Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

MARKETING
Digital
Planejando 
o Básico
Aprenda quais são os 
elementos fundamentais 
para o planejamento digital
Marketing Digital 2020 - 3
6365423725 7767242632 74323 3
Ferramentas Online
Conheça as tecnologias e 
plataformas digitais de marketing
Convergindo
Entenda como usar 
estratégias transmídia
2ᵃ edição — Módulo #3
+
http://www.unisinos.br/
Texto
Prof.ª Ma. Anaís Schüler Bertoni 
Edição
Mark Bartholomeus Sandor Ettin 
Capa e folha de rosto
Ketut Subiyanto 
Arte interna
Página 4 — Andrea Piacquadio 
Páginas 7 — Anthony DeRosa 
Página 10, 11, 12 — Pixel Perfect 
Página 11 — Freepik 
Página 14 — PhotoMIX Company 
Página 16 — Nataliya Vaitkevich 
Desenvolvimento
A revista Marketing Digital foi criada 
como material didático para a Unisinos, 
em colaboração com o setor de Tecnologia 
Educacional — TI Corporativa da 
Companhia de Jesus.
São Leopoldo, 2020.
mailto:anaissb%40unisinos.br?subject=
https://www.youtube.com/watch?v=dQw4w9WgXcQ
https://www.pexels.com/@ketut-subiyanto
https://www.pexels.com/@olly
https://www.pexels.com/@anthony-derosa-39577
https://www.flaticon.com/authors/pixel-perfect
https://www.flaticon.com/authors/freepik
https://www.pexels.com/@wdnet
https://www.pexels.com/@n-voitkevich
http://unisinos.br/
Apresentação Editorial
Acesse informações extras clicando nos sinais de mais ().
APRESENTAÇÃO 
EDITORIAL
Seja muito bem-vindo à atividade acadêmica de Planejamento Digital de 
Marketing. A partir deste terceiro volume da Revista Marketing Digital, va-
mos:
 ■ Nos aprofundar nos elementos básicos para a elaboração de um plane-
jamento digital;
 ■ Explorar as tecnologias e plataformas digitais, muito utilizadas pelos 
profissionais de marketing como táticas para atender as mais diversas 
estratégias digitais de marketing.
Vamos começar?
SUMÁRIO
Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing .................................................. 4
Páginas Digitais ....................................................................................................................4
Realidade aumentada e realidade virtual ..................................................................6
Tecnologia Mobile ...............................................................................................................8
Plataformas de Redes Sociais ......................................................................................10
Plataformas de Busca .....................................................................................................14
Outras plataformas digitais: displays e entretenimento ..................................15
Transmídia e Convergência .......................................................................................... 16
M
A
R
K
ET
IN
G
Di
gi
ta
l
4
Ma
rk
et
in
g 
Di
gi
ta
l 
| 
2ᵃ
 e
di
çã
o 
— 
Mó
du
lo
 #
3
O ambiente digital permite que várias táti-
cas sejam utilizadas pelos profissionais de 
marketing para executar suas estratégias digitais 
de marketing. Combinadas ou não, o uso de tec-
nologias e plataformas podem impulsionar o seu 
negócio.
A partir de agora vamos explorar mais a fundo as 
plataformas e tecnologias digitais para que esteja 
apto a usá-las no desenvolvimento de suas estra-
tégias de marketing, passando por: páginas digi-
tais, realidades virtual e aumentada, tecnologias 
mobile, plataformas de redes sociais e de busca, 
além de passar por formatos de publicidade digital 
e de entretenimento.
PÁGINAS DIGITAIS
Constituem uma importante parte de diversas 
estratégias de marketing, pois são pontos impor-
tantes para desenvolver estratégias de presença e 
identidade digital. 
Dividem-se em 5 categorias: sites, minissites, hot-
sites, portais, blogs, perfil em redes sociais e lan-
ding pages. Cada uma dessas categorias pode ser 
constituída em apenas uma página, ou pode existir 
um ponto de início (página de abertura ou home), 
que funciona como uma espécie de índice de con-
teúdos com links para outras seções e páginas. 
PLATAFORMAS E 
TECNOLOGIAS DIGITAIS 
DE MARKETING
5
Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing
Gabriel (2010) faz uma comparação interessante 
sobre as categorias de páginas digitais com a mí-
dia impressa:
 ■ Site seria equivalente a um livro ou catálogo;
 ■ Portal equivaleria a uma revista do tipo Veja 
ou Exame;
 ■ Blog seria um jornal ou diário;
 ■ Um minissite seria um folheto informativo;
 ■ Hotsite equivale a um folheto promocional;
 ■ Perfil de redes sociais equivale a uma página 
em catálogo específico, como lista telefônica 
ou catálogo de produtos;
 ■ Uma landing page equivaleria a um flyer pro-
mocional que só é entregue para quem foi in-
dicado.
SITES
Possui uma fácil organização de conteúdos em seções para detalhar características de produtos, ser-
viços etc. Pode ter características institucionais, de e-commerce, de informação, promocional, entre 
outras. Exemplo: Site Oficial da Apple .
MINISSITES
São sites criados para conteúdos verticais (centrados em um único nicho de mercado, por exemplo uma 
seção de esportes dentro de um site de notícias. Cada categoria de assuntos pode ser considerada um 
minissite), abordando um tema restrito para atrair determinado tipo de público, geralmente com uma 
abordagem informativa. Exemplo: Minissite do Iphone 11 .
HOTSITES
São sites criados para funcionarem só durante determinado período para divulgação de alguma ação 
específica de marketing. Geralmente possui uma estética diferenciada para chamar atenção do públi-
co-alvo. Exemplo: Promoção Elma Chips — Tazos Pac-Man 2020 .
PORTAIS
São sites com conteúdos verticais voltados a determinado público. Aqui, os conteúdos são elaborados 
para esse público, com ferramentas específicas para interação. Exemplo: Portal Globo .
BLOGS 
Sites em formato de diário que recebem com regularidade post por parte de quem é “dono” do blog. 
Possuem conteúdo cronológico, podendo ser pessoais ou empresariais. Exemplo: RD Station .
PERFIS
São páginas de empresas inseridas dentro das plataformas de redes sociais com o objetivo de criar pre-
sença digital e aumentar relacionamento com o consumidor. Exemplos: Perfis da Coca-Cola nas redes 
sociais — Facebook , Instagram .
LANDING PAGES
São páginas específicas que aparecem para o usuário quando ele clica em um anúncio (banner etc.), link 
de resultados de busca ou qualquer outra peça promocional. É uma extensão do anúncio clicado. Essas 
páginas buscam levar o consumidor à página original do objeto anunciado.
