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GESTÃO TRIBUTÁRIA PARA MICRO E PEQUENAS 
EMPRESAS 
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Faculdade de Minas 
NOSSA HISTÓRIA 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, 
em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-
Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo 
serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que 
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de 
publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
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Faculdade de Minas 
 
SUMÁRIO 
 
NOSSA HISTÓRIA ..................................................................................................... 2 
MICRO E PEQUENOS NEGÓCIOS .......................................................................... 4 
CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA ................................................................................ 6 
SISTEMA TRIBUTÁRIO ............................................................................................. 7 
ELISÃO E EVASÃO FISCAL ...................................................................................... 8 
PRINCIPAIS REGIMES TRIBUTÁRIOS NO BRASIL ................................................ 9 
SIMPLES NACIONAL .............................................................................................. 10 
LUCRO PRESUMIDO .............................................................................................. 12 
LUCRO REAL .......................................................................................................... 13 
HISTÓRICO DAS LEIS DAS MPES ......................................................................... 14 
CARGAS TRIBUTÁRIAS DAS MPES ...................................................................... 16 
EXIGÊNCIAS BUROCRÁTICAS PARA SE ABRIR E PARA SE MANTER UM 
NEGÓCIO NO SIMPLES ......................................................................................... 20 
PROBLEMA DA INFORMALIDADE ......................................................................... 22 
PLANEJAMENTO E GESTÃO TRIBUTÁRIA ........................................................... 23 
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS ........... 26 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 30 
 
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Faculdade de Minas 
 MICRO E PEQUENOS NEGÓCIOS 
 
A importância dos micros e pequenos negócios na economia é reconhecida 
desde a publicação do Bolton Report em 1971, quando o governo do Reino Unido 
identificou diversos problemas burocráticos que penalizavam as pequenas firmas e 
então adotou uma série de políticas públicas para ajudá-las. Tais políticas públicas 
tinham dois grandes objetivos: seu papel na criação de empregos e para a promoção 
de uma cultura empresarial. De lá até então, aumentou o número de pequenas 
empresas e os empregos por elas gerados em diversos países, principalmente 
durante crises econômicas. 
Durante os anos 1970 nos Estados Unidos da América (EUA), conforme 
apresentado por Pessôa, Costa e Maccari (apud Birch, David. The Job Generation 
Process, 1979. apud Dennis, Phillips e Starr. Small business job creation: the findings 
and their critics, 1994), quando a crise do petróleo prejudicou a economia em escala 
mundial, verificou-se que as pequenas empresas criavam muito mais emprego que 
as grandes. Anos mais tarde as pequenas empresas dos EUA seriam a principal fonte 
geradora de novos empregos. 
No Brasil, segundo Guimarães, Carvalho e Paixão, em 2015 existiam 4,3 
milhões de empresas ativas no Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) do Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), levando em consideração as atividades 
de Indústria, Construção, Comércio e Serviços. As microempresas (ME) 
correspondiam a 87% do total das empresas ativas e 97% se somadas com empresas 
de pequeno porte (EPP), segundo o critério de porte de empresa, (TABELA 1) 
correspondente ao número de pessoal ocupado, utilizado pelo Serviço Brasileiro de 
Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). 
Em relação a geração de empregos, as micro e pequenas empresas (MPEs) 
brasileiras são significativas. Representavam 15,2 milhões de postos de trabalho, ou 
43,7% do total em 2015, ainda segundo Guimarães, Carvalho e Paixão utilizando os 
mesmos critérios. 
 
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TABELA 1 – CLASSIFICAÇÃO DOS ESTABELECIMENTOS SEGUNDO 
PORTE 
 
Fonte: Anuário do trabalho na micro e pequena empresa 2014 – (SEBRAE. 
DIEES, São Paulo, 2015. 7a edição) 
O governo brasileiro também tem trabalhado no sentido de criar políticas 
públicas para incentivar e promover as MPEs. O principal destaque é a Lei Geral das 
MPEs (Lei complementar no. 123) em 2006, que institui um novo regime chamado 
Simples Nacional, que prevê um tratamento diferenciado, simplificado e favorecido às 
MPEs em relação a um regime único de arrecadação, além de questões trabalhistas 
e de acesso ao crédito. 
Também se destaca a Lei Complementar nº 128/2008 que criou a figura do 
Microempreendedor Individual (MEI), voltada para o trabalhador informal, permitindo 
que este tenha acesso ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e assim 
facilitando a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos, emissão de notas 
fiscais e tendo isenção de impostos federais. 
Contudo, uma pesquisa denominada Paying Taxes 2018: The global picture, 
ainda classifica o Brasil na última posição entre 189 países ao revelar serem 
necessárias 1.958 horas por ano para cumprir todas as obrigações tributárias, 
enquanto nossos vizinhos Uruguai, Colômbia, Peru, Chile e Argentina dedicam 190, 
239, 260, 291 e 312 horas por ano, respectivamente, para cumprirem as suas 
obrigações, e ainda empreendedores da Austrália, do Japão, dos EUA, da China e do 
México dedicam 105, 151, 175, 207 e 241 horas por ano respectivamente. 
O objetivo principal foi avaliar o peso da legislação brasileira vigente no 
desempenho das MPEs e sua relação com o grau de informalidade, principalmente 
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após a forte crise brasileira que registrou um recuo de 3,5% no Produto Interno Bruto 
(PIB) em 2016, e uma retração de 8,2% da economia após 11 trimestres de recessão 
segundo o IBGE. 
 
CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA 
 
Tendo como tributos seu objeto principal, a contabilidade tributária é a área 
responsável pela administração destes em uma empresa, abrangendo assim, todos 
os procedimentos utilizados para organizar e traçar a melhor estratégia para gerenciá-
los. No geral, é o campo de atuação das Ciências Contábeis, que se ocupa da 
contabilização das operações das empresas que produzam o fato gerador dos tributos 
incidentes sobre lucros ou resultados superavitários que geram obrigações tributárias 
e fiscais acessórias, possibilitando a execução de um planejamento tributário dentro 
das organizações (MUNIZ, 2018). 
Segundo Fabretti (1997), a Contabilidade Tributária é definida como: O ramo 
da Contabilidade que tem por objetivo aplicar na prática conceitos, princípios e 
normas básicas da contabilidade e da legislação tributária, de forma simultânea e 
adequada. 
E tem como objetivo, segundo Camargo (1997),(...) Apurar com exatidão o resultado econômico do exercício social, 
demonstrando de forma clara e sintética, para, em seguida, atender de forma extra 
contábil as exigências, como por exemplo, das legislações do Imposto de Renda das 
Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o lucro (CSL) determinando 
a base de cálculo fiscal para formação das provisões destinadas ao pagamento 
desses tributos, as quais serão abatidas do resultado econômico (Contábil), para 
determinação do lucro líquido à disposição dos acionistas, sócios ou titular de firma 
individual. 
 
