Logo Passei Direto
Buscar

PPAP ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E SAÚDE MENTAL ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO EM CONTEXTOS DE ESTRESSE E ANSIEDADE ESCOLAR

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

2
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL – UNIPLAN
CURSO SUPERIOR LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA
PROJETOS E PRATICAS DE AÇÃO PEDAGOGICA – PPAP IV
SUPERVISÃO ESCOLAR E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E SAÚDE MENTAL: ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO EM CONTEXTOS DE ESTRESSE E ANSIEDADE ESCOLAR.
ANTÔNIA DE NAZARÉ SANTOS DE AVIZ – UL 22110955
CINTYA GRACIELE ASSUNÇÃO DE SOUZA – UL 22110973
LIVIANE DOS SANTOS OLIVEIRA – UL 22115168
MARIA CRISTINA SOARES MACHADO – UL 22107457
RAYSSA MAYARA MACEDO DE LIMA – UL 22107461
MARITUBA/PA
2024
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL – UNIPLAN
ANTÔNIA DE NAZARÉ SANTOS DE AVIZ – UL 22110955
CINTYA GRACIELE ASSUNÇÃO DE SOUZA – UL 22110973
LIVIANE DOS SANTOS OLIVEIRA – UL 22115168
MARIA CRISTINA SOARES MACHADO – UL 22107457
RAYSSA MAYARA MACEDO DE LIMA – UL 22107461
ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E SAÚDE MENTAL: ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO EM CONTEXTOS DE ESTRESSE E ANSIEDADE ESCOLAR.
Projeto e Prática de Ação Pedagógica - PPAPIV apresentado ao Centro Universitário do Planalto do Distrito Federal – UNIPLAN, como requisito parcial para obtenção do grau de Licenciatura em Pedagogia.
Orientadora: Prof.ª. Elma Fernandes de Oliveira 
MARITUBA
2024
Sumário
1. TEMA	3
2. SITUAÇÃO PROBLEMA	3
3. JUSTIFICATIVA E EMBASAMENTO TEÓRICO	3
4. PUBLICO ALVO	5
5. OBJETIVOS	5
5.1 Objetivo Geral	5
5.2 Objetivos Específicos	5
6. PERCUSO METODOLÓGICO	5
7. RECURSOS	6
7.1. Recursos Humanos.......................................................................................6
7.2. Recursos Materiais................................................................................ .......7
8. CRONOGRAMA	7
9. AVALIAÇÃO E PRODUTO FINAL	7
10. REFERÊNCIAS	9
	