Banner (display) Landing Page
https://www.apple.com/br/
https://www.apple.com/br/iphone-11/
https://tazoselmachips.com.br/
http://www.globo.com/
https://blog.rdstation.com.br/
https://www.facebook.com/cocacolabr
https://www.instagram.com/cocacola_br
6
Ma
rk
et
in
g 
Di
gi
ta
l 
| 
2ᵃ
 e
di
çã
o 
— 
Mó
du
lo
 #
3
A realidade aumentada e a realidade virtual per-
tencem ao domínio das realidades mistas, que são 
extensões da realidade física, tangível, à realidade 
virtual, passando pela realidade aumentada e vir-
tualidade aumentada. 
Ficaram acessíveis comercialmente na última dé-
cada devido a difusão gradativa da banda larga e 
do barateamento de hardware (tecnologia com-
putacional e mobile), tornando possível sua ope-
ração por meio de webcams, computadores, mo-
nitores de alta definição, smatphones, 3 e 4G etc.
A realidade mista funde o mundo físico e virtual 
para produção de novos ambientes e visualiza-
ções onde objetos físicos e digitais coexistem e 
interagem em tempo real.
Quando, em uma situação de realidade mista, a 
virtualidade prevalece sobre a realidade física, 
de modo que a realidade física “amplie” as infor-
mações virtuais, temos estados de virtualidade 
aumentada.
Agora, quando é a realidade física que prevalece 
sobre a virtualidade, de modo que a virtualidade 
“amplie” a realidade física, temos situações de re-
alidade aumentada.
REALIDADE AUMENTADA 
E REALIDADE VIRTUAL
Assim, existem dois tipos de realidades mistas: a 
realidade aumentada ea virtualidade aumentada, 
que misturam a realidade física e a virtualidade 
em diferentes graus.
A Realidade Aumentada é aquela que combina 
objetos virtuais (gerados em computador) com o 
mundo real, gerando um mundo virtual que coe-
xiste em um mundo real. Ela tem a capacidade de 
interação em tempo real.
Exemplos: 
 ■ Realidade Aumentada no Cinema (Augmented 
Reality Cinema) .
 ■ Pokémon Go, game de celular que é febre no 
mundo  .
 ■ Calendário de Realidade Aumentada Audi .
Fo
n
te
: a
d
ap
ta
d
o
 d
e 
Q
u
io
sq
u
e 
R
ea
lid
ad
e 
A
u
m
en
ta
d
a 

A Realidade Virtual é uma experiência sensorial 
de imersão em um mundo virtual em que é pos-
sível interagir. Um exemplo de realidade virtual 
pode ser visto no filme The Matrix, em que as pes-
soas dentro da Matrix não possuem consciência 
do corpo físico, que vegeta alimentado por má-
quinas, de forma que vivem apenas a experiência 
virtual. Geralmente são representados por jogos 
imersivos ou mundos virtuais, como era o Second 
Life . Marcas podem explorar esses ambientes 
para criação de anúncios virtuais. 
Exemplos: 
 ■ Realidade Virtual: Desastre ou Revolução? .
 ■ Batman: Arkham VR .
 ■ Volswagen Virtual Experience .
REALIDADE MISTA (RM)
Real
Virtual
Mundo 
Real
Realidade 
Aumentada
Mundo 
Virtual
Virtualidade 
Aumentada
https://www.youtube.com/watch?v=R6c1STmvNJc
https://www.youtube.com/watch?v=UiWZtj-Ypw4
https://www.youtube.com/watch?v=0IuTHTn_Vig&list=PLBZ6_2jMd0v1b4PCxy_nk10l2BfZw-zVu
https://www.youtube.com/watch?v=Bp1MxP9IDDU
http://qra.luisribeiro.org/
http://secondlife.com/
https://www.youtube.com/watch?v=YmnDw1TD2Z4
https://www.youtube.com/watch?v=xOpCZz1mW04
https://www.youtube.com/watch?v=rv1klcdTQ7Y
7
Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing
Fo
n
te: ad
aptad
o
 d
e Q
u
io
sq
u
e R
ealid
ad
e A
u
m
en
tad
a 
REALIDADE 
AUMENTADA
MUNDO 
REAL
OBJETOS 
VIRTUAIS


http://qra.luisribeiro.org/
8
Ma
rk
et
in
g 
Di
gi
ta
l 
| 
2ᵃ
 e
di
çã
o 
— 
Mó
du
lo
 #
3
São uma das plataformas mais dominantes e pro-
missoras pela forma como elas estão difundidas 
hoje na sociedade. Isso porque cada vez mais os 
telefones celulares estão incorporados à nossa 
vida. Porém, é importante ressaltar que as tec-
nologias mobile não estão restritas somente aos 
smartphones. Cada vez mais outros dispositivos 
integram essas plataformas, como PSPs, carros, 
aparelho GPS, e-book readers, etc.
As tecnologias mobile que interessam ao marke-
ting digital são as que podem ser utilizadas de 
forma simples, ou seja, que são acessíveis a todas 
as pessoas. As mais comuns são citadas na tabela 
abaixo.
TECNOLOGIA MOBILE
RADIO FREQUENCY 
IDENTIFICATION (RFID)
OU
IDENTIFICADORES POR 
RÁDIO FREQUÊNCIA
São sensores incorporados ou aplicados a um objeto ou ser (produtos, coisas, lugares, pessoas, animais, 
etc.) a fim de rastreá-lo por ondas de rádio. As tags de RFID podem ser lidas a metros de distância e não 
necessitam de contato visual com o leitor. Um exemplo que se utiliza de uma tag de RFID é o serviço “Sem 
Parar”, que usa tags RFID no para-brisas dos carros, os quais são detectados por sensores nos pedágios 
a fim de automatizar a cobrança, liberando a cancela automaticamente. Possui custo elevado, mas sua 
utilização permite que um dispositivo móvel receba as informações contidas em determinado produto 
que contenha uma tag com RFID.
Utilizações importantes dos RFID:
 — Cronometrar corridas;
 — Controlar inventário de hospitais;
 — Melhorar a experiência de pacientes em hospitais;
 — Não necessitar de baterias, facilitando aplicações específicas;
 — Representar a próxima revolução na mobilidade e wireless, por meio da identificação automática, 
coleta de dados e sistema de locatividade.
Exemplo: Reportagem do Mundo SA sobre RFID no Varejo — MODA .
