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Internato II Uma das principais causas de sangramento no 3º trimestre de gestação é o descolamento prematuro de placenta (DPP). Em relação a esta patologia, pode -se dizer que: Está correto apenas o contido em: A e C A) São fatores de risco: uso de cocaína e mutação dos genes para fator V de Leiden B) A via de parto indicada é sempre a cesárea para evitar coagulopatia, que se instala em menos de 2 horas C) Os casos com hemorragia oculta tem maior de útero de Couvelaire D) A hidratação deve ser agressiva pelo risco de choque hipovolêmico precoce que se observa Paciente com 28 semanas de gestação, deu entrada no PS referindo contrações de forte intensidade, movimentos fetais presentes. No exame físico foi identificado dinâmica uterina 4 contrações em 10 minutos, com duração de 50 segundos, bcf: 152 bpm, toque: colo dilatado totalmente, em período expulsivo. Evoluiu com parto normal, dando à luz a RN do sexo masculino, encaminhado para UTI neonatal. Durante a fase de dequitação foi identificada retenção parcial de placenta. Neste caso está indicado realizar: Está correto apenas o contido em: A, B e C A) Anestesia seguida de curagem e curetagem; B) Infusão contínua de ocitocina endovenosa; C) Histerometria indireta ao início e final do procedimento; D) Extração manual da placenta, sem anestesia. Paciente 52 anos, menopausada há 1 ano, referindo fogachos, perda da libido, labilidade emocional, secura vaginal e insônia. Nega patologias. Trouxe exames ginecológicos normais. Sendo assim, foi indicado terapia hormonal (TH). Em relação a TH de menopausa, é correto afirmar: Está correto apenas o contido em: A e C A) A via percutânea leva a menor risco de tromboembolismo. B) A noretisterona não tem efeito androgênico. C) O esquema combinado contínuo está indicado em mulheres com história de endometriose. D) A tibolona estimula a proliferação do endométrio. As indicações atuais de TH são o tratamento de sintomas vasomotores e da atrofia vulvovaginal (uso tópico), além da prevenção de osteoporose em casos individualizados. O uso deve ser feito na chamada janela de oportunidade, isto é, em pacientes até os 60 anos de idade e com menos de 10 anos de menopausa. A TH só deve ser administrada para as pacientes sintomáticas, sem contra-indicações e após avaliação clínica, exame ginecológico e propedêutica complementar normais. Mulher, 35 anos, G3P2A0, três cesáreas prévias, com história de sangramento uterino de 9 dias de duração, com intervalo cíclico mensal regular e de grande volume que extravasa do absorvente, desde última cesárea há 8 anos. Associado quadro de cólicas incapacitantes em baixo ventre, progressiva, que intensifica nos primeiros 3 dias de fluxo necessitando de AINEs. Refere anemia crônica e fraqueza. Realizou ultrassonografia pélvica transvaginal que excluiu a possibilidade de leiomiomas e mostrou um útero aparentemente normal. Assinale a assertiva correta que corresponde à causa mais provável do sangramento uterino anormal. A) Endometrite. A endometrite não costuma cursar com dismenorreia. B) Adenomiose. C) Coagulopatia. Na coagulopatia costuma ocorrer menorragia desde a menarca e, além disso, nos casos de coagulopatia não temos dismenorreia. D) Anovulação crônica. A paciente apresenta menstruações regulares, o que afasta a hipótese de distúrbio ovulatório. R: A adenomiose é definida como a invasão do tecido endometrial no miométrio. Apresenta-se por pequenos lagos de endométrio espalhados na intimidade do miométrio (adenomiose difusa) ou por um nódulo circunscrito na parede miometrial, chamado de adenomioma. O diagnóstico da adenomiose é “classicamente” feito nos úteros provenientes de histerectomia. Aproximadamente um terço das mulheres com adenomiose são assintomáticas. Os principais sintomas da adenomiose são o sangramento menstrual intenso e a dismenorreia. A dor pélvica crônica também pode ocorrer. O aumento do fluxo menstrual pode estar relacionado com o aumento da superfície endometrial do útero aumentado de volume e a dor pode ser causada pelo sangramento e inchaço dos “lagos endometriais” entremeados no miométrio. Uma paciente jovem, branca, vida sexual ativa, com uso irregular de preservativo, apareceu com dor aguda na fossa ilíaca esquerda. Procurou o serviço de ginecologia e ao toque mostrou massa em anexo esquerdo, dor na fossa ilíaca esquerda e em fundo de saco posterior. Teve atraso menstrual de 35 dias. Fez USG transvaginal, com laudo de massa cística em anexo esquerdo, com doppler fluxometria com baixa resistência. Qual o provável diagnóstico? A) Miomatose uterina B) Adenomiose C) Gestação ectópica D) Câncer de ovário O hormônio responsável pela descida ou ejeção do leite materno é: A) Progesterona B) Estrogênio C) Ocitocina D) Prolactina Primigesta de 38 anos, na décima sexta semana de gravidez, relatou perda sanguínea vaginal intermitente. A medida de altura do fundo uterino foi de 24 cm os batimentos cardíacos fetais estavam inaudíveis ao sonar e a dosagem betagonadotrofina coriônica foi de 300.000UI/ml. A causa provável do sangramento é: A) Incompetência istmocervical. B) Infarto placentário. C) Placenta elipsoide. D) Mola hidatiforme. E) Âmnio nodoso. O índice pélvico utilizado pelos obstetras para indução eletiva do trabalho de parto analisado pela soma de itens como a dilatação, esvaecimento, consistência e posição do colo e altura da apresentação foi idealizado por: A) Pearl B) Bishop C) Naegele D) Raymond Mesmo que o processo da gestação evolua de modo esperado, as intercorrências clínicas podem surgir. Analisando as intercorrências clínicas mais frequentes na atenção à saúde da mulher gestante, concluímos estar correto que: A) Náuseas e vômitos acontecem por todas as semanas de gestação, e acredita-se que esteja relacionada à elevação súbita dos níveis de gonadotrofina coriônica humana (hCG) e estrogênio. B) Pirose é um sintoma bem comum na gestação, que decorre do refluxo de conteúdo gástrico na porção baixa do esôfago, resultando da compressão uterina sobre o estômago e do relaxamento do esfíncter inferior esofágico C) Varizes dos membros inferiores estão relacionadas à gestação em idade avançada e casos em que ocorram em outras faixas etárias devem ser investigados. D) É comum surgirem edemas com mais frequência ao longo das três primeiras semanas de gestação, acometendo os membros superiores e as mãos. Paciente mulher, 42 anos, negra, com diagnóstico de HAS, IMC de 24, sedentária, com dieta rica em sódio e potássio, sem histórico de consumo de álcool nem tabagismo. Em relação à abordagem dos fatores de risco desta paciente, a orientação mais adequada é: A) Sugestão para reduzir o excesso de peso e reduzir o sódio na dieta. B) Indicação para diminuir a ingesta de potássio e de sódio na dieta. C) Orientação para realizar 90 min de caminhada por semana e diminuir a ingesta de potássio na dieta. D) Aconselhamento para diminuir o consumo de sódio na dieta e para realizar 150 min de caminhada por semana. Paciente, L.R.S., 32 anos, com quadros frequentes de ardor e prurido vulvar de ocorrência, geralmente, antes do período menstrual. Nega comorbidades. Ao exame, observam-se pequenas úlceras superficiais dolorosas confluentes em grande lábio esquerdo sugestivas de herpes genital. O melhor tratamento para o episódio é A) Aciclovir pomada 2x dia 5 