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SEMANA 01 Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 1 GABARITO COMENTADO DAS QUESTÕES - SEMANA 01 (CRONOGRAMA 180 DIAS) DIA 01 2 DIREITO CONSTITUCIONAL 2 Tema 1: Teoria da Constituição (10 questões) 2 DIA 02 7 DIREITO DO TRABALHO 7 Tema 1: Relação de trabalho (05 questões) 7 Tema 2: Contrato de trabalho/emprego (10 questões) 10 DIA 03 16 DIREITO CIVIL 16 Tema 1: Das pessoas naturais (10 questões) 16 Tema 2: Pessoa jurídica (05 questões) 21 DIA 04 26 DIREITO TRIBUTÁRIO 26 Tema 1: Competência tributária (10 questões) 26 DIA 05 33 DIREITO PENAL 33 Tema 1: Lei penal no tempo e no espaço (10 questões) 33 DIA 06 39 DIA OFF 39 DIA 07 39 DIA OFF 39 Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 2 DIA 01 DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 1: Teoria da Constituição (10 questões) QUESTÃO 01 - OAB XXXV (2022) a) Errada. O Poder Originário dá origem a uma nova Constituição, este poder inaugura uma ordem jurídica, o que não é caso, pois conforme fragmento do texto o ato foi exercido nos plenos poderes “outorgados pelo artigo 11 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988”. b) Errada. Não existe esse poder, apenas existe: Poder Decorrente, Reformador e Revisor. c) Correta. Poder constituinte derivado decorrente é aquele conferido aos Estados para criarem as suas próprias Constituições Estaduais. É a competência constitucional outorgada pelo Poder Constituinte Originário ao Poder Legislativo Estadual para criar a Constituição estadual. d) Errada. Esse poder (Derivado Reformador) corresponde à possibilidade de alteração do texto constitucional, por meio das emendas ao texto original, o que não é o caso. Gabarito: Letra C QUESTÃO 02 - OAB XXXIII (2021) a) Errada. A vedação à pena de morte é um direito fundamental e, portanto, trata-se de cláusula pétrea, razão pela qual não pode tal garantia ser abolida. b) Errada. A vedação à pena de morte é um direito fundamental e, portanto, trata-se de cláusula pétrea, razão pela qual não pode tal garantia ser abolida. c) Certa. O Segundo Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos veda a aplicação da pena de morte (art. 1). Além disso, a vedação à pena de morte é cláusula pétrea, pois esta no Rol de direitos e garantias individuais (art. 5º, inciso XLVII, da CRFB/88/88). Dessa forma, tal disposição não pode em nenhuma hipótese ser abolida por Emenda Constitucional (art. 60, § 4º, inciso IV, da CRFB/88/88). “Art. 5º, XLVII CRFB/88. (...) não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; Art. 60, § 4º, inciso IV, da CRFB/88: “Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (...) IV - os direitos e garantias individuais”.” d) Errada. Não há nenhum previsão legal que admita que o Supremo Tribunal Federal permita a pena de morte. Gabarito: Letra C Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 3 QUESTÃO 03 - OAB XXIV (2018) a) Errada. A mutação constitucional ocorre por meio de processo informal, no qual há uma modificação do significado da Constituição sem que haja alteração no seu texto, por isso, a assertiva de que ocorrerá alteração no texto da constituição está equivocada. b) Errada. A emenda à Constituição decorre de processo formal de alteração da Lei Fundamental. A mutação constitucional ocorre por meio de processo informal, no qual há uma modificação do significado da Constituição sem que haja alteração no seu texto. Na emenda há alteração no texto, por isso, é equivocado afirmar que a mutação ocorre por meio da utilização da emenda. c) Correta. A mutação constitucional ocorre por meio de processo informal, no qual há uma modificação do significado da Constituição sem que haja alteração no seu texto, por isso, a alternativa está correta. d) Errada. A mutação é uma alteração do sentido do texto constitucional, todavia sem alterar a letra da lei. Gabarito: Letra C QUESTÃO 04 - OAB XXVI (2018) a) Errada. No ordenamento jurídico pátrio adota-se a tese da revogação, isto é, a norma posterior revoga a anterior. b) Errada. A assertiva rata da tese da recepção ou não recepção que no caso será aplicada somente aos atos infraconstitucionais c) Errada. Essa situação acontecerá no caso do art. 5°, § 3º da CRFB/88, ou seja, para tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. d) Correta. Como houve uma nova Constituição, a norma constitucional pretérita é revogada tacitamente em sua integralidade, a instauração de uma nova ordem jurídica rompe por completo a ordem jurídica precedente. Gabarito: Letra D QUESTÃO 05 - OAB XXV (2018) a) Errada. O enunciado informa que a Câmara dos Deputados pretende por Emenda Constitucional para tornar o voto facultativo. A assertiva está errada porque assevera que não é possível a referida emenda porque o voto obrigatório é cláusula pétrea, Todavia, apesar do status constitucional do voto, não está vedado de sofrer a referida emenda, uma vez que a Constituição destaca que não será objeto a deliberação da proposta de emenda que tende a abolir o voto direto, secreto, universal e periódico (art. 60, § 4º , II da CRFB/88), não menciona acerca da obrigatoriedade. b) Correta. A Constituição Federal destaca que não será objeto a deliberação da proposta de emenda que tende a abolir o voto direto, secreto, universal e periódico (art. 60, § 4º , II da CRFB/88), não menciona acerca da obrigatoriedade, razão pela qual a proposta da Câmara dos Deputados não encontra óbice. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 4 CRFB/88“Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (...) II - o voto direto, secreto, universal e periódico;” c) Errada. Não há necessidade da manifestação de ambas as casas, conforme o art. 60, I da CRFB/88, para a proposta basta a manifestação de 1/3 dos membros da Câmara dos Deputados OU do Senado Federal. Agora, a proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso nacional, ocorrerá em 2 turnos e será aprovada se obtiver o quorum de 3/5 dos votos dos respectivos membros nos termos do art. 60, § 2º da CRFB/88. d) Errada. A Emenda não é feita pela sanção presidencial, a participação do Presidente da República pode ocorrer no momento da propositura conforme art. 60, II da CRFB/88. Gabarito: Letra B QUESTÃO 06 - FGV (2023) a) Errada. Conforme será abordado nos itens subsequentes, há vícios na proposta, como, por exemplo, na proposta, no objeto e na sanção e promulgação. b) Correta. Conforme o art. 60, inciso I da CRFB/88 a Constituição só poderá ser emendada mediante a proposta de ⅓ no mínimo dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, o enunciado informou que um grupo de 25 senadores apresentou a proposta, ocorre que cada estado conta com 3 representantes no Senado, considerando que há 27 unidades da Federação, somando ao total de 81 membros do senado (3 (senadores por estado) X 27 (unidades federativas) = 81). Partindo dessa premissa, ⅓ dos Membros do Senado (81 membros) corresponde a 27. Portanto, a proposta deveria ter no mínimo 27 senadores, como houve 25 senadores há vício na proposta. No que diz respeito ao objeto, o art.para o custeio, a expansão e a melhoria do serviço de iluminação pública e de sistemas de monitoramento para segurança e preservação de logradouros públicos. b) Errada. A COSIP é de competência exclusiva dos municípios e do Distrito Federal (DF), no qual podem instituir a cobrança por suas respectivas Leis Ordinárias. Portanto, compete ao Distrito Federal instituir a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública nos limites de seu território. c) Errada. Não se trata de delegação de capacidade tributária ativa. O Distrito Federal tem competência tributária atribuída pela Constituição Federal para instituir contribuição, para o custeio, a expansão e a melhoria do serviço de iluminação pública e de sistemas de monitoramento para segurança e preservação de logradouros públicos. d) Correta. A Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP), é de competência dos Municípios e do Distrito Federal, conforme preceitua o art. 149-A da Constituição Federal. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 29 Art. 149-A. CF. Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio, a expansão e a melhoria do serviço de iluminação pública e de sistemas de monitoramento para segurança e preservação de logradouros públicos, observado o disposto no art. 150, I e III (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) (reforma tributária). Gabarito: Letra D QUESTÃO 07 - OAB FGV (2023) a) Errada. Em se tratando de território federal não dividido em Municípios, será de competência da União a atribuição para instituir os impostos federais, estaduais e municipais. Sendo assim, ausente a divisão em Municípios, poderá ser realizada em tal Território Federal, a cobrança pela União de IPTU (imposto municipal) e de ISS e ITBI (impostos estaduais). b) Errada. A União sempre terá competência para instituição e cobrança de impostos estaduais nos territórios federais. c) Errada. Inexistindo divisão de municípios nos territórios federais, caberá à União exercer as competências tributárias federais, estaduais e municipais. Art. 147. CF. Competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não for dividido emMunicípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem os impostos municipais. d) Correta. Nos termos alínea b do inciso II do § 1º do art. 61 da Constituição Federal, é de iniciativa privativa do Presidente da República leis que disponham sobre matéria tributária concernente aos Territórios. Art. 61. CF. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: II - disponham sobre: b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; #PARA FIXAR: TERRITÓRIO FEDERAL (administrado pela União) TERRITÓRIO FEDERAL (administrado pela União) Dividido em municípios: União cobra impostos federais + estaduais; *Municípios cobram seus impostos municipais. Não dividido emmunicípios: A União cobra todos os impostos (federais, estaduais e municipais). Gabarito: Letra D Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 30 QUESTÃO 08 - OAB FGV (2023) a) Errada. O CTN prevê expressamente que a atribuição da função ou encargo de arrecadar tributos é perfeitamente possível a pessoas de direito privado, não fazendo nenhuma distinção entre empresa pública ou sociedade de economia mista. b) Errada. É permitido à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. c) Errada. A lei poderia, sim, atribuir a função de arrecadação dessa taxa a essa pessoa jurídica de direito privado, ainda que se configure como uma sociedade de economia mista, mas o ato de lançamento tributário continuaria sendo privativo da autoridade administrativa competente. d) Correta. O cometimento da função ou encargo de arrecadar tributos é perfeitamente possível a pessoas de direito privado. O que não pode é a atribuição da capacidade tributária ativa a essas pessoas, a qual somente pode ser delegada a pessoas de direito público. Art. 7º. CTN. A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do art. 18 da Constituição. §1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir. §2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido. §3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. Gabarito: Letra D QUESTÃO 09 - OAB FGV (2023) a) Errada. De fato, as normas gerais sobre o IPVA (fato gerador, base de cálculo, sujeito passivo etc.) deverão ser previstas em uma lei complementar federal a ser editada pelo Congresso Nacional (art. 146, III, "a", da CF/88). Ocorre que esta lei ainda não existe. Diante da falta de normas gerais editadas pela União, no que concerne ao IPVA, o STF entende que os Estados podem exercer a competência legislativa plena, conforme dispõe o art. 24, §º30 , da CF. b) Correta. Embora o IPVA esteja previsto em nosso ordenamento jurídico desde a Emenda 27/1985 à Constituição de 1967, ainda não foi editada a lei complementar estabelecendo suas normas gerais, conforme determina o art. 146, III, da CF/88. Assim, os Estados poderão editar as leis necessárias à aplicação do tributo, conforme estabelecido pelo art. 24, § 3º, da Constituição Federal. Ademais, o Supremo Tribunal Federal decidiu, em julgamento de recurso extraordinário com repercussão geral (tema 708), que a Constituição autoriza a cobrança do IPVA somente pelo Estado em que o contribuinte mantém sua sede ou domicílio tributário. Logo, é plenamente válida a lei do Estado X, nos termos da CF. Art. 24. CF. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 31 §3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. Tese para fins de repercussão geral (Tema 708): A Constituição autoriza a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) somente pelo Estado em que o contribuinte mantém sua sede ou domicílio tributário. c) Errada. A lei do Estado Y não é válida, uma vez que o entendimento do STF é no sentido de que a cobrança do IPVA somente poderá ser feita pelo Estado em que o contribuinte mantém sua sede ou domicílio tributário (e não pelo Estado em que os veículos foram licenciados). d) Errada. Não existe lei complementar que regulamente nacionalmente o IPVA, sendo que cada Estado editou sua própria legislação sobre referido imposto, a partir da permissão contida no art. 24, § 3º, da Constituição Federal. Gabarito: Letra B QUESTÃO10 - OAB FGV (2022) a) Errada. Os Estados não podem instituir contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública, sendo este tributo de competência dos Municípios e do Distrito Federal. Art. 149-A. CF. Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio, a expansão e a melhoria do serviço de iluminação pública e de sistemas de monitoramento para segurança e preservação de logradouros públicos, observado o disposto no art. 150, I e III (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) (reforma tributária). b) Errada. Compete à União instituir Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) e a Contribuição sobre receita de concursos prognósticos (loterias, apostas, etc.) Art. 149. CF. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. Art. 195, CF. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: III - sobre a receita de concursos de prognósticos. c) Errada. As contribuições sociais são de competência tributária privativa da União, salvo as contribuições para o custeio da previdência pública de servidores, que são comuns a todos os entes da federação. Ainda, a COSIP é de competência exclusiva dos municípios e do Distrito Federal (DF), no qual podem instituir a cobrança por suas respectivas Leis Ordinárias. Art. 149. CF. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. Art. 149-A. CF. Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio, a expansão e a melhoria do serviço de iluminação pública e de Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 32 sistemas de monitoramento para segurança e preservação de logradouros públicos, observado o disposto no art. 150, I e III (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) (reforma tributária). d) Correta. A competência para instituição da Contribuição de Melhoria é comum da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, nos termos do art. 145, III da Constituição Brasileira de 1988. O ente competente será o ente que realizar a obra pública que gere valorização imobiliária. Ademais, as contribuições sociais são de competência tributária privativa da União, salvo as contribuições para o custeio da previdência pública de servidores, que são instituídas pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a ser cobrada de seus servidores. Art. 145. CF. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. Art. 149. § 1º. CF. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, por meio de lei, contribuições para custeio de regime próprio de previdência social, cobradas dos servidores ativos, dos aposentados e dos pensionistas, que poderão ter alíquotas progressivas de acordo com o valor da base de contribuição ou dos proventos de aposentadoria e de pensões. Gabarito: Letra D Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 33 DIA 05 DIREITO PENAL Tema 1: Lei penal no tempo e no espaço (10 questões) QUESTÃO 01 - OAB XXXII (2021) a) Errada. O art. 7º, §2º, do CP impede a aplicação da lei brasileira apenas se houver a absolvição ou o cumprimento da pena no estrangeiro. Logo, o fato de ter ocorrido a prisão em flagrante em Portugal, por si só, não impede a aplicação da lei brasileira. b) Correta. É possível a aplicação da lei brasileira, eis que o fato de ter ocorrido a prisão em flagrante em Portugal, por si só, não é fato impeditivo. Além disso, não há necessidade de representação da vítima nos casos em que o crime de lesão corporal for praticado com violência doméstica. O crime em comento é de ação penal pública incondicionada (art. 41 Lei n. 11.340/2006). Ademais, não há qualquer previsão legal que impeça a aplicação da lei brasileira em face do retorno de Júlia. “Súmula 542, STJ: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada.” c) Errada. O retorno da vítima e a sua representação não são requisitos para a aplicação da lei brasileira, nos termos da fundamentação da alternativa anterior. d) Errada. O art. 7º, §2º, do CP impede a aplicação da lei brasileira se houver a absolvição ou o cumprimento da pena no estrangeiro. “Art. 7º, CP: Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: II - os crimes: a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; b) praticados por brasileiro; c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. § 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; (...)” Gabarito: Letra B QUESTÃO 02 - OAB XXXI (2020) a) Errada. Ainda que o Código Penal adote a Teoria da Atividade, o crime praticado é permanente. Portanto, André era imputável no momento do crime, conforme comentário da alternativa “C”. b) Errada. O Código Penal adota a Teoria da Atividade quanto ao tempo do crime. Além disso, o crime praticado é permanente, razão pela qual André era imputável no momento do crime, conforme comentário da alternativa “C”. c) Correta. O crime de tráfico de drogas é crime permanente. Assim, mesmo que no momento em que André adquiriu a droga ele ainda fosse menor de idade, a conduta do crime somente finalizou quando este já era maior de idade, razão pela qual era imputável ao tempo do crime, mesmo que o Código Penal adote a teoria da atividade quanto ao tempo do crime, observando-se o enunciado da Súmula 711, STF. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 34 “Súmula 711 STF: A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.“ “Art. 33, Lei 11.343/06: Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar.“ d) Errada. A alternativa está equivocada somente quanto a teoria adotada, eis que o Código Penal adota a Teoria da Atividade em relação ao tempo do crime. Gabarito: Letra C QUESTÃO 03 - OAB XXIX (2019) a) Errada. A alternativa está errada por dois motivos: o primeiro porque o Código Penal adota a Teoria da Atividade (artigo 4°, CP) para definição do tempo do crime, e o segundo pelo fato de que o crime de extorsão é um crime permanente. Logo, o agenteserá responsabilizado, sendo permitido pelo Ministério Público o oferecimento de denúncia contra Lúcio, já que ele completou a maioridade enquanto o crime ainda estava acontecendo, razão pela qual é imputável perante a lei. Ressalte-se o teor da Súmula 711 do STF: “A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.” b) Errada. A alternativa está errada pelo fato de que o Código Penal adota a Teoria da Atividade (artigo 4°, CP) para definição do tempo do crime. Ademais, ressalta-se que o crime de extorsão é um crime que se consuma independente da obtenção da vantagem indevida, tratando-se de crime formal, nos termos da Súmula 96 do STJ. Assim, o crime se consumou no instante em que a vítima foi privada de sua liberdade de ir e vir. Ainda assim, frise-se que, por ser também crime permanente, a sua consumação ocorre durante todos os dias em que a vítima permanece com a sua liberdade restrita, sendo permitido pelo Ministério Público o oferecimento de denúncia contra Lúcio pela prática do crime previsto no artigo 159, § 1º, do Código Penal. c) Correta. A conduta praticada por Lúcio é típica, ilícita e culpável, já que ele completou a maioridade enquanto o crime ainda estava acontecendo, razão pela qual é imputável perante a lei e deve ser responsabilizado. d) Errada. Não se trata de crime tentado. O crime de extorsão é um crime que se consuma independente da obtenção da vantagem indevida, tratando-se de crime formal, nos termos da Súmula 96 do STJ. Assim, o crime se consumou no instante em que a vítima foi privada de sua liberdade de ir e vir. “Súmula 96 do STJ: O crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem indevida.” Gabarito: Letra C QUESTÃO 04 - OAB XXVIII (2019) a) Errada. O trânsito em julgado de sentença penal condenatória não impede que a lei posterior mais benéfica ao condenado (novatio legis in mellius). A competência será do juízo da execução para aplicar a lei posterior que favorece o condenado, nos termos do art. 66, I, da Lei nº 7.210/84. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 35 b) Correta. Em regra, a lei penal não retroagirá, SALVO para beneficiar o réu, que é o caso narrado no enunciado. Assim, estamos diante da denominada novatio legis in mellius, em que a lei posterior beneficia o condenado, no caso da questão, com a exclusão da causa de aumento pelo emprego de arma branca no crime de roubo. Ainda que tenha ocorrido o trânsito em julgado, a lei mais benéfica deve ser aplicada ao réu, que é de competência do juízo da execução aplicar a lei posterior que favorece o condenado, nos termos do art. 66, I, da Lei nº 7.210/84. Atenção! A referida questão foi aplicada em 2019, antes da alteração promovida pela Lei n. 13.964/19, a qual acrescentou o inciso VII ao § 2º do art. 157 do CP e estabeleceu que, no crime de roubo praticado com emprego de arma branca, a pena será aumentada de 1/3 até a metade (novatio legis in pejus). c) Errada. Não é o caso de revisão criminal, mas sim de aplicação da novatio legis in mellius, por expressa previsão da Lei de Execução Penal. Segundo o art. 66, I, da Lei nº 7.210/84, é de competência do juízo da execução aplicar a lei posterior que favorece o condenado. Ademais, a revisão criminal somente será cabível nas hipóteses do art. 621 do CPP. “Art. 621, CPP: A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.” “Art. 66, LEP: Compete ao Juiz da execução: I - aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado;” d) Errada. Não há que se falar em anulação da sentença condenatória, pois, nos termos do 66, I, da Lei nº 7.210/84, compete ao juízo da execução penal a aplicação da lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado, no caso do enunciado, o afastamento da causa de aumento, com a consequente redução da sanção penal imposta. Gabarito: Letra B QUESTÃO 05 - OAB XXVI (2018) a) Errada. Diferentemente do que alega a alternativa, poderá sim ser requerida a extinção da punibilidade de ambos, pois houve a abolitio criminis, ou seja, lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória, nos termos do art. 2º, caput, do CP. b) Errada. A alternativa está errada por afirmar que os efeitos civis e penais da condenação cessarão, eis que, os termos do art. 2º, caput, do CP, somente cessarão os efeitos penais da sentença condenatória, permanecendo os extrapenais. c) Correta. O enunciado da questão trata da abolitio criminis, que ocorre quando uma nova lei revoga um tipo penal (crime), deixando este de existir. Assim, nos termos do Art. 107, III, do CP, Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 36 extingue-se a punibilidade pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso. Ocorre que, segundo o que dispõe o art. 2º, caput, do CP, "ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória". Dessa forma, ainda que ocorra a extinção da punibilidade ocorra pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso, cessa tão somente os efeitos penais, permanecendo os extrapenais. Portanto, alternativa correta. d) Errada. É possível buscar a extinção da punibilidade de ambos, nos termos do que foi esclarecido nos comentários das alternativas anteriores, razão pela qual está equivocada a alternativa. Gabarito: Letra C QUESTÃO 06 - OAB XXV (2018) a) Errada. Francisco poderá responder no Brasil pelo mesmo fato, pois cometeu crime contra o patrimônio da sociedade de economia mista brasileira, incidindo na hipótese do art. 7º, I, "b", do CP. Desse modo, pode vir a ser punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro, nos termos do art. 7º, § 1º, do CP. “Art. 7º, CP: Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: I - os crimes: (...) b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público; (...) § 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. (...)” b) Errada. Francisco poderia ser julgado no Brasil por aquele mesmo fato mesmo que tivesse sido absolvido em Portugal. Nos termos do art. 7º, § 1º, do CP, pode vir a ser punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. c) Errada. Uma possível condenação sofrida em Portugal não é totalmente indiferente, visto que, nos termos do art. 8º do CP, a pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. “Art. 8º, CP: A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas.” d) Correta. É possível verificar que Francisco poderá ser julgado também no Brasil, pois cometeu crime contra o patrimônio da sociedade de economia mista brasileira, incidindo na hipótese do art. 7º, I, "b", do CP. Desse modo, pode vir a ser punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro, nos termosdo art. 7º, § 1º, do CP. Contudo, segundo o que estabelece o art. 8º do CP, a pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. Gabarito: Letra D Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 37 QUESTÃO 07 - FGV (2023) a) Errada. O caso narrado no enunciado não se refere ao princípio da nacionalidade ativa. O princípio da nacionalidade ativa trata sobre a punição por crimes cometidos por brasileiros fora do território nacional. Conforme comentários da alternativa “D”, a questão versa sobre crime praticado contra brasileiro no exterior, sendo aplicado o princípio da defesa. b) Errada. O caso narrado no enunciado não se refere ao princípio da representação (princípio do Pavilhão ou da Bandeira). Este refere-se aos casos em que a lei penal brasileira aplica-se aos crimes praticados em aeronaves e embarcações privadas, quando no estrangeiro e aí não sejam julgados (adotado no art. 7º, II, “c", do CP), o que não pode ser verificado na questão em comento. “Art. 7º, CP: Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (...) II - os crimes: (...) c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. (...)” c) Errada. Diferentemente do que alega a alternativa, o caso narrado trata da extraterritorialidade condicionada, e não incondicionada. d) Correta. Conforme o narrado no enunciado da questão, trata-se de aplicação da lei penal brasileira à infração penal que ocorreu fora do território nacional. Nesse caso, aplica-se o princípio da justiça penal universal. Segundo o princípio da justiça universal ou da justiça cosmopolita (CP, art. 7º, II, 'a'), o agente fica sujeito à lei do país onde for encontrado. Assim, no caso desse princípio, não importa a sua nacionalidade, a do bem jurídico lesado ou a do local do crime, mas sim se o crime cometido no extrangeiro deve ser reprimido pelo Brasil por força de tratado ou convenção, que é o caso do crime de racismo. A alternativa cita, ainda, o princípio da defesa, o qual também é aplicado, pois, segundo o art. 7º, § 3º, CP, aplica-se a lei da nacionalidade do bem jurídico lesado, onde quer que o crime tenha sido cometido. Tanto no caso do princípio da justiça penal universal quanto no princípio da defesa há extraterritorialidade condicionada. “Art. 7º, CP: Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (...) II - os crimes: (...) a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; § 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição; b) houve requisição do Ministro da Justiça.” Gabarito: Letra D QUESTÃO 08 - FGV (2023) Obs.: A questão solicita pela alternativa errada. a) Correta. Alternativa correta, por expressa previsão legal do artigo 6º, do Código Penal. Em relação ao local do crime, adota-se a teoria da ubiquidade/mista. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 38 "Art. 6º, CP: Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado." b) Correta. Alternativa correta, por expressa previsão legal do artigo 3º, do Código Penal. "Art. 3º, CP: A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência". c) Errada. A lei posterior, que de qualquer modo favorece o agente, aplica-se aos fatos anteriores, mesmo que exista sentença condenatória transitada em julgado. “Art. 2º, Parágrafo único, CP: A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado". d) Correta. Alternativa correta, por expressa previsão legal do artigo 4º, do Código Penal. Em relação ao tempo do crime, adota-se a teoria da atividade. "Art. 4º, CP: Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado". Gabarito: Letra C QUESTÃO 09 - FGV (2023) a) Errada. Alternativa incorreta, pois, tanto a lei excepcional quanto a temporária possuem ultratividade, que é a aplicação da lei aos fatos ocorridos durante a sua vigência, ainda que decorrido o período de sua duração (lei temporária) ou cessadas as circunstâncias que a determinaram (lei excepcional). Nesse sentido, ainda que a vigência tenha terminado e os fatos deixem de ser considerados crimes em momento posterior, a lei continuará sendo aplicada aos fatos praticados durante a vigência da lei excepcional ou temporária. É o que dispõe o artigo 3º do Código Penal. "Art. 3º, CP: A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência". b) Errada. Conforme o esclarecido no comentário da alternativa “A”, a lei excepcional quanto e a temporária possuem ultratividade. Assim, no caso das leis temporárias, os fatos praticados durante a sua vigência serão por ela regidos ainda que findo o período de sua duração, nos termos do artigo 3º do Código Penal. c) Errada. Conforme o esclarecido no comentário da alternativa “A”, tanto a lei excepcional quanto a temporária possuem ultratividade, que é a aplicação da lei aos fatos ocorridos durante a sua vigência, ainda que decorrido o período de sua duração (lei temporária) ou cessadas as circunstâncias que a determinaram (lei excepcional). d) Correta. Conforme o esclarecido nos comentários das alternativas anteriores, tanto a lei excepcional quanto a temporária possuem ultratividade. Portanto, a afirmação da alternativa está de acordo com o que estabelece o artigo 3º do Código Penal: “A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência" Gabarito: Letra D Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 39 QUESTÃO 10 - FGV (2023) a) Errada. Em relação ao tempo do crime, o