QUICK RESPONSE CODE 
(QR CODE)
Quick Response Code (QR Code) é um tipo de mobile tagging que permite encriptar URLs, entre outros 
tipos de dados. Os usuários podem escanear esse código para decodificar sua mensagem, por meio da câ-
mera de seus dispositivos móveis. Esses códigos armazenam textos, imagens, vídeos, perfis de redes so-
ciais, links, maps, sms, e-mails, entre outros conteúdos. Pode ser usado para entretenimento, facilitando 
os processos de relacionamento com públicos específicos, criação de jogos e outras experiências. O clipe 
“Integral” da banda Pet Shop Boys mostram o uso de QRCodes integrados na linguagem de vídeo, de for-
ma que as pessoas que queiram ler os QRCodes precisavam acessar o vídeo no YouTube e escaneá-los . 
O uso dos QRCodes possui diversas finalidades. Empresas privadas, educacionais, museus já utilizam 
essa tecnologia. No marketing as possibilidades são infinitas. Vão desde a aplicação em embalagens para 
disponibilizar informações adicionais até a utilização em menus de restaurantes, por exemplo, para que 
o cliente possa ver o prato por meio de vídeo ou saber mais informações sobre valores nutricionais e 
calóricos. Está sendo comum ver, hoje em dia, o uso de QR Codes com códigos promocionais de lojas em 
programas de TV.
Exemplo: QR CODE: O que é, como funciona e como usar? | Canal da Lu – Magalu .
BLUETOOTH
Tecnologia sem fio que permite a troca de dados por meio de ondas de rádio de curta frequência entre 
dispositivos móveis, usando banda estreita (pequeno volume de dados). A sua utilização possibilita criar 
redes pessoais PANs (Personal Area Networks), possibilitando a conexão de diversos dispositivos com 
alto grau de segurança. Uma das vantagens dessa tecnologia está no baixo custo e baixo consumo de 
energia. Na publicidade, pode ser usado para transferência de anúncios e arquivos promocionais a partir 
de um quiosque Bluetooth para aparelhos celulares próximos.
A Nike fez uma ação por Bluetooth na China para lançar o tênis Zoom, chamada “Quick is Deadly”. A ação 
consistia em um outdoor eletrônico que enviava via Bluetooth mensagem para o celular das pessoas que 
passavam na frente dele. A mensagem disparava um cronômetro digital que passava a contar o tempo 
no instante em que era recebida no celular da pessoa e instruía-a a correr para a loja da Nike. O outdoor 
eletrônico foi colocado a um quarteirão de distância da loja da Nike, e quando a pessoa com a mensagem 
chegasse à loja, o cronômetro marcava o tempo final da corrida. Quem fizesse o menor tempo em cada 
dia, ganhava um tênis Nike Zoom .
https://www.youtube.com/watch?v=L-cMayKBo9M
https://www.youtube.com/watch?v=61ocE12lWOs
https://www.youtube.com/watch?v=mc3G0g0tYuc
https://www.youtube.com/watch?v=yRAb8mwn6As
9
Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing
SMS / MMS
Short Message Service (SMS) são mensagens de texto pelo celular com até 140 caracteres. Já é bastante 
utilizado por empresas para envio de códigos promocionais impressos em embalagens para concorrer 
a prêmios, avisos etc. Ações desse tipo envolvem uma empresa de integração mobile para que todos os 
participantes possam enviar mensagens para o mesmo número, independentemente da operadora de 
celular de cada um.
Exemplo: Nokia + Claro | Qual a maior torcida do RS? .
O Multimedia Messaging Service (MMS) permitia a inclusão de conteúdos multimídia nessas mensagens. 
Seu uso mais comum envolve mensagens contendo fotografias, vídeos e ringtones. Porém, seu custo é 
maior e menos popular quando comparado ao SMS. O maior problema do MMS em ações de marketing, 
relaciona-se com a baixa difusão de uso e a interoperabilidade entre as operadoras de telefonia celular, 
dificultando ações mais amplas.
APLICATIVOS MÓVEIS
São softwares específicos instalados em dispositivos móveis, alguns funcionando on ou off-line (com ou 
sem conexão com a internet). Várias empresas já se beneficiaram por eles, como bancos, lojas (apps de 
e-commerce) e plataformas de redes sociais (Facebook, Twitter, WhatsApp, etc.). É possível criar aplicativos 
para as mais diversas ações de marketing.
Exemplo: OLX | Zumbi (campanha de lançamento do aplicativo da OLX) .MOBILE TELEVISION
OU
TELEVISÃO MÓVEL
Consiste em qualquer tecnologia capaz de fazer com que o usuário assista televisão por meio de um 
dispositivo mobile (TV aberta, paga ou móvel web).
Um exemplo de TV móvel web é a campanha “Caminhar com Gigantes” da marca Johnnie Walker Black 
Label, que foi veiculada na Tim TV e apresenta diversos filmes de aproximadamente 4 minutos com per-
sonalidades sendo entrevistadas por Lorena Calábria .
GLOBAL POSITIONING 
SYSTEM (GPS)
É um sistema de satélite que fornece a localização confiável de dispositivos receptores do sistema. É 
composto por três partes: a espacial, a de controle e a do usuário. As partes espaciais e de controle são 
operadas por satélite, e a parte do usuário é o dispositivo receptor, que calcula a sua localização tridimen-
sional (latitude, longitude e altitude) associada ao tempo, por meio dos sinais que recebe dos satélites.
Muito usado para vigilância, mapeamentos, navegação, geo-tagging (coordenadas de localização a ob-
jetos digitais, como fotografias, etc.), telefonia celular, rastreamento de objetos, recreação e arte etc. 
Existem aplicativos mobile, como o Waze, por exemplo, que utilizam as coordenadas provindas do GPS 
do aparelho celular do usuário e mostra locais físicos (lojas, por exemplo) que estão próximas de sua lo-
calização. Um exemplo de ação de marketing usando GPS é a campanha que o Spoleto (rede de culinária 
italiana) fez utilizando o Foursquare. Nessa ação, os clientes que frequentam os restaurantes registram 
suas visitas por meio do Foursquare e os que adquirem stratus de “majors” de cada filial do restaurante 
recebem brindes, como pratos gratuitos.
Exemplo: Primeira premiação do Mayor do Spoleto – Foursquare .
https://roupanovaral.wordpress.com/2009/09/23/qual-e-a-maior-torcida-do-rio-grande-do-sul/
https://www.youtube.com/watch?v=zeql1IJrzfg
https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=ElAuufg63zI&feature=emb_logo
https://www.youtube.com/watch?v=ZFI1yDZ1aUE
10
Ma
rk
et
in
g 
Di
gi
ta
l 
| 
2ᵃ
 e
di
çã
o 
— 
Mó
du
lo
 #
3
Atualmente as redes sociais são uma das formas 
de comunicação que mais crescem e difundem-se 
globalmente, modificando comportamentos e re-
lacionamentos. Consistem em estruturas sociais 
que existem desde a antiguidade e vêm se tornan-
do mais abrangentes e complexas devido à evolu-
ção da tecnologia de comunicação e informação.