dias. B) Aciclovir pomada 2x dia ou Aciclovir 400mg via oral 8/8h 5 dias. C) Aciclovir 400mg via oral 8/8h 5 dias. D) Aciclovir 200mg via oral 8/8h 5 dias. E) Aciclovir 400mg via oral 4/4h 5 dias. Em pacientes com diabetes, o controle glicêmico deve ser individualizado de acordo com a situação clínica. Os parâmetros de avaliação indicados são a hemoglobina glicada A1c (HbA1c) • as glicemias capilares. “É recomendada a meta de HbA1 —----- para todos os indivíduos com diabetes, para prevenção de complicações microvasculares, desde que não incorra em hipoglicemias graves e frequentes." A lacuna do fragmento acima é corretamente preenchida por: A)A longitudinalidade do cuidado na atenção primária à saúde pressupõe a continuidade da relação clínica ANULADA A) mas, por outro lado, aumenta as possibilidades de iatrogenia pela interferência dos laços afetivos sobre as condutas clínicas. B) possibilitando o desenvolvimento de laços de amizade entre os usuários e profissionais para que haja maior obediência dos pacientes aos tratamentos determinados. C) permitindo a construção de vínculo e responsabilidade entre profissionais e usuários de modo permanente, sempre friccionando a sua pele para que ele respire normalmente. D) e a possibilidade de se desenvolverem pesquisas clínicas ao longo do tempo. “Pressupõe a continuidade da relação de cuidado, com construção de vínculo e responsabilização entre profissionais e usuários ao longo do tempo e de modo permanente e consistente, acompanhando os efeitos das intervenções em saúde e de outros elementos na vida das pessoas , evitando a perda de referências e diminuindo os riscos de iatrogenia que são decorrentes do desconhecimento das histórias de vida e da falta de coordenação do cuidado”. A longitudinalidade do cuidado pressupõe a continuidade da relação clínica, com construção de vínculo e responsabilização entre profissionais e usuários ao longo do tempo e de modo permanente, sendo correto que: A)Acompanhando os efeitos das intervenções em saúde e de outros elementos na vida dos usuários, nunca ajustando condutas quando necessário, evitando a perda de referências e diminuindo os riscos de iatrogenia decorrentes do desconhecimento das histórias de vida e da coordenação do cuidado. B)Acompanhando os efeitos das intervenções em saúde e de outros elementos na vida dos usuários, ajustando condutas quando necessário, evitando a perda de referências e aumentando os riscos de iatrogenia decorrentes do desconhecimento das histórias de vida e da coordenação do cuidado. C)Acompanhando os efeitos das intervenções em saúde e nunca de outros elementos na vida dos usuários, ajustando condutas quando necessário, evitando a perda de referências e diminuindo os riscos de iatrogenia decorrentes do desconhecimento das histórias de vida e da coordenação do cuidado. D)Acompanhando os efeitos das intervenções em saúde e de outros elementos na vida dos usuários, ajustando condutas quando necessário, evitando a perda de referências e diminuindo os riscos de iatrogenia decorrentes do desconhecimento das histórias de vida e da coordenação do cuidado. Mulher, 57a, comparece em consulta de retorno com médico da Estratégia de Saúde da Família, trazendo mamografia com laudo pelo Breast Imaging-Reporting and Data System — BI-RADS® = 3. Sem antecedentes oncológicos relevantes na família. A conduta é: A) Repetir mamografia em 1 ano na própria UBS. B) Repetir mamografia em 6 meses na própria UBS. C) Complementar propedêutica. D) Encaminhar para serviço de referência para biópsia. Paciente do sexo feminino, 26 anos de idade, G3 P2 A1. Parceiro único há 6 anos. Em uso regular de contraceptivo oral combinado. Comparece à unidade básica de saúde para resultado de colpocitologia. O resultado é: células escamosas atípicas de significado indeterminado, possivelmente não neoplásicas (ASC-US). Qual é a melhor conduta? A) Realizar rastreio a cada 3 anos. B) Nova colpocitologia em 6 meses. C) Nova colpocitologia em 12 meses. D) Realizar colposcopia e biópsia. As Orientações do Ministério da Saúde para Rastreamento do Câncer de Colo do Útero recomendam que a periodicidade do exame citopatológico seja realizado para rastreamento conforme descrito no item: A) Após completar 25 anos de idade, anualmente, após 2 exames negativos com intervalo de 3 anos. Só se aplica a mulheres que já tenham iniciado a vida sexual. B) Após completar 23 anos de idade, anualmente, após 2 exames negativos com intervalo de 2 anos. Só se aplica a mulheres que já tenham iniciado a vida sexual. C) Após completar 15 anos de idade, anualmente, após 2 exames negativos com intervalo de 3 anos. Só se aplica a mulheres que já tenham iniciado a vida sexual. D) Após completar 52 anos de idade, anualmente, após 1 exame positivo, manter sempre rastreio com intervalo de 6 meses. Só se aplica a mulheres que já tenham iniciado a vida sexual. Primípara no primeiro trimestre comparece à consulta de pré-natal e relata presença de lesão compatível com cancro duro, indolor, localizada em grande lábio direito, ocorrida há aproximadamente um ano, tendo evoluído com desaparecimento espontâneo. Você é médico assistente e solicita um VDRL, cujo resultado é positivo 1/128. Baseado nestes dados, deve-se: A) Administrar penicilina cristalina endovenosa por 14 dias, devido ao período gestacional, evitando assim o risco de transmissão ao feto B) Prescrever penicilina G benzatina 2.400.000UI/IM, dose única e fazer seguimento com titulação de VDRL C) Antes de tratar, afastar o diagnóstico de AIDS, pelo risco de resposta inflamatória multissistêmica D) Prescrever 2.400.000 UI de penicilina G benzatina, a cada 7 dias, por três semanas e fazer seguimento com titulação de VDRL Mulher, 60 anos de idade, hipertensa, diabética e dislipidêmica em acompanhamento ambulatorial, em uso de metformina 850 mg 2x ao dia; sinvastatina 40 mg/dia; losartana 50 mg/dia; hidroclorotiazida 25 mg/dia e anlodipino 5 mg/dia. Refere que tem apresentado edema em membros inferiores e crise recorrente de gota. Quais medicamentos seriam responsáveis, respectivamente, pelo edema e pela gota? A) Sinvastatina e losartana B) Sinvastatina e hidroclorotiazida C) Anlodipino e hidroclorotiazida D) Anlodipino e losartana Hidroclorotiazida: Um dos efeitos colaterais da medicação é a hiperuricemia. Anlodipino: Tem como efeito colateral em algumas pessoas o edema de membros inferiores, que pode chegar a ser doloroso. S.C.F, 26 anos, feminina, comparece à consulta ambulatorial contando ser portadora de epilepsia desde a infância, com longo período de remissão mas tendo tido sua última crise há 03 anos. Refere atualmente estar em bom controle clínico com o uso de Valproato 500 mg - 01 comprimido de 12/12 horas. Manifesta desejo de concepção e veio para orientações a respeito do tema. Trouxe ainda seu último exame de acompanhamento realizado que está descrito a seguir. RM de crânio (25/09/2019): Esclerose Mesial Hipocampal à direita Marque abaixo a alternativa CORRETA que contenha a conduta mais indicada para o caso: A) Manter o medicamento em uso e prescrever Ácido fólico na dose de 0,4 mg/dia para neuroproteção B) Orientar a substituição gradual do Valproato (devido a seu potencial teratogênico) por Fenitoína e prescrever Ácido fólico na dose de 0,4 mg/dia para neuroproteção C) Orientar a substituição gradual do Valproato (devido a seu potencial