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FACULDADE ESTACIO 
DIREITO 
 
 
 
. 
JOAO CARLOS DE CARVALHO ALVES 
 
 
 
 
 
 
INCIDENCIA DE TRIBUTAÇÃO EM COOPERATIVAS 
 
 
 
 
BACHAREAL EM DIREITO 
 
 
 
 
ARACAJU 
2023 
2 
 
 
Bacharel de Ciencias contabeis pela Faculdade de Negocio de Sergipe (FANESE) , Bacharelando 
em Direito pela Faculdade Estacio: joaocarlos_contador@hotmail.com 
 
FACULDADE ESTACIO 
DIREITO 
 
 
 
. 
JOAO CARLOS DE CARVALHO ALVES 
 
 
 
 
 
 
INCIDENCIA DE TRIBUTAÇÃO EM COOPERATIVAS 
 
A dissertação apresentada a banca 
examinadora faz parte da exigencia da 
Faculdade Estacio Aracaju, para 
obenção do Titulo de Bacharel em 
Direito 
 
 
 
 
ARACAJU 
2023 
 
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Bacharel de Ciencias contabeis pela Faculdade de Negocio de Sergipe (FANESE) , Bacharelando 
em Direito pela Faculdade Estacio: joaocarlos_contador@hotmail.com 
 
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RESUMO. O presente artigo aborda sobre o tema de extrema importancia para as 
cooperativas, e o movimento de cooperativimos, e tem por objetivo a abragencia 
da aplicabilidade das isençoes tributarias concedidas pela constituição Federal, 
especificamente as sociedade cooperativas. Para isso, portanto, foi necessarios 
pelas conceituções dos temas, verificar aspectos juridicos relavantes de cada um, 
pesquisar e linha de interpretação que os tribunais superiores adotam, estudar a 
isonomia de cada ramos da cooperativas em casos particulares, e denifir diretrizes 
que deve ser tomadas na luz da legislação e jurisprudencia. nesse ato, o estudo em 
questao se nota uma especial relevancia para aqueles que de alguma forma 
participam do dia dia das cooperativas, na outra ponta os entres fiscalizadores 
tributarios que ocupam a interpretação da lei que criou as cooperativas, e a falta 
de regulamentação tributaria para mesmas. Longe de desimir todas as duvidas, 
mas trazer para reflexao ate onde é alcance da isenção tributario tao divulgadas na 
leis que criou as cooperativas, ate aonde vai a entendimento de ato cooperado e 
nao cooperado. Alem de se qustionar se ela faz parte do grupo de terceiro setor, e 
considerada sem fins lucrativo, alem de envolver Legislação Federal, Estadual e 
Municipal. Porque diversos sao a duvidas juridicias, que inclusive gera 
instabilidade no setor, levando ate um falta de juriprudencia sobre o tema, nos 
restanto somente teses, do que é a favor e contra a isenção tributaria. 
 
Palavras-chave: Isenção tributaria, Sociedade cooperativa, atos cooperados e nao cooperados e seu 
alcançe. 
 
 
 
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SUMÁRIO. 
1- INTRODUÇÃO. 
2- CONCEITOS DE COOPERATIVAS. 
2,1. Definição de Cooperativas. 
2,2. Caracteristica de Cooperativas. 
2,3. Tipos de Cooperativas. 
2,3.1 – Cooperativa de Trabalho 
2,3.2 – Cooperativa de Consumo 
2,3.3 - Cooperativa de Credito 
2,3.4 – Cooperativa Agropecuaria 
2,3.5 – Cooperative de Saude 
2.3.6 – Coopertiva Habitacionais 
2.3.7 – Cooperativa Educacionais. 
3- REGIME TRIBUTARIO DAS COOPERATIVAS. 
3,1. Isenção de impostos. 
3,2. Tributos incidentes sobre as cooperativas. 
3.3 Diferenciação entre Diversos tipos de Cooperativas. 
4- CRITERIOS JURIDICOS DA COBRANÇAS DE TRIBUTOS 
4,1 Qual o entendimento da justiça sobre a Cobranças dos imposto. 
5- BENEFICIOS FISCAIS PARA COOPERATIVAS. 
6- ATOS COOPERADO E ATO NAO COOPERADOS 
6,1. – Ato Cooperado. 
6,2. _ Ato nao cooperado 
7- IMPORTANCIA ATO COOPERADOS X ATO NAO COOPERADOS. 
8- IMPORTANCIA DA DETERMINAÇAO DO QUE É ATO COOPERADOS E NAO 
COOPERADO. 
9- CONCLUSAO 
 
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1. Introdução 
 
 As cooperativas têm uma importância significativa como forma de organização 
econômica e social, desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento local 
e regional. Essas organizações são caracterizadas pela união voluntária de pessoas 
com interesses comuns, que se associam visando benefícios mútuos. A natureza 
jurídica das cooperativas é baseada na ideia de associação, em que os membros 
participam ativamente das decisões e do funcionamento da cooperativa. Dessa forma, 
a participação democrática dos membros é uma das características distintivas dessas 
organizações (BITU, 2016). 
 Além disso, as cooperativas se diferenciam das demais empresas por sua forma 
específica de distribuição dos resultados. Enquanto nas empresas tradicionais os 
lucros são distribuídos entre os acionistas de acordo com a quantidade de ações 
detidas, nas cooperativas a distribuição é proporcional à participação de cada membro 
nas atividades da organização. Essa divisão equitativa dos resultados reforça o caráter 
solidário e colaborativo das cooperativas (BECHO, 2022). 
 No entanto, apesar das particularidades das cooperativas, elas também estão 
sujeitas à incidência de tributação. Diversos impostos e contribuições podem ser 
aplicados às atividades dessas organizações, tais como: IRRP, CSLL, IPI, PIS, 
COFINS, INSS, ICMS e ISS. A tributação em cooperativas possui suas próprias 
especificidades e normas que regem esse setor (GIROTTO, 2019). 
 A legislação brasileira estabelece normas específicas para a tributação em 
cooperativas, como a Lei nº 5.764/1971 e a Lei Complementar nº 130/2009. Essas leis 
definem os critérios e as condições para a concessão de benefícios fiscais às 
cooperativas, visando estimular o desenvolvimento dessas organizações. Dessa 
forma, as cooperativas podem usufruir de incentivos como isenção ou redução de 
impostos em determinadas situações (RUSCHMANN, 2017). 
 No entanto, apesar dos benefícios fiscais concedidos às cooperativas, elas 
também enfrentam desafios relacionados à tributação. Um dos principais desafios é a 
complexidade do sistema tributário brasileiro, que muitas vezes dificulta o 
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cumprimento das obrigações fiscais por parte das cooperativas. Além disso, a 
interpretação e aplicação das normas específicas para esse setor também podem ser 
um obstáculo, exigindo um conhecimento detalhado da legislação tributária (COSTA, 
2019). 
 Portanto, este subcapítulo tem como objetivo introduzir o tema da incidência de 
tributação em cooperativas, destacando a importância dessas organizações para o 
desenvolvimento local e regional. Serão abordadas a natureza jurídica das 
cooperativas, suas características distintivas em relação às demais empresas, os 
diferentes impostos e contribuições que podem incidir sobre elas, bem como as 
normas específicas que regem esse setor. Além disso, serão discutidos os benefícios 
fiscais concedidos às cooperativas e os desafios enfrentados por elas em relação à 
tributação (COSTA, 2022). 
 