Redes sociais têm a ver com pessoas, relaciona-
mento entre pessoas, e não com tecnologia e com-
putadores. Tem a ver com o uso da tecnologia em 
benefício do relacionamento social. A essência 
dessas redes sociais está na comunicação. Logo, 
as tecnologias podem ser consideradas catalisa-
dores que facilitam as interações e o compartilha-
mento comunicacional.
Uma rede social pode ser definida como uma es-
trutura social formada por indivíduos (ou em-
presas), chamados de nós, que são ligados (co-
nectados) por um ou mais tipos específicos de 
interdependência, como amizade, parentesco, 
proximidade/afinidade, trocas financeiras, ódios/
antipatias, relações sexuais, relacionamento de 
crenças, relacionamento de conhecimento, rela-
cionamento de prestígio.
Temos e vivenciamos o comportamento de redes 
sociais dentro e fora do mundo on-line. Na inter-
net existem milhares de sites desse tipo, os quais 
conectam pessoas e interesses dos mais diversos 
tipos. Para ver uma lista atualizada de sites ativos 
de redes sociais compilados, basta acessar a lista 
associada na Wikipédia .
Nota-se que da mesma forma que as pessoas par-
ticipam de diversos grupos sociais no mundo off-
-line, também tendem a participar de mais de um 
site de redes sociais on-line. É absolutamente nor-
mal uma pessoa ter uma conta no Facebook, no 
Instagram, no Twitter e no LinkedIn, por exemplo. 
Cada uma dessas redes terão uma finalidade dife-
rente e geram o que chamamos de Capital Social. 
Capital Social é o valor que cada indivíduo adqui-
re por meio das redes sociais a que pertence, os 
quais podem gerar visibilidade, reputação, popu-
laridade e autoridade. 
É importante conhecer os diversos tipos de capi-
tais sociais em uma rede, pois constituem elemen-
tos importantes para traçar estratégias nessas 
redes. Os sistemas de monitoramento em redes 
sociais tentam mensurar da melhor forma possível 
as influências e tipos de capitais sociais dentro de 
uma rede para detectar possíveis oportunidades 
e ameaças e traçar estratégias apropriadamente.
Existe uma confusão entre de termos entre Redes 
Sociais e Mídias Sociais. Vamos entendê-los:
 ■ Redes Sociais relacionam-se a pessoas co-
nectadas em função de um interesse em co-
mum.
 ■ Mídias Sociais são associadas com os conte-
údos (textos, imagens, vídeos, etc.) gerados e 
compartilhados pelas pessoas nas redes so-
ciais.
Nenhum dos dois termos tem a ver com tecnolo-
gia, mas sim com pessoas e conexões humanas. A 
tecnologia apenas facilita e favorece a interação 
das pessoas e a criação e compartilhamento de 
conteúdos.
Sites de redes sociais como Facebook e Twitter, 
por exemplo, são plataformas que possibilitam, fa-
cilitam e potencializam a conexão de pessoas com 
outras pessoas, ampliando o alcance das redes so-
ciais pessoais, e ferramentas de armazenamento 
e compartilhamento que alavancam o volume de 
mídias sociais criadas por elas.
Assim, um site de redes sociais on-line é apenas 
uma plataforma tecnológica que favorece a atua-
ção das pessoas para interagir e compartilhar con-
teúdos em suas redes sociais.
Principais sites de redes sociais
Facebook: no Brasil é a rede mais popular e in-
fluente dos últimos anos. Utilizada por milhares 
de usuários cadastrados e conectados, conta com 
diversos recursos que os usuários podem usar 
para compartilhar informações e se relacionarem. 
Vejamos os principais: (a) perfil de usuário: permi-
te que o usuário forneça seus dados e caracterís-
ticas, fotografias, vídeos e outras informações que 
podem ser compartilhadas com outros usuários 
com um vínculo comum, chamados de amigos; (b) 
fanpage: são os perfis utilizados por empresas. 
Nesses perfis é importante que se gerem conte-
údos que possam atrair novos clientes, além de 
mostrar dados e informações relevantes sobre 
produtos e serviços e vincular tudo isso a outras 
estratégias de marketing; (c) eventos: são úteis 
para mostrar pessoas interessadas em determi-
nadas ações, como lançamentos, festas ou outros 
eventos elaborados para divulgar alguma coisa. 
Ali, são disponibilizadas informações adicionais e 
se tem uma noção do engajamento dos usuários 
com determinada ação; (d) grupos: servem para 
PLATAFORMAS DE REDES SOCIAIS
https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_social_networking_websites
11
Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing
discutir sobre determinado tema ou informação. 
Pode-se perceber a opinião dos usuários nesses 
grupos sobre produtos, serviços ou ideias.
Twitter: Dinâmico, rápido e sintético. É uma mis-
tura de rede social, blog e ferramenta de comuni-
cação, que permite que os usuários enviem atua-
lizações pessoais sobre onde estão e o que estão 
fazendo. É uma ferramenta interessante para 
divulgar notas sobre lançamentos, comentários 
e respostas rápidas para os consumidores, além 
de permitir aos usuários seguirem as empresas e 
marcas que quiserem com facilidade de acesso via 
web ou mobile. Considerado por muitos usuários 
como uma “segunda tela”, pois ao mesmo tempo 
que acessam outras mídias, geralmente como a 
televisão, também estão, ao mesmo tempo, acom-
panhando as redes sociais e interagindo com o 
conteúdo que se passa na televisão. Um recurso 
importante para as empresas que usam essa rede 
são os recursos de busca, pois a partir deles é pos-
sível monitorar impressões do público em relação 
às marcas e criar traçar estratégias e ações para 
engajar um maior número de pessoas. Uma boa 
maneira de criar esse engajamento é por meio do 
tráfego da informação. Um tweet curto e acom-
panhado de um link direcionado ao Facebook, ou 
uma hashtag (#), podem fazer com que ummaior 
número de pessoas visualize seus posts e intera-
jam com o que está sendo divulgado. 
Instagram: plataforma em constante crescimento 
por ser simples e baseada na divulgação de ima-
gens e vídeos, que permitem a aplicação de fil-
tros que imitam os recursos de fotos das antigas 
máquinas fotográficas instantâneas. O Instagram 
permite a obtenção de retornos rápidos e, por essa 
razão, cada vez mais as empresas utilizam essa 
rede para lançar campanhas com foco em imagem 
e vídeo de qualidade. Conteúdos criativos e com 
público muito bem definidos são indispensáveis 
para ter sucesso nessa rede social. O sucesso no 
Instagram começa com uma página forte no Face-
book. Tendo isso, a integração nas redes será ca-
paz de intensificar as ações de marca promovidas 
aqui. As hashtags (#) vão ajudar a indicar as ten-
dências mais populares e mais usadas no universo 
de sua marca, além de aproximar do público. Uma 
dica é elaborar posts com perguntas direcionadas 
ao público com fotos e vídeos contando a histórias 
sobre a marca. 
