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60 horas 
Atualização em 
Enfermagem e a Diabetes 
Mellitus Gestacional 
 
Com certificado 
online 
THAIS RODRIGUES DE ALBUQUERQUE 
Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Enfermagem e a 
Diabetes Mellitus Gestacional" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a 
lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste 
material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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online 
Atualização em 
Enfermagem e a Diabetes 
Mellitus Gestacional 
THAIS RODRIGUES DE ALBUQUERQUE 
 
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SUMÁRIO 
 
 
 
DIABETES MELLITUS GESTACIONAL .................................................................... 5 
1.1 INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS DO DMG .................................................. 6 
FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DA DMG ............................. 6 
ETIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA MATERNO-FETAL DO DIABETES 
GESTACIONAL .............................................................................................................. 8 
2.1 ETIOLOGIA DO DMG............................................................................................ 8 
2.2 FISIOPATOLOGIA ................................................................................................. 9 
2.2.1 Um breve esclarecimento sobre como acontece o Diabetes Mellitus ................. 10 
2.2.2 Diabetes Mellitus Gestacional .......................................................................... 10 
RASTREIO PARA O DIAGNÓSTICO ........................................................................ 13 
3.1 RASTREIO CLÍNICO ........................................................................................... 13 
3.2 RASTREIO LABORATORIAL ............................................................................. 14 
ESTRATÉGIAS PARA O DIAGNÓSTICO ................................................................. 16 
4.1 MÉTODOS DIAGNÓSTICOS ............................................................................... 16 
4.1.1 Glicemia de Jejum ........................................................................................... 16 
4.1.2 Glicemia Pós Prandial ...................................................................................... 17 
4.1.3 Glicemia Capilar.............................................................................................. 18 
4.1.4 Hemoglobina Glicada (HbA1c)........................................................................ 18 
VIGILÂNCIA E TERAPÊUTICA ................................................................................ 20 
5.1 VIGILÂNCIA ENDOCRINOLÓGICA ............................................................. 20 
5.2 AUTOVIGILÂNCIA GLICÊMICA ....................................................................... 21 
5.3 TERAPÊUTICA .................................................................................................... 21 
5.3.1 Terapêutica Não Farmacológica ....................................................................... 21 
5.3.2 Terapêutica Farmacológica .............................................................................. 22 
5.3.3 Antidiabéticos Orais (ADO) ............................................................................ 22 
5.3.4 Insulina............................................................................................................ 23 
COMPLICAÇÕES MATERNOFETAIS RELACIONADAS AO DMG..................... 24 
6.1 COMPLICAÇÕES MATERNAS RELACIONADAS AO DIABETES 
GESTACIONAL ......................................................................................................... 24 
6.2 COMPLICAÇÕES FETAIS RELACIONADAS AO DIABETES GESTACIONAL 
25 
6.2.1 Macrossomia fetal ........................................................................................... 25 
COMO É REALIZADO O MANEJO DA DMG PELA EQUIPE DE SAÚDE 
RESPONSÁVEL ............................................................................................................ 27 
7.1 COMO REALIZAR O MANEJO MAIS A FUNDO............................................... 29 
7.1.1 Dieta ................................................................................................................ 29 
7.1.2 Atividade física ............................................................................................... 32 
7.1.3 Controle glicêmico .......................................................................................... 32 
7.1.4 Controle Obstétrico e Avaliação Fetal .............................................................. 33 
O PARTO ....................................................................................................................... 35 
8.1 MOMENTO E VIA DE PARTO ............................................................................ 35 
8.1.1 Gestantes em trabalho de parto espontâneo (BRASIL, 2012) ........................... 36 
8.1.2 Indução programada do parto (BRASIL, 2012; CONSENSO “DIABETES 
GESTACIONAL”, 2017). ........................................................................................ 36 
8.1.3 Cesariana programada (BRASIL, 2012) ........................................................... 37 
8.1.4 Via de parto ..................................................................................................... 37 
8.2 PÓS-PARTO .......................................................................................................... 38 
AVALIAÇÃO................................................................................................................. 39 
REFERÊNCIAS ............................................................................................................. 44 
 
 
 
 
 
 
Unidade 1 – Diabetes Mellitus Gestacional 
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material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 5 
 
 
 
01 
DIABETES MELLITUS GESTACIONAL 
 
 
 
O Diabetes Mellitus (DM) é uma condição metabólica crônica, caracterizada por 
descompensação na produção de insulina e consequentemente, hiperglicemia. Dentro da 
doença, pode-se encontrar os subtipos: Diabetes Mellitus I, II e Diabetes Mellitus 
Gestacional (DMG) (BRASIL, 2013). 
 
Quando a doença é detectada ou diagnosticada pela primeira vez durante o curso da 
gravidez, mais precisamente após o primeiro trimestre de gestação, podendo se estender até 
depois do parto, define-se como Diabetes Mellitus Gestacional. Tal morbidade é responsável 
por altos índices de morbimortalidade perinatal, como macrossomia e malformações fetais 
(BRASIL, 2012). 
 
O manual técnico para gestações de alto risco, Brasil (2012), desenvolvido pelo 
Ministério da Saúde indica que o DMG se classifica como: 
 
 Diabetes gestacional, a cronicidade diagnosticada durante a gravidez. 
 Diabetes pré-gestacional, a cronicidade já desenvolvida previamente, podendo ser 
do tipo 1 ou tipo 2. 
 
O diabetes pré-gestacional, também conhecida por estar presente antes da gravidez, 
representa 10% das gestantes com diabetes na gravidez e requer manejo adequado antes 
mesmo da mulher engravidar, para evitar complicações no período perinatal (BRASIL, 
2012). 
 
A Diabetes Gestacional, subtipo de hiperglicemia diagnosticada pela primeira vez 
durante a gravidez, difere-se da Diabetes na Gravidez,Somente I e IV estão corretas. 
 
d. Somente I, II, e III corretas. 
 
 
 
Quais são os exames necessários para manter a vigilância durante a gestação com DMG? 
 
a. Hemoglobina glicada e hemograma completo 
 
b. Glicemia de Jejum e Glicemia pós prandial 
 
c. Glicemia capilar e TOTG 
 
d. PG e Hemoglobina glicada 
 
 
 
Sobre o diabetes mellitus gestacional (DMG), analise os itens abaixo: 
 
I. Após o parto, aproximadamente 90% das mulheres com DMG tornam-se 
normoglicêmicas, mas correm um maior risco de desenvolver DMG no início das 
gestações subsequentes. 
 
II. Uma glicose de jejum de mais de 92mg/dL (5,1mmol/L), uma glicose de 1 hora de 
mais de 180mg/dL (10mmol/L) ou uma glicose de 2 horas de 153mg/dL (8,4mmol/L) 
ou mais é um diagnóstico de DMG. 
 
III. O DMG pode provocar anomalias congênitas em bebês de mães com o problema. 
 
IV. A terapia farmacológica não deve ser indicada para gestantes com DMG mesmo 
quando os níveis ideais de glicemia não são mantidos com terapia nutricional, ou o 
índice do crescimento fetal é excessivo. 
 
Estão CORRETOS: 
 
a. Somente os itens I e II. 
 
b. Somente os itens I e III. 
 
c. Somente os itens I, II e III. 
 
d. Somente os itens II, III e IV. 
3. 
4. 
Avaliação 
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material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 41 
 
 
 
 
 
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (Diretrizes 2017-2018), o tratamento 
inicial do diabetes mellitus gestacional consiste em orientação alimentar que permita 
ganho de peso adequado e controle metabólico. Sendo assim, é correto afirmar que: 
 
a. o cálculo do valor calórico total da dieta visa permitir ganho de peso em torno de 50 
a 100 g por semana, a partir do segundo trimestre de gravidez. 
 
b. o valor calórico total prescrito deve ser individualizado e conter 30% a 40% de 
carboidratos. 
 
c. o uso de adoçantes artificiais, como aspartame e sacarina, mesmo com moderação, 
não é permitido. 
 
d. deve-se dar preferência ao consumo de alimentos que contenham carboidratos com 
baixo índice glicêmico, por exemplo, tapioca e cereal matinal de milho. 
 
 
 
A enfermeira Dilce, ao examinar uma gestante, detectou fatores de risco para Diabetes 
mellitus gestacional. As alternativas abaixo contemplam fatores de risco para Diabetes 
mellitus gestacional, com EXCEÇÃO de: 
 
a. idade inferior a 25 anos. 
 
b. ganho excessivo de peso durante a gestação. 
 
c. complicações obstétricas prévias. 
 
d. história familiar de diabetes. 
 