2. Conceito de cooperativas 
 
 As cooperativas desempenham um papel fundamental como forma de 
organização econômica e social, contribuindo para o desenvolvimento local e regional. 
Essas organizações são caracterizadas pela união voluntária de pessoas com 
interesses comuns, que se unem para alcançar objetivos econômicos e sociais por 
meio da cooperação mútua. Além disso, as cooperativas promovem a participação 
ativa dos membros na gestão democrática, garantindo que todas as decisões sejam 
tomadas de forma coletiva e igualitária (COSTA, 2022). 
 Uma das características mais marcantes das cooperativas é a adesão 
voluntária, ou seja, os indivíduos têm liberdade para ingressar ou sair da organização 
a qualquer momento. Além disso, as cooperativas são regidas pelo princípio da gestão 
democrática, onde cada membro tem direito a um voto nas decisões importantes da 
organização, independentementeem: . Acesso em: 
.COSTA, R. H. Curso de direito tributário. 2022. Disponível em: 
https://books.google.com/books?hl=en&lr=&id=sshUEAAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT3&dq
=INCIDENCIA+DE+TRIBUTA%C3%87%C3%83O+EM+COOPERATIVAS+na+DIREI
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TO+TRIBUTARIO&ots=xHWZ9y0du2&sig=ZXiQPFUfsQpFGaeq3Kxqo3fbaO0>. 
Acesso em: . 
GIROTTO, MC. Tributação de sociedades cooperativas agropecuárias. 2019. 
Disponível em: . Acesso em: . 
MARQUES, L. S. Análise dos impactos tributários sobre o resultado das cooperativas 
de crédito em comparação aos resultados dos bancos comerciais. 2018. Disponível 
em: . Acesso em: . 
MOREIRA, A. M. O ato cooperativo e a incidência da contribuição ao PIS/PASEP e 
COFINS: interpretação da expressão ato cooperativo do art. 70 da... Revista de Direito 
Econômico e Tributário, v. 12, n. 1, p. 123-145, 2021. Disponível em: 
. Acesso em: 
MOREIRA, A. M.; CARNEIRO, F. L. O ato cooperativo e a incidência da contribuição 
ao PIS/PASEP e COFINS: interpretação da expressão ato cooperativo do art. 70 da... 
Revista de Direito Internacional Econômico e Tributário, [S.l.], v. 12, n. 1, p. 1-20, 2021. 
Disponível em: . 
Acesso em: . 
RODRIGUES, G. I. O adequado tratamento tributário do ato cooperativo das 
cooperativas de crédito. 2023. Disponível em: 
. Acesso em: . 
RUSCHMANN, AWF. A imunidade tributária do Serviço Nacional de Aprendizagem do 
Cooperativismo–SESCOOP. Paraná Cooperativo, [S.l.], v. 16, n. 16, p. 70, 2017. Disponível em: 
. Acesso em: . 
(https://www.conjur.com.br/2023-set-15/betina-grupenmacher-cooperativas-reforma-
tributaria/ 
(https://www.conjur.com.br/2014-nov-06/incide-pis-cofins-receita-cooperativasdecide-
stf/decide-stf/ 
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Bacharel de Ciencias contabeis pela Faculdade de Negocio de Sergipe (FANESE) , Bacharelando 
em Direito pela Faculdade Estacio: joaocarlos_contador@hotmail.comdo seu capital investido. Essa forma de governança 
garante que todos os membros tenham voz ativa no processo decisório 
(RUSCHMANN, 2017). 
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 Outra característica importante das cooperativas é a participação econômica 
dos membros. Diferentemente das empresas tradicionais, onde o lucro é distribuído 
entre os acionistas de acordo com sua participação no capital social, nas cooperativas 
o excedente financeiro é distribuído entre os membros de forma proporcional à sua 
participação nas atividades da cooperativa. Isso significa que todos os membros têm 
igualdade de oportunidades para usufruir dos benefícios econômicos gerados pela 
organização (COSTA, 2019). 
 Existem diferentes tipos de cooperativas, cada uma com suas particularidades 
e áreas de atuação específicas. As cooperativas de produção são formadas por 
produtores que se unem para melhorar a eficiência e a competitividade de suas 
atividades, compartilhando recursos e conhecimentos. Já as cooperativas de consumo 
têm como objetivo principal fornecer bens e serviços aos seus membros, garantindo 
preços mais acessíveis e qualidade superior. As cooperativas de crédito oferecem 
serviços financeiros aos seus membros, como empréstimos e investimentos, com 
taxas de juros mais baixas do que as instituições financeiras tradicionais. 
(RODRIGUES, 2023). As cooperativas de Trabalho, coloca e recolocar profissionais 
no mercado, atraves da inclusao social e objetivo principal e a busca por sobras que 
beneficiara principalmente os associados (COTS, m. e. Riego) 
 As cooperativas também podem usufruir de benefícios fiscais concedidos pelo 
governo com o intuito de estimular seu crescimento e fortalecimento. Esses benefícios 
podem incluir isenção ou redução de impostos em determinadas situações, como a 
isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de insumos para 
produção ou a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e 
Serviços (ICMS) na venda dos produtos cooperativos (MOREIRA, 2021). 
 No entanto, apesar dos benefícios fiscais concedidos às cooperativas, ainda há 
incidência de tributação sobre essas organizações. Os principais impostos que podem 
ser aplicados às cooperativas são o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Programa de Integração Social 
(PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), Imposto 
Produtos Industrializados (IPI) , Imposto sobore bens e Serviços (ICMS, imposto sobre 
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serviços (ISS) e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A incidência de 
tributação em cooperativas tem sido objeto de discussões e debates, com argumentos 
favoráveis à manutenção dos benefícios fiscais e aqueles que defendem uma maior 
igualdade na carga tributária entre empresas cooperativas e empresas tradicionais. Os 
defensores dos benefícios fiscais argumentam que as cooperativas têm um papel 
social importante, promovendo a inclusão econômica e social de seus membros, além 
de contribuírem para o desenvolvimento local e regional. Por outro lado, há quem 
defenda que as cooperativas devem ser tratadas da mesma forma que as empresas 
tradicionais, pagando os mesmos impostos (MARQUES, 2018). 
 Para equilibrar a incidência de tributação em cooperativas, algumas soluções 
têm sido propostas. Uma delas é a revisão da legislação tributária específica para esse 
tipo de organização, buscando estabelecer critérios mais justos e transparentes na 
aplicação dos impostos. Além disso, é necessário promover um debate amplo e 
democrático sobre o tema, envolvendo representantes das cooperativas, do governo 
e da sociedade civil, a fim de encontrar soluções que atendam aos interesses de todas 
as partes envolvidas (GIROTTO, 2019). 
 
2.1 Definição de cooperativas 
 
 As cooperativas são formas de organização econômica e social que 
desempenham um papel fundamental no desenvolvimento local e regional. Sua 
importância reside na capacidade de promover a participação ativa dos membros da 
comunidade, estimulando o empreendedorismo, a solidariedade e a cooperação. Ao 
contrário das empresas tradicionais, as cooperativas têm como objetivo principal 
atender às necessidades e interesses dos seus associados, ao invés de buscar o lucro 
máximo. Dessa forma, elas contribuem para a redução das desigualdades sociais e 
para o fortalecimento da economia local (BECHO, 2022). 
 Uma das características principais das cooperativas é a adesão voluntária e 
aberta. Isso significa que qualquer pessoa pode se associar, desde que esteja disposta 
a cumprir com as obrigações estabelecidas pelo estatuto da cooperativa. Além disso, 
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as decisões são tomadas de forma democrática pelos membros, que possuem igual 
poder de voto, independentemente do capital investido. Outra característica importante 
é a distribuição equitativa dos resultados obtidos pela cooperativa. Ao invés de serem 
distribuídos com base na participação no capital social, os resultados são divididos 
proporcionalmente à participação de cada membro nas atividades da cooperativa 
(COSTA, 2022). 
 Existem diferentes tipos de cooperativas, cada uma com suas particularidades 
e objetivos específicos. As cooperativas de consumo têm como finalidade principal 
fornecer bens ou serviços aos seus associados, visando garantir melhores condições 
de compra e consumo. Já as cooperativas de produção são formadas por produtores 
que se unem para melhorar sua competitividade no mercado, compartilhando recursos 
e conhecimentos técnicos. As cooperativas de crédito, por sua vez, têm como objetivo 
oferecer serviços financeiros aos seus associados, como empréstimos e 
investimentos. (MOREIRA, CARNEIRO, 2021). As cooperativas de Trabalho, coloca e 
recolocar profissionais no mercado, atraves da inclusao social e objetivo principal e a 
busca por sobras que beneficiara principalmente os associados ( COTS, m. e. Riego). 
 
 O cooperativismo marcou a Revolução industrial, iniciada na ingaterra na 
sgunda metade do seculo XVII, a mecanização e a reooganização dos meios de 
produção, causando grande impacto na sociedade época que, ate entao, se utilizava 
do artesanato e de precária forma de manfatura como geradores de produtos. 
 
