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Laura Fabia

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Questões resolvidas

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Internato II
Uma das principais causas de sangramento no
3º trimestre de gestação é o descolamento
prematuro de placenta (DPP). Em relação a
esta patologia, pode -se dizer que:
Está correto apenas o contido em: A e C
A) São fatores de risco: uso de cocaína e
mutação dos genes para fator V de
Leiden
B) A via de parto indicada é sempre a
cesárea para evitar coagulopatia, que se
instala em menos de 2 horas
C) Os casos com hemorragia oculta tem
maior de útero de Couvelaire
D) A hidratação deve ser agressiva pelo
risco de choque hipovolêmico precoce
que se observa
Paciente com 28 semanas de gestação, deu
entrada no PS referindo contrações de forte
intensidade, movimentos fetais presentes. No
exame físico foi identificado dinâmica uterina 4
contrações em 10 minutos, com duração de 50
segundos, bcf: 152 bpm, toque: colo dilatado
totalmente, em período expulsivo. Evoluiu com
parto normal, dando à luz a RN do sexo
masculino, encaminhado para UTI neonatal.
Durante a fase de dequitação foi identificada
retenção parcial de placenta. Neste caso está
indicado realizar:
Está correto apenas o contido em: A, B e C
A) Anestesia seguida de curagem e
curetagem;
B) Infusão contínua de ocitocina
endovenosa;
C) Histerometria indireta ao início e final
do procedimento;
D) Extração manual da placenta, sem
anestesia.
Paciente 52 anos, menopausada há 1 ano,
referindo fogachos, perda da libido, labilidade
emocional, secura vaginal e insônia. Nega
patologias. Trouxe exames ginecológicos
normais. Sendo assim, foi indicado terapia
hormonal (TH). Em relação a TH de
menopausa, é correto afirmar:
Está correto apenas o contido em: A e C
A) A via percutânea leva a menor risco de
tromboembolismo.
B) A noretisterona não tem efeito
androgênico.
C) O esquema combinado contínuo está
indicado em mulheres com história de
endometriose.
D) A tibolona estimula a proliferação do
endométrio.
As indicações atuais de TH são o tratamento de
sintomas vasomotores e da atrofia vulvovaginal
(uso tópico), além da prevenção de osteoporose
em casos individualizados. O uso deve ser feito na
chamada janela de oportunidade, isto é, em
pacientes até os 60 anos de idade e com menos de
10 anos de menopausa.
A TH só deve ser administrada para as pacientes
sintomáticas, sem contra-indicações e após
avaliação clínica, exame ginecológico e
propedêutica complementar normais.
Mulher, 35 anos, G3P2A0, três cesáreas
prévias, com história de sangramento uterino
de 9 dias de duração, com intervalo cíclico
mensal regular e de grande volume que
extravasa do absorvente, desde última cesárea
há 8 anos. Associado quadro de cólicas
incapacitantes em baixo ventre, progressiva,
que intensifica nos primeiros 3 dias de fluxo
necessitando de AINEs. Refere anemia crônica
e fraqueza. Realizou ultrassonografia pélvica
transvaginal que excluiu a possibilidade de
leiomiomas e mostrou um útero aparentemente
normal. Assinale a assertiva correta que
corresponde à causa mais provável do
sangramento uterino anormal.
A) Endometrite.
A endometrite não costuma cursar com
dismenorreia.
B) Adenomiose.
C) Coagulopatia.
Na coagulopatia costuma ocorrer menorragia
desde a menarca e, além disso, nos casos de
coagulopatia não temos dismenorreia.
D) Anovulação crônica.
A paciente apresenta menstruações regulares, o
que afasta a hipótese de distúrbio ovulatório.
R: A adenomiose é definida como a invasão do
tecido endometrial no miométrio. Apresenta-se
por pequenos lagos de endométrio espalhados na
intimidade do miométrio (adenomiose difusa) ou
por um nódulo circunscrito na parede miometrial,
chamado de adenomioma. O diagnóstico da
adenomiose é “classicamente” feito nos úteros
provenientes de histerectomia.
Aproximadamente um terço das mulheres com
adenomiose são assintomáticas. Os principais
sintomas da adenomiose são o sangramento
menstrual intenso e a dismenorreia. A dor pélvica
crônica também pode ocorrer.
O aumento do fluxo menstrual pode estar
relacionado com o aumento da superfície
endometrial do útero aumentado de volume e a
dor pode ser causada pelo sangramento e inchaço
dos “lagos endometriais” entremeados no
miométrio.
Uma paciente jovem, branca, vida sexual ativa,
com uso irregular de preservativo, apareceu
com dor aguda na fossa ilíaca esquerda.
Procurou o serviço de ginecologia e ao toque
mostrou massa em anexo esquerdo, dor na
fossa ilíaca esquerda e em fundo de saco
posterior. Teve atraso menstrual de 35 dias.
Fez USG transvaginal, com laudo de massa
cística em anexo esquerdo, com doppler
fluxometria com baixa resistência. Qual o
provável diagnóstico?
A) Miomatose uterina
B) Adenomiose
C) Gestação ectópica
D) Câncer de ovário
O hormônio responsável pela descida ou ejeção
do leite materno é:
A) Progesterona
B) Estrogênio
C) Ocitocina
D) Prolactina
Primigesta de 38 anos, na décima sexta semana
de gravidez, relatou perda sanguínea vaginal
intermitente. A medida de altura do fundo
uterino foi de 24 cm os batimentos cardíacos
fetais estavam inaudíveis ao sonar e a dosagem
betagonadotrofina coriônica foi de
300.000UI/ml. A causa provável do
sangramento é:
A) Incompetência istmocervical.
B) Infarto placentário.
C) Placenta elipsoide.
D) Mola hidatiforme.
E) Âmnio nodoso.
O índice pélvico utilizado pelos obstetras para
indução eletiva do trabalho de parto analisado
pela soma de itens como a dilatação,
esvaecimento, consistência e posição do colo e
altura da apresentação foi idealizado por:
A) Pearl
B) Bishop
C) Naegele
D) Raymond
Mesmo que o processo da gestação evolua de
modo esperado, as intercorrências clínicas
podem surgir. Analisando as intercorrências
clínicas mais frequentes na atenção à saúde da
mulher gestante, concluímos estar correto que:
A) Náuseas e vômitos acontecem por todas
as semanas de gestação, e acredita-se
que esteja relacionada à elevação súbita
dos níveis de gonadotrofina coriônica
humana (hCG) e estrogênio.
B) Pirose é um sintoma bem comum na
gestação, que decorre do refluxo de
conteúdo gástrico na porção baixa do
esôfago, resultando da compressão
uterina sobre o estômago e do
relaxamento do esfíncter inferior
esofágico
C) Varizes dos membros inferiores estão
relacionadas à gestação em idade
avançada e casos em que ocorram em
outras faixas etárias devem ser
investigados.
D) É comum surgirem edemas com mais
frequência ao longo das três primeiras
semanas de gestação, acometendo os
membros superiores e as mãos.
Paciente mulher, 42 anos, negra, com
diagnóstico de HAS, IMC de 24, sedentária,
com dieta rica em sódio e potássio, sem
histórico de consumo de álcool nem tabagismo.
Em relação à abordagem dos fatores de risco
desta paciente, a orientação mais adequada é:
A) Sugestão para reduzir o excesso de peso
e reduzir o sódio na dieta.
B) Indicação para diminuir a ingesta de
potássio e de sódio na dieta.
C) Orientação para realizar 90 min de
caminhada por semana e diminuir a
ingesta de potássio na dieta.
D) Aconselhamento para diminuir o
consumo de sódio na dieta e para
realizar 150 min de caminhada por
semana.
Paciente, L.R.S., 32 anos, com quadros
frequentes de ardor e prurido vulvar de
ocorrência, geralmente, antes do período
menstrual. Nega comorbidades. Ao exame,
observam-se pequenas úlceras superficiais
dolorosas confluentes em grande lábio
esquerdo sugestivas de herpes genital. O
melhor tratamento para o episódio é
 A) Aciclovir pomada 2x dia 5 dias.