 
 
Para o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), é necessário, além do 
histórico clínico e Anamnese, a realização de exames laboratoriais. Dentre esses, marque 
a alternativa com os exames realizados para ajudar no diagnóstico: 
 
a. Perfil glicêmico, Exames trimestrais, ultrassonografia 
 
b. Hemoglobina glicada, glicemia de jejum 
 
c. Glicemia capilar, perfil glicêmico e urocultura 
 
d. Glicemia de jejum, Glicemia pós prandial, glicemia capilar e hemoglobina glicada 
 
 
 
Em 2017, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), em associação com a Organização 
Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Ministério da Saúde (MS) e a Federação Brasileira 
das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), passou a adotar os novos 
critérios para rastreamento e diagnóstico do Diabetes mellitus gestacional (DMG) em 
5. 
6. 
7. 
8. 
Atualização em Enfermagem e o Diabetes Mellitus Gestacional 
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deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 42 
 
 
 
todo o território nacional. E, no intuito de reunir as novas atualizações sobre Diabetes 
mellitus, estes foram incluídos às Diretrizes da SBD 2017-2018. À luz dessas novas 
diretrizes, no que diz respeito ao DMG, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às assertivas 
e marque a alternativa correta: 
 
( ) DMG é definido, pela OMS, como uma intolerância a carboidratos de gravidade variável, 
que se inicia durante a gestação atual e preenche os critérios diagnósticos de diabetes mellitus 
franco. 
 
( ) Pacientes com DMG são as que apresentam no teste oral de tolerância à glicose (TOTG): 
glicemia de jejum de 92 a 125 mg/dL, com jejum em 1 hora ≥ 180 mg/dL ou em 2 horas de 
153 a 199 mg/dL. 
 
( ) Pacientes com DMG são as que apresentam no TOTG: glicemia de jejum de 100 a 125 
mg/dL, com jejum em 1 hora ≥ 180 mg/dL ou em 2 horas de 155 a 199 mg/dL. 
 
( ) O valor calórico total prescrito deve ser individualizado e conter 40% a 55% de 
carboidratos, 15 a 20% de proteínas e 30 a 40% de gorduras. 
 
( ) O valor calórico total prescrito deve ser individualizado e conter 45% a 55% de 
carboidratos, 15 a 20% de proteínas e 25 a 30% de gorduras. 
 
a. V – F – V – F – V. 
 
b. F – F – V – V – F. 
 
c. V – V – F – F – V. 
 
d. F – V – F – V – F. 
 
 
 
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) diabetes mellitus (DM) é considerado 
um transtorno metabólico caracterizado por hiperglicemia e distúrbios dos metabolismos 
de carboidratos, proteínas e gorduras. Com relação a esse transtorno RELACIONADO 
A À GRAVIDEZ é CORRETO afirmar que: 
 
a. Gestantes diabéticas são definidas em gestação de alto risco, no entanto muitas delas 
podem ser evitadas com planejamento prévio por controle metabólico, rastreamento 
de complicações e avaliação de medicamentos utilizados. 
 
b. De acordo com o Ministério da Saúde a avaliação inicial de pessoas com diagnósticos 
de DM será realizada pelo médico especialista, onde ele precisara identificar os 
fatores de risco, avaliar as condições de saúde, estratificar o risco de problemas 
cardiovasculares e orientar sobre a prevenção de complicações crônicas. Mas, para 
as mulheres grávidas, os exames só podem ser realizados uma vez a cada gestação. 
 
c. Gestantes diabéticas são definidas em gestação de baixo risco, e não devem ser 
evitadas com planejamento prévio por controle metabólico, rastreamento de 
complicações e avaliação de medicamentos utilizados. 
9. 
Avaliação 
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d. Exames laboratoriais como o de glicemia de jejum e HbA1C sejam realizados 3 vezes 
ao ano, quando os pacientes encontram-se dentro da meta glicêmica estabelecida e a 
cada 6 meses se estiver acima da meta pactuada 
 
 
10. O diabetes é uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina ou, 
também, da impossibilidade da insulina em exercer adequadamente seus efeitos, 
condição conhecida como resistência à insulina. A insulina é um hormônio produzido 
no: 
 
a. Rim. 
 
b. Pâncreas. 
 
c. Fígado. 
 
d. Duodeno. 
 
e. Cólon 
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REFERÊNCIAS 
 
 
 
 
 
 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: 
diabetes mellitus. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Gestação de alto risco: manual técnico. Brasília : Editora do 
Ministério da Saúde, 2012. 
 
CASANOVA, Roseli Fialho.RODRIGUES , Gismar Monteiro Castro. SILVA, Lucas 
Eustáquio de Paiva. MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO E CONTROLE DO DIABETES 
MELLITUS GESTACIONAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA. São Sebastião do 
Paraíso, v. 10, n.1, 2020 
 
Consenso “Diabetes Gestacional”: Atualização 2016. Revista Portuguesa de Diabetes. v. 12, 
n. 1, p. 24-38, 2017. 
 
FERNANDES, Esther Alves. SANTOS, Maria Taís da Silva. CASTRO, Anúbes Pereira de. 
Causas e repercussões da diabetes gestacional. Rev.Interdisciplinar em Violência e Saúde. v.3, 
n.02, 2020. 
 
OLIVEIRA, Thiago Souza. DIABETES GESTACIONAL. 2016. Monografia. Curso de 
graduação em Farmácia, da Faculdade de Educação e Meio Ambiente. Ariquemes – RO, 
2016 
 
Aproveite para estudar também as referências bibliográficas e ampliar ainda 
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	online
	online (1)
	01
	DIABETES MELLITUS GESTACIONAL
	1.1 INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS DO DMG
	FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DA DMG
	02
	ETIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA MATERNO-FETAL DO DIABETES GESTACIONAL
	2.1 ETIOLOGIA DO DMG
	2.2 FISIOPATOLOGIA
	2.2.1 Um breve esclarecimento sobre como acontece o Diabetes Mellitus
	2.2.2 Diabetes Mellitus Gestacional
	03
	RASTREIO PARA O DIAGNÓSTICO
	3.1 RASTREIO CLÍNICO
	Na gravidez atual, em qualquer momento:
	3.2 RASTREIO LABORATORIAL
	04
	ESTRATÉGIAS PARA O DIAGNÓSTICO
	4.1 MÉTODOS DIAGNÓSTICOS
	4.1.1 Glicemia de Jejum
	4.1.2 Glicemia Pós Prandial
	4.1.3 Glicemia Capilar
	4.1.4 Hemoglobina Glicada (HbA1c)
	05
	VIGILÂNCIA E TERAPÊUTICA
	5.1 VIGILÂNCIA ENDOCRINOLÓGICA
	5.2 AUTOVIGILÂNCIA GLICÊMICA
	5.3 TERAPÊUTICA
	5.3.1 Terapêutica Não Farmacológica
	5.3.2 Terapêutica Farmacológica
	5.3.3 Antidiabéticos Orais (ADO)
	5.3.4 Insulina
	06
	COMPLICAÇÕES MATERNOFETAIS RELACIONADAS AO DMG
	6.1 COMPLICAÇÕES MATERNAS RELACIONADAS AO DIABETES GESTACIONAL
	6.2 COMPLICAÇÕES FETAIS RELACIONADAS AO DIABETES GESTACIONAL
	6.2.1 Macrossomia fetal
	07
	COMO É REALIZADO O MANEJO DA DMG PELA EQUIPE DE SAÚDE RESPONSÁVEL
	7.1 COMO REALIZAR O MANEJO MAIS A FUNDO
	7.1.1 Dieta
	7.1.2 Atividade física
	7.1.3 Controle glicêmico
	7.1.4 Controle Obstétrico e Avaliação Fetal
	08
	O PARTO
	8.1 MOMENTO E VIA DE PARTO
	Gestantes em uso de insulina requerem atenção especial durante o trabalho de
	8.1.1 Gestantes em trabalho de parto espontâneo (BRASIL, 2012)
	8.1.2 Indução programada do parto (BRASIL, 2012; CONSENSO
	Os potenciais benefícios associados à indução são evitar:
	As potenciais desvantagens associadas à indução:
	8.1.3 Cesariana programada (BRASIL, 2012)
	8.1.4 Via de parto
	8.2 PÓS-PARTO
	AVALIAÇÃO
	REFERÊNCIAS
	CURSOS DE ATUALIZAÇÃO EM CURATIVOS, EMERGÊNCIAS, TRATAMENTOS NA UTI E OUTROS NA ÁREA DE ENFERMAGEMdiagnosticada durante a gravidez, mas 
que já possui reflexo de uma cronicidade hiperglicêmica prévia não diagnosticada. Os dois 
subtipos se divergem quanto aos valores glicêmicos, já que a segunda se apresenta em uma 
posição intermediária sobre o que é considerado normal para o período de gestação e os 
valores que excedem os limites diagnósticos para a população não grávida (CONSENSO 
DIABETES GESTACIONAL, 2017). 
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1.1 INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS DO DMG 
Considerada como um dos principais distúrbios metabólicos da gestação, o DMG tem 
prevalência estimada entre 3 e 25% no Brasil, pois há variação da população estudada 
dependendo dos critérios de diagnósticos utilizados; geralmente entre negras e hispânicas. 
(ROSSETT, et al 2020). 
 