 No Brasil, as cooperativas são regulamentadas pela Lei nº 5.764/1971 e suas 
alterações posteriors, e começou a ter amparo legal em 1890 com programação de 
dois Decretos. Decreto 796 – chamado de Sociedade cooperative Militar do Brasil, que 
mais nada era do uma associação militar organizada, como socidade autonoma, como 
tambem o decreto 869 que autorizou a ornanização da companhia Cooperativa de 
consume domestica e Agricola. Essa legislação estabelece as normas gerais para o 
funcionamento das cooperativas, definindo os direitos e deveres dos associados, os 
critérios para a constituição e dissolução dessas organizações, entre outros aspectos 
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relevantes. Além disso, existem leis específicas que regulam cada tipo de cooperativa, 
como a Lei nº 9.867/1999 para as cooperativas de crédito e a Lei nº 12.690/2012 para 
as cooperativas de trabalho (MARQUES, 2018). 
 As cooperativas no Brasil também contam com benefícios fiscais que visam 
estimular o seu desenvolvimento. Uma das principais vantagens é a isençãode 
impostos sobre os resultados distribuídos aos cooperados. Isso significa que os 
valores repassados aos membros da cooperativa não estão sujeitos à tributação, o 
que representa uma redução significativa na carga fiscal dessas organizações. Além 
disso, as cooperativas também podem se beneficiar de outras isenções e incentivos 
fiscais previstos na legislação brasileira (COSTA, 2019). 
 A incidência de tributação nas cooperativas tem sido objeto de intensas 
discussões no Brasil. Enquanto alguns defendem a manutenção dos benefícios fiscais, 
argumentando que eles são essenciais para a sobrevivência e o crescimento dessas 
organizações, outros questionam a justiça e a eficácia desses incentivos. Para os 
críticos, a isenção fiscal das cooperativas pode gerar distorções no mercado, 
favorecendo essas organizações em detrimento das empresas tradicionais. Além 
disso, argumenta-se que as cooperativas devem contribuir de forma equitativa para o 
financiamento do Estado, assim como qualquer outra empresa (BECHO, 2022). 
 Diante das discussões em torno da incidência de tributação nas cooperativas, 
surgem possíveis alternativas para a tributação dessas organizações. Uma delas é 
considerar a natureza jurídica das cooperativas e seus impactos socioeconômicos na 
definição das regras fiscais. Nesse sentido, propõe-se uma análise mais criteriosa dos 
resultados distribuídos aos cooperados, levando em conta não apenas o valor 
absoluto, mas também o contexto em que esses resultados são gerados. Além disso, 
sugere-se a criação de mecanismos de controle e transparência que garantam o uso 
adequado dos benefícios fiscais pelas cooperativas, evitando possíveis abusos ou 
desvios de finalidade (MOREIRA, CARNEIRO, 2021). 
 
2.2 Características das cooperativas 
 
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 As cooperativas são organizações que possuem características distintas e 
fundamentais para o seu funcionamento. Uma dessas características é a adesão 
voluntária, ou seja, qualquer pessoa pode se tornar membro de uma cooperativa, 
independentemente de sua raça, gênero, religião ou classe social. Essa abertura e 
inclusão são essenciais para promover a diversidade e a igualdade dentro da 
organização (BITU, 2016). 
 Outra característica importante das cooperativas é a gestão democrática. Cada 
membro tem direito a um voto nas decisões importantes da organização, garantindo 
que todos tenham voz ativa e participação na tomada de decisões. Essa forma de 
gestão contribui para o fortalecimento da cooperação entre os membros e para o 
desenvolvimento de um ambiente participativo e igualitário (COSTA, 2022). 
 O objetivo principal das cooperativas é satisfazer as necessidades econômicas 
e sociais dos seus membros. Diferentemente de outras organizações, cujo objetivo é 
o lucro, as cooperativas buscam proporcionar benefícios diretos aos seus membros, 
como melhores condições de trabalho, acesso a serviços financeiros ou produtos de 
qualidade a preços mais acessíveis (GIROTTO, 2019). 
 A distribuição dos resultados das cooperativas também é uma característica 
marcante. Os resultados obtidos pela organização são distribuídos de forma equitativa 
entre os membros, levando em consideração sua participação nas atividades da 
cooperativa. Isso significa que aqueles que contribuem mais para o sucesso da 
organização recebem uma parcela maior dos resultados (MOREIRA, 2021). 
 A autonomia e independência das cooperativas em relação ao governo e outras 
instituições externas também são características relevantes. As cooperativas têm 
liberdade para tomar suas próprias decisões e definir suas políticas internas, sem 
interferência externa. Essa autonomia permite que as cooperativas atendam de forma 
mais eficiente às necessidades dos seus membros e se adaptem às mudanças do 
mercado (RUSCHMANN, 2017). 
 A educação e formação contínua dos membros das cooperativas são aspectos 
fundamentais para o seu desenvolvimento. As cooperativas investem na capacitação 
dos seus membros, visando não apenas o aprimoramento das habilidades 
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profissionais, mas também o desenvolvimento pessoal. Através da educação, os 
membros são capacitados para participar ativamente das atividades da cooperativa e 
contribuir para o seu crescimento (RODRIGUES, 2023). 
 
2.3 Tipos de cooperativas. 
2.3.1 – Cooperativas de Trabalho. 
 
 As cooperativas de trabalho são formadas por trabalhadores que se unem para 
realizar uma atividade econômica comum. Nesse tipo de cooperativa, os membros são 
tanto os proprietários quanto os trabalhadores, o que pode gerar benefícios fiscais. 
Essas cooperativas têm como objetivo principal proporcionar aos seus membros 
melhores condições de trabalho e remuneração, além de promover a autogestão e a 
participação democrática na tomada de decisões. Os benefícios fiscais podem incluir 
a isenção de alguns impostos sobre a renda dos trabalhadores cooperados, bem como 
incentivos para investimentos em infraestrutura e capacitação profissional (GIROTTO, 
2019). 
2.3.2 – Cooperativas de Consumo 
As cooperativas de consumo têm como objetivo principal fornecer bens e 
serviços aos seus membros a preços mais baixos do que os praticados pelo mercado. 
Essas cooperativas funcionam como intermediárias entre os produtores ou 
fornecedores e os consumidores finais, eliminando assim os intermediários 
tradicionais e reduzindo custos. Para usufruir dos benefícios fiscais, as cooperativas 
de consumo devem cumprir determinadas condições estabelecidas pela legislação 
tributária, como ter um número mínimo de membros e garantir que a maior parte das 
receitas seja proveniente das atividades voltadas para o consumo dos próprios 
cooperados (BECHO, 2022). 
2.3.3- cooperativas de Credito. 
 As cooperativas de crédito oferecem serviços financeiros aos seus membros, 
como empréstimos e investimentos. Essas cooperativas funcionam como instituições 
financeiras controladas pelos próprios associados, visando atender às suas 
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necessidades financeiras específicas. Os benefícios fiscais concedidos às 
cooperativas de crédito podem incluir a isenção de alguns impostos sobre operações 
financeiras, como IOF e CPMF, além de incentivos para a captação de recursos junto 
aos associados e a concessão de crédito a taxas mais favoráveis (BITU, 2016). 
2.3.4 – Cooperativas Agropecuarias 
 As cooperativas agropecuárias reúnem produtores rurais para realizar 
atividades relacionadas à produção agrícola e pecuária. Essas cooperativas têm como 
objetivo principal promover o desenvolvimento econômico e social dos seus membros, 
por meio da cooperação na produção, comercialização e industrialização dos produtos 
agropecuários. As vantagens tributárias concedidas às cooperativas agropecuárias 
podem incluir a possibilidade de dedução de despesas com insumos agrícolas, como 
sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas, além de incentivos para investimentos 
em tecnologia e infraestrutura (RODRIGUES, 2023). 
 
2.3.5 – Cooperativa de Saude 
 As cooperativas de saúde oferecem serviços médicos e hospitalares aos seus 
membros. Essas cooperativas têm como objetivo principal proporcionar acesso a 
serviços de saúde de qualidade a preços mais acessíveis. Os benefícios fiscais 
concedidos às cooperativas de saúde podem incluir isenções fiscais em relação a 
determinados impostos, como ISS (Imposto sobre Serviços) e ICMS (Imposto sobre 
Circulação de Mercadorias e Serviços), além de incentivospara investimentos em 
equipamentos médicos e capacitação profissional (MOREIRA, CARNEIRO, 2021). 
 
2.3.6 – Cooperativa habitacionais 
 As cooperativas habitacionais têm como objetivo proporcionar moradia aos 
seus membros. Essas cooperativas funcionam como construtoras ou incorporadoras 
imobiliárias controladas pelos próprios associados, visando atender às suas 
necessidades habitacionais específicas. Os benefícios fiscais concedidos às 
cooperativas habitacionais podem estar relacionados à construção e financiamento 
dos imóveis, como a isenção de alguns impostos sobre a venda de unidades 
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habitacionais e incentivos para a captação de recursos junto aos associados (COSTA, 
2019). 
2.3.7 – Cooperativa Educacional 
 As cooperativas educacionais oferecem serviços educacionais aos seus 
membros. Essas cooperativas têm como objetivo principal proporcionar acesso a 
educação de qualidade a preços mais acessíveis. Os benefícios fiscais concedidos às 
cooperativas educacionais podem incluir a isenção de alguns impostos sobre a 
prestação de serviços educacionais, como ISS e ICMS, além de incentivos para 
investimentos em infraestrutura e capacitação pedagógica. Essas cooperativas 
funcionam como escolas ou instituições de ensino controladas pelos próprios 
associados, visando atender às suas necessidades educacionais específicas (COSTA, 
2022). 
 