 B) Aciclovir pomada 2x dia ou Aciclovir
400mg via oral 8/8h 5 dias.
 C) Aciclovir 400mg via oral 8/8h 5 dias.
 D) Aciclovir 200mg via oral 8/8h 5 dias.
 E) Aciclovir 400mg via oral 4/4h 5 dias.
Em pacientes com diabetes, o controle
glicêmico deve ser individualizado de acordo
com a situação clínica. Os parâmetros de
avaliação indicados são a hemoglobina glicada
A1c (HbA1c) • as glicemias capilares.
“É recomendada a meta de HbA1 —----- para
todos os indivíduos com diabetes, para
prevenção de complicações microvasculares,
desde que não incorra em hipoglicemias graves
e frequentes."
A lacuna do fragmento acima é corretamente
preenchida por:
A)A longitudinalidade do cuidado na atenção
primária à saúde pressupõe a continuidade da
relação clínica ANULADA
A) mas, por outro lado, aumenta as
possibilidades de iatrogenia pela
interferência dos laços afetivos sobre as
condutas clínicas.
B) possibilitando o desenvolvimento de
laços de amizade entre os usuários e
profissionais para que haja maior
obediência dos pacientes aos
tratamentos determinados.
C) permitindo a construção de vínculo e
responsabilidade entre profissionais e
usuários de modo permanente, sempre
friccionando a sua pele para que ele
respire normalmente.
D) e a possibilidade de se desenvolverem
pesquisas clínicas ao longo do tempo.
“Pressupõe a continuidade da relação de cuidado,
com construção de vínculo e responsabilização
entre profissionais e usuários ao longo do tempo e
de modo permanente e consistente, acompanhando
os efeitos das intervenções em saúde e de outros
elementos na vida das pessoas , evitando a perda
de referências e diminuindo os riscos de iatrogenia
que são decorrentes do desconhecimento das
histórias de vida e da falta de coordenação do
cuidado”.
A longitudinalidade do cuidado pressupõe a
continuidade da relação clínica, com
construção de vínculo e responsabilização entre
profissionais e usuários ao longo do tempo e de
modo permanente, sendo correto que:
A)Acompanhando os efeitos das intervenções
em saúde e de outros elementos na vida dos
usuários, nunca ajustando condutas quando
necessário, evitando a perda de referências e
diminuindo os riscos de iatrogenia
decorrentes do desconhecimento das
histórias de vida e da coordenação do
cuidado.
B)Acompanhando os efeitos das
intervenções em saúde e de outros
elementos na vida dos usuários, ajustando
condutas quando necessário, evitando a
perda de referências e aumentando os
riscos de iatrogenia decorrentes do
desconhecimento das histórias de vida e da
coordenação do cuidado.
C)Acompanhando os efeitos das
intervenções em saúde e nunca de outros
elementos na vida dos usuários, ajustando
condutas quando necessário, evitando a
perda de referências e diminuindo os riscos
de iatrogenia decorrentes do
desconhecimento das histórias de vida e da
coordenação do cuidado.
D)Acompanhando os efeitos das intervenções
em saúde e de outros elementos na vida dos
usuários, ajustando condutas quando
necessário, evitando a perda de referências e
diminuindo os riscos de iatrogenia decorrentes
do desconhecimento das histórias de vida e da
coordenação do cuidado.
Mulher, 57a, comparece em consulta de retorno
com médico da Estratégia de Saúde da Família,
trazendo mamografia com laudo pelo Breast
Imaging-Reporting and Data System —
BI-RADS® = 3. Sem antecedentes oncológicos
relevantes na família. A conduta é:
A) Repetir mamografia em 1 ano na
própria UBS.
B) Repetir mamografia em 6 meses na
própria UBS.
C) Complementar propedêutica.
D) Encaminhar para serviço de referência
para biópsia.
Paciente do sexo feminino, 26 anos de idade, G3
P2 A1. Parceiro único há 6 anos. Em uso
regular de contraceptivo oral combinado.
Comparece à unidade básica de saúde para
resultado de colpocitologia. O resultado é:
células escamosas atípicas de significado
indeterminado, possivelmente não neoplásicas
(ASC-US). Qual é a melhor conduta?
A) Realizar rastreio a cada 3 anos.
B) Nova colpocitologia em 6 meses.
C) Nova colpocitologia em 12 meses.
D) Realizar colposcopia e biópsia.
As Orientações do Ministério da Saúde para
Rastreamento do Câncer de Colo do Útero
recomendam que a periodicidade do exame
citopatológico seja realizado para rastreamento
conforme descrito no item:
A) Após completar 25 anos de idade,
anualmente, após 2 exames negativos
com intervalo de 3 anos. Só se aplica a
mulheres que já tenham iniciado a vida
sexual.
B) Após completar 23 anos de idade,
anualmente, após 2 exames negativos
com intervalo de 2 anos. Só se aplica a
mulheres que já tenham iniciado a vida
sexual.
C) Após completar 15 anos de idade,
anualmente, após 2 exames negativos
com intervalo de 3 anos. Só se aplica a
mulheres que já tenham iniciado a vida
sexual.
D) Após completar 52 anos de idade,
anualmente, após 1 exame positivo,
manter sempre rastreio com intervalo de
6 meses. Só se aplica a mulheres que já
tenham iniciado a vida sexual.
Primípara no primeiro trimestre comparece à
consulta de pré-natal e relata presença de lesão
compatível com cancro duro, indolor,
localizada em grande lábio direito, ocorrida há
aproximadamente um ano, tendo evoluído com
desaparecimento espontâneo. Você é médico
assistente e solicita um VDRL, cujo resultado é
positivo 1/128. Baseado nestes dados, deve-se:
A) Administrar penicilina cristalina
endovenosa por 14 dias, devido ao
período gestacional, evitando assim o
risco de transmissão ao feto
B) Prescrever penicilina G benzatina
2.400.000UI/IM, dose única e fazer
seguimento com titulação de VDRL
C) Antes de tratar, afastar o diagnóstico de
AIDS, pelo risco de resposta
inflamatória multissistêmica
D) Prescrever 2.400.000 UI de penicilina G
benzatina, a cada 7 dias, por três
semanas e fazer seguimento com
titulação de VDRL
Mulher, 60 anos de idade, hipertensa, diabética
e dislipidêmica em acompanhamento
ambulatorial, em uso de metformina 850 mg 2x
ao dia; sinvastatina 40 mg/dia; losartana 50
mg/dia; hidroclorotiazida 25 mg/dia e
anlodipino 5 mg/dia. Refere que tem
apresentado edema em membros inferiores e
crise recorrente de gota. Quais medicamentos
seriam responsáveis, respectivamente, pelo
edema e pela gota?
A) Sinvastatina e losartana
B) Sinvastatina e hidroclorotiazida
C) Anlodipino e hidroclorotiazida
D) Anlodipino e losartana
Hidroclorotiazida: Um dos efeitos colaterais da
medicação é a hiperuricemia.
Anlodipino: Tem como efeito colateral em
algumas pessoas o edema de membros inferiores,
que pode chegar a ser doloroso.
S.C.F, 26 anos, feminina, comparece à consulta
ambulatorial contando ser portadora de
epilepsia desde a infância, com longo período
de remissão mas tendo tido sua última crise há
03 anos. Refere atualmente estar em bom
controle clínico com o uso de Valproato 500 mg
- 01 comprimido de 12/12 horas. Manifesta
desejo de concepção e veio para orientações a
respeito do tema. Trouxe ainda seu último
exame de acompanhamento realizado que está
descrito a seguir.
