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TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
RESUMO DE 
FISIOENDÓCRINO 
 
Produção: Tainã R. A. Zan – UFPEL ATM 202 
Contribuição de imagens: Antonella C - UFSC 
 Victória KL – UFFSCPA 
Professora: Isabel 
 
Resumo baseado em anotações em aula e nos livros 
 Guyton (12ª edição) 
 Margarida de Melo Aires 
 Netter  
 Berne e Levy 
 
 
É indispensável acompanhamento de livro junto ao resumo! 
Bons Estudos! 
 
 
Às vezes, precisamos de abrir mão do que mais queremos no momento para conseguir o que 
mais queremos na vida. Momentos passam, a vida continua! 
 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
1 - Introdução à Endocrinologia 
 
SISTEMAS QUÍMICOS 
• Neurotransmissores: Liberados por terminais axônicos. Atuam localmente, exercendo 
efeito sobre o neurônio pós-sináptico. 
• Hormônios Endócrinos: São liberados por glândulas ou células especializadas no 
SANGUE! Atuam, portanto, a LONGA distância. 
• Hormônios Neuroendócrinos: Mesmo exemplo acima, porém o hormônio é secretado 
diretamente por um neurônio, e não por glândulas ou outros tipos de células. 
• Parácrinos: A substância química é secretada no Líquido Extracelular, exercendo efeito 
LOCAL, ou seja, nas células vizinhas. 
• Autócrinos: A substância química também é secretada no Líquido Extracelular, porém o 
efeito é realizado sobre a própria célula secretora. 
• Citocinas: São peptídeos liberados no Líquido Extracelular, no entanto podem funcionar 
como hormônios endócrinos, parácrinos ou mesmo autócrinos. Exemplo: Interleucinas, 
Linfocinas (sistema imune). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
Principais glândulas endócrinas do corpo: 
 
Estrutura Química dos Hormônios – Secreção – Ligação ao Receptor: 
 
• Peptídeos ou Polipeptídios: 
São hormônios formados pela junção de aminoácidos. Quando o hormônio possui menos 
de 200 aminoácidos, convencionou-se chamar de peptídeo (por exemplo, o TRH, contém 3 aa); 
quando possuir mais que 200 aa, como o GH, eles são chamados de proteínas ou polipeptídios. 
Sua síntese, do mesmo modo que outras proteínas, ocorre no RER. Geralmente são 
sintetizados como proteínas maiores, os pré-pró-hormônios, que são posteriormente clivados, 
originando pró-hormônio. 
Em seguida, são encaminhados para o Complexo de Golgi, onde são empacotados em 
vesículas. Dentro delas, existem enzimas que clivam esses pró-hormônios em diversos hormônios 
menores. 
A secreção do hormônio ocorre via exocitose (fusão das vesículas com a membrana), 
mediante estímulo químico. 
Os hormônios peptídicos são hidrossolúveis; logo, circulam na corrente sanguínea diluídos 
no plasma. Ao atingir seu tecido-alvo, os hormônios peptídicos se ligam a seus receptores na 
MEMBRANA DA CÉLULA-ALVO. 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
Hormônios peptídicos: TRH, CRH, GHRH, GHIH, GH, ACTH, Prolactina, FSH, LH, 
ADH, Ocitocina, Calcitonina, Insulina, Glucagon, Paratormônio, HCG, entre outros. 
Para facilitar a memorização, são os hormônios secretados pela: Hipófise Anterior e 
Posterior, Pâncreas, Paratireoide e outros. 
 
• Esteroides 
A estrutura química desses hormônios é semelhante à do colesterol, sendo, na maioria 
dos casos, sintetizados a partir do próprio colesterol. 
Esses hormônios, por serem hidrofóbicos, precisam se acoplar a proteínas para 
circular pelo sangue. No entanto, os hormônios ligados a proteínas não conseguem se ligar a 
seu receptor, a fim de exercer seu efeito, estando biologicamente inativos. Assim, a quantidade 
que permanecer ligada a proteínas transportadoras funciona como uma reserva hormonal. Em 
geral, menos de 10% do hormônio consegue se difundir da proteína ligante ao plasma, atuando 
sobre seu receptor. 
Os receptores dos hormônios esteroides, por estes possuírem características lipofílicas e 
poderem se difundir pela membrana, estão DENTRO DA CÉLULA; tanto no citoplasma, quanto 
no núcleo. 
Hormônios esteroides: São os hormônios do córtex das adrenais (cortisol e aldosterona), 
do testículo (testosterona), dos ovários (estrogênios e progesterona), e um hormônio secretado 
pelos rins (1,25-Diidroxicolecalciferol). 
 
• Catecolamínicos 
As catecolaminas são neuro-hormônios da família das aminas biogênicas. 
Sua síntese se dá mediante a conversão do aminoácido Tirosina. 
Tais hormônios são hidrofílicos e possuem seu receptor na membrana das células. 
A medula das adrenais secreta a adrenalina e a noradrenalina. 
A dopamina, o 3º hormônio catecolamínico, é um fator inibidor da prolactina. 
 
Tirosina > l-DOPA > Dopamina > Noradrenalina > Adrenalina 
 
 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
Sistema de Feedback 
 
 Alças longas de feedback, 
nas quais os hormônios 
hipotalâmicos e hipofisários de 
um eixo endócrino são inibidos 
ou estimulados pelo hormônio 
da glândula-alvo. 
 
 Alça curta de feedback, pela 
qual um hormônio da hipófise 
anterior inibe ou estimula a 
liberação do hormônio 
hipotalâmico associado. 
 
 Alça ultracurta de feedback, 
na qual a secreção de um 
hormônio hipotalâmico é inibida 
ou estimulada pelo próprio 
hormônio. 
 
 
1) Negativo: 
Responsável por assegurar o nível apropriado de atividade hormonal no tecido-alvo. Isso 
ocorre porque o hormônio, ou um de seus produtos, exerce um efeito inibidor sobre a glândula 
que está secretando tal hormônio. Portanto, quando o grau de atividade do tecido-alvo se eleva 
até o nível apropriado, os sinais de feedback negativo serão suficientes para lentificar a secreção 
do hormônio. Exemplos: 
 Alças longas de feedback: inibição pela testosterona de GnRH e de LH (e também do 
hormônio folículo estimulante, FSH); Eixo TRH, TSH, T3 e T4. 
 
 
 Alça curta de feedback: inibição do GnRH por LH 
 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
2) Positivo: 
A ação biológica do hormônio causa uma secreção adicional do mesmo, mas há raros 
exemplos de feedback positivo. Tais mecanismos de feedback positivo são, por natureza, 
autolimitantes, como exige a necessidade de homeostase nos sistemas fisiológicos. Um exemplo: 
No fim da fase folicular do ciclo, os níveis de estradiol elevam-se além de um ponto crítico, acima 
do qual ocorre o feedback negativo. A alta concentração de estradiol resulta em um pico da secreção 
hipotalâmica de GnRH e da secreção hipofisária de LH e do hormônio FSH que induz a ovulação 
(”ovocitação”, segundo Minello). A ovulação e a transformação das células foliculares ovarianas em corpo 
lúteo marcam o fim do feedback positivo. 
 
Depuração do Hormônio no Sangue: 
 A depuração do hormônio diz respeito à sua velocidade de remoção do sangue. Os experimentos 
que medem tal efeito utilizam radiomarcadores, visto que os hormônios possuem uma 
concentração extremamente baixa no sangue, na ordem de picogramas. 
Os hormônios são depurados do plasma por vários métodos: destruição metabólica pelo 
tecido, ligação com os tecidos, excreção na bile pelo fígado, excreção na urina pelos rins. 
Os hormônios hidrossolúveis (peptídicos e catecolamínicos) são excretados muito 
rapidamente, em poucos minutos. Já os hidrofóbicos (esteroides) podem ficar na circulação por 
horas. 
 
Detecção dos níveis hormonais no sangue: 
• Radioimunoensaio: Produção de um anticorpo com sítio de ligação para o hormônio 
biológico e para o hormônio sintético, marcado com radioisótopos e inserido na circulação. 
Esses dois hormônios competem pelos sítios de ligação no anticorpo, de modo que quanto 
mais radioisótopo estiver ligado ao anticorpo na análise, menor é a quantidade de 
hormônio biológico circulante. 
• ELISA (Ensaio Imunossorvente Ligado à Enzima). 
 
Mecanismo de ação dos hormônios: 
 
1) Receptores de Membrana 
A ligação do hormônio aos seus receptores, na membrana da célula-alvo,a palavra “síndrome” é utilizada para indicar um exemplo geral de 
hipercortisolismo. 
A causa mais comum é iatrogênica (exógena), sendo etiologias endógenas bastante infrequentes na prática. 
As causas de Cushing endógeno são divididas em dois grandes grupos. As formas ACTH-dependentes que se 
relacionam a doenças do eixo hipotálamo-hipofisário, ou tumores diversos secretantes de ACTH/CRH. E as formas 
ACTH-independentes que ocorrem em consequência a doenças primárias da suprarrenal. 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
ETIOLOGIA 
Excluída a forma iatrogênica, a Doença de Cushing passar a ser a principal etiologia da síndrome de 
Cushing (70% dos casos). O termo “Doença” de Cushing refere-se ao coticotropinoma (adenoma hipofisário 
hipersecretante de ACTH), uma neoplasia na maioria das vezes benigna e de pequenas dimensões (microadenoma, 
isto é, tumor hipofisário 7,5mg/dia. O hormônio exógeno suprime os níveis séricos de 
cortisol, ACTH e CRH – por inibição do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. O uso prolongado resulta em atrofia 
(reversível) da suprarrenal. 
Pseudo-Cushing 
Certas condições, muito frequentes, podem induzir um certo grau de hipercortisolismo (por hipersecreção 
hipotalâmica de CRH) num paciente que há tinha e sinais e sintomas compatíveis com a síndrome de Cushing (ex: 
obesidade, HAS e DM), sem que haja, necessariamente, uma relação entre uma coisa e outra. O aumento do cortisol 
nesses casos não passa de leve a moderado (ex: cortisol livre na urina CLU no máximo 3x o valor de referência). Os 
principais exemplos são: doenças psiquiátricas (depressão, ansiedade, síndrome do pânico, psicose), alcoolismo e 
obesidade (principalmente do tipo central, e também a síndrome dos ovários policísticos). 
 
 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
Doença de Addison 
Ocorre devido à deficiência primária 
(relacionada à glândula) de cortisol, como 
adrenalite autoimune, doenças infecciosas, entre 
outras. 
O tratamento, nesse caso, se dá com 
reposição de corticoides. 
 
O cortisol diminui a sensibilidade da glicose à insulina. 
Observar, todavia, que a responsividade (resposta 
máxima ao hormônio) não é afetada. 
 
 
ALDOSTERONA 
SÍNTESE: 
 Na zona glomerulosa; 
 Também é sintetizada a partir do colesterol. 
 
TRANSPORTE: 
1. 20% Ligado à proteína CBG; 
2. 40% Ligado à albumina; 
3. 40% Livre. 
Metabolizada pelo fígado e excretada pela urina, após filtração renal, do mesmo modo que o cortisol. 
 
: Responsável por 90% da atividade mineralocorticoide. 
1. Aumenta a reabsorção de Na+ 
2. Aumenta a excreção de K+ e H+ na urina 
3. Estimula o funcionamento da ATPase ou Bomba Na+/K+ 
4. A reabsorção de sódio provoca a consequente absorção de água por efeito osmótico de 
hidratação dos íons. 
 
O aumento da pressão arterial provoca o efeito da “Natriurese de Pressão”, que é o 
aumento de excreção de sal e água. Isso é chamado de mecanismo de escape da aldosterona, já 
que normaliza a excreção de sal e água. 
O cortisol, embora seja um glicocorticoide, também auxilia a atividade mineralocorticoide. 
 
MECANISMO CELULAR DE AÇÃO: 
A aldosterona se difunde facilmente para o interior das células epiteliais tubulares. No 
citoplasma dessas células, ela se combina a receptores mineralocorticoides. O complexo 
hormônio-receptor se difunde para o núcleo, induzindo regiões do DNA relacionadas à 
síntese de RNAm envolvidos com o transporte de sódio e potássio. Algumas proteínas traduzidas 
desse RNAm são: adenosina trifosfatase de sódio, que faz parte da bomba de Na+/K+; e proteínas 
que formam canais de sódio, aumentando, assim, a reabsorção de sódio. 
 
 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
Vários estudos demonstram que vários esteroides, incluindo a aldosterona, não possuem 
apenas efeitos genômicos (com latência de 60 a 90 minutos). Eles provavelmente possuem efeitos 
não-genômicos mediadas pela ligação do hormônio esteroide a receptores de membrana 
conjugados a sistemas de segundos-mensageiros. Por exemplo, demonstrou que a aldosterona 
aumenta o AMPc dentro da célula em 2 minutos. 
 
A regulação da aldosterona está intimamente relacionada ao equilíbrio eletrolítico, à 
pressão arterial e à volemia corporal. A regulação da secreção de aldosterona pelas células da 
zona glomerulosa é praticamente independente da regulação do cortisol e dos androgênios, pelas 
zonas fasciculada e reticular. 
 Elevação de K+: Aumenta muito a secreção de aldosterona; 
 Elevação da Angiotensina II: Idem (será visto em seguida); 
 Elevação de Na+: Reduz muito pouco a secreção de aldosterona; 
 O ACTH é necessário para a secreção de aldosterona, porém tem pouco efeito sobre o 
controle da sua secreção. 
 