teratogênico) por Lamotrigina e prescrever Ácido fólico na dose de 0,4 mg/dia para neuroproteção D) Orientar a suspensão gradual do Valproato (devido a seu potencial teratogênico) não sendo necessária a prescrição de nova droga anti-epiléptica levando em consideração o longo período atual de remissão das crises e prescrever Ácido fólico na dose de 0,4 mg/dia para neuroproteção Paciento, 38 anos, sexo masculino, lavrador, relata quadro de cefaleia de forte intensidade de início há 03 anos. Conta que as crises duram em média 02 horas, de localização supra orbital direita, refratárias ao uso de analgésicos diversos durante as crises. Relata também rinorreia e lacrimejamento ipsilaterais à dor. Nega demais sinais e sintomas associados. Assinale abaixo a alternativa que contenha qual o provável diagnóstico para o caso e qual medicamento seria indicado para profilaxia: A) Enxaqueca sem aura / Nortriptilina B) Cefaleia em Salvas / Nortriptilina C) Enxaqueca com aura / Verapamil D) Cefaleia em Salvas /Verapamil Paciente, sexo masculino, 32 anos, 70kg, comparece a unidade de pronto atendimento referindo quadro de febre alta intermitente há 4 dias associado a vômitos persistentes, diarréia, dor retro orbitária e mialgia. Nega comorbidades, nega alergias medicamentosas.Ao exame físico paciente apresentou dor intensa durante a palpação abdominal e presença de hepatomegalia >2 cm abaixo do rebordo costal. Exames complementares: Hemoglobina: 11,0; Hematócrito: 49%; Leucócitos :2.000; Plaquetas: 63 000. Diante do exposto, assinale a alternativa que contenha a principal suspeita diagnóstica, classificação e o manejo adequado. A) Dengue, GRUPO A: hidratação oral 60ml/kg/dia sendo 1/3 com sais de reidratação oral e 2/3 ingesta de líquidos caseiros (suco de fruta, água de coco). B) Dengue, GRUPO B: antipiréticos, antieméticos, e hidratação oral 60ml/kg/dia sendo 1/3 com sais de reidratação oral e 2/3 ingesta de líquidos caseiros (suco de fruta, água de coco). C) Dengue, GRUPO D: Iniciar imediatamente a fase de expansão rápida parenteral com soro fisiológico a 09,% (20 mL/kg em até 20 minutos); Reavaliação clínica a cada 15 a 30 minutos e de hematócrito a cada 2 horas. D) Dengue, GRUPO C: Iniciar reposição volêmica 10ml/kg de SF 09,% na primeira hora, realizar exames complementares incluindo ultrassom de abdome, manter o paciente em leito de internação por no mínimo 48h, até estabilização Um enfermeiro realiza a admissão na emergência, de uma criança do SEXO feminino com 4 anos e 9 meses, previamente hígida, sem imunizações em atraso. Apresenta alteração do nível de consciência, respiração rápida e profunda, mucosa oral desidratada e turgor cutâneo diminuído. A mãe informa que observou no último mês que a criança apresentou aumento da fome e da sede e do volume urinário, inclusive com dois episódios de enurese recentes. Não relata ganho de peso no período. Nas últimas 21 horas a criança se queixou de dor abdominal, não aceitou o jantar e apresentou episódios de náuseas e vômitos, além de fraqueza. Esta manhã notou que a criança estava com a respiração alterada, o hálito com odor de acetona e dificuldade em acordar, o que motivou a busca pelo atendimento no hospital. Após avaliação médica e exames complementares, a criança recebeu diagnóstico médico de CAD, secundária a DM1. A CAD é uma situação potencialmente fatal, que se caracteriza por: A) Hiperglicemia, acidose metabólica, cetonemia e cetonúria. B) Hiperglicemia, acidose respiratória, poliúria e cetonúria. C) Hiperglicemia, alcalose metabólica, poliúria e cetonemia. D) Hiperglicemia, alcalose respiratória, cetonemia e polidipsia. Paciente feminina, 60 anos, professora, queixa que no último mês vem apresentando um quadro de poliúria, polidipsia e polifagia. Quando percebeu que essas alterações estavam começando a prejudicar suas atividades diárias e a trazerem um certo desconforto, principalmente a noite, já que estava acordando várias vezes para urinar, começou a observar um sinal importante: a presença de uma área de hiperpigmentação (escurecida) na região cervical (região de dobra do pescoço). Tal circunstância fez com que se assustasse e procurasse ajuda na unidade básica de saúde do seu bairro. Antropometria: peso: 90 kg; altura: 1,60m; IMC: 35,1; circunferência abdominal: 84 cm; PA: 130 x 90; Realizou dois exames a pedido médico, HbA1C: 6,4% e glicemia de jejum: 127 mg/dl. A respeito deste caso e de acordo com o manual da sociedade brasileira de diabetes, é correto afirmar: A) A paciente tem o diagnóstico de diabetes B) A paciente não fecha critério para o diagnóstico de síndrome metabólica C) Será necessário repetir a glicemia de jejum D) A paciente tem o diagnóstico de obesidade grau 1 É RECOMENDADO utilizar, como critérios de diagnóstico de DM, a glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dl, a HbA1c maior ou igual a 6,5%, a glicemia no TTGO-1h maior ou igual a 209 mg/dl ou a glicemia no TTGO- 2h maior ou igual a 200 mg/dl. Se somente um exame estiver alterado, este deverá ser repetido para confirmação. Paciente de 45 anos, masculino, apresenta-se com queixa de “pele amarela” há 19 dias. Paciente relata que há 29 dias cursa com febre 38°C, náuseas, vômitos, fadiga e dor no hipocôndrio direito. Antecedentes Patológicos: nega doenças pregressas e alergias. Refere internamento prévio para cirurgia na perna esquerda, sendo necessária a hemotransfusão. Foram solicitados exames no hospital, com os seguintes resultados: HBsAg - reagente; Anti-HCV - não reagente; VDRL quantitativo: 1/64. Teste Rápido sífilis: reagente; HIV 1 e 2: não reagente. Sobre o diagnóstico do paciente acima, julgue os itens e marque a INCORRETA: A) O paciente recebeu diagnóstico de hepatite C, que está mais relacionado ao aparecimento de cirrose, mas tem vacina para prevenção. B) O paciente recebeu o diagnóstico de hepatite B e pode ter sido contaminado através da transfusão sanguínea. C) O paciente recebeu o diagnóstico de sífilis na forma ativa e deve receber tratamento imediato, além de busca ativa de parceiras sexuais. D) A hepatite pode apresentar sintomas clínicos inespecíficos como náuseas, vômitos, dor abdominal, podendo ser facilmente confundido com uma síndrome gripal. Paciento, 25 anos, sexo feminino, solteira, secretária, natural e procedente de Minas Gerais, procura o ambulatório de ginecologia devido a múltiplas manchas avermelhadas nos MMSS e MMII há 1 semana, além de lesões pustulosas e hipertróficas em palma das mãos e planta dos pes. Queixa mal-estar e que há 11 semanas notou aparecimento de uma única úlcera na vulva, com formato arredondado. Afirma que a lesão tinha bordas elevadas, que era indolor e firme ao toque, e desapareceu de forma espontânea. Nega prurido, pústulas e outras lesões bolhosas. Nega corrimento vaginal. Sobre o caso clínico acima, trata-se de uma possível infecção causada pelo agente: A) Haemophilus ducreyi. B) Herpes simples tipo 2. C) Papilomavírus humano. D) Treponema pallidum A principal suspeita do caso é: Sífilis secundária. A Sífilis é uma doença infecciosa sistêmica causada pela espiroqueta Treponema pallidum. A Sífilis primária é caracterizada no caso pela passagem no caso “Notou aparecimento de uma única úlcera na vulva arredondada, com bordas elevadas, indolor e firme ao toque, concomitante a adenopatia inguinal não dolorosa e não supurativa”. Logo, é possível