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MARKETING Digital Planejando o Básico Aprenda quais são os elementos fundamentais para o planejamento digital Marketing Digital 2020 - 3 6365423725 7767242632 74323 3 Ferramentas Online Conheça as tecnologias e plataformas digitais de marketing Convergindo Entenda como usar estratégias transmídia 2ᵃ edição — Módulo #3 + http://www.unisinos.br/ Texto Prof.ª Ma. Anaís Schüler Bertoni Edição Mark Bartholomeus Sandor Ettin Capa e folha de rosto Ketut Subiyanto Arte interna Página 4 — Andrea Piacquadio Páginas 7 — Anthony DeRosa Página 10, 11, 12 — Pixel Perfect Página 11 — Freepik Página 14 — PhotoMIX Company Página 16 — Nataliya Vaitkevich Desenvolvimento A revista Marketing Digital foi criada como material didático para a Unisinos, em colaboração com o setor de Tecnologia Educacional — TI Corporativa da Companhia de Jesus. São Leopoldo, 2020. mailto:anaissb%40unisinos.br?subject= https://www.youtube.com/watch?v=dQw4w9WgXcQ https://www.pexels.com/@ketut-subiyanto https://www.pexels.com/@olly https://www.pexels.com/@anthony-derosa-39577 https://www.flaticon.com/authors/pixel-perfect https://www.flaticon.com/authors/freepik https://www.pexels.com/@wdnet https://www.pexels.com/@n-voitkevich http://unisinos.br/ Apresentação Editorial Acesse informações extras clicando nos sinais de mais (). APRESENTAÇÃO EDITORIAL Seja muito bem-vindo à atividade acadêmica de Planejamento Digital de Marketing. A partir deste terceiro volume da Revista Marketing Digital, va- mos: ■ Nos aprofundar nos elementos básicos para a elaboração de um plane- jamento digital; ■ Explorar as tecnologias e plataformas digitais, muito utilizadas pelos profissionais de marketing como táticas para atender as mais diversas estratégias digitais de marketing. Vamos começar? SUMÁRIO Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing .................................................. 4 Páginas Digitais ....................................................................................................................4 Realidade aumentada e realidade virtual ..................................................................6 Tecnologia Mobile ...............................................................................................................8 Plataformas de Redes Sociais ......................................................................................10 Plataformas de Busca .....................................................................................................14 Outras plataformas digitais: displays e entretenimento ..................................15 Transmídia e Convergência .......................................................................................... 16 M A R K ET IN G Di gi ta l 4 Ma rk et in g Di gi ta l | 2ᵃ e di çã o — Mó du lo # 3 O ambiente digital permite que várias táti- cas sejam utilizadas pelos profissionais de marketing para executar suas estratégias digitais de marketing. Combinadas ou não, o uso de tec- nologias e plataformas podem impulsionar o seu negócio. A partir de agora vamos explorar mais a fundo as plataformas e tecnologias digitais para que esteja apto a usá-las no desenvolvimento de suas estra- tégias de marketing, passando por: páginas digi- tais, realidades virtual e aumentada, tecnologias mobile, plataformas de redes sociais e de busca, além de passar por formatos de publicidade digital e de entretenimento. PÁGINAS DIGITAIS Constituem uma importante parte de diversas estratégias de marketing, pois são pontos impor- tantes para desenvolver estratégias de presença e identidade digital. Dividem-se em 5 categorias: sites, minissites, hot- sites, portais, blogs, perfil em redes sociais e lan- ding pages. Cada uma dessas categorias pode ser constituída em apenas uma página, ou pode existir um ponto de início (página de abertura ou home), que funciona como uma espécie de índice de con- teúdos com links para outras seções e páginas. PLATAFORMAS E TECNOLOGIAS DIGITAIS DE MARKETING 5 Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing Gabriel (2010) faz uma comparação interessante sobre as categorias de páginas digitais com a mí- dia impressa: ■ Site seria equivalente a um livro ou catálogo; ■ Portal equivaleria a uma revista do tipo Veja ou Exame; ■ Blog seria um jornal ou diário; ■ Um minissite seria um folheto informativo; ■ Hotsite equivale a um folheto promocional; ■ Perfil de redes sociais equivale a uma página em catálogo específico, como lista telefônica ou catálogo de produtos; ■ Uma landing page equivaleria a um flyer pro- mocional que só é entregue para quem foi in- dicado. SITES Possui uma fácil organização de conteúdos em seções para detalhar características de produtos, ser- viços etc. Pode ter características institucionais, de e-commerce, de informação, promocional, entre outras. Exemplo: Site Oficial da Apple . MINISSITES São sites criados para conteúdos verticais (centrados em um único nicho de mercado, por exemplo uma seção de esportes dentro de um site de notícias. Cada categoria de assuntos pode ser considerada um minissite), abordando um tema restrito para atrair determinado tipo de público, geralmente com uma abordagem informativa. Exemplo: Minissite do Iphone 11 . HOTSITES São sites criados para funcionarem só durante determinado período para divulgação de alguma ação específica de marketing. Geralmente possui uma estética diferenciada para chamar atenção do públi- co-alvo. Exemplo: Promoção Elma Chips — Tazos Pac-Man 2020 . PORTAIS São sites com conteúdos verticais voltados a determinado público. Aqui, os conteúdos são elaborados para esse público, com ferramentas específicas para interação. Exemplo: Portal Globo . BLOGS Sites em formato de diário que recebem com regularidade post por parte de quem é “dono” do blog. Possuem conteúdo cronológico, podendo ser pessoais ou empresariais. Exemplo: RD Station . PERFIS São páginas de empresas inseridas dentro das plataformas de redes sociais com o objetivo de criar pre- sença digital e