de Macau
Os líderes governamentais 
e os representantes da 
comunidade reuniram-se 
recentemente para explorar 
os discursos proferidos 
pelo Presidente Xi Jinping 
ao longo da sua estadia em 
Macau, numa tentativa 
de estabelecer um roteiro 
para o futuro da região que 
enfatize a segurança, a 
governação, o envolvimento 
dos jovens e a diversificação 
económica.
GUIOMAR SALEMA
guiomarcostasalema.pontofinal@gmail.com
F
oi recentemente orga-
nizada uma conferência 
centrada na aprendi-
zagem, na divulgação e 
na implementação dos 
principais discursos proferidos pelo 
Presidente Xi Jinping durante a sua 
recente visita a Macau. Este evento 
teve como objectivo envolver todos 
os sectores da sociedade de Macau 
num diálogo vital sobre o desen-
volvimento futuro, orientado pelas 
ideias do líder nacional.
O Chefe do Executivo, Sam Hou 
Fai, abriu os trabalhos sublinhando a 
importância dos discursos do Presi-
dente Xi Jinping que, de acordo com 
o próprio, oferecem uma orientação 
“profunda” para o crescimento e 
desenvolvimento futuros de Macau. 
Sam Hou Fai sublinhou que, nesta 
blinhou a importância de anteci-
par potenciais ameaças, mesmo em 
tempos de paz, e de manter uma de-
dicação inabalável aos interesses da 
soberania, da segurança e do desen-
volvimento.
A diversificação económica foi 
também destacada como outra área 
crucial para o progresso. Sam Hou Fai 
apelou a iniciativas que promovam 
um desenvolvimento económico 
variado, instando as partes interes-
sadas a abordarem esta questão com 
ideias inovadoras e planeamento es-
tratégico. Segundo Sam, ao reforçar 
a economia local através de um leque 
mais alargado de indústrias, Ma-
cau pode assegurar um crescimento 
sustentável e a resistência a choques 
externos.
O Chefe do Executivo falou ainda 
da importância de integrar o desen-
volvimento de Macau nas estratégias 
nacionais e apelou a uma melhor 
coordenação entre a Área da Grande 
Baía e Macau, facilitando assim ini-
ciativas que melhorem o emprego 
local e os padrões de vida. 
Reconhecendo, ultimamente, a 
juventude como um foco central para 
o desenvolvimento futuro, Sam Hou 
Fai terminou com a afirmação da 
necessidade de envolver as gerações 
mais novas e promover o seu cresci-
mento através da criação de oportu-
nidades e de sistemas de apoio que 
respondam às suas necessidades em 
matéria de educação, emprego e em-
preendedorismo. 
A conferência contou com a 
participação de diferentes especia-
listas e funcionários que discutiram 
igualmente a implementação das 
principais mensagens de Xi Jinping. 
Os temas abordados foram desde a 
importância da Zona de Cooperação 
Profunda entre Guangdong e Macau 
até à necessidade de reconstruir a 
sociedade sob o princípio “um país, 
dois sistemas”.
economia de Macau.
Sam Hou Fai destacou a 
importância da relação estreita 
entre Guangdong e Macau, que 
é marcada por intercâmbios 
frequentes e uma estreita 
colaboração em diversas áreas. 
Expressou o seu agradecimento 
ao Comité Provincial de 
Guangdong e ao governo 
provincial pelo apoio contínuo 
ao desenvolvimento sustentável 
da RAEM, enfatizando que, 
após assumir a chefia do 
governo, escolheu realizar a 
sua primeira visita oficial a 
Guangdong como um gesto de 
agradecimento e amizade.
Durante as discussões, 
Sam Hou Fai solicitou que 
Guangdong continuasse a 
oferecer o seu forte apoio 
ao novo governo de Macau, 
especialmente na construção 
da Zona de Cooperação 
Aprofundada em Hengqin e no 
fortalecimento da Grande Baía 
Guangdong-Hong Kong-Macau. 
Reafirmou que as duas regiões 
devem trabalhar juntas para 
integrar a implementação do 
espírito das diretrizes proferidas 
por Xi Jinping recentemente, 
o que deverá ser um tema 
central na Reunião Conjunta de 
Cooperação Guangdong-Macau 
prevista para o próximo ano.
Huang Kunming, por sua vez, 
elogiou os feitos históricos de 
Macau desde o seu retorno 
à China e reconheceu os 
importantes contributos 
do povo de Macau para o 
crescimento socioeconómico 
de Guangdong. Também 
garantiu que Guangdong se 
compromete a estudar e aplicar 
rigorosamente o espírito e as 
instruções dos discursos de Xi 
Jinping, reforçando o princípio 
de “um país, dois sistemas” e 
as melhorias no bem-estar da 
população em geral.
Ambas as partes concordaram 
em aproveitar as oportunidades 
proporcionadas pela construção 
da Grande BaíaDe acordo com a sentença 
lida na quarta-feira, Jiang 
desempenhou um papel crucial 
na compra da tinta utilizada 
para vandalizar o santuário, 
juntamente com duas pessoas.
Ao proferir a decisão, o juiz 
Yasushi Fuke afirmou que era 
um “acto imperdoável recorrer 
a ações ilegais para exprimir 
as suas opiniões”, segundo a 
agência espanhola EFE.
Em Maio, Jiang gravou um 
vídeo nas redes sociais que 
mostrava a viagem de metro 
até ao local, onde fingiu urinar 
no monumento e pintou a 
palavra “casa de banho” com 
uma tinta vermelha em ‘spray’.
O incidente ocorreu semanas 
depois de outro cidadão chinês 
ter sobrevoado com um ‘drone’ 
instalações militares japonesas 
e partilhado imagens nas redes 
sociais do contratorpedeiro 
“Izumo”, o navio-almirante da 
sua classe.
O tribunal rejeitou as alegações 
de Jiang de que pretendeu 
protestar contra a libertação 
de água radioativa tratada da 
central nuclear danificada de 
Fukushima no Oceano Pacífico, 
iniciada em 2023, segundo a 
agência japonesa Kyodo.
Os outros dois chineses 
envolvidos no caso regressaram 
à China e as autoridades 
japonesas colocaram-nos numa 
lista de pessoas procuradas pela 
polícia. Yasukuni é o local onde 
se encontram os mortos de 
guerra do Japão, mas há muito 
que é uma fonte de fricção 
diplomática com a China e 
outros países asiáticos.
Em causa está o facto de 
homenagear os líderes japoneses 
que foram condenados como 
criminosos de guerra num 
tribunal internacional após a 
Segunda Guerra Mundial (1939-
1945).
Durante o conflito, o Japão 
invadiu e ocupou vários países 
e territórios, incluindo China, 
Filipinas, Indonésia e Timor.
analisar o processo que levou 
à destituição do antecessor 
de Han, Yoon Suk-yeol, tem 
seis meses para pronunciar-
-se sobre a validade desta 
decisão.
O preenchimento dos 
três lugares vagos no Tribu-
nal Constitucional desde ou-
tubro poderia tornar a desti-
tuição de Yoon mais prová-
vel, uma vez que isto requer 
o apoio de pelo menos seis 
dos nove membros do juízo.
O pedido de destituição 
de Han Duck-soo foi apre-
sentado depois do presiden-
te interino ter dito que não 
nomearia novos juízes para 
o Tribunal Constitucional até 
que o PD e o Partido do Poder 
Popular (PPP, no poder) che-
garem a acordo.
O PD, que tem uma clara 
maioria parlamentar, quer 
propôr dois dos três juízes, 
enquanto o PPP insiste que 
ambos os partidos apre-
sentem um candidato cada 
e cheguem a acordo sobre o 
terceiro.
Analistas dizem que os 
conservadores do PPP podem 
estar a tentar atrasar tanto 
quanto possível a destituição 
de Yoon, dada a possibilidade 
de o Supremo Tribunal rati-
ficar em breve uma sentença 
por violação da lei eleitoral 
que afastaria o líder dos libe-
rais do PD, Lee Jae-myung.
O presidente interino 
disse que deve “abster-se de 
exercer os mais importantes 
poderes presidenciais exclu-
sivos, incluindo a nomeação 
para instituições constitu-
cionais”. “É necessário pri-
meiro chegar a um consen-
so entre o partido no poder 
e a oposição na Assembleia 
Nacional, que representa o 
povo”, defendeu Han Duck-
-soo. A recusa de Han prova 
“que não tem vontade nem 
capacidade para respeitar a 
Constituição”, lamentou o 
líder dos deputados do PD, 
Park Chan-dae.
O principal partido da 
oposição tinha também exi-
gido que o presidente inte-
rino criasse duas comissões 
especiais, incluindo uma 
para investigar a imposi-
ção por parte de Yoon da lei 
marcial, em 03 de dezembro, 
e o envio do exército para 
tentar impedir o parlamento 
de suspender esta medida.
A Constituição da Coreia 
do Sul prevê que o parla-
mento possa destituir o pre-
sidente por maioria de dois 
terços dos votos, e o primei-
ro-ministro e outros mem-
bros do governo por maioria 
simples.
A oposição, que tem 192 
dos 300 lugares na Assem-
bleia Nacional, afirma que 
só precisa de uma maioria 
simples para depor Han, 
uma vez que este é também 
primeiro-ministro.
O PPP defende que é ne-
cessária uma maioria de dois 
terços, uma vez que Han é o 
presidente interino da quar-
ta maior economia da Ásia. 
Lusa
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Eu, PUI KUONG LEI, para o cumprimento do acórdão do processo n.º CR2-22-0213-PCC, vem publicar o conteúdo principal da sentença que se segue:
IV. Decisão
Pelo exposto, julga-se parcialmente procedente o recurso interposto por Huang Zhangjin, passando-se a decidir o seguinte:
1. Condenar Pui Kuong Lei, recorrido, que cometeu, em autoria material e de forma consumada, 72 crimes de publicidade e calúnia (difamação), p.p. pelo art.º 177.º, n.° 2 e art.º 
174.º, n.º 1, em conjugação com o art.º 12.º n.º 2 da Lei nº. 11/2009, alterada pela Lei n.º 4/2020, na pena de prisão de dois meses para cada um dos crimes, isto é, em cúmulo 
jurídico, numa pena de prisão única de 2 anos e 3 meses, com suspensão de 3 anos;
2. O recorrido tem de cumprir as seguintes obrigações da suspensão:
1) Remover 72 vídeos em causa publicados na conta do recorrido no Douyin, no prazo de 3 dias após o trânsito em julgado da sentença; e
2) Manter a decisão da sentença no sentido de publicar um pedido de desculpas a Huang Zhangjin, ora recorrente, no Macau Daily e Ponto Final, bem como, na conta do arguido 
no Douyin por dois dias consecutivos, no prazo de 10 dias após o trânsito em julgado da sentença;
3. Publicar o conteúdo principal da sentença condenatória no Macau Daily e Ponto Final para informar o público sobre a condenação, com o conteúdo específico a determinar pelo 
tribunal a quo na execução da sentença, no prazo de 20 dias a contar do trânsito em julgado da mesma.
4. Reconhecer o direito do recorrente à indeminização pelos danos patrimoniais, com a liquidação por fazer na execução da sentença.
5. Pagar a Huang Zhangjin, ora recorrente, MOP120.000,00, a título de indemnização pelos danos não patrimoniais, acrescidos dos juros legais fixados na jurisprudência uni-
formizada do Tribunal de Segunda Instância de 2 de Março de 2011 no processo de recurso n.º 69/2010.
6. Manter as outras decisões da sentença do recorrido.
PUI KUONG LEI, 27 de Dezembro de 2024
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202410 | ENTREVISTA
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havia mudanças substanciais 
na gestão da escola, pratica-
mente deste a sua fundação. 
É normal que, havendo pro-
cessos e procedimentos que 
estão instalados e que não são 
mudados há muito tempo, 
havendo uma nova direcção, 
que veio de fora e não estava 
metida nesses procedimen-
tos e querendo implementar 
algumas mudanças, que isso 
tenha causado alguns atritos. 
Depois, houve mudanças que 
tentaram ser implementa-
das, ou que poderiam ter sido 
implementadas de outra for-
ma, para não causar o tumul-
to que causaram.
Esta nova direcção viu-se 
envolvida numa grande po-
lémica, após ter dispensado 
alguns profissionais, que 
foram depois novamente 
reintegrados pelo Governo 
português. O que aconteceu?
Houve uma falha de comu-
nicação. Não vou tecer co-
mentários sobre a mudança 
de professores, porque isso é 
algo que compete à direcção 
e à Fundação. Aos pais com-
pete aferir se os professores 
são ou não são bons e, no que 
isso diz respeito, é importan-
te ressalvar que, depois des-
se acontecimento em Maio, 
houve muita confusão. Toda 
a gente dizia que os novos 
professores eram amigos, 
vinham de Timor, vinha a 
namorada e não sei quem. A 
verdade é que, todos os pro-
fessores novos que vieram, 
até ver, pelo menos, está toda 
a gente, pais e alunos, satis-
feita com eles. Dito isto, hou-
ve uma falta de comunicação 
— talvez tenha havido algu-
ma falta de sensibilidade na 
forma como as decisões fo-
ram tomadas — porque, da-
queles cinco [dispensados], 
nenhum deles foi substituí-
do. Isto devia ter sido logo 
dito. Não foi. Só foi dito mais 
tarde, o que agravou a situa-
ção. É verdade que nesse gru-
po de professores estava uma 
professora [Alexandra Do-
mingues] — ela foi professo-
ra de uma das minhas filhas 
e eu confesso que, como pro-
fessora, tinha (e tenho) boa 
consideração porela — e que 
isso poderá ter causado algu-
ma celeuma. 
O que está a dizer é que essa 
professora em particular era 
bastante querida pelos pais?
A maioria das pessoas tinha-
-a em boa consideração. 
Essa professora levou a que 
os pais estivessem particu-
larmente revoltados com a 
decisão da nova direcção?
Sim, se essa professora não 
tivesse estado naquela lista, 
se calhar, nada do que se pas-
sou se teria passado. 
Resumindo, na sua opinião, 
toda a questão que envolveu 
a mudança do corpo docente 
foi uma falha de comunica-
ção?
Naquela altura, quando isto 
aconteceu, parecia que estes 
professores se tinham ido 
embora para serem contrata-
dos amigos. A verdade é que 
nenhum destes professores 
— os que foram contratados 
— foi para as disciplinas que 
os professores [dispensados] 
leccionavam.
Mas a verdade é que hoje há 
falta de professores?
Sim, mas não são professores 
de Português nem daquelas 
disciplinas [que os profes-
sores dispensados lecciona-
vam].
Porque é que há esta falta de 
professores?
Neste momento, faltam dois 
professores: um de Matemá-
tica e outro de Físico-Quí-
mica. Pelo menos aquilo que 
nos é dito, e tenho de confiar 
nisso, após as coisas estarem 
mais ou menos planeadas 
para o início deste ano lectivo, 
houve alguns professores que 
saíram, o que causou a falta 
Perante a falta de 
docentes, a Associação 
de Pais e de Encarre-
gados de Educação da 
Escola Portuguesa de 
Macau (APEP) pediu ao 
Presidente da Repú-
blica de Portugal que 
intercedesse junto do 
Ministério 
da Educação, Ciência 
e Inovação (MECI) 
sobre 
a não autorização 
de quatro professores 
para leccionarem em 
Macau. Entretanto, 
poucos 
dias depois, no dia 3 de 
Dezembro, surgiu uma
 resposta do MECI, mas 
continua a ser insufi-
ciente face às necessi-
dades: 
a aprovação de mais 
duas licenças espe-
ciais. Numa entrevista 
ao PONTO FINAL, o 
presidente da APEP, 
Filipe Figueiredo, fala 
sobre o ambiente que 
se vive na comunidade, 
as críticas de que tem 
sido alvo a direcção e o 
agravamento de 
alguns problemas com 
a politização da Escola 
Portuguesa.
LUCIANA LEITÃO
Qual é o balan-
ço que faz deste 
primeiro ano da 
nova administra-
ção da Escola Portuguesa?
Aconteceu muita coisa. O que 
acaba por motivar uma par-
te substancial do que está a 
acontecer é a mudança quer 
na administração da Funda-
ção, quer na própria direcção 
da Escola, com a contratação 
do novo director. Grande par-
te das coisas que aconteceram 
resultaram de ter havido esta 
mudança, uma vez que não 
“Nunca é bom começar o ano 
com falta de professores”
de professores. Entretanto, 
fruto do despacho do senhor 
Ministro, que reintegrou os 
outros professores [que ti-
nham sido dispensados], foi 
ordenado que a Escola, nas 
contratações, seguisse um 
determinado procedimento. 
Era preciso criar critérios de 
contratação e isso foram coi-
sas que atrasaram. Tudo isso 
só começou no final de Agos-
to. Foi seguido o processo de 
contratação, seleccionados 
os professores e, em meados 
de Setembro, iniciou-se e 
concluiu-se o pedido de au-
torizações. Houve também 
aqui uma série de situações 
que mudaram também, não 
desde o ano passado, mas há 
“O espaço 
actual 
com o que 
lá está edificado 
não é suficiente”
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 11ENTREVISTA
PUB
relativamente pouco tem-
po, nomeadamente no que 
diz respeito aos BIR [Bilhete 
de Identidade de Residente 
da RAEM]. Dantes, um por-
tuguês vinha para cá, tinha 
trabalho e acesso ao BIR. 
Hoje em dia, já não acontece. 
Obriga a que os currículos te-
nham de ser enviados para a 
DSEJ [Direcção dos Serviços 
de Educação e de Desenvolvi-
mento da Juventude] avaliar. 
Depois da avaliação da DSEDJ, 
isto vai para a DSAL [Direcção 
dos Serviços para os Assuntos 
Laborais], para dizer se auto-
riza ou não a contratação de 
não residentes. Fez-se este 
processo todo, houve autori-
zação e depois, não sei como 
as coisas se processam pro-
priamente, os professores 
foram contactados, pediram 
a licença especial e aos cin-
co que foram contratados foi 
autorizada uma licença e in-
deferida as restantes, devi-
do à falta de professores em 
Portugal. Aquilo que me é 
dito também é que isto não é 
uma especificidade da Escola 
Portuguesa. Estão cerca de 30 
professores para as Escolas 
Portuguesas no estrangeiro, 
nesta situação.
Entretanto, a APEP requereu 
a intervenção do Presidente 
da República de Portugal. O 
que é esperado?
Quando soubemos que isto 
aconteceu [o indeferimen-
to das licenças], escrevemos 
ao Ministério da Educação 
— este não nos respondeu, 
nem sequer acusou recep-
ção de e-mail, a pedir para 
avaliarem a situação. Nós 
percebemos, obviamente, 
as dificuldades que existem 
em Portugal, mas, sendo as 
Escolas Portuguesas no es-
trangeiro uma bandeira da 
língua e da cultura portugue-
sa, estando sempre o Gover-
no de Portugal a dizer que as 
Escolas Portuguesas no es-
trangeiro são importantes e 
são um veículo que mostra a 
importância e a boa educação 
dada na escola em Portugal, 
que isto seja tido em consi-
deração. Ao contrário do que 
acontece em Portugal, no es-
trangeiro é difícil encontrar, 
para não dizer impossível, 
professores que ensinem em 
língua portuguesa. Como o 
Ministério não nos respon-
deu — entretanto, respondeu 
há relativamente pouco tem-
po, já depois da carta para o 
Presidente da República —, 
nós enviámos a carta para o 
Presidente da República, com 
conhecimento para os grupos 
parlamentares, para o Con-
sulado e para o Ministério dos 
Negócios Estrangeiros. 
Que resposta foi essa que 
veio, entretanto, do Minis-
tério da Educação? 
Um e-mail no dia 3 de De-
zembro, o dia em que foram 
aprovadas duas licenças es-
peciais. 
Isso resolve o problema?
Foram pedidas cinco inicial-
mente. Dessas, foi aprovada 
ainda em Outubro uma e de-
pois outra. A seguir, foram 
pedidas mais três (são dois 
pedidos distintos para dis-
ciplinas distintas) e destas 
foram aprovadas duas. O pro-
blema ficaria resolvido com a 
aprovação das oito pedidas e 
não de quatro. Fundamental 
neste momento é a aprovação 
de duas (Matemática e Físico-
-Química). É que não nos po-
demos esquecer que, devido 
ao que foi dito aqui, desde o fi-
nal de Maio, e durante alguns 
meses, alguns dos professo-
res inicialmente contratados 
decidiram não vir.
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Seria caso para pedir uma 
mudança da direcção?
Não me cabe a mim estar a 
dizer isso. Os mandatos têm a 
sua duração. Estes estão cá há 
um ano, os outros estiveram 
cá muitos anos e foram tam-
bém sujeitos a críticas. Neste 
momento, uma mudança se-
ria ainda pior.
Os seus quatro filhos estão 
na Escola Portuguesa. Como 
pai, está preocupado com a 
qualidade do ensino?
Na minha situação particu-
lar, sinceramente, os meus 
filhos não estão nas turmas 
onde há falta de professo-
res. Como pai, obviamente 
que estou preocupado, por-
que acho que é fundamental 
que o quadro docente este-
ja completo. Preocupa-me 
também — isto é transmiti-
do também às crianças (sin-
to isto em casa, tenho filhos 
que vão do 12.º ano ao 3.º 
ano) — porque sinto algum 
mal-estar dentro da própria 
escola. Em paralelo com a 
falta de professores, essa 
devia ser também uma preo-
cupação da actual direcção. 
Em jeito de balanço, quais 
as grandes questões que têm 
de mudar rapidamente na 
Escola Portuguesa de Ma-
cau?
É a questão do corpo docente, 
quer estabilizando — há 
sempre depois professores 
que querem sair por vários 
motivos, porque mudam de 
escola ou porque se reforma 
ou pelo que quer que seja 
— mas, pelo menos, ter 
o quadro completo (acho 
que isso é fundamental). É 
fundamental também haver 
uma pacificação interna e a 
questão do espaço. 
Mudança, alargamento ou 
obras no espaço?
Melhorias das infra-estrutu-
ras.
Isto já é uma questão anti-
ga, mas acha que o espaço 
actual é suficiente para os 
interesses da Escola Portu-
guesa de Macau?
Manifestamente, o espaço 
actual com o que lá está edi-
ficado não é suficiente. Ago-
ra, se é possível reconverteraquele espaço, alargando-o, 
como houve aí há uns anos 
um projecto que era criar um 
edifício ou utilizar os edifícios 
existentes para criarem-se 
mais salas, isso aí já é uma 
questão mais técnica que eu 
não consigo dizer. 
foi falado no último conselho 
de administração onde a As-
sociação tem assento, há um 
projecto de melhoramento 
de algumas infra-estruturas. 
Isto era para ter sido posto 
em prática durante o Verão, 
mas depois, com aquelas 
confusões todas, acabou por 
não dar. Têm sido feitas pe-
quenas obras, e acho que es-
tão planeadas a breve trecho, 
não uma intervenção grande, 
mas uma intervenção, pelo 
menos no que diz respeito às 
casas de banho, que efectiva-
mente estão velhas. 
