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@milly_medvet 
Camilly Vitória 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
Introdução 
Composição anatômica 
 
 
 
 
 
 
 
Função 
Este sistema é bastante complexo, 
existindo grandes diferenças 
anatômicas e fisiológicas dentre as 
espéscies. 
Sua função é transformar 
macromoléculas em micromoléculas, 
fragmentando o alimento e 
transformando-o em particula solúvel 
que possa ser absorvida. 
Níveis de Controle 
Extrínseco 
 Compõe a parte externa ao 
sistema; 
 Sist. Nervoso e Endócrino 
O SN envia fibras nervosas simpáticas e 
parassimpáticas. O PARASSIMPÁTICO 
intensifica a maioria das atividades da 
função gastrointestinal, sendo seus 
principal neurotransmissor a 
NORADRENALINA, já o SIMPÁTICO 
tem função inibitória, com efeitos 
opostos ao parassimpático, sendo seus 
principail neurotransmissor a 
ACETILCOLINA. 
O SE controla as ações 
gastrointestinais e nervosas por meio 
da produção e liberação de hormônios, 
os quais estimulam os efeitos sobre as 
atividades envolvidas. 
Intríseco 
 Controle dentro do próprio 
sistema gasttrointestinal; 
Compõe 
 Sist. Nervoso entérico intríseco e 
Sist. Endócrino intríseco. 
SISTEMA NERVOSO ENTÉRICO 
INTRÍSECO 
O SNEI é um sistema próprio desta 
região, que localiza-se na parede do 
trato gastrointestinal, sendo seus 
movimentos controlados de forma 
independente. Sistema extremamente 
sofisticaso, ou seja, possui alta 
quantidade de células nervosas 
(neurônios), permitindo manter o 
controle adequado para cada tipo de 
alimento ingerido. A ação do SN, tanto 
simpático como parassimpático, sobre o 
trato digestório é indireta, pois este age 
influenciando o SNEI. 
O SD de maneira geral é formado pela 
camada mucosa, submucosa, muscular 
(circular e longitudinal) e a camada 
serosa. 
 
 
 
 
 
 
 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
Na camada submucosa, existe uma 
estrutura chamada plexo submucoso e 
na camada muscular, entre a circular e 
longitudinal, está o plexo entérico. O 
PLEXO ENTÉRICO controla os 
movimentos gastrointestinais, enquanto 
o PLEXO SUBMUCOSO faz o controle 
da secreção e do fluxo sanguíneo local. 
O SNEI é composto por neurônios: 
aferentes (sensoriais), eferentes 
(motores) e interneurônios (ligação), 
assim como, também possui receptores: 
mecanorreceptores (detectam estímulos 
mecãnicos) e quimiorreceptores 
(detectam alterações químicas). 
Muitas substãncias são liberadas por 
esses sistema: acetilcolina, dopamina, 
susbtância P e noradrenalina. 
SISTEMA ENDÓCRINO INTRÍSECO 
As células desse sistema possuem uma 
distribuição difusa pelo epitélio do 
trato digestório e se localizam junto as 
células epiteliais. Morfologicamente 
essas células possuem um ápce estreito 
(apontado pro lúmen e pode detectar as 
alterações do conteúdo luminal) e uma 
base mais larga (voltada para região 
submucosa, por onde são secretadas 
substãncias que atingem outras células 
por difusão. As susbtâncias reguladoras 
liberadas recebem diferente nomes de 
acordo com sua características: 
PARÁRINA atinge as células visisnhas, 
AUTÓCRINA atinge a própria célula 
que o liberou e ENDÓCRINA quando 
as substãncias caem na corrente 
sanguínea para atingir locais mais 
distantes. 
 