aumentar relacionamento com o consumidor. Exemplos: Perfis da Coca-Cola nas redes sociais — Facebook , Instagram . LANDING PAGES São páginas específicas que aparecem para o usuário quando ele clica em um anúncio (banner etc.), link de resultados de busca ou qualquer outra peça promocional. É uma extensão do anúncio clicado. Essas páginas buscam levar o consumidor à página original do objeto anunciado. Banner (display) Landing Page https://www.apple.com/br/ https://www.apple.com/br/iphone-11/ https://tazoselmachips.com.br/ http://www.globo.com/ https://blog.rdstation.com.br/ https://www.facebook.com/cocacolabr https://www.instagram.com/cocacola_br 6 Ma rk et in g Di gi ta l | 2ᵃ e di çã o — Mó du lo # 3 A realidade aumentada e a realidade virtual per- tencem ao domínio das realidades mistas, que são extensões da realidade física, tangível, à realidade virtual, passando pela realidade aumentada e vir- tualidade aumentada. Ficaram acessíveis comercialmente na última dé- cada devido a difusão gradativa da banda larga e do barateamento de hardware (tecnologia com- putacional e mobile), tornando possível sua ope- ração por meio de webcams, computadores, mo- nitores de alta definição, smatphones, 3 e 4G etc. A realidade mista funde o mundo físico e virtual para produção de novos ambientes e visualiza- ções onde objetos físicos e digitais coexistem e interagem em tempo real. Quando, em uma situação de realidade mista, a virtualidade prevalece sobre a realidade física, de modo que a realidade física “amplie” as infor- mações virtuais, temos estados de virtualidade aumentada. Agora, quando é a realidade física que prevalece sobre a virtualidade, de modo que a virtualidade “amplie” a realidade física, temos situações de re- alidade aumentada. REALIDADE AUMENTADA E REALIDADE VIRTUAL Assim, existem dois tipos de realidades mistas: a realidade aumentada ea virtualidade aumentada, que misturam a realidade física e a virtualidade em diferentes graus. A Realidade Aumentada é aquela que combina objetos virtuais (gerados em computador) com o mundo real, gerando um mundo virtual que coe- xiste em um mundo real. Ela tem a capacidade de interação em tempo real. Exemplos: ■ Realidade Aumentada no Cinema (Augmented Reality Cinema) . ■ Pokémon Go, game de celular que é febre no mundo . ■ Calendário de Realidade Aumentada Audi . Fo n te : a d ap ta d o d e Q u io sq u e R ea lid ad e A u m en ta d a A Realidade Virtual é uma experiência sensorial de imersão em um mundo virtual em que é pos- sível interagir. Um exemplo de realidade virtual pode ser visto no filme The Matrix, em que as pes- soas dentro da Matrix não possuem consciência do corpo físico, que vegeta alimentado por má- quinas, de forma que vivem apenas a experiência virtual. Geralmente são representados por jogos imersivos ou mundos virtuais, como era o Second Life . Marcas podem explorar esses ambientes para criação de anúncios virtuais. Exemplos: ■ Realidade Virtual: Desastre ou Revolução? . ■ Batman: Arkham VR . ■ Volswagen Virtual Experience . REALIDADE MISTA (RM) Real Virtual Mundo Real Realidade Aumentada Mundo Virtual Virtualidade Aumentada https://www.youtube.com/watch?v=R6c1STmvNJc https://www.youtube.com/watch?v=UiWZtj-Ypw4 https://www.youtube.com/watch?v=0IuTHTn_Vig&list=PLBZ6_2jMd0v1b4PCxy_nk10l2BfZw-zVu https://www.youtube.com/watch?v=Bp1MxP9IDDU http://qra.luisribeiro.org/ http://secondlife.com/ https://www.youtube.com/watch?v=YmnDw1TD2Z4 https://www.youtube.com/watch?v=xOpCZz1mW04 https://www.youtube.com/watch?v=rv1klcdTQ7Y 7 Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing Fo n te: ad aptad o d e Q u io sq u e R ealid ad e A u m en tad a REALIDADE AUMENTADA MUNDO REAL OBJETOS VIRTUAIS http://qra.luisribeiro.org/ 8 Ma rk et in g Di gi ta l | 2ᵃ e di çã o — Mó du lo # 3 São uma das plataformas mais dominantes e pro- missoras pela forma como elas estão difundidas hoje na sociedade. Isso porque cada vez mais os telefones celulares estão incorporados à nossa vida. Porém, é importante ressaltar que as tec- nologias mobile não estão restritas somente aos smartphones. Cada vez mais outros dispositivos integram essas plataformas, como PSPs, carros, aparelho GPS, e-book readers, etc. As tecnologias mobile que interessam ao marke- ting digital são as que podem ser utilizadas de forma simples, ou seja, que são acessíveis a todas as pessoas. As mais comuns são citadas na tabela abaixo. TECNOLOGIA MOBILE RADIO FREQUENCY IDENTIFICATION (RFID) OU IDENTIFICADORES POR RÁDIO FREQUÊNCIA São sensores incorporados ou aplicados a um objeto ou ser (produtos, coisas, lugares, pessoas, animais, etc.) a fim de rastreá-lo por ondas de rádio. As tags de RFID podem ser lidas a metros de distância e não necessitam de contato visual com o leitor. Um exemplo que se utiliza de uma tag de RFID é o serviço “Sem Parar”, que usa tags RFID no para-brisas dos carros, os quais são detectados por sensores nos pedágios a fim de automatizar a cobrança, liberando a cancela automaticamente. Possui custo elevado, mas sua utilização permite que um dispositivo móvel receba as informações contidas em determinado produto que contenha uma tag com RFID. Utilizações importantes dos RFID: — Cronometrar corridas; — Controlar inventário de hospitais; — Melhorar a experiência de pacientes em hospitais; — Não necessitar de baterias, facilitando aplicações específicas; — Representar a próxima revolução na mobilidade e wireless, por meio da identificação automática, coleta de dados e sistema de locatividade. Exemplo: Reportagem do Mundo SA sobre RFID no Varejo — MODA . QUICK RESPONSE CODE (QR CODE) Quick Response Code (QR Code) é um tipo de mobile tagging que permite encriptar URLs, entre outros tipos de dados. Os usuários podem escanear esse código para decodificar sua mensagem, por meio da câ- mera de seus dispositivos móveis. Esses códigos armazenam textos, imagens, vídeos, perfis de redes so- ciais, links, maps, sms, e-mails, entre outros conteúdos. Pode ser usado para entretenimento, facilitando os processos de relacionamento com