Do seu ponto de vista, con-
siderando a celeuma em que 
tem estado envolvida a Es-
cola Portuguesa de Macau, 
as críticas dos pais e a per-
turbação na comunidade, há 
motivo para alarme?
Esta celeuma toda é tudo um 
conjunto de situações que 
ocorreram quase simultanea-
mente e criaram tudo isto. 
Um dos grandes problemas e 
que gerou este burburinho foi 
politizar-se a Escola. Isso foi, 
se calhar, a pior coisa que po-
dia ter acontecido e que agra-
vou a situação em que estava.
Refere-se às filiações par-
tidárias dos professores que 
foram contratados e foram 
destacadas pela comunidade?
Sim. E de comunicados lan-
çados pela secção PSD em 
Macau, de intervenção de po-
líticos locais, que nunca tive-
ram qualquer interesse pela 
Escola e continuam a não ter, 
porque, da mesma forma que 
os professores foram ter com 
esses políticos, nós também 
escrevemos, nesta questão 
dos professores, para ver se 
eles faziam alguma coisa e 
nenhum nos respondeu. Os 
interesses são relativos. 
A politização da Escola veio 
criar mais atrito?
Quando se tenta pôr numa 
escola questões partidárias, 
isso tem tudo para correr 
mal. Quando as coisas já não 
estão bem, tem tudo para 
correr ainda pior.
Não acha que esta nova di-
recção também tem alguma 
culpa nesta questão?
Na politização, não tem. Na 
comunicação e na forma 
como as coisas foram feitas, 
podiam ter sido feitas de ou-
tra forma.
“Um dos 
grandes 
problemas 
e que gerou este 
burburinho foi 
politizar-se 
a Escola”
optar por professores que não 
tenham vínculo ao Governo, 
ao Ministério da Educação, 
que não necessitem dessa 
autorização.
Entretanto, o ano lectivo 
está a passar...
O ano lectivo está a passar, 
está a decorrer. Não há alu-
nos sem aulas. Há profes-
sores com excesso de carga 
horária. Foram contratados 
localmente dois professores 
que estão a exercer funções 
enquanto esta situação não 
se resolve.
Os alunos estão a ser preju-
dicados neste momento?
Estão. Os alunos e a comuni-
dade toda. Os alunos, porque 
nunca é bom haver mudan-
ças de professores a meio do 
ano. Nunca é bom começar o 
ano com falta de professores. 
Os professores, porque, prin-
cipalmente aqueles que estão 
com mais carga lectiva, certa-
mente andarão mais cansados 
e isso reflectir-se-á na for-
ma como leccionam. Os pais, 
porque estão preocupados, 
principalmente no que diz 
respeito aos alunos do 9.º ano, 
porque há exames nacionais. 
Há alguma coisa que a actual 
direcção possa fazer para re-
solver esta situação?
A direcção, olhando para isto, 
tem de encontrar um plano B 
para solucionar o problema.
E já devia estar a apresentá-
-lo, considerando que esta-
mos em Dezembro?
Sim. Tem havido conversas 
com o Ministério. O secre-
tário-geral do Ministério faz 
parte do conselho de admi-
nistração da Fundação Escola 
Portuguesa de Macau. E nada 
se resolve. As soluções — ou, 
pelo menos, tentativas de so-
lucionar esta situação — de-
viam estar em cima da mesa. 
Paralelamente à questão dos 
professores, também há crí-
ticas dos pais às condições 
da EPM, como a falta de sa-
las de aula e de outros espa-
ços. Em que ponto estamos?
Estamos no ponto em que 
estamos há muitos anos. A 
Escola tem tido, ao longo dos 
anos, um aumento de alunos 
e o espaço mantém-se. Sa-
bemos que há projectos para 
melhoria. Em princípio, diria 
eu, pelo menos foi aquilo que 
“Há 
professores 
com excesso 
de carga horária”
E as licenças para estas duas 
disciplinas mais críticas 
continuam por aprovar?
Sim.
Qual é o plano B, nesse caso?
Aquilo que pedimos ao Mi-
nistério da Educação é para 
encontrar solução. A verdade 
é que em Macau é impossível 
contratar, não há. Se calhar, 
a Escola vai ter de fazer ou-
tro procedimento concursal 
ou uma coisa desse género, e 
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202412 |
5548 ad IAM- 109-NI-2024 
Notificação n.º 00005/NOEP/DJN/2023
Considerando que não se revela possível notificar os interessados, pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra 
forma, para o efeito do regime procedimental nos respectivos processos administrativos sancionatórios, nos termos do 
artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, e do artigo 68.º e n.º 1 do artigo 72.º do Código do Procedimento 
Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, o signatário notifica, pela presente, ao abrigo 
do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, as infractoras constantes das tabelas anexas a esta 
notificação, do conteúdo das respectivas decisões sancionatórias:
Nos termos do n.º 4 do artigo 36.º, n.º 1 do artigo 37.º, artigo 38.º e artigo 39.º do Regulamento Geral dos Espaços 
Públicos, aprovado pelo Regulamento Administrativo n.º 28/2004, o Presidente do Conselho de Administração para os 
Assuntos Municipais ou seus substitutos exararam despachos nas respectivas informações, tendo em consideração as 
infracções administrativas comprovadas e a existência de culpa confirmada. Assim:
1. Foram aplicadas às infractoras constantes das Tabelas I a III as multas previstas no n.º 2 do artigo 45.º do 
Regulamento Geral dos Espaços Públicos e no artigo 2.º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do 
Chefe do Executivo n.º 106/2005, no valor de MOP 600,00 (cada infracção);
 Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas 
ao disposto no n.º 1 do artigo 4.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no n.º 23 do artigo 
2.º do Catálogo das Infracções, porquanto resultam da prática de actos de “colocar ou abandonar no espaço público 
quaisquer materiais ou objectos”, tendo sido as infractoras notificadas do conteúdo das acusações. (Cfr.: Tabela I)
 Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao 
disposto no n.º 5 do artigo 12.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no n.º 16 do artigo 2.º do 
Catálogo das Infracções, porquanto resultam da prática do actos de “manter no passeio ou na via pública contentores 
ou outros recipientes de resíduos sólidos que devem ser diariamente recolhidos”, tendo sido a infractora notificada 
do conteúdo das acusações. (Cfr.: Tabela II) 
 O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto na 
alínea 1) do n.º 1 do artigo 14.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no n.º 6 do artigo 2.º do 
Catálogo das Infracções, porquanto resulta da prática de actos de “não cumprir as recomendações técnicas para 
evitar a queda de pingos de águas provenientes de aparelho de ar condicionado, após o decurso do prazo fixado 
pelo presente Instituto para o efeito, de acordo com as circunstâncias do caso concreto”, tendo sido a infractora 
notificada do conteúdo da acusação. (Cfr.: Tabela III)
2. Além disso, as infractoras podem ainda apresentar reclamação contra os actos sancionatórios ao autor do acto, no 
prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da publicação da notificação, nos termos dos artigos 145.º, 148.º e 149.º 
do Código do Procedimento Administrativo, sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 123.º do referido 
Código.
 Para efeitos do disposto no n.º 2 do artigo 150.º do mesmo Código, a reclamação não tem efeito suspensivo sobreo acto.
3. Quanto aos actos sancionatórios, as infractoras podem apresentar recurso contencioso no prazo estipulado nos artigos 
25.º e 26.º do Código de Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 110/99/M, de 13 de 
Dezembro, ao Tribunal Administrativo da Região Administrativa Especial de Macau.
4. Sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 75.º do Código do Procedimento Administrativo, para efeitos do 
disposto no n.º 4 do artigo 55.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, os infractores deverão efectuar a 
liquidação de todo o valor das multas aplicadas, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a partir da data da publicação 
da presente notificação, na Divisão Jurídica e de Notariado do IAM (Núcleo Operativo do IAM para a Execução do 
Regulamento Geral dos Espaços Públicos), sita na Rua do Dr. Soares, n.º 6, Edifício Soares (Casa Amarela ao lado 
do Edifício do IAM na Avenida de Almeida Ribeiro), Macau, ou nos Centros de Prestação de Serviços ao Público, 
sob gestão do IAM (vide endereços em https://www.iam.gov.mo/p/servicept/introduction/servicecenter/), sendo 
também possível pagar as multas, no seu valor total, por meios electrónicos, através do acesso ao endereço electrónico 
https://app.iam.gov.mo/rgepwebpay, dos quiosques de serviços e informação, dos quiosques de multiaplicações da 
Direcção dos Serviços de Identificação ou da aplicação para telemóvel “Conta Única de Acesso Comum aos Serviços 
Públicos”. Caso contrário, o IAM submeterá os processos à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos 
Serviços de Finanças, para a cobrança coerciva, nos termos do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M e do artigo 
29.º do Decreto-Lei n.º 30/99/M.
5. Não é de atender a esta notificação, caso as infractoras constantes das tabelas anexas tenham já saldado, aquando 
da presente publicação, as respectivas multas, resultantes da acusação. Para informações mais pormenorizadas, os 
interessados poderão ligar para o telefone n.º 8399 3248 ou dirigir-se pessoalmente ao referido Núcleo Operativo 
deste Instituto.
Aos 31 de Março de 2023 
O Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais
José Tavares 
Tabela I
Designação do 
empresário comercial
N.º fiscal de 
contribuinte N.º da acusação Data da infracção
Data em que foi 
exarado o despacho 
de aplicação da multa
金星小食一人有限公司 8236**** 2-000104TZ/2022 2022-03-30 2022-09-08
新力士汽車服務有限公司 8152**** A003504/2022 2022-01-19 2022-09-08
Tabela II
Designação do 
empresário comercial
N.º fiscal de 
contribuinte N.º da acusação Data da infracção
Data em que foi 
exarado o despacho 
de aplicação da multa
灶記咖啡美食有限公司
CAFÉ E COMIDA CHOU 
KEI LIMITADA
8230**** 2-000504TF/2021 2021-10-15 2022-01-10
灶記咖啡美食有限公司
CAFÉ E COMIDA CHOU 
KEI LIMITADA
8230**** 2-000460TU/2021 2021-07-13 2021-09-23
Tabela III
Designação do 
empresário comercial
N.º fiscal de 
contribuinte N.º da acusação Data da infracção
Data em que foi 
exarado o despacho 
de aplicação da multa
AGÊNCIA COMERCIAL E 
PREDIAL WAN CHEN, 
LIMITADA
8146**** 2-01448WB/2020 2020-06-04 2020-09-15
Aviso
De acordo com o Despacho do Chefe do Executivo n.°109/2005, os requerimentos 
visando a renovação de licenças anuais, a emitir pelo Instituto para os Assuntos Munic-
ipais, devem ser tratados, anualmente, entre Janeiro e Fevereiro, salvo se outro prazo 
estiver fixado em disposição legal. Na falta de regime especial, a não renovação da licença 
anual no supramencionado prazo implica a cessação da actividade licenciada, salvo se o 
interessado proceder à respectiva regularização no prazo de 90 dias.
Caso efectue o pedido de renovação da licença anual no período de regularização de 
90 dias, fica sujeito a uma taxa adicional calculada nos seguintes termos:
• Dentro de 30 dias, a contar do termo do prazo para a apresentação do pedido de 
renovação da licença: 30% da taxa da licença em causa;
• Dentro de 60 dias, a contar do termo do prazo para a apresentação do pedido de 
renovação da licença: 60% da taxa da licença em causa;
• Dentro de 90 dias, a contar do termo do prazo para a apresentação do pedido de 
renovação da licença: 100% da taxa da licença em causa.
Para um melhor conhecimento dos titulares de licença, é apresentada a seguinte tabela 
descritiva com os tipos de licenças a renovar entre 1 de Janeiro e 28 de Fevereiro de 2025:
Tipos de Licença
Licença de reclamos e tabuletas de carácter permanente
Licença de pejamento de carácter permanente
Emissão de licença de vendilhão
Licença de reclamos em veículos
Licença de esplanada
Licenciamento de outros animais – cavalos
Os locais e as horas de expediente, para o tratamento de requerimentos de renovação 
de licenças, são os seguintes:
Centro de Serviços do IAM
Avenida da Praia Grande, n.°s762- 804, Edf .China Plaza, 2.° andar, Macau.
Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Norte
Rua Nova da Areia Preta, n.º 52, Centro de Serviços da RAEM, Macau.
Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Central
Rotunda de Carlos da Maia, n.os 5 e 7 , Complexo da Rotunda de Carlos da Maia, 3.º 
andar, Macau.
Centro de Prestação de Serviços ao Público das Ilhas
Rua de Coimbra, n.º 225, 3.˚ andar, Centro de Serviços da RAEM das Ilhas , Taipa.
Horário de funcionamento: 2.ª a 6.ª feira, das 9h00 às 18h00 (aberto à hora de almoço, 
encerrado aos sábados, domingos e feriados)
Centro de Prestação de Serviços ao Público das Ilhas - Posto de Seac Pai Van
Avenida de Vale das Borboletas, Complexo Comunitário de Seac Pai Van, 6.˚ andar, Coloane.
Horário de funcionamento: 2.ª a 6.ª feira, das 9h00 às 13h00; e das 14h30 às 17h00 
(encerrado aos sábados, domingos e feriados)
Os formulários para o pedido de renovação das supramencionadas licenças poderão 
ser descarregados do website do IAM (www.iam.gov.mo). Os titulares da “Conta Única” 
(para indivíduos ou entidades) podem tratar da renovação através da “Plataforma para 
Empresas e Associações” ou do website do IAM (excepto para o Licenciamento de outros 
animais – cavalos). O requerimento atrasado implica o pagamento de taxa adicional. Por 
favor, trate de renovação o mais rapidamente possível.
Macau, 29 de Novembro de 2024
O Presidente do Conselho de Administração 
para os Assuntos Municipais
José Maria da Fonseca Tavares
CULTURA
Cinemateca Paixão volta a mostrar 
natureza multifacetada 
do cinema alemão
A Cinemateca Paixão 
volta a recordar 
a grande final do 
“Festival de Cinema 
Alemão KINO 2024 - 
Macau”, novamente 
em colaboração com 
o Goethe-Institut 
Hong Kong. O festival 
realizar-se-á de 28 
de Dezembro a 21 
de Janeiro de 2025, 
apresentando oito 
filmes alemães 
contemporâneos 
seleccionados que 
mergulham em 
questões sociais 
profundas e 
exploram a natureza 
multifacetada da 
humanidade. 
PEDRO ANDRÉ SANTOS
Pedrosantos.pontofinal@gmail.com
O 
“Festival de 
Cinema Ale-
mão KINO 2024 
- Macau” está 
de regresso e 
vai apresentar um segmento 
especial, “KINO Actress in 
Focus - Sandra Hüller”, onde 
serão exibidas seis obras 
clássicas de Sandra Hüller 
com uma variedade de des-
taques.
O KINO German Film 
Festival 2024 abrirá com 
“Weekend Rebels”, um fil-
me inspirador baseado numa 
história verídica que arreca-
dou mais de 60 milhões de 
dólares de Hong Kong nas 
bilheteiras alemãs. Outros 
destaques incluem “Beyond 
the Blue Border”, adapta-
do de um romance de Dorit 
Linke, que reflecte o perío-
do tumultuoso da Alemanha 
Oriental pré-reunificação; 
15 Years, pelo qual a actriz 
principal ganhou o Bavarian 
Film Awards para Melhor 
Actriz, oferecendo um re-
trato profundo do bem e do 
mal; “Every You Every Me”, 
que foi seleccionado na sec-
ção Panorama da Berlinale e 
reexamina uma relação à bei-
ra do colapso; “Artur e Dia-
na”, um ‘road movie’ como-
vente e agridoce filmado em 
película de 16 mm; e “Scor-
ched Earth”, que conta a 
história de um ex-criminoso 
chamado Troy que regressou 
e testemunhou o fim de uma 
era. Além disso, o festival de 
cinema deste ano seleccio-
nou especialmentedois fil-
mes alemães produzidos fora 
da Alemanha, “Andrea Gets 
a Divorce” e “8 Days in Au-
gust”, mostrando a força e o 
encanto do cinema europeu, 
segundo os organizadores.
Outro destaque é a sec-
ção “KINO Actress in Focus 
- Sandra Hüller”, que apre-
senta seis obras clássicas 
da actriz alemã, incluindo 
“Anatomy of a Fall”, que 
ganhou a Palma de Ouro no 
Festival de Cannes e lhe valeu 
uma nomeação para o Óscar 
de Melhor Actriz; “The Zone 
Of Interest”, que ganhou o 
Prémio do Júri em Cannes e 
o Prémio FIPRESCI; “Sisi & 
Ich”, em que Hüller interpre-
ta uma criada corajosa que se 
apaixona pela princesa Sisi; 
“Exile”, um filme concorren-
te do Festival de Berlim que 
explora as crises de identida-
de dos imigrantes através de 
uma lente de suspense; “In 
the Aisles”, com o actor ale-
mão Franz Rogowski; e “Toni 
Erdmann”, que valeu a Hüller 
o prémio de melhor actriz nos 
European Film Awards. Uma 
conferência sobre cinema 
intitulada “Talk on Actres-
s-in-focus: Sandra Hüller’s 
Ultra-Cool Otherworld”, 
apresentada pela crítica de 
cinema de Hong Kong Joyce 
Yang, também será organiza-
da durante o festival. 
Os bilhetes já estão dis-
poníveis para compra na Ci-
nemateca Paixão.
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 13
PONTO 
DE CITAÇÃO
“1. As imagens, como esta do Público, da 
espalhafatosa operação de polícia ontem no 
Martin Moniz, em Lisboa - com dezenas de 
pessoas viradas contra a parede por numerosos 
polícias armados em postura agressiva -, são 
indignas de um Estado de direito. 
Com efeito, nos termos da Constituição, as 
medidas de polícia, por lesivas potencialmente 
de direitos fundamentais, desde logo a 
liberdade de circulação (como é o caso), são 
somente as previstas na lei e não podem 
ser utilizadas «para além dos estritamente 
necessário» (CRP, art. 272º, nº 2). 
Como atos de poder que são, as medidas 
polícia não escapam às regras de limitação 
do poder próprias do Estado de direito 
constitucional que nos orgulhamos de ser, 
que excluem o abuso de poder ou o seu uso 
arbitrário.
2. Ora, das declarações públicas do Primeiro-
Ministro, a endossar politicamente a “operação 
especial de prevenção criminal”, como a 
designou eufemisticamente, não resulta uma 
explicação minimamente convincente sobre o 
sentido e a necesssidade daquela demonstração 
de força, nem para o aparato bélico utilizado. 
Numa democracia parlamentar como a nossa, 
o Governo deve ser chamado, sem demora, 
a dar as necessárias explicações perante a 
AR, sob pena de se deixar passar em silêncio 
cúmplice a deriva securitária em curso em 
Portugal e a invenção de um clima artificial de 
insegurança para a justificar politicamente.
Adenda: De entre os muitos textos de protesto 
hoje publicados gostaria de ter escrito este, 
de João Miguel Tavares, no Público, um autor 
insuspeito de desvalorizar a segurança e de 
desconsiderar as forças de segurança. Aplauso!”
VITAL MOREIRA
Causa Nossa
https://causa-nossa.blogspot.com/
“As democracias liberais têm má imprensa 
no Ocidente, onde as autocracias voltam 
a merecer acenos de simpatia cem anos 
após terem incendiado grande parte do solo 
europeu. A verdade, porém, é que estamos 
preparados para enfrentar a pulsão imperialista 
e neocolonial de Vladimir Putin. A Europa 
(obviamente dissociada da tirania de Moscovo, 
inimiga declarada do “decadentismo liberal”) é 
mais forte do que a Federação Russa. Mesmo 
que acabe por perder o escudo protector dos 
EUA.
Não precisamos do Irão nem da Coreia 
comunista nem de mercenários do islamismo 
radical iemenita para nos fornecerem 
armamento e combaterem por nós. Ao 
procurar esses aliados entre a escória do 
planeta enquanto ameaçava destruir o Ocidente 
com bombas nucleares (cenário paranóico que 
nem Estaline ousou traçar), Putin escolheu 
um campo de onde já não sairá ileso. E deu 
enorme prova de fraqueza, não de força.
Tendo sido incapaz de conquistar Kiev, 
assassinar Zelenski, instalar um fantoche à 
frente do Governo ucraniano e até de preservar 
o seu vassalo Assad na Síria, é capaz de quê? 
De “conquistar” cerca de 45 mil km2 de ruínas, 
o equivalente a menos de metade da superfície 
de Portugal. Entre avanços e recuos, apenas 
exibe isto como débil troféu de caça na Ucrânia 
desde Fevereiro de 2022.
É inútil os seus apaniguados cá na terra 
alimentarem ilusões: mais depressa cairá 
o ditador russo do que alguma pedra 
essencial mudará na Europa Ocidental - a tal 
«decadente» parcela do globo que muitos 
abominam, quase todos invejam mas onde 
ninguém recusaria viver. Por ser o pior 
continente, à excepção de todos os outros.”
PEDRO CORREIA
Delito de Opinião
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/
“Pedro Góis foi escolhido pelo Governo para 
dirigir o Observatório das Migrações, afiançando 
que “precisamos de um fluxo de cem mil 
imigrantes por ano”. Ao mesmo tempo, diz 
que “os salários são baixos, e como há uma 
chegada recorrente de mão-de-obra, eles não 
tendem a aumentar, e isso, ano após ano, 
acaba por ter influência em todo o sistema”. 
O drama, claro, é que se reforçou desde a 
troika uma economia de baixa pressão salarial, 
demasiado concentrada em sectores como a 
construção, o agronegócio ou o turismo, onde 
os patrões exigem uma força de trabalho 
barata, abundante e descartável. 
Sem instrumentos de política económica, 
furtados pela integração europeia, este é o 
modelo que nos cabe na divisão europeia do 
trabalho. Quem não quiser falar de capitalismo 
globalizado e da respetiva arbitragem laboral, 
deve calar-se sobre a corrida laboral para 
o fundo e sobre os seus efeitos sociais e 
políticos.”
JOÃO RODRIGUES
Ladrões de Bicicletas
http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/
0 Trav. do Bispo, nº 1, 6º andar, Macau % pontofinalmacau@gmail.com ! 2833 9566 / 28338583plano 
para levar Pequim a participar nas conversações 
sobre um cessar-fogo na Ucrânia. Pouco depois do 
seu recente encontro com o presidente ucraniano 
Volodymyr Zelensky em Paris, Trump publicou: 
“Deve haver um cessar-fogo imediato e devem 
começar as negociações” e “a China pode ajudar”. 
Esta última observação ganhou subitamente mais 
significado depois de Trump ter feito o invulgar 
convite ao líder chinês para participar na cerimónia 
de 20 de janeiro.
Deixando de lado a questão de saber se Xi aceitará 
o convite de Trump para ir a Washington - 
provavelmente não aceitará -, a grande questão é 
saber se isso ajudará efectivamente Trump a pôr fim 
ao conflito.”
