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E - B O O K PRODIST P r o c e d i m e n t o s d e D i s t r i b u i ç ã o d e E n e r g i a E l é t r i c a n o S i s t e m a E l é t r i c o N a c i o n a l E - B O O K PRODIST I M S P O W E R Q U A L I T Y 2 0 2 1 Os Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional, conhecido como PRODIST, são uma série de documentos elaborados pela ANEEL com o intuito de normatizar e padronizar as atividades técnicas relacionadas à distribuição de energia elétrica nacional. Isto é, tudo aquilo que envolve a segurança, o funcionamento e o desempenho dos sistemas de distribuição de energia elétrica. O PRODIST é um dos termos mais recorrentes quando o assunto é qualidade da energia elétrica, uma vez que através dele é possível estabelecer padrões a serem seguidos pelas distribuidoras de energia elétrica. Dessa forma, a qualidade da energia elétrica será preservada em todo o território nacional. Portanto, o objetivo deste Ebook é apresentar de forma clara e objetiva todas as características principais do PRODIST, bem como os processos, as ferramentas e algumas notas de aplicação que fazem parte desse procedimento. O PRODIST divide-se em 11 módulos, são eles: Módulo 1: Introdução; Módulo 2: Planejamento da Expansão do Sistema de Distribuição; Módulo 3: Acesso ao Sistema de Distribuição; Módulo 4: Procedimentos Operativos do Sistema de Distribuição; Módulo 5: Sistema de Medição; Módulo 6: Informações Requeridas e Obrigações; Módulo 7: Cálculo de Perdas na Distribuição; Módulo 8: Qualidade da Energia Elétrica; Módulo 9: Ressarcimento de Danos Elétricos; Módulo 10: Sistema de Informação Geográfica Regulatório; Módulo 11: Fatura de Energia Elétrica e Informações Suplementares. Módulos do PRODIST e-Book PRODIST e a qualidade da energia elétrica PRODIST Confira os parâmetros: - Tensão em regime permanente; - Fator de potência; - Desequilíbrio de tensão; - Harmônicos (tensão); - Variação de frequência; - Flutuação de tensão; - Variação de tensão de curta duração (VTCD). No Módulo 8, o PRODIST estabelece os procedimentos padrões a serem seguidos pelas distribuidoras com o intuito de permanecer dentro dos valores limites para determinados parâmetros de qualidade de energia elétrica (QEE). Em todos esses parâmetros existem definições gerais, como a forma de medir, por exemplo, por isso, o PRODIST é um documento que guia as distribuidoras de energia elétrica, pois são elas que possuem a obrigatoriedade de realizar o fornecimento dentro dos limites de qualidade ao consumidor. 4 e-book PRODIST Pensando justamente no Módulo 8 que foca na qualidade energética, preparamos alguns procedimentos e ferramentas que otimizam as etapas do processo de geração de relatórios. Preparação dos equipamentos Sabe-se que o Módulo 8 do PRODIST estabelece padrões a serem seguidos pelas distribuidoras para que a qualidade da energia elétrica seja preservada e equivalente em todo o território brasileiro. Desse modo, há a necessidade de aquisição de indicadores e de verificação da qualidade da energia elétrica. Ela pode ser solicitada tanto pelo próprio consumidor quanto ser feita pelas campanhas de medição da própria ANEEL. Portanto, inicia-se a primeira etapa de preparação dos equipamentos que serão utilizados na medição. Antes de tudo, é fundamental saber que as medições dependem de como o equipamento é configurado. Isto é, é preciso de equipamentos e softwares completos para assegurar a parametrização eficaz e a coleta de indicadores. Para evitar retrabalhos, invista no que mais oferece vantagens, como o software PowerMANAGER desktop que fornece perfis para parametrização de todos os analisadores das famílias PowerNET P e PQ, além do benefício da atualização remota do firmware dos equipamentos. Dessa maneira, é possível assegurar a atualização e correta parametrização dos ativos em conformidade com a versão vigente do PRODIST. 