públicos específicos, criação de jogos e outras experiências. O clipe “Integral” da banda Pet Shop Boys mostram o uso de QRCodes integrados na linguagem de vídeo, de for- ma que as pessoas que queiram ler os QRCodes precisavam acessar o vídeo no YouTube e escaneá-los . O uso dos QRCodes possui diversas finalidades. Empresas privadas, educacionais, museus já utilizam essa tecnologia. No marketing as possibilidades são infinitas. Vão desde a aplicação em embalagens para disponibilizar informações adicionais até a utilização em menus de restaurantes, por exemplo, para que o cliente possa ver o prato por meio de vídeo ou saber mais informações sobre valores nutricionais e calóricos. Está sendo comum ver, hoje em dia, o uso de QR Codes com códigos promocionais de lojas em programas de TV. Exemplo: QR CODE: O que é, como funciona e como usar? | Canal da Lu – Magalu . BLUETOOTH Tecnologia sem fio que permite a troca de dados por meio de ondas de rádio de curta frequência entre dispositivos móveis, usando banda estreita (pequeno volume de dados). A sua utilização possibilita criar redes pessoais PANs (Personal Area Networks), possibilitando a conexão de diversos dispositivos com alto grau de segurança. Uma das vantagens dessa tecnologia está no baixo custo e baixo consumo de energia. Na publicidade, pode ser usado para transferência de anúncios e arquivos promocionais a partir de um quiosque Bluetooth para aparelhos celulares próximos. A Nike fez uma ação por Bluetooth na China para lançar o tênis Zoom, chamada “Quick is Deadly”. A ação consistia em um outdoor eletrônico que enviava via Bluetooth mensagem para o celular das pessoas que passavam na frente dele. A mensagem disparava um cronômetro digital que passava a contar o tempo no instante em que era recebida no celular da pessoa e instruía-a a correr para a loja da Nike. O outdoor eletrônico foi colocado a um quarteirão de distância da loja da Nike, e quando a pessoa com a mensagem chegasse à loja, o cronômetro marcava o tempo final da corrida. Quem fizesse o menor tempo em cada dia, ganhava um tênis Nike Zoom . https://www.youtube.com/watch?v=L-cMayKBo9M https://www.youtube.com/watch?v=61ocE12lWOs https://www.youtube.com/watch?v=mc3G0g0tYuc https://www.youtube.com/watch?v=yRAb8mwn6As 9 Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing SMS / MMS Short Message Service (SMS) são mensagens de texto pelo celular com até 140 caracteres. Já é bastante utilizado por empresas para envio de códigos promocionais impressos em embalagens para concorrer a prêmios, avisos etc. Ações desse tipo envolvem uma empresa de integração mobile para que todos os participantes possam enviar mensagens para o mesmo número, independentemente da operadora de celular de cada um. Exemplo: Nokia + Claro | Qual a maior torcida do RS? . O Multimedia Messaging Service (MMS) permitia a inclusão de conteúdos multimídia nessas mensagens. Seu uso mais comum envolve mensagens contendo fotografias, vídeos e ringtones. Porém, seu custo é maior e menos popular quando comparado ao SMS. O maior problema do MMS em ações de marketing, relaciona-se com a baixa difusão de uso e a interoperabilidade entre as operadoras de telefonia celular, dificultando ações mais amplas. APLICATIVOS MÓVEIS São softwares específicos instalados em dispositivos móveis, alguns funcionando on ou off-line (com ou sem conexão com a internet). Várias empresas já se beneficiaram por eles, como bancos, lojas (apps de e-commerce) e plataformas de redes sociais (Facebook, Twitter, WhatsApp, etc.). É possível criar aplicativos para as mais diversas ações de marketing. Exemplo: OLX | Zumbi (campanha de lançamento do aplicativo da OLX) .MOBILE TELEVISION OU TELEVISÃO MÓVEL Consiste em qualquer tecnologia capaz de fazer com que o usuário assista televisão por meio de um dispositivo mobile (TV aberta, paga ou móvel web). Um exemplo de TV móvel web é a campanha “Caminhar com Gigantes” da marca Johnnie Walker Black Label, que foi veiculada na Tim TV e apresenta diversos filmes de aproximadamente 4 minutos com per- sonalidades sendo entrevistadas por Lorena Calábria . GLOBAL POSITIONING SYSTEM (GPS) É um sistema de satélite que fornece a localização confiável de dispositivos receptores do sistema. É composto por três partes: a espacial, a de controle e a do usuário. As partes espaciais e de controle são operadas por satélite, e a parte do usuário é o dispositivo receptor, que calcula a sua localização tridimen- sional (latitude, longitude e altitude) associada ao tempo, por meio dos sinais que recebe dos satélites. Muito usado para vigilância, mapeamentos, navegação, geo-tagging (coordenadas de localização a ob- jetos digitais, como fotografias, etc.), telefonia celular, rastreamento de objetos, recreação e arte etc. Existem aplicativos mobile, como o Waze, por exemplo, que utilizam as coordenadas provindas do GPS do aparelho celular do usuário e mostra locais físicos (lojas, por exemplo) que estão próximas de sua lo- calização. Um exemplo de ação de marketing usando GPS é a campanha que o Spoleto (rede de culinária italiana) fez utilizando o Foursquare. Nessa ação, os clientes que frequentam os restaurantes registram suas visitas por meio do Foursquare e os que adquirem stratus de “majors” de cada filial do restaurante recebem brindes, como pratos gratuitos. Exemplo: Primeira premiação do Mayor do Spoleto – Foursquare . https://roupanovaral.wordpress.com/2009/09/23/qual-e-a-maior-torcida-do-rio-grande-do-sul/ https://www.youtube.com/watch?v=zeql1IJrzfg https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=ElAuufg63zI&feature=emb_logo https://www.youtube.com/watch?v=ZFI1yDZ1aUE 10 Ma rk et in g Di gi ta l | 2ᵃ e di çã o — Mó du lo # 3 Atualmente as redes sociais são uma das formas de comunicação que mais crescem e difundem-se globalmente, modificando comportamentos e re- lacionamentos. Consistem em estruturas sociais que existem desde a antiguidade e vêm se tornan- do mais abrangentes e complexas devido à evolu- ção da tecnologia de comunicação e informação. Redes