TETYANA MALYARENKO E STEFAN WOLFF
Académicos
SOUTH CHINA MORNING POST
“A presença de imigrantes em Portugal traz 
benefícios indesmentíveis à sociedade, ajudando a 
resolver desafios estruturais enquanto enriquece 
o país em múltiplas dimensões, a começar pela 
dimensão económica. Sem eles, sectores como 
a agricultura, a construção civil, os serviços 
domésticos, a restauração ou a hotelaria não 
funcionam. Sem imigrantes, o turismo, a galinha 
dos ovos de ouro da nossa economia, colapsa. 
Aos mais distraídos convém recordar igualmente 
que os imigrantes contribuem significativamente 
para a Segurança Social, ajudando a equilibrar as 
finanças públicas num contexto de envelhecimento 
populacional. Sem a imigração, num território em 
que há mais mortes que nascimentos, é o país que 
morre lentamente. Um governo que não for capaz 
de dar futuro ao seu país, não constrói futuro para si 
próprio.”
PAULO BALDAIA
Jornalista
EXPRESSO
OPINÃO
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202414 | OPINIÃO
E
m 25 de Dezembro de 2024, o Mi-
nistro dos Negócios Estrangeiros 
japonês, Takeshi Iwaya, visitou 
Pequim e reuniu-se com o seu ho-
mólogo chinês, Wang Yi, e com o 
Primeiro-Ministro chinês, Li Qiang. A visita 
de Iwaya à China tem importantes implica-
ções diplomáticas e políticas para as relações 
sino-japonesas, pouco antes do regresso de 
Donald Trump à presidência dos EUA.
A visita de Iwaya a Pequim pode ser vista 
como um seguimento de uma ação construti-
va e de um processo de criação de confiança, 
pouco depois de o Primeiro-Ministro japonês, 
Shigeru Ishiba, se ter reunido com o Presiden-
te chinês, Xi Jinping, à margem da Cimeira de 
Cooperação Económica Ásia-Pacífico, reali-
zada em Lima, em novembro. Durante a reu-
nião no Peru, os dois líderes afirmaram o seu 
objetivo comum de desenvolver uma “relação 
mutuamente benéfica baseada em interesses 
estratégicos comuns” - um termo diplomáti-
co fundamental que abre caminho à visita de 
Iwaya à China em Dezembro.
Iwaya e Wang Yi participaram na segun-
da reunião do mecanismo de consulta de alto 
nível sobre intercâmbios interpessoais e cul-
turais entre o Japão e a China, durante a qual 
foram alcançados dez importantes consensos.
Estas questões consensuais incluem a 
promoção vigorosa dos intercâmbios de jo-
vens; a criação de mais plataformas para in-
tercâmbios entre as cidades irmãs; o reforço 
do intercâmbio e da cooperação desportiva; 
o apoio à cooperação contínua nas áreas das 
indústrias cinematográfica, musical, edito-
rial, de animação e de jogos; o reforço da coo-
peração nos meios de comunicação social e 
nos grupos de reflexão; e a realização de mais 
intercâmbios entre organizações de mulhe-
res para partilharem as suas experiências na 
promoção não só da igualdade de género, mas 
também do desenvolvimento conjunto de ho-
mens e mulheres; o reforço da colaboração 
mútua na promoção da Exposição Mundial 
2025 em Osaka e Kansai; e a consolidação de 
uma maior comunicação e amizade entre os 
cidadãos chineses e japoneses.
Obviamente, do ponto de vista do re-
forço do intercâmbio cultural e educativo, 
estes consensos podem ser saudados como 
um enorme sucesso numa altura em que as 
sociedades e os cidadãos dos dois países não 
se entendem muito bem. Em setembro de 
2024, um residente de Shenzhen esfaqueou 
um rapaz japonês de 10 anos - um incidente 
que suscitou a preocupação do Governo japo-
nês e dos residentes japoneses na China. Este 
acontecimento seguiu-se a um ataque abor-
tado por um assaltante a uma mãe japonesa 
e ao seu filho na cidade de Suzhou, em junho, 
que levou à morte de um cidadão chinês que 
protegia os dois japoneses. Estes aconteci-
mentos infelizes suscitaram a preocupação 
do Governo japonês e de alguns residentes 
japoneses na China quanto à possibilidade 
de o sentimento anti-japonês ter sido desne-
cessariamente suscitado nas redes sociais da 
China continental. Embora não existam pro-
vas concretas que apontem para a origem ra-
cial dos ataques, os dois incidentes afectaram 
as relações sino-japonesas. As sondagens de 
opinião pública no Japão e na China revelaram 
igualmente que a maioria dos cidadãos dos 
dois países tem uma opinião negativa sobre o 
outro - uma tendência preocupante do ponto 
de vista das interações entre sociedades.
O consenso comum alcançado entre 
Iwaya e Wang Yi foi política e socialmente 
importante. O intercâmbio de jovens entre 
os dois países é necessário para minimizar os 
mal-entendidos mútuos e aprofundar o co-
nhecimento das gerações mais jovens sobre a 
sociedade e os valores de ambos os países. O 
intercâmbio desportivo pode ajudar a impul-
sionar o desenvolvimento do desporto chinês 
em algumas áreas fracas, especialmente o fu-
tebol, em que o Japão é excelente e se tornou 
um modelo para a maioria dos países asiáti-
cos. O intercâmbio desportivo pode e irá pro-
mover a aprendizagem mútua entre as duas 
partes.
Iwaya disse a Wang Yi que o Japão está 
disposto a reforçar a confiança mútua, a coor-
denação e a cooperação com a China, aumen-
tando simultaneamente os pontos da agenda 
das relações bilaterais e “reduzindo as ques-
tões pendentes”. A expressão “reduzir as 
questões pendentes” foi positiva, apontando 
para o pragmatismo de Iwaya ao lidar com a 
parte chinesa.
•
A visita de Iwaya a Pequim e as suas implicações 
para as relações sino-japonesas
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 15OPINÃO
Wang Yi reiterou a oposição da China à 
descarga marítima pelo Japão da água “con-
taminada por energia nuclear” em Fukushi-
ma, mas observou que o Japão deve cumprir 
as suas obrigações e compromissos interna-
cionais para com a China. Wang Yi acrescen-
tou ainda que o Japão deve criar um sistema 
de monitorização internacional a longo prazo 
da água “contaminada por energia nuclear” e 
que pode permitir que a China recolha amos-
tras e teste a água mais tarde.
É interessante notar que a China con-
cordou em flexibilizar gradualmente a im-
portação de produtos marítimos e de marisco 
japoneses para o continente. A porta-voz do 
Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, 
Mao Ning, disse em 24 de dezembro que o go-
verno chinês estava a considerar o reinício das 
importações de produtos aquáticos japoneses 
a partir do primeiro semestre de 2025. 
Após a visita de Iwaya a Pequim, é de es-
perar que a retoma das importações de pro-
dutos do mar japoneses para a China seja uma 
questão de tempo.
Assim, o diferendo sino-japonês sobre o 
tratamento da água “contaminada por ener-
gia nuclear” em Fukushima foi resolvido, bem 
como a questão de saber se os produtos do 
mar japoneses devem ser autorizados a entrar 
na China. A visita de Iwaya à China pode ser 
considerada uma conclusão feliz.
O pragmatismo prevalece de ambos os 
lados. O Governo japonês decidiu introduzir 
um novo visto de entradas múltiplas, válido 
por 10 anos, para os cidadãos chineses que 
visitem o Japão a título individual para fins 
turísticos. Atualmente, a validade máxima é 
de cinco anos. A flexibilização do período de 
validade do visto facilitará a visita de mais tu-
ristas chineses ao Japão - uma medida posi-
tiva de preparação para a Exposição Mundial 
2025 em Osaka e Kansai. Esta flexibilização 
por parte do Japão pode ser vista como uma 
contrapartida à recente política do Governo 
chinês, emnovembro, de isenção de vistos de 
curta duração para os cidadãos japoneses, cuja 
estadia máxima foi alargada para 30 dias, em 
vez do anterior limite de 15 dias.
O Japão também deixará de exigir aos ci-
dadãos chineses com idade igual ou superior 
a sessenta e cinco anos a apresentação de um 
certificado de emprego para viagens de turismo 
individuais, facilitando muito a visita dos refor-
mados chineses ao Japão. A estadia máxima dos 
turistas chineses em grupo será alargada para 
30 dias, em vez do atual limite de 15 dias.
Assim, no que se refere às visitas turís-
ticas, os dois países têm vindo a adotar uma 
política pragmática de flexibilização dos re-
quisitos de entrada e de estadia dos cidadãos 
do outro lado, alcançando uma situação van-
tajosa para todos.
Durante uma entrevista à Phoenix TV, 
em 24 de dezembro, quando Iwaya foi ques-
tionado sobre Taiwan, a sua resposta foi que 
discordava da opinião de que se houver pro-
blemas em Taiwan, o Japão também estará em 
apuros - uma opinião que liga diretamente a 
segurança de Taiwan à do Japão. Em vez dis-
so, Iwaya observou que, pessoalmente, espera 
que Taiwan não tenha problemas em primeiro 
lugar, o que significa que a paz e a estabilidade 
devem prevalecer no Estreito de Taiwan. Re-
conhecendo que Taiwan é um amigo do Japão, 
Iwaya adere firmemente ao comunicado con-
junto sobre as relações diplomáticas entre o 
Japão e a China e sublinhou que a questão de 
Taiwan deve ser resolvida através de um diá-
logo pacífico.
Do ponto de vista diplomático, Iwaya foi 
hábil e cuidadoso na abordagem da questão de 
Taiwan. Em vez de relacionar a segurança de 
Taiwan com a do Japão, passou a enfatizar a 
resolução pacífica da questão de Taiwan sem 
provocar a sensibilidade do lado chinês.
Iwaya também mantém o princípio de 
salvaguardar os interesses do Japão. Manifes-
tou a Wang Yi a sua preocupação com a situa-
ção no Mar do Leste, onde se situa a região de 
Senkaku (Diaoyu em chinês), controlada pelo 
Japão e reclamada pela China. Iwaya queixou-
-se de que uma boia chinesa podia ser vista na 
zona económica japonesa, ou no sul da ilha de 
Yonaguni, na prefeitura de Okinawa, e pediu 
que a China a removesse. O Japão tem pro-
testado repetidamente junto da China con-
tra a “intrusão” de navios chineses nas suas 
águas territoriais no Mar do Leste, especial-
mente nas zonas em torno das ilhas Senkaku 
(Diaoyu).
Relativamente à soberania sobre a ilha 
Senkaku (Diaoyu), não se pode esperar que 
haja e venha a haver qualquer avanço, mas o 
posicionamento de Iwaya na mesa de discus-
são com Wang Yi foi mais um gesto político do 
que uma solução diplomática, especialmente 
porque a China é bastante firme na sua afir-
mação de soberania sobre a ilha Diaoyu.
Iwaya manifestou a sua preocupação 
com a detenção de alguns cidadãos japoneses 
na China devido a alegações de espionagem, 
acrescentando que as ambiguidades da lei 
chinesa contra a espionagem já causaram in-
quietação em alguns japoneses relativamente 
à China. Apelou à “libertação rápida” de al-
guns cidadãos japoneses que foram detidos 
pelas autoridades chinesas - um pedido que 
provavelmente demorará algum tempo a ser 
resolvido, talvez de uma forma discreta.
Iwaya encontrou-se com o primeiro-mi-
nistro Li Qiang, que afirmou que a China está 
disposta a trabalhar com o Japão para imple-
mentar o consenso acordado pelos líderes 
dos dois países. Li acrescentou que ambas as 
partes devem promover o desenvolvimento 
sustentado e saudável das relações bilaterais e 
que devem alcançar mais resultados novos em 
colaborações pragmáticas. Ele disse: “Espera-
-se que o Japão trabalhe com a China, respeite 
os princípios estabelecidos nos quatro docu-
mentos políticos China-Japão, encare a histó-
ria de frente e olhe para o futuro, administre 
construtivamente as diferenças e disputas e 
cuide do quadro geral das relações China-Ja-
pão”. (Xinhua, 25 de dezembro de 2024: ht-
tps://english.www.gov.cn/news/202412/25/
content_WS676be8b1c6d0868f4e8ee443.
html)
A visita de Iwaya a Pequim é significativa. 
Pouco antes do regresso de Donald Trump à 
presidência dos EUA, a melhoria das relações 
do Japão com a China pode abrir caminho ao 
seu importante papel moderador nas relações 
sino-americanas que em breve se deteriora-
rão, especialmente porque a nova adminis-
tração Trump irá agravar a sua guerra comer-
cial e tecnológica com a China. 
Além disso, a melhoria das relações si-
no-japonesas pode beneficiar os sectores 
empresariais tanto na China como no Japão. 
Segundo consta, a Toyota está interessada 
em estabelecer uma nova fábrica de veículos 
eléctricos na China. Se assim for, as empre-
sas japonesas estão interessadas em operar na 
China. Se o agravamento da guerra comercial 
entre os EUA e a China provocar um certo grau 
de “dissociação”, o atual reforço das relações 
entre o Japão e a China não seguirá, de modo 
algum, o caminho dos EUA, que será prova-
velmente autoproteccionista, isolacionista e 
hostil sob a liderança de Trump.
Segundo consta, o Japão está a explorar 
a possibilidade de convidar o Primeiro-Mi-
nistro chinês Li Qiang a participar na reunião 
de líderes entre a China, o Japão e a Coreia do 
Sul, a realizar mais tarde no Japão, em 2025. 
O calendário da reunião poderá coincidir com 
a iniciativa chinesa de permitir a reentrada 
dos produtos do mar japoneses no continen-
te. Em termos diplomáticos, a possível visita 
de Li Qiang ao Japão em 2025 será importante, 
recordando e repetindo a importante visita do 
falecido primeiro-ministro chinês Li Keqiang 
ao Japão em 2018 para a sétima reunião de lí-
deres China-Japão-Coreia do Sul.
Sendo um aliado próximo dos EUA, Tó-
quio tem estado naturalmente do lado de 
Washington em termos da sua política de se-
gurança, mas tem também adotado uma polí-
tica económica e sociocultural mais suave em 
relação a Pequim, equilibrando assim a China 
de uma forma delicada, ao mesmo tempo que 
reforça o seu rearmamento militar para fa-
zer face à ameaça militar chinesa. Ao mesmo 
tempo, o Japão está a implementar uma abor-
dagem pragmática para envolver os chineses 
a nível económico, cultural e social. Se a nova 
administração Trump vier a adotar uma polí-
tica agressiva em relação à China, em termos 
económicos e militares, o Japão continuará a 
ser um ator crucial na mediação entre o inevi-
tável agravamento das relações entre os EUA 
e a China.
Em conclusão, a visita de Iwaya a Pequim 
é importante do ponto de vista diplomático e 
político. Diplomaticamente, o Japão tem vin-
do a adotar uma abordagem pragmática para 
envolver a China de forma ativa, ao mesmo 
tempo que levanta preocupações sobre ques-
tões que reflectem os interesses japoneses e 
reforça as interações socioculturais que me-
lhoram e cimentam as relações sino-japo-
nesas num período de transição crucial que 
aguarda o regresso da administração de Do-
nald Trump nos EUA. Embora se possa prever 
que as relações dos EUA com a China se de-
teriorarão provavelmente sob a forma de uma 
guerra comercial e tecnológica mais agressiva 
e séria, a melhoria das relações do Japão com 
a China está agora a preparar o caminho para 
que Tóquio tenha mais espaço de manobra 
diplomático nas relações sino-americanas, 
que inevitavelmente mudarão nos próximos 
meses e anos. Atualmente, o pragmatismo 
continua a prevalecer no desenvolvimento 
das relações do Japão com a China, cujo vasto 
mercado tem vindo a proporcionar enormes 
oportunidades económicas ao sector empre-
sarial japonês e cuja sociedade e cultura ne-
cessitam realmente de uma compreensão 
mais profunda por parte do povo japonês.v
Sonny Lo
Autor e professor de Ciência Política
Este artigo foi publicado originalmente em inglês 
na Macau NewsAgency/MNA
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202416 | OPINIÃO
D
atas, há muitas…
Determinar a data exacta 
da independência de Portugal 
não é tarefa fácil. A data de 1143, 
a do suposto ‘Tratado de Zamo-
ra’, será, provavelmente, a que mais consenso 
encontrará entreas pessoas já que foi isso que 
a grande maioria aprendeu na escola. No en-
tanto, não existe nenhum vestígio nem tes-
temunho que sugiram que este tratado tenha 
alguma vez existido. Dada a sua suposta im-
portância, deveriam existir cópias, pelo me-
nos três, uma para D. Afonso Henriques, uma 
para Afonso VII de Leão e uma para o legado do 
Papa. Para além destas, segundo o costume, 
cópias de documentos deste teor deveriam ter 
sido enviadas para os arcebispos de Toledo, 
Santiago, Braga e possivelmente Coimbra. No 
entanto, nenhuma cópia do texto se conhece 
nem nenhuma referência a um tal tratado se 
encontra em nenhuma fonte antiga. 
Assim sendo, pelo menos cinco são as da-
tas que importam considerar no processo de 
independência de Portugal. A primeira é 1128, 
quando D. Afonso Henriques lidera a rebelião 
contra a sua mãe, D. Tareja, como era então 
conhecida D. Teresa, e o conde Fernão Peres 
de Trava, amante desta, no campo de São Ma-
mede. O governo do Condado Portucalense, 
que estivera nas mãos de D. Teresa desde 1112, 
aquando da morte de D. Henrique de Borgo-
nha, passou então para D. Afonso, que deveria 
ter por volta de 18 anos na altura. 
Outra data também muito importante é 
1137 quando se assina o ‘Tratado de Tui’. Em 
1136, os partidários de D. Teresa fazem uma 
incursão no território português na tentativa 
de recuperar o poder. D. Afonso Henriques, 
em resposta, toma a cidade de Tui e vários 
castelos nas vizinhanças. Afonso VII de Leão, 
recém-chegado de Aragão, encontra-se en-
tão com o primo em Tui e ambos assinam aí 
um tratado de paz onde D. Afonso de Portugal 
promete fidelidade a Afonso VII de Leão. Este 
tratado estabelece também as fronteiras de 
Portugal na região do Minho que desde então 
se tornaram as fronteiras europeias fixas mais 
antigas.
O mal-estar entre os dois primos terá co-
meçado porque D. Afonso Henriques faltou à 
coroação de Afonso VII que se auto-procla-
mou ‘imperador de todas as Espanhas’ e se 
fez coroar na catedral de Leão, a 26 de Maio 
de 1135, pelo antipapa Anacleto II, que, na sua 
empresa de angariar apoio para a sua causa, 
acedeu ao pedido. A ausência de D. Afonso foi 
sentida como um acto de desrespeito ao novo 
título de Afonso VII. Afonso VI de Leão, pai de 
D. Teresa e avô de ambos, já ocasionalmente 
se auto-intitulara imperador. 
Desde que tomara o poder de sua mãe, D. 
Afonso Henriques nunca se referiu a si mes-
mo como ‘conde’ mas sempre como ‘prínci-
pe’ ou ‘infante’ e é como ‘infante de Portugal’ 
que é tratado no texto da paz de Tui. Já a partir 
de 1139, após a estrondosa vitória nos campos 
de Ourique, a 25 de Julho, dia de Santiago Ma-
ta-mouros, começa a ser intitulado nos docu-
mentos como ‘rei de Portugal’. D. Afonso, ao 
se (auto-)intitular rei, estava implicitamente 
a quebrar os laços de vassalagem de Portugal 
em relação ao rei de Leão e Castela.
Em 1143, o cardeal Guido de Vico vem à 
península para tratar de problemas de admi-
nistração religiosa e encontra-se com Afonso 
VII e com D. Afonso Henriques na cidade de 
Zamora, nos dias quatro e cinco de Outubro. 
Não se sabe o conteúdo da conversa e não se 
conhece nenhum tratado ou documento es-
crito que resultasse desse colóquio, assim que 
é mais rigoroso falar de ‘Conferência de Za-
mora’ do que de ‘Tratado de Zamora’. Apesar 
de não existirem testemunhos escritos deste 
encontro, duas cartas, uma do dia quatro e 
outra do dia cinco de Outubro, foram enviadas 
aos nobres leoneses Martin Cidez e Pons de 
Cabrera, desde Zamora, em que se faz men-
ção a um colóquio entre o rei de Portugal e o 
imperador Afonso VII, no qual também es-
tava presente o cardeal legado do Papa. Es-
tas duas cartas são os primeiros documentos 
despachados pela chancelaria régia de Afon-
so VII em que D. Afonso Henriques é tratado 
como ‘rei de Portugal’. Uma outra curiosidade 
é que o cardeal Guido de Vico é descrito em 
muitos livros de História de Portugal como 
sendo o legado do Papa Inocêncio II, no en-
tanto, quando Guido de Vico chega a Portugal, 
Inocêncio II já tinha morrido; morreu a 24 de 
Setembro de 1143 e dois dias depois foi eleito 
papa Celestino II, em cujo conclave o cardeal 
Guido de Vico participou. 
Ainda em 1143, D. Afonso Henriques es-
creve ao Papa a carta ‘Claves Regni Coelorum’ 
onde declara Portugal ‘census’ ou vassalo do 
Papa, e se compromete a pagar quatro onças 
de ouro por ano a Roma. 
A resposta demorou vários anos e vários 
papas a chegar. Em 1179, o Papa Alexandre 
III, escreve na bula ‘Manifestis Probatum’: 
‘concedemos e confirmamos por autoridade 
apostólica ao teu excelso domínio o reino de 
Portugal com inteiras honras de reino e a dig-
nidade que aos reis pertence’. Esta é a última 
etapa do processo de independência de Por-
tugal. Os papas, na altura, funcionavam como 
uma espécie de ‘Nações Unidas’ só que bas-
tante mais eficaz.
O ‘Tratado de Tui’ é de 14 de Julho de 1137, 
a carta de D. Afonso Henriques ao papa é de 
23 de Dezembro de 1143 e a bula de Alexandre 
III data de 2 de Junho de 1179. No entanto, se 
formos ler os documentos originais em Latim 
não são estas as datas que encontramos; as 
datas escritas de facto nos documentos são: 4 
•
LVSITANO DE SERMONE 
Saturnália (II)
In Anno Domini Bismillesimo Vicensimo Quarto
de Julho de 1175, 13 de Dezembro de 1181 e 23 de 
Maio de 1179, respectivamente. Como se ex-
plicam estas discrepâncias de dias e de anos, 
mas não de meses?
Deixando a discrepância dos dias para 
mais tarde e começando pela dos anos, veri-
ficamos que, enquanto na bula papal o ano de 
1179 que se encontra escrito no texto corres-
ponde à data que hoje aceitamos, já, nos do-
cumentos portugueses e castelhanos, o ano 
escrito no texto não condiz com o ano em que 
nós consideramos que os feitos se deram. 
O que está aqui em jogo são dois sistemas 
diferentes de datação. O da bula papal corres-
ponde ao nosso sistema moderno, a datação 
usada nos documentos peninsulares, por sua 
vez, utiliza um sistema diferente, conhecido 
como ‘Era de César’ ou ‘Era Hispânica’, ex-
clusivo da Península Ibérica e usado desde os 
tempos dos reinos visigóticos. A ‘Era de Cé-
sar’ começa a contar os anos a partir do ano 38 
a.C. Quando confrontados com um documen-
to datado desta maneira, basta subtrair 38 ao 
ano da data escrita no documento e obtemos 
o correspondente ano da ‘Era de Cristo’, que é 
basicamente a que nós utilizamos hoje.