5 Campanhas de medição - Qualidade de Energia Elétrica PowerMANAGER desktop e-book PRODIST Acompanhamento e aquisição dos indicadores Ao passar pela etapa de preparação dos equipamentos, logo já se inicia a etapa de acompanhamento e aquisição dos indicadores. Com os equipamentos corretamente parametrizados, o próximo passo para analisar os indicadores é a obtenção de 1008 registros válidos. Para isso, será preciso custear um grande valor para a operação ocorrer, uma vez que o planejamento e deslocamento de uma equipe especializada para a instalação e verificação do equipamento é um gasto significativo, mas essencial. Para realizar essa parte do processo, é preciso antes que a equipe de instalação realize as conexões do equipamento de medição, assegure a correta sequência de fase e certifique-se de iniciar o registro de dados do analisador. Caso contrário, qualquer falha poderá significar a perda de dias de medições e, consequentemente, elevação dos custos operacionais. Assim, os analisadores da qualidade da energia elétrica da IMS Power Quality possuem o opcional de comunicação via bluetooth com o aplicativo PowerMANAGER Mobile, permitindo verificar de um tablet ou smartphone que o equipamento está corretamente instalado e registrando. Ou seja, com muito mais facilidade. Outro opcional de comunicação para os analisadores é o módulo 3G, que em conjunto com o software PowerMANAGER web, possibilita monitorar e verificar as medições em tempo real remotamente, garantindo o acesso aos dados e a parametrização do equipamento que está em campo diretamente através do browser de internet. Esta solução de telemetria permite proceder com a correção antecipada de eventuais problemas, otimizando e garantindo eficiência na aquisição dos indicadores. 6 PowerMANAGER Mobile PowerMANAGER Web e-book PRODIST -Análise de dados Conforme estabelecido no Módulo 8 do PRODIST, os indicadores e limites aceitáveis que vão quantificar a qualidade da energia elétrica fornecida pela distribuidora. Assim, esses indicadores são calculados pelos equipamentos e então analisados com softwares específicos por profissionais capacitados para identificação das prováveis causas de problemas. Conheça alguns dos principais indicadores e suas causas e soluções de problemas relacionados: -DRP e DRC Para garantir a qualidade da tensão em regime permanente, o PRODIST delimita 3 faixas onde o valor da tensão true-RMS agregado a cada 10 minutos, definidos como adequado, precário ou crítico. Considera-se para o cálculo dos indicadores apenas os registros válidos, ou seja, aqueles não foram expurgados. Somente os registros que apresentarem VTCDs serão expurgados. Os limites permitidos são 3% para DRP e 0,5% para DRC. O valor de DRP (Duração Relativa da transgressão Precária) é obtido pela razão entre a quantidade de registros na faixa precária sobre os 1008 válidos. Já o DRC (Duração Relativa da transgressão Crítica) entre a quantidade de registros na faixa crítica sobre os 1008 válidos. No caso em que seja identificada a transgressão dos limites de DRP ou de DRC, a concessionária deverá providenciar as medidas corretivas e compensações de acordo com a sua criticidade, priorizando a solução do problema de DRC. Também é importante pontuar que a alimentação de máquinas elétricas e dispositivos eletrônicos por tensões em faixas precárias e/ou críticas poderá ocasionar o mau funcionamento dos equipamentos e eventualmente a sua falha permanente (queima) e outros prejuízos maiores para a concessionária. Por isso, é um problema que precisa de solução! Com os analisadores da IMS Power Quality você terá segurança, uma vez que eles possuem a funcionalidade de alerta de transgressão de DRP e DRC via SMS. Como também, os equipamentos calculam a projeção desses indicadores, alertando o usuário de problemas antes mesmo da obtenção dos 1008 registros válidos e auxiliando na rápida identificação e na tomada de medidascorretivas. 7 e-book PRODIST - Fator de potência O fator de potência é um indicador de desperdício da capacidade instalada da rede, visto que a potência reativa não gera trabalho, apenas sobrecarrega os condutores. Os valores limites para o fator de potência são de 0,92, tanto capacitivo quanto indutivo. Em instalações industriais, comumente encontramos cargas com características para tornar o fator de potência baixo e indutivo. Nesses casos, o método mais usual para correção desta situação é realizar de forma automática a inclusão fixa ou chaveada de bancos de capacitores. À vista disso, a IMS Power Quality dispõe de equipamentos para controle automático de bancos de capacitores, tanto de baixa quanto de média tensão. Assim sendo uma forma mais facilitada de manter o fator de potência no valor limite concedido. - Distorções harmônicas Por consequência da inserção de cargas não lineares ou assíncronas nas indústrias, geram-se distorções na forma da onda de tensão. Estes problemas são quantificados pelo PRODIST através dos indicadores de distorções harmônicas. Os principais problemas que podem ser relacionados aos elevados índices de distorções harmônicas na rede são o sobreaquecimento de motores elétricos, vibrações mecânicas e mau funcionamento de equipamentos eletrônicos. Contudo, o Módulo 8 do PRODIST apresenta valores limites para as distorções totais e individuais dos componentes harmônicos, fornecendo uma quantidade elevada de dados para avaliação. Portanto, com o intuito de facilitar o processo, a solução IMS PowerMANAGER desktop, permite a condensação dos dados e ainda facilita o processo de análise dos indicadores de distorções. Assim, para obter uma análise aprofundada, pode-se utilizar o analisador PowerNET PQ-700 G4 que calcula até o 50o componente harmônico individual, o fator K para estudos de sobreaquecimento de transformadores e motores e o inter-harmônicos para avaliação de falhas em motores de máquinas elétricas de indução. 