sociais têm a ver com pessoas, relaciona- mento entre pessoas, e não com tecnologia e com- putadores. Tem a ver com o uso da tecnologia em benefício do relacionamento social. A essência dessas redes sociais está na comunicação. Logo, as tecnologias podem ser consideradas catalisa- dores que facilitam as interações e o compartilha- mento comunicacional. Uma rede social pode ser definida como uma es- trutura social formada por indivíduos (ou em- presas), chamados de nós, que são ligados (co- nectados) por um ou mais tipos específicos de interdependência, como amizade, parentesco, proximidade/afinidade, trocas financeiras, ódios/ antipatias, relações sexuais, relacionamento de crenças, relacionamento de conhecimento, rela- cionamento de prestígio. Temos e vivenciamos o comportamento de redes sociais dentro e fora do mundo on-line. Na inter- net existem milhares de sites desse tipo, os quais conectam pessoas e interesses dos mais diversos tipos. Para ver uma lista atualizada de sites ativos de redes sociais compilados, basta acessar a lista associada na Wikipédia . Nota-se que da mesma forma que as pessoas par- ticipam de diversos grupos sociais no mundo off- -line, também tendem a participar de mais de um site de redes sociais on-line. É absolutamente nor- mal uma pessoa ter uma conta no Facebook, no Instagram, no Twitter e no LinkedIn, por exemplo. Cada uma dessas redes terão uma finalidade dife- rente e geram o que chamamos de Capital Social. Capital Social é o valor que cada indivíduo adqui- re por meio das redes sociais a que pertence, os quais podem gerar visibilidade, reputação, popu- laridade e autoridade. É importante conhecer os diversos tipos de capi- tais sociais em uma rede, pois constituem elemen- tos importantes para traçar estratégias nessas redes. Os sistemas de monitoramento em redes sociais tentam mensurar da melhor forma possível as influências e tipos de capitais sociais dentro de uma rede para detectar possíveis oportunidades e ameaças e traçar estratégias apropriadamente. Existe uma confusão entre de termos entre Redes Sociais e Mídias Sociais. Vamos entendê-los: ■ Redes Sociais relacionam-se a pessoas co- nectadas em função de um interesse em co- mum. ■ Mídias Sociais são associadas com os conte- údos (textos, imagens, vídeos, etc.) gerados e compartilhados pelas pessoas nas redes so- ciais. Nenhum dos dois termos tem a ver com tecnolo- gia, mas sim com pessoas e conexões humanas. A tecnologia apenas facilita e favorece a interação das pessoas e a criação e compartilhamento de conteúdos. Sites de redes sociais como Facebook e Twitter, por exemplo, são plataformas que possibilitam, fa- cilitam e potencializam a conexão de pessoas com outras pessoas, ampliando o alcance das redes so- ciais pessoais, e ferramentas de armazenamento e compartilhamento que alavancam o volume de mídias sociais criadas por elas. Assim, um site de redes sociais on-line é apenas uma plataforma tecnológica que favorece a atua- ção das pessoas para interagir e compartilhar con- teúdos em suas redes sociais. Principais sites de redes sociais Facebook: no Brasil é a rede mais popular e in- fluente dos últimos anos. Utilizada por milhares de usuários cadastrados e conectados, conta com diversos recursos que os usuários podem usar para compartilhar informações e se relacionarem. Vejamos os principais: (a) perfil de usuário: permi- te que o usuário forneça seus dados e caracterís- ticas, fotografias, vídeos e outras informações que podem ser compartilhadas com outros usuários com um vínculo comum, chamados de amigos; (b) fanpage: são os perfis utilizados por empresas. Nesses perfis é importante que se gerem conte- údos que possam atrair novos clientes, além de mostrar dados e informações relevantes sobre produtos e serviços e vincular tudo isso a outras estratégias de marketing; (c) eventos: são úteis para mostrar pessoas interessadas em determi- nadas ações, como lançamentos, festas ou outros eventos elaborados para divulgar alguma coisa. Ali, são disponibilizadas informações adicionais e se tem uma noção do engajamento dos usuários com determinada ação; (d) grupos: servem para PLATAFORMAS DE REDES SOCIAIS https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_social_networking_websites 11 Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing discutir sobre determinado tema ou informação. Pode-se perceber a opinião dos usuários nesses grupos sobre produtos, serviços ou ideias. Twitter: Dinâmico, rápido e sintético. É uma mis- tura de rede social, blog e ferramenta de comuni- cação, que permite que os usuários enviem atua- lizações pessoais sobre onde estão e o que estão fazendo. É uma ferramenta interessante para divulgar notas sobre lançamentos, comentários e respostas rápidas para os consumidores, além de permitir aos usuários seguirem as empresas e marcas que quiserem com facilidade de acesso via web ou mobile. Considerado por muitos usuários como uma “segunda tela”, pois ao mesmo tempo que acessam outras mídias, geralmente como a televisão, também estão, ao mesmo tempo, acom- panhando as redes sociais e interagindo com o conteúdo que se passa na televisão. Um recurso importante para as empresas que usam essa rede são os recursos de busca, pois a partir deles é pos- sível monitorar impressões do público em relação às marcas e criar traçar estratégias e ações para engajar um maior número de pessoas. Uma boa maneira de criar esse engajamento é por meio do tráfego da informação. Um tweet curto e acom- panhado de um link direcionado ao Facebook, ou uma hashtag (#), podem fazer com que ummaior número de pessoas visualize seus posts e intera- jam com o que está sendo divulgado. Instagram: plataforma em constante crescimento por ser simples e baseada na divulgação de ima- gens e vídeos, que permitem a aplicação de fil- tros que imitam os recursos de fotos das antigas máquinas fotográficas instantâneas. O Instagram permite a obtenção de retornos rápidos e, por essa razão, cada vez mais as empresas utilizam essa rede para lançar campanhas com