MECANISMO “RENINA – ANGIOTENSINA– ALDOSTERONA” 
 Estímulos como a diminuição da pressão arterial (hipotensão ocasionada por diminuição 
da volemia, por exemplo), que gera a diminuição da perfusão renal, e a diminuição da 
concentração de sódio circulante provocam a liberação de renina pelas células justaglomerulares 
dos rins, ativando a cascata a seguir: 
 Rim produz Renina 
o Quebra o Angiotensinogênio (produzido pelo fígado) em Angiotensina I 
 Nos pulmões, é transformada em Angiotensina II pela ECA (Enzima Conversora 
de Angiotensina) 
 Efeitos sobre: 
 Vasos: vasoconstrição e aumento da pressão arterial; 
 Rins: como aumenta a aldosterona circulante, a retenção de sal e de líquido também é 
aumentada, resultando em 
1. Excreção do excesso de íons K+ e 
2. Aumentando o volume sanguíneo e pressão arterial, normalizando assim o sistema 
reninaangiotensinaaldosterona SRAA. 
 SNC: sensação de sede, entre outros. 
 
 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO (ADH) OU VASOPRESSINA 
SÍNTESE 
Por ser um hormônio peptídico, é produzido como pré-pró-ADH no corpo celular do 
neurônio hipotalâmico. O principal núcleo produtor de ADH é o Supraóptico. Os axônios de seus 
neurônios vão até a neuro-hipófise, onde liberam os neurotransmissores na circulação local. 
Durante o trajeto axonal, ocorre a maturação dessas substâncias. 
Observação: Além do ADH, a neuro-hipófise secreta a Ocitocina (predominantemente pelo 
núcleo Paraventricular). Esses dois hormônios possuem 9 aminoácidos e são extremamente 
parecidos, diferindo apenas por 2 aminoácidos. 
 
 Ações Renais: Aumenta a reabsorção de água nos túbulos contorcidos distais e no ducto 
coletor que, em situações sem o ADH, não apresentam permeabilidade à agua. 
 ADH-Receptor V2 
 Transdução e ativação da adenilatociclase 
 Aumento de AMPc 
 Fosforilação/Ativação da PKA 
 Promove a fusão de vesículas à membrana desses ductos, incorporando canais de água 
(aquaporinas). Isso aumenta a permeabilidade à água. 
 Aumenta a secreção de ACTH; 
 Estimula a gliconeogênese; outros. 
 
 Diminuição da ingestão de água; 
 Aumento da temperatura, e consequentemente, da sudorese; 
Esses fatores, por aumentarem a perda de água, causam a elevação da pressão osmótica 
do plasma (aumento da osmolaridade). 
Osmorreceptores hipotalâmicos detectam essa perda de água devido à ocorrência de 
deformação celular. Como resposta, ocorre aumento da síntese e secreção de ADH, que exercerá 
seus efeitos: aumentar a permeabilidade à água, reabsorvendo-a em maior quantidade, de modo 
que a diurese (volume de urina) diminui. 
Em suma, independente do mecanismo, os líquidos corporais concentrados estimulam os 
núcleos supraópticos, e os líquidos diluídos os inibem. 
 
Esse mecanismo também desencadeia sensação de sede. 
 Aumento da Angiotensina II. 
 Baixo volume sanguíneo e baixa pressão sanguínea: concentrações elevadas de ADH 
possui efeito vasoconstritor potente sobre as arteríolas, aumentando, assim, a pressão 
arterial. Por essa razão, esse hormônio também é chamado de Vasopressina. 
 
 
 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
DISFUNÇÕES RELACIONADAS AO ADH: 
 Diabetes Insípidos Neurogênico: problema central que causa incapacidade de secretar 
ADH; 
 Diabetes Insípidos Nefrogênico: os receptores renais não respondem ao ADH; 
 Secreções inapropriadas de ADH: são as mais variadas, como os tumores, por exemplo, 
que podem causar secreção exagerada de ADH. 
 
Peptídeo Atrial Natriurético (Atrial Natriuretic Peptide - ANP) 
Opõe-se aos efeitos da aldosterona. É liberado em casos de aumento de pressão arterial. 
 Aumenta a taxa de filtrado glomerular; 
 Suprime a secreção de renina; 
 Suprime a secreção de aldosterona; 
 Suprime o apetite por sal. 
 
 
Mecanismos de controle da concentração de sal (Homeostase do Sal). 
 
 
 
 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
À esquerda, inserção de aquaporinas na porção distal do tubo contorcido distal e no ducto coletor; à direita, gráfico 
que relaciona a variação da PA em uma situação de diminuição de volemia com e sem o sistema Renina-
Angiotensina-Aldosterona. 
 
 8 – Pâncreas Endócrino 
PÂNCREAS 
É uma glândula com funções endócrinas e exócrinas (mista). 
Sua porção endócrina é chamada de Ilhota Pancreática ou de Langherans e possui três 
tipos celulares: 
 Células alfa: Produzem Glucagon; corresponde a cerca de 25% das células. 
 Células beta: Produzem Insulina; corresponde a 60% das células (o maior número de 
células beta em relação as outras demonstra a maior importância da insula em mamíferos). 
 Células delta: Produzem Somatostatina; corresponde a 10% das células das ilhotas 
pancreáticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
INSULINA 
Sua secreção ocorre em forma de dois picos: a fase rápida e a fase lenta. 
 
Teste de rastreamento utilizado em indivíduos assintomáticos: Administra-se 75mg de 
glicose em jejum. Em seguida, realiza-se a medição no tempo 0 (estado de jejum), e 120 minutos 
depois. 
 Até 99 mg/dL é considerado um valor normal; 
 100 – 125 mg/dl é considerado uma prédiabetes; 
 Valores de 126 mg/dL ou maiores, considera-se um possível caso de diabetes (a 
ser confirmado pela realização de uma nova glicemia). 
Observação: O pré-diabético é considerado um quadro em que o paciente tem predisposição maior a 
complicações diabetogênicas. 
 
SÍNTESE 
Por ser um peptídeo, é sintetizada a partir da tradução do RNAm e formada na forma 
de pré-pró-hormônio, com três cadeias de peptídeos. A maior parte da insulina é clivada 
no complexo de Golgi, formando a pró-insulina, hormônio efetivamente ativo. Cerca de 10% a 
15% continua com uma cadeia de peptídeos ligada ao hormônio e, portanto, não apresentam 
função biológica. A insulina circula pela corrente sanguínea quase inteiramente livre. 
Sua duração fisiológica é de cerca de 6 minutos, sendo eliminada do plasma em torno de 15 
minutos. 
 
A insulina se liga a um receptor que possui quatro subunidades: duas alfa, voltadas 
para o lado externo (ligação com o hormônio); e duas beta, que possui os sítios tirosina-quinase. 
A ligação da insulina provoca a autofosforilação da subunidade beta, causando ativação dos sítios 
tirosina-quinase. Estes, por sua vez, ativam diversas enzimas intracelulares, entre elas as 
chamadas IRS (substratos de receptor de insulina). O efeito final da ação da insulina é o 
recrutamento de vesículas do citoplasma para a região da membrana. A fusão dessas 
vesículas insere mais receptores de glicose (GLUT’s - entre eles, o mais importante é o GLUT-4, 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
que está presente nos músculos, no fígado e no tecido adiposo), aumentando o transporte de 
glicose para dentro da célula. 
 
 
 
A insulina é um hormônio “de depósito” e, por isso, aumenta a captação tecidual de glicose, 
aa e ácidos graxos, diminuindo os níveis circulantes desses substratos. 
 
I. Sobre os músculos: 
 Promove a captação de glicose; 
 Inibe a glicogenólise e estimula a glicogênese; 
 Aumenta o depósito de proteínas e reduz a liberação de aa dos músculos; 
 
II. Sobre o Fígado: 
 Estimula a glicogênese (aumentar a quantidade de glicogênio no fígado); 
 Inibe a Gliconeogênese; 
 Promove a conversão do excesso de glicose em ácido graxo; 
 
III. Sobre o Tecido Adiposo: 
 Estimula a Lipogênese (síntese e armazenamento de gorduras); 
 Diminui a Lipólise. 
 
Acreditava-se que a secreção de insulina era controlada, quase completamente, pela 
concentração de glicose sanguínea. Porém hoje se sabe que muitos fatores agem no controle 
de sua secreção: 
 Aumento da glicose sanguínea acima dos níveis normais (80~90 mg/100ml); 
 Os aminoácidos, principalmente a arginina e a lisina, potencializamos efeitos da glicose 
sobre a liberação de insulina; 
 Hormônios Gastrointestinais: entre os principais, estão a gastrina e a secretina, que 
são liberados após a ingestão de alguma refeição. Eles são capazes de causar um 
“aumento antecipatório” da insulina plasmática, em preparação para a absorção de glicose. 
 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
 
 
OBSERVAÇÕES 
 Acima de 180 mg/dl, parte da glicose não é mais reabsorvida na filtração renal, sendo 
excretada na urina. Essa glicosúria funciona como uma “válvula de escape” para a glicose. 
[ps.: exemplo da banheira]. 
 A resistência à insulina se dá por diversos motivos. O principal deles é por mecanismo de 
“down regulation” ou regulação para baixo: o alto nível de insulina provoca a diminuição 
de seus próprios receptores. Outros mecanismos envolvem a cascata de transdução, em 
que – em vez da fosforilação de sítios de tirosina-quinase – ocorre a fosforilação de 
sítios de serina, não havendo ativação de IRS. 
 
Transportadores de glicose: 
 GLUT-1: endotélio, placenta, encéfalo... 
 GLUT-2: células-beta pancreáticas, fígado, epitélio intestinal... 
 GLUT-3: neurônios... 
 GLUT-4: músculo, tecido adiposo, fígado... 
 
GLUCAGON 
O glucagon, que é o hormônio secretado pelas células alfa das ilhotas pancreáticas, possui 
efeitos opostos aos da insulina. A mais importante delas é a de aumentar e manter a glicemia. 
Por isso, também é chamado de hormônio hiperglicêmico. 
 
 Primeiramente, a rota estimulada pelo glucagon é a glicogenólise (quebra do 
glicogênio hepático e consequente liberação de glicose sanguínea). 
 Em seguida, após a diminuição dos estoques de glicogênio, é estimulada a rota da 
gliconeogênese no fígado, visto que é aumentada a captação hepática de aminoácidos, 
utilizados nessa rota. 
 Concentrações elevadas de aa, como ocorre após as refeições proteicas, 
estimulam a secreção do glucagon. Nesse aspecto, a função do glucagon e da insulina 
convergem, mostrando que nem todas as funções são opostas. O glucagon promove, 
então, a conversão de aa em glicose, via gliconeogênese. 
 Ativa a Lipólise, disponibilizando quantidades maiores de ácidos graxos, que são 
convertidos em corpos cetônicos (cetogênese) pelo fígado. Em excesso, essa rota é 
responsável pela acidose metabólica diabética. 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
 
 
 
 
Figura resumo: Regulação da Glicemia pela Insulina e Glucagon 
 
 
TAINÃ ZAN – ATM 202 LEIGA 
FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
AÇÃO DE OUTROS HORMÔNIOS NA REGULAÇÃO DA GLICEMIA 
 
 Somatostatina: Produzida pelas células delta das ilhotas pancreáticas, o principal papel 
da somatostatina é de prolongar o tempo de assimilação dos nutrientes, visto que diminui 
a motilidade do estômago e a secreção do trato gastrointestinal. Além disso, a 
somatostatina (que no hipotálamo é chamada de GHIH) tem a função de deprimir a 
secreção de insulina e de glucagon. 
 A adrenalina (epinefrina) secretada pela medula das adrenais possui efeito 
glicogenólico no fígado e lipolítico direto sobre as células adiposas. Desse modo, 
aumenta simultaneamente os níveis de glicose e ácidos graxos. Isso ajuda a proteger o 
corpo da hipoglicemia. 
 
 O cortisol e o GH são secretados em resposta à hipoglicemia e possuem efeito 
antiinsulínico ou diabetogênicos. Inibem a utilização de glicose, promovendo a 
utilização de lipídios, o que ajuda a estabilizar a concentração de glicose sanguínea. O 
cortisol diminui a sensibilidade à insulina. 
 
 
 
 
 
 
 
INCRETINAS 
Como o próprio nome sugere, incrementam (tornam mais eficiente) a resposta da 
insulina. São peptídeos intestinais secretados sob estímulo nutricional que estimulam a 
secreção da insulina. Também promovem a proliferação das células beta, as produtoras de 
insulina, além de evitar a apoptose, o que funciona como uma substância “protetora” para o 
pâncreas. 
 
Possui dois tipos mais conhecidos: 
 GLP-1 (glucagon-like peptide-1) 
 GIP (glucose-dependent insulinotropic polypeptide) 
 
O GLP-1 é o mais conhecido das incretinas. A DPP-4 é a enzima responsável por sua 
degradação. 
 