Em Portugal, a ‘Era de César’ esteve em 
vigor até 1422, ano em que, a 22 de Agosto, D. 
João I ordena a introdução da ‘Era de Cristo’ ou 
‘Anno Domini’. Portugal foi, assim, o último 
país do Ocidente a adoptar a ‘Era de Cristo’ e 
a última nação ibérica a abandonar a ‘Era de 
César’; Castela já o fizera em 1382, por mão de 
um rei também chamado João I.
A origem deste sistema peculiar de data-
ção e a sua associação ao nome de Júlio César 
não tiveram até hoje uma explicação satisfa-
tória. Muito provavelmente reflectirá algo que 
se passou na Península Ibérica, possivelmente 
no âmbito de alguma reforma administrativa 
que não deixou testemunho e que, de alguma 
forma, ficou ligada ao nome de Júlio César, 
apesar de que este já tivesse sido assassina-
do quando este sistema supostamente teve 
início. Embora exclusivo da península, daí o 
nome de ‘Era Hispânica’, estendeu-se tam-
bém ao Norte de África levado pelo mouros, 
que o adoptaram parcialmente, e pelos judeus 
que lhe chamavam ‘Era Safarence’. De acordo 
com este sistema, que já ninguém usa, hoje 
estaríamos no ano de 2062.
Eras
O sistema utilizado pela bula de Alexandre 
III, o mesmo que D. João I introduz em Portu-
gal em 1422, é conhecido como ‘Era de Cristo’ 
ou, em Latim, por ‘Anno Domini’, que quer di-
zer ‘no ano do Senhor’. Este ‘Ano do Senhor’, 
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 17OPINIÃO
ou como se dizia em Portugal até à república 
‘Ano da Graça de Nosso Senhor (Jesus Cristo)’ 
é um sistema de datação que começa a contar 
os anos a partir do nascimento de Cristo. 
A ‘Era de César’ e a ‘Era de Cristo’são 
formas de organização do tempo que, ao con-
trário do que acontece com o ano solar, o mês 
lunar ou os dias e as noites, não respondem 
a leituras de fenómenos da Natureza, como 
sejam as estações do ano ou as fases da lua, 
mas que dependem de episódios da história do 
Homem e servem para que nós saibamos onde 
posicionar factos em relação uns aos outros 
no eixo cronológico. Permite, assim, consta-
tar que o Império Romano do Ocidente caiu 
antes da invenção da imprensa por caracteres 
móveis que, por sua vez, foi inventada antes 
da queda do Império Romano do Oriente. 
Embora a ‘Era de Cristo’ seja o sistema 
que se usa hoje em todo o mundo, tal como no 
caso da manutenção dos calendários lunares 
antigos por parte de determinadas culturas, 
também alguns dos sistemas de datação que 
existiram no passado continuam a ser utiliza-
dos hoje. São disso exemplo a ‘Era da Criação’ 
dos judeus e a ‘Era da Hijri’ dos muçulmanos. 
A Criação do Mundo
O ‘Anno Mundi’ é a denominação tradi-
cional em Latim da ‘era’ também conhecida 
como a ‘Era da Criação’, ou ‘Era Hebraica’, 
que em Israel goza de carácter oficial. Em he-
braico o nome desta ‘era’ é ‘livryat haolam’ ou 
seja, ‘na criação do mundo’ pois conta os anos 
a partir da criação do mundo segundo o relato 
contido no livro do Génesis. A ‘Era da Cria-
ção’, ao contrário daquilo que se possa pensar, 
não é muito antiga. A Palestina esteve sem-
pre, ou quase sempre, sob a colonização de 
algum império e os judeus seguiam o calen-
dário que a potência colonizadora usava. As-
sim, nos dias de Cristo, usava-se o calendário 
romano ao lado da ‘Era Selêucida’ ou, como 
é conhecida em Latim, a ‘Era Graecorum’ ou 
‘Era dos Gregos’. Esta ‘era’ conta os anos a 
partir da reconquista da Babilónia pelo rei Se-
leuco I Nicator em 311 a.C. A ‘Era Selêucida foi 
adoptada quando a Judeia se tornou um reino 
cliente (160-134 a.C.) do Império Selêucida 
e continuou a ser utilizada pelos judeus até 
aos primeiros séculos da era cristã, inclusive 
depois do nascimento do judaísmo rabíni-
co que se dá por volta dos séculos segundo e 
terceiro da nossa era. É na Idade Média, mais 
precisamente em 1178, quando Maimonides 
(1138-1204), um dos rabinos históricos mais 
influentes do judaísmo, publicou o seu ‘opus 
magnum’, a ‘Mishneh Torah’ ou ‘Repetição da 
Torah’, obra ainda hoje utilizada nos tribunais 
religiosos de Israel e não só, que este siste-
ma de datação adquiriu a sua forma actual e 
passou a ser utilizado quase universalmente 
pelos judeus. Assim, desde o dia três de Ou-
tubro de 2024, dia de ‘rosh hashanah’, ou dia 
de ‘Ano Novo’ judeu, que estamos no ano 5785 
depois da criação do mundo. 
Os judeus não são, no entanto, os únicos 
a contar o tempo a partir da criação do mun-
do. Enquanto no Ocidente europeu, os cristãos 
romanos, passaram a contar os anos a partir 
do nascimento de Cristo desde o século sex-
to, mas sobretudo a partir do século nono, os 
ortodoxos do Oriente contavam os anos, tal 
como os judeus, a partir da criação do mun-
do. No entanto, os números dos judeus e dos 
bizantinos não batiam certo ainda que calcu-
lados a partir do mesmo evento. Dada a na-
tureza do material usado para calcular a data 
do começo do mundo, uma discrepância de 
uns anos, ou até de umas décadas não acar-
retaria grande escândalo, mas a discrepância 
entre o sistema dos judeus e o dos bizantinos 
é de quase dois mil anos, mais precisamente 
1748 anos. De acordo com a ‘Era da Criação’ 
seguida por Constantinopla, desde o dia 1 de 
Setembro, o dia de Ano Novo do calendário 
juliano bizantino, nós encontramo-nos no 
ano 7533 desde que o mundo foi criado. Esta 
diferença no cálculo da idade do mundo deve-
-se às diferentes fontes em que as duas tra-
dições se baseiam. Os gregos bizantinos cal-
cularam a data da criação do mundo com base 
na Septuaginta, a tradução Grega do Antigo 
Testamento produzida em Alexandria, en-
quanto que os judeus utilizaram a sua versão 
‘original’ hebraica. Ora, estas duas versões do 
Antigo Testamento variam suficientemente 
entre si a ponto de que produzem uma tal dis-
crepância. 
A versão bizantina da ‘Era da Criação’ 
levou o seu tempo a ser calculada. Antes da 
versão actual, que foi calculada por um monge 
em 639, existiu uma versão alexandrina calcu-
lada em 412. [A versão Alexandrina do ‘Anno 
Mundi’ dos gregos não deve ser confundida 
com a ‘Era Alexandrina’ dos cristãos coptas 
do Egipto que também existiu e que ainda hoje 
é parcialmente utilizada.] A versão bizantina 
actual considera que o mundo foi criado 5509 
anos antes do nascimento de Cristo, enquanto 
que a antiga versão alexandrina datava a ori-
gem do mundo de 5081 antes de Cristo. Para 
obter a data actual do mundo basta adicionar 
2024 a estes números. 
A ‘Era da Criação’ ou o ‘Anno Mundi’ foi 
adoptada por Bizâncio em 988 e durou até à 
sua queda em 1453. A Igreja Ortodoxa usou 
este sistema desde 691 até 1728, quando o 
patriarca de Constantinopla adoptou oficial-
mente a ‘Era de Cristo’, mas ainda hoje mui-
tas comunidades ortodoxas utilizam o antigo 
sistema lado a lado do da ‘Era de Cristo’ nos 
seus documentos. 
A Fuga de Maomé
Outra forma de contar os anos ainda hoje 
em vigor é a ‘Era de Hijri’, também chamada 
em Latim ‘Anno Hegirae’, daí a abreviatura 
AH. Este sistema de datação, seguido por mi-
lhões de muçulmanos à volta do mundo, co-
meça a contar os anos desde a partida, ou em 
árabe ‘hijrah’, de Maomé de Meca para Medi-
na, que ocorreu no ano de 622. 
A ‘Era de Hijri’ foi adoptada em 639, por 
ordem de Omar ibn-al-Khattab (583-644), o 
segundo califa do primeiro califado e um dos 
sogros de Maomé. O sistema de contagem 
dos anos que existia antes não era eficiente 
pois, entre outros problemas, tornava difícil 
distinguir as prescrições e leis mais recentes 
das mais antigas. Antes da adopção da ‘Era de 
Hijri’, os anos eram “nomeados” a partir de 
eventos importantes que teriam acontecido 
nesses mesmos anos. O exemplo clássico é o 
do ‘ano dos elefantes’, que se refere ao ano de 
571, ano em que nasceu Maomé. Ficou conhe-
cido assim porque nesse ano um rei cristão do 
Iémen atacou a cidade de Meca com a ajuda de 
vários elefantes.
De acordo com a ‘Era de Hijri’, nós en-
contramo-nos no ano de 1446 e continuare-
mos nele até 26 de Junho de 2025, data em que 
começa o ano de 1447.
A Nossa Era e o Nascimento ‘Dele’
A forma moderna de contar os anos é 
muitas vezes referida como ‘Era Comum’, 
especialmente em inglês, mas, na verdade, a 
‘forma moderna ocidental’ de contar os anos 
que, por via da economia e das relações polí-
ticas e diplomáticas internacionais, se esten-
deu a todo o mundo é basicamente a ‘Era de 
Cristo’ ou, em Latim, ‘Anno Domini’, a mes-
ma que Alexandre III usa na bula ‘Manifestis 
Probatum’ de 1179. 
As razões para que a fórmula ‘Era Co-
mum’ substitua a de ‘Era de Cristo’ são, para 
além do propósito de expurgar da sociedade 
moderna todas as referências a Jesus Cristo, 
o facto de que esta é hoje utilizada ‘comum-
mente’ como padrão, sobretudo nos negócios 
internacionais, por grande parte do planeta, e 
porque, na verdade, esta ‘era’ pode, afinal de 
contas, não começar a partir do nascimento 
de Cristo.
Até meados dos séculos sexto e sétimo, 
a forma mais comum de contar os anos era 
ainda pelo nome dos cônsules de Roma. Des-
de os dias da república romana que os anos 
se identificavam pelo nome dos dois cônsu-
les que eram eleitos naquele ano. Em Roma, 
contavam-se os anos a partir da fundação da 
cidade, ou seja, ‘ab urbe condita’, o que ocor-
reu a 21 de Abril de 753 a.C. –dia ainda hoje 
festejado– mas em vez de números os anos 
tinham o nome dos respectivos cônsules. A 
seguir à queda do império, este sistema con-
tinuou a ser utilizado já que o senado romano 
permaneceu aberto até aos princípios do sé-
culo sétimo e Roma, ora elegia, ora nomeava 
um cônsul e o outro era nomeado ou eleito 
em Bizâncio. A partir de 535, o Ocidente dei-
xa de ter o seu cônsul e, no Oriente, a partir 
de 542 o imperador passaa cumular o cargo 
de cônsul até que em 887, o imperador Leão 
VI (866-912) abole o cargo. À medida que as 
monarquias ocidentais se vão estabelecendo, 
começou-se também a datar os documentos 
em relação ao ‘ano régio’, ou seja, em relação 
ao ano em que o rei, príncipe ou papa tomou 
o poder. Assim, a bula de Alexandre III, para 
além do ano de 1179, é também datada do ‘vi-
gésimo ano do pontificado de Alexandre III’. 
No entanto, uma data universal comum 
era necessária para que os eventos se pudes-
sem relacionar entre si de forma mais eficien-
te. Na Ibéria, como já vimos, utilizava-se a 
‘Era de César’, enquanto que na Europa orien-
tal, antes da adopção generalizada da ‘Era da 
Criação’, utilizava-se a ‘Era de Diocleciano’, 
também denominada a ‘Era dos Mártires’. 
Esta ‘era’ contava os anos a partir do ano de 
284 d.C. quando Diocleciano, que empreen-
dera a última grande perseguição aos cristãos, 
subira ao poder. De acordo com esta ‘era’, es-
taríamos hoje no ano de 1740.
Em 525, um monge grego que habitava 
então em Roma e que ficou conhecido para a 
história como Dioniso, o exíguo (470-544), 
calculou que o ano do consulado de Probo 
Júnior, o cônsul daquele mesmo ano, corres-
pondia ao ano de 525 desde o nascimento de 
Jesus Cristo. Assim nasceu a ‘Era de Cristo’ ou 
o ‘Anno Domini’ que nós ainda hoje usamos 
todos os dias. 
Nada se sabe da metodologia nem das 
fontes que Dionísio utilizou para calcular o 
‘Anno Domini’ mas, hoje em dia, investiga-
dores e académicos crêem que Dionísio se terá 
enganado e que Jesus terá nascido entre seis 
e quatro anos antes da data que Dionísio cal-
culou. 
A ‘Era de Cristo’ foi adoptada pelo im-
pério carolíngio nos finais do século oitavo e, 
assim, estendeu-se por uma grande parte da 
Europa ocidental e central, território que hoje 
ocupam a França, a Bélgica, a Holanda, gran-
de parte da Alemanha e o Norte de Itália. Por 
volta do século XI, à excepção da Península 
Ibérica, a ‘Era de Cristo’ tinha-se já tornado 
comum em toda a Europa ocidental católica. 
A Europa oriental, por sua vez, continuaria 
ainda a utilizar a ‘Era de Diocleciano’ seguida 
depois da ‘Era da Criação’. 
Existe uma outra ‘era’ também baseada 
no nascimento de Cristo que é ainda hoje uti-
lizada na igreja ortodoxa Tehawedo da Etió-
pia e da Eritreia. Calculada por Arriano, um 
monge alexandrino que viveu no princípio 
do século quinto, esta ‘era’ defende que Je-
sus nasceu nove anos depois da data calculada 
por Dionísio. Arriano é também, responsável 
pela “correcção” em um ano da ‘Era Alexan-
drina’, às vezes também denominada de ‘Era 
de Antioquia’, proposta em 412 por Panodo-
ros, outro monge egípcio seu contemporâneo. 
Esta ‘era’ foi utilizada nas igrejas ortodoxa do 
Egipto e da Abissínia a partir do século sex-
to. De acordo com os cálculos de Arriano, nós 
hoje estaríamos no ano 7516. 
Afinal, que no que respeita a anos, parece 
ser que não é só a independência de Portugal 
que é difícil de determinar com precisão!
Roberto Ceolin
MA (Conim.) MPhil, DPhil (Oxon.)
Docente Universitário de Línguas Antigas
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202418 | ÓCIOÓCIO
CARNEIRO
Carta do Dia: 2 de Copas, 
que significa Amor.
Amor: No amor está em alta! 
Faça uma declaração ao seu 
companheiro.
Saúde: Se tem tendência 
para sofrer de cãibras coma 
mais amendoins e bananas. 
Dinheiro: Provável promoção 
na carreira.
Números da Sorte: 6, 14, 21, 
29, 38, 47
TOURO
Carta do Dia: Ás de Copas, 
que significa Princípio do 
Amor, Grande Alegria. 
Amor: Está prestes a viver 
um grande amor. 
Saúde: Atenção, proteja a 
garganta. Use um lenço se 
sair à noite. 
Dinheiro: Possível lucro 
inesperado. 
Números da Sorte: 9, 14, 26, 
35, 41, 47
GÉMEOS
Carta do Dia: Cavaleiro de 
Copas, que significa Proposta 
Vantajosa.
Amor: As suas emoções 
estão ao rubro. Encha a sua 
cara-metade de mimos.
Saúde: Dê especial atenção 
aos dentes. Coma mais 
maçãs e amêndoas.
Dinheiro: Poderá receber uma 
nova proposta. Está em maré 
de sorte.
Números da Sorte: 8, 15, 25, 
32, 37, 48
CARANGUEJO
Carta do Dia: Rei de Paus, 
que significa Força, Coragem 
e Justiça.
Amor: Promova a harmonia 
na sua casa. Seja sempre 
justo.
Saúde: O seu fígado pode 
estar a precisar de uma 
limpeza, faça uma dieta 
isenta de gorduras e açúcar 
durante pelo menos 3 dias.
Dinheiro: Com determinação 
conseguirá terminar um 
projeto urgente.
Números da Sorte: 17, 21, 
26, 35, 39, 42
LEÃO
Carta do Dia: 9 de Paus, 
que significa Força na 
Adversidade.
Amor: Vai ter força para 
ultrapassar um mal-estar 
com um familiar e devolver a 
harmonia ao seu lar.
Saúde: Mantenha-se jovem 
por mais tempo comendo 
uvas.
Dinheiro: Aposte no 
crescimento profissional. 
Inscreva-se num curso.
Números da Sorte: 2, 5, 18, 
23, 35, 39
VIRGEM 
Carta do Dia: Rainha de 
Paus, que significa Poder 
Material.
Amor: Procure estar mais 
perto das pessoas que ama. 
Vai sentir-se melhor.
Saúde: Use protetor solar, 
proteja a pele. 
Dinheiro: Terá poder material 
para fazer uma compra que 
deseja há muito.
Números da Sorte: 1, 9, 18, 
35, 41, 47
BALANÇA 
Carta do Dia: Cavaleiro 
de Espadas, que significa 
Guerreiro, Cuidado.
Amor: Vai passar momentos 
agradáveis junto da pessoa 
amada.
Saúde: Evite abusar dos 
doces. Ajude a prevenir a 
diabetes.
Dinheiro: Bom período 
para fazer uma poupança. 
Amealhar nunca é demais.
Números da Sorte: 9, 17, 20, 
22, 35, 46
ESCORPIÃO
Carta do Dia: Ás de Espadas, 
que significa Sucesso. 
Amor: Evite que terceiros 
interfiram na sua relação. 
Proteja o seu amor.
Saúde: Possíveis dores de 
cabeça. Beba chá de hortelã.
Dinheiro: Não deixe que o 
trabalho seja afetado por 
oscilações de humor.
Números da Sorte: 2, 18, 20, 
23, 45, 49
SAGITÁRIO
Carta do Dia: Ás de Ouros, 
que significa Harmonia e 
Prosperidade. 
Amor: Procure cultivar a 
harmonia e o romantismo na 
sua relação.
Saúde: Pode sentir-se 
cansado. Ganhe energia 
comendo bananas e 
espinafres.
Dinheiro: No trabalho deve 
ser firme, justo e imparcial. 
Crie uma carreira próspera.
Números da Sorte: 1, 9, 10, 
15, 29, 41
CAPRICÓRNIO
Carta do Dia: Rei de Ouros, 
que significa Inteligente, 
Prático.
Amor: Terá oportunidade de 
assumir uma relação séria. 
Força!
Saúde: Irá sentir-se em plena 
forma. 
Dinheiro: Dia ótimo para 
trabalhar em equipa. Várias 
cabeças pensam melhor do 
que uma. 
Números da Sorte: 14, 16, 
26, 31, 39, 47
AQUÁRIO
Carta do Dia: O Louco, que 
significa Excentricidade. 
Amor: Boas perspetivas 
amorosas. Esteja atento. 
Saúde: Para evitar 
dores musculares faça 
alongamentos várias vezes 
ao dia.
Dinheiro: Boas perspetivas 
a nível financeiro. Esteja 
atento.
Números da Sorte: 17, 20, 
23, 39, 40, 47
PEIXES
Carta do Dia: O Diabo, que 
significa Energias Negativas.
Amor: Proteja-se das 
energias más que prejudicam 
a relação. Seja amoroso.
Saúde: Modere o consumo 
de bebidas alcoólicas. Cuide 
do fígado. 
Dinheiro: Deixe-se de 
fantasias. Agarre-se ao 
trabalho e melhore o 
desempenho.
Números da Sorte: 9, 15, 17, 
23, 29, 30
/ horóscopo
Artes visuais no Tap Seac
Decorre até ao dia 29 de Dezembro a Exposição Anual de Artes 
Visuais de Macau 2024, na Galeria do Tap Seac. A exposição 
conta com o trabalho de 181 artistas e apresenta um total de 178 
peças ou conjuntos de obras de arte. Os trabalhos apresentados 
abrangem uma série de expressões artísticas ocidentais, incluindo 
o desenho, a aguarela, a pintura a óleo, a gravura, a escultura, a 
cerâmica, a fotografia, o vídeo, meios mistos e arte de instalação, 
apresentados em formatos bidimensionais e tridimensionais. 
A exposição exibirá 45 obras seleccionadas e premiadas, que 
reflectem os diferentes temas e as capacidades criativas dos 
artistas locais.
Crystal 
Chan expõe 
“Subtropical 
Romance” na 
Taipa
Até 8 de Fevereiro, estará patente 
na galeria da Taipa Village Cultural 
Association a exposição “Subtropical 
Romance”, de Crystal Chan. As obras 
prometem transportar o público 
para cenários tropicais multicoloridos 
e vibrantes, com elementos que 
reflecteme focar na 
promoção do desenvolvimento 
sinérgico das indústrias, 
especialmente nas áreas da 
medicina tradicional chinesa, 
turismo e indústrias culturais. O 
encontro também foi marcado 
pela presença de membros 
destacados do governo da 
RAEM e líderes provinciais 
de Guangdong, reforçando 
a intenção de aumentar a 
colaboração e a integração 
entre as duas regiões em 
busca de um desenvolvimento 
mutuamente benéfico.
Sam Hou Fai 
reuniu-se 
com Líderes 
Provinciais 
de Guangdong 
em Cantão
COOPERAÇÃO
Na passada terça-feira, o novo 
Chefe do Executivo, Sam Hou 
Fai, liderou uma delegação do 
governo de Macau a Cantão, 
onde se encontrou com líderes 
da província de Guangdong. 
A reunião incluiu Huang 
Kunming, secretário do Comité 
Provincial de Guangdong do 
Partido Comunista Chinês 
(PCC), e Wang Weizhong, vice-
secretário do Comité Provincial 
e Governador da província. O 
objectivo principal do encontro 
foi discutir a cooperação entre 
Guangdong e Macau, enfatizando 
a implementação do espírito e 
das directrizes proferidas pelo 
Presidente Xi Jinping durante 
a sua recente visita a Macau, 
especialmente em relação à 
diversificação adequada da 
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 3SOCIEDADE
Autoridades pretendem alargar serviço de ambulância 
transfronteiriça para Zhuhai e Hengqin
der promover melhor este servi-
ço”, sublinhou Wong Kin, adjunto 
do Comandante-geral dos Serviços 
de Polícia Unitários (SPU), em de-
clarações ao canal Macau em língua 
chinesa.