foco em imagem e vídeo de qualidade. Conteúdos criativos e com público muito bem definidos são indispensáveis para ter sucesso nessa rede social. O sucesso no Instagram começa com uma página forte no Face- book. Tendo isso, a integração nas redes será ca- paz de intensificar as ações de marca promovidas aqui. As hashtags (#) vão ajudar a indicar as ten- dências mais populares e mais usadas no universo de sua marca, além de aproximar do público. Uma dica é elaborar posts com perguntas direcionadas ao público com fotos e vídeos contando a histórias sobre a marca. Pinterest: funciona com compartilhamento de conteúdo, por meio de fotos e vídeos. Os usuários possuem perfis e criam quadros (boards) catego- rizados por assuntos. Nesses quadros, eles colo- cam suas imagens favoritas com ou sem legendas, provenientes de websites, blogs ou de seus com- putadores pessoais. Essa rede permite que outros usuários sigam uns aos outros, sendo uma ótima fonte de referências visuais e de divulgações pu- blicitárias para as marcas, bastando que as empre- sas criem seus quadros relacionados a temas rele- vantes do seu universo. Cada um deles pode fazer parte de uma, ou mais, categoria que o Pinterest oferece (quanto mais categorias, mais chances de aparecer nos resultados de busca com maior re- levância). O visual, as atualizações, as descrições dos conteúdos e a criatividade são peças essen- ciais nesta rede. LinkedIn: plataforma com foco no desenvolvimen- to de redes de networking profissional. Seu uso é interessante para as empresas trabalharem o cha- mado inbound marketing, que são ações baseadas na ideia de criação e compartilhamento de conte- údos voltados para públicos específicos, além de encontrarem possíveis profissionais, parceiros e clientes para seus negócios. O LinkedIn é formado por grupos similares às chamadas comunidades provindas do Orkut. Esses grupos geralmente es- tão relacionados a empresas, escolas, personali- dades ou a um tema específico para discussão na rede. Dentro do grupo você encontra fóruns de discussão, notícias e empregos. Você pode partici- par de um grupo ou criar o seu próprio, convidan- do pessoas de sua rede para participar. YouTube: Em constante expansão, os canais do YouTube podem ser vinculados a outras platafor- mas de redes sociais, auxiliando na disseminação e divulgação de campanhas publicitárias. Nessa plataforma é possível criar e publicar vídeos em canais e grupos. O canal consiste em uma página que você pode criar no YouTube para guardar seus vídeos, ajudando na divulgação da empresa ou dos vídeos em si. É como se fosse seu site dentro do YouTube. Já o grupo é uma espécie de comunida- de de vídeos. Com ele você pode agrupar seus ví- deos e de outras pessoas em torno de um tema em comum. O grupo é muito útil se você é daqueles que deseja criar promoções, podendo ser um con- curso de vídeos, ou se deseja criar uma comunida- de que reúna várias pessoas que têm vídeos de um mesmo assunto. Hoje, essa plataforma é umas das mais importantes em termos de audiovisual na in- ternet e permite a veiculação de comerciais que são transmitidos antes de um determinado vídeo escolhido pelo usuário. WhatsApp: é um aplicativo multiplataforma de mensagens instantâneas e chamadas de voz para smartphones gratuito. Além de mensagens de texto e áudio criptografadas, os usuários podem enviar imagens, vídeos e documentos em PDF, compartilhar sua localização com outros usuários, 12 Ma rk et in g Di gi ta l | 2ᵃ e di çã o — Mó du lo # 3 além de fazer ligações grátis por meio de uma conexão com a internet (por voz e vídeo). Surgiu como uma alter- nativa para as mensagens por SMS (tecnologia mobile) e, em 2014, foi adquirido pelo Facebook. O WhatsApp per- mite a comunicação entre usuários em qualquer lugar do mundo, tendo hoje mais de 1 bilhão de usuários em mais de 180 países. Muitos acreditam que este app é uma tecnologia mobile. Mas a verdade é que o WhatsApp permite a interação entre usuários, formando uma rede social, ajudando estes na construção de vínculos e con- cretização de objetivos específicos. Outra característica que o torna uma rede social são os grupos, que conectam pessoas em torno de um determinado assunto/tema . TikTok: quando surgiu era chamado de Musical.ly. É um dos apps de redes sociais mais populares da atualidade, permitindo a gravação de vídeos curtos com duração de 15 a 60 segundos, geralmente com dublagens musicais, danças, clipes ou cenas de humor. O app de rede social permite que os usuários sigam os perfis uns dos outros, curtam, compartilhem e comentem publicações. Para acessar o TikTok pode-se usar e-mail ou dados do Fa- cebook, Google ou Twitter. Para interagir dentro desta rede social, o usuário tem à sua disposição um extenso catálogo do próprio app, composto de músicas nacionais e internacionais organizadas em categorias e gênero. Ao visualizar um vídeo publicado por um amigo, o TikTok mostra ao usuário o nome do artista e da música usada naquela dublagem para que também se tenha acesso a ela. Ao gravar um vídeo ou enviar um arquivo da galeria, pode-se mixar o volume do som ambiente e da faixa es- colhida para criar a sonoridade ideal. Dentre os recursos disponíveis no app, há também efeitos de gravação, que disponibiliza filtros faciais, filtros de ambiente e adesi- vos temáticos. (FERNANDES, 2018). SnapChat: permite a criação de mensagens (vídeo ou imagem) que se autodestroem depois de visualizadas por determinados usuários, os chamados snaps. Esse recurso é interessante para criação de teasers, que são pequenos vídeos de prévia sobre determinado tema, de campanhas em que o foco seja despertar a curiosidade do público, permitindo a aplicação de filtros, legendas, stickers (adesivos), geofiltros (filtro geográfico/GPS) e rabiscos (trechos de textos que podem ser inseridos nos posts). Os stories, por sua vez, são capazes de criar ima- gens e vídeos em sequência para que se envie a uma de- terminada mini-timeline vinculada ao perfil de um usu- ário do SnapChat, ficando disponível para visualização