 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
Tratamentos com inibidores de DPP-4 impedem a degradação da GLP-1, a qual 
permanece no organismo estimulando a secreção de insulina por mais tempo. O GLP-1, 
entretanto, possui efeito sobre o centro hipotalâmico de saciedade (centro da fome). Por esse 
motivo, injeções de DPP4-inhibitors foram difundidas como medicamento para emagrecer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 9 – Calcemia 
A concentração extracelular do cálcio é determinada pela interação entre a absorção 
intestinal, a excreção e a captação/liberação óssea desse elemento. Cada um desses processos é 
regulado por hormônios vistos a seguir. 
 
CONCENTRAÇÃO IÔNICA 
Cálcio: 
 0,1% no líquido extracelular; 
 1% nas células e organelas; 
 Restante está armazenado nos ossos. 
No sangue, existe em média 9,4 mg/dL, o equivalente a 2,4 mmol/L de cálcio. O controle 
preciso desse valor é muito importante, já que o cálcio participa de funções vitais, como: 
contração muscular, coagulação sanguínea, transmissão de impulsos nervosos. Por isso, ele 
permanece em níveis praticamente constantes ao longo do dia. 
 
O cálcio citoplasmático circula dos seguintes modos: 
 45% ligado à albumina; 
 45% livre (na forma iônica); 
 E os 10% restantes ligados a ânions, como o fosfato. 
 
Fosfato: 
 ~1% no líquido extracelular; 
 15% nos ossos; 
 85% armazenado nos ossos. 
No plasma, o fosfato se encontra na forma inorgânica de HPO4
-2 (1,05 mmol/L) e H2PO4
- 
(0,26 mmol/L). Esses dois compostos iônicos constituem um sistema de tamponamento, doando 
e recebendo H+. 
 
O organismo é extremamente mais sensível a variações na concentração de 
cálcio que na de fosfato. Segue abaixo algumas alterações: 
 
Hipocalcemia 
 Leva ao aumento da excitabilidade neuronal, devido ao aumento da permeabilidade da 
membrana aos íons sódio. 
 Em quadros mais graves, pode levar a tetania (disparos consecutivos de PA’s que 
provocam a contração muscular tetânica) ou a crises epiléticas. 
 As principais causas são o hipoparatireoidismo e a falta de vitamina D. 
 
Hipercalcemia 
 O sistema nervoso fica deprimido e suas atividades são lentificadas. 
 Provoca falta de apetite e constipação, em decorrência da lentificação do trato 
gastrointestinal. As principais causas são o hiperparatireoidismo, causas tumorais, 
intoxicação por vitamina D. 
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Cálcio 
 A vitamina D promove a absorção de cálcio pelo intestino, porém somente cerca de 35% do 
valor ingerido consegue ser absorvido. Essa absorção ocorre através da inserção de canais de 
cálcio (calbindina) na borda em escova do intestino, promovendo mais absorção. 
 Cerca de 150 mg são secretados juntamente com as enzimas digestivas (principalmente os 
sais biliares, que são emulsificantes). 
 Os rins reabsorver 98% do cálcio filtrado, sendo somente 2% excretados na urina. 
 
Fosfato 
 A absorção de fosfato ocorre facilmente, sendo quase todo fosfato da dieta absorvido. 
 
 
 
 
Composição dos ossos: 
 Matriz Orgânica: 
o Corresponde a cerca de 30% a 40% da massa total do osso. 
o A matriz é composta 90% de fibras colágenas do tipo I, que confere resistências 
contra as forças de tração. 
O restante corresponde a um meio gelatinoso homogêneo, a substância fundamental 
amorfa. A SFA é composta de proteoglicanos embebidos em ácido hialurônico. 
 
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Sais Inorgânicos: 
 Basicamente formados por cálcio e fosfato, o sal predominante é a hidroxiapatita, que se 
organiza em forma de cristais. 
 Existem, entretanto,vários outros íons (magnésio, potássio, carbonato) que se ligam a 
esses cristais. 
 A porção inorgânica do osso fornece dureza, dando resistência à compressão. 
 
Calcificação óssea: 
 Osteoblastos secretam monômeros de colágeno e SFA; 
 Ocorre polimerização, formando fibras de colágeno; 
 Esse sistema passa a ser chamado de osteoide (osso recém-formado); 
 O aumento da produção de osteoides gera o “aprisionamento” dos osteoblastos na matriz, 
tornando-se quiescentes. A partir desse momento eles passam a ser osteócitos. 
 O cálcio começa a se depositar nas fibras colágenas, formando uma composição primária. 
Após algum tempo (semanas ou meses), outros íons vão se depositando nessas fibras, 
formando a estrutura final salina, que são os cristais de hidroxiapatita. 
 
Observação: Na arteriosclerose, ocorre a deposição de cálcio nas placas de gordura sobre a 
parede dos vasos. 
 
INTERCÂMBIO DE CÁLCIO 
Existe uma porção de cálcio nos ossos, corresponde a cerca de 1% do total de cálcio ósseo, 
que se encontra na forma de CaHPO4; esse sal depositado pode ser facilmente mobilizado. 
A importância de se ter esse cálcio intercambiável reside na agilidade do processo de 
tamponamento. 
 
REMODELAGEM ÓSSEA 
 Osteoblastos: Realiza um processo contínuo de deposição óssea. Estão localizados na 
superfície e nas cavidades dos ossos. 
 Osteoclastos: São grandes células fagocitárias multinucleadas (em torno de 50 núcleos) 
que realizam contínua absorção óssea. 
 
I. PTH se liga a receptores nos osteoblastos adjacentes, fazendo com que liberem 
citocinas, incluindo o ligante de osteoprotegerina (OPGL), também chamado de ligante RANK; 
II. Esse ligante ativa receptores nas células pré-osteoclastos, fazendo com que se 
diferenciem em osteoclastos multinucleados e desenvolvam um sistema de borda 
pregueada, responsável pela absorção óssea. 
III. Os osteoblastos produzem também a osteoprotegerina (OPG), também chamado de fatos 
de inibição da osteoclastogênese. Tal fator se opõe a atividade do PTH. 
IV. A fim de estimular a absorção óssea, o PTH age tanto estimulando a produção de 
OPGL quanto inibindo a de OPG, ambos produzidos pelos osteoblastos. 
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VITAMINA D – CALCIFEROL 
 Possui potente efeito de aumentar a absorção de 
cálcio no trato intestinal. Contudo, a vitamina D não é a 
substância ativa real indutora desse efeito. Ela precisa 
passar por uma série de reações no fígado e nos rins, 
convertendo-se ao produto final ativo: 1,25-
dihidroxicolecalciferol, também conhecido como 
1,25(OH2)D3. Etapas de formação: 
 
 Pele: A formação de colecalciferol (vitamina D3) 
é dependente de 7-desidrocolesterol, substância 
presente na pele devido aos raios ultravioletas 
provenientes do sol. 
 O colecalciferol é convertido em 25-
hidroxicolecalciferol no fígado. Essa substância 
exerce feedback sobre sua própria produção, sendo 
sua formação restrita a um valor crítico. 
 Formação, nos túbulos proximais dos rins, de 
1,25-dihidroxicolecalciferol, que é a forma mais 
ativa da vitamina D. A vitamina D, portanto, perde 
quase toda sua eficácia na ausência da atividade 
renal. Para que esse processo ocorra é necessária a 
presença de PTH. 
 
Observação: O íon cálcio, em quantidade elevadas, inibe 
quase por completamente a liberação de PTH. Desse modo, 
diminui drasticamente a conversão de 25-
hidroxicolecalciferol em 1,25dihidroxicolecalciferol, por 
ausência do PTH. Pode-se observar, assim, que a 
concentração de cálcio é tem uma relação inversa com a 
formação da forma ativa da vitamina D. 
 
Síntese da Vitamina D até sua forma ativa, o 1,25-Dihidroxi-
colecalciferol. Observar a necessidade de luz solar e a ação do PTH. 
 
 O atua aumentando a formação de calbindina, proteína ligante de 
cálcio, nas células epiteliais intestinais. Como essa proteína permanece no corpo por 
algumas semanas, ela induz a absorção de cálcio por tempo prolongado. 
 A vitamina D também aumenta o fluxo de absorção de fosfato 
 Aumenta a absorção de cálcio e fosfato nos túbulos renais, diminuindo sua 
excreção na urina. 
 
 
 
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PARATORMÔNIO – PTH 
 Esse hormônio representa um potente mecanismo para o controle das concentrações 
extracelulares de cálcio e de fosfato através de: 
 Excreção renal; 
 Reabsorção intestinal; 
 Intercâmbio desses íons entre ossos e líquido extracelular. 
A atividade excessiva da glândula paratireoide provoca rápida absorção de sais de cálcio 
dos ossos, que são liberados dos osteoclastos para a corrente sanguínea gerando um quando de 
hipercalcemia. De modo inverso, a atividade reduzida da glândula leva a um quadro de 
hipocalcemia, muitas vezes com resultante tetania. 
 
SÍNTESE 
Ocorre do mesmo modo que os outros hormônios peptídicos. 
1. O “pré-pró-hormônio” é clivado em “pró-hormônio” no REG; 
2. Em Golgi, ocorre a quebra do “pró-hormônio” em “hormônio”, que é empacotado em 
vesículas para exocitose; 
3. Uma quantidade de “pró-hormônio”, porém, é empacotada e excretada nessa forma. 
Isso ocorre por a forma “pró-hormônio” é capaz de ficar mais tempo na corrente sanguínea 
do que o hormônio ativo. Quando necessário, a forma “pró-hormônio” pode ser então 
clivada formando o hormônio ativo. 
 
ANATOMIA DAS GLÂNDULAS PARATIREOIDES 
 Existem 4 glândulas paratireoides, localizadas na face 
posterior da tireoide. Apresentam aspecto de gordura e coloração 
marrom-escura. 
Possui dois grupos celulares: as células principais, com a 
função de secretar o PTH; e as células oxifílicas, cuja função não é 
bem conhecida. 
 
 Aumenta a absorção de cálcio a partir do osso, sendo seu nível sanguíneo aumentado; 
o Fase rápida: resulta da atividade das células ósseas já existentes, sobretudo dos 
osteócitos. Esse processo ocorre através da osteolise: processo de bombeamento 
dos íons cálcio do sistema de canalículos dos osteócitos para o líquido extracelular. 
Como não envolve absorção óssea, seu efeito se manifesta rapidamente; 
o Fase lenta: resulta do efeito de indução de proliferação dos osteoclastos, exigindo 
alguns dias ou até semanas para seu pleno desenvolvimento. Em seguida, os 
osteoclastos agem corroendo (absorvendo) o osso, e liberando o cálcio pra corrente 
sanguínea. 
 Diminui rapidamente a excreção de cálcio pelos rins; 
 Aumenta a excreção de renal de fosfato; 
 Necessário para a conversão de 25-hidroxicolecalciferol em 1,25-dihidroxicolecalciferol, a 
forma ativa da vitamina D. 
 
 
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Observação: PTHrp – Paratormônio Related Peptide 
É uma molécula com grande semelhança ao paratormônio fundamental à manutenção da 
calcemia no feto. Após o nascimento, o PTH assume as funções reguladoras do cálcio, e o PTHrp 
diminui drasticamente. 
Em alguns tumores malignos, entretanto, ocorre hipercalcemia sem que sejam detectados 
níveis elevados de PTH. Isso ocorre devido à produção de PTHrp pelas células malignas do 
carcinoma. 
Tumor Maligno  Aumenta PTHrp  Hipercalcemia (Tumoral da Malignidade) 
 
 
Ações do PTH 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CALCITONINA 
É um hormônio peptídico secretado pela glândula tireoide que tende a diminui a 
concentração de cálcio no sangue, efeito oposto ao do paratormônio (PTH). 
No entanto, o papel da calcitonina, em seres humanos, é bem menor que o do PTH no 
controle da Calcemia. 
 
SÍNTESE 
Ocorre células parafoliculares, ou células C, situadas entre os folículos da tireoide. 
Essas células correspondem a apenas 0,1% das células totais da glândula tireoide. 
O principal estímulo para a liberação de calcitonina é a elevação da 
concentração de cálcio iônico no líquido extracelular. Isso contrasta com a secreção de 
PTH, que é estimuladapela queda na concentração de cálcio. 
 Efeito imediato: Redução da atividade absortiva dos osteoclastos; 
 Efeito prolongado: diminuição da formação de novos osteoclastos. 
 
São dois os motivos que explicam o fraco efeito da calcitonina sobre o cálcio no 
plasma: 
1. Qualquer redução inicial da concentração de cálcio é rapidamente regulada pela ação 
potente do PTH; 
2. A intensidade diária de absorção e deposição de cálcio no adulto é pequena, mantendo 
seus níveis plasmáticos praticamente constantes. Nas crianças, como ocorre maior 
deposição de cálcio nos ossos, devido ao crescimento, a calcitonina possui efeito mais 
expressivo.pode provocar 
dois efeitos: 
• Abertura de canais iônicos: É o que ocorre com as substâncias neurotransmissoras, 
que ativam canais iônicos, alterando a condutância da membrana; 
• Ativação de uma Proteína G: Muitos hormônios ativam proteínas que regulam 
indiretamente a atividade de proteínas-alvo. Essas são as chamadas “proteínas 
heterotriméricas ligadas ao GDP”, ou simplesmente Proteína G. Procedimento: 
1. Ligação do hormônio ao receptor; 
2. Ativação da proteína G, que muda de conformação, trocando seu GDP por GTP; 
3. Essa mudança conformacional dissocia a sua subunidade alfa das subunidades beta 
e gama, que se mantêm unidas; 
4. A subunidade alfa age sobre outras proteínas, ativando segundos mensageiros. 
Duas proteínas podem ser ativadas: 
 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
 Adenilato-Ciclase 
Nessa rota, a Adenilato-ciclase converte ATP em AMPC, que atua como segundo 
mensageiro intracelular. O AMPC ativa “proteínas dependentes de AMPC”, que – por sua 
vez – produzem o efeito esperado do hormônio. 
 
