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Disciplina: 
Docente: Marcos Aurélio Lopes 
Turma: ESTUDO ORIENTADO 
Aluno(a): LEYLANE SILVA SANTOS GOMES Matrícula: 20172104062 
Data: 
20/09/2021 
 Nota de Trabalho(s): 
Instruções: 
Prezado Aluno(a). Este trabalho é individual, sendo permitida consulta ao NCPC e ao seu caderno. Responda as 
questões, fundamentando também com os artigos do NCPC 
 
Questões 
 
COMPETÊNCIA 
 
1. Em que momento se determina a competência de um procedimento judicial, segundo o CPC? 
 
RESPOSTA: 
A competência é fixada no momento da propositura da ação. 
Art. 43 NCPC. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da 
petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
 
2. Qual a regra para eleição de foro (competência), nas causas fundadas em direito pessoal ou em 
direito real sobre bens móveis? 
 
RESPOSTA: 
Art. 46 NCPC. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
 
3. Onde deverão ser propostos os procedimentos que versem sobre Execução Fiscal? 
 
RESPOSTA: 
Art. 46 NCPC 
[...] 
§ 5º A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no 
do lugar onde for encontrado. 
 
4. Qual a regra para eleição do foro (competência), nas causas fundadas em direito reais sobre 
bens imóveis? 
 
RESPOSTA: As regras de fixação de competência presentes no CPC dizem respeito ao local 
(foro) em que a ação deve ser proposta, que pode variar em razão da matéria ou das partes 
processuais. 
Art. 47 NCPC. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não 
recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de 
nunciação de obra nova. 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem 
competência absoluta. 
 
5. Qual é, em regra, a competência territorial, para a discussão dos inventários? 
REPOSTA: 
Art. 48 NCPC. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for 
réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
 
6. Qual a competência territorial, para as ações que envolvam, como parte, os incapazes? 
 
RESPOSTA: 
Art. 50 NCPC. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu 
representante ou assistente. 
 
7. Qual o foro competente, para resolução das ações de família? 
 
RESPOSTA: Quanto ao foro, a competência vem estabelecida no artigo 53. Nesse sentido, o 
foro competente para processar e julgar ações de família. 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução 
de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
d) de domicílio da vítima de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei nº 11.340, de 7 de 
agosto de 2006 (Lei Maria da Penha); (Incluída pela Lei nº 13.894, de 2019) 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
III - do lugar: 
a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica; 
b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica contraiu; 
c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação sem 
personalidade jurídica; 
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento; 
e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no respectivo estatuto; 
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato 
praticado em razão do ofício; 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano; 
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios; 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em razão 
de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
 
8. Conceitue a Conexão e a Continência. 
 
RESPOSTA: A conexão é que no contato, a razão veicula partes diferentes da relação jurídica 
de um mesmo direito material, enquanto na continência, a razão contida apenas transmite uma 
parte da relação jurídica expressa pelo direito material. 
 
Das Despesas, dos Honorários Advocatícios e das Multas, 
 e da Gratuidade de Justiça 
 
1. Em que momento devem as partes efetuar o pagamento das despesas processuais? 
RESPOSTA: 
Art. 82 NCPC. Salvo as disposições concernentes à gratuidade da justiça, incumbe às partes 
prover as despesas dos atos que realizarem ou requererem no processo, antecipando-lhes o 
pagamento, desde o início até a sentença final ou, na execução, até a plena satisfação do 
direito reconhecido no título. 
 
2. Deve o vencido efetuar pagamento de despesas ao vencedor? Em caso positivo, cite o 
dispositivo legal. 
RESPOSTA: 
Art. 82 NCPC 
§ 2º A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou. 
 
3. Qual o procedimento deverá adotar o Juiz, em relação as despesas processuais, caso o autor 
da ação não residir no Brasil? 
RESPOSTA: O autor brasileiro ou estrangeiro que resida fora do Brasil ou deixe de residir fora 
do Brasil durante o processo contencioso fornecerá segurança suficiente para cobrir os 
custos e honorários advocatícios da outra parte na ação proposta, se o fizer no imóvel 
brasileiro. nenhum ativo para garantir o pagamento. 
Art. 82 ao 88 NCPC 
 
4. Em que hipóteses, não se exigirá caução do autor, não residente no Brasil? 
RESPOSTA: 
Art. 83 NCPC. O autor, brasileiro ou estrangeiro, que residir fora do Brasil ou deixar de residir no 
país ao longo da tramitação de processo prestará caução suficiente ao pagamento das custas e 
dos honorários de advogado da parte contrária nas ações que propuser, se não tiver no Brasil bens 
imóveis que lhes assegurem o pagamento. 
§ 1º Não se exigirá a caução de que trata o caput : 
I - quando houver dispensa prevista em acordo ou tratado internacional de que o Brasil faz parte; 
II - na execução fundada em título extrajudicial e no cumprimento de sentença; 
III - na reconvenção. 
 
5. Deve o vencido efetuar pagamento de honorários advocatícios ao advogado do vencedor? 
RESPOSTA: 
Art. 85 NCPC. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. 
 
5.1 Se positivo, em que hipótese isso ocorre? 
 
5.2 Se positivo, qual o valor deve ser pago? 
 
RESPOSTA: Os honorários serão fixados entre o mínimo de 10% (dez por cento) e 
o máximo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação, atendidos: 
 
6. A quem a lei processual garante o benefício da gratuidade de Justiça? 
RESPOSTA: Art. 98 NCPC. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência 
de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem 
direito à gratuidade da justiça, na forma da lei. 
 
7. Cite 2 situações que compreendem a gratuidade de justiça, ou seja, o que ela engloba? 
RESPOSTA: insuficiência de recursos e despesas com publicação na imprensa oficial. 
8. A concessão da gratuidade pode ser concedida para todos os atos processuais, ou também 
em relação a atos isolados? 
RESPOSTA: ART. 98 NCPC 
[...] 
§ 5º A gratuidade poderá ser concedida em relação a algum ou a todos os atos processuais, ou 
consistir na redução percentual de despesas processuais que o beneficiário tiver de adiantar no 
curso do procedimento. 
 
9. É possível o parcelamos de despesas processuais?RESPOSTA: ART. 98 NCPC 
[...] 
§ 6º Conforme o caso, o juiz poderá conceder direito ao parcelamento de despesas processuais 
que o beneficiário tiver de adiantar no curso do procedimento. 
 
10. Em que momento deve ser realizado o pedido de gratuidade? 
Resposta: na petição inicial. 
Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode ser formulado na petição inicial, na contestação, na 
petição para ingresso de terceiro no processo ou em recurso. 
 
11. Em que hipótese pode o juiz negar o pedido de gratuidade de Justiça? 
RESPOSTA: Os juízes só podem recusar o apoio judiciário gratuito se os autos indicarem a 
inexistência de normas legais para a concessão das prestações e o requerente for chamado a 
comprovar a alegada insuficiência. 
ART. 98 E 99 NCPC 
12. Pode a parte contrária, impugnar a concessão da gratuidade de justiça do seu adversário? 
RESPOSTA: Sim, com deferimento preliminar na contestação, na replica ou nas contrarrazões de 
recurso. 
13. Qual o recurso cabível contra o indeferimento ou revogação da gratuidade de justiça? 
RESPOSTA: Agravo de instrumento

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