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@milly_medvet Camilly Vitória @milly_medvet Camilly Vitória Introdução Composição anatômica Função Este sistema é bastante complexo, existindo grandes diferenças anatômicas e fisiológicas dentre as espéscies. Sua função é transformar macromoléculas em micromoléculas, fragmentando o alimento e transformando-o em particula solúvel que possa ser absorvida. Níveis de Controle Extrínseco Compõe a parte externa ao sistema; Sist. Nervoso e Endócrino O SN envia fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas. O PARASSIMPÁTICO intensifica a maioria das atividades da função gastrointestinal, sendo seus principal neurotransmissor a NORADRENALINA, já o SIMPÁTICO tem função inibitória, com efeitos opostos ao parassimpático, sendo seus principail neurotransmissor a ACETILCOLINA. O SE controla as ações gastrointestinais e nervosas por meio da produção e liberação de hormônios, os quais estimulam os efeitos sobre as atividades envolvidas. Intríseco Controle dentro do próprio sistema gasttrointestinal; Compõe Sist. Nervoso entérico intríseco e Sist. Endócrino intríseco. SISTEMA NERVOSO ENTÉRICO INTRÍSECO O SNEI é um sistema próprio desta região, que localiza-se na parede do trato gastrointestinal, sendo seus movimentos controlados de forma independente. Sistema extremamente sofisticaso, ou seja, possui alta quantidade de células nervosas (neurônios), permitindo manter o controle adequado para cada tipo de alimento ingerido. A ação do SN, tanto simpático como parassimpático, sobre o trato digestório é indireta, pois este age influenciando o SNEI. O SD de maneira geral é formado pela camada mucosa, submucosa, muscular (circular e longitudinal) e a camada serosa. @milly_medvet Camilly Vitória Na camada submucosa, existe uma estrutura chamada plexo submucoso e na camada muscular, entre a circular e longitudinal, está o plexo entérico. O PLEXO ENTÉRICO controla os movimentos gastrointestinais, enquanto o PLEXO SUBMUCOSO faz o controle da secreção e do fluxo sanguíneo local. O SNEI é composto por neurônios: aferentes (sensoriais), eferentes (motores) e interneurônios (ligação), assim como, também possui receptores: mecanorreceptores (detectam estímulos mecãnicos) e quimiorreceptores (detectam alterações químicas). Muitas substãncias são liberadas por esses sistema: acetilcolina, dopamina, susbtância P e noradrenalina. SISTEMA ENDÓCRINO INTRÍSECO As células desse sistema possuem uma distribuição difusa pelo epitélio do trato digestório e se localizam junto as células epiteliais. Morfologicamente essas células possuem um ápce estreito (apontado pro lúmen e pode detectar as alterações do conteúdo luminal) e uma base mais larga (voltada para região submucosa, por onde são secretadas substãncias que atingem outras células por difusão. As susbtâncias reguladoras liberadas recebem diferente nomes de acordo com sua características: PARÁRINA atinge as células visisnhas, AUTÓCRINA atinge a própria célula que o liberou e ENDÓCRINA quando as substãncias caem na corrente sanguínea para atingir locais mais distantes. SISTEA IMUNOLÓGICO Este também possui participação no controle da função gastrointestinal. Quando são detectadas toxínas, antígenos ou qualquer agente infecioso, são liberadas CITOSINAS, as quais agem no SNEI e SEI de forma coodenada que aumentam as secreções e a motilidade a fim de expulsar o agente agressor Motilidade Gastrointestinal O músculo liso do SD pode gerar movimento em todos os níveis, esses são denominados MOTILIDADE. De acordo com sua natureza, ela pode promover a retenção, propulsão e mistura do alimento. Tempo de trânsito O tempo em que o alimento demora para se deslocar de um local do SD para outro do mesmo. Quando a retenção e mistura se sobressaem o tempo de trânsito aumenta e quando os movimetos de propulsão se sobressaem o tempo de trânsito é baixo. Sentidos Quando algo se move pelo SD em sentido ao ânus, esse movimento é chamado de ABORAL e quando algo se move em sentido a boca é denominado de sentido ORAL. Células As células musculares lisas da parede do trato digestório são unidas umas as outras por junções denominadas de NEXOS. Isso permite a criação de uma conexção elétrica, que forma um SINCÍCIO. @milly_medvet Camilly Vitória Também, existem estruturas especializadas com