 Fosfolipase C 
Essa proteína, ao ser ativada pela subunidade alfa, degrada PIP2 (bifosfato de 
fosfatidilinositol, um fosfolipídio de membrana) em IP3 (inositol trifosfato) e DAG 
(diacilglicerol). Em resumo: PIP2  IP3 + DAG. 
o IP3: Atua na liberação de Ca+2 do REL. O íon cálcio, então, tem seus próprios 
efeitos como segundo mensageiro, como a contração muscular lisa e alterações 
na secreção celular. 
o DAG: Ativa a PKC (proteína kinase C), que atua na fosforilação de diversas 
outras proteínas. 
 
2) Receptores Intracelulares 
1. O hormônio esteroide se difunde pela membrana, encontrando seu receptor no 
citoplasma ou no núcleo da célula; 
2. O complexo receptor-hormônio se liga ao núcleo celular; 
3. A combinação se liga a pontos específicos do filamento de DNA nos cromossomos, o 
que ativa processos de transcrição de genes específicos para formar RNAm; 
4. O RNAm se difunde para o citoplasma, onde promove o processo de tradução nos 
ribossomos para formar novas proteínas. 
 
Observação: A ação dos hormônios esteroides, por envolver um processo de transcrição nuclear e posterior 
tradução de proteínas, dura mais tempo (várias horas ou até mesmo dias) que a ação praticamente 
instantânea dos hormônios hidrossolúveis. 
 
 
Regulação do Número e da Sensibilidade dos receptores hormonais: 
 A resposta celular a um hormônio depende da presença de receptores específicos para o 
hormônio. Ainda que a resposta a um hormônio dependa da concentração do hormônio, a 
regulação do sistema endócrino pode também efetuar-se nos receptores para o hormônio por 
meio da alteração: 1. Do número de receptores; ou 2.Da sua afinidade de ligação com 
ele. Em certos casos, os hormônios induzem a regulação para baixo (redução) do número 
de receptores ou da afinidade de ligação por seus receptores, em um tipo de feedback negativo. 
A exposição dos ovários a altos níveis de LH, por exemplo, resultará em uma redução do número de receptores da 
membrana de LH. 
Os hormônios podem também efetuar regulação para cima. Um exemplo: hormônio do 
crescimento que aumenta a densidade de seus receptores em certos tecidos-alvo. 
 
Regulação homóloga: quando um hormônio afeta o número dos seus próprios receptores. 
Regulação heteróloga: quando o hormônio afeta o número de receptores para outro 
hormônio. 
 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
O número de receptores em uma célula-alvo é dinâmico, podendo variar até mesmo de 
minuto a minuto. Essa variação se deve a dois mecanismos explicitados a seguir. 
 
Down Regulation (Regulação para baixo) 
O aumento da concentração do hormônio e o aumento da ligação do hormônio a suas 
células-alvo pode fazer com que o número de receptores diminua, levando a uma diminuição da 
resposta ao hormônio. 
Um exemplo muito comum é o da resistência à insulina: tal hormônio aumenta sua 
quantidade circulante, o que provoca a diminuição do número de receptores insulínicos. 
O mecanismo de regulação para baixo pode ocorrer de diversas maneiras, como, por exemplo: 
 Inativação de algumas moléculas de receptores; 
 Sequestro temporário do receptor para o interior da célula; 
 Destruição ou diminuição da produção de receptores. 
 
Up Regulation (Regulação para cima) 
Alguns hormônios, por outro lado, causam a regulação para cima. Isso significa que o 
hormônio induz a produção de novos receptores ou de mais proteínas de sinalização intracelular, 
tornando o tecido-alvo cada vez mais sensível aos efeitos de estimulação do hormônio e 
amplificando seu efeito sobre a célula-alvo. Esse mecanismo ocorre principalmente com 
hormônios liberados em quantidades muito pequenas. 
 
 
 
 
 
Mecanismo da 
Fosfolipase C 
 
 
 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
 
 
 
 
 
 
Receptores 
dos 
Hormônios 
Esteroides 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2 – Eixo Hipotálamo-Hipófise 
HIPOTÁLAMO 
É o principal centro integrador de 
informações geradas em diferentes regiões 
do organismo. 
Ele faz a ligação entre o sistema 
nervoso e o endócrino. Quase toda função 
hipofisária é controlada pelos sinais 
hormonais e nervosos do hipotálamo. De 
fato, quando é seccionada a ligação entre o 
hipotálamo e a hipófise, quase todos os 
hormônios diminuem sua secreção, exceto a 
prolactina (visto que a ação do hipotálamo 
sobre a hipófise, em relação a esse 
hormônio, é inibitória). 
Somente a divisão medial do 
hipotálamo está envolvida com o sistema 
endócrino. A porção lateral está integrada ao 
sistema límbico. Os neurônios peptidérgicos 
do hipotálamo produzem hormônios 
peptídicos liberadores (releasing) ou 
inibidores (inhibiting) dos hormônios da 
hipófise anterior. 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
1) Sistema Parvicelular: Núcleos do hipotálamo produzem hormônios que vão para a 
adenohipófise através do sistema porta-hipofisário. 
o Sistema Porta-Hipofisário: É uma rede de capilares venosos que fazem a ligação 
vascular entre o hipotálamo e a hipófise. O hipotálamo secreta seus produtos na 
Eminência Média, porção mais inferior do hipotálamo que se liga ao pedúnculo 
hipofisário ou infundíbulo da hipófise. 
 
2) Sistema Magnocelular: Núcleo Paraventricular e Núcleo Supraóptico produzem 
hormônios que são liberados na circulação sanguínea, nos capilares sinusoides da neuro-
hipófise. Ambos os núcleos produzem Ocitocina e ADH, porém no NS prevalece a produção 
de ADH; enquanto no NP, de ocitocina. 
 
Vale destacar que esses hormônios são produzidos no hipotálamo e encaminhados para a 
hipófise posterior (não é pelo sistema porta, mas sim pelos próprios axônios dos neurônios 
que produziu a substância), onde são secretados. 
 
Hormônios Hipotalâmicos: 
 TRH – Hormônio Liberador de Tireotrofina: Estimula a secreção de TSH. Possui a 
capacidade de induzir a secreção, também, de Prolactina (não se considera como uma 
secreção fisiológica, pois ocorre quando o TRH está muito elevado, como em casos de 
hipotireoidismo). 
 GnRH – Hormônio Liberador de Gonadotrofina: Estimula a secreção de FSH e LH. A 
“Inibina B” é um fator inibidor especificamente do FSH. Por isso, o FSH é menor no período 
reprodutivo que no infértil, já que é produzido, nas mulheres, pelas células foliculares e pelo 
corpo lúteo; e nos homens pelas células de Sertoli. 
 PRH – Hormônio Liberador de Prolactina: Promove a liberação de Prolactina. A ação 
do hormônio abaixo, porém, e mais forte. 
 PIH – Hormônio Inibidor de Prolactina: É a própria dopamina. A secreção de 
Prolactina pela adeno-hipófise está constantemente sendo inibida pelo hipotálamo, através 
da ação da Dopamina, GABA, entre outros. 
 GHRH – Hormônio Liberador do Hormônio do Crescimento: Promove a liberação 
do GH. 
 GHIH – Hormônio Inibidor do Hormônio do Crescimento: É também chamado de 
Somatostatina.Possui função inibitória sobre a secreção de GH. A secreção do GHIH é 
regulada tanto pelo GH quanto pelo IGF-1 (Somatomedina-C). O IGF-1 é produzido pelos 
hepatócitos sob estímulo do GH (logo, GH alto implica Somatomedina-C alta), fazendo 
feedback negativo sobre a liberação de GH, na adeno-hipófise, e sobre a liberação de 
GHRH, no hipotálamo. Também aumenta a secreção do GHIH (feedback positivo). 
 CRH – Hormônio Liberador de Corticotrofinas: Estimula a liberação de ACTH pela 
adeno-hipófise. 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
 
Hormônios Hipotalâmicos e respectiva liberação de hormônios hipofisários. 
 
HIPÓFISE 
Também, chamada de Pituitária, é uma glândula endócrina situada na sela túrcica. Ela se 
divide em: 
 
1. Adeno-Hipófise ou Hipófise Anterior: Origina-se da cavidade oral, de uma 
invaginação chamada bolsa de “Rathke’’. Possui, assim, natureza epitelial. Secreta seis 
hormônios peptídicos importantes, proteínas e glicoproteínas, e diversos outros de menor 
importância. São secretados por diferentes células: 
 Gonadotrofos produzem as duas gonadotrofinas (LH e FSH) 
 Tireotróficos sintetizam o hormônio estimulador da tireoide (TSH) 
 Corticotróficos sintetizam o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) 
 Lactotrofos produzem a prolactina 
 Somatotrofos produzem o hormônio do crescimento (GH) 
 
A síntese e secreção desses hormônios são reguladas por hormônios hipotalamios que 
chegam à hipófise anterior pela circulação portal hipofisária e também por diversas alças de 
feedback. 
 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
 Hormônio de Crescimento (GH): Produz efeitos de promoção de crescimento, efeitos 
anabólicos, além de regula o metabolismo. É sintetizado pelos neurônios somatotróficos, 
que correspondem a cerca de 50% dos neurônios da hipófise anterior. Promove a síntese 
de fatores de crescimento similares à insulina (IGFs) pelo fígado e outros tecidos alvo. Os 
IGFs produzidos pelo fígado são liberados na circulação, enquanto os IGFs produzidos em 
outros tecidos agem localmente de modo autócrino. 
 Adenocorticotropina (ACTH): Controla a secreção de alguns hormônios do córtex 
adrenal, que afetam o metabolismo da glicose, de proteínas e das gorduras. 
o 15%~20% das células. O estresse pode aumentar a secreção desse hormônio. 
 Hormônio Estimulante da Tireoide (TSH): Controla a secreção de T3 e T4 pela 
tireoide. Tais hormônios controlam a velocidade da maioria das reações químicas 
intracelulares do organismo. Sua secreção se dá pelos neurônios tireotróficos, que 
representam de 3%~5% das células da adeno-hipófise. 
 Prolactina: Promove o desenvolvimento da glândula mamária e da produção do leite. É 
sintetizada nos Lactotrofos (5%~7% das células da hipófise anterior). Na amamentação, 
essa quantidade pode chegar a 70%. O PIH (Hormônio Inibidor da Prolactina – Dopamina), 
a Somastatina (GHIH) e o GABA são fatores inibitórios da liberação de prolactina. O 
estímulo sensorial da sucção do leite é primordial para a síntese efetiva do leite; só a ação 
da prolactina não basta. A galactogênese, produção do leite, ainda é refreada no pré-parto 
por dois fatores: o alto nível de cortisol e de estrogênios livres. 
 Gonadotrofinas – FSH (Folículo Estimulante) e LH (Luteinizante): Controlam o 
crescimento das gônadas, bem como sua atividade hormonal (estrogênios e testosterona) 
e reprodutiva. Correspondem a cerca de 10%~15% das células. 
 
Observações: 
• Ordem e surgimento dos hormônios: ACTH > TSH > LH E FSH > GH > Prolactina 
• Coram em rosa (acidófilas): Células que secretam GH e Prolactina. 
• Coram em roxo (basófilas): Células secretoras de ACTH, TSH, FSH e LH. 
• As células que não coram são chamadas de “cromófobas” e possuem alta atividade de 
secreção, visto que não possuem grânulos de secreção, que é o estoque hormonal. 
 
2. Neuro-Hipófise ou Hipófise Posterior: Origina-se da proliferação de células de 
hipotálamo, sendo um tecido nervoso repleto de células gliais. 
 Vasopressina ou ADH (antidiurético): Age sobre os túbulos contorcidos distais (porção 
terminal) e sobre o ducto coletor, controlando a excreção de água na urina. 
Além do seu efeito antidiurético, é também um vasoconstritor que causa constrição da 
musculatura vascular lisa (daí o nome de vasopressina). Por isso o ADH é liberado na maioria dos 
casos em resposta a um dos seguintes estímulos: 
o Hiperosmolaridade do plasma: detectada por osmorreceptores dentro do hipotálamo. 
o Hipovolemia e hipotensão: detectadas por barorreceptores arteriais e atriais. 
 