perceber que essa fase é demonstrada pelo aparecimento de uma lesão ulcerada e pequena no sítio da infecção nos órgãos genitais, denominada cancro ou cancro duro. Já a Sífilis secundária, que surge entre 4 a 8 semanas, após o desaparecimento do cancro duro, é caracterizada por erupções distribuídas pela pele e mucosas, principalmente nas regiões palmar e plantar. Com relação a gravidez ectópica, assinale a alternativa correta. A) Cerca de 25% das gravidezes ectópicas são implantadas nos diversos segmentos das tubas uterinas. B) A tríade dor abdominal, atraso menstrual e sangramento genital é indispensável para o diagnóstico. C) Cirurgias para uma gravidez ectópica prévia, para restauração da fertilidade ou para esterilização, são fatores de risco para gravidez ectópica. D) Deve ser suspeitada quando a ultrassonografia abdominal não mostrar uma gestação, no sítio habitual de implantação, com um nível sérico de beta-hCG de 500 UI/L ou superior. A gestação ectópica (GE) corresponde a qualquer gestação que ocorre fora da cavidade endometrial. A gestação ectópica TUBÁRIA ocorre entre 90 e 95% dos casos, sendo que a porção AMPOLAR da tuba uterina é a localização mais comum. O diagnóstico se faz com a história clínica, a dosagem de HCG sérico e a ultrassonografia. Pacientes com HCG sérico com valores > 2000mUI/ml, sem imagem de saco gestacional intrauterino são altamente suspeitas para gestação ectópica. A visualização de imagem de saco gestacional extrauterino confirma a hipótese de gestação ectópica. Outras imagens como anel tubário e hematossalpinge (sangue na tuba uterina) também se correlacionam com gestação ectópica. Quando o B-hCG é maior do que 3500 mUi/ml é obrigatório a visualização do saco gestacional, caso contrário já é possível confirmar o diagnóstico de gestação ectópica, mesmo sem não for observada imagem sugestiva de GE. Em casos de HCGde modo que o crescimento inferior a 50% no período, ainda sem imagem tópica direcionam para o diagnóstico de gestação ectópica. Os fatores de risco para gestação ectópica são: - Gestação ectópica prévia (recorrência de 15%). - Cirurgia tubária prévia (laqueadura tubária, reanastomose tubária). - Infertilidade (técnicas de fertilização assistida). - Doença inflamatória pélvica (principalmente a infecção por Clamydia). - Endometriose. - Usuárias de dispositivo intrauterinos (DIU). - Anticoncepção de emergência. - Tabagismo. O quadro clínico pode ser de dor abdominal aguda e intensa e sinais de instabilidade hemodinâmica, mas é muito comum ser assintomático. Fernanda de 21 anos, previamente hígida, com vida sexual ativa (está em novo relacionamento há 2 meses), vem a consulta com queixas de disúria, polaciúria e desconforto suprapúbico há cerca de 1 dia e hoje pela manhã apresentou durante a micção hematúria macroscópica. Está muito aflita e diz que não dormiu bem a noite devido ao desconforto urinário. Qual a melhor abordagem nesta situação? A) Iniciar ciprofloxacino 500mg de 12/12h por 7 dias B) Solicitar EAS e urocultura, anaigésico urinário e aguardar exames C) Começar nitrofurantoína 100mg de 6/6h por 5 dias, sem exames complementares D) Iniciar fosfomicina 3g em dose única, EAS e urocultura. A cistite, na maioria das vezes, possui diagnóstico clínico e é muito frequente na mulher jovem, sobretudo após o início da atividade sexual. A presença de sintomas típicos ̶ disúria, polaciúria e desconforto suprapúbico ̶ é suficiente para estabelecer a conduta mais apropriada: antibioticoterapia. Paciente com 31 semanas de gestação, queixando-se de perda de líquido por via vaginal. A Conduta a ser seguida é: A) Exame especular, teste do pH vaginal, rastreio infeccioso, avaliação vitalidade fetal B) Solicitar exame ultrassonográfico de urgência, citologia vaginal, toque vaginal C) Exame especular, teste do pH vaginal, citologia, toque vaginal e tocólise D) Iniciar tocólise e antibioticoterapia, ultrassonografia de urgência, citologia Quanto o climatério é CORRETO afirmar que: A) A menstruação para completamente, sendo o primeiro sinal Nessa fase, ocorrem modificações endocrinológicas e clínicas que levam a mulher a períodos menstruais cíclicos e regulares até a ausência total da menstruação. Esse período de irregularidade menstrual dura cerca de quatro a sete anos, geralmente nas mulheres entre os 46 e 52 anos de idade. B) Os ovócitos não respondem mais ou a resposta deles é atípica aos estrogênios A mulher tem cerca de 2 milhões de óvulos em seus ovários, mas com o passar dos anos vão diminuindo drasticamente. Durante a transição menopáusica, ocorre um desequilíbrio nessa produção hormonal ovariana e no funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise, justamente por conta da diminuição significativa da quantidade de folículos ovarianos. Essa diminuição leva a redução da produção de inibina beta, que desativa o feedback negativo sobre a hipófise, causando o aumento do FSH. Com isso, há uma resposta folicular por ação da gonadotrofina, com aumento dos níveis estrogênicos e aceleração da redução dos folículos ovarianos. A reserva folicular fica tão baixa, que não é possível produzir estradiol suficiente para ocorrer o pico de LH, e consequentemente ocorra a ovulação, causando anovulação. C) Os níveis de progesterona são similares com aqueles de uma mulher jovem D) O nível do dehidroepiandrosterona sulfato (DHEA) aumenta exponencialmente Criança realizou, há quinze dias, radiografia de tórax por apresentar tosse seca e irritativa, sem febre associada seguida, há três dias, de dor torácica. O diagnóstico evidenciou pneumonia atípica, cujo agente etiológico mais comum, nesses casos, é: A) Klebsiella pneumoniae B) Mycoplasma pneumoniae C) Staphylococcus aureus D) Stenotrophomonas maltophilia Na pneumonia adquirida na comunidade, diversos podem ser os agentes etiológicos, entretanto os mais comuns são o Streptococcus pneumoniae. Outras bactérias que podem causá-la são Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus, Moraxella catarrhalis, Pseudomonas aeruginosa. Existem também bactérias atípicas, entre as quais, é possível citar Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae, além da Legionella sp. Além disso, existem pneumonias fúngicas e virais, sendo que os principais agentes das fúngicas são o Pneumocystis jirovecii e o Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii. Quanto aos vírus, podemos citar o Vírus Sincicial Respiratório e o Influenza. Normalmente, a pneumonia hospitalar é causada por bactérias, especialmente bacilos Gram-negativos aeróbios, como Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e espécies de Acinetobacter. Após o parto vaginal, uma paciente desenvolve hemorragia pós-parto devido à atonia uterina. A intervenção farmacológica considerada prioritária para controlar a atonia uterina e minimizar o risco de hemorragia pós-parto é: A) Uso de misoprostol. B) Administração de ocitocina. C) Uso de ácido tranexâmico venoso. D) Administração de metilergonovina. A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós- parto (HPP) e o quadro clínico consiste em sangramento vaginal associado a útero não contraído e acima da cicatriz umbilical. O tratamento medicamentoso resolve o sangramento na maioria das vezes, sendo a ocitocina endovenosa o uterotônico de primeira escolha no tratamento da HPP. Os outros uterotônicos utilizados são: metilergometrina