durante 24h, após o que se autodestrói, assim como os snaps. Engajamento é a palavra de ordem dessa rede so- cial, pois ela abre possibilidades para ampliar as funcio- nalidades de um produto, explorar a cultura do local ou ampliar as possibilidades de um serviço, sempre em for- mato de imagem. Basta que se saiba mapear os interes- ses das estratégias de marketing e transformar tudo isso em conteúdo para outras plataformas de redes sociais. O lado obscuro do TikTok, a rede social chinesa dos vídeos curtos por: Jaime Santirso — El País Brasil Quando clicamos, a tela do celular se transforma numa sucessão intermi- nável de vídeos, a maioria com me- nos de 15 segundos. O aplicativo se chama TikTok, e é provável que você seja um dos 500 milhões de usuá- rios — mais que os do Twitter e do Snapchat, pouco menos que a soma de ambos – espalhados no mundo inteiro. Em 2019, o app se tornou um fenômeno global. É a primeira plataforma chinesa a conseguir a fa- çanha, outro sintoma da vertiginosa velocidade da inovação tecnológica no gigante asiático. Além do sucesso, porém, sua nacionalidade começa a despertar vozes preocupadas com a segurança dos dados e a liberdade de conteúdo. Só no ano passado, o TikTok foi bai- xado mais de 750 milhões de vezes, segundo dados da firma de consul- toria Sensor Tower. Foram várias de- zenas de milhões de downloads a mais do que Facebook, Instagram, YouTubee Snapchat obtiveram no mesmo período. O app está disponí- vel em 150 países e 75 idiomas. Na Índia, seu principal mercado, quase um terço da população já baixou. A mesma porcentagem se aplica aos Estados Unidos. Desses 500 milhões de usuários, cuja média de idade va- ria entre 16 e 24 anos, 90% visitam a rede social mais de uma vez por dia durante cerca de 52 minutos. O que equivale a um bilhão de vídeos vistos a cada 24 horas. Tudo isso transformou o TikTok numa máquina de fazer dinheiro: a mesma agência estima que sua re- ceita anual aumentou 521%. Só é possível recorrer a dados de tercei- ros, pois a empresa “não divulga suas cifras comerciais”. A publicidade é a base de seu modelo de negócios. “Um esquema complicado”, diz Jef- frey Towson, professor do MBA da Universidade de Pequim, “porque, para obter lucros, é preciso ter um https://medium.com/publicitariossc/whatsapp-pode-ser-considerado-uma-rede-social-22a7ed09483a https://brasil.elpais.com/tecnologia/2020-01-19/o-lado-escuro-do-tiktok-a-rede-social-chinesa-dos-videos-curtos.html 13 Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing volume enorme de tráfego, bilhões de visitas.” O Tik- Tok tem. O auge da plataforma mostra a pujança tecnológica do país asiático. “Toda a inovação no negócio do con- sumo vem da China, não do Vale do Silício. Quase 10 anos depois da morte de Steve Jobs, a única coisa que a Apple pode oferecer são seus AirPods: fones de ou- vido! Enquanto isso, o grande projeto de futuro do Facebook é uma plataforma de pagamento digital, algo que a Ant Financial [filial da Alibaba, proprietá- ria do AliPay] já faz há anos”, diz Towson. “Aqui, por outro lado, aparecem novos apps todo mês. Se você examinar quais são os 100 mais baixados no Google Play da Índia, por exemplo, pelo menos 40 são chine- ses. O TikTok é só o primeiro a ganhar a atenção do Ocidente.” Jeongwen Chiang, professor de marketing da Escola de Negócios Internacionais China-Europa (CEIBS), não tem dúvidas: “A China é, de longe, o país mais avançado em questões digitais.” O sucesso do TikTok fez da ByteDance, a empresa cria- dora, uma das startups mais atrativas do mundo: sua última rodada de financiamento, realizada em agosto de 2018, elevou seu valor a 67 bilhões de euros (308 bilhões de reais). Os últimos rumores falam de uma possível abertura de capital em Hong Kong no pri- meiro trimestre deste ano. A ByteDance iniciou sua trajetória com um agregador de notícias, a platafor- ma Jinri Toutiao, que usava inteligência artificial para adaptar seu conteúdo aos usuários. Mas seu diretor- -geral, Zhang Yiming, logo reorientou seus interesses. “No setor de conteúdo, o texto e as fotos evoluíram em direção ao vídeo. Cada vez é maior o conteúdo gerado pelos próprios usuários”, declarava na época. Com essa ideia em mente, em 2016 Yiming lançou o Douyin, um aplicativo de vídeos curtos que alcançou 100 milhões de usuários em menos de um ano. E, menos de um ano mais tarde, a ByteDance com- prou, por um bilhão de dólares (4,2 bilhões de reais), o Musical.ly, um app parecido e muito popular entre os adolescentes dos EUA. Na opinião de Chiang, esse movimento foi essencial. “Embora ambas fossem em- presas chinesas com um produto similar, o Musical.ly tinha sido muito bem recebido no exterior, ao passo que o Douyin dominava o mercado doméstico”, afir- ma. Dessa sinergia nasceu o TikTok. Mas o Douyin não desapareceu. TikTok e Douyin, pla- taformas similares, convivem – somando um bilhão de usuários – de forma paralela. O primeiro só é aces- sado no exterior. E o segundo dentro da China, para cumprir com a política de censura imposta pelo Parti- do Comunista. Esse vínculo é fonte de muitas preocu- pações, relacionadas com a segurança dos dados dos usuários e com a liberdade de expressão. Em dezembro passado, o Exército dos EUA proibiu seus soldados de terem conta no app, argumentando que seu uso poderia representar uma ameaça para a segu- rança nacional. Os senadores Tom Cotton e Chuck Sum- mer chamaram os serviços de inteligência para avaliar a atividade do TikTok, alegando que poderia ser obrigado a “apoiar e colaborar com operações de inteligência con- troladas pelo Partido”, já que “as empresas chinesas não têm meios legais para rechaçar as demandas do Governo.” A ByteDance respondeu com um comunicado, afirmando que seus servidores ficam nos países onde o app está dis- ponível. Os diretores da empresa, porém, negaram-se a comparecer perante uma comissão do Congresso encar- regada de examinar os vínculos da indústria de tecnologia com a China. As suspeitas têm fundamento, a julgar pelos preceden- tes: neste mesmo ano, o TikTok pagou