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SISTEMA TRIBUTÁRIO 
 
No Brasil, o sistema tributário vigente encontra sua fundamentação na Lei nº 
5.172 de 1966 a qual determina que ele seja regido pelo disposto na Emenda 
Constitucional nº 18, de 1 de dezembro de 1965, bem como, nos artigos 145 a 162 
da Constituição Federal, adotando uma hierarquia legislativa conforme é 
demonstrado no quadro 1 abaixo: 
Quadro 1: Hierarquia Legislativa 
 
Fonte: Pirâmide de Kelsen (adaptada), 2019. 
O tributo é definido pelo art. 3° do Código Tributário Nacional como: 
 
 
Toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada. 
O sistema tributário é, portanto, um conjunto de princípios constitucionais que 
regula o poder de tributar e suas limitações, bem como a repartição de suas receitas 
determinando que o contribuinte pague para o Estado um valor em moeda corrente, 
através da cobrança de impostos, taxas, contribuições ou empréstimos compulsórios, 
que serão destinados e distribuídos entre a manutenção da estrutura física do Estado 
ou para ações que beneficiem a população, como saúde, segurança e educação 
(EQUIPE ORGANIZZE, 2014). 
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Uma das características mais notáveis do sistema tributário brasileiro repousa 
sobre o fato de que os impostos sobre o consumo constituem a maior parte das 
receitas e da carga fiscal total do país. Em 2011, estes impostos representaram 
48,44% das receitas tributárias totais, o que corresponde a 17,32% do PIB. Em 
contrapartida, os impostos sobre a renda constituem menor parte da carga. Em 2011, 
representaram apenas 20,45% das receitas totais, segundo dados da Receita Federal 
do Brasil (LUKIC, 2017, p. 14). 
 
ELISÃO E EVASÃO FISCAL 
 
Elisão fiscal é um conjunto de técnicas e estratégias legais utilizadas com o 
intuito de promover a redução do valor dos impostos pagos por uma empresa, 
permitindo assim, a empresa ser alocada no regime tributário mais vantajoso sem que 
cometa qualquer ilegalidade. Para Greco (2011, p. 81) elisão é a “conduta lícita do 
contribuinte antes da ocorrência do fato gerador, que ele pratique sem que esteja 
revestida de nenhuma prática simulatória, com a qual se obtenha uma menor carga 
tributária legalmente possível”. 
Evasão fiscal por outro lado, é a adoção de manobras ilegais do contribuinte 
para não realizar o pagamento de seus impostos corretamente. Conforme Luz (2014, 
p. 67), “caracteriza-se pelo não pagamento de tributos, mesmo tendo ocorrido o fato 
gerador. Circunstâncias onde se utiliza de meios ilegais e ilícitos para sonegar 
imposto, caracterizando crime, ainda que não seja intencional”. 
Por conseguinte, pode-se dizer que a diferença entre ambas se dá, 
principalmente, através do momento da ação e do que se pretende alcançar, tendo 
em vista que a elisão fiscal acontece antes da ocorrência do fato gerador da obrigação 
tributária de forma lícita e a evasão costuma ocorrer posteriormente ao fato gerador 
com intuito de omissão de informação (ROSALES, 2018). 
 
 
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PRINCIPAIS REGIMES TRIBUTÁRIOS NO BRASIL 
 
Para descrever sobre os regimes tributários, se faz necessário uma 
contextualização sobre o sistema tributário brasileiro, que foi regulamentado a partir 
da Lei nº 5.172, de 1966, alterando os principais impostos nas esferas federal, 
estadual e municipal, e, principalmente, evoluindo para um sistema das bases de 
incidência de natureza econômica (Santos, 2015). Duas décadas depois, foi realizada 
uma nova reforma tributária amparada pela Constituição Federal de 1988. O Brasil 
vivia uma crise com inflação avassaladora e moratória da dívida externa, que forçou 
a classe política a realizar uma ampla reforma tributária e fiscal, que segundo 
Martuscelli (2010) viriam a ser pautadas em políticas de estabilização econômica, 
política monetária e contenção da inflação 
É a partir de 1988 que o sistema tributário brasileiro começou a tomar a forma 
atual, na qual diversas contribuições sociais passam a incidir sobre diversas hipóteses 
de incidência dos impostos já existentes. Com isso, o novo sistema tributário passa a 
visar o aumento da arrecadação federal e a promoção do ajuste fiscal, em prejuízo 
da economia do país (Santos, 2015). 
Contudo, nos anos seguintes, ainda sofrendo dos mesmos problemas 
financeiros e fiscais, o governo federal adotou medidas que pioraram a qualidade da 
tributação, criando novos tributos e elevando as alíquotas dos já existentes. Alguns 
exemplos são a criação da contribuição incidente sobre o lucro líquido das empresas 
(1989), o aumento da alíquota da contribuição para o financiamento da Seguridade 
Social (COFINS) de 0,5% para 2%, o aumento do imposto sobre operações 
financeiras (IOF) em 1990, e a criação do Imposto Provisório sobre Movimentações 
Financeiras (IPMF), mais um tributo cumulativo (1993). 
É nesse contexto do sistema tributário brasileiro que evoluíram as leis que 
regulamentam a tributação da pessoa jurídica, a qual denominamos Regimes 
Tributários. Os diferentes regimes variam principalmente com relação às alíquotas e 
sua base de cálculo do imposto de renda pessoa jurídica (IRPJ) e a contribuição social 
sobre o lucro líquido (CSLL). 
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Para completar este contexto nacional, importante mencionar uma instituição 
que se tornou referência para as MPEs em todo Brasil, assim como para os 
legisladores da nossa política: o SEBRAE. Instituição criada em 1972 que se tornou 
a maior referência para as MPEs. 
O SEBRAE está espalhado por todo território nacional com aproximadamente 
700 pontos de atendimento (Ralio, 2015), entre próprios e de parceiros, com mais de 
4,9 mil colaboradores diretos. Sua atuação é pautada no crescimento das MPEs 
através da articulação de políticas públicas, acesso a novos mercados, tecnologia e 
inovação, e ampliação do acesso a serviços financeiros. Uma parte significativa da 
sua receita (R$ 5,0 bilhões em 2015) é utilizada para subsidiar cursos, consultorias, 
treinamentos, palestras e publicações exclusivamente para as MPEs. 
Segundo a definição do próprio SEBRAE (2018), regime tributário é o conjunto 
de normativas legais que determinam quais impostos são aplicados às pessoas 
jurídicas, como eles devem ser pagos ao governo e em quais períodos isso deve ser 
feito. Existem 03 tipos de regimes tributários mais utilizados no Brasil: o Simples 
Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. 
 