RM de crânio (25/09/2019): Esclerose Mesial
Hipocampal à direita
Marque abaixo a alternativa CORRETA que
contenha a conduta mais indicada para o caso:
A) Manter o medicamento em uso e
prescrever Ácido fólico na dose de 0,4
mg/dia para neuroproteção
B) Orientar a substituição gradual do
Valproato (devido a seu potencial
teratogênico) por Fenitoína e prescrever
Ácido fólico na dose de 0,4 mg/dia para
neuroproteção
C) Orientar a substituição gradual do
Valproato (devido a seu potencial
teratogênico) por Lamotrigina e
prescrever Ácido fólico na dose de 0,4
mg/dia para neuroproteção
D) Orientar a suspensão gradual do
Valproato (devido a seu potencial
teratogênico) não sendo necessária a
prescrição de nova droga anti-epiléptica
levando em consideração o longo
período atual de remissão das crises e
prescrever Ácido fólico na dose de 0,4
mg/dia para neuroproteção
Paciento, 38 anos, sexo masculino, lavrador,
relata quadro de cefaleia de forte intensidade
de início há 03 anos. Conta que as crises duram
em média 02 horas, de localização supra orbital
direita, refratárias ao uso de analgésicos
diversos durante as crises. Relata também
rinorreia e lacrimejamento ipsilaterais à dor.
Nega demais sinais e sintomas associados.
Assinale abaixo a alternativa que contenha
qual o provável diagnóstico para o caso e qual
medicamento seria indicado para profilaxia:
A) Enxaqueca sem aura / Nortriptilina
B) Cefaleia em Salvas / Nortriptilina
C) Enxaqueca com aura / Verapamil
D) Cefaleia em Salvas /Verapamil
Paciente, sexo masculino, 32 anos, 70kg,
comparece a unidade de pronto atendimento
referindo quadro de febre alta intermitente há
4 dias associado a vômitos persistentes,
diarréia, dor retro orbitária e mialgia. Nega
comorbidades, nega alergias medicamentosas.Ao exame físico paciente apresentou dor
intensa durante a palpação abdominal e
presença de hepatomegalia >2 cm abaixo do
rebordo costal. Exames complementares:
Hemoglobina: 11,0; Hematócrito: 49%;
Leucócitos :2.000; Plaquetas: 63 000. Diante do
exposto, assinale a alternativa que contenha a
principal suspeita diagnóstica, classificação e o
manejo adequado.
A) Dengue, GRUPO A: hidratação oral
60ml/kg/dia sendo 1/3 com sais de
reidratação oral e 2/3 ingesta de líquidos
caseiros (suco de fruta, água de coco).
B) Dengue, GRUPO B: antipiréticos,
antieméticos, e hidratação oral
60ml/kg/dia sendo 1/3 com sais de
reidratação oral e 2/3 ingesta de líquidos
caseiros (suco de fruta, água de coco).
C) Dengue, GRUPO D: Iniciar
imediatamente a fase de expansão
rápida parenteral com soro fisiológico a
09,% (20 mL/kg em até 20 minutos);
Reavaliação clínica a cada 15 a 30
minutos e de hematócrito a cada 2
horas.
D) Dengue, GRUPO C: Iniciar reposição
volêmica 10ml/kg de SF 09,% na
primeira hora, realizar exames
complementares incluindo ultrassom de
abdome, manter o paciente em leito de
internação por no mínimo 48h, até
estabilização
Um enfermeiro realiza a admissão na
emergência, de uma criança do SEXO feminino
com 4 anos e 9 meses, previamente hígida, sem
imunizações em atraso. Apresenta alteração do
nível de consciência, respiração rápida e
profunda, mucosa oral desidratada e turgor
cutâneo diminuído. A mãe informa que
observou no último mês que a criança
apresentou aumento da fome e da sede e do
volume urinário, inclusive com dois episódios
de enurese recentes. Não relata ganho de peso
no período. Nas últimas 21 horas a criança se
queixou de dor abdominal, não aceitou o jantar
e apresentou episódios de náuseas e vômitos,
além de fraqueza. Esta manhã notou que a
criança estava com a respiração alterada, o
hálito com odor de acetona e dificuldade em
acordar, o que motivou a busca pelo
atendimento no hospital. Após avaliação
médica e exames complementares, a criança
recebeu diagnóstico médico de CAD,
secundária a DM1. A CAD é uma situação
potencialmente fatal, que se caracteriza por:
A) Hiperglicemia, acidose metabólica,
cetonemia e cetonúria.
B) Hiperglicemia, acidose respiratória,
poliúria e cetonúria.
C) Hiperglicemia, alcalose metabólica,
poliúria e cetonemia.
D) Hiperglicemia, alcalose respiratória,
cetonemia e polidipsia.
Paciente feminina, 60 anos, professora, queixa
que no último mês vem apresentando um
quadro de poliúria, polidipsia e polifagia.
Quando percebeu que essas alterações estavam
começando a prejudicar suas atividades diárias
e a trazerem um certo desconforto,
principalmente a noite, já que estava
acordando várias vezes para urinar, começou a
observar um sinal importante: a presença de
uma área de hiperpigmentação (escurecida) na
região cervical (região de dobra do pescoço).
Tal circunstância fez com que se assustasse e
procurasse ajuda na unidade básica de saúde
do seu bairro. Antropometria: peso: 90 kg;
altura: 1,60m; IMC: 35,1; circunferência
abdominal: 84 cm; PA: 130 x 90; Realizou dois
exames a pedido médico, HbA1C: 6,4% e
glicemia de jejum: 127 mg/dl. A respeito deste
caso e de acordo com o manual da sociedade
brasileira de diabetes, é correto afirmar:
A) A paciente tem o diagnóstico de diabetes
B) A paciente não fecha critério para o
diagnóstico de síndrome metabólica
C) Será necessário repetir a glicemia de
jejum
D) A paciente tem o diagnóstico de
obesidade grau 1
É RECOMENDADO utilizar, como critérios de
diagnóstico de DM, a glicemia de jejum maior ou
igual a 126 mg/dl, a HbA1c maior ou igual a
6,5%, a glicemia no TTGO-1h maior ou igual a
209 mg/dl ou a glicemia no TTGO- 2h maior ou
igual a 200 mg/dl. Se somente um exame estiver
alterado, este deverá ser repetido para
confirmação.
Paciente de 45 anos, masculino, apresenta-se
com queixa de “pele amarela” há 19 dias.
Paciente relata que há 29 dias cursa com febre
38°C, náuseas, vômitos, fadiga e dor no
hipocôndrio direito. Antecedentes Patológicos:
nega doenças pregressas e alergias. Refere
internamento prévio para cirurgia na perna
esquerda, sendo necessária a hemotransfusão.
Foram solicitados exames no hospital, com os
seguintes resultados: HBsAg - reagente;
Anti-HCV - não reagente; VDRL quantitativo:
1/64. Teste Rápido sífilis: reagente; HIV 1 e 2:
não reagente. Sobre o diagnóstico do paciente
acima, julgue os itens e marque a
INCORRETA:
A) O paciente recebeu diagnóstico de
hepatite C, que está mais relacionado ao
aparecimento de cirrose, mas tem vacina
para prevenção.
B) O paciente recebeu o diagnóstico de
hepatite B e pode ter sido contaminado
através da transfusão sanguínea.
C) O paciente recebeu o diagnóstico de
sífilis na forma ativa e deve receber
tratamento imediato, além de busca
ativa de parceiras sexuais.
D) A hepatite pode apresentar sintomas
clínicos inespecíficos como náuseas,
vômitos, dor abdominal, podendo ser
facilmente confundido com uma
síndrome gripal.
Paciento, 25 anos, sexo feminino, solteira,
secretária, natural e procedente de Minas
Gerais, procura o ambulatório de ginecologia
devido a múltiplas manchas avermelhadas nos
MMSS e MMII há 1 semana, além de lesões
pustulosas e hipertróficas em palma das mãos e
planta dos pes. Queixa mal-estar e que há 11
semanas notou aparecimento de uma única
úlcera na vulva, com formato arredondado.
Afirma que a lesão tinha bordas elevadas, que
era indolor e firme ao toque, e desapareceu de
forma espontânea. Nega prurido, pústulas e
outras lesões bolhosas. Nega corrimento
vaginal. Sobre o caso clínico acima, trata-se de
uma possível infecção causada pelo agente:
A) Haemophilus ducreyi.
B) Herpes simples tipo 2.
C) Papilomavírus humano.
D) Treponema pallidum
A principal suspeita do caso é: Sífilis secundária.
A Sífilis é uma doença infecciosa sistêmica
causada pela espiroqueta Treponema pallidum.