uma multa de 5,7 milhões de dólares (24 milhões de reais) por captar, de maneira ilegal, dados pessoais de menores em sua plata- forma. Além disso, numa carta aberta publicada em 2018, seu diretor-geral se comprometeu a “aprofundar a coo- peração” com o Partido Comunista de modo a promover suas políticas. O app teve que lidar com vetos temporá- rios na Índia, Indonésia e Bangladesh. Um segundo motivo de desconfiança é a política que o TikTok aplica à gestão do conteúdo. O aplicativo bloqueou vídeos que denunciavam a violação de direitos humanos na China, em particular com relação à situação da etnia uigur na província de Xinjiang, onde mais de um milhão de pessoas são vítimas de encarceramento maciço. É muito conhecido o caso de Feroza Aziz, uma adolescente norte- -americana cuja conta foi bloqueada em novembro após compartilhar um vídeo sobre o tema, que se fazia passar por um tutorial de maquiagem e que logo viralizou. A pla- taforma alegou depois que teria se tratado de um erro hu- mano relacionado com uma publicação anterior. “A fortaleza desse tipo de rede social é que é muito sim- ples escalar os conteúdos porque são criados pelos pró- prios usuários. Mas isso gera um problema de supervisão”, afirma Towson. “Porque, se não existe um controle sobre esses conteúdos, a qualidade diminuirá e os usuários aca- barão indo embora.” Essa intervenção é particularmente difícil quando o conteúdo é formado por vídeos “porque, diferentemente do texto, os algoritmos não podem ope- rar de maneira autônoma.” A chave, em sua opinião, está na linha tênue que sepa- ra precaução de censura. “O Twitter faz isso, o YouTube também: todos fazem. A questão é se o usuário confia na pessoa que faz. Se você almeja ser uma empresa inter- nacional que supervisiona conteúdos pelo mundo todo, deve sair de seu escritório, tornar-se conhecido e ganhar a confiança das pessoas. O maior problema do TikTok é, em última instância, a transparência.” Na tela de 500 mi- lhões de telefones, enquanto isso, os vídeos curtos conti- nuam sendo reproduzidos. 14 Ma rk et in g Di gi ta l | 2ᵃ e di çã o — Mó du lo # 3 No meio digital as buscas são realizadas por meio das chamadas search engines, conhecidas como “mecanismos de busca” ou “buscadores”. Consis- tem em sistemas de recuperação de informações que tem por finalidade específica auxiliar na busca de informações armazenadas em ambientes com- putacionais. O “Yahoo!” foi o primeiro mecanismo de busca na web, após ele, muitos outros apareceram e desa- pareceram até o reinado do “Google”, lançado em 1998 e considerado o maior, mais conhecido e mais utilizado na web. As pessoas utilizam esses buscadores para encon- trarem informações sobre os mais diversos temas, a popularização de redes sociais e a tecnologia mobile, permitiram que houvesse um crescimento ainda maior em relação ao uso dos buscadores. Os mecanismos de busca funcionam por meio de algoritmos que determinam, dentro de uma base indexável, quem ou quais websites e documen- tos podem ou não ser adicionados a essa base. Os critérios de filtragem visam a alcançar relevância máxima para o usuário nos resultados que serão entregues a cada busca, ou seja, procuram evitar spam nas bases de dados e objetivam fornecer a melhor resposta para a busca do usuário.Porém, ainda assim, quem determina o que deve ou não ser apresentado são os buscadores. Ademais, eles possuem o poder de “apagar” ou “eliminar” e o po- der de “controlar” ou “filtrar” todos os resultados que consumimos. O Google Custom Search Engines (CSE) permite a criação de metabuscadores com base no banco de dados do Google, mas enfocando sites específicos. Essa plataforma permite, entre outras coisas, criar um site de busca personalizado com o logo e o vi- sual da empresa, fazendo as buscas apenas no site da empresa, por meio do mecanismo de busca do próprio Google por trás. Existe também os mecanismos de busca universal que misturam uma lista de notícias, imagens, víde- os, locais e livros, além de outros itens. O Google incorporou esse sistema de busca em seu algo- ritmo em 2008, o que permite, por exemplo, que vídeos do YouTube apareçam como resultado nas pesquisas dos usuários. Hoje, a nova tendência está na busca semântica, que envolve desde a busca por palavras—chave que remetem a imagens, voz e música, busca den- tro das redes sociais etc. A busca semântica con- siste em processo para melhorar as buscas on-line usando dados de redes semânticas para eliminar ambiguidades nos termos de busca e textos na web a gerar resultados mais relevantes. Essa tendência visa mudar por completo o modo como os resultados de busca é produzido e apre- sentado, o que afeta de forma profunda as estra- tégias de Search Engine Marketing (hoje baseadas em palavras-chave) e no futuro terão que se base- ar em significados, na semântica. Assista à discussão sobre a Era da Busca . PLATAFORMAS DE BUSCA https://www.martha.com.br/a-era-da-busca/ 15 Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing Constituem plataformas já conhecidas no am- biente off-line, mas que vêm ganhando impulso no ambiente digital on-line, são elas: displays, games e conteúdos de entretenimento. Displays digitais on-line São umas das mais antigas práticas no ambiente digital, os banners e pop-ups. As estratégias que os envolvem buscam a simples exibição de men- sagens para conscientização ou reforço de marca até ações mais ativas, e interativas, de compra. Di- versos recursos podem ser incorporados a esses displays, como a realidade aumentada, os QRCo- des, etc. ■ Exemplo: Banner digital de divulgação da se- gunda temporada da série “Narcos” da Netflix (veja abaixo). Há muitos formatos de display disponíveis. No site de ads do portal da Globo, por exemplo, você pode consultar vários deles . Entretenimento Se utiliza da divulgação de marcas por meio da inserção de mensagens em seus conteúdos. Essa prática é chamada de Branded entertainment e vem aparecendo de diversas formas: a. Brandend Content consiste em um modo não tradicional de se fazer comunicação. Ela