 Ocitocina: Auxilia na ejeção do leite pelas glândulas mamárias e, possivelmente, nas 
contrações uterinas no momento do parto. 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
Durante a amamentação, a ocitocina liberada pela neuro-hipófise causa a descida ou a 
ejeção do leite das glândulas mamárias. A própria produção do leite é estimulada especificamente 
por um hormônio diferente, a prolactina. 
A distensão da cérvix e da vagina também estimula as contrações uterinas. Seu real papel 
fisiológico na indução ou na progressão do trabalho de parto, porém, ainda não está bem 
esclarecido. 
A ocitocina também é liberada na durante o orgasmo nos dois sexos e pode exercer algum 
papel no transporte do esperma durante a ejaculação do macho, assim como no transporte do 
esperma dentro do trato reprodutivo feminino. 
Ademais, a ocitocina parece estimular a formação de casas nos mamíferos, inclusive no ser 
humano, mediante a ação no sistema nervoso central. 
 
3. Parte Intermediária: É uma pequena zona entre as duas regiões hipofisárias. É 
praticamente avascular. Possui função extremamente reduzida em humanos, porém é 
muito funcional em animais inferiores na secreção de melanotrofos. 
 
Sistema Porta-Hipofisário e Feedbacks 
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3 – Funções Fisiológicas do Hormônio do Crescimento (GH) e Puberdade 
HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (ou SOMATOTROPINA) 
É um polipeptídeo de 191 aminoácidos com uma estrutura semelhante à prolactina e à 
somatotropina coriônica humana (um hormônio placentário com efeitos similares ao hormônio do 
crescimento). Ele é secretado ao longo da vida toda, em um padrão que consiste em uma 
secreção basal com diversos pulsos diários de secreção. Esses pulsos ocorrem durante o sono 
e são particularmente marcados e frequentes durante a fase de crescimento intenso da 
puberdade; as taxas são mais altas em crianças novas. Em meninos, a fase começa tipicamente 
ao redor dos 12 anos de idade e eles atingirem seu tamanho definitivo ao redor dos 16 ou 17 
anos de idade, ainda que exista uma boa variabilidade entre os boys. Em meninas, a fase de 
crescimento intenso começa aproximadamente um ano antes e termina mais ou manos dois anos 
antes, em geral, coincide com a menarca, de novo com uma variabilidade considerável. 
Todos os hormônios principais, com exceção do hormônio do crescimento, exercem seu 
efeito por meio de glândulas-alvo. O GH, todavia, age sobre os diversos tecidos do corpo com 
funções que serão vistas a seguir. 
 Ação Direta: São as ações metabólicas do GH no sentido de aumentar a glicemia. 
 Ação Indireta: Envolvem o IGF-1 (insulin-like growth factor ou somatomedina-C). Está 
relacionada ao crescimento do osso. Aumenta também a síntese proteica e a massa 
muscular. 
 
1) A deposição de proteínas nos tecidos ocorre por diversos fatores, tais quais: 
 Aumento do transporte de aminoácidos através das membranas células; 
 Aumento da transcrição nuclear do DNA, a fim de formar RNAm; 
 Aumento da tradução do RNA, provocando a síntese de proteínas; 
 Redução do catabolismo das proteínas e dos aminoácidos. 
 Aumento da massa muscular (efeito anabólico), por meio de aumento da captação de 
aminoácidos e síntese de proteínas no músculo. 
 Aumento do tamanho dos órgãos, associado à proliferação e à sínteseproteica. 
Todos esses fatores auxiliam o aumento de proteínas no organismo, que é depositada nos tecidos. 
 
2) O GH aumenta a utilização das gorduras como fonte de energia - lipólise: 
 Provoca a liberação dos ácidos graxos do tecido adiposo, menor adiposidade; 
 Aumenta a sua utilização como fonte de energia, através da conversão do ácido graxo em 
Acetil-CoA; 
 Efeito cetogênico: em quantidade excessiva, o GH mobiliza gordura em excesso. Esse 
excesso não mais produz energia, sendo encaminhado para a cetogênese (síntese de 
corpos cetônicos) no fígado. A mobilização excessiva de gorduras do tecido adiposo 
também provoca, muitas vezes, a deposição de gordura no próprio fígado. 
 
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3) Reduz a utilização de carboidratos 
 Diminuição da captação de glicose pelos tecidos – induz resistência à insulina; 
 Aumento da produção de glicose pelo fígado (via gliconeogênese); 
 Aumento da secreção de insulina e dos níveis plasmáticos de insulina. 
Esses fatores levam ao aumento da glicose sanguínea. Por isso, os efeitos metabólicos do GH são 
chamados de “diabetogênicos”, pois resultam em uma resistência à ação da insulina. Esse quadro se 
assemelha ao diabetes tipo II (resistência à insulina). 
 
 Estimulação do crescimento linear, mediante efeitos proliferativos, captação de 
aminoácidos e síntese proteica no osso e na cartilagem (na infância e na adolescência); 
 Aumento da deposição de proteínas pelas células osteogênicas e condrocíticas, que 
causam o crescimento ósseo; 
 Proliferação dessas células; 
 Conversão dos pré-condrócitos em condrócitos; 
Com o tempo, ocorre a substituição da cartilagem por osso novo, empurrando as epífises 
cada vez mais para longe. Depois de um tempo, ocorre a fusão das epífises em sua extremidade, 
de modo que não é mais possível aumentar o tamanho dos ossos. 
Outro método de crescimento é pela ação dos osteoblastos no periósteo. Estes depositam 
osso novo na superfície do osso. Ao mesmo tempo, os osteoclastos removem o osso antigo. 
Quando a deposição é maior que a remoção, ocorre o crescimento em espessura do osso. Esse 
tipo de crescimento se dá principalmente nos ossos membranosos (mandíbula, crânio) e continua 
ocorrendo por toda a vida, diferentemente do crescimento em comprimento. 
Experimentos mostraram que quando o GH é aplicado diretamente nos condrócitos 
cartilaginosos, em geral não ocorre proliferação dessas células e aumento do osso. Isso indica 
que o GH não age diretamente sobre o crescimento ósseo. Descobriu-se que o GH, atuando sobre 
os hepatócitos, leva-os a secretar as somatomedinas. A somatomedina-C, em especial, (IGF-1) 
apresenta um efeito potente de aumentar o crescimento ósseo. 
 
 
 
Fatores que Estimulam a liberação de GH Fatores que Inibem a liberação de GH: 
Diminuição de glicose sanguínea; Glicose sérica aumentada; 
Exercícios físicos; Envelhecimento; 
Sono profundo (estágios II e IV); Obesidade; 
GHRH GHIH ou Somatostatina; 
Jejum ou deficiência de proteínas; entre outros. IGF-1 ou Somatomedina-C; entre outros. 
 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
Tanto do GH quanto do IGF-1 exercem 
retroalimentação negativa ao hipotálamo e na adeno-
hipófise; o GHRH inibe sua própria liberação. 
Metabólitos também afetam o hormônio do 
crescimento direta ou indiretamente: glicose e ácidos 
graxos inibem a liberação de GHRH, enquanto 
aminoácidos estimulam a liberação hipofisária de 
hormônio do crescimento. 
O hormônio do crescimento também possui a 
via básica de feedback negativo. Experimentos em que 
se injetou GH na circulação de animais demonstraram 
a redução do hormônio circulante. Todavia ainda não 
se sabe ao certo se essa inibição é proporcionada pela 
inibição do próprio GH sobre a hipófise, ou pelo 
aumento da secreção de GHIH (somatostatina). 
 Mecanismo regulatório do GH 
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Anormalidades da secreção do GH: 
 Pan-Hipopituitarismo: Secreção reduzida de todos os hormônios da hipófise anterior. 
 Nanismo: Pode ocorrer por pan-hipopituitarismo na infância (visto que diminui a secreção 
de GH). Todavia, em 1/3 dos casos, apenas a secreção do GH é deficiente. Outros tipos 
de nanismo, como o pigmeu africano e o anão de Lévi-Lorein, possuem a secreção do GH 
correta, porém não há estimulo dos hepatócitos e liberação de Somatomedina-C (IGF-1), 
fator responsável pelo crescimento. 
 Pan-Hipopituitarismo no Adulto: Decorre principalmente de causas tumorais ou 
trombose da região hipofisária. Os efeitos gerais são os esperados com a diminuição ou 
supressão total da liberação dos hormônios da adeno-hipófise: hipotireoidismo; diminuição 
da produção de corticoides pelas adrenais; diminuição da secreção de hormônios 
gonadotróficos, de modo que as funções sexuais são perdidas. É um quadro de letargia, 
visto que diminui os hormônios tireoidianos, aumenta o ganho de peso (o GH não mobiliza 
a utilização de gordura) e perda de funções sexuais. 
 Gigantismo: Resulta de um excesso de liberação de GH no período da infância, quando 
as epífises ósseas ainda não se fundiram, sendo possível crescer em comprimento. 
 Acromegalia: Provém de um aumento de secreção de GH na vida adulta, quando os 
ossos já estão com crescimento completo. É possível, porém, o crescimento em espessura, 
especialmente na mandíbula e nos ossos do crânio. Os pés também aumentam, e os dedos 
apresentam espessamento, crescimento dito em espessura. 
PUBERDADE 
Fase de transição biológica em que se estabelece a capacidade reprodutiva e os caracteres 
sexuais secundários. O mecanismo que desperta o eixo “hipotálamo – hipófise – gônadas” ainda 
é desconhecido. 
O gráfico de crescimento das crianças geralmente é uma curva, com peculiaridades na 
puberdade. A velocidade de crescimento é alta nos primeiros anos de vida, diminuindo até chegar 
à puberdade. Neste momento, ocorre um pico de crescimento, que cai em seguida (na 
adolescência). As meninas têm esse pico de crescimento um pouco antes dos meninos, bem como 
começam a desenvolver os caracteres sexuais secundários também antes. 
Processos neuroendócrinos que afloram a puberdade: 
 Telarca: Desenvolvimento das mamas. 
 Pubarca: Desenvolvimento de pelos pubianos. 
Essas duas modificações seguem o “padrão de Tanner”: a telarca possui uma escala de M1 a M5; 
enquanto a pubarca, de P1 a P5. A quantidade de pelos na pubarca vai aumentando gradativamente, até 
atingir um aspecto de triângulo invertido. 
 Adrenarca: Corresponde à ativação da região reticular (é a camada mais interna) do 
córtex das adrenais. Na região reticular madura, são produzidos os DHEA e os DHEA-S 
(sulfatados), androgênios fracos que iniciam sua secreção em torno dos 7 anos e terminam 
aos 18. Não se sabe ainda o fator responsável pelo desenvolvimento da região reticular e 
liberação do DHEA/DHEA-S. 
 Menarca: É a primeira menstruação, indicando que a mulher entrou no período fértil ou 
reprodutivo. 
 Gonadarca: É o amadurecimento das gônadas, que estimula a secreção de LH e FSH; 
tais hormônios promovem o desenvolvimento dos testículos e ovários. 
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 4 – Tireoide e Hormônios Tireoidianos 
Tireoide (tyreós = escudo / óides = forma). É uma glândula grande que se apoia sobre a 
traqueia, acima do “pomo de adão”. Existe anormalidade entre os dois lobos da glândula, sendo 
o direito maior que o esquerdo. É a primeira glândula endócrina a se formar. Possui coloração 
avermelhada, devido ao alto fluxo sanguíneo. 
 Simpática: derivam do gânglio simpático; 
 Parassimpática: nervo vago (NC X), fibras provenientes dos ramos laríngeos. 
 
Histologicamente, a tireoide é classificada como um Tecido Epitelial Glandular 
Endócrino Folicular. As células foliculares são responsáveis por: concentrar iodo no interior do 
folículo; sintetizara Tireoglobulina (Tg, proteína precursora do T3 e T4); possuírem os “receptores 
de TSH” ou TSHR. 
Os folículos grandes indicam que há baixa estimulação por parte do TSH, visto que não 
está havendo liberação hormonal. 
 
Localização anatômica da glândula tireoide e análise histológica: observar as células foliculares e o coloide na região interna do folículo. 
 