A Sífilis primária é caracterizada no caso pela
passagem no caso “Notou aparecimento de uma
única úlcera na vulva arredondada, com bordas
elevadas, indolor e firme ao toque, concomitante a
adenopatia inguinal não dolorosa e não
supurativa”. Logo, é possível perceber que essa
fase é demonstrada pelo aparecimento de uma
lesão ulcerada e pequena no sítio da infecção nos
órgãos genitais, denominada cancro ou cancro
duro. Já a Sífilis secundária, que surge entre 4 a 8
semanas, após o desaparecimento do cancro duro,
é caracterizada por erupções distribuídas pela pele
e mucosas, principalmente nas regiões palmar e
plantar.
Com relação a gravidez ectópica, assinale a
alternativa correta.
A) Cerca de 25% das gravidezes ectópicas
são implantadas nos diversos segmentos
das tubas uterinas.
B) A tríade dor abdominal, atraso
menstrual e sangramento genital é
indispensável para o diagnóstico.
C) Cirurgias para uma gravidez ectópica
prévia, para restauração da fertilidade
ou para esterilização, são fatores de
risco para gravidez ectópica.
D) Deve ser suspeitada quando a
ultrassonografia abdominal não mostrar
uma gestação, no sítio habitual de
implantação, com um nível sérico de
beta-hCG de 500 UI/L ou superior.
A gestação ectópica (GE) corresponde a qualquer
gestação que ocorre fora da cavidade endometrial.
A gestação ectópica TUBÁRIA ocorre entre 90 e
95% dos casos, sendo que a porção AMPOLAR
da tuba uterina é a localização mais comum.
O diagnóstico se faz com a história clínica, a
dosagem de HCG sérico e a ultrassonografia.
Pacientes com HCG sérico com valores >
2000mUI/ml, sem imagem de saco gestacional
intrauterino são altamente suspeitas para gestação
ectópica. A visualização de imagem de saco
gestacional extrauterino confirma a hipótese de
gestação ectópica. Outras imagens como anel
tubário e hematossalpinge (sangue na tuba uterina)
também se correlacionam com gestação ectópica.
Quando o B-hCG é maior do que 3500 mUi/ml é
obrigatório a visualização do saco gestacional,
caso contrário já é possível confirmar o
diagnóstico de gestação ectópica, mesmo sem não
for observada imagem sugestiva de GE.
Em casos de HCGde modo que
o crescimento inferior a 50% no período, ainda
sem imagem tópica direcionam para o diagnóstico
de gestação ectópica.
Os fatores de risco para gestação ectópica são:
- Gestação ectópica prévia (recorrência de 15%).
- Cirurgia tubária prévia (laqueadura tubária,
reanastomose tubária).
- Infertilidade (técnicas de fertilização assistida).
- Doença inflamatória pélvica (principalmente a
infecção por Clamydia).
- Endometriose.
- Usuárias de dispositivo intrauterinos (DIU).
- Anticoncepção de emergência.
- Tabagismo.
O quadro clínico pode ser de dor abdominal aguda
e intensa e sinais de instabilidade
hemodinâmica, mas é muito comum ser
assintomático.
Fernanda de 21 anos, previamente hígida,
com vida sexual ativa (está em novo
relacionamento há 2 meses), vem a consulta
com queixas de disúria, polaciúria e
desconforto suprapúbico há cerca de 1 dia e
hoje pela manhã apresentou durante a micção
hematúria macroscópica. Está muito aflita e diz
que não dormiu bem a noite devido ao
desconforto urinário. Qual a melhor
abordagem nesta situação?
A) Iniciar ciprofloxacino 500mg de 12/12h
por 7 dias
B) Solicitar EAS e urocultura, anaigésico
urinário e aguardar exames
C) Começar nitrofurantoína 100mg de 6/6h
por 5 dias, sem exames complementares
D) Iniciar fosfomicina 3g em dose única,
EAS e urocultura.
A cistite, na maioria das vezes, possui diagnóstico
clínico e é muito frequente na mulher jovem,
sobretudo após o início da atividade sexual. A
presença de sintomas típicos ̶ disúria, polaciúria e
desconforto suprapúbico ̶ é suficiente para
estabelecer a conduta mais apropriada:
antibioticoterapia.
Paciente com 31 semanas de gestação,
queixando-se de perda de líquido por via
vaginal. A Conduta a ser seguida é:
A) Exame especular, teste do pH vaginal,
rastreio infeccioso, avaliação vitalidade
fetal
B) Solicitar exame ultrassonográfico de
urgência, citologia vaginal, toque
vaginal
C) Exame especular, teste do pH vaginal,
citologia, toque vaginal e tocólise
D) Iniciar tocólise e antibioticoterapia,
ultrassonografia de urgência, citologia
Quanto o climatério é CORRETO afirmar que:
A) A menstruação para completamente,
sendo o primeiro sinal
Nessa fase, ocorrem modificações
endocrinológicas e clínicas que levam a mulher a
períodos menstruais cíclicos e regulares até a
ausência total da menstruação.
Esse período de irregularidade menstrual dura
cerca de quatro a sete anos, geralmente nas
mulheres entre os 46 e 52 anos de idade.
B) Os ovócitos não respondem mais ou a
resposta deles é atípica aos estrogênios
A mulher tem cerca de 2 milhões de óvulos em
seus ovários, mas com o passar dos anos vão
diminuindo drasticamente. Durante a transição
menopáusica, ocorre um desequilíbrio nessa
produção hormonal ovariana e no funcionamento
do eixo hipotálamo-hipófise, justamente por conta
da diminuição significativa da quantidade de
folículos ovarianos.
Essa diminuição leva a redução da produção de
inibina beta, que desativa o feedback negativo
sobre a hipófise, causando o aumento do FSH.
Com isso, há uma resposta folicular por ação da
gonadotrofina, com aumento dos níveis
estrogênicos e aceleração da redução dos folículos
ovarianos.
A reserva folicular fica tão baixa, que não é
possível produzir estradiol suficiente para ocorrer
o pico de LH, e consequentemente ocorra a
ovulação, causando anovulação.
C) Os níveis de progesterona são similares
com aqueles de uma mulher jovem
D) O nível do dehidroepiandrosterona
sulfato (DHEA) aumenta
exponencialmente
Criança realizou, há quinze dias, radiografia de
tórax por apresentar tosse seca e irritativa, sem
febre associada seguida, há três dias, de dor
torácica. O diagnóstico evidenciou pneumonia
atípica, cujo agente etiológico mais comum,
nesses casos, é:
A) Klebsiella pneumoniae
B) Mycoplasma pneumoniae
C) Staphylococcus aureus
D) Stenotrophomonas maltophilia
Na pneumonia adquirida na comunidade, diversos
podem ser os agentes etiológicos, entretanto os
mais comuns são o Streptococcus pneumoniae.
Outras bactérias que podem causá-la são
Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus,
Moraxella catarrhalis, Pseudomonas aeruginosa.
Existem também bactérias atípicas, entre as quais,
é possível citar Mycoplasma pneumoniae e
Chlamydophila pneumoniae, além da Legionella
sp.
Além disso, existem pneumonias fúngicas e virais,
sendo que os principais agentes das fúngicas são o
Pneumocystis jirovecii e o Cryptococcus
neoformans e Cryptococcus gattii.
Quanto aos vírus, podemos citar o Vírus Sincicial
Respiratório e o Influenza.
Normalmente, a pneumonia hospitalar é causada
por bactérias, especialmente bacilos
Gram-negativos aeróbios, como Pseudomonas
aeruginosa, Escherichia coli, Klebsiella
pneumoniae e espécies de Acinetobacter.
Após o parto vaginal, uma paciente desenvolve
hemorragia pós-parto devido à atonia uterina.
A intervenção farmacológica considerada
prioritária para controlar a atonia uterina e
minimizar o risco de hemorragia pós-parto é:
A) Uso de misoprostol.
B) Administração de ocitocina.
C) Uso de ácido tranexâmico venoso.
D) Administração de metilergonovina.
A atonia uterina é a causa mais comum de
hemorragia pós- parto (HPP) e o quadro clínico
consiste em sangramento vaginal associado a
útero não contraído e acima da cicatriz umbilical.