O actual serviço de ambulância 
transfronteiriça entre Hong Kong 
e Macau foi lançado a título expe-
rimental no final do mês passado, 
com duração de um ano. Na fase 
inicial do plano, serão apenas rea-
lizadas transferências transfron-
teiriças unilaterais do lado de Ma-
cau para Hong Kong. Neste caso, 
o Executivo disse esperar também 
que possa ser efectuado serviço bi-
lateral no futuro.
Entretanto, três ambulâncias 
de Macau podem agora prestar 
serviço directo do Centro Hospita-
lar Conde de São Januário (CHCSJ) 
para cinco hospitais públicos em 
Hong Kong, incluindo Hong Kong 
Children’s Hospital, North Lantau 
Hospital, Princess Margaret Hos-
pital, Queen Mary Hospital e Tuen 
Mun Hospital. 
Segundo a apresentação do 
Governo, ao abrigo do mecanismo 
de transporte transfronteiriço em 
ambulância, os pacientes com ne-
cessidades específicas e cujas con-
dições clínicas sejam consideradas 
adequadas, podem ser transferidos 
directamente entre instituições 
O Governo de Macau 
está a negociar com as 
autoridades do Continente 
no âmbito de alargamento 
do serviço de ambulância 
transfronteiriça para 
Zhuhai e a Ilha da 
Montanha. O transporte 
transfronteiriço em 
ambulância está agora 
disponível entre Hong 
Kong e Macau há quase um 
mês, com três ambulâncias 
locais que podem chegar do 
hospital público de Macau 
para cinco hospitais na 
cidade vizinha.
CATARINA CHAN
catarinachan.pontofinal@gmail.com
P
assou quase um mês 
desde a inauguração do 
serviço de transpor-
te transfronteiriço em 
ambulância entre Hong 
Kong e Macau. O Governo da RAEM 
planeia agora estender o plano até 
Zhuhai e Ilha da Montanha, espe-
rando que seja concretizado o tra-
balho “o mais rápido possível”.
“Estamos a discutir com 
Zhuhai e Hengqin. Esperamos que 
possamos avançar o mais rapida-
mente possível com a apreciação 
de detalhes na próxima etapa. Afi-
nal de contas, são governos dife-
rentes, mas partilham o mesmo 
objectivo, ou seja, esperamos po-
Serviço de Urgência do CHCSJ, salien-
tou que o serviço permite que mais 
pacientes com necessidade possam 
ser enviados para tratamento fora de 
Macau, nomeadamente nos casos de 
transplantação de órgãos.
“Em comparação com as re-
giões vizinhas, é mais difícil para o 
serviço de transplantação de órgãos 
de Macau encontrar órgãos adequa-
dos para os doentes. E alguns dos 
hospitais participantes [de Hong 
Kong] estão mais aptos a lidar com 
condições específicas, por exem-
plo, têm programas especiais para 
tratar a falência de órgãos específi-
cos e transplante de medula óssea”
Recorde-se que o transpor-
te transfronteiriço em ambulân-
cia deverá ter como pressuposto o 
acordo prévio entre o hospital de 
envio e o hospital de recepção, sen-
do necessário ter em conta as ne-
cessidades médicas, a segurança e 
os interesses do paciente. As auto-
ridades asseguram que o mecanis-
mo prevê ainda medidas para evitar 
o abuso da sua utilização.
No procedimento, cabe ao hos-
pital de envio proceder ao diag-
nóstico clínico e avaliar a necessi-
dade de transferência do paciente 
para efeitos de tratamentos ou de 
reabilitação, coordenando poste-
riormente com médico do hospi-
tal de recepção mediante o Centro 
de Controlo de Incidentes Graves 
da Autoridade Hospitalar de Hong 
Kong, a fim de decidir se há neces-
sidade de activar o mecanismo de 
transferência. Segundo o represen-
tante do CHCSJ, o processo de coor-
denação demora, em geral, “alguns 
dias” antes do transporte.
médicas de Macau e Hong Kong, 
“sem terem a necessidade de efec-
tuar a transferência de uma ambu-
lância para a outra no posto fron-
teiriço, reduzindo desta forma os 
riscos que possam ocorrer durante 
a transferência”, indica.
Os governos de Macau e Hong 
Kong já realizaram exercícios de 
transporte transfronteiriço de pa-
ciente, de forma a verificar o per-
curso do transporte e as forma-
lidades referentes à migração. A 
viagem do CHCSJ para o Princess 
Margaret Hospital demorava cerca 
de uma hora e 50 minutos, durante 
o período fora das horas de pico.
Chang Tam Fei, coordenador do 
S
P
U
INCÊNDIO 
NA VENCESLAU 
DE MORAIS OBRIGOU 
À EVACUAÇÃO 
DE 60 PESSOAS
Um total de 60 moradores 
foram evacuados e cinco foram 
encaminhados para o hospital 
esta terça-feira devido a um 
incêndio num prédio residencial 
na Avenida de Venceslau de 
Morais. O edifício começou a 
arder pelas 16h e poderá ter sido 
provocado por um curto-circuito 
nos cabos eléctricos numa fracção 
do 13º andar do prédio, avançou 
o Corpo de Bombeiros, citado pela 
Rádio Macau em língua chinesa. 
O fogo foi extinto em meia hora, 
e cinco pessoas com idades 
compreendidas entre os 14 e os 
89 anos foram transferidas para 
tratamento no hospital devido 
à inalação de fumo. O Instituto 
de Acção Social assegurou que 
está a acompanhar o serviço 
de realojamento temporário a 
estas cinco pessoas afectadas. 
O organismo acrescentou que 
providenciou apoio emocional e 
aconselhamento psicológico, bem 
como outros apoios necessários, 
às famílias afectadas pelo 
incêndio. No incidente, um total 
de 56 bombeiros e 12 veículos 
de emergência foram destacados 
para apoiar a operação, enquanto 
40 agentes da Polícia de 
Segurança Pública também foram 
destacados para ajudar.
A parede exterior de 
um prédio no Largo do 
Senado incendiou-se à 
meia-noite do passado 
sábado, que poderá 
ter sido causado pelas 
lanternas de decoração, 
adiantou o Instituto 
Cultural (IC). É de 
frisar que o edifício em 
causa está inserido no 
conjunto classificado 
do “Largo do Senado”. 
O IC disse ter enviado 
imediatamente pessoal 
para inspeccionar o 
estado do edifício após 
receber a notificação dos 
Bombeiros e da Polícia 
de Segurança Pública. 
Segundo a avaliação do 
organismo, o incêndio 
terá provocado fumo 
negro na parede exterior 
do primeiro andar do 
edifício, causando 
o escurecimento 
da parede e danos 
ligeiros, sem problemas 
estruturais. O IC garante 
coordenar os trabalhos 
de reparação das partes 
danificadas da fachada 
do edifício.
SENG IOI MAN 
PRESIDE COMISSÃO 
DE ASSUNTOS 
ELEITORAIS 
DA ASSEMBLEIA 
LEGISLATIVA
As eleições para a 8ª Legislatura 
da Assembleia Legislativa vão 
ser realizadas no próximo ano 
e o Governo anunciou ontem 
a nomeação da Comissão 
de Assuntos Eleitorais da 
Assembleia Legislativa (CAEAL), 
da qual Seng Ioi Man é o novo 
presidente. Um despacho do 
Chefe do Executivo em Boletim 
Oficialas vivências dos vários 
viajantes. Praias ensolaradas, frutas 
exóticas e palmeiras são centrais 
nesta reflexão artística sobre a 
fantasia do “paraíso”.
Fotografia de Gonçalo Lobo 
Pinheiro em exposição na 
Livraria Portuguesa
“Poética Urbana” é o nome do novo livro do fotojornalista Gonçalo Lobo 
Pinheiro, que dá também origem a uma exposição que está patente na 
Livraria Portuguesa entre o dia 7 e 29 de Dezembro. Na mostra, serão 
apresentadas 20 obras seleccionadas do livro, que contém imagens 
de cinco anos de observação de Macau. São retratos de momentos 
efémeros, com foco nos bairros antigos do território, que ainda 
preservam um carácter distinto no meio das transformações urbanas. 
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 19
PUB
ÓCIO
/ televisão
/ cinema
/ sugestão
My Date with Macao – 19h50TDM CANAL MACAU
TDM CANAL MACAU
13:30 Telejornal RTPi (Diferido)
14:30 RTPi Directo
16:10 Nazaré
17:00 Street Football
17:25 Bem Me Quer (Repetição)
18:10 Encantos de Moçambique
19:05 Queridos Papás
19:50 My Date with Macao
20:00 Telejornal
20:45 25 Anos RAEM
21:15 O Mundo de Marlon S2 
- Fim
21:40 Bem Me Quer
22:30 TDM News
23:05 Atitude
23:35 RTPi Directo
TDM 
ENTRETENIMENTO
09:59 Open
10:00 Xing Guang Da Dao
11:20 The Silence of the 
Monster
12:10 Young Speaker
13:00 Dance World
13:30 Love In The Bay Area
14:00 Repeat of Good Morning 
Macau
14:30 TDM Focus
14:31 Lucky’s First Love (Repeat)
15:20 Our Blissful Game 
(Repeat)
16:20 Historical Figures
16:40 The Silence of the 
Monster (Repeat)
17:30 Singing China
18:00 Foolish Wolf and His 
Friends
18:25 Vacation of Love
20:00 Infinity and Beyond S4
22:00 New Amsterdam Season 
4
22:45 Love Sichuan
23:00 Marlon (Season 2)
23:30 Global Child (Season 3) 
(Repeat)
00:30 Singing China
01:00 Close
TDM DESPORTO
09:59 Open
10:00 AFC Asian Qualifiers - 
Road To 26 : Uzbekistan vs DPR 
Korea
11:50 BWF World Tour - French 
Open 2024: Women’s Single - 
Semi Final
13:00 Sport News
13:15 BWF World Tour - French 
Open 2024: Mixed’s Double - 
Semi Final
14:05 Sports Weekly Highlight
14:10 AFC Asian Qualifiers - 
Road To 26 : Iran vs Kyrgyz 
Republic
16:05 Wimbledon 
Championships 2024: 
Gentlemen’s Single - finals
18:55 Sports Weekly Highlight
19:00 Asian Tour Golf Highlights
19:50 One year countdown to 
the National Games
20:20 FIBA 3x3 Asia Cup 2024: 
Malaysia vs Macau
20:45 FIBA 3x3 Asia Cup 2024: 
India vs Macau
21:10 Sport News
21:20 FIBA 3x3 Asia Cup 2024: 
Macau vs Maldives
21:45 FIBA 3x3 Asia Cup 2024: 
Iran vs Macau
22:15 FIBA 3x3 Asia Cup 2024: 
Republic of Korea vs Macau
22:50 Sport News
23:00 AFC Asian Qualifiers - 
Road To 26 : Qatar vs United 
Arab Emirates
01:00 Close
CINEMAS EMPEROR 
Sonic The Hedgehog 3
14h35; 17h15; 22h15
The Lord of the Rings: The 
War of the Rohirrim
12h; 16h55; 19h15
The Prosecutor
12h30; 14h55; 17h30; 
19h45; 22h
 
Fullmetal Alchemist 
Brotherhood Special Edition
12h; 16h40
Last Song for You
14h50; 16h55; 19h25
Mufasa: The Lion King
12h35; 12h45; 15h; 19h; 
21h; 21h35
[IMAX with Laser] 14h40; 
17h05; 21h55
Solo Leveling 
-ReAwakening
12h40
Moana 2
12h25; 14h35; 16h45
Wicked
15h15
Papa
12h15; 19h25; 21h15; 21h55
The Last Dance
12h10; 14h30; 15h; 17h20; 
18h25; 18h55; 19h25; 
19h45; 21h35; 21h50
UA GALAXY CINEMA
We Live In Time 
17h30; 21h25; 23h35
Hidden Face
22h30
Sonic The Hedgehog 3 (Can)
16h50
(Ing) 9h45; 18h20
 
The Lord of the Rings: The 
War of the Rohirrim (Versão 
Japonesa)
17h40
The Lord of the Rings: The 
War of the Rohirrim
14h15; 19h
The Prosecutor
10h; 12h20; 14h40; 16h20; 
17h; 18h; 19h; 19h20; 
20h40; 21h40(VIP); 21h40; 
22h35; 23h30
Last Song for You
16h15; 21h30
Fullmetal Alchemist 
Brotherhood Special Edition
15h05
 
Here
16h
Mufasa: The Lion King 
(Can) 10h35; 12h50; 16h45; 
20h25
(Ing) 9h55; 12h; 14h; 19h10
Conclave
14h35; 18h30
 
Kraven The Hunter
15h30
Promise of Decades
11h50
Moana 2
9h50
Papa
20h; 22h40
The Last Dance
12h10; 20h10; 21h
Cineteatro Macau
Sonic The Hedgehog 3
15h35; 19h40
The Lord of the Rings: The 
War of the Rohirrim
13h; 16h30; 19h
The Prosecutor
17h35; 21h45
Mufasa: The Lion King
13h30; 17h40, 19h40
Last Song For You
14h30; 21h30
Promise of Decades
11h
The Last Dance
15h30, 21h45
CGV Cinemas
Sonic The Hedgehog 3
14h55
[4DX] 19h20
The Lord of the Rings: The 
War of the Rohirrim
11h10; 16h55, 18h50; 21h45
The Prosecutor
10h30; 12h45; 14h35; 21h55
Fullmetal Alchemist 
Brotherhood Special Edition
16h10
Last Song for You
10h25; 12h30; 15h05; 19h40 
Mufasa: The Lion King 
[4DX] (Can)
12h40; 21h30
(Can)17h05; 19h30
(Can) 10h40; 15h
(Ing) 12h50
Papa
17h10; 21h50
The Last Dance
10h20; 13h45; 17h; 19h25; 
21h25
Rua de S. Domingos 16-18, macau
The Prosecutor
Ho-Pong MakDonnie Yen
Escrava da Liberdade
Ildefonso Falcones
Suma de Letras, 2023
Um romance deslumbrante sobre duas 
mulheres corajosas que lutarão, cada uma 
com as suas armas, contra o racismo e a 
injustiça, escrito pelo mais importante 
autor espanhol de romances históricos 
da atualidade. Cuba, Meados do 
Século XIX. Um navio com uma carga 
sinistra aporta na praia de Jibacoa, em 
Cuba. Mais de setecentas mulheres e 
meninas sequestradas da sua África 
natal chegam para trabalhar, até à 
exaustão, nos canaviais e dar à luz 
crianças que também serão escravas. Kaweka 
é uma delas, uma menina de onze anos que 
viverá em primeira mão o horror da escravidão 
na fazenda do cruel Marquês de Santadoma, 
uma injustiça contra a qual se insurgirá, pois a 
única escravidão a que Kaweka está disposta a 
submeter-se é a da luta pela liberdade. Madrid, 
Época atual. Lita, uma jovem mulata, é filha 
de Concepción, a mulher que serviu toda a 
sua vida na casa do Marquês de Santadoma. 
Apesar de ter estudos e uma forte ambição 
profissional, a insegurança no emprego obriga 
Lita a recorrer aos todo-poderosos Santadoma 
em busca de uma oportunidade no banco 
do marquês. Ao mergulhar nas finanças da 
empresa e no passado dessa família abastada, 
a jovem descobre a origem da sua fortuna e 
decide travar uma batalha judicial em prol da 
dignidade e da justiça que a sua mãe e todas as 
mulheres que deram as suas vidas ao serviço de 
homens brancos que nunca as trataram como 
iguais merecem.
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202420 |
5 30/65 %
‘20› “12› 
PUB
ÚLTIMA 1
LÍDER OPOSITOR NO 
CAMBOJA CONDENADO 
A DOIS ANOS DE PRISÃO
O líder do Partido do Poder Nacional 
(oposição) do Camboja, Sun Chanthy, 
foi condenado ontem a dois anos de 
prisão sob a acusação de incitar à 
desordem social ao criticar o Governo 
nas redes sociais. Sun Chanthy, detido 
desde maio após uma viagem ao Japão 
onde se reuniu com trabalhadores 
cambojanos, foi condenado por um 
tribunal da capital, Phnom Penh, 
noticiou a agência espanhola EFE. O 
tribunal também retirou a Sun Chanthy 
o direito de votar e de se candidatar 
em futuras eleições, segundo o meio 
de comunicação social cambojano 
pró-governamental Fresh News. As 
autoridades acusaram o político de 
tentar provocar o caos na sociedade 
cambojana, publicando acusações 
sobre a forma como o Governo geria 
os programas destinados aos pobres, 
entre outras questões. O primeiro-
ministro, Hun Manet, justificou a 
detenção de Sun Chanthy há alguns 
meses, alegando abuso do direito 
à liberdade de expressão para fazer 
falsas acusações contra o Governo, que 
exerce um poder autoritário no país do 
Sudeste Asiático. Hun Manet assumiu o 
poder em Agosto de 2023, substituindo 
o pai, Hun Sen, que governou o 
Camboja com ‘mão de ferro’ durante 
quase quatro décadas.
veículos eléctricos ameaça agora 
as marcas alemãs, japonesas e 
norte-americanas, que dominam o 
mercado mundial de automóveis há 
várias décadas.
A quota das marcas estrangeiras 
no mercado chinês caiu para um 
mínimo histórico de 37% - um 
declínio acentuado em relação 
aos 64% registados em 2020 - à 
medida que as vendas de veículos 
eléctricoscresceram cerca de 40%, 
em 2024, em termos homólogos. 
Só este mês, a norte-americana 
General Motors reduziu em mais de 
cinco mil milhões de dólares (4,8 
mil milhões de euros) o valor do 
seu negócio na China. A dona da 
Porsche alertou para uma redução 
da sua participação na Volkswagen 
de até 20 mil milhões de euros, 
enquanto as rivais japonesas Nissan 
e Honda anunciaram uma fusão, 
para responder a um “ambiente 
empresarial em mudança drástica”. 
Vincent Sun, analista de títulos 
mobiliários que cobre o setor 
automóvel chinês para o grupo 
de pesquisa de investimentos 
Morningstar, observou que 
vários fabricantes de automóveis 
multinacionais, incluindo a 
Volkswagen da Alemanha, não vão 
lançar novos modelos eléctricos na 
China até ao final de 2025 ou 2026. 
O HSBC estimou que cerca de 
90 novos modelos de automóveis 
foram lançados na China, no quarto 
trimestre de 2024 - cerca de um 
por dia -, quase 90% eléctricos.
ACIDENTE AÉREO 
NO CAZAQUISTÃO 
FAZ 38 MORTOS
O acidente com um avião da 
companhia Azerbaijan Airlines no 
Cazaquistão fez quarta-feira 38 
mortos, declarou o vice-primeiro-
ministro deste país, Kanat Bozumbaev, 
citado pelos ‘media’. “A situação não 
é boa, 38 mortos”, declarou durante 
uma reunião com representantes do 
Azerbaijão o vice-primeiro-ministro 
do Cazaquistão, citado pela agência 
russa Interfax. O mesmo número de 
vítimas mortais foi avançado pelo 
‘site’ pró-governamental Tengrinews. 
O Embraer 190 fazia um voo entre 
Baku, capital do Azerbaijão e Grozni, 
capital da república russa da Chechénia 
e levaria a bordo 67 pessoas, mas 
as circunstâncias do acidente ainda 
não foram esclarecidas. O Ministério 
das Situações de Emergência do 
país indicou na rede Telegram que 
“29 pessoas estão hospitalizadas, 
incluindo três crianças”. O Ministério 
Público do Azerbaijão tinha informado 
anteriormente que 32 pessoas 
sobreviveram, sem indicar o número 
de mortos. Segundo a companhia 
aérea, estariam a bordo 62 passageiros 
e cinco tripulantes e o avião tentou 
fazer uma aterragem de emergência 
a cerca de três quilómetros de Aktau, 
um porto do Mar Cáspio. A aparelho 
acabou por embater no solo e 
incendiou-se.
VENDAS DE ELÉCTRICOS 
DEVEM SUPERAR 
AS DE CARROS 
CONVENCIONAIS 
NA CHINA EM 2025 
As vendas de veículos eléctricos 
devem ultrapassar as dos 
automóveis com motores de 
combustão interna na China, pela 
primeira vez, em 2025, segundo 
dados do sector, ilustrando o 
rápido avanço no país asiático. A 
China deve ultrapassar as previsões 
internacionais e os objectivos 
oficiais de Pequim, com as vendas 
domésticas de veículos eléctricos - 
incluindo baterias puras e híbridos 
- a crescerem cerca de 20% para 
mais de 12 milhões de unidades, 
em 2025, de acordo estimativas 
de bancos de investimento e 
grupos de investigação citadas 
pelo jornal britânico Financial 
Times. O número seria mais do 
dobro dos 5,9 milhões vendidos 
em 2022. As previsões são dos 
bancos de investimento UBS e 
HSBC e dos grupos de investigação 
Morningstar e Wood Mackenzie. 
Estas previsões implicam que, 
nos próximos anos, as fábricas 
instaladas na China para produzir 
dezenas de milhões de automóveis 
com motores tradicionais não terão 
praticamente procura no mercado 
chinês, segundo os analistas. Eles 
salientaram também que o rápido 
crescimento da indústria chinesa derevelou ainda a lista dos 
vogais incluindo Lai U Hou, 
Ng Wai Han, Mak Kim Meng, 
Ho In Mui e Wong Lok I. Seng 
Ioi Man é juiz do Tribunal de 
Segunda Instância; Lai U Hou 
é delegado coordenador do 
Ministério Público, enquanto Ng 
Wai Han é directora dos Serviços 
de Administração e Função 
Pública, Mak Kim Meng vai ser 
o vice-presidente do Conselho 
de Administração Instituto para 
os Assuntos Municipais a partir 
de 2025 e Wong Lok I é agora 
subdirector do Gabinete de 
Comunicação Social. Conforme 
a Lei Eleitoral para a Assembleia 
Legislativa, os membros da 
CAEAL são nomeados no ano 
anterior ao da eleição, de entre 
residentes permanentes da RAEM 
de reconhecida idoneidade, por 
despacho do Chefe do Executivo, 
e tomam posse perante este.
PRÉDIO NO LARGO DO SENADO 
DANIFICADO DEVIDO 
A DECORAÇÕES DE ILUMINAÇÃO
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 20244 | SOCIEDADE
G
C
S
Céus foram cobertos por fogo-de-artifício 
durante celebrações do estabelecimento da RAEM
Macau comemorou 
o 25.º aniversário do 
estabelecimento da 
Região Administrativa 
Especial de Macau 
(RAEM) com um 
animado fogo-de-
artifício, promovido pela 
Direcção dos Serviços 
de Turismo. Sendo 
parte das festividades 
do “duplo aniversário”, 
que também celebra os 
75 anos da República 
Popular da China, o 
evento ocorreu na ribeira 
em frente à Torre de 
Macau. Com cinco temas 
distintos e símbolos 
significativos, a exibição 
proporcionou à audiência 
uma experiência 
audiovisual memorável 
apresentando Macau 
mais uma vez como um 
importante centro de 
turismo e lazer, segundo 
os organizadores.