Pinterest: funciona com compartilhamento de 
conteúdo, por meio de fotos e vídeos. Os usuários 
possuem perfis e criam quadros (boards) catego-
rizados por assuntos. Nesses quadros, eles colo-
cam suas imagens favoritas com ou sem legendas, 
provenientes de websites, blogs ou de seus com-
putadores pessoais. Essa rede permite que outros 
usuários sigam uns aos outros, sendo uma ótima 
fonte de referências visuais e de divulgações pu-
blicitárias para as marcas, bastando que as empre-
sas criem seus quadros relacionados a temas rele-
vantes do seu universo. Cada um deles pode fazer 
parte de uma, ou mais, categoria que o Pinterest 
oferece (quanto mais categorias, mais chances de 
aparecer nos resultados de busca com maior re-
levância). O visual, as atualizações, as descrições 
dos conteúdos e a criatividade são peças essen-
ciais nesta rede. 
LinkedIn: plataforma com foco no desenvolvimen-
to de redes de networking profissional. Seu uso é 
interessante para as empresas trabalharem o cha-
mado inbound marketing, que são ações baseadas 
na ideia de criação e compartilhamento de conte-
údos voltados para públicos específicos, além de 
encontrarem possíveis profissionais, parceiros e 
clientes para seus negócios. O LinkedIn é formado 
por grupos similares às chamadas comunidades 
provindas do Orkut. Esses grupos geralmente es-
tão relacionados a empresas, escolas, personali-
dades ou a um tema específico para discussão na 
rede. Dentro do grupo você encontra fóruns de 
discussão, notícias e empregos. Você pode partici-
par de um grupo ou criar o seu próprio, convidan-
do pessoas de sua rede para participar.
YouTube: Em constante expansão, os canais do 
YouTube podem ser vinculados a outras platafor-
mas de redes sociais, auxiliando na disseminação 
e divulgação de campanhas publicitárias. Nessa 
plataforma é possível criar e publicar vídeos em 
canais e grupos. O canal consiste em uma página 
que você pode criar no YouTube para guardar seus 
vídeos, ajudando na divulgação da empresa ou dos 
vídeos em si. É como se fosse seu site dentro do 
YouTube. Já o grupo é uma espécie de comunida-
de de vídeos. Com ele você pode agrupar seus ví-
deos e de outras pessoas em torno de um tema em 
comum. O grupo é muito útil se você é daqueles 
que deseja criar promoções, podendo ser um con-
curso de vídeos, ou se deseja criar uma comunida-
de que reúna várias pessoas que têm vídeos de um 
mesmo assunto. Hoje, essa plataforma é umas das 
mais importantes em termos de audiovisual na in-
ternet e permite a veiculação de comerciais que 
são transmitidos antes de um determinado vídeo 
escolhido pelo usuário.
WhatsApp: é um aplicativo multiplataforma de 
mensagens instantâneas e chamadas de voz para 
smartphones gratuito. Além de mensagens de 
texto e áudio criptografadas, os usuários podem 
enviar imagens, vídeos e documentos em PDF, 
compartilhar sua localização com outros usuários, 
12
Ma
rk
et
in
g 
Di
gi
ta
l 
| 
2ᵃ
 e
di
çã
o 
— 
Mó
du
lo
 #
3
além de fazer ligações grátis por meio de uma conexão 
com a internet (por voz e vídeo). Surgiu como uma alter-
nativa para as mensagens por SMS (tecnologia mobile) e, 
em 2014, foi adquirido pelo Facebook. O WhatsApp per-
mite a comunicação entre usuários em qualquer lugar do 
mundo, tendo hoje mais de 1 bilhão de usuários em mais 
de 180 países. Muitos acreditam que este app é uma 
tecnologia mobile. Mas a verdade é que o WhatsApp 
permite a interação entre usuários, formando uma rede 
social, ajudando estes na construção de vínculos e con-
cretização de objetivos específicos. Outra característica 
que o torna uma rede social são os grupos, que conectam 
pessoas em torno de um determinado assunto/tema .
TikTok: quando surgiu era chamado de Musical.ly. É um 
dos apps de redes sociais mais populares da atualidade, 
permitindo a gravação de vídeos curtos com duração de 
15 a 60 segundos, geralmente com dublagens musicais, 
danças, clipes ou cenas de humor. O app de rede social 
permite que os usuários sigam os perfis uns dos outros, 
curtam, compartilhem e comentem publicações. Para 
acessar o TikTok pode-se usar e-mail ou dados do Fa-
cebook, Google ou Twitter. Para interagir dentro desta 
rede social, o usuário tem à sua disposição um extenso 
catálogo do próprio app, composto de músicas nacionais 
e internacionais organizadas em categorias e gênero. Ao 
visualizar um vídeo publicado por um amigo, o TikTok 
mostra ao usuário o nome do artista e da música usada 
naquela dublagem para que também se tenha acesso a 
ela. Ao gravar um vídeo ou enviar um arquivo da galeria, 
pode-se mixar o volume do som ambiente e da faixa es-
colhida para criar a sonoridade ideal. Dentre os recursos 
disponíveis no app, há também efeitos de gravação, que 
disponibiliza filtros faciais, filtros de ambiente e adesi-
vos temáticos. (FERNANDES, 2018).
SnapChat: permite a criação de mensagens (vídeo ou 
imagem) que se autodestroem depois de visualizadas 
por determinados usuários, os chamados snaps. Esse 
recurso é interessante para criação de teasers, que são 
pequenos vídeos de prévia sobre determinado tema, de 
campanhas em que o foco seja despertar a curiosidade 
do público, permitindo a aplicação de filtros, legendas, 
stickers (adesivos), geofiltros (filtro geográfico/GPS) e 
rabiscos (trechos de textos que podem ser inseridos nos 
posts). Os stories, por sua vez, são capazes de criar ima-
gens e vídeos em sequência para que se envie a uma de-
terminada mini-timeline vinculada ao perfil de um usu-
ário do SnapChat, ficando disponível para visualização 
durante 24h, após o que se autodestrói, assim como os 
snaps. Engajamento é a palavra de ordem dessa rede so-
cial, pois ela abre possibilidades para ampliar as funcio-
nalidades de um produto, explorar a cultura do local ou 
ampliar as possibilidades de um serviço, sempre em for-
mato de imagem. Basta que se saiba mapear os interes-
ses das estratégias de marketing e transformar tudo isso 
em conteúdo para outras plataformas de redes sociais.