atividade elétrica espontânea, chamadas de CÉLULAS INTERSTICIAIS DE CAJAL, responsáveis pela formação de ondas elétricas (ondas lentas), que se propagam por todas as células lisas em sentido oral. Ondas lentas As ondas lentas são desolarizações parciais da membrana, gerando variações no potencial de mebrana, tais potenciais que nunca chegam no limiar, ocorrendo uma ocilação, isto é, ela vai ficando negativa, mas logo depois volta a ser negativa. Essas ondas se propagam em sentido aboral. Contração Muscular Ocorre quando as células musculares são sensibilizadas com susbtãncias neurorreguladoras do SNEI em conjunto com as ondas lentas que sinalizam a contração. Apesar de as ondas lentas acontecerem em todo momento, ainda não são capazes de estimular a contração, porém são necessárias para que ocorra uma contração sincronizada da musculatura. OBS.: o intestino nuca consegue realizar mais de 5 movimentos por min. Padrões de Motilidade O esôfago tem função de conduzir a ingesta até oo estômago, através de movimentos de propulsão. Esse possui uma particularidade em relação aos outros órgãos do sistema gastrointestinal, pois parte dele possui musculatura estriada esquelética, o que permite um certo grau de controle voluntário. Já o estômago possui padrões de motilidades mais complexos. A função do estõmago é transformar o alimeto fluido e armazená-lo, enviando para o duodeno. O estõmago proximal tem a função de armazenamento e o estômago distal, função de trituração. Funcionamento do Estômago Quando o alimento chega ao estômago proximal, ocorre o relaxamento adaptativo, nessa região as contrações são fracas, lentas e contínuas, dessa modo o alimento é armazenado e enviado lentamente ao estômago distal. O estômago distal possui contrações fortes, realizando a trituração do alimento e seu envio ao duodeno, pelo piloro, por meio da contração. As pequenas particulas são encaminhadas ao duodeno, enquanto as maiores voltam para o mesmo processo até diminuirem de tamanho. Esses processos ocorrem na chamada fase digestiva. POTENCIA DE AÇÃO- RESUMO No interior das células, quando se encontram no potencial de repouso o interior dela é negativo. Quando ocorre a abertura dos canais de Na, estimulados por um impulso nervoso, o Na entra na célula e o seu interior fica positivo até atingir o limir e promover a despolarização. Quando o Na começa a sair da célua, seu interior volta a ser negativo promovendo a repolarização. @milly_medvet Camilly Vitória Fase Cefálica Esta ocorre antes da chegada do alimento ao estômago. Caracterizada pela estimulação do SNC através do nervo vago, que prepara o estômago para receber o alimento. O estômago inicia o aumento das secreções e motilidade. Fase Digestiva O alimento chega ao estômago e provoca a distenção da parede, esse movimento é detectado pelos mecanorreceptores , que sensibilizam o S.N.E.I a liberar acetilcolina. A liberação desse neurotransmissor provoca a liberação de HCl, responsável por digerir o alimento. O estômago libera o alimento (quimo) para o duodeno em uma velocidade controlada, esse processo é chamado de ESVASIAMENTO GÁSTRICO.Este deve ser adequado a taxa de digestão e absorção do duodeno, por esse motivo, a chegada do alimento ao duodeno ativa o reflexo ENTEROGÁSTRICO, associado ao SNC, SNEI e SEI, que permitem o controle do esvasiamento. SEGMENTAÇÃO Há uma contração, fazendo com que o intestino fico com parte dos segmentos contraínos e outros dilatados. Dentro de segundos as porções contraídas relacham e as relachadas se contraem, formando novos segmentos. Esse padrão de motilidade faz com que a ingesta seja misturada com as secreções do etômago e se aproxime da superfície absortiva. PROPULSÃO O processo de contração empurra o alimento para frente. Esses padros de segmentação e propulsão seguem até que o alimento seja digerido e absorvido. Fase Interdigestiva Ocorre um movimento denominado de COMPLEXO INTERDIGESTIVO DE MOTILIDADE, esse movimento consiste em contrações fortes que percorrem longas distâncias, acontece no duodeno e segue por todo o intestino. Esse processo “empurra”/retira todo o alimento que não foi digerido, realizando uma espécie de limpeza, além de controlar a população bacteriana do ID. OBS.: acontece a cada uma hora e se caso o animal se alimentar novamente, esse processo é interrompido. CURIOSIDADE Em algumas espécies o cólon e o ceco realizam função de fermentação para digerir fibras e celuose. Esse fato ocorre em espécies hervívoras, tendo em vista, sua dieta. @milly_medvet Camilly Vitória Formação de secreções Ocorrem em meio aquoso, tal meio é formado pela síntese e secreção de líquidos, essa produção é controlada por estímulos nervosos. Existem vários tipos de glândulas que sintetizam diferentes produtos: Células caliciformes: encontradas na superfície do epitélio. São glãndulas únicas, que produzem muco, com a função de proteção da superfície epitelial e responde a irritações. Glândulas Tubulares: localizadas no estõmago e no duodeno. Glândulas Anexas: fígado, pâncreas e salivares, auxiliam na digestão, porém localizadas fora do sistema gastrointestinal Saliva Na boca o alimento é misturado a saliva até formar um bolo alimentar, facilitando a deglutição. A segreção das glândulas salivares é controlada pelo SNA Parassimpático. A saliva tem funçóes diferentes dependendo da espécie. EXEMPLO DE FUNÇÕES DA SALIVA Em várias espécies ela possui ação antimicrobiana pela ação da lisozima e anticorpos. Em ONÍVOROS inicia a digestão de amido pela enzima amilase salivar. Em RUMINANTES a saliva contem bicarbonato, que serve como tampão para neutralizar os ácidos formados pela fermentação do estômago. Secreção Gástrica No estômago existem as: Células mucosas da superfície: secretam muco para proteger a mucosa gástrica do PH baixo (ácido); Células parietais: secretam ácido clorídrico (HCL); Células principais: sintetizam e secretam pepsina. Produção de HCl Na fase cefálica da digestão o olfato e a visão ativa o SN Parassimpático, qu estimula o SNE, que responde com a liberação de acetilcolina. A acetilcolina age tanto nas células G quanto nas células parientais, ambas possuem receptores para as mesmas. As células G secretam gastrina que também age nas células parientais (as que produzem HCL). Na fase gástrica (quando o alimento chega ao estõmago) ocorre a distensão da mucosa, que é detectada pelos mecanorreceptores, estimulando diretamente o SNEI, levando a liberação de acetilcolina e estimulação das celula G e pariental. Ainda existem as células enterocromfinas, estas respondem tanto a aacetilcolina quanto a gastrina e secretam histamina. A histamina se liga à célula pariental pelos receptores presentes nesta última. Quando os três receptores estão ligados (acetilcolina, gastrina e histamina) a produção de suco gástrico intensificase. @milly_medvet Camilly Vitória mmmmmmmmmmmmmmmmmmmm BOLO ALIMENTAR E SEU AUXILIO NA PRODUÇÃO DE HCL Auxilia na produção de suco gástrico e funciona como tampão que aumenta o PH e libera a produção de HCL. INIBIÇÃO DE HCL Conforme o HCl aumente o PH diminui, em certo limite a secreção de gastrina é inibida, causando uma diminuição na produção de HCl e por consequência o aumento do PH. Digestão de proteínas Isso acontece graças ao PH que é extremamente baixo e a secreção de PEPSINA. A pepsina é sssecretada pelas célula principal, esta é considerada uma “família” de enzimas, que digere proteína, estas são armazenadas em uma forma inativa: PEPSINOGÊNIO. Quando o pepsinogênio é secretado no estômago o PH ácido faz com que a molécula seja clivada (quebrada) e ativada em pepsina. A pepsina juntamente com o baixo PH inicia a digestão de proteínas. Secreção pancreática Após o bolo alimentar ser processado pelo estômago, é enviado ao duodeno e recebe o nome de QUIMO. As secreções pancreáticas agem nesta fase. O pâncreas é composto por: Parte endócrina: composta pelas ilhotas pancreáticas; Parte exócrina: composta por ácinos, que são interligados por meio de ductos, estas produzem diversos tipos de enzimas com a função de digerir gordura, proteína e carboidrato. Entre os acinos o os ductos existem as células centroacinases, as quais são responsáveis pela produção de uma secreção rica em bicarbonato de sódoio que alcaliniza o quimo. O suco pancreático é despejado no duodeno, através do ducto pancreático. PRODUÇÃO DO SUCO PANCREÁTICO As células acinares possuem receptores de acetilcolina, colocitosinina e secretina. Durante a fase cefálica e gástrica da digestão à ACETILCOLINAé secretada através do nervo vago, com isso o pâncreas inicia sua secreção. Quando o QUIMO chega ao intestino, é iniciada a fase intestinal, nessa fase a COLOCITOSININA é secretada pelo duodeno na presença de gordura e proteína. Também é secretado a SECRETINA que é estimulada pelo PH baixo, nessa fase a secreção pancreática é mais intensa. Secreção Biliar O fígado é composto pelos HEPATÓCITOS que forma placas, dentre elas existem os canalículos biliares. O HEPATÓCITOS sintetizam e secretam a bile nos canalículos, seguindo até a vesícula biliar, onde é armazenado. @milly_medvet Camilly Vitória A bile é composta por: Ácidos biliares Fosfolipídeos Colesterol Água Bilirrubina A bile é importãnte na digestão de gordura, tendo como função a emulsificação (Colocar um líquido gorduroso no interior de outro de modo a fazer com que partículas de gordura fiquem suspensas) da gordura. Formando uma estrutura com uma parte hidrofílica e hidrfóbica. OBS.: Os equinos não tem vesícula biliar, o conteúdo é diretamente direcionado ao duodeno. Quando o alimento gorduroso chega no duodeno é cecretado a COLOCITOSININA, esse hormônio promove a contração da vesícula. OBS.: Os ácidos biliares ajudam na digestão e absorção de gordura no jejuno, porém são absorvidos apenas no ílio, eles também são reciclaveis e ajudam na sintese da bile, essa reciclagem é chamada de CIRCULAÇÃO ENTEREPÁTICA. Digestão e absorção São processos distintos, porém relacionados. DIGESTÃO: é o processo de quebra dos nutrientes em tamanhos menores. ABSORÇÃO: é a passagem das moléculas pelo epitélio intestinal. Ambos estão interligados, visto que se o alimento não for digerido ele não pode ser abosrvido, assim como não ocorre a digestão se houver problemas na absorção. Estrutura do Intestino Delgado No intestino delgado (onde ocorre a maior parte da digestão e absorção), existem as VILOSIDADES, que são projeções da mucosa em direção ao lúmen (cavidade), estas tem como função aumentar a superfíscie de contato com o alimento. A vilosidades são cobertas por uma camada de epitélio simples compostopor ENTERÓCITOS (células), que são formados pelas MICROVILOSIDADES, as quais possuem em sua composição camadas gelatinosas formada por GLICOPROTEÍNAS, denominada de GLICOCÁLICE. Enterócitos As microvilosidades possuiem algumas enzimas aderidas na membrana que está voltada para o lúmen (memb. Apical), membrana esta por onde psão absorvidos os nutrientes, que passam pelo interior da célula e a membrana basolateral até atingir a acorrente sanguíea. @milly_medvet Camilly Vitória Os enterócitos são ligados uns aos outros por meio de junções firmes, as quais permitem a passagem de H2O e alguns eletrólitos. Isso, ocorre graças ao espaço lateral entre essas células na região da membrana basolateral. Entre os enterócitos existem as células caliciformes, que secretam muco, sendo este musturado com os glicocálices e formando uma CAMADA VISCOSA. As glândulas secretam vários tipos de secreção que formam um ambiente aquoso que conduz o alimento pelo SD. A água que passa próximo a camada epitelial simples, caminha em uma velocidade lenta, formando uma camada chamada de ÁGUA ESTACIONADA, local onde parte do processo de digestão irá acontecer. Já a água que passa no interior do lúmem passa em uma velocidade maior. Digestão Processo em que ocorre a quebra física e química do alimento de macromoléculas para micromoléculas. Quebra física: ocorre a boca e estômago distal, permitindo que o alimento aumente a exposição da superfície a ação das enzimas. Disgestão química: ocorre pela ação de enzimas hidrolíticas. A hidrólise é o ropimento das ligações química pela adição de água. A disgestão química possui enzimas que agem no lúmen e as que agem na superfície da membrana do epitélio, essas classes dão origem a duas fases: Fase de digestão luminal: feita pelas enzimas secretadas pelas glândulas do trato digestório como fígado, pâncreas e salivares. Essas são misturadas com o conteúdo e resulta na hidrólise incompleta das moléculas, dando origem a polímeros de cadeias curtas. Fase de membrana: feita por enzimas que estão localizadas na membrana dos enterócitos. Essa tem a função de completar o processo de hidrólise, quebrando os polímeros de cadeia curta, em seguida ocorre a absorção. Essa fase acontece no microambiente formado pela camada viscosa e água estcionária. Macronutrientes Proteínas Gorduras Carboidratos (fibras, açucares e amido) DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS Bioquimicamente, sua estrutura é formada por moléculas de H, O e C arranjados em cadeias de açucares simples. @milly_medvet Camilly Vitória Na membrana do enterócito existe uma membrana específica para a digestão de cada tipo de carboidrato. Esse carboidratos são quebrados em monomeros e absorvidos, passando pela membrana apical, depois pela membrana basolateral e por fim pelo espaço lateral até a corrente sanguínea DIGESTÃO DAS PROTEÍNAS São moléculas constituídas por cadeias de aminoácidos. Elas são digeridas por diversos tipos de enzimas na fase luminal (pepsina, quimosina, tripsina e carboxpeptidase), então quebradas em moléculas menores para serem absorvidas. Tipos de enzimas: Endopeptidases: enzimas que quebram a proteína em pontos internos, gerando cadeias curtas de aminoácidos. Exopeptidases: quebram a proteína pelas extremidades, gerando aminoácidos livres. Ambas são ativadas no início do trato intestinal, pois elas poderiam digerir a própria célula que a secretou. Os dipeptídeos e os tripeptídeos podem ser digeridos pelas enzimas presentes na membrana do enterócito ou podem ser absorvidos e terminam sua digestão dentro da célula por enzimas intracelulares. Resuta, de qualquer maneira em aminoácidos livres, que seguem pela membrana basolateral e espaço livre até a corrente sanguínea. DIGESTÃO DE GORDURA Os lipídios não são solúveis em água (hidrofóbicas), não podendo ser facilmente hidrolisadas. Sendo necessário ações para emulcificar ou dissolver a gordura. É dividida em 4 fases: Emulsificação: Processo de redução das gotículas de gordura em tamanhos menores. Ela OBS.: Dentre os carboidratos o amido é o único digerido na fase luminal, já as fibras e açucares são digeridos na fase de mebrana. A enzima que digere o amido é chama de AMILASE, secretada pelo pâncreas e presente na saliva de algumas espécies. Sua função é quebrar o amido em moléculas menores que vão para a digestão de membrana juntamente com os outros carboidratos que não passaram pela fase luminal. @milly_medvet Camilly Vitória inicia-se no estômago com o aquecimento da partícula, sendo a molécula submetica a agitação, mistura e separação, ocorrendo no estômago distal. As partículas passam para o intestino e a emulcificação é completada pela ação “detergente” da bile, que reduz a tensão superficial da molécula, permitindo que esta seja ainda mais dividida e reduzida. Hidrólise: O principal lipídio da dieta doa animais são os triglicerídeos, eles são digeridos pela lipase co-lipase (proveniente do pâncreas). O processo de hidrólise leva a liberação dos ácidos graxos. Formação de Micelas: Após a liberação do ácidos graxos, eles são combinados com os ácidos biliares e os fosfolipídeos para formar as MICELAS, que são aglomerados hidrossolúveis de ácidos biliares e lipídios. Absorção: Dessa forma, as micelas conseguem se difundir pela camada de água estacionária e os lipídios tem contato com a membrana apical do enterócito, onde são absorvidos. Os ácido biliares permanecem no lúmen intestinal e são reabsorvidos no ílio. Os lipídios absorvidos se unem a outras móleculas dentro do enterócitro e formam os chamados QUILOMICRONS, após sua formação, são direcionados pela membrana basolateral e espaço lateral até os vasos linfáticos. Ruminantes e Equinos Tipos de digestão Digestão glandular: acontece na presença de enzimas do prórpio animal. Digestão fermentativa: acontece por ação de microorganismos. Esta só ocorre quando o meio intestina disponibiliza um ambiente favorável para a vivencias desses microorganismos. ECOSSISTEMA MICROBIANO NA DIGESTÃO FERMENTATIVA O ecossistema microbiano é constituído por populações de bactérias, fungos e protozoários. Nesse ecossistema uma espécie possui inter-relações com a outra, em muitos casos os resíduos deixados por uma espécie serve de substrato para o outro. CURIOSIDADE Nos ruminantes o estõmago é dividido em 4 cavidades: rúmen, omaso e retículo (estômagos fermentantivos) e o abomaso (estômago químico). Em outras espécies o estômago não é dividido, possuindo regiões não glandulares, responsáveis pelo processo de fermentação, como é o caso do ceco e cólon. @milly_medvet Camilly Vitória Protozoários: não se sabe ao certo o seu papel, mas um dos seus papeis é a ingestão de algumas bactérias para manter o controle da população. Fungos: digerem a parede celular de células vegetais. Bactérias: responsáveis pelo processo de fermentação (digestão das fibras). Células Vegetativas O principal substrato que precisa passar pela digestão fermentativa são as FIBRAS. A célula vegetal, diferente da animal, possui uma parede celular, formada pelas fibras: CELULOSE: responsável pela sustentação, HEMI- CELULOSE, PECTINA e a LIGNINA, sendo essas ultimas responsáveis pela fixação da celulose. Além das fibras outros nutrientes que caem nesse compartimento também estão sujeitos à fermentação. Quando os carboidratos e proteínas caem nessas regiões, as moléculas são atacadas por enzimas hidrolíticas, as quais sãooriginadas dos microorganismos. Quando estes são metabolizados, geram como produto: ÁCIDOS GRAXOS VOLÁTEIS, sendo os principais: Ácido propiônico, Ácido butírico e ácido acético (relacionada com a produção de gás metano). Esses produtos servem de substrato energético para o animal, tornando a relação entre o organismo e a microbiota uma relação SIMBIÓTICA, isto é, o hospedeiro favorece condições para sobrevivência microbiana, a qual traz como benefício à produção de energia para sobrevivência do hospedeiro. Os AGV são absorvidos diretamente do epitélio dos pré- estômagos. Apesar de os AGV representarem a principal fonte de energia dos ruminantes, ela não é a única necessidade nutricional. Também são utilizadas as PROTEÍNAS. Contudo, essa espécie necessita em grande parte de proteínas de origem microbiana. Isso acontece, quando os microorganismos são levados ao abomaso (estômago verdadeiro) e ao intestino, onde são digeridos. Os microorganismos ainda podem sintetizar proteínas, através de fontes não proteicas de nitrogênio (N) como: Amônia, Ureia e Nitratos. Rúmen O conteúdo do rúmen é dividido de acordo com a fase que ele se encontra. Na parte mais dorsal fica o conteúdo gasoso, originado da fermentaçã. No meio fica o conteúdo sólido. Por fim, na parte inferor fica o conteúdo líquido. Para que a fermentação no rúmem ocorra de modo eficiênte, é necessário que aconteça alguns movimentos de retenção e mistura: Contrações primárias: movimentos de mistura e separação de partículas grandes e pequenas. Contrações secundárias: consiste em contrações em direção cranial, que forçam as bolhas de gá para frente, dando origem a eructação (eliminação de gás pela boca). Contração do retículo e relaxamento da cárdia: movimento da ingesta em sentido oral, através do esôfago @milly_medvet Camilly Vitória em direção a boca e então remastigada = RUMINAÇÃO. OBS.: Os movimentos do rúmen selecionam as partículas menores e vão deslocando-se em direção ao estômago verdadeiro (abomaso). Goteira esofágica Quando os bezerros ingerem leite, há a ativação de um reflexo nervoso, que estimula a contração da musculatura presente na parede esofágica, formando a partir dessa contratura um “tubo”, chamado de sulco esofágico, popularmente conhecido como “GOTEIRA ESOFÁGICA”. Esta se estende desde o cárdia até o retículoomasal. Sua função é direcionar o leite diretamente para o omaso, para que não caia no rúmen, visto que, em filhotes o estõmago ainda não é completamente desenvolvido. Só após cerca de 60-90 este passa a ser um ruminante. Equinos Nos equinos o ceco e o cólon além das funções de absorção de água e eletrólitos, foram desenvolvidos para realizar fermentação, entretanto o aproveitamento dos nutrientes é diferente dos ruminantes. Visto que, a ingesta passa primeiro pelo estômago e intestino, portanto os carboidratos e proteínas sofre digestão e absorção antes que cheguem no intestino grosso. A digestão glandular dos equinos não é tão eficiênte e as grandes quantidades de fibras ingeridas interferem na digestão dos carboidratos. Desse modo, grandes quantidades de açucares e amido chegam no IG, além das fibras. As proteínas sofrem digestão e absorção no ID, o que significa que os microorganismos não aproveitam as proteínas da diet. Porém, devido a um mecanismo para reciclagem de ureia, onde esse composto é jogado no IG, elas conseguem sitetizar as próprias proteínas. acaba CURIOSIDADE A principal diferença entre equinos e ruminantes em relaação ao aproveitamento de proteínas, é que eles não conseguem aproveitar as de origem bacteriana, então ela sendo eliminada nas fezes.