3. Regime tributário das cooperativas 
 
 O regime tributário das cooperativas desempenha um papel fundamental para 
o funcionamento e desenvolvimento dessas organizações. Isso se deve ao fato de que 
as cooperativas possuem características próprias que as diferenciam das demais 
empresas, como a busca pelo bem-estar dos cooperados e a promoção do 
desenvolvimento econômico e social das comunidades em que estão inseridas. Nesse 
sentido, o regime tributário das cooperativas é essencial para garantir a 
sustentabilidade financeira dessas organizações, permitindo que elas cumpram suas 
finalidades sem serem oneradas por uma carga tributária excessiva (MARQUES, 
2018). 
 Uma das principais características do regime tributário das cooperativas é a 
isenção de alguns impostos. Por exemplo, as cooperativas são isentas do Imposto de 
Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) sobre os resultados decorrentes das atividades próprias 
da cooperativa, desde que esses resultados sejam destinados aos associados. Além 
disso, as cooperativas têm a possibilidade de optar pelo Simples Nacional, um regime 
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simplificado de tributação que engloba diversos impostos em uma única guia de 
pagamento (RUSCHMANN, 2017). 
 Para se enquadrar no regime tributário das cooperativas, é necessário atender 
a alguns critérios estabelecidos pela legislação. Um desses critérios é o número 
mínimo de cooperados, que varia de acordo com o tipo de cooperativa. Além disso, é 
preciso exercer uma atividade principal específica, relacionada à produção, 
distribuição ou consumo de bens ou serviços pelos associados (MARQUES, 2018). 
 Ao comparar o regime tributário das cooperativas com outros regimes, como o 
Lucro Real e o Lucro Presumido, é possível identificar vantagens e desvantagens. 
Uma das principais vantagens é a simplificação do processo de apuração e pagamento 
dos impostos, proporcionada pelo Simples Nacional. Além disso, as cooperativas têm 
uma carga tributária menor em relação aos demais regimes, o que contribui para sua 
competitividade no mercado. No entanto, algumas desvantagens podem ser 
observadas, como a restrição de atividades permitidas no Simples Nacional e a 
limitação na distribuição de resultados aos cooperados (COSTA, 2022). 
 No que diz respeito às obrigações fiscais das cooperativas no regime tributário, 
é necessário realizar a entrega de declarações específicas, como a Declaração de 
Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) e a Declaração de Débitos 
e Créditos Tributários Federais (DCTF), e EFD CONTRIBUIÇÕES. Além disso, as 
cooperativas devem efetuar o pagamento dos impostos devidos dentro dos prazos 
estabelecidos pela legislação (COSTA, 2019). 
 As cooperativas também contam com incentivos fiscais que visam estimular seu 
desenvolvimento. Um exemplo é a ISENÇÃO da alíquota do Imposto de Renda Pessoa 
Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que foram 
debatidos na esfera judicial por anos. Ate o ano de 2004 com IN SRF 390/2004, que 
: (GIROTTO, 2019). 
 
3.1 Isenção de impostos 
 
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 A isenção de impostos é de extrema importância para as cooperativas, uma vez 
que essa medida contribui significativamente para o fortalecimento e desenvolvimento 
dessas organizações. Ao serem isentas de determinados tributos, as cooperativas têm 
a oportunidade de direcionar recursos financeiros para investimentos em 
infraestrutura, capacitação dos cooperados e expansão das atividades econômicas. 
Além disso, a isenção de impostos também proporciona maior competitividade às 
cooperativas, uma vez que elas podem oferecer produtos e serviços com preços mais 
atrativos, resultando em um aumento da demanda e da participação no mercado 
(RODRIGUES, 2023). 
 Para usufruir da isenção de impostos, as cooperativas devem cumprir critérios 
estabelecidos pela legislação. Esses critérios envolvem a necessidade de comprovar 
o caráter associativo e democrático da organização, bem como a realização de 
atividades econômicas voltadas para os seus membros. Além disso, é necessário que 
a cooperativa esteja regularmente constituída e registrada nos órgãos competentes. A 
legislação também estabelece requisitos específicos para cada tipo de tributo que 
pode ser isento, como o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição 
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), exigindo o cumprimento de determinadas 
condições relacionadas à destinação do lucro e ao compartilhamento dos resultados 
entre os cooperados (BITU, 2016). 
 A isenção de impostos impacta financeiramente as cooperativas, uma vez que 
ela representa uma redução significativa nos custos operacionais dessas 
organizações. Com a não incidência de tributos como o IRPJ e a CSLL, PIS, COFINS 
. IPI, ICMS e ISS, as cooperativas têm a possibilidade de destinar uma maior parcela 
dos recursos financeiros para investimentos em melhorias na infraestrutura, 
modernização dos equipamentos e capacitação dos cooperados, como gera mais 
renda e atuar como incentivados dos Mercado interno. Essa redução nos custos 
também permite que as cooperativas ofereçam produtos e serviços com preços mais 
competitivos, o que contribui para o aumento da demanda e a ampliação do mercado 
consumidor (MOREIRA, CARNEIRO, 2021). 
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 A isenção de impostos em cooperativas gera benefícios econômicos e sociais 
significativos. Ao estimular a geração de empregos, as cooperativas contribuem para 
a redução do desemprego e para o desenvolvimento local. Além disso, ao promoverem 
a igualdade social, as cooperativas possibilitam que os seus membros tenham acesso 
a melhores condições de trabalho e renda, fortalecendo assim a inclusão social. A 
isenção de impostos também favorece a sustentabilidade das cooperativas, permitindo 
que elas invistam em projetos sociais e ambientais que beneficiem não apenas os seus 
membros, mas também toda a comunidade ondeestão inseridas (MOREIRA, 2021). 
 No entanto, as cooperativas enfrentam desafios na obtenção da isenção de 
impostos. Questões burocráticas relacionadas à comprovação dos critérios exigidos 
pela legislação podem dificultar o processo de obtenção da isenção. Além disso, é 
necessário um acompanhamento constante das mudanças na legislação tributária, 
uma vez que alterações nas regras podem impactar diretamente na concessão da 
isenção. A falta de conhecimento sobre os requisitos legais também pode ser um 
obstáculo para as cooperativas no momento de solicitar a isenção de impostos 
(RUSCHMANN, 2017). 
 A não obtenção da isenção de impostos pode acarretar consequências 
negativas para as cooperativas. O impacto financeiro decorrente da incidência dos 
tributos pode comprometer as operações dessas organizações, reduzindo a sua 
capacidade de investimento e limitando o seu crescimento. Além disso, a não isenção 
de impostos pode resultar em um aumento dos custos operacionais das cooperativas, 
o que pode levar a um aumento nos preços dos produtos e serviços oferecidos, 
tornando-os menos competitivos no mercado (MOREIRA, CARNEIRO, 2021). 
 Diante desse contexto, é importante discutir possíveis mudanças na legislação 
relacionada à isenção de impostos em cooperativas. Propostas de alteração ou 
atualização das regras vigentes podem contribuir para simplificar os critérios exigidos 
e reduzir a burocracia no processo de obtenção da isenção. Além disso, é fundamental 
que haja uma maior divulgação e orientação por parte dos órgãos competentes sobre 
os requisitos legais para a concessão da isenção, visando facilitar o acesso das 
cooperativas a esse benefício fiscal. Dessa forma, será possível fortalecer ainda mais 
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o papel das cooperativas na economia e na promoção do desenvolvimento sustentável 
(COSTA, 2019). 
 