O lado obscuro do 
TikTok, a rede social 
chinesa dos vídeos curtos
por: Jaime Santirso — El País Brasil 
Quando clicamos, a tela do celular se 
transforma numa sucessão intermi-
nável de vídeos, a maioria com me-
nos de 15 segundos. O aplicativo se 
chama TikTok, e é provável que você 
seja um dos 500 milhões de usuá-
rios — mais que os do Twitter e do 
Snapchat, pouco menos que a soma 
de ambos – espalhados no mundo 
inteiro. Em 2019, o app se tornou 
um fenômeno global. É a primeira 
plataforma chinesa a conseguir a fa-
çanha, outro sintoma da vertiginosa 
velocidade da inovação tecnológica 
no gigante asiático. Além do sucesso, 
porém, sua nacionalidade começa a 
despertar vozes preocupadas com a 
segurança dos dados e a liberdade de 
conteúdo.
Só no ano passado, o TikTok foi bai-
xado mais de 750 milhões de vezes, 
segundo dados da firma de consul-
toria Sensor Tower. Foram várias de-
zenas de milhões de downloads a 
mais do que Facebook, Instagram, 
YouTubee Snapchat obtiveram no 
mesmo período. O app está disponí-
vel em 150 países e 75 idiomas. Na 
Índia, seu principal mercado, quase 
um terço da população já baixou. A 
mesma porcentagem se aplica aos 
Estados Unidos. Desses 500 milhões 
de usuários, cuja média de idade va-
ria entre 16 e 24 anos, 90% visitam a 
rede social mais de uma vez por dia 
durante cerca de 52 minutos. O que 
equivale a um bilhão de vídeos vistos 
a cada 24 horas.
Tudo isso transformou o TikTok 
numa máquina de fazer dinheiro: a 
mesma agência estima que sua re-
ceita anual aumentou 521%. Só é 
possível recorrer a dados de tercei-
ros, pois a empresa “não divulga suas 
cifras comerciais”. A publicidade é 
a base de seu modelo de negócios. 
“Um esquema complicado”, diz Jef-
frey Towson, professor do MBA da 
Universidade de Pequim, “porque, 
para obter lucros, é preciso ter um 
https://medium.com/publicitariossc/whatsapp-pode-ser-considerado-uma-rede-social-22a7ed09483a
https://brasil.elpais.com/tecnologia/2020-01-19/o-lado-escuro-do-tiktok-a-rede-social-chinesa-dos-videos-curtos.html
13
Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing
volume enorme de tráfego, bilhões de visitas.” O Tik-
Tok tem.
O auge da plataforma mostra a pujança tecnológica 
do país asiático. “Toda a inovação no negócio do con-
sumo vem da China, não do Vale do Silício. Quase 10 
anos depois da morte de Steve Jobs, a única coisa que 
a Apple pode oferecer são seus AirPods: fones de ou-
vido! Enquanto isso, o grande projeto de futuro do 
Facebook é uma plataforma de pagamento digital, 
algo que a Ant Financial [filial da Alibaba, proprietá-
ria do AliPay] já faz há anos”, diz Towson. “Aqui, por 
outro lado, aparecem novos apps todo mês. Se você 
examinar quais são os 100 mais baixados no Google 
Play da Índia, por exemplo, pelo menos 40 são chine-
ses. O TikTok é só o primeiro a ganhar a atenção do 
Ocidente.” Jeongwen Chiang, professor de marketing 
da Escola de Negócios Internacionais China-Europa 
(CEIBS), não tem dúvidas: “A China é, de longe, o país 
mais avançado em questões digitais.”
O sucesso do TikTok fez da ByteDance, a empresa cria-
dora, uma das startups mais atrativas do mundo: sua 
última rodada de financiamento, realizada em agosto 
de 2018, elevou seu valor a 67 bilhões de euros (308 
bilhões de reais). Os últimos rumores falam de uma 
possível abertura de capital em Hong Kong no pri-
meiro trimestre deste ano. A ByteDance iniciou sua 
trajetória com um agregador de notícias, a platafor-
ma Jinri Toutiao, que usava inteligência artificial para 
adaptar seu conteúdo aos usuários. Mas seu diretor-
-geral, Zhang Yiming, logo reorientou seus interesses. 
“No setor de conteúdo, o texto e as fotos evoluíram 
em direção ao vídeo. Cada vez é maior o conteúdo 
gerado pelos próprios usuários”, declarava na época. 
Com essa ideia em mente, em 2016 Yiming lançou o 
Douyin, um aplicativo de vídeos curtos que alcançou 
100 milhões de usuários em menos de um ano.
E, menos de um ano mais tarde, a ByteDance com-
prou, por um bilhão de dólares (4,2 bilhões de reais), 
o Musical.ly, um app parecido e muito popular entre 
os adolescentes dos EUA. Na opinião de Chiang, esse 
movimento foi essencial. “Embora ambas fossem em-
presas chinesas com um produto similar, o Musical.ly 
tinha sido muito bem recebido no exterior, ao passo 
que o Douyin dominava o mercado doméstico”, afir-
ma. Dessa sinergia nasceu o TikTok.
Mas o Douyin não desapareceu. TikTok e Douyin, pla-
taformas similares, convivem – somando um bilhão 
de usuários – de forma paralela. O primeiro só é aces-
sado no exterior. E o segundo dentro da China, para 
cumprir com a política de censura imposta pelo Parti-
do Comunista. Esse vínculo é fonte de muitas preocu-
pações, relacionadas com a segurança dos dados dos 
usuários e com a liberdade de expressão.
Em dezembro passado, o Exército dos EUA proibiu 
seus soldados de terem conta no app, argumentando que 
seu uso poderia representar uma ameaça para a segu-
rança nacional. Os senadores Tom Cotton e Chuck Sum-
mer chamaram os serviços de inteligência para avaliar a 
atividade do TikTok, alegando que poderia ser obrigado 
a “apoiar e colaborar com operações de inteligência con-
troladas pelo Partido”, já que “as empresas chinesas não 
têm meios legais para rechaçar as demandas do Governo.” 
A ByteDance respondeu com um comunicado, afirmando 
que seus servidores ficam nos países onde o app está dis-
ponível. Os diretores da empresa, porém, negaram-se a 
comparecer perante uma comissão do Congresso encar-
regada de examinar os vínculos da indústria de tecnologia 
com a China.