8 PowerNET PQ-700 G4 e-book PRODIST 9 - Desequilíbrio de tensão O desequilíbrio de tensão é de extrema importância na identificação de problemas relacionados com a distribuição de cargas em sistemas trifásicos. Esse indicador de fator de desequilíbrio representa o grau de desbalanceamento do sistema trifásico em relação a um sistema ideal em sequência direta. Alguns dos problemas comuns que podem ser responsáveis pelo desequilíbrio do sistema trifásico são: curtos em espiras de transformadores ou geradores, falhas em capacitores de correção de fator de potência e a alocação mal planejada de cargas monofásicas. A principal consequência da transgressão das referências de desequilíbrio de tensão é a elevação de perdas em motores elétricos e no sistema, gerando elevação dos custos de operação. Pensando nisso, os analisadores PowerNET PQ, além de disponibilizarem o cálculo dos indicadores de desequilíbrio do Módulo 8 do PRODIST, também disponibilizam a análise avançada do problema através da medição dos fasores e dos componentes simétricos de tensão e corrente. - Flutuação de tensão As flutuações de tensão são normalmente oriundas do chaveamento de cargas de potência elevada e assíncronas, como prensas por pistão, que geram modulações de baixa frequência na tensão da rede. Além disso, os indicadores de severidade da flutuação de tensão de curta e longa duração tem origem na norma internacional IEC 61000-4- 15, que descreve a operação de um flickermeter. Mesmo que esses fenômenos de flutuação sejam originalmente estudados devido à cintilação (flicker) de lâmpadas incandescentes, os indicadores de severidade de flutuação são importantes para avaliar problemas em sistemas de automação, controle e tecnologia da informação. Inclusive, até os sistemas de iluminação por lâmpadas fluorescentes ou de vapor apresentam problemas de operação devido às flutuações de tensão. Para solucionar o problema, a IMS Power Quality oferece a medição dos indicadores de flutuação de tensão na linha de analisadores PowerNET PQ. e-book PRODIST - Variações de tensão de curta duração (VTCDs) A partir do Módulo 8 do PRODIST é definido que as variações de tensão de curta duração são desvios significativos da tensão eficaz durante intervalos definidos em momentâneos (de 1 ciclo a 3 segundos), temporários (de 3 segundos a 3 minutos) e longos (maiores que 3 minutos). Dessa maneira, os desvios para cima são elevações conhecidas como swell, já os desvios para baixo são os afundamentos chamados sag e, em casos de afundamentos muito reduzidos, são chamados de interrupções. Estes fenômenos são geralmente causados por curtos-circuitos na rede, inserção de elevada potência reativa por meio de capacitores ou pela partida e operação de motores elétricos de inércia elevada. Como também, as variações de tensão de curta duração ainda afetam diretamente a continuidade da operação de plantas industriais e data centers, cujas cargas são sensíveis às variações na tensão de alimentação. Por isso, quando ocorrem reclamações de clientes ou até mesmo nas campanhas de medição, os VTCDs são considerados como expurgo de dados, elevando o tempo necessário para a obtenção dos 1008 registros válidos. Portanto, todos os equipamentos IMS da linha PowerNET PQ possuem a capacidade de detectar e registrar VTCDs com duração mínima de meio ciclo, conforme a norma IEC 61000-4-30 para classe S. Outrossim, o PowerNET PQ-700 G4 e o PowerNET PQA-700 G5 também registram a forma de onda e o valor true-RMS ciclo a ciclo de tensões e as correntes durante o evento. Assim, o software PowerMANAGER desktop oferece a funcionalidade de geração automática da curva ITIC, para avaliação do impacto dos VTCDs sobre cargas eletrônicas, gerando assim a avaliação do fator de impacto caracterizando o impacto desses eventos na rede elétrica. 