 ISENÇÃO 
DA CSLL DAS COOPERATIVAS 
A partir de 01.01.2005, as Sociedades Cooperativas que 
obedecerem ao disposto na legislação específica, 
relativamente aos atos cooperativos, ficam isentas da 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL. 
Esta isenção não alcança as sociedades Cooperativas de 
Consumo. 
Observe-se que, em relação aos atos não cooperativos, 
mantém-se a tributação da CSLL. 
Base: artigos 39 e 48 da Lei 10.865/2004. 
ATÉ 2004 
Anteriormente à edição da Lei 10.865/2004 não existia, 
na legislação, expressa previsão para as Cooperativas 
excluírem, na apuração da base de cálculo da contribuição 
social sobre o lucro, o resultado decorrente de operações 
cooperativadas. 
A CSRF decidiu, conforme o Acórdão 01-02.580 (DOU 
06.08.1999) que o resultado positivo obtido pelas 
Cooperativas nas operações realizadas com seus 
associados não integrava a base de cálculo da 
Contribuição Social, nestes termos: 
COOPERATIVA – CONTRIBUIÇÃO SOCIAL – ATOS 
COM COOPERADOS - Não estão sujeitos os resultados 
dos negócios com cooperados, porque estes não são 
considerados lucros e sim sobras. Por unanimidade de 
votos, NEGAR provimento ao recurso. Recurso negado. 
(CSRF – Ac. 01-02.580 – 1ª T. – Rel. Celso Alves Feitosa 
– DOU 06.08.1999 – p. 11) 
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A 1a Câmara de Contribuintes também tem decidido 
favoravelmente á não tributação das sobras decorrentes 
de atos cooperativos. Eis o teor de algumas decisões: 
OPERAÇÕES COM COOPERADOS – INEXISTÊNCIA 
DE LUCRO – INTELIGÊNCIA DO ART. 195, I, DA CF, 
E DOS ARTS. 1° e 2° DA LEI 7689/88 – LANÇAMENTO 
IMPROCEDENTE – Nas operações com associados, em 
razão da própria natureza das sociedades cooperativas 
e, também, por expressa definição legal, não se aufere 
lucros, não sendo cabível pois, a incidência da 
contribuição social sobre o lucro. Recurso provido. (1º 
CC – Ac. 107-03.813 – 7ª C – DO 10.02.98, p. 31). 
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO – 
SOCIEDADES COOPERATIVAS – As sobras apuradas 
pelas Sociedades Cooperativas, resultado este obtido 
através de atos cooperados não é considerado lucro. 
Ante a inexistência de lucros, não deverá ser cobrada a 
Contribuição Social sobre o Lucro, pela inexistência da 
sua base de cálculo. (1º CC – Ac. 108-04.516 – 8ª C – 
Rel. Maria do Carmo Soares Rodrigues de Carvalho – 
DO 26.05.98, p. 31). 
CSSL – CONTRIBUIÇÃO SOCIAL – 
SOCIEDADES COOPERATIVAS – BASE DE 
CÁLCULO – O resultado positivo obtido pelas 
Sociedades cooperativas nas operações realizadas com 
seus associados, os chamados atos cooperados, não 
integra a base de cálculo da Contribuição Social. 
Recurso provido. (1º CC – Ac. 104-15.533 – 4ª C – DO 
17.06.98, p. 22). 
Entretanto, apesar dos julgamentos acima, a IN SRF 
390/2004, em seu artigo 6, dispunha: 
Art. 6º As sociedades Cooperativas calcularão a CSLL 
sobre o resultado do período de apuração, decorrente de 
operações com cooperados ou com não-cooperados. 
 
 Recentemente, houve mudanças na legislação que afetam o regime tributário 
das cooperativas. Uma dessas mudanças foi a inclusão da atividade rural no Simples 
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Nacional, o que possibilitou que cooperativas agrícolas e agroindustriais se 
beneficiassem desse regime simplificado de tributação. Essa alteração ampliou as 
possibilidades de enquadramento das cooperativas no Simples Nacional, 
proporcionando mais opções para essas organizações no momento de escolher seu 
regime tributário (BECHO, 2022). 
 
 
3.2 Tributos incidentes sobre as cooperativas 
 
 A natureza jurídica das cooperativas exerce uma influência significativa na 
incidência de tributação sobre essas organizações. As cooperativas são entidades 
sem fins lucrativos, formadas por pessoas que se unem voluntariamente para atender 
às suas necessidades econômicas, sociais e culturais comuns. Essa característica faz 
com que as cooperativas sejam tratadas de forma diferenciada em relação às 
empresas tradicionais no que diz respeito à tributação. (RODRIGUES, 2023). 
 Dentre os principais tributos incidentes sobre as cooperativas, destacam-se o 
Imposto de Renda (IR), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social 
(COFINS), Programa de Integração Social, uma contribuição tributária de 
caráter social, ( PIS). O IR é um imposto federal que incide sobre o lucro das 
cooperativas, sendo calculado com base em alíquotas progressivas. Já a COFINS é 
uma contribuição destinada ao financiamento da seguridade social, sendo calculada 
sobre a receita bruta das cooperativas (MARQUES, 2018), ja o PIS que tem como 
objetivo financiar o pagamento do seguro-desemprego, abono e participação na 
receita dos órgãos e entidades, tanto para os trabalhadores de empresas públicas, 
como privada , este no ambito Federal, ainda tem o ISS – Imposto sobre Serviços – 
nivl municipal, e ICMS – Imposto sbore bem e serviços – Estadual. 
 No que se refere à tributação das cooperativas em relação às empresas 
tradicionais, é importante destacar os benefícios fiscais específicos para esse tipo de 
organização. As cooperativas podem usufruir de isenções e reduções de impostos em 
determinadas situações, como por exemplo, no caso do IR e da CSLL, que depois de 
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varias batalhas judiciais, foi passificada com a Acórdão 01-02.580 (DOU 06.08.1999) 
quando destinam seus resultados para fundos de reserva ou para programas de 
assistência técnica e educacional aos associados (BECHO, 2022). 
 O planejamento tributário é fundamental paraas cooperativas visando 
minimizar a carga tributária e garantir sua sustentabilidade financeira. Por meio do 
planejamento tributário, as cooperativas podem identificar oportunidades de redução 
de impostos, como a utilização de incentivos fiscais específicos para o setor 
cooperativista, bem como a adoção de regimes especiais de tributação que sejam mais 
favoráveis às suas atividades (BITU, 2016). 
 No entanto, as cooperativas enfrentam desafios na área tributária, como a 
complexidade das normas e a falta de entendimento por parte dos órgãos 
fiscalizadores. A legislação tributária brasileira é conhecida por sua complexidade e 
constantes alterações, o que dificulta o cumprimento das obrigações fiscais pelas 
cooperativas. Além disso, muitas vezes os órgãos fiscalizadores não possuem um 
conhecimento adequado sobre as particularidades do setor cooperativista, o que pode 
gerar interpretações equivocadas e autuações indevidas (MOREIRA, 2021). 
 Para reduzir a carga tributária das cooperativas, é possível utilizar incentivos 
fiscais específicos para o setor, como por exemplo, a possibilidade de dedução do IR 
e da CSLL dos valores destinados aos fundos de reserva e programas de assistência 
técnica e educacional. Além disso, existem regimes especiais de tributação que podem 
ser adotados pelas cooperativas, como o Simples Nacional ou o Regime Especial 
Tributário das Cooperativas (RET), que oferecem alíquotas reduzidas e simplificação 
no cumprimento das obrigações fiscais (GIROTTO, 2019). 
 
3.3 Diferenciação entre diversos tipos de cooperativas: 
 
 As cooperativas que utilizam de insumos para poder exercer duas atividade, 
hoje já consegue com aval da orgãos fiscalizadores, que seja abatido aquilo que tem 
de adquirir, para pode gerar a sua renda na sua base de calculo. Exemplo as 
cooperativas agricula, tem de comprar insumos, como adulbo, inseticidas, sementes e 
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outras. O de que trabalha com trasnporte de carga, que tem conbustiveis, pneus e 
outros, (MOREIRA, 2021). 
 Por outro lado, as cooperativas de trabalho e saude têm como finalidade 
principal a prestação de serviços atraves de seus membros. Nesse tipo de cooperativa, 
os associados são também os proprietários dos meios de produção e participam 
ativamente das atividades produtivas e sua mao de obra, é o insumo necessario e é 
essencial para o sucesso da cooperativa, que busca alcançar eficiência econômica e 
melhorar as condições de trabalho dos associados, esta hoje nao tem nenhum isenção 
por parte da Receita Federal. (MOREIRA, CARNEIRO, 2021). 
 A diferenciação entre cooperativas de consumo e de produção é fundamental 
para fins tributários, uma vez que cada tipo de cooperativa pode estar sujeito a regras 
diferentes de incidência de tributos. A legislação brasileira estabelece critérios 
específicos para distinguir esses dois tipos de cooperativas, levando em consideração 
aspectos como o objeto social da cooperativa, forma de admissão dos membros e a 
distribuição dos resultados (MARQUES, 2018). 
 No que diz respeito à legislação brasileira, alguns critérios são utilizados para 
diferenciar as cooperativas de consumo das cooperativas de produção. O objeto social 
da cooperativa é um desses critérios, sendo que as cooperativas de consumo têm 
como objetivo principal fornecer bens e serviços aos seus membros, enquanto as 
cooperativas de produção têm como finalidade a produção de bens ou a prestação de 
serviços para seus membros. Além disso, forma de admissão dos membros também 
é levada em consideração, uma vez que nas cooperativas de consumo qualquer 
pessoa pode se associar, enquanto nas cooperativas de produção apenas aqueles 
que participam da atividade produtiva podem se tornar membros. (COSTA, 2019). 
 No caso das cooperativas de consumo, é importante considerar a incidência do 
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), uma vez que essas 
cooperativas podem ser equiparadas a estabelecimentos comerciais para fins 
tributários. Isso significa que as operações realizadas pelas cooperativas de consumo 
podem estar sujeitas à incidência desse imposto, o que pode impactar 
significativamente sua carga tributária (RUSCHMANN, 2017). 
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 Por outro lado, as operações realizadas pelas cooperativas de produção não 
estão sujeitas à incidência do ICMS. Isso ocorre porque essas operações são 
consideradas internas à própria cooperativa, não havendo transferência de 
propriedade dos bens ou serviços produzidos para terceiros. Dessa forma, as 
cooperativas de produção têm uma vantagem tributária em relação às cooperativas de 
consumo nesse aspecto específico (COSTA, 2022). 
 A correta classificação das cooperativas como sendo de consumo ou produção 
é fundamental para evitar autuações fiscais e garantir o tratamento tributário 
adequado. A falta de clareza na diferenciação entre esses dois tipos de cooperativas 
pode levar a interpretações equivocadas por parte das autoridades fiscais, resultando 
em autuações e cobranças indevidas de tributos. Portanto, é essencial que as 
cooperativas estejam atentas às características que as distinguem e busquem 
orientação especializada para garantir sua correta classificação e consequente 
tratamento tributário (GIROTTO, 2019). 
 