O Manual técnico: gestação de alto risco, Brasil (2012), traz que a prevalência em 
mulheres com mais de 20 anos, atendidas no Sistema Único de Saúde, é de 7,6%, onde 0,3% 
das gestações são complicadas pelo DM prévio. Contudo 98% das mulheres revertem o 
quadro no pós-parto. 
 
Estudos envolvendo a população mundial constata que a cada 100 mulheres, 16 delas 
desenvolvem diabete gestacional (ROSSETT, et al 2020). Dessa forma, as equipes que 
atuam na atenção básica devem estar atentas as essas mulheres, já que elas devem ser 
referenciadas para centros de atenção secundária ou terciária. É importante o 
acompanhamento para promover a compensação metabólica, a préconcepção, avaliação da 
presença de complicações e orientações especializadas, para que essas mulheres mantenham 
os níveis glicêmicos adequados durante a gestação (BRASIL, 2012). 
 
 
 
 
FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DA DMG 
Fator de risco, trata-se de qualquer situação que aumento a probabilidade de ocorrência de 
uma doença, ou a vulnerabilidade do paciente em adquiri-la. Nesse sentido, apresentam-se a 
seguir os fatores de risco para o desenvolvimento do Diabetes Mellitus Gestacional. 
 
De acordo com Oliveira (2016), indica os principais fatores de risco são: idade acima 
a 25 anos, fator genético, antecedente obstétrico (pré-eclâmpsia, macrossomia, polidrâmnio, 
morte fetal ou neonatal de causa desconhecida, malformações congênitas e restrição do 
crescimento fetal), exame atual evidenciando: aumento de peso excessivo, altura uterina 
acima do esperado para idade gestacional atual, polidrâmnio e crescimento excessivo do 
feto, na gestação atual. Também considera-se baixa estatura como um fator de risco e a 
Síndrome do ovário policístico (ou outras patologias que levam ao hiperinsulinismo) 
(LANGER et al., 2005; OLIVEIRA, 2016; BRASIL, 2012). 
 
Corroborando ressalta-se em uma pesquisa que algumas gestantes entre 26 e 30 anos 
dentro do grupo DMG, tinham histórico de aborto e mortalidade fetal ou neonatal. 
 
Os fatores de risco estão ilustrados de forma mais evidente no quadro abaixo: 
 
Quadro 1: Fatores de risco para DMG 
Unidade 1 – Diabetes Mellitus Gestacional 
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FATORES DE RISCO NA DMG 
IDADE ACIMA DE 25 ANOS 
 
FATOR GENÉTICO (HISTÓRICO DE DIABETES EM PARENTES DE PRIMEIRO GRAU) 
 
ANTECEDENTE OBSTÉTRICO (PRÉ-ECLAMPSIA, MACROSSOMIA, POLIDRÂMNIO, 
MORTE FETAL OU NEONATAL DE CAUSA DESCONHECIDA, MALFORMAÇÕES 
CONGÊNITAS E RESTRIÇÃO DO CRESCIMENTO FETAL) 
HISTÓRICO DE DIABETES GESTACIONAL PRÉVIA 
PESO EXCESSIVO DA GESTANTE OU OBESIDADE (IMC > 27) 
 
ALTURA UTERINA ACIMA DO ESPERADO PARA IDADE GESTACIONAL ATUAL 
POLIDRÂMNIO NA GESTAÇÃO ATUAL 
CRESCIMENTO EXCESSIVO DO FETO 
BAIXA ESTATURA (a reprodução total e parcial ou divulgação comercial 
deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 10 
 
 
 
 
 
 
2.2.1 Um breve esclarecimento sobre como acontece o 
Diabetes Mellitus 
O diabetes mellitus é uma cronicidade clínica caracterizada por hiperglicemia, ela decorre 
de uma deficiência na efetividade da insulina, ou pela diminuição de produção desse 
hormônio em razão de alguma desordem no pâncreas. Essas situações causam distúrbios 
metabólicos de carboidratos, lipídeos, proteínas, água e eletrólitos (MENICATTI; 
FREGONESI, 2006; OLIVEIRA, 2016). 
 
Essa condição patológica se caracteriza por uma disfunção pancreática, branda ou 
grave, que interfere no funcionamento adequado pancreático, podendo desencadear até a 
perda total de sua capacidade de produção de insulina (MENICATTI; FREGONESI, 2006). 
 
 
2.2.2 Diabetes Mellitus Gestacional 
A fisiopatologia e suas manifestações no diabetes gestacional estão relacionadas às 
adaptações hormonais e metabólicas que ocorrem durante a gravidez, como já citado 
anteriormente. 
 
Quando há uma solicitação contínua de glicose e de aminoácidos essenciais pelo feto, 
acrescentando-se as necessidades de ácidos graxos e colesterol e às modificações hormonais, 
principalmente as determinadas pelo glucagon, somatomamotropina coriônica, estrogênios, 
progesterona e glicocorticoides, começam a acontecer (MENICATTI; FREGONESI, 2006). 
 
No primeiro trimestre de gravidez as modificações provocadas por hormônios 
placentários, como a gonadotrofina coriônica humana (hCG), têm pouco efeito direto sobre 
o metabolismo dos carboidratos, portanto não interfere na produção de insulina ou a quebra 
da glicose no corpo da mãe (MENICATTI; FREGONESI, 2006) (Figura 2). 
 
Figura 2: Esquema prático sobre o primeiro trimestre de gestação. 
 
Fonte: Elaborada pelo autor 
 
Ao mesmo tempo em que ocorre o crescimento placentário, gradualmente a produção 
de hormônios como o estrogênio, progesterona e principalmente a somatomamotrofina 
Unidade 2 – Etiologia e Fisiopatologia Materno-Fetal do Diabetes Gestacional 
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coriônica humana, que atuam como antagonistas da ação da insulina, também cresce. Dessa 
forma, é normal e característico que ocorra um aumento da resistência à insulina, resultando 
no aumento cumulativo do hormônio no corpo. Porém, quando a demanda na produção de 
insulina é maior que a capacidade de produção das células β pancreáticas, pode ocorrer o 
desenvolvimento do diabetes mellitus gestacional (MENICATTI; FREGONESI, 2006). 
 
Figura 3: Esquema prático sobre o primeiro trimestre de gestação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Elaborada pelo autor 
 
O feto utiliza em torno de 6mg/kg/min de glicose, pra compensar, o organismo 
materno promove lipólise (quebra de lipídios para obter energia). Metabolizando o 
triacilglicerol em glicerol e ácidos graxos. A energia obtida dos ácidos graxos é o 
acetilcoenzima A, parte do qual é convertido em acetoacetato e β-hidroxibutirato. O primeiro 
composto durante a descarboxilação forma acetona. As cetonas no sangue, especialmente no 
coração e no músculo esquelético, são usadas como fontes de energia. Por terem enzimas 
que convertem o acetoacetato e o β-hidroxibutirato em acetil-CoA, a acetona volátil é 
eliminada pelos pulmões. O outro método alternativo utilizado pelo organismo como forma 
de compensação é a rápida redução da glicose no plasma materno e a realização da 
gliconeogênese, que é a glicose produzida pelos aminoácidos, ácido lático e glicerol 
(OLIVEIRA, 2016). 
 
Ao contrário de pessoas não grávidas, a concentração de glicose plasmática de 
mulheres grávidas não pode ser mantida constante durante o jejum. Isso pode ser explicado 
por: devido à baixa disponibilidade do aminoácido alanina, mas glicose é utilizada para 
servir ao feto e, devido à gliconeogênese, o fígado produz menos glicose pelo fígado 
(MENICATTI; FREGONESI, 2006). 
Atualização em Enfermagem e o Diabetes Mellitus Gestacional 
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Identificam-se na gestação duas fases distintas, uma fase anabólica, primeira 
caracterizada por uma diminuição da glicemia por maior armazenamento da glicose, e uma 
catabólica, por uma diminuição da glicemia por maior consumo fetal. Estas condições 
metabólicas, na grávida normal, caracterizam um estado limiar de jejum (MENICATTI; 
FREGONESI, 2006). 
 