SÍNTESE E SECREÇÃO 
 
1. Iodo 
O iodo é absorvido no trato gastrointestinal, passando para a corrente sanguínea. Ao 
passar próximo à camada basal das células foliculares, o iodo penetra por transporte ativo, através 
das proteínas NIS (Sódio/Iodo Simporte), que fazem o cotransporte do tipo simporte desses íons. 
A captação do iodo pelas células foliculares é influenciada por diversos fatores, dentre eles, o 
principal é a concentração de TSH. 
Em seguida, na membrana apical da célula, o iodo é oxidado pela TPO (tireoide 
peroxidase), na presença de peróxido de hidrogênio (H2O2), em uma reação catalisada pela THOX. 
A Tireoglobulina (Tg) é sintetizada no retículo endoplasmático das células foliculares e 
depois transportada pelo complexo do Golgi. Essa molécula contém cerca de 140 sítios de 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
aminoácido tirosina, o qual se liga aos átomos de iodo para formar os hormônios T3 e T4. A “Tg” 
atinge o coloide via exocitose; enquanto o iodeto sai da membrana apical das células foliculares, 
a fim de atingir o coloide, através da proteína pendrina. No coloide, o iodeto é transformado em 
iodo (iodeto  iodo). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A próxima etapa na síntese dos hormônios tireoidianos é a Organificação, que consiste na 
junção dos átomos de iodo aos sítios tirosina. Essa reação também é mediada pela TPO. 
 MIT: Monoiodotirosina. Apenas um iodo se liga ao sítio tirosina. 
 DIT: Diiodotirosina. Dois iodos ligados ao sítio tirosina. 
A ligação de duas moléculas DIT forma o T4, enquanto que a ligação de um MIT a um DIT 
forma o T3. 93% dos hormônios tireoidianos são formados na forma de T4 (tiroxina), porém essa 
quantidade é quase completamente transformada em T3 (tri-iodotironina) nos tecidos periféricos, 
principalmente no fígado e nos rins. Cerca de 80% do T3 utilizado provêm da conversão do T4. 
Obs.: Algumas moléculas de hormônio são convertidas em rT3 (T3 reverso) e, em seguida, em 
T2. Essa rota está envolvida no descarte do hormônio. 
Por fim, a Tg com os MIT e DIT ligados retorna à célula folicular por endocitose, através 
da proteína Megalina. Dentro da célula, ocorre a ação de proteases que dissociam os hormônios 
T3 e T4 da Tg, sendo liberados para a corrente sanguínea; e os MIT e DIT sofrem ação de 
desiodades, sendo reaproveitados (convertidos em iodeto). 
1. Moléculas de tireoglobulina ricas 
em tirosina são produzidas no retículo 
endoplasmático, empacotadas em 
vesículas no complexo de golgiano e 
exocitadas no lúmen do folículo. 
2. O iodo (I-) penetra na célula 
folicular graças a cotransportadores 
basolaterais Na+/I- (sequestradores 
de iodo). O iodeto deixa a célula 
pelo lado apical para o lúmen graças 
a cotransportadores I-/Cl-. 
3. No lúmen folicular, I- é 
oxidado para formar iodeto pela 
tireoperoxidase e substitui H+ 
no anel benzeno dos resíduos 
tirosina de tireoglobulina. 
4. A ligação de um iodeto 
formará MIT e a ligação 
de dois íons iodeto 
formará DIT. Esta reação 
chama-se organificação. 
A tireoperoxidase cata-
lisa também a ligação de 
um DIT a outro DIT para 
formar T4. Alguns DIT vão 
também se ligar a um MIT 
para domar T3. Estes 
produtos permanecem 
associados à Tg. 
5. A tireoglobulina madura contendo MIT, DIT, T4 e T3 (do mais abundante ao menos 
abundante) é endocitada de volta para dentro da célula folicular e pode ser armazenada 
como coloide até ser secretada. Diferentemente do que acontece com outros 
hormônios, os TH podem ficar armazenados por semanas enquanto ligados à Tg. 
6. A proteólise do coloide é estimulada por TSH e libera 
as moléculas que o compõem. MIT e DIT voltam ao 
pool de síntese e T3 e T4 atravessam a membrana 
basolateral para serem liberados no sangue 
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA 
 
Os hormônios T3 e T4 circulam no sangue ligados a proteínas plasmáticas. As principais, 
em ordem de ocorrência, são: 
1. TBG (Globulina Ligadora da Tiroxina – 70%) 
2. Albumina (~15%); 
3. TTR (Transtirretina – 10% a 15%) 
4. Lipoproteína HDL (3%) 
 
Devido à alta afinidade da ligação proteína-hormônio, estes conseguem se 
despender muito pouco, ficando pouca quantidade livre no sangue. O T4 se encontra ~0,04% na 
forma livre, e o T3 ~0,4%. 
A ação de tais hormônios possui um grande período de latência. O T3 manifesta seus 
efeitos em cerca de 6 a 12 horas, quatro vezes mais rápido que o T4. Esse período de latência 
se deve, entre outros fatores, à lenta liberação do hormônio por suas proteínas de ligação. 
 
1. O efeito geral dos hormônios tireotróficos é aumentar a transcrição gênica, gerando 
uma resposta celular em nível corporal. Os receptores dos HT (hormônio tireoidiano) estão 
localizados no núcleo celular. Antes de se ligar aos receptores nucleares, ocorre a 
remoção de uma molécula de iodo do T4, transformando-o em T3, visto que este possui 
afinidade muito mais alta pelas proteínas receptoras. Acredita-se, ainda, que os HT’s 
possuam efeitos independentes da transcrição gênicas, pois algumas reações se 
manifestam muito rapidamente. Há a possibilidade de o sítio desse receptor não genômico 
estar presente na membrana. 
 
2. Aumento da atividade metabólica celular 
o O metabolismo basal pode aumentar de 60% a 100% na presença de HT’s. 
o Aumenta a produção de energia (ATP) pelas mitocôndrias, bem como o consumo 
de O2. A atividade da bomba de sódio-potássio também aumenta, devido ao 
aumento da permeabilidade ao sódio na membrana celular, o que provoca maior 
liberação de calor. 
 
3. Efeitos dos HT’s sobre o crescimento: 
o Em humanos, esse efeito é bem específico, manifestando-se, sobretudo, em 
crianças. Nas crianças que possuem hipotireoidismo, o crescimento fica retardado; 
ao passo que naquelas com hipertireoidismo, esse crescimento é excessivo. 
Entretanto, os ossos maturam com maior rapidez, fechando precocemente as 
epífises ósseas, o que pode diminuir a altura final do adulto. 
o No feto, os hormônios tireoidianos provocam o desenvolvimento do cérebro, de 
modo que qualquer prejuízo de secreção nesse período acarreta o cretinismo. 
4. Estímulos sobre Metabolismos Específicos: 
o Carboidratos: Estimulo da captação de glicose; aumento da glicólise; aumento da 
gliconeogênese. 
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o Lipídios: Do mesmo modo que nos carboidratos, praticamente todas as rotas do 
metabolismo dos lipídios são estimuladas. Ocorre aumento da mobilização de lipídio 
do tecido adiposo, reduzindo o acúmulo de gordura. 
o O aumento dos HT’s provoca diminuição dos níveis sanguíneos de colesterol, 
triglicerídeos e fosfolipídios. 
o Aumento do metabolismo basal; Necessidade aumentada de Vitaminas; 
Redução do Peso Corporal. 
 
5. Efeitos sobre o Sistema Cardiovascular: Aumento do Fluxo Sanguíneo e do Débito 
Cardíaco; Aumento da Hematopoiese. 
6. Aumento da Respiração, da Motilidade Gastrointestinal; 
7. Efeito excitatório sobre o SNC: estado de alerta, memória e aprendizado; 
8. Efeito sobre o sono: devido ao efeito exaustivo sobre o metabolismo, a pessoa com 
hipertireoidismo frequentemente se queixa de cansaço; todavia o sono é dificultado, 
porque os HT’s mantêm o cérebro ativado. 
9. Efeito sobre a Função Sexual: relacionado à libido, e não diretamente às gônadas; 
10. Crescimento e Remodelação óssea. 
 TSH: É o principal fator de estimulação da secreção dos hormônios tireoidianos. Ele age 
sobre todos os mecanismos que viabilizam a secreção, desde a captação doiodo, até a 
secreção hormonal. 
 AMPc: É o segundo mensageiro intracelular das células com receptores para TSH. Seu 
nível, portanto, está ligado aos efeitos provocados pelo TSH. 
 TRH: É o hormônio que age sobre a hipófise, controlando a liberação de TSH. Desse modo, 
age indiretamente sobre a secreção dos hormônios tireoidianos. 
 Frio: O frio provoca excitação dos centros hipotalâmicos reguladores da temperatura 
corporal, o que implica a liberação de TRH pelo hipotálamo e, consequentemente, de TSH 
pela hipófise. 
 Feedback: A elevação dos hormônios tireoidianos reduz principalmente a secreção de 
TSH pela hipófise anterior. Ocorre feedback negativo também sobre o hipotálamo, 
diminuindo a liberação de TRH. 
 Glicocorticoides e Dopamina inibem o eixo de liberação de HT. 
 
 
Observações: 
 Efeito Woff-Chaikoff: ingestão excessiva de iodeto suprime a atividade da NIS e da TPO, 
diminuindo a síntese hormonal. 
 Efeito Jod-Basedow: ingestão excessiva em pacientes com bócio ou hipertireoidismo 
latente ocasiona aumento da síntese hormonal. 
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ANORMALIDADES HORMONAIS NO EIXO “HIPOTÁLAMO – HIPOFISE – TIREOIDE” 
 Substâncias Supressoras: Drogas como o tiocianato e o propiltiouracil bloqueiam a 
secreção tireoidiana por diferentes motivos: 
o Tiocianato: Reduzem a captação de iodeto da corrente sanguínea para dentro das 
células foliculares; isso ocorre devido à inibição competitiva (tiocianato e iodeto 
competem pelo mesmo sítio de ligação). 
o Propiltiouracil: Bloqueia tanto a enzima peroxidase, necessária ao processo de 
iodação da tirosina, quanto o processo de conjugação dos MIT ou DIT para formar 
os hormônios. 
 Altas concentrações de Iodeto reduzem a síntese hormonal: Em concentrações de iodo 
circulante cerca de 100 vezes maior que o normal, a captação de iodo é diminuída, de 
modo que todos os processos subsequentes também (efeito Woff-Chaikoff). 
 Hipertireoidismo: Também chamado de “Bócio Tóxico, Tireotoxicose ou Doença de Graves. 
O tamanho da tireoide aumenta de duas a três vezes acima do normal, de modo que não 
só o tamanho, mas também o número de células aumenta muito. A secreção hormonal é de cinco 
a quinze vezes maior que o normal. 
Doença de Graves é o nome dado à forma mais comum de hipertireoidismo: uma forma 
autoimune em que anticorpos chamados imunoglobulinas estimulantes de tireoide (TSI’s) atacam 
o próprio receptor de TSH, provocando uma ativação prolongada dos mesmos. Outras agravantes 
podem produzir o hipertireoidismo, como adenomas (tumores). 
 
 
 
 
 
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Os principais sintomas de hipertireoidismo são facilmente deduzidos: 
 Agitação constante; 
 Intolerância ao calor; 
 Perda de peso; 
 Fraqueza muscular; 
 Fadiga extrema, entre outros. 
 
A maior parte das pessoas com hipertireoidismo desenvolve algum grau de exoftalmia. 
 
 Hipotireoidismo: Os efeitos dessa doença, em geral, são opostos aos do 
hipertireoidismo, porém possui suas peculiaridades. 
Sua principal causa também é autoimune, porém ocorre a destruição da glândula ou de enzimas, ao 
invés de seu estímulo. Esse caso em que se destroem a TPO (tireoperoxidase) e a Tg caracteriza um quadro 
chamado de Doença de Hashimoto. As principais manifestações fisiológicas são: Fadiga e sonolência extrema; 
redução da frequência e do débito cardíaco, resultando em aumento de peso; em casos de quase ausência total 
de hormônios tireoidianos, aparecimento de edemas pelo corpo (mixedema). A redução da ação dos hormônios 
tireoidianos aumenta o colesterol circulante; desse modo, muitos pacientes com hipotireoidismo desenvolvem 
aterosclerose. 
 
 Cretinismo: É um hipotireoidismo extremo que ocorre em fetos, bebês ou crianças. Essa 
deficiência se caracteriza especialmente por retardo mental e deficiência de crescimento 
corporal, pois, como já comentado, os hormônios tireoidianos provocam o 
desenvolvimento do cérebro. O cretinismo resulta de uma falha congênita relacionada à 
glândula tireoide, como, por exemplo, sua ausência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 5 – Reprodutor Feminino 
 
Anatomia do aparelho reprodutor feminino 
 
Ovários: Além da reprodução, estão relacionados com várias funções fisiológicas da mulher. É 
dividido em hilo, córtex e medula. É na região cortical que ocorre o desenvolvimento folicular. 
 
Hormônio Esteroide Ovariano ou Sexual: Produção em maior parte pelas células foliculares, 
em seu desenvolvimento. Também há produção hormonal por outras células do ovário, porém 
em menor quantidade. 
Os hormônios ovarianos podem ser esteroides ou peptídicos: 
 Ação Local: Promover o desenvolvimento folicular; 
 Ação no Organismo: Desenvolvimento de mamas, útero, trompas, tecido adiposo, ossos, 
sistema vascular, entre outros. São os caracteres sexuais secundários. 
 
 
 
 
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ESTEROIDOGÊNESE 
O primeiro passo para a síntese de hormônios esteroides ocorre na mitocôndria, 
com a conversão do colesterol em pregnenolona (etapa limitante). O restante do 
processo se dá no retículo endoplasmático liso das células foliculares (granulosas). O precursor 
de tais hormônios é o colesterol, proveniente do sangue ou produzido no fígado a partir de Acetil-
CoA. A enzima regulatória desse processo é a StAR (Steroidogenic Acute Regulatory – Regulação 
Aguda da Esteroidogênese), responsável pelo transporte de colesterol. 
Três estrogênios são importantes na mulher: o estradiol, a estrona e o estriol. 
Basicamente progesterona e androgênios (testosterona e androstenediona) são 
sintetizados primeiro. Quase todos os androgênios e grande parte da progesterona são 
convertidos em estrogênios pela enzima Aromatase. Essa enzima catalisa as reações: 
1. Testosterona  Estradiol 
2. Androstenediona  Estrona (um estrogênio mais fraco, que pode, porém, se transformar em estradiol). 
 