Código Penal adota a teoria da atividade, nos termos do seu artigo 4º: “considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado". Em relação ao lugar do crime, foi adotada a teoria da ubiquidade/mista, no artigo 6º do Código Penal: "considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado". Desse modo, segundo o descrito no enunciado, a alternativa está equivocada em sua segunda parte, pois o lugar do delito tanto pode ser o Município de Serra/ES, como o Município de Vitória/ES, adotando-se a teoria da ubiquidade (artigo 6º do Código Penal). b) Errada. A alternativa está errada pois o crime foi praticado no dia 10/11/2022, e não no dia 17/11/22. Em observância ao princípio da atividade adotado pelo Código Penal em seu art. 4º, “Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado". c) Correta. Conforme o comentário das alternativas anteriores, o tempo do crime é determinado em observância à teoria da atividade (artigo 4º do Código Penal), razão pela qual, no caso narrado no enunciado, considera-se como momento do crime o dia em que os disparos foram efetuados. Em relação ao localdo crime, foi adotada a teoria da ubiquidade/mista, conforme consta no artigo 6º do Código Penal, de modo que o local do crime descrito na questão será tanto o local onde foram praticados os atos executórios (Município de Serra/ES) como o local onde o resultado se produziu ou deveria ser produzido (Município de Vitória/ES). "Art. 4º, CP: Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado". "Art. 6º, CP: Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado." d) Errada. A alternativa está equivocada, pois inverteu os conceitos. Assim, o crime foi praticado no dia 10/11/2022, e não no dia 17/11/22, em observância ao princípio da atividade adotado pelo Código Penal em seu art. 4º. Em relação ao local do crime, foi adotada a teoria da ubiquidade/mista, conforme consta no artigo 6º do Código Penal, de modo que o local do crime descrito na questão será tanto o Município de Serra/ES quanto o Município de Vitória/ES. Gabarito: Letra C DIA 06 DIA OFF DIA 07 DIA OFF Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-8160, § 4º incisos I e II da CRFB/88 destaca que não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa do Estado e a separação dos poderes. A proposta do enunciado tinha por objeto instituir um Estado de Direito Regional (violação da forma federativa) nos quais as competências legislativas seriam centralizadas na União e exercidas pelas regiões nos termos da delegação que recebessem (violação da separação dos poderes). Por isso, o objeto é irregular. Por fim, acerca da sanção e promulgação, a Constituição Federal, no art. 60, § 3º, indica que a emenda será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, o enunciado destaca que foi sancionada e promulgada pelo Presidente da República e eis a irregularidade. c) Errada. Conforme o item b há irregularidades em relação à iniciativa e ao objeto também. d) Errada. Conforme o item b há irregularidades na sanção e promulgação também. Gabarito: Letra B QUESTÃO 07 - FGV (2023) a) Errada. Normas de princípios programáticos veiculam programas a serem implementados pelo Estado, para realizar fins sociais, exemplo disso é o art. 6° da CRFB/88 que veicula o direito à alimentação. O erro da assertiva é afirmar que não produzirá nenhum efeito enquanto não ocorrer a Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 5 futura integração pela legislação, uma vez que, como regra geral, as normas constitucionais apresentam alguma eficácia. b) Correta. As normas programáticas são normas de eficácia limitada e produzem efeitos plenos após a regulamentação, todavia, não é desprovida de eficácia, mesmo que não implementada produz efeitos mínimos. Assim sendo, revogam as normas anteriores que são contrárias ao seu conteúdo. c) Errada. A eficácia é indireta, ou seja, não possuem uma estrutura direta e deve ser objeto de legislação infraconstitucional. d) Errada. O erro da assertiva é afirmar que a eficácia é contida, quando, na verdade, é limitada porque depende de regulamentação pela legislação infraconstitucional, mas produz efeitos mínimos. Gabarito: Letra B QUESTÃO 08 - FGV (2023) a) Errada. O grupo Alfa está parcialmente certo, é equivocado afirmar que se trata de um poder de direito, porque se caracteriza como um poder político, um poder de fato. Pedro Lenza (2022, 26 ed.,p.195) afirma que o Poder Constituinte Originário possui como característica “poder de fato e poder político, podendo, assim, ser caracterizado como uma energia ou força social, tendo natureza pré-jurídica, sendo que, por essas características, a nova ordem jurídica começa com a sua manifestação, e não antes dela;” b) Errada. O grupo Alfa está parcialmente correto (conforme item “a”) ao passo que o grupo Beta está totalmente correto. c) Correta. Conforme o item “a” o grupo Alfa está parcialmente certo, uma vez que o erro reside na afirmação de ser um poder político. O grupo Beta está totalmente certo, porque destaca a característica da iniciabilidade, ou seja, instaura uma nova ordem jurídica e também a característica de ser incondicionado, visto que não se submete a qualquer forma prefixada. d) Errada. Conforme o item “a” o Grupo Alfa não está totalmente errado. É correto afirmar que não são oponíveis direitos adquiridos , pois o Poder Constituinte Originário é capaz de revolucionar um ordenamento jurídico. Gabarito: Letra C QUESTÃO 09 - FGV (2023) a) Correta. A proposta respeita ⅓ no mínimo, pois um grupo de 28 senadores que apresentou a proposta, considerando que há 27 unidades federativas e que cada unidade possui 3 Senadores e ao total são 81 senadores, ⅓ corresponde a 27, razão pela qual a proposta em termos de iniciativa está correto (art. 60, I, da CRFB/88). Não há menção a limite circunstancial que vede a propositura (de acordo com art. 60, § 1º CRFB/88) e, por fim, não há vedação de matéria (art. 60, § 4°, CRFB/88). b) Errada. Não há limite material, uma vez que as matérias vedadas estão previstas no art. 60, § 4° da CRFB/88: Art. 60 (...) § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 6 I - a forma federativa de Estado; II - o voto direto, secreto, universal e periódico; III - a separação dos Poderes; IV - os direitos e garantias individuais. Como não se trata de nenhum desses assuntos, não há a referida vedação. c) Errada. Limite circunstancial diz respeito ao previsto § 1° da CRFB/88, ou seja, “§ 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.”. O enunciado não menciona nenhuma dessas questões. d) Errada. Não há vício de iniciativa, pois a propositura respeitou o que dispõe o art. 60, I da CRFB/88 em especial o quórum mínimo e não há vedação ao limite material, na forma do art. 60, § 4°, CRFB/88 pois a proposta da PEC não diz respeito a nenhum dos assuntos vedados. Gabarito: Letra A QUESTÃO 10 - FGV (2023) Antes de analisarmos cada item, para fins de didática analisaremos cada um dos tratados: Tratado 1 - Tem equivalência de Emenda Constitucional porque foi aprovado segundo o rito do art. 5º, § 3º da CRFB/88 “§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.” Tratado 2 - Como foram aprovadas em cada Casa do Congresso Nacional em votação de turno único, por maioria absoluta, tem-se que é uma norma infraconstitucional e supralegal. Tratado 3 - Também é uma norma infraconstitucional e supralegal. A doutrina esclarece que quando o tratado é aprovado pelo rito do art. 5º, § 3º da CRFB/88 opera-se a imediata reforma do texto constitucional conflitante (Mazzuoli, (Curso de Direitos Humanos, 2019). a) Errada. O primeiro tratado de fato revogou o art. X da Constituição da República porque é equivalente a uma emenda constitucional, visto que foi aprovado pelo rito especial do art. 5º, § 3º da CRFB/88. O segundo tratado, embora seja um tratado internacional sobre direitos humanos, não passou pelo rito especial da aprovação, por isso, tem “status” de norma supralegal, mas não de emenda, portanto, está acima das leis e abaixo da constituição, em razão disso, o segundo tratado não pode revogar o Art. X da Constituição da República e o Art. Y da Lei nº 123. b) Errada. Conforme explicações anteriores, somente o primeiro tratado tem condão de revogar os artigos mencionados, o terceiro tratado, igualmente ao segundo, não tem “status” de emenda, por não ser submetido ao rito especial. c) Correta. O primeiro tratado, por ser aprovado sob o rito especial do art. 5º, § 3º da CRFB/88 tem caráter de emenda e no que diz respeito ao art. Y da Lei n° 123 não foi recepcionada em razão da incompatibilidade com o novo texto. d) Errada. O primeiro tratado pode ser aplicada na ordem jurídica porque é uma norma constitucional, razão pela qual, pode revogar disposições constitucionais que conflite (a lei posterior revoga a lei anterior) Gabarito: Letra C Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 7 DIA 02 DIREITO DO TRABALHO Tema 1: Relação de trabalho (05 questões) QUESTÃO 01 - OAB XXXVIII (2023) a) Errada. Francisco não pode ser considerado trabalhador intermitente, pois para configurar esse tipo de trabalhador é necessário preencher os seguintes requisitos: prestação de serviços, com subordinação; porém de forma não contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade. Art. 443, § 3º, da CLT. Considera-secomo intermitente o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador, exceto para os aeronautas, regidos por legislação própria. b) Errada. Francisco não é considerado empregado doméstico, tendo em vista que não preenche os requisitos previstos no art. 1° da LC 150/2015, como por exemplo a finalidade não lucrativa. Art 1º da LC 150/2015. Ao empregado doméstico, assim considerado aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana, aplica-se o disposto nesta Lei. c) Errada. Francisco não é considerado empregado rural, tendo em vista que ele preenche todos os requisitos da relação de emprego, conforme art. 3° da CLT. d) Correta. Francisco é considerado empregado comum, tendo em vista que preenche todos os requisitos da relação de emprego, conforme art. 3° da CLT. Art. 3º da CLT. Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Para não esquecer, lembre-se de SHOPP🍻 S - subordinação H - habitualidade O- onerosidade P - pessoa física P - pessoalidade Gabarito: Letra D QUESTÃO 02 - OAB XXX (2019) a) Correta. A alternativa está correta, pois se trata de um trabalho proibido. ● O que seria o trabalho proibido? É aquele em que a lei proíbe esse tipo de trabalho, ou que agride a saúde e a segurança do trabalhador. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 8 Art. 7º XXXIII CF – proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. b) Errado. A alternativa está incorreta, pois o contrato não é válido. É importante lembrar que os menores de 18 anos não podem exercer o trabalho noturno. c) Errado. O objeto é lícito, porém as circunstâncias se tornam contrárias ao nosso ordenamento jurídico. Justamente por está expresso a vedação do trabalho noturno para menores de 18 anos, conforme art. 7°, XXXIII da CF. d) Errado. Não seria apenas a alteração da jornada de trabalho, mas a questão do trabalho noturno e até mesmo, ela continuaria a trabalhar mais de 08 horas por dia. Gabarito: Letra A QUESTÃO 03 - OAB XXVI (2018) a) Correta. A alternativa está em consonância com o teor da súmula 386 do TST. SÚMULA Nº 386 - POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. b) Errada. Poderá ter o vínculo reconhecido, independentemente de sofrer punição disciplinar, tendo em vista que foi preenchido todos os requisitos do vínculo de emprego, conforme art. 3° da CLT e súmula 386 do TST; Art. 3º da CLT. Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Para não esquecer, lembre-se de SHOPP🍻 S - subordinação H - habitualidade O- onerosidade P - pessoa física P - pessoalidade c) Errada. Estão preenchidos todos os requisitos da relação de emprego conforme art. 3° da CLT, em razão disso, deverá ser reconhecido o vínculo de emprego. Trabalhar três dias por semana -> Habitualidade Não pode se fazer substituir por ninguém -> Pessoalidade e pessoa física Recebe remuneração fixa mensal -> onerosidade Tem que cumprir uma rotina de 8 horas a cada dia laborado. Os comandos do trabalho lhe são repassados pelo gerente-geral da loja -> Subordinação Art. 3º da CLT. Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 9 d) Errada. A alternativa só está incorreta em razão de que Paulo pode ter reconhecido o vínculo empregatício, nos termos da súmula 386 do TST. SÚMULA Nº 386 - POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. Gabarito: Letra A QUESTÃO 04 - FGV (2023) a) Errada. Tendo em vista que o único impedimento é para o menor de 18 anos, nos termos do art. 7°, XXXIII da CF. Art. 7º da CF. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; b) Errada. O contrato de Silvânia é legal. c) Errada. O contrato de Rodrigo é considerado proibido, tendo em vista que é vedado ao menor de 18 anos realizar o trabalho noturno, nos termos do art. 7°, XXXIII da CF. d) Correta. Alternativa em consonância com o art. 7°, XXXIII da CF. Art. 7º da CF. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; ● O que seria o trabalho proibido? É aquele em que a lei proíbe esse tipo de trabalho, ou que agride a saúde e a segurança do trabalhador. Gabarito: Letra D QUESTÃO 05 - FGV (2022) a) Errada. Tendo em vista que não é necessário acionar a justiça, até porque o art 452-A, §2° da CLT, menciona o prazo para responder ao chamado que seria de 01 dia; e o silêncio seria a recusa. Art. 452-A da CLT. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. § 2o Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/Constituicao-Federal-de-1988#art-7_inc-XXXIII https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/Constituicao-Federal-de-1988#art-7_inc-XXXIII Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 10 b) Errada. A convocação deverá ocorrer com 03 dias de antecedência conforme art 452-A, §1° da CLT, Art. 452-A da CLT. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. § 1o O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência. c) Errada. Pedro não agiu de forma insubordinada, tendo em vista que é prevista a recusa do serviço, conforme art 452-A, §2° da CLT. Art. 452-A daCLT. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. § 2o Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa. d) Correta. Alternativa em consonância com o art 452-A, §2° da CLT. Art. 452-A da CLT. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. § 2o Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa. Gabarito: Letra D Tema 2: Contrato de trabalho/emprego (10 questões) QUESTÃO 01 - OAB XXXVI (2022) a) Errada. Alternativa incorreta, pois o dano foi configurado, não bastando pedir desculpa e não mencionar que não houve prejuízo. b) Errada. O banco não deverá ser obrigado a contratar João da Silva. c) Correta. A alternativa está correta, pois houve um dano extrapatrimonial. Jurisprudência: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. SUMARÍSSIMO. INDENIZAÇÃO POR DANOMORAL. FASE PRÉ-CONTRATUAL. PROCESSO SELETIVO. ENTREGA DE DOCUMENTOS EXIGIDOS PARA ADMISSÃO E CTPS. SUBMISSÃO DA AUTORA A EXAME ADMISSIONAL PREVISTO EM NORMA REGULAMENTADORA DA EMPRESA. NÃO CONTRATAÇÃO. FRUSTRAÇÃO. O quadro fático registrado demonstra a nítida intenção da reclamada em celebrar o contrato de trabalho, bem como o rompimento injustificado das negociações, tendo em vista a apresentação de fotos e documentos exigidos para admissão e entrega da CTPS como última etapa do procedimento, com submissão da autora ao exame admissional previsto na Norma Regulamentadora da Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 11 empresa. Não se tratou de mera possibilidade de preenchimento de vaga, mas de efetiva intenção de contratar. Nesse contexto, o entendimento do Tribunal Regional está em consonância com a jurisprudência desta Corte no sentido de que, no caso de promessa de contratação, as partes sujeitam-se aos princípios da lealdade e da boa-fé e que a frustração dessa promessa sem justificativa enseja indenização por dano moral. (PROCESSO Nº TST-AIRR-807-19.2012.5.18.0181, Ministro Cláudio Brandão). d) Errado. A Justiça do Trabalho é competente para dirimir, pois envolve um dano pré-contratual. Gabarito: Letra C QUESTÃO 02 - OAB XXXV (2022) a) Correto. Alternativa está em consonância com o art. 452-A, §2° da CLT Art. 452-A da CLT. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. § 2o Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa. b) Errado. O empregado deverá convocar com 03 dias de antecedência conforme art. 452-A, §1° da CLT Art. 452-A, § 1° da CLT. O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência. c) Errado. A recusa no serviço não caracteriza a insubordinação e nem rompimento do contrato. Art. 452-A § 3° da CLT, A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação para fins do contrato de trabalho intermitente. d) Errado. O contrato precisa ser escrito conforme o caput do art. 452-A da CLT. Art. 452-A da CLT. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. Gabarito: Letra A QUESTÃO 03 - OAB XXXV (2022) a) Errada. Pois a exploração cabe ao empregador, ficando obrigado a promover no prazo de 01 ano, sob pena de reverter em favor do empregado da plena propriedade do invento, conforme parágrafo único do art. 454 da CLT. Art. 454, CLT. Parágrafo único. Ao empregador caberá a exploração do invento, ficando obrigado a promovê-la no prazo de um ano da data da concessão da patente, sob pena de reverter em favor do empregado da plena propriedade desse invento. b) Correta. Alternativa de acordo com o art. 454 da CLT. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 12 Art. 454 CLT - Na vigência do contrato de trabalho, as invenções do empregado, quando decorrentes de sua contribuição pessoal e da instalação ou equipamento fornecidos pelo empregador, serão de propriedade comum, em partes iguais, salvo se o contrato de trabalho tiver por objeto, implícita ou explicitamente, pesquisa científica. c) Errada. Pois deve respeitar o prazo do art. 454, p.ú da CLT. d) Errada. As invenções são propriedade comum, em ambas as partes, não será dividida após a apuração da contribuição. Gabarito: Letra B QUESTÃO 04 - OAB XXXV (2022) a) Errada. Tendo em vista que há previsão legal da obrigatoriedade do exame toxicológico quando se tratar de motorista, conforme art. 168, §6° da CLT. b) Errada. Pois o exame só seria obrigatório para Sérgio, candidato ao cargo de motorista. c) Correta. Alternativa correta, pois está de acordo com o art. 168, §6° da CLT. Art. 168 da CLT - Será obrigatório exame médico, por conta do empregador, nas condições estabelecidas neste artigo e nas instruções complementares a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho: § 6° Serão exigidos exames toxicológicos, previamente à admissão e por ocasião do desligamento, quando se tratar de motorista profissional, assegurados o direito à contraprova em caso de resultado positivo e a confidencialidade dos resultados dos respectivos exames. d) Errada. Pois o exame só seria obrigatório para Sérgio, candidato ao cargo de motorista e não para Bárbara. Gabarito: Letra C QUESTÃO 05 - OAB XXXIV (2022) a) Errada. A alternativa está incorreta, pois mesmo que o trabalho seja realizado no estabelecimento não vai haver a descaracterização do regime de teletrabalho, conforme art. 75-B, parágrafo único da CLT. Art. 75-B, parágrafo único da CLT. O comparecimento às dependências do empregador para a realização de atividades específicas que exijam a presença do empregado no estabelecimento não descaracteriza o regime de teletrabalho. b) Errada. Deverá ser expresso o acordo, conforme art. 75-C da CLT. Art. 75-C da CLT. A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá constar expressamente do contrato individual de trabalho, que especificará as atividades que serão realizadas pelo empregado. c) Correta. A alternativa está em consonância com o art. 75-D, parágrafo único. Art. 75-D, CLT. “As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 13 prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito. Parágrafo único. As utilidades mencionadas nocaput deste artigo não integram a remuneração do empregado.” d) Errada. O retorno ao trabalho presencial não precisa do mútuo consentimento, conforme art. 75-C, §2° da CLT Art. 75-C, §2° da CLT. Poderá ser realizada a alteração do regime de teletrabalho para o presencial por determinação do empregador, garantido prazo de transição mínimo de quinze dias, com correspondente registro em aditivo contratual. Gabarito: Letra C QUESTÃO 06 - OAB XXXIII (2021) a) Errado. O estagiário tem direito a férias, portanto, a alternativa está incorreta. b) Errado. A alternativa está incorreta, pois o estagiário não tem direito ao terço constitucional, pois não possui uma relação de emprego, mas sim uma relação de trabalho. c) Errado. A alternativa também está incorreta, pois há previsão expressa no art. 13 da Lei 11.788/08 sobre as férias do estagiário. d) Correta. Alternativa correta, pois está de acordo com o art. 13 da Lei 11.788/08. Art. 13, Lei 11.788/08 . É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano, período de recesso de 30 (trinta) dias, a ser gozado preferencialmente durante suas férias escolares. Gabarito: Letra D QUESTÃO 07 - OAB XXXII (2021) a) Errada. A alternativa está incorreta, pois não há previsão legal quanto a porcentagem dos custos. b) Errada. A alternativa também está incorreta, pois não há previsão legal quanto à obrigatoriedade de quem irá arcar com custos, até porque deve ser previsto em contrato, conforme art. 75-D da CLT. c) Correta. Pois está de acordo com o art. 75-D da CLT. Art. 75-D, CLT - As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito. d)Errada. Para que o casal arcasse com os gastos deveria estar previsto em contrato, conforme art. art. 75-D da CLT. Gabarito: Letra C Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 14 QUESTÃO 08 - OAB XXIX (2019) - Adaptada a) Errada. O enunciado da questão deixa claro que se trata da modalidade de teletrabalho, portanto essa alternativa está incorreta. b) Errada. Houve uma alteração no art. 62, III da CLT, no qual prevê a possibilidade de pagamento de horas extras para quem trabalha no regime de teletrabalho, desde que não prestem serviço por produção ou tarefa. No caso do enunciado, se a prova fosse hoje, iria mencionar se travava de serviço por produção ou tarefa, ou apenas quem tem uma jornada de trabalho. Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: III - os empregados em regime de teletrabalho que prestam serviço por produção ou tarefa. c) Correta. Alternativa em consonância com o art. 75-C da CLT, tendo em vista que foram respeitados os requisitos do teletrabalho. d) Errada. Pois não é considerado salário-utilidade, conforme art. 75-D da CLT. Art. 75-D. As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito. Parágrafo único. As utilidades mencionadas no caput deste artigo não integram a remuneração do empregado. Gabarito: Letra C QUESTÃO 09 - OAB XXVII (2018) a) Correta. Alternativa em consonância com o art. 75-C, §2° da CLT. Art. 75-C da CLT. A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá constar expressamente do contrato individual de trabalho, que especificará as atividades que serão realizadas pelo empregado. §2 Poderá ser realizada a alteração do regime de teletrabalho para o presencial por determinação do empregador, garantido prazo de transição mínimo de quinze dias, com correspondente registro em aditivo contratual. b) Errada. Os materiais fornecidos pelo empregador não integram a remuneração do empregado. LEMBRE SEMPRE DISSO! Se for PARA o trabalho -> Não é salário Se for PELO trabalho -> É salário c) Errada. Se o teletrabalho for por produção ou tarefa não tem direito a hora extra , conforme art. 62, inciso III da CLT . A única exceção é se for trabalhar por jornada. Art. 62 da CLT - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: III - os empregados em regime de teletrabalho que prestam serviço por produção ou tarefa. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 15 d) Errada. Deve ocorrer o mútuo acordo conforme consta no art. 75-D, §1° da CLT Art. 75-C da CLT. A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá constar expressamente do instrumento de contrato individual de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 14.442, de 2022) § 1° Poderá ser realizada a alteração entre regime presencial e de teletrabalho desde que haja mútuo acordo entre as partes, registrado em aditivo contratual. Gabarito: Letra A QUESTÃO 10 - OAB XVII (2015) a) Errada. Conforme previsto no art. 445, parágrafo único da CLT, o prazo do contrato de experiência é de 90 dias. O enunciado menciona que foi estabelecido um contrato de experiência de 30 dias, ou seja, sendo respeitado o prazo, por isso não há ilegalidade no contrato. Art. 445 da CLT. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, observada a regra do art. 451 da CLT. Parágrafo único. O contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias. b) Correta. Alternativa em consonância com o art. 479 da CLT. Art. 479 da CLT. Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a titulo de indenização, e por metade, a remuneração a que teria direito até o termo do contrato. Parágrafo único - Para a execução do que dispõe o presente artigo, o cálculo da parte variável ou incerta dos salários será feito de acordo com o prescrito para o cálculo da indenização referente à rescisão dos contratos por prazo indeterminado. c) Errada. Só teria direito ao aviso prévio, se tivesse presente a cláusula recíproca de rescisão antecipada, conforme art. 481 da CLT. Art. 481 da CLT. Aos contratos por prazo determinado, que contiverem cláusula asseguratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado, aplicam-se, caso seja exercido tal direito por qualquer das partes, os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado d) Errada. Não ultrapassou o prazo, tendo em vista que só não pode exceder 90 dias, conforme art. 451 da CLT. Art. 445 da CLT. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, observada a regra do art. 451 da CLT. Parágrafo único. O contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias. Gabarito: Letra B Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 16 DIA 03 DIREITO CIVIL Tema 1: Das pessoas naturais (10 questões) QUESTÃO 01 - OAB XXXV (2022) a) Errada. O estatuto da pessoa com deficiência, Lei 13.146/2015, alterou os artigos sobre incapacidade no Código Civil e deixou como absolutamente incapaz apenas os menores de 16 anos. Sendo assim, pessoas com deficiência são consideradas plenamente capazes para os atos da vida civil. Porém, elas podem utilizar-se da decisão apoiada em relação aos atos patrimoniais. "Art. 6º, Lei 13.146/2015: A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para: I - casar-se e constituir união estável; II - exercer direitos sexuais e reprodutivos; III - exercero direito de decidir sobre o número de filhos e de ter acesso a informações adequadas sobre reprodução e planejamento familiar; IV - conservar sua fertilidade, sendo vedada a esterilização compulsória; V - exercer o direito à família e à convivência familiar e comunitária; e VI - exercer o direito à guarda, à tutela, à curatela e à adoção, como adotante ou adotando, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas." b) Errada. Pessoas com deficiência são plenamente capazes, independentemente do instituto da tomada de decisão apoiada. c) Correta. Conforme o artigo 6º da Lei 13.146/2015, pessoas com deficiência são consideradas plenamente capazes. Conforme o parágrafo 5º do Artigo 1.783-A do Código Civil, mesmo Maurício e Fernanda sendo capazes, um terceiro com quem a pessoa apoiada mantenha relação negocial (Miguel) pode solicitar que os apoiadores contra-assinem o contrato ou acordo, especificando, por escrito, sua função em relação ao apoiado. d) Errada. Miguel poderá exigir que os apoiadores contra-assinem o contrato de locação, caso ele seja realmente celebrado, conforme §5º do Artigo 1.783-A do CC. Gabarito: Letra C QUESTÃO 02 - OAB XXXI (2020) a) Errada. A questão trata de emancipação voluntária, ou seja, aquela que é conferida ao menor com 16 anos completos, pelos pais ou por um deles na falta do outro, por meio de escritura pública. Essa modalidade de emancipação está elencada nos Artigos 5º, I e 9º, II do C.C: "Art. 5º, CC: A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;" Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 17 "Art. 9º, CC: Serão registrados em registro público: II - a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz;" Nesse sentido, o ato de emancipação de Márcia não depende de homologação judicial porque existe consenso entre os pais. b) Errada. A emancipação voluntária deve ser realizada por meio de escritura pública conforme os Artigos 5º,parágrafo único, I e 9º, II do C.C c) Correta. A alternativa está de acordo com os Artigos 5º,parágrafo único, I e 9º, II do C.C. A emancipação voluntária é concedida pelos pais ou por um deles na falta do outro ao menor com 16 anos completos, sendo necessária a escritura pública, porém não é necessário a homologação judicial. d) Errada. A emancipação voluntária não tem como requisito a necessidade de economia própria do emancipado. Esse requisito seria na verdade uma hipótese de emancipação legal, onde ao atingir um dos casos previstos em lei no artigo 5º C.C, ocorre a emancipação de forma automática. Gabarito: Letra C QUESTÃO 03 - OAB XXX (2019) a) Correta. As hipóteses de emancipação legal estão previstas no Artigo 5º do C.C: “Art. 5º, CC: A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; II - pelo casamento; III - pelo exercício de emprego público efetivo; IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.” Além disso, uma vez que a pessoa está emancipada, ela não perderá esta condição. Sendo assim, ainda que Alberto se divorcie posteriormente, não perderá a condição de emancipado e por isso, o contrato assinado por ele é plenamente válido. b) Errada. O contrato é válido, pois Alberto é plenamente capaz. Uma vez emancipado, para sempre emancipado. c) Errada. Alberto é plenamente capaz tendo em vista a emancipação legal através do casamento. d) Errada. O contrato é válido e Alberto não precisa da autorização de Gabriela para celebrá-lo. Gabarito: Letra A Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 18 QUESTÃO 04 - OAB XXIX (2019) a) Errada. Para a decretação de morte presumida não é necessário a localização do corpo. b) Errada. De acordo com o Artigo 38 do C.C: "Art. 38, CC: Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele." Sendo assim, no caso da questão, Gumercindo quando desapareceu estava com 77 anos, porém já se passaram 9 anos do seu desaparecimento, recaindo na hipótese do Artigo 38. Nesse sentido, eles devem requerer a sucessão definitiva do ausente de pronto, sem