10 PowerNET PQ-300 G4 PowerNET PQ-600 G4 PowerNET PQ-700 G4 PowerNET PQA-700 G5 e-book PRODIST Os relatórios servem para comparar os valores limites de referência para identificar se a qualidade da energia elétrica está em conformidade ou se será preciso restabelecer os padrões mínimos. Essa avaliação dos valores de referência e dos indicadores é complexa e exige uma equipe com profissionais capacitados para análise dos dados. Entretanto, existem formas mais fáceis e rápidas de realizar esse feito. Através do software PowerMANAGER desktop é possível automatizar este processo, gerando relatórios que confrontam as medições diretamente com os valores de referência e limites da revisão corrente do Módulo 8 do PRODIST. Isto torna a análise muito mais eficiente e ágil, reduzindo drasticamente o tempo de realização e risco de falha humana. Campanhas de medição são veículos para manutenção da qualidade da energia elétrica frente às variações do sistema elétrico brasileiro. Com a crescente disseminação do uso de cargas que afetam os parâmetros da qualidade do produto fomenta a aplicação de indicadores para avaliação da qualidade da energia elétrica entregue aos consumidores. Dessa forma, operacionalizar o processo de aquisição dos indicadores do Módulo 8 do PRODIST é uma tarefa complexa e que exige uma abordagem sistemática para ser eficiente. Contudo, os analisadores de qualidade da IMS Power Quality são testados conforme as normas IEC 62586-1 e IEC 62586-2, assegurando a qualidade do equipamento e das medições e, em conjunto com o software PowerMANAGER nas plataformas desktop, web e mobile, fornecem a solução completa para otimização de campanhas de medição, reduzindo custos operacionais, minimizando riscos e aumentando a eficiência na coleta e análise dos dados. Aliás, a IMS Power Quality também oferece treinamentos, suporte e assistência técnica dos seus produtos com uma equipe de profissionais altamente capacitados, fornecendo soluções completas em equipamentos e serviços para seus clientes. 11 RelatóriosSumário e-book PRODIST Para entender melhor como funciona cada método implementado pelos equipamentos e softwares de análise da IMS Power Quality para agregação de eventos individuais de VTCD, reunimos algumas notas de aplicação que são importantes destacar, pois vão auxiliar no entendimento pleno sobre os assuntos. Confira abaixo. Agregação de Eventos de Variação de Tensão de Curta Duração Esta nota tem o intuito de descrever o método implementado pelos equipamentos e softwares de análise da IMS Power Quality para agregação de eventos individuais de Variação de Tensão de Curta Duração – VTCD 2. Para começar, o Módulo 8 do PRODIST que foca na Qualidade da Energia Elétrica estabelece que VTCDs individuais que ocorrem simultaneamente nas três fases do sistema elétrico em diferentes horários dentro de 3 minutos e que também são registrados pelo equipamento de medição em um dado ponto da rede, devem ser agregados de forma a caracterizar um único evento de VTCD. Como também, a caracterização da severidade da incidência de eventos através do indicador Fator de Impacto - FI deverá ser calculada apenas após a agregação dos eventos individuais registrados no ponto de medição 2. Ou seja, os eventos de VTCDs simultâneos devem ser agregados utilizando a agregação de fases, enquanto os eventos consecutivos são agregados utilizando a agregação temporal. Medição de VTCDs individuais Sabe-se que VTCDs são definidos como um desvio da tensão true-RMS medida em relação à tensão de referência ou nominal declarada. Para detectar esses distúrbios de tensão é recomendado a utilização dos analisadores das famílias PowerNET PQ, PQA e MQ. Esses equipamentos trabalham através do método definido na norma IEC 61000-4-30 3 e são capazes de calcular o valor true-RMS de tensões a cada meio ciclo da rede, avaliando o valor calculado em relação ao nominal para medição dos eventos individuais. 12 Notas de Aplicação e-book PRODIST Além disso, é importante saber que a magnitude de uma VTCD representa o valor true-RMS de meio ciclo que mais diverge do valor de referência durante a duração do evento. Já a duração de uma VTCD é o tempo, contado em meio-ciclos ou segundos, transcorrido entre o cruzamento da tensão de limiar do distúrbio até o restabelecimento do valor normal. Confira, a figura 1 exemplifica a caracterização desses parâmetros. 