Figura 4: Esquema prático sobre as fases. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Elaborada pelo autor 
 
O jejum materno e/ou prolongado conduz a um estado metabólico acelerado de 
inanição, obrigando o organismo a se valer de mecanismos metabólicos alternativos para 
produção de energia, em particular a hidrólise de triglicérides no tecido adiposo, como já 
citado anteriormente (OLIVEIRA, 2016). 
 
A busca por novas fontes de glicose levará ao aumento dos corpos cetônicos e dos 
ácidos graxos livres. No estado de alimentação, devido ao aumento da resistência à insulina 
durante o segundo e segundo trimestres, também ocorrerão alterações. Embora a secreção 
de insulina seja significativamente aumentada, em comparação com o estado de não 
gravidez, a concentração de glicose frequentemente aumenta mesmo dentro da faixa normal. 
Se a secreção de insulina não puder atender a essa demanda aumentada, a hiperglicemia 
causada por DMG pode ter efeitos prejudiciais importantes para o feto (OLIVEIRA, 2016). 
 
Também é possível que nas gestantes ocorra uma diminuição na secreção de insulina 
e aumento da produção hepática de glicose. 
Unidade 3 – Rastreio Para O Diagnóstico 
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03 
RASTREIO PARA O DIAGNÓSTICO 
 
 
 
3.1 RASTREIO CLÍNICO 
Mesmo não havendo um consenso sobre qual método é mais eficaz na hora de fazer o rastreio 
para o dignóstico do diabetes gestacional, as recomendações do Manual técnico para 
gestação de alto risco (2012), recomenda que esse processo seja iniciado pela anamnese para 
a identificação dos fatores de risco: 
 
 Idade igual ou superior a 35 anos; 
 Índice de massa corporal (IMC) >25kg/m2 (sobrepeso e obesidade); 
 Antecedente pessoal de diabetes gestacional; 
 Antecedente familiar de diabetes mellitus (parentes de primeiro grau); 
 Macrossomia ou polihidrâmnio em gestação anterior; 
 Óbito fetal sem causa aparente em gestação anterior; 
 Malformação fetal em gestação anterior; 
 Uso de drogas hiperglicemiantes (corticoides, diuréticos tiazídicos); 
 Síndrome dos ovários policísticos; 
 Hipertensão arterial crônica. 
Na gravidez atual, em qualquer momento: 
 
 Ganho excessivo de peso; 
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 Suspeita clínica ou ultrassonográficade crescimento fetal excessivo ou 
polihidrâmnio. 
 
A partir da identificação dos fatores de risco em cada gestante, fica mais fácil e eficaz 
de prever o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional. Quantos mais fatores forem 
atribuídos a uma gravidez, maior as chances de essa grávida estar desenvolvendo o DMG. 
Mas o rastreio laboratorial é crucial para firmar o diagnóstico correto. 
 
 
 
 
3.2 RASTREIO LABORATORIAL 
Os exames laboratoriais na gestação, são obrigatórios no primeiro, segundo e terceiro 
semestre, sendo aquela uma gravidez de alto risco, ou não. É uma forma de monitorar os 
agravos que podem prejudicar no desenvolvimento do feto, ou colocar a vida da mãe em 
risco. 
 
A dosagem glicêmica é um dos exames obrigatórios durante o pré-natal, e feito a 
primeira vez antes da 20ª semana. Na ausência de fatores de risco e glicemia de jejum 95, 180 e 155, respectivamente, os achados de dois valores 
alterados confirmam o diagnóstico. Um único valor alterado indica a repetição do TOTG 
(Teste de Tolerância Oral a Glicose) 75g 2h na 34ª semana de gestação (BRASIL, 2012). 
 
Quadro 2: Pontos de corte para o teste de tolerância à glicose 75g 
PONTOS DE CORTE PARA O TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE 75G 
Jejum 1h 2h 
95mg/dL 180mg/dL 155mg/dL 
 
Fonte: Manual Técnico: Gestação de Alto risco (Brasil, 2012) 
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04 
ESTRATÉGIAS PARA O DIAGNÓSTICO 
 
 
 
4.1 MÉTODOS DIAGNÓSTICOS 
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, SBD, (2017-2018) o diagnóstico laboratorial 
do diabetes mellitus gestacional (DMG) pode ser realizado através de: 
 
 Glicemia de Jejum; 
 Glicemia Pós Prandial; 
 Glicemia Capilar; 
 Hemoglobina Glicada (HbA1c). 
 
 
4.1.1 Glicemia de Jejum 
A glicemia de jejum é o método mais empregado para avaliar os níveis glicêmicos 
plasmáticos, por ser mais acessível e o mais realizado nos laboratórios. O método reflete os 
valores mais baixos da glicemia do dia com menor variabilidade, porém, ainda é muito pouco 
sensível para exprimir o perfil da glicose plasmática ao longo do dia. Além de não se alterar 
com a idade, logo, fica ainda menos específico (CASANOVA; RODRIGUES; SILVA, 
2020). 
 
A glicose no sangue é geralmente medida no soro ou plasma, e raramente no sangue 
total (neste último, a glicose no sangue tende a ser reduzida em 10% a 15%). É um método 
de administração enzimática (oxidase ou hexoquinase) e deve ser feito rapidamente por no 
mínimo oito horas (SBEM, 2008). 
 
A investigação plasmática de glicemia de jejum é um dos métodos de triagem para 
estudar a ocorrência de DMG e deve ser realizada na primeira consulta de pré-natal, com 
Unidade 4 – Estratégias para o Diagnóstico 
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obrigatoriedade pelo preconizado pelas diretrizes de pré-natal da atenção primária. Embora 
seja difícil a confiabilidade alta com os valores de referência nessa fase do primeiro 
trimestre, onde os níveis glicêmicos sangue tendem a diminuir (CASANOVA; 
RODRIGUES; SILVA, 2020). 
 
Quadro 3: Valores de referência para o diagnóstico de DMG a partir da Glicemia de 
Jejum 
Tempo de gestação Valores de referência Resultado 
Antes da 24ª semana 100 mg/dL Níveis alterados 
A partir da 24ª semana 85 mg/dL Positivo para DMG 
Durante toda a gestação > 110 mg/dL Positivo para DMG 
 
Fonte: CASANOVA; RODRIGUES; SILVA, 2020 
 
Embora seja um método rápido e de baixo custo, a glicemia de jejum possui baixa 
especificidade por ser uma média pontual que exprime valores de concentração apenas no 
momento da coleta (SBEM, 2008). 
 
 
4.1.2 Glicemia Pós Prandial 
A medição da glicose pós-prandial (GPP) corresponde a um método de avaliação dos níveis 
de glicose plasmática cerca de uma a duas horas após uma refeição. É baseado na medição 
do pico de glicose plasmática (equivalente fisiopatológico) que é alcançado após uma 
sobrecarga de 75 gramas de glicose oral (PTOG) ou durante as refeições. Ambos aumentam 
com a idade, e esse comportamento tem significado diagnóstico em idosos. A vantagem é 
que ele pode medir picos de glicose no sangue pós-prandial relacionados ao risco de doenças 
cardiovasculares e estresse oxidativo (CASANOVA; RODRIGUES; SILVA, 2020). 
 
Embora seja um método amplamente utilizado para diagnóstico e tratamento do DM, 
a correspondência entre GPP e PTOG se deve principalmente à sua alta viabilidade e baixa 
repetitividade. Na verdade, a GPP depende da relação entre a secreção de insulina e de 
glucagon e da quantidade e tipo de carboidratos consumidos. Após 10 minutos de ingestão, 
os níveis de glicose no sangue começam a subir, atingindo um máximo aos 60 minutos e 
retornando aos valores basais após cerca de 2 a 3 horas. Por sua vez, o pico de açúcar no 
sangue depende da quantidade de carboidratos consumidos, do tipo de refeição e do tempo 
consumido durante o dia (CASANOVA; RODRIGUES; SILVA, 2020). 
 
A seguir, um quadro com os valores referentes a GPP, de acordo com várias 
sociedades que detém de diretrizes para DMG: 
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Quadro 4: Valores de glicemia para constatação do DM (segundo as sociedades 
descritas). 
Sociedades Em Jejum Valores de 
referência 
Resultado 
ACOGNICE: Instituo Nacional de Excelência Clínica e de Saúde. 
 