necessidade de esperar 10 anos. c) Correta. Os parentes de Gumercindo já podem requerer diretamente a sucessão definitiva porque ele já teria mais de 80 anos e há mais de 5 datam suas últimas notícias. d) Errado. Deve ser requerida a morte presumida com prévia decretação de ausência, mas podem requerer diretamente a fase da sucessão definitiva por ele já ter mais de 80 anos e há mais de 5 datarem suas últimas notícias. Gabarito: Letra C QUESTÃO 05 - OAB XX (2016) a) Errada. Tendo em vista a extrema probabilidade da morte de Cristiano, que estava em perigo de vida, Rebeca poderá requerer a morte presumida sem prévia decretação de ausência. É o que diz o Artigo 7º, I do Código Civil: "Art. 7º, CC: Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento." b) Errada. Qualquer interessado ou o Ministério Público poderá requerer a declaração de ausência e a morte presumida, conforme o Artigo 22 do Código Civil: "Art. 22, CC: Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e nomear-lhe-á curador." c) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 7º do Código Civil. Tendo em vista que Cristiano estava correndo perigo de vida e era extremamente provável a sua morte, Rebeca poderá requerer a morte presumida sem prévia decretação de ausência depois de esgotadas as buscas e averiguações. d) Errada. A sentença que declarar a morte presumida de Cristiano deverá fixar a data provável do falecimento, conforme o parágrafo único do Artigo 7º do Código Civil. Gabarito: Letra C Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 19 QUESTÃO 06 - FGV (2023) a) Correta. Tendo em vista que Daniel tem 17 anos, relação de emprego e economia própria, ele encontra-se legalmente emancipado. Sendo assim, o poder familiar extinguiu-se e os pais de Daniel não poderiam ter dado a casa do mesmo em garantia. Ademais, conforme o Artigo 1.691 do Código Civil, os pais não podem gravar de ônus real os imóveis dos filhos, salvo por necessidade ou evidente interesse da prole, mediante prévia autorização do juiz. "Art. 5º, CC: A menoridadecessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria." "Art. 1.691, CC: Não podem os pais alienar, ou gravar de ônus real os imóveis dos filhos, nem contrair, em nome deles, obrigações que ultrapassem os limites da simples administração, salvo por necessidade ou evidente interesse da prole, mediante prévia autorização do juiz. Parágrafo único. Podem pleitear a declaração de nulidade dos atos previstos neste artigo: I - os filhos; II - os herdeiros; III - o representante legal." b) Errada. Os pais de Daniel não poderiam dar a casa em garantia conforme os artigos 5º, V e 1.691 do Código Civil. Em nenhum momento o enunciado afirma que seria para o interesse da prole e também não cita a autorização judicial. c) Errada. Os pais de Daniel não poderiam dar a casa em garantia conforme os artigos 5º, V e 1.691 do Código Civil. Em nenhum momento o enunciado afirma que seria para o interesse da prole e também não cita a autorização judicial. d) Errada. A justificativa sobre não poder dar a casa de Daniel em garantia é devido à emancipação voluntária, nos termos do artigo 5º, V do Código Civil, tendo em vista que com essa, há a extinção do poder familiar. "Art. 1.635, CC: Extingue-se o poder familiar: I - pela morte dos pais ou do filho; II - pela emancipação, nos termos do art. 5º , parágrafo único; III - pela maioridade; IV - pela adoção; V - por decisão judicial, na forma do artigo 1.638." Gabarito: Letra A Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 20 QUESTÃO 07 - FGV (2023) a) Correta. Lunara é considerada legalmente emancipada porque tem 16 anos de idade, relação de emprego e economia própria, se enquadrando na hipótese do Artigo 5º, V do Código Civil. Sendo assim, ela pode administrar seus bens e praticar todos os atos da vida civil. "Art. 5º, CC: A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria." b) Errada. Lunara encontra-se emancipada legalmente e poderá praticar todos os atos da vida civil, inclusive administrando seus próprios bens. c) Errada. A emancipação legal ocorre de maneira automática ao atingir-se uma das hipóteses previstas no artigo 5º do Código Civil. Sendo assim, não será necessário que os pais de Lunara a emancipe, pois ela já estará automaticamente emancipada. d) Errada. Tendo em vista a emancipação legal de Lunara, os pais não serão usufrutuários e administradores dos valores e bens por ela adquiridos. Gabarito: Letra A QUESTÃO 08 - FGV (2023) a) Errada. Conforme o artigo 14 do Código Civil, é válido a disposição do próprio corpo após a morte com objetivo científico ou altruístico contanto que isso seja feito de maneira gratuita. "Art. 14, CC: É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo." b) Errada. O parágrafo único do Artigo 14 do Código Civil afirma que é possível revogar a qualquer tempo o ato de disposição. c) Errada. O Artigo 14 do Código Civil autoriza expressamente o ato de disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte, com objetivo científico, ou altruístico. d) Correta. Alternativa de acordo com o parágrafo único do Artigo 14 do Código Civil. Gabarito: Letra D QUESTÃO 09 - FGV (2023) a) Errada. O erro nessa alternativa está no lapso temporal. Para que o cônjuge seja o legítimo curador do ausente, não podem estar separados judicialmente, ou de fato por mais de dois anos (não três anos) antes da declaração da ausência, conforme o artigo 25 do Código Civil. "Art. 25, CC: O cônjuge do ausente, sempre que não esteja separado judicialmente, ou de fato por mais de dois anos antes da declaração da ausência, será o seu legítimo curador." Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 21 b) Errada. A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeito, na verdade, cento e oitenta dias depois de publicada pela imprensa. "Art. 28, CC: A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeito cento e oitenta dias depois de publicada pela imprensa; mas, logo que passe em julgado, proceder-se-á à abertura do testamento, se houver, e ao inventário e partilha dos bens, como se o ausente fosse falecido." c) Errada. Será possível a alienação ou hipoteca dos imóveis do ausente quando houver autorização judicial para evitar a deterioração dos bens. "Art. 31, CC: Os imóveis do ausente só se poderão alienar, não sendo por desapropriação, ou hipotecar, quando o ordene o juiz, para lhes evitar a ruína." d) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 38 do Código Civil. "Art. 38, CC: Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele." Gabarito: Letra D QUESTÃO 10 - FGV (2023) a) Errada. O nome faz parte dos direitos da personalidade de uma pessoa e é formado pelo prenome mais sobrenome. Os direitos da personalidade são irrenunciáveis e não podem ser objeto de negócio jurídico que vise a sua limitação. "Art. 11, CC: Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária." b) Errada. Ainda que a ex-mulher manifeste interesse, a adoção de um pseudônimo não altera o fato de que os direitos da personalidade são irrenunciáveis, isso porque o pseudônimo recebe a mesma proteção do nome. "Art. 19, CC: O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome." c) Errada. A classificação de natureza indenizatória aos pagamentos, não tornaria o acordo válido, pois os direitos da personalidade são irrenunciáveis, conforme Artigo 11 do Código Civil. d) Correta. Alternativa em perfeita consonância com os artigos 11 e 19 do Código Civil. Gabarito: Letra D Tema 2: Pessoa jurídica (05 questões) QUESTÃO 01 - OAB XXXVIII (2023) a) Errada. Conforme dispõe o artigo 48-A do Código Civil: "Art. 48-A, CC: As pessoas jurídicas de direito privado, sem prejuízo do previsto em legislação especial e em seus atos constitutivos, poderão realizar suas assembleias gerais por meio eletrônico, inclusive para os fins do disposto no art. 59 deste Código, respeitados os direitos previstos de participação e de manifestação. (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)" Por sua vez, o artigo 59 do Código Civil afirma: Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 22 "Art. 59, CC: Compete privativamente à assembleia geral: I – destituir os administradores; II – alterar o estatuto. Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido deliberação da assembléia especialmente convocada para esse fim, cujo quorum será o estabelecido no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores." Sendo assim, a assembleia geral poderia ser realizada por meio eletrônico. b) Errada. A assembleia pode ser realizada por meioeletrônico, inclusive para alteração estatutária conforme o artigo 59, II do Código Civil. c) Correta. Alternativa de acordo com o artigo 48-A do Código Civil. d) Errada. É possível a realização da assembléia geral por meio eletrônico, conforme previsão legal no artigo 48-A do Código Civil. Gabarito: Letra C QUESTÃO 02 - OAB XXXVI (2022) a) Errada. Tendo em vista que João Paulo, Thiago, Ana e Tereza gostariam de formar uma pessoa jurídica, participando ativamente da administração de atividades de educação e sem fins lucrativos, é necessário observar qual modalidade de pessoa jurídica de direito privado se adequa a essas características. O Artigo 53 do CC estipula: "Art. 53, CC: Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos." Sendo assim, a melhor constituição de pessoa jurídica para atender a intenção dos 4 amigos é a associação. Porém, o custeio da associação não necessariamente terá que ser arcados por eles, tendo em vista o Enunciado n.º 534 da VI Jornada de Direito Civil: "Enunciado n.º 534 da VI Jornada de Direito Civil: As associações podem desenvolver atividade econômica, desde que não haja finalidade lucrativa." Ou seja, as associações podem ter ganho financeiro, porém esse ganho deve ser reaplicado na própria associação, para desenvolvimento da pessoa jurídica. Os associados não vão poder partilhar o lucro. b) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 53 do C.C, bem como com o enunciado n.