 
SISTEA IMUNOLÓGICO 
Este também possui participação no 
controle da função gastrointestinal. 
Quando são detectadas toxínas, 
antígenos ou qualquer agente infecioso, 
são liberadas CITOSINAS, as quais 
agem no SNEI e SEI de forma 
coodenada que aumentam as secreções 
e a motilidade a fim de expulsar o 
agente agressor 
Motilidade Gastrointestinal 
O músculo liso do SD pode gerar 
movimento em todos os níveis, esses 
são denominados MOTILIDADE. De 
acordo com sua natureza, ela pode 
promover a retenção, propulsão e 
mistura do alimento. 
 Tempo de trânsito 
O tempo em que o alimento demora 
para se deslocar de um local do SD para 
outro do mesmo. Quando a retenção e 
mistura se sobressaem o tempo de 
trânsito aumenta e quando os 
movimetos de propulsão se sobressaem 
o tempo de trânsito é baixo. 
 Sentidos 
Quando algo se move pelo SD em 
sentido ao ânus, esse movimento é 
chamado de ABORAL e quando algo se 
move em sentido a boca é denominado 
de sentido ORAL. 
Células 
As células musculares lisas da parede 
do trato digestório são unidas umas as 
outras por junções denominadas de 
NEXOS. Isso permite a criação de uma 
conexção elétrica, que forma um 
SINCÍCIO. 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
Também, existem estruturas 
especializadas com atividade elétrica 
espontânea, chamadas de CÉLULAS 
INTERSTICIAIS DE CAJAL, 
responsáveis pela formação de ondas 
elétricas (ondas lentas), que se 
propagam por todas as células lisas em 
sentido oral. 
Ondas lentas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As ondas lentas são desolarizações 
parciais da membrana, gerando 
variações no potencial de mebrana, tais 
potenciais que nunca chegam no limiar, 
ocorrendo uma ocilação, isto é, ela vai 
ficando negativa, mas logo depois volta 
a ser negativa. Essas ondas se 
propagam em sentido aboral. 
Contração Muscular 
Ocorre quando as células musculares 
são sensibilizadas com susbtãncias 
neurorreguladoras do SNEI em 
conjunto com as ondas lentas que 
sinalizam a contração. Apesar de as 
ondas lentas acontecerem em todo 
momento, ainda não são capazes de 
estimular a contração, porém são 
necessárias para que ocorra uma 
contração sincronizada da musculatura. 
OBS.: o intestino nuca consegue 
realizar mais de 5 movimentos por min. 
Padrões de Motilidade 
O esôfago tem função de conduzir a 
ingesta até oo estômago, através de 
movimentos de propulsão. Esse possui 
uma particularidade em relação aos 
outros órgãos do sistema 
gastrointestinal, pois parte dele possui 
musculatura estriada esquelética, o que 
permite um certo grau de controle 
voluntário. Já o estômago possui 
padrões de motilidades mais 
complexos. 
A função do estõmago é transformar o 
alimeto fluido e armazená-lo, enviando 
para o duodeno. O estõmago proximal 
tem a função de armazenamento e o 
estômago distal, função de trituração. 
Funcionamento do Estômago 
Quando o alimento chega ao estômago 
proximal, ocorre o relaxamento 
adaptativo, nessa região as contrações 
são fracas, lentas e contínuas, dessa 
modo o alimento é armazenado e 
enviado lentamente ao estômago distal. 
O estômago distal possui contrações 
fortes, realizando a trituração do 
alimento e seu envio ao duodeno, pelo 
piloro, por meio da contração. As 
pequenas particulas são encaminhadas 
ao duodeno, enquanto as maiores 
voltam para o mesmo processo até 
diminuirem de tamanho. Esses 
processos ocorrem na chamada fase 
digestiva. 
 