ELÓI CARVALHO
eloicarvalho.pontofinal@gmail.com
N
o dia 25 de De-
zembro reali-
zou-se um es-
pectáculo de 
fogo-de-artifício 
para celebrar o 25.º aniversário 
do estabelecimento da Região 
Administrativa Especial de Ma-
cau (RAEM). A iniciativa, pro-
movida pela Direcção dos Servi-
ços de Turismo (DST), integra-se 
nas festividades do denominado 
“duplo aniversário”, que assina-
la não apenas o retorno de Ma-
cau à China, mas também o 75.º 
aniversário da República Popular 
da China.
O evento teve lugar na zona 
ribeirinha em frente à Torre de 
Macau e fez parte do grande 
evento de Natal, “Iluminar Ma-
cau 2024”. O objectivo principal 
foi oferecer aos residentes e vi-
sitantes uma experiência me-
morável, realçando a vitalidade 
do sector de turismo e a impor-
tância dos eventos culturais em 
Macau. O espectáculo começou 
às 21h, conduzido por uma se-
lecção de músicas românticas, 
acompanhadas por efeitos de 
iluminação de laser.
O tema central da exibição 
centrava-se no amor pela Pá-
tria e pela cidade de Macau. A 
apresentação foi organizada em 
cinco partes distintas, cada uma 
reflectindo aspectos culturais e 
emocionais de Macau. Os temas 
abordados incluíram “Olá Ma-
cau!”, “Coração Puro Acompa-
nha Rejuvenescimento”, “Nova 
Viagem em Macau”, “Cenas de 
Macau no Natal” e “Noite com 
fogo-de-artifício no Natal em 
Macau”. Estas secções do espec-
táculo, segundo o que avançou a 
DST, pretendiam não apenas en-
cantar o público, como também 
reforçaram a ligação afectiva dos 
cidadãos com os valores da sua 
terra.
A particularidade da cele-
bração deste ano reside nos sím-
bolos integrados nos desenhos 
deslumbrados no fogo-de-arti-
fício. Foram utilizados elemen-
tos visuais pertinentes à ocasião, 
como o número “75” em home-
nagem ao 75.º aniversário da Re-
pública Popular da China, e “25” 
para marcar o 25.º aniversário 
do retorno de Macau à Pátria. 
Outros símbolos, como a estrela 
de cinco pontas e o nó chinês, 
estiveram também presentes, 
representando a implementação 
do princípio de “um país, dois 
sistemas”, além de aspirar a um 
futuro melhor para o País e para 
a RAEM.
O espectáculo teve uma 
duração aproximada de 15 mi-
nutos e foi transmitido em lo-
calizações estratégicas prepa-
radas com sistema de som. Es-
tas áreas permitiram ao público 
participar numa experiência 
audiovisual piromusical, o que 
contribuiu ainda mais para a 
atmosfera de celebrações. 
A DST tem vindo a organi-
zar diversos eventos ao longo do 
ano com o intuito de promover 
o desenvolvimento do “turismo 
+ eventos” e celebrar o “duplo 
aniversário”. As actividades in-
cluíram a Parada de Celebração 
do Ano do Dragão, a 12.ª Expo In-
ternacional de Turismo (Indús-
tria) de Macau, a “Festa Inter-
nacional das Cidades de Gastro-
nomia, Macau” e o 32.º Concurso 
Internacional de Fogo-de-Arti-
fício de Macau. 
A celebração do 25.º ani-
versário do estabelecimento da 
RAEM, coroada com a exibição 
de fogo-de-artifício, pretende 
reafirmar a importância de Ma-
cau como uma metrópole inter-
nacional vibrante e dinâmica, 
para dar início a 2025 e, grande. 
O evento não apenas celebra o 
passado, mas também projecta 
esperanças para um futuro de 
prosperidade e estabilidade para 
a Região e seus habitantes, en-
quadrando-se nas directrizes ex-
pressas durante a recente visita 
do Presidente Xi Jinping à cidade.
CONDOLÊNCIAS
A Chefe do Gabinete 
do secretário para a 
Segurança, Cheong 
Ioc Ieng, faleceu na 
segunda-feira na 
sequência de um 
acidente de trânsito 
ocorrido na Avenida de 
Venceslau de Morais. 
O Gabinete de Wong 
Sio Chak confirmou 
a identidade da 
vítima do acidente 
no dia seguinte ao 
acontecimento. “O 
secretário para a 
Segurança Wong Sio 
Chak, todos os colegas 
do Gabinete e o pessoal 
de todos os serviços 
da área da Segurança 
manifestam a profunda 
consternação pela 
perda da sua colega, 
com quem trabalhavam 
há longos anos, e 
que sempre pautou 
com excelência o 
desempenho das suas 
funções”, pode se 
ler numa notificação 
divulgada pelo 
Gabinete.
Wong Sio Chak e o 
pessoal da área de 
Segurança expressaram 
ainda condolências aos 
familiares da Chefe do 
Gabinete e prometem 
apoio aos seus 
familiares e colaboração 
na organização das 
cerimónias fúnebres.
Além disso, os 
Serviços de Alfândega, 
os Serviços de 
Polícia Unitários, o 
Comissariado contra 
a Corrupção, a Polícia 
Judiciária, a Direcção 
dos Serviços das 
Forças de Segurança, a 
Direcção dos Serviços 
Correccionais, a 
Escola Superior das 
Forças de Segurança 
e a Comissão de 
Fiscalização da 
Disciplina das Forças e 
Serviços de Segurança 
também emitiram notas 
de condolências pelo 
falecimento da também 
antiga subdirectora da 
Polícia Judiciária e ex-
directora da Escola da 
Polícia Judiciária.
O acidente fatal 
aconteceu por volta 
das 16h de segunda-
feira, quando a vítima, 
de 57 anos, conduzia 
sozinha um carro 
ligeiro e embateu num 
autocarro que seguia 
à sua frente, o que 
causou posteriormente 
um incêndio no 
veículo. A condutora 
encontrava-se sem 
sinais de vida quando 
chegaram os bombeiros 
ao local, tendo sido 
encaminhada para 
o Centro Hospital 
Conde de S. Januário, 
mas sem sucesso na 
tentativa de reanimação 
efectuada pelos 
médicos.
Dois passageiros 
do autocarro em 
questão, incluindo 
um idoso de 72 anos 
e uma mulher de 55 
anos, foram enviados 
para o hospital 
para tratamento de 
contusões nas costas. 
C.C.
Chefe do Gabinete 
de Wong Sio Chak 
morre em acidente 
de viação
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 5SOCIEDADE
Aumento do tráfego fronteiriço em Macau 
durante o período de Natal
terior registou 5.653 entradas no 
dia 24 de Dezembro, que subiram 
para 6.134 no dia 25. O Aeroporto 
Internacional de Macau registou 
igualmente um aumento das en-
tradas de 11.425 para 12.093 du-
rante este período, o que ilustra a 
procura de viagens aéreas na épo-
ca festiva.
O Posto Fronteiriço de Heng-
qin registou ainda 29.676 entradas 
no dia 24, tendo o total no dia 25 
subido para as 33.069. Este posto, 
que liga Macau à ilha de Hengqin, 
tornou-se uma rota vital para os 
viajantes que procuram visitar 
ambas as regiões com facilidade.
Relativamente à análise das 
estatísticas de saída, em todos os 
postos foram registadas 306.187 
saídas no dia 24 de Dezembro,su-
bindo para 318.483 no dia 25, dia de 
Natal. As Portas do Cerco lidera-
ram o número de saídas ao regis-
tarem 166.690 no dia 24 e aumen-
tando para 173.073 no dia 25.
A Ponte Hong Kong-Zhuhai-
-Macau registou simultaneamente 
um crescimento no tráfego de saí-
da. O posto registou 39.028 saídas 
no dia 24 de Dezembro, que subi-
ram para 43.259 no dia seguinte.
Outros postos fronteiriços re-
gistaram também uma activida-
de em termos de saídas. O Porto 
Exterior registou 4.456 saídas na 
véspera de Natal, que diminuíram 
ligeiramente para 4.175 no dia de 
Natal. Os números do Aeroporto 
de Macau reflectiram uma queda 
semelhante das 10.894 saídas no 
dia 24 para as 10.183 do dia seguin-
te, o que indica alterações nos pa-
drões de viagem durante o feriado 
movimentado.
MAIS DE 100 MIL ENTRADAS 
DE TURISTAS
Em relação às estatísticas de vi-
sitantes, Macau registou um ele-
vado afluxo de turistas durante 
o período de Natal. No dia 24 de 
Dezembro, o total de entradas de 
visitantes registou 97.787, tendo 
aumentado para 117.025 no dia 25 
de Dezembro. Este crescimento 
substancial é indicativo da atrac-
ção de Macau como destino de 
férias, particularmente durante 
épocas comemorativas.
As Portas do Cerco continua-
ram a ser o principal ponto de en-
trada de visitantes, tendo regis-
tado 37.662 entradas na véspera 
de Natal, com um novo aumento 
para 43.080 no dia de Natal. Este 
crescimento evidencia o papel do 
posto como porta de entrada numa 
das épocas mais movimentadas do 
ano.
No sector da aviação, o Ae-
roporto de Macau registou 6.685 
entradas de visitantes no dia 24 
de Dezembro, que diminuíram li-
geiramente para 5.235 no dia 25 de 
Dezembro. Esta variação reflecte a 
natureza evolutiva da procura de 
viagens aéreas, uma vez que mais 
viajantes optam por ferries e rotas 
terrestres durante feriados.
Os números de saída de visi-
tantes também fornecem uma vi-
são das tendências de viagem du-
rante esta época festiva. O número 
total de saídas de visitantes foi de 
93.879 no dia 24, aumentando para 
110.615 no dia 25. As Portas do Cer-
co voltaram a liderar, com 39.349 
saídas, que subiram para 46.208 
no dia seguinte. Já do Aeroporto de 
Macau, registaram-se 7.945 saídas 
de visitantes no dia 24 de Dezem-
bro, que diminuíram ligeiramente 
para 7.663 no dia seguinte. 
Os dados relativos aos dias 24 
e 25 de Dezembro demonstram um 
aumento significativo de passa-
gens fronteiriças em Macau du-
rante a época natalícia, revelando 
os padrões de entradas e saídas 
nos diferentes postos.
Macau registou um 
aumento substancial de 
passagens fronteiriças 
durante a época natalícia, 
com o total de entradas e 
saídas a subir de 626.194 no 
24, para 679.574 no dia 25. 
As Portas do Cerco foram o 
principal ponto de entrada 
e o Aeroporto também 
registou um aumento das 
viagens aéreas, apesar da 
ligeira quebra nas partidas 
no dia de Natal. 
GUIOMAR SALEMA
guiomarcostasalema.pontofinal@gmail.com
D
urante o período 
de Natal, os postos 
fronteiriços de Ma-
cau registaram um 
aumento no tráfego 
significativo para a região. O nú-
mero total de entradas e saídas 
registado pelo Corpo de Polícia 
de Segurança Pública atingiu as 
626.194 no dia 24 de Dezembro, 
tendo a actividade aumentado para 
679.574 no dia de Natal, 25 de De-
zembro. Este aumento significa-
tivo do tráfego sublinha a impor-
tância da época para as viagens de 
entrada e saída da região. Os dados 
revelam um movimento substan-
cial nos diferentes postos frontei-
riços e as entradas consistem tanto 
em residentes locais como em vi-
sitantes internacionais.
A Ponte Hong Kong-Zhuhai-
-Macau surgiu como um canal de 
entrada significativo. A 24 de De-
zembro, as entradas nesta ponte 
totalizaram em 46.593, aumentan-
do para 61.835 no dia seguinte. 
Já as Portas do Cerco, uma tra-
vessia terrestre fundamental para 
Macau, registaram 169.055 entra-
das na véspera de Natal. Este nú-
mero inclui 66.697 residentes de 
Macau e 97.159 do interior da Chi-
na. No dia de Natal, estes núme-
ros evidenciaram um crescimento 
contínuo, com 181.829 entradas 
registadas, enfatizando a impor-
tância do posto durante a época 
festiva.
Outros postos fronteiriços 
também contribuíram para o mo-
vimento das festas. O Porto Ex-
 E
LO
I 
C
A
R
V
A
LH
O
COM NOVO CAMPUS, 
UNIVERSIDADE DE 
MACAU TERÁ 25.000 
ALUNOS ATÉ 2030
O novo campus da Universidade 
de Macau (UM), projecto de 
colaboração transfronteiriço 
envolvendo as duas cidades, 
Macau e Zhuhai, deverá estar 
concluído até 2028. Segundo o 
vice-reitor, Rui Martins, o espaço 
irá ocupar meio quilómetro 
quadrado, na zona oeste da ilha 
de Hengqin, e irá incluir quatro 
unidades: uma Faculdade de 
Medicina Pública, em associação 
com a Faculdade de Medicina 
da Universidade de Lisboa, 
uma Faculdade de Ciências da 
Informação, uma Faculdade de 
Engenharia e uma Faculdade 
de Design (que deverá incluir 
também Arquitectura). O vice-
reitor conta que o novo campus 
albergue 8.000 alunos, juntando-
se aos 17.000, que espera vir 
a ter, nos próximos anos, no 
campus já existente. Rui Martins 
destacou ainda um aspecto 
inovador: “Neste novo campus, 
apesar de os cursos serem 
oferecidos na China Continental, 
serão aprovados em Macau.” 
As afirmações foram proferidas 
numa sessão que decorreu no 
Centro Científico e Cultural de 
Macau, em Lisboa, no dia 19 
de Dezembro, no âmbito do 
ciclo de conferências “O legado 
português em Macau: 25 anos da 
retrocessão”.
CHAO WAI IENG SUCEDE 
JOSÉ TAVARES 
EM LIDERANÇA DO IAM
Chao Wai Ieng foi nomeado como 
o novo presidente do Conselho de 
Administração para os Assuntos 
Municipais do Instituto para 
os Assuntos Municipais (IAM), 
anunciou um despacho do Chefe 
do Executivo, Sam Hou Fai, 
publicado ontem em Boletim 
Oficial. Sucedendo no cargo a 
José Tavares, que se reformou na 
semana passada, Chao Wai Ieng 
ingressou na função pública em 
2003 e trabalhava no Comissariado 
contra a Corrupção e no Gabinete 
do Secretário para a Administração 
e Justiça. Tornou-se subdirector 
dos Serviços de Identificação em 
2020 e foi promovido director em 
2022. A nomeação de Chao Wai 
Ieng é válida pelo período de um 
ano, a partir de 1 de janeiro de 
2025. Já Mak Kim Meng, que era 
administrador do IAM, vai ocupar 
o cargo de vice-presidente do 
Conselho de Administração do IAM. 
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 20246 | PUBLICIDADE Advertisement
Governo da Região Administrativa Especial de Macau
Serviços de Alfândega de Macau
Notificação n.°: 036/2024
Não tendo sido possível notificar os infractores da tabela seguinte pela forma prevista nos n.os 1 e 2 do artigo 49.º da Lei n.º 7/2003, procede-se, por este meio, à respectiva notificação nos termos da alínea 2) do n.º 3 do mesmo artigo:
Relativamente aos infractores indicados na tabela, que importaram e/ou exportaram mercadorias que constam do Mapa B (Tabela de Importação) do Anexo II e/ou do Anexo III do Despacho do Chefe do Executivo n.º 487/2016 a que se refere o n.º 4 do artigo 9.º da Lei n.º 7/2003 vigente, e/ou cujo valor seja superior ao 
equivalente a 5.000 patacas, sem terem obtido licença de importação ou apresentado declaração de importação e exportação válidas, foi proferido despacho do Director-geral dos Serviços de Alfândega referente aos respectivos processos sancionatórios, no qual, foi referido que, dado que os infractores violaram o disposto na alínea 
2) do n.º 1 do artigo 9.º e/ou na alínea 1) do n.º 1 do artigo 10.º da Lei n.º 7/2003 vigente, nos termos do n.º 1 do artigo 36.º e/ou do n.o 1 do artigo 37.o do mesmo diploma, foi-lhes aplicada a pena de multa, sendo as mercadorias apreendidas, declaradas perdidas a favor da RAEM.
Nome do Infractor Sexo
Tipo do 
Domu-
mento
N.º do Documento
N.o do Processo 
Sancionário
N.o e Data de A.N
Multa 
(MOP)
WANG YINNU F a 15xxx38(6) 310/DPI/2021 351/2021 15/1/2021 1000
ZHANG JUNSI M
b
C4xxxx320 482/DPI/2021 514/2021
23/1/2021
5000
WEI YAMEI F CAxxxx669477/DPI/2021 515/2021 5000
LIN XINHUA M C2xxxx551 486/DPI/2021 520/2021 5000
LIANG QINGYING F
a
16xxx49(4) 544/DPI/2021 593/2021 26/1/2021 5000
SOU CHAN WANG M 13xxx30(0) 591/DPI/2021 617/2021 27/1/2021 10000
WEI CAIJIN F b C6xxxx095 842/DPI/2021 897/2021 5/2/2021 5000
NG KIM KAN 
M a
12xxx14(1) 1216/DPI/2021 1298/2021 1/3/2021 5000
FONG CHI KEONG 51xxx01(2) 1316/DPI/2021 1402/2021 6/3/2021 5000
DENG LIHUAN F b C2xxxx990 1329/DPI/2021 1426/2021 7/3/2021 5000
CHONG IOK TONG M a 74xxx62(8) 1390/DPI/2021 1478/2021 10/3/2021 5000
WU WANZHEN
F
b C8xxxx247 1415/DPI/2021 1501/2021
11/3/2021
5000
KUONG KAM KUAI a 15xxx88(0) 1416/DPI/2021 1502/2021 5000
LIN XINHUA
M
b
C2xxxx551 1418/DPI/2021 1504/2021 5000
LIN XIANEN C8xxxx016 1452/DPI/2021 1547/2021 13/3/2021 5000
NG KIM KAN a 12xxx14(1) 1519/DPI/2021 1605/2021 17/3/2021 5000
ZHONG DENGHUI b C4xxxx630 1692/DPI/2021 1782/2021 25/3/2021 5000
TANG KENG IO a 16xxx50(7) 1766/DPI/2021 1805/2021 26/3/2021 5000
HUANG JINJUN
b
CCxxxx805 1735/DPI/2021 1829/2021 28/3/2021 5000
WANG CONG CCxxxx523 1758/DPI/2021 1857/2021 29/3/2021 5000
CHAO CHAN HONG a 12xxx01(5) 1923/DPI/2021 2025/2021
9/4/2021
5000
YANG MAOQIANG
b
CCxxxx093 1875/DPI/2021 2035/2021 5000
WAN HUIMIN CBxxxx096 1877/DPI/2021 2037/2021 5000
YANG GUOBAO C9xxxx967 1909/DPI/2021 2051/2021
10/4/2021
5000
ZHOU ZHICAI C0xxxx898 1901/DPI/2021 2056/2021 5000
WU LI F
a
15xxx87(2) 2169/DPI/2021 2103/2021 13/4/2021 5000
FONG KA HOU
M
13xxx56(0) 1986/DPI/2021 2121/2021
14/4/2021
5000
XIAN WEIJUN 16xxx36(5) 1988/DPI/2021 2124/2021 5000
HOI KAI LOK 13xxx95(6) 2244/DPI/2021 2355/2021 25/4/2021 5000
OU ZHENQUAN
b
CAxxxx621 2426/DPI/2021 2551/2021 4/5/2021 5000
HE RUNLE CCxxxx517 2918/DPI/2021 3053/2021 24/5/2021 5000
FANG JIANWEI CCxxxx774 3291/DPI/2021 3286/2021 3/6/2021 6000
LI JIAYU C9xxxx436 3491/DPI/2021 3441/2021 9/6/2021 5000
LAM FOK LAN F a 15xxx77(1) 3721/DPI/2021 3887/2021 25/6/2021 5000
LU ZHICHENG
M
b
C4xxxx236 3835/DPI/2021 4013/2021 30/6/2021 5000
ZHOU, XIYUAN C3xxxx660 4111/DPI/2021 4265/2021 9/7/2021 5000
GUAN TIANGUO C7xxxx376 4103/DPI/2021 4299/2021
10/7/2021
5000
TAN MEILIAN F CBxxxx730 4098/DPI/2021 4302/2021 5000
LIAO BAOLIANG M CBxxxx091 4160/DPI/2021 4343/2021 12/7/2021 5000
LIN, YANSHAN F C1xxxx981 4192/DPI/2021 4373/2021 13/7/2021 5000
LI, ZHANNING M C8xxxx455 4219/DPI/2021 4388/2021 14/7/2021 5000
WONG WAN HOU
F
a 16xxx84(6) 4254/DPI/2021 4424/2021
15/7/2021
1000
ZHU, YONGJUAN
b
CAxxxx490 4240/DPI/2021 4426/2021 5000
ZHANG, JIAKANG M CCxxxx413 4419/DPI/2021 4603/2021 23/7/2021 5000
PAN TIAN F CCxxxx386 4417/DPI/2021 4631/2021 24/7/2021 5000
LU,ZHIJIN M CCxxxx738 4595/DPI/2021 4798/2021 2/8/2021 5000
LIU, YONGJUAN F CCxxxx918 4625/DPI/2021 4825/2021 4/8/2021 5000
WU, YIHONG M C6xxxx584 4636/DPI/2021 4833/2021
5/8/2021
5000
WANG, CUIFANG F C5xxxx864 4639/DPI/2021 4837/2021 5000
LI, XIAOHONG
M
C9xxxx602 4640/DPI/2021 4838/2021 5000
YE YINXIONG C4xxxx343 4654/DPI/2021 4848/2021
6/8/2021
5000
KUANG SONGLIAN C4xxxx150 4662/DPI/2021 4853/2021 5000
LI, FEIHANG CCxxxx356 4663/DPI/2021 4865/2021
7/8/2021
5000
TANG,TAO CCxxxx905 4664/DPI/2021 4866/2021 10000
CAO, ZHIKANG CCxxxx665 4667/DPI/2021 4868/2021 5000
ZENG, ZHILIANG C6xxxx913 4670/DPI/2021 4870/2021 5000
CHEN, JIACONG C4xxxx054 4671/DPI/2021 4871/2021 5000
CHEN JIEJUN CCxxxx927 4675/DPI/2021 4879/2021
8/8/2021
5000
CHEN TUFU CCxxxx384 4676/DPI/2021 4880/2021 5000
MO SIMEI F CAxxxx255 4677/DPI/2021 4881/2021 5000
ZHAO MINGYAN
M
C9xxxx168 4682/DPI/2021 4883/2021 5000
ZHANG SHIHUA C6xxxx619 4693/DPI/2021 4893/2021
9/8/2021
5000
WU WEITANG C0xxxx750 4696/DPI/2021 4896/2021 5000
HUANG MEIJUAN F CCxxxx629 4699/DPI/2021 4899/2021 5000
ZHONG, JIANYONG M CCxxxx103 4710/DPI/2021 4912/2021 10/8/2021 5000
ZHENG, XIAOYING
F
C2xxxx402 4871/DPI/2021 5085/2021 19/8/2021 5000
ZENG, JINGCONG CCxxxx715 4927/DPI/2021 5099/2021 20/8/2021 5000
REN WANMENG
M
C2xxxx368 4906/DPI/2021 5124/2021
21/8/2021
5000
HU GAOBANG CCxxxx938 4917/DPI/2021 5125/2021 5000
LI SHAOQIN C9xxxx683 4919/DPI/2021 5126/2021 5000
DENG, XIAOZHEN
F
C7xxxx875 4903/DPI/2021 5138/2021
22/8/2021
5000