SIMPLES NACIONAL 
 
O Simples Nacional é o regime mais novo, criado pela Lei Complementar 123 
de 14 de dezembro de 2006 com o objetivo de simplificar o pagamento de tributos 
pelas MPEs além de conceder um tratamento diferenciado. Na época de sua criação 
possuía alíquotas nominais que variavam de 4,0% a 22,90% distribuídas em 6 anexos 
que contemplam diversos setores e atividades econômicas (SEBRAE, 2018). 
As facilidades dessa simplificação representam na prática um ganho de tempo, 
de eficiência e produtividade na gestão empresarial das MPEs. Os impostos pagos 
por esse regime são: IRPJ, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), CSLL, 
COFINS, contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e Programade 
Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), Contribuição Patronal 
Previdenciária (CPP), Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de 
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Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e 
Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), e o Imposto sobre Serviços de Qualquer 
Natureza (ISS). 
Atualmente, a alíquota total incidente pode variar de 4,0% a 33,0% segundo a 
última Tabela do Simples Nacional vigente (2018), que reduziu para cinco anexos que 
determinam o enquadramento das MPEs sendo três para serviços, um para comércio 
e outro para indústria. O limite de faturamento do regime passou de R$ 3,6 milhões 
para R$ 4,8 milhões anuais em 2018. Optar pelo regime do Simples Nacional 
normalmente é a escolha mais adequada, mas ao analisar todas as regras chega-se 
à conclusão que nem todas as pessoas jurídicas se beneficiam do Simples. Diante de 
alguns casos, a partir da análise do faturamento e das quantidades de funcionários 
por exemplo, conclui-se que o Simples Nacional não é mais vantajoso. 
Em relação as empresas que se beneficiam do Simples Nacional segundo o 
SEBRAE (2018) destacam-se as empresas com margens de lucros médias e altas, 
empresas com custos operacionais baixos, as que que possuem uma boa 
participação da folha de pagamento no total das despesas, e ainda empresas com 
características de venda de mercadorias não beneficiadas pela redução da base de 
cálculo do ICMS, ou que não tenham mercadorias no regime de substituição tributária, 
e empresas na qual seus consumidores sejam os clientes finais. 
No conjunto de empresas que normalmente têm prejuízos no Simples Nacional 
destacam-se as que se enquadram na atividade de comércio atacadista ou na 
atividade de indústria, sendo em ambos os casos a limitação nas transferências de 
créditos tributários a razão da desvantagem em relação aos outros regimes 
(SEBRAE, 2018). Para as empresas com faturamento anual superior a R$ 4,8 milhões 
anuais (2018) a escolha do regime tributário passa a ficar restrita entre o Lucro 
Presumido e o Lucro Real. 
 
 
 
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LUCRO PRESUMIDO 
 
O Lucro Presumido é um regime para empresas que faturam até R$ 78 milhões 
anuais e que desde que não pertençam a ramos específicos como bancos ou 
empresas públicas. A forma de se apurar o quanto a empresa deve pagar de IRPJ e 
CSLL são simplificadas. Como o próprio nome diz, a Receita Federal presume a 
margem de lucro da empresa para calcular o valor devido dos impostos. 
Geralmente é indicado para empresas com lucro elevado e que não estão 
obrigadas a adotar o lucro real (Junior, 2018). Segundo a Receita Federal (2017)12 
os percentuais de lucro presumido, para o cálculo do IRPJ, variam de 1,6% para 
revenda de combustíveis, 8,0% como regra geral, 16,0% para serviço de transporte 
que não seja de carga e 32,0% para prestadores de serviços em geral, intermediação 
de negócios e administração, locação ou cessão de bens moveis, imóveis ou direitos. 
Para o cálculo da CSLL, a presunção do lucro é diferente, sendo de 12,0% 
como regra geral ou 32,0% para prestadores de serviços em geral, intermediação de 
negócios e administração, locação ou cessão de bens moveis, imóveis ou direitos. 
Após realizar o enquadramento da empresa em relação aos percentuais de 
presunção acima, normalmente chamados de base de cálculo, é que serão aplicadas 
as alíquotas. Então são calculados o IRPJ aplicando-se a alíquota de 15% para todo 
lucro até R$ 20.000,00 por mês e 25% para todo lucro que passar esse limite. E para 
calcular a CSLL aplica-se a alíquota de 9% sobre sua base de cálculo. 
Existem ainda os impostos que incidem sobre o faturamento bruto que são o 
PIS (alíquota de 0,65%), o COFINS (3%) e o ISS (varia de 2,5 à 5% conforme o 
município). 
Com relação a folha de pagamento dos funcionários das empresas do Lucro 
presumido, a principal contribuição, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é de 
20,0% sobre o total. Existem ainda uma série de outras taxas e contribuições que 
podem fazer este total chegar a 35,8%, como o Fundo de Garantia por Tempo de 
Serviço (FGTS), Salário-Educação, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial/ 
Serviço Social do Comércio (SENAC/SESC), Serviço Nacional de Aprendizagem 
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Industrial/Serviço Social da Indústria (SENAI/SESI), SEBRAE, Instituto Nacional de 
Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Risco de Acidente do Trabalho (RAT). 
Considerando-se todas as taxas deste regime, alguns autores (SEBRAE, 2018 
e Endeavor Brasil, 2015) sugerem que o Lucro Presumido pode ser vantajoso para 
empresas que possuam margens de lucro maiores que as presumidas pela 
legislação, ou ainda que tenham poucos custos operacionais, e que possuam uma 
folha de pagamento com baixa representatividade no total de despesas. 
Em geral, o Lucro Presumido é vantajoso caso a empresa tenha obtido uma 
margem de lucro maior já que a tributação recairá apenas sobre a base de cálculo 
pré-fixada, e, consequentemente, haverá desvantagem se a margem de lucro for 
inferior à base de cálculo, já que os impostos serão calculados em relação a um lucro 
presumidamente maior. 
 
