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Aula 4 – TOCE – Bases da Videolaparoscopia Acesso à cavidade abdominal Pequenos orifícios onde se introduzem os trocartes Insuflação da cavidade abdominal com CO2 (gás normalmente inerte na cavidade abdominal, vantagem – absorvível e depois eliminado na própria respiração através de uma hiperventilação; cria um espaço virtual) - Redução da dor no pós-operatório - Menor reação inflamatória - Mobilidade precoce - Retorno precoce ao trabalho - Estética Introdução - Separação dos campos de ação e visão O cirurgião precisa se adaptar ao trabalho em um ambiente de percepção distinto do usual, com limitações perceptivos, impostas pela criação de duas interfaces (visual e motor) necessária para o procedimento. 1. Existem 3 espaços: a. Tridimensional – quando manipula algo fora da cavidade: colocação de trocarte, troca de pinça, colocação de gaze, retirada de peça b. Bidimensional – o que é visto pela projeção da câmera c. Espaço invisível da cavidade que não está sendo mostrado pela câmera 2. Manipulação da ótica por outro individuo a. Problemas de equilíbrio b. Angulação da ótica c. Cameraman ou camerawoman é o braço direito do cirurgião - Visão bidimensional (não tem visão de profundidade) Na imagem projetada no monitor, todos os objetos ou estruturas são vistos em um único plano - Pinças mais longas - Movimentos em espelho - Ergonomia (fadiga/cansaço físico) - Pneumoperitônio (pode ocorrer complicações) – começo é o mais perigoso Às cegas x aberto Às cegas Mais popular Utiliza agulha de VERESS Pressão inicial máxima 6mmHg (se for maior que isso, pode indicar que está em outro tecido, por exemplo a tela subcutânea – repetir o procedimento até ter menor que 6mmHg de pressão, senão pode dar um enfisema subcutânea) Adulto – 12mmHg Obesos – 15mmHg Fluxo de insuflação máximo de 1litro/min Introdução do primeiro trocarte - as complicações aumentam (pode atingir vísceras, vasos) Lesão de víscera (alça intestinal – cólon ou delgado), vasos (grande calibre como aorta abdominal ou veia cava, ou menores como mesentéricas) Se não é possível aspirar de volta a solução salina indica que possivelmente pode estar na cavidade abdominal e pode insuflar. Aberto Não necessita de agulha de VERESS Vai abrindo os planos até chegar no peritônio Precisa inicialmente do trocarte Insuflação depois de colocar trocarte Complicações menos graves Alterações cardíacas e hemodinâmicas - início da insuflação peritoneal Alterações hemodinâmicas mais intensas Golden five minutes: são os mais delicados Aumento da pressão intra-abdominal com diminuição do retorno venoso Aumento da frequência cardíaca – reflexo simpático (taquicardia) Resposta anormal: estimulação parassimpática e ter uma bradicardia – desinsuflar o paciente (insuflação súbita que está causando a bradicardia); insufla a uma pressão menor e se não melhorar a pressões menores, não realizar mais o procedimento – não suporta o pneumoperitôneo pelo reflexo vago-vagal Alterações sistêmicas Compressão das artérias e veias abdominais A compressão da aorta contribui para o aumento na resistência vascular sistêmica Compressão das veias reduz o fluxo venoso Redução no débito cardíaco Oligúria Risco de trombose venosa profunda Edema cerebral e aumento da pressão intracraniana Elevação do diafragma Trendeleburg – proclive invertido – edema cerebral, reduz a expansão pulmonar – situação de uso: quando vai trabalhar nas regiões mais inferiores (apêndice, cirurgia ginecológica) Proclive – reduz o retorno venoso – situação: quadrante superior (fígado, estomago, esôfago, etc) Quando indicar a videolaparoscopia? Urgências Abdome agudo inflamatório – precisão do diagnostico clínico de apendicite aguda Trauma fechado – depende da situação clínica – primum non nocere Eletivas Avanços em todos os níveis da cirurgia abdominal Contraindicações praticamente inexistentes (cardiopatia, obesidade e gravidez não são contraindicações) Redução dos números de portais – Single-Port N.O.T.E.S. – acrônimo de Natural Orifice Translumenal Endoscopic Surgery Existem limites?