 
4.1.3 Glicemia Capilar 
A glicemia capilar é uma das técnicas mais comuns para monitorar a concentração de glicose 
no plasma. Isso é feito inserindo-se uma gota de sangue no aparelho (glicosímetro), que 
emitirá um resultado proporcional à concentração de glicose após a reação enzimática. 
Segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), esse método é recomendado para 
pacientes com DM tipo 1 e tipo 2 que fazem uso de insulina. Além de demonstrar aos 
pacientes os efeitos da alimentação e do estresse sobre o açúcar no sangue, essa técnica 
também pode reduzir o risco de hipoglicemia (DIRETRIZES SBD, 2017-2018). 
 
O emprego da glicemia capilar para aferir os níveis glicêmicos é benéfico pela 
praticidade, rapidez e segurança. É um recurso que permite a automonitorização e o mesmo 
deve ser realizado de quatro a sete vezes ao dia (ao acordar, antes das refeições, 60 minutos 
após as refeições, antes de dormir e por segurança, também na madrugada, por volta de três 
horas da manhã e antes de atividades físicas). Todo este cuidado permite o ajuste das doses 
de insulina a fim de se evitar hipo ou hiperglicemias (TAKAHASHI et al., 2018). 
 
 
4.1.4 Hemoglobina Glicada (HbA1c) 
O aumento dos níveis de açúcar no sangue pode causar danos ao corpo, e a contínua falta de 
controle pode causar complicações em vários tecidos, levando à perda da função normal e 
falência de órgãos. Para evitar isso, é necessário monitorar o nível de glicose plasmática de 
pacientes com DM. O aumento gradual dos níveis de glicose no sangue leva principalmente 
a reações enzimáticas com proteínas, mas em menor grau com lipídios e DNA, e a formação 
de produtos de glicosilação (CASANOVA; RODRIGUES; SILVA, 2020). 
Unidade 4 – Estratégias para o Diagnóstico 
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Em humanos, esse processo de hemoglobina foi descrito pela primeira vez, então a 
pesquisa e a medição da parte glicosada da hemoglobina começaram. Portanto, o termo 
hemoglobina glicada refere-se à forma de hemoglobina na qual se liga à glicose, e esse 
fenômeno ocorre lentamente e depende da quantidade de glicose presente no meio 
intracelular. Esta medida é muito útil porque fornece uma estimativa da média de açúcar no 
sangue nos últimos dois a três meses como uma função da média de vida dos glóbulos 
vermelhos no sangue (CASANOVA; RODRIGUES; SILVA, 2020). 
 
Uma vez que as hemácias são permeáveis à glicose de forma livre, 
a medida de HbA1c (uma das formas de hemoglobina glicada) 
demonstra o histórico da glicemia nos 120 dias que antecederam à 
coleta (média de vida das hemácias). Portanto, o emprego da HbA1c 
é uma técnica que permite avaliar o controle glicêmico referente a 
quatro meses retroativos sendo este um bom indicador capaz de 
predizer os possíveis agravos neurológicos e vasculares decorrentes 
do diabetes (CASANOVA; RODRIGUES; SILVA, 2020. P. 67). 
 
Apesar de várias vantagens, a técnica também apresenta fragilidades como resultados 
não homogêneos, pois a participação do perfil glicêmico nos últimos trinta dias é de 50% e 
os dias 90 a 120 dias são responsáveis por cerca de 10% apenas. 
 
Dessa forma, é interessante que a parte clínica da anamnese sempre esteja presente 
para estabelecer os critérios diagnósticos e o diagnóstico final. 
Atualização em Enfermagem e o Diabetes Mellitus Gestacional 
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05 
VIGILÂNCIA E TERAPÊUTICA 
 
 
 
A vigilância é importante durante o diagnóstico, ou o pré-diagnóstico da DMG, porque é 
uma forma de prevenir as complicações que podem atingir a mãe e ao bebê. Essa vigilância 
deve ser feita de forma ambulatorial dentro da atenção primária e no acompanhamento do 
pré-natal, como também deve ser realizada em casa, pela gestante e pela família. 
 
 
 
 
5.1 VIGILÂNCIA ENDOCRINOLÓGICA 
A vigilância endocrinológica vai acontecer quando os valores glicêmicos forem monitorados 
pelos exames trimestrais, analisados pela equipe de enfermagem que acompanha o pré-natal 
no serviço de saúde; ou pela glicemia capilar que é uma forma mais prática e rápida, podendo 
ser realizada na residência da gestante em questão (CONSENSO “DIABETES 
GESTACIONAL”, 2017). 
 
Quadro 5: Valores glicêmicos para referenciar a vigilância 
 
mg/dl mmol/l 
Jejum/pré-prandial ≤ 95 ≤ 5,3 
1 h após o início das 
refeições 
 
≤ 140 
 
≤ 7,8 
 
Fonte: CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017 
Unidade 5 – Vigilância e Terapêutica 
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5.2 AUTOVIGILÂNCIA GLICÊMICA 
O automonitoramento da glicemia é essencial para avaliar o estado glicêmico da gestante e 
a necessidade de início da medicação. As medições de glicemia capilar devem ser realizadas 
4 vezes ao dia, 1 hora após o jejum e 3 refeições principais, e podem ser ajustadas se 
necessário. Em mulheres grávidas recebendo tratamento medicamentoso, 4 ou mais 
medições de glicose no sangue devem ser feitas de acordo com o plano de tratamento 
(CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017). 
 
 
 
 
5.3 TERAPÊUTICA 
 
 
5.3.1 Terapêutica Não Farmacológica 
A terapêutica nutricional é fundamental no tratamento da DMG durante toda a gravidez. 
Nesse âmbito, o plano alimentar deve ser personalizado e de acordo com o estado nutricional, 
antecedentes clínicos, hábitos alimentares e sócio-culturais de cada gestante (CONSENSO 
“DIABETES GESTACIONAL”, 2017). 
 
O plano alimentar deverá ser elaborado por nutricionista, onde serão equilibrados os 
valores nutricionais, e os hidratos de carbono/valor calórico total devem ser distribuídos ao 
longo do dia por 3 refeições principais, 2-3 intermédias (Lanches) e uma antes de deitar. A 
ceia deve conter hidratos de carbono complexos, de forma a evitar a hipoglicemia noturna e 
cetose matinal (CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017). 
 
De acordo com o Consenso “Diabetes Gestacional” (2017), o valor calórico total 
deverá obedecer à seguinte distribuição de macronutrientes: 
 
 50-55% de hidratos de carbono (aporte mínimo 175 gr/dia); 
 30% de gorduras; 
 15-20% de proteínas; 
Também devem estar contidos na dieta: os micronutrientes fundamentais como os 
minerais (ferro, iodo e cálcio), vitaminas (ácido fólico, vitamina C e vitaminas lipossolúveis) 
e as fibras solúveis e insolúveis. Assim como a atividade física deve ser estimulada, 
preferencialmente a marcha, pelo menos 30 minutos diários, se possível no período pós- 
prandial. (CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017). 
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5.3.2 Terapêutica Farmacológica 
A terapêutica farmacológica deverá ser iniciada se a meta glicêmica não for atingida 
em um período de 1 a 2 semanas após a implementaçãodas medidas não farmacológicas, 
não tendo restrição para a idade gestacional que a gestante se encontra. Porém, a avaliação 
do crescimento fetal durante o 3º trimestre pode determinar o início ou o ajuste da terapêutica 
farmacológica (CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017). 
 
As opções terapêuticas são: 
 
 Metformina; 
 Glibenclamida; 
 Insulina. 
 
 
5.3.3 Antidiabéticos Orais (ADO) 
Na DMG a terapêutica com ADO tem sido alvo de vários estudos que têm demonstrado a 
sua segurança e eficácia, sendo uma das alternativas mais seguras para o tratamento. Com 
base nos estudos existentes sobre o uso de ADO na gravidez, não há diferença ou 
comparativamente à insulina na evolução da gravidez e complicações neonatais, 
apresentando vantagens quanto aos custos econômicos (CONSENSO “DIABETES 
GESTACIONAL”, 2017). 
 
A metformina tem o poder de atravessar a barreira placentária, mas não foram 
identificados efeitos teratogênicos no uso do fármaco. E por mais que haja evidência 
científica da segurança e eficácia da sua utilização durante a gravidez, há indícios um menor 
aumento de peso da grávida (CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017). 
 
A passagem transplacentar da glibenclamida ainda não está esclarecida, mas ainda 
não há indícios de qualquer efeito teratogênico. Mas sua eficácia se assemelha à insulina no 
controlo glicémico, complicações obstétricas e resultados neonatais. Com este fármaco 
parece, no entanto, existir um maior risco de hipoglicemia neonatal (CONSENSO 
“DIABETES GESTACIONAL”, 2017). 
 