4. Criterios Juridicos da cobrança dos tributos. 
 
 A compreensão da incidência de tributação em cooperativas é de extrema 
importância para garantir a conformidade fiscal e evitar problemas legais. As 
cooperativas, assim como as demais empresas, estão sujeitas ao pagamento de 
diversos tipos de tributos. Dentre eles, destacam-se o Imposto de Renda, a 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a Contribuição para o 
Financiamento da Seguridade Social (COFINS), O Programa de Integração Social 
(PIS) (BECHO, 2022). 
 A tributação em cooperativas apresenta particularidades que devem ser 
consideradas. Uma delas é a possibilidade de dedução das sobras líquidas destinadas 
ao Fundo de Reserva e ao Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social. Essa 
dedução permite que as cooperativas reduzam sua base de cálculo dos tributos, 
proporcionando um alívio fiscal significativo (BITU, 2016). 
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 Os critérios utilizados para determinar a base de cálculo dos tributos em 
cooperativas também merecem destaque. A receita bruta operacional é um dos 
principais critérios adotados, levando em consideração as vendas realizadas pela 
cooperativa. Além disso, o resultado do exercício também pode ser utilizado como 
base para o cálculo dos tributos (RODRIGUES, 2023). 
 É importante ressaltar que existem casos específicos em que são concedidas 
isenções fiscais às cooperativas. Um exemplo disso são as cooperativas 
agropecuárias, que podem usufruir de benefícios fiscais para incentivar o 
desenvolvimento do setor agrícola (MOREIRA, CARNEIRO, 2021). 
 No entanto, as cooperativas enfrentam desafios na área tributária. A 
complexidade das normas fiscais e a necessidade de um planejamento tributário 
adequado são alguns dos obstáculos enfrentados. É fundamental que as cooperativas 
estejam atualizadas em relação às obrigações fiscais e busquem o auxílio de 
profissionais especializados para garantir a conformidade fiscal (MARQUES, 2018). 
 A não conformidade fiscal em cooperativas pode acarretar em consequências 
graves. Multas, juros e até mesmo a exclusão do regime especial de tributação são 
algumas das penalidades que podem ser aplicadas.Portanto, é imprescindível que as 
cooperativas estejam atentas às suas obrigações fiscais e adotem medidas para evitar 
problemas futuros (BECHO, 2022). 
4.1 – Qual o entendimento da justiça sobre a Cobranças dos imposto 
 Vamos demonstar aqui, as dificuldade do entendimentos do Judiciario para lidar 
com cobranças dos impostos da cooperativa. Citar exemplo claro de falta de 
conhecimento e legislação. Ate junho de 2015, todo contratante de cooperativa pagava 
15% sobre o valor da nota fiscal para o inss, de acordo com lei da Lei 8.212/1991 
(artigo 22, inciso IV) que prevê contribuição previdenciária de 15% incidente sobre o 
valor de serviços prestados por meio de cooperativas de trabalho, com que fazia que 
os cooperados fosse obrigado a recolher 11% para previdencia social. “Supremo 
Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário nº 595.838/SP, no âmbito da sistemática 
do art. 543-B do Código de Processo Civil (CPC), declarou a inconstitucionalidade e rejeitou 
a modulação de efeitos desta decisão do inciso IV, do art. 22, da Lei nº 8.212, de 1991, 
dispositivo este que previa a contribuição previdenciária de 15% sobre as notas fiscais ou 
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faturas de serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho”. 
Com a decisao do Supremo Tribunal Federal, a receita federal editou a ADI RFB n 5 de maio 
de 2015, Art. 1º A alíquota da contribuição previdenciária devida pelo contribuinte individual que 
presta serviço a empresa ou a pessoa física por intermédio de cooperativa de trabalho é de 20% (vinte 
por cento) sobre o salário de contribuição definido pelo inciso III ou sobre a remuneração apurada na 
forma prevista no § 11, ambos do art. 28 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. (Redação dada pelo(a) 
Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 1, de 23 de janeiro de 2017). 
 Na cidade de Aracaju, a prefeitura aprovou a “Lei Complementar nº 87 de 
16/12/2009Art. 1º Os prestadores de serviço enquadrados como cooperativas de 
trabalho passam a ter incidência do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza 
(ISSQN) conforme as disposições previstas nesta lei. 
Parágrafo único. Fica instituído o regime especial de tributação e parcelamento de 
débitos para as cooperativas de trabalho. 
Art. 2º Na determinação da base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer 
Natureza (ISSQN) dos prestadores de serviços de que trata o artigo anterior, serão 
deduzidos, da receita operacional bruta mensal; 
I - Os valores repassados aos associados pelos serviços prestados aos clientes da 
cooperativa de trabalho, decorrentes de ato cooperativo, assim entendido como tal 
aquele praticado entre as cooperativas e seus associados e entre estes e aquelas”. 
 Assim as cooperativas passavam a diminuir da base de calculo do imposto o 
repasse feito aos cooperados, que já pagavam impostos como: ISS de autônomo, 
demosntrando assim bitributação. A cooperativa repasse em media de 80% a 90% da 
receita para os cooperados, ficando assim na cooperativa 20% , em cumprimento a lei 
Municipal a base de cálculos para ISS , seria 20% do total da nota fiscal, mas em 2018 
o governo federal determinou que máximo que a prefeitura poderia permitir de 
abatimento seria de 40%, um Lei Federal se envelvendo numa no imposto municipais. 
Hoje o sistema cooperativista sofre de falta regulamentação dos seus impostos, 
na pratica uns cálculos seu imposto dentro que o sistema permitir , mas nem sempre 
o que permitir é o correto, vamos para pratica. Hoje a cooperativa é obrigada a 
prestador conta dos impostos a receita federal, chamada EFD CONTRIBUIÇOES, 
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ainda a cooperativa coloca o total de faturamento, coloca sua receita mensal, e la 
dentro do sistema podem colocar quando ela tem direito de abater da base de calculo, 
e os imposto são calculados sobre a base de calculo, esta declaração funciona de 
maneira auto declaratória, sem nenhum embasamento jurídico. Hoje todos os imposto 
da cooperativa eu auto declaratório, sem embasamento jurídico, e normatizado por 
instrução Normativa da Receita Federal. 
 