As suspeitas têm fundamento, a julgar pelos preceden-
tes: neste mesmo ano, o TikTok pagou uma multa de 5,7 
milhões de dólares (24 milhões de reais) por captar, de 
maneira ilegal, dados pessoais de menores em sua plata-
forma. Além disso, numa carta aberta publicada em 2018, 
seu diretor-geral se comprometeu a “aprofundar a coo-
peração” com o Partido Comunista de modo a promover 
suas políticas. O app teve que lidar com vetos temporá-
rios na Índia, Indonésia e Bangladesh.
Um segundo motivo de desconfiança é a política que o 
TikTok aplica à gestão do conteúdo. O aplicativo bloqueou 
vídeos que denunciavam a violação de direitos humanos 
na China, em particular com relação à situação da etnia 
uigur na província de Xinjiang, onde mais de um milhão de 
pessoas são vítimas de encarceramento maciço. É muito 
conhecido o caso de Feroza Aziz, uma adolescente norte-
-americana cuja conta foi bloqueada em novembro após 
compartilhar um vídeo sobre o tema, que se fazia passar 
por um tutorial de maquiagem e que logo viralizou. A pla-
taforma alegou depois que teria se tratado de um erro hu-
mano relacionado com uma publicação anterior.
“A fortaleza desse tipo de rede social é que é muito sim-
ples escalar os conteúdos porque são criados pelos pró-
prios usuários. Mas isso gera um problema de supervisão”, 
afirma Towson. “Porque, se não existe um controle sobre 
esses conteúdos, a qualidade diminuirá e os usuários aca-
barão indo embora.” Essa intervenção é particularmente 
difícil quando o conteúdo é formado por vídeos “porque, 
diferentemente do texto, os algoritmos não podem ope-
rar de maneira autônoma.”
A chave, em sua opinião, está na linha tênue que sepa-
ra precaução de censura. “O Twitter faz isso, o YouTube 
também: todos fazem. A questão é se o usuário confia na 
pessoa que faz. Se você almeja ser uma empresa inter-
nacional que supervisiona conteúdos pelo mundo todo, 
deve sair de seu escritório, tornar-se conhecido e ganhar 
a confiança das pessoas. O maior problema do TikTok é, 
em última instância, a transparência.” Na tela de 500 mi-
lhões de telefones, enquanto isso, os vídeos curtos conti-
nuam sendo reproduzidos.
14
Ma
rk
et
in
g 
Di
gi
ta
l 
| 
2ᵃ
 e
di
çã
o 
— 
Mó
du
lo
 #
3
No meio digital as buscas são realizadas por meio 
das chamadas search engines, conhecidas como 
“mecanismos de busca” ou “buscadores”. Consis-
tem em sistemas de recuperação de informações 
que tem por finalidade específica auxiliar na busca 
de informações armazenadas em ambientes com-
putacionais.
O “Yahoo!” foi o primeiro mecanismo de busca na 
web, após ele, muitos outros apareceram e desa-
pareceram até o reinado do “Google”, lançado em 
1998 e considerado o maior, mais conhecido e 
mais utilizado na web.
As pessoas utilizam esses buscadores para encon-
trarem informações sobre os mais diversos temas, 
a popularização de redes sociais e a tecnologia 
mobile, permitiram que houvesse um crescimento 
ainda maior em relação ao uso dos buscadores.
Os mecanismos de busca funcionam por meio de 
algoritmos que determinam, dentro de uma base 
indexável, quem ou quais websites e documen-
tos podem ou não ser adicionados a essa base. Os 
critérios de filtragem visam a alcançar relevância 
máxima para o usuário nos resultados que serão 
entregues a cada busca, ou seja, procuram evitar 
spam nas bases de dados e objetivam fornecer a 
melhor resposta para a busca do usuário.Porém, 
ainda assim, quem determina o que deve ou não 
ser apresentado são os buscadores. Ademais, eles 
possuem o poder de “apagar” ou “eliminar” e o po-
der de “controlar” ou “filtrar” todos os resultados 
que consumimos.
O Google Custom Search Engines (CSE) permite a 
criação de metabuscadores com base no banco de 
dados do Google, mas enfocando sites específicos. 
Essa plataforma permite, entre outras coisas, criar 
um site de busca personalizado com o logo e o vi-
sual da empresa, fazendo as buscas apenas no site 
da empresa, por meio do mecanismo de busca do 
próprio Google por trás.
Existe também os mecanismos de busca universal 
que misturam uma lista de notícias, imagens, víde-
os, locais e livros, além de outros itens. O Google 
incorporou esse sistema de busca em seu algo-
ritmo em 2008, o que permite, por exemplo, que 
vídeos do YouTube apareçam como resultado nas 
pesquisas dos usuários. 
Hoje, a nova tendência está na busca semântica, 
que envolve desde a busca por palavras—chave 
que remetem a imagens, voz e música, busca den-
tro das redes sociais etc. A busca semântica con-
siste em processo para melhorar as buscas on-line 
usando dados de redes semânticas para eliminar 
ambiguidades nos termos de busca e textos na 
web a gerar resultados mais relevantes.
Essa tendência visa mudar por completo o modo 
como os resultados de busca é produzido e apre-
sentado, o que afeta de forma profunda as estra-
tégias de Search Engine Marketing (hoje baseadas 
em palavras-chave) e no futuro terão que se base-
ar em significados, na semântica.
Assista à discussão sobre a Era da Busca . 
PLATAFORMAS DE BUSCA
https://www.martha.com.br/a-era-da-busca/
15
Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing
Constituem plataformas já conhecidas no am-
biente off-line, mas que vêm ganhando impulso no 
ambiente digital on-line, são elas: displays, games 
e conteúdos de entretenimento.
Displays digitais on-line
São umas das mais antigas práticas no ambiente 
digital, os banners e pop-ups. As estratégias que 
os envolvem buscam a simples exibição de men-
sagens para conscientização ou reforço de marca 
até ações mais ativas, e interativas, de compra. Di-
versos recursos podem ser incorporados a esses 
displays, como a realidade aumentada, os QRCo-
des, etc.
 ■ Exemplo: Banner digital de divulgação da se-
gunda temporada da série “Narcos” da Netflix 
(veja abaixo). 
Há muitos formatos de display disponíveis. No 
site de ads do portal da Globo, por exemplo, você 
pode consultar vários deles .