Quadro 6: ADO: posologia recomendada 
 Dose inicial Dose máxima Frequência Horário 
Metformina 500 mg 2500 mg 1 a 3 Durante ou após 
refeição 
Glibenclamida 1,25 mg 20 mg 1 a 3 Antes das 
refeições 
 
Fonte: CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017 
Unidade 5 – Vigilância e Terapêutica 
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5.3.4 Insulina 
O tipo de esquema insulínico e o número de administrações são determinados de acordo com 
a necessidade metabólica de cada gestante, controle glicêmico e estilo de vida. Podendo 
variar entre uma a várias administrações diárias. Todos os tipos de insulina, humanas ou 
análogos, poderão ser utilizados (CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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06 
COMPLICAÇÕES MATERNOFETAIS 
RELACIONADAS AO DMG 
 
 
 
6.1 COMPLICAÇÕES MATERNAS RELACIONADAS AO DIABETES 
GESTACIONAL 
Dentre as complicações, a mais comum entre as mulheres com DMG é o parto por cesárea, 
que está associado à macrossomia fetal aos tocotraumatismos (lesão de plexo braquial, 
fratura de clavícula, distócia de ombro e lacerações do canal de parto), mas também podem- 
se encontrar a instrumentação do parto por via vaginal, como a utilização de fórceps 
(OLIVEIRA, 2016). 
 
A infecção urinária, hipertensão arterial sistêmica (HAS) e poliúria (urinar em 
excesso, frequentemente acompanhado de um aumento da frequência urinária). Dentre tais, 
a hipoglicemia tende a ocorrer por causa da fase catabólica ou anabólica, quando a glicose é 
mantida em reserva, ou usada em excesso pelo feto. A cetoacidose vem em decorrência da 
hipoglicemia recorrente ou já ocorrente há mais tempo, contemplando uma complicação 
importante e grave para a gestante (OLIVEIRA, 2016). 
 
Também podem ser encontradas como complicações maternas: complicações 
cardiovasculares já atreladas ao diabetes, HAS, ou pré-eclampsia prévia (como descrito nos 
fatores de risco). Outras complicações encontradas são parto prematuro e polidrâmnio, uma 
condição médica na qual há excesso de líquido amniótico no saco amniótico, que acontece 
em 1% das gravidezes, e é tipicamente diagnosticada quando o índice de líquido amniótico 
é superior a 24 cm. As complicações maternas estão associadas principalmente a 
hemorragias pós-parto, trabalho de parto prolongado, eventos tromboembólicos 
desproporção pélvica, acidentes anestésicos, lacerações de partes moles de terceiro e quarto 
graus e infecção (OLIVEIRA, 2016). 
 
Nesse aspecto, gestantes não tratadas apresentam um perigo maior de rotura 
prematura de membranas, parto pré-termo, feto com apresentação pélvica, além do risco 
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grande de ter pré-eclâmpsia e com maior frequência apresentar feto macrossômico 
(FERNANDES; SANTOS; CASTRO, 2020). 
 
 
 
 
6.2 COMPLICAÇÕES FETAIS RELACIONADAS AO DIABETES 
GESTACIONAL 
Quando uma mulher grávida não consegue produzir uma quantidade satisfatória de insulina 
ou tem resistência periférica à função da insulina, ou quando a metabolização deficiente do 
hormônio vem a partir da dieta, é determinado o estado hiperglicêmico da mãe, forçando 
assim o feto a estimular seu pâncreas precocemente, que ainda está em processo de formação 
e amadurecimento (OLIVEIRA, 2016). 
 
Dessa forma, o causador de maior incidência de malformações no feto é a 
hiperglicemia do meio intrauterino, quando associada com o aumento de radicais livres de 
oxigênio. Durante o nascimento, após a ligadura do cordão umbilical, o recém-nascido 
absorve rapidamente a glicose pelo excesso na produção de insulina e, como consequência, 
desenvolve hipoglicemia neonatal (OLIVEIRA, 2016). 
 
Sendo assim, temos como principais complicações fetais provenientes da DMG, má 
formações, macrossomia fetal, síndrome de angústia respiratória, hipoglicemia, 
hipocalcemia cardiomiopatia, icterícia pela produção exacerbada de bilirrubina. No entanto, 
o resultado perinatal está associado ao controle metabólico materno (OLIVEIRA, 2016). 
 
 
6.2.1 Macrossomia fetal 
A macrossomia fetal é caracterizada quando o feto nasce com o peso igual ou superior a 
4.000 g. No período neonatal, os macrossômicos têm frequência maior de hipoglicemia, 
hiperbilirrubinemia, hipocalcemia, síndrome do desconforto respiratório e cardiomiopatia 
hipertrófica que, aliado à prematuridade, propiciando a morte perinatal (OLIVEIRA, 2016). 
 
Os efeitos tardios da macrossomia e da alteração metabólica do meio intra-uterino 
incluem obesidade, dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2 na 
vida adulta. Os filhos de mães portadoras de DMG têm, ainda na infância, índice elevado de 
sobrepeso e risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 1, antes dos 10 anos (FERNANDES, 
2020). 
 
No entanto, a macrossomia é a característica mais comum entre mulheres multíparas, 
com idade mínima de 30 anos, maior estatura e índice elevado de massa corporal (IMC), 
além da presença de antecedentes familiares de diabetes e obstétricos de macrossomia fetal 
(OLIVEIRA, 2016) 
 
Quadro 7: Compilado das complicações causadas pela DMG 
COMPLICAÇÕES MATERNAS COMPLICAÇÕES FETAIS 
Atualização em Enfermagem e o Diabetes Mellitus Gestacional 
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Infecção Anomalias Congênitas 
Hipoglicemia Morte Fetal 
Cetoacidose Macrossomia Fetal 
Complicações Cardiovasculares Síndrome da dificuldade respiratória 
Parto prematuro Alterações metabólicas 
Polidrâmnio 
Fonte: Elaborada pelo autor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Unidade 7 – Como é realizado o Manejo da DMG pela Equipe de Saúde Responsável 
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07 
COMO É REALIZADO O MANEJO DA 
DMG PELA EQUIPE DE SAÚDE 
RESPONSÁVEL 
 
 
 
Para que a equipe de enfermagem consiga otimizar o desfecho clínico em grávidas com 
DMG (CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017), requer: 
 
 Adequado controlo metabólico; 
 
 Vigilância fetal que permita detectar antecipadamente as situações de maior risco 
perinatal: 
 
 Hipoxia fetal; 
 Anomalias do crescimento fetal; 
 Alterações do volume de líquido amniótico. 
 
Dentro desse sistema de vigilância e acompanhamento, devem ser levados em consideração 
os seguintes fatores (CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017): 
 
 Idade gestacional do diagnóstico; 
 Controle metabólico; 
 Tipo de terapêutica instituída; 
 Alterações do crescimento fetal; 
 Alterações da quantidade de líquido amniótico; 
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 Existência de comorbilidades 
Dessa maneira, quando o diagnóstico de DMG é feito no 1º trimestre o esquema de 
vigilância recomendado, segundo o Consenso “Diabetes Gestacional” (2017) será o a seguir: 
 
Quadro 8: Esquema do manejo para DMG diagnosticada no primeiro trimestre. 
 
 
1º TRIMESTRE 
Consulta mensal de obstetrícia 
Efetuar os rastreios preconizados a todas as grávidas entre 
as 9 e as 13 semanas e 6 dias 
 
 
 
 
 
2º TRIMESTRE 
Consulta mensal de obstetrícia. 
Ecografia morfológica entre as 20 e 22 semanas com 
particular atenção à área cardíaca. 
A realização de ecocardiografia fetal entre as 20 e 24 
semanas deverá ser ponderada nos casos de difícil controlo 
metabólico e nas situações em que foi necessário a 
terapêutica farmacológica antes das 20 semanas. 
Ecografia fetal por volta das 28 semanas para avaliação do 
crescimento fetal e do líquido amniótico. 
 
 
 
 
 
 
 
3º TRIMESTRE 
A periodicidade das consultas pré-natais deverá ser de 2 a 4 
semanas até às 36-37 semanas, dependendo este intervalo 
de cada caso, e depois semanalmente. 
Avaliação ecográfica a cada 4 a 6 semanas, dependendo este 
intervalo de cada caso. 
A cardiotocografia deverá ser realizada no termo da gravidez 
nas grávidas com bom controlo metabólico e sem 
terapêutica farmacológica. Nos restantes casos a sua 
utilização deve ser individualizada. 
O perfil biofísico fetal e a fluxometria devem ser ponderados 
nos casos de alterações do crescimento fetal e com uma 
periodicidade variável dependendo de cada caso. 
 