5. Benefícios fiscais para cooperativas 
 
 Os benefícios fiscais concedidos às cooperativas são fundamentais para o seu 
desenvolvimento e competitividade no mercado. Um dos principais benefícios é a 
isenção de imposto de renda sobre as sobras apuradas, o que permite que as 
cooperativas reinvestam esses recursos em suas atividades produtivas e no 
crescimento econômico das comunidades onde estão inseridas. Além disso, as 
cooperativas também usufruem da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos 
Industrializados (IPI) para os produtos comercializados por elas, o que contribui para 
a redução dos custos de produção e aumento da competitividade (COSTA, 2022). 
 Esses benefícios fiscais são essenciais para o fortalecimento das cooperativas, 
pois proporcionam condições favoráveis para o seu crescimento econômico e social. 
Ao estimular a reinvestimento das sobras apuradas, as cooperativas podem expandir 
suas atividades, aumentar a geração de emprego e renda e contribuir para o 
desenvolvimento sustentável das comunidades onde atuam. Além disso, a redução da 
alíquota do IPI possibilita preços mais competitivos aos produtos comercializados 
pelas cooperativas, o que favorece a sua inserção no mercado e amplia as 
oportunidades de negócio (BECHO, 2022). 
 No entanto, é importante ressaltar que a concessão desses benefícios fiscais 
deve ser regulamentada de forma específica, a fim de evitar possíveis abusos ou 
desvios de finalidade. A legislação estabelece critérios claros para que as cooperativas 
possam usufruir desses benefícios, como a obrigatoriedade de serem constituídas por 
pessoas físicas ou jurídicas que exerçam atividades econômicas em comum. Essa 
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regulamentação é fundamental para garantir a correta aplicação dos benefícios fiscais 
e evitar distorções que possam comprometer a efetividade dessas medidas 
(RUSCHMANN, 2017). 
 Os impactos positivos dos benefícios fiscais para as cooperativas vão além do 
âmbito econômico, alcançando também o social. As cooperativas desempenham um 
papel importante na inclusão econômica e social de seus membros, gerando emprego 
e renda nas comunidades onde atuam. Os benefícios fiscais contribuem para 
fortalecer essa função social das cooperativas, ao proporcionar condições favoráveis 
para o seu crescimento e desenvolvimento sustentável (COSTA, 2022). 
 Para garantir a efetividade dos benefícios fiscais concedidos às cooperativas, é 
fundamental que haja transparência na utilização desses recursos. É necessário que 
os recursos sejam direcionados de forma eficiente para o desenvolvimento das 
atividades cooperativistas, evitando desvios ou uso inadequado dos recursos para fins 
particulares. A transparência na gestão dos benefícios fiscais é essencial para manter 
a confiança da sociedade e garantir que essas medidas cumpram o seu propósito de 
fomentar o desenvolvimento das cooperativas (COSTA, 2019). 
 
6 – Ato cooperados e ato nao cooperado. 
6.1 – Ato cooperado 
 O direito do cooperados surge do fato. A partir de determinado fato e 
estabelecida uam relação juidica entre cooperados e sua Sociedade, mas devemos 
nos ater a circunstância de que nem todo fato gera direito. Existem fatos irrelevantes 
para o direito, pois se situam no campo dos acontecimentos naturais, um cooperados 
prestando serviços pela sua cooperative, sem qualquer repercurssaojuridical. 
Ademais, como visto oportunamente, tambem existe aqueles fatos que apesar de 
serem condiçoes de adentrarem na orbita do direito, por nao serem transcrito numa 
linguagem competente, acabam nao produzindo efeito juridico., um taxista de uma 
cooperative levando outro cooperado taxista. 
 Nos termos da teoria da linguagem, o fatos sociais somente repercutem no 
Direito quando efetivamente sao anunciodos por meio de signos, por uma pessoa de 
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direito. No caso do ato cooperado, acontece quando um pessoa que faz parte da 
cooperativa, realize qualquer atividade inerente a missao da Sociedade, acontecendo 
assim um fato juridico dele como cooperado. Pegando por analogia um Pessoa 
Juridica, quando um socio da Empresa recebe dinheiro lucro encima de seu capital 
social, o socio recebe porque ele colocou dinheiro na empresa, e ficando o direito de 
lucro ou sobra ele receber, no caso da cooperative, aquele cooperado que pagou para 
abrir a cooperativa, deixa todos mes parte de sua produção como verba para 
adminsitração e manuntenção da mesma, ele tem direito e receber sobras, todos ato 
dele, é um ato cooperado. 
 A Doutrina de Caio Mario DaSilva Pereira, nos ensina que : 
O fato juridico se biparte em dois fatores 
constitutivos: de um lado , um fato , ou seja uma 
eventualidade de qualquer especie, que se erige 
em causa atuante sobreo direito subjetivo, que 
gerando-o quer modificando-o quer extingui-los 
de outro lado , uma declaração de ordenamento 
juridico, atributiva de efeito, aquele 
acontecimento. 
 
 
 
6.2 – Ato não cooperado. 
 O ato nao cooperative é todos aquele praticado for a do padrao estabecido pela 
legislação em vigor. Entratanto dentro da linha de raciocinio defendida neste trabalho, exemplo 
um cooperative de taxista, fica sem cooperados suficiente para cobrir um contrato e chama 
taxis for a da cooperative para fazer o serviço, este ato e nao cooperado, porque este taxista 
ira nao participa da vida da cooperativa, nem de maneira social, nem financeira, ele vai fazer 
o serviço dele e vai embora. 
 È dificil ficar defedendo a liberalidade dete enunciado prescrio, ao passo da 
Constituição de 1988, posterior á Lei da Geral dos cooperativismo, passou a tartar do assunto 
e de forma mais generosa. A Exegesse constitucional nos permitir afirmar que o ato 
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cooperados extrapola a simples relação bilateral mantia entre o associado e a cooperativa. 
Para que se compreenda o que é ato cooperado e nao cooperado. 
 
 As cooperativas durante todos este anos, nunca houve uma lei regulamento 
sua tributaçao, cada sociedade, em cada regiao, em cada atividade, regulamenta de 
maneira autonoma suas base de calculos, e aonde pode existir a isenção, sempre 
tendo como pensamento primordinal evitar a fugir de quer penalidade do orgao 
fiscalizadores, de maneira indepedente, nem nenhuma garantia juridical. 
 
7 – Importancia ato cooperado x ato nao cooperado. 
 È primordial deixa claro importancia desta destinçao, pois nem a Lei 5761, 
nem a constituiçao Federal de 1988, determina o que ato cooperado e nao cooperado, 
e existe tese, e descisoes juridicas incorpando pelo caminho da isenção de imposto 
do ato Cooperado. Na há duvida de que a opção do legislador brasileiro foi restringi o 
ato cooperado a uma operação exclusivamente interna, praticada entre as pessoas 
vinculadas ao mesmo objeto social da Sociedade cooperative, na condição de 
associado ou cooperative associada. Propugnam alguns que hoje a realidade 
brasileira é esta e nao h´cmo discutir, a nao ser que haja ma modificação na redação 
do artigo 79, da Lei 5764/71. 
“Art. 79. Denominam-se atos cooperativos os praticados 
entre as cooperativas e seus associados, entre estes e 
aquelas e pelas cooperativas entre si quando associados, 
para a consecução dos objetivos sociais. 
Parágrafo único. O ato cooperativo não implica operação 
de mercado, nem contrato de compra e venda de produto 
ou mercadoria. 
 
Não obstante a inexistência de uma lei complementar, tal como anunciado pelo 
artigo 146, III, c da constituição Federal, que terá por finalidade dar um adequado 
tratamento tributário ao ato cooperado, ve-se que há um grande obstéculo ao 
crescimento das cooperativas pela falta de uma definição mais abrangentes sobre o 
ato cooperado. 
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 No brasil as sociedades cooperativas sofrem para se desenvolver não somente 
pela falta de adequado tratamento tributário – mas também pela restrição na definição 
legal do ato cooperativo, onde se fez a escolha da Bilateralidade, levando assim as 
sociedades cooperativas não ser mais desenvolvidas cumprem melhor seu papel 
social. 
8 – Importancia da determinação do que é ato cooperado e não cooperados. 
 No que se não artigo anterior, na determinação do que ato cooperado e não 
cooperados, se pela importância do tema, porque já existe uma tese jurídica e 
setenças judiciais, aonde isenta os impostos dos atos cooperados, mas demonstra 
mais uma fez a falta de conhecimento da justiça sobre o tema. Exemplo disso que 
única setença trbiutaria de impostos de cooperativa que chegou ao Supremo Tribunal 
Federal, contando com morosidade da mesma. 
 