LUCRO REAL 
 
O Lucro Real tem a finalidade de apurar o IRPJ e a CSLL possuindo alíquotas 
de 15% e 9% respectivamente. As empresas neste regime também pagam PIS e 
COFINS, que dependendo do caso irão variar de 0,65% a 7,60%, e as demais 
contribuições e impostos comuns aos outros casos. Este regime, por ser considerado 
o mais complexo (SEBRAE, 2018)14, é o menos indicado para as MPEs, e sendo 
mais apropriado ou até mesmo obrigatório para grandes empresas. 
Neste regime, é obrigatório ter faturamento acima do limite mínimo de R$ 78 
Milhões. O IRPJ é determinado a partir do lucro contábil apurado acrescido de ajustes 
determinados pela legislação fiscal. Normalmente este regime se torna vantajoso para 
empresas com reduzidas margens de lucro como por exemplo grandes indústrias e 
empresas que possuem altas despesas com matéria prima, energia elétrica e 
alugueis, já que estas recebem crédito de PIS/COFINS no regime não cumulativo, e 
ainda, por fazer o cálculo do IRPJ e da CSLL sobre um percentual de lucro baixo. 
Para muitas empresas este regime é imposto pela legislação como é o caso 
de instituições financeiras como bancos, corretoras de títulos, valores mobiliários e 
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câmbio, distribuidora de títulos e valores mobiliários, cooperativas de crédito, 
empresas de seguros e entidades de previdência privada, entre outras. 
A escolha do regime deve levar em consideração cálculos relativos a CSLL, 
PIS e COFINS, já que estes também afetam as empresas. Uma vantagem do regime 
é a possibilidade de compensação de prejuízos em anos anteriores, desde que 
mantida escrituração rigorosa, já que apenas as despesas comprovadas são 
deduzidas ou compensadas. Essa característica de possuir muito controle para 
atender tais de normas possui uma relação praticamente exclusiva com empresas de 
grande porte devido à possibilidade de ter maior controle e conhecimento técnico para 
tanto: relatórios econômicos atualizados, relatórios fiscais, balanço e balancete, 
manutenção e organização de documentos para atendimento a fiscalização, 
compensação de prejuízo, benefícios fiscais e apuração real do lucro líquido. 
Diante dos grandes custos operacionais para a manutenção de tanto controle, 
se destacam como optantes do Lucro Real empresas com algumas características 
como margens de lucro baixa ou até mesmo prejuízo, que tenham altos custos 
operacionais com alugueis, fretes, matéria prima e energia elétrica, empresas que 
transacionam mercadorias que tenham redução da base de cálculo através de 
incentivo fiscal, ou mesmo mercadorias no regime de substituição tributária (SEBRAE, 
2018). 
Recomendações realizadas pelo SEBRAE (2018)15para a escolha do regime 
tributário incluem a definição da atividade e uma série de previsões como 
faturamento, despesas operacionais, margem de lucro e valor da folha de pagamento 
de funcionários, para a partir de então escolher o regime mais adequado para a 
empresa. 
 
HISTÓRICO DAS LEIS DAS MPES 
 
As MPEs têm importante protagonismo na economia, no emprego e na renda 
dos brasileiros. O número de MPEs no Brasil evoluiu de 5,79 milhões em 2008 para 
6,15 milhões em 2010, 6,44 milhões em 2012 e chegou a 6,63 milhões em 2013 com 
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a seguinte distribuição: 10,6% Indústria, 4,9% Construção, 47,2% Comércio e 37,3% 
Serviços. 
Ainda segundo o 'Anuário do trabalho na micro e pequena empresa 2014, em 
2013 as MPEs eram responsáveis por 17,1 milhões de empregos formais privados 
não agrícolas, e ainda existiam 19,9 milhões de pessoas que trabalhavam por conta 
própria. Em 2018 no Brasil existiam 6,4 milhões de estabelecimentos, que segundo o 
SEBRAE (São Paulo, 2018)17 99% eram MPEs e responderam por 52% dos 
empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões). 
Apesar da relevância desses dados os legisladores brasileiros não conseguem 
eliminar o histórico de barreiras ao desenvolvimento das MPEs e por isso, sendo vista 
como principal dificuldade de se empreender. Os principais marcos do histórico da 
evolução da Legislação em relação às MPEs são: 
- 1984: Estatuto da Microempresa com a Lei nº. 7.256, considerado a 
primeira medida legal no Brasil estabelecendo tratamento especial às 
empresas com menor participação no mercado. 
- 1988: artigo 179 da Constituição Federal estabeleceu que a União, os 
Estados e os Municípios deviam dispensar tratamento jurídico 
diferenciado e favorecido as MPEs. 
- 1994: Lei 8.864 estabeleceu normas para as MPEs, relativas ao 
tratamento diferenciado e simplificado, nos campos administrativo, 
fiscal, previdenciário, trabalhista, creditício e de desenvolvimento 
empresarial. 
- 1996: Lei 9.317/96 dispôs sobre o regime tributário e institui o Sistema 
Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das MPEs 
(simplificação do recolhimento dos tributos em documento único). 
- 1999: Lei 9.841 instituiu o Estatuto das MPEs, dispondo sobre o 
tratamento jurídico diferenciado, simplificado e favorecido, previsto nos 
arts. 170 e 179 da Constituição Federal. Contudo, por se tratar de Lei 
Ordinária, os benefícios estavam limitados à esfera de atuação do 
Governo Federal sem a obrigação de estados e municípios. 
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- 2006: Lei Complementar n. 123/2006 revogou a Lei 9.317/1996 
(Simples Federal) e a Lei 9.841/1999 (Estatuto das ME e EPP) 
instituindo o Simples Nacional (forma simplificada e englobada de 
recolhimento de tributos e contribuições a partir da apuração da receita 
bruta). Também conhecida como a Lei Geral da Micro e Pequena 
Empresa. 
- 2008: Lei Complementar nº 128/2008 cria a figura do MEI e modifica 
partes da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. 
- 2009: Decreto nº 6.884/2009 cria o Comitê para Gestão da Rede 
Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de 
Empresas e Negócios (CGSIM). 
- 2014: Lei Complementar nº 147/2014 produz diversas alterações na 
Lei Complementar nº 123/2006, principalmente na simplificação demais 
processos e procedimentos, no impedimento de cobranças de diversas 
taxas e na normatização do processo de cobranças de taxas 
associativas para o MEI. 
- 2015: Lei do Super Simples abrange inúmeras atividades (busca 
facilitar a formalização e eliminar a burocracia para prestadores de 
serviço). 
- 2016: Lei Complementar nº 155/2016 principalmente reorganiza e 
simplifica a metodologia de apuração do imposto das empresas do 
Simples Nacional entre outras alterações. 
 