intramuscular e misoprostol retal. A massagem uterina bimanual (manobra de Hamilton), a reposição hídrica de cristaloides em acesso venoso calibroso, a administração de ácido tranexâmico e a sondagem vesical devem ser feitos concomitantemente aos uterotônicos para todas as puérperas com HPP. Se o sangramento não parar, apesar do tratamento com todos os uterotônicos disponíveis, deve-se fazer o tamponamento com balão e utilizar o traje antichoque não pneumático (TAN). Quando, a despeito do tratamento conservador, o sangramento se mantiver, o uso de intervenções cirúrgicas (sutura compressiva de B-Lynch e suturas vasculares) se faz necessário. A histerectomia deve ser a última medida frente a uma HPP, feita somente após todas as outras intervenções falharem. O pré-natal é uma oportunidade de vacinar a mulher, porém algumas vacinas são contraindicadas durante a gestação. Sobre a vacinação na gravidez, assinale a afirmativa correta. A) A vacina para Influenza está completamente contraindicada, independente da idade gestacional. B) A vacina para hepatite B deverá ser aplicada de acordo com a sua situação vacinal. C) A vacina tríplice viral deverá ser aplicada de acordo com a sua situação vacinal. D) A vacina tríplice bacteriana está contraindicada na gestação, independente da idade gestacional. Durante a gravidez, não devem ser realizadas as vacinas vivas pelo risco potencial de causarem a doença, enquanto as vacinas inativadas não oferecem esse risco. As vacinas contra hepatite B e contra tétano e difteria (dT) podem ser realizadas durante a gestação caso a gestante não apresente esquema vacinal completo, enquanto as vacinas contra influenza e contra tétano, difteria e coqueluche (dTpa) devem ser oferecidas a todas as gestantes independentemente de imunização prévia. Vacinas contra a covid-19 na gravidez: A Febrasgo e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomendam que as gestantes e puérperas recebam as duas doses da vacina da Pfizer (mRNA) ou, como alternativa, a de vírus inativado (Coronavac) quando a vacina da Pfizer não estiver disponível. D.V.B, 35 anos, G4 P3 (3 cesarianas prévias) é admitida em trabalho de parto com 8 cm de dilatação. Durante seu acompanhamento, a paciente começa a apresentar um quadro de agitação e dor na região inferior do abdome. Observa-se também a ocorrência de bradicardia fetal mantida e distensão uterina em segmento inferior. Assinale o provável diagnóstico para o quadro acima. A) Apendicite aguda. B) Rotura uterina. C) Desproporção cefalopélvica. D) Discinesia uterina.Rotura Uterina: A clínica da parturiente é semelhante a um abdome agudo hemorrágico: ● Hipotensão; ● Taquicardia; ● Sangramento vaginal vermelho vivo; ● Dor súbita e muito intensa na iminência, que melhora após a rotura, seguida de parada das contrações; ● Enfisema subcutâneo – sinal de Clark; ● Irritação peritoneal. No feto, é possível identificar: ● Subida da apresentação fetal – sinal de Reasens; ● Perda súbita dos batimentos cardíacos fetais ou bradicardia importante; ● Palpação facilitada das partes fetais. Mas o diagnóstico de certeza é dado através da laparotomia. O quadro de rotura pode ser identificado antes mesmo da rotura se consumar. É o que chamamos de Síndrome Bandl – Frommel, que sinaliza a iminência de rotura uterina. A síndrome é composta pelo sinal de Bandl, que é a formação de um anel próximo à cicatriz umbilical, de modo a separar o corpo do útero do segmento. E pelo sinal de Frommel, que é quando o ligamento redondo fica distendido. Nos casos em que a rotura é consumada, podemos identificar os sinais de Clark e Reasens, além da fácil palpação de partes fetais. Sinal de Clark: enfisema subcutâneo na localização do útero, devido à passagem do ar pela vagina até peritônio. Sinal de Reasens: subida da apresentação fetal. Nas provas, esse sinal pode ser demonstrado através do partograma. Ex: às 10h o feto estava no plano +1 de DeLee e às 11h no plano -2 de DeLee. Devemos suspeitar imediatamente de rotura uterina! O principal fator de risco é a cesárea prévia. No entanto, além disso, outros fatores também se destacam: ● Multiparidade, principalmente com intervalo curto entre os partos, devido ao estiramento sucessivo das fibras do miométrio; ● Uso de uterotônicos, sobretudo no que tange a preparação do colo do útero com misoprostol; ● Trauma externo (sempre lembrar dessa causa nas provas de residência); ● Violências; ● Placenta percreta; ● Versão interna do útero. Mulher 41 anos, refere cefaleia unilateral paroxística, em região temporal e supra orbitária de início há 6 meses, de forte intensidade, com duração de 15 minutos, 4 a 6 episódios ao dia, associado a lacrimejamento ipsilateral. Nega alterações visuais, febre e vômitos. Realizou tomografia de crânio que não identificou alterações. O diagnóstico mais provável se trata de: A) Cefaleia tensional. B) Cefaleia migrânea. C) Cefaleia em salvas. D) Arterite de células gigantes. Assinale a opção que indica a condição que é indicação absoluta de cesariana. A) Pré-eclâmpsia. B) Placenta prévia total. C) Cesariana prévia. D) Todas as alternativas acima Paciente com 25 semanas de gestação coleta exame de sangue que evidencia glicemia de jejum de 180mg/dl. Nesse caso, o diagnóstico mais provável : A) Diabetes prévio à gestação. B) Diabetes gestacional. C) Diabetes insipidus. D) Diabetes mellitus e insipidus. As principais piodermites causadas pelo Staphylococcus aureus são: A) Fasciíte necrotizante, ectima e foliculite. B) Impetigo, celulite e erisipela. C) Ectima, furúnculo e vulvovaginites. D) Antraz, erisipela e infecções perianais. O tumor de pele maligno mais comum é: A) Melanoma. B) Carcinoma basocelular. C) Carcinoma espinocelular. D) Queratose actínica. A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção do trato respiratório inferior devido a 1 ou mais patógenos adquiridos fora do ambiente hospitalar. Sobre esse assunto, assinale a alternativa incorreta: A) As características clínicas associadas a PAC incluem: febre e calafrios, tosse, aumento da produção de expectoração, dor no peito e falta de ar, mal estar e mialgia. As complicações da pneumonia incluem derrame parapneumônico, empiema, abscesso pulmonar, sepse e complicações cardíacas, como insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas e síndromes coronarianas agudas. B) Os patógenos que causam PAC incluem vírus respiratórios, Streptococcus pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae, Haemophilus Influenzae, Moraxella catarrhalis, Chlamydophila pneumoniae, espécies de Legionella, Staphylococcus aureus e bastonetes gram-negativos. C) No exame físico do paciente admitido por pneumonia adquirida na comunidade espera-se encontrar embotamento a percussão, crepitações, egofonia, bradipneia e diminuição do frêmito tátil. D) Os fatores de risco para PAC incluem idade, fumar, comorbidades crônicas, como diabetes mellitus, doenças pulmonares crônicas (DPOC, bronquite, asma, etc.), doenças renais, cardíacas ou hepáticas; uso de determinados medicamentos e alto consumo de álcool. A insuficiência cardíaca (IC) consiste em uma síndrome clínica complexa que resulta de algum agravo estrutural ou funcional no enchimento ou na ejeção ventricular. O diagnóstico de IC pelos critérios de Framingham exige a presença simultânea de pelo menos dois critérios maiores ou um critério maior em conjunto