exis- te quando se combina conteúdos de interesse do público por meio de ferramentas de ativa- ção que têm como objetivo gerar fortaleci- mento de marca, aumento de resultado e en- cantamento. O branded content se relaciona a estratégias e táticas de brand activation, de co- municação 360°, de marketing promocional, cultural, esportivo, de incentivo, entre outros. b. Advertainment consiste na criação de conteú- do próprio de entretenimento que alavanque a marca ou produto, de forma que a marca/ produto faça parte dele, se confundindo com o próprio conteúdo . c. Product Placement (ou merchandising) é a in- serção de produtos adequadamente no enre- do ou narrativa do entretenimento de forma a alavancá-los. Como vimos no filme “Nau- frágio”, quando o personagem de Tom Hanks aparece manipulando caixas da FedEx . As estratégias de entretenimento podem assumir muitas formas e se apropriar de qualquer tipo de conteúdo de entretenimento, seja vídeos, fotos, jogos, podcasts, eventos, etc., o objetivo sempre será promover a marca de forma relevante e im- pactante com o público. ■ Exemplo: BMW “The Hire” . ■ Exemplo: Divulgação da segunda temporada da série de “Narcos”, da Netflix, na página ofi- cial do Facebook da série . OUTRAS PLATAFORMAS DIGITAIS: DISPLAYS E ENTRETENIMENTO http://s.glbimg.com/pv/an/media/manual/2018/03/26/Manual-Formatos-Midiais-Digitais-TVGlobo-v1.7.0_1.pdf https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/sandra-turchi/7051/advertainment-usa-entretenimento-para-divulgar-marcas.html https://www.iocomunica.com/product-placement-propaganda-que-nao-escapa-dos-seus-olhos/ http://www.flatout.com.br/the-hire-a-incrivel-serie-de-acao-da-bmw-esta-de-volta-e-ja-tem-um-novo-trailer/ https://www.facebook.com/NarcosBrasil/?fref=ts 16 Ma rk et in g Di gi ta l | 2ᵃ e di çã o — Mó du lo # 3 Uma vez que temos a proliferação e difusão das plataformas e mídias digitais que se misturam às plataformas e mídias tradicionais, observamos a presença de dois fenômenos importantes que passaram a ocorrer de forma intensa, são elas: Crossmídia (ou transmídia) Consiste no uso integrado das mídias, de forma que uma história ou mensagem ultrapasse os li- mites de um único meio. Seria uma espécie de su- porte colaborativo de diversas mídias integrando essa única história, ou tema, na qual a narrativa direcionará o receptor de um meio para um pró- ximo, conforme a força de cada meio para o diálo- go. As características da transmídia requerem que mais de uma mídia seja envolvida para dar suporte a mensagem/história/objetivo e a distribuição ou suporte da mensagem/história/objetivo intencio- nalmente se estenda por essas diferentes mídias. ■ Exemplo: o Matrix é um dos maiores exem- plos transmidíacos, sendo inicialmente uma história em quadrinhos, depois virou nove filmes de animação, chamados de Animatrix, depois virou uma web serie, depois teve três filmes e, por último, virou game. Com esse exemplo observamos que cada uma dessas peças não são umas iguais as outras, elas funcionam de formas diferentes por causa das di- versas plataformas utilizadas. Ou seja, os conteú- dos são diferentes em função dessas plataformas. Mas, no geral, elas consistem no universo Matrix, que é bem mais amplo. Logo, a transmídia deve pensar nos detalhes dos conteúdos de acordo com cada uma das platafor- mas que serão utilizadas. No momento em que TRANSMÍDIA E CONVERGÊNCIA 17 Transmídia e Convergência esse conteúdo transmite uma história, temos a chamada transmídia storytelling. Ou seja, a me- lhor forma de contar uma história em relação a um produto, ou marca, fazendo uso de multiplata- formas. ■ Exemplo: Campanha “Emotigums” da Chi- clets . Convergência Consiste no processo contrário à transmídia. Na convergência, as tecnologias que eram usadas separadas (como voz, vídeo, dados, etc.) passam a compartilhar o mesmo meio e interagem umas com as outras com sinergia, criando novas funcio- nalidades. A convergência, então, pode ser defini- da como uma interligação da computação e outras tecnologias da informação, conteúdo de mídia e redes de comunicação que emergiram como o re- sultado da evolução e popularização da internet e das atividades, produtos e serviços que emergi- ram no espaço da mídia digital. ■ Exemplo: o Smartphone é um exemplo de convergência, pois possui diversos recursos provenientes de outras tecnologias como da máquina fotográfica, filmadora, calculado- ra, agenda, relógio, telefone, etc. O próprio Netflix também se utiliza de tecnologias de convergência, pois seus conteúdos podem ser vistos na televisão, no computador, no aplica- tivo do smartphone ou tablet. Logo, a tendência é de que cada vez mais a propa- ganda e a comunicação de marcas e produtos se transformem em conteúdos relevantes para atrair o público e fazê-lo criar experiência com o que está sendo anunciado. Por isso, o próximo volume dessa revista apresentará a discussão sobre estra- tégias para o planejamento digital de marketing. Bons estudos e até lá! http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2012/04/25/chiclets-lan-a-campanha-transmidia.html REFERÊNCIAS GABRIEL, Martha. Marketing naera digital. 1a ed. São Paulo: Novatec, 2010. FERNANDES, Rodrigo. O que é TikTok? Conheça o app mais baixado que Instagram e Facebook nos EUA. Website Tech Tudo. Disponível em: . Acesso em dez. 2018. TORRES, Cláudio. A bíblia do marketing digital: tudo que você queria saber sobre marketing e publicidade na internet e não ti- nha a quem perguntar. São Paulo: Novatec, 2009. ROCHA, Angela da; FERREIRA, Jorge Brantes; SILVA, Jorge Fer- reira da. Administração de marketing conceitos, estratégias, aplicações. São Paulo: Atlas, 2013. TURCHI, Sandra R. Estratégias de marketing digital e e-com- merce. São Paulo: Atlas, 2012. MARKETING Digital Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing Páginas Digitais Realidade aumentada e realidade virtual Tecnologia Mobile Plataformas de Redes Sociais Plataformas de Busca Outras plataformas digitais: displays e entretenimento Transmídia e Convergência