CARGAS TRIBUTÁRIAS DAS MPES 
 
A carga tributária é a denominação dos recursos financeiros impostos pelo 
Estado e pagos pela sociedade na forma de tributos. A carga tributária brasileira pode 
ser mensurada pela divisão do volume total das receitas fiscais pelo valor do PIB) em 
um mesmo período (Carlin, 2011 apud Paula, Costa e Ferreira, 2017). Conforme o 
Portal Tributário, atualizado e revisado em 15/02/2019, o Brasil possui 94 (noventa e 
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quatro) tipos de tributos vigentes entre impostos, contribuições e taxas incidindo sobre 
a produção e vendas de mercadorias, prestação de serviços e outros. 
Dentro deste contexto, o Simples Nacional tem a incidência dos tributos IRPJ, 
PIS/PASEP, COFINS, IPI, CSLL, INSS sobre a folha de salários (federais), ICMS 
(estadual) e o ISS (municipal). Estes tributos são recolhidos mensalmente a partir da 
mesma base de cálculo e de uma escrituração contábil e fiscal única. Esses impostos 
citados acima são os pagos pelas MPEs e empresas individuais de responsabilidade 
limitada (EIRELI). Porém, a legislação trata de forma diferenciada o autônomo ou 
profissional liberal que opte pela natureza jurídica do MEI. Ser MEI significa um 
faturamento anual de no máximo R$ 81.000,00, que segundo o SEBRAE (2019), é 
um “modelo de empresa que visa trazer para a formalidade os empreendedores 
individuais”, ou seja, regularizar a situação de profissionais informais, e que por ser 
optante do Simples, tem um tratamento especial no qual não incide os tributos 
federais, apenas o INSS e valores específicos de ICMS no caso de comércio e 
indústria ou de ISS no caso de prestador de serviços. 
Apesar do MEI possuir um teto de faturamento muito limitado, a legislação 
previu que o profissional autônomo passe a ter um CNPJ como forma de facilitar a 
abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais, 
não obstante passando a ter obrigações de uma pessoa jurídica. Para ser MEI é 
preciso que a área de atuação do profissional esteja na lista oficial das categorias 
permitidas. O MEI terá como despesas apenas o pagamento mensal do Simples 
Nacional e o valor da contribuição obrigatória mensal do MEI, que em 2019, passou 
para R$ 49,90 (comércio ou indústria) ou R$ 54,90 (prestação de serviços) ou R$ 
55,90 (comércio e serviços ou indústria e serviços juntos), sendo facilitado a retirada 
da guia de pagamento no Portal do Empreendedor (sitio do governo federal para o 
MEI) que disponibiliza o documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). 
Há também a figura da pessoa jurídica do produtor rural que tem os mesmos 
impostos incidentes sobre as demais atividades econômicas que optem pelo regime 
do simples nacional, lucro presumido e lucro real. São eles: IRPF, PIS, COFINS, 
CSLL, INSS, ICMS, IPI (industrialização). Os produtores rurais não são objeto deste 
18 
 
 
 
 
 
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trabalho que visa avaliar em especial as MPEs atuantes no comércio e na prestação 
de serviços. 
Fora do âmbito das naturezas jurídicas, o profissional autônomo, profissional 
que trabalha por conta própria, tem a incidência de menor número de impostos sobre 
sua atividade: INSS, Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e ISS. O profissional 
autônomo será citado outras vezes em especial sobre o tema da informalidade nos 
negócios. 
Segundo Paula, Costa e Ferreira (2017) uma análise da percepção das MPEs 
quanto ao regime simplificado de tributação, comparando os períodos que antecedem 
e que se sucedem a Lei nº 123/2006, apresentou resultados que sugerem que "o 
Simples não foi efetivo na redução da carga tributária, mas obteve algum mérito por 
representar um avanço no tratamento tributário favorecido, diferenciado e simplificado 
às MPEs." 
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT)23, o Brasil 
possui uma das legislações mais complexas, confusa e de difícil interpretação do 
mundo. Tendo editado mais de 5,4 milhões de normas legislativas, o que representa 
cerca de 769 normas por dia útil, entre leis, medidas provisórias, instruções 
normativas,emendas constitucionais, decretos, portarias, instruções normativas, atos 
declaratórios, entre outras, desde a Constituição de 1988. 
"A maioria com cobranças em excesso, e responsável por dificultar a vida dos 
contribuintes, confundindo-os e exigindo de pessoas físicas e jurídicas a ajuda de 
outros profissionais a fim de compreender e realizar o cumprimento de todas as regras 
sem maiores problemas com o Fisco." IBPT (2017) 
Considerando as diferentes esferas do Estado brasileiro, o IBPT (2017) apurou 
ainda que desde 1988 foram editadas 15,96 normas por dia no âmbito federal, ou 
163.129 normas ao todo. Com relação as normas tributárias, foram 31.221 federais e 
ainda 110.610 estaduais e 221.948 das cidades. Diante de uma legislação tão 
extensa e confusa, apenas as grandes empresas atendem a todas as obrigações 
acessórias impostas pela legislação tributária, sacrificando recursos econômicos e 
financeiros exclusivamente para os gastos com profissionais especializados em 
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tributos, funcionários administrativos, sistemas de informática, espaço físico, dentre 
outros. (Oliveira, 2011 apud Paula, Costa e Ferreira, 2017). 
Após a regulamentação do Simples Nacional em 2006, apesar das melhorias 
para as MPEs, a carga tributária ainda é percebida como fator negativo e restritivo ao 
seu desenvolvimento, persistindo um quadro burocrático e uma tributação onerosa, o 
que dificulta o crescimento das MPEs mesmo com a vigência do Simples Nacional 
(Paula, 2017). 
Para Gomes e Guimarães (2012), uma análise do Simples Nacional chegou a 
resultados semelhantes, no qual pôde ser percebido "uma elevação na carga 
tributária, em decorrência de uma lei complexa e com inúmeras regras adicionais em 
relação ao sistema anterior." Considerando a dimensão e a diversidade das MPEs 
enquadradas no Simples, cujos negócios tem suas características próprias, 
principalmente em relação a faixa de faturamento, margem bruta e despesas com 
pessoal, é mister que hajam percepções distintas nos diferentes segmentos de MPEs 
em relação a efetividade das normas vigentes. 
Bravo (2013) realizou estudos estatísticos para avaliar se o objetivo de 
desonerar impostos e contribuições sociais recolhidos pelas MPEs em comparação 
aos demais regimes se concretizavam para as empresas do Simples Nacional nas 
trinta cidades brasileiras que apresentaram o maior PIB no ano de 2010. 
Os resultados demonstraram que em 11,8% das subclasses da Classificação 
Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) 2.0 existem as chances da carga 
tributária do Simples Nacional ser maior que a do Lucro Presumido. Das 328 
(trezentas e vinte e oito) subclasses passíveis de enquadramento nos Anexos III, IV 
e V do Simples Nacional, em 70 (setenta) delas, que representam 20,1% do total, há 
o risco de ocorrência de não desoneração do Simples Nacional comparativamente ao 
regime do Lucro Presumido. As MPEs que atuam nas atividades de construção de 
imóveis e obras de engenharia em geral correm o risco de não desoneração. E 
algumas atividades como as de elaboração de programas de computador ou os 
laboratórios de análises clínicas tem, segundo Bravo (2013) altíssima probabilidade 
de não desoneração (igual ou próxima a 100%). 
 