A SF-1 é uma proteína que regula a expressão das enzimas da Esteroidogênese. Portanto, 
ela também regula esse processo. 
A produção dos hormônios ocorre, predominantemente, por: 
 Androgênios: Células Intersticiais e da Teca; 
 Estradiol: Células Foliculares (granulosa); 
 Progesterona: Todas as células esteroidogênicas. 
 
 
 
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Transporte dos hormônios esteroides sexuais: 
 Estradiol: Secreção ovariana (a estrona é convertida perifericamente), e também pelas 
adrenais em menor parte. 
▪ 70% ligado a proteínas: a maior parte segue ligada ao SHBG (Proteína Carregadora 
dos Hormônios Sexuais, produzida no fígado). Uma menor parte segue ligada à 
albumina. 
O aumento de SHBG circulante implica pouco hormônio circulando na corrente sanguínea na forma livre. 
Esse artifício pode ser utilizado na clínica em mulheres que sofrem com excesso de hormônios, como os androgênicos. 
 Androgênios: DHEA , Androstenediona, Testosterona. 
▪ 97%~99% ligado à SHBG. 
 Progesterona: Circula pelo sangue ligado à “transcortina” ou CBG (globulina ligante de 
cortisol), pela qual tem mais afinidade, e também ligado à albumina. 
Fontes de Hormônios Esteroides na Mulher: 
 Estradiol: Maior produção ocorre pelas células foliculares do ovário. Também é produzido 
pela conversão periférica de outros hormônios no tecido adiposo, músculos e fígado. 
 Estrona: Proveniente da aromatização da Androstenediona ou da conversão do Estradiol 
em Estrona nos tecidos periféricos. 
 DHEA: Produzido pela camada reticular do córtex das Adrenais. 
 Androstenediona: Ovários e Adrenais. 
 Testosterona: Ovários, Adrenais e Tecidos Periféricos. 
Hormônios Peptídicos: 
 Ativina: Atua sobre a adeno-hipófise, estimulando a secreção de FSH. 
 Inibina: Feedback negativo sobre a liberaçãode FSH. 
Há suspeitas que esse hormônio seja um indicador de climatério, devido a uma relação inversa entre 
os níveis de inibina (baixos) e de FSH (elevados) na mulher em climatério. 
 Folistatina: Impede a ação da ativina; portanto, inibe a secreção de FSH indiretamente; 
 Relaxina: diminui a motilidade do miométrio; 
 Outros: POMC, IGF-1, Ocitocina, ADH. 
 
As células da teca possuem muitos receptores de LH. As células da granulosa possuem 
muitos receptores de FSH e poucos de LH. Essas gonadotrofinas regulam a Esteroidogênese e 
são reguladas pelos seus produtos, via feedback. 
Por isso, o LH age sobre as células da teca induzindo a produção de androstenediona e de 
testosterona. O LH também age nas células da granulosa, na conversão do colesterol em 
progesterona. 
O FSH age sobre as células da granulosa ativando as enzimas da conversão do colesterol 
em androgênios. As células da granulosa possuem Aromatase, a qual é ativada pelo FSH. Essa 
enzima converte a androstenediona produzida e também aquela proveniente das células da teca, 
formando, assim, os estrogênios. 
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1) Estrogênios: Promovem o crescimento e proliferação de células específicas no corpo, sendo 
responsáveis pela maioria dos caracteres secundários da mulher. O principal deles é o 
Estradiol. Segue abaixo os efeitos desses hormônios sobre alguns órgãos: 
Sobre o Metabolismo 
 Útero e órgãos sexuais: Aumento do aparelho reprodutor feminino. 
 Mamas: Causam o desenvolvimento de um sistema de ductos; deposito de gordura; 
aparência externa da mama. Não é responsável pela produção de leite em si. 
 Ossos: Inibem a atividade osteoclástica, auxiliando no crescimento ósseo. Promove o 
fechamento das epífises ósseas. 
Na menopausa, decorrente da maior atividade osteoclástica, bem como o menor depósito de cálcio 
e fosfatos, é comum o desenvolvimento de osteoporose. 
 Tecido Adiposo: Depositam gordura no tecido subcutâneo em regiões específicas, como 
nos glúteos, nas coxas e nas mamas, o que é característico da aparência feminina. 
 SNC: memória, coordenação, 
 Vasos: Induz ao aumento de óxido nítrico e causam vasodilatação. Além disso, causam 
alterações no metabolismo de lipídios (como o aumento de HDL), o que reduz o risco de 
doenças cardiovasculares. 
Genômicas: Possui ligante intracelular  Expressão Genômica. Alguns medicamentos à base de 
estrogênios agem na proliferação celular, como os utilizados para prevenir câncer de mama. 
Não-Genômicas: Possuem ligantes de membrana que ativam segundos mensageiros, emitindo 
respostas muito rápidas e breves, como a vasodilatação. Acredita-se que os receptores para esse 
tipo de resposta estejam presentes na membrana das células-alvo, e não no núcleo. 
2) Progestinas: Atuam basicamente preparando o útero para a gravidez e as mamas para a 
lactação. A principal progestina é a Progesterona. 
 Aumento da temperatura corporal em 0,5ºC após a ovulação; 
 SNC: Apetite, sonolência; 
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 Útero: Sua função mais importante é a de promover alterações secretórias no endométrio 
uterino, durante a última fase do ciclo menstrual, preparando o útero para a possível 
implantação do embrião. 
 Mamas: Auxilia na proliferação dos alvéolos, fazendo com que adquiram natureza 
secretora. Porém, assim como os estrogênios, não age na produção do leite (é a prolactina 
a responsável por tal ação). 
 Diminui a motilidade do útero, evitando a excreção do embrião e facilitando seu 
processo de nidação. 
 A progesterona é o principal mecanismo de ação das pílulas, através de sua 
retroalimentação negativa sobre as gonadotrofinas. 
 
Oogênese 
Inicia na vida fetal, onde todas as células germinativas da vida da mulher são produzidas. 
I. Período proliferativo: multiplicação das ovogônias por mitose. Ocorre em torna da 5ª e 6ª 
semanas de vida uterina. 
II. Período de crescimento: não há divisão celular, apenas desenvolvimento da oogônia à 
oócito I. Logo que são formados, iniciam a meiose I, pausando-a em prófase I (mais 
especificamente, no estágio de dictióteno ou diplóteno). Ocorre em torno da 24ª semana, 
quando a mulher tem um pool de cerca de 7 milhões de oócitos. Ao nascer, esse número já 
está reduzido para cerca de 2 milhões de oócitos primários. 
III. Período de Maturação: se dá na puberdade, quando a ação do FSH “descongela” o oócito 
primário, concluindo a primeira divisão meiótica. Desse modo, ele se torna oócito II, ficando 
pausado em metáfase II. Nesse momento, a mulher conta com seu “pool” ovariano efetivo, 
que é de cerca de 400 mil. 
 O estímulo da fecundação conclui a segunda divisão meiótica, transformando finalmente o 
oócito II em óvulo. 
 Camadas protetoras do oócito: membrana plasmática, zona pelúcida (é uma camada 
glicoproteica) e corona radiata (cúmulos oóphorus; células unidas por junções gap). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento do folículo ovariano 
 Na vida intrauterina, em torno de 2 a 3 meses, os 
folículos estão na forma de “folículos 
primordiais”. Até o momento do nascimento, 
eles vão se desenvolvendo a folículos primários. As 
células deixam de ser cilíndricas e se tornam 
cuboides, e há a formação da zona pelúcida. 
 
 Em um processo gradual que pode durar de 13 a 
50 anos, os folículos primários vão sendo 
recrutados a se tornarem folículos secundários.
 
 
 Folículo Secundário: Proliferação das células e 
aumento de tamanho do folículo. Há um pequeno 
espaço interno, o antro. Ocorre ainda a formação 
de espaços internos, por ação das conexinas, para 
o surgimento de vasos sanguíneos; assim, é 
possível que os hormônios superiores ajam sobre 
as células foliculares. 
 
 Folículo de Graaf ou Maduro: assume a forma 
oval, e encontra-se cheio de líquido, com o antro 
bem evidente. O oócito, agora secundário, está 
coberto por apenas uma fina camada de células do 
cúmulus. Possui maior ação da enzima Aromatase; 
portanto, é o maior produtor de estrogênio. 
 
Ciclo Hormonal Feminino 
Hipotálamo ~~~> Hormônio Liberador de Gonadotrofina (GnRH) ~~~> Adeno-Hipófise 
FSH: estimula o desenvolvimento do folículo ovariano; 
LH: Induz a ovulação (ocorre em pico, pouco antes do 14º dia). 
O surgimento de pico de LH se deve a um feedback positivo decorrente de uma secreção 
sustentada de estradiol por cerca de 24 horas, secretada principalmente pelo folículo dominante. 
É importante lembrar que, em níveis menores, o estrogênio faz feedback negativo sobre a 
liberação de FSH e LH. 
 Atresia: O FSH induz a maturação de vários folículos todo mês, mas somente um chega 
a ovular em cada ciclo. Dessa forma, os folículos restantes regridem, sendo chamados de 
atrésicos. Acredita-se que 99% dos folículos estão fadados à atresia. De 400 mil oócitos 
que a mulher possuiu na puberdade, somente cerca de 400 chegam a ovular. Esse 
fenômeno ocorre em todos os estágios de desenvolvimento folicular, da vida fetal à 
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menopausa. Acredita-se que os folículos atrésicos são aqueles com menor quantidade de 
receptores de FSH, já que se desenvolvem menos. 
Observação: Mesmo a mulher que toma contraceptivo oral por longo período ou que teve várias 
gestações continua perdendo seus oócitos, atingindo a menopausa na mesma idade que uma 
mulher nulípara (que nunca pariu) ou que não fez uso de contraceptivo oral. 
 Corpo Lúteo: É considerado uma glândula endócrina temporária, já que se mantém ativo 
por no máximo 7 ou 8 dias após a ovulação. O processo de luteinização ocorre através da 
ação do LH (hormônio luteinizante, razão de seu nome), que modifica as células da 
granulosa e da teca. Produz progesterona em maior quantidade que estradiol, na segunda 
fase do ciclo menstrual. Caso não haja fertilização,transforma-se em corpo albicans, um 
tecido cicatricial que sofreu a invasão de macrófagos, leucócitos e fibroblastos. 
 
Ciclo Uterino 
1. Fase Menstrual: ocorre a descamação do endométrio; são os 5 primeiros dias do ciclo. 
Glândulas são esparsas e retas. 
2. Fase Proliferativa: vai até a ovulação, ocorrendo o aumento de número e tamanho das 
glândulas endometriais. O endométrio chega a aumentar de 3 a 5 vezes. O muco cervical forma 
fios (aspecto “filante”) e, ao microscópio, possui formato de samambaia. 
3. Fase Secretora: corresponde ao restante do ciclo; é caracterizada pela presença de 
glândulas espiraladas. 
Observações: 
 A menstruação ao fim do ciclo ocorre devido ao declínio dos hormônios sexuais (estradiol 
e progesterona). 
 O óvulo permanece viável após a ovulação por um período de aproximadamente 24 horas. 
Já os espermatozoides sobrevivem no ambiente uterino por cerca de 5 dias. 
Mudanças da menopausa: 
Na menopausa, ocorre uma mudança na dinâmica hormonal feminina: as adrenais e os 
ovários produzem Androstenediona (que passa a ser o principal androgênio), que é convertida, 
em um processo de aromatização, em Estrona, a qual passa a ser o principal estrogênio na mulher 
a partir desse período. 
 Sintomas: “fogachos”, irritabilidade, fadiga, ansiedade, depressão, outros. 
 Mudanças físicas: diminuição da lubrificação vaginal. 
 Doenças: Devido à diminuição de estradiol, a mulher está mais propensa a 
doenças cardiovasculares (DCV), osteoporose, Alzheimer (não é certo, apenas 
dedução). 
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 6 – Reprodutor Masculino 
ANATOMIA 
 
Testículo: Responsável pela espermatogênese e síntese de hormônios sexuais masculinos. 
Esses processos asseguram a fertilidade e o desenvolvimento dos caracteres secundários; - 
Pênis: Órgão de cópula; - Glândulas Acessórias: 
 Vesícula Seminal: 60% do ejaculado; principais substâncias secretadas são a frutose 
(fonte energética), anticoagulantes e prostaglandinas (facilita a movimentação no muco 
cervical). 
 Próstata: 30% do ejaculado; secreta um líquido fino e leitoso que contém citrato (fonte 
energética), cálcio, zinco, fibrinolisina (anticoagulante). Possui pH alcalino para 
neutralização dos líquidos ácidos do liquido seminal. 
 Os outros 10% de secreção são fluidos testiculares. Agem, ainda, as glândulas 
bulbouretrais, que eliminam sua secreção antes da ejaculação, visto que possui função de 
limpeza e lubrificação. 
Em cada ejaculação, saem cerca de 3 a 5 ml. Em cada ml, estima-se a presença de 
15 milhões de espermatozoides. 
 