POTENCIA DE AÇÃO- RESUMO 
No interior das células, quando se 
encontram no potencial de repouso o 
interior dela é negativo. Quando 
ocorre a abertura dos canais de Na, 
estimulados por um impulso 
nervoso, o Na entra na célula e o seu 
interior fica positivo até atingir o 
limir e promover a despolarização. 
Quando o Na começa a sair da célua, 
seu interior volta a ser negativo 
promovendo a repolarização. 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
Fase Cefálica 
Esta ocorre antes da chegada do 
alimento ao estômago. Caracterizada 
pela estimulação do SNC através do 
nervo vago, que prepara o estômago 
para receber o alimento. O estômago 
inicia o aumento das secreções e 
motilidade. 
Fase Digestiva 
O alimento chega ao estômago e 
provoca a distenção da parede, esse 
movimento é detectado pelos 
mecanorreceptores , que sensibilizam o 
S.N.E.I a liberar acetilcolina. A 
liberação desse neurotransmissor 
provoca a liberação de HCl, 
responsável por digerir o alimento. O 
estômago libera o alimento (quimo) 
para o duodeno em uma velocidade 
controlada, esse processo é chamado de 
ESVASIAMENTO GÁSTRICO.Este deve ser adequado a taxa de 
digestão e absorção do duodeno, por 
esse motivo, a chegada do alimento ao 
duodeno ativa o reflexo 
ENTEROGÁSTRICO, associado ao 
SNC, SNEI e SEI, que permitem o 
controle do esvasiamento. 
SEGMENTAÇÃO 
Há uma contração, fazendo com que o 
intestino fico com parte dos segmentos 
contraínos e outros dilatados. Dentro 
de segundos as porções contraídas 
relacham e as relachadas se contraem, 
formando novos segmentos. Esse 
padrão de motilidade faz com que a 
ingesta seja misturada com as secreções 
do etômago e se aproxime da superfície 
absortiva. 
 
 
 
 
 
 
PROPULSÃO 
O processo de contração empurra o 
alimento para frente. 
Esses padros de segmentação e 
propulsão seguem até que o alimento 
seja digerido e absorvido. 
 
 
Fase Interdigestiva 
Ocorre um movimento denominado de 
COMPLEXO INTERDIGESTIVO DE 
MOTILIDADE, esse movimento 
consiste em contrações fortes que 
percorrem longas distâncias, acontece 
no duodeno e segue por todo o 
intestino. Esse processo 
“empurra”/retira todo o alimento que 
não foi digerido, realizando uma 
espécie de limpeza, além de controlar a 
população bacteriana do ID. 
OBS.: acontece a cada uma hora e se 
caso o animal se alimentar novamente, 
esse processo é interrompido. 
 
 
 
 
 