Fonte: CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017 
Unidade 7 – Como é realizado o Manejo da DMG pela Equipe de Saúde Responsável 
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Quando o diagnóstico de DmG é feito no 2º trimestre (entre as 24 e 28 semanas) o 
esquema proposto será o a seguir (CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017): 
 
Quadro 9: Esquema do manejo para DMG diagnosticada no primeiro trimestre. 
 
 
 
 
 
 
 
3º TRIMESTRE 
A periodicidade das consultas pré-natais deverá ser de 2 a 4 
semanas até às 36-37 semanas, dependendo este intervalo de 
cada caso, e depois semanalmente. 
Avaliação ecográfica por volta das 32 semanas e 
posteriormente, se indicado, às 36-37 semanas. 
A cardiotocografia deverá ser realizada no termo da gravidez 
nas grávidas com bom controlo metabólico e sem terapêutica 
farmacológica. Nos restantes casos a sua utilização deve ser 
individualizada. 
O perfil biofísico fetal e a fluxometria devem ser ponderados 
nos casos de alterações do crescimento fetal e com uma 
periodicidade variável dependendo de cada caso. 
 
Fonte: CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017 
 
No entanto, nenhuma técnica de avaliação do bem-estar fetal será efetiva sem um 
controle glicémico adequado. 
 
 
 
 
7.1 COMO REALIZAR O MANEJO MAIS A FUNDO 
Além da necessidade de serem encaminhadas para centros de atenção secundária à saúde, 
por se tratar de uma gravidez de alto risco, as gestantes com diagnóstico de diabetes 
gestacional devem ser manejadas por uma equipe multidisciplinar, composta por médico 
obstetra, endocrinologista, nutricionista, enfermeira obstetra e outros profissionais, 
dependendo da necessidade e gravidade do caso (BRASIL, 2012). 
 
As gestantes diabéticas em acompanhamento em centros de atenção secundária ou 
terciária poderão também ser acompanhadas pelas equipes de atenção básica visando maior 
controle e aderência aos tratamentos preconizados nos níveis de maior complexidade, 
quando adotadas as recomendações descritas a seguir: 
 
 
7.1.1 Dieta 
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O tratamento inicial consiste na prescrição de dieta adequada para diabetes, feita por um 
nutricionista e que permita ganho adequado de peso, de acordo com o estado nutricional da 
gestante, avaliado pelo índice de massa corporal (peso/altura²) pré-gravídico, como indicado 
no quadro (Quatro 10) (BRASIL, 2012). 
 
Ainda de acordo com o Manual Tecnico: Gestação de Alto Risco (2012), é necessário 
considerar vários pontos para que a dieta e o ganho de peso sejam analisados: 
 
 Quando o índice de massa corporal for normal, a ingestão calórica diária deve ser 
estimada na base de 30–35Kcal/Kg. 
 
 Em gestantes com sobrepeso ou obesas, devem ser recomendadas pequenas reduções 
na ingestão calórica (dietas com 24kcal/Kg/dia não parecem induzir efeitos adversos 
ao feto). 
 
 Gestantes magras (IMCEstado 
Nutricional 
Inicial (IMC) 
Recomendação de 
ganho de peso (kg) 
total no 1º 
trimestre 
Recomendação de 
ganho de peso (kg) 
semanal médio no 
2º e 3º trimestres 
Recomendação de 
ganho de peso (kg) 
total na gestação 
Baixo Peso (BP) 
2,3 0,5 12,5–18,0 
Adequado (A) 
1,6 0,4 11,5–16,0 
Sobrepeso (S) 
0,9 0,3 7,0–11,5 
Obesidade (O) - 0,3 7,0 
 
Fonte: BRASIL, 2012 
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Quadro 11: Adoçantes disponíveis no mercado e seu grau de risco 
 
Risco 
Ingestão 
diária 
aceitável 
 
Produtos disponíveis e 
nomes comer ciais 
 
 
Sacarina. 
 
 
C 
 
 
5mg/kg/dia. 
Sacarina + ciclamato: Adocyl, 
Assugrin, Assugrin, Tal & Qual, 
Dietil, Doce Menor, Sacaryl. 
Estévia + ciclamato + sacarina: 
Lowçucar pó 500g. 
 
 
 
Ciclamato. 
 
 
 
C 
 
 
 
11mg/Kg/dia. 
Sacarina + ciclamato. 
Éstevia + ciclamato + sacarina. 
Acessulfame + ciclamato: 
Finett. 
Ciclamato + frutose + lactose: 
Frutak. 
 
 
 
 
Aspartame. 
 
 
B ou C (em 
mulheres com 
fenilcetonúria) 
 
 
 
40mg/kg/dia. 
Aspartame + agente de corpo: 
Aspa sweet, Cristaldiet, Doce 
Menor Gold, Gold Adoce, Fácil, 
Finn, Lowçucar pó, Stetic, 
Veado D Ouro, Zero Cal 
Branco. 
Aspartame + açúcar: Sugar 
Light. 
 
Sucralose. 
 
B 
 
15mg/Kg/dia. 
Sucralose + acessulfame: Línea 
Sucralose. 
Acessulfame- 
K. 
 
B 
 
15mg/Kg/dia. 
 
Acessulfame + ciclamato. 
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Stévia. 
 
 
 
B 
 
 
 
5,5mg/Kg/dia. 
Estévia + ciclamato + sacarina 
+ carbohidratos: Stevita, 
Lowçucar. 
Estévia + açúcar mascavo: 
Lowçúcar pó 500g. 
Estévia + Ciclamato + sacarina: 
Lowçúcar Líquido. 
 
Fonte: BRASIL, 2012 
 
 
 
7.1.2 Atividade física 
O exercício físico durante a gravidez deve fazer parte de uma estratégia de controle do 
diabetes. Gestantes sedentárias podem iniciar planos regulares ou equivalentes de caminhada 
e / ou exercícios de flexão de braços por 20 minutos por dia. Já as mulheres grávidas que 
que fazem exercícios regularmente podem mantê-los e evitar alto impacto (BRASIL, 2012). 
 
É importante ressaltar que 60% das gestantes com diabetes gestacional podem se 
manter euglicêmicas, sem maiores riscos para a gravidez, somente com dieta correta e 
atividade física (BRASIL, 2012). 
 
 
7.1.3 Controle glicêmico 
Nas gestantes com diagnóstico de diabetes gestacional, o controle glicêmico deve ser feito 
com glicemias de jejum e pós-prandiais semanais. O controle também pode ser realizado 
com avaliações de ponta de dedo (BRASIL, 2012). 
 
Após 7 a 14 dias de dieta, é importante perfil glicêmico ambulatprial no serviço de 
saúde. Ele vai acontecer por meio da glicemia de jejum e a pós prandial (uma hora após o 
café e uma hora após o almoço), destas, serão considerados anormais os valores maiores ou 
iguais a 95mg/dL (jejum) e 140mg/dL (1 hora após as refeições). Se a gestante apresentar 
um dos valores alterado com a dieta adequada, está indicada insulinoterapia (BRASIL, 
2012). 
 
Nas gestantes com diagnóstico de diabetes pré-gestacional e naquelas em uso de 
insulina, o controle glicêmico deve ser mais rigoroso, com medições diárias pela manhã em 
jejum, antes do almoço, antes do jantar, uma ou duas horas após o almoço e uma ou duas 
horas após o jantar. Para gestantes que apresentam hipoglicemia noturna, medições 
adicionais podem ser realizadas ao deitar e durante a madrugada (2–3h), desde que sejam 
orientadas e capacitadas a realizar as medições capilares em casa (BRASIL, 2012). 
Unidade 7 – Como é realizado o Manejo da DMG pela Equipe de Saúde Responsável 
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7.1.4 Controle Obstétrico e Avaliação Fetal 
A frequência do controle obstétrico depende do grau de comprometimento materno e/ou 
fetal, portanto mulheres com diagnóstico de diabetes gestacional podem inicialmente ser 
monitoradas a cada duas semanas, já naquelas com diabetes previa, o controle torna-se 
semanal, ou a cada duas semanas. A partir das 36 semanas, o controle deve ser ao menos 
semanal. O aumento na incidência de alterações hipertensivas na gestação com diabetes deve 
promover cuidados específicos para sua identificação e manejo (BRASIL, 2012). 
 
O bem-estar fetal se baseia fundamentalmente em manter a euglicemia materna. A 
avaliação fetal deve ser realizada dependendo da gravidade e das condições metabólicas da 
gestante conforme segue: 
 
Quadro 12: Indicação de avaliação fetal de acordo com gravidade do diabetes. 
 