“As cooperativas não são imunes à incidência dos tributos. Assim decidiu o Supremo 
Tribunal Federal, por unanimidade, ao dar provimento a recursos da União relativos à 
tributação de cooperativas pela contribuição ao Programa de Integração Social (PIS) 
e pela Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). 
A União questionava decisões da Justiça Federal que afastaram a incidência dos 
tributos da Unimed de Barra Mansa (RJ) e da Uniway – Cooperativa de Profissionais 
Liberais, em recursos com repercussão geral reconhecida. Segundo o presidente da 
corte, ministro Ricardo Lewandowski, os julgamentos significarão a solução de pelo 
menos 600 processos sobrestados na origem. 
O Plenário do STF afirmou que cooperativas não são imunes à incidência dos tributos, 
e firmou a tese de que incide o PIS sobre atos praticados pelas cooperativas com 
terceiros tomadores de serviços, resguardadas exclusões e deduções previstas em lei. 
O caso da incidência do PIS sobre as receitas das cooperativas foi tratado no Recurso 
Extraordinário (RE) 599.362, de relatoria do ministro Dias Toffoli. No RE, foi analisada 
a revogação da isenção da Cofins e do PIS para os atos cooperados, introduzido pela 
Medida Provisória 1.858/1999. 
Carlos Humberto/SCO/STF 
Tratamento adequado 
O ministro Dias Toffoli (foto) menciona em seu voto o precedente do STF no RE 
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141.800, no qual reconheceu-se que o artigo 146, inciso III, alínea “c”, da Constituição 
Federal não garante imunidade, não incidência ou direito subjetivo à isenção de 
tributos ao ato cooperativo. É assegurado apenas o tratamento tributário adequado, 
de forma que não resulte em tributação mais gravosa do que aquela que incidiria se 
as atividades fossem feitas no mercado. “Não se pode inferir, no que tange ao 
financiamento da seguridade, que tinha o constituinte a intenção de conferir às 
cooperativas tratamento tributário privilegiado”, afirmou. 
No caso das cooperativas de trabalho, ou mais especificamente, no caso de 
cooperativas de serviços profissionais, a operação feita pela cooperativa é de 
captaçãoe contratação de serviços para sua distribuição entre os cooperados. 
Nesse caso da cooperativa recorrida no RE, o ministro também entendeu haver a 
incidência do tributo. “Na operação com terceiros, a cooperativa não surge como mera 
intermediária, mas como entidade autônoma”, afirma. Esse negócio externo pode ser 
objeto de um benefício fiscal, mas suas receitas não estão fora do campo de incidência 
da tributação. 
Como o PIS incide sobre a receita, afastar sua incidência seria equivalente a afirmar 
que as cooperativas não têm receita, o que seria impossível, uma vez que elas têm 
despesas e se dedicam a atividade econômica. “O argumento de que as cooperativas 
não têm faturamento ou receita teria o mesmo resultado prático de se conferir a elas 
imunidade tributária”, afirmou o relator, ministro Dias Toffoli. 
No Recurso Extraordinário (RE) 598.085, de relatoria do ministro Luiz Fux, o tema foi 
a vigência do artigo 6º, inciso I, da Lei Complementar 70/1991, segundo o qual eram 
isentos de contribuição os atos cooperativos das sociedades cooperativas. Segundo o 
voto proferido pelo relator, são legítimas as alterações introduzidas pela Medida 
Provisória 1.858/1999, no ponto em que foi revogada a isenção da Cofins e do PIS 
concedida às sociedades cooperativas. Com informações da Assessoria de Imprensa 
do STF. 
(https://www.conjur.com.br/2014-nov-06/incide-pis-cofins-receita-cooperativasdecide-
stf/decide-stf/ 
9 – Conclusão. 
 
Não é à toa que em 2022 nossos cooperados representavam mais de 10% da 
população brasileira, totalizando 20,5 milhões de pessoas que cooperam para um 
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mundo melhor. O número é 9% maior que no ano anterior, mais uma demonstração 
clara de que a chave do sucesso está na cooperação e na construção conjunta. 
 A importância das cooperativas como forma de organização econômica e social 
é indiscutível. Ao longo dos anos, essas organizações têm desempenhado um papel 
fundamental no desenvolvimento local e regional, promovendo a geração de emprego 
e renda, além de contribuir para a inclusão social e o fortalecimento da economia. As 
cooperativas são capazes de agregar valor aos produtos e serviços oferecidos, ao 
mesmo tempo em que promovem a participação ativa dos associados na tomada de 
decisões e na distribuição dos resultados (COSTA, 2022). 
 No entanto, as cooperativas enfrentam uma série de desafios quando se trata 
da legislação tributária brasileira. A complexidade do sistema fiscal do país muitas 
vezes dificulta a adequação das cooperativas às exigências fiscais, levando-as a 
cometer erros ou até mesmo a pagar impostos indevidamente. Essa situação gera 
insegurança jurídica e aumenta os custos operacionais das cooperativas, prejudicando 
sua capacidade de investimento e crescimento (COSTA, 2019). 
 Existem diferentes regimes de tributação aplicáveis às cooperativas, como o 
Simples Nacional, Lucro Real e Lucro Presumido. Cada um desses regimes possui 
suas vantagens e desvantagens específicas para as cooperativas. O Simples 
Nacional, por exemplo, oferece uma carga tributária menor para as pequenas 
cooperativas, mas pode limitar seu crescimento em função do faturamento máximo 
permitido. Já o Lucro Real exige uma contabilidade mais complexa, mas permite 
deduções maiores e maior flexibilidade na gestão financeira (BECHO, 2022). 
 Diante das dificuldades enfrentadas pelas cooperativas em relação à legislação 
tributária, é fundamental a criação de uma legislação específica para esse tipo de 
organização. Essa legislação deve levar em consideração as particularidades das 
cooperativas e promover uma tributação mais justa e equilibrada. É necessário que 
sejam estabelecidos critérios claros e objetivos para a tributação das cooperativas, 
levando em conta sua finalidade social e seu papel na economia (RUSCHMANN, 
2017). 
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 A carga tributária elevada também impacta negativamente as cooperativas, que 
muitas vezes têm dificuldades em competir com empresas do mesmo setor que pagam 
menos impostos. Isso gera uma concorrência desleal e prejudica o desenvolvimento 
dessas organizações. Além disso, a alta carga tributária reduz a capacidade de 
investimento das cooperativas, limitando sua capacidade de inovação e modernização 
(COSTA, 2022). 
 A educação fiscal é um aspecto fundamental para as cooperativas lidarem com 
as questões tributárias de forma adequada. É necessário que os gestores e 
associados estejam capacitados para compreender as obrigações fiscais, realizar a 
correta apuração dos impostos e cumprir todas as exigências legais. A falta de 
conhecimento nessa área pode levar a erros e penalidades fiscais, comprometendo a 
saúde financeira das cooperativas (GIROTTO, 2019). 
 Com pensamento no Futuro , com reforma tributaria o legislador lembrou a 
cooperativa, e neste sentido , como afirmado merecem destaque as novas regras 
relativas a tributação das sociedades cooperativas, pois esclarecem qual a dimensão 
do regime específico a ser a elas aplicado, as quais, em razão da importância que têm 
para a economia nacional e, principalmente, em face de seus objetivos institucionais, 
justificam a dispensa de um tratamento tributário favorecido [1], 
 Agora, em redação clara e elucidativa, a PEC/45 prevê que o ato cooperativo, 
tal qual descrito no artigo 79 da Lei 5.794/71 (Lei das Cooperativas), caracteriza 
"hipótese de não incidência tributária" [3], portanto, o adequado tratamento tributário 
consiste na não incidência dos novos tributos sobre o ato cooperativo. Caberá, no 
entanto, à lei complementar, regulamentar a referida proposição. 
Efetivamente, o adequado tratamento tributário é, e sempre foi, uma circunstância de 
não incidência, já que as atividades desempenhadas sob o "manto" do ato cooperativo 
não se subsumem às hipóteses de incidência previstas na Constituição Federal, na 
medida em que não objetivam lucro e, portanto, não revelam capacidade contributiva, 
como ocorre de rigor com atividades empresariais. 
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Os atos cooperados são, assim, destituídos de base de cálculo, o que os afasta 
do arquétipo constitucional dos tributos, os quais contemplam, ainda que 
implicitamente, a perspectiva dimensível do critério material das respectivas hipóteses 
de incidência tributária. 
Além dos benefícios próprios do ato cooperativo, outros, previstos para atividades 
empresarias e pessoas naturais, beneficiarão algumas formas de cooperativas, em 
especial aquelas dedicadas à atividade agropecuária, que também poderão se valer 
da não incidência de IPVA sobre aeronaves agrícolas, embarcações destinadas à 
pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência e, ainda, sobre tratores e 
máquinas agrícolas; e da não incidência sobre as operações de exportação, sendo 
assegurado o ressarcimento dos créditos, conforme vier a ser disciplinado por lei 
complementar. 
(https://www.conjur.com.br/2023-set-15/betina-grupenmacher-cooperativas-reforma-
tributaria/ 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BECHO, RL. A tributação das cooperativas na fase atual do direito brasileiro. Direito 
em Movimento, 2022. Disponível em: 
https://ojs.emerj.com.br/index.php/direitoemmovimento/article/view/407>. Acesso em: 
.BITU, E. L. Ato cooperativo e seus reflexos nas cooperativas de produção industrial. 
2016. Disponível em: . Acesso 
em: . 
COSTA, G. S. A tributação das sociedades cooperativas. Revista FESDT, n, 2019. 
Disponível

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