Túbulos Seminíferos e Espermatogênese 
As células germinativas não iniciam a divisão meiótica ao atingir a região gonadal, mas sim 
na puberdade, quando aumenta a secreção de GnRH. 
Hipotálamo  Hormônio Liberador de Gonadotrofina  Adeno-Hipófise  FSH e LH 
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 FSH: Estimula a espermatogênese. Age sobre as células de Sertoli, estimulando o 
crescimento testicular. Produz as “proteínas ligadoras de androgênios”, que aumentam a 
presença de testosterona no local. Também é necessária para a conversão das 
espermátides em espermatozoides (espermiogênese). 
 LH: Estimula a produção de testosterona pelas células intersticiais (entre os túbulos 
seminíferos), também conhecidas como células de Leydig. 
 
Tais células são repletas de grânulos lipídicos, haja vista sua função de produzir hormônio 
esteroide. A secreção da testosterona se dá tanto para a corrente sanguínea quanto, 
paracrinamente, sobre as células de Sertoli. 
Barreira Hematotesticular: previne o contato das células “n” do testículo com o sangue, 
o que geraria uma reação autoimune. Previne ainda que substâncias presentes no sangue causem 
alterações nos gametas. 
As células de Sertoli formam uma rede de contato, através das junções de oclusão, para 
constituir essa barreira sangue-testículo, e também, auxiliam no transporte dos espermatozoides 
para o lúmen. Secretam Inibina B (feedback negativo sobre a liberação de FSH). 
 Nos túbulos seminíferos, além das células de Sertoli, encontram-se células mioides 
(peritubulares) e fibroblastos, que ajudam na contração do túbulo. 
 
1. Espermatocitogênese: período de mitoses 
Durante a vida infantil, as células germinativas indiferenciadas se transformam em 
espermatogônias, que se proliferam por mitoses. Essa proliferação origina espermatogônias de 
dois tipos: 
 
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Espermatogônia A: só realiza mitose; é considerada célula tronco. Garante a presença de 
gametas por toda a vida do homem. 
Espermatogônia B: Apta a entrar em um período de crescimento para originar 
espermatócitos I. 
 
2. Meiose 
Em torno dos 9 anos de idade, o menino entra em um período de Adrenarca, em que 
aumentam-se os níveis de FSH e LH. Essa fase precede a puberdade. 
Na puberdade, as espermatogônias estão acumuladas em cerca de 6 milhões. Nesse 
período, vai ocorrer a divisão meiótica: 
Espermatócitos I (meiose I)  Espermatócitos II (meiose II)  Espermátides 
3. Espermiogênese 
As espermátides se transformam em espermatozoides por um processo de diferenciação 
ou espermiogênese: desenvolvimento do flagelo; formação da peça intermediária por rearranjo 
das mitocôndrias; formação do acrossoma; condensação nuclear; contração do citoplasma. 
À medida que se dividem, os gametas vão ficando mais próximos da luz do tubo. Os 
espermatozoides que alcançam a luz sofrem um processo de Maturação no epidídimo, antes de 
serem ejaculados. 
 
HORMÔNIOS ANDROGÊNIOS 
Os testículos secretam muitos hormônios sexuais masculinos, chamados coletivamente de 
androgênios. Entre eles, está a testosterona, a di-hidrotestosterona (DHT) e androstenediona. A 
testosterona é o mais abundante deles, porém ela é quase totalmente convertida nas células-alvo 
em di-hidrotestosterona, muito mais potente. 
 
Os hormônios androgênios se ligam a receptores tanto citoplasmáticos quanto nucleares, 
que são fatores de transcrição e regulam a produção de RNAm. A testosterona, ao entrar na 
célula, é majoritariamente convertida em di-hidrotestosterona, que se liga aos receptores e 
exercerá seu efeito. A maioria dos efeitos intracelulares se baseia no aumento da síntese proteica 
praticamente em todo o corpo, embora com mais intensidade nos seus órgãos-alvo. 
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Estudos mais recentes determinaram que a testosterona, assim como outros esteroides, 
também possui alguns efeitos rápidos, ou seja, que não envolvem transcrição gênica. 
 
Antes de se ligar ao receptor, uma pequena parte da testosterona (cerca de 0,5%), que 
não é convertida em DHT, transforma-se em estradiol, que age, por exemplo, no fechamento das 
epífises ósseas. É importante ressaltar que a testosterona também possui efeitos próprios, ou 
seja, se liga aos receptores androgênicos produzindo respostas fisiológicas. 
Transporte plasmático 
1. 2% Livre 
2. 55% SHBG (sex-hormon binding globulin) 
3. 40% Albumina 
4. 5% CBG (cortisol-binding-globulin) 
 
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 Feto: Age na descida dos testículos da cavidade pélvica para o saco escrotal, evitando 
quadros de criptorquidia; 
 Caracteres Sexuais Primários: Aumento do pênis, do saco escrotal e dos testículos até 
os 20 anos de idade; 
 Caracteres Sexuais Secundários: Aumento de pelos corporais; induz a calvície 
(depende também da presença do gene para calvície); engrossamento da voz; aumento 
da espessura da pele e da secreção das glândulas sebáceas, o que pode contribuir para 
as acnes; aumento damassa muscular, aumentando a força e o vigor; 
 Ossos: Aumenta a matriz óssea e a retenção de cálcio, aumentando o tamanho e a força 
dos ossos. Provoca o fechamento das epífises ósseas dos ossos longos (a altura final de 
um normal é ligeiramente menor que a de um homem castrado antes da puberdade); 
 Metabolismo Basal: Aumento de cerca de 15%; 
 Balanço Hídrico: Atua nos túbulos distais renais, aumentando a reabsorção de sódio. 
Hipotálamo (GnRH)  Adeno-Hipófise (FSH e LH)  Testículos (Testosterona) 
A secreção do GnRH ocorre durante poucos minutos, em períodos de 1 a 3 horas. O LH 
acompanha fielmente esse padrão de secreção; já o FSH aumenta e diminui sua secreção após 
cada liberação de GnRH. 
A testosterona é secretada pelas células intersticiais de Leydig, sobre estímulo de LH. Ao 
aumentar sua quantidade circulante, ela exerce feedback negativo sobre o hipotálamo, 
diminuindo a secreção de GnRH; e sobre a hipófise anterior, diminuindo a secreção de 
gonadotrofinas. Por outro lado, quando a testosterona está baixa, o hipotálamo é estimulado a 
aumentar sua secreção de GnRH. 
O FSH estimula a espermatogênese. Quando essa atividade encontra-se elevada, ocorre 
um mecanismo de feedback negativo especificamente sobre a secreção de FSH. Acredita-se que 
isso se deve à produção de inibina B pelas células de Sertoli. 
Durante a vida fetal, o HCG secretado pela placenta circula da mãe para o feto. Esse 
hormônio é muito parecido com o LH, estimulando a produção de testosterona, que promove a 
formação dos órgãos sexuais masculinos. 
I. Puberdade: Durante a infância, o hipotálamo não secreta quantidade significativas de 
GnRH, devido à inexpressividade de hormônios sexuais. Na puberdade, por algum motivo 
desconhecido, o GnRH vence essa inibição e inicia a vida sexual. Desse modo, uma 
característica da entrada na puberdade é a secreção pulsátil do LH durante o sono, já que 
esse hormônio segue fielmente os pulsos de GnRH. 
II. Senescência: Após os 50 anos, observa-se uma queda no nível de testosterona de 1ng/ml 
a cada década, bem como a diminuição da produção espermatogênica, fenômeno chamado 
de Andropausa (ainda em estudos; repercussões clínicas não bem estabelecidas). 
Observação: A administração de androgênios promove uma queda na produção de 
espermatozoides, visto que diminui os níveis de FSH. 
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 7 – Córtex das Adrenais e ADH (Vasopressina) 
GLÂNDULAS ADRENAIS 
São glândulas triangulares localizadas acima dos rins, por isso, também chamadas de 
Suprarrenais. 
É dividida em duas regiões bem distintas fisiologicamente: córtex (externamente) e 
medula. 
A seguir, seguem imagens do CÓRTEX adrenal, bem como suas subdivisões e os hormônios 
predominantemente produzidos em cada uma delas. 
 
 
 
 
SÍNTESE HORMONAL – ESTEROIDOGÊNESE 
Por serem hormônios esteroides, são provenientes do colesterol. O colesterol pode ser 
captado por endocitose receptor-mediada do LDL (principal) ou produzido a partir do 
AcetilCoA. 
Na mitocôndria, o colesterol é primariamente convertido em pregnenolona, por ação da 
enzima colesterol desmolase. Em seguida, ocorrem vários processos no REL, e são finalmente 
produzidos Aldosterona, Cortisol e Androstenediona. 
 
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Os hormônios produzidos na Esteroidogênese são determinados pela presença de enzimas 
na glândula produtora. Como as adrenais possuem todas as enzimas desse processo, elas 
produzem todos os hormônios. 
 
Deficiência da 21-hidroxilase (21-OH): É a deficiência enzimática da Esteroidogênese mais 
recorrente. Tal enzima é responsável pela conversão da progesterona em substratos para a 
formação de Aldosterona e de Cortisol. Desse modo, sua deficiência provoca a falta desses 
corticoides. Complicações: 
 Por feedback negativo, aumenta-se a secreção de ACTH, que passa a super estimular as 
glândulas adrenais, gerando sua hiperplasia; 
 Ocorre o acúmulo de progesterona, substrato da 21-OH. A progesterona, então, segue 
outra rota, sendo transformada em androgênio (Androstenediona). Esse hormônio possui 
a capacidade de gerar efeitos masculinizantes, embora seja muito mais fraco que a 
testosterona. Quando tal quadro ocorre no desenvolvimento fetal, se o feto for do sexo 
feminino, a genitália se desenvolve de modo masculino devido à presença de hormônio 
androgênio na sua circulação, havendo a fusão dos grandes lábios para formar a bolsa 
escrotal e o desenvolvimento do clitóris em pênis; 
 Além disso, obviamente, o paciente sofrerá com a falta de hormônios corticoides, devendo 
obtê-los por via medicamentosa. 
 
 
CORTISOL 
A zona fasciculada – produtora de cortisol – é controlada pelo eixo 
“Hipotálamo – Hipófise – Adrenais”, por meio de mecanismos de feedback. 
 
 
ACTH: 
 Aumenta a quantidade de receptores LDL 
 Aumento da captação de colesterol 
 Aumento da síntese de hormônios adrenais. 
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O ACTH age, sobretudo, nas zonas fasciculada e reticular, não afetando significativamente a zona 
glomerulosa. Seu efeito na zona glomerulosa está mais envolvido com a regulação hormonal que com a estimulação 
dessa região; a isso damos o nome de “papel permissivo”. 
 Ritmo Circadiano: Concentrações de ACTH e cortisol são maiores pela manhã (das 6h 
às 9h), e mais baixas à noite. 
 O AVP (arginina-vasopressina ou ADH) também age sobre o hipotálamo estimulando 
esse eixo. 
 
TRANSPORTE SANGUÍNEO 
O cortisol é transportado de 90% a 95% ligado a proteínas plasmáticas. Dentre elas: 
 75% a 80% ligado à CBG (cortisol binding globulin) ou transcortina; 
 15% ligado à albumina; 
 5% a 10% Livre. 
 
Observação: Cortisona é a forma biologicamente inativa (pré-pró-hormônio) do cortisol. 
 
Os hormônios esteroides são metabolizados pelo fígado (transformados em ácido 
glicurônico), que é bastante solúvel; por isso, é filtrado pelos rins e excretado na urina. 
 
 
 pensar em situação de jejum, até por que nosso pico de cortisol é de manhã 
I. Sobre o metabolismo de carboidratos: 
 Mobilização de combustíveis: Gliconeogênese, glicogenólise, cetogênese, conversão de 
proteínas em glicogênio (proteólise); 
 Aumenta o apetite e a ingestão calórica; 
 Protege o organismo contra hipoglicemia; 
 Em suma, seus efeitos metabólicos são catabólicos e diabetogênicos. 
 
II. Sobre os lipídeos: 
 Aumento da Lipólise (quebra de gordura do tecido adiposo para fornecer energia). 
 
III. Sobre os músculos, ossos e tecido conjuntivo: 
 Mantém a contratilidade do músculo, diminuindo a massa muscular (proteólise); aumenta 
a reabsorção óssea, facilitando a osteoporose; inibe a síntese de colágeno. 
 
IV. Sobre o sistema vascular, os rins e o SNC: 
 Aumenta a pressão arterial; aumenta a taxa de filtração glomerular; modula o 
comportamento, o humor e o estado de vigília. 
 
O cortisol, portanto, age no controle da glicemia e em outros aspectos do metabolismo; 
possui um papel na resposta normal ao estresse, ao aumentar a habilidade de resposta a traumas, 
infecções e condições ambientais desfavoráveis. O cortisol também é essencial à ação anti-
inflamatória e imunossupressora; e possui papel permissivo nas respostas cardiovasculares ao 
estresse. 
 
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Síndrome de Cushing 
É o conjunto de sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica do organismo a um excesso de 
glicocorticoides. O excesso de cortisol ocorre por diferentes motivos, como: produção excessiva de ACTH (tumor 
hipofisário, por exemplo); produção excessiva de cortisol pela adrenal; produção de ACTH ectópico (em outras 
regiões, como no pulmão). Desse modo,

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