TONG, FONG IEONG a 13xxx84(7) 4908/DPI/2021 5140/2021 5000
ZHANG, YONGHUANG M b CCxxxx176 4909/DPI/2021 5141/2021 5000
LI JINHUA
F
b
C5xxxx019 4932/DPI/2021 5156/2021
23/8/2021
5000
ZHU MEI CBxxxx356 4935/DPI/2021 5159/2021 5000
JIANG, JUNDA
M
CBxxxx614 4965/DPI/2021 5180/2021 24/8/2021 5000
HU QIUCHENG CCxxxx005 5098/DPI/2021 5323/2021 31/8/2021 5000
WU, CHUNSONG CBxxxx055 5108/DPI/2021 5337/2021 1/9/2021 5000
Nome do Infractor Sexo
Tipo do 
Domu-
mento
N.º do Documento
N.o do Processo 
Sancionário
N.o e Data de A.N
Multa 
(MOP)
YANG, CUICHENG
M
b C3xxxx547 5138/DPI/2021 5356/2021
2/9/2021
5000
HONG WENBIN a 16xxx28(1) 5139/DPI/2021 5357/2021 5000
CHEN, YUSANG
b
CBxxxx272 5135/DPI/2021 5361/2021 5000
FENG, CHANGLIANG CCxxxx204 5163/DPI/2021 5393/2021
4/9/2021
10000
WU WEI CCxxxx990 5166/DPI/2021 5394/2021 5000
LUO, MEI F C0xxxx089 5184/DPI/2021 5409/2021
5/9/2021
5000
HUO, JIANPING
M
CBxxxx999 5188/DPI/2021 5413/2021 5000
HE, XUEJIAN C8xxxx854 5295/DPI/2021 5541/2021 12/9/2021 5000
HUANG JIEMING CBxxxx278 5310/DPI/2021 5552/2021
13/9/2021
5000
LI QUNQING
F
C4xxxx394 5314/DPI/2021 5556/2021 5000
LIU XIUQIN CBxxxx906 5322/DPI/2021 5560/2021 5000
WAN HAIJUN
M
CCxxxx958 5323/DPI/2021 5561/2021 5000
HUANG LIANGZHENG C3xxxx012 5342/DPI/2021 5574/2021
14/9/2021
5000
CHEN MING CCxxxx732 5372/DPI/2021 5577/2021 5000
FENG DONGZAN CCxxxx443 5373/DPI/2021 5583/2021
15/9/2021
5000
LIAO, ZHENGFANG
F
CCxxxx472 5365/DPI/2021 5590/2021 5000
HU, YURONG CCxxxx316 5366/DPI/2021 5591/2021 5000
DENG JIEYONG
M
CCxxxx252 5474/DPI/2021 5723/2021
23/9/2021
5000
ZHENG RUI C9xxxx736 5475/DPI/2021 5725/2021 5000
DU ZHIDA C1xxxx255 5491/DPI/2021 5740/2021 24/9/2021 5000
LI, ZHONGPING CCxxxx130 5509/DPI/2021 5750/2021
25/9/2021
5000
TAN, YUEYING
F
C4xxxx179 5515/DPI/2021 5752/2021 5000
CHEN, SUMAN CCxxxx129 5520/DPI/2021 5758/2021 5000
LIU, GEN
M
CCxxxx201 5668/DPI/2021 5930/2021 20/10/2021 5000
WU JUNFENG CCxxxx335 5879/DPI/2021 6143/2021 31/10/2021 10000
LI TINGTING
F
CAxxxx828 5908/DPI/2021 6168/2021 1/11/2021 10000
LO XIAOPING CCxxxx129 6016/DPI/2021 6251/2021
5/11/2021
5000
YUAN SHIQIANG M CCxxxx704 5987/DPI/2021 6255/2021 5000
LI TUMEI
F
C2xxxx181 5988/DPI/2021 6256/2021 5000
GUO SHUIMEI C3xxxx775 5992/DPI/2021 6266/2021 5000
LI GUANGRONG CCxxxx243 5993/DPI/2021 6271/2021 5000
YU MINGJIE
M
C8xxxx172 6000/DPI/2021 6286/2021
6/11/2021
5000
YE CHAOHONG C9xxxx753 6020/DPI/2021 6288/2021 5000
JIAO JIANFEN F C2xxxx677 6032/DPI/2021 6295/2021 5000
LIAO GUANGJIAN
M
CCxxxx185 6039/DPI/2021 6299/2021 5000
PAN RUQI CCxxxx779 6022/DPI/2021 6301/2021 5000
HE ZHONGFEI CCxxxx582 6040/DPI/2021 6302/2021 5000
YANG HUAYING
F
C0xxxx924 6043/DPI/2021 6309/2021 5000
LIANG HUIJUAN CCxxxx999 6004/DPI/2021 6318/2021
7/11/2021
5000
XIA XIAOFENG M CCxxxx521 6048/DPI/2021 6319/2021 5000
LIANG YONGYIN F C0xxxx714 6005/DPI/2021 6320/2021 5000
DONG XINWANG
M
C0xxxx077 6012/DPI/2021 6332/2021 5000
LI TURUI C3xxxx762 6053/DPI/2021 6333/2021 5000
HU GUOJUN C8xxxx138 6072/DPI/2021 6346/2021
8/11/2021
5000
LIANG YEHAI C6xxxx182 6073/DPI/2021 6347/2021 5000
YAO YINGJUN CCxxxx419 6074/DPI/2021 6350/2021 5000
HU BING CCxxxx477 6078/DPI/2021 6357/2021 5000
LI YANHONG C2xxxx411 6079/DPI/2021 6358/2021 10000
HUANG ZONGMENG CBxxxx226 6081/DPI/2021 6360/2021 5000
WANG XIAOMEI F CCxxxx462 6110/DPI/2021 6370/2021
9/11/2021
5000
LI BINGQUAN
M
CCxxxx206 6109/DPI/2021 6371/2021 5000
MAI JIGENG CAxxxx304 6105/DPI/2021 6377/2021 5000
HE FENGYING F C5xxxx739 6104/DPI/2021 6378/2021 5000
LIN ZHONGWAN M CCxxxx662 6103/DPI/2021 6379/2021 5000
TAN, YUEYING F C4xxxx179 6101/DPI/2021 6381/2021 10000
LIU YUPENG
M
C7xxxx641 6099/DPI/2021 6384/2021 5000
WANG FEI CAxxxx777 6098/DPI/2021 6385/2021 5000
LU JIANCAI C3xxxx980 6090/DPI/2021 6386/2021 5000
TIAN JINMI CCxxxx198 6126/DPI/2021 6400/2021
10/11/2021
5000
HUANG MINGHUI C1xxxx971 6141/DPI/20216404/2021 5000
HUANG DONGLING F CCxxxx667 6122/DPI/2021 6405/2021 5000
FENG, SIYOU
M
CCxxxx104 6135/DPI/2021 6410/2021 10000
LIN YUWEN C2xxxx211 6160/DPI/2021 6427/2021
11/11/2021
5000
CHEN SHISONG C7xxxx128 6163/DPI/2021 6429/2021 5000
WU JIANYAN F CCxxxx079 6158/DPI/2021 6432/2021 5000
QIU RONGLIN M CCxxxx206 6198/DPI/2021 6449/2021
12/11/2021
5000
CHEN LIANHUA
F
C5xxxx169 6200/DPI/2021 6451/2021 5000
SIYU HUIXIAN C2xxxx925 6201/DPI/2021 6452/2021 5000
IEONG CHI HOU
M
a 15xxx97(1) 6214/DPI/2021 6482/2021
13/11/2021
5000
LI KE
b
C4xxxx598 6216/DPI/2021 6487/2021 5000
ZHENG JIANPING C2xxxx916 6217/DPI/2021 6488/2021 5000
DAI XIONGWEN CAxxxx833 6218/DPI/2021 6490/2021 5000
XIE QINGFEN
F
C0xxxx457 6222/DPI/2021 6499/2021
14/11/2021
5000
JIANG HAILING C4xxxx165 6225/DPI/2021 6511/2021 5000
JIE, XIANSHENG
M
C7xxxx809 6413/7.280/DPI/2021 6593/2021 18/11/2021 5000
QIN, FURONG CCxxxx954 6472/DPI/2021 6709/2021 23/11/2021 1000
Nota: a. Bilhete de identidade de residente da RAEM b. Salvo-conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC 
Para os devidos efeitos, notificam-se os infractores acima referidos que, de acordo com o artigo 54.º da Lei n.º 7/2003 vigente, relativamente às respectivas decisões sancionatórias, poderão interpor recurso contencioso para o Tribunal Administrativo da RAEM, no prazo determinado nos artigos 25.º e 26.o do Código 
do Processo Administrativo Contencioso vigente. Os infractores poderão ainda apresentar a reclamação para o Director-geral, no prazo de quinze dias, mas não tem efeito suspensivo, nos termos do n.º 1 do artigo 148.o, 149.o e do n.o 2 do artigo 150.o do Código do Procedimento Administrativo vigente. Decorrido o prazo de 
interposição de recurso, sem que seja interposto recurso em relação à decisão em causa, a mesma pode ser executada imediatamente.
Sem prejuízo do disposto no artigo 75.º do Código do Procedimento Administrativo vigente, nos termos do n.º 1 do artigo 51.º da Lei n.º 7/2003 vigente, os infractores devem comparecer na Divisão Técnica e de Contencioso do Departamento da Propriedade Intelectual no Edifício do Posto Fronteiriço de Macau no Posto 
Fronteiriço Qingmao, nas horas de expediente, a fim de levantar guia de multa (receita eventual) ou realizar a liquidação da multa através do “Serviço de pagamento online de multa” (em www.customs.gov.mo ou na conta de wechat dos Serviços de Alfândega de Macau), no prazo de quinze (15) dias, a contar da data da publicação 
da presente notificação. Caso contrário, o respectivo processo será enviado para a Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças de Macau, nos termos do n.o 3 do artigo 51.º do mesmo diploma, para cobrança coerciva.
No âmbito dos processos por infracção administrativa referidos, os infractores poderão ainda consultar ou levantar as informações do processo sancionatório, junto da Divisão Técnica e de Contencioso do Departamento da Propriedade Intelectual no Edifício do Posto Fronteiriço de Macau do Posto Fronteiriço Qingmao. 
Para qualquer esclarecimento, ligue para o telef. n.º 84900888.
 Serviços de Alfândega de Macau, aos 6 de Dezembro de 2024 Chefe do Departamento da Propriedade Intelectual
 Lee Sze Ngar
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 7ECONOMIAAdvertisement
Governo da Região Administrativa Especial de Macau
Serviços de Alfândega de Macau
Notificação n.°: 036/2024
Não tendo sido possível notificar os infractores da tabela seguinte pela forma prevista nos n.os 1 e 2 do artigo 49.º da Lei n.º 7/2003, procede-se, por este meio, à respectiva notificação nos termos da alínea 2) do n.º 3 do mesmo artigo:
Relativamente aos infractores indicados na tabela, que importaram e/ou exportaram mercadorias que constam do Mapa B (Tabela de Importação) do Anexo II e/ou do Anexo III do Despacho do Chefe do Executivo n.º 487/2016 a que se refere o n.º 4 do artigo 9.º da Lei n.º 7/2003 vigente, e/ou cujo valor seja superior ao 
equivalente a 5.000 patacas, sem terem obtido licença de importação ou apresentado declaração de importação e exportação válidas, foi proferido despacho do Director-geral dos Serviços de Alfândega referente aos respectivos processos sancionatórios, no qual, foi referido que, dado que os infractores violaram o disposto na alínea 
2) do n.º 1 do artigo 9.º e/ou na alínea 1) do n.º 1 do artigo 10.º da Lei n.º 7/2003 vigente, nos termos do n.º 1 do artigo 36.º e/ou do n.o 1 do artigo 37.o do mesmo diploma, foi-lhes aplicada a pena de multa, sendo as mercadorias apreendidas, declaradas perdidas a favor da RAEM.
Nome do Infractor Sexo
Tipo do 
Domu-
mento
N.º do Documento
N.o do Processo 
Sancionário
N.o e Data de A.N
Multa 
(MOP)
WANG YINNU F a 15xxx38(6) 310/DPI/2021 351/2021 15/1/2021 1000
ZHANG JUNSI M
b
C4xxxx320 482/DPI/2021 514/2021
23/1/2021
5000
WEI YAMEI F CAxxxx669 477/DPI/2021 515/2021 5000
LIN XINHUA M C2xxxx551 486/DPI/2021 520/2021 5000
LIANG QINGYING F
a
16xxx49(4) 544/DPI/2021 593/2021 26/1/2021 5000
SOU CHAN WANG M 13xxx30(0) 591/DPI/2021 617/2021 27/1/2021 10000
WEI CAIJIN F b C6xxxx095 842/DPI/2021 897/2021 5/2/2021 5000
NG KIM KAN 
M a
12xxx14(1) 1216/DPI/2021 1298/2021 1/3/2021 5000
FONG CHI KEONG 51xxx01(2) 1316/DPI/2021 1402/2021 6/3/2021 5000
DENG LIHUAN F b C2xxxx990 1329/DPI/2021 1426/2021 7/3/2021 5000
CHONG IOK TONG M a 74xxx62(8) 1390/DPI/2021 1478/2021 10/3/2021 5000
WU WANZHEN
F
b C8xxxx247 1415/DPI/2021 1501/2021
11/3/2021
5000
KUONG KAM KUAI a 15xxx88(0) 1416/DPI/2021 1502/2021 5000
LIN XINHUA
M
b
C2xxxx551 1418/DPI/2021 1504/2021 5000
LIN XIANEN C8xxxx016 1452/DPI/2021 1547/2021 13/3/2021 5000
NG KIM KAN a 12xxx14(1) 1519/DPI/2021 1605/2021 17/3/2021 5000
ZHONG DENGHUI b C4xxxx630 1692/DPI/2021 1782/2021 25/3/2021 5000
TANG KENG IO a 16xxx50(7) 1766/DPI/2021 1805/2021 26/3/2021 5000
HUANG JINJUN
b
CCxxxx805 1735/DPI/2021 1829/2021 28/3/2021 5000
WANG CONG CCxxxx523 1758/DPI/2021 1857/2021 29/3/2021 5000
CHAO CHAN HONG a 12xxx01(5) 1923/DPI/2021 2025/2021
9/4/2021
5000
YANG MAOQIANG
b
CCxxxx093 1875/DPI/2021 2035/2021 5000
WAN HUIMIN CBxxxx096 1877/DPI/2021 2037/2021 5000
YANG GUOBAO C9xxxx967 1909/DPI/2021 2051/2021
10/4/2021
5000
ZHOU ZHICAI C0xxxx898 1901/DPI/2021 2056/2021 5000
WU LI F
a
15xxx87(2) 2169/DPI/2021 2103/2021 13/4/2021 5000
FONG KA HOU
M
13xxx56(0) 1986/DPI/2021 2121/2021
14/4/2021
5000
XIAN WEIJUN 16xxx36(5) 1988/DPI/2021 2124/2021 5000
HOI KAI LOK 13xxx95(6) 2244/DPI/2021 2355/2021 25/4/2021 5000
OU ZHENQUAN
b
CAxxxx621 2426/DPI/2021 2551/2021 4/5/2021 5000
HE RUNLE CCxxxx517 2918/DPI/2021 3053/2021 24/5/2021 5000
FANG JIANWEI CCxxxx774 3291/DPI/2021 3286/2021 3/6/2021 6000
LI JIAYU C9xxxx436 3491/DPI/2021 3441/2021 9/6/2021 5000
LAM FOK LAN F a 15xxx77(1) 3721/DPI/2021 3887/2021 25/6/2021 5000
LU ZHICHENG
M
b
C4xxxx236 3835/DPI/2021 4013/2021 30/6/2021 5000
ZHOU, XIYUAN C3xxxx660 4111/DPI/2021 4265/2021 9/7/2021 5000
GUAN TIANGUO C7xxxx376 4103/DPI/2021 4299/2021
10/7/2021
5000
TAN MEILIAN F CBxxxx730 4098/DPI/2021 4302/2021 5000
LIAO BAOLIANG M CBxxxx091 4160/DPI/2021 4343/2021 12/7/2021 5000
LIN, YANSHAN F C1xxxx981 4192/DPI/2021 4373/2021 13/7/2021 5000
LI, ZHANNING M C8xxxx455 4219/DPI/2021 4388/2021 14/7/2021 5000
WONG WAN HOU
F
a 16xxx84(6) 4254/DPI/2021 4424/2021
15/7/2021
1000
ZHU, YONGJUAN
b
CAxxxx490 4240/DPI/2021 4426/2021 5000
ZHANG, JIAKANG M CCxxxx413 4419/DPI/2021 4603/2021 23/7/2021 5000
PAN TIAN F CCxxxx386 4417/DPI/2021 4631/2021 24/7/2021 5000
LU,ZHIJIN M CCxxxx7384595/DPI/2021 4798/2021 2/8/2021 5000
LIU, YONGJUAN F CCxxxx918 4625/DPI/2021 4825/2021 4/8/2021 5000
WU, YIHONG M C6xxxx584 4636/DPI/2021 4833/2021
5/8/2021
5000
WANG, CUIFANG F C5xxxx864 4639/DPI/2021 4837/2021 5000
LI, XIAOHONG
M
C9xxxx602 4640/DPI/2021 4838/2021 5000
YE YINXIONG C4xxxx343 4654/DPI/2021 4848/2021
6/8/2021
5000
KUANG SONGLIAN C4xxxx150 4662/DPI/2021 4853/2021 5000
LI, FEIHANG CCxxxx356 4663/DPI/2021 4865/2021
7/8/2021
5000
TANG,TAO CCxxxx905 4664/DPI/2021 4866/2021 10000
CAO, ZHIKANG CCxxxx665 4667/DPI/2021 4868/2021 5000
ZENG, ZHILIANG C6xxxx913 4670/DPI/2021 4870/2021 5000
CHEN, JIACONG C4xxxx054 4671/DPI/2021 4871/2021 5000
CHEN JIEJUN CCxxxx927 4675/DPI/2021 4879/2021
8/8/2021
5000
CHEN TUFU CCxxxx384 4676/DPI/2021 4880/2021 5000
MO SIMEI F CAxxxx255 4677/DPI/2021 4881/2021 5000
ZHAO MINGYAN
M
C9xxxx168 4682/DPI/2021 4883/2021 5000
ZHANG SHIHUA C6xxxx619 4693/DPI/2021 4893/2021
9/8/2021
5000
WU WEITANG C0xxxx750 4696/DPI/2021 4896/2021 5000
HUANG MEIJUAN F CCxxxx629 4699/DPI/2021 4899/2021 5000
ZHONG, JIANYONG M CCxxxx103 4710/DPI/2021 4912/2021 10/8/2021 5000
ZHENG, XIAOYING
F
C2xxxx402 4871/DPI/2021 5085/2021 19/8/2021 5000
ZENG, JINGCONG CCxxxx715 4927/DPI/2021 5099/2021 20/8/2021 5000
REN WANMENG
M
C2xxxx368 4906/DPI/2021 5124/2021
21/8/2021
5000
HU GAOBANG CCxxxx938 4917/DPI/2021 5125/2021 5000
LI SHAOQIN C9xxxx683 4919/DPI/2021 5126/2021 5000
DENG, XIAOZHEN
F
C7xxxx875 4903/DPI/2021 5138/2021
22/8/2021
5000
TONG, FONG IEONG a 13xxx84(7) 4908/DPI/2021 5140/2021 5000
ZHANG, YONGHUANG M b CCxxxx176 4909/DPI/2021 5141/2021 5000
LI JINHUA
F
b
C5xxxx019 4932/DPI/2021 5156/2021
23/8/2021
5000
ZHU MEI CBxxxx356 4935/DPI/2021 5159/2021 5000
JIANG, JUNDA
M
CBxxxx614 4965/DPI/2021 5180/2021 24/8/2021 5000
HU QIUCHENG CCxxxx005 5098/DPI/2021 5323/2021 31/8/2021 5000
WU, CHUNSONG CBxxxx055 5108/DPI/2021 5337/2021 1/9/2021 5000
Nome do Infractor Sexo
Tipo do 
Domu-
mento
N.º do Documento
N.o do Processo 
Sancionário
N.o e Data de A.N
Multa 
(MOP)
YANG, CUICHENG
M
b C3xxxx547 5138/DPI/2021 5356/2021
2/9/2021
5000
HONG WENBIN a 16xxx28(1) 5139/DPI/2021 5357/2021 5000
CHEN, YUSANG
b
CBxxxx272 5135/DPI/2021 5361/2021 5000
FENG, CHANGLIANG CCxxxx204 5163/DPI/2021 5393/2021
4/9/2021
10000
WU WEI CCxxxx990 5166/DPI/2021 5394/2021 5000
LUO, MEI F C0xxxx089 5184/DPI/2021 5409/2021
5/9/2021
5000
HUO, JIANPING
M
CBxxxx999 5188/DPI/2021 5413/2021 5000
HE, XUEJIAN C8xxxx854 5295/DPI/2021 5541/2021 12/9/2021 5000
HUANG JIEMING CBxxxx278 5310/DPI/2021 5552/2021
13/9/2021
5000
LI QUNQING
F
C4xxxx394 5314/DPI/2021 5556/2021 5000
LIU XIUQIN CBxxxx906 5322/DPI/2021 5560/2021 5000
WAN HAIJUN
M
CCxxxx958 5323/DPI/2021 5561/2021 5000
HUANG LIANGZHENG C3xxxx012 5342/DPI/2021 5574/2021
14/9/2021
5000
CHEN MING CCxxxx732 5372/DPI/2021 5577/2021 5000
FENG DONGZAN CCxxxx443 5373/DPI/2021 5583/2021
15/9/2021
5000
LIAO, ZHENGFANG
F
CCxxxx472 5365/DPI/2021 5590/2021 5000
HU, YURONG CCxxxx316 5366/DPI/2021 5591/2021 5000
DENG JIEYONG
M
CCxxxx252 5474/DPI/2021 5723/2021
23/9/2021
5000
ZHENG RUI C9xxxx736 5475/DPI/2021 5725/2021 5000
DU ZHIDA C1xxxx255 5491/DPI/2021 5740/2021 24/9/2021 5000
LI, ZHONGPING CCxxxx130 5509/DPI/2021 5750/2021
25/9/2021
5000
TAN, YUEYING
F
C4xxxx179 5515/DPI/2021 5752/2021 5000
CHEN, SUMAN CCxxxx129 5520/DPI/2021 5758/2021 5000
LIU, GEN
M
CCxxxx201 5668/DPI/2021 5930/2021 20/10/2021 5000
WU JUNFENG CCxxxx335 5879/DPI/2021 6143/2021 31/10/2021 10000
LI TINGTING
F
CAxxxx828 5908/DPI/2021 6168/2021 1/11/2021 10000
LO XIAOPING CCxxxx129 6016/DPI/2021 6251/2021
5/11/2021
5000
YUAN SHIQIANG M CCxxxx704 5987/DPI/2021 6255/2021 5000
LI TUMEI
F
C2xxxx181 5988/DPI/2021 6256/2021 5000
GUO SHUIMEI C3xxxx775 5992/DPI/2021 6266/2021 5000
LI GUANGRONG CCxxxx243 5993/DPI/2021 6271/2021 5000
YU MINGJIE
M
C8xxxx172 6000/DPI/2021 6286/2021
6/11/2021
5000
YE CHAOHONG C9xxxx753 6020/DPI/2021 6288/2021 5000
JIAO JIANFEN F C2xxxx677 6032/DPI/2021 6295/2021 5000
LIAO GUANGJIAN
M
CCxxxx185 6039/DPI/2021 6299/2021 5000
PAN RUQI CCxxxx779 6022/DPI/2021 6301/2021 5000
HE ZHONGFEI CCxxxx582 6040/DPI/2021 6302/2021 5000
YANG HUAYING
F
C0xxxx924 6043/DPI/2021 6309/2021 5000
LIANG HUIJUAN CCxxxx999 6004/DPI/2021 6318/2021
7/11/2021
5000
XIA XIAOFENG M CCxxxx521 6048/DPI/2021 6319/2021 5000
LIANG YONGYIN F C0xxxx714 6005/DPI/2021 6320/2021 5000
DONG XINWANG
M
C0xxxx077 6012/DPI/2021 6332/2021 5000
LI TURUI C3xxxx762 6053/DPI/2021 6333/2021 5000
HU GUOJUN C8xxxx138 6072/DPI/2021 6346/2021
8/11/2021
5000
LIANG YEHAI C6xxxx182 6073/DPI/2021 6347/2021 5000
YAO YINGJUN CCxxxx419 6074/DPI/2021 6350/2021 5000
HU BING CCxxxx477 6078/DPI/2021 6357/2021 5000
LI YANHONG C2xxxx411 6079/DPI/2021 6358/2021 10000
HUANG ZONGMENG CBxxxx226 6081/DPI/2021 6360/2021 5000
WANG XIAOMEI F CCxxxx462 6110/DPI/2021 6370/2021
9/11/2021
5000
LI BINGQUAN
M
CCxxxx206 6109/DPI/2021 6371/2021 5000
MAI JIGENG CAxxxx304 6105/DPI/2021 6377/2021 5000
HE FENGYING F C5xxxx739 6104/DPI/2021 6378/2021 5000
LIN ZHONGWAN M CCxxxx662 6103/DPI/2021 6379/2021 5000
TAN, YUEYING F C4xxxx179 6101/DPI/2021 6381/2021 10000
LIU YUPENG
M
C7xxxx641 6099/DPI/2021 6384/2021 5000
WANG FEI CAxxxx777 6098/DPI/2021 6385/2021 5000
LU JIANCAI C3xxxx980 6090/DPI/2021 6386/2021 5000
TIAN JINMI CCxxxx198 6126/DPI/2021 6400/2021
10/11/2021
5000
HUANG MINGHUI C1xxxx971 6141/DPI/2021 6404/2021 5000
HUANG DONGLING F CCxxxx667 6122/DPI/2021 6405/2021 5000
FENG, SIYOU
M
CCxxxx104 6135/DPI/2021 6410/2021 10000
LIN YUWEN C2xxxx211 6160/DPI/2021 6427/2021
11/11/2021
5000
CHEN SHISONG C7xxxx128 6163/DPI/2021 6429/2021 5000
WU JIANYAN F CCxxxx079 6158/DPI/2021 6432/2021 5000
QIU RONGLIN M CCxxxx206 6198/DPI/2021 6449/2021
12/11/2021
5000
CHEN LIANHUA
F
C5xxxx169 6200/DPI/2021 6451/2021 5000
SIYU HUIXIAN C2xxxx925 6201/DPI/2021 6452/2021 5000
IEONG CHI HOU
M
a 15xxx97(1) 6214/DPI/2021 6482/2021
13/11/2021
5000
LI KE
b
C4xxxx598 6216/DPI/2021 6487/2021 5000
ZHENG JIANPING C2xxxx916 6217/DPI/2021 6488/2021 5000
DAI XIONGWEN CAxxxx833 6218/DPI/2021 6490/2021 5000
XIE QINGFEN
F
C0xxxx457 6222/DPI/2021 6499/2021
14/11/2021
5000
JIANG HAILING C4xxxx165 6225/DPI/2021 6511/2021 5000
JIE, XIANSHENG
M
C7xxxx809 6413/7.280/DPI/2021 6593/2021 18/11/2021 5000
QIN, FURONG CCxxxx954 6472/DPI/2021 6709/2021 23/11/2021 1000
Nota: a. Bilhete de identidade de residente da RAEM b. Salvo-conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC 
Para os devidos efeitos, notificam-se os infractores acima referidos que, de acordo com o artigo 54.º da Lei n.º 7/2003 vigente, relativamente às respectivas decisões sancionatórias, poderão interpor recurso contencioso para o Tribunal Administrativo da RAEM, no prazo determinado nos artigos 25.º e 26.o do Código 
do Processo Administrativo Contencioso vigente. Os infractores poderão ainda apresentar a reclamação para o Director-geral, no prazo de quinze dias, mas não tem efeito suspensivo, nos termos do n.º 1 do artigo 148.o, 149.o e do n.o 2 do artigo 150.o do Código do Procedimento Administrativo vigente. Decorrido o prazo de 
interposição de recurso, sem que seja interposto recurso em relação à decisão em causa, a mesma pode ser executada imediatamente.