CURIOSIDADE 
Em algumas espécies o cólon e o 
ceco realizam função de fermentação 
para digerir fibras e celuose. Esse 
fato ocorre em espécies hervívoras, 
tendo em vista, sua dieta. 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
Formação de secreções 
Ocorrem em meio aquoso, tal meio é 
formado pela síntese e secreção de 
líquidos, essa produção é controlada 
por estímulos nervosos. Existem vários 
tipos de glândulas que sintetizam 
diferentes produtos: 
 Células caliciformes: 
encontradas na superfície do 
epitélio. São glãndulas únicas, 
que produzem muco, com a 
função de proteção da superfície 
epitelial e responde a irritações. 
 Glândulas Tubulares: 
localizadas no estõmago e no 
duodeno. 
 Glândulas Anexas: fígado, 
pâncreas e salivares, auxiliam 
na digestão, porém localizadas 
fora do sistema gastrointestinal 
Saliva 
Na boca o alimento é misturado a saliva 
até formar um bolo alimentar, 
facilitando a deglutição. 
A segreção das glândulas salivares é 
controlada pelo SNA Parassimpático. A 
saliva tem funçóes diferentes 
dependendo da espécie. 
EXEMPLO DE FUNÇÕES DA 
SALIVA 
Em várias espécies ela possui ação 
antimicrobiana pela ação da lisozima e 
anticorpos. Em ONÍVOROS inicia a 
digestão de amido pela enzima amilase 
salivar. Em RUMINANTES a saliva 
contem bicarbonato, que serve como 
tampão para neutralizar os ácidos 
formados pela fermentação do 
estômago. 
Secreção Gástrica 
No estômago existem as: 
 Células mucosas da superfície: 
secretam muco para proteger a 
mucosa gástrica do PH baixo 
(ácido); 
 Células parietais: secretam 
ácido clorídrico (HCL); 
 Células principais: sintetizam e 
secretam pepsina. 
Produção de HCl 
Na fase cefálica da digestão o olfato e a 
visão ativa o SN Parassimpático, qu 
estimula o SNE, que responde com a 
liberação de acetilcolina. A acetilcolina 
age tanto nas células G quanto nas 
células parientais, ambas possuem 
receptores para as mesmas. 
As células G secretam gastrina que 
também age nas células parientais (as 
que produzem HCL). Na fase gástrica 
(quando o alimento chega ao estõmago) 
ocorre a distensão da mucosa, que é 
detectada pelos mecanorreceptores, 
estimulando diretamente o SNEI, 
levando a liberação de acetilcolina e 
estimulação das celula G e pariental. 
Ainda existem as células 
enterocromfinas, estas respondem tanto 
a aacetilcolina quanto a gastrina e 
secretam histamina. A histamina se liga 
à célula pariental pelos receptores 
presentes nesta última. Quando os três 
receptores estão ligados (acetilcolina, 
gastrina e histamina) a produção de 
suco gástrico intensificase. 
 
 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
 
 
 
 
 