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EXIGÊNCIAS BUROCRÁTICAS PARA SE ABRIR E PARA SE 
MANTER UM NEGÓCIO NO SIMPLES 
 
Segundo o World Bank (2013), o Brasil é considerado um país com elevada 
regulamentação para a abertura de empresas, sendo o prazo para regulamentar uma 
nova pessoa jurídica no Brasil superior a 100 dias, com a necessidade de cumprir 13 
procedimentos burocráticos para que a abertura de uma empresa seja concluída. 
Procedimentos burocráticos para a regulamentação de um negócio são apontados 
como fator limitante à abertura de empresas. Compreender a relação entre 
empreendedorismo e corrupção burocrática pode ser favorável para o governo na 
formulação de políticas públicas que contribuam na promoção da atividade 
empreendedora através da criação de um ambiente de negócios favorável à entrada 
de novas firmas, evitando que os indivíduos busquem a informalidade (Dreher & 
Gassebner, 2013 apud Melo, Sampaio e Oliveira, 2015). 
Um estudo realizado para avaliar a relação entre a abertura de empresas nos 
estados brasileiros e a incidência da corrupção, constatou uma correlação positiva e 
estatisticamente significante a partir das análises entre um parâmetro de corrupção 
internacional e a taxa de abertura de empresas dos estados brasileiros (Melo, 2015). 
A possibilidade de agentes públicos serem corrompidos para gerar maior 
rapidez nos procedimentos de abertura de empresa estão fortemente relacionados 
com o excesso de burocracia. Justamente uma das evidências encontradas no 
relatório Doing Business, do World Bank (2014), no qual o Brasil ocupa a 175º posição 
no ranking de número de procedimentos legais para se abrir uma empresa, de um 
total de 189 países, sugerindo alta regulamentação. 
Existem resultados positivos que vêm sendo alcançados na taxa de 
mortalidade das empresas considerando que 24,4% das firmas criadas no Brasil em 
2007 encerram suas atividades ainda nos dois primeiros anos de vida (Sebrae, 2014 
apud Nogueira, 2017). Uma melhora considerável se comparado com a década de 
2000, em que a taxa superava os 40%. Sendo de aproximadamente 60% das MPEs, 
conforme pesquisa realizada pelo SEBRAE (2004), se considerando os negócios que 
encerraram suas atividades nos primeiros quatro anos de atividade. 
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Contudo, os dados são baseados em pesquisas cujo universo é formado 
apenas por empresas formalmente registradas. Em se tratando de MPEs, esse fator 
é um importante limitador uma vez que a informalidade em relação as empresas de 
pequeno porte é expressiva na economia brasileira. 
Uma das questões relacionadas a estes dados é o fato do Brasil possuir uma 
das maiores taxas de empreendedorismo por necessidade, considerado um fator 
negativo comparando-se com as empresas criadas por oportunidade de negócio, já 
que estas tem mais chances de sobreviver. Segundo o Global Entrepreneurship 
Monitor (GEM 2005), a influência negativa do empreendedorismo por necessidade 
tem aumento no Brasil relativamente comparado com os demais países. 
Diversos fatores contribuem para a mortalidade precoce das MPEs, nas 
diferentes áreas de uma empresa, sendo ainda no caso do Brasil um fator adicional 
referente a legislação injusta devido ao tratamento semelhante a todas as empresas, 
independente do tamanho (Filardi, 2010). 
Uma pesquisa de campo realizada com informações de 100 empresas extintas 
entre 2003 e 2005, para apurar qual o peso dos fatores contribuintes para a 
mortalidade precoce de MPEs, foi realizada por Filardi, Lopes e Lima (2010). Entre os 
5 principais fatores destacamos 3. O fator Assessoria que se refere a importância da 
contratação de profissionais na área contábil e jurídica devido às questões fiscais, 
legais e tributárias. O fator Tributos considerado o mais sensível já que a falta de 
pagamento incorre em multas que desestruturam o caixa da empresa gerando falta 
de liquidez e podendo levar a insolvência da empresa em um curto espaço de tempo. 
E por fim o fator Burocracia que se refere ao cumprimento das exigências fiscais, 
legais e tributários. Uma fiscalização por exemplo, pode ocasionar o fechamento 
temporário da empresa causando sérios problemas operacionais, financeiros e de 
reputação. 
Para o MEI, apesar da Lei Geral das MPEs e o Estatuto do MEI sugerirem a 
simplificação e a unificação de licenças (alvará, bombeiros, vigilância sanitária, meio 
ambiente etc.), muitos estados e municípios não aderiram a estes princípios, 
implicando numa formalidade "inacabada". Ou seja, existem empresas do MEI que 
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estão formalizadas do ponto de vista federal mas não do ponto de vista estaduale 
municipal. 
O excesso de mudanças na Legislação do Simples Nacional, como em janeiro 
de 2018 que impactou o regime tributário das MPEs alterando as alíquotas, e 
tornando o cálculo mais complexo, fazem com que o SEBRAE venha a reforçar a 
recomendação de buscar a ajuda de um contador (SEBRAE, 2018). Todas essas 
alterações reforçam a crença do empreendedor em relação a dependência de 
assessores, como contador, para lidar com tamanha burocracia, impactando os 
custos de operação das MPEs. 
Estas constatações são reforçadas ao analisar o estudo “Doing Business 
2014”, em que o Brasil se encontra na 116ª posição dentre 189 países na dificuldade 
de fazer negócios, em que são citadas duas barreiras principais a atividade 
empreendedora: a elevada burocracia que permeia o funcionamento dos órgãos 
governamentais, e a alta carga tributária no país, apesar da avaliação positiva de 
esforços como o exemplo do Simples Nacional. 
De certa forma o regime do Simples é muitas vezes mais complicado que os 
métodos de outros regimes, exigindo avaliações não tão simples e sendo necessário 
análises cuidadosas de tabelas e regras para não se tomar decisões erradas que 
acarretem em multas (Souza, 2008) 
O regime do Simples Nacional teve as intenções de uma reforma tributária com 
simplificação tributária, mas na prática se apresenta complexo e com excessiva 
quantidade de regras que dificultam sua interpretação tanto pelos responsáveis nas 
empresas como também dos profissionais da área contábil. 
 