Sem prejuízo do disposto no artigo 75.º do Código do Procedimento Administrativo vigente, nos termos do n.º 1 do artigo 51.º da Lei n.º 7/2003 vigente, os infractores devem comparecer na Divisão Técnica e de Contencioso do Departamento da Propriedade Intelectual no Edifício do Posto Fronteiriço de Macau no Posto 
Fronteiriço Qingmao, nas horas de expediente, a fim de levantar guia de multa (receita eventual) ou realizar a liquidação da multa através do “Serviço de pagamento online de multa” (em www.customs.gov.mo ou na conta de wechat dos Serviços de Alfândega de Macau), no prazo de quinze (15) dias, a contar da data da publicação 
da presente notificação. Caso contrário, o respectivo processo será enviado para a Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviçosde Finanças de Macau, nos termos do n.o 3 do artigo 51.º do mesmo diploma, para cobrança coerciva.
No âmbito dos processos por infracção administrativa referidos, os infractores poderão ainda consultar ou levantar as informações do processo sancionatório, junto da Divisão Técnica e de Contencioso do Departamento da Propriedade Intelectual no Edifício do Posto Fronteiriço de Macau do Posto Fronteiriço Qingmao. 
Para qualquer esclarecimento, ligue para o telef. n.º 84900888.
 Serviços de Alfândega de Macau, aos 6 de Dezembro de 2024 Chefe do Departamento da Propriedade Intelectual
 Lee Sze Ngar
O valor do Rendimento 
Nacional Bruto registou um 
aumento anual de 50,9%, 
tendo alcançado 359,81 
mil milhões de patacas em 
2023, graças à “recuperação 
gradual das actividades 
económicas locais”. As 
autoridades indicam que 
o Rendimento Nacional 
Bruto per capita foi assim 
de 530.504 patacas e o 
Produto Interno Bruto per 
capita fixou-se em 544.530 
patacas.
E
m 2023, o Rendimento 
Nacional Bruto (RNB) 
de Macau, calculado a 
preços correntes, atin-
giu 359,81 mil milhões 
de patacas, o que corresponde a um 
crescimento de 50,9% em compa-
ração ao ano anterior, avançaram 
ontem as estatísticas divulgadas 
pela Direcção dos Serviços de Esta-
tística e Censos (DSEC), atribuindo 
a razão à recuperação gradual das 
actividades económicas locais.
Nesse sentido, devido ao cres-
cimento do RNB e o estável cresci-
mento populacional no ano passa-
Reserva financeira perdeu dinheiro 
pela segunda vez em 2024
GOVERNO ISENTA 
PAGAMENTO DAS 
RENDAS DAS BANCAS 
DOS MERCADOS 
PÚBLICOS
Os arrendatários das bancas 
dos mercados públicos vão 
ficar isentos do pagamento da 
renda durante o próximo ano, 
enquanto os vendilhões, adelos, 
artesãos e outros operadores 
na rua ficam também isentos 
do pagamento das taxas. A 
informação foi avançada por um 
despacho assinado pelo Chefe do 
Executivo e publicado ontem em 
Boletim Oficial. Não se procederá 
ainda à cobrança das taxas de 
inspecção, durante o ano de 
2025. Além disso, o Governo 
anunciou ainda a isenção do 
pagamento da taxa de emissão 
da licença de vendilhão por 
parte dos residentes, que produz 
efeitos a partir de 1 de Março do 
próximo ano.
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Rendimento Nacional Bruto de Macau 
subiu mais de 50% em termos aunais
do, o RNB per capita registou um 
aumento real de 50,8% no ano em 
análise, passou a ter 530.504 pata-
cas, face a 2022. O Produto Interno 
Bruto 75,1% cifrou-se em 369,33 mil 
milhões de patacas com um acres-
cimento de 75,1%, enquanto o PIB 
per capita subiu 75%, para 544.530 
patacas.
É de frisar que as entradas to-
tais dos rendimentos de factores 
externos, ou seja, os rendimentos 
obtidos pelos residentes que in-
vestiram no exterior obtiveram 
melhoria significativa, tendo au-
mentado mais 58,3% para 108,01 
mil milhões de patacas. As saídas 
totais dos rendimentos de facto-
res externos, que se referem aos 
obtidos pelos não residentes em 
Macau, cifraram-se em 117,53 mil 
milhões de patacas, subindo signi-
ficativamente 264,7%.
De acordo com a DSCE, o RNB 
refere-se ao rendimento total ob-
tido pelos residentes, quer de pes-
soas singulares quer colectivas, de 
uma economia na realização de ac-
tividades económicas dentro e fora 
dessa economia, correspondendo 
ao PIB mais as entradas totais dos 
rendimentos de factores externos, 
sendo o rendimento obtido pelos 
residentes que investiram no ex-
terior, menos as saídas totais dos 
rendimentos de factores externos, 
que é o rendimento obtido pelos 
não residentes em Macau.
Além disso, no ano transacto, 
os rendimentos de investimen-
to directo obtidos em Macau pelas 
empresas e investidores não resi-
dentes aumentaram para 51,34 mil 
milhões de patacas, o que levou as 
saídas totais dos rendimentos de 
factores externos a atingir 117,53 
mil milhões de patacas, com uma 
notável subida anual de 264,7%.
Os rendimentos da carteira de 
investimento (9,85 mil milhões de 
patacas), os rendimentos de outros 
investimentos (41,96 mil milhões 
de patacas) e as remunerações dos 
empregados (14,35 mil milhões 
de patacas) também verificaram 
um crescimento de 80,5%, 67,8% e 
18,9%, respectivamente.
No que diz respeito a activida-
des comerciais de Macau na Ilha da 
Montanha, os rendimentos obtidos 
pelas empresas e investidores de 
Macau em Hengqin arrecadaram 
157,2 milhões de patacas em 2023.
Além destes, os rendimentos 
de investimento directo obtidos 
em Macau pelas empresas e inves-
tidores da Hengqin fixaram-se em 
107,6 milhões de patacas, tendo os 
rendimentos de factores obtidos 
por Macau através de Hengqin re-
gistado uma entrada líquida de 49,6 
milhões de patacas. 
C.C.
ECONOMIA
A reserva financeira de Macau 
perdeu 3,61 mil milhões de patacas 
em Outubro, em comparação com 
setembro, a segunda queda este 
ano. A reserva cifrou-se em 613,3 
mil milhões de patacas no final de 
Outubro, indicam dados publicados em 
Boletim Oficial.
Este valor representa uma queda 
mensal, a primeira desde Abril, em 
comparação com setembro, quando a 
reserva atingiu o valor mais elevado 
dos últimos dois anos, de 616,9 mil 
milhões de patacas. Apesar do recuo 
em Outubro, a reserva ganhou 32,9 
mil milhões de patacas durante os 
primeiros 10 meses de 2024.
Ainda assim, o valor permanece longe 
do recorde de 663,7 mil milhões de 
patacas atingido em Fevereiro de 
2021, em plena pandemia da covid-19.
O valor da reserva extraordinária no 
final de outubro era de 431,9 mil 
milhões de patacas e a reserva básica, 
equivalente a 150% do orçamento 
público de Macau para este ano, era 
de 153,4 mil milhões de patacas.
A Assembleia Legislativa de Macau 
aprovou em novembro de 2023 
o orçamento da região para este 
ano, que prevê uma subida de 
1,4% nas despesas totais, para 
105,9 mil milhões de patacas. 
A reserva financeira de Macau é 
maioritariamente composta por 
depósitos e contas correntes no valor 
de 242,2 mil milhões de patacas, 
títulos de crédito no montante de 
123,2 mil milhões de patacas e até 
244,7 mil milhões de patacas em 
investimentos subcontratados.
A reserva financeira de Macau ganhou 
22,2 mil milhões de patacas em 2023, 
depois de ter perdido quase quatro 
vezes mais no ano anterior. Isto apesar 
de, em 2023, as autoridades da região 
terem voltado a transferir quase 10,4 
mil milhões de patacas da reserva 
financeira para o orçamento público.
No final de janeiro, a AMCM sublinhou 
que os investimentos renderam 
à reserva financeira quase 29 mil 
milhões de patacas em 2023, 
correspondendo a uma taxa de 
rentabilidade de 5,2%.
O orçamento de Macau para 2024 
prevê o regresso dos excedentes nas 
contas públicas, antecipando um 
saldo positivo de 1,17 mil milhões 
de patacas, no final do ano, sem 
“necessidade de recorrer à reserva 
financeira”.
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ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 20248 |
O Ministério da 
Habitação da China 
manifestou ontem 
empenho em continuar 
a estabilizar o sector 
imobiliário em 2025, 
com o objectivo de 
inverter a crise de 
liquidez dos últimos 
anos. As autoridades 
chinesas têm vindo 
a anunciar políticas 
para travar a queda do 
mercado imobiliário, 
uma questão que 
preocupa Pequim devido 
às implicações para a 
estabilidade social, uma 
vez que a habitação é um 
dos principais veículos 
de investimento das 
famílias chinesas.
O 
Ministério da Ha-
bitação da China 
manifestou on-
tem empenhoem 
continuar a esta-
bilizar o sector imobiliário em 
2025, com o intuito de inverter 
a crise de liquidez dos últimos 
anos. Durante uma conferência 
sobre habitação e planeamento 
urbano, o organismo anunciou 
medidas destinadas a impul-
sionar a procura, como a im-
plementação de políticas que 
facilitem o acesso à habitação 
para compradores de um pri-
meiro imóvel.
Os indicadores apontam 
para uma recuperação do sec-
tor em 2024, impulsionada por 
um conjunto de medidas que 
favoreceram as transações de 
casas novas, de acordo com de-
clarações do ministério divul-
gadas pela agência noticiosa 
oficial chinesa Xinhua.
Para consolidar a tendên-
cia, o ministério afirmou que 
vão ser tomadas medidas para 
“otimizar a oferta de habita-
ção”, com um controlo mais 
apertado sobre a construção, 
para melhorar a qualidade de 
novos apartamentos e garantir 
que “satisfazem as necessida-
des de grupos como os novos 
residentes urbanos, os jovens 
ou os trabalhadores migran-
tes”.
Os representantes do mi-
nistério sublinharam também a 
criação de um “novo modelo de 
desenvolvimento” para o setor 
imobiliário, centrado no “au-
mento da oferta de habitação de 
alta qualidade”.
De acordo com a agência 
governamental, foram anun-
ciadas reformas no sistema 
de venda de habitações, com 
o objetivo de passar das tra-
dicionais vendas em planta, 
uma prática comum no país 
asiático, para a venda de casas 
já concluídas.
Os preços das casas novas 
na China caíram pelo 18º mês 
consecutivo em novembro, 
embora a um ritmo mais lento 
do que no mês anterior, face às 
crescentes medidas governa-
mentais para apoiar o sector.
Nas últimas semanas, as 
autoridades chinesas conti-
nuaram a anunciar políticas 
para travar a queda do merca-
do imobiliário, uma questão 
que preocupa Pequim devido às 
implicações para a estabilidade 
social, uma vez que a habitação 
é um dos principais veículos de 
investimento das famílias chi-
nesas.
Em Novembro, o governo 
anunciou novas políticas fiscais 
para estabilizar o mercado imo-
biliário. Também as principais 
cidades, como Pequim e Xangai, 
tomaram reduziram os impos-
tos sobre compra de imóveis de 
luxo.
Uma das principais causas 
do recente abrandamento da 
economia da China é precisa-
mente a crise do setor imobiliá-
rio, cujo peso no PIB [Produto 
Interno Bruto] chinês - soman-
do os factores indirectos - foi 
estimado por alguns analistas 
em cerca de 30%. Lusa
Campanha 
anticorrupção 
no Exército chinês 
dita afastamento 
de mais 
dois generais
FORÇAS ARMADAS
O órgão máximo legislativo da China retirou 
ontem o estatuto de membro a mais dois 
generais, numa altura em que Pequim 
intensifica a sua campanha anticorrupção nas 
Forças Armadas do país.
O Comité Permanente da Assembleia Nacional 
Popular (NPC, na sigla em inglês) confirmou 
que o tenente-general You Haitao, antigo vice-
comandante do Exército chinês, e o tenente-
general Li Pengcheng, antigo comandante 
naval do Comando do Teatro do Sul das Forças 
Armadas, foram afastados do órgão legislativo.
De acordo com o comunicado, You e Li são 
suspeitos de “violações graves das leis e 
da disciplina”, uma expressão normalmente 
usada pelas autoridades chinesas em casos de 
corrupção.
A queda dos dois generais ocorre num período 
de mudanças de pessoal dentro do Exército 
de Libertação Popular (ELP), uma vez que 
vários oficiais superiores foram acusados de 
corrupção.
Miao Hua, membro da poderosa Comissão 
Militar Central e diretor do seu departamento 
de trabalho político, foi colocado sob 
investigação, também por corrupção, em 
novembro.
You, de 66 anos, tornou-se comandante 
adjunto do exército no início de 2016. Ele 
ocupou anteriormente o cargo de vice-
comandante da Região Militar de Nanjing e foi 
promovido a tenente-general em 2014.
Li, 61 anos, desempenhou anteriormente 
funções como vice-chefe do Estado-Maior 
da Frota do Mar do Norte da Marinha do 
ELP, diretor do Instituto de Investigação de 
Equipamento da Marinha e chefe do Estado-
Maior da Frota do Mar do Leste. Li foi 
comandante naval do Comando do Teatro do 
Sul depois de o seu antecessor, Ju Xinchun, ter 
sido também afastado do órgão legislativo, em 
dezembro de 2023, juntamente com outros 
oito generais, incluindo vários altos oficiais da 
Força de Foguetes do ELP, que supervisiona o 
arsenal nuclear do país.
As recentes mudanças de pessoal também 
incluem a promoção de um oficial de 
longa data da força aérea, Chen Hui, ao 
posto de general, confirmando-o como o 
novo comissário político do exército para 
supervisionar a ideologia, a educação política 
e o moral das unidades, informou a agência 
de notícias oficial chinesa Xinhua na segunda-
feira.
Em setembro, foi anunciado que Deng Zhiping, 
um vice-comandante do exército, foi afastado 
da NPC por suspeita de corrupção. Deng, 
de 60 anos, foi aclamado como herói de 
guerra durante os confrontos fronteiriços da 
China com o Vietname nos anos 70 e 80. 
Pequim também colocou dois dos seus antigos 
ministros da Defesa, Li Shangfu e Wei Fenghe, 
sob investigação em junho.
ZHUHAI CANCELA 
MARATONA ONDE 
ATAQUE COM CARRO 
MATOU 35 PESSOAS 
Zhuhai cancelou a edição deste 
ano da maratona, pouco mais de 
um mês depois de um ataque 
com um automóvel que causou 
a morte a 35 pessoas nesta 
cidade do sul da China. Num 
comunicado divulgado na terça-
feira, a organização da maratona 
de Zhuhai, que inclui a autarquia 
e o conglomerado estatal chinês 
Zhuhai Huafa, anunciou que a 
competição foi cancelada após 
uma “avaliação cautelosa”. No 
mês passado, os organizadores 
já tinham adiado a edição deste 
ano da maratona de Zhuhai, que 
estava inicialmente marcada para 
8 de Dezembro. A competição 
tinha ficado marcada para 12 de 
Janeiro de 2025. A organização 
prometeu reembolsar, no prazo de 
15 dias, o valor pago pelos atletas 
para participarem na maratona 
e ajudar os inscritos que sintam 
dificuldades em cancelar reservas 
de hotel em Zhuhai. Os atletas 
que iriam participar na competição 
deste ano terão já lugar reservado 
na edição de 2025, garantiram 
ainda os organizadores. O 
cancelamento surgiu um dia 
depois do adiamento de uma outra 
maratona, em Hengqin (ilha da 
montanha), uma zona económica 
especial que faz parte de Zhuhai. 
A competição, originalmente 
marcada para 29 de dezembro, 
deverá acontecer em 23 de Março 
de 2025. A organização não 
apresentou qualquer razão para o 
adiamento.
CHINA
China promete mais esforços em 2025 
para estabilizar sector imobiliário
ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 9
PUB
REGIÃO
O principal partido 
da oposição da Coreia 
do Sul apresentou 
ontem um pedido 
de destituição do 
presidente interino, 
por Han Duck-soo 
se recusar a nomear 
juízes para o Tribunal 
Constitucional.
“
A p r e s e n t á m o s 
a moção pouco 
antes da sessão 
plenária”, disse 
Park Sung-joon 
aos jornalistas, na Assem-
bleia Nacional, o parlamento 
sul-coreano. “Vamos colo-
car isso a votação amanhã”, 
acrescentou o deputado do 
Partido Democrático (PD). O 
PD tinha dado a Han Duck-
-soo até segunda-feira para 
nomear juízes para os luga-
res vagos no Tribunal Cons-
titucional.
Este tribunal, que está a 
Tribunal japonês condena chinês acusado 
de vandalizar santuário da guerra
Oposição na Coreia do Sul apresentou moção 
para destituir presidente interino
JUSTIÇA
Um tribunal japonês condenou 
um chinês residente no Japão 
a oito meses de prisão por 
ter vandalizado um pilar de 
pedra num santuário de Tóquio 
que homenageia os mortos 
na guerra, noticiaram ontem 
meios locais. Trata-se do 
controverso santuário Yasukuni, 
que homenageia os mortos de 
guerra japoneses e é visto por 
países asiáticos invadidos pelo 
Japão como um símbolo do 
imperialismo japonês.
Jiang Zhuojun, 29 anos, estava 
a ser julgado no Tribunal 
Distrital de Tóquio sob a 
acusação de danos materiais 
e desrespeito por um local de 
culto.

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