Diabetes 
gestacional 
bem 
controlado 
com dieta 
Gestantes 
diabéticas 
insulino- 
dependentes sem 
vasculopatia 
Gestantes 
diabéticas 
insulino- 
dependentes com 
vasculopatia 
 
Ultrassonograa e 
ecografia inicial 
18–20 
semanas ou 
no diagnóstico 
 
18–20 semanas 
 
18–20 semanas 
Início da contagem 
de movimentos 
fetais 
 
não indicada 
 
26–28 semanas 
 
26–28 semanas 
Início da avaliação 
do crescimento 
fetal 
 
28 semanas 
 
28 semanas 
 
26 a 28 semanas 
Periodicidade da 
avaliação do 
crescimento fetal 
 
Cada 4 
semanas 
 
Cada 4 semanas 
 
Cada 4 semanas 
Cardiotocografia 
basal ou PBF início 
 
não indicada 
 
32 semanas 
 
28–32 semanas 
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Fonte: BRASIL, 2012 
 
Periodicidade da 
Cardio tocograa 
basal ou PBF 
 
não indicada 
2 vezes por semana, 
podendo alternar os 
dois exames 
2 vezes por semana, 
podendo alternar os 
dois exames 
Dopplerfluxometria 
de artéria umbilical 
fetal 
 
não indicada 
 
não indicada 
 
Indicada 
 
 
Limite para o parto 
 
 
40 semanas 
 
Com evidências de 
maturidade 
pulmonar ou 38 
semanas 
Pode ser anterior ao 
termo dependendo 
das condições 
maternofetais 
Unidade 8 – O Parto 
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08 
O PARTO 
 
 
 
8.1 MOMENTO E VIA DE PARTO 
As gestantes com ótimo controle metabólico e sem intercorrências da gravidez podem 
aguardar a evolução espontânea para o parto até a 40ª semana. Já nas gestantes com o 
controle metabólico inadequado e com complicações associadas, o parto pode ser antecipado 
(BRASIL, 2012). 
 
Em gestantes com diabetes de difícil controle e/ou comprometimento fetal, 
recomenda-se utilizar corticoide para maturação pulmonar fetal. Em gestantes diabéticasinsulino-dependentes com vasculopatia o parto será realizado impreterivelmente até a 38ª 
semana (CONSENSO “DIABETES GESTACIONAL”, 2017). 
 
Contudo, a via do parto tende a ser uma decisão obstétrica, sendo necessário estimar 
o peso fetal por avaliação clínica e ultrassonográfica. Se o peso fetal estimado por 
ultrassonografia for maior ou igual a 4.500g, pode-se considerar a realização de parto por 
cesárea (BRASIL, 2012). 
 
Durante o trabalho de parto deve-se estar atento para a evolução 
no partograma. A presença de distúrbios de parada ou demora 
podem ser os primeiros sinais de uma desproporção feto-pélvica, 
diminuindo-se o limiar para realização de cesariana para minimizar 
a ocorrência de distocia de ombro e outras lesões de parto (BRASIL, 
2012. p. 190) 
 
Gestantes em uso de insulina requerem atenção especial durante o trabalho de 
parto. 
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8.1.1 Gestantes em trabalho de parto espontâneo (BRASIL, 
2012) 
 Realizar uma dosagem de glicemia na admissão; 
 Suspender uso de insulina; 
 Permitir ingestão de líquidos claros na fase de latência; 
 Iniciar solução salina; 
 Monitorar glicemia de 2/2 horas na fase de latência e de 1/1 hora na fase ativa; 
 Durante o trabalho de parto, os níveis de glicemia capilar devem ser mantidos entre 
70 e 110mg/dL; 
 
 Se glicemia 100mg/dL iniciar infusão de insulina intravenosa a 1,25U/h. 
 
 
8.1.2 Indução programada do parto (BRASIL, 2012; CONSENSO 
“DIABETES GESTACIONAL”, 2017). 
 A indução deve ser programada para o início da manhã; 
 Se a indução for iniciada com algum método de preparação do colo (ex.: 
misoprostol), manter a dieta e o regime usual de insulina até início do trabalho de 
parto e depois seguir com protocolo de trabalho de parto espontâneo; 
 
 Se o parto for induzido com ocitocina, manter dose usual de insulina na noite 
anterior, suspender insulina no dia da indução e seguir com protocolo de trabalho de 
parto espontâneo. 
 
Os potenciais benefícios associados à indução são evitar: 
 
 mortes fetais tardias. 
 complicações relacionadas com o aumento excessivo do peso fetal (distocia de 
ombros e lesões do plexo braquial). 
 
As potenciais desvantagens associadas à indução: 
 
 risco de taquissistolia. 
 prematuridade iatrogénica. 
 induções falhadas. 
Unidade 8 – O Parto 
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 anomalias da duração do trabalho de parto. 
 aumento do risco de parto intervencionado. 
 
 
8.1.3 Cesariana programada (BRASIL, 2012) 
 A cesariana deve ser programada para o início da manhã; 
 Suspender dieta na noite anterior. Oferecer um lanche reforçado e líquidos em maior 
quantidade antes do jejum; 
 
 Manter dose de insulina na noite anterior; 
 Suspender insulina da manhã; 
 Solução intravenosa de glicose a 5% 100–150ml/h até o parto; 
 Monitorar glicemia de 4/4h até o parto; 
 Fluidos intraparto a critério do anestesiologista. 
 
 
8.1.4 Via de parto 
A via vaginal é considerada preferencial e a indução do trabalho de parto deve ser 
considerada na presença de complicações maternas e/ou fetais, tendo em conta fatores como 
a idade gestacional, paridade, índice de Bishop e avaliação do crescimento fetal. 
 
Na decisão da via do parto deve-se ter em atenção alguns fatores: 
 
 Nuliparidade 
 Obesidade 
 Antecedentes de macrossomia 
 Antecedentes de partos traumáticos 
 TP espontâneo ou induzido 
 Equilíbrio metabólico na gravidez 
 Alterações do crescimento fetal 
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8.2 PÓS-PARTO 
O aleitamento natural deve ser estimulado, além de observar os níveis de glicemia nos 
primeiros dias após o parto, pois a maior parte das mulheres com diabetes gestacional não 
requer mais o uso de insulina. O uso estará indicado caso ocorra hiperglicemia no período 
de pós-parto (BRASIL, 2012). 
 
É fundamental a orientação de retorno para avaliação, a partir de seis semanas após 
o parto, para que o estado de regulação da glicose seja reavaliado com o teste oral de 
tolerância com 75g de glicose (TOTG 75) (BRASIL, 2012) 
 
Cerca de 40% das mulheres que apresentam diagnóstico de diabetes gestacional se 
tornarão diabéticas em até 10 anos após o parto e algumas já se tornam diabéticas após a 
gestação vigente. Por isso a necessidade de acompanhamento e monitoração (BRASIL, 
2012). 
 
 
Avaliação 
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AVALIAÇÃO 
 
 
Analise as afirmativas a seguir sobre diabetes gestacional. 
 
I. O rastreamento do diabetes gestacional deve ser feito nas gestantes que apresentam 
resultado de glicose plasmática de jejum ≥ 110 mg/dl e/ou presença de qualquer fator 
de risco para o diabetes gestacional. 
 
II. Toda gestante com rastreamento positivo e/ou qualquer fator de risco deve ser 
submetida à confirmação diagnóstica com teste oral de tolerância à glicose após a 
ingestão de 75 g de glicose. 
 
III. História de óbito fetal, sem causa aparente em gestação anterior, é considerado um 
fator de risco para o diabetes gestacional. 
 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) 
 
a. I, II e III. 
 
b. I, apenas. 
 
c. I e II, apenas. 
 
d. II e III, apenas. 
 
 
 
Sobre o Diabetes Mellitus gestacional, analise as afirmativas abaixo e assinale a 
alternativa CORRETA: 
 
I. Todas as gestantes, independente dos fatores de risco, devem ter uma dosagem de 
glicemia de jejum antes da 20ª semana de gestação. 
 
II. Duas glicemias plasmáticas de jejum maior ou igual à 126mgdl confirmam diabetes 
gestacional, sem a necessidade de teste de tolerância à glicose. 
1. 
2. 
Responda a avaliação abaixo em sua conta, no site 
www.enfermagemadistancia.com.br. Você precisa atingir um aproveitamento igual ou 
superior a 60% para poder emitir o seu certificado. 
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III. O ganho de peso recomendado para gestantes obesas é de 18kg durante a gestação. 
 
IV. 60% das gestantes com diabetes gestacional podem manter-se euglicêmicas apenas 
com dieta e exercício. 
 
a. Somente I está correta. 
 
b. Somente I, II e IV estão corretas. 
 
c.

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