O tratamento medicamentoso resolve o
sangramento na maioria das vezes, sendo a
ocitocina endovenosa o uterotônico de primeira
escolha no tratamento da HPP. Os outros
uterotônicos utilizados são: metilergometrina
intramuscular e misoprostol retal. A massagem
uterina bimanual (manobra de Hamilton), a
reposição hídrica de cristaloides em acesso venoso
calibroso, a administração de ácido tranexâmico e
a sondagem vesical devem ser feitos
concomitantemente aos uterotônicos para todas as
puérperas com HPP.
Se o sangramento não parar, apesar do tratamento
com todos os uterotônicos disponíveis, deve-se
fazer o tamponamento com balão e utilizar o traje
antichoque não pneumático (TAN). Quando, a
despeito do tratamento conservador, o
sangramento se mantiver, o uso de intervenções
cirúrgicas (sutura compressiva de B-Lynch e
suturas vasculares) se faz necessário. A
histerectomia deve ser a última medida frente a
uma HPP, feita somente após todas as outras
intervenções falharem.
O pré-natal é uma oportunidade de vacinar a
mulher, porém algumas vacinas são
contraindicadas durante a gestação.
Sobre a vacinação na gravidez, assinale a
afirmativa correta.
A) A vacina para Influenza está
completamente contraindicada,
independente da idade gestacional.
B) A vacina para hepatite B deverá ser
aplicada de acordo com a sua situação
vacinal.
C) A vacina tríplice viral deverá ser
aplicada de acordo com a sua situação
vacinal.
D) A vacina tríplice bacteriana está
contraindicada na gestação,
independente da idade gestacional.
Durante a gravidez, não devem ser realizadas as
vacinas vivas pelo risco potencial de causarem a
doença, enquanto as vacinas inativadas não
oferecem esse risco.
As vacinas contra hepatite B e contra tétano e
difteria (dT) podem ser realizadas durante a
gestação caso a gestante não apresente esquema
vacinal completo, enquanto as vacinas contra
influenza e contra tétano, difteria e coqueluche
(dTpa) devem ser oferecidas a todas as gestantes
independentemente de imunização prévia. Vacinas
contra a covid-19 na gravidez: A Febrasgo e o
Programa Nacional de Imunizações (PNI)
recomendam que as gestantes e puérperas recebam
as duas doses da vacina da Pfizer (mRNA) ou,
como alternativa, a de vírus inativado (Coronavac)
quando a vacina da Pfizer não estiver disponível.
D.V.B, 35 anos, G4 P3 (3 cesarianas prévias) é
admitida em trabalho de parto com 8 cm de
dilatação. Durante seu acompanhamento, a
paciente começa a apresentar um quadro de
agitação e dor na região inferior do abdome.
Observa-se também a ocorrência de
bradicardia fetal mantida e distensão uterina
em segmento inferior. Assinale o provável
diagnóstico para o quadro acima.
A) Apendicite aguda.
B) Rotura uterina.
C) Desproporção cefalopélvica.
D) Discinesia uterina.Rotura Uterina:
A clínica da parturiente é semelhante a um
abdome agudo hemorrágico:
● Hipotensão;
● Taquicardia;
● Sangramento vaginal vermelho vivo;
● Dor súbita e muito intensa na iminência,
que melhora após a rotura, seguida de
parada das contrações;
● Enfisema subcutâneo – sinal de Clark;
● Irritação peritoneal.
No feto, é possível identificar:
● Subida da apresentação fetal – sinal de
Reasens;
● Perda súbita dos batimentos cardíacos
fetais ou bradicardia importante;
● Palpação facilitada das partes fetais.
Mas o diagnóstico de certeza é dado através da
laparotomia.
O quadro de rotura pode ser identificado antes
mesmo da rotura se consumar. É o que chamamos
de Síndrome Bandl – Frommel, que sinaliza a
iminência de rotura uterina.
A síndrome é composta pelo sinal de Bandl,
que é a formação de um anel próximo à
cicatriz umbilical, de modo a separar o
corpo do útero do segmento. E pelo sinal de
Frommel, que é quando o ligamento
redondo fica distendido.
Nos casos em que a rotura é consumada,
podemos identificar os sinais de Clark e
Reasens, além da fácil palpação de partes
fetais.
Sinal de Clark: enfisema subcutâneo na
localização do útero, devido à passagem do ar pela
vagina até peritônio.
Sinal de Reasens: subida da apresentação fetal.
Nas provas, esse sinal pode ser demonstrado
através do partograma. Ex: às 10h o feto estava no
plano +1 de DeLee e às 11h no plano -2 de DeLee.
Devemos suspeitar imediatamente de rotura
uterina!
O principal fator de risco é a cesárea prévia. No
entanto, além disso, outros fatores também se
destacam:
● Multiparidade, principalmente com
intervalo curto entre os partos, devido ao
estiramento sucessivo das fibras do
miométrio;
● Uso de uterotônicos, sobretudo no que
tange a preparação do colo do útero com
misoprostol;
● Trauma externo (sempre lembrar dessa
causa nas provas de residência);
● Violências;
● Placenta percreta;
● Versão interna do útero.
Mulher 41 anos, refere cefaleia unilateral
paroxística, em região temporal e supra
orbitária de início há 6 meses, de forte
intensidade, com duração de 15 minutos, 4 a 6
episódios ao dia, associado a lacrimejamento
ipsilateral. Nega alterações visuais, febre e
vômitos. Realizou tomografia de crânio que não
identificou alterações. O diagnóstico mais
provável se trata de:
A) Cefaleia tensional.
B) Cefaleia migrânea.
C) Cefaleia em salvas.
D) Arterite de células gigantes.
Assinale a opção que indica a condição que é
indicação absoluta de cesariana.
A) Pré-eclâmpsia.
B) Placenta prévia total.
C) Cesariana prévia.
D) Todas as alternativas acima
Paciente com 25 semanas de gestação coleta
exame de sangue que evidencia glicemia de
jejum de 180mg/dl. Nesse caso, o diagnóstico
mais provável :
A) Diabetes prévio à gestação.
B) Diabetes gestacional.
C) Diabetes insipidus.
D) Diabetes mellitus e insipidus.
As principais piodermites causadas pelo
Staphylococcus aureus são:
A) Fasciíte necrotizante, ectima e foliculite.
B) Impetigo, celulite e erisipela.
C) Ectima, furúnculo e vulvovaginites.
D) Antraz, erisipela e infecções perianais.
O tumor de pele maligno mais comum é:
A) Melanoma.
B) Carcinoma basocelular.
C) Carcinoma espinocelular.
D) Queratose actínica.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC)
é uma infecção do trato respiratório inferior
devido a 1 ou mais patógenos adquiridos fora
do ambiente hospitalar. Sobre esse assunto,
assinale a alternativa incorreta:
A) As características clínicas associadas a
PAC incluem: febre e calafrios, tosse,
aumento da produção de expectoração,
dor no peito e falta de ar, mal estar e
mialgia. As complicações da pneumonia
incluem derrame parapneumônico,
empiema, abscesso pulmonar, sepse e
complicações cardíacas, como
insuficiência cardíaca, arritmias
cardíacas e síndromes coronarianas
agudas.
B) Os patógenos que causam PAC incluem
vírus respiratórios, Streptococcus
pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae,
Haemophilus Influenzae, Moraxella
catarrhalis, Chlamydophila
pneumoniae, espécies de Legionella,
Staphylococcus aureus e bastonetes
gram-negativos.
C) No exame físico do paciente admitido
por pneumonia adquirida na
comunidade espera-se encontrar
embotamento a percussão, crepitações,
egofonia, bradipneia e diminuição do
frêmito tátil.
D) Os fatores de risco para PAC incluem
idade, fumar, comorbidades crônicas,
como diabetes mellitus, doenças
pulmonares crônicas (DPOC, bronquite,
asma, etc.), doenças renais, cardíacas ou
hepáticas; uso de determinados
medicamentos e alto consumo de álcool.