13 Ademais, a medição de VTCDs para cálculo do indicador FI deverá abranger um período de 30 dias consecutivos 2. Nesse período, o medidor deverá ser capaz de capturar a magnitude e a duração de cada VTCD individual, permitindo posterior agregação e cálculo do indicador FI. - Agregação de Fases A agregação de fases considera que, para um determinado ponto de monitoração, uma VTCD deve ser caracterizada a partir da agregação da amplitude e da duração dos eventos individuais registrados em cada fase ou canal de medição. Dessa forma, eventos simultâneos são primeiramente agregados compondo um mesmo evento no ponto de monitoração 1. Três critérios são conhecidos para agregação de fases: - Critério da união de fases; - Critério dos parâmetros críticos; - Critério da fase crítica. e-book PRODIST 14 A IMS Power Quality utiliza o critério da união de fases em seus equipamentos e software para agregação de fases, conforme o Módulo 8 do PRODIST2. Assim, esse critério estabelece que o instante de início do evento será o momento em que a primeira fase cruzar o limiar de distúrbio e o instante de fim de evento será o momento em que a última fase regressar ao mesmo limiar, acrescido da histerese. Já a magnitude da VTCD será a tensão residual da fase que mais divergir da tensão de referência. Você pode conferir na figura 2 que ilustra de forma sucinta a agregação de fases pelo critério da união de fases. - Agregação Temporal A agregação temporal considera que eventos consecutivos que são realizados em um período de 3 minutos para um mesmo ponto de monitoração, sejam agregados compondo um único evento de VTCD. Portanto, essa agregação deverá ser realizada após a devida agregação por fases dos eventos sob análise. Bem como a agregação temporal deverá ser aplicada considerando-se os parâmetros críticos dos eventos consecutivos registrados. Assim, a duração do evento agregado será definida como sendo a máxima duração entre todos os eventos registrados. Inclusive, ao mesmo tempo a magnitude do evento agregado será igual a amplitude do evento que mais se distanciou da tensão de referência. e-book PRODIST 15 Confira na ilustração da figura 3 como é feita agregação temporal com base nos parâmetros críticos (maior duração e maior amplitude) 1. - Parametrização dos analisadores para o registro de VTCDs Os analisadores das famílias PowerNET PQ, PQA e MQ capturam eventos com resolução de até meio ciclo, isto é, 8,33ms em 60 Hz. Como também, eles disponibilizam na memória de massa a duração e a magnitude da VTCD individual, bem como as timestamps de início e fim do evento. Dessa forma, é possível fazer a posterior análise e agregação dos eventos. Com isso, os analisadores permitem o registro de todas as grandezas medidas por até 78 dias consecutivos 2 e são parametrizados para registro de dados a cada 10 minutos. Com a IMS Power Quality você garante analisadores de qualidade que em sua configuração padrão de fábrica, já capturam VTCDs conforme limiares definidos 2. É claro que é importante pontuar que algumas parametrizações são dependentes da rede onde o equipamento é instalado. Para entender melhor como funcionam as parametrizações que devem ser feitas segundo o Módulo 8 do PRODIST, criamos um passo a passo para ilustrar esse processo: 1) Nas configurações do datalog (LOG), certifique-se de que: a) O intervalo de agregação está configurado para 10 minutos; b) A configuração do tamanho máximo da área permite uma autonomia de pelo menos 30 dias; c) O bloco de dados dos distúrbios está selecionado. e-book PRODIST 16 2) Nas configurações da qualidade da energia (PQ), certifique-se que: a) O parâmetro Udin reflete corretamente a tensão de referência do sistema (primário do TP para medições em média e alta tensão); b) O modo de detecção está configurado para canal, caso se queira a captura dos eventos individuais, ou para sistema, caso se queira que o equipamento realize o registro dos VTCDs já com a agregação de fases. Observa-se que o equipamento possibilita a configuração do modo como serão armazenados os VTCDs. Dessa forma, para o armazenamento dos eventos individuais, deve-se parametrizar o modo de registro de distúrbios do analisador para modo canal (padrão de fábrica) e para armazenamento de eventos agregados por fase (critério de união de fases), deve-se parametrizar o analisador para modo sistema. Além disso, o relatório de distúrbios é independente do modo de registro dos eventos. No entanto, recomenda-se que o registro dos eventos seja individual (modo canal), permitindo posterior auditoria dos cálculos realizados para agregação. Portanto, com o uso dos analisadores de qualidade de energia IMS, por padrão de fábrica, é possível registrar VTCDs individuais, com exceção da ligação delta. Agregação de VTCDs e cálculo do FI com o software PowerMANAGER desktop. Ao realizar a medição e o registro dos eventos pelo intervalo mínimo de 30 dias, deve-se fazer a leitura da memória de massa do analisador no software PowerMANAGER desktop. Confira o tutorial abaixo de como realizar o processo: 1) Após a leitura dos dados, selecione a tabela de distúrbios de tensão conforme indica na figura 4. e-book PRODIST 17 2) Será então exibida a tabela contendo os registros de VTCDs medidos pelo analisador, como indicado na figura 5. 