PROBLEMA DA INFORMALIDADE 
 
Levando-se em consideração as MPEs atuantes no comércio, ultrapassar os 
limites de faturamento do Simples provocam segundo Dutra (2103) um aumento 
mínimo de 79,2% da carga tributária alcançando 20,8% do faturamento. Neste cenário 
as EPPs optantes do Simples que tenham faturamento próximo ao limite, enfrentam 
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uma ameaça de serem obrigadas a entrar em um novo regime (apropriado para 
empresas que são várias vezes maior) sem ter as condições financeiras e 
administrativas para lidar com as novas exigências 
São muitos indícios de desestímulos ao crescimento formal das EPP optantes 
do Simples Nacional, segundo Dutra (2013) que também menciona diversas formas 
de sonegação dos impostos como a contratação informal de funcionários, ou pela não 
declaração de vendas ou ainda realizando a divisão do negócio em mais de um CNPJ. 
Diante de tais circunstâncias dá-se a percepção de que o sistema tributário é indutor 
da informalidade. 
Chega a ser um fato notório que para muitas das MPEs os demonstrativos 
contábeis não têm nenhuma relação com a realidade, segundo Nogueira (2017) que 
cita pesquisa do IBGE que avaliou a economia informal em 2003 num total de R$ 
217,6 bilhões. 
Apesar das conclusões de que o regime tributário do Simples Nacional tem 
dados suficientes que apontam como um exemplo de reforma tributária no Brasil, 
Suzuki (2013) previu que a alta projeção de adesão ao regime traria problemas de 
sonegação fiscal e inadimplência dessas empresas. 
 
PLANEJAMENTO E GESTÃO TRIBUTÁRIA 
 
O tributo é conceituado pelo Art. 3° do Código Tributário Nacional (CTN) como: 
“toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada” (BRASIL, 1966, Art. 3º). 
Lukik (2012) explica que, no contexto do planejamento tributário, os conceitos 
de tributo podem aparecer de distintas formas, dependendo sempre de quem o está 
utilizando no momento. O contribuinte, na maioria das vezes, o enxerga como algo 
indesejado, como uma intervenção do Estado no seu patrimônio. Pode ser entendido 
como uma norma de rejeição social. Por esse motivo o tributo é cobrado seguindo-se 
rigorosamente os princípios da legalidade estrita e tipicidade, ou seja, aquilo que não 
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estiver estritamente previsto em lei, não poderá ser cobrado do contribuinte a título 
de tributo. 
Lukik (2012) ainda explica que existem inúmeras razões para se realizar o 
planejamento tributário, dentre elas, talvez a mais importante, a de ordem econômica, 
por exemplo o significativo aumento da carga tributária no Brasil nas duas últimas 
décadas. O aumento expressivo da carga tributária pode ser melhor compreendido a 
partir dos números. Assim, enquanto no ano de 2004 a carga fiscal representava 
35,61%, oito anos mais tarde, ou seja, em 2012, ela ficou em 36,37%, em 2013, 36, 
42%, havendo, portanto, uma leve expansão de 0,05 pontos porcentual. Verifica-se, 
assim, que a tendência é aumento da carga tributária a cada novo ano. 
Segundo o levantamento, os impostos e tributos pagos pelos brasileiros e pelas 
empresas no país correspondem a 36,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Na 
Argentina, essa proporção é de 37,3%. No Uruguai, terceiro no ranking, a carga 
tributária é de 26,3%. As principais razões para a alta da carga tributária nas últimas 
duas décadas, segundo Lukik (2012), são as seguintes: 
A – Utilização da tributação como instrumento de política fiscal: com os 
objetivos principais de ajustar as contas públicas nacionais, bem como enfrentar 
problemas financeiros. O aumento na carga tributária brasileira aconteceu tanto pelo 
aumento dos valores dos tributos já existentes bem como pela criação de novos 
tributos como: Finsocial (1982), IPMF (1993), CPMF (1997), Cofins (1991) e CIDE 
Combustíveis (2001). 
B – Crescimento da economia: a produção industrial em alta, a lucratividade 
das empresas e volume geral de vendas no varejo necessariamente levaram a um 
aumento da carga tributária. 
C – Impacto das novas tecnologias: nos últimos anos, um enorme aparato 
tecnológico foi criado para auxiliar a arrecadação, fiscalização e recolhimento do 
imposto, tais como: declaração eletrônica do IR, sistema SISCOMEX, nota fiscal 
eletrônica, SPED, entre outros. Esses instrumentos trouxeram facilidade na 
fiscalização e arrecadação, diminuição da burocracia, sonegação e evasão fiscal. 
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A preocupação com o aumento da carga tributária no Brasil é preocupante 
porque está muito acima da média latino-americana e bem perto da dos países da 
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Tendo em 
vista esse aumento preocupante da carga tributária brasileira, torna-se imprescindível 
a realização do planejamento tributário. Andrade Filho (2008, p. 764) define 
planejamento tributário também denominado por alguns autores como elisão fiscal ou 
como a “escolha, entre alternativas igualmente válidas, de situações fáticas ou 
jurídicas que visam diminuir ou reduzir o ônus tributário dentro dos limites legais”. 
Verifica-se, de acordo com a definição proposta, que, planejamento tributário 
constitui-se em uma atividade legal que pesquisa dentre várias alternativas aquela ou 
aquelas que proporcionem uma menor carga tributária. Ação que deve ser adotada 
antes da ocorrência do fato gerador. Pode-se dizer também que o planejamento 
tributário é uma medida de prevenção, já que busca descobrir mecanismos que 
possibilitem reduzir o montante de tributos a que se deve pagar. O objetivo primordial 
é impedir a incidência tributária, com a finalidade de evitar o evento do fato gerador 
do tributo, minimizando, assim, seu montante, no sentido de reduzir a alíquota ou a 
base de cálculo. 
Alves (2003) conceitua o planejamento tributário como conjunto de medidas e 
atos tomados pelo contribuinte no sentido de organizar sua vida econômico-fiscal a 
fim de possibilitar que a gama de negócios, investimentos e lucros dessa pessoa 
jurídica sofram, dentro da esfera da legalidade, a menor carga tributária possível. 
Planejamento Tributário é definido por Oliveira et al. (2004) como uma forma jurídica 
legal de amortizar a carga fiscal, porém, estabelece elevado preparotécnico e grande 
senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. Para 
Latorraca (2000), Planejamento Tributário é a prática empresarial que 
preventivamente esquematiza os atos e fatos administrativos com a finalidade de 
informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais. 
Para que se tenha uma visão melhor sobre o planejamento tributário, destaca-
se que o este tem os seguintes objetivos: 
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1.Reduzir ou eliminar a carga fiscal das empresas, evitando-se que se 
concretizem operações tributáveis e/ou reduzindo-se a base de 
tributação; 
2.Adiar o pagamento de tributos, por meio do planejamento das datas 
de concretização de negócios e da administração adequada do fluxo de 
caixa; 
3.Eliminação de contingências tributárias, por meio da manutenção de 
adequados controles internos e do conhecimento profundo das 
operações e da legislação tributária; 
4.Redução do custo burocrático, por meio da racionalização de 
processos e funções, bem como da padronização e informatização de 
procedimentos. 
Segundo Zangirolami (2010) para realizar um bom planejamento tributário, é 
necessário que sejam diariamente analisados: a legislação tributária; a possibilidade 
de compensação de tributos; se os produtos produzidos ou comercializados pela 
empresa têm ou não substituição tributária (ICMS, IPI, PIS e COFINS); o ramo de 
atuação da empresa; o perfil dos clientes; as operações financeiras. Portanto, realizar 
o planejamento tributário envolve vários aspectos que vão desde a legislação 
tributária que normatiza os aspectos relacionados aos vários tipos de tributações 
existentes até os aspectos empresariais. 
 