A insuficiência cardíaca (IC) consiste em uma
síndrome clínica complexa que resulta de
algum agravo estrutural ou funcional no
enchimento ou na ejeção ventricular. O
diagnóstico de IC pelos critérios de
Framingham exige a presença simultânea de
pelo menos dois critérios maiores ou um
critério maior em conjunto com dois critérios
menores. É considerado um critério maior:
A) Derrame pleural.
B) Dispneia paroxística noturna
C) Edema de tornozelos bilateral
D) Dispneia a esforços ordinários
Sobre a exacerbação da asma aguda em
crianças, assinale a alternativa correta:
A) O manejo farmacológico em crianças
depende da gravidade de exacerbação
da asma, sendo que corticosteroides
orais e agonistas beta-1 de ação curta
inalatórios devem ser considerados
como parte do tratamento precoce em
todas as exacerbações, exceto nas mais
leves.
B) Não é recomendado realizar radiografia
de tórax em pacientes com suspeita de
processo pulmonar (como pneumotórax,
pneumonia ou corpo estranho inalado),
suspeita de insuficiência cardíaca ou
asma com risco de vida que não
responde ao tratamento.
A radiografia de tórax pode ser útil em casos onde
existem suspeitas de complicações.
C) Infecções do trato respiratório são os
desencadeadores mais comuns de
exacerbações de asma em crianças.
Infecções virais, especialmente aquelas causadas
pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus,
são as principais causas de exacerbações
asmáticas em crianças. Essas infecções aumentam
a inflamação das vias aéreas e a
hipersensibilidade, o que pode levar a um aumento
dos sintomas asmáticos.
D) Dispneia, tosse e chieira no peito são
manifestações incomuns da asma em
crianças.
No manejo inicial de uma criança vítima de
traumatismo cranioencefálico (TCE) moderado
a grave, qual das seguintes medidas NÃO é
recomendada como parte do atendimento
pré-hospitalar ou nas primeiras horas de
atendimento hospitalar?
A) Manutenção da via aérea permeável
com precaução cervical, se suspeita de
trauma raquimedular.
B) Administração precoce de
corticosteroides para reduzir o edema
cerebral.
C) Monitoramento e manutenção de uma
adequada oxigenação e ventilação.
D) Realização de uma tomografia
computadorizada de crânio o mais
rápido possível, após estabilização dos
sinais vitais.
Deve seguir a sequência do ABCDE
• Manter via aérea pérvia e oferecer
oxigenioterapia
• Reconhecimento e tratamento rápido do
choque e de hipotensão arterial
• Controle e reconhecimento de alterações
eletrolíticas principalmente em relação a
hiponatremia.
• Tratamento da hipoglicemia
O exame de imagem indicado é a tomografia
computadorizada (TC) de crânio nos casos
moderados e graves
Ao diagnosticar um paciente com suspeita de
dengue, qual dos seguintes marcadores
laboratoriais é mais específico para confirmar
a infecção aguda pelo vírus da dengue e
contribuir para a diferenciação com outras
doenças febris agudas?
A) Hemocultura para identificação do
vírus.
B) Dosagem sérica de Proteína C Reativa
(PCR).
C) Contagem de plaquetas no hemograma.
É útil para avaliar a gravidade da doença
D) Teste rápido de anticorpos IgM contra o
vírus da dengue.
A especificidade desse teste se deve ao fato de que
os anticorpos IgM são produzidos pelo sistema
imunológico como uma resposta inicial à infecção
pelo vírus da dengue. Esses anticorpos geralmente
se tornam detectáveis no soro de pacientes
infectados entre 3 a 5 dias após o início da febre,
atingindo pico em 2 semanas e, frequentemente,
podem ser detectados por até 2 a 3 meses após a
infecção.
Idosa, residenteem área urbana de Belo
Horizonte, previamente hígida, comparece ao
pronto atendimento com febre, cefaleia
retro-orbitária, astenia e mialgia de início há
três dias. Nega sintomas gripais, dor abdominal
e alterações do hábito intestinal. Exames
laboratoriais revelaram hemoglobina de 16,2
g/dL. 48% de hematócrito, 98.000 plaquetas,
2.400 leucócitos globais com 50% de neutrófilos
e 40% de linfócitos.
Nesse caso, para a investigação etiológica do
quadro, no dia do atendimento, o exame que
deve ser solicitado é:
A) A sorologia IgM para dengue.
B) O teste rápido NS1 para dengue.
C) O PCR para vírus da febre amarela.
D) A sorologia IgG para dengue e febre
amarela.
Para a investigação etiológica do quadro de
dengue, o teste mais indicado no atendimento
inicial é o teste rápido NS1 para dengue.
O teste NS1 pode detectar a presença do antígeno
NS1 do vírus da dengue já nos primeiros dias de
infecção, sendo útil para um diagnóstico precoce e
permitindo o início rápido das medidas de suporte
necessárias. As outras opções, como a sorologia
IgM para dengue (alternativa A), PCR para vírus
da febre amarela (alternativa C) e a sorologia IgG
para dengue e febre amarela (alternativa D), não
são tão adequadas para a detecção imediata do
agente etiológico, pois a sorologia IgM geralmente
só é positiva a partir do 5º dia de doença e a
sorologia IgG indica contato prévio ou vacinação,
enquanto o PCR para febre amarela não é a
primeira suspeita de diagnóstico nesse contexto
clínico-epidemiológico.
O cenário epidemiológico do Brasil,
caracterizado pela circulação simultânea dos
vírus Dengue (DENV), Chikungunya (CHIKV)
e Zika (ZIKV), constitui-se em um grande
desafio tanto para a assistência quanto para a
vigilância. Dessa forma, é imprescindível
conhecer a fisiopatologia dessas doenças. A
conjuntivite é uma manifestação clínica que é
A) Rara na Zika e na Chikungunya
B) Muito comum na Chikungunya
C) Muito comum na Zika
D) Muito comum na Dengue
Homem, 52 anos, portador de hipertensão
arterial, foi diagnosticado com dengue e
encontra-se no quinto dia de sintomas. Ao
exame físico, apresenta hipotensão postural e
prova do laço positiva, sem outros achados
relevantes. Segundo a classificação de risco e
manejo do paciente com dengue do ministério
da saúde é CORRETO afirmar que o paciente
foi classificado como:
A) Grupo D, devido à presença de sinais de
choque
B) Grupo C, devido à prova do laço
positiva e presença de comorbidades
(hipertensão arterial).
C) Grupo D, devido a pressão arterial
convergente.
D) Grupo C, devido a hipotensão postural.
OBS: Se o paciente não tem sinais de alarme ou
comorbidades, ele é grupo A.
O grupo B compõe os pacientes que não têm
sinais de alarme, mas têm um risco maior de
gravidade. Esse risco é considerado se há
comorbidades associadas ou se há sinais de
sangramento espontâneo, como sangramento
gengival, petéquias na pele ou sangramento
induzido – na prova do laço. Para se enquadrarem
no grupo B, são consideradas condições clínicas
especiais e/ou de risco social ou comorbidades
(lactentes – menores de 2 anos –, gestantes,
adultos com idade acima de 65 anos, hipertensão
arterial ou outras doenças cardiovasculares graves,
diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva
crônica (DPOC), doenças hematológicas
crônicas (principalmente anemia falciforme e
púrpuras), doença renal crônica, doença ácido
péptica, hepatopatias e doenças autoimunes).
O grupo C se caracteriza pela presença de
qualquer um dos sinais de alarme. Os
sintomas de alarme são: dor abdominal intensa
(referida ou à palpação) e contínua; vômitos
persistentes, acúmulo de líquidos (ascite,
derrame pleural, derrame pericárdico);
hipotensão postural e/ou lipotimia; hepatomegalia
maior do que 2 cm abaixo do rebordo costal;
sangramento de mucosa; letargia e/ou
irritabilidade; aumento progressivo do
hematócrito.
O grupo D é o grande perigo da Dengue. Ele é
caracterizado por paciente com presença de sinais
de choque, sangramento grave ou disfunção grave
de órgãos. O paciente deve ser acompanhado
imediatamente em leito de terapia intensiva.
São sinais de choque:
● Taquicardia
● Extremidades distais frias
● Pulso fraco e filiforme
● Enchimento capilar lento (>2 segundos)
● Pressão arterial convergente ( 22 irpm/min).