com dois critérios menores. É considerado um critério maior: A) Derrame pleural. B) Dispneia paroxística noturna C) Edema de tornozelos bilateral D) Dispneia a esforços ordinários Sobre a exacerbação da asma aguda em crianças, assinale a alternativa correta: A) O manejo farmacológico em crianças depende da gravidade de exacerbação da asma, sendo que corticosteroides orais e agonistas beta-1 de ação curta inalatórios devem ser considerados como parte do tratamento precoce em todas as exacerbações, exceto nas mais leves. B) Não é recomendado realizar radiografia de tórax em pacientes com suspeita de processo pulmonar (como pneumotórax, pneumonia ou corpo estranho inalado), suspeita de insuficiência cardíaca ou asma com risco de vida que não responde ao tratamento. A radiografia de tórax pode ser útil em casos onde existem suspeitas de complicações. C) Infecções do trato respiratório são os desencadeadores mais comuns de exacerbações de asma em crianças. Infecções virais, especialmente aquelas causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus, são as principais causas de exacerbações asmáticas em crianças. Essas infecções aumentam a inflamação das vias aéreas e a hipersensibilidade, o que pode levar a um aumento dos sintomas asmáticos. D) Dispneia, tosse e chieira no peito são manifestações incomuns da asma em crianças. No manejo inicial de uma criança vítima de traumatismo cranioencefálico (TCE) moderado a grave, qual das seguintes medidas NÃO é recomendada como parte do atendimento pré-hospitalar ou nas primeiras horas de atendimento hospitalar? A) Manutenção da via aérea permeável com precaução cervical, se suspeita de trauma raquimedular. B) Administração precoce de corticosteroides para reduzir o edema cerebral. C) Monitoramento e manutenção de uma adequada oxigenação e ventilação. D) Realização de uma tomografia computadorizada de crânio o mais rápido possível, após estabilização dos sinais vitais. Deve seguir a sequência do ABCDE • Manter via aérea pérvia e oferecer oxigenioterapia • Reconhecimento e tratamento rápido do choque e de hipotensão arterial • Controle e reconhecimento de alterações eletrolíticas principalmente em relação a hiponatremia. • Tratamento da hipoglicemia O exame de imagem indicado é a tomografia computadorizada (TC) de crânio nos casos moderados e graves Ao diagnosticar um paciente com suspeita de dengue, qual dos seguintes marcadores laboratoriais é mais específico para confirmar a infecção aguda pelo vírus da dengue e contribuir para a diferenciação com outras doenças febris agudas? A) Hemocultura para identificação do vírus. B) Dosagem sérica de Proteína C Reativa (PCR). C) Contagem de plaquetas no hemograma. É útil para avaliar a gravidade da doença D) Teste rápido de anticorpos IgM contra o vírus da dengue. A especificidade desse teste se deve ao fato de que os anticorpos IgM são produzidos pelo sistema imunológico como uma resposta inicial à infecção pelo vírus da dengue. Esses anticorpos geralmente se tornam detectáveis no soro de pacientes infectados entre 3 a 5 dias após o início da febre, atingindo pico em 2 semanas e, frequentemente, podem ser detectados por até 2 a 3 meses após a infecção. Idosa, residenteem área urbana de Belo Horizonte, previamente hígida, comparece ao pronto atendimento com febre, cefaleia retro-orbitária, astenia e mialgia de início há três dias. Nega sintomas gripais, dor abdominal e alterações do hábito intestinal. Exames laboratoriais revelaram hemoglobina de 16,2 g/dL. 48% de hematócrito, 98.000 plaquetas, 2.400 leucócitos globais com 50% de neutrófilos e 40% de linfócitos. Nesse caso, para a investigação etiológica do quadro, no dia do atendimento, o exame que deve ser solicitado é: A) A sorologia IgM para dengue. B) O teste rápido NS1 para dengue. C) O PCR para vírus da febre amarela. D) A sorologia IgG para dengue e febre amarela. Para a investigação etiológica do quadro de dengue, o teste mais indicado no atendimento inicial é o teste rápido NS1 para dengue. O teste NS1 pode detectar a presença do antígeno NS1 do vírus da dengue já nos primeiros dias de infecção, sendo útil para um diagnóstico precoce e permitindo o início rápido das medidas de suporte necessárias. As outras opções, como a sorologia IgM para dengue (alternativa A), PCR para vírus da febre amarela (alternativa C) e a sorologia IgG para dengue e febre amarela (alternativa D), não são tão adequadas para a detecção imediata do agente etiológico, pois a sorologia IgM geralmente só é positiva a partir do 5º dia de doença e a sorologia IgG indica contato prévio ou vacinação, enquanto o PCR para febre amarela não é a primeira suspeita de diagnóstico nesse contexto clínico-epidemiológico. O cenário epidemiológico do Brasil, caracterizado pela circulação simultânea dos vírus Dengue (DENV), Chikungunya (CHIKV) e Zika (ZIKV), constitui-se em um grande desafio tanto para a assistência quanto para a vigilância. Dessa forma, é imprescindível conhecer a fisiopatologia dessas doenças. A conjuntivite é uma manifestação clínica que é A) Rara na Zika e na Chikungunya B) Muito comum na Chikungunya C) Muito comum na Zika D) Muito comum na Dengue Homem, 52 anos, portador de hipertensão arterial, foi diagnosticado com dengue e encontra-se no quinto dia de sintomas. Ao exame físico, apresenta hipotensão postural e prova do laço positiva, sem outros achados relevantes. Segundo a classificação de risco e manejo do paciente com dengue do ministério da saúde é CORRETO afirmar que o paciente foi classificado como: A) Grupo D, devido à presença de sinais de choque B) Grupo C, devido à prova do laço positiva e presença de comorbidades (hipertensão arterial). C) Grupo D, devido a pressão arterial convergente. D) Grupo C, devido a hipotensão postural. OBS: Se o paciente não tem sinais de alarme ou comorbidades, ele é grupo A. O grupo B compõe os pacientes que não têm sinais de alarme, mas têm um risco maior de gravidade. Esse risco é considerado se há comorbidades associadas ou se há sinais de sangramento espontâneo, como sangramento gengival, petéquias na pele ou sangramento induzido – na prova do laço. Para se enquadrarem no grupo B, são consideradas condições clínicas especiais e/ou de risco social ou comorbidades (lactentes – menores de 2 anos –, gestantes, adultos com idade acima de 65 anos, hipertensão arterial ou outras doenças cardiovasculares graves, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doenças hematológicas crônicas (principalmente anemia falciforme e púrpuras), doença renal crônica, doença ácido péptica, hepatopatias e doenças autoimunes). O grupo C se caracteriza pela presença de qualquer um dos sinais de alarme. Os sintomas de alarme são: dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua; vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico); hipotensão postural e/ou lipotimia; hepatomegalia maior do que 2 cm abaixo do rebordo costal; sangramento de mucosa; letargia e/ou irritabilidade; aumento progressivo do hematócrito. O grupo D é o grande perigo da Dengue. Ele é caracterizado por paciente com presença de sinais de choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos. O paciente deve ser acompanhado imediatamente em leito de terapia intensiva. São sinais de choque: ● Taquicardia ● Extremidades distais frias ● Pulso fraco e filiforme ● Enchimento capilar lento (>2 