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BOLO ALIMENTAR E SEU AUXILIO 
NA PRODUÇÃO DE HCL 
Auxilia na produção de suco gástrico e 
funciona como tampão que aumenta o 
PH e libera a produção de HCL. 
INIBIÇÃO DE HCL 
Conforme o HCl aumente o PH 
diminui, em certo limite a secreção de 
gastrina é inibida, causando uma 
diminuição na produção de HCl e por 
consequência o aumento do PH. 
 Digestão de proteínas 
Isso acontece graças ao PH que é 
extremamente baixo e a secreção de 
PEPSINA. A pepsina é sssecretada 
pelas célula principal, esta é 
considerada uma “família” de enzimas, 
que digere proteína, estas são 
armazenadas em uma forma inativa: 
PEPSINOGÊNIO. Quando o 
pepsinogênio é secretado no estômago 
o PH ácido faz com que a molécula seja 
clivada (quebrada) e ativada em 
pepsina. A pepsina juntamente com o 
baixo PH inicia a digestão de proteínas. 
Secreção pancreática 
Após o bolo alimentar ser processado 
pelo estômago, é enviado ao duodeno e 
recebe o nome de QUIMO. As secreções 
pancreáticas agem nesta fase. 
O pâncreas é composto por: 
 Parte endócrina: composta 
pelas ilhotas pancreáticas; 
 Parte exócrina: composta por 
ácinos, que são interligados por 
meio de ductos, estas produzem 
diversos tipos de enzimas com a 
função de digerir gordura, 
proteína e carboidrato. 
Entre os acinos o os ductos existem as 
células centroacinases, as quais são 
responsáveis pela produção de uma 
secreção rica em bicarbonato de sódoio 
que alcaliniza o quimo. O suco 
pancreático é despejado no duodeno, 
através do ducto pancreático. 
PRODUÇÃO DO SUCO 
PANCREÁTICO 
As células acinares possuem receptores 
de acetilcolina, colocitosinina e 
secretina. Durante a fase cefálica e 
gástrica da digestão à 
ACETILCOLINAé secretada através do 
nervo vago, com isso o pâncreas inicia 
sua secreção. Quando o QUIMO chega 
ao intestino, é iniciada a fase intestinal, 
nessa fase a COLOCITOSININA é 
secretada pelo duodeno na presença de 
gordura e proteína. Também é 
secretado a SECRETINA que é 
estimulada pelo PH baixo, nessa fase a 
secreção pancreática é mais intensa. 
Secreção Biliar 
O fígado é composto pelos 
HEPATÓCITOS que forma placas, 
dentre elas existem os canalículos 
biliares. O HEPATÓCITOS sintetizam e 
secretam a bile nos canalículos, 
seguindo até a vesícula biliar, onde é 
armazenado. 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
A bile é composta por: 
 Ácidos biliares 
 Fosfolipídeos 
 Colesterol 
 Água 
 Bilirrubina 
A bile é importãnte na digestão de 
gordura, tendo como função a 
emulsificação (Colocar um líquido 
gorduroso no interior de outro de 
modo a fazer com que partículas de 
gordura fiquem suspensas) da gordura. 
Formando uma estrutura com uma 
parte hidrofílica e hidrfóbica. 
OBS.: Os equinos não tem vesícula 
biliar, o conteúdo é diretamente 
direcionado ao duodeno. 
Quando o alimento gorduroso chega no 
duodeno é cecretado a 
COLOCITOSININA, esse hormônio 
promove a contração da vesícula. 
OBS.: Os ácidos biliares ajudam na 
digestão e absorção de gordura no 
jejuno, porém são absorvidos apenas no 
ílio, eles também são reciclaveis e 
ajudam na sintese da bile, essa 
reciclagem é chamada de 
CIRCULAÇÃO ENTEREPÁTICA. 
Digestão e absorção 
São processos distintos, porém 
relacionados. 
DIGESTÃO: é o processo de quebra 
dos nutrientes em tamanhos menores. 
ABSORÇÃO: é a passagem das 
moléculas pelo epitélio intestinal. 
Ambos estão interligados, visto que se 
o alimento não for digerido ele não 
pode ser abosrvido, assim como não 
ocorre a digestão se houver problemas 
na absorção. 
Estrutura do Intestino Delgado 
No intestino delgado (onde ocorre a 
maior parte da digestão e absorção), 
existem as VILOSIDADES, que são 
projeções da mucosa em direção ao 
lúmen (cavidade), estas tem como 
função aumentar a superfíscie de 
contato com o alimento. A vilosidades 
são cobertas por uma camada de 
epitélio simples compostopor 
ENTERÓCITOS (células), que são 
formados pelas 
MICROVILOSIDADES, as quais 
possuem em sua composição camadas 
gelatinosas formada por 
GLICOPROTEÍNAS, denominada de 
GLICOCÁLICE. 
Enterócitos 
As microvilosidades possuiem algumas 
enzimas aderidas na membrana que 
está voltada para o lúmen (memb. 
Apical), membrana esta por onde psão 
absorvidos os nutrientes, que passam 
pelo interior da célula e a membrana 
basolateral até atingir a acorrente 
sanguíea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
Os enterócitos são ligados uns aos 
outros por meio de junções firmes, as 
quais permitem a passagem de H2O e 
alguns eletrólitos. Isso, ocorre graças ao 
espaço lateral entre essas células na 
região da membrana basolateral. 
Entre os enterócitos existem as células 
caliciformes, que secretam muco, sendo 
este musturado com os glicocálices e 
formando uma CAMADA VISCOSA. 
As glândulas secretam vários tipos de 
secreção que formam um ambiente 
aquoso que conduz o alimento pelo SD. 
A água que passa próximo a camada 
epitelial simples, caminha em uma 
velocidade lenta, formando uma 
camada chamada de ÁGUA 
ESTACIONADA, local onde parte do 
processo de digestão irá acontecer. Já a 
água que passa no interior do lúmem 
passa em uma velocidade maior. 
 
 
 
 
 
 
 
Digestão 
Processo em que ocorre a quebra física 
e química do alimento de 
macromoléculas para micromoléculas. 
 Quebra física: ocorre a boca e 
estômago distal, permitindo que 
o alimento aumente a exposição 
da superfície a ação das 
enzimas. 
 Disgestão química: ocorre pela 
ação de enzimas hidrolíticas. A 
hidrólise é o ropimento das ligações 
química pela adição de água. 
A disgestão química possui enzimas 
que agem no lúmen e as que agem na 
superfície da membrana do epitélio, 
essas classes dão origem a duas fases: 
 Fase de digestão luminal: feita 
pelas enzimas secretadas pelas 
glândulas do trato digestório 
como fígado, pâncreas e 
salivares. Essas são misturadas 
com o conteúdo e resulta na 
hidrólise incompleta das 
moléculas, dando origem a 
polímeros de cadeias curtas. 
 
 Fase de membrana: feita por 
enzimas que estão localizadas 
na membrana dos enterócitos. 
Essa tem a função de completar 
o processo de hidrólise, 
quebrando os polímeros de 
cadeia curta, em seguida ocorre 
a absorção. Essa fase acontece 
no microambiente formado pela 
camada viscosa e água 
estcionária. 
Macronutrientes 
 Proteínas 
 Gorduras 
 Carboidratos (fibras, açucares e 
amido) 
DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS 
Bioquimicamente, sua estrutura é 
formada por moléculas de H, O e C 
arranjados em cadeias de açucares 
simples. 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
 
 
 
 
 
 
 
Na membrana do enterócito existe uma 
membrana específica para a digestão de 
cada tipo de carboidrato. Esse 
carboidratos são quebrados em 
monomeros e absorvidos, passando 
pela membrana apical, depois pela 
membrana basolateral e por fim pelo 
espaço lateral até a corrente sanguínea 
DIGESTÃO DAS PROTEÍNAS 
São moléculas constituídas por cadeias 
de aminoácidos. Elas são digeridas por 
diversos tipos de enzimas na fase 
luminal (pepsina, quimosina, tripsina e 
carboxpeptidase), então quebradas em 
moléculas menores para serem 
absorvidas. 
Tipos de enzimas: 
 Endopeptidases: enzimas que 
quebram a proteína em pontos 
internos, gerando cadeias curtas 
de aminoácidos. 
 Exopeptidases: quebram a 
proteína pelas extremidades, 
gerando aminoácidos livres. 
Ambas são ativadas no início do trato 
intestinal, pois elas poderiam digerir a 
própria célula que a secretou. 
Os dipeptídeos e os tripeptídeos podem 
ser digeridos pelas enzimas presentes 
na membrana do enterócito ou podem 
ser absorvidos e terminam sua digestão 
dentro da célula por enzimas 
intracelulares. Resuta, de qualquer 
maneira em aminoácidos livres, que 
seguem pela membrana basolateral e 
espaço livre até a corrente sanguínea. 
 
 
 
 
 
 
DIGESTÃO DE GORDURA 
Os lipídios não são solúveis em água 
(hidrofóbicas), não podendo ser 
facilmente hidrolisadas. Sendo 
necessário ações para emulcificar ou 
dissolver a gordura. É dividida em 4 
fases: 
 Emulsificação: 
Processo de redução das gotículas de 
gordura em tamanhos menores. Ela 
OBS.: Dentre os carboidratos o 
amido é o único digerido na fase 
luminal, já as fibras e açucares são 
digeridos na fase de mebrana. 
A enzima que digere o amido é 
chama de AMILASE, secretada pelo 
pâncreas e presente na saliva de 
algumas espécies. Sua função é 
quebrar o amido em moléculas 
menores que vão para a digestão de 
membrana juntamente com os 
outros carboidratos que não 
passaram pela fase luminal. 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
inicia-se no estômago com o 
aquecimento da partícula, sendo a 
molécula submetica a agitação, mistura 
e separação, ocorrendo no estômago 
distal. As partículas passam para o 
intestino e a emulcificação é 
completada pela ação “detergente” da 
bile, que reduz a tensão superficial da 
molécula, permitindo que esta seja 
ainda mais dividida e reduzida. 
 
 
 
 
 
 Hidrólise: 
O principal lipídio da dieta doa animais 
são os triglicerídeos, eles são digeridos 
pela lipase co-lipase (proveniente do 
pâncreas). O processo de hidrólise leva 
a liberação dos ácidos graxos. 
 Formação de Micelas: 
Após a liberação do ácidos graxos, eles 
são combinados com os ácidos biliares e 
os fosfolipídeos para formar as 
MICELAS, que são aglomerados 
hidrossolúveis de ácidos biliares e 
lipídios. 
 Absorção: 
Dessa forma, as micelas conseguem se 
difundir pela camada de água 
estacionária e os lipídios tem contato 
com a membrana apical do enterócito, 
onde são absorvidos. Os ácido biliares 
permanecem no lúmen intestinal e são 
reabsorvidos no ílio. Os lipídios 
absorvidos se unem a outras móleculas 
dentro do enterócitro e formam os 
chamados QUILOMICRONS, após sua 
formação, são direcionados pela 
membrana basolateral e espaço lateral 
até os vasos linfáticos. 
Ruminantes e Equinos 
Tipos de digestão 
 Digestão glandular: acontece na 
presença de enzimas do prórpio 
animal. 
 Digestão fermentativa: acontece 
por ação de microorganismos. 
Esta só ocorre quando o meio 
intestina disponibiliza um 
ambiente favorável para a 
vivencias desses 
microorganismos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ECOSSISTEMA MICROBIANO NA 
DIGESTÃO FERMENTATIVA 
O ecossistema microbiano é constituído 
por populações de bactérias, fungos e 
protozoários. Nesse ecossistema uma 
espécie possui inter-relações com a 
outra, em muitos casos os resíduos 
deixados por uma espécie serve de 
substrato para o outro. 
CURIOSIDADE 
Nos ruminantes o estõmago é 
dividido em 4 cavidades: rúmen, 
omaso e retículo (estômagos 
fermentantivos) e o abomaso 
(estômago químico). 
Em outras espécies o estômago não é 
dividido, possuindo regiões não 
glandulares, responsáveis pelo 
processo de fermentação, como é o 
caso do ceco e cólon. 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
 Protozoários: não se sabe ao 
certo o seu papel, mas um dos 
seus papeis é a ingestão de 
algumas bactérias para manter o 
controle da população. 
 Fungos: digerem a parede 
celular de células vegetais. 
 Bactérias: responsáveis pelo 
processo de fermentação 
(digestão das fibras). 
 Células Vegetativas 
O principal substrato que precisa 
passar pela digestão fermentativa são 
as FIBRAS. A célula vegetal, diferente 
da animal, possui uma parede celular, 
formada pelas fibras: CELULOSE: 
responsável pela sustentação, HEMI- 
CELULOSE, PECTINA e a 
LIGNINA, sendo essas ultimas 
responsáveis pela fixação da celulose. 
Além das fibras outros nutrientes que 
caem nesse compartimento também 
estão sujeitos à fermentação. Quando os 
carboidratos e proteínas caem nessas 
regiões, as moléculas são atacadas por 
enzimas hidrolíticas, as quais sãooriginadas dos microorganismos. 
Quando estes são metabolizados, 
geram como produto: ÁCIDOS 
GRAXOS VOLÁTEIS, sendo os 
principais: Ácido propiônico, Ácido 
butírico e ácido acético (relacionada 
com a produção de gás metano). Esses 
produtos servem de substrato 
energético para o animal, tornando a 
relação entre o organismo e a 
microbiota uma relação SIMBIÓTICA, 
isto é, o hospedeiro favorece condições 
para sobrevivência microbiana, a qual 
traz como benefício à produção de 
energia para sobrevivência do 
hospedeiro. Os AGV são absorvidos 
diretamente do epitélio dos pré- 
estômagos. 
Apesar de os AGV representarem a 
principal fonte de energia dos 
ruminantes, ela não é a única 
necessidade nutricional. Também são 
utilizadas as PROTEÍNAS. Contudo, 
essa espécie necessita em grande parte 
de proteínas de origem microbiana. Isso 
acontece, quando os microorganismos 
são levados ao abomaso (estômago 
verdadeiro) e ao intestino, onde são 
digeridos. Os microorganismos ainda 
podem sintetizar proteínas, através de 
fontes não proteicas de nitrogênio (N) 
como: Amônia, Ureia e Nitratos. 
Rúmen 
O conteúdo do rúmen é dividido de 
acordo com a fase que ele se encontra. 
Na parte mais dorsal fica o conteúdo 
gasoso, originado da fermentaçã. No 
meio fica o conteúdo sólido. Por fim, na 
parte inferor fica o conteúdo líquido. 
Para que a fermentação no rúmem 
ocorra de modo eficiênte, é necessário 
que aconteça alguns movimentos de 
retenção e mistura: 
 Contrações primárias: 
movimentos de mistura e 
separação de partículas grandes 
e pequenas. 
 Contrações secundárias: 
consiste em contrações em 
direção cranial, que forçam as 
bolhas de gá para frente, dando 
origem a eructação (eliminação 
de gás pela boca). 
 Contração do retículo e 
relaxamento da cárdia: 
movimento da ingesta em 
sentido oral, através do esôfago 
@milly_medvet 
Camilly Vitória 
em direção a boca e então 
remastigada = RUMINAÇÃO. 
OBS.: Os movimentos do rúmen 
selecionam as partículas menores e vão 
deslocando-se em direção ao estômago 
verdadeiro (abomaso). 
Goteira esofágica 
 
 
 
 
 
 
Quando os bezerros ingerem leite, há a 
ativação de um reflexo nervoso, que 
estimula a contração da musculatura 
presente na parede esofágica, formando 
a partir dessa contratura um “tubo”, 
chamado de sulco esofágico, 
popularmente conhecido como 
“GOTEIRA ESOFÁGICA”. Esta se 
estende desde o cárdia até o 
retículoomasal. Sua função é direcionar 
o leite diretamente para o omaso, para 
que não caia no rúmen, visto que, em 
filhotes o estõmago ainda não é 
completamente desenvolvido. Só após 
cerca de 60-90 este passa a ser um 
ruminante. 
 
 
 
 
 
 
Equinos 
Nos equinos o ceco e o cólon além das 
funções de absorção de água e 
eletrólitos, foram desenvolvidos para 
realizar fermentação, entretanto o 
aproveitamento dos nutrientes é 
diferente dos ruminantes. Visto que, a 
ingesta passa primeiro pelo estômago e 
intestino, portanto os carboidratos e 
proteínas sofre digestão e absorção 
antes que cheguem no intestino grosso. 
A digestão glandular dos equinos não é 
tão eficiênte e as grandes quantidades 
de fibras ingeridas interferem na 
digestão dos carboidratos. 
 Desse modo, grandes quantidades de 
açucares e amido chegam no IG, além 
das fibras. 
As proteínas sofrem digestão e 
absorção no ID, o que significa que os 
microorganismos não aproveitam as 
proteínas da diet. Porém, devido a um 
mecanismo para reciclagem de ureia, 
onde esse composto é jogado no IG, 
elas conseguem sitetizar as próprias 
proteínas. 
acaba 
 
 
 
 
 
 
 
CURIOSIDADE 
A principal diferença entre equinos e 
ruminantes em relaação ao 
aproveitamento de proteínas, é que 
eles não conseguem aproveitar as de 
origem bacteriana, então ela sendo 
eliminada nas fezes.

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