B) Pancreatite aguda
A maioria dos casos é secundária a doenças
biliares, como litíase biliar (incluindo
microlitíase), ou ingesta excessiva de álcool.
O principal sintoma de pancreatite aguda é a dor
abdominal. Nos casos típicos, a dor irá se localizar
no epigástrio e na região periumbilical, podendo
apresentar irradiação para o dorso, tórax, flancos e
partes inferiores do abdome, bem como dor
intensa, em faixa, com irradiação para o dorso.
Na anamnese: náuseas, êmese, e distensão
abdominal devida à hipomotilidade gástrica e
intestinal.
No exame físico pode-se observar: paciente com
humor ansioso e inquieto; febre, sinais de
desidratação, taquicardia e, em casos mais graves,
choque e coma.
Os exames laboratoriais consistem na análise dos
níveis de amilase e lipase sérica. Dentro de poucas
horas após o início dos sintomas, ocorre o
aumento dos níveis dessas enzimas. Dessa forma,
aumentos superiores a 3 vezes o limite superior
dos níveis normais dessas enzimas são o teto
recomendado para o diagnóstico. Os valores de
referência das enzimas são abaixo de 160 U/L
para amilase sérica e até 140 U/L para a lipase
sérica. A dosagem da lipase é preferível em
detrimento da amilase, tendo em vista que a
primeira apresenta maior especificidade, menor
custo e sensibilidade semelhantes.
C) Apendicite aguda
Um paciente com suspeita de apendicite na grande
maioria das vezes vai apresentar dor na região
periumbilical ou mesogástrica, com migração para
a fossa ilíaca direita, onde é uma dor bem precisa
e localizada. Náuseas, vômitos, febre baixa,
constipação ou diarreia também podem estar
presentes.
No exame físico:
Possíveis achados nos exames laboratoriais:
leucocitose com desvio à esquerda, leucocitúria no
exame de urina I e PCR (proteína C reativa)
aumentada.
D) Cetoacidose diabética
Neste caso, a glicemia elevada (445 mg/dL) e o
pH arterial baixo (7,2), que indica acidose, são
altamente sugestivos de cetoacidose diabética. A
presença de desidratação e taquipneia corresponde
à tentativa do corpo de compensar a acidose
através da respiração (respiração de Kussmaul).
A CAD é definida por:
● Glicemia > 250 mg/dL
● Cetonemia > 3,0 mmol/L ou cetonúria
significativa > 2+
● Acidose metabólica com pHcausam dor abdominal (até
50% dos pacientes), náuseas e vômitos.
Na maior parte dos pacientes haverá desidratação
associada, que pode ou não estar atrelada à
hipotensão e taquicardia. Além disso, destaca-se
taquipneia, com ritmo respiratório de Kussmaul
(pH entre 7,0-7,2) e hálito cetônico. Alteração do
nível de consciência e febre são sintomas menos
comuns, assim como dor abdominal, náuseas e
vômitos.
O hematócrito e a hemoglobina podem estar
aumentados, assim como pode ser verificada
leucocitose. A ureia e a creatinina podem estar
elevadas.
Paciente de 37 anos procura consulta na UBS
para avaliação referindo corrimento. Ao exame
ginecológico com espéculo visualiza-se secreção
vaginal acinzentada, cremosa, com odor fétido.
Tendo como referência o diagnóstico anterior, o
tratamento correto é:
A) Via oral: Metronidazol, 500 mg, VO, a
cada 12 horas, por 7 dias.
B) Ducha vaginal com 2x/ semana, a cada 2
semanas.
C) Nistatina 100.000 Ul - um aplicador à
noite, ao deitar-se, por 14 dias.
D) Miconazol creme a 2% - um aplicador
5g à noite, ao deitar-se, por 7 dias.
A vaginose bacteriana é caracterizada por uma
alteração na flora bacteriana vaginal normal, a
qual há alcalinização repetida do pH vaginal. Isso
faz com que haja diminuição dos lactobacilos
normais da flora, ocasionando o supercrescimento
de bactérias predominantemente anaeróbicas.
Entre os sinais e sintomas, estão presentes a
secreção vaginal acinzentada, cremosa, com odor
fétido (mas acentuada pós coito e no período
menstrual).
Para o diagnóstico, é utilizado o Critério de
Amsel, sendo que a associação de 3 sinais ou
sintomas – de quatro – são suficientes para
diagnosticar a vaginose bacteriana.
São eles:
● pH vaginal >4,5;
● Leucorreia;
● Teste de Whiff positivo;
● Presença de clue cells no exame a fresco
da lâmina ao microscópio.
Primeira opção para o tratamento é o metronidazol
500 mg, 1 comprimido por via oral, 12/12 horas,
por 7 dias; ou metronidazol em gel vaginal 100
mg/g, com um aplicador cheio via vaginal à noite
ao deitar-se, durante 5 dias; ou clindamicina creme
2%, com um aplicador completo (5 g) via vaginal
na hora de dormir, durante 7 dias.
João, oito anos, apresenta pele seca e áspera
com prurido intenso em braços e pernas.
Exame físico: lesões eczematosas com
liquenificação em regiões flexurais cubital e
poplítea, prega infra-orbital de Dennie Morgan
e Sinal de Hertoghe presentes. O diagnóstico
mais provável para este paciente é:
A) Psoríase
Na psoríase as lesões são placas eritematosas com
escamas prateadas e aderidas. No lactente pode
apresentar-se com um quadro semelhante a
dermatite de fraldas.
B) Dermatite de contato
Na dermatite de contato também temos lesões
eczematosas, porém no local de contato com o
irritante ou o alérgeno. Além disso, se fosse
dermatite de contato, o paciente não apresentaria
os sinais semiológicos descritos.
C) Dermatite atópica
A dermatite atópica é uma dermatose eczematosa
crônica. Os pacientes com dermatite atópica
apresentam um defeito na barreira cutânea
(epiderme), o que leva à perda transepidérmica de
água. Essa perda de água leva à xerose intensa,
maior predisposição à entrada de antígenos
cutâneos desencadeando toda a cascata
inflamatória.
Existem três subgrupos de DA: lactente (3 meses a
2 anos de idade); pré-puberal (2 a 12 anos de
idade); adulta (a partir de 12 anos de idade). O
primeiro grupo é o mais comum, sendo que 45%
desenvolve nos primeiros 6 meses de vida. Cerca
de 60% dos lactentes e crianças jovens com DA
entram em remissão por volta dos 12 anos de
idade, porém alguns pacientes persistem com a
doença na fase adulta. Nos pacientes lactentes, as
lesões ocorrem principalmente na face, poupando
a região central (nariz e boca), no couro cabeludo,
no tronco e na região extensora dos membros,
poupando a região coberta pelas fraldas. Já na fase
pré-puberal, os locais mais acometidos são as
dobras, principalmente fossas poplíteas e cubitais.
Na fase adulta, essa distribuição permanece,
porém as lesões assumem um caráter mais
liquenificado indicando a cronicidade do quadro.
Dois sinais semiológicos bastante característico
dessa doença: linhas de Dennie-Morgan e de
Hertoghe. O primeiro são duas pregas nas
pálpebras inferiores e o segundo a perda dos
terços distais das sobrancelhas.
D) Dermatite seborreica
A dermatite seborreica infantil geralmente se
inicia nas primeiras semanas de vida e pode
persistir por meses. Na maior parte das vezes dura
até 3 meses, que é o tempo que o neonato produz
sebo devido à ação de hormônios maternos. É
incomum o surgimento de dermatite seborreica na
infância após esse período. Há uma participação
da Malassezia sp na fisiopatologia da dermatite
seborreica. É caracterizada por escamas
gordurosas e aderentes, sobre base eritematosa no
couro cabeludo. Outras áreas comuns são a face e
as áreas de dobras, como axilas, região
retroauricular, pescoço e região inguinal (área das
fraldas).
Uma mulher de 47 anos de idade compareceu
ao pronto-socorro com queixa de palpitação,
sudorese e dor no peito. Relatou percepção dos
atuais sintomas há 15 minutos da admissão. No
exame físico, encontra-se sudoreica,
taquicárdica e eupneica. PA de 145x85mmHg,
FR de 23 irpm e enchimento capilar
preservado. A seguir, o eletrocardiograma da
referida paciente. Com base nessa situação
hipotética, assinale a alternativa que apresenta
a conduta mais adequada para a paciente.