º 534 da VI Jornada de Direito Civil. As associações podem ter ganho financeiro, porém esse ganho deve ser reaplicado na própria associação, para desenvolvimento da pessoa jurídica. Os associados não vão poder partilhar o lucro. c) Errada. Conforme o Artigo 62 do CC: Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 23 "Art. 62, CC: Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la." Sendo assim, a constituição de uma fundação é realizada por meio da destinação de bens, não atendendo a intenção dos amigos. d) Errada. A formação da fundação é por meio da destinação de bens por escritura pública ou testamento, não atendendo a intenção do grupo de amigos conforme o Artigo 62 do CC. Gabarito: Letra B QUESTÃO 03 - OAB XXXV (2022) a) Errada. O juiz pode determinar a desconsideração da personalidade jurídica da PJ para atingir a o patrimônio dos sócios (desconsideração direta), bem como poderá determinar a desconsideração da personalidade jurídica dos sócios para atingir o patrimônio da empresa (desconsideração indireta/inversa). Porém, para que isso ocorra, é necessário estarem presentes alguns requisitos: "Art. 50, CC: Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. § 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa; II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor proporcionalmente insignificante; e III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. §3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também se aplica à extensão das obrigações de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. §4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. §5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica." Sendo assim, é possível que o juiz determine a desconsideração da personalidade jurídica de Paulo e atinja o patrimônio da empresa. b) Errada. Tendo em vista que o Direito Civil adora a teoria maior para a desconsideração da personalidade jurídica, é necessário que esteja presente o desvio de finalidade da sociedade ou a confusão patrimonial conforme o Artigo 50 do C.C. c) Errada. É possível a desconsideração inversa para atingir o patrimônio da empresa. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 24 d) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 50 do C.C em que será possível a desconsideração da personalidade jurídica de Paulo para atingir o patrimônio da empresa, contanto que reste configurada a confusão patrimonial ou o desvio de finalidade. Gabarito: Letra D QUESTÃO 04 - FGV (2023) a) Correta. Alternativa está de acordo com o Artigo 50 do Código Civil, estando presente a confusão patrimonial é possível a desconsideração da personalidade jurídica da empresa. "Art. 50, CC: Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso." b) Errada. O ato de Maria da Conceição configura confusão patrimonial e é possível a desconsideração da personalidade jurídica, conforme o Artigo 50 do Código Civil, para que sejam atingidos os bens particulares da mesma. c) Errada. O Código Civil permite a responsabilização de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso quando houver desvio de finalidade ou confusão patrimonial. d) Errada. O Código Civil, em seu Artigo 50, permite que a desconsideração alcance o patrimônio de qualquer sócio ou administrador que tenha abusado da personalidade jurídica. Gabarito: Letra A QUESTÃO 05 - FGV (2023) a) Errada. O ato constitutivo da fundação, não pode ser por meio de contrato particular. "Art. 62, CC: Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la." b) Errada. Se o objeto se tornar impossível, o Ministério Público, ou qualquer interessado, lhe promoverá a extinção, incorporando-se o seu patrimônio em outra fundação, designada pelo juiz, que se proponha a fim igual ou semelhante, salvo disposição em contrário no ato constitutivo, ou no estatuto, conforme Artigo 69 do Código Civil. c) Errada. As propostas não são realizadas pelo Ministério Público e devem ser aprovadas em assembleia, apenas posteriormente, serão submetidas à aprovação do Ministério Público. "Art. 67, CC: Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma: I - seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação; II - não contrarie ou desvirtue o fim desta; Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 25 III– seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, findo o qual ou no caso de o Ministério Público a denegar, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado." d) Correta. Alternativa de acordo com a letra da lei, conforme Artigo 65 do Código Civil. "Art. 65, CC: Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio, em tendo ciência do encargo, formularão logo, de acordo com as suas bases (art. 62), o estatuto da fundação projetada, submetendo-o, em seguida, à aprovação da autoridade competente, com recurso ao juiz. Parágrafo único. Se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor, ou, não havendo prazo, em cento e oitenta dias, a incumbência caberá ao Ministério Público." Gabarito: Letra D Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 26 DIA 04 DIREITO TRIBUTÁRIO Tema 1: Competência tributária (10 questões) QUESTÃO 01 - OAB XXXVI (2022) a) Correta. Não se exige Lei Complementar, podendo ser instituída por lei ordinária, e poderá ser cobrada dos servidores ativos e dos aposentados e pensionistas. Art. 149 CF. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. §1º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, por meio de lei, contribuições para custeio de regime próprio de previdência social, cobradas dos servidores ativos, dos aposentados e dos pensionistas, que poderão ter alíquotas progressivas de acordo com o valor da base de contribuição ou dos proventos de aposentadoria e de pensões. b) Errada. Poderá ser instituída por lei ordinária e ser cobrada de servidores ativos, dos aposentados e dos pensionistas. c) Errada. Pode ser criada por lei ordinária. d) Errada. Poderia ser criada por lei ordinária e poderia ser cobrada de servidores ativos. Gabarito: Letra A QUESTÃO 02 - OAB XXXIII (2021) a) Errada. Inicialmente, os Estados não podem instituir empréstimos compulsórios, uma vez que se trata de competência exclusiva da União. Ademais, a iniciativa de lei complementar que institui empréstimo compulsório não é privativa do Chefe do Poder Executivo Federal. b) Errada. Os Estados não podem instituir empréstimos compulsórios. c) Correta. Somente a União, mediante lei complementar, poderá instituir a cobrança de empréstimos compulsórios. Ou seja, trata-se de Competência exclusiva da UNIÃO, a instituição de empréstimos compulsórios. Art. 148. CF. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b". Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. d) Errada. A Constituição Federal prevê expressamente que a aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 27 Art. 148. Parágrafo único. CF. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. Gabarito: Letra C QUESTÃO 03 - OAB XXXII (2021) a) Errada. Os impostos extraordinários poderão ser instituídos por lei ordinária ou medida provisória. b) Correta. A instituição de impostos extraordinários só é permitida na iminência ou no caso de guerra externa, nos termos do art. 154, inc. II, da CF. Art. 154, II. CF - A União poderá instituir: II – na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.. c) Errada. Em regra, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (anterioridade anual). Todavia, o imposto extraordinário poderá ser cobrado de imediato por ser exceção aos princípios da anterioridade anual e nonagesimal. d) Errada. Os impostos extraordinários de guerra instituídos pela União podem ter fato gerador ou base de cálculo próprios de outros tributos, ou seja, que estejam compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação Trata-se de um bis in idem autorizado pela CF/88, porque o fato gerador de um determinado imposto estadual ou municipal ensejará o pagamento do imposto ordinário e do imposto guerra, instituído pela União. Gabarito: Letra B QUESTÃO 04 - OAB XXXV (2022) a) Errada. Amoratória pode ser concedida mediante lei ordinária do ente político competente para a instituição do tributo, no caso, o Município X. b) Errada. Lei estadual não pode invadir a competência tributária dos municípios, a quem a Constituição Federal atribuiu competência para instituir os tributos municipais, dentre eles o IPTU. c) Correta. Amoratória somente pode ser concedida, em caráter geral, pela pessoa jurídica de direito público competente para instituir o tributo a que se refere, no caso da questão, compete ao Município X. Logo, a lei estadual não pode, em nenhuma hipótese, conceder moratória de IPTU. Art. 152 CTN - A moratória somente pode ser concedida: I - em caráter geral: a) pela pessoa jurídica de direito público competente para instituir o tributo a que se refira; b) pela União, quanto a tributos de competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, quando simultaneamente concedida quanto aos tributos de competência federal e às obrigações de direito privado; Doutores Por Exelencia - doutoresexcelencia@gmail.com - CPF: 056.701.862-81 Caderno de Questões - Método QLR Ana Clara Fernandes @viciodeumaestudante Material de uso individual. Proibido o repasse! 28 II - em caráter individual, por despacho da autoridade administrativa, desde que autorizada por lei nas condições do inciso anterior. d) Errada. A moratória pode ser tanto conferida em caráter individual, por despacho da autoridade administrativa, quanto em caráter geral, que não depende de despacho da autoridade administrativa. Gabarito: Letra C QUESTÃO 05 - OAB XXX (2019) a) Errada. O Senado Federal representa os Estados, por essa razão, a Constituição Federal prevê expressamente a competência do Senado para dispor, por Resolução, sobre a fixação de alíquotas mínimas do IPVA. b) Correta. Cabe ao Senado Federal, mediante resolução, fixar as alíquotas mínimas no IPVA, a fim de evitar guerra fiscal entre os Estados, conforme previsto no art. 155, § 6º, I, da Constituição. Art. 155 CF - Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: III - propriedade de veículos automotores; §6º O imposto previsto no inciso III: I - terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal; c) Errada. Não há violação do princípio da legalidade, pois há disposição constitucional expressa. Ademais, o Senado Federal apenas determina a alíquota mínima. d) Errada. Não há participação do CONFAZ na definição de alíquotas mínimas do IPVA. A competência é do Senado Federal. Gabarito: Letra B QUESTÃO 06 - OAB XXVIII (2019) a) Errada. De acordo com a Constituição Federal, os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição