Prévia do material em texto
<p>Conteudista: Prof.ª Dra. Tábata de Paula Facioli Marinheiro</p><p>Revisão Textual: Esp. Camila Colombo dos Santos</p><p>Objetivo da Unidade:</p><p>Compreender o funcionamento fisiológico básico do sistema endócrino,</p><p>além de proporcionar o conhecimento das principais respostas desse</p><p>sistema diante das exigências físicas.</p><p>📄 Contextualização</p><p>📄 Material Teórico</p><p>📄 Material Complementar</p><p>📄 Referências</p><p>Fisiologia do Sistema Endócrino</p><p>A Fisiologia do Sistema Endócrino dedica-se a compreender os hormônios, substâncias</p><p>secretadas por glândulas especializadas, que, quando lançados na corrente sanguínea,</p><p>apresentam ação local ou sistêmica.</p><p>Imagine que você saiu para trabalhar e esqueceu a janela do quarto aberta. Então começou a</p><p>chover! Você precisa fechar a janela, mas não está em casa. O que você faz? Pega o telefone, liga</p><p>para a sua mãe e pede para ela fechar a janela. Os hormônios, substâncias liberadas por</p><p>glândulas presentes em diversas regiões do nosso organismo, agem como o telefone dessa</p><p>pequena história, transmitindo informações entre órgãos, tecidos e células, controlando</p><p>diversas funções corporais.</p><p>É isso que acontece, por exemplo, durante a infância, em que o hormônio do crescimento atua</p><p>passando a informação de que “é necessário crescer” para as células de todo o corpo, ou então,</p><p>após uma sessão de treinamento, em que substâncias como a testosterona atuam na</p><p>contribuição do aumento de força a partir do aumento de massa muscular. O sistema endócrino</p><p>atua na produção, na secreção e na regulação desses mensageiros químicos, a fim de manter o</p><p>equilíbrio entre dose e resposta no organismo. Portanto, o entendimento desse sistema em</p><p>repouso e diante situações de maiores exigências físicas é relevante para os profissionais de</p><p>saúde intervirem de forma apropriada e eficiente em face das respostas hormonais do corpo</p><p>humano.</p><p>Página 1 de 4</p><p>📄 Contextualização</p><p>Introdução à Fisiologia Endócrina</p><p>O sistema endócrino é o sistema que compreende os hormônios, que são substâncias formadas</p><p>por proteínas, aminoácidos ou esteroides e secretadas por glândulas especializadas; quando</p><p>lançados na corrente sanguínea, os hormônios apresentam ação local ou sistêmica. Eles atuam,</p><p>juntamente do sistema nervoso, controlando diferentes respostas do organismo, como função</p><p>reguladora, homeostática, de desenvolvimento, de reprodução, dentre outras. Mas, antes, para</p><p>entender melhor esse sistema, precisamos aprender sobre os mecanismos de regulação.</p><p>O organismo animal é uma complexa rede de sistemas que funcionam simultaneamente. O</p><p>funcionamento de cada órgão é denominado fisiologia. Para manter as condições constantes e</p><p>equilibradas no organismo (homeostasia), existem três sistemas de regulação: feedback</p><p>negativo, feedback positivo e feed foward. O feedback negativo atua inversamente proporcional ao</p><p>organismo, ou seja, atua inibindo a sua função. Por exemplo, se um hormônio está em alta</p><p>concentração na corrente sanguínea, o feedback negativo trabalha inibindo a produção desse</p><p>hormônio. Por outro lado, o feedback positivo trabalha de modo a potencializar a função, agindo</p><p>proporcionalmente ao organismo. Isso acontece, por exemplo, durante as contrações uterinas</p><p>que vão se intensificando com o decorrer do tempo. O feed forward trabalha como uma</p><p>prevenção ao erro, controlando-o antes de acontecer. É essa regulação que age quando estamos</p><p>andando e perdemos o equilíbrio. Nessa situação, antes de cair, nós conseguimos, de alguma</p><p>forma (colocando outro pé na frente, saltando), recuperar o equilíbrio e manter a estabilidade a</p><p>partir do feed forward controlado, nesse caso de ação motora, pelo cerebelo. Esses mecanismos</p><p>não só regulam controle motor e outros aspectos, mas também a produção e a secreção dos</p><p>hormônios. Essa regulação também pode acontecer por ritmos biológicos, como o ciclo</p><p>circadiano, que varia no tempo de 24 horas.</p><p>Página 2 de 4</p><p>📄 Material Teórico</p><p>Hormônio</p><p>Existem três classes gerais de hormônios: (i) hormônios formados por proteínas e</p><p>polipeptídios, (ii) formados por esteroides e (iii) formados por derivados de aminoácidos de</p><p>tirosina. Os hormônios são produzidos em diversos órgãos (Figura 1) e possuem diversas</p><p>funções (Quadro 1). Nesse sentido, os hormônios endócrinos são liberados por glândulas ou</p><p>células especializadas no sangue e influenciam a função das células-alvo em outro local do</p><p>corpo; os hormônios neuroendócrinos são secretados por neurônios no sangue e influenciam a</p><p>função de células-alvo em outro local do corpo; os autócrinos são secretados por células no</p><p>líquido extracelular e afetam a função das mesmas células que os produziram; os parácrinos são</p><p>secretados por células também no líquido extracelular, porém, diferentemente dos autócrinos,</p><p>afetam células-alvo vizinhas de tipo diferente.</p><p>Você Sabia?</p><p>A ingestão exagerada do álcool faz com que o feed forward do</p><p>organismo não funcione adequadamente, é por isso que pessoas</p><p>bêbadas tendem a perder o equilíbrio ao andar e podem cair facilmente.</p><p>Figura 1 – Localização anatômica das principais glândulas</p><p>e órgãos produtores de hormônios</p><p>Fonte: Adaptada de GUYTON; HALL, 2011</p><p>Quadro 1 – Principais hormônios, estrutura química, local de produção e função</p><p>Fonte: Adaptada de GUYTON; HALL, 2011</p><p>Fonte: Adaptada de GUYTON; HALL, 2011</p><p>Fonte: Adaptada de GUYTON; HALL, 2011</p><p>Quando o hormônio chega à célula-alvo específica, ele se liga a um receptor específico, ou seja,</p><p>um hormônio só se ligará ao seu receptor, por isso cada hormônio atua em um tecido particular</p><p>(células de diferentes tecidos possuem diferentes receptores), essa ligação funciona como</p><p>chave e fechadura. Quando o hormônio se liga ao seu receptor específico, inicia-se uma</p><p>sucessão de reações na célula, sendo o produto final a função principal do hormônio. Cada etapa</p><p>dessas reações potencializa ainda mais a célula, deixando-a mais sensível. Devido a esse efeito</p><p>potencializador, até pequenas concentrações hormonais podem desencadear um efeito potente.</p><p>Esses receptores podem estar localizados em distintos espaços celulares e dependem da</p><p>estrutura química dos seus hormônios específicos: receptores para hormônios proteicos e</p><p>peptídicos normalmente estão localizados na membrana celular; receptores para hormônios</p><p>esteroides se encontram, geralmente, no citoplasma das células; enquanto os receptores para</p><p>hormônios da tireoide estão localizados no núcleo da célula.</p><p>Independentemente do receptor, a consequência dessa ligação hormônio-receptor é a ativação</p><p>celular. Os hormônios que sinalizam via receptores na membrana plasmática geram respostas</p><p>Glossário</p><p>Membrana Celular: é a membrana que envolve a célula, delimitando-a</p><p>e protegendo-a;</p><p>Citoplasma: é o espaço interno da célula, onde estão localizadas as</p><p>principais organelas das células, como a mitocôndria, e o núcleo;</p><p>Núcleo Celular: é o compartimento celular onde as informações</p><p>genéticas são armazenadas.</p><p>fisiológicas distintas: ativação de enzimas, alteração da membrana plasmática, estímulo à</p><p>síntese de proteínas, estímulo à secreção celular e à alteração do metabolismo. Por outro lado, os</p><p>hormônios que sinalizam via receptores presentes no citoplasma e núcleo têm como resposta</p><p>celular a síntese proteica (proteínas estruturais e reguladoras) e a síntese de enzimas.</p><p>Função Endócrina do Hipotálamo</p><p>O hipotálamo é uma estrutura cerebral que possui função endócrina graças à influência que</p><p>exerce sobre a hipófise. A hipófise é uma glândula pequena (possui aproximadamente 1</p><p>centímetro de diâmetro e pesa de 0,5 a 1 grama), situada na base do cérebro e conectada ao</p><p>hipotálamo pelo pendúnculo hipofisário (Figura 2). Fisiologicamente, a glândula hipófise pode</p><p>ser dividida em duas partes: a hipófise anterior (conhecida também como adeno-hipófise) e a</p><p>hipófise posterior (conhecida também como neuro-hipófise). A secreção efetuada pela região</p><p>anterior da hipófise é controlada por hormônios, chamados de hormônios liberadores e</p><p>hormônios (ou fatores) hipotalâmicos inibidores, secretados pelo</p><p>próprio hipotálamo, e esses</p><p>hormônios são levados à hipófise anterior por meio de pequenos vasos sanguíneos. Por outro</p><p>lado, a hipófise posterior é controlada por sinais neurais oriundos do hipotálamo e terminam na</p><p>região hipofisária posterior. Seja por secreção de hormônios, seja por estímulos neurais, o</p><p>hipotálamo é capaz de controlar a hipófise e, por isso, é uma importante porção do sistema</p><p>endócrino.</p><p>Figura 2 – Anatomia da glândula hipófise</p><p>Fonte: Adaptada de GUYTON; HALL, 2011</p><p>A Glândula Hipófise</p><p>Hipófise Anterior</p><p>A hipófise anterior é responsável por secretar seis hormônios peptídeos que desempenham</p><p>papéis importantes no controle das funções metabólicas do organismo e outros hormônios de</p><p>menor importância. Os seis hormônios de maior importância são:</p><p>Hormônio do crescimento (GH): é responsável pelo</p><p>crescimento de todas as células do organismo, promove a</p><p>formação de proteínas e a multiplicação e diferenciação</p><p>celular;</p><p>Adrenocorticotropina (Corticotropina): é responsável por controlar a secreção de</p><p>hormônios adrenocorticais que afetam o metabolismo da glicose, das proteínas e</p><p>das gorduras;</p><p>Hormônio estimulante da tireoide (Tireotropina): como o próprio nome diz, esse</p><p>hormônio controla a secreção de hormônios da tireoide (tirosina e tri-iodotironina)</p><p>e controla a velocidade da maioria das reações químicas intracelulares;</p><p>Prolactina: controla o crescimento da glândula mamária e a</p><p>produção de leite;</p><p>Hormônio folículo estimulante e hormônio luteinizante (hormônios</p><p>gonadotrópicos): são responsáveis por controlar o desenvolvimento e o</p><p>crescimento dos ovários e dos testículos, bem como as atividades reprodutivas</p><p>(Figura 3).</p><p>Figura 3 – Hormônios secretados pela hipófise anterior,</p><p>órgãos de atuação e funções</p><p>Fonte: Adaptada de GUYTON; HALL, 2011</p><p>Hormônio do Crescimento (GH)</p><p>O hormônio do crescimento merece um pouco mais de atenção, porque, ao contrário dos outros</p><p>hormônios, que exercem seus efeitos principais por meio do estímulo de glândulas-alvo, o</p><p>hormônio do crescimento exerce seus efeitos diretamente sobre todos ou quase todos os</p><p>tecidos do organismo e seu efeito diversificado depende do tipo celular. Além de seu efeito geral</p><p>de provocar o crescimento, o GH possui também efeitos metabólicos específicos como: (i)</p><p>aumento da síntese proteica na maioria das células do organismo, (ii) aumento da mobilização</p><p>dos ácidos graxos do tecido adiposo, aumento da concentração de ácidos graxos no sangue e a</p><p>utilização deles como fonte de energia e (iii) redução da utilização da glicose como fonte de</p><p>energia no organismo.</p><p>Para aumentar a síntese proteica, o GH potencializa vários mecanismos celulares que estão</p><p>ligados ao crescimento, aumentando o transporte de aminoácidos para dentro das células. Além</p><p>disso, o GH apresenta também capacidade de aumentar a síntese de proteínas pelos ribossomos,</p><p>porque aumenta a transcrição nuclear do DNA e, consequentemente, a formação de RNAm. A</p><p>produção de proteínas, se aliada a fontes de energia, vitaminas e outros requisitos, promove o</p><p>crescimento. Em resumo, o GH promove a captação de aminoácidos, aumenta a síntese proteica</p><p>e reduz a destruição das proteínas.</p><p>Saiba Mais</p><p>Os aminoácidos são essenciais na produção de proteínas, as quais são</p><p>uma junção de diversos aminoácidos, organizados estruturalmente.</p><p>Para que uma nova proteína seja produzida, é necessário que a parte do</p><p>DNA que codifica essa proteína, isto é, a parte do DNA que formará essa</p><p>Descobriu-se também que o GH faz com que o fígado forme diversas proteínas pequenas,</p><p>chamadas de somatomedinas. Essas proteínas apresentam o potente efeito de aumentar todos</p><p>os aspectos do crescimento ósseo. Até hoje, quatro tipos diferentes de somatomedinas foram</p><p>descobertas, a mais importante dela é a somatomedina C.</p><p>proteína, seja ativada para formar RNA mensageiro (RNAm). O RNAm</p><p>irá para o ribossomo onde será transcrito e a proteína será formada.</p><p>Você Sabia?</p><p>Os pigmeus, povo da África, apresentam uma incapacidade congênita</p><p>de produzir quantidades significativas de somatomedina C, e isso não</p><p>está ligado à produção do GH, já que esse povo possui concentrações</p><p>normais do hormônio, mas, aparentemente, há baixas quantidades de</p><p>somatomedina C no plasma.</p><p>A regulação da secreção do GH é mediada por diferentes fatores, mas os mecanismos ainda são</p><p>desconhecidos (Quadro 2).</p><p>Quadro 2 – Fatores que estimulam ou inibem a secreção de GH</p><p>Estimulam a Secreção do</p><p>Hormônio do Crescimento</p><p>Inibem a Secreção do Hormônio</p><p>do Crescimento</p><p>Diminuição da Glicose no</p><p>Sangue</p><p>Glicose Sérica Aumentada</p><p>Diminuição dos Ácidos Graxos</p><p>Livres no Sangue</p><p>Aumento dos Ácidos Graxos</p><p>Livres no Sangue</p><p>Saiba Mais</p><p>Algumas pessoas têm problemas na produção do hormônio do</p><p>crescimento e, por isso, têm o desenvolvimento comprometido.</p><p>Cientistas editaram a informação genética de um tipo de bactéria para</p><p>esta passar a produzir e secretar o hormônio do crescimento. Esse</p><p>hormônio é, então, administrado para essas pessoas, e elas podem</p><p>fazer a reposição hormonal, evitando o comprometimento no</p><p>desenvolvimento.</p><p>Estimulam a Secreção do</p><p>Hormônio do Crescimento</p><p>Inibem a Secreção do Hormônio</p><p>do Crescimento</p><p>Aumento dos Aminoácidos no</p><p>Sangue (Arginina)</p><p>Envelhecimento</p><p>Privação ou Jejum, Deficiência</p><p>de Proteínas</p><p>Obesidade</p><p>Traumatismo, Estresse,</p><p>Excitação</p><p>Hormônio Inibidor do Hormônio</p><p>do Crescimento (Somatostatina)</p><p>Exercícios</p><p>Hormônio do Crescimento</p><p>(Exógeno)</p><p>Testosterona, Estrogênio</p><p>Somatomedinas (Fatores de</p><p>Crescimento Semelhantes à</p><p>Insulina)</p><p>Sono Profundo (Estágios II e IV)</p><p>Hormônio Liberador do</p><p>Hormônio do Crescimento</p><p>Grelina</p><p>Fonte: Adaptado de GUYTON; HALL, 2011</p><p>Hipófise Posterior</p><p>A hipófise posterior é responsável pela liberação de apenas dois hormônios: a vasopressina e a</p><p>ocitocina. A vasopressina (também conhecida como hormônio antidiurético ou ADH) é</p><p>responsável pela reabsorção de água na filtração renal e, por isso, controla a quantidade de água</p><p>nos líquidos corporais. A ocitocina é um hormônio que estimula a ejeção de leite pelas mamas,</p><p>além de possuir importante papel no final da gestação e durante o parto por estimular as</p><p>contrações da musculatura lisa do útero. Esse último ocorre devido à posição do feto durante o</p><p>trabalho de parto, o que estimula o colo uterino, causando dilatação. Essa dilatação desencadeia</p><p>a liberação de sinais neurais que se dirigem para o hipotálamo e causam aumento da secreção de</p><p>ocitocina, levando ao aumento nas contrações (processo de feedback positivo). Por sua vez, o</p><p>efeito da ocitocina sobre a ejeção de leite ocorre por meio do estímulo mecânico gerado quando</p><p>o bebê suga e morde o mamilo, estimulando o hipotálamo, que, consequentemente, manda</p><p>sinais para a hipófise secretar ocitocina, a qual agirá nas células musculares galactóforas,</p><p>causando a liberação do leite.</p><p>A Glândula Tireoide</p><p>A tireoide é uma das maiores glândulas do organismo, pesa de 20 a 30 gramas e está localizada</p><p>abaixo da laringe, ocupando as regiões lateral e anterior da traqueia (Figura 1). A principal</p><p>função dessa glândula é controlar (aumentar) o metabolismo do corpo, por meio da secreção</p><p>dos hormônios tiroidianos tiroxina e tri-iodotironina (usualmente chamados de T3 e T4). A</p><p>produção e a liberação desses hormônios são, principalmente, reguladas pelo hormônio</p><p>estimulante da tireoide (TSH ou tireotrofina), secretado pela hipófise anterior. A tireoide é</p><p>responsável também por um hormônio importante para o metabolismo do cálcio, a calcitonina.</p><p>Para a formação da quantidade normal de tiroxina, é necessária a ingestão de iodo na forma de</p><p>iodeto. O iodeto ingerido é absorvido no trato gastrointestinal para a corrente sanguínea, que</p><p>transportará parte desse iodeto até os folículos da tireoide, a outra parte será excretada pelos</p><p>rins. Uma vez na tireoide, o iodeto permanecerá na estrutura denominada coloide (Figura 4). A</p><p>entrada do iodeto nas células da tireoide acontece através da bomba de iodeto, presente na</p><p>membrana basal da célula. A atividade da bomba de iodeto</p><p>é influenciada por diversos fatores,</p><p>dos quais o mais importante é o hormônio TSH.</p><p>Além disso, as células epiteliais da tireoide podem também secretar tiroglobulina para o folículo</p><p>que contém aminoácidos de tirosina a que o iodeto vai se ligar. Nesse sentido, o retículo</p><p>endoplasmático e o aparelho de Golgi produzem e secretam a glicoproteína tireoglobulina nos</p><p>folículos. Essa proteína apresenta grande quantidade de tirosina, molécula que se ligará ao iodo e</p><p>formará os hormônios tireoidianos. Após a entrada de iodeto na célula, ele precisa ser</p><p>convertido na forma oxidada do iodo. A ligação entre a molécula de tirosina e a forma oxidada do</p><p>iodo é chamada de organificação, em que o principal produto é a tiroxina.</p><p>Ademais, a tireoide tem a capacidade de armazenar hormônios, a tireoglobulina acumulada nos</p><p>folículos contém aproximadamente trinta moléculas de tiroxina e algumas de tri-iodotirosina, e</p><p>são nessas formas que os hormônios tireoidianos são armazenados nos folículos.</p><p>Importante!</p><p>Em resumo, a liberação de hormônios pela tireoide acontece da</p><p>seguinte maneira: o hipotálamo produz o hormônio estimulador de</p><p>TSH, que estimula a tireoide a secretar o hormônio tiroxina (T4), que é</p><p>convertido em tri-iodotirosina (T3), o hormônio ativo que estimula o</p><p>metabolismo.</p><p>Figura 4 – Corte histológico da tireoide, demonstrando os</p><p>diferentes compartimentos da glândula</p><p>Fonte: Adaptada de GUYTON; HALL, 2011</p><p>Os efeitos biológicos dos hormônios T3 e T4 são diversificados e incluem o aumento da</p><p>quantidade de mitocôndrias, da gliconeogênese e da glicólise, da síntese proteica e da</p><p>mobilização lipídica. Os hormônios tireoidianos também possuem efeitos biológicos no sistema</p><p>circulatório. Eles atuam acelerando o metabolismo nos tecidos, o que ocasiona aumento na</p><p>liberação de produtos que normalmente causam vasodilatação, aumento do fluxo sanguíneo e</p><p>do débito cardíaco. No sistema muscular, os hormônios tireoidianos atuam aumentando a</p><p>velocidade muscular, sendo que, em pequenas concentrações, os hormônios tireoidianos fazem</p><p>com que os músculos reajam com vigor; e, em grandes concentrações, os músculos ficam</p><p>enfraquecidos. Durante o desenvolvimento fetal, os hormônios tireoidianos atuam na</p><p>multiplicação neuronal, nas sinapses e no desenvolvimento de dendritos e axônios. Por fim, no</p><p>sistema respiratório, contribuem para o desenvolvimento e a manutenção alveolar.</p><p>A tireotropina (hormônio estimulante da tireoide) possui diferentes mecanismos para estimular</p><p>a produção de tiroxina e tri-iodotironina: ela aumenta a proteólise de tireoglobulina, a atividade</p><p>da bomba de iodeto, a iodização da tirosina e da atividade secretora das células da tireoide e pode</p><p>também estimular o aumento das células tireoidianas. A produção dos hormônios tireoidianos</p><p>precisa ser extremamente controlada; se esses hormônios forem secretados em maior ou em</p><p>menor quantidade, eles podem causar duas patologias distintas: o hipertireoidismo e o</p><p>hipotireoidismo. As duas condições podem causar efeitos no metabolismo corporal, a primeira</p><p>acelerando-o e a segunda desacelerando-o.</p><p>Glândulas Adrenais</p><p>As glândulas adrenais (suprarrenais) estão localizadas no interior do rim, mais especificamente</p><p>em seus polos superiores. Cada glândula se divide fisiologicamente em duas partes: medula</p><p>adrenal e córtex adrenal e cada uma possui uma função fisiológica diferente (Figura 5). A medula</p><p>adrenal funciona como uma glândula neuroendócrina e é funcionalmente relacionada com o</p><p>sistema nervoso simpático. Nesse sentido, a medula secreta hormônios da classe de</p><p>Glossário</p><p>Gliconeogênese: produção de energia por meio da lipólise e proteólise</p><p>(quebra de lipídeos e de proteínas) que acontece no fígado.</p><p>catecolaminas, como adrenalina e noradrenalina, que atuam de forma independente em</p><p>resposta ao estímulo simpático. Enquanto a adrenalina atua no mecanismo de defesa, a</p><p>noradrenalina está relacionada com o raciocínio e as emoções. Por sua vez, o córtex produz</p><p>hormônios denominados corticosteroides, que são sintetizados a partir do colesterol esteroide</p><p>e, por isso, possuem estrutura química parecida, mas desempenham papéis diferentes no</p><p>organismo.</p><p>Figura 5 – Corte histológico do rim, evidenciando as</p><p>diferentes zonas renais</p><p>Fonte: Adaptada de GUYTON; HALL, 2011</p><p>Os hormônios corticosteroides podem ser divididos em três tipos diferentes:</p><p>mineralocorticoides, glicocorticoides e, em pequena quantidade, os hormônios androgênicos.</p><p>Os mineralocorticoides têm essa denominação porque agem especificamente nos minerais</p><p>presentes nos líquidos extracelulares, especialmente sódio e potássio. O principal</p><p>mineralocorticoide é a aldosterona, que atua na reabsorção de água e na secreção de potássio</p><p>nos túbulos glomerulares. Se a aldosterona for secretada em concentrações acima do</p><p>necessário, há desequilíbrio da homeostasia eletrolítica do líquido extracelular porque haverá</p><p>muita reabsorção de sódio e pouca de potássio. De modo contrário, a falta da aldosterona causa a</p><p>perda exagerada de sódio e a absorção exagerada de potássio. Esse desequilíbrio eletrolítico pode</p><p>causar aumento da pressão arterial, fraqueza muscular e alcalose. A secreção de aldosterona</p><p>pode ser estimulada por redução de sódio no citoplasma da célula, diminuição do volume</p><p>sanguíneo e da pressão arterial.</p><p>Já os glicocorticoides recebem esse nome por exercerem efeitos importantes que aumentam a</p><p>concentração sanguínea de glicose. O principal hormônio glicocorticoide é o cortisol. Esse</p><p>hormônio produz efeito hiperglicemiante, ou seja, aumenta a hiperglicemia porque impede que</p><p>a glicose entre na célula; além disso, o cortisol também é um importante estimulador da</p><p>gliconeogênese. O cortisol possui diferentes mecanismos para estimular a gliconeogênese:</p><p>estimula o aumento de enzimas hepáticas responsáveis pela transformação de aminoácidos em</p><p>glicose nas células hepáticas e provoca a mobilização de aminoácidos a partir de tecidos extra-</p><p>hepáticos (principalmente o músculo hepático). Outra função importante do cortisol é seu papel</p><p>anti-inflamatório, isso acontece porque o cortisol (i) impede que enzimas que provocam</p><p>inflamação sejam liberadas pelas células lesionadas, (ii) altera a permeabilidade dos capilares,</p><p>evitando a perda de plasma para os tecidos (e consequentemente o edema), (iii) reduz a</p><p>migração de leucócitos para o tecido inflamado, (iv) suprime a proliferação de linfócitos (em</p><p>especial o linfócito T) e, com isso, suprime também as reações teciduais que causam inflamação</p><p>e (v) diminui a febre. Outro glicocorticoide que existe é a cortisona, que, assim como a</p><p>aldosterona, atua na reabsorção de água, porém em um nível muito menor.</p><p>Os hormônios androgênicos são hormônios sexuais masculinos ou femininos. Os hormônios</p><p>sexuais masculinos (por exemplo: testosterona) são continuamente secretados pelo córtex</p><p>adrenal, especialmente durante a vida fetal, enquanto os hormônios sexuais femininos,</p><p>progesterona e estrogênios, são secretados em quantidades minúsculas. Contudo, o papel</p><p>específico desses hormônios ainda permanece obscuro.</p><p>Os hormônios produzidos pela glândula suprarrenal, como mencionado, têm como composição</p><p>química o colesterol. O colesterol ingerido por intermédio da alimentação chega ao córtex</p><p>suprarrenal por meio da corrente sanguínea. O colesterol é armazenado em pequenas vesículas</p><p>de colesterol que são transportadas para a mitocôndria quando é necessária a produção de</p><p>mineralocorticoides. É na mitocôndria que diversas atividades enzimáticas acontecem e é nela</p><p>que ocorre a transformação de colesterol em hormônio. Para que a vesícula de colesterol entre</p><p>na mitocôndria, são necessários dois hormônios: o hormônio liberador de corticotrofina (CRH)</p><p>e o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). O primeiro é produzido pelo hipotálamo e estimula a</p><p>hipófise a produzir o ACTH, este, então, permite o transporte do colesterol do citoplasma para a</p><p>mitocôndria.</p><p>O Pâncreas Endócrino</p><p>O pâncreas, assim como os rins, possui mais de uma função principal.</p><p>As principais funções do</p><p>pâncreas são produzir as enzimas necessárias para a digestão dos alimentos e produzir dois</p><p>importantes hormônios, a insulina e o glucagon. Por ter duas funções principais, o pâncreas é</p><p>dividido fisiologicamente em duas partes também, digestório e endócrino, e é formado por dois</p><p>tipos principais de tecidos, os ácinos e as ilhotas de Langherans. O primeiro é responsável por</p><p>Glossário</p><p>Hiperglicemia: aumento de glicose no sangue.</p><p>secretar suco pancreático; e o segundo, por secretar insulina e glucagon no sangue. As ilhotas</p><p>de Langherans possuem três tipos celulares principais, as células alfa, beta e delta, que se</p><p>distinguem entre si pelas suas características morfológicas (Figura 6). As células beta secretam</p><p>principalmente insulina e amilina, as células alfa secretam glucagon, enquanto as células delta</p><p>secretam somatostatina.</p><p>Figura 6 – Anatomia do pâncreas e das ilhotas de</p><p>Langerhans</p><p>Fonte: Adaptada de GUYTON; HALL, 2011</p><p>A insulina tem papel vital no transporte de glicose para o citoplasma celular e no</p><p>armazenamento da glicose no tecido muscular (glicogênese). Em síntese, a insulina tem papel</p><p>fundamental na administração da glicose. A insulina passa por alguns processos até ser</p><p>sintetizada: primeiro, é produzida no retículo endoplasmático da célula beta uma substância</p><p>denominada pré-pró-insulina, que será, ainda no retículo endoplasmático, clivada e formará a</p><p>pró-insulina. A insulina é então formada a partir da clivagem da pró-insulina no complexo de</p><p>Golgi.</p><p>Após ser liberada na corrente sanguínea, a vida média da insulina dura aproximadamente seis</p><p>minutos. A insulina que não se ligar ao receptor nas células-alvo será degradada pela enzima</p><p>insulinase. Essa degradação ocorre principalmente no fígado, mas também, em menor</p><p>quantidade, nos rins e músculos e, menos ainda, em outros tecidos. Após a ligação da insulina</p><p>ao seu receptor específico, a célula responde ao sinal e (i) aumenta a sua captação de glicose em</p><p>até 80% (a glicose é fosforilada, gerando substratos para o metabolismo de carboidratos); e (ii) a</p><p>membrana celular fica permeável, aumentando a entrada de aminoácidos, íons de potássio e</p><p>fosfato na célula.</p><p>Após a ingestão de carboidratos, a secreção de insulina é aumentada (devido à absorção de</p><p>glicose para o sangue), o que causa a captação, a utilização e o armazenamento de glicose em</p><p>todas as células do organismo, principalmente pelas células do tecido muscular, adiposo e</p><p>hepático. O hormônio insulina facilita o transporte da glicose para as células musculares e, se a</p><p>entrada de glicose na célula for maior que a necessidade energética, a glicose é armazenada no</p><p>músculo em forma de glicogênio, o qual poderá ser usado posteriormente pelo músculo.</p><p>Você Sabia?</p><p>A reserva de glicose em forma de glicogênio é especialmente útil em</p><p>momentos de necessidade energética extrema como, por exemplo,</p><p>durante o pico de energia anaeróbica.</p><p>Por outro lado, durante a maior parte do dia, o tecido muscular utiliza a glicose e outra fonte de</p><p>energia, os ácidos graxos. Isso ocorre, porque, em estado de repouso, os níveis de insulina são</p><p>baixos e as células são apenas ligeiramente permeáveis à insulina. Porém, quando a quantidade</p><p>de glicose é superior à capacidade do fígado de produzir glicogênio, a insulina promove a</p><p>transformação de glicose em ácidos graxos, que serão, posteriormente, transformados em</p><p>triglicerídeos. O triglicerídeo é, então, armazenado em forma de gordura no tecido adiposo.</p><p>Durante o período entre as refeições, a concentração de glicose decresce, causando (i)</p><p>diminuição na produção de insulina e (ii) diminuição na produção de glicogênio, principalmente</p><p>no fígado. Como resultado, essa baixa concentração de insulina leva à ativação da enzima</p><p>fosforilase, que resulta na clivagem de glicogênio em glicose fosfato e, finalmente, na</p><p>transformação da glicose fosfato em glicose livre na corrente sanguínea. Dessa forma, o fígado</p><p>captura glicose da corrente sanguínea quando ela está em grande quantidade no sangue e</p><p>devolve-a para a corrente sanguínea quando a concentração diminui, funcionando como um</p><p>grande reservatório de energia.</p><p>Saiba Mais</p><p>Diferentemente das células de outros tecidos, as células do sistema</p><p>nervoso não precisam de insulina para o transporte de glicose porque</p><p>são altamente permeáveis à glicose. Porém, essas células utilizam a</p><p>glicose como fonte de energia principal e, em pouca quantidade, a</p><p>gordura. Se a concentração de glicose cair muito, começam a se</p><p>desenvolver os sintomas do choque hipoglicêmico, como a</p><p>Além de promover o armazenamento da glicose, a insulina também promove o armazenamento</p><p>de proteínas e gorduras que estão em grande quantidade na corrente sanguínea logo após as</p><p>refeições. Em relação às proteínas, o papel da insulina no seu armazenamento não é totalmente</p><p>elucidado, mas sabe-se que a insulina estimula o transporte de aminoácidos para o citoplasma</p><p>celular, inibe o catabolismo das proteínas e também diminui a gliconeogênese.</p><p>Como já descrito anteriormente, o principal estímulo para a liberação da insulina é a</p><p>concentração de glicose na corrente sanguínea, mas esse fator não é único. O Quadro 3 sumariza</p><p>os principais estímulos para a secreção ou inibição da insulina.</p><p>Por outro lado, a secreção do glucagon ocorre quando a concentração da glicose na corrente</p><p>sanguínea diminui. Os principais efeitos do glucagon são a quebra do glicogênio hepático e a</p><p>gliconeogênese no fígado, ou seja, o papel do glucagon é inversamente proporcional ao da</p><p>insulina. A insulina trabalha armazenando a glicose e tirando-a da corrente sanguínea,</p><p>enquanto o glucagon trabalha fornecendo glicose e liberando-a na corrente sanguínea. Em</p><p>geral, a insulina trabalha logo após as refeições e o glucagon durante o jejum, a fim de promover</p><p>o fornecimento de glicose para o organismo o tempo todo, mantendo, assim, a homeostase.</p><p>Quadro 3 – Fatores que estimulam ou inibem a secreção da insulina</p><p>Aumento da Secreção de</p><p>Insulina</p><p>Diminuição da Secreção de</p><p>Insulina</p><p>Aumento da Glicose Sanguínea Diminuição da Glicose</p><p>irritabilidade nervosa progressiva, resultando na perda de consciência</p><p>(em casos mais graves, até coma).</p><p>Aumento da Secreção de</p><p>Insulina</p><p>Diminuição da Secreção de</p><p>Insulina</p><p>Sanguínea</p><p>Aumento de Ácidos Graxos</p><p>Livres no Sangue</p><p>Jejum</p><p>Aumento de Aminoácidos no</p><p>Sangue</p><p>Somatostatina</p><p>Hormônios Gastrointestinais</p><p>(Gastrina, Colecistocinina,</p><p>Secretina, Peptídeo Inibidor</p><p>Gástrico)</p><p>Atividade α-adrenérgica</p><p>Glucagon, Hormônio do</p><p>Crescimento, Cortisol</p><p>Leptina</p><p>Estimulação Parassimpática;</p><p>Acetilcolina</p><p>Estimulação ꞵ-adrenérgica</p><p>Resistência Insulínica;</p><p>Obesidade</p><p>Medicamentos do Grupo</p><p>Sulfonilureia (Glyburide,</p><p>Tolbutamida)</p><p>Fonte: Adaptado de GUYTON; HALL, 2011</p><p>Sistema Endócrino e Exercício</p><p>Durante a prática de exercício físico, a homeostase do organismo é quebrada, e então os</p><p>hormônios trabalham para que essa homeostasia seja restabelecida. A seguir, discutiremos os</p><p>efeitos da prática de exercício físico na secreção dos principais hormônios abordados nesta</p><p>unidade.</p><p>A liberação de GH em resposta ao exercício físico é dependente da duração e da intensidade do</p><p>esforço (quanto maior a intensidade e maior a duração, maior a secreção desse hormônio), do</p><p>condicionamento físico e de fatores ambientais, tais como nutrição (dietas ricas em gordura</p><p>inibem a secreção) e temperatura (quanto maior a temperatura, maior a concentração).</p><p>Resumidamente, o GH, durante e logo após o esforço, estimula a lipólise e a oxidação de ácidos</p><p>graxos, assim como aumenta a sensibilidade à ação das catecolaminas (noradrenalina e</p><p>adrenalina) no tecido adiposo. Além disso, o GH, assim como a insulina, também apresenta,</p><p>durante o treinamento de força, o processo de síntese de proteínas, reparo e regeneração</p><p>Importante!</p><p>A glicogênese e a gliconeogênese são processos diferentes, o primeiro é</p><p>o processo de armazenamento da glicose no tecido muscular, enquanto</p><p>o segundo é a formação de glicose a partir de fontes de proteína e</p><p>lipídeo.</p><p>muscular, ou seja, o GH tem a função não só de redução de tecido adiposo, como também de</p><p>aumento de massa muscular.</p><p>O cortisol é liberado em qualquer situação em que a homeostase é perturbada e, como o exercício</p><p>físico afeta a homeostase, pode-se observar o aumento da secreção desse hormônio. O cortisol</p><p>estimula a lipólise no tecido adiposo e a degradação de proteínas nos músculos periféricos e a</p><p>síntese proteica. Essa ação resulta no aumento de ácidos graxos e aminoácidos na circulação</p><p>sanguínea. Agudamente, a secreção de cortisol tende a diminuir com o treinamento físico, ou</p><p>seja, quanto mais treinado, menor será a liberação desse hormônio no organismo.</p><p>Em relação às catecolaminas (noradrenalina e adrenalina), elas aumentam durante o esforço</p><p>físico, o que resulta, principalmente, na elevação da frequência cardíaca, do débito cardíaco e do</p><p>nível de açúcar no sangue.</p><p>Além disso, exercícios físicos de longa duração e com intensidade alta induzem uma maior</p><p>produção dos hormônios da tireoide, os quais possuem ação na mobilização e na oxidação de</p><p>ácidos graxos durante o exercício prolongado.</p><p>Assim como a insulina, o exercício físico estimula a captação de glicose (por isso recomenda-se</p><p>o esforço como tratamento para diabéticos e indica-se comer apropriadamente antes da</p><p>prática), a síntese proteica, a hipertrofia e o crescimento de músculos esqueléticos. Durante o</p><p>exercício físico, a secreção de glucagon também é aumentada, intensificando a quebra do</p><p>glicogênio, isto é, as respostas de ambos os hormônios ocorrem de modo coordenado para</p><p>manter os níveis de glicose no sangue apropriados para o exercício físico.</p><p>Além de todos esses efeitos mencionados, a atividade muscular também promove o</p><p>aquecimento do corpo e, consequentemente, o aumento da sudorese. A sudorese causa um</p><p>desequilíbrio entre a concentração de água e de íons no plasma sanguíneo (aumento da</p><p>osmolaridade), que é percebida pelo hipotálamo. A consequência final é a liberação de</p><p>concentrações ainda maiores de vasopressina na corrente sanguínea, causando maior taxa de</p><p>reabsorção de água nos túbulos néfricos.</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Vídeos</p><p>Regulação Hormonal da Glicemia</p><p>Página 3 de 4</p><p>📄 Material Complementar</p><p>REGULAÇÃO HORMONAL DA GLICEMIA | CONTROLE HORMONAREGULAÇÃO HORMONAL DA GLICEMIA | CONTROLE HORMONA……</p><p>Hipotálamo e o Sistema Endócrino – Eixo Hipotálamo-</p><p>hipófise</p><p>Liberação de Hormônios Durante o Exercício Físico!</p><p>Anabolismo e Catabolismo, o que Acontece?</p><p>Videoaula 12 Hipotálamo e o sistema endócrino - EIXO HIPOTÁLAVideoaula 12 Hipotálamo e o sistema endócrino - EIXO HIPOTÁLA……</p><p>Your Body Language May Shape Who You Are</p><p>LIBERAÇÃO DE HORMÔNIOS DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO! AnaLIBERAÇÃO DE HORMÔNIOS DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO! Ana……</p><p>Your body language may shape who you are | Amy CuddyYour body language may shape who you are | Amy Cuddy</p><p>CURI, R.; ARAÚJO FILHO, J. P. Fisiologia Básica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.</p><p>GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.</p><p>PITHON-CURI, T. C. Fisiologia do Exercício. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.</p><p>Página 4 de 4</p><p>📄 Referências</p>