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO NAS MICRO E PEQUENAS 
EMPRESAS 
 
O planejamento tributário é um direito, mas também pode ser considerado um 
dever. A Lei das Sociedades Anônimas (Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976) 
em seu artigo 153, define que “O administrador da companhia deve empregar, no 
exercício de suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo 
costuma empregar na administração dos seus próprios negócios” (BRASIL, 1976). 
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Nesse sentido, de acordo com Andrade Filho (2008), o administrador eleito 
para dirigir uma empresa deve adotar todas as medidas que, de acordo com a lei e o 
direito, tragam as maiores vantagens possíveis para a empresa. Sobre a necessidade 
de planejamento tributário para as empresas, Malkowski (2000, p. 19) expõe que: 
O planejamento da carga tributária deve fazer parte da rotina de qualquer 
empreendimento, na medida da imposição legal ao administrador do dever de 
empregar todos os recursos que estiverem ao seu alcance, no sentido de lograr os 
fins e no interesse da empresa. 
Verifica-se, portanto, que o planejamento tributário constitui-se não somente 
em um dever, mas também um direito do empresário que deve cuidar para manter 
sempre as suas obrigações tributárias em dia, observando-se qual a melhor maneira 
de tributar para a empresa, de forma que o pagamento dos tributos não interfira nos 
resultados negativamente, colocando em risco o bom funcionamento da empresa, já 
que se sabe que os tributos altos são uma das principais causas de fechamento de 
muitas MPE. 
Como comentado no início desse estudo, as MPE ao longo do tempo foram 
beneficiadas com vários incentivos fiscais que têm contribuído para que as mesmas 
permaneçam competitivas no mercado em relação às grandes empresas, tendo em 
vista que elas são extremamente importantes para a economia. Um desses incentivos 
é em relação à carga tributária. Em relação as MPE, o sistema tributário mais utilizado 
no Brasil é o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das 
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES). É um regime tributário 
diferenciado e simples criado especificamente para as MPE (RECEITA FEDERAL, 
2014). Aplicável às pessoas jurídicas consideradas como microempresas (ME) e 
empresas de pequeno porte (EPP), nos termos definidos na LC 123/06. 
Esta Lei Complementar estabelece normas gerais relativas ao tratamento 
diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de 
pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios [...]. (BRASIL, 2006, Art. 1º). 
Essa lei foi criada com o intuito de estabelecer o que determina o disposto no 
Art. 179 da Constituição Federal de 1988: 
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A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às 
microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento 
jurídico diferenciado, visando incentivá-las pela simplificação de suas obrigações 
administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou 
redução destas por meio de lei. (BRASIL, 1988, Art. 179). 
O SIMPLES é, portanto, uma forma simplificada e unificada de recolhimento 
de tributos, por meio da aplicação de percentuais favorecidos e progressivos, 
incidentes sobre uma única base de cálculo, a receita bruta. Apesar de pagar tributo 
diferenciado das grandes empresas, a alta carga tributária é uma das queixas 
frequentes dos micro e pequenos empresários, isso porque, no Brasil, a carga 
tributária é extremamente alta, e mesmo possuindo certos benefícios quanto a ela, 
muitas MPE ainda passam por sérios transtornos no momento de cumprir com os 
tributos, visto que constantemente existem atualizações neles. 
Outras vezes, ocorre que muitos empresários, por desconhecimento, não 
conseguem enquadrar a sua empresa na carga tributária específica, tornando 
complicada a sobrevivência da empresa. Assim, não raras vezes o empreendedor 
não vê outra saída a não ser sonegar impostos, que, no momento, pode parece ser a 
alternativa mais viável, porém, a longo prazo, acaba-se tornando um problema de 
grandes proporções (SOUZA et al. 2014). Os autores explicam que a medida mais 
viável para os empreendedores é realizar previamente o planejamento tributário a fim 
de verificar se o sistema escolhido é ou não viável, se pode ou não adotá-lo. É 
necessário realizar um estudo minucioso e profundo sobre as regras que regem os 
sistemas tributários, de forma a auxiliar na tomada de decisão. 
De acordo com Padoveze (2007, p. 130), o profissional habilitado para 
desempenhar esse estudo é o contador, que saberá definir quais informações são 
importantes e devem constar no sistema de informação contábil da empresa. Além 
do SIMPLES, as micro e pequenas empresas podem optar pelos seguintes regimes 
tributários: 
1.Lucro Real – os empresários que optam pela escolha desse regime podem 
escolher por um enquadramento trimestral ou anual com antecipações 
mensais em bases estimadas, tomando como base de cálculo o lucro fiscal 
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(lucro líquido), apurados pela contabilidade no exercício ajustados pelas 
adições ou compensações autorizadas. Fazem parte dos tributos federais o 
Imposto de Renda (IR), que tem alíquota básica de 15% e a Contribuição Social 
Sobre o Lucro Líquido (CSLL), com alíquota de 10% e de 9%. É a única forma 
de tributação em que o Fisco exige a apuração do resultado das empresas. 
2.Lucro Presumido – é uma forma de tributação simplificada para determinar 
a base de cálculo do IR e da CSLL das pessoas jurídicas, que não estiverem 
obrigadas, no ano calendário à apuração pelo Lucro Real. A base de cálculo é 
obtida por meio da aplicação de um percentual específico sobre cada receita 
obtida pela empresa. As alíquotas variam de 1,6 a 36% para o IR e de 9% para 
a CSLL. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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