1. TEMA
Orientação Educacional e Saúde Mental: Estratégias de Prevenção em Contextos de Estresse e Ansiedade Escolar.
2. SITUAÇÃO PROBLEMA
A pressão por desempenho escolar acarreta elevados níveis de estresse e ansiedade nos estudantes. Devido ao excesso de avaliações, apresentações e objetivos necessários, a saúde mental dos estudantes é fortemente afetada. No entanto, uma abordagem mais equilibrada no que se refere à preocupação preventiva é indispensável, considerando que muitos currículos dos alunos são orientados para o resultado por parte da liderança da instituição de ensino, e o bem-estar emocional é geralmente ignorado.
Portanto, as instituições de ensino devem incluir práticas, com base no currículo que promovam o bem-estar emocional e um ambiente acolhedor para ajudar os estudantes. Ao permitir que os alunos recebam apoio emocional e lhes dar oportunidades para expressar os problemas, a negatividade do estresse e da ansiedade é aliviada, ajudando os alunos a melhorar suas habilidades de tomada de decisão e intelectuais de forma equilibrada. 
A inserção do bem-estar emocional na escola tem o potencial não só de aliviar o estresse e a ansiedade, como também ajudar no desenvolvimento pessoal dos estudantes. Escola calorosa e acolhedora, juntamente com o apoio emocional, capacita os alunos a aceitar os desafios acadêmicos com mais segurança e equilíbrio.
Um estudo demonstra que a emocionalmente apoiada é mais envolvida em suas lições e tem um melhor desempenho no ambiente escolar. A análise sustenta o argumento de que um currículo acadêmico que prioriza o estudo mental, mas deixa um lado a parte emocional está propício para dedicação acadêmica a várias consequências adversas.
3. JUSTIFICATIVA E EMBASAMENTO TEÓRICO
Devido à crescente exigência por desempenho acadêmico, as instituições educacionais têm o desafio de reavaliar sua função no desenvolvimento completo dos alunos. Este contexto leva os estudantes a um patamar que provoca elevados níveis de estresse e ansiedade, afetando sua saúde mental e podendo causar problemas como dificuldade de concentração, insegurança e diminuição da autoestima. Portanto, justifica-se a importância de incluir práticas de bem-estar emocional no programa de estudos. Esta estratégia não só fomenta um ambiente mais receptivo e seguro, como também auxilia os alunos a enfrentar de maneira saudável os desafios impostos pela vida acadêmica.
Assim, Lev Vygotsky (1984) enfatiza que o aprendizado é um processo social e que o crescimento dos alunos é diretamente afetado pelo ambiente e pelas interações que acontecem nele. Ao fornecer apoio emocional e estabelecer um ambiente seguro, as instituições de ensino contribuem para o desenvolvimento integral dos estudantes, possibilitando que eles desenvolvam competências socioemocionais essenciais para lidar com desafios de maneira equilibrada. 
 Conforme Vygotsky, "o processo de aprendizagem ativa processos internos de desenvolvimento que só funcionam quando a pessoa interage com pessoas em seu ambiente" (Vygotsky, 1984, p. "23". Esta visão enfatiza a relevância de um ambiente educacional que priorize o bem-estar emocional dos estudantes.
Paulo Freire (1987) argumenta que a educação deve ser um processo de emancipação, onde o estudante é o protagonista de seu próprio aprendizado. Freire sustenta que a escola não deve se limitar a transmitir informações, mas também deve proporcionar um espaço para debate e reflexão que considere os sentimentos e vivências dos estudantes. A educação possibilita o fortalecimento do estudante e o aprimoramento de sua consciência crítica, habilitando-o a lidar com o estresse e a ansiedade de forma mais saudável e balanceada.
 A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa. O educador que não tem medo de confrontar-se com o educando, que não teme sua criatividade, não lhe impõe as suas verdades, não lhe impõe o seu saber, mas se coloca ao lado dele para juntos, buscarem o saber." (Freire, 1987, p. 79).
Jean Piaget (1971) também destaca que o progresso cognitivo é fruto das interações do estudante com o seu ambiente. Ele defende que, ao adquirir conhecimento através de suas vivências, os estudantes se beneficiam de métodos de ensino que levam em conta seu bem-estar emocional. "O propósito primordial da educação é formar indivíduos aptos a criar inovações, e não apenas reproduzir o que as gerações anteriores realizaram" (Piaget, 1971, p. 38).
Um ambiente escolar tranquilo e sem estresse possibilita que os estudantes se concentrem de maneira mais eficaz e aprimorem suas competências cognitivas e emocionais de maneira conjunta.
[...] o principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas, e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram. Pessoas que sejam criativas, inventivas e descobridoras. O segundo objetivo da educação é formar mentes que possam ser críticas, que possam verificar e não aceitar tudo o que lhes é oferecido. (Piaget, 1971, p. 38).
Assim, incorporar práticas de apoio emocional e oportunidades para que os alunos manifestem suas emoções auxilia na construção de um ambiente educacional mais humanizado e eficiente. Esta estratégia é justificada pelos benefícios que proporciona: ao apoiar emocionalmente os estudantes, as instituições educacionais promovem um crescimento acadêmico e pessoal mais harmonioso. Assim, os estudantes não só aprimoram suas competências de decisão e intelectuais, como também se tornam mais aptos para lidar com desafios tanto no âmbito escolar quanto fora dele.
4. PUBLICO ALVO
Estudantes do Ensino Fundamental I e Orientação Educacional.
5. OBJETIVOS
5.1 Objetivo Geral
* Promover a saúde mental e emocional dos alunos do Ensino Fundamental I, reduzindo estresse e ansiedade, criando um ambiente escolar acolhedor.
5.2 Objetivos Específicos
* Realizar oficinas e atividades recreativas para ajudar os alunos a conhecer e gerenciar suas emoções.
* Capacitar os professores e a equipe para que haja identificação e prevenção do estresse e da ansiedade.
* Promover apoio emocionale um ambiente de sala de aula mais acolhedor.
6. PERCUSO MetodolÓgiCO
Este projeto de intervenção pedagógica se concentrará na valorização da saúde mental e emocional dos alunos. Ele reconhece a importância das interações em todos os contextos. Para estabelecer uma base sólida de suporte e cooperação, serão implementadas abordagens integradas que envolvem educadores, famílias e a comunidade. A seguir estão as etapas desse processo metodológico.
· Diagnóstico Inicial:
Realizar uma avaliação preliminar através de observação e entrevistas com professores e familiares para identificar os principais fatores de estresse enfrentados pelos estudantes.
· Oficinas de Autoconhecimento:
Organizar oficinas divertidas e dinâmicas, realizadas uma vez por semana, focadas no autoconhecimento e na autogestão emocional. Essas oficinas proporcionarão um ambiente seguro para os alunos expressarem suas emoções, identificarem sinais de estresse e ansiedade, e desenvolverem estratégias de enfrentamento.
· Capacitação de Educadores:
Promover formações regulares para os docentes e a equipe escolar, capacitando-os a reconhecer sinais de estresse e ansiedade nos alunos e a agir preventivamente. O objetivo é construir um ambiente escolar mais acolhedor, onde a cooperação entre professores, alunos e famílias seja fortalecida.
· Envolvimento da Família e Comunidade:
Organizar eventos e reuniões que integrem famílias e a comunidade no processo educativo, criando uma rede de apoio mais ampla. Esse envolvimento é crucial para garantir que os estudantes recebam suporte emocional tanto em casa quanto na escola.
· Criação de um Ambiente Harmonioso:
Estabelecer interações positivas entre todos os ambientes em que os alunos estão inseridos, promovendo um ambiente escolar seguro e harmonioso que contribua para a redução dos fatores de estresse e ansiedade.
7. RECURSOS
7.1. Recursos Humanos:
Equipe pedagógica, alunos, pais e responsáveis.
7.2. RECURSOS MATERIAIS:
	MATERIAIS
	QUANTIDADE
	Cartolina
	10
	EVA
	5
	Tecidos
	3 metros
	Aparelho de áudio
	1
	Data show
	1
	Notebook
	1
	Quadro branco
	1
8. CRONOGRAMA
	Etapas
	Mês 1
	Mês 2
	Mês 3
	Mês 4
	Mês 5
	Mês 6
	1. Planejamento e Formação da Equipe
	X
	