Entretenimento
Se utiliza da divulgação de marcas por meio da 
inserção de mensagens em seus conteúdos. Essa 
prática é chamada de Branded entertainment e vem 
aparecendo de diversas formas:
a. Brandend Content consiste em um modo não 
tradicional de se fazer comunicação. Ela exis-
te quando se combina conteúdos de interesse 
do público por meio de ferramentas de ativa-
ção que têm como objetivo gerar fortaleci-
mento de marca, aumento de resultado e en-
cantamento. O branded content se relaciona a 
estratégias e táticas de brand activation, de co-
municação 360°, de marketing promocional, 
cultural, esportivo, de incentivo, entre outros.
b. Advertainment consiste na criação de conteú-
do próprio de entretenimento que alavanque 
a marca ou produto, de forma que a marca/
produto faça parte dele, se confundindo com 
o próprio conteúdo . 
c. Product Placement (ou merchandising) é a in-
serção de produtos adequadamente no enre-
do ou narrativa do entretenimento de forma 
a alavancá-los. Como vimos no filme “Nau-
frágio”, quando o personagem de Tom Hanks 
aparece manipulando caixas da FedEx .
As estratégias de entretenimento podem assumir 
muitas formas e se apropriar de qualquer tipo de 
conteúdo de entretenimento, seja vídeos, fotos, 
jogos, podcasts, eventos, etc., o objetivo sempre 
será promover a marca de forma relevante e im-
pactante com o público.
 ■ Exemplo: BMW “The Hire” .
 ■ Exemplo: Divulgação da segunda temporada 
da série de “Narcos”, da Netflix, na página ofi-
cial do Facebook da série .
OUTRAS PLATAFORMAS DIGITAIS: 
DISPLAYS E ENTRETENIMENTO
http://s.glbimg.com/pv/an/media/manual/2018/03/26/Manual-Formatos-Midiais-Digitais-TVGlobo-v1.7.0_1.pdf
https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/sandra-turchi/7051/advertainment-usa-entretenimento-para-divulgar-marcas.html
https://www.iocomunica.com/product-placement-propaganda-que-nao-escapa-dos-seus-olhos/
http://www.flatout.com.br/the-hire-a-incrivel-serie-de-acao-da-bmw-esta-de-volta-e-ja-tem-um-novo-trailer/
https://www.facebook.com/NarcosBrasil/?fref=ts
16
Ma
rk
et
in
g 
Di
gi
ta
l 
| 
2ᵃ
 e
di
çã
o 
— 
Mó
du
lo
 #
3
Uma vez que temos a proliferação e difusão das 
plataformas e mídias digitais que se misturam 
às plataformas e mídias tradicionais, observamos 
a presença de dois fenômenos importantes que 
passaram a ocorrer de forma intensa, são elas:
Crossmídia (ou transmídia)
Consiste no uso integrado das mídias, de forma 
que uma história ou mensagem ultrapasse os li-
mites de um único meio. Seria uma espécie de su-
porte colaborativo de diversas mídias integrando 
essa única história, ou tema, na qual a narrativa 
direcionará o receptor de um meio para um pró-
ximo, conforme a força de cada meio para o diálo-
go. As características da transmídia requerem que 
mais de uma mídia seja envolvida para dar suporte 
a mensagem/história/objetivo e a distribuição ou 
suporte da mensagem/história/objetivo intencio-
nalmente se estenda por essas diferentes mídias.
 ■ Exemplo: o Matrix é um dos maiores exem-
plos transmidíacos, sendo inicialmente uma 
história em quadrinhos, depois virou nove 
filmes de animação, chamados de Animatrix, 
depois virou uma web serie, depois teve três 
filmes e, por último, virou game. 
Com esse exemplo observamos que cada uma 
dessas peças não são umas iguais as outras, elas 
funcionam de formas diferentes por causa das di-
versas plataformas utilizadas. Ou seja, os conteú-
dos são diferentes em função dessas plataformas. 
Mas, no geral, elas consistem no universo Matrix, 
que é bem mais amplo.
Logo, a transmídia deve pensar nos detalhes dos 
conteúdos de acordo com cada uma das platafor-
mas que serão utilizadas. No momento em que 
TRANSMÍDIA E 
CONVERGÊNCIA
17
Transmídia e Convergência
esse conteúdo transmite uma história, temos a 
chamada transmídia storytelling. Ou seja, a me-
lhor forma de contar uma história em relação a 
um produto, ou marca, fazendo uso de multiplata-
formas.
 ■ Exemplo: Campanha “Emotigums” da Chi-
clets .
Convergência
Consiste no processo contrário à transmídia. Na 
convergência, as tecnologias que eram usadas 
separadas (como voz, vídeo, dados, etc.) passam 
a compartilhar o mesmo meio e interagem umas 
com as outras com sinergia, criando novas funcio-
nalidades. A convergência, então, pode ser defini-
da como uma interligação da computação e outras 
tecnologias da informação, conteúdo de mídia e 
redes de comunicação que emergiram como o re-
sultado da evolução e popularização da internet 
e das atividades, produtos e serviços que emergi-
ram no espaço da mídia digital.
 ■ Exemplo: o Smartphone é um exemplo de 
convergência, pois possui diversos recursos 
provenientes de outras tecnologias como da 
máquina fotográfica, filmadora, calculado-
ra, agenda, relógio, telefone, etc. O próprio 
Netflix também se utiliza de tecnologias de 
convergência, pois seus conteúdos podem ser 
vistos na televisão, no computador, no aplica-
tivo do smartphone ou tablet.
Logo, a tendência é de que cada vez mais a propa-
ganda e a comunicação de marcas e produtos se 
transformem em conteúdos relevantes para atrair 
o público e fazê-lo criar experiência com o que 
está sendo anunciado. Por isso, o próximo volume 
dessa revista apresentará a discussão sobre estra-
tégias para o planejamento digital de marketing.
Bons estudos e até lá!
http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2012/04/25/chiclets-lan-a-campanha-transmidia.html
REFERÊNCIAS
GABRIEL, Martha. Marketing naera digital. 1a ed. São Paulo: 
Novatec, 2010. 
FERNANDES, Rodrigo. O que é TikTok? Conheça o app mais 
baixado que Instagram e Facebook nos EUA. Website Tech 
Tudo. Disponível em: . Acesso em dez. 
2018.
TORRES, Cláudio. A bíblia do marketing digital: tudo que você 
queria saber sobre marketing e publicidade na internet e não ti-
nha a quem perguntar. São Paulo: Novatec, 2009.
ROCHA, Angela da; FERREIRA, Jorge Brantes; SILVA, Jorge Fer-
reira da. Administração de marketing conceitos, estratégias, 
aplicações. São Paulo: Atlas, 2013.
TURCHI, Sandra R. Estratégias de marketing digital e e-com-
merce. São Paulo: Atlas, 2012.
MARKETING
Digital
	Plataformas e Tecnologias Digitais de Marketing
	Páginas Digitais
	Realidade aumentada e realidade virtual
	Tecnologia Mobile
	Plataformas de Redes Sociais
	Plataformas de Busca
	Outras plataformas digitais: displays e entretenimento
	Transmídia e Convergência

Mais conteúdos dessa disciplina