segundos) ● Pressão arterial convergente ( 22 irpm/min). B) Pancreatite aguda A maioria dos casos é secundária a doenças biliares, como litíase biliar (incluindo microlitíase), ou ingesta excessiva de álcool. O principal sintoma de pancreatite aguda é a dor abdominal. Nos casos típicos, a dor irá se localizar no epigástrio e na região periumbilical, podendo apresentar irradiação para o dorso, tórax, flancos e partes inferiores do abdome, bem como dor intensa, em faixa, com irradiação para o dorso. Na anamnese: náuseas, êmese, e distensão abdominal devida à hipomotilidade gástrica e intestinal. No exame físico pode-se observar: paciente com humor ansioso e inquieto; febre, sinais de desidratação, taquicardia e, em casos mais graves, choque e coma. Os exames laboratoriais consistem na análise dos níveis de amilase e lipase sérica. Dentro de poucas horas após o início dos sintomas, ocorre o aumento dos níveis dessas enzimas. Dessa forma, aumentos superiores a 3 vezes o limite superior dos níveis normais dessas enzimas são o teto recomendado para o diagnóstico. Os valores de referência das enzimas são abaixo de 160 U/L para amilase sérica e até 140 U/L para a lipase sérica. A dosagem da lipase é preferível em detrimento da amilase, tendo em vista que a primeira apresenta maior especificidade, menor custo e sensibilidade semelhantes. C) Apendicite aguda Um paciente com suspeita de apendicite na grande maioria das vezes vai apresentar dor na região periumbilical ou mesogástrica, com migração para a fossa ilíaca direita, onde é uma dor bem precisa e localizada. Náuseas, vômitos, febre baixa, constipação ou diarreia também podem estar presentes. No exame físico: Possíveis achados nos exames laboratoriais: leucocitose com desvio à esquerda, leucocitúria no exame de urina I e PCR (proteína C reativa) aumentada. D) Cetoacidose diabética Neste caso, a glicemia elevada (445 mg/dL) e o pH arterial baixo (7,2), que indica acidose, são altamente sugestivos de cetoacidose diabética. A presença de desidratação e taquipneia corresponde à tentativa do corpo de compensar a acidose através da respiração (respiração de Kussmaul). A CAD é definida por: ● Glicemia > 250 mg/dL ● Cetonemia > 3,0 mmol/L ou cetonúria significativa > 2+ ● Acidose metabólica com pHcausam dor abdominal (até 50% dos pacientes), náuseas e vômitos. Na maior parte dos pacientes haverá desidratação associada, que pode ou não estar atrelada à hipotensão e taquicardia. Além disso, destaca-se taquipneia, com ritmo respiratório de Kussmaul (pH entre 7,0-7,2) e hálito cetônico. Alteração do nível de consciência e febre são sintomas menos comuns, assim como dor abdominal, náuseas e vômitos. O hematócrito e a hemoglobina podem estar aumentados, assim como pode ser verificada leucocitose. A ureia e a creatinina podem estar elevadas. Paciente de 37 anos procura consulta na UBS para avaliação referindo corrimento. Ao exame ginecológico com espéculo visualiza-se secreção vaginal acinzentada, cremosa, com odor fétido. Tendo como referência o diagnóstico anterior, o tratamento correto é: A) Via oral: Metronidazol, 500 mg, VO, a cada 12 horas, por 7 dias. B) Ducha vaginal com 2x/ semana, a cada 2 semanas. C) Nistatina 100.000 Ul - um aplicador à noite, ao deitar-se, por 14 dias. D) Miconazol creme a 2% - um aplicador 5g à noite, ao deitar-se, por 7 dias. A vaginose bacteriana é caracterizada por uma alteração na flora bacteriana vaginal normal, a qual há alcalinização repetida do pH vaginal. Isso faz com que haja diminuição dos lactobacilos normais da flora, ocasionando o supercrescimento de bactérias predominantemente anaeróbicas. Entre os sinais e sintomas, estão presentes a secreção vaginal acinzentada, cremosa, com odor fétido (mas acentuada pós coito e no período menstrual). Para o diagnóstico, é utilizado o Critério de Amsel, sendo que a associação de 3 sinais ou sintomas – de quatro – são suficientes para diagnosticar a vaginose bacteriana. São eles: ● pH vaginal >4,5; ● Leucorreia; ● Teste de Whiff positivo; ● Presença de clue cells no exame a fresco da lâmina ao microscópio. Primeira opção para o tratamento é o metronidazol 500 mg, 1 comprimido por via oral, 12/12 horas, por 7 dias; ou metronidazol em gel vaginal 100 mg/g, com um aplicador cheio via vaginal à noite ao deitar-se, durante 5 dias; ou clindamicina creme 2%, com um aplicador completo (5 g) via vaginal na hora de dormir, durante 7 dias. João, oito anos, apresenta pele seca e áspera com prurido intenso em braços e pernas. Exame físico: lesões eczematosas com liquenificação em regiões flexurais cubital e poplítea, prega infra-orbital de Dennie Morgan e Sinal de Hertoghe presentes. O diagnóstico mais provável para este paciente é: A) Psoríase Na psoríase as lesões são placas eritematosas com escamas prateadas e aderidas. No lactente pode apresentar-se com um quadro semelhante a dermatite de fraldas. B) Dermatite de contato Na dermatite de contato também temos lesões eczematosas, porém no local de contato com o irritante ou o alérgeno. Além disso, se fosse dermatite de contato, o paciente não apresentaria os sinais semiológicos descritos. C) Dermatite atópica A dermatite atópica é uma dermatose eczematosa crônica. Os pacientes com dermatite atópica apresentam um defeito na barreira cutânea (epiderme), o que leva à perda transepidérmica de água. Essa perda de água leva à xerose intensa, maior predisposição à entrada de antígenos cutâneos desencadeando toda a cascata inflamatória. Existem três subgrupos de DA: lactente (3 meses a 2 anos de idade); pré-puberal (2 a 12 anos de idade); adulta (a partir de 12 anos de idade). O primeiro grupo é o mais comum, sendo que 45% desenvolve nos primeiros 6 meses de vida. Cerca de 60% dos lactentes e crianças jovens com DA entram em remissão por volta dos 12 anos de idade, porém alguns pacientes persistem com a doença na fase adulta. Nos pacientes lactentes, as lesões ocorrem principalmente na face, poupando a região central (nariz e boca), no couro cabeludo, no tronco e na região extensora dos membros, poupando a região coberta pelas fraldas. Já na fase pré-puberal, os locais mais acometidos são as dobras, principalmente fossas poplíteas e cubitais. Na fase adulta, essa distribuição permanece, porém as lesões assumem um caráter mais liquenificado indicando a cronicidade do quadro. Dois sinais semiológicos bastante característico dessa doença: linhas de Dennie-Morgan e de Hertoghe. O primeiro são duas pregas nas pálpebras inferiores e o segundo a perda dos terços distais das sobrancelhas. D) Dermatite seborreica A dermatite seborreica infantil geralmente se inicia nas primeiras semanas de vida e pode persistir por meses. Na maior parte das vezes dura até 3 meses, que é o tempo que o neonato produz sebo devido à ação de hormônios maternos. É incomum o surgimento de dermatite seborreica na infância após esse período. Há uma participação da Malassezia sp na fisiopatologia da dermatite seborreica. É caracterizada por escamas gordurosas e aderentes, sobre base eritematosa no couro cabeludo. Outras áreas comuns são a face e as áreas de dobras, como axilas, região retroauricular, pescoço e região inguinal (área das fraldas). Uma mulher de 47 anos de idade compareceu ao pronto-socorro com queixa de palpitação, sudorese e dor no peito. Relatou percepção dos atuais sintomas há 15 minutos da admissão. No exame físico, encontra-se sudoreica, taquicárdica e eupneica. PA de 145x85mmHg, FR de 23 irpm e enchimento capilar preservado. A seguir, o eletrocardiograma da referida paciente. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para a paciente. A) Manobra Vagal B) Prescrever propranolol, dipirona e encaminhar paciente para casa C) Adenosina D) Cardioversão elétrica sincronizada Paciente estava com taquiarritmia sem onda P e sem onda F, com QRS estreito e intervalo R-R regular, ou seja, uma taquicardia supraventricular. Como estava com dor no peito, se considera instável, precisando realizar uma cardioversão elétrica sincronizada. Dica: TSV instável = CVE TSV estável = Manobra Vagal. Se falha: adenosina EV 6-12-12mg. Mulher, 35 anos, queixa-se de dor epigástrica associada a náuseas, 2 ou 3x/semana, há 3 meses. A dor interfere nas suas atividades diárias. Nega perda de peso, vômitos, sangramentos ou disfagia. Evacua 1x/dia, fezes formadas. Sem outros antecedentes. Exame físico: sem alterações. Qual é a conduta mais adequada? A) Tomografia de abdome com contraste. É mais utilizada em situações onde há suspeita de complicações ou outras condições abdominais que não são sugeridas pela história clínica e exame físico da paciente. B) Endoscopia digestiva alta Só haveria indicação para endoscopia digestiva em paciente com risco de neoplasia (> 50 anos), naqueles com presença de algum sinal de alarme (especialmente anemia, emagrecimento, sangramentos) ou naqueles refratários ao tratamento clínico inicial. C) Teste não invasivo para H. pylori. Testes não invasivos incluem o teste respiratório de ureia e a pesquisa do antígeno fecal. D) Parasitológico de fezes. Parasitológico de fezes é geralmente indicado para investigar diarreia ou suspeita de infecção parasitária. Não é uma investigação inicial para dispepsia na ausência de sintomas relacionados a infecções parasitárias. OBS: Caso de dispepsia crônica não investigada em paciente jovem e sem sinais de alarme (sintomas dispépticos por mais de 4 semanas = DISPEPSIA CRÔNICA). A infecção por Helicobacter pylori é uma causa comum de dispepsia, tanto funcional quanto orgânica. O manejo inicial da dispepsia geralmente envolve a avaliação da presença de H. pylori, que pode ser feita por meio de testes não-invasivos e o tratamento empírico de sintomas através dos inibidores da bomba de prótons. Uma menina de onze anos de idade apresenta dor abdominal recorrente há três meses, acompanhada de febre, perda de peso e diarreia de pouco volume, com sangue e muco nas fezes, além de tenesmo retal. Os exames revelam anemia microcítica e hipocrômica e leucocitose discreta. O VHS, a proteína C-reativa e a calprotectina fecal estão elevados. À colonoscopia, foram visualizadas lesões ulceradas e aftoides entremeadas com áreas de mucosa normal, com aspecto de "pedras de calçamento". Em relação a esse casohipotético, assinale a alternativa correta: A) Se forem encontrados granulomas não caseosos na biópsia, o diagnóstico de Doença de Crohn será confirmado. Sempre que estiver diante de paciente jovem com diarreia crônica inflamatória, temos que pensar em doença inflamatória intestinal. A paciente, adicionalmente, ainda apresenta anemia, aumento das provas de atividade inflamatória e colonoscopia com padrão em pedras de calçamento, que é típico de Doença de Crohn. B) A calprotectina fecal elevada já confirma doença inflamatória intestinal. Embora a calprotectina fecal seja um marcador da presença de leucócitos na fezes, observado nas diarreias inflamatórias, o exame padrão ouro para as doenças inflamatórias intestinais é a colonoscopia. C) O tratamento deve ser iniciado com infliximabe. Embora o anti-TNF seja um medicamento possível, existem outros imunobiológicos e imunossupressores que podem ser usados neste contexto. D) A análise dos anticorpos Asca e p-Anca teriam eliminado a necessidade da colonoscopia. O anticorpo pANCA está positivo na retocolite ulcerativa em 60-70%, sendo a sua positividade na DC de apenas 5-10%. Já o ASCA está positivo em cerca de 70% dos portadores da doença de Crohn. Os agentes etiológicos mais comumente envolvidos na patogênese da Doença Inflamatória Pélvica Aguda (DIPA) são: A) Escherichia coli e Candida albicans. B) Treponema pallidum e Papilomavírus. Humano (HPV). O Treponema causa sífilis e o HPV está envolvido com o câncer de colo uterino. C) Streptococcus agalactiae e Gardnerella vaginalis. O Streptococcus agalactiae está envolvido com a sepse neonatal precoce e a Gardnerella pode ocasionar DIP, mas não é o agente principal. D) Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. Os principais agentes etiológicos envolvidos na DIP são os mesmos das cervicites: Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Entre os fatores de risco modificáveis que influenciam na progressão da doença renal crônica, pode-se incluir: A) A anemia e a obesidade. O tratamento da anemia não possui benefício comprovado em retardar a progressão da DRC. B) A proteinúria e a obesidade. C) A desnutrição e a anemia. D) A dislipidemia e a hipertensão arterial. Além dos fatores etiológicos, há os fatores associados à progressão da DRC e que aceleram a evolução para falência renal e necessidade de diálise. Os principais são proteinúria, tabagismo e descontrole pressórico e glicêmico. Você está na emergência de um hospital e atende um paciente com queixa de palpitações. Você inicia a monitorização dele que evidencia o traçado abaixo. Durante a avaliação o paciente encontra-se com pressão de 75x32 mmHg, com confusão mental, dispneia, saturando 82% em ar ambiente. Qual a conduta mais adequada? A) Realizar Desfibrilação imediatamente. B) Realizar Cardioversão Elétrica Sincronizada imediatamente. C) Infundir 300 mg de amiodarona por via intravenosa. D) Realizar implante de marcapasso transcutâneo imediatamente. A taquiarritmia instável (qualquer uma) é uma EMERGÊNCIA MÉDICA e deve ser interrompida imediatamente! A conduta será CARDIOVERSÃO ELÉTRICA SINCRONIZADA (na maioria das vezes) ou DESFIBRILAÇÃO (somente na taquicardia de QRS largo e irregular). Cuidados antes de realizar a cardioversão elétrica: Inicialmente, devemos explicar ao paciente sobre o procedimento. O próximo passo é iniciar a sedação e a analgesia. O etomidato é a droga que causa menos efeitos hemodinâmicos. O propofol e midazolam também podem ser utilizados, mas eles podem piorar a hipotensão. Uma vez sedado, devemos garantir um aporte suplementar de oxigênio, pois alguns pacientes fazem queda de língua e evoluem com hipoxemia. Logo depois, devemos preparar o desfibrilador para disparar o choque. A monitorização deve ser feita, preferencialmente, com os cabos do cardioversor. No entanto, em situações mais críticas, a pá também pode monitorizar. NUNCA SE ESQUEÇA DE SINCRONIZAR nos casos de cardioversão sincronizada! A sincronização garante que a carga seja liberada junto com o QRS. Se a carga for liberada no período refratário (fenômeno R sobre T), o paciente pode evoluir com parada cardiorrespiratória. A cardioversão pode ser realizada com as pás na posição esterno-apical (maioria das vezes) ou anteroposterior (indicada em pacientes portadores de marca-passo definitivo). Após a cardioversão, devemos verificar se houve reversão da taquiarritmia e reavaliar os sinais vitais. Na ausência de resposta à cardioversão, podemos repeti-la em dose superior.