3) Para gerar o relatório de VTCDs, clique no botão Relatório e então selecione a opção Distúrbios de Tensão, conforme indicado na figura 6. e-book PRODIST 19 4) Em seguida, o PowerMANAGERdesktop gerará o relatório de VTCDs conforme ilustra a figura 7. Dessa forma, clique no botão Preferências de relatórios para modificar as configurações e selecionar as agregações de eventos. As parametrizações possíveis para o relatório de distúrbios são as seguintes: - Faixa de tensão nominal: indica se a medição se refere ao sistema de baixa, média ou alta tensão. Observe que o Módulo 8 do PRODIST não possui um parâmetro FI_Base para a baixa tensão, impossibilitando o cálculo do FI nesse caso. - Agregação de fase: quando ativo, realiza a agregação de fase dos eventos de VTCD registrados utilizando o critério de união de fases. - Agregação temporal: quando ativo, realiza a agregação temporal dos eventos de VTCD registrados utilizando o critério de parâmetros críticos. - Agregar interrupções como afundamentos: permite ao usuário agregar interrupções de energia em afundamentos de energia. Por padrão, os analisadores consideram eventos de interrupção e de afundamento como eventos individuais. - Apenas primeiros 30 dias: quando ativo, considera apenas os primeiros 30 dias de medição para geração do relatório. Normalmente, na aquisição de dados para geração de relatórios de VTCDs é comum que o arquivo de registro de memória de massa tenha mais do que os 30 dias previstos em 2. Esta parametrização permite que o usuário utilize apenas os dias necessários para a geração do relatório. e-book PRODIST 19 Para entender como são os relatórios gerados pelo software PowerMANAGER desktop, trouxemos um exemplo de relatório de VTCDs na figura 8. No exemplo apresentado, foram agregados 13 eventos individuais utilizando os métodos de agregação por fases e temporal, compondo um total de 2 VTCDs agregados. Como essa medição foi realizada na média tensão (1 a 69kV), o software utilizou o FI_Base de 2,13, conforme 2, e calculou um indicador FI de 0,19 p.u. Conforme 2, o valor de referência para o indicador FI é de 1,0 p.u, sendo assim, conclui-se que a rede, no ponto de medição deste exemplo, está adequada. Portanto, a partir dos padrões estabelecidos no Módulo 8 do PRODIST, a IMS investe em soluções cabíveis que forneçam procedimentos relativos à qualidade da energia elétrica. Assim, seguindo à risca os limites, valores de referência e metodologias de medições através dos nossos serviços e equipamentos. Dessa maneira, em parceria com a IMS, a sua empresa terá responsabilidade diante das obrigatoriedades e ainda irá regular os padrões de qualidade exigidos. Garantindo que o setor elétrico esteja em constante evolução, considerando fatores como produto, serviço e atendimento ao consumidor. À vista disso, será possível manter a qualidade da energia elétrica evitando perturbações de energia elétrica, como Afundamentos ou Elevações, Distorções Harmônicas, Sobretensão ou Subtensão, Flickers, Sags ou Swells e Interrupções da Tensão de Curta ou Longa Duração. Até porque os distúrbios de energia elétrica podem ter inúmeras causas, mas as principais são a partida direta de motores, má distribuição dos circuitos elétricos, descargas atmosféricas ou existência de cargas não lineares. E tudo isso, pode ser solucionado com uma gestão eficiente de energia e equipamentos de primeira linha que você encontra aqui na IMS. Como são os relatórios? Conclusão Referências [1] Macedo Jr., José Rubens – Tutorial: Agregação de Eventos de Tensão de Curta Duração. Universidade Federal de Uberlândia, dezembro de 2016. [2] PRODIST - Módulo 8: Qualidade da Energia Elétrica, Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, janeiro de 2018. [3] IEC 61000-4-30 Edition 3.0: Electromagnetic Compatibility (EMC) - Part 4-30: Testing and Measurement techniques - Power quality measurement methods, International Electrotechnical Commission - IEC, 2015. IMS Soluções em Energia Ltda. Av. Bernardino Silveira Pastoriza, 720 Porto Alegre – RS – Brasil CEP 91160-310 Fone: (51) 3382.2300 www.ims.ind.br