	
	
	
	
	2. Diagnóstico Inicial e Levantamento de Necessidades
	X
	X
	
	
	
	
	3. Capacitação dos Professores e Orientadores
	
	X
	
	
	
	
	4. Reuniões com Famílias e Comunidade
	
	X
	X
	
	
	
	5. Início das Oficinas de Autorregulação Emocional com Alunos
	
	
	X
	X
	
	
	6. Implementação de Recursos Visuais e Materiais Lúdicos
	
	
	X
	X
	
	
	7. Avaliação Parcial (Revisão das Estratégias)
	
	
	
	X
	
	
	8. Continuação das Oficinas e Suporte a Professores
	
	
	
	X
	X
	
	9. Encontros de Avaliação com Famílias
	
	
	
	
	X
	
	10. Avaliação Final da Intervenção e Relatório
	
	
	
	
	
	X
9. AVALIAÇÃO E PRODUTO FINAL
A análise da intervenção pedagógica será realizada de forma contínua, tanto durante quanto depois do projeto. O impacto das oficinas e das atividades de autorregulação emocional nos alunos será avaliado por meio de questionários e observações qualitativas. Os professores, responsáveis e alunos serão perguntados sobre mudanças de comportamento e níveis de ansiedade. Um foco será a capacidade dos alunos de identificar e controlar suas emoções durante situações de estresse. Isso incluirá a frequência de episódios de ansiedade e a participação dos alunos nas atividades escolares. Além disso, será avaliado o quanto as ferramentas lúdicas são capazes de tornar um ambiente agradável.
Ao final do projeto, haverá reuniões de feedback para discutir o progresso dos alunos e uma comparação entre o diagnóstico inicial e os resultados obtidos. Um documento concluído reunirá essas informações, incluindo um diagnóstico inicial das causas de estresse, relatórios mensais sobre o progresso emocional, uma compilação das ferramentas pedagógicas criadas e planos de ação para garantir a continuidade das estratégias. O objetivo final é que a escola mantenha as metodologias que criou e crie um manual de boas práticas que possa ser usado em diferentes contextos educacionais.
10. REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1987.
PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1971.
VYGOTSKY, L. S. (1984). A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes.

Mais conteúdos dessa disciplina