A) Manobra Vagal
B) Prescrever propranolol, dipirona e
encaminhar paciente para casa
C) Adenosina
D) Cardioversão elétrica sincronizada
Paciente estava com taquiarritmia sem onda P e
sem onda F, com QRS estreito e intervalo R-R
regular, ou seja, uma taquicardia supraventricular.
Como estava com dor no peito, se considera
instável, precisando realizar uma cardioversão
elétrica sincronizada.
Dica:
TSV instável = CVE
TSV estável = Manobra Vagal. Se falha:
adenosina EV 6-12-12mg.
Mulher, 35 anos, queixa-se de dor epigástrica
associada a náuseas, 2 ou 3x/semana, há 3
meses. A dor interfere nas suas atividades
diárias. Nega perda de peso, vômitos,
sangramentos ou disfagia. Evacua 1x/dia, fezes
formadas. Sem outros antecedentes. Exame
físico: sem alterações. Qual é a conduta mais
adequada?
A) Tomografia de abdome com contraste.
É mais utilizada em situações onde há suspeita de
complicações ou outras condições abdominais que
não são sugeridas pela história clínica e exame
físico da paciente.
B) Endoscopia digestiva alta
Só haveria indicação para endoscopia digestiva
em paciente com risco de neoplasia (> 50 anos),
naqueles com presença de algum sinal de alarme
(especialmente anemia, emagrecimento,
sangramentos) ou naqueles refratários ao
tratamento clínico inicial.
C) Teste não invasivo para H. pylori.
Testes não invasivos incluem o teste respiratório
de ureia e a pesquisa do antígeno fecal.
D) Parasitológico de fezes.
Parasitológico de fezes é geralmente indicado para
investigar diarreia ou suspeita de infecção
parasitária. Não é uma investigação inicial para
dispepsia na ausência de sintomas relacionados a
infecções parasitárias.
OBS: Caso de dispepsia crônica não investigada
em paciente jovem e sem sinais de alarme
(sintomas dispépticos por mais de 4 semanas =
DISPEPSIA CRÔNICA).
A infecção por Helicobacter pylori é uma causa
comum de dispepsia, tanto funcional quanto
orgânica. O manejo inicial da dispepsia
geralmente envolve a avaliação da presença de H.
pylori, que pode ser feita por meio de testes
não-invasivos e o tratamento empírico de sintomas
através dos inibidores da bomba de prótons.
Uma menina de onze anos de idade apresenta
dor abdominal recorrente há três meses,
acompanhada de febre, perda de peso e
diarreia de pouco volume, com sangue e muco
nas fezes, além de tenesmo retal. Os exames
revelam anemia microcítica e hipocrômica e
leucocitose discreta. O VHS, a proteína
C-reativa e a calprotectina fecal estão elevados.
À colonoscopia, foram visualizadas lesões
ulceradas e aftoides entremeadas com áreas de
mucosa normal, com aspecto de "pedras de
calçamento". Em relação a esse casohipotético,
assinale a alternativa correta:
A) Se forem encontrados granulomas não
caseosos na biópsia, o diagnóstico de
Doença de Crohn será confirmado.
Sempre que estiver diante de paciente jovem com
diarreia crônica inflamatória, temos que pensar em
doença inflamatória intestinal. A paciente,
adicionalmente, ainda apresenta anemia, aumento
das provas de atividade inflamatória e
colonoscopia com padrão em pedras de
calçamento, que é típico de Doença de Crohn.
B) A calprotectina fecal elevada já
confirma doença inflamatória intestinal.
Embora a calprotectina fecal seja um marcador da
presença de leucócitos na fezes, observado nas
diarreias inflamatórias, o exame padrão ouro para
as doenças inflamatórias intestinais é a
colonoscopia.
C) O tratamento deve ser iniciado com
infliximabe.
Embora o anti-TNF seja um medicamento
possível, existem outros imunobiológicos e
imunossupressores que podem ser usados neste
contexto.
D) A análise dos anticorpos Asca e p-Anca
teriam eliminado a necessidade da
colonoscopia.
O anticorpo pANCA está positivo na retocolite
ulcerativa em 60-70%, sendo a sua positividade na
DC de apenas 5-10%. Já o ASCA está positivo em
cerca de 70% dos portadores da doença de Crohn.
Os agentes etiológicos mais comumente
envolvidos na patogênese da Doença
Inflamatória Pélvica Aguda (DIPA) são:
A) Escherichia coli e Candida albicans.
B) Treponema pallidum e Papilomavírus.
Humano (HPV).
O Treponema causa sífilis e o HPV está envolvido
com o câncer de colo uterino.
C) Streptococcus agalactiae e Gardnerella
vaginalis.
O Streptococcus agalactiae está envolvido com a
sepse neonatal precoce e a Gardnerella pode
ocasionar DIP, mas não é o agente principal.
D) Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia
trachomatis.
Os principais agentes etiológicos envolvidos na
DIP são os mesmos das cervicites: Chlamydia
trachomatis e Neisseria gonorrhoeae.
Entre os fatores de risco modificáveis que
influenciam na progressão da doença renal
crônica, pode-se incluir:
A) A anemia e a obesidade.
O tratamento da anemia não possui benefício
comprovado em retardar a progressão da DRC.
B) A proteinúria e a obesidade.
C) A desnutrição e a anemia.
D) A dislipidemia e a hipertensão arterial.
Além dos fatores etiológicos, há os fatores
associados à progressão da DRC e que aceleram a
evolução para falência renal e necessidade de
diálise. Os principais são proteinúria, tabagismo e
descontrole pressórico e glicêmico.
Você está na emergência de um hospital e
atende um paciente com queixa de palpitações.
Você inicia a monitorização dele que evidencia
o traçado abaixo.
Durante a avaliação o paciente encontra-se com
pressão de 75x32 mmHg, com confusão mental,
dispneia, saturando 82% em ar ambiente. Qual
a conduta mais adequada?
A) Realizar Desfibrilação imediatamente.
B) Realizar Cardioversão Elétrica
Sincronizada imediatamente.
C) Infundir 300 mg de amiodarona por via
intravenosa.
D) Realizar implante de marcapasso
transcutâneo imediatamente.
A taquiarritmia instável (qualquer uma) é uma
EMERGÊNCIA MÉDICA e deve ser
interrompida imediatamente! A conduta será
CARDIOVERSÃO ELÉTRICA
SINCRONIZADA (na maioria das vezes) ou
DESFIBRILAÇÃO (somente na taquicardia de
QRS largo e irregular).
Cuidados antes de realizar a cardioversão elétrica:
Inicialmente, devemos explicar ao paciente sobre
o procedimento. O próximo passo é iniciar a
sedação e a analgesia. O etomidato é a droga que
causa menos efeitos hemodinâmicos. O propofol e
midazolam também podem ser utilizados, mas eles
podem piorar a hipotensão.
Uma vez sedado, devemos garantir um aporte
suplementar de oxigênio, pois alguns pacientes
fazem queda de língua e evoluem com hipoxemia.
Logo depois, devemos preparar o desfibrilador
para disparar o choque. A monitorização deve ser
feita, preferencialmente, com os cabos do
cardioversor. No entanto, em situações mais
críticas, a pá também pode monitorizar. NUNCA
SE ESQUEÇA DE SINCRONIZAR nos casos de
cardioversão sincronizada! A sincronização
garante que a carga seja liberada junto com o
QRS. Se a carga for liberada no período refratário
(fenômeno R sobre T), o paciente pode evoluir
com parada cardiorrespiratória.
A cardioversão pode ser realizada com as pás na
posição esterno-apical (maioria das vezes) ou
anteroposterior (indicada em pacientes portadores
de marca-passo definitivo). Após a cardioversão,
devemos verificar se houve reversão da
taquiarritmia e reavaliar os sinais vitais. Na